Sinvastatina Limeg 20 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Generis Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
20 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sinvastatina 20 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 30 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
simvastatin
Resumo do produto:
4214193 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10006699 - 50018434 ; 4214094 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10006699 - 50018450 ; 4214292 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10006699 - 50018442
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
02/H/0044/002
Data de autorização:
2002-11-21

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o doente

Sinvastatina Limeg 10 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Limeg 20 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Limeg 40 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é Sinvastatina Limeg e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Limeg

3. Como tomar Sinvastatina Limeg

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Sinvastatina Limeg

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Sinvastatina Limeg e para que é utilizado

Sinvastatina Limeg é um medicamento utilizado para baixar os valores de colesterol

total, colesterol “mau” (colesterol das LDL), e substâncias gordas chamadas

triglicéridos no sangue.

Adicionalmente, o Sinvastatina Limeg aumenta os valores de colesterol “bom”

(colesterol das HDL).

Enquanto estiver a tomar este medicamento deve manter uma dieta recomendada para

redução de colesterol. Sinvastatina Limeg é um membro de uma classe de fármacos

denominados estatinas.

Sinvastatina Limeg é indicado, adicionalmente à dieta, em caso de ter:

- um valor aumentado de colesterol no sangue (hipercolesterolemia primária) ou

valores elevados de gordura no sangue (hiperlipidemia mista).

-uma doença hereditária (hipercolesterolemia familiar homozigótica) responsável pelo

aumento do valor do colesterol no sangue. Pode também receber outros tratamentos.

- doença coronária ou estiver em risco de a desenvolver (caso tenha diabetes, história

de acidente vascular cerebral, ou outra doença dos vasos sanguíneos). Sinvastatina

Limeg pode prolongar a sua vida através da redução do risco de ataque cardíaco ou de

outras complicações cardiovasculares, independentemente do nível de colesterol no

seu sangue.

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14-11-2018

INFARMED

A maioria das pessoas não tem sintomas imediatos de colesterol elevado. O seu

médico poderá determinar o seu nível de colesterol através de uma simples análise ao

sangue.

Mantenha as consultas regulares com o seu médico, para que ele possa indicar-lhe a

melhor maneira de controlar o seu colesterol.

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Limeg

Não tome Sinvastatina Limeg:

- se tem alergia à sinvastatina ou a qualquer outro componente de Sinvastatina Limeg

(indicados na secção 6).

- se lhe foi diagnosticada uma doença de fígado

- se está grávida ou a amamentar

- se está a tomar:

itraconazol ou cetoconazol (medicamentos antifúngicos)

eritromicina, claritromicina ou telitromicina (antibióticos)

indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir (inibidores da protease do VIH usados para

as infecções por VIH) nefazodona (antidepressivo).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de tomar Sinvastatina Limeg.

Fale com o seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que possa ter ou já tenha

tido, e sobre as suas alergias.

Informe o seu médico se bebe grandes quantidades de bebidas alcoólicas.

Informe o seu médico se já teve alguma doença de fígado ou se tem insuficiência

respiratória grave. Sinvastatina Limeg pode não ser indicado para si.

Informe o seu médico se for fazer uma operação cirúrgica. Pode necessitar parar de

tomar os comprimidos de Sinvastatina Limeg por um curto período de tempo.

Antes de iniciar o tratamento com Sinvastatina Limeg, o seu médico deve fazer

análises ao seu sangue para verificar se o seu fígado está a funcionar adequadamente.

O seu médico pode também requisitar análises ao sangue para verificar como está a

funcionar o seu fígado após ter iniciado o tratamento com Sinvastatina Limeg.

Consulte o seu médico imediatamente se sentir dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares. Isto deve-se ao facto de em raras situações, os problemas musculares

poderem ser graves, incluindo destruição muscular (rabdomiólise) que resulta em

lesões nos rins; e em muito raras situações ocorreram mortes.

Há maior risco de destruição muscular com as doses mais elevadas de Sinvastatina

Limeg e esta é maior em certos doentes. Informe o seu médico se alguma das

seguintes situações se aplicar a si:

- consome grandes quantidades de álcool

- problemas nos rins

- problemas na tiroide

- tem mais de 70 anos de idade

- alguma vez teve problemas musculares durante o tratamento com medicamentos

para baixar o colesterol chamados “estatinas” ou fibratos

- tem, ou algum familiar próximo tem, um distúrbio muscular hereditário

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14-11-2018

INFARMED

Informe igualmente o seu médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular

constante. Podem ser necessários testes ou medicamentos adicionais para diagnosticar

e tratar este problema.

Enquanto estiver a tomar este medicamento o seu médico irá avaliar se tem diabetes

ou está em risco de vir a ter diabetes. Estará em risco de vir a ter diabetes se tem

níveis elevados de açúcar e gorduras no sangue, excesso de peso ou pressão arterial

elevada.

Crianças

A utilização de Sinvastatina Limeg não é recomendada em crianças.

Outros medicamentos e Sinvastatina Limeg

Tomar Sinvastatina Limeg com qualquer um dos seguintes medicamentos poderá

aumentar o risco de problemas musculares (alguns destes foram já referidos na secção

anterior “Não tome Sinvastatina Limeg”), por isso é particularmente importante que

informe o seu médico se estiver a tomar:

- ciclosporina (um medicamento frequentemente utilizado em doentes com transplante

de órgãos)

- danazol (uma hormona sintética usada para tratar a endometriose)

- medicamentos como o itraconazol ou cetoconazol (antifúngicos)

- fibratos como o genfibrozil e bezafibrato (medicamentos para baixar o colesterol)

- eritromicina, claritromicina, telitromicina ou ácido fusídico (antibióticos)

- inibidores da protease do VIH como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir

(medicamentos para a SIDA)

- nefazodona (antidepressivo)

- amiodarona (um medicamento usado para tratar o batimento irregular do coração)

- verapamil ou diltiazem (medicamentos usados para tratar a pressão arterial elevada,

a angina de peito ou outras doenças do coração)

Para além dos medicamentos acima indicados, informe o seu médico ou farmacêutico

se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos.

