Rivastigmina Wynn 4.5 mg Comprimido orodispersível

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Rivastigmina
Disponível em:
Wynn Industrial Pharma, S.A.
Código ATC:
N06DA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Rivastigmine
Dosagem:
4.5 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido orodispersível
Composição:
Rivastigmina, hidrogenotartarato 7.2 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea b)
Grupo terapêutico:
2.13.1 Medicamentos utilizados no tratamento sintomático das alterações das funções cognitivas
Área terapêutica:
rivastigmine rivastigmine
Resumo do produto:
5268057 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Não necessita precauções especiais de conservação - Não comercializado - 10097243 - 50053450 ; 5268065 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Não necessita precauções especiais de conservação - Não comercializado - 10097243 - 50052098 ; 5268073 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Não necessita precauções especiais de conservação - Não comercializado - 10097243 - 50052101 ; 5268107 - Blister 112 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Não necessita precauções especiais de conservação - Não comercializado - 10097243 - 50053469
Status de autorização:
Revogado (20 de Janeiro de 2016)
Número de autorização:
08/H/0502/007
Data de autorização:
2010-01-29

APROVADO EM

29-01-2010

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO

Rivastigmina Wynn 1,5 mg Comprimidos orodispersíveis

Rivastigmina Wynn 3 mg Comprimidos orodispersíveis

Rivastigmina Wynn 4,5 mg Comprimidos orodispersíveis

Rivastigmina Wynn 6 mg Comprimidos orodispersíveis

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é a Rivastigmina Wynn e para que é utilizada

2. Antes de tomar Rivastigmina Wynn

3. Como tomar Rivastigmina Wynn

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Rivastigmina Wynn

6. Outras Informações

1. O que é a Rivastigmina Wynn e para que é utilizada

A Rivastigmina Wynn é utilizada para o tratamento dos sintomas da:

- demência da doença de Alzheimer ligeira a moderadamente grave

- demência ligeira a moderadamente grave em doentes com doença de Parkinson.

Crê-se que a demência é devida a uma insuficiência de acetilcolina. A acetilcolina é uma

substância presente no cérebro que é responsável pela transmissão de mensagens entre as

células cerebrais.

Rivastigmina

Wynn

pertence

classe

substâncias

denominadas

anticolinesterases que compensa a insuficiência de acetilcolina causada pela doença.

Classificação farmacoterapêutica

2.13.1. Sistema Nervoso Central. Outros medicamentos com acção no Sistema Nervoso

Central. Medicamentos utilizados no tratamento sintomático das alterações cognitivas.

2. Antes de tomar Rivastigmina Wynn

Antes de tomar Rivastigmina Wynn é importante que leia a secção seguinte e que

esclareça quaisquer dúvidas que possa ter com o seu médico.

Não tome Rivastigmina Wynn

- se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa rivastigmina ou a qualquer outro

componente de Rivastigmina Wynn

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29-01-2010

INFARMED

- se tem problemas hepáticos graves.

Tome especial cuidado com Rivastigmina Wynn

Informe o seu médico se tem, ou se alguma vez teve:

- alteração da função renal ou do fígado

- ritmo cardíaco irregular

- úlcera de estômago activa

- asma ou doença respiratória grave

- dificuldades em urinar

- peso corporal baixo

- convulsões

- tremores.

Informe também o seu médico se sentir reacções gastrointestinais como náuseas e

vómitos durante o tratamento com Rivastigmina Wynn.

Nestes

casos,

médico

poderá

necessitar

vigiar

mais

cuidadosamente

enquanto estiver a tomar este medicamento.

Tomar Rivastigmina Wynn com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Não deverá tomar Rivastigmina Wynn com outros medicamentos que actuam da mesma

forma (conhecidos como agentes colinomiméticos).

Em caso de ter de ser submetido a uma cirurgia enquanto estiver a tomar Rivastigmina

Wynn, deve informar o seu médico, porque este medicamento pode potenciar os efeitos

de alguns relaxantes musculares durante a anestesia.

A Rivastigmina Wynn pode interferir com medicamentos anticolinérgicos, como por

exemplo:

- medicamentos para o alívio de cãibras

- medicamentos para o alívio de espasmos do estômago

- medicamentos para a tratamento da doença de Parkinson

- medicamentos para a prevenção do enjoo em viagem.

Gravidez e aleitamento

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

O tratamento com Rivastigmina Wynn deve ser evitado durante a gravidez, a não ser que

seja claramente necessário. Informe o seu médico se está grávida ou se ficar grávida

durante o tratamento.

As mulheres que estejam a tomar Rivastigmina Wynn não devem amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A sua doença pode prejudicar a sua capacidade de conduzir ou utilizar máquinas e não

deverá realizar tais actividades a não ser que o seu médico lhe diga que é seguro fazê-lo.

Este

medicamento

pode

causar

tonturas

sonolência,

principalmente

início

tratamento ou quando se aumenta a dose. Se sentir estes efeitos, não deverá conduzir nem

utilizar máquinas.

3. Como tomar Rivastigmina Wynn

Adultos e idosos

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29-01-2010

INFARMED

O tratamento com Rivastigmina Wynn só poderá ser feito com vigilância médica. Uma

pessoa de confiança deverá garantir que toma o medicamento regularmente.

