Sinvastatina Mer 10 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Generis Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
10 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sinvastatina 10 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
simvastatin
Resumo do produto:
5613484 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10017628 - 50018426 ; 5613583 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10017628 - 50018418
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
05/H/0088/001
Data de autorização:
2005-10-11

APROVADO EM

24-05-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o doente

Sinvastatina Mer 10 mg Comprimidos revestidos por película

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial, mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Sinvastatina Mer e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Mer

3. Como tomar Sinvastatina Mer

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Sinvastatina Mer

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Sinvastatina Mer e para que é utilizado

Sinvastatina Mer pertence a um grupo de medicamentos conhecidos como

antidislipidémicos.

Este medicamento é utilizado para:

- reduzir os níveis de colesterol e trigliceridos no sangue, em conjunto com uma dieta

pobre em gordura

- prevenir doenças cardíacas graves, em doentes com doença cardiovascular

aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus.

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Mer

Antes de tomar este medicamento é importante que leia esta secção e esclareça qualquer

dúvida que possa ter com o seu médico ou farmacêutico.

Não tome Sinvastatina Mer

Este medicamento está contraindicado nas seguintes situações:

- se tem alergia (hipersensibilidade) à sinvastatina, que é a substância ativa deste

medicamento,ou a qualquer outro componente de Sinvastatina Generis (os outros

componentes do medicamento (indicados na secção 6)

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- se tem alguma doença de fígado

- se está a tomar medicamentos:

como itraconazol,cetoconazol , posaconazol, nelfinavir, eritromicina, claritromicina ou

telitromicina

, nefazodona (consulte a Subsecção "Outros medicamentos e Sinvastatina Generis")

- se estiver grávida ou a amamentar.

Não tome este medicamento se alguma das situações referidas se aplica a si. Se não tem

a certeza fale primeiro com o seu médico antes de iniciar o tratamento com este

medicamento.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico

- se tem alguma doença dos rins

- se tem alguma doença da tiroide

- se tem insuficiência respiratória grave.

- se tem ou já teve diabetes

- se tem hipertensão (tensão arterial alta)

- se vai fazer alguma operação (cirurgia); nesta situação terá que interromper o

tratamento com este medicamento uns dias antes da operação

- se tem ou se alguém na sua família tem antecedentes clínicos de doenças musculares

- se já teve problemas musculares quando utilizou outro medicamento para reduzir os

lípidos

- se de repente e sem explicação começar a sentir dor, fraqueza ou sensibilidade

muscular exagerada

- se consome regularmente grandes quantidades de álcool

- se tem mais de 65 anos

Em algumas destas situações o seu médico irá pedir-lhe para efetuar análises e exames

para avaliar o seu estado de saúde antes e durante o tratamento com Sinvastatina

Generis.

Crianças e adolescentes

A utilização de Sinvastatina Mer em crianças e adolescentes com menos de 18 anos

necessita de indicação e vigilância médica cuidadosa.

Outros medicamentos e Sinvastatina Mer

Não tome Sinvastatina Generis com:

- antifúngicos (medicamentos utilizados para as infeções provocadas por fungos), tais

como, itraconazol, cetoconazol e posaconazol

- inibidores da protease do VIH (medicamentos utilizados no tratamento da SIDA), tais

como, indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir)

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- antibióticos macrólidos (medicamentos utilizados as infeções provocadas por

bactérias), tais como, eritromicina, claritromicina e telitromicina

- antidepresseivos (medicamentos utilizados para as depressões), tais como,

nefazodona.

Informe o seu médico se está a tomar:

- antiarrítmicos (utilizados para controlar o batimento irregular do coração), tais como,

amiodarona

- anticoagulantes orais (utilizados para tornar o sangue mais fluido), tais como,

varfarina

- bloqueadores dos canais de cálcio, tais como, verapamilo, diltiazem e amlodipina

- outros fibratos (utilizados para controlar o colesterol), tais como, gemfibrozil

- ácido nicotínico (utilizado para controlar o colesterol)

- ciclosporina (utilizado para evitar a rejeição de um transplante)

- fluconazol (utilizado para as infeções provocadas por fungos)

- rifampicina (utilizado para a tuberculose)

- ácido fusídico (utilizado para infeções provocadas por bactérias)

- danazol (utilizado no tratamento da endometriose e doença fibroquística benigna da

mama)

- colchicina (utilizado no tratamento da gota).

Se estiver a tomar medicamentos sequestrantes dos ácidos biliares (medicamentos

também utilizados para controlar o colesterol), tome Sinvastatina Generis 2 horas antes

ou 4 horas depois de tomar os medicamentos referidos.

Informe o seu médico sobre todos os medicamentos se está a tomar, tomou

recentemente ou vier a tomar recentemente ou vier a tomar outros medicamentos.

Sinvastatina Mer com alimentos e bebidas

Evite beber grandes quantidades de álcool durante o tratamento com este medicamento.

Não beber sumo de toranja durante o tratamento com Sinvastatina Generis.

A ingestão de sumo de toranja pode alterar o efeito deste medicamento.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte

o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Não tome Sinvastatina Mer se estiver grávida ou a amamentar.

As mulheres que ainda podem engravidar devem utilizar medidas contracetivas

adequadas (medidas para evitar a gravidez) durante o tratamento com este

medicamento.

Pare de tomar este medicamento se ficar grávida durante o tratamento.

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Condução de veículos e utilização de máquinas

Pode conduzir veículos ou utilizar máquinas durante o tratamento com este

medicamento.

Sinvastatina Mer contém lactose

Se foi informado pelo seu médico que possui intolerância a alguns açúcares,

nomeadamente à lactose, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Sinvastatina Mer

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Engula os comprimidos com um copo de água.

Pode tomar Sinvastatina Mer com ou sem alimentos.

Adultos e idosos

A dose incial é de 10 mga 40 mg uma vez por dia (à noite).

A dose máxima é de 80 mg por dia, que pode tomar uma vez por dia (à noite) ou

dividida 3 vezes por dia (2 de 20 mg durante o dia e uma de 40 mg à noite), dependendo

da sua situação clínica.

As doses devem ser ajustadas com intervalos mínimos de 4 semanas.

Doentes com insuficiência renal

Nos doentes com insuficiência renal grave deve ser feito um ajustamento nas doses.

Crianças e adolescentes

O seu médico indicar-lhe-á qual a dose mais adequada.