Em particular, informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes

medicamentos:

medicamentos que previnem os coágulos no sangue, como por exemplo a varfarina,

fenprocumona ou acenocumarol (anticoagulantes)

fenofibrato (outro medicamento para baixar o colesterol)

niacina (outro medicamento para baixar o colesterol)

Sinvastatina Limeg com alimentos e bebidas

O sumo de toranja contém um ou mais componentes que alteram o modo como o

organismo utiliza certos medicamentos, incluindo Sinvastatina Limeg. O consumo de

sumo de toranja deverá ser evitado.

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Gravidez e amamentação

Não tome Sinvastatina Limeg se está grávida, planeia engravidar ou suspeita que está

grávida. Se engravidar durante o tratamento com Sinvastatina Limeg, pare

imediatamente o tratamento e fale com o seu médico. Não tome Sinvastatina Limeg se

está a amamentar, uma vez que se desconhece se o medicamento passa para o leite

materno.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não se prevê que Sinvastatina Limeg interfira com a sua capacidade de conduzir ou

utilizar máquinas.

No entanto, deve ser tomado em consideração que algumas pessoas sentem tonturas

após tomarem Sinvastatina Limeg.

Sinvastatina Limeg contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem alguma

intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Sinvastatina Limeg

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Enquanto estiver a tomar Sinvastatina Limeg, deverá fazer uma dieta para reduzir o

colesterol.

A dose é de 1 comprimido de Sinvastatina Limeg 10 mg, 20 mg ou 40 mg, tomado

por via oral, uma vez por dia.

A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com níveis de colesterol muito

elevado e com elevado risco de complicações cardiovasculares.

O seu médico decidirá qual a dose apropriada para si, de acordo com o seu tratamento

atual e a sua situação de risco.

Tome Sinvastatina Limeg à noite. Sinvastatina Limeg pode ser tomado com ou sem

alimentos. A dose inicial habitual é de 10, 20 ou, em alguns casos, 40 mg por dia. O

seu médico poderá ajustar a dose de Sinvastatina Limeg após, no mínimo, 4 semanas

até um máximo de 80 mg por dia. Não tome mais que 80 mg por dia. O seu médico

poderá receitar doses mais baixas, sobretudo, se estiver a tomar alguns dos

medicamentos atrás mencionados ou tiver determinados problemas renais.

Tome Sinvastatina Limeg até o seu médico mandar parar.

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INFARMED

Se o seu médico lhe receitou Sinvastatina Limeg juntamente com um medicamento

sequestrante dos ácidos biliares (medicamentos para baixar o colesterol), deve tomar

Sinvastatina Limeg pelo menos 2 horas antes, ou 4 horas depois de tomar o

sequestrante dos ácidos biliares.

Se tomar mais Sinvastatina Limeg do que deveria

Por favor contacte o seu médico ou farmacêutico.

Caso se tenha esquecido de tomar Sinvastatina Limeg

Não tome uma dose extra para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Volte

a tomar os comprimidos de Sinvastatina Limeg dentro do horário previsto no dia

seguinte.

Se parar de tomar Sinvastatina Limeg

- O seu colesterol pode aumentar de novo.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, Sinvastatina Limeg pode ter efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Foram notificados os seguintes efeitos secundários pouco frequentes (ocorrem em 1 a

10 de 1000 doentes tratados):

- distúrbios do sono incluindo insónia e pesadelos

- depressão

- perda de memória

- disfunção sexual.

Raros (ocorrem em 1 ou mais doentes de cada 10.000 mas em menos de 1 de cada

1.000 doentes tratados)

Foram comunicados os seguintes efeitos secundários raros.

Se ocorrer algum destes efeitos secundários graves, pare de tomar este medicamento e

fale imediatamente com o seu médico ou dirija-se às urgências do hospital mais

próximo.

- dor, sensibilidade ou fraqueza musculares ou cãibras. Em raras situações, estes

problemas musculares podem ser graves, incluindo destruição muscular

(rabdomiólise) que resulta em lesões nos rins; e em muito raras situações ocorreram

mortes.

- reações de hipersensibilidade (alérgicas) incluindo:

- inchaço da face, língua e garganta, que podem causar dificuldade em respirar

(angiedema)

- dor muscular grave, habitualmente nos ombros e anca

- erupção cutânea com fraqueza muscular dos membros e do pescoço

- dor ou inflamação das articulações

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- inflamação dos vasos sanguíneos

- nódoas negras pouco comuns, erupções e inchaço na pele, urticária, sensibilidade da

pele ao sol, febre, rubor facial

- dificuldade em respirar e mal-estar

- quadro de doença tipo lúpus (incluindo erupção cutânea, distúrbios nas articulações

e efeitos nas células do sangue)

- inflamação do fígado com amarelecimento da pele e dos olhos, comichão, urina

escura ou fezes descoradas, insuficiência hepática (muito rara)

- inflamação do pâncreas, frequentemente com dor abdominal grave.

Foi notificado o seguinte efeito secundário grave muito raro:

- uma reação alérgica grave que pode causar dificuldade em respirar ou tonturas

(anafilaxia)

Foram também raramente comunicados os seguintes efeitos secundários:

- número baixo de glóbulos vermelhos (anemia)

- dormência ou fraqueza nos braços e pernas

- dor de cabeça, sensação de formigueiro, tonturas

- perturbações digestivas (dor abdominal, prisão de ventre, gases intestinais,

indigestão, diarreia, náuseas, vómitos)

- erupção cutânea, comichão, perda de cabelo

- fraqueza.

Foram relatados os seguintes efeitos indesejáveis muito raros (em menos de 1 em 10

000 doentes tratados):

- Problemas respiratórios incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre.

Efeitos secundários com frequência desconhecida: fraqueza muscular constante

Diabetes. É mais provável ter diabetes se tiver níveis elevados de açúcar e gorduras no

sangue, excesso de peso ou pressão arterial elevada. O seu médico irá avaliar se tem

diabetes enquanto estiver a tomar este medicamento.

Valores Laboratoriais

Nas análises ao sangue foram observados aumentos de alguns valores da função

hepática e de uma enzima muscular (creatina quinase).

