Capecitabina Stada 150 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Capecitabina
Disponível em:
Stada, Lda.
Código ATC:
L01BC06
DCI (Denominação Comum Internacional):
Capecitabine
Dosagem:
150 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Capecitabina 150 mg
Via de administração:
Via oral
Classe:
16.1.3 - Antimetabolitos
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea a) Medicamento de receita médica restrita destinado ao uso exclusivo hospitalar, devido às suas caracterí
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
capecitabine
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Blister 60 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5679162 CNPEM: N/A CHNM: 10039820 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 60 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5679170 CNPEM: N/A CHNM: 10039820 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
NL/H/2287/001/DC
Data de autorização:
2016-04-26

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APROVADO EM

07-10-2020

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Capecitabina Stada 150 mg comprimidos revestidos por película

Capecitabina Stada 500 mg comprimidos revestidos por película

Capecitabina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Capecitabina Stada e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Capecitabina Stada

3. Como tomar Capecitabina Stada

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Capecitabina Stada

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Capecitabina Stada e para que é utilizado

Capecitabina Stada pertence ao grupo de fármacos designados de “medicamentos citostáticos”,

que impedem o crescimento de células cancerígenas. Capecitabina Stada contém capecitabina,

que não é um medicamento citostático em si. Só depois de ser absorvida pelo organismo é que

se transforma num medicamento anticancerígeno ativo (mais no tecido tumoral do que no tecido

normal).

Capecitabina Stada é utilizado para o tratamento dos cancros do cólon, do reto, do estômago ou

da mama. Capecitabina Stada pode também ser utilizado para prevenir o reaparecimento do

cancro do cólon, após a remoção completa do tumor por cirurgia.

Capecitabina Stada pode ser utilizado isoladamente ou em associação com outros

medicamentos.

2. O que precisa de saber antes de Capecitabina Stada

Não tome Capecitabina Stada

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- se tem alergia à capecitabina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados

na secção 6). Deve informar o seu médico se souber que tem uma alergia ou uma reação

exagerada a este medicamento,

- se tiver tido anteriormente reações graves com um tratamento com fluoropirimidinas (um grupo

de medicamentos anticancerígenos, tais como o fluorouracilo),

- se estiver grávida ou a amamentar,

- se tiver níveis gravemente baixos de glóbulos brancos ou de plaquetas no sangue (leucopenia,

neutropenia ou trombocitopenia),

- se tiver problemas graves de fígado ou de rins,

- se souber que não tem qualquer atividade da enzima dihidropirimidina desidrogenase (DPD)

(deficiência completa da DPD),

- se estiver a ser tratado atualmente, ou se tiver sido tratado nas últimas 4 semanas, com

brivudina como parte do tratamento de herpes zóster (varicela ou zóster).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Capecitabina Stada:

- se souber que tem uma deficiência parcial na atividade da enzima dihidropirimidina

desidrogenase (DPD)

- se tem um familiar com uma deficiência parcial ou completa da enzima dihidropirimidina

desidrogenase (DPD)- se tem doenças do fígado ou de rins

- se tem ou teve problemas de coração (por exemplo, batimento cardíaco irregular ou dores no

peito, maxilar e costas originadas por esforço físico e devido a problemas com o fluxo sanguíneo

no coração)

- se tem doenças cerebrais (por exemplo, cancro que se disseminou para o cérebro ou nervos

danificados (neuropatia)

- se tem alterações dos níveis de cálcio (verificadas em análises sanguíneas)

- se tem diabetes

- se não pode manter comida ou água no seu corpo devido a náuseas e vómitos graves

- se tem diarreia

- se estiver ou se ficar desidratado

- se tem alterações dos iões no seu sangue (alterações de eletrólitos, verificadas em análises)

- se tem história de problemas nos olhos poderá necessitar de monitorização extra dos olhos

- se tem uma reação cutânea grave

Deficiência da DPD

A deficiência da DPD é uma doença genética, que normalmente não está associada a problemas

de saúde, exceto se tomar certos medicamentos. Se tiver uma deficiência da DPD e tomar

Capecitabina Stada, tem um risco aumentado de efeitos secundários graves (listados na secção

4. Efeitos secundários possíveis). Recomenda-se que seja submetido a um teste para deteção

da deficiência da DPD antes do início do tratamento. Se não tiver nenhuma atividade da enzima

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não deve tomar Capecitabina Stada. Se tiver uma atividade reduzida da enzima (deficiência

parcial), o seu médico poderá receitar uma dose mais baixa. Se tiver resultados negativos do

teste da deficiência da DPD, podem ainda ocorrer efeitos secundários graves com risco de vida.

Crianças e adolescentes

Capecitabina Stada não está indicado em crianças e adolescentes. Não dê Capecitabina Stada a

crianças ou adolescentes.

Outros medicamentos e Capecitabina Stada

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se

vier a tomar outros medicamentos. Isto é de extrema importância, uma vez que tomar mais do

que um medicamento ao mesmo tempo pode intensificar ou reduzir o efeito dos medicamentos.

Não deve tomar brivudina (um medicamento antiviral para o tratamento de herpes zóster ou

varicela) ao mesmo tempo que o tratamento com capecitabina (incluindo qualquer período de

repouso em que não está a tomar qualquer comprimido de capecitabina).

Se tomou brivudina deve esperar pelo menos 4 semanas após a última toma antes de começar a

tomar capecitabina. Ver também a secção “Não tome Capecitabina Stada”.

Também deve ser particularmente cuidadoso se estiver a tomar qualquer um dos seguintes:

- medicamentos para tratar a gota (alopurinol),

- medicamentos para liquefazer o sangue (cumarina, varfarina),

- medicamentos para tratar as convulsões ou as tremuras (fenitoína),

- interferão alfa,

- radioterapia e certos medicamentos utilizados para tratar o cancro (ácido folínico, oxaliplatina,

bevacizumab, cisplatina, irinotecano),

- medicamentos utilizados para tratar a deficiência em ácido fólico.