Duração do tratamento

O seu médico indicar-lhe-á a duração do tratamento.

A duração do tratamento com Sinvastatina Mer varia de caso para caso mas em geral

dura vários meses.

Não interrompa o tratamento antes do tempo determinado pelo seu médico,, uma vez

que o seu colesterol pode voltar a aumentar.

Se tomar mais Sinvastatina Mer do que deveria

Contacte imediatamente o seu médico ou o seu farmacêutico.

Caso se tenha esquecido de tomar Sinvastatina Mer

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Se se

esqueceu de tomar uma dose, tome a próxima dose na hora habitual.

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Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Em casos graves este medicamento pode provocar:

- inchaço da cara, olhos, lábios, face, língua e garganta, dificuldades em respirar

(angiedema)

- urticária, sensibilidade da pele à luz solar, rubor; estes podem ser sinais de uma reação

alérgica

- dor nas articulações

- dor, fraqueza, cãibras ou sensibilidade muscular não explicadas; estes podem ser

sinais de miopatia

- febre, fadiga, perda de peso, tosse; estes podem ser sinais de doença pulmonar

intersticial.

Foi notificado o seguinte efeito secundário grave muito raro:

- uma reação alérgica grave que pode causar dificuldade em respirar ou tonturas

(anafilaxia)

Efeitos secundários raros (podem ocorrer até 1 em cada 1 000 pessoas)

- anemia

- dores de cabeça

- parestesias (sensação anormal de picadas e formigueiro na pele)

- tonturas

- dormência ou fraqueza nos braços e pernas

- neuropatia periférica (lesão que ocorre nos nervos periféricos)

- obstipação (prisão de ventre)

- dor abdominal

- flatulência (gases)

- dispepsia (digestão difícil e dolorosa)

- diarreia

- náuseas

- vómitos

- pancreatite (inflamação do pâncreas)

- hepatite (inflamação do fígado)

- icterícia (coloração amarelada de pele e mucosas)

- exantema (erupção cutânea)

- prurido (comichão)

- alopecia (redução parcial ou total de pelos ou cabelos em determinada área de pele)

- miopatia (doença muscular)

- rabdomiólise (doença muscular grave) com ou sem insuficiência renal

- mialgia (dores musculares)

- cãibras musculares

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- astenia (fadiga)

- aumento das transaminases séricas

- aumento dos níveis séricos de CK.

Efeitos secundários muito raros (podem ocorrer até 1 em cada 10 000 pessoas):

- insónia (dificuldade em dormir)

- perdas de memória

- insuficiência hepática (doença do fígado).

Efeitos secundários de origem desconhecida (a frequência não pode ser calculada a

partir dos dados disponíveis):

- depressão

- tendinopatia (inflamação dos tendões)

- disfunção eréctil.

- diabetes. É mais provável ter diabetes se tiver níveis elevados de açúcar e gorduras no

sangue, excesso de peso ou pressão arterial elevada. O seu médico irá avaliar se tem

diabetes enquanto estiver a tomar este medicamento.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico , o farmacêutico ou enfermeiro.

Também poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P.

através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a

fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Sinvastatina Mer

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar a temperatura inferior a 30 ºC na embalagem de origem.

Não tome este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior,

após "VAL.". O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

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Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sinvastatina Mer

A substância ativa deste medicamento é a sinvastatina.

Os outros componentes são lactose mono-hidratada, celulose microcristalina, amido

pré-gelificado, butil-hidroxianisol (E320), ácido ascórbico, ácido cítrico anidro, sílica

coloidal anidra, talco, estearato de magnésio, hipromelose, óxido de ferro amarelo (E

172), óxido de ferro vermelho (E 172), citrato de trietilo, dióxido de titânio (E 171) e

povidona K30.

Qual o aspeto de Sinvastatina Mer e conteúdo da embalagem

Sinvastatina Mer apresenta-se na forma de comprimidos revestidos por película,

estando disponível em embalagens 20 ou 60 unidades.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

Fabricante

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19,

2700-487 Amadora

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Sinvastatina Mer 10 mg Comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Mer 20 mg Comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg ou 20 mg de sinvastatina como

substância ativa.

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Lactose mono-hidratada - 65,73 mg e 131,46 mg, nas dosagens de 10 mg e 20 mg

respetivamente.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia

Tratamento da hipercolesterolemia primária ou da dislipidemia mista, como adjuvante

da dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (ex.

exercício físico, perda de peso) for inadequada.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica como adjuvante da dieta e

outros tratamentos hipolipemiantes (ex. LDL-aferese) ou se tais tratamentos não forem

apropriados.

Prevenção cardiovascular

Redução da mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de

colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correção de outros fatores de

risco e de outras terapêuticas cardioprotetoras (ver secção 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral numa dose única à

noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

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noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite.

A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia grave e

em risco elevado de complicações cardiovasculares, que não atingiram os objectivos do

tratamento com doses menores e quando é expectável que os benefícios superem os

riscos potenciais (ver secção 4.4).

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol e deverá

continuar com esta dieta durante o tratamento com sinvastatina.

A dose inicial habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os

doentes que necessitem de uma grande redução do C-LDL (mais de 45%) podem iniciar

a terapêutica com 20-40 mg/dia em dose única administrada à noite. Os ajustes

posológicos, se necessários, devem ser efetuados da forma anteriormente especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia recomendada é

de 40 mg/dia de sinvastatina tomada à noite, ou de 80 mg/dia, divididos por três

administrações, duas diurnas de 20 mg e uma de 40 mg à noite. A sinvastatina deve ser

usada como um adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes (por exemplo, LDL-

aferese), neste grupo de doentes, ou só por si, quando não estiverem disponíveis tais

terapêuticas.

Prevenção cardiovascular

A dose habitual é de 20 a 40 mg por dia, em toma única à noite, nos doentes em elevado

risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca coronária com ou sem

hiperlipidemia). A terapêutica farmacológica poderá ser iniciada em simultâneo com a

dieta e o exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser efetuados da

forma anteriormente especificada.

Terapêutica concomitante

A sinvastatina é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes dos ácidos

biliares. A administração deve ocorrer 2 horas antes ou 4 horas após a administração de

um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar ciclosporina, danazol, gemfibrozil ou outros fibratos (exceto o

fenofibrato) ou doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina concomitantemente com

sinvastatina, a dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia.