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale como o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações

sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque de Saúde de Lisboa, Av. do Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel.: +351 21 798 73 73

APROVADO EM

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INFARMED

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Sinvastatina Limeg

Conservar a temperatura inferior a 30°C.

Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sinvastatina Limeg

- A substância ativa é a sinvastatina. Cada comprimido revestido por película contém

10 mg, 20 mg ou 40 mg de sinvastatina.

- Os outros componentes são: lactose mono-hidratada; celulose microcristalina 101;

amido pré-gelificado; butil-hidroxianisol (E 320); ácido ascórbico; ácido cítrico

anidro; sílica coloidal anidra; talco; estearato de magnésio; hipromelose; óxido de

ferro vermelho (E 172); óxido de ferro amarelo (E 172); citrato de trietilo; dióxido de

titânio (E 171); povidona.

Qual o aspeto de Sinvastatina Limeg e conteúdo da embalagem

Os comprimidos de 10 mg são oblongos de cor pêssego, ovais, biconvexos,

ranhurados numa das faces. Apresentam-se em embalagens de 20, 30 e 60

comprimidos acondicionados em blisters de plástico e alumínio.

Os comprimidos de 20 mg são de cor tan, ovais e biconvexos Apresentam-se em

embalagens de 20, 30 e 60 comprimidos acondicionados em blisters de plástico e

alumínio.

Os comprimidos de 40 mg são de cor vermelho-tijolo, ovais e biconvexos.

Apresentam-se em embalagens de 30 e 60 comprimidos acondicionados em blisters de

plástico e alumínio.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Generis Farmacêutica, S.A.

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

Fabricante

Labesfal Laboratórios Almiro, S.A.

Zona Industrial do Lagedo

3465-157 Santiago de Besteiros

Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Sinvastatina Limeg 10 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Limeg 20 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Limeg 40 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Sinvastatina Limeg, 10 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg de sinvastatina.

Sinvastatina Limeg, 20 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 20 mg de sinvastatina.

Sinvastatina Limeg, 40 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de sinvastatina.

Excipiente(s) com efeito conhecido:

65,73 mg de lactose mono-hidratada por comprimido revestido de 10 mg.

131,46 mg de lactose mono-hidratada por comprimido revestido de 20 mg.

262,92 mg de lactose mono-hidratada por comprimido revestido de 40 mg.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

10mg: Comprimidos oblongos de cor pêssego, ovais, biconvexos, ranhurados numa

das faces.

20mg: Comprimidos de cor tan, ovais e biconvexos.

40mg: Comprimidos de cor vermelho-tijolo, ovais e biconvexos

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia:

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Tratamento da hipercolesterolemia primária ou dislipidemia mista, como adjuvante da

dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (ex.

exercício físico, perda de peso) for inadequada.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica como adjuvante da dieta e

outros tratamentos hipolipemiantes (ex. LDL-aferese) ou se tais tratamentos não

forem apropriados.

Prevenção cardiovascular:

Redução da mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis

de colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correção de outros fatores

de risco e de outras terapêuticas cardioprotetoras (ver secção 5.1.).

4.2 Posologia e modo de administração

O intervalo posológico é de 5-80mg/dia administrados por via oral numa dose única à

noite.

Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não inferiores a

4 semanas, até um máximo de 80mg/dia administrados em dose única à noite. A dose

de 80mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia grave e em risco

elevado de complicações cardiovasculares.

Hipercolesterolemia:

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e

deverá continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Limeg. A dose

inicial habitual é de 10-20mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes que

necessitem de uma grande redução do C-LDL (mais de 45%) podem iniciar a

terapêutica com 20-40mg/dia em dose única administrada à noite. Os ajustes

posológicos, se necessários, devem ser efetuados da forma anteriormente

especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia recomendada é

de 40mg/dia de Sinvastatina Limeg comprimidos revestidos tomado à noite, ou de

80mg/dia, divididos por 3 administrações, duas diurnas de 20mg e uma de 40mg à

noite. Sinvastatina Limeg deve ser usado como adjuvante de outros tratamentos

hipolipemiantes (p. ex. LDL-aferese) neste grupo de doentes, ou só por si, quando não

estiverem disponíveis tais terapêuticas.

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de sinvastatina é de 20 a 40mg/dia, em toma única à noite, nos

doentes em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca coronária

com ou sem hiperlipidemia). A terapêutica farmacológica poderá ser iniciada em

simultâneo com a dieta e o exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários,

devem ser efetuados da forma anteriormente especificada.

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

Terapêutica concomitante

Sinvastatina Limeg comprimidos revestidos é eficaz isoladamente ou em associação

com sequestrantes dos ácidos biliares. A administração deve ocorrer 2 horas antes ou

4 horas após a administração de um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar ciclosporina, genfibrozil, danazol ou outros fibratos (exceto o

fenofibrato) ou doses hipolipemiantes (³ 1g/dia) de niacina concomitantemente com

sinvastatina, a dose de sinvastatina não deve exceder 10mg/dia. Em doentes a tomar

amiodarona ou verapamil concomitantemente com Sinvastatina Limeg, a dose de

sinvastatina não deverá exceder 20mg/dia (ver secções 4.4 e 4.5).

Posologia na insuficiência renal

Não deverá ser necessária uma modificação da posologia em doentes com

insuficiência renal moderada. Nos doentes com insuficiência renal grave (depuração

da creatinina < 30ml/min), as posologias acima de 10mg/dia deverão ser

cuidadosamente consideradas e, se necessário, instituídas com precaução.

Idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

População pediátrica

A experiência em crianças é limitada. Sinvastatina Limeg comprimidos revestidos não

é recomendado para uso pediátrico.

4.3 Contraindicações

· Hipersensibilidade à sinvastatina ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

· Doença hepática ativa ou elevações persistentes e sem explicação das transaminases

séricas.

· Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6).

· Administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (ex. itraconazol,

cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina

e nefazodona) (ver secção 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Miopatia/Rabdomiólise

A sinvastatina, tal como outros inibidores da redutase da HMG-CoA, provoca

ocasionalmente miopatia que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares, elevações de creatinaquinase (CK) acima de dez vezes superiores ao

limite superior da normalidade (LSN). Por vezes a miopatia toma a forma de

rabdomiólise, com ou sem insuficiência renal aguda secundária a mioglobinúria,

tendo ocorrido muito raramente casos de morte. O risco de miopatia é aumentado

pelos elevados níveis de atividade inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

Tal como com os outros inibidores da redutase HMG-CoA, o risco de

miopatia/rabdomiólise depende da dose. Numa base de dados de ensaios clínicos, com

41.050 doentes tratados com Sinvastatina Limeg, dos quais 24.747 (aproximadamente

60 %) foram tratados pelo menos durante 4 anos, a incidência de miopatia foi,

aproximadamente, de 0,02 %, 0,08 % e 0,53 % com 20, 40 e 80 mg/dia,

respetivamente. Nestes ensaios, os doentes foram cuidadosamente monitorizados,

tendo sido excluídos alguns medicamentos com interação.

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que

isto torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem

significativamente elevados (> 5 x LSN), deverão ser reavaliados após 5 a 7 dias para

confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a

relatar de imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram

sem explicação.

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com fatores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do

início da terapêutica com sinvastatina, para estabelecer um valor de referência basal,

nas seguintes situações:

· Idosos (idade > 70 anos)

· Disfunção renal

· Hipotiroidismo não controlado

· História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias

· História prévia de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

· Abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

anteriormente uma perturbação muscular com um fibrato ou com uma estatina, o

tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução.

Se os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (> 5 x LSN), o

tratamento não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento com sinvastatina,

os níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente

elevados (> 5 x LSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá

ser interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto

diário, ainda que os níveis de CK sejam < 5 x LSN, deverá ser considerada a

descontinuação do tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra

razão, o tratamento deve ser descontinuado.

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser

considerada a reintrodução da estatina ou a introdução de uma estatina alternativa, na

dosagem mais baixa desde que seja efetuada uma monitorização cuidadosa.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante alguns

dias antes de grande cirurgia eletiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos

graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações medicamentosas

(ver também secção 4.5)

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante de sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4 (tais como o

itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da

protease do VIH, nefazodona), assim como com genfibrozil, ciclosporina e danazol

(ver secção 4.2).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

outros fibratos, doses hipolipemiantes (³ 1 g/dia) de niacina ou pelo uso concomitante

de amiodarona ou verapamil com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2

e 4.5). Ocorre também um ligeiro aumento do risco quando o diltiazem é usado com

sinvastatina 80 mg. O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado

pela administração concomitante de ácido

fusídico com estatinas (ver secção 4.5).

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, a utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do

VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona está contraindicada (ver

secções 4.3 e 4.5). Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina,

claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem que

ser interrompida durante o tratamento. Além disso, deve usar-se de precaução quando

se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4:

ciclosporina, verapamil, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.5). Deve ser evitada a ingestão

concomitante de sumo de toranja e de sinvastatina.

A dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente ciclosporina, danazol ou genfibrozil. A utilização de sinvastatina

em associação com genfibrozil deve ser evitada, exceto quando for provável que os

benefícios superem os riscos aumentados desta associação medicamentosa. Os

benefícios da associação de 10 mg de sinvastatina por dia a outros fibratos (exceto o

fenofibrato), ciclosporina ou danazol devem ser cuidadosamente ponderados em

relação aos riscos potenciais destas associações (ver secções 4.2 e 4.5).

Deve usar-se de precaução ao prescrever fenofibrato ou niacina (

1g/dia) com

sinvastatina, uma vez que qualquer um destes medicamentos administrados

isoladamente pode causar miopatia.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20 mg

por dia com amiodarona ou verapamil, exceto se for provável que o benefício clínico

supere o risco aumentado de miopatia (ver secções 4.2 e 4.5).

Se a associação medicamentosa revelar essa necessidade, os doentes tratados com

ácido fusídico e sinvastatina devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secção

4.5). Pode ser considerada a suspensão temporária do tratamento com sinvastatina.

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

Função reduzida das proteínas de transporte

A função reduzida das proteínas transportadoras hepáticas OATP pode aumentar a

exposição sistémica da sinvastatina e o risco de miopatia e rabdomiólise. A função

reduzida pode ocorrer como resultado da inibição pela interação de medicamentos

(por exemplo ciclosporina) ou em doentes que são portadores do genótipo c.521T>C

do SLCO1B1.

Os doentes portadores do alelo genético do SLCO1B1 (c.521T> C), que codifica a

proteína OATP1B1 menos ativa, têm uma maior exposição sistémica da sinvastatina e

um aumento do risco de miopatia.

O risco de uma miopatia relacionada com a dose elevada (80 mg) de sinvastatina é,

em geral, de cerca de 1% sem avaliação genética. Com base nos resultados do estudo

SEARCH, os portadores homozigóticos do alelo C (também chamados de CC)

tratados com 80 mg de sinvastatina têm um risco de miopatia de 15% dentro de um

ano, enquanto que o risco nos portadores heterozigóticos do alelo C (TC) é de 1,5%.

O risco correspondente é de 0,3% nos doentes com o genótipo mais comum (TT) (ver

secção 5.2). Quando disponível, a genotipagem para a presença do alelo C deve ser

considerada como parte da avaliação de risco-benefício, antes de prescrever 80 mg de

sinvastatina e doses elevadas devem ser evitadas nos doentes portadores do genótipo

CC. No entanto, a ausência deste gene na genotipagem não exclui que não possa ainda

ocorrer miopatia.

Miopatia necrosante imunomediada

Foram notificados casos muito raros de miopatia necrosante imunomediada (IMNM –

imune-mediated necrotizing myopathy) durante ou após o tratamento com algumas

estatinas. A IMNM é caracterizada clinicamente por fraqueza muscular proximal e

elevação da creatina quinase sérica, que persistem apesar da interrupção do tratamento

com estatinas.