A sua dose de Rivastigmina Wynn pode ser diferente da dose tomada por outros doentes.

O seu médico decidirá qual a dose diária que deve tomar começando com uma dose baixa

e aumentando gradualmente, dependendo da forma como reage ao tratamento. Siga as

instruções do seu médico rigorosamente.

Os comprimidos orodispersíveis devem ser colocados sobre a língua. Desagregam-se na

boca em alguns segundos e podem ser depois ingeridos, com ou sem água.

Deve tomar o medicamento duas vezes por dia, uma ao pequeno-almoço e a outra ao

jantar. A dose mais elevada que pode ser tomada é de 12 mg, repartida por duas tomas

diárias.

Este medicamento deverá ser prescrito somente por um especialista e o seu médico

deverá regularmente avaliar se o tratamento está a ter o efeito desejado. O seu médico

também irá vigiar o seu peso enquanto estiver a tomar este medicamento.

Crianças

O uso de Rivastigmina Wynn não é recomendado em crianças e adolescentes (idade

inferior a 18 anos).

Se tomar mais Rivastigmina Wynn do que deveria

Se tomar demasiados comprimidos de Rivastigmina Wynn, podem ocorrer os seguintes

sintomas:

- náuseas

- vómitos

- diarreia

- pressão arterial elevada

- alucinações

- ritmo cardíaco lento

- desmaio.

Se tomou acidentalmente demasiados comprimidos, ou se outra pessoa ou criança tomou

o seu medicamento, fale imediatamente com o seu médico. Fique com uma embalagem

do medicamento, para que o seu médico tenha a certeza de qual o medicamento que foi

tomado. O seu médico decidirá sobre o que se fazer.

Caso se tenha esquecido de tomar Rivastigmina Wynn

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Aguarde e tome a próxima dose à hora habitual.

Se se esquecer de tomar o medicamento durante vários dias, contacte o seu médico. O seu

médico irá informá-lo de quando deverá começar a tomar o medicamento novamente.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, Rivastigmina Wynn pode ter efeitos secundários, no

entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

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29-01-2010

INFARMED

Os efeitos secundários podem ser mais intensos no início do tratamento ou quando

aumenta para uma dose superior e irão provavelmente desaparecer gradualmente, assim

que o seu organismo se habituar ao medicamento.

Efeitos secundários muito frequentes (mais de 1 em cada 10 pessoas tratadas):

- tonturas

- tremores

- náuseas

- vómitos

- diarreia

- perda de apetite.

Efeitos secundários frequentes (entre 1 a 10 em cada 100 pessoas tratadas):

- agitação

- confusão

- dificuldade em dormir

- ansiedade

- dor de cabeça

- sonolência

- agravamento da doença de Parkinson

- movimentos muito lentos ou involuntários

- rigidez muscular

- ritmo cardíaco lento

- dores de estômago

- azia

- aumento da salivação

- aumento da transpiração

- fraqueza

- fadiga

- sensação geral de mal-estar

- desidratação

- perda de peso.

Efeitos secundários pouco frequentes (entre 1 a 10 em cada 1 000 pessoas tratadas):

- depressão

- desmaio

- fraco controlo dos movimentos

- ritmo cardíaco irregular

- alterações da função do fígado

- quedas acidentais.

Efeitos secundários raros (entre 1 a 10 em cada 10 000 pessoas tratadas):

- dor no peito

- crises epilépticas (ataques ou convulsões)

- erupções cutâneas

- úlceras gástricas e duodenais.

Efeitos secundários muito raros (menos do que 1 em cada 10 000 pessoas tratadas):

- hemorragia gastrointestinal (sangue nas fezes ou ao vomitar)

- infecções do tracto urinário

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INFARMED

- inflamação do pâncreas (dor forte na parte superior do estômago, frequentemente

acompanhada de náuseas e vómitos)

- pressão arterial elevada

- alucinações

Efeitos secundários com frequência desconhecida (a frequência não pode ser estimada a

partir dos dados disponíveis):

- vómitos graves que poderão causar a ruptura do esófago (o tubo que liga a boca ao

estômago).

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar Rivastigmina Wynn

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não utilize Rivastigmina Wynn após expirar o prazo de validade indicado na embalagem

exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. Outras informações

Qual a composição de Rivastigmina Wynn

substância

activa

deste

medicamento

rivastigmina.

Cada

Comprimido

orodispersível contém 1,5 mg; 3 mg; 4,5 mg e 6 mg de rivastigmina, sob a forma de

hidrogenotartarato de rivastigmina.

outros

componentes

são:

manitol

E421,

celulose

microcristalina,

hidroxipropilcelulose, silicato de cálcio, crospovidona, estearato de magnésio, aroma de

hortelã-verde e aroma de hortelã-pimenta.

Qual o aspecto de Rivastigmina Wynn e conteúdo da embalagem

Rivastigmina

Wynn

apresenta-se

forma

comprimido

orodispersível,

estando

disponível em embalagens de 14, 28, 56 ou 112 unidades.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Wynn Industrial Pharma, S.A.