Em doentes a tomar amiodarona ou verapamil concomitantemente com sinvastatina, a

dose de sinvastatina não deverá exceder 20 mg por dia (ver secções 4.4 e 4.5).

Posologia na insuficiência renal

Não deverá ser necessária uma modificação da posologia em doentes com insuficiência

renal moderada.

Nos doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min), as

doses acima de 10 mg/dia deverão ser consideradas com muito cuidado e, se necessário,

instituídas com precaução.

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Uso nos idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

População pediátrica (10 a 17 anos de idade)

Para crianças e adolescentes (rapazes em estadio Tanner II ou superior e raparigas com

pelo menos um anos pós-menarca, entre 10 a 17 anos de idade) com hipercolesterolemia

familiar heterozigótica, a dose inicial habitualmente recomendada é de 10 mg, uma vez

por dia à noite. Antes do início do tratamento com sinvastatina, as crianças e

adolescentes deverão iniciar uma dieta padronizada para a redução do colesterol; esta

dieta deverá ser mantida durante o tratamento com sinvastatina.

O intervalo posológico recomendado é de 10 mg a 40 mg por dia; a dose máxima

recomendada é 40 mg/dia. As doses devem ser individualizadas de acordo com o

objectivo terapêutico recomendado de acordo com as orientações para o tratamento

pediátrico (ver secção 4.4). Os ajustes deverão ser feitos em intervalos de 4 semanas ou

mais. A experiência de Sinvastatina Mer em crianças na pré-puberdade é limitada.

4.3 Contraindicações

- Hipersensibilidade à substância ativa (sinvastatina) ou a qualquer dos excipientes

mencionados na secção 6.1.

- Doença hepática ativa ou elevações persistentes e sem explicação das transaminases

séricas.

- Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6).

- Administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (ex. itraconazol,

cetoconazol, inibidores da protease do VIH (nelfinavir), eritromicina, claritromicina,

telitromicina e nefazodona) (ver secção 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Miopatia/rabdomiólise

A sinvastatina, tal como os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, provoca

ocasionalmente miopatia que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares, elevações de creatinaquinase (CK) acima de 10 vezes o limite superior da

normalidade (LSN). Por vezes, a miopatia toma a forma de rabdomiólise, com ou sem

insuficiência renal aguda secundária a mioglobinúria, tendo ocorrido muito raramente

casos de morte. O risco de miopatia é aumentado pelos elevados níveis de atividade

inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

O risco de miopatia/rabdomiólise depende da dose. Em estudos clínicos, nos quais os

doentes foram cuidadosamente monitorizados e foram excluídos alguns dos fármacos

que interagem, a incidência foi de aproximadamente 0,03% com 20 mg, 0,08% com

40 mg e de 0,4% com 80 mg.

Tal como com outros inibidores da redutase da HMG-CoA, o risco de

miopatia/rabdomiólise é dependente da dose. Numa base de dados de ensaios clínicos

com 41413 doentes tratados com sinvastatina, dos quais 24747 (aproximadamente 60%)

foram tratados, pelo menos, durante 4 anos, a incidência de miopatia foi,

aproximadamente, de 0,03%, 0,08% e 0,61% com 20 mg/dia, 40 mg/dia e 80 mg/dia,

respetivamente. Nestes ensaios, os doentes foram cuidadosamente monitorizados, tendo

sido excluídos alguns medicamentos com interação. Num ensaio clínico em que doentes

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com antecedentes de enfarte do miocárdio foram tratados com 80 mg/dia de sinvastatina

(tempo médio de acompanhamento de 6,7 anos), a incidência de miopatia foi

aproximadamente 1,0% em comparação com 0,02% em doentes a tomar 20 mg/dia.

Aproximadamente metade desses casos de miopatia ocorreu durante o primeiro ano de

tratamento. A incidência de miopatia durante cada ano subsequente de tratamento foi

aproximadamente 0,1% (ver secção 4.8).

Determinação da creatinaquinase (CK)

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que

isto torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem

significativamente elevados (> 5 x LSN), deverão ser reavaliados após 5 a 7 dias para

confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a

relatar de imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram sem

explicação.

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com fatores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do início

da terapêutica com sinvastatina, para estabelecer um valor de referência inicial, nas

seguintes situações:

- idosos (idade > 65 anos)

- sexo feminino

- disfunção renal

- hipotiroidismo não controlado

- história pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias

- história prévia de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

- abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

anteriormente uma perturbação muscular com um fibrato ou com uma estatina, o

tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução.

Se os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (>5 x LSN), o

tratamento não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento com sinvastatina,

os níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente

elevados, (> 5 x LSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá ser

interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e ocasionarem desconforto

diário, ainda que os níveis de CK sejam < 5 x LSN, deverá ser considerada a

descontinuação do tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra razão,

o tratamento deve ser descontinuado.

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Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada

a reintrodução da estatina ou a introdução de uma estatina alternativa, na dosagem mais

baixa desde que seja efetuada uma monitorização cuidadosa.

Uma maior taxa de miopatia foi observada em doentes titulados para a dose de 80 mg.

São recomendadas determinções periódicas da CK pois poderão ser úteis para

identificar casos subclínicos de miopatia. Contudo, não existe garantia de que tal

monitorização previna a miopatia.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante alguns

dias antes de grande cirurgia eletiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos

graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações medicamentosas (ver

também secção 4.5)

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante de sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4 (tais como o

itraconazol, cetoconazol, posaconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina,

inibidores da protease do VIH (exemplo, nelfinavir), e nefazodona), assim como com

gemfibrozil, ciclosporina e danazol (ver secção 4.2).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

outros fibratos, ou pelo uso concomitante de amiodarona ou verapamil com doses mais

elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2 e 4.5). O risco é aumentado pelo uso

concomitante de diltiazem e amlodipinacom sinvastatina 80 mg (ver secções 4.2 e 4.5).

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado pela administração

concomitante de ácido fusídico com estatinas (ver secção 4.5).

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, a utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, posaconazol, inibidores da

protease do VIH(exemplo, nelfinavir), . eritromicina, claritromicina, telitromicina e

nefazodona está contraindicada (ver secções 4.3 e 4.5). Se o tratamento com itraconazol,

cetoconazol, posaconazol, eritromicina, claritromicina ou telitromicina for inevitável, a

terapêutica com sinvastatina tem que ser interrompida durante o tratamento. Além disso,

deve usar-se precaução quando se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos

potentes do CYP3A4: fluconazol, ciclosporina, verapamilo, diltiazem (ver secções 4.2 e

4.5). Deve ser evitada a ingestão concomitante de sumo de toranja e de sinvastatina.

A dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente ciclosporina, danazol ou gemfibrozil ou doses hipolipemiantes

1 g/dia) de niacina. A utilização de sinvastatina em associação com gemfibrozil deve

ser evitada, exceto quando for provável que os benefícios superem os riscos aumentados

desta associação medicamentosa. Os benefícios da associação de 10 mg de sinvastatina

por dia a outros fibratos (exceto o fenofibrato), niacina, ciclosporina ou danazol devem

ser cuidadosamente ponderados em relação aos riscos potenciais destas associações (ver

secções 4.2 e 4.5).

É recomendada precaução ao prescrever fenofibrato com sinvastatina, uma vez que cada

um destes medicamentos pode causar miopatia quando administrados isoladamente.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20 mg

por dia com amiodarona ou verapamilo, exceto se for provável que o benefício clínico

supere o risco aumentado de miopatia (ver secções 4.2 e 4.5).

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Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 40 mg

por dia com diltiazem ou amlodipina, exceto se for provável que o benefício clínico

supere o risco aumentado de miopatia (ver secções 4.2 e 4.5).

Foram associados casos raros de miopatia/rabdomiólise com a administração

concomitante de inibidores da redutase da HMG-CoA e doses hipolipemiantes (

g/dia) de niacina (ácido nicotínico), qualquer um destes medicamentos pode causar

miopatia quando administrado isoladamente.

Os médicos que considerem a utilização da associação terapêutica da sinvastatina com

doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina (ácido nicotínico), ou medicamentos

contendo niacina, devem ponderar cuidadosamente os potenciais benefícios e riscos, e

proceder a uma cuidadosa monitorização dos doentes para despiste de quaisquer sinais e

sintomas de dor, sensibilidade ou fraqueza musculares, em particular durante os

primeiros meses de terapêutica e ao aumentar a dose de cada um dos medicamentos.

Numa análise interina dos resultados de um ensaio clínico a decorrer, uma comissão

independente de monitorização da segurança identificou uma incidência de miopatia

superior ao esperado em doentes de etnia chinesa a tomar 40 mg de sinvastatina e a

associação de ácido nicotínico/laropiprant 2000 mg/40 mg. Deve, por isso, ter-se em

atenção os tratamentos com sinvastatina (particularmente em doses de 40 mg ou

superiores) em doentes chineses que estão a tomar simultaneamente doses

hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina (ácido nicotínico) ou produtos contendo niacina.

Uma vez que o risco de miopatia com estatinas é dependente da dose, a utilização de

sinvastatina 80 mg com doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina (ácido nicotínico)

ou produtos contendo niacina não é recomendada em doentes chineses. Desconhece-se

se existe um aumento do risco de miopatia noutros doentes asiáticos tratados com

sinvastatina e concomitantemente com doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina

(ácido nicotínico) ou produtos contendo niacina.

Se for provado que a combinação é necessária, doentes a tomar ácido fusídico e

sinvastatina deve ser rigorosamente monitorizados (ver secção 4.5). Pode ser

considerada a suspensão temporária do tratamento com sinvastatina.

Diabetes mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas, como classe, aumenta a glucose no

sangue e, em alguns doentes com risco aumentado de desenvolver diabetes, pode

produzir um nível de hiperglicemia em que é apropriado tratamento formal para a

diabetes. Contudo, o risco é compensado pela diminuição do risco vascular com

estatinas e assim, não deve ser razão para interromper o tratamento com estatinas. Os

doentes em risco (glucose em jejum entre 5,6 e 6,9 mmol/L, IMC > 30 kg/m2,

trigliceridos elevados, hipertensão) devem ser monitorizados clínica e bioquimicamente

de acordo com as directrizes nacionais.

Efeitos hepáticos

Nos estudos clínicos ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados com

sinvastatina, aumentos persistentes (para > 3 x LSN) das transaminases séricas. Quando

a administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes, os níveis

de transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis anteriores ao

tratamento.

APROVADO EM

24-05-2018

INFARMED

Recomenda-se que sejam realizados testes de função hepática antes do início da

terapêutica, e posteriormente quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma

dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3 meses após

a titulação para a dose de 80 mg e periodicamente (por ex. semestralmente) no primeiro

ano de tratamento. Deverá ser dada atenção especial aos doentes que registem aumentos

dos níveis das transaminases séricas, e, nestes doentes, os doseamentos deverão ser

repetidos de imediato, e depois realizados mais frequentemente. Se os níveis das

transaminases séricas mostrarem aumentos progressivos, especialmente se aumentarem

para mais de 3 x LSN e forem persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa.

O medicamento deve ser usado com precaução em doentes que consumam quantidades

substanciais de álcool.

Tal como acontece com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações

moderadas das transaminases séricas (< 3 x LSN) na sequência do tratamento com

sinvastatina. Estas alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com

sinvastatina, foram geralmente transitórias, não foram acompanhadas de quaisquer

sintomas e não foi necessária a interrupção do tratamento.

Doença pulmonar intersticial

Foram notificados casos raros de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas,

especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção 4.8). Os sintomas

observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado de saúde em

geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de desenvolvimento de doença

pulmonar intersticial, a terapêutica com estatina deve ser interrompida.

População pediátrica (10 a 17 anos de idade)

A segurança e eficácia da sinvastatina em doentes com 10-17 anos de idade com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica foram avaliadas num ensaio clínico

controlado com adolescentes do sexo masculino em estadio Tanner II ou superior e

raparigas com, pelo menos, um ano pós-menarca. Os doentes tratados com sinvastatina

tiveram um perfil de reações adversas semelhantes à dos doentes tratados com placebo.

Não foram estudadas doses superiores a 40 mg nesta população. Neste estudo

controlado limitado, não foi detetado efeito no crescimento ou maturação sexual nos

adolescentes do sexo masculino e feminino, ou quaisquer efeitos na duração do ciclo

menstrual nas raparigas (ver secções 4.2 e 4.8). As adolescentes do sexo feminino

devem ser aconselhadas sobre métodos contracetivos adequados enquanto fazem

terapêutica com sinvastatina (ver secções 4.3 e 4.6). Em doentes com idade < 18 anos, a

eficácia e segurança não foram estudadas para períodos de tratamento com duração

superior a 48 semanas e os efeitos a longo-prazo na maturação física, intelectual e

sexual são desconhecidos. A sinvastatina não foi estudada em doentes com idade

inferior a 10 anos, nem em crianças pré-puberdade e raparigas pré-menarca.