Efeitos hepáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados

com sinvastatina, aumentos persistentes (para > 3 x LSN) das transaminases séricas.

Quando a administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes,

os níveis de transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis

anteriores ao tratamento.

Recomenda – se que sejam realizados testes de função hepática antes do início da

terapêutica, e posteriormente quando indicado clinicamente. Doentes tratados com

uma dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3

meses após a titulação para a dose de 80 mg e periodicamente (por ex.

semestralmente) no primeiro ano de tratamento. Deverá ser dada atenção especial aos

doentes que registem aumentos dos níveis das transaminases séricas, e, nestes

doentes, os doseamentos deverão ser repetidos de imediato, e depois realizados mais

frequentemente. Se os níveis das transaminases séricas mostrarem aumentos

progressivos, especialmente se aumentarem para mais de 3 x LSN e forem

persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa.

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

O medicamento deve ser usado com precaução em doentes que consumam

quantidades substanciais de álcool.

Tal como acontece com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações

moderadas das transaminases séricas (< 3 x LSN) na sequência do tratamento com

sinvastatina. Estas alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com

sinvastatina, foram geralmente transitórias, não foram acompanhadas de quaisquer

sintomas e não foi necessária a interrupção do tratamento.

Doença pulmonar intersticial

Foram notificados casos raros de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas,

especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção 4.8). Os sintomas

observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado de saúde

em geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de desenvolvimento de

doença pulmonar intersticial, a terapêutica com estatina deve ser interrompida.

Diabetes mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe farmacológica podem

elevar a glicemia e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de

diabetes, podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de

diabetes é adequado. Este risco é, no entanto, suplantado pela redução do risco

vascular das estatinas e, portanto, não deve ser uma condição para interromper a

terapêutica. Os doentes em risco (glicemia em jejum entre 5,6 a 6,9 mmol/L,

IMC>30Kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados tanto

clínica como bioquimicamente, de acordo com as orientações nacionais.

Excipientes

Este medicamento contém lactose. Os doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, com deficiência de lactase ou com má absorção de glucose-

galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

Interações farmacodinâmicas

Interações com fármacos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos e niacina (ácido nicotínico) (³ 1 g/dia). Além disso, existe

uma interação farmacocinética com genfibrozil que resulta num aumento dos níveis

plasmáticos de sinvastatina (ver a seguir Interações farmacocinéticas e secções 4.2 e

4.4). Quando sinvastatina e fenofibrato são administrados concomitantemente, não há

evidência de que o risco de miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada

medicamento. Não estão disponíveis dados adequados de farmacovigilância e

farmacocinética para outros fibratos.

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

Interações farmacocinéticas

As recomendações relativas a prescrição para os medicamentos com interação são

resumidos no quadro seguinte (o texto fornece informações adicionais; ver também as

secções 4.2, 4.3 e 4.4).

Interações Medicamentosas Associadas com o Risco Aumentado de

Miopatia/Rabdomiólise

Medicamentos com interação

Recomendações de prescrição

Inibidores potentes do CYP3A4

Itraconazol

Cetoconazol

Eritromicina

Claritromicina

Telitromicina

Inibidores da protease do VIH

Nefazodona

Contraindicados com sinvastatina

Genfibrozil

Evitar, mas se necessário, não exceder

10 mg de sinvastatina por dia

Ciclosporina

Danazol

Outros fibratos (exceto o fenofibrato)

Não exceder 10 mg de sinvastatina por

Amiodarona

Verapamil

Não exceder 20 mg de sinvastatina por

Diltiazem

Não exceder 40 mg de sinvastatina por

Ácido fusídico

Os doentes devem ser cuidadosamente

monitorizados. Pode ser considerada a

suspensão temporária do tratamento

com sinvastatina.

Sumo de toranja

Evitar o sumo de toranja enquanto a

sinvastatina estiver a ser tomada

Efeito de outros medicamentos na sinvastatina.

Interações que envolvem o CYP3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do

citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do

aumento da concentração de atividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA

durante a terapêutica com sinvastatina. Estes inibidores incluem itraconazol,

cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH

e nefazodona. A administração concomitante de itraconazol resultou num aumento de

mais de 10 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina (o metabolito beta-

hidroxiácido ativo). A telitromicina causou um aumento de 11 vezes na exposição ao

ácido da sinvastatina.

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

Consequentemente, está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina com

itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina,

telitromicina e nefazodona. Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol,

eritromicina, claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com

sinvastatina deverá ser interrompida durante o tratamento. Deve usar-se de precaução

quando se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4:

ciclosporina, verapamil, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.4).

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

ciclosporina, particularmente com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções

4.2 e 4.4). Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia

em doentes a tomar concomitantemente ciclosporina. Apesar de o mecanismo não ser

totalmente compreendido, a ciclosporina demonstrou aumentar a AUC dos inibidores

da redutase da HMG-CoA. O aumento na AUC do ácido da sinvastatina, deve-se

possivelmente devido, em parte, à inibição do CYP3A4.

Danazol

O risco de miopatia e de rabdomiólise está aumentado pela administração

concomitante de danazol com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2 e

4.4).

Genfibrozil

O genfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente

devido à inibição da via metabólica de glucuronidação (ver secções 4.2 e 4.4)

Amiodarona e verapamil

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

de amiodarona ou verapamil com doses superiores de sinvastatina (ver secção 4.4).

Num ensaio clínico em curso, foi relatada miopatia em 6 % dos doentes a tomar 80

mg de sinvastatina e amiodarona.

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

aproximadamente 1 % em doentes a tomar 40 mg ou 80 mg de sinvastatina e

verapamil. Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante com

verapamil resultou num aumento de 2,3 vezes da exposição ao ácido da sinvastatina,

possivelmente devido, em parte, à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de

sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente

amiodarona ou verapamil, exceto se for provável que o benefício clínico ultrapasse o

risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.