Office Park da Beloura, Edifício 4, 2.º Piso – Esc. 12

2710 – 444 Sintra

APROVADO EM

29-01-2010

INFARMED

Fabricante

Krka, d.d., Novo Mesto

Smarjeska cesta 6

8501 Novo Mesto

Eslovénia

Este folheto foi aprovado pela última vez em

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29-01-2010

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Rivastigmina Wynn 1,5 mg Comprimidos orodispersíveis

Rivastigmina Wynn 3 mg Comprimidos orodispersíveis

Rivastigmina Wynn 4,5 mg Comprimidos orodispersíveis

Rivastigmina Wynn 6 mg Comprimidos orodispersíveis

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 2,4 mg, 4,8 mg, 7,2 mg e 9,6 mg de hidrogenotartarato de

rivastigmina

correspondente

rivastigmina,

respectivamente.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido orodispersível.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento sintomático da demência de Alzheimer ligeira a moderadamente grave.

Tratamento sintomático da demência ligeira a moderadamente grave em doentes com

doença de Parkinson idiopática.

4.2 Posologia e modo de administração

Administração:

O tratamento deve ser iniciado e supervisionado por um médico com experiência no

diagnóstico e tratamento da demência de Alzheimer ou da demência associada à doença

de Parkinson. O diagnóstico deve ser feito de acordo com as linhas de orientação actuais.

A terapêutica com rivastigmina só deve ser iniciada se estiver disponível um prestador de

cuidados para vigiar regularmente a ingestão do fármaco pelo doente.

A rivastigmina deve ser administrada duas vezes por dia, com as refeições da manhã e da

noite.

Dose inicial:

1,5 mg, duas vezes por dia.

Titulação da dose:

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29-01-2010

INFARMED

A dose inicial é de 1,5 mg, duas vezes por dia. Se esta dose for bem tolerada após um

mínimo de duas semanas de tratamento, a dose pode ser aumentada para 3 mg, duas

vezes por dia. Aumentos subsequentes para 4,5 mg e mais tarde para 6 mg, duas vezes

por dia, devem ser também baseados na boa tolerância da dose em curso e podem ser

considerados após um mínimo de duas semanas de tratamento naquele nível de dose.

Se forem observadas reacções adversas (ex.: náuseas, vómitos, dor abdominal ou perda

de apetite), diminuição do peso ou agravamento dos sintomas extrapiramidais (ex.:

tremor) em doentes com demência associada à doença de Parkinson durante o tratamento,

estes podem responder à omissão de uma ou mais tomas. Se as reacções adversas

persistirem, a dose diária deve ser temporariamente reduzida para a dose anterior bem

tolerada ou o tratamento poderá ser interrompido.

Dose de manutenção:

A dose eficaz é de 3 a 6 mg, duas vezes por dia; para alcançar o máximo benefício

terapêutico os doentes devem ser mantidos na dose mais elevada bem tolerada. A dose

diária máxima recomendada é de 6 mg, duas vezes por dia.

tratamento

manutenção

pode

continuado

enquanto

existir

benefício

terapêutico para o doente. Por esta razão, o benefício clínico da rivastigmina deve ser

reavaliado numa base regular, especialmente em doentes tratados com doses inferiores a

3 mg, duas vezes por dia. Se após 3 meses de tratamento em dose de manutenção o

doente não apresentar uma mudança favorável na sua taxa de declínio nos sintomas de

demência, o tratamento deverá ser

interrompido. A

interrupção deverá também

considerada quando o efeito terapêutico deixar de ser evidente.

A resposta individual à rivastigmina não pode ser prevista. Contudo, um maior efeito

terapêutico foi verificado em doentes com demência moderada associada à doença de

Parkinson. Do mesmo modo, um efeito terapêutico superior foi observado em doentes

com doença de Parkinson com alucinações visuais (ver secção 5.1).

Os efeitos do tratamento não foram estudados em ensaios controlados com placebo além

de 6 meses.

Reinício da terapêutica:

Se o tratamento for interrompido durante mais do que vários dias, deve ser reiniciado

com uma dose de 1,5 mg, duas vezes por dia. A titulação da dose deve então ser realizada

como acima descrito.

Insuficiência renal e hepática:

Devido ao aumento da exposição no caso de insuficiência renal moderada e hepática

ligeira a moderada, devem ser cuidadosamente seguidas as recomendações da posologia

para titulação de acordo com a tolerabilidade individual (ver secção 5.2).

Os doentes com insuficiência hepática grave não foram estudados (ver secção 4.3).

Crianças:

A rivastigmina não é recomendada em crianças.

4.3 Contra-indicações

O uso deste medicamento está contra-indicado em doentes com

- hipersensibilidade conhecida à substância activa, a outros derivados de carbamatos ou a

qualquer dos excipientes utilizados na formulação,

- insuficiência hepática grave, já que não foi estudado nesta população.

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29-01-2010

INFARMED

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

A incidência e gravidade dos acontecimentos adversos geralmente aumentam com as

doses mais elevadas. Se o tratamento for interrompido durante mais do que vários dias,

deve ser reiniciado com uma dose de 1,5 mg, duas vezes por dia, de modo a reduzir a

possibilidade de reacções adversas (ex.: vómitos).

Titulação de dose: Foram observados efeitos indesejáveis (ex: hipertensão e alucinações

em doentes com demência de Alzheimer, e agravamento dos sintomas extrapiramidais,

em particular tremor, em doentes com demência associada à doença de Parkinson) pouco

depois de um aumento de dose. Estes podem responder a uma redução da dose. Noutros

casos, a rivastigmina foi interrompida (ver secção 4.8).

Podem

ocorrer

perturbações

gastrointestinais

tais

como

náuseas

vómitos,

particularmente

quando

inicia

tratamento

e/ou

aumenta

dose.

Estes

acontecimentos adversos ocorrem mais vulgarmente nas mulheres. Os doentes com

doença de Alzheimer podem perder peso. Os inibidores da colinesterase, incluindo a

rivastigmina, têm sido associados a perda de peso nestes doentes. Durante a terapêutica o

peso dos doentes deve ser vigiado.

Em caso de vómitos graves associados ao tratamento com rivastigmina, deverá ser feito

um ajuste de dose apropriado tal como recomendado na secção 4.2. Alguns casos de

vómitos

graves

estavam

associados

ruptura

esofágica

(ver

secção

4.8).

Estes

acontecimentos

ocorreram

particularmente

após

incrementos

dose

após

admnistração de doses elevadas de rivastigmina.

Deve tomar-se cuidado quando se utiliza rivastigmina em doentes com síndrome do

nódulo

sinusal

defeitos

condução

(bloqueio

sinoauricular,

bloqueio

auriculoventricular) (ver secção 4.8).

A rivastigmina pode causar aumento das secreções ácidas gástricas. Deve tomar-se

cuidado

tratar

doentes

úlceras

gástricas

duodenais

activas

doentes

predispostos a estas condições.

Os inibidores da colinesterase devem prescrever-se com cuidado em doentes com história

clínica de asma ou doença pulmonar obstrutiva.

colinomiméticos

podem

induzir

exacerbar

obstrução

urinária

convulsões.

Recomenda-se precaução tratar doentes predispostos a tais doenças.

O uso de rivastigmina não foi investigado em doentes com demência da doença de

Alzheimer grave ou associada à doença de Parkinson, outros tipos de demência ou outros

tipos de alteração da memória (ex.: declínio cognitivo relacionado com a idade). Logo, a

utilização nesta população de doentes não é recomendada.

Tal como outros colinomiméticos, a rivastigmina pode exacerbar ou induzir sintomas

extrapiramidais.

observado

agravamento

(incluindo

bradicinesia,

discinesia,

alterações da marcha) e um aumento na incidência ou gravidade do tremor em doentes

com demência associada à doença de Parkinson (ver secção 4.8). Estes acontecimentos

levaram à interrupção da rivastigmina em alguns casos (ex.: interrupções devidas ao

tremor

1,7%

rivastigmina

placebo).

monitorização

clínica

recomendada para estas reacções adversas.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

APROVADO EM

29-01-2010

INFARMED

Sendo um inibidor da colinesterase, a rivastigmina pode potenciar os efeitos de relaxantes

musculares do tipo da succinilcolina durante a anestesia. É recomendada precaução

aquando da selecção dos agentes anestésicos. Se necessário, podem ser considerados

ajustes de dose ou interrupção temporária do tratamento.

Atendendo aos seus efeitos farmacodinâmicos, a rivastigmina não deve ser administrada

concomitantemente com outros substâncias colinomiméticas e pode interferir com a

actividade de medicamentos anticolinérgicos.

Não se observou qualquer interacção farmacocinética da rivastigmina com digoxina,

varfarina, diazepam ou fluoxetina nos estudos em voluntários saudáveis. O aumento do

tempo de protrombina induzido pela varfarina não é afectado pela administração de

rivastigmina.

Não

observaram

quaisquer

efeitos

indesejáveis

sobre

condução

cardíaca após a administração concomitante de digoxina e rivastigmina.

De acordo com o seu metabolismo, parecem improváveis interacções medicamentosas

metabólicas,

apesar

rivastigmina

poder

inibir

metabolismo,

mediado

pela

butirilcolinesterase, de outros fármacos.

4.6 Gravidez e aleitamento

No que respeita à rivastigmina, não existem dados clínicos sobre as gravidezes a ela

expostas. Não se observaram quaisquer efeitos sobre a fertilidade ou o desenvolvimento

embriofetal em ratos e coelhos, excepto em doses relacionadas com toxicidade materna.

Nos estudos peri/pós-natais em ratos, observou-se um tempo de gestação aumentado. A

rivastigmina não deverá ser utilizada durante a gravidez, a menos que tal seja claramente

necessário.

Em animais, a rivastigmina é excretada no leite. Não se sabe se a rivastigmina é

excretada no leite humano. Assim, as mulheres que estiverem a tomar rivastigmina não

devem amamentar.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A doença de Alzheimer pode causar uma diminuição gradual da capacidade de conduzir

ou comprometer a capacidade para utilizar maquinaria. Além disso, a rivastigmina pode

induzir

tonturas

sonolência,

principalmente

quando

inicia

tratamento ou

aumenta a dose. Por esse motivo, a capacidade de os doentes com demência, que tomam

rivastigmina,

continuarem

conduzir

utilizar

máquinas

complexas

deve

regularmente avaliada pelo médico assistente.

4.8 Efeitos indesejáveis

reacções

adversas

mais

comummente

reportadas

foram

efeitos

gastrointestinais,

incluindo náuseas (38%) e vómitos (23%), especialmente durante a titulação de dose. Em

ensaios clínicos, verificou-se que as doentes do sexo feminino são mais susceptíveis que

os doentes do sexo masculino a reacções adversas gastrointestinais e perda de peso.

As reacções adversas, listadas abaixo na Tabela 1, são cumulativas em doentes com

demência de Alzheimer tratados com rivastigmina.

APROVADO EM

29-01-2010

INFARMED

As reacções adversas estão agrupadas por classe de frequência; as mais frequentes

primeiro, usando a seguinte convenção: muito frequentes (

1/10); frequentes (

1/100,

<1/10); pouco frequentes (

1/1.000, <1/100); raros (

1/10.000, <1/1.000); muito raros

(<1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis.

Tabela 1

Infecções e Infestações

Muito raros

Infecções urinárias

Perturbações do foro psiquiátrico

Frequentes

Frequentes

Pouco frequentes

Pouco frequentes

Muito raros

Agitação

Confusão

Insónia

Depressão

Alucinações

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Pouco frequentes

Raros

Muito raros

Tonturas

Cefaleias

Sonolência

Tremor

Síncope

Convulsões

Sintomas

extrapiramidais

(incluindo

agravamento da doença de Parkinson)

Cardiopatias

Raros

Muito raros

Angina pectoris

Arritmia

cardíaca

(ex.:

bradicardia,

bloqueio

atrioventricular,

fibrilhação

atrial e taquicardia)

Vasculopatias

Muito raros

Hipertensão

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes

Muito frequentes

Muito frequentes

Frequentes

Raros

Muito raros

Muito raros

Desconhecido

Náuseas

Vómitos

Diarreia

Dor abdominal e dispepsia

Úlceras gástricas e duodenais

Hemorragia gastrointestinal

Pancreatite

Alguns

casos

vómitos

graves

estavam

associados

ruptura

esofágica (ver secção 4.4).

Doenças do metabolismo e da nutrição

Muito frequentes

Anorexia

Afecções hepatobiliares

Testes de função hepática elevados

APROVADO EM

29-01-2010

INFARMED

Pouco frequentes

Afecções

tecidos

cutâneos

subcutâneas

Frequentes

Raros

Aumento da sudorese

Erupções cutâneas

Perturbações gerais e alterações no local

de administração

Frequentes

Frequentes

Pouco frequentes

Fadiga e astenia

Mal estar

Traumatismo acidental

Exames complementares de diagnóstico

Frequentes

Perda de peso

A Tabela 2 indica quais as reacções adversas notificadas em doentes com demência

associada à doença de Parkinson tratados com rivastigmina.

Perturbações do foro psiquiátrico

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Insónia

Ansiedade

Agitação

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Pouco frequentes

Tremor

Tonturas

Sonolência

Cefaleias

Agravamento da doença de Parkinson

Bradicinesia

Discinesia

Distonia

Cardiopatias

Frequentes

Pouco frequentes

Pouco frequentes

Bradicardia

Fibrilhação auricular

Bloqueio auriculoventricular

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes

Muito frequentes

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Náuseas

Vómitos

Diarreia

Dor abdominal e dispepsia

Hipersecreção salivar

Doenças

tecidos

cutâneos

subcutâneas

Frequentes

Aumento da sudorese

Afecções

musculoesqueléticas

tecidos conjuntivos

Frequentes

Rigidez muscular

APROVADO EM

29-01-2010

INFARMED

Doenças do metabolismo e da nutrição

Frequentes

Frequentes

Anorexia

Desidratação

Perturbações gerais e alterações no local

de administração

Frequentes

Frequentes

Fadiga e astenia

Alterações da marcha

A Tabela 3 lista o número e a percentagem de doentes de um ensaio clínico específico de

24 semanas conduzido com rivastigmina em doentes com demência associada à doença

Parkinson

acontecimentos

adversos

pré-definidos

podem

reflectir

agravamento dos sintomas Parkinsonianos.

Tabela 3

Acontecimentos

adversos

pré-definidos

podem

reflectir o agravamento dos sintomas Parkinsonianos

doentes

demência

associada

doença

Parkinson

Rivastigmina

n (%)

Placebo

n (%)

Total dos doentes estudados

362 (100)

179 (100)

Total dos doentes com AA(s) predefinidos

99 (27,3)

28 (15,6)

Tremor

37 (10,2)

7 (3,9)

Queda

21 (5,8)

11 (6,1)

Doença de Parkinson (agravamento)

12 (3,3)

2 (1,1)

Hipersecreção salivar

5 (1,4)

Discinesia

5 (1,4)

1 (0,6)

Parkinsonismo

8 (2,2)

1 (0,6)

Hipocinesia

1 (0,3)

Perturbação do movimento

1 (0,3)

Bradicinesia

9 (2,5)

3 (1,7)

Distonia

3 (0,8)

1 (0,6)

Marcha anómala

5 (1,4)

Rigidez muscular

1 (0,3)

Distúrbio do equilíbrio

3 (0,8)

2 (1,1)

Rigidez do sistema musculoesquelético

3 (0,8)

Rigidez

1 (0,3)

Disfunção motora

1 (0,3)

4.9 Sobredosagem

Sintomas:

A maioria dos casos de sobredosagem acidental não estiveram associados a nenhuns

sinais ou sintomas clínicos e quase todos os doentes envolvidos continuaram o tratamento

rivastigmina.