Sinvastatina Mer

contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose,

deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este

medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

APROVADO EM

24-05-2018

INFARMED

Interações farmacodinâmicas

Interações com fármacos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos e niacina (ácido nicotínico) (

1 g/dia). Além disso, existe

uma interação farmacocinética com gemfibrozil que resulta num aumento dos níveis

plasmáticos de sinvastatina (ver a seguir Interações farmacocinéticas e secções 4.2 e

4.4). Quando a sinvastatina e o fenofibrato são administrados concomitantemente, não

há evidência de que o risco de miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada

medicamento. Não estão disponíveis dados adequados de farmacovigilância e

farmacocinética para outros fibratos. Foram associados casos raros de

miopatia/rabdomiólise com a coadministração de sinvastatina e doses hipolipemiantes

1 g/dia) de niacina (ver secção 4.4).

Interações farmacocinéticas

As recomendações de prescrição para agentes que interagem com a sinvastatina estão

sumarizadas na tabela seguinte (a informação encontra-se mais detalhada no texto; ver

também secções 4.2, 4.3 e 4.4).

Interações medicamentosas associados ao risco aumentado de miopatia/rabdomiólise

Agentes que interagem com sinvastatina

Recomendações de prescrição

Inibidores potentes do CYP3A4:

Itraconazol

Cetozonazol

Posaconazol

Eritromicina

Claritromicina

Telitromicina

Inibidores das proteases do HIV (exemplo

nelfinavir)

Nefazodona

Contraindicado com sinvastatina

Gemfibrozil

Deve ser evitada a associação, mas se for

necessária, não deve ser excedida a dose

de 10 mg/dia de sinvastatina

Ciclosporina

Danazol

Outros fibratos (exceto fenofibrato)

Não exceder 10 mg/dia de sinvastatina

Amiodarona

Verapamilo

Não exceder 20 mg/dia de sinvastatina

Diltiazem

Amlodipina

Não exceder 40 mg/dia de sinvastatina

Ácido fusídico

Os doentes devem ser cuidadosamente

monitorizados. Pode ter que ser

considerada a suspensão temporária do

tratamento com sinvastatina.

Sumo de toranja

Deve evitar-se a toma de sumo de toranja

aquando do tratamento com sinvastatina.

APROVADO EM

24-05-2018

INFARMED

Efeito de outros medicamentos na sinvastatina

Interações que envolvem o CYP3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do

citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do

aumento da concentração de atividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA

durante a terapêutica com sinvastatina. Estes inibidores incluem itraconazol,

cetoconazol, posaconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da

protease do VIH (exemplo nelfinavir) e nefazodona. A administração concomitante de

itraconazol resultou num aumento de mais de 10 vezes na exposição ao ácido da

sinvastatina (o metabolito beta-hidroxiácido ativo). A telitromicina causou um aumento

de 11 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina.

Consequentemente, está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina com

itraconazol, cetoconazol, posaconazol, inibidores da protease do VIH (exemplo

nelfinavir), eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona. Se o tratamento

com itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina ou telitromicina for

inevitável, a terapêutica com sinvastatina deverá ser interrompida durante o tratamento.

Deve usar-se precaução quando se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos

potentes do CYP3A4: ciclosporina, verapamilo, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.4).

Fluconazol

Foram descritos casos raros de rabdomiólise associados à administração concomitante

de sinvastatina e fluconazol.

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

ciclosporina, particularmente com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2

e 4.4). Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em

doentes a tomar concomitantemente ciclosporina. Apesar do mecanismo não ser

totalmente compreendido, a ciclosporina aumenta a AUC do ácido da sinvastatina,

possivelmente devido, em parte, à inibição do CYP3A4.

Danazol

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

danazol com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2 e 4.4).

Gemfibrozil

O gemfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente

devido à inibição da via metabólica de glucoronidação (ver secções 4.2 e 4.4).

Amiodarona

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

amiodarona ou verapamilo com doses superiores de sinvastatina (ver secção 4.4). Num

ensaio clínico em curso, foi relatada miopatia em 6% dos doentes a tomar 80 mg de

sinvastatina e amiodarona. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder

20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente amiodarona, excepto se for

provável que o benefício clínico ultrapasse o risco aumentado de miopatia e

rabdomiólise.. Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante com

verapamilo resultou num aumento de 2,3 vezes da exposição ao ácido da sinvastatina,

APROVADO EM

24-05-2018

INFARMED

possivelmente devido, em parte, à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de

sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente

amiodarona ou verapamilo, exceto se for provável que o benefício clínico ultrapasse o

risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.

Bloqueadores dos canais de cálcio

- Verapamilo

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração do verapamilo.

com 40 mg ou 80 mg de sinvastatina (ver secção 4.4).

Diltiazem

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração de diltiazem com

80 mg de sinvastatina (ver secção 4.4).. O risco de miopatia em doentes a tomar 40 mg

de sinvastatina não foi aumentado pelo uso concomitante de diltiazem (ver secção 4.4).

Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante de diltiazem causou um

aumento 2,7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina possivelmente devido à

inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder

40 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente diltiazem, exceto se for provável

que o benefício clínico ultrapasse o risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.

- Amlodipina

Os doentes em tratamento com amlodipina em simultâneo com 80 mg de sinvastatina

apresentam risco aumentado de miopatia. O risco de miopatia em doentes a tomar

sinvastatina 40 mg não é aumentado pela terapêutica concomitante com amlodipina.

Num estudo farmacocinético, a administração concomitante de amlodipina causou um

aumento de 1,6 vezes da exposição ao ácido da sinvastatina. Consequentemente, a dose

de sinvastatina não deve exceder os 40 mg por dia em doentes a fazer medicação

concomitante com amlodipina, exceto se for provável que o benefício clínico ultrapasse

o risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.