Diltiazem

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

1 % em doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e diltiazem. O risco de miopatia em

doentes a tomar 40 mg de sinvastatina não foi aumentado pelo uso concomitante de

diltiazem (ver secção 4.4). Num estudo de farmacocinética, a administração

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

concomitante de diltiazem causou um aumento 2,7 vezes na exposição ao ácido da

sinvastatina possivelmente devido à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose

de sinvastatina não deve exceder 40 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente diltiazem, exceto se for provável que o benefício clínico

ultrapasse o risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.

Ácido fusídico

O risco de miopatia pode ser aumentado pela administração concomitante de ácido

fusídico com estatinas, incluindo a sinvastatina. Foram notificados casos isolados de

rabdomiólise com sinvastatina. Pode ser considerada a suspensão temporária do

tratamento com sinvastatina. Se se revelar necessário, os doentes tratados com ácido

fusídico e sinvastatina devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secção 4.4).

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de

sumo de toranja de manhã e de sinvastatina à noite, resultou também num aumento de

1,9 vezes. Logo, deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento

com sinvastatina.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem um efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se

espera que a sinvastatina afete as concentrações plasmáticas de outras substâncias

metabolizadas pelo citocromo P450 3A4.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina, potenciaram ligeiramente o

efeito dos anticoagulantes cumarínicos: o tempo de protrombina registado como

Razão Normalizada Internacional (INR) aumentou de um valor inicial de 1,7 para 1,8

no estudo efetuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efetuado nos doentes.

Foram relatados casos muito raros de aumento da INR. Nos doentes a tomar

anticoagulantes cumarínicos, o tempo de protrombina deverá ser determinado antes de

iniciar a sinvastatina, e com a frequência necessária durante a fase inicial do

tratamento, para assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo de

protrombina. Assim que se registar um tempo de protrombina estável, este poderá ser

monitorizado a intervalos geralmente recomendados para doentes que tomam

anticoagulantes cumarínicos. Caso se altere a dose ou se interrompa o tratamento com

sinvastatina, dever-se-á repetir o mesmo procedimento. A terapêutica com

sinvastatina não foi associada a hemorragias ou a alterações do tempo de protrombina

em doentes que não tomam anticoagulantes.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

Sinvastatina Limeg comprimidos revestidos está contraindicado durante a gravidez

(ver secção 4.3).

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efetuados ensaios

clínicos controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram recebidos relatos

raros de anomalias congénitas após exposição intrauterina a inibidores da redutase da

HMG-CoA. Contudo, numa análise de aproximadamente 200 gestações, seguidas

prospetivamente, expostas durante o primeiro trimestre a sinvastatina ou a outro

fármaco estreitamente relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA, a

incidência de anomalias congénitas foi comparável à observada na população em

geral. Este número de gestações foi estatisticamente suficiente para excluir um

aumento igual ou superior a 2,5 vezes de anomalias congénitas em relação à

incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos

recém-nascidos de doentes a tomar sinvastatina ou outro fármaco estreitamente

relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da observada na

população em geral, o tratamento materno com sinvastatina pode reduzir os níveis

fetais de mevalonato, que é um precursor da biossíntese do colesterol. A aterosclerose

é um processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos hipolipemiantes

durante a gravidez deverá ter muito pouco impacto no risco a longo prazo associado a

hipercolesterolemia primária. Por estas razões, a sinvastatina não deve ser usada em

mulheres grávidas, a tentar engravidar ou com suspeita de estarem grávidas. O

tratamento com sinvastatina deve ser suspenso durante o período da gravidez ou até

que se determine que a mulher não está grávida (ver secções 4.3 e 5.3).

Amamentação

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, é excretada no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e

devido ao potencial de reações adversas graves, as mulheres que tomam sinvastatina

não deverão amamentar os seus filhos (ver secção 4.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sinvastatina Limeg sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

são nulos ou desprezáveis. No entanto, durante a condução e utilização de máquinas,

deve ser tomado em consideração que foram relatadas raramente tonturas na

experiência pós-comercialização.

4.8 Efeitos indesejáveis

As frequências dos seguintes acontecimentos adversos, que foram relatados durante os

estudos clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificados com base numa

avaliação das suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a

longo prazo, controlados com placebo, que incluem os estudos HPS e 4S,

respetivamente com, 20.536 e 4.444 doentes (ver secção 5.1). Para o HPS, os únicos

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

acontecimentos adversos graves registados foram mialgia, aumentos das

transaminases séricas e da CK. Para o 4S, foram registados todos os acontecimentos

adversos abaixo mencionados. Se as taxas de incidência sobre a sinvastatina foram

menores ou semelhantes às do placebo nestes ensaios, e se houve acontecimentos

semelhantes com razoável nexo de causalidade relatados espontaneamente, estes

acontecimentos adversos são classificados como "raros".

No estudo HPS (ver secção 5.1), que envolveu 20.536 tratados com 40 mg/dia de

Sinvastatina (n = 10.269) ou com placebo (n = 10.267), os perfis de segurança foram

comparáveis entre doentes tratados com 40 mg de Sinvastatina e doentes tratados com

placebo durante os 5 anos de duração média do estudo. As percentagens de

interrupção devidas a efeitos colaterais foram comparáveis (4,8 % nos doentes

tratados com 40 mg de Sinvastatina, em comparação com 5,1 % nos doentes que

receberam placebo). A incidência de miopatia foi < 0,1 % em doentes tratados com 40

mg de Sinvastatina. O aumento das transaminases (> 3 x LSN, confirmada por

repetição do teste) ocorreu em 0,21 % (n = 21) dos doentes tratados com 40 mg de

Sinvastatina, em comparação com 0,09 % (n = 9) dos doentes que receberam placebo.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo: Muito

frequentes (

1/10), Frequentes (³ 1/100, < 1/10), Pouco frequentes (³ 1/1000, <

1/100), Raros (³ 1/10.000, < 1/1000), Muito raros (< 1/10.000) incluindo relatos

isolados.

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raros: anemia

Afeções do sistema imunitário

Muito raros: anafilaxia

Perturbações do foro psiquiátrico

Pouco frequentes: depressão

Doenças do sistema nervoso

Pouco frequentes: perturbações no sono incluindo insónia e pesadelos, perda de

memória

Raros: cefaleias, parestesias, tonturas, neuropatia periférica

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Raros: doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica de longa duração

(ver secção 4.4).