Quando

ocorreram

sintomas,

estes

incluíram

náuseas,

vómitos

diarreia,

hipertensão

alucinações.

Devido

conhecido

efeito

vagotónico

APROVADO EM

29-01-2010

INFARMED

inibidores da colinesterase sobre o ritmo cardíaco, podem também ocorrer bradicardia

e/ou síncope. Num caso ocorreu a ingestão de 46 mg; no seguimento da terapêutica de

suporte, o doente recuperou completamente no intervalo de 24 horas.

Tratamento:

Como a rivastigmina tem uma semi-vida plasmática de cerca de 1 hora e tem uma

duração da inibição da acetilcolinesterase de cerca de 9 horas, recomenda-se que em caso

de sobredosagem assintomática não se administre mais nenhuma dose de rivastigmina

nas 24 horas seguintes. Em sobredosagens acompanhadas de náuseas e vómitos graves,

deve ser considerada a utilização de antieméticos. Deve ser proporcionado tratamento

sintomático para outros acontecimentos adversos, de acordo com as necessidades.

Em sobredosagens maciças, pode ser usada atropina. Recomenda-se uma dose inicial

intravenosa de 0,03 mg/kg de sulfato de atropina, com doses subsequentes baseadas na

resposta clínica. A utilização da escopolamina como antídoto não é recomendada.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Classificação farmacoterapêutica:

2.13.1. Sistema Nervoso Central. Outros medicamentos com acção no Sistema Nervoso

Central. Medicamentos utilizados no tratamento sintomático das alterações cognitivas.

Código ATC: N06DA03

rivastigmina

inibidor

acetil-

butirilcolinesterase

tipo

carbamato,

admitindo-se que facilita a neurotransmissão colinérgica pelo atraso na degradação da

acetilcolina

libertada

neurónios

colinérgicos

funcionalmente

intactos.

Assim,

rivastigmina pode ter um efeito benéfico nos déficits cognitivos, mediados pelo sistema

colinérgico, na demência associada à doença de Alzheimer e à doença de Parkinson.

A rivastigmina interage com as suas enzimas alvo pela formação de um complexo ligado

covalentemente, que inactiva as enzimas temporariamente. Em adultos jovens saudáveis,

uma dose oral de 3 mg diminui a actividade da acetilcolinesterase (AChE) no líquido

céfalo-raquidiano

(LCR)

aproximadamente

primeira

hora

após

administração. A actividade da enzima retorna aos níveis basais cerca de 9 horas após a

obtenção do efeito inibitório máximo. Em doentes com doença de Alzheimer, a inibição

da AChE no LCR pela rivastigmina foi dependente da dose até 6 mg administrados duas

vezes

dia,

dose

mais

elevada

testada.

inibição

actividade

butirilcolinesterase no LCR de 14 doentes com doença de Alzheimer, tratados com

rivastigmina, foi semelhante à inibição da AChE.

Estudos Clínicos na Demência de Alzheimer

A eficácia da rivastigmina foi demonstrada através da utilização de três instrumentos de

avaliação independentes, específicos para esta área e que foram avaliados em intervalos

periódicos durante períodos de tratamento de 6 meses. Estes incluem a ADAS-Cog (uma

medida de cognição baseada no desempenho), a CIBIC-Plus (uma avaliação global e

abrangente do doente pelo médico incorporando a participação do prestador de cuidados)

e a PDS (uma avaliação, quantificada pelo prestador de cuidados, das actividades da vida

diária incluindo higiene pessoal, alimentação, vestuário, tarefas domésticas tais como

APROVADO EM

29-01-2010

INFARMED

fazer compras, conservação da capacidade de orientação em relação ao meio circundante

assim como envolvimento em actividades relacionadas com finanças, etc.).

Os doentes estudados tinham uma pontuação de 10 – 24 na escala MMSE (Mini-Mental

State Examination).

Na Tabela 4 são apresentados os resultados nos doentes com resposta clinicamente

relevante compilados a partir de dois estudos de dose flexível de entre os três estudos

principais, multicêntricos, com a duração de 26 semanas em doentes com Demência de

Alzheimer ligeira a moderadamente grave. Nestes estudos, a melhoria clinicamente

relevante foi definida a priori como a melhoria de pelo menos 4 pontos na ADAS-Cog,

melhoria na CIBIC-Plus ou uma melhoria de pelo menos 10% na PDS.

Além disso, na mesma tabela é apresentada uma definição posterior de resposta. A

definição secundária de resposta requereu uma melhoria de 4 pontos ou maior na

ADAS-Cog, ausência de agravamento na CIBIC-Plus e ausência de agravamento na PDS.

A dose diária média real para resposta clínica no grupo de 6 – 12 mg, correspondente a

esta definição, foi de 9,3 mg. É importante notar que as escalas utilizadas nesta indicação

variam e comparações directas dos resultados para diferentes agentes terapêuticos não

são válidas.