Capecitabina Stada com alimentos e bebidas

Deve tomar Capecitabina Stada nos 30 minutos que se seguem à refeição.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, pensa que está grávida ou planeia engravidar, consulte o seu

médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. Não deve tomar Capecitabina Stada

se estiver grávida ou se pensar que está grávida. Não deve amamentar se estiver a tomar

Capecitabina Stada.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Capecitabina Stada pode fazê-lo sentir tonturas, enjoado ou cansado. Por conseguinte, é

possível que Capecitabina Stada possa afetar a sua capacidade de conduzir o carro ou utilizar

máquinas.

Capecitabina Stada contém lactose anidra e sódio.

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte o seu médico

antes de tomar este medicamento.

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Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido revestido por

película ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

3. Como tomar Capecitabina Stada

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com

o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Capecitabina Stada só deverá ser prescrito por um médico com experiência na utilização de

fármacos

antineoplásicos.

O seu médico prescrever-lhe-á a dose e o regime terapêutico adequados ao seu caso. A dose de

Capecitabina Stada é baseada na área da superfície corporal, que é calculada tendo em conta o

peso e a altura do doente. Nos adultos, a dose habitual é de 1250 mg/m2 de superfície corporal,

administrada duas vezes por dia (de manhã e à noite).

Descrevem-se de seguida dois exemplos: A área de superfície corporal de um doente com 64 kg

de peso e 1,64 m de altura, é de 1,7 m2, pelo que este deverá tomar 4 comprimidos de 500 mg

mais 1 comprimido de 150 mg, duas vezes por dia. A área de superfície corporal de um doente

com 80 kg de peso e 1,80 m de altura, é de 2,00 m2, pelo que este deverá tomar 5 comprimidos

de 500 mg, duas vezes por dia.

O seu médico dir-lhe-á que dose precisa de tomar, quando a tomar e por quanto tempo precisa

de a tomar.

O seu médico pode querer que tome uma associação de comprimidos de 150 mg e de

comprimidos de 500 mg numa mesma toma.

- Tome os comprimidos de manhã e à noite, como prescrito pelo seu médico.

- Tome os comprimidos nos 30 minutos após o final da refeição (pequeno-almoço e jantar) e

engula-os inteiros com água.

- É importante que tome todos os seus medicamentos exatamente como o seu médico lhe

prescreveu.

Os comprimidos de Capecitabina Stada são normalmente tomados durante 14 dias, seguido de

um período de descanso de 7 dias (no qual os comprimidos não são tomados). Este período de

21 dias constitui um ciclo de tratamento.

Em associação com outros medicamentos, a dose habitual para adultos pode ser inferior a 1250

mg/m2 de superfície corporal, e poderá ter que tomar os comprimidos durante um período de

tempo diferente (p.ex. todos os dias, sem período de descanso).

Se tomar mais Capecitabina Stada do que deveria

Contacte o seu médico o mais depressa possível e antes de tomar a dose seguinte.

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Pode ter os seguintes efeitos secundários se tomar muito mais capecitabina do que deveria:

sensação

de enjoo ou vómitos, diarreia, inflamação ou ulceração do intestino ou boca, dor ou sangramento

do intestino ou do estômago, ou depressão da medula óssea (diminuição de certos tipos de

células sanguíneas). Fale imediatamente com o seu médico se sentir algum destes sintomas.

Caso se tenha esquecido de tomar Capecitabina Stada

Não tome a dose esquecida e não tome a dose seguinte a dobrar. Em vez disso, continue o

horário habitual das suas doses, confirmando-o com o seu médico.

Se parar de tomar Capecitabina Stada

Não existem efeitos secundários causados pela interrupção do tratamento com capecitabina. No

caso de estar a tomar anticoagulantes cumarínicos (contendo, por ex, fenprocoumon), a

paragem do tratamento com capecitabina pode exigir que o seu médico ajuste a dose do

anticoagulante.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora

estes não se manifestem em todas as pessoas.

PARE imediatamente de tomar Capecitabina Stada e contacte o seu médico se aparecer algum

destes sintomas:

- Diarreia: se tiver um aumento de 4 ou mais dejeções, em comparação com o seu número

normal de dejeções por dia, ou se tiver algum episódio de diarreia durante a noite.

- Vómitos: se vomitar mais do que uma vez num período de 24 horas.

- Náuseas: se perder o apetite e a quantidade de comida que comer por dia for muito inferior ao

habitual.

- Inflamação da boca: se tiver dor, vermelhidão, inchaço ou feridas na boca e/ou garganta.

- Inflamação da pele das mãos e dos pés: se tiver dor, inchaço, vermelhidão ou formigueiro nas

mãos e/ou pés.

- Febre: se tiver temperatura igual ou superior a 38 °C.

- Infeção: se tiver sinais de infeção causada por bactérias ou vírus ou outros organismos.

- Dor no peito: se tiver dor localizada no centro do peito, especialmente se esta ocorrer durante o

exercício físico.

- Síndrome de Stevens-Johnson: se tiver erupção na pele dolorosa vermelha ou arroxeada que

se espalha e bolhas e/ou outras lesões começam a aparecer na membrana mucosa (por

exemplo, boca e lábios), em particular se anteriormente teve sensibilidade à luz, infeções do

sistema respiratório (por exemplo bronquite) e/ou febre.

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- Deficiência da DPD: se tiver uma deficiência conhecida da DPD tem um risco aumentado para

o início prematuro e agudo de reações tóxicas e reações adversas graves, que colocam a vida

em risco ou serem fatais, causadas pela capecitabina (p. ex. estomatite, inflamação das

mucosas, diarreia, neutropenia e neurotoxicidade).Se identificados numa fase inicial, estes

efeitos secundários geralmente melhoram nos 2 a 3 dias após a interrupção do tratamento. No

entanto, se estes efeitos secundários persistirem contacte imediatamente o seu médico. O seu

médico pode dizer-lhe para recomeçar o tratamento com uma dose mais baixa.

Se ocorrerem estomatites (feridas na sua boca e/ou garganta), inflamação das mucosas,

diarreia, neutropenia (maior risco de infeções) ou neurotoxicidade durante o primeiro ciclo do

tratamento, poderá estar presente uma deficiência da DPD, (ver a secção 2: "Advertências e

precauções").A inflamação da pele das mãos e dos pés pode levar a perda das impressões

digitais, o que pode comprometer a sua identificação por leitura de impressão digital.