Niacina (ácido nicotínico)

Foram associados casos raros de miopatia e rabdomiólise com a coadministração de

sinvastatina com doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina (ácido nicotínico). Num

estudo farmacocinético, a coadministração de uma dose única de 2 g de ácido nicotínico

de libertação prolongada com 20 mg de sinvastatina resultou num aumento modesto na

AUC da sinvastatina e ácido de sinvastatina e no Cmáx das concentrações plasmáticas

do ácido de sinvastatina.

Ácido fusídico

O risco de miopatia pode estar aumentado pela administração concomitante de ácido

fusídico com estatinas, incluindo a sinvastatina. Foram descritos casos isolados de

rabdomiólise com sinvastatina. A suspensão temporária do tratamento com sinvastatina

deve ser considerada. Se for provado que a coadministração destes medicamentos é

necessária, os doentes a tomar ácido fusídico e sinvastatina devem ser cuidadosamente

monitorizados.

Sumo de toranja

APROVADO EM

24-05-2018

INFARMED

O sumo de toranja inibe o CYP3A4. A ingestão concomitante de grandes quantidades

(mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num aumento de 7

vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de sumo de toranja

de manhã e de sinvastatina à noite resultou também num aumento de 1,9 vezes. Logo,

deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento com sinvastatina.

Colchicina

Têm sido descritos casos de miopatia com a administração concomitante de colchicina e

sinvastatina em doentes com insuficiência renal. É recomendada uma monitorização

rigorosa em doentes a tomar esta combinação.

Rifampicina

Uma vez que a rifampicina é um potente indutor do CYP3A4, os doentes a fazer

terapêutica a longo-prazo (exemplo, tratamento da tuberculose) podem sentir perda de

eficácia da sinvastatina. Num estudo farmacocinético em voluntários normais, a AUC

para o ácido de sinvastatina diminui em 93% com a administração de rifampicina.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem um efeito inibidor no citocromo P450 3A4, logo, não se espera

que a sinvastatina afete as concentrações plasmáticas de outras substâncias

metabolizadas pelo citocromo P450 3A4.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina potenciaram modestamente o efeito

dos anticoagulantes cumarínicos: o tempo de protrombina registado como Razão

Normalizada Internacional (INR) aumentou de um valor inicial de 1,7 para 1,8 no

estudo efetuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efetuado nos doentes. Foram

relatados casos muito raros de aumento da INR. Nos doentes a tomar anticoagulantes

cumarínicos, o tempo de protrombina deverá ser determinado antes de iniciar a

sinvastatina, e com a frequência necessária durante a fase inicial do tratamento, para

assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo de protrombina. Assim que

se registar um tempo de protrombina estável, este poderá ser monitorizado a intervalos

geralmente recomendados para doentes que tomam anticoagulantes cumarínicos. Caso

se altere a dose ou se interrompa o tratamento com sinvastatina, dever-se-á repetir o

mesmo procedimento. A terapêutica com sinvastatina não foi associada a hemorragias

ou a alterações do tempo de protrombina em doentes que não tomam anticoagulantes.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A sinvastatina está contraindicada na gravidez (ver secção 4.3).

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efetuados ensaios

clínicos controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram recebidos relatos

raros de anomalias congénitas após exposição intrauterina a inibidores da redutase da

HMG-CoA. Contudo, numa análise de aproximadamente 200 gestações, seguidas

prospectivamente, expostas durante o primeiro trimestre a sinvastatina ou a outro

fármaco estreitamente relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA, a

incidência de anomalias congénitas foi comparável à observada na população em geral.

APROVADO EM

24-05-2018

INFARMED

Este número de gestações foi estatisticamente suficiente para excluir um aumento igual

ou superior a 2,5 vezes de anomalias congénitas em relação à incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos

recém-nascidos de doentes a tomar sinvastatina ou outro fármaco estreitamente

relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da observada na

população em geral, o tratamento materno com sinvastatina pode reduzir os níveis fetais

de mevalonato, que é um precursor da biossíntese do colesterol. A aterosclerose é um

processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos hipolipemiantes durante a

gravidez deverá ter muito pouco impacto no risco a longo prazo associado a

hipercolesterolemia primária. Por estas razões, a sinvastatina não deve ser usada em

mulheres grávidas, a tentar engravidar ou com suspeita de estarem grávidas. O

tratamento com sinvastatina deve ser suspenso durante o período da gravidez ou até que

se determine que a mulher não está grávida (ver secção 4.3).

Amamentação

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, é excretada no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e devido

ao potencial de reações adversas graves, as mulheres que tomam sinvastatina não

deverão amamentar os seus filhos (ver secção 4.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos da sinvastatina sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos

ou desprezáveis. No entanto, durante a condução e utilização de máquinas deve ser

tomado em consideração que foram relatadas raramente tonturas na experiência

pós-comercialização.

4.8 Efeitos indesejáveis

As frequências dos seguintes acontecimentos adversos, que foram relatados durante os

estudos clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificados com base numa

avaliação das suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo

prazo, controlados com placebo, que incluem os estudos HPS e 4S, respetivamente com,

20 536 e 4 444 doentes (ver secção 5.1). Para o HPS, os únicos acontecimentos

adversos graves registados foram mialgia, aumentos das transaminases séricas e da CK.

Para o 4S foram registados todos os acontecimentos adversos abaixo mencionados. Se

as taxas de incidência sobre a sinvastatina foram menores ou semelhantes às do placebo

nestes ensaios, e se houve acontecimentos semelhantes com razoável nexo de

causalidade relatados espontaneamente, estes acontecimentos adversos são classificados

como "raros".

No estudo HPS (ver secção 5.1), que envolveu 20 536 tratados com 40 mg/dia de

sinvastatina (n=10 269) ou com placebo (n=10 267), os perfis de segurança foram

comparáveis entre doentes tratados com 40 mg de sinvastatina e doentes tratados com

placebo durante os 5 anos de duração média do estudo. As percentagens de interrupção

devidas a efeitos colaterais foram comparáveis (4,8% nos doentes tratados com 40 mg

de sinvastatina, em comparação com 5,1% nos doentes que receberam placebo). A

incidência de miopatia foi de < 0,1% em doentes tratados com 40 mg de sinvastatina. O

aumento das transaminases (> 3 x LSN, confirmada por repetição do teste) ocorreu em

APROVADO EM

24-05-2018

INFARMED

0,21% (n=21) dos doentes tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com

0,09% (n=9) dos doentes que receberam placebo.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo: muito

frequentes (> 1/10), frequentes (

1/100, < 1/10), pouco frequentes (

1/1000, < 1/100),

raros (

1/10.000, < 1/1000), muito raros (< 1/10 000),.

Desconhecidos (não podem ser calculados a partir dos casos disponíveis).

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raros: anemia.

Perturbações do foro psiquiátrico

Muito raros: insónia.

Desconhecidos: depressão.

Doenças do sistema nervoso

Raros: cefaleias, parestesias, tonturas, neuropatia periférica.

Muito raros: compromisso da memória.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Desconhecidos: doença pulmonar intersticial (ver secção 4.4).

Doenças gastrointestinais

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos,

pancreatite.

Afeções hepatobiliares

Raros: hepatite/icterícia.

Muito raros: insuficiência hepática

Afeções do sistema imunitário

Muito raros: anafilaxia

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Raros: exantema, prurido, alopecia.

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Raros: miopatia, rabdomiólise com ou sem insuficiência renal aguda (ver secção 4.4),

mialgia, cãibras musculares.

*Num ensaio clínico, a miopatia ocorreu frequentemente em doentes tratados com 80

mg/dia de sinvastatina em comparação com doentes tratados com 20 mg/dia de

sinvastatina (1,0% vs 0,02%, respetivamente).

Desconhecidos: tendinopatia, algumas vezes com complicação para rutura.

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Desconhecidos: disfunção eréctil.

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Raros: astenia.

APROVADO EM

24-05-2018

INFARMED

Registou-se, raramente, uma aparente síndrome de hipersensibilidade que incluiu

algumas das seguintes manifestações: angioedema, síndrome do tipo lúpus, polimialgia

reumática, dermatomiosite, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia, velocidade de

sedimentação aumentada, artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor,

dispneia e mal-estar.

Exames complementares de diagnóstico

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST,

-glutamil transpeptidase) (ver

secção 4.4 Efeitos hepáticos), aumento da fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos

de CK (ver secção 4.4).

Efeitos de classe:- distúrbios do sono; incluindo insónia e pesadelos

- perda de memória

- disfunção sexual

- depressão

- diabetes mellitus: a frequência vai depender da presença ou ausência de fatores de

risco (glicose sérica em jejum

5,6 mmol/l, IMC>30 kg/m2, trigliceridos elevados,

história de hipertensão).

Crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade)

Num ensaio de 48 semanas envolvendo crianças e adolescentes (rapazes em estadio

Tanner II ou superior e raparigas com, pelo menos, um ano pós-menarca) entre 10 e 17

anos de idade com hipercolesterolemia familiar heterozigótica (n=175), o perfil de

segurança e tolerabilidade do grupo tratado com sinvastatina foi, no geral, semelhante

ao obtido no grupo tratado com placebo. Os efeitos a longo-prazo na maturação física,

intelectual e sexual são desconhecidos. Neste momento, não estão disponíveis dados

após um ano de tratamento (ver secções 4.2 e 4.4).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Até à data foram notificados alguns casos de sobredosagem. A dose máxima tomada foi

de 3,6 g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento específico

APROVADO EM

24-05-2018

INFARMED

em caso de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adotar medidas genéricas

sintomáticas e de suporte.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7 Aparelho cardiovascular. Antidislipidémicos, código

ATC: C10A A01

Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisada no fígado

na forma do beta-hidroxiácido ativo correspondente, que tem uma atividade

significativa na inibição da redutase da HMG-CoA (redutase da 3-hidroxi-3-

metilglutaril CoA). Esta enzima catalisa a conversão de HMG-CoA em mevalonato, um

passo inicial e limitante da velocidade de biossíntese do colesterol.

A sinvastatina demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de C-LDL. As

LDL são formadas a por proteínas de muito baixa densidade (VLDL) e são

catabolizadas predominantemente pelo recetor de elevada afinidade das LDL. O

mecanismo de redução das LDL pela sinvastatina pode envolver a diminuição da

concentração do colesterol das VLDL (VLDL-C) e a indução do recetor das LDL,

conduzindo a uma diminuição da produção e ao aumento do catabolismo do C-LDL. A

apolipoproteína B também diminui substancialmente durante o tratamento com

sinvastatina. Além disso, a sinvastatina aumenta moderadamente o C-HDL e reduz os

TG plasmáticos. Como resultado destas alterações, os rácios de C-total/C-HDL e de C-

LDL/C-HDL estão reduzidos.

Risco elevado de doença coronária (DC) ou doença coronária

No estudo HPS (Heart Protection Study), avaliaram-se os efeitos da terapêutica com

sinvastatina em 20 536 doentes (entre 40 e 80 anos de idade), com ou sem

hiperlipidemia e com doença coronária, outra doença arterial oclusiva ou diabetes

mellitus. Neste estudo, 10 269 doentes foram tratados com 40 mg/dia de sinvastatina e

10 267 doentes receberam placebo durante um período médio de 5 anos. No início do

estudo, 6 793 doentes (33%) apresentavam níveis de C-LDL inferiores a 116 mg/dl;

5 063 doentes (25%) apresentavam valores entre 116 mg/dl e 135 mg/dl; e 8 680

doentes (42%) apresentavam valores superiores a 135 mg/dl.

O tratamento com 40 mg/dia de sinvastatina, em comparação com o placebo, reduziu

significativamente o risco de mortalidade por todas as causas [1328 (12,9%) para os

doentes tratados com sinvastatina versus 1507 (14,7%) para os doentes que receberam

placebo; (p=0,0003)] devido a uma diminuição de 18% das mortes por doença coronária

[587 (5,7%) versus 707 (6,9%); p=0,0005; redução do risco absoluto de 1,2%]. A

redução das mortes por causas não-vasculares não foi estatisticamente significativa. A

sinvastatina reduziu também em cerca de 27% (p < 0,0001) o risco de acontecimentos

coronários major (engloba o parâmetro de avaliação final composto por enfarte de

miocárdio não fatal ou morte por doença coronária). A sinvastatina reduziu em cerca de

30% (p < 0,0001) a necessidade de procedimentos de revascularização coronária

(incluindo bypass das artérias coronárias e angioplastia coronária transluminosa

percutânea) e em 16% (p=0,006) os procedimentos de revascularização periféricos e

outros não coronários. A sinvastatina reduziu em cerca de 25% (p < 0,0001), o risco de

APROVADO EM

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INFARMED

AVC, atribuível a uma redução de 30% do AVC isquémico (p < 0,0001). Além disso,

no subgrupo de doentes com diabetes, a sinvastatina reduziu em cerca de 21%

(p=0,0293) o risco de desenvolvimento de complicações macrovasculares, incluindo

procedimentos de revascularização periférica (cirurgia ou angioplastia), amputações dos

membros inferiores ou úlceras da perna. A redução proporcional da taxa de

acontecimentos foi semelhante em cada subgrupo de doentes estudados, incluindo os

que não tinham doença coronária mas que tinham doença vascular cerebral ou arterial

periférica, em homens e mulheres com menos ou mais de 70 anos à data de entrada no

estudo, com presença ou ausência de hipertensão, e de salientar, nos que tinham níveis

iniciais de colesterol das LDL inferiores a 3,0 mmol/l.

