Clopidogrel ratiopharm

União Europeia - português - EMA (European Medicines Agency)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Clopidogrel hidrogen sulfato
Disponível em:
Teva B.V.
Código ATC:
B01AC04
DCI (Denominação Comum Internacional):
clopidogrel
Grupo terapêutico:
Antitrombótica agentes,
Área terapêutica:
Infarto Do Miocárdio, Síndrome Coronariana Aguda, Doenças Vasculares Periféricas, Acidente Vascular Cerebral
Indicações terapêuticas:
Prevenção secundária de aterotrombóticos eventsClopidogrel está indicado em:pacientes Adultos que sofrem de infarto do miocárdio (de alguns dias até menos de 35 dias), avc isquémico (a partir de 7 dias até menos de 6 meses) ou doença arterial periférica estabelecida. Pacientes adultos que sofrem de síndrome coronariana aguda:supradesnívelamento de síndrome coronariana aguda (angina instável ou não-Q-onda de infarto do miocárdio), incluindo pacientes submetidos a uma colocação de stent após intervenção coronária percutânea, em combinação com ácido acetilsalicílico (ASA). Segmento ST elevação infarto agudo do miocárdio, em combinação com ASA em medicamente tratados os pacientes elegíveis para terapia trombolítica. Prevenção de aterotrombóticos e de eventos tromboembólicos em atrial fibrillationIn pacientes adultos com fibrilação atrial que tenham pelo menos um fator de risco para eventos vasculares não são adequados para o tratamento com antagonistas da Vitamina K (AVK) e que têm um baixo risco de sangramento,
Resumo do produto:
Revision: 8
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
EMEA/H/C/004006
Data de autorização:
2015-02-17
Código EMEA:
EMEA/H/C/004006

Documentos em outros idiomas

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - búlgaro

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - búlgaro

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - búlgaro

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - espanhol

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - espanhol

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - espanhol

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - tcheco

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - tcheco

19-11-2019

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - dinamarquês

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - dinamarquês

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - dinamarquês

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - alemão

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - alemão

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - alemão

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - estoniano

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - estoniano

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - estoniano

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - grego

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - grego

19-11-2019

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - inglês

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - inglês

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - inglês

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - francês

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - francês

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - francês

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - italiano

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - italiano

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - italiano

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - letão

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - letão

19-11-2019

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - lituano

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - lituano

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - lituano

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - húngaro

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - húngaro

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - húngaro

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - maltês

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - maltês

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - maltês

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - holandês

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - holandês

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - holandês

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - polonês

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - polonês

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - polonês

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - romeno

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - romeno

19-11-2019

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - eslovaco

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - eslovaco

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - eslovaco

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - esloveno

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - esloveno

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - esloveno

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - finlandês

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - finlandês

19-11-2019

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - finlandês

11-03-2015

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - sueco

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - sueco

19-11-2019

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - norueguês

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - norueguês

19-11-2019

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - islandês

19-11-2019

Características técnicas Características técnicas - islandês

19-11-2019

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - croata

10-06-2021

Características técnicas Características técnicas - croata

10-06-2021

Leia o documento completo

B. FOLHETO INFORMATIVO

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Clopidogrel ratiopharm 75 mg comprimidos revestidos por película

clopidogrel

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Clopidogrel ratiopharm e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Clopidogrel ratiopharm

Como tomar Clopidogrel ratiopharm

Efeitos indesejáveis possíveis

Como conservar Clopidogrel ratiopharm

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é Clopidogrel ratiopharm e para que é utilizado

Clopidogrel ratiopharm contém clopidogrel e pertence a um grupo de medicamentos denominados

antiagregantes plaquetários. As plaquetas são estruturas muito pequenas no sangue, que se agregam

durante a coagulação do sangue. Impedindo esta agregação, os medicamentos antiagregantes

plaquetários reduzem a possibilidade de formação de coágulos sanguíneos (um processo denominado

trombose).

Clopidogrel ratiopharm é utilizado em adultos para prevenir a formação de coágulos sanguíneos

(trombos) que se formam em vasos sanguíneos endurecidos (artérias), um processo conhecido como

aterotrombose, que pode conduzir a acidentes aterotrombóticos (tais como o acidente vascular

cerebral, ataque cardíaco ou morte).

Foi-lhe prescrito Clopidogrel ratiopharm para ajudar a prevenir a formação de coágulos sanguíneos e

reduzir o risco destes efeitos graves, porque:

Tem uma situação de endurecimento das artérias (também conhecida por aterosclerose), e

Já teve anteriormente um ataque cardíaco, acidente vascular cerebral ou uma situação conhecida

como doença arterial periférica, ou

Já teve uma dor forte no peito conhecida como “angina instável” ou “enfarte de miocárdio”

(ataque cardíaco). Para o tratamento desta condição o seu médico poderá ter colocado um

stent

na artéria bloqueada ou estreitada para recuperar a circulação eficaz de sangue. O seu médico

deverá também prescrever-lhe ácido acetilsalicílico (uma substância presente em muitos

medicamentos utilizada para aliviar a dor e baixar a febre, e também como anticoagulante).

Se tem um batimento cardíaco irregular, uma condição conhecida por “fibrilhação auricular” e

não pode tomar medicamentos conhecidos como “anticoagulantes orais” (antagonistas da

vitamina K) que previnem a formação de novos coágulos e o crescimento dos coágulos já

existentes. Deve-lhe ter sido dito que os “anticoagulantes orais” são mais eficazes que o ácido

acetilsalicílico ou o uso combinado de Clopidogrel ratiopharm e ácido acetilsalicílico para esta

condição. O seu médico ter-lhe-á prescrito Clopidogrel ratiopharm mais ácido acetilsalicílico

caso não possa tomar “anticoagulantes orais” e não tenha um risco acrescido de hemorragia.

2.

O que precisa de saber antes de tomar Clopidogrel ratiopharm

Não tome Clopidogrel ratiopharm

Se tem alergia ao clopidogrel ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na

secção 6).

Se sofre de qualquer outra condição a qual está a provocar-lhe uma hemorragia ativa, como por

exemplo, uma úlcera de estômago ou hemorragia cerebral.

Se tem uma doença grave do fígado.

Se pensa que esta situação se aplica a si ou tem dúvidas consulte o seu médico antes de tomar

Clopidogrel ratiopharm.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Clopidogrel ratiopharm:

Se tem risco de hemorragia, tal como:

uma situação médica que o coloca em risco de hemorragia interna (tal como uma úlcera de

estômago).

uma perturbação sanguínea que o torna suscetível a hemorragias internas (hemorragias

dentro de quaisquer tecidos, órgãos ou articulações do seu corpo).

uma lesão grave recente.

uma cirurgia recente (incluindo cirurgia dentária).

uma cirurgia planeada (incluindo cirurgia dentária) para os próximos sete dias.

Teve um coágulo numa artéria do seu cérebro (acidente isquémico) que ocorreu nos últimos 7

dias

Sofre de doença dos rins ou do fígado.

Se teve alguma alergia ou reação a qualquer medicamento utilizado para tratar a sua doença.

Enquanto está a tomar Clopidogrel ratiopharm:

Deve informar o seu médico se uma cirurgia (incluindo dentária) está planeada.

Deve também informar o seu médico imediatamente se desenvolver uma condição médica

(também conhecida por Púrpura Trombocitopénica Trombótica ou PTT) que

inclui febre e nódoas negras debaixo da pele que podem parecer como minúsculos pontos

vermelhos, com ou sem cansaço extremo inexplicável, confusão, amarelecimento da pele e/ou

olhos (icterícia) (ver secção 4 “Efeitos indesejáveis possíveis”).

Se se cortar ou ferir, poderá levar mais de tempo do que o normal para estancar a hemorragia.

Este facto está relacionado com o modo como o medicamento atua, uma vez que evita a

possibilidade de se formarem coágulos de sangue. Se se tratar de cortes ou feridas sem

importância, ex.: cortou-se ao fazer a barba, normalmente não tem que se preocupar. No entanto,

se estiver preocupado com a sua hemorragia deve contactar o seu médico de imediato (ver secção

4 “Efeitos indesejáveis possíveis”).

O seu médico pode pedir para realizar análises ao sangue.

Crianças e adolescentes

Não dê este medicamento a crianças uma vez que este não funciona.

Outros medicamentos e Clopidogrel ratiopharm

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a

tomar outros medicamentos.

Alguns outros medicamentos podem influenciar o uso de Clopidogrel ratiopharm ou vice versa.

Deve especificamente dizer ao seu médico se está a tomar

medicamentos que podem aumentar o seu risco de hemorragia tais como:

anticoagulantes orais, medicamentos utilizados para reduzir a coagulação do sangue,

um medicamento anti-inflamatório não esteroide, normalmente utilizados para o tratamento

da dor e/ou condições inflamatórias das articulações ou músculos,

heparina ou outro medicamento injetável utilizado para reduzir a coagulação do sangue,

ticlopidina, outro agente antiplaquetário,

um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (incluindo, mas não restringido a,

fluoxetina ou fluvoxamina), medicamentos utilizados normalmente para tratar a depressão,

omeprazol ou esomeprazol, medicamentos utilizados no tratamento de problemas no estômago,

fluconazol ou voriconazol, medicamentos utilizados no tratamento de infeções fúngicas,

efavirenz, medicamento para tratar infeções por VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana),

medicamentos antirretrovirais (medicamentos para tratar infeções pelo VIH),

carbamazepina, um medicamento para tratar algumas formas de epilepsia,

moclobemida, medicamento utilizado para tratar a depressão,

repaglinida, medicamento para tratar a diabetes,

paclitaxel, medicamento para tratar o cancro.

Se teve dor forte no peito (angina instável ou ataque cardíaco), pode ser-lhe receitado Clopidogrel

ratiopharm em associação com ácido acetilsalicílico, uma substância presente em muitos

medicamentos usada para aliviar dores e baixar a febre. Uma utilização ocasional de ácido

acetilsalicílico (até 1000 mg em 24 horas) não deve normalmente causar problema, mas o uso

prolongado noutras circunstâncias deve ser discutido com o seu médico.

Gravidez e amamentação

É preferível não tomar este medicamento durante a gravidez.

Se está grávida, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico

antes de tomar este medicamento. Se ficar grávida enquanto estiver a tomar Clopidogrel ratiopharm,

consulte o seu médico imediatamente, uma vez que não está recomendada a utilização de clopidogrel

durante a gravidez.

Não deve amamentar enquanto estiver a tomar este medicamento.

Caso esteja a amamentar ou planeia amamentar, fale com o seu médico antes de tomar este

medicamento.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A sua capacidade para conduzir ou utilizar máquinas não deverá ser afetada pelo Clopidogrel

ratiopharm.

Clopidogrel ratiopharm contém lactose

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar

este medicamento.

Clopidogrel ratiopharm contém sódio

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido, ou seja, é

praticamente “isento e sódio”.

3.

Como tomar Clopidogrel ratiopharm

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose recomendada, incluindo doentes com uma condição designada de fibrilhação auricular (um

batimento cardíaco irregular), é de um comprimido de 75 mg de Clopidogrel ratiopharm por dia

tomado por via oral com ou sem alimentos e à mesma hora, todos os dias.

Se teve uma dor forte no peito (angina instável ou ataque cardíaco), o seu médico pode receitar-lhe

300 mg de Clopidogrel ratiopharm (1 comprimido de 300 mg ou 4 comprimidos de 75 mg) de uma

vez no início do tratamento. Em seguida a dose recomendada é um comprimido de 75 mg de

Clopidogrel ratiopharm por dia como acima descrito.

Deve tomar Clopidogrel ratiopharm durante o tempo que o seu médico assim o prescrever.

As instruções sobre como remover o comprimido do blister estão descritas na embalagem exterior dos

blisteres com película removível.