Doenças gastrointestinais

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos,

pancreatite

Afeções hepatobiliares

Raros: hepatite/icterícia

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Muito raros: insuficiência hepática.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Raros: erupção cutânea, prurido, alopecia

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Raros: miopatia, rabdomiólise (ver secção 4.4), mialgia, cãibras musculares

Frequência desconhecida: miopatia necrosante imunomediada (ver secção 4.4).

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Pouco frequentes: disfunção sexual

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Raros: astenia

Registou-se, raramente, uma aparente síndrome de hipersensibilidade que incluiu

algumas das seguintes manifestações: angioedema, síndroma do tipo lúpus,

polimialgia reumática, dermatomiosite, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia,

velocidade de sedimentação aumentada, artrite e artralgia, urticária,

fotossensibilidade, febre, rubor, dispneia e mal-estar.

Exames complementares de diagnóstico:

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST, g-glutamil transpeptidase)

(ver secção 4.4 Efeitos hepáticos), aumento da fosfatase alcalina; aumento dos níveis

séricos de CK (ver secção 4.4).

Efeitos de classe:

Diabetes mellitus: a frequência dependerá da presença ou ausência de fatores de risco

(glicemia em jejum

5,6 mmol/L, IMC>30Kg/m2, triglicéridos aumentados, história

de hipertensão)

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque de Saúde de Lisboa, Av. do Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 7373

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima tomada

foi de 3,6 g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento

específico em caso de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adotar medidas

genéricas sintomáticas e de suporte.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7 - Aparelho cardiovascular. Antidislipidémicos, código

ATC: C10A A01

Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisada no fígado

na forma do beta–hidroxiácido ativo correspondente, que tem uma atividade

significativa na inibição da redutase da HMG-CoA (redutase da 3–hidroxi–3–

metilglutaril–CoA). Esta enzima cataliza a conversão de HMG-CoA em mevalonato,

um passo inicial e limitante da velocidade de biossíntese do colesterol.

Sinvastatina demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de C-LDL. As

LDL são formadas por proteínas de muito baixa densidade (VLDL) e são

catabolisadas predominantemente pelo recetor de elevada afinidade das LDL. O

mecanismo de redução das LDL pela sinvastatina pode envolver a diminuição da

concentração do colesterol das VLDL (VLDL-C) e a indução do recetor das LDL,

conduzindo a uma diminuição da produção e ao aumento do catabolismo do C-LDL.

A apolipoproteína B também diminui substancialmente durante o tratamento com

sinvastatina. Além disso, a sinvastatina aumenta moderadamente o C-LDL e reduz os

TG plasmáticos. Como resultado destas alterações, os rácios de C- total/C-HDL e de

C-LDL/C-HDL estão reduzidos.

Risco Elevado de Doença Coronária (DC) ou Doença Coronária

No estudo HPS (Heart Protection Study), avaliaram-se os efeitos da terapêutica com

sinvastatina em 20.536 doentes (entre 40 e 80 anos de idade), com ou sem

hiperlipidemia e com doença coronária, outra doença arterial oclusiva ou diabetes

mellitus. Neste estudo, 10.269 doentes foram tratados com 40 mg/dia de sinvastatina e

10.267 doentes receberam placebo durante um período médio de 5 anos. No início do

estudo, 6.793 doentes (33 %) apresentavam níveis de C-LDL inferiores a 116 mg/dl;

5.063 doentes (25 %) apresentavam valores entre 116 mg/dl e 135 mg/dl; e 8.680

doentes (42 %) apresentavam valores superiores a 135 mg/dl.

O tratamento com 40 mg/dia de sinvastatina, em comparação com o placebo, reduziu

significativamente o risco de mortalidade por todas as causas (1328 [12,9 %] para os

doentes tratados com sinvastatina versus 1507 [14,7 %] para os doentes que

receberam placebo; p = 0,0003) devido a uma diminuição de 18 % das mortes por

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

doença coronária (587 [5,7 %] versus 707 [6,9 %]; p = 0,0005; redução do risco

absoluto de 1,2 %). A redução das mortes por causas não-vasculares não foi

estatisticamente significativa. Sinvastatina reduziu também em cerca de 27 % (p <

0,0001) o risco de acontecimentos coronários major (engloba o parâmetro de

avaliação final composto por enfarte do miocárdio não fatal ou morte por doença

coronária).

A sinvastatina reduziu em cerca de 30 % (p < 0,0001) a necessidade de procedimentos

de revascularização coronária (incluindo bypass das artérias coronárias e angioplastia

coronária transluminosa percutânea) e em 16 % (p = 0,006) os procedimentos de

revascularização periféricos e outros não coronários. Sinvastatina reduziu em cerca de

25 % (p < 0,0001), o risco de AVC, atribuível a uma redução de 30 % do AVC

isquémico (p < 0,0001). Além disso, no subgrupo de doentes com diabetes,

sinvastatina reduziu em cerca de 21 % (p = 0,0293) o risco de desenvolvimento de

complicações macrovasculares, incluindo procedimentos de revascularização

periférica (cirurgia ou angioplastia), amputações dos membros inferiores, ou úlceras

da perna. A redução proporcional da taxa de acontecimentos, foi semelhante em cada

subgrupo de doentes estudados, incluindo os que não tinham doença coronária mas

que tinham doença vascular cerebral ou arterial periférica, em homens e mulheres

com menos ou mais de 70 anos à data de entrada no estudo, com presença ou ausência

de hipertensão, e de salientar, nos que tinham níveis iniciais de colesterol das LDL

inferiores a 3,0 mmol/l.

No estudo 4S (Scandinavian Simvastatin Survival Study) avaliou-se o efeito, na

mortalidade total, da terapêutica com sinvastatina em 4.444 doentes com doença

coronária e com um colesterol total basal de 212-309 mg/dl (5,5-8 mmol/l). Neste

estudo multicêntrico, de distribuição aleatória, em dupla ocultação e controlado por

placebo, os doentes com angina ou enfarte do miocárdio (EM) prévio foram tratados

com dieta, com o tratamento habitual e com 20-40 mg/dia de sinvastatina (n = 2.221)

ou com placebo (n = 2.223) durante um tempo médio de 5,4 anos. reduziu o risco de

morte em 30 % (redução do risco absoluto de 3,3 %). O risco de morte por doença

coronária foi reduzido em 42 % (redução do risco absoluto de 3,5 %). A sinvastatina

reduziu também em 34 % o risco de ocorrência de acontecimentos coronários major

(morte por doença coronária com EM silencioso e não fatal confirmado em hospital).

Além disso, este fármaco reduziu significativamente o risco de acontecimentos

cerebrovasculares fatais e não fatais (acidente vascular cerebral e acidente isquémico

transitório) em 28 %. Em relação à mortalidade não cardiovascular, não houve

diferença estatisticamente significativa entre os grupos.

Hipercolesterolemia Primária e Hiperlipidemia Mista

Em estudos que compararam a eficácia e a segurança de 10, 20, 40 e 80 mg

sinvastatina diários em doentes com hipercolesterolemia, as reduções médias do C-

LDC foram, respetivamente, de 30, 38, 41 e 47 %. Nos estudos realizados em doentes

com hiperlipidemia mista a tomar 40 mg e 80 mg de sinvastatina, as reduções médias

nos triglicéridos foram, respetivamente, de 28 e 33 % (placebo: 2 %) e os aumentos

médios do C-HDL foram, respetivamente, de 13 e 16 % (placebo: 3 %).

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A sinvastatina é uma lactona inativa que é rapidamente hidrolisada in vivo no

correspondente beta–hidroxi–ácido, que é um potente inibidor da redutase da HMG–

CoA. A hidrólise ocorre principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano é

muito baixa.

Absorção

No Homem, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável extração de

primeira passagem hepática. A extração no fígado depende do fluxo sanguíneo

hepático. O fígado é o principal local de ação da forma ativa. A disponibilização do

beta-hidroxiácido para a circulação sistémica após a administração de uma dose oral

de sinvastatina foi inferior a 5 % da dose. A concentração plasmática máxima dos

inibidores ativos é atingida aproximadamente 1-2 horas após a administração da

sinvastatina. A ingestão concomitante de alimentos não afeta a absorção.

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não

ocorreu acumulação do medicamento após a administração de doses múltiplas.

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito ativo às proteínas é > 95 %.

Eliminação

A sinvastatina é um substrato do CYP3A4 (ver secções 4.3 e 4.5). O principais

metabolitos da sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxiácido e

quatro metabolitos ativos adicionais. Após a administração oral de uma dose de

sinvastatina radioativa ao Homem, 13 % da radioatividade foi excretada na urina e 60

% nas fezes, no período de 96 horas. A quantidade recuperada nas fezes representa os

equivalentes de medicamento absorvido e excretado na bílis, assim como

medicamento não absorvido. Após uma injeção intravenosa do metabolito beta-

hidroxiácido, a sua semivida média foi de 1,9 horas. Na urina, foi excretada uma

média de apenas 0,3 % da dose IV, como inibidores.

A sinvastatina é captada activamente para os hepatócitos pelo transportador

OATP1B1.

Populações especiais

Portadores do alelo c.521T > C do gene SLCO1B1 têm menor atividade da proteína

OATP1B1. A exposição média (AUC) do principal metabolito ativo, sinvastatina

ácida, é de 120% em portadores heterozigóticos (CT) do alelo C e 221% em

portadores homozigóticos (CC) do alelo C em comparação com os doentes com o

genótipo mais comum (TT). O alelo C tem uma frequência de 18% na população

europeia. Em doentes com o polimorfismo SLCO1B1 existe o risco de uma exposição

aumentada à sinvastatina, o que pode levar a um aumento do risco de rabdomiólise

(ver secção 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

Segundo estudos convencionais realizados em animais relativamente a

farmacodinamia, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade,

não existem outros riscos para o doente para além daqueles esperados tendo em

consideração o mecanismo farmacológico. Nas doses máximas toleradas no rato e no

coelho, a sinvastatina não produziu malformações fetais e não teve efeitos na

fertilidade, na função reprodutora ou no desenvolvimento neonatal.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

- Lactose mono-hidratada;

- Celulose microcristalina 101;

- Amido pré-gelificado;

- Butil-hidroxianisol (E 320);

- Ácido ascórbico;

- Ácido cítrico anidro;

- Sílica coloidal anidra;

- Talco;

- Estearato de magnésio;

- Hipromelose;

- Óxido de ferro vermelho (E 172);

- Óxido de ferro amarelo (E 172);

- Citrato de trietilo;

- Dióxido de titânio (E 171);

- Povidona.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30°C.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens de 20, 30 e 60 comprimidos, doseados a 10 mg de sinvastatina, em

blisters de PVC/PVDC/Alumínio.

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

Embalagens de 20, 30 e 60 comprimidos, doseados a 20 mg de sinvastatina, em

blisters de PVC/PVDC/Alumínio.

Embalagens de 30 e 60 comprimidos, doseados a 40 mg de sinvastatina, em blisters

de PVC/PVDC/Alumínio.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sinvastatina Limeg 10 mg comprimidos revestidos por película

Nº de registo: 4213799 - 20 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blisters de

PVC/PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4213898 - 30 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blisters de

PVC/PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4213997 - 60 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blisters de

PVC/PVDC/Alumínio

Sinvastatina Limeg 20 mg comprimidos revestidos por película

Nº de registo: 4214094 - 20 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blisters de

PVC/PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4214193 - 30 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blisters de

PVC/PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4214292 - 60 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blisters de

PVC/PVDC/Alumínio

Sinvastatina Limeg 40 mg comprimidos revestidos por película

Nº de registo: 4214391 - 30 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blisters de

PVC/PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4214490 - 60 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blisters de

PVC/PVDC/Alumínio

APROVADO EM

14-11-2018

INFARMED

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO

DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 21 de novembro de 2002

Data da última renovação: 25 de agosto de 2009

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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