Bendamustina Hikma 2.5 mg/ml Pó para concentrado para solução para perfusão

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Bendamustina
Disponível em:
Hikma Farmacêutica (Portugal), S.A.
Código ATC:
L01AA09
DCI (Denominação Comum Internacional):
Bendamustina
Dosagem:
2.5 mg/ml
Forma farmacêutica:
Pó para concentrado para solução para perfusão
Composição:
Bendamustina, cloridrato 2.5 mg
Via de administração:
Via intravenosa
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea a)
Grupo terapêutico:
16.1 Citotóxicos
Área terapêutica:
bendamustine
Resumo do produto:
5666466 - Frasco para injetáveis 5 unidade(s) 40 ml - Tipo de embalagem: ReconstituídaPrazo de validade: 210 Minuto(s)Temperatura: ambiente de 25°CTipo de embalagem: ReconstituídaPrazo de validade: 2 Dia(s)Temperatura: de 2 a 8°CTipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 30 Mese(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Conservar na embalagem origem, abrigo da luz - Não comercializado - 10108261 -
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
PT/H/1226/001/DC
Data de autorização:
2015-10-22

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APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Bendamustina Hikma, 2,5 mg/ml pó para concentrado para solução para perfusão

Cloridrato de bendamustina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

tiver

quaisquer

efeitos

secundários,

incluindo

possíveis

efeitos

secundários

não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Bendamustina Hikma e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de utilizar Bendamustina Hikma

3. Como utilizar Bendamustina Hikma

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Bendamustina Hikma

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Bendamustina Hikma e para que é utilizado

bendamustina

medicamento

utilizado

para

tratar

certos

tipos

cancro

(medicamento citotóxico).

A bendamustina é utilizada isoladamente (em monoterapia) ou em associação com outros

medicamentos para tratar as seguintes formas de cancro:

- leucemia linfoide crónica, nas situações em que a quimioterapia de associação que

inclua a fludarabina não é adequada ao seu caso,

- linfomas não-Hodgkin que não responderam ou que só responderam por pouco tempo a

um tratamento anterior com rituximab,

mieloma

múltiplo

situações

elevadas

doses

quimioterapia

transplantação autóloga de células estaminais, terapêuticas que contenham talidomida ou

bortezomib não sejam adequadas ao seu caso.

2. O que precisa de saber antes de utilizar Bendamustina Hikma

Não utilize Bendamustina Hikma:

- se tem alergia (hipersensibilidade) ao cloridrato de bendamustina ou a qualquer outro

componente deste medicamento (indicados na secção 6);

- durante a amamentação;

tiver

disfunção

hepática

grave

células

funcionais

fígado

estiverem

danificadas);

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- se tiver a pele ou a zona branca dos olhos amarela devido a problemas do fígado ou do

sangue (icterícia);

- se o funcionamento da medula óssea estiver gravemente alterado (depressão da medula

óssea) e o número de glóbulos brancos e plaquetas no sangue tiver alterações graves (se

os valores dos glóbulos brancos e/ou das plaquetas tiverem caído para < 3.000/

l ou para

< 75.000/

l, respetivamente);

- se tiver feito alguma grande cirurgia menos de 30 dias antes do início do tratamento;

- se tiver alguma infeção, especialmente se for acompanhada por diminuição dos glóbulos

brancos (leucocitopenia);

- em associação com vacinas para a febre-amarela.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar Bendamustina Hikma:

- no caso de a capacidade da medula óssea para substituir as células do sangue estar

reduzida. Deve fazer uma análise para verificar o número de glóbulos brancos e de

plaquetas no sangue antes de começar o tratamento com bendamustina, antes de cada

ciclo seguinte de tratamento e nos intervalos entre os ciclos.

- no caso de infeções. Deve contactar o médico se tiver sinais de infeção, incluindo febre

ou sintomas pulmonares.

- no caso de reações na pele durante o tratamento com Bendamustina Hikma. As reações

podem tornar-se mais graves.

- no caso de doença cardíaca existente (por exemplo, ataque cardíaco, dor no peito,

alterações graves do ritmo do coração).

- no caso de notar alguma dor nos lados, sangue na urina ou diminuição da quantidade de

urina. Quando a sua doença é muito grave, o seu corpo pode não ser capaz de eliminar

todos os produtos residuais das células cancerígenas que morrem.

Isto chama-se síndrome de lise tumoral e pode causar insuficiência renal e problemas

cardíacos nas primeiras 48 horas após a primeira dose de Bendamustina Hikma. O seu

médico tem consciência disto e pode receitar-lhe outros medicamentos para ajudar a

preveni-lo.

- no caso de reações alérgicas ou de hipersensibilidade graves. Deve ter atenção a

eventuais reações à perfusão após o primeiro ciclo de terapêutica.

Os homens tratados com Bendamustina Hikma são aconselhados a não conceber filhos

durante o tratamento e nos 6 meses seguintes. Antes de iniciar o tratamento, deve

aconselhar-se sobre a conservação de esperma devido à possibilidade de infertilidade

permanente.

A injeção não intencional em tecidos fora dos vasos sanguíneos (extravasamento da

injeção) deve ser imediatamente interrompida. A agulha deve ser removida após uma

breve aspiração. Em seguida, a área de tecido afetada deve ser arrefecida. O braço deve

ser levantado. Não está esclarecido o benefício de tratamentos adicionais, como o uso de

corticosteroides (ver secção 4).

Outros medicamentos e Bendamustina Hikma

Fale com o seu médico ou enfermeiro antes de utilizar este medicamento. Em especial se:

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- tiver dificuldade em urinar.

- tiver 65 ou mais anos de idade.

- tiver problemas de fígado ou de rim.

- for diabético.

- tiver tensão arterial baixa ou sentir tonturas quando se levanta.

- tiver problemas de próstata.

- sofrer de gota ou hiperuricemia.

- sentir tonturas ou que está desidratado. Isto pode acontecer, se tiver vomitado, diarreia,

ou urinado com muita frequência, acabando por perder uma grande quantidade de água.

Também pode ocorrer caso esteja a ter dificuldades em comer ou beber.

- for fazer um exame à glucose.

- quem vai utilizar este medicamento é um bebé prematuro, devido ao risco de formação

de pedra nos rins.

Outros medicamentos e Bendamustina Hikma

Informe

médico

farmacêutico

estiver

utilizar,

tiver

utilizado

recentemente, ou se vier a utilizar outros medicamentos, incluindo medicamentos sujeitos

a receita médica.

Se Bendamustina Hikma for utilizado em associação com medicamentos que inibem a

formação de sangue na medula óssea, o efeito sobre a medula óssea pode ser mais

intenso.

Se Bendamustina Hikma for utilizado em associação com medicamentos que alterem a

sua resposta imunitária, este efeito pode ser mais intenso.

Os medicamentos citostáticos podem diminuir a eficácia da vacinação com vírus vivos.

Além disso, os medicamentos citostáticos aumentam o risco de infeção após a vacinação

com vacinas vivas (por exemplo, vacinação viral).

Gravidez e amamentação

Gravidez

Bendamustina pode provocar danos genéticos e causou malformações em estudos em

animais. Não deve utilizar bendamustina durante a gravidez, a não ser por indicação

expressa do seu médico. Em caso de tratamento, deve procurar aconselhamento médico

acerca do risco de potenciais efeitos adversos da terapêutica para o feto, recomendando-

se o aconselhamento genético.

mulher

potencial

para

engravidar,

utilizar

método

contracetivo

eficaz

tanto

antes

como

durante

tratamento

bendamustina.

engravidar durante o tratamento com bendamustina, tem de informar imediatamente o seu

médico e recorrer a aconselhamento genético.

Se for homem, deve evitar conceber filhos durante o tratamento com bendamustina e até

6 meses depois do seu termo. Existe o risco do tratamento com bendamustina provocar

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infertilidade. Se desejar, deve aconselhar-se sobre a conservação de esperma antes do

tratamento.

Amamentação

Bendamustina não pode ser administrado durante a amamentação. Se for necessário

efetuar um tratamento com bendamustina durante a amamentação, tem de parar de

amamentar.

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Não conduza ou utilize máquinas se sentir efeitos secundários, como tonturas ou falta de

coordenação.

3. Como utilizar Bendamustina Hikma

Bendamustina Hikma é administrado numa veia durante 30 a 60 minutos, em várias

dosagens,

seja

isoladamente

monoterapia)

associação

outros

medicamentos.

O tratamento não deve ser iniciado, se o seu número de glóbulos brancos (leucócitos)

tiver diminuído para menos de 3.000 células/

l e/ou se o número de plaquetas tiver

diminuído para menos de 75.000 células/

O seu médico irá determinar estes valores a intervalos regulares.

Leucemia linfoide crónica

Bendamustina

Hikma

metro

quadrado

área

superfície corporal (calculada a partir da altura e do peso)

dias

Repetir o ciclo após 4 semanas, até 6 vezes

Linfomas não-Hodgkin

Bendamustina

Hikma

metro

quadrado

área

superfície corporal (calculada a partir da altura e do peso)

dias

Repetir o ciclo após 3 semanas, pelo menos 6 vezes

Mieloma múltiplo

Bendamustina Hikma 120 – 150 mg por metro quadrado de área de

superfície corporal (calculada a partir da altura e do peso)

dias

Prednisona

metro

quadrado

área

superfície

corporal (calculada a partir da altura e do peso) por via IV ou por

via oral

Nos dias 1 a

Repetir o ciclo após 4 semanas, pelo menos 3 vezes

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O tratamento deve ser suspenso, se os valores dos glóbulos brancos (leucócitos) tiverem

diminuído para < 3.000/

l e/ou os das plaquetas para < 75.000/

l. O tratamento pode

prosseguir depois de os valores dos glóbulos brancos terem aumentado para > 4.000/

os das plaquetas para > 100.000/

Compromisso da função do fígado ou dos rins

Consoante o grau de compromisso da função do seu fígado, pode ser necessário ajustar a

dose (até 30% em caso de disfunção hepática moderada). Bendamustina Hikma não deve

ser utilizado, se sofrer de disfunção hepática grave. Não é necessário qualquer ajuste da

dose, em caso de compromisso da função dos rins. O seu médico decidirá se é necessário

algum ajuste da dose.

Como é administrado

O tratamento com bendamustina só deve ser realizado por médicos com experiência no

tratamento de tumores. O seu médico dar-lhe-á a dose exata de Bendamustina e tomará as

precauções necessárias.

O seu médico assistente administrará a solução para perfusão depois de ter sido preparada

da forma indicada. A solução é administrada numa veia através de uma perfusão de curta

duração, durante 30 a 60 minutos.

Duração da utilização

Não está estabelecida uma regra geral para o limite de tempo do tratamento com

bendamustina. A duração do tratamento depende da doença e da resposta ao tratamento.

estiver

preocupado

tiver

alguma

questão

relativamente

tratamento

bendamustina, fale com o seu médico ou enfermeiro.

Caso se tenha esquecido de utilizar Bendamustina Hikma

Caso se tenha esquecido de alguma dose de Bendamustina Hikma, o médico irá manter

normalmente o esquema de dosagens habitual.

Se parar de utilizar Bendamustina Hikma

O seu médico assistente decidirá se deve interromper o tratamento ou mudar para uma

preparação diferente.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como

todos

medicamentos,

este

medicamento

pode

causar

efeitos

secundários,

embora estes não se manifestam em todas as pessoas.

A frequência dos efeitos secundários possíveis é definida usando a seguinte convenção:

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INFARMED

- Muito frequentes: afetam mais de 1 utilizador em cada 10 (

1/10)

- Frequentes: afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100 (

1/100, <1/10)

- Pouco frequentes: afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000 (

1/1.000, <1/100)

- Raros: afetam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000 (

1/10.000, <1/1.000)

- Muito raros: afetam menos de 1 utilizador em cada 10.000 (<1/10.000)

- Desconhecido: a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis

Muito raramente foram observadas alterações dos tecidos (necrose) após a injeção não

intencional nos tecidos fora dos vasos sanguíneos (extravascular). A sensação de ardor no

local onde a agulha de perfusão está inserida pode constituir um sinal de administração

fora dos vasos sanguíneos. A consequência desta administração pode ser dor e lesões da

pele difíceis de cicatrizar.

O efeito secundário limitador da dose de bendamustina é o compromisso da função da

medula

óssea,

geralmente

normaliza

após

tratamento.

supressão

funcionamento da medula óssea aumenta o risco de infeção.

Muito Frequentes:

- Número baixo de glóbulos brancos (leucocitopenia)

- Diminuição do pigmento vermelho do sangue (hemoglobina)

- Número baixo de plaquetas (trombocitopenia)

- Infeções

- Sensação de enjoo (náuseas)

- Vómitos

- Inflamação das mucosas

- Aumento do valor da creatinina no sangue

- Aumento do valor da ureia no sangue

- Febre

- Fadiga

Frequentes:

- Perda de sangue (hemorragia)

- Perturbação do metabolismo provocada pela libertação para o sangue dos resíduos das

células cancerígenas que

morrem (síndrome de

lise tumoral) redução dos glóbulos

vermelhos, o que pode tornar a pele pálida e provocar cansaço e falta de ar (anemia)

- Número baixo de neutrófilos (neutropenia)

- Reações de hipersensibilidade, como inflamação alérgica da pele (dermatite), urticaria

- Um aumento das enzimas do fígado AST/ALT

- Um aumento da enzima fosfatase alcalina

- Um aumento do pigmento biliar

- Valores baixos do potássio no sangue

- Perturbação do funcionamento (disfunção) do coração

- Perturbação do ritmo cardíaco (arritmia)

- Tensão arterial baixa ou elevada (hipotensão ou hipertensão)

- Perturbação do funcionamento dos pulmões

- Diarreia

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- Prisão de ventre

- Feridas na boca (estomatite)

- Perda de apetite

- Queda de cabelo

- Alterações da pele

- Falhas na menstruação (amenorreia)

- Dor

- Insónia

- Arrepios

- Desidratação

Pouco Frequentes

- Acumulação de líquido no saco cardíaco (saída de líquido para o espaço pericárdico)

Raros

- Infeção do sangue (sepsia)

- Reações de hipersensibilidade graves (reações anafiláticas)

- Sinais semelhantes a reações anafiláticas (reações anafilactoides)

- Sonolência

- Perda de voz (afonia)

- Colapso circulatório agudo

- Vermelhidão da pele (eritema)

- Inflamação da pele (dermatite)

- Comichão (prurido)

- Erupções da pele (exantema macular)

- Sudação excessiva (hiperidrose)

Muito Raros

- Inflamação primária atípica dos pulmões (pneumonia)

- Degradação dos glóbulos vermelhos

- Diminuição rápida da tensão arterial, por vezes com reações ou erupções na pele

(choque anafilático)

- Alteração do sentido do paladar

- Sensações alteradas (parestesias)

- Mal-estar e dor nos membros (neuropatia periférica)

- Doença do sistema nervoso (síndrome anticolinérgica)

- Perturbações neurológicas

- Falta de coordenação (ataxia)

- Inflamação do cérebro (encefalite)

- Aumento da frequência cardíaca (taquicardia)

- Ataque cardíaco, dor no peito (enfarte do miocárdio)

- Insuficiência cardíaca

- Inflamação das veias (flebite)

- Formação de tecido nos pulmões (fibrose pulmonar)

- Inflamação com perda de sangue no esófago (esofagite hemorrágica)

- Hemorragia no estômago ou intestino

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- Infertilidade

- Falência múltipla de órgãos

Tem havido notificações de tumores secundários (síndrome mielodisplasica, leucemia

mieloide aguda [LMA], carcinoma dos brônquios) apos o tratamento com o cloridrato de

bendamustina. Não foi possível determinar a existência de uma relação evidente com o

cloridrato de bendamustina.

Foi notificado um pequeno número de casos de reações graves da pele (síndrome de

Stevens-Johnson

necrólise

epidérmica

toxica).

relação

cloridrato

bendamustina não e clara.

Comunicação de efeitos secundários

tiver

quaisquer

efeitos

secundários,

incluindo

possíveis

efeitos

secundários

não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também

poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos

contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Bendamustina Hikma

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar a temperatura inferior a 25ºC. Não utilize este medicamento após o prazo de

validade impresso no rótulo e na embalagem exterior após VAL. O prazo de validade

corresponde ao último dia do mês indicado.

Manter o frasco para injetáveis dentro da embalagem exterior para proteger da luz.

Nota sobre o prazo de validade após abertura ou preparação da solução

As soluções para perfusão preparadas de acordo com as indicações dadas no fim deste

folheto são estáveis em sacos de polietileno, mantidas à temperatura de 25°C/60% de

humidade relativa, durante 3,5 horas, e no

frigorífico são estáveis durante 2 dias.

Bendamustina Hikma não contém conservantes. Por conseguinte, as soluções não devem

ser usadas após estes períodos de tempo.

O utilizador é responsável por manter condições asséticas.

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INFARMED

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao

seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Bendamustina Hikma

- A substância ativa é cloridrato de bendamustina.

1 frasco para injetáveis contém 100 mg de cloridrato de bendamustina.

Após

reconstituição,

concentrado

contém

cloridrato

bendamustina.

- O outro componente é manitol.

Qual o aspeto de Bendamustina Hikma e conteúdo da embalagem

Frascos para injetáveis em vidro âmbar com tampa de borracha e cápsula de alumínio.

Pó branco e cristalino.

Bendamustina Hikma está disponível em embalagens contendo 5 frascos para injetáveis

com 100 mg de cloridrato de bendamustina.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução

Hikma Farmacêutica (Portugal), S.A.

Estrada do Rio da Mó nº8, 8A e 8B

Fervença

2705-906 Terrugem Sintra

Portugal

Fabricante

Thymoorgan Pharmazie GmbH

Schiffgraben 23, Goslar

D-38690

Alemanha

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

Áustria

Bendamustin Hikma 2.5mg/ml Pulver für ein Konzentrat zur Herstellung

einer Infusionslösung

Portugal

Bendamustina Hikma

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INFARMED

Este folheto foi revisto pela última vez em

A informação que se segue destina-se apenas aos médicos e aos profissionais de saúde:

À semelhança de todas as substâncias citotóxicas, aplicam-se precauções de segurança

mais rigorosas relativamente ao pessoal de enfermagem e médico, devido aos potenciais

efeitos cancerígenos e genotóxicos da preparação.

Evite a inalação (inspiração) e o contacto com a pele e mucosas quando manuseia

Bendamustina Hikma (utilize luvas, vestuário de proteção e, possivelmente, uma máscara

facial!). Se alguma parte do corpo ficar contaminada, lave-a cuidadosamente com água e

sabão,

enxague

olhos

soro

fisiológico

0,9%

(isotónico).

possível,

recomenda-se o trabalho em bancadas com segurança especial (fluxo laminar) com folhas

descartáveis absorventes que sejam impermeáveis a líquidos. Os artigos contaminados

constituem resíduos citostáticos. Siga as orientações nacionais sobre a eliminação de

material citostático! As funcionárias grávidas devem ser excluídas do trabalho com

citostáticos.

A solução pronta a usar tem de ser preparada dissolvendo o conteúdo do frasco para

injetáveis de Bendamustina Hikma exclusivamente em água para preparações injetáveis,

conforme indicado em seguida:

1. Preparação do concentrado

- Um frasco para injetáveis de Bendamustina Hikma contendo 100 mg de cloridrato de

bendamustina é inicialmente dissolvido em 40 ml de água para preparações injetáveis,

agitando

2. Preparação da solução para perfusão

Assim que se obtenha uma solução transparente (normalmente após 5 – 10 minutos),

diluir

imediatamente

dose total

recomendada

Bendamustina

Hikma

soro

fisiológico

0,9%

(isotónico)

obter

volume

final

cerca

Bendamustina Hikma não pode ser diluído com outras soluções para perfusão ou injeção.

Bendamustina Hikma não pode ser misturado numa perfusão com outras substâncias.

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INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Bendamustina Hikma 2,5 mg/ml pó para concentrado para solução para perfusão

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Um frasco para injetáveis contém 100 mg de cloridrato de bendamustina.

1 ml de concentrado contém 2,5 mg de cloridrato de bendamustina quando reconstituído

de acordo com a secção 6.6.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Pó para concentrado para solução para perfusão

Pó branco e cristalino

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento de primeira linha da leucemia linfoide crónica (estádio de Binet B ou C) em

doentes em que a quimioterapia em associação com fludarabina não é adequada.

Tratamento em monoterapia de doentes com linfoma não-Hodgkin indolente, que tenha

progredido durante, ou no período de 6 meses após o tratamento com rituximab, ou com

um regime que tenha incluído rituximab.

Tratamento de primeira linha de doentes com mais de 65 anos de idade com mieloma

múltiplo (estádio II de Durie-Salmon com progressão ou estádio III), em associação com

prednisona, quando não são elegíveis para transplante com células estaminais autólogas e

que sofrem de neuropatia clínica à data do diagnóstico, impedindo o uso de tratamentos

contendo talidomida ou bortezomib.

4.2 Posologia e modo de administração

A Bendamustina Hikma é para uso intravenoso. É recomendado uma perfusão de curta

duração de 30 a 60 minutos (ver secção 6.6).

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

A perfusão tem de ser administrada sob a supervisão de um médico qualificado e com

experiência no uso de quimioterapia.

O funcionamento deficiente da medula óssea está relacionado com um aumento da

toxicidade hematológica induzida pela quimioterapia. O tratamento não deve ser iniciado

se os valores das contagens de leucócitos tiverem diminuído para < 3.000/

l e/ou os das

plaquetas para < 75.000/

l, respetivamente (ver secção 4.3).

Monoterapia para leucemia linfoide crónica

Cloridrato de bendamustina 100 mg/m² de área de superfície corporal, no 1º e 2º dia; cada

4 semanas.

Linfoma não-Hodgkin indolente, refractário ao rituximab, em monoterapia

Cloridrato de bendamustina, 120 mg/m

de área da superfície corporal no 1º e 2º dia; cada

3 semanas.

Mieloma múltiplo avançado

Cloridrato de bendamustina, 120-150 mg/m

de área da superfície corporal no 1º e 2º dia

e prednisona, 60 mg/m

de área da superfície corporal, por via IV ou por via oral, do 1º

ao 4º dia; cada 4 semanas.

O tratamento deve ser interrompido ou atrasado se os valores das contagens de leucócitos

tiverem diminuído para < 3.000/

l e/ou os das plaquetas para < 75.000/

l. O tratamento

pode prosseguir quando os valores dos leucócitos tiverem aumentado para > 4.000/

l e os

das plaquetas para > 100.000/

O valor mínimo das contagens de leucócitos e plaquetas é atingido após 14-20 dias, com

regeneração

decorridas

semanas.

Recomenda-se

monitorização

rigorosa

hemograma durante os intervalos em que a terapêutica não está a ser administrada (ver

secção 4.4).

No caso de toxicidade não hematológica, as reduções da dose terão de basear-se nos

graus mais baixos dos Critérios Comuns de Toxicidade (CTC) encontrados no ciclo

precedente. No caso de toxicidade CTC de grau 3, recomenda-se a redução da dose em

50%. No caso de toxicidade CTC de grau 4, recomenda-se a interrupção do tratamento.

Se um doente requerer a modificação da dose, a dose reduzida calculada individualmente

tem de ser administrada no 1º e 2º dia do respetivo ciclo de tratamento.

Para consultar as instruções de preparação e administração, ver a secção 6.6.

Afeção hepática

Segundo os dados farmacocinéticos, não é necessário qualquer ajuste da dose em doentes

com afeção hepática ligeira (bilirrubina sérica < 1,2 mg/dl). Recomenda-se a redução da

dose em 30% nos doentes com afeção hepática moderada (bilirrubina sérica, 1,2 - 3,0

mg/dl).

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

Não existem dados acerca de doentes com afeção hepática grave (valores de bilirrubina

sérica > 3,0 mg/dl) (ver secção 4.3).

Compromisso renal

Segundo os dados farmacocinéticos, não é necessário qualquer ajuste da dose em doentes

com depuração da creatinina > 10 ml/min. A experiência nos doentes com compromisso

renal grave é limitada.

Doentes pediátricos

Não existe experiência de tratamento de crianças e adolescentes com bendamustina.

Doentes idosos

Não existe evidência da necessidade de ajustar a dose em doentes idosos (ver secção 5.2).

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Durante a amamentação

Afeção hepática grave (bilirrubina sérica > 3,0 mg/dl)

Icterícia

Supressão grave da medula óssea e alterações graves do hemograma (se os valores dos

leucócitos tiverem diminuído para < 3.000/

l e/ou os das plaquetas para < 75.000/

Cirurgia complexa nos 30 dias anteriores ao início do tratamento

Infeções, sobretudo envolvendo leucocitopenia

Vacinação contra a febre-amarela

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Mielossupressão

Os doentes tratados com cloridrato de bendamustina podem apresentar mielossupressão.

Na eventualidade da sua ocorrência, devem monitorizar-se as contagens de leucócitos,

plaquetas, hemoglobina e neutrófilos com uma periodicidade mínima semanal. Antes do

início do ciclo terapêutico seguinte, recomendam-se pelo menos os seguintes parâmetros:

valores das contagens de leucócitos e/ou das plaquetas > 4.000/

l e > 100.000/

respetivamente.

Infeções

Foram notificados casos de infeção, incluindo pneumonia e sepsis. Em casos raros, a

infeção

associada

hospitalização,

choque

séptico

morte.

doentes

apresentam

neutropenia

e/ou

linfopenia

após

tratamento

cloridrato

bendamustina,

têm

maior

suscetibilidade

contrair

infeções.

doentes

mielossupressão

após

tratamento

cloridrato

bendamustina

devem

aconselhados a contactar um médico se apresentarem sintomas ou sinais de infeção,

incluindo febre ou sintomas respiratórios.

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

Reações cutâneas

Foram

notificadas

diversas

reações

cutâneas.

Estes

episódios

incluíram

erupções

cutâneas, reações cutâneas tóxicas e exantema bolhoso. Alguns episódios ocorreram

quando

cloridrato

bendamustina

administrado

associação

outros

fármacos antineoplásicos, pelo que a relação causal não foi confirmada. Nos casos em

que ocorram reações cutâneas, estas podem progredir e tornar-se mais graves com a

continuação do tratamento. Se as reações cutâneas forem progressivas, deve interromper-

se ou suspender-se a administração de bendamustina. Nas reações cutâneas graves em

que se suspeite de uma relação com o cloridrato de bendamustina, o tratamento deve ser

suspenso.

Doentes com cardiopatias

Durante o tratamento com cloridrato de bendamustina, a concentração de potássio no

sangue deverá ser rigorosamente

monitorizada, administrando-se um suplemento de

potássio quando K+ <3,5 mEq/l; devem ser efetuados ECG.

Náuseas, vómitos

Pode ser administrado um antiemético para o tratamento sintomático das náuseas e

vómitos.

Síndrome de lise tumoral

Foi notificada a ocorrência de síndrome de lise tumoral associada ao tratamento com

Bendamustina em doentes incluídos em ensaios clínicos. O início tende a dar-se nas

primeiras 48 horas após a primeira dose de Bendamustina e, sem intervenção, pode

provocar insuficiência renal aguda e morte. As medidas preventivas compreendem a

normalização da volemia e a monitorização rigorosa dos parâmetros bioquímicos no

sangue, em particular dos

valores de potássio e ácido úrico. Pode considerar-se a

utilização de alopurinol durante a primeira semana ou nas duas semanas iniciais da

terapêutica com Bendamustina, mas esta não constituirá necessariamente uma norma.

Contudo, têm sido notificados alguns casos de síndrome de Stevens-Johnson e Necrólise

Epidérmica Tóxica com a administração concomitante de bendamustina e alopurinol.

Anafilaxia

Ocorreram, frequentemente, reações à perfusão com cloridrato de bendamustina nos

ensaios clínicos. Os sintomas são geralmente ligeiros e incluem febre, arrepios, prurido e

erupções cutâneas. Em situações raras, ocorreram reações anafiláticas e anafilatóides

graves. É necessário questionar os doentes acerca de eventuais sintomas sugestivos de

reações à perfusão após o seu primeiro ciclo terapêutico. Nos doentes que tenham

anteriormente sofrido reações à perfusão, deverá considerar-se a utilização de medidas

previnam

reações

graves,

incluindo

administração

anti-histamínicos,

antipiréticos e corticosteróides, nos ciclos terapêuticos subsequentes.

Na maioria os doentes que apresentaram reações de tipo alérgico de Grau 3 ou mais

graves, não voltaram a receber tratamento.

Contraceção

O cloridrato de bendamustina é teratogénico e mutagénico.

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

mulheres

não

devem

engravidar

durante

tratamento.

homens

não

devem

conceber durante o tratamento e nos 6 meses seguintes, devendo aconselhar-se sobre a

conservação de esperma antes do tratamento com cloridrato de bendamustina devido à

possibilidade de infertilidade irreversível.

Extravasamento

Caso

verifique

extravasamento

injeção,

esta

deve

imediatamente

interrompida. A agulha deve ser removida após uma curta aspiração. Em seguida, a zona

de tecido afetada deve ser arrefecida. O braço deve ser levantado. Não está esclarecido o

benefício de tratamentos adicionais, como é o caso do uso de corticosteróides.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram realizados estudos de interação in vivo.

Quando Bendamustina é associado a fármacos mielossupressores, o seu efeito e/ou o

efeito dos medicamentos coadministrados sobre a medula óssea pode ser potenciado.

Qualquer tratamento que reduza a capacidade de desempenho do doente ou afete o

funcionamento da medula óssea pode aumentar a toxicidade de Bendamustina.

A associação de Bendamustina com ciclosporina ou tacrolimus pode resultar numa

imunossupressão excessiva, com risco de linfoproliferação.

Os citostáticos podem reduzir a formação de anticorpos após a vacinação com vírus vivos

e aumentar o risco de infeção, o que pode ter um resultado fatal. Este risco aumenta nos

indivíduos cuja doença subjacente já provocou imunossupressão.

O metabolismo da bendamustina envolve a isoenzima 1A2 do citocromo P450 (CYP)

(ver secção 5.2). Por conseguinte, existe a possibilidade de interação com inibidores da

CYP1A2, como a fluvoxamina, ciprofloxacina, aciclovir e cimetidina.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem dados suficientes sobre a utilização de Bendamustina em mulheres grávidas.

Verificou-se, em estudos não clínicos, que o cloridrato de bendamustina era letal para

embriões/fetos, teratogénico e genotóxico (ver secção 5.3). Bendamustina não deve ser

utilizado durante a gravidez, a menos que seja claramente necessário. A mãe deve ser

informada acerca dos riscos para o feto. Se o tratamento com Bendamustina Hikma for

absolutamente necessário durante a gravidez ou se ocorrer uma gravidez durante o

tratamento, a doente deve ser informada acerca dos riscos para o feto e monitorizada de

forma rigorosa. É de ponderar

a possibilidade de aconselhamento genético.

Mulheres em idade fértil/contraceção

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

As mulheres em idade fértil têm de utilizar métodos contracetivos eficazes tanto antes

como durante o tratamento com Bendamustina Hikma.

Os homens a receber tratamento com Bendamustina devem ser aconselhados a não

conceber durante o tratamento e nos 6 meses após o seu termo, devendo aconselhar-se

sobre

conservação

esperma

antes

tratamento

devido

possibilidade

infertilidade irreversível.

Aleitamento

Desconhece-se

bendamustina

passa

para

leite

materno;

conseguinte,

Bendamustina está contraindicado durante o aleitamento (ver secção 4.3). O aleitamento

deve ser interrompido durante o tratamento com Bendamustina.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Contudo, foram notificados casos de ataxia, neuropatia periférica e sonolência durante o

tratamento com Bendamustina (ver secção 4.8). Os doentes devem ser instruídos no

sentido de evitar tarefas potencialmente perigosas, como conduzir e utilizar máquinas, no

caso de sentirem estes sintomas.

4.8 Efeitos indesejáveis

As reações adversas mais frequentes com o cloridrato de bendamustina são de natureza

hematológica (leucopenia, trombopenia), toxicidades dermatológicas (reações alérgicas),

sintomas constitutivos (febre) e sintomas gastrointestinais (náuseas, vómitos).

O quadro seguinte reflete os dados obtidos com o cloridrato de bendamustina em ensaios

clínicos.

Classe de

sistemas de

órgãos

segundo a

base

dados

MedDRA

Muito

frequentes

1/10

Frequentes

1/100,

< 1/10

Pouco

frequentes

1/1.000,

< 1/100

Raros

1/10.000,

< 1/1. 000

Muito

raros

< 1/10.000

Desconheci

(não

pode

calculado

a partir dos

dados

disponíveis)

Infeções e

infestações

Infeções

Sepsia

Pneumonia

primária

atípica

Neoplasias

benignas,

malignas e

não

Síndrome

lise tumoral

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

especificad

(incl.

quistos

polipos)

Doenças do

sangue e do

sistema

linfático

Leucopenia

NE*,

trombocito

Hemorragia

anemia,

neutropenia

Hemólise

Doenças do

sistema

imunitário

Hipersensib

idade NE*

Reação

anafilática,

reação

anafilatoide

Choque

anafilático

Doenças do

sistema

nervoso

Insónia

Sonolência,

afonia

Disgeusia,

parestesias,

neuropatia

sensorial

periférica,

síndrome

anticolinérg

ica, afeções

neurológica

s, ataxia,

encefalite

Doenças

cardíacas

Disfunção

cardíaca,

como

palpitações,

angina de

peito,

arritmias

Derrame

pericárdico

Taquicardia,

enfarte

miocárdio,

Insuficiênci

a cardíaca

Vasculopati

Hipotensão,

hipertensão

Insuficiênci

circulatória

aguda

Flebite

Doenças

respiratória

torácicas

mediastino

Disfunção

pulmonar

Fibrose

pulmonar

Doenças

gastrointest

Náuseas,

vómitos

Diarreia,

obstipação,

Esofagite

hemorrágica

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

inais

estomatite

hemorragia

gastrointesti

Afeções

tecidos

cutâneos e

subcutâneo

Alopecia,

afeções da

pele NE*

Eritema,

dermatite,

prurido,

erupção

maculopap

ular,

hiperidrose

Doenças

órgãos

genitais

mama

Amenorreia

Infertilidade

Perturbaçõe

s gerais e

Alterações

no local de

administraç

Inflamação

da mucosa,

fadiga,

pirexia

Dor,

arrepios,

desidrataçã

anorexia

Insuficiênci

multiorgâni

Exames

complemen

tares de

diagnóstico

Diminuição

hemoglobin

aumento da

creatinina,

aumento da

ureia

Aumento

AST,

aumento da

ALT,

aumento da

fosfatase

alcalina,

aumento da

bilirrubina,

hipocaliemi

NE = Não especificada

Tem havido registo de um pequeno número de casos de Síndrome de Stevens-Johnson e

Necrólise Epidérmica Tóxica em doentes tratados com bendamustina em associação com

alopurinol ou em associação com alopurinol e rituximab.

A razão CD4/CD8 pode diminuir. Foi observada uma redução do número de linfócitos. O

risco de infeção (p. ex. por herpes zoster) pode aumentar em doentes imunossuprimidos.

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

Tem havido notificações de casos isolados de necrose após administração extravascular

acidental,

assim

como

necrólise

epidérmica

tóxica,

síndrome

lise

tumoral

anafilaxia.

registo

tumores

secundários,

incluindo

síndrome

mielodisplásica,

afeções

mieloproliferativas, leucemia mielóide aguda e carcinoma brônquico. A associação com a

terapêutica com Bendamustina não foi determinada.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Após a administração de perfusões de 30 minutos de Bendamustina, uma cada 3 semanas,

a dose máxima tolerada (DMT) foi de 280 mg/m

. Ocorreram episódios cardíacos de grau

CTC 2 compatíveis com alterações isquémicas no ECG, os quais foram considerados

limitadores da dose.

Num estudo posterior, em que se administraram perfusões de Bendamustina durante 30

minutos no 1º e 2º dias, cada 3 semanas, verificou-se que a DMT era de 180 mg/m

toxicidade limitadora da dose foi a trombocitopenia de grau 4. A toxicidade cardíaca não

foi limitadora da dose com este regime.

Antídotos

Não existe um antídoto específico. Como medidas de controlo de efeitos secundários de

natureza hematológica, pode realizar-se um transplante de medula óssea e transfusões

(plaquetas, concentrado de eritrócitos) ou podem administrar-se fatores de crescimento

hematológicos.

O cloridrato de bendamustina e os seus metabolitos são dialisáveis em pequeno grau.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

Grupo

farmacoterapêutico:

Medicamentos

antineoplásicos

imunomoduladores.

Alquilantes.

Código ATC: L01AA09

O cloridrato de bendamustina é um fármaco antitumoral alquilante com atividade única.

Essencialmente, o efeito antineoplásico e citocida do cloridrato de bendamustina, baseia-

se na ligação cruzada de cadeias simples e duplas de ADN por alquilação. Como

resultado, as funções de matriz do ADN, bem como a sua síntese e reparação, são

impedidas. O efeito antitumoral do cloridrato de bendamustina foi demonstrado em

diversos estudos in vitro realizados em diferentes linhas celulares de tumores humanos

(cancro da mama, cancro do pulmão de não pequenas células e de pequenas células,

carcinoma dos ovários e diversos tipos de leucemia), assim como in vivo em diferentes

modelos tumorais experimentais com tumores de ratinho, rato e de origem humana

(melanoma,

cancro

mama,

sarcoma,

linfoma,

leucemia

cancro

pulmão

pequenas células).

O cloridrato de bendamustina apresentou um perfil de atividade em linhas celulares

tumorais humanas, diferente do perfil de outros fármacos alquilantes. A substância ativa

revelou que a resistência cruzada em linhas celulares tumorais humanas era nula ou muito

baixa, com diferentes mecanismos de resistência, em parte devido a uma interação com o

ADN comparativamente persistente. Além disso, foi demonstrado em ensaios clínicos

que não se verifica uma resistência cruzada completa da bendamustina com antraciclinas,

fármacos alquilantes ou rituximab. Porém, o número de doentes avaliados é baixo.

Leucemia linfóide crónica

A indicação para uso na leucemia linfóide crónica é corroborada por um único estudo

aberto

comparou

bendamustina

clorambucil.

Este

estudo

prospetivo,

multicêntrico e aleatorizado incluiu 319 doentes com leucemia linfóide crónica, de

estadio de Binet B ou C, sem tratamento prévio, com necessidade de terapêutica. A

terapêutica de primeira linha com cloridrato de bendamustina, 100 mg/

administrado

por via IV, no 1º e 2º dia (BEN), foi comparada com o tratamento com clorambucil, 0,8

mg/kg, no 1º e 15º dia (CLB), durante 6 ciclos, em ambos os braços do estudo. Para

prevenir a síndrome de lise tumoral, administrou-se alopurinol aos doentes.

Os doentes tratados com BEN apresentaram uma

sobrevida

média sem progressão

significativamente mais prolongada do que os doentes que efetuaram tratamento com

CLB (21,5 versus 8,3 meses, p < 0,0001 no último seguimento).

A sobrevida global não apresentou uma diferença estatisticamente significativa (média

não atingida). A duração média da remissão foi de 19 meses com BEN e de 6 meses com

o tratamento à base de CLB (p < 0,0001). A avaliação da segurança em ambos os braços

de tratamento não revelou quaisquer

efeitos

indesejáveis

inesperados quanto à sua

natureza e frequência. A dose de BEN foi reduzida em 34% dos doentes. O tratamento

com BEN foi suspenso em 3,9% dos doentes devido a reações alérgicas.

Linfoma não-Hodgkin indolente

indicação para tratamento do linfoma não-Hodgkin

indolente baseou-se em dois

ensaios de fase II não controlados. No estudo piloto aberto, multicêntrico e prospetivo,

100 doentes com linfoma não-Hodgkin de células B indolente, refratários à monoterapia

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

ou à terapêutica de associação com rituximab, foram tratados exclusivamente com BEN.

doentes

tinham

recebido,

média,

regimes

anteriores

quimioterapia

terapêutica biológica. A média do número de regimes anteriores com rituximab foi de 2.

Os doentes não tinham manifestado resposta ou tinha havido progressão do linfoma no

período de 6 meses após o tratamento com rituximab. A dose de BEN foi de 120 mg/m

administrada por via IV no 1º e 2º dia, planeada para pelo menos 6 ciclos. A duração do

tratamento dependeu da resposta (6 ciclos planeados). A taxa global de resposta foi de

75%, incluindo 17% de resposta completa (RC e RCnc) e 58% de resposta parcial,

avaliadas por uma comissão de revisão independente. A duração média da remissão foi

de 40 semanas. A BEN foi geralmente bem tolerada quando administrada nesta dose e

regime.

A indicação é ainda apoiada por outro estudo aberto, multicêntrico e prospetivo que

incluiu 77 doentes. O universo de doentes foi mais heterogéneo, incluindo: linfomas não-

Hodgkin

indolentes

linfócitos

transformados,

refratários

rituximab

monoterapia ou numa terapêutica de associação. Os doentes não tinham apresentado

resposta ou tinha havido progressão no período de 6 meses ou tinham apresentado uma

reação adversa ao tratamento anterior com rituximab. Os doentes tinham recebido, em

média, 3 regimes anteriores de quimioterapia ou terapêutica biológica. O número de

regimes anteriores com rituximab tinha sido, em média, de 2. A taxa global de resposta

foi de 76%, com uma duração média da resposta de 5 meses (29 [IC 95% de 22,1; 43,1]

semanas).

Mieloma múltiplo

Num estudo aberto, aleatorizado, multicêntrico e prospetivo foram incluídos 131 doentes

com mieloma múltiplo avançado (estadio de Durie-Salmon II com progressão ou estadio

III). A terapêutica de primeira linha com cloridrato de bendamustina em associação com

prednisona (BP), foi comparada com o tratamento com melfalano e prednisona (MP).

Nem a elegibilidade para transplante nem a presença de comorbilidades específicas

influenciaram a inclusão no ensaio. A dose utilizada foi de 150 mg/m

de cloridrato de

bendamustina, por via IV, no 1º e 2º dia, ou de 15 mg/m

de melfalano, por via IV, no 1º

dia, cada um destes em associação com prednisona. A duração do tratamento dependeu

da resposta e, em média, foi de 6,8 ciclos no grupo BP e de 8,7 ciclos no grupo MP.

Os doentes tratados com BP apresentaram uma sobrevida média sem progressão mais

prolongada do que os doentes tratados com MP (15 [IC 95%, 12-21] versus 12 [IC 95%

10-14] meses), p = 0,0566). O tempo médio até à falha do tratamento foi de 14 meses

com BP e de 9 meses com o tratamento à base de MP. A duração da remissão foi de 18

meses com BP e de 12 meses com o tratamento à base de MP. A diferença da sobrevida

global não foi significativamente diferente (35 meses com BP versus 33 meses com MP).

A tolerabilidade em

ambos os

braços de tratamento foi

coerente com o perfil

segurança conhecido dos respetivos medicamentos, com um número de reduções da dose

significativamente maior no braço BP.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

Distribuição

A semivida de eliminação t

1/2ß

em 12 indivíduos, após 30 minutos de perfusão IV de 120

mg/m

de área, foi de 28,2 minutos.

Após 30 minutos de perfusão IV, o volume de distribuição central era de 19,3 l. Em

condições de estado estacionário, após a injeção por bólus IV, o volume de distribuição

foi de 15,8-20,5 l.

Mais de 95% da substância encontra-se ligada às proteínas plasmáticas (sobretudo à

albumina).

Metabolismo

principais

vias

eliminação

bendamustina

hidrólise

monohidroxibendamustina

di-hidroxibendamustina.

formação

desmetilbendamustina

e gama-hidroxibendamustina por metabolismo hepático envolve a isoenzima 1A2 do

citocromo P450 (CYP). Outra das vias importantes do metabolismo da bendamustina

envolve a conjugação com a glutationa.

In vitro, a bendamustina não inibe as isoenzimas CYP 1A4, CYP 2C9/10, CYP 2D6,

CYP 2E1 ou CYP 3A4.

Eliminação

A depuração total média após 30 minutos de perfusão IV de 120 mg/m

de área corporal,

em 12 indivíduos, foi de 639,4 ml/minuto. Cerca de 20% da dose administrada foi

recuperada na urina nas 24 horas seguintes. Por ordem decrescente de quantidade na

urina, detetou-se mono-hidroxibendamustina > bendamustina > di-hidroxibendamustina

> metabolito oxidado > N-desmetilbendamustina. Os metabolitos polares (conjugados)

são eliminados sobretudo na bílis.

Afeção hepática

Em doentes com 30-70 % de infestação tumoral hepática e afeção hepática ligeira

(bilirrubina sérica < 1,2 mg/dl), o comportamento farmacocinético não se alterou. Em

termos de C

, t

, AUC, t

1/2ß

, volume de

distribuição e depuração, não houve

diferenças significativas face a doentes com função hepática e renal normais. A AUC e a

depuração

total

organismo

bendamustina

são

inversamente

proporcionais

bilirrubina sérica.

Compromisso renal

Em termos de C

, t

AUC, t

1/2ß

, volume

de distribuição e depuração, não se

verificaram diferenças significativas entre doentes com depuração da creatinina > 10

ml/min, incluindo doentes dependentes de diálise, e doentes com função hepática e renal

normais.

Idosos

Foram incluídos nos estudos farmacocinéticos indivíduos até aos 84 anos de idade. A

idade mais avançada não influencia a farmacocinética da bendamustina.

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

5.3 Dados de segurança pré-clínica

As reações adversas não observadas em estudos clínicos, mas detetadas em animais, com

níveis de exposição idênticos aos níveis de exposição clínica, e com possível relevância

para o uso clínico, foram as seguintes:

exames

histológicos

cães

relevaram

hiperemia

mucosa

visível

macroscopicamente e hemorragia no trato gastrointestinal. Os exames microscópicos

relevaram alterações extensas do tecido linfático, indicando imunossupressão e alterações

tubulares dos rins e testículos, bem como alterações atróficas e necróticas do epitélio da

próstata.

Os estudos em animais indicaram que a bendamustina é embriotóxica e teratogénica.

A bendamustina induz aberrações cromossómicas e é mutagénica tanto in vivo como in

vitro. Em estudos de longa duração em ratinhos fêmea, a bendamustina é carcinogénica.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Manitol

6.2 Incompatibilidades

Este

medicamento

não

deve

misturado

outros

medicamentos,

exceto

mencionados na secção 6.6.

6.3 Prazo de validade

30 meses.

O pó deve ser imediatamente reconstituído após a abertura do frasco para injetáveis.

O concentrado reconstituído deve ser imediatamente diluído com solução de cloreto de

sódio a 0,9%.

Solução para perfusão

Está demonstrada a estabilidade físico-química após a reconstituição e a diluição, durante

3,5 horas a 25°C, e HR 60% e durante 2 dias entre 2°C e 8°C, em sacos de polietileno.

Do ponto de vista microbiológico, a solução deve ser usada de imediato. Caso não seja

imediatamente usada, os tempos e as condições de conservação durante a utilização antes

de a solução ser administrada, são da responsabilidade do utilizador.

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25ºC. Manter o frasco para injetáveis dentro da

embalagem exterior para proteger da luz.

Condições de conservação do medicamento reconstituído ou diluído, ver secção 6.3.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Frascos para injetáveis em vidro âmbar de tipo I com tampa de borracha e cápsula de

alumínio.

Pó branco e cristalino.

100 mg de cloridrato de bendamustina está disponível em embalagens contendo 5 frascos

para injetáveis.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Quando se manuseia Bendamustina Hikma, deve evitar-se a sua inalação, contacto com a

pele ou contacto com as mucosas (utilizar luvas e vestuário de proteção). As zonas do

corpo contaminadas devem ser cuidadosamente lavadas com água e sabão e os olhos

lavados com soro fisiológico. Se possível, recomenda-se o trabalho em bancadas com

segurança especial (fluxo laminar) com película descartável, absorvente e impermeável a

líquidos. As funcionárias grávidas devem ser excluídas do manuseamento de citostáticos.

O pó para concentrado para solução para perfusão tem de ser reconstituído com água para

preparações injetáveis, diluído com cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) solução injetável e

depois administrado por perfusão intravenosa. Deve utilizar-se uma técnica asséptica.

Reconstituição

Reconstituir cada frasco para injetáveis de Bendamustina Hikma contendo 100 mg de

cloridrato de bendamustina com 40 ml de água para preparações injetáveis, agitando.

O concentrado reconstituído contém 2,5 mg de cloridrato de bendamustina por mililitro,

sendo esta solução transparente e incolor.

Diluição

Logo que se obtenha uma solução transparente (normalmente após 5-10 minutos), diluir

imediatamente a dose total recomendada de Bendamustina Hikma com solução de NaCl a

0,9% até perfazer um volume final de cerca de 500 ml.

Bendamustina Hikma tem de ser diluído com NaCl a 0,9% e não com qualquer outra

solução injetável.

Administração

A solução é administrada por perfusão intravenosa durante 30-60 minutos.

APROVADO EM

22-10-2015

INFARMED

Os frascos para injetáveis são de uso único.

Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Hikma Farmacêutica (Portugal), S.A.

Estrada do Rio da Mó, nº8, 8A/8B

Fervença

2705-906 – Terrugem SNT

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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