No estudo 4S (Scandinavian Simvastatin Survival Study) avaliou-se o efeito, na

mortalidade total, da terapêutica com sinvastatina em 4 444 doentes com doença

coronária e com um colesterol total basal de 212-309 mg/dl (5,5 – 8 mmol/l). Neste

estudo multicêntrico, de distribuição aleatória, em dupla ocultação e controlado por

placebo, os doentes com angina ou enfarte do miocárdio (EM) prévio foram tratados

com dieta, com o tratamento habitual e com 20-40 mg/dia de sinvastatina (n=2 221) ou

com placebo (n=2 223) durante um tempo médio de 5,4 anos, reduziu o risco de morte

em 30%, (redução do risco absoluto de 3,3%). O risco de morte por doença coronária

foi reduzido em 42% (redução do risco absoluto de 3,5%). A sinvastatina reduziu

também em 34% o risco de ocorrência de acontecimentos coronários major (morte por

doença coronária com EM silencioso e não fatal confirmado em hospital). Além disso, a

sinvastatina reduziu significativamente o risco de acontecimentos cerebrovasculares

fatais e não fatais (acidente vascular cerebral e acidente isquémico transitório) em 28%.

Em relação à mortalidade não cardiovascular, não houve diferença estatisticamente

significativa entre os grupos.

Hipercolesterolemia primária e Hiperlipidemia mista

Em estudos que comparam a eficácia e a segurança de 10, 20, 40 e 80 mg de

sinvastatina diários em doentes com hipercolesterolemia, as reduções médias do C LDL

foram, respetivamente, de 30, 38, 41 e 47%. Nos estudos realizados em doentes com

hiperlipidemia mista a tomar 40 mg e 80 mg de sinvastatina, as reduções médias nos

triglicéridos foram, respetivamente, de 28 e 33% (placebo: 2%) e os aumentos médios

de C-HDL foram, respetivamente, de 13 e 16% (placebo: 3%).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A sinvastatina é uma lactona inativa que é rapidamente hidrolisada in vivo no

correspondente beta-hidroxiácido, que é um potente inibidor da redutase da HMG-CoA.

A hidrólise ocorre principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano é muito

baixa.

Absorção

No Homem, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável extração de

primeira passagem hepática. A extração no fígado depende do fluxo sanguíneo hepático.

O fígado é o principal local de ação da forma ativa. A disponibilização do beta-

hidroxiácido para a circulação sistémica após a administração de uma dose oral de

sinvastatina foi inferior a 5% da dose. A concentração plasmática máxima dos

APROVADO EM

24-05-2018

INFARMED

inibidores ativos é atingida aproximadamente 1-2 horas após a administração da

sinvastatina. A ingestão concomitante de alimentos não afeta a absorção.

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não ocorreu

acumulação de medicamento após a administração de doses múltiplas.

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito ativo às proteínas é > 95%.

Eliminação

A sinvastatina é um substrato do CYP3A4 (ver secções 4.3 e 4.5). Os principais

metabolitos da sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxi-ácido e

quatro metabolitos ativos adicionais. Após a administração oral de uma dose de

sinvastatina radioativa ao Homem, 13% da radioatividade foi excretada na urina e 60%

nas fezes, no período de 96 horas. A quantidade recuperada nas fezes representa os

equivalentes de medicamento absorvido e excretado na bílis, assim como medicamento

não absorvido. Após uma injeção intravenosa do metabolito beta-hidroxiácido, a sua

semivida média foi de 1,9 horas. Na urina, foi excretada uma média de apenas 0,3% da

dose IV, como inibidores.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Segundo estudos convencionais realizados em animais relativamente a farmacodinamia,

toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade, não existem outros

riscos para o doente para além daqueles esperados tendo em consideração o mecanismo

farmacológico. Nas doses máximas toleradas no rato e no coelho, a sinvastatina não

produziu malformações fetais e não teve efeitos na fertilidade, na função reprodutora ou

no desenvolvimento neonatal.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Lactose mono-hidratada, celulose microcristalina, amido pré-gelificado, butil-

hidroxianisol (320), ácido ascórbico, ácido cítrico anidro, sílica coloidal anidra, talco,

estearato de magnésio, hipromelose, óxido de ferro amarelo (E172), óxido de ferro

vermelho (E172), citrato de trietilo, dióxido de titânio (E171) e povidona K30.

6.2 Incompatibillidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30ºC na embalagem original.

APROVADO EM

24-05-2018

INFARMED

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de PVC/PVDC/Alumínio.

Sinvastatina Mer 10 mg: embalagens de 20 ou 60 unidades.

Sinvastatina Mer 20 mg: embalagens de 20, 28, 30, 56 ou 60 unidades.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sinvastatina Mer 10 mg

Nº de registo: 5613484 - 20 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister de

PVC/PVDC/Alumínio

Nº de registo: 5613583 - 60 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

dePVC/PVDC/Alumínio

Sinvastatina Mer 20 mg

Nº de registo: 4778783 - 20 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister de

PVC/PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4778882 - 28 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister de

PVC/PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4778981 - 30 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister de

PVC/PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4779088 - 56 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister de

PVC/PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4779187 - 60 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister de

PVC/PVDC/Alumínio

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sinvastatina Mer 10 mg

Data da primeira autorização: 11 de outubro de 2005.

Data da última renovação: 12 de maio de 2010

Sinvastatina Mer 20 mg

APROVADO EM

24-05-2018

INFARMED

Data da primeira autorização: 20 de agosto de 2003.

Data da última renovação: 12 de maio de 2010

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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