Se tomar mais Clopidogrel ratiopharm do que deveria

Contacte o seu médico ou o serviço de urgência hospitalar mais próximo devido ao risco aumentado

de hemorragia.

Caso se tenha esquecido de tomar Clopidogrel ratiopharm

Se se esqueceu de tomar uma dose de Clopidogrel ratiopharm e ainda não tiverem passado 12 horas da

hora normal da toma, tome o comprimido imediatamente e tome o próximo comprimido na hora

habitual.

Se se esquecer por mais de 12 horas, tome simplesmente a próxima dose na hora habitual.

Não tome uma dose a dobrar para compensar um comprimido que se esqueceu de tomar.

Para as embalagens de 28 x 1 comprimidos, pode verificar o dia em que pela última vez tomou um

comprimido de Clopidogrel ratiopharm, consultando o calendário impresso no blister.

Se parar de tomar Clopidogrel ratiopharm

Não interrompa o tratamento a não ser que o seu médico lhe tenha dito para o fazer

. Contacte o

seu médico ou farmacêutico antes de interromper o tratamento.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4.

Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não

se manifestem em todas as pessoas.

Contacte imediatamente o seu médico se experienciar:

Febre, sinais de infeção ou fraqueza grave. Isto pode ser devido a uma diminuição rara de algumas

células sanguíneas.

Sinais de alterações ao nível do fígado, tais como amarelecimento da pele e/ou olhos (icterícia),

associada ou não a sangramento que aparece debaixo da pele como minúsculos pontos vermelhos,

e/ou confusão (ver secção 2 “Advertências e precauções”).

Inchaço da boca ou alterações da pele como vermelhidão e comichão, bolhas na pele. Estes podem

ser sinais de reação alérgica.

O efeito indesejável mais frequentemente reportado em medicamentos contendo clopidogrel é a

hemorragia.

A hemorragia pode ocorrer como hemorragia no estômago ou intestinos, nódoas negras, hematoma

(hemorragia invulgar ou nódoa negra), hemorragia nasal, sangue na urina. Foi também referido um

pequeno número de casos de hemorragia ocular, no interior da cabeça, pulmão ou articulações.

Se surgir uma hemorragia prolongada ao tomar Clopidogrel ratiopharm

Se se cortar ou ferir, poderá levar mais tempo do que o normal para estancar a hemorragia. Este facto

está relacionado com o modo como o medicamento atua, uma vez que evita a possibilidade de se

formarem coágulos de sangue. Se se tratar de cortes ou feridas sem importância, ex.: cortou-se ao

fazer a barba, não tem normalmente que se preocupar. No entanto se estiver preocupado com a sua

hemorragia, deve de imediato contactar o seu médico (ver secção 2 "Advertências e Precauções").

Outros efeitos indesejáveis incluem:

Efeitos indesejáveis frequentes (pode afetar até 1 em cada 10 pessoas):

Diarreia, dor abdominal, indigestão ou azia.

Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas):

Dor de cabeça, úlcera de estômago, vómitos, náuseas, prisão de ventre, gás excessivo no estômago ou

intestinos, erupção cutânea, comichão, tonturas, sensação de formigueiro e dormência.

Efeitos indesejáveis raros (podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas):

Vertigem, aumento da mama nos homens.

Efeitos indesejáveis muito raros (podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas):

Icterícia; dor abdominal grave, com ou sem dores de costas; febre, dificuldade em respirar por vezes

associada com tosse; reações alérgicas generalizadas (por exemplo, sensação geral de calor com súbito

desconforto geral até desmaio); inchaço na boca; bolhas na pele; alergia na pele; inflamação na boca

(estomatite); diminuição da pressão sanguínea; confusão; alucinações; dor nas articulações; dor

muscular; alterações no sabor dos alimentos ou perda do paladar.

Efeitos indesejáveis cuja frequência é desconhecida (frequência não pode ser calculada com base nos

dados disponíveis): Reações de hipersensibilidade com dor no peito ou abdominal, sintomas

persistentes de baixo nível de açúcar no sangue.

Além disso, o seu médico pode identificar alterações nos resultados das análises do seu sangue ou

urina.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste

folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis

diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V

. Ao comunicar

efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste

medicamento.

5.

Como conservar Clopidogrel ratiopharm

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, frasco ou

blister, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Este medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não utilize este medicamento se verificar sinais visíveis de deterioração.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger

o ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Clopidogrel ratiopharm

A substância ativa é clopidogrel. Cada comprimido revestido por película contém 75 mg de

clopidogrel (como hidrogenossulfato).

Os outros componentes são (ver secção 2 “Clopidogrel ratiopharm contém lactose”):

Núcleo do comprimido: lactose mono-hidratada, celulose microcristalina,

hidroxipropilcelulose (E463), crospovidona (tipo A), óleo vegetal hidrogenado e

laurilssulfato de sódio.

Revestimento da película: lactose mono-hidratada, hipromelose (E464), dióxido de titânio

(E171), macrogol 4000, óxido de ferro vermelho (E172), óxido de ferro amarelo (E172) e laca

de alumínio de indigotina (E132).

Qual o aspeto de Clopidogrel ratiopharm e conteúdo da embalagem

Comprimidos revestidos por película são cor de rosa claro a rosa, revestidos por película,

comprimidos em forma de cápsula. Uma face do comprimido é gravada com o número “93”. A

outra face do comprimido é gravada com “7314”.

Clopidogrel ratiopharm é fornecido em blisters de alumínio/alumínio de dose unitária perfurados

ou frascos de HDPE com fecho de polipropileno ou fechos de polipropileno resistente a crianças

e exsicante sílica gel.

Tamanhos de embalagem:

Blisters de alumínio/alumínio de dose unitária perfurados com película removível ou sem

película removível contendo 14x1, 28x1, 30x1, 50x1, 84x1, 90x1 ou 100x1 comprimidos.

- Embalagem calendário de blisters sem película removível contendo 28x1 comprimidos.

Frascos contendo 30 ou 100 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Teva B.V.,

Swensweg 5,

2031GA Haarlem,

Holanda

Fabricante:

TEVA Pharmaceutical Works Private Limited Company

Pallagi út 13,

4042 Debrecen,

Hungria

TEVA UK Ltd

Brampton Road,

Hampden Park,

Eastbourne,

East Sussex,

BN22 9AG

Reino Unido

Merckle GmbH

Ludwig-Merckle-Straße 3

89143 Blaubeuren

Alemanha

Balkanpharma Dupnitsa AD

3 Samokovsko Shosse Str.,

Dupnitsa 2600,

Bulgária

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do Titular

da Autorização de Introdução no Mercado:

België/Belgique/Belgien

Teva Pharma Belgium N.V./S.A.

Tel/Tél: +32 3 820 73 73

Lietuva

UAB Teva Baltics

Tel: +370 5 266 02 03

България

Актавис ЕАД

Тел: +359 24899585

Luxembourg/Luxemburg

ratiopharm GmbH

Allemagne/Deutschland

Tél/Tel: +49 731 402 02

Česká republika

Teva Pharmaceuticals CR, s.r.o.

Tel: +420 251 007 111

Magyarország

Teva Gyógyszergyár Zrt.

Tel.: +36 1 288 64 00

Danmark

Teva Denmark A/S

Tlf: +45 44 98 55 11

Malta

Teva Pharmaceuticals Ireland

L-Irlanda

Tel: +353 1963 0330

Deutschland

ratiopharm GmbH

Tel: +49 731 402 02

Nederland

Teva Nederland B.V.

Tel: +31 (0) 800 0228400

Eesti

UAB Teva Baltics Eesti filiaal

Tel: +372 661 0801

Norge

Teva Norway AS

Tlf: +(47) 66 77 55 90

Ελλάδα

Teva Ελλάς Α.Ε.

Τηλ: +30 211 880 5000

Österreich

ratiopharm Arzneimittel

Vertriebs-GmbH

Tel: +431 97007 0

España

ratiopharm España, S.A.

Tél: +(34) 91 567 29 70

Polska

Teva Pharmaceuticals Polska Sp.

z o.o.

Tel.: +(48) 22 345 93 00

France

Teva Santé

Tél: +(33) 1 55 91 7800

Portugal

Teva Pharma - Produtos

Farmacêuticos Lda

Tel: +(351) 21 4767550

Hrvatska

Pliva Hrvatska d.o.o

Tel: + 385 1 37 20 000

România

Teva Pharmaceuticals S.R.L

Tel: +4021 230 65 24

Ireland

Teva Pharmaceuticals Ireland

Tel: +353 1963 0330

Slovenija

Pliva Ljubljana d.o.o.

Tel: +386 1 58 90 390

Ísland

ratiopharm Oy

Finnland

Sími: +358 20 180 5900

Slovenská republika

Teva Pharmaceuticals Slovakia

s.r.o.

Tel: +(421) 2 5726 7911

Italia

Teva Italia S.r.l.

Suomi/Finland

ratiopharm Oy

Tel: +(39) 028917981

Puh/Tel: +358 20 1805900

Κύπρος

Teva Ελλάς Α.Ε.

Ελλάδα

Τηλ: +30 211 880 5000

Sverige

Teva Sweden AB

Tel: +(46) 42 12 11 00

Latvija

UAB Teva Baltics filiāle Latvijā

Tel: +371 67 323666

United Kingdom

Teva UK Limited

Tel: +(44) 1977628500

Este folheto foi revisto pela última vez em

{MM/AAAA}.

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu

Leia o documento completo

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Clopidogrel ratiopharm 75 mg comprimidos revestidos por película

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 75 mg de clopidogrel (como hidrogenossulfato)

Excipiente com efeito conhecido:

Cada comprimido revestido por película contém 59,05 mg de lactose ( como monohidrato).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Comprimidos revestidos por película cor de rosa claro a rosa, em forma de cápsula gravado com “93”

numa das faces e com “7314” na outra face.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Prevenção secundária de acidentes aterotrombóticos:

O clopidogrel é indicado em:

Doentes adultos com enfarte de miocárdio (ocorrido num período compreendido entre alguns

dias e menos de 35 dias), acidente vascular cerebral isquémico (ocorrido num período

compreendido entre 7 dias e menos de 6 meses) ou doença arterial periférica estabelecida.

Doentes adultos com síndrome coronária aguda:

Síndrome coronária aguda sem elevação do segmento ST (angina instável ou enfarte

de miocárdio sem onda Q), incluindo doentes em processo de colocação de um

stent

após uma

intervenção coronária percutânea, em associação com o ácido acetilsalicílico (AAS).

Enfarte agudo do miocárdio com elevação do segmento ST, em associação com o

ácido acetilsalicílico (AAS) em doentes sujeitos a tratamento médico, indicados para terapêutica

trombolítica.

Prevenção de acidentes aterotrombóticos e tromboembólicos na fibrilhação auricular

Em doentes adultos com fibrilhação auricular que têm pelo menos um fator de risco para acidentes

vasculares, que não podem receber tratamento com antagonistas da vitamina K (AVK) e que têm um

baixo risco hemorrágico, o clopidogrel está indicado em combinação com AAS na prevenção de

acidentes aterotrombóticos e tromboembólicos, incluindo acidente vascular cerebral.

Para mais informações consulte por favor a secção 5.1.

4.2

Posologia e modo de administração

Posologia

Adultos e idosos

O clopidogrel deve ser administrado sob a forma de uma toma única diária de 75 mg.

Em doentes com síndrome coronária aguda:

A terapêutica com clopidogrel na síndrome coronária aguda sem elevação do segmento ST

(angina instável ou enfarte de miocárdio sem onda Q), deve ser iniciada com uma dose de carga de

300 mg em toma única, seguida de 75 mg uma vez por dia (com ácido acetilsalicílico, AAS,

75 mg-325 mg por dia). Dado que doses mais elevadas de ácido acetilsalicílico estão associadas a

um maior risco hemorrágico, recomenda-se que a dose de ácido acetilsalicílico não seja superior a

100 mg. A duração ótima do tratamento não foi formalmente estabelecida. Os resultados dos

ensaios clínicos justificam o seu uso até 12 meses, observando-se o seu benefício máximo aos 3

meses (ver secção 5.1).