Em adição ao descrito acima, quando Capecitabina Stada é utilizado sozinho, os efeitos

secundários muito frequentes, que poderão afetar mais de 1 em 10 pessoas, são:

- dor abdominal

- erupção ou secura ou comichão na pele

- cansaço

- perda de apetite (anorexia)

Estes efeitos secundários podem tornar-se graves. Assim, é importante que fale sempre

imediatamente com o seu médico quando começar a sentir um efeito secundário. O seu médico

pode pedir-lhe para diminuir a dose e/ou interromper temporariamente o tratamento com o

Capecitabina Stada, uma vez que isso diminuirá a probabilidade de esse efeito persistir ou se

tornar grave.

Outros efeitos secundários são:

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas) incluem:

- diminuição do número de glóbulos brancos ou dos glóbulos vermelhos (observado em

análises),

- desidratação, perda de peso,

- dificuldade em dormir (insónia), depressão,

- dor de cabeça, sonolência, tonturas, sensação anormal na pele (sensação de dormência ou

formigueiro), alterações do paladar,

- irritação nos olhos, aumento das lágrimas, vermelhidão nos olhos (conjuntivite),

- inflamação das veias (tromboflebite),

- dificuldades em respirar, sangramento nasal, tosse, nariz a pingar,

- feridas herpéticas ou outras infeções herpéticas,

- infeções nos pulmões ou no sistema respiratório (p. ex., pneumonia ou bronquite),

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- sangramento do intestino, prisão de ventre, dor no abdómen superior, indigestão, excesso de

gazes, boca seca,

- erupção na pele, queda de cabelo (alopécia), vermelhidão na pele, pele seca, comichão

(prurido), alteração da cor da pele, queda de pele, inflamação da pele, alteração das unhas,

- dor nas articulações ou nos membros (extremidades), no tórax ou nas costas,

- febre, inchaço dos membros, sensação de doença,

- problemas com o funcionamento do rim (observado em análises sanguíneas) e aumento da

bilirrubina no sangue (segregada pelo fígado).

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas) incluem:

- infeção do sangue, infeção do trato urinário, infeção da pele, infeções do nariz e garganta,

infeções fúngicas (incluindo na boca), gripe, gastroenterite, abcesso dentário,

- nódulos debaixo da pele (lipoma),

- diminuição das células do sangue, incluindo plaquetas, diluição do sangue (observada em

análises),

- alergia,

- diabetes, diminuição do potássio no sangue, má nutrição, aumento dos triglicéridos no sangue,

- estado de confusão, ataques de pânico, humor depressivo, diminuição da líbido,

- dificuldade em falar, alteração da memória, perda de coordenação dos movimentos,

perturbação do equilíbrio, desmaio, lesão dos nervos (neuropatia) e problemas de sensibilidade,

- visão turva ou dupla,

- vertigem, dor de ouvidos,

- batimentos cardíacos irregulares e palpitações (arritmias), dor no tórax e ataque cardíaco

(enfarte),

- coágulos sanguíneos nas veias profundas, pressão sanguínea alta ou baixa, afrontamentos,

membros frios (extremidades), manchas púrpuras na pele,

- coágulos sanguíneos nas veias dos pulmões (embolia pulmonar), colapso pulmonar, tosse com

sangue, asma, falta de ar por esforço,

- obstrução do intestino, acumulação de líquido no abdómen, inflamação do intestino delgado ou

grosso, do estômago ou do esófago, dor no abdómen inferior, desconforto abdominal, azia

(refluxo da comida do estômago), sangue nas fezes,

- icterícia (coloração amarela da pele e olhos),

- úlceras e bolhas na pele, reação da pele à luz solar, vermelhidão das palmas das mãos,

inchaço ou dor da face,

- inchaço ou rigidez das articulações, dor nos ossos, fraqueza ou rigidez dos músculos,

- acumulação de líquido nos rins, aumento da frequência de micções durante a noite,

incontinência, sangue na urina, aumento da creatinina no sangue (sinal de problemas no rim)

- sangramento anormal da vagina,

- inchaço (edema), arrepios e tremores.

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Alguns destes efeitos secundários são mais frequentes quando a capecitabina é utilizada com

outros medicamentos para tratamento do cancro. Outros efeitos secundários observados neste

contexto são:

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas) incluem:

- diminuição do sódio, do magnésio ou do cálcio no sangue, aumento do açúcar no sangue,

- dor nos nervos,

- campaínhas ou zumbidos nos ouvidos (acufenos), perda de audição,

- inflamação das veias,

- soluços, alteração da voz,

- dor ou sensação alterada/anormal na boca, dor no maxilar,

- suores, suores noturnos,

- espasmos musculares,

- dificuldade em urinar, sangue ou proteínas na urina,

- contusão ou reação no local da injeção (causada por medicamentos administrados

simultaneamente através de injeção).

Efeitos secundários raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas) incluem:

- estreitamento ou bloqueio do ducto das lágrimas (estenose do ducto lacrimal),

- falência hepática,

- inflamação que origina alteração ou obstrução da secreção da bilis (hepatite colestática),

- alterações específicas no eletrocardiograma (prolongamento QT),

- certos tipos de arritmia (incluindo fibrilhação ventricular, torsade de pointes e bradicardia),

- inflamação do olho que causa dor no olho e eventuais problemas de visão,

- inflamação da pele que causa placas vermelhas e escamosas devido a uma doença do sistema

imunitário.

Efeitos secundários muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas) incluem:

- reação grave na pele, tal como erupção na pele, ulceração e formação de bolhas, que pode

envolver úlceras na boca, nariz, genitais, mãos, pés e olhos (olhos vermelhos e inchados).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do

medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de

reações adversas através de:

INFARMED, I.P.

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INFARMED

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Capecitabina Stada

Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Não conservar acima de 30ºC.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no

blister, após VAL. e EXP, respetivamente. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês

indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a

proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Capecitabina Stada

Capecitabina Stada 150 mg comprimidos revestidos por película

- A substância ativa é a capecitabina (150 mg por comprimido revestido por película)

Capecitabina Stada 500 mg comprimidos revestidos por película

- A substância ativa é a capecitabina (500 mg por comprimido revestido por película)

Os outros componentes são:

- Núcleo do comprimido: lactose anidra, croscarmelose sódica, hipromelose, celulose

microcristalina, estearato de magnésio.