Tabela 4

Doentes com Resposta Clinicamente Relevante (%)

Intenção de tratar

Última

observação

realizada

Medição de resposta

Rivastigmin

6-12 mg

N=473

Placebo

N=472

Rivastigmina

6-12 mg

N=379

Placebo

N=444

ADAS-Cog:

melhoria

pelo

menos 4 pontos

21***

25***

CBIC-Plus: melhoria

29***

32***

PDS:

melhoria

pelo

menos

26***

30***

Melhoria

pelo

menos

pontos

ADAS-Cog

ausência

agravamento

CIBIC-Plus e na PDS

12**

* p <0,05; ** p <0,01; *** p <0,001

Ensaios clínicos na demência associada à doença de Parkinson

A eficácia da rivastigmina na demência associada à doença de Parkinson foi demonstrada

num ensaio principal de 24 semanas multicêntrico, com dupla ocultação, controlado por

placebo e na sua extensão de 24 semanas de fase aberta. Os doentes envolvidos neste

estudo obtiveram uma pontuação de 10 – 24 na escala MMSE (Mini-Mental State

Examination). A eficácia foi estabelecida pelo uso de duas escalas independentes que

foram avaliadas em intervalos regulares durante um período de 6 meses de tratamento

como é demonstrado em baixo na Tabela 5: A ADAS-Cog, uma medida de cognição, e a

APROVADO EM

29-01-2010

INFARMED

medida global ADCS-CGIC (Alzheimer Disease Cooperative Study-Clinician´s Global

Impression of Change).

Tabela 5

Demência

associada

doença

Parkinson

ADAS-Cog

Rivastigmina

ADAS-Cog

Placebo

ADCS-CGIC

Rivastigmina

ADCS-CGIC

Placebo

população

(n=329)

(n=161)

(n=329)

(n=165)

Valor basal médio ±

23,8 ± 10,2

24,3 ± 10,5

n.a.

n.a.

Média

diferença

às 24 semanas ± DP

2,1 ± 8,2

-0,7 ± 7,5

3,8 ± 1,4

4,3 ± 1,5

Diferença

tratamento ajustada

2,88

n.a.

valor de p vs placebo

<0,001

0,007

população

LOCF

(n=287)

(n=154)

(n=289)

(n=158)

Valor basal médio ±

24,0 ± 10,3

24,5 ± 10,6

n.a.

n.a.

Média

diferença

às 24 semanas ± DP

2,5 ± 8,4

-0,8 ± 7,5

3,7 ± 1,4

4,3 ± 1,5

Diferença

tratamento ajustada

3,54

n.a.

valor de p vs placebo

<0,001

<0,001

Baseado na análise ANCOVA com o tratamento e o país como factores e o valor base

de ADAS-Cog como covariável. Uma variação positiva indica melhoria.

Valores médios mostrados por conveniência, análise categórica efectuada com base no

teste de van Elteren

ITT:

intenção

tratar,

RDO:

desistências

recuperadas;

LOCF:

última

observação

realizada

Apesar do efeito terapêutico ter sido demonstrado na maioria dos doentes do ensaio, um

maior efeito terapêutico foi verificado no subgrupo de doentes com demência moderada

associada à doença de Parkinson em comparação com o placebo. Do mesmo modo, um

efeito terapêutico superior foi observado nos doentes com alucinações visuais (ver

Tabela 6).

Tabela 6

Demência

associada

doença

Parkinson

ADAS-Cog

Rivastigmina

ADAS-Cog

Placebo

ADAS-Cog

Rivastigmina

ADAS-Cog

Placebo

Doentes

alucinações

Doentes

alucinações

APROVADO EM

29-01-2010

INFARMED

visuais

visuais

população

(n=107)

(n=60)

(n=220)

(n=101)

Valor basal médio ±

25,4 ± 9,9

27,4 ± 10,4

23,1 ± 10,4

22,5 ± 10,1

Média

diferença

às 24 semanas ± DP

1,0 ± 9,2

-2,1 ± 8,3

2,6 ± 7,64

0,1 ± 6,9

Diferença

tratamento ajustada

4,27

2,09

valor de p vs placebo

0,002

0,015

Doentes

demência

moderada (MMSE 10-17)

Doentes com demência ligeira

(MMSE 18-24)

população

(n=87)

(n=44)

(n=237)

(n=115)

Valor basal médio ±

32,6 ± 10,4

33,7 ± 10,3

20,6 ± 7,9

20,7 ± 7,9

Média

diferença

às 24 semanas ± DP

2,6 ± 9,4

-1,8 ± 7,2

1,9 ± 7,7

-0,2 ± 7,5

Diferença

tratamento ajustada

4,73

2,14

valor de p vs placebo

0,002

0,010

Baseado na análise ANCOVA com o tratamento e o país como factores e o valor base

de ADAS-Cog como covariável. Uma variação positiva indica melhoria.

ITT: intenção de tratar, RDO: desistências recuperadas

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

rivastigmina

rápida

completamente

absorvida.

pico

concentrações

plasmáticas é alcançado em aproximadamente 1 hora. Como consequência da interacção

do fármaco com a sua enzima alvo, o aumento da biodisponibilidade é cerca de 1,5 vezes

maior do que o esperado com o aumento da dose.