A terapêutica com clopidogrel no enfarte agudo do miocárdio com elevação do segmento ST

deve ser iniciada com uma dose de carga de 300 mg em associação com o ácido acetilsalícilico

(AAS) e com ou sem trombolíticos, seguida de dose única diária de 75 mg de clopidogrel. Para

doentes com idade superior a 75 anos o clopidogrel deve ser iniciado sem dose de carga. A

terapêutica em associação deve ser iniciada o mais cedo possível, após o início dos sintomas e

prolongada por, pelo menos, quatro semanas. O benefício da associação do clopidogrel com o

ácido acetilsalícilico além das 4 semanas não foi estudado neste contexto (ver secção 5.1).

Em doentes com fibrilhação auricular, o clopidogrel deve ser administrado numa dose única diária

de 75 mg. O AAS (75-100 mg diários) deve ser iniciado e continuado em combinação com

clopidogrel (ver secção 5.1).

Se não for tomada uma dose:

Dentro de um período até 12 horas após a última toma: os doentes deverão tomar a

dose de imediato e tomar a dose seguinte no horário normal.

Por mais de 12 horas do horário da toma: os doentes deverão tomar a dose seguinte

no horário habitual e não tomar a dose a dobrar.

População pediátrica

O clopidogrel não deve ser utilizado em crianças devido a preocupações com a eficácia (ver secção

5.1).

Compromisso da função renal

A experiência terapêutica em doentes com compromisso da função renal é limitada (ver secção 4.4).

Compromisso da função hepática

A experiência terapêutica em doentes com doença hepática moderada, que podem apresentar diátese

hemorrágica, é limitada (ver secção 4.4).

Modo de administração

Para uso oral.

Pode ser administrado com ou sem alimentos.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 2

ou na secção 6.1.

Compromisso grave da função hepática.

Hemorragia em atividade, tal como úlcera péptica ou hemorragia intracraniana.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Hemorragia e perturbações hematológicas

Devido ao risco de hemorragia e de efeitos indesejáveis hematológicos, deve ser considerada a

realização de hemograma e/ou outras avaliações apropriadas, sempre que surjam sintomas clínicos

sugestivos de hemorragia durante o tratamento (ver secção 4.8). À semelhança de outros

antitrombóticos, o clopidogrel deve ser utilizado com precaução em doentes que podem ter risco

acrescido de hemorragia devido a traumatismo, cirurgia ou outras situações patológicas e em doentes

que estejam a receber tratamento com ácido acetilsalicílico, heparina, antagonistas da glicoproteína

IIb/IIIa ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), incluindo inibidores da Cox-2 ou inibidores

seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) ou outros medicamentos associados a risco de

hemorragia tais como pentoxifilina (ver secção 4.5). Os doentes devem ser acompanhados

cuidadosamente, de modo a se detetarem quaisquer sinais de hemorragia incluindo hemorragia oculta,

especialmente durante as primeiras semanas de tratamento e/ou após processos cardíacos invasivos ou

cirurgia. A coadministração do clopidogrel com anticoagulantes orais não é recomendada uma vez que

pode aumentar a intensidade das hemorragias (ver secção 4.5).

Se um doente estiver programado para cirurgia eletiva para a qual não seja desejável um efeito

antiplaquetário temporário, o clopidogrel deverá ser interrompido 7 dias antes da cirurgia. Os doentes

devem informar os médicos e dentistas que estão a tomar clopidogrel antes da marcação de qualquer

cirurgia e antes da prescrição de qualquer outro fármaco. O clopidogrel prolonga o tempo de

hemorragia e deve ser utilizado com precaução em doentes que apresentem lesões potencialmente

hemorrágicas (particularmente a nível gastrointestinal e intraocular).

Enquanto estiverem a tomar clopidogrel (em monoterapia ou em associação com o ácido

acetilsalicílico) os doentes deverão ser advertidos para o facto de poder levar mais tempo do que o

normal para parar a hemorragia e que deverão comunicar sempre ao seu médico qualquer hemorragia

invulgar (local ou duração).

Púrpura Trombocitopénica Trombótica (PTT)

Foi notificada muito raramente púrpura trombocitopénica trombótica (PTT) após a administração de

clopidogrel, por vezes depois de uma breve exposição ao fármaco. É caracterizada por

trombocitopenia e anemia hemolítica microangiopática associada a sintomas neurológicos, disfunção

renal ou febre. A PTT é uma situação potencialmente fatal que requer tratamento imediato, incluindo

plasmaferese.

Hemofilia adquirida

Tem sido notificada hemofilia adquirida após a utilização de clopidogrel. Deve ser considerada

hemofilia adquirida em casos confirmados de prolongamento isolado do Tempo de Tromboplastina

Parcial ativada (APTT) com ou sem hemorragia. Doentes com diagnóstico confirmado de hemofilia

adquirida devem ser avaliados e tratados por especialistas e o clopidogrel deverá ser descontinuado.

Acidente vascular cerebral isquémico recente

O clopidogrel não deve ser prescrito durante os 7 dias após a fase aguda do acidente vascular cerebral

isquémico, devido à inexistência de dados.

Citocromo P450 2C19 (CYP2C19)

Farmacogenética: Em doentes que são metabolizadores fracos do CYP2C19, o clopidogrel, nas doses

recomendadas, forma menos quantidade do metabolito ativo de clopidogrel e tem um efeito menor na

função das plaquetas. Existem testes disponíveis para identificar os genótipos CYP2C19 do doente.

Uma vez que o clopidogrel é metabolizado no seu metabolito ativo em parte pelo CYP2C19, o uso de

medicamentos que inibem a atividade desta enzima têm um resultado esperado de redução dos níveis

do metabolito ativo do clopidogrel. A relevância clínica desta interação é incerta. Como precaução o

uso concomitante de inibidores fortes ou moderados do CYP2C19 deve ser desencorajado (ver secção

4.5 para a lista de inibidores de CYP2C19 e também a secção 5.2).

Substratos de CYP2C8

Recomenda-se precaução nos doentes tratados concomitantemente com clopidogrel e medicamentos

substratos de CYP2C8 (ver secção 4.5).

Reações cruzadas entre tienopiridinas

Os doentes devem ser avaliados sobre antecedentes de hipersensibilidade a tienopiridinas (tais como

clopidogrel, ticlopidina, prasugrel) dado que têm sido notificados casos de reatividade cruzada entre

tienopiridinas (ver secção 4.8). As tienopiridinas podem provocar reações alérgicas ligeiras a

moderadas tais como erupção cutânea, angioedema ou reações cruzadas hematológicas tais como

trombocitopenia e neutropenia. Doentes que desenvolveram anteriormente reações alérgicas e/ou

hematológicas a uma tienopiridina podem ter um risco acrescido de desenvolverem a mesma ou outra

reação a outra tienopiridina. Aconselha-se a monitorização de sinais de hipersensibilidade em doentes

com alergia conhecida a tienopiridina.

Compromisso renal

A experiência existente em doentes com compromisso da função renal é limitada. O clopidogrel

deverá, portanto, ser utilizado com precaução nesta população de doentes (ver secção 4.2).

Compromisso hepático

A experiência existente com doentes com doença hepática moderada que possam apresentar diátese

hemorrágica é limitada. O clopidogrel deverá, portanto, ser utilizado com precaução nesta população

de doentes (ver secção 4.2).

Excipientes

Lactose

Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou

malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

Sódio

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido, ou seja, é

praticamente “isento de sódio”.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Medicamentos associados a risco de hemorragia

: existe um aumento do risco de hemorragia devido

ao potencial efeito aditivo. Recomenda-se precaução na administração concomitante de medicamentos

associados ao risco de hemorragia (ver secção 4.4).

Anticoagulantes orais

: a administração concomitante de clopidogrel com anticoagulantes orais não é

recomendada visto poder aumentar a intensidade das hemorragias (ver secção 4.4). Embora a

administração de 75 mg diários de clopidogrel não tenham modificado a farmacocinética da S-

varfarina ou da Razão Normalizada Internacional (INR), em doentes a receber tratamento prolongado

com varfarina, a coadministração de clopidogrel com varfarina aumenta o risco de hemorragia devido

aos efeitos independentes na hemóstase.

Antagonistas da glicoproteína IIb/IIIa

: clopidogrel deverá ser usado com precaução nos doentes com

administração concomitante de terapêutica com antagonistas da glicoproteína IIb/IIIa

(ver secção 4.4).

Ácido acetilsalicílico (AAS)

: o ácido acetilsalicílico não modificou a inibição da agregação plaquetária

mediada pelo clopidogrel, induzida pelo ADP, mas o clopidogrel potenciou o efeito do ácido

acetilsalicílico na agregação de plaquetas induzida pelo colagénio. No entanto, a administração

concomitante de 500 mg de ácido acetilsalicílico, duas vezes ao dia, durante um dia, não prolongou

significativamente o tempo de hemorragia induzida pela ingestão de clopidogrel. É possível que exista

uma interação farmacodinâmica entre o clopidogrel e o ácido acetilsalicílico, conduzindo a um risco

aumentado de hemorragia. Deste modo, a associação destes dois fármacos deve ser efetuada com

precaução (ver secção 4.4). No entanto, o clopidogrel e o ácido acetilsalicílico foram administrados

concomitantemente durante um ano (ver secção 5.1).

Heparina

: num estudo clínico realizado em indivíduos sãos, o clopidogrel não determinou a alteração

da dose de heparina, nem alterou o efeito da heparina sobre a coagulação.

A coadministração de heparina não produziu qualquer efeito sobre a inibição da agregação plaquetária

induzida pelo clopidogrel. É possível que exista uma interação farmacodinâmica entre o clopidogrel e

a heparina, conduzindo a um risco aumentado de hemorragia. Deste modo, a associação destes dois

fármacos deve ser efetuada com precaução (ver secção 4.4).

Trombolíticos

: a segurança da administração concomitante do clopidogrel, agentes trombolíticos

específicos ou não para a fibrina e heparinas, foi determinada em doentes com enfarte agudo de

miocárdio. A incidência de hemorragias de relevância clínica foi semelhante à observada quando da

administração concomitante de agentes trombolíticos e heparina com o ácido acetilsalicílico (ver

secção 4.8).

AINEs

: num estudo clínico conduzido em voluntários sãos, a administração concomitante de

clopidogrel e naproxeno revelou um aumento da perda de sangue oculto a nível gastrointestinal.

Contudo, devido à inexistência de estudos de interação com outros AINEs, é atualmente pouco claro a

existência, ou não, de um risco aumentado de hemorragia gastrointestinal, para todos os AINEs.

Consequentemente a coadministração de AINEs, incluindo inibidores da Cox-2 e clopidogrel deverá

ser encarada com precaução (ver secção 4.4).

ISRSs

: a administração concomitante de ISRSs e clopidogrel deve ser realizada com precaução, dado

que os ISRS’s afetam a ativação plaquetária e aumentam o risco de hemorragia.

Outras terapêuticas concomitantes

: Uma vez que o clopidogrel é metabolizado no seu metabolito

ativo em parte pelo CYP2C19, o uso de medicamentos que inibem a atividade desta enzima têm um

resultado esperado de redução dos níveis do metabolito ativo do clopidogrel. A relevância clínica

desta interação é incerta. Como precaução o uso concomitante de inibidores fortes ou moderados do

CYP2C19 deve ser desencorajado (ver secções 4.4 e 5.2).