- Revestimento do comprimido: hipromelose, dióxido de titânio (E171), óxido de ferro amarelo e

vermelho (E172), talco.

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Qual o aspeto de Capecitabina Stada e o conteúdo da embalagem

Capecitabina Stada 150 mg comprimidos revestidos por película

Comprimidos revestidos por película cor de pêssego claro, oblongos, biconvexos, gravados com

"150" de um lado e liso do outro lado.

As embalagens de Capecitabina Stada 150 mg comprimidos revestidos por película contêm 60,

120, 180 e 240 comprimidos.

Capecitabina Stada 500 mg comprimidos revestidos por película

Comprimidos revestidos por película cor de pêssego, oblongos, biconvexos, gravados com "500"

de um lado e liso do outro lado.

As embalagens de Capecitabina Stada 500 mg comprimidos revestidos por película contêm 30,

60, 120, 180 e 240 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular

Stada, Lda.

Quinta da Fonte - Edifício D. Amélia – Piso 1, Ala B

2770-229 Paço de Arcos

Fabricante

Accord Healthcare Limited

1st floor, Sage House, 319 Pinner Road

Harrow, Middlesex, HA1 4HF

Reino Unido

STADA Arzneimittel AG

Stadastrasse 2-18

6118 Bad Vilbel

Alemanha

cell pharm GmbH

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Capecitabina Stada 150 mg comprimidos revestidos por película

Capecitabina Stada 500 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Capecitabina Stada 150 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 150 mg de capecitabina.

Capecitabina Stada 500 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 500 mg de capecitabina.

Excipientes com efeito conhecido:

Capecitabina Stada 150 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 7,64 mg de lactose anidra

Capecitabina Stada 500 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 25,47 mg lactose anidra

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Capecitabina Stada 150 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película de cor de pêssego (claro), de forma biconvexa e oblonga, com

a gravação ‘150’ numa das faces e liso na outra face.

Capecitabina Stada 500 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película de cor de pêssego, de forma biconvexa e oblonga, com a

gravação ‘500’ numa das faces e liso na outra face.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Capecitabina Stada é indicado para o tratamento de:

no tratamento adjuvante, após cirurgia, dos doentes com cancro do cólon estadio III (estadio

Dukes C) (ver secção 5.1).

cancro coloretal metastático (ver secção 5.1).

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no tratamento de primeira linha do cancro gástrico avançado, em associação com um regime

baseado em platina (ver secção 5.1).

em combinação com o docetaxel (ver secção 5.1) no tratamento de doentes com cancro da mama

localmente avançado ou metastático, após falha da quimioterapia citotóxica. A quimioterapia

anterior deverá ter incluído uma antraciclina.

em monoterapia, no tratamento de doentes com cancro da mama localmente avançado ou

metastático, após falha de um regime de quimioterapia contendo taxanos e uma antraciclina ou

para quem não esteja indicada terapêutica adicional com antraciclinas.

4.2 Posologia e modo de administração

Capecitabina Stada só deverá ser prescrito por um médico qualificado e com experiência na

utilização de medicamentos antineoplásicos. É recomendada a monitorização cuidada de todos os

doentes durante o primeiro ciclo de tratamento.

O tratamento deve ser descontinuado caso se observe progressão da doença ou se a toxicidade for

considerada intolerável. Os cálculos das doses padrão e reduzidas, de acordo com a área de

superfície corporal, para as doses iniciais de Capecitabina Stada de 1250 mg/m2 e de 1000

mg/m2, são apresentados nas tabelas 1 e 2, respetivamente.

Posologia

Posologia recomendada (ver secção 5.1):

Monoterapia

Cancro do cólon, cancro coloretal e cancro da mama

Administrado

como

monoterapia,

dose

inicial

recomendada

Capecitabina

Stada

tratamento adjuvante do cancro do cólon, no tratamento do cancro coloretal metastático ou do

cancro da mama localmente avançado ou metastático é de 1250 mg/m2 administrada duas vezes

por dia (de manhã e à noite, o que é equivalente a uma dose diária total de 2500 mg/m2) durante

14 dias, seguida de um período de descanso de 7 dias. O tratamento adjuvante em doentes com

cancro do cólon estadio III é recomendado para um total de 6 meses.

Tratamento em associação

Cancro do cólon, cancro coloretal e cancro gástrico

No tratamento em associação, a dose inicial recomendada de Capecitabina Stada deve ser

reduzida para 800-1000 mg/m2, quando administrada duas vezes por dia durante 14 dias seguida

de um período de descanso de 7 dias, ou para 625 mg/m2 duas vezes por dia quando administrado

continuamente (ver secção 5.1). Para a combinação com irinotecano, a dose inicial recomendada

é de 800 mg/m2, quando administrada 2 vezes ao dia durante 14 dias, seguida por um período de

descanso de 7 dias combinado com 200 mg/m2 no dia 1. A inclusão de bevacizumab no regime

de associação não tem efeito na dose inicial de Capecitabina Stada. De acordo com o Resumo das

Características do Medicamento de cisplatina, antes da sua administração deve ser assegurado um

pré-tratamento para manter uma hidratação adequada e antiemético, aos doentes em tratamento

associação

Capecitabina

Stada

cisplatina.

acordo

Resumo

Características

Medicamento

oxaliplatina,

recomenda-se

pré-tratamento

antieméticos para doentes em tratamento com a associação de Capecitabina Stada e oxaliplatina.

Recomenda-se uma duração de 6 meses para o tratamento adjuvante em doentes com cancro do

cólon estadio III.

Cancro da mama

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Em associação com o docetaxel, a dose inicial recomendada de Capecitabina Stada para o

tratamento cancro da mama localmente avançado ou metastizado é de 1250 mg/m2 duas vezes

por dia durante 14 dias, seguida de um período de descanso de 7 dias, associado com docetaxel a

75 mg/m2 administrado em perfusão intravenosa com a duração de 1 hora, de 3 em 3 semanas.