A biodisponibilidade absoluta após uma dose de 3 mg é cerca de 36% ± 13%. A

administração de rivastigmina com alimentos retarda a absorção (t

máx

) em 90 min.,

diminui a C

máx

e aumenta a AUC (área sob a curva) em aproximadamente 30%.

Distribuição:

ligação

rivastigmina

proteínas

plasmáticas

aproximadamente

40%.

Atravessa

rapidamente

barreira

hematoencefálica

volume

aparente

distribuição da ordem de 1,8 – 2,7 l/kg.

Metabolismo:

rivastigmina

rápida

extensivamente

metabolizada

(semi-vida

plasmática

aproximadamente 1 hora), primariamente via hidrólise mediada por colinesterase, no

metabolito descarbamilado. In vitro, este metabolito revela uma inibição mínima da

acetilcolinesterase (<10%). Com base em resultados de estudos em animais e in vitro, as

principais isoenzimas do citocromo P450 estão minimamente envolvidas no metabolismo

APROVADO EM

29-01-2010

INFARMED

da rivastigmina. A depuração plasmática total da rivastigmina foi aproximadamente 130

l/h após uma dose intravenosa de 0,2 mg e diminuiu para 70 l/h após uma dose

intravenosa de 2,7 mg.

Excreção:

A rivastigmina inalterada não se encontra na urina; a excreção renal dos metabolitos é a

principal via de eliminação. Após a administração de

C-rivastigmina, a eliminação renal

foi rápida e essencialmente completa (> 90%) em 24 horas. Menos de 1% da dose

administrada é excretada nas fezes. Não há acumulação de rivastigmina ou do metabolito

descarbamilado em doentes com doença de Alzheimer.

Idosos:

Enquanto a biodisponibilidade da rivastigmina é maior nos voluntários saudáveis idosos

do que em jovens, os estudos em doentes com Alzheimer entre os 50 e os 92 anos não

demonstraram nenhuma alteração na biodisponibilidade com a idade.

Indivíduos com insuficiência hepática:

máx

da rivastigmina foi aproximadamente 60% mais elevada e a AUC da rivastigmina

foi mais do dobro em indivíduos com insuficiência hepática ligeira a moderada, do que

em indivíduos saudáveis.

Indivíduos com insuficiência renal:

máx

e a AUC da rivastigmina foram mais do dobro em indivíduos com insuficiência

renal

moderada,

comparação

indivíduos

saudáveis;

entanto,

não

verificaram alterações na C

máx

e AUC da rivastigmina em indivíduos com insuficiência

renal grave.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Estudos de toxicidade por administração repetida em ratos, murganhos e cães apenas

revelaram efeitos associados a uma acção farmacológica potenciada. Não foi observada

toxicidade em órgãos alvo. Não foram estabelecidas

margens de

segurança para

exposição humana nos estudos em animais devido à sensibilidade dos modelos animais

utilizados.

A rivastigmina não foi mutagénica numa bateria padrão de testes in vitro e in vivo,

excepto num teste de aberração cromossómica em linfócitos periféricos humanos numa

dose 10

vezes a exposição clínica máxima. O teste do micronúcleo in vivo foi negativo.

Não se encontrou qualquer indício de carcinogenicidade nos estudos em ratinhos e ratos

na dose máxima tolerada, embora a exposição à rivastigmina e seus metabolitos tenha

sido inferior à exposição humana. Quando normalizada para a área de superfície corporal,

a exposição à rivastigmina e seus metabolitos foi aproximadamente equivalente à dose

diária humana máxima recomendada de 12 mg/dia; contudo, quando comparada com a

dose humana máxima, obteve-se nos animais uma dose aproximadamente 6 vezes maior.

Em animais, a rivastigmina atravessa a placenta e é excretada no leite. Estudos de

administração oral em fêmeas grávidas de ratos e coelhos não deram indicação de

potencial teratogénico por parte da rivastigmina.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

APROVADO EM

29-01-2010

INFARMED

6.1 Lista dos excipientes

Manitol

E421,

celulose

microcristalina,

hidroxipropilcelulose

baixa

substituição,

silicato de cálcio, crospovidona, estearato de magnésio, aroma de hortelã-verde e aroma

de hortelã-pimenta.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de OPA-Alu-PVC/PET-Alu.

Embalagens de 14, 28, 56 ou 112 comprimidos orodispersíveis.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Wynn Industrial Pharma, S.A.

Office Park da Beloura, Edifício 4, 2.º Piso – Esc. 12

2710 – 444 Sintra

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Rivastigmina Wynn 1,5 mg Comprimidos orodispersíveis

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 14 unidades

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 28 unidades

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 56 unidades

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 112 unidades

Rivastigmina Wynn 3 mg Comprimidos orodispersíveis

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 14 unidades

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 28 unidades

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 56 unidades

APROVADO EM

29-01-2010

INFARMED

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 112 unidades

Rivastigmina Wynn 4,5 mg Comprimidos orodispersíveis

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 14 unidades

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 28 unidades

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 56 unidades

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 112 unidades

Rivastigmina Wynn 6 mg Comprimidos orodispersíveis

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 14 unidades

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 28 unidades

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 56 unidades

XXXXXXX – blister OPA-Alu-PVC/PET-Alu - 112 unidades

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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