Os medicamentos que são inibidores fortes ou moderados do CYP2C19 incluem, por exemplo,

omeprazol e esomeprazol, fluvoxamina, fluoxetina, moclobemida, voriconazol, fluconazol,

ticlopidina, carbamazepina e efavirenz.

Em doentes infetados pelo VIH tratados com terapêuticas antirretrovirais (TAR) potenciadas com

ritonavir ou com cobicistate foi demonstrada uma exposição significativamente inferior ao metabolito

ativo do clopidogrel e a diminuição sobre a inibição da agregação plaquetária. Embora a relevância

clínica destes resultados seja inconclusiva, existiram notificações espontâneas de doentes infetados

pelo VIH tratados com TAR potenciadas, que apresentaram acontecimentos reoclusivos após a

desobstrução das artérias ou após sofrerem acontecimentos trombóticos com um esquema de

tratamento adicional com clopidogrel. A coadministração de clopidogrel com ritonavir reduz a

inibição da agregação plaquetária induzida pelo clopidogrel. Por conseguinte, o uso concomitante de

clopidogrel com terapêuticas antirretrovirais potenciadas deve ser desencorajado.

Inibidores da Bomba de Protões (IBP):

O Omeprazol 80 mg, administrado uma vez ao dia ao mesmo tempo que o clopidogrel ou com

12 horas de intervalo entre as administrações dos dois medicamentos, diminuiu a exposição do

metabolito ativo em 45% (dose de carga) e 40% (dose de manutenção). A diminuição foi associada a

uma redução na inibição da agregação plaquetária em 39% (dose de carga) e 21% (dose de

manutenção). É esperado que o Esomeprazol tenha uma interação similar com o clopidogrel.

Dados inconsistentes sobre as implicações clínicas desta interação farmacocinética

(PK)/farmacodinâmica (PD) em termos de acontecimentos cardiovasculares

major

foram notificados

tanto em estudos observacionais como clínicos. Como precaução, o uso concomitante de omeprazol

ou esomeprazol deve ser desencorajado (ver secção 4.4).

Reduções menos pronunciadas na exposição do metabolito foram observadas com pantoprazol e

lansoprazol.

As concentrações plasmáticas de metabolito ativo foram reduzidas em 20% (dose de carga) e 14%

(dose de manutenção) durante o tratamento concomitante com pantoprazol 80 mg uma vez ao dia. Isto

foi associado a uma redução média da inibição da agregação plaquetária em 15% e 11%,

respetivamente. Estes resultados indicam que o clopidogrel pode ser administrado com pantoprazol.

Não existe evidência de que outros medicamentos que reduzem a acidez gástrica tais como

antagonistas dos recetores H2 ou antiácidos

interfiram com a atividade antiagregante do clopidogrel.

Outros medicamentos: Foram efetuados outros estudos clínicos com o clopidogrel e outras

terapêuticas concomitantes, para investigar potenciais interações farmacocinéticas e

farmacodinâmicas. Não se observaram quaisquer interações farmacodinâmicas clinicamente

importantes, na administração concomitante de clopidogrel com atenolol, com nifedipina ou com

atenolol e nifedipina em simultâneo. Para além disso, a atividade farmacodinâmica do clopidogrel não

foi significativamente influenciada pela coadministração de fenobarbital ou estrogénio.

As farmacocinéticas da digoxina ou da teofilina não foram alteradas pela administração concomitante

do clopidogrel. Os antiácidos não alteraram a extensão da absorção do clopidogrel.

Os dados recolhidos do estudo CAPRIE, indicam que a fenitoína e a tolbutamida, que são

metabolizados pelo CYP2C9, podem ser coadministradas em segurança com o clopidogrel.

Medicamentos substratos de CYP2C8: clopidogrel demonstrou aumentar a exposição à repaglinida em

voluntários saudáveis. Estudos

in vitro

demonstraram que o aumento à exposição de repaglinida se

deve à inibição do CYP2C8 pelo metabolito glucoronido de clopidogrel. A administração

concomitante de clopidogrel e fármacos eliminados principalmente por metabolismo pelo CYP2C8

(ex., repaglinida, paclitaxel) deve ser tida em consideração com precaução devido ao risco de aumento

das concentrações no plasma (ver secção 4.4).

Para além da informação relativa às interações específicas do fármaco acima descritas, não foram

realizados estudos de interação com o clopidogrel e alguns fármacos normalmente administrados em

doentes com doença aterotrombótica. Contudo, os doentes que participaram em ensaios clínicos com o

clopidogrel tomaram vários medicamentos concomitantes incluindo diuréticos, beta-bloqueantes,

IECAs, antagonistas do cálcio, antideslipidémicos, vasodilatadores coronários, hipoglicemiantes

(incluindo a insulina), antiepilépticos e antagonistas GPIIb/IIIa sem evidência de interações adversas

de relevância clínica.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Como não existem dados clínicos sobre a exposição ao clopidogrel durante a gravidez, é preferível

não usar clopidogrel durante a gravidez como medida de precaução.

Os estudos em animais não indicam quaisquer efeitos nefastos diretos ou indiretos no que respeita à

gravidez, ao desenvolvimento embrionário/fetal, parto ou ao desenvolvimento pós-natal (ver secção

5.3).

Amamentação

Desconhece-se se o clopidogrel é excretado no leite humano. Os estudos em animais demonstraram

excreção de clopidogrel no leite materno. Como medida de precaução, a amamentação não deve ser

continuada durante o tratamento com Clopidogrel ratiopharm.

Fertilidade

O clopidogrel não demonstrou causar alterações na fertilidade em estudos com animais.

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de clopidogrel sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou

desprezíveis.

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

A segurança do clopidogrel foi avaliada em mais de 44.000 doentes, que participaram em estudos

clínicos, incluindo mais de 12.000 doentes tratados por períodos iguais ou superiores a 1 ano. As

reações adversas clinicamente relevantes que foram observadas nos estudos CAPRIE, CURE,

CLARITY e COMMIT são discutidas de seguida. Globalmente, o clopidogrel 75 mg/dia foi

comparável ao ácido acetilsalicílico 325 mg/dia, no estudo CAPRIE independentemente da idade,

sexo e raça. Além da experiência em ensaios clínicos, foram notificadas espontaneamente reações

adversas.

A hemorragia é o efeito indesejável notificado com maior frequência tanto nos ensaios clínicos como

na experiência pós-comercialização, onde na maioria dos casos foi notificada durante o primeiro mês

de tratamento.

No estudo CAPRIE, em doentes tratados com clopidogrel ou com AAS, a incidência global de

qualquer hemorragia foi 9,3%. A incidência de casos graves foi semelhante para o clopidogrel e para o

AAS.

No estudo CURE, não se verificou um excesso de hemorragias

major

, com clopidogrel mais AAS, nos

7 dias após cirurgia de

bypass

coronário em doentes que interromperam a terapêutica mais de 5 dias

antes da cirurgia. Em doentes que continuaram a terapêutica nos 5 dias anteriores à cirurgia de

bypass

coronário, a taxa de efeito foi de 9,6% para o clopidogrel mais ácido acetilsalicílico e 6,3% para

placebo mais ácido acetilsalicílico.

No estudo CLARITY, houve um aumento global de hemorragias no grupo clopidogrel mais ácido

acetilsalicílico vs

o grupo placebo mais ácido acetilsalicílico. A incidência de hemorragias

major

semelhante entre os dois grupos. Isto foi consistente ao longo dos subgrupos de doentes definidos

pelas características de base e pelo tipo de terapêutica com fibrinolíticos ou heparina.

No estudo COMMIT, a taxa global de hemorragias não cerebrais

major

ou hemorragias cerebrais foi

baixa e semelhante em ambos os grupos.

No ACTIVE-A, a taxa de hemorragias

major

foi maior no grupo clopidogrel + AAS do que no grupo

placebo + AAS (6,7% versus 4,3%). As hemorragias

major

foram na sua maioria de origem

extracraniana em ambos os grupos (5,3% no grupo clopidogrel + AAS; 3,5% no grupo placebo +

AAS),

sobretudo

trato

gastrointestinal

(3,5%

vs

1,8%).

Houve

excesso

hemorragia

intracraniana no grupo tratado com clopidogrel + AAS quando comparado com o grupo placebo +

AAS (1,4% versus 0,8%, respetivamente). Não houve diferença estatisticamente significativa nas

taxas de hemorragias fatais (1,1% no grupo clopidogrel + AAS e 0,7% no grupo placebo + AAS) e nos

acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos (0,8% e 0,6%, respetivamente), entre grupos.

Lista tabelada de reações adversas

Reações adversas que ocorreram durante os ensaios clínicos ou que foram notificadas

espontaneamente estão descritas na tabela a seguir. A sua frequência está definida de acordo com as

seguintes convenções: frequentes (≥1/100 a <1/10); pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100); raros

(≥1/10000 a <1/1000); muito raros (<1/10000); desconhecidos (não pode ser calculado a partir dos

dados disponíveis). Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade

dentro de cada classe de frequência.

Classes de sistemas

de órgãos

Frequentes

Pouco

frequentes

Raros

Muito Raros,

desconhecidos*

Doenças do sangue

e do sistema

linfático

Trombocitopenia,

leucopenia,

eosinofilia

Neutropenia,

incluindo

neutropenia

grave

Púrpura

trombocitopénica

trombótica (PTT) (ver

secção 4.4), anemia

aplástica/pancitopenia,

agranulocitose,

trombocitopenia grave,

hemofilia A adquirida,

granulocitopenia, anemia

Cardiopatias

Síndrome de Kounis

(angina vasospástica

alérgica / enfarte do

miocárdio alérgico) no

contexto de uma reação

de hipersensibilidade

devido ao clopidogrel*

Doenças do sistema

imunitário:

Reações anafiláticas,

doença do soro, reações

de hipersensibilidade

cruzada entre

tienopiridinas (tais como

ticlopidina, prasugrel)

(ver secção 4.4)*,

síndrome autoimune da

insulina, que pode levar a

hipoglicemia grave,

particularmente em

doentes com subtipo HLA

DRA4 (mais frequente na

população japonesa)*

Perturbações do foro

psiquiátrico

Estados confusionais e

alucinações

Doenças do sistema

nervoso

Hemorragia

intracraniana

(alguns casos

relatados foram

fatais), cefaleias,

parestesias e

tonturas

Alterações de paladar,

ageustia

Afeções oculares

Hemorragia

ocular

(conjuntival,

intraocular,

retiniana)

Afeções do ouvido e

do labirinto

Vertigens

Vasculopatias

Hematoma

Hemorragia grave,

hemorragia de ferida

cirúrgica, vasculite,

hipotensão

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Epistaxis

Hemorragia do trato

respiratório (hemoptise,

hemorragia pulmonar),

broncospasmo,

pneumonite intersticial,

pneumonia eosinofílica

Doenças

gastrointestinais

Hemorragia

gastrointestin

al, diarreia,

abdominal,

dispepsia

Úlcera gástrica e

duodenal,

gastrite, vómitos,

náusea,

obstipação,

flatulência.