De acordo com o Resumo das Características do Medicamento do docetaxel, deve iniciar-se um

pré-tratamento

corticóide

oral,

como

dexametasona,

antes

administração

docetaxel a doentes em tratamento com a associação de Capecitabina Stada e docetaxel.

Cálculos das doses de Capecitabina Stada

Tabela 1 Cálculos das doses padrão e reduzidas, de acordo com a área de superfície corporal, para

a dose inicial de Capecitabina Stada de 1250 mg/m2

Dose de 1250 mg/m2 (duas vezes por dia)

Dose

completa

1250 mg/m2

Número de comprimidos de

150 mg e/ou de 500 mg por

administração

(cada

administração deve ser feita

de manhã e à noite)

Dose reduzida

(75%)

950 mg/m2

Dose reduzida

(50%)

625 mg/m2

Área

superfície

corporal (m2)

Dose

administração

(mg)

150 mg

500 mg

Dose

administração

(mg)

Dose

administração

(mg)

1,26

1500

1150

1,27 – 1,38

1650

1300

1,39 – 1,52

1800

1450

1,53 – 1,66

2000

1500

1000

1,67 – 1,78

2150

1650

1000

1,79 – 1,92

2300

1800

1150

1,93 – 2,06

2500

1950

1300

2,07 – 2,18

2650

2000

1300

2,19

2800

2150

1450

Tabela 2 Cálculos das doses padrão e reduzidas, de acordo com a área de superfície corporal, para

a dose inicial de Capecitabina Stada de 1000 mg/m2

Dose de 1000 mg/m2 (duas vezes por dia)

Dose

completa

1000 mg/m2

Número de comprimidos de

150 mg e/ou de 500 mg por

administração

(cada

administração deve ser feita

de manhã e à noite)

Dose reduzida

(75%)

750 mg/m2

Dose reduzida

(50%)

500 mg/m2

Área

superfície

corporal (m2)

Dose

administração

(mg)

150 mg

500 mg

Dose

administração

(mg)

Dose

administração

(mg)

1,26

1150

1,27 – 1,38

1300

1000

1,39 – 1,52

1450

1100

1,53 – 1,66

1600

1200

1,67 – 1,78

1750

1300

APROVADO EM

07-10-2020

INFARMED

1,79 – 1,92

1800

1400

1,93 – 2,06

2000

1500

1000

2,07 – 2,18

2150

1600

1050

2,19

2300

1750

1100

Ajustes posológicos durante o tratamento

Geral

A toxicidade devida à administração de Capecitabina Stada pode ser controlada por tratamento

sintomático e/ou modificação da dose (redução da dose ou interrupção do tratamento). Se a dose

for reduzida, não deverá ser posteriormente aumentada. Relativamente às toxicidades que o

médico considere como improváveis de se tornarem graves ou potencialmente fatais, como por

exemplo a alopécia, alterações do paladar, alterações ungueais, o tratamento pode ser continuado

com a mesma dose, sem redução ou interrupção. Os doentes a receber Capecitabina Stada devem

ser informados da necessidade de interromper imediatamente o tratamento se ocorrer toxicidade

moderada ou grave. As doses de Capecitabina Stada que não foram administradas devido ao

desenvolvimento de toxicidade não são substituídas. Em caso de toxicidade recomendam-se as

seguintes modificações da dose:

Tabela 3 Esquema da redução da dose de Capecitabina Stada (ciclo de 3 semanas ou tratamento

contínuo)

Graus de toxicidade*

Alterações de dose durante um ciclo de

tratamento

Ajuste

dose

para

ciclo/dose seguinte

(% da dose inicial)

Grau 1

Manter a dose

Manter a dose

Grau 2

1ª ocorrência

100%

2ª ocorrência

3ª ocorrência

Interromper até se alcançar o grau 0-1

4ª ocorrência

Descontinuar

definitivamente

tratamento

Não aplicável

Grau 3

1ª ocorrência

2ª ocorrência

Interromper até se alcançar o grau 0-1

3ª ocorrência

Descontinuar

definitivamente

tratamento

Não aplicável

Grau 4

1ª ocorrência

Descontinuar

definitivamente

tratamento

Se o médico considerar que é favorável

para o doente continuar o tratamento,

interromper o tratamento até alcançar o

grau 0-1

2ª ocorrência

Descontinuar definitivamente

Não aplicável

APROVADO EM

07-10-2020

INFARMED

* De acordo com os Critérios Comuns de Toxicidade (versão 1) do National Cancer Institute of

Canada Clinical Trial Group (NCIC CTG) ou com os Common Terminology Criteria for Adverse

Events (CTCAE) do Cancer Therapy Evaluation Program, US National Cancer Institute, versão

4.0. No que se refere ao síndroma de mão-pé e hiperbilirrubinemia, ver secção 4.4.

Hematologia

Os doentes com contagem inicial de neutrófilos <1,5 x 109/l e/ou contagem de plaquetas <100 x

109/l

não

devem

tratados

Capecitabina

Stada.

avaliações

laboratoriais

não

programadas durante um ciclo de tratamento demonstrarem que a contagem de neutrófilos é

inferior a 1,0 x 109/l ou que a contagem de plaquetas é inferior a 75 x 109/l, o tratamento com

Capecitabina Stada deve ser interrompido.

Modificações de dose devido a toxicidade, quando Capecitabina Stada é utilizado num ciclo de

três semanas em associação com outros medicamentos

Quando Capecitabina Stada é utilizado num ciclo de três semanas em associação com outros

medicamentos, as modificações de dose devido a toxicidade devem ser realizadas de acordo com

a tabela 3 acima e de acordo com o Resumo das Características do Medicamento do(s) outro(s)

medicamento(s).

Quando, no início de um ciclo de tratamento, estiver indicado um adiamento do tratamento com

Capecitabina Stada ou com outro(s) medicamento(s), a administração de todos os medicamentos

deve

adiada

até

estejam

preenchidos

requisitos

para

reinício

todos

medicamentos.

Relativamente às toxicidades que o médico considere não relacionadas com Capecitabina Stada

durante um ciclo de tratamento, Capecitabina Stada deve ser continuado e a dose do outro

medicamento deve ser ajustada, de acordo com o Resumo das Características do Medicamento

adequado.

Caso outro(s) medicamento(s) tenha(m) que ser descontinuado(s) definitivamente, o tratamento

com Capecitabina Stada pode ser restabelecido quando estiverem preenchidos os requisitos para

reiniciar Capecitabina Stada.

Esta recomendação é aplicável a todas as indicações e a todas as populações especiais.

Modificações de dose devido a toxicidade, quando Capecitabina Stada é utilizado continuamente

em associação com outros medicamentos

Quando Capecitabina Stada é utilizado continuamente em associação com outros medicamentos,

as modificações de dose devido a toxicidade devem ser realizadas de acordo com a tabela 3 acima

e de acordo com o Resumo das Características do Medicamento do(s) outro(s) medicamento(s).

Ajuste posológico para populações especiais

Compromisso hepático

Não há dados suficientes, de segurança e

eficácia, obtidos

doentes com

compromisso

hepático, que permitam estabelecer uma recomendação de ajuste posológico. Não existe qualquer

informação disponível relativamente a compromisso hepático devido a cirrose ou hepatite.

Compromisso renal

APROVADO EM

07-10-2020

INFARMED

Capecitabina Stada está contraindicado em doentes com compromisso renal grave (depuração da

creatinina inferior a 30 ml/min [Cockroft e Gault] antes do tratamento). A incidência de reações

adversas, de grau 3 ou 4, foi maior em doentes com compromisso renal moderado (depuração da

creatinina de 30-50 ml/min antes do tratamento) do que na população em geral. Em doentes com

compromisso renal moderado antes do tratamento, recomenda-se, para uma dose inicial de 1250

mg/m2, uma diminuição da dose para 75%. Para uma dose inicial de 1000 mg/m2, não é

necessária

diminuição

dose

doentes

compromisso

renal

moderado

antes

tratamento. Em doentes com compromisso renal ligeiro (depuração da creatinina de 51-80 ml/min

antes

tratamento)

não

recomenda

qualquer

ajuste

dose

inicial.

Recomenda-se

monitorização cuidadosa e a interrupção imediata do tratamento se o doente desenvolver um

acontecimento

adverso

grau

decurso

tratamento,

procedendo-se

posteriormente ao ajuste da dose conforme indicado na Tabela 3 anterior. Se a depuração de

creatinina

calculada

diminuir

para

valores

inferiores

ml/min

durante

tratamento,

Capecitabina Stada deve ser descontinuado. Estas recomendações relativas ao ajuste posológico

no compromisso renal aplicam-se na monoterapia e na terapêutica combinada (ver também o

ponto "Idosos", mais à frente).

Idosos

Durante o tratamento com Capecitabina Stada em monoterapia, não é necessário qualquer ajuste

da dose inicial. No entanto, as reações adversas de grau 3 ou 4, relacionadas com o tratamento,

foram mais frequentes em doentes com idade

60 anos do que nos doentes mais jovens.

Quando a Capecitabina foi utilizada em associação com outros medicamentos, os doentes idosos

65 anos) sofreram mais reações adversas medicamentosas de grau 3 ou 4, incluindo aquelas

originam

descontinuação,

comparado

doentes

mais

jovens.

Aconselha-se

monitorização cuidadosa dos doentes com idade

60 anos.

- Em associação com docetaxel: em doentes com idade igual ou superior a 60 anos observou-se

um aumento na incidência de reações adversas de grau 3 ou 4, relacionadas com o tratamento, e

das reações adversas graves, relacionadas com o tratamento (ver secção 5.1). Em doentes com

idade igual ou superior a 60 anos, recomenda-se uma diminuição da dose inicial de Capecitabina

Stada para 75% (950 mg/m2, duas vezes por dia). Se não se observar toxicidade em doentes com

idade

60 anos, tratados com uma dose inicial reduzida de Capecitabina Stada em associação

com docetaxel, a dose de Capecitabina Stada pode ser cuidadosamente escalonada para 1250

mg/m2, duas vezes por dia.

- Em associação com irinotecano: em doentes com idade igual ou superior a 65 anos, recomenda-

se uma diminuição da dose inicial de Capecitabina Stada para 800 mg/m2, duas vezes por dia.

População pediátrica

Não existe utilização relevante da capecitabina na população pediátrica para as indicações de

cancro do cólon, coloretal, gástrico e da mama.

Método de administração

Os comprimidos de Capecitabina Stada devem ser engolidos com água dentro de 30 minutos a

seguir a uma refeição.

4.3 Contraindicações

História clínica de reações graves ou inesperadas à terapêutica com fluoropirimidinas,

Hipersensibilidade à capecitabina ou a qualquer um dos excipientes listados na secção 6.1, ou ao

fluorouracilo,

APROVADO EM

07-10-2020

INFARMED

Deficiência completa conhecida da dihidropirimidina desidrogenase (DPD) (ver secção 4.4),

Durante a gravidez e a lactação,

Em doentes com leucopenia, neutropenia ou trombocitopenia graves,

Em doentes com compromisso hepático grave,

Em doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina inferior a 30 ml/min),

Tratamento recente ou concomitante com brivudina (ver secção 4.4 e 4.5 para interações

medicamentosas),

Se existirem contraindicações para qualquer medicamento no regime em associação, esse

medicamento não deve ser utilizado.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Efeitos tóxicos limitantes da dose

Os efeitos tóxicos limitantes da dose incluem diarreia, dor abdominal, náuseas, estomatite e

síndroma mão-pé (reação cutânea mão-pé, eritrodisestesia palmar-plantar). A maioria das reações

adversas são reversíveis e não exigem a descontinuação definitiva do tratamento, embora possa

ser necessário suspendê-lo temporariamente ou reduzir as doses.

Diarreia

Os doentes com episódios graves de diarreia devem ser cuidadosamente monitorizados e, em caso

de desidratação, devem ser administrados líquidos e eletrólitos de substituição. Podem utilizar-se

os tratamentos antidiarreicos habituais (por exemplo, loperamida). A diarreia de grau 2, NCIC

CTC, é definida como um aumento de 4 a 6 dejeções/dia ou fezes noturnas, diarreia de grau 3 é

definida como um aumento de 7 a 9 dejeções/dia ou incontinência e malabsorção. Diarreia de

grau 4 é definida como um aumento

10 dejeções/dia ou diarreia com sangue ou necessidade de

suporte parentérico. Quando necessário, deve ser efetuada a redução da dose (ver secção 4.2).

Desidratação

A desidratação deverá ser prevenida ou corrigida aquando do seu aparecimento. Os doentes com

anorexia,

astenia,

náuseas,

vómitos

diarreia

podem

ficar

rapidamente

desidratados.

desidratação pode causar falência renal aguda, especialmente em doentes com compromisso da

função renal pré-existente ou quando a capecitabina é dada concomitantemente com outros

medicamentos

nefrotóxicos.

falência

renal

aguda

secundária

desidratação

pode

potencialmente

fatal.

ocorrer

desidratação

grau

superior),

tratamento

Capecitabina

Stada

deverá

imediatamente

interrompido

desidratação

corrigida.

tratamento não deverá ser recomeçado até que o doente esteja hidratado e até se ter corrigido ou

controlado a causa da desidratação. As modificações da dose aplicadas devem ser aplicadas ao

acontecimento adverso desencadeante conforme necessário (ver secção 4.2).

Síndrome da mão-pé

Síndroma da mão-pé (também conhecido como reação cutânea mão-pé, eritrodisestesia palmar-

plantar ou eritema acral induzido por quimioterapia). O síndrome da mão-pé, de Grau 1, é

definido como entorpecimento, disestesia/parestesia, formigueiro, edema indolor ou eritema das

mãos e/ou pés e/ou desconforto que não impede a realização da atividade normal do doente.

O síndrome da mão-pé, de Grau 2, apresenta-se como eritema doloroso e edema das mãos e/ou

pés e/ou desconforto e que afeta a atividade diária do doente.

O síndrome da mão-pé, de Grau 3, apresenta-se como uma descamação húmida, ulceração,

formação de vesículas e dor intensa nas mãos e/ou pés e/ou intenso desconforto, que incapacita o

doente para trabalhar ou para efetuar a sua atividade diária. O síndrome de mão-pé persistente ou

APROVADO EM

07-10-2020

INFARMED

grave (Grau 2 e superiores) pode eventualmente levar a perda das impressões digitais, o que pode

comprometer a identificação do doente. Se ocorrer síndroma da mão-pé, de Grau 2 ou 3, deve

interromper-se a administração de Capecitabina Stada até se ultrapassar este estado ou até à

diminuição da sua intensidade para o Grau 1. Após a ocorrência de síndrome da mão-pé de Grau

3, as doses subsequentes de Capecitabina Stada devem ser diminuídas. Quando Capecitabina

Stada e cisplatina são utilizados em associação, não é aconselhável a utilização de vitamina B6

(piridoxina) para o tratamento sintomático ou profilático secundário do síndrome da mão-pé,

devido a relatórios publicados de que tal pode diminuir a eficácia da cisplatina. Existe alguma

evidência que o dexpantenol é efetivo como profilaxia da síndrome mão-pé em doentes tratados

com capecitabina.

Cardiotoxicidade.

A terapêutica com fluoropirimidina foi associada à ocorrência de cardiotoxicidade, incluindo

enfarte do miocárdio, angina de peito, disritmias, choque cardiogénico, morte súbita e alterações

electrocardiográficas (incluindo casos muito raros de QT prolongado). Estas reações adversas

podem ser mais comuns em doentes com antecedentes de doença arterial coronária. Foi relatada a

ocorrência

arritmias

cardíacas

(incluindo

fibrilhação

ventricular,

torsade

pointes

bradicardia), angina de peito, enfarte do miocárdio, insuficiência cardíaca e cardiomiopatia em

doentes

tratamento

Capecitabina

Stada.

Deve

ter-se

cuidado

doentes

antecedentes de doença cardíaca, arritmias ou angina de peito (ver secção 4.8).

Hipo ou hipercalcemia

Durante o tratamento com Capecitabina Stada foi relatada a ocorrência de hipo ou hipercalcemia.

Deve ter-se cuidado em doentes com hipo ou hipercalcemia pré-existente (ver secção 4.8).

Doença do sistema nervoso central ou periférico

Deve ter-se cuidado em doentes com doença do sistema nervoso central ou periférico, por ex.

metástases cerebrais ou neuropatia (ver secção 4.8).

Diabetes mellitus ou alterações eletrolíticas

Deve ter-se cuidado em doentes com diabetes mellitus ou alterações eletrolíticas, uma vez que

estas se podem agravar durante o tratamento com Capecitabina Stada.

Anticoagulantes derivados da cumarina

Num estudo de interação medicamentosa, com administração de doses únicas de varfarina,

verificou-se um aumento significativo no valor médio da AUC da S-varfarina (+57%). Estes

resultados sugerem a existência de interação, provavelmente devida a uma inibição do sistema

isoenzimático 2C9 do citocromo P450, pela capecitabina. Os doentes tratados concomitantemente

com Capecitabina Stada e anticoagulantes derivados da cumarina devem ser cuidadosamente

monitorizados quanto à resposta anticoagulante (INR ou tempo de protrombina) e a dose do

anticoagulante deve ser ajustada em conformidade (ver secção 4.5).

Brivudina

Brivudina não deve ser administrado concomitantemente com capecitabina. Foram reportados

casos fatais no seguimento desta interação medicamentosa. Deverá existir pelo menos um período

de 4 semanas de espera entre o fim do tratamento com brivudina e o início da terapia com

capecitabina. O tratamento com brivudina com ser começado 24 horas após a última dose de

capecitabina (ver secção 4.3 e 4.5). Numa eventual administração acidental de brivudina em

doentes a serem tratados com capecitabina, medidas efetivas devem ser tomadas para reduzir a

APROVADO EM

07-10-2020

INFARMED

toxicidade da capecitabina. É recomendada a admissão imediata no hospital. Todas as medidas

devem ser iniciadas por forma a prevenir infeções sistémicas e desidratação.