Hemorragia

retroperitoneal

Hemorragia

gastrointestinal e

retroperitoneal (com

desfecho fatal),

pancreatite, colite

(incluindo colite ulcerosa

ou linfocítica), estomatite

Afeções

hepatobiliares

Insuficiência hepática

aguda, hepatite, alterações

dos parâmetros

laboratoriais da função

hepática

Afeções dos tecidos

cutâneos e

subcutâneos

Nódoas

negras

Erupção cutânea,

prurido,

hemorragia

cutânea

(púrpura)

Dermatite bulhosa

(necrólise epidérmica

tóxica, síndrome de

Stevens Johnson, eritema

multiforme, pustulose

exantematosa

generalizada aguda

(PEGA)), angioedema,

síndrome de

hipersensibilidade

induzida por fármacos,

erupção cutânea com

eosinofilia e sintomas

sistémicos (DRESS),

erupção cutânea

eritematosa ou exfoliativa,

urticária, eczema e líquen

plano

Doenças dos órgãos

genitais e da mama

Ginecomastia

Afeções

musculoesqueléticas,

dos tecidos

conjuntivos e dos

ossos

Hemorragia musculo-

esquelético (hemartrose),

artralgia, artrite, mialgia

Doenças renais e

urinárias

Hematúria

Glomerulonefrite,

aumento da creatinina

sérica

Perturbações gerais

e alterações no local

de administração

Hemorragia

em locais de

injeção

Febre

Exames

complementares de

diagnóstico

Aumento do

tempo de

hemorragia e

diminuição da

contagem de

plaquetas e

neutrófilos

*Informação relativa a clopidogrel com frequência “desconhecida”

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma

vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V

4.9

Sobredosagem

A sobredosagem após a administração de clopidogrel pode conduzir ao prolongamento do tempo de

hemorragia e a complicações hemorrágicas subsequentes. Em caso de se observar a ocorrência de

hemorragia deve ser considerada a terapêutica apropriada.

Não foi encontrado nenhum antídoto da atividade farmacológica do clopidogrel. Se for necessária uma

correção imediata do tempo de hemorragia (que se encontra prolongado), deverá efetuar-se uma

transfusão de plaquetas, que poderá reverter os efeitos do clopidogrel.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Agentes antitrombóticos, antiagregantes plaquetários excluindo heparina,

código ATC: B01AC04.

Mecanismo de ação

O clopidogrel é um pró-fármaco, em que um dos metabolitos é um inibidor da agregação plaquetária.

O Clopidogrel tem de ser metabolizado pelas enzimas do CYP450 para produzir o metabolito ativo

que inibe a agregação plaquetária. O metabolito ativo do clopidogrel inibe seletivamente a ligação

do difosfato de adenosina (“ADP”) ao seu recetor plaquetário P2Y12, e a subsequente ativação do

complexo glicoproteína GPIIb-IIIa mediada pelo ADP, inibindo assim a agregação de plaquetas.

Devido à ligação irreversível, as plaquetas expostas são afetadas para o resto do seu ciclo de vida

(aproximadamente 7 a 10 dias) e a recuperação da função plaquetária normal ocorre a uma taxa

consistente com o

turn-over

plaquetário. A agregação de plaquetas, induzida por outros agonistas além

do ADP, é também inibida bloqueando o aumento da ativação das plaquetas induzida pela libertação

de ADP.

Uma vez que o metabolito ativo é formado pelas enzimas CYP450, algumas das quais são

polimórficas ou sujeitas a inibição por outros medicamentos, nem todos os doentes terão uma inibição

plaquetária adequada.

Efeitos farmacodinâmicos

Doses repetidas de 75 mg por dia produziram uma inibição substancial da agregação plaquetária

induzida por ADP, a partir do primeiro dia. Esta aumenta progressivamente e atinge a fase estacionária

entre o dia 3 e o dia 7. Na fase estacionária, o nível médio de inibição observado com uma dose de

75 mg por dia situava-se entre os 40% e os 60%. A agregação plaquetária e o tempo de hemorragia

retomaram gradualmente os valores de base, de uma maneira geral no prazo de 5 dias após a

interrupção do tratamento.

Eficácia e segurança clínicas

A segurança e eficácia do clopidogrel foram avaliadas em 5 estudos clínicos de dupla ocultação com

88.000 doentes: o estudo CAPRIE, com comparação entre clopidogrel e AAS e os estudos

CURE, CLARITY e COMMIT e ACTIVE-A com comparação entre clopidogrel e placebo, quando

administrados em associação com AAS e outra terapêutica padrão.

Enfarte de miocárdio (EM) recente; síncope recente ou doença arterial periférica estabelecida

O estudo CAPRIE incluiu 19.185 doentes com aterotrombose manifestada por enfarte de miocárdio

recente (<35 dias), acidente vascular cerebral isquémico recente (entre 7 dias e 6 meses) ou doença

arterial periférica estabelecida (DAP). Os doentes foram aleatoriamente selecionados para clopidogrel

75 mg/dia ou para o ácido acetilsalicílico 325 mg/dia, e foram seguidos entre 1 a 3 anos. No subgrupo

do enfarte de miocárdio, a maioria dos doentes receberam ácido acetilsalicílico durante os primeiros

dias após o enfarte agudo de miocárdio.

O clopidogrel reduziu significativamente a incidência de novos acidentes isquémicos (objetivo

combinado para enfarte de miocárdio, acidente vascular cerebral isquémico e morte por acidente

vascular) quando comparado com o ácido acetilsalicílico. Na análise da intenção de tratamento

observaram-se 939 efeitos no grupo do clopidogrel e 1.020 no grupo do ácido acetilsalicílico (redução

relativa do risco (RRR) de 8,7%, [IC 95%: 0,2–6,4 %]; p=0,045), o que corresponde a que para cada

1.000 doentes tratados em 2 anos, 10 doentes adicionais [IC: 020] seriam protegidos para a ocorrência

de um novo acidente isquémico. A análise da mortalidade global como um objetivo secundário, não

revelou existir uma diferença estatisticamente significativa entre o clopidogrel (5,8%) e o ácido

acetilsalicílico (6,0%).

Numa análise de subgrupo por tipo de acontecimento incluído (enfarte de miocárdio, acidente vascular

cerebral isquémico e doença arterial periférica) o benefício parece ser superior (atingindo um

significado estatisticamente relevante de p=0,003) para os doentes com doença arterial periférica

(particularmente para aqueles também com história de enfarte de miocárdio) (RRR= 23,7%; IC: 8,9 a

36,2), e mais fraco (mas com uma diferença não estatisticamente relevante da apresentada pelo ácido

acetilsalicílico), nos doentes com acidente vascular cerebral (RRR=7,3%; IC:-5,7 a 18,7 [p=0,258]).

Nos doentes admitidos no ensaio apenas com história de enfarte de miocárdio recente, o clopidogrel,

revelou resultados numéricos inferiores, mas não estatisticamente diferentes dos revelados pelo ácido

acetilsalicílico (RRR=-4,0%; IC: -22,5 a 11,7 [p=0,639]). Como complemento, a análise a um

subgrupo definido pela idade dos doentes, sugere que o clopidogrel apresenta efeitos benéficos mais

relevantes em doentes com idades ≤75 anos.

Uma vez que o estudo CAPRIE não foi desenhado para avaliar a eficácia em subgrupos individuais,

não é claro se as diferenças encontradas na redução do risco relativo, avaliadas numa perspetiva das

condições de inclusão, são reais ou resultado do acaso.

Síndrome coronária aguda

O estudo CURE incluiu 12.562 doentes com síndrome coronária aguda sem elevação do segmento ST

(angina instável ou enfarte de miocárdio sem onda Q), e que eram incluídos num prazo de 24 horas

após o início do episódio mais recente da dor no peito ou sintomas consistentes com isquemia.

Os doentes teriam de apresentar alterações no ECG compatíveis com nova isquemia ou elevação das

enzimas cardíacas, troponina I ou T até pelo menos duas vezes acima do limite normal. Os doentes

foram aleatorizados para o clopidogrel (dose de carga de 300 mg seguida de 75 mg/dia, N=6.259) ou

placebo (N=6.303, ambos administrados concomitantemente com o ácido acetilsalicílico (75-325 mg

uma vez por dia) e outras terapêuticas padrão. Os doentes foram tratados durante um ano. Foram

administradas heparinas em mais de 90% dos doentes, não tendo sido afetada de forma significativa a

taxa relativa de hemorragias entre o clopidogrel e o placebo pela terapêutica concomitante com

heparina.

O número de doentes que atingiram o objetivo primário [morte cardiovascular (CV), enfarte de

miocárdio (EM), ou Acidente Vascular Cerebral] foi de 582 (9,3%) no grupo tratado com clopidogrel

e 719 (11,4%) no grupo tratado com placebo, com redução do risco relativo em 20% (IC 95% de

10%-28%; p=0,00009) para o grupo tratado com clopidogrel (17% de redução do risco relativo

quando os doentes foram tratados de forma conservadora, 29% quando submetidos a uma angioplastia

coronária percutânea transluminal (PTCA) com ou sem

stent

e 10% quando submetidos a um bypass

enxerto arterial coronário (CABG). Foram prevenidos novos acontecimentos cardiovasculares

(objetivo primário), com reduções do risco relativo de 22% (IC: 8,6; 33,4), 32% (IC: 12,8; 46,4), 4%

(IC: -26,9; 26,7), 6% (IC: -33,5; 34,3) e 14% (IC: -31,6; 44,2), durante os intervalos do estudo 0-1,

1-3, 3-6, 69, 9-12 meses, respetivamente. Assim, para além dos 3 meses de tratamento, o benefício

observado no grupo clopidogrel + ácido acetilsalicílico não aumentou, enquanto que o risco de

hemorragia persistiu (ver secção 4.4).

O uso de clopidogrel no estudo CURE foi associado a uma diminuição da necessidade de terapêutica

trombolítica (RRR=43,3%; IC: 24,3%; 57,5%) e inibidores GPIIb/IIIa (RRR=18,2%; IC: 6,5; 28,3%).

O número de doentes que atingiram o objetivo primário combinado (morte CV, EM, acidente vascular

cerebral ou isquemia refratária) foi de 1.035 (16,5%) no grupo tratado com o clopidogrel e

1.187 (18,8%) no grupo tratado com placebo e uma redução do risco relativo de 14% (IC 95% de 6%-

21%; p=0,0005) para o grupo tratado com clopidogrel. Este benefício deve-se em grande parte à

redução estatisticamente significativa na incidência de EM [287 (4,6 %) no grupo tratado com

clopidogrel e 363 (5,8%) no grupo tratado com placebo]. Não se observou qualquer efeito na taxa de

hospitalização por angina instável.

Os resultados obtidos em populações com diferentes características (ex.: angina instável ou enfarte de

miocárdio sem onda Q, níveis de risco baixos a elevados, diabetes, necessidade de revascularização,

idade, sexo, etc.) foram consistentes com os resultados da análise primária. Em particular, numa

análise

pós-hoc

em 2.172 doentes (17% da população total do CURE) que passaram pela colocação de

stent

Sten-

CURE), os dados mostraram que o clopidogrel comparado com placebo, demonstrou

uma redução do risco relativo significativo de 26,2% a favor do clopidogrel para o objetivo primário

combinado (morte CV, EM, acidente vascular cerebral) e também uma redução de risco relativo

significativo de 23,9% para o segundo objetivo primário combinado (morte CV, EM, acidente

vascular cerebral ou isquemia refratária). Além disso o perfil de segurança do clopidogrel neste

subgrupo de doentes não levantou nenhuma preocupação em particular. Ou seja, os resultados deste

subconjunto estão em linha com os resultados globais do ensaio clínico.

Os benefícios observados com o clopidogrel foram independentes de outras terapêuticas

cardiovasculares agudas ou a longo prazo (tais como heparina / HBPM, antagonistas GPIIb/IIIa,

hipolipemiantes, beta-bloqueantes e inibidores da enzima de conversão da angiotensina). A eficácia do

clopidogrel foi observada independentemente da dose de ácido acetilsalicílico (75-325 mg uma vez

por dia).

Em doentes com enfarte do miocárdio com elevação do segmento ST, foram avaliadas a segurança e

eficácia do clopidogrel em dois ensaios clínicos, o CLARITY e o COMMIT, randomizados,

controlados por placebo e de dupla ocultação.

O ensaio clínico CLARITY incluiu 3.491 doentes no prazo de 12 horas após o início do enfarte do

miocárdio com elevação do segmento ST e orientados para a terapêutica com trombolíticos. Os

doentes receberam clopidogrel (300 mg de dose de carga, seguidos de 75 mg/dia; n=1.752) ou placebo

(n=1739), ambos em associação com AAS (150 a 325 mg de dose de carga, seguidos de 75 a

162 mg/dia), um agente fibrinolítico e, quando apropriado, heparina. Os doentes foram acompanhados

durante 30 dias. O objetivo primário foi a ocorrência do composto de uma artéria ocluída relacionado

com enfarte no angiograma no momento pré-alta ou morte ou enfarte do miocárdio recorrente antes da

angiografia coronária.

Para doentes que não realizaram uma angiografia, o objetivo primário foi a morte ou enfarte do

miocárdio recorrente por volta do Dia 8 ou da alta hospitalar. A população de doentes incluiu 19,7%

de mulheres e 29,2% de doentes com idade igual ou superior a 65 anos. Um total de 99,7% dos

doentes recebeu fibrinolíticos (68,7% específicos para a fibrina e 31,1% não específicos para a

fibrina); 89,5% heparina; 78,7% beta-bloqueantes; 54,7% IECAs e 63% estatinas.

Quinze por cento (15,0%) dos doentes do grupo do clopidogrel e 21,7% no grupo do placebo

alcançaram o objetivo primário, representando uma redução absoluta de 6,7% e 36% de redução da

vantagem a favor do clopidogrel (95% IC: 24-47%, p <0,001), na sua maioria devido a uma

diminuição das artérias ocluídas relacionado com o enfarte. Este benefício foi consistente ao longo de

todos os subgrupos predefinidos segundo a idade e sexo dos doentes, localização do enfarte e tipo de

fibrinolíticos ou heparina usados.

O desenho fatorial 2x2 do ensaio clínico COMMIT incluiu 45.852 no prazo de 24 horas após o início

dos sintomas suspeitos de enfarte do miocárdio confirmado por um eletrocardiograma anormal (isto é

elevação do segmento ST, depressão do segmento ST ou bloqueio do ramo esquerdo). Os doentes

receberam clopidogrel (75 mg/dia; n=22.961) ou placebo (n=22.891), em associação com o AAS

(162 mg/dia), durante 28 dias ou até à alta hospitalar. Os objetivos co-primários foram a morte por

qualquer causa e a primeira ocorrência de um novo enfarte, síncope ou morte. A população incluiu

27,8% de mulheres, 58,4% de doentes com idade igual ou superior a 60 anos (26% ≥70 anos) e 54,5%

de doentes a receberem fibrinolíticos.

O clopidogrel reduziu significativamente o risco relativo de morte por qualquer causa em 7%

(p=0,029) e o risco relativo da associação de um novo enfarte, síncope ou morte em 9% (p=0,02),

representando uma redução absoluta de 0,5% e 0,9% respetivamente. Este benefício foi consistente em

todas as idades, para ambos os sexos e com ou sem fibrinolíticos e foi observado nas primeiras 24

horas.

Troca de agentes inibidores P2Y

na Síndrome Coronária Aguda (SCA)

A mudança de um inibidor do recetor P2Y

mais potente para o clopidogrel em associação com a

aspirina, após a fase aguda no SCA, foi avaliada em dois estudos aleatorizados iniciados pelo

investigador - TOPIC e TROPICAL ACS - com dados de resultados clínicos.

O benefício clínico proporcionado pelos inibidores P2Y

mais potentes, ticagrelor e prasugrel, em

estudos principais, está relacionado com uma redução significativa de acontecimentos isquémicos

recorrentes (incluindo trombose aguda e subaguda de stent (ST), enfarte do miocárdio (IM) e

revascularização urgente). Embora o benefício isquémico tenha sido consistente ao longo do primeiro

ano, foi observada uma maior redução na recorrência isquémica após SCA, durante os primeiros dias

após o início do tratamento. Em contraste, as análises

post-hoc

demonstraram aumentos

estatisticamente significativos no risco de hemorragia com os inibidores P2Y

mais potentes,

ocorrendo predominantemente durante a fase de manutenção, após o primeiro mês pós-SCA. TOPIC e

TROPICAL SCA foram projetados para estudar como mitigar os acontecimentos hemorrágicos,

mantendo a eficácia.

TOPIC

Timing Of Platelet Inhibition after acute Coronary syndrome

Este estudo iniciado pelo investigador, aberto e aleatorizado, incluiu doentes com SCA que

necessitaram de ICP. Doentes tratados com aspirina e um bloqueador P2Y

mais potente e sem

eventos adversos ao fim de um mês, foram requeridos a trocar a aspirina em dose fixa com clopidogrel

(troca de terapia antiplaquetária dupla (TAPD)) ou a continuarem o seu esquema terapêutico (TAPD

inalterado).

No total, foram analisados 645 de 646 doentes com STEMI ou NSTEMI ou angina instável (Troca

TAPD (n = 322); TAPD inalterado (n = 323)). Foi realizado um seguimento ao fim de um ano para

316 doentes (98,1%) no grupo de troca TAPD e 318 doentes (98,5%) no grupo TAPD inalterado. A

mediana de seguimento para ambos os grupos foi de 359 dias. As características da coorte estudada

foram semelhantes nos dois grupos.

O objetivo primário, um composto de morte cardiovascular, acidente vascular cerebral,

revascularização urgente e hemorragia BARC (

Bleeding Academic Research Consortium

) ≥2 em

1 ano pós SCA, ocorreu em 43 doentes (13,4%) no grupo de troca TAPD e em 85 doentes (26,3%) no

grupo TAPD inalterado (p <0,01). Esta diferença estatisticamente significativa foi principalmente

impulsionada por menos acontecimentos hemorrágicos, sem diferença relatada nos

endpoints

isquémicos (p = 0,36), enquanto a hemorragia BARC ≥2, ocorreu com menos frequência no grupo de

troca TAPD (4,0%) versus 14,9% no grupo TAPD inalterado (p <0,01). Os acontecimentos

hemorrágicos definidos como todos os BARC, ocorreram em 30 doentes (9,3%) no grupo de troca

TAPD e em 76 doentes (23,5%) no grupo TAPD inalterado (p <0,01).

TROPICAL-ACS

Testing Responsiveness to Platelet Inhibition on Chronic Antiplatelet Treatment

for Acute Coronary Syndromes

Este estudo aberto e aleatorizado incluiu 2.610 doentes com biomarcadores positivos para SCA, após

ICP bem-sucedida. Os doentes foram aleatorizados para receber ou prasugrel 5 ou 10 mg / dia (Dias

0-14) (n = 1309), ou prasugrel 5 ou 10 mg / dia (Dias 0-7) sendo de seguida trocados para clopidogrel

75 mg / dia (Dias 8-14) (n = 1309), em combinação com ASA ( <100 mg / dia). No dia 14, foi

realizado o teste da função plaquetária (TFP). Os doentes apenas com prasugrel continuaram com

prasugrel durante 11,5 meses.

Os doentes sujeitos a troca foram submetidos a testes de alta reatividade plaquetária (ARP). Se as

unidades ARP≥46, os doentes foram indicados a voltar para prasugrel 5 ou 10 mg / dia durante

11,5 meses; se as unidades ARP<46, os doentes continuaram com clopidogrel 75 mg / dia durante

11,5 meses. Desta forma, o braço de troca apresentava doentes com prasugrel (40%) ou clopidogrel

(60%). Todos os doentes continuaram com aspirina e foram acompanhados por um ano.

endpoint

primário (a incidência combinada de morte CV, enfarte do miocárdio, acidente vascular

cerebral e hemorragia BARC de grau ≥2 aos 12 meses) foi atingido, demonstrando não inferioridade -

Noventa e cinco doentes (7%) no grupo de troca e 118 doentes (9%) no grupo controlo (p não

inferioridade = 0,0004), tiveram um evento. A troca não resultou num aumento do risco combinado de

acontecimentos isquémicos (2,5% no grupo de troca versus 3,2% no grupo controlo; p não

inferioridade = 0,0115), nem no resultado secundário principal de hemorragia BARC ≥2 ((5%) no

grupo de troca versus 6% no grupo controlo (p = 0,23)). A incidência cumulativa de todos os

acontecimentos hemorrágicos (BARC classe 1 a 5) foi de 9% (114 eventos) no grupo de troca versus

11% (137 eventos) no grupo controlo (p = 0,14).

Fibrilhação auricular

Os estudos ACTIVE-W e ACTIVE-A, diferentes estudos no programa ACTIVE, incluíram doentes

com fibrilhação auricular (FA) que tinham pelo menos um fator de risco para a ocorrência de

acidentes vasculares cerebrais. Baseado nos critérios de inclusão, os médicos incluíram doentes no

ACTIVE-W se fossem candidatos a tratamento com antagonistas da vitamina K (AVK) (tal como

varfarina). O estudo ACTIVE-A incluiu doentes que não podiam receber tratamento com AVK uma

vez que estavam impossibilitados ou demonstraram vontade em não o fazer.

O estudo ACTIVE-W demonstrou que o tratamento anticoagulante com antagonistas da vitamina K

foi mais eficaz do que o clopidogrel com AAS.

O estudo ACTIVE-A (N=7.554) foi um estudo multicêntrico, randomizado, de dupla ocultação

controlado por placebo que comparou clopidogrel 75 mg/dia + AAS (N=3.772) ao placebo + AAS

(N=3.782). A dose recomendada para o AAS foi de 75 a 100 mg/dia. Os doentes foram tratados até 5

anos.

Os doentes aleatorizados no programa ACTIVE foram aqueles que apresentavam FA documentada,

isto é, ou FA permanente ou pelo menos 2 episódios de FA intermitente nos 6 meses anteriores, e que

tinham pelo menos um dos seguintes fatores de risco: idade

75 anos ou entre os 55 e os 74 anos e

diabetes mellitus a necessitar de terapêutica medicamentosa, ou Enfarte Agudo do Miocárdio anterior

ou doença arterial coronária documentada; tratados para hipertensão sistémica; acidente vascular

cerebral prévio, acidente isquémico transitório, ou embolia sistémica que não do sistema nervoso

central; disfunção ventricular esquerda com fração de ejeção ventricular esquerda < 45%; ou doença

periférica vascular documentada. O resultado CHADS

médio foi de 2.0 (intervalo 0-6).

O maior critério de exclusão de doentes foi úlcera péptica documentada nos 6 meses anteriores;

hemorragia intracerebral prévia; trombocitopenia significativa (contagem de plaquetas < 50 x 10

/l);

requisito para fazer clopidogrel ou anticoagulantes orais (ACO); ou intolerância a qualquer um dos

dois compostos.

Setenta e três por cento (73%) dos doentes incluídos no estudo ACTIVE-A foram impossibilitados de

tomar AVK devido a avaliação médica, impossibilidade de cumprir com a monitorização do INR

(rácio internacional normalizado), predisposição para quedas ou trauma na cabeça, ou risco específico

de hemorragia; para 26% dos doentes, a decisão do médico baseou-se na vontade dos doentes em não

tomar AVK.

A população de doentes incluiu 41,8% de mulheres. A idade média foi de 71 anos de idade e 41,6%

das doentes tinham

75 anos de idade. Um total de 23,0% dos doentes recebeu tratamento com

antiarrítmicos, 52,1% de beta-bloqueadores, 54,6% inibidores da ECA e 25,4% estatinas.

O número de doentes que atingiu o objetivo primário (tempo até à ocorrência de um acidente vascular

cerebral, enfarte do miocárdio, embolismo sistémico que não do sistema nervoso central ou morte

vascular) foi de 832 (22,1%) no grupo tratado com clopidogrel + AAS e 924 (24,4%) no grupo

placebo + AAS (redução relativa do risco de 11,1%; 95% IC de 2,4% a 19,1%; p=0,013)

essencialmente devido a uma grande redução na incidência de acidentes vasculares cerebrais. Os

acidentes vasculares cerebrais ocorreram em 296 (7,8%) dos doentes a receber clopidogrel + AAS e

408 (10,8%) nos doentes a receber placebo + AAS (redução do risco relativo, 28,4%; 95% IC, 16,8%

a 38,3%; p=0,00001).