Compromisso hepático

Na ausência de dados de segurança e eficácia, em doentes com compromisso hepático, a

utilização de Capecitabina Stada deverá ser cuidadosamente monitorizada em doentes com

disfunção

hepática ligeira a moderada, independentemente

da presença

da ausência

metástases hepáticas. Se ocorrer uma elevação da bilirrubina, relacionada com o medicamento, >

3,0 x Limite Superior do Normal (LSN) ou uma elevação, relacionada com o medicamento, das

aminotransferases

hepáticas

(ALT,

AST)

>

Limite

Superior

Normal

(LSN),

administração de Capecitabina Stada deve ser interrompida. O tratamento com Capecitabina

Stada em monoterapia pode ser retomado quando a bilirrubina diminuir para

3,0 x Limite

Superior do Normal (LSN) ou as aminotransferases hepáticas diminuírem para

2,5 x Limite

Superior do Normal.

Compromisso renal

A incidência de reações adversas, de grau 3 ou 4, é maior em doentes com compromisso renal

moderado (depuração da creatinina de 30-50 ml/min) do que na população em geral (ver secções

4.2 e 4.3).

Deficiência da dihidropirimidina desidrogenase DPD

A atividade da DPD é limitante da velocidade do catabolismo do 5-fluorouracilo (ver secção 5.2).

Os doentes com deficiência da DPD estão, portanto, em risco acrescido de toxicidade relacionada

com as fluoropirimidinas, incluindo, por exemplo, estomatite, diarreia, inflama ao das mucosas,

neutropenia e neurotoxicidade.

A toxicidade relacionada com a deficiência da DPD ocorre, geralmente, durante o primeiro ciclo

do tratamento ou após um aumento da dose.

Deficiência completa da DPD

A deficiência completa da DPD é rara (0,01-0,5% de caucasianos). Os doentes com deficiência

completa da DPD estão em alto risco de toxicidade com risco de vida ou fatal, e não podem ser

tratados com Capecitabina Stada (ver secção 4.3).

Deficiência parcial da DPD

Calcula-se que a deficiência parcial da DPD afeta 3-9% da população caucasiana. Os doentes

com deficiência parcial da DPD estão em risco acrescido de toxicidade grave e com potencial

risco de vida. Deve considerar-se a redução da dose inicial para limitar esta toxicidade. Deve

considerar-se a deficiência da DPD como um parâmetro a ser tido em conta ao efetuar-se a

redução da dose, juntamente com outras determinações de rotina. A redução da dose inicial pode

ter um impacto na eficácia do tratamento. Na ausência de toxicidade grave, podem aumentar-se as

doses subsequentes sob monitorização cuidadosa.

Testes para deteção da deficiência da DPD

Recomenda-se a realização de testes do fenótipo e/ou genótipo antes do início do tratamento com

Capecitabina Stada apesar das incertezas respeitantes às metodologias ótimas dos testes pré-

tratamento. Deve ter-se em consideração as normas de orientação clínicas aplicáveis.

Caracterização qenotípica da deficiência da DPD

APROVADO EM

07-10-2020

INFARMED

Os testes pré-tratamento para deteção de mutações raras do gene DPYD podem identificar

doentes com deficiência da DPD.

As quatro variantes do DPYD, c.1905+1G>A [também conhecida por DPYD*2A], c.1679T>G

[DPYD*13], c.2846A>T e c.1236G>NHapB3, podem causar a ausência completa ou a redução

da atividade enzimática da DPD. Outras variantes raras também podem estar associadas a um

risco acrescido de toxicidade grave ou com risco de vida.

Sabe-se que certas mutações homozigóticas e certas mutações heterozigóticas compostas no locus

gene

DPYD

(p.ex.,

combinações

quatro

variantes

pelo

menos

alelo

c.1905+1G>A ou c.1679T>G) causam a ausência completa ou quase completa da atividade

enzimática da DPD.

Os doentes com certas variantes heterozigóticas de DPYD (incluindo as variantes c.1905+1G>A,

c.1679T>G, c.2846A>T e c.1236G>NHapB3) têm um maior risco de toxicidade grave quando

tratados com fluoropirimidinas.

A frequência do genótipo heterozigótico c.1905+1G>A no gene DPYD em doentes caucasianos e

de cerca de 1%, 1,1% na variante c.2846A>T, 2,6-6,3% na variante c.1236G>NHapB3 e de 0,07

a 0,1% na variante c.1679T>G.

Os dados sobre a frequência das quatro variantes de DPYD nas outras populações alem da

caucasiana,

são

limitados.

Presentemente,

considera-se

quatro

variantes

DPYD

(c.1905+1G>A, c.1679T>G, c.2846A>T ec.1236G>NHapB3) estão praticamente ausentes nas

populações de origem africana (-americana) ou asiática.

Caracterização fenotípica da deficiência da DPD

Para a caracterização fenotípica da deficiência da DPD, recomenda-se a determinação dos níveis

sanguíneos pré-terapêuticos do substrato uracilo (U) endógeno da DPG no plasma.

Concentrações elevadas no pré-tratamento de uracilo estão associadas a um risco acrescido de

toxicidade. Apesar da incerteza no que respeita aos limiares de uracilo definirem a deficiência

completa ou parcial da DPD, deve considerar-se que um nível de uracilo no sangue

16 ng/ml e

< 150 ng/ml é indicativo de deficiência parcial da DPD e que está associado a um risco acrescido

de toxicidade pelas fluoropirimidinas. Deve considerar-se que um nível de uracilo no sangue

150 ng/ml é indicativo de deficiência completa da DPD e que está associado a um risco acrescido

com risco de vida ou fatal de toxicidade pelas fluoropirimidinas.

Complicações oftalmológicas

Os doentes devem ser monitorizados atentamente no que respeita a complicações oftalmológicas,

tais como queratite e alterações da córnea, principalmente se tiverem história de afeções oculares

anteriores. O tratamento das afeções oculares deve ser iniciado conforme seja clinicamente

adequado.

Reações cutâneas graves

A capecitabina pode induzir reações graves de pele tais como síndrome de Stevens-Johnson e

necrólise epidérmica tóxica. A capecitabina deve ser permanentemente descontinuada em doentes

que experienciaram uma reação cutânea grave durante o tratamento.

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