População pediátrica

Num estudo de escalonamento de dose em 86 recém-nascidos ou crianças até aos 24 meses com risco

de trombose (PICOLO), o clopidogrel foi avaliado em doses consecutivas de 0,01; 0,1 e 0,2 mg/kg em

recém-nascidos e crianças, e em doses de 0,15 mg/kg apenas em recém-nascidos. A dose de 0,2 mg/kg

atingiu a inibição média de 49,3% (5 µM agregação plaquetária induzida por ADP) que foi comparada

à dos adultos a tomar clopidogrel 75 mg/dia.

Num estudo randomizado, duplamente cego, em grupos paralelos (CLARINET), 906 doentes

pediátricos (recém-nascidos e crianças) com doença cardíaca congénita cianótica atenuada com um

shunt

arterial sistémico-pulmonar foram randomizados para receber clopidogrel 0,2 mg/kg (n=467) ou

placebo (n=439) em simultâneo com uma terapêutica base até ao procedimento cirúrgico seguinte. O

tempo médio entre a cirurgia paliativa de colocação do

shunt

e a primeira administração da medicação

do estudo foi de 20 dias. Aproximadamente 88% dos doentes receberam concomitantemente AAS

(intervalo de 1 a 23 mg/kg/dia). Não houve diferença significativa entre os grupos no objetivo

composto primário de mortalidade, trombose do

shunt

ou em intervenção cardíaca antes dos 120 dias

de idade após um evento de origem trombótica (89 [19,1%] para o grupo clopidogrel e 90 [20,5%]

para o grupo placebo) (ver secção 4.2). A hemorragia foi o efeito indesejável mais frequentemente

notificado quer no grupo clopidogrel quer no grupo placebo; contudo, não houve diferença

significativa nas taxas de hemorragia entre os grupos. No seguimento de segurança a longo prazo

deste estudo, 26 doentes com o

shunt

ainda colocado ao um ano de idade receberam clopidogrel até

aos 18 meses. Durante este período de seguimento não foram registadas preocupações adicionais de

segurança.

Os ensaios clínicos CLARINET e PICOLO foram efetuados com uma solução reconstituída de

clopidogrel. Num estudo de biodisponibilidade relativa em adultos, a solução reconstituída de

clopidogrel revelou uma taxa de absorção ligeiramente mais elevada e de duração semelhante do

principal metabolito circulante (inativo) quando comparado com o comprimido autorizado.

5.2

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após doses orais únicas e repetidas de 75 mg por dia, o clopidogrel é rapidamente absorvido. Os

níveis médios do pico plasmático do clopidogrel inalterado (aproximadamente 2,2-2,5 ng/ml após uma

dose oral única de 75 mg) ocorreram aproximadamente 45 minutos após a administração da dose. A

absorção é de, pelo menos, 50%, baseada na excreção urinária dos metabolitos de clopidogrel.

Distribuição

In vitro,

o clopidogrel e o principal metabolito circulante (inativo) ligam-se reversivelmente às

proteínas plasmáticas humanas (98% e 94%, respetivamente).

In vitro,

a ligação não é saturável para

uma vasta gama de concentrações.

Biotransformação

O clopidogrel é extensivamente metabolizado pelo fígado.

In vitro e in vivo

o clopidogrel é

metabolizado de acordo com duas vias metabólicas principais: uma mediada por estereases que leva à

hidrólise no derivado do ácido carboxílico inativo (85% dos metabolitos circulantes), e uma mediada

por múltiplos citocromos P450. O clopidogrel é primeiramente metabolizado num metabolito

intermédio, o 2-oxo-clopidogrel. O metabolismo subsequente do metabolito intermédio 2-

oxoclopidogrel

resulta na formação do metabolito ativo, um derivado tiólico do clopidogrel. O metabolito ativo é

formado sobretudo pelo CYP2C19 com contribuições de outras enzimas CYP, incluindo CYP1A2,

CYP2B6 e CYP3A4. O metabolito tiólico ativo,

que foi isolado

in vitro,

liga rapidamente e de forma irreversível aos recetores das plaquetas, inibindo

assim a agregação plaquetária.

do metabolito ativo é duas vezes maior após uma dose única de 300 mg de dose de carga de

clopidogrel como é após 4 dias de dose de manutenção de clopidogrel a 75 mg. A C

ocorre

aproximadamente 30 a 60 minutos após a dose.

Eliminação

Em seres humanos, após uma dose oral de clopidogrel marcado radioactivamente através do 14C,

verificou-se uma excreção urinária de aproximadamente 50% e fecal de aproximadamente 46%, nas

120 horas posteriores à administração da dose. Após uma dose oral única de 75 mg, o clopidogrel tem

uma semivida de aproximadamente 6 horas. A semivida de eliminação do principal metabolito

circulante (inativo) foi de 8 horas, quer após a administração de dose única, quer após a

administração de doses repetidas.

Farmacogenética

O CYP2C19 está envolvido na formação

do metabolito ativo e do metabolito intermédio 2-oxo clopidogrel. A farmacocinética do metabolito

ativo do clopidogrel e os seus efeitos antiplaquetários, tal como medido pelos ensaios

ex vivo

agregação plaquetária, variam de acordo com o genótipo CYP2C19. O alelo CYP2C19*1 corresponde

a um metabolismo totalmente funcional, enquanto que os alelos CYP2C19*2 e CYP2C19*3 são não

funcionais. Os alelos CYP2C19*2 e CYP2C19*3 contribuem para a maioria da função reduzida dos

alelos nos Caucasianos (85%) e nos Asiáticos (99%) metabolizadores fracos. Outros alelos associados

à ausência ou ao metabolismo reduzido são menos frequentes e incluem CYP2C19*4, *5, *6, *7, e *8.

Um doente com um estado de metabolizador fraco possuirá dois alelos com perda de função como

definido anteriormente. As frequências publicadas para os genótipos CYP2C19 metabolizadores

fracos são de, aproximadamente, 2% para os Caucasianos, 4% para os Negros e 14% para os

Asiáticos. Existem testes disponíveis para determinar os genótipos do CYP2C19 dos doentes.

Um estudo cruzado em 40 indivíduos saudáveis, 10 em cada 1 dos 4 grupos de metabolizadores

CYP2C19 (ultrarrápido, extenso, intermédio e fraco), avaliou a farmacocinética e a resposta

antiplaquetária utilizando doses de 300 mg, seguido de 75 mg/dia e 600 mg seguido de 150 mg/dia,

cada para um total de 5 dias (estado estacionário). Não foram observadas diferenças substanciais na

exposição do metabolito ativo e a inibição média da agregação plaquetária (IAP) entre os

metabolizadores ultrarrápidos, extensos ou intermédios. Em metabolizadores fracos, a exposição do

metabolito ativo diminuiu 63-71% comparado com os metabolizadores extensos. Após o regime dose

de 300 mg/75 mg, as respostas antiplaquetárias diminuíram nos metabolizadores fracos com IAP

média (5 μM ADP) de 24% (24 horas) e 37% (Dia 5) quando comparado com IAP 39% (24 horas) e

58% (Dia 5) nos metabolizadores extensos e 37% (24 horas) e 60% (Dia 5) nos metabolizadores

intermédios. Quando os metabolizadores fracos receberam um regime de 600 mg/150 mg, a exposição

ao metabolito ativo foi maior no que no regime de 300 mg/75 mg. Adicionalmente, IAP foi de 32%

(24 horas) e 61% (Dia 5) que foram maiores do que nos metabolizadores fracos a receber o regime de

300 mg/75 mg, e foi similar aos outros grupos de metabolizadores do CYP2C19 a receber o regime de

300 mg/75 mg. Um regime de dose apropriado para esta população de doentes não foi estabelecido

nos resultados finais dos ensaios clínicos.

Numa meta-análise incluindo 6 estudos de 335 indivíduos tratados com clopidogrel no estado

estacionário, consistente com os resultados acima, foi demonstrada que a exposição ao metabolito

ativo diminuiu em 28% para os metabolizadores intermédios e 72% para os metabolizadores fracos,

enquanto que a inibição da agregação plaquetária (5 μM ADP) diminuiu com diferenças de 5,9% e

21,4% na IAP, respetivamente, quando comparado com os metabolizadores extensos.

A influência do genótipo do CYP2C19 nos resultados clínicos de doentes tratados com clopidogrel

não foi avaliada em estudos prospetivos, aleatorizados e controlados. Existem, contudo, um número de

análises retrospetivas para avaliar o efeito em doentes tratados com clopidogrel para os quais existem

resultados de genotipificação: CURE (n=2721), CHARISMA (n=2428), CLARITY-TIMI 28 (n=227),

TRITON-TIMI 38 (n=1477), e ACTIVE-A (n=601), tal como um número de estudos coorte.

No TRITON-TIMI 38 e em 3 dos estudos coorte (Collet, Sibbing, Giusti), um grupo combinado de

doentes com estado de metabolizador intermédio ou fraco teve uma taxa superior de acidentes

cardiovasculares (morte, enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral) ou trombose de

stent, comparado com metabolizadores extensos.

No CHARISMA e num estudo coorte (Simon), foi observado um aumento do número de

acontecimentos apenas nos metabolizadores fracos quando comparado com os metabolizadores

extensos.

No CURE, CLARIY, ACTIVE-A e num dos estudos coorte (Trenk), não se observou um aumento no

número de acontecimentos com base no estado do metabolizador.

Nenhuma destas análises foi adequadamente dimensionada para detetar diferenças nos resultados nos

metabolizadores fracos.

Populações especiais

A farmacocinética do metabolito ativo do clopidogrel não é conhecida nestas populações especiais.

Compromisso da função renal

Após doses repetidas de 75 mg de clopidogrel/dia, em doentes com doença renal grave (depuração da

creatinina de 5 a 15 ml/min), a inibição da agregação plaquetária induzida pelo ADP foi mais baixa

(25%) que a observada em indivíduos sãos, no entanto o prolongamento da hemorragia foi semelhante

ao observado em indivíduos sãos aos quais se administraram 75 mg de clopidogrel por dia. A

tolerância clínica foi boa em todos os doentes.

Compromisso da função hepática

Após doses repetidas de 75 mg de clopidogrel por dia durante 10 dias em doentes com compromisso

grave da função hepática, a inibição da agregação plaquetária induzida pelo ADP foi similar à

observada em indivíduos saudáveis. O prolongamento do tempo médio de hemorragia foi também

semelhante nos dois grupos.

Raça

A prevalência dos alelos CYP2C19 que resultam num metabolismo do CYP2C19 intermédio e fraco

varia de acordo com a raça/etnia (ver Farmacogenética). Existem poucos dados disponíveis na

literatura acerca da população asiática para avaliar a implicação clínica do genotipagem deste CYP no

resultado dos acontecimentos clínicos.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

Durante a fase de estudos não clínicos executada em ratos e babuínos, os efeitos observados mais

frequentemente foram alterações hepáticas. Estes ocorrem com doses pelo menos 25 vezes superiores

ao nível de exposição humana, com uma dose de 75 mg/dia, e foram uma consequência do efeito nas

enzimas metabolizantes hepáticas. Não se verificou efeito nas enzimas metabolizadoras hepáticas em

seres humanos, em indivíduos submetidos a uma dose terapêutica de clopidogrel.

Para doses muito elevadas, foi notificada, para o rato e para o babuíno, uma baixa tolerância gástrica

ao clopidogrel (gastrite, erosões gástricas e/ou vómitos).

Não houve quaisquer evidências de efeito carcinogénico com a administração de clopidogrel durante

78 semanas a ratinhos e durante 104 semanas a ratos, quando administrado a doses até 77 mg/kg por

dia (o que representa uma taxa de exposição pelo menos 25 vezes superior à exposição verificada em

seres humanos que receberam a dose clínica de 75 mg/dia).

O clopidogrel foi testado numa gama de estudos de genotoxicidade

in vitro

in vivo

, onde demonstrou

não possuir atividade genotóxica.

Não foi observado qualquer efeito do clopidogrel na fertilidade do rato macho e fêmea, e também não

se revelou teratogénico quer no rato quer no coelho. Quando administrado no rato em amamentação, o

clopidogrel causou um ligeiro atraso no desenvolvimento da ninhada. Estudos específicos de

farmacocinética, efetuados com clopidogrel marcado radioactivamente, mostraram que o composto de

origem ou os seus metabolitos são excretados pelo leite. Consequentemente, um efeito direto

(toxicidade moderada), ou um efeito indireto (menor palatibilidade), não podem ser excluídos.

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.

Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido:

Lactose mono-hidratada

Celulose microcristalina

Hidroxipropilcelulose (E463)

Crospovidona (tipo A)

Óleo vegetal hidrogenado

Laurilssulfato de sódio

Revestimento:

Lactose mono-hidratada

Hipromelose (E464)

Dióxido de titânio (E171)

Macrogol 4000

Óxido de ferro vermelho (E172)

Óxido de ferro amarelo (E172)

Laca de alumínio de indigotina (E132)

6.2

Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3

Prazo de validade

2 anos.

6.4

Precauções especiais de conservação

Este medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Blister perfurado de dose unitária alumínio-alumínio com película removível, blister perfurado de dose

unitária alumínio-alumínio e frascos de HDPE com fechos de polipropileno ou fechos de propileno

resistentes à abertura de crianças e sílica gel como exsicante.

Os blisters perfurados e blisters perfurados com película removível contêm 14x1, 28x1, 30x1, 50x1,

84x1, 90x1 ou 100x1 comprimidos revestidos por película.

A embalagem calendário de blisters perfurados de alumínio/alumínio contém 28x1 comprimidos

revestidos por película.

Os frascos contêm 30 ou 100 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6

Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências

locais.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Teva B.V.,

Swensweg 5,

2031GA Haarlem,

Holanda

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/14/975/001

Embalagem de 14x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de dose unitária alumínio-alumínio com película

removível

EU/1/14/975/002

Embalagem de 28x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de dose unitária alumínio-alumínio com película

removível

EU/1/14/975/003

Embalagem de 30x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de dose unitária alumínio-alumínio com película

removível

EU/1/14/975/004

Embalagem de 50x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de dose unitária alumínio-alumínio com película

removível

EU/1/14/975/005

Embalagem de 84x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de dose unitária alumínio-alumínio com película

removível

EU/1/14/975/006

Embalagem de 90x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de dose unitária alumínio-alumínio com película

removível

EU/1/14/975/007

Embalagem de 100x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de dose unitária alumínio-alumínio com película

removível

EU/1/14/975/008

Frasco de HDPE com 30 comprimidos revestidos por película

EU/1/14/975/009

Frasco de HDPE com 100 comprimidos revestidos por película

EU/1/14/975/010

Embalagem de 14x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de alumínio-alumínio

EU/1/14/975/011

Embalagem de 28x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de alumínio-alumínio

EU/1/14/975/012

Embalagem de 30x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de alumínio-alumínio

EU/1/14/975/013

Embalagem de 50x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de alumínio-alumínio

EU/1/14/975/014

Embalagem de 84x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de alumínio-alumínio

EU/1/14/975/015

Embalagem de 90x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de alumínio-alumínio

EU/1/14/975/016

Embalagem de 100x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado de alumínio-alumínio

EU/1/14/975/017

Embalagem de 28x1 comprimidos revestidos por película em

embalagem calendário em blister perfurado de alumínio-alumínio

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 19 de fevereiro de 2015

Data da última renovação: {DD de mês de AAAA}

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

<{DD de mês de AAAA}>

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos http://www.ema.europa.eu

Leia o documento completo

30 Churchill Place Canary Wharf London E14 5EU United Kingdom

Telephone

+44 (0)20 3660 6000

Facsimile

+44 (0)20 3660 5555

Send a question via our website www.ema.europa.eu/contact

An agency of the European

Union

© European Medicines Agency, 2015. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged.

EMA/167140/2015

EMEA/H/C/004006

Resumo do EPAR destinado ao público

Clopidogrel ratiopharm

clopidogrel

Este documento é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR) relativo ao Clopidogrel

ratiopharm. O seu objetivo é explicar o modo como a Agência avaliou o medicamento a fim de

recomendar a sua autorização na UE, bem como as suas condições de utilização. Não tem por

finalidade fornecer conselhos práticos sobre a utilização do Clopidogrel ratiopharm.

Para obter informações práticas sobre a utilização do Clopidogrel ratiopharm, os doentes devem ler o

Folheto Informativo ou contactar o seu médico ou farmacêutico.

O que é o Clopidogrel ratiopharm e para que é utilizado?

O Clopidogrel ratiopharm é um medicamento anticoagulante (que torna o sangue menos espesso)

utilizado em doentes adultos para prevenir acidentes aterotrombóticos (problemas causados por

coágulos sanguíneos e pelo endurecimento das artérias). O Clopidogrel ratiopharm pode ser

administrado aos seguintes grupos de pacientes:

doentes que sofreram recentemente um enfarte do miocárdio (ataque cardíaco). O tratamento com

o Clopidogrel ratiopharm pode ser iniciado alguns dias após o enfarte e até 35 dias depois do

enfarte;

doentes que sofreram recentemente um acidente vascular cerebral (AVC) isquémico (AVC causado

pela falta de irrigação sanguínea numa área do cérebro). O Clopidogrel ratiopharm pode ser

iniciado num período compreendido entre sete dias e seis meses após o AVC;

doentes com doença arterial periférica (problemas com o fluxo de sangue nas artérias);

doentes com síndrome coronária aguda (uma doença na qual se observa uma redução da irrigação

sanguínea do coração), incluindo doentes nos quais tenha sido inserido um stent (um pequeno

tubo metálico inserido numa artéria para impedir o fecho da mesma); o medicamento deve ser

administrado em associação com aspirina (um outro medicamento que impede a formação de

coágulos sanguíneos). O Clopidogrel ratiopharm pode ser utilizado em doentes que estão a sofrer

um ataque cardíaco com elevação do segmento ST (anomalia do batimento cardíaco detetada no

Clopidogrel ratiopharm

EMA/167140/2015

Página 2/3

eletrocardiograma - ECG) quando o médico considere que o tratamento pode ser benéfico para os

doentes. Pode também ser utilizado em doentes em que não se observem alterações no batimento

cardíaco no eletrocardiograma, se estes tiverem angina instável (uma forma grave de dor no peito)

ou tiverem sofrido um enfarte do miocárdio sem onda Q.

O Clopidogrel ratiopharm pode também ser utilizado na prevenção de problemas causados por

coágulos sanguíneos em adultos com fibrilhação auricular (contrações rápidas e irregulares das

câmaras superiores do coração), em associação com aspirina. É utilizado em doentes que tenham pelo

menos um fator de risco para eventos vasculares, designadamente ataque cardíaco e AVC, não possam

tomar antagonistas da vitamina K (um outro tipo de medicamentos que previne a formação de

coágulos sanguíneos) e apresentem baixo risco de hemorragia.

O Clopidogrel ratiopharm é um medicamento genérico, o que significa que é similar a um medicamento

de referência já autorizado na União Europeia (UE) denominado Plavix. Para mais informações sobre

medicamentos genéricos, ver o documento de perguntas e respostas aqui.

O Clopidogrel ratiopharm contém a substância ativa clopidogrel.

Como se utiliza o Clopidogrel ratiopharm?

O Clopidogrel ratiopharm está disponível sob a forma de comprimidos que contêm 75 mg de

clopidogrel. A dose padrão é de um comprimido de 75 mg uma vez por dia.

Na síndrome coronária aguda, o tratamento inicia-se geralmente com uma dose de carga de quatro

comprimidos, passando-se depois para a dose padrão de 75 mg uma vez por dia durante, pelo menos,

quatro semanas (no enfarte do miocárdio com elevação do segmento ST) ou até um máximo de 12

meses (na angina instável e no enfarte do miocárdio sem onda Q). Na síndrome coronária aguda e na

fibrilhação auricular, o Clopidogrel ratiopharm é utilizado em associação com aspirina, a uma dose que

não deve ultrapassar os 100 mg.

O Clopidogrel ratiopharm só pode ser obtido mediante receita médica.

Como funciona o Clopidogrel ratiopharm?

A substância ativa do Clopidogrel ratiopharm, o clopidogrel, é um inibidor da agregação plaquetária.

Isto significa que ajuda a prevenir a formação de coágulos sanguíneos. A formação de coágulos

sanguíneos deve-se à agregação (aglomeração) de células especiais no sangue chamadas plaquetas. O

clopidogrel impede que as plaquetas se aglomerem, ao bloquear a ligação de uma substância chamada

ADP a um recetor especial existente na superfície plaquetária. Isto evita que as plaquetas se tornem

«pegajosas», reduzindo o risco da formação de coágulos e ajudando a evitar a ocorrência de um novo

ataque cardíaco ou AVC.

Como foi estudado o Clopidogrel ratiopharm?

Uma vez que o Clopidogrel ratiopharm é um medicamento genérico, os estudos limitaram-se a testes

para demonstrar que é bioequivalente ao medicamento de referência, o Plavix. Dois medicamentos são

bioequivalentes quando produzem os mesmos níveis da substância ativa no organismo.

Quais os benefícios e riscos do Clopidogrel ratiopharm?

Uma vez que o Clopidogrel ratiopharm é um medicamento genérico bioequivalente ao medicamento de

referência, os seus benefícios e riscos são considerados idênticos aos do medicamento de referência.

Clopidogrel ratiopharm

EMA/167140/2015

Página 3/3

Por que foi aprovado Clopidogrel ratiopharm?

O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência concluiu que, em conformidade com

o exigido pela legislação da UE, o Clopidogrel ratiopharm demonstrou ter uma qualidade comparável e

ser bioequivalente ao Plavix. Por conseguinte, o CHMP considerou que, à semelhança do Plavix, os

seus benefícios são superiores aos riscos identificados. O Comité recomendou a aprovação do

Clopidogrel ratiopharm para utilização na UE.

Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz

do Clopidogrel ratiopharm?

Foi desenvolvido um plano de gestão dos riscos para garantir a utilização segura do Clopidogrel

ratiopharm. Com base neste plano, foram incluídas informações de segurança no Resumo das

Características do Medicamento e no Folheto Informativo do Clopidogrel ratiopharm, incluindo as

precauções apropriadas a observar pelos profissionais de saúde e pelos doentes.

Podem ser encontradas informações adicionais no resumo do plano de gestão dos riscos.

Outras informações sobre o Clopidogrel ratiopharm

Em 19 de fevereiro de 2015, a Comissão Europeia concedeu uma Autorização de Introdução no

Mercado, válida para toda a União Europeia, para o medicamento Clopidogrel ratiopharm.

O EPAR completo e o resumo do plano de gestão dos riscos relativo ao Clopidogrel ratiopharm podem

ser consultados no sítio Internet da Agência em: ema.europa.eu/Find medicine/Human

medicines/European public assessment reports. Para mais informações sobre o tratamento com o

Clopidogrel ratiopharm, leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR) ou contacte o seu médico

ou farmacêutico.

O EPAR completo relativo ao medicamento de referência pode ser igualmente consultado no sítio

Internet da Agência.

Este resumo foi atualizado pela última vez em 02-2015.

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação