Zofran 16 mg Supositório

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Ondansetrom
Disponível em:
Novartis Farma - Produtos Farmacêuticos, S.A.
Código ATC:
A04AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Ondansetrom
Dosagem:
16 mg
Forma farmacêutica:
Supositório
Composição:
Ondansetrom, cloridrato 16 mg
Via de administração:
Via retal
Unidades em pacote:
Fita termossoldada - 1 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.7 Antieméticos e antivertiginosos
Área terapêutica:
ondansetron ondansetron ondansetron
Resumo do produto:
2504389 - Fita termossoldada 1 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Comercializado - 10059890 - 50018515 ; 2504488 - Fita termossoldada 5 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10059890 - 50018523
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
6/105/95
Data de autorização:
1997-04-30

APROVADO EM

16-10-2019

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Zofran 16 mg Supositórios

Ondansetrom

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

- Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Zofran Supositórios e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de utilizar Zofran Supositórios

3. Como utilizar Zofran Supositórios

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Zofran Supositórios

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Zofran Supositórios e para que é utilizado

Zofran Supositórios pertence a um grupo de medicamentos denominados antieméticos.

É usado para prevenir náuseas (sensação de má disposição) e vómitos (estar maldisposto), que

podem ocorrer durante o tratamento para o cancro (quimioterapia ou radioterapia).

O ondansetrom é um antagonista dos recetores 5HT3. Atua ao inibir os recetores 5HT3 nos

neurónios localizados no sistema nervoso central e periférico do corpo.

2. O que precisa de saber antes de utilizar Zofran Supositórios

Não utilize Zofran Supositórios

- se estiver a tomar apomorfina (usada para tratar a Doença de Parkinson)

- se tem alergia (hipersensibilidade) ao ondansetrom ou a qualquer outro componente deste

medicamento (indicados na Secção 6).

Se algum destes casos se aplicar a si, não utilize Zofran Supositórios antes de falar com o

seu médico.

Advertências e precauções

Caso algumas das situações se aplicar a si, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de

utilizar Zofran Supositórios:

- se é alérgico a outros medicamentos semelhantes a Zofran Supositórios, tais como

medicamentos contendo granissetrom ou palonossetrom

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16-10-2019

INFARMED

- se alguma vez teve problemas cardíacos, incluindo ritmo cardíaco irregular (arritmias),

síndrome do intervalo QT longo

- se sofre de problemas intestinais

- se sofre de doença do fígado, o seu médico poderá necessitar de diminuir a dose de Zofran

Supositórios.

Outros medicamentos e Zofran Supositórios

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se

vier a tomar outros medicamentos. Isto inclui medicamentos adquiridos sem receita médica.

- apomorfina (usada para tratar a Doença de Parkinson)

- carbamazepina ou fenitoína (usadas para tratar a epilepsia)

- rifampicina (usada para tratar infeções como a tuberculose (TB))

- tramadol (um analgésico)

- fluoxetina, paroxetina, sertralina, fluvoxamina, citalopram, escitalopram, (ISRSs inibidores

seletivos de recaptação de serotonina) (utilizados para tratar depressão e/ou ansiedade)

- venlafaxina, duloxetina (IRSNs inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina)

(utilizados para tratar depressão e/ou ansiedade).

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar algum destes medicamentos.

Zofran Supositórios com álcool.

Zofran Supositórios não tem interação com o álcool.

Gravidez e amamentação

Não deverá utilizar Zofran Supositórios durante o primeiro trimestre de gravidez porque

Zofran Supositórios pode aumentar ligeiramente o risco do bebé nascer com fenda labial e/ou

fenda palatina (aberturas ou fissuras do lábio superior e/ou do céu da boca). Se está grávida,

pensa que pode estar grávida ou está a planear ter um bebé, consulte o seu médico ou

farmacêutico antes de tomar Zofran Supositórios. Se é uma mulher com potencial para

engravidar poderá ser aconselhada a utilizar um método contracetivo eficaz.

A amamentação não é recomendada durante o tratamento com Zofran Supositórios. Os

componentes podem passar para o leite materno e podem afetar o seu bebé. Fale com o seu

médico.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Zofran não tem efeitos sobre a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.

3. Como utilizar Zofran Supositórios

Que quantidade utilizar

Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico

ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Para prevenir a sensação de má disposição e vómitos após o tratamento para o cancro

Adultos

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No dia do tratamento:

A dose habitual para os adultos de Zofran Supositórios é de 16 mg, administrados uma a duas

horas antes do tratamento.

Nos dias seguintes:

A dose habitual para os adultos é de 16 mg uma vez por dia, por um período até 5 dias.

Crianças

Os supositórios de Zofran não são recomendados para crianças.

Como usar

Não utilize Zofran Supositórios por via oral.

1 - Esvazie o seu intestino se precisar. Lave as mãos.

2 - Remova o supositório da embalagem rasgando a folha.

3 - Empurre suavemente a extremidade pontiaguda do supositório para o ânus (reto). Pode

achar que a inserção do supositório será mais fácil se estiver agachado ou se se dobrar para a

frente.

4 - Empurre o supositório tanto quanto for possível, e permaneça quieto por um tempo, para

permitir que o supositório derreta. Lave as mãos.

5 - Tente não esvaziar o seu intestino até uma hora depois de inserir o supositório.

6 - Se o supositório sair do seu ânus, empurre-o novamente, tanto quanto possível e

permaneça quieto durante algum tempo. Lave as mãos.

Se utilizar mais Zofran Supositórios do que deveria

Se você ou a sua criança utilizarem mais Zofran Supositórios do que deveriam, ou

acidentalmente engolir um, fale com um médico ou vá ao hospital imediatamente. Leve a

embalagem do medicamento consigo.

Caso se tenha esquecido de utilizar Zofran Supositórios

Administre a dose em falta o mais rápido possível, depois utilize a dose seguinte no horário

habitual.

Não utilize uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de utilizar.

Se tiver dúvidas quanto ao que deve fazer, pergunte ao seu médico ou farmacêutico.

Se parar de utilizar Zofran Supositórios

Utilize Zofran Supositórios durante o período de tempo recomendado pelo seu médico. Não

pare o tratamento, a não ser por indicação do seu médico.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

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INFARMED

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora

estes não se manifestem em todas as pessoas.

Reações alérgicas graves: São raras em pessoas a utilizar Zofran Supositórios.

Os sinais incluem:

- erupções cutâneas com comichão e relevo (urticária)

- inchaço, por vezes da face ou boca (angioedema), causando dificuldades em respirar

- colapso

Se tiver algum destes sintomas contacte um médico imediatamente. Pare de utilizar Zofran

Supositórios.

Efeitos indesejáveis muito frequentes

Estes podem afetar mais do que 1 em 10 pessoas:

- dores de cabeça

Efeitos indesejáveis frequentes

Estes podem afetar até 1 em 10 pessoas:

- sensação de calor ou rubor

- obstipação

- sensação de queimadura local

Efeitos indesejáveis pouco frequentes

Estes podem afetar até 1 em 100 pessoas:

- ataques (convulsões)

- movimentos involuntários dos músculos ou espasmos

- batimento cardíaco irregular ou lento

- dor no peito

- pressão arterial baixa

- soluços

-aumento de substâncias (enzimas) produzidas pelo fígado (podem ser detetadas nas análises

sanguíneas).

Efeitos indesejáveis

Efeitos indesejáveis raros

Estes podem afetar até 1 em 1.000 pessoas:

- reações alérgicas graves

- distúrbios no ritmo cardíaco (causando, por vezes, uma súbita perda de consciência)

- tonturas

- visão temporariamente turva ou alterada

Efeitos indesejáveis muito raros

Estes podem afetar até 1 em 10.000 pessoas:

- erupção na pele difusa com bolhas e descamação da pele na maioria da superfície corporal

(necrólise epidérmica tóxica)

- cegueira temporária

Informe o seu médico ou farmacêutico se algum dos efeitos indesejáveis referidos

anteriormente se tornar mais grave ou se notar algum efeito não listado.

Comunicação de efeitos indesejáveis

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Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos

indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar

efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste

medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente)

ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Zofran Supositórios

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior. O

prazo de validade indicado corresponde ao último dia do mês indicado.

Não conservar acima de 30ºC.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a

proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Zofran Supositórios

A substância ativa é o ondansetrom.

Cada supositório contém 16 mg de ondansetrom.

Os outros componentes são Witepsol S58 (Adeps solidus, cetomacrogol 1000 e ricinoleato de

glicerilo).

Qual o aspeto de Zofran Supositórios e conteúdo da embalagem

Os supositórios de ondansetrom são supositórios brancos em forma de torpedo.

Embalagem contendo 1 ou 5 supositórios.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

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Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Novartis Farma – Produtos Farmacêuticos, S.A.

Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 10E

Taguspark

2740-255 Porto Salvo

Portugal

Fabricante

Farmaclair

440 avenue du Général de Gaulle, 14200 Hérouville Saint Clair

França

Novartis Farma – Produtos Farmacêuticos, S.A.

Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 10E

Taguspark

2740-255 Porto Salvo

Portugal

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Zofran 16 mg Supositórios

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada supositório contém 16 mg de ondansetrom.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Supositório

Os supositórios de ondansetrom são supositórios brancos em forma de torpedo.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Os supositórios de Zofran estão indicados no controlo de náuseas e vómitos induzidos pela

quimioterapia citotóxica e pela radioterapia.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

NÁUSEAS E VÓMITOS INDUZIDOS PELA QUIMIOTERAPIA E PELA RADIOTERAPIA

(NVIQ e NVIR)

O potencial emetogénico do tratamento do cancro varia de acordo com as doses e com as

associações dos regimes de quimioterapia e radioterapia utilizados. A seleção do regime deve ser

determinada pela gravidade do desafio emetogénico.

Populações

- NVIQ e NVIR em adultos:

A dose recomendada de supositórios de ondansetrom é um supositório de 16 mg, administrado 1 a 2

horas antes do tratamento.

Para evitar a emese retardada ou prolongada após as primeiras 24 h, a terapêutica oral ou retal com

ondansetrom deve continuar até durante 5 dias após cada ciclo de tratamento. A dose diária

recomendada de supositórios de ondansetrom é um supositório de 16 mg.

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- NVIQ em crianças e adolescentes (idade entre os 6 meses e os 17 anos)

O uso de supositórios de ondansetrom em crianças não é recomendado. O modo habitual de

administração é IV seguido de terapêutica oral.

- Doentes com compromisso renal

Não é necessário alteração da dose diária, frequência ou via de administração.

- Doentes com compromisso hepático

A depuração do ondansetrom é significativamente reduzida e a semivida sérica significativamente

prolongada em indivíduos com insuficiência hepática moderada ou grave. Nestes doentes, a dose

total diária IV ou oral de 8 mg não deve ser excedida.

-Doentes com deficiente metabolismo da esparteína/debrisoquina

A semivida de eliminação do ondansetrom não é alterada em doentes com deficiente metabolismo

da esparteína e debrisoquina. Por conseguinte, nestes doentes a administração de doses repetidas

não originará níveis de exposição diferentes dos atingidos na população em geral. Não é necessária

alteração da dose diária ou da frequência de administração.

Modo de administração

Os supositórios devem ser introduzidos no reto. Recomenda-se aplicar os supositórios após a

evacuação.

Não devem ser engolidos, apenas para uso retal.

4.3 Contraindicações

Com base em notificações de hipotensão profunda e perda de consciência quando o ondansetrom foi

administrado com cloridrato de apomorfina, o uso concomitante com a apomorfina está

contraindicado (ver secção 4.5).

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1

(ver secções 4.4 e 4.8).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Foram notificadas reações de hipersensibilidade em doentes que manifestaram hipersensibilidade a

outros antagonistas seletivos dos recetores 5HT3.

O ondansetrom prolonga o intervalo QT de forma dose-dependente (ver secção 5.1).

Adicionalmente, têm sido notificados casos de Torsade de Pointes em doentes a utilizar

ondansetrom. O ondansetrom deve ser evitado em doentes com síndrome do intervalo QT longo

congénito. O ondansetrom deve ser administrado com precaução a doentes que tenham ou possam

desenvolver prolongamento do intervalo QTc, incluindo doentes com anomalias eletrolíticas,

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insuficiência cardíaca congestiva, bradiarritmias ou doentes a tomar outros medicamentos que

levem a prolongamento do intervalo QT ou anomalias eletrolíticas.

A hipocalemia e a hipomagnesemia devem ser corrigidas antes da administração de ondansetrom.

A síndrome serotoninérgica tem sido descrita após a utilização concomitante de ondansetrom com

outros medicamentos serotoninérgicos (ver secção 4.5). Se o tratamento concomitante com

ondansetrom e outros medicamentos serotoninérgicos for clinicamente justificado, recomenda-se a

observação apropriada da dose.

Como o ondansetrom é conhecido por aumentar o tempo de trânsito no intestino grosso, os doentes

que apresentem sinais de obstipação intestinal sub-aguda devem ser monitorizados após

administração.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não existe evidência de que o ondansetrom induza ou iniba o metabolismo de outros fármacos

frequentemente administrados concomitantemente. Estudos específicos demonstraram que não

existem interações farmacocinéticas quando o ondansetrom é administrado com o álcool,

temazepam, furosemida, tramadol ou propofol.

O ondansetrom é metabolizado por inúmeras enzimas hepáticas do citocromo P450: CYP3A4,

CYP2D6 e CYP1A2. Devido à multiplicidade de enzimas metabólicas capazes de metabolizar o

ondansetrom, a inibição enzimática ou a reduzida atividade de uma enzima (por ex.: deficiência

genética da CYP2D6) é normalmente compensada por outras enzimas, devendo resultar numa

alteração pequena ou insignificante da depuração total do ondansetrom ou da dosagem necessária.

Recomenda-se precaução na coadministração de ondansetrom com medicamentos que prolonguem

o intervalo QT e/ou causem anomalias eletrolíticas. (ver secção 4.4).

Apomorfina

Com base em notificações de hipotensão profunda e perda de consciência quando o ondansetrom foi

administrado com cloridrato de apomorfina, o uso concomitante com a apomorfina é

contraindicado.

Fenitoína, Carbamazepina e Rifampicina

Nos doentes tratados com indutores potentes da CYP3A4 (por ex.: fenitoína, carbamazepina e

rifampicina) a depuração oral do ondansetrom aumentou e a concentração sanguínea do

ondansetrom diminuiu.

Medicamentos serotoninérgicos (por ex.: ISRSs e IRSNs)

A síndrome serotoninérgica (incluindo alterações no estado mental, instabilidade neurovegetativa e

anomalias neuromusculares) tem sido descrita após a utilização concomitante de ondansetrom e

outros medicamentos serotoninérgicos, incluindo inibidores seletivos da recaptação de serotonina

(ISRS) e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN) (ver secção 4.4).

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Tramadol

A informação de pequenos estudos demonstrou que o ondansetrom pode reduzir o efeito analgésico

de tramadol.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Mulheres com potencial para engravidar

Antes de iniciar o tratamento com Zofran as mulheres com potencial para engravidar devem

confirmar uma possível gravidez.

As mulheres com potencial para engravidar devem considerar o uso de contraceção.

As mulheres com potencial para engravidar devem ser advertidas de que Zofran pode ser prejudicial

para o feto em desenvolvimento. Recomenda-se que as mulheres com potencial para engravidar e

sexualmente ativas utilizem métodos contracetivos eficazes (métodos que resultem em menos de

1% de probabilidade de gravidez) durante e até dois dias após o tratamento com Zofran.

Gravidez

Estudos epidemiológicos têm evidenciado que o ondansetrom causa malformações orofaciais

quando administrado durante o primeiro trimestre de gravidez.

Num estudo de coorte que incluiu 1,8 milhões de mulheres grávidas, a utilização de ondansetrom no

primeiro trimestre foi associada a um risco aumentado de fenda palatina (3 casos adicionais por

cada 10 000 mulheres tratadas; risco relativo ajustado de 1,24 (IC 95% 1,03-1,48)).

Os estudos epidemiológicos disponíveis sobre malformações cardíacas mostram resultados

contraditórios.

Os estudos em animais não indicam efeitos prejudiciais nocivos diretos ou indiretos no que respeita

à toxicidade reprodutiva.

O ondansetrom não deve ser utilizado durante o primeiro trimestre de gravidez.

Amamentação

Desconhece-se se Zofran é excretado no leite humano. Não existem dados sobre os efeitos de

Zofran no lactente ou na produção de leite. No entanto, foi demonstrado que o ondansetrom passa

para o leite de animais lactantes (ratos). É, portanto, recomendado que as mulheres sob terapêutica

com ondansetrom não amamentem os seus bebés.

Fertilidade

Zofran não tem efeitos na fertilidade.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Zofran sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos.

4.8 Efeitos indesejáveis

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Os efeitos indesejáveis estão classificados por classes de sistemas de órgãos e frequência. As

frequências são definidas como: Muito frequentes (

1/10), Frequentes (

1/100 a

<

1/10), Pouco

frequentes (

1/1000 a

<

1/100), Raros (

1/10000 a

<

1/1000), Muito raros (

<

1/10000) e

Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis). Os efeitos muito frequentes,

frequentes e pouco frequentes foram geralmente determinados a partir de informação de ensaios

clínicos. A incidência no placebo foi tida em consideração. Os efeitos indesejáveis raros e muito

raros foram geralmente determinados a partir de notificações espontâneas, pós-comercialização.

As seguintes frequências estão estimadas para as doses de ondansetrom padrão recomendadas. Os

perfis de acontecimentos adversos em crianças e adolescentes foram comparáveis aos observados

em adultos.

Doenças do sistema imunitário

Raros: Reações de hipersensibilidade imediata, por vezes grave, incluindo anafilaxia.

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes: Cefaleias.

Pouco frequentes: Convulsões, distúrbios no movimento (incluindo reações extrapiramidais, tais

como reações distónicas, crises oculogíricas e discinésia), foram observados sem evidência

definitiva de sequelas clínicas persistentes.

Raros: Tonturas predominantemente durante administração IV rápida.

Afeções oculares

Raros: perturbações visuais transitórias (por ex.: visão enevoada) predominantemente durante

administração IV.

Muito raros: Cegueira transitória predominantemente durante administração IV.

A maioria dos casos de cegueira notificados resolveu-se em 20 minutos. Muitos dos doentes tinham

recebido fármacos quimioterápicos, o que inclui a cisplatina. Alguns casos de cegueira transitória

foram relatados como sendo de origem cortical.

Cardiopatias

Pouco frequentes: Arritmias, dor torácica com ou sem infra-desnivelamento do segmento ST,

bradicardia.

Raros: Prolongamento do intervalo QTc (incluindo Torsade de Pointes).

Vasculopatias

Frequentes: sensação de calor ou rubor.

Pouco frequentes: Hipotensão.

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Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes: Soluços.

Doenças gastrointestinais

Frequentes: Obstipação.

Sensação de ardor anal/retal após a inserção do supositório.

Afeções hepatobiliares

Pouco frequentes: Aumentos assintomáticos nos testes da função hepática.

Estes acontecimentos foram observados com maior frequência em doentes em quimioterapia com

cisplatina.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Muito raros: erupção cutânea tóxica, incluindo necrólise epidérmica tóxica.

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Frequentes: Reação no local de administração IV

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante,

uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento.

Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas

diretamente ao INFARMED, I.P.:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente)

ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Sintomas e Sinais

A experiência de sobredosagem com ondansetrom é limitada. Na maioria dos casos, os sintomas

foram semelhantes aos já relatados em doentes tratados com as doses recomendadas (ver secção

4.8).

O ondansetrom prolonga o intervalo QT de forma dose-dependente. Recomenda-se a monitorização

do ECG em casos de sobredosagem.

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População pediátrica

Têm sido notificados casos pediátricos compatíveis com síndrome de serotonina após

sobredosagem oral inadvertida de ondansetrom (ingestão excedida estimada de 4 mg/kg) em

lactentes e crianças de 12 meses a 2 anos.

Tratamento

Não existe um antídoto específico para o ondansetrom, como tal, em caso de suspeita de

sobredosagem, deve ser dada terapêutica sintomática e de suporte apropriada.

Não se recomenda a utilização de ipecacuanha no tratamento da sobredosagem com ondansetrom,

pois não é provável que os doentes respondam devido à ação antiemética do ondansetrom.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.7 – Sistema Nervoso Central. Antieméticos e antivertiginosos; código

ATC: A04AA01

Mecanismo de ação

O ondansetrom é um antagonista potente dos recetores 5HT3, altamente seletivo. O seu exato

mecanismo de ação no controlo das náuseas e vómitos não é conhecido.

Os agentes quimioterápicos citostáticos e a radioterapia podem provocar a libertação de 5HT no

intestino delgado, iniciando o reflexo do vómito por ativação dos recetores 5HT3 da via aferente

vagal. O ondansetrom bloqueia o início deste reflexo.

A ativação da via aferente vagal pode também provocar a libertação de 5HT na área postrema,

localizada na base do quarto ventrículo, induzindo a emese por um mecanismo central. Assim, o

efeito do ondansetrom no controlo das náuseas e vómitos induzidos pela quimioterapia citotóxica e

pela radioterapia é devido, provavelmente, ao antagonismo dos recetores 5HT3 nos neurónios

localizados tanto no sistema nervoso central como periférico.

Efeitos farmacodinâmicos

O ondansetrom não altera as concentrações plasmáticas da prolactina.

Prolongamento QT

O efeito do ondansetrom no intervalo QTc foi avaliado num estudo cruzado em dupla ocultação,

com aleatorização e controlado por placebo e por positivo (moxifloxacina) realizado em 58 homens

e mulheres adultos e saudáveis. As doses de ondansetrom incluíram 8 mg e 32 mg administrados

por via intravenosa durante 15 minutos. Na dose máxima avaliada de 32 mg, a diferença média

máxima (limite superior do IC de 90%) no QTcF a partir do placebo após a correção do valor inicial

foi de 19,6 (21,5) mseg. Na dose mínima avaliada de 8 mg, a diferença média máxima (limite

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superior do IC de 90%) no QTcF a partir do placebo após correção do valor inicial foi de 5,8 (7,8)

mseg. Neste estudo não existiram determinações do QTcF superiores a 480 mseg nem

prolongamento QTcF superior a 60 mseg.

Eficácia e Segurança clínicas

Crianças e adolescentes (idade entre 1 mês e 17 anos)

NVIQ

A eficácia do ondansetrom no controlo da emese e náuseas induzidas pela quimioterapia oncológica

foi avaliada num ensaio randomizado, em dupla ocultação, em 415 doentes com idades entre 1 e 18

anos (S3AB3006). Nos dias da quimioterapia, os doentes receberam 5 mg/m^2 de ondansetrom IV

e 4 mg de ondansetrom por via oral após 8 a 12 horas, ou 0,45 mg/kg de ondansetrom IV e placebo

por via oral após 8 a 12 horas. Após a quimioterapia, ambos os grupos receberam 4 mg de

ondansetrom em xarope, duas vezes por dia, durante 3 dias. O controlo completo da emese no pior

dia da quimioterapia foi de 49% (5 mg/m^2 IV e 4 mg de ondansetrom por via oral) e 41% (0,45

mg/kg IV e placebo por via oral). Após a quimioterapia, ambos os grupos receberam 4 mg de

ondansetrom em xarope, duas vezes por dia durante 3 dias. Não houve diferença na incidência

global ou na natureza das reações adversas entre os dois grupos de tratamento.

Um ensaio randomizado com dupla ocultação, controlado com placebo (S3AB4003) em 438

doentes com idades entre os 1 e os 17 anos, demonstrou o controlo completo da emese no pior dia

da quimioterapia em:

- 73% dos doentes quando o ondansetrom foi administrado por via intravenosa, na dose de 5

mg/m^2 IV, juntamente com 2 a 4 mg de dexametasona por via oral

- 71% dos doentes quando o ondansetrom foi administrado como xarope, na dose de 8 mg,

juntamente com 2 a 4 mg de dexametasona por via oral nos dias da quimioterapia.

Após a quimioterapia, ambos os grupos receberam 4 mg de xarope de ondansetrom, duas vezes por

dia, durante 2 dias. Não houve diferença na incidência ou na natureza das reações adversas entre os

dois grupos de tratamento.

A eficácia do ondansetrom em 75 crianças com idades entre os 6 e os 48 meses foi investigada num

ensaio aberto, não comparativo, de um braço (S3A40320). Todas as crianças receberam três doses

de 0,15 mg/kg de ondansetrom IV, administradas 30 minutos antes do início da quimioterapia e,

depois, 4 e 8 horas após a primeira dose. O controlo completo da emese foi alcançado em 56% dos

doentes.

Outro estudo aberto, não comparativo, de um braço (S3A239) investigou a eficácia de uma dose de

0,15 mg/kg de ondansetrom IV, seguida de duas doses de 4 mg de ondansetrom oral para crianças

com idades <12 anos e 8 mg para crianças com idades

12 anos (número total de crianças n = 28).

O controlo completo da emese foi alcançado em 42% dos doentes.

NVPO

A eficácia de uma dose única de ondansetrom na prevenção de náuseas e vómitos no pós-operatório

foi investigada num estudo randomizado, com dupla ocultação, controlado com placebo em 670

crianças de 1 a 24 meses (idade pós-concetual

44 semanas, peso

3 kg). Os indivíduos incluídos

estavam agendados para serem submetidos a uma cirurgia eletiva sob anestesia geral e tinham um

APROVADO EM

16-10-2019

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estatuto ASA

III. Uma dose única de 0,1 mg/kg de ondansetrom foi administrada cinco minutos

após a indução da anestesia. A proporção de indivíduos que tiveram pelo menos um episódio

emético durante o período de avaliação de 24 horas (ITT) foi maior para os doentes que receberam

placebo do que para aqueles que receberam ondansetrom (28% vs 11%, p <0,0001).

Quatro estudos com dupla ocultação, controlados por placebo, foram realizados em 1469 doentes do

género masculino e do género feminino (com idades entre os 2 e os 12 anos) submetidos a anestesia

geral. Os doentes foram aleatoriamente submetidos a doses únicas de ondansetrom IV (0,1 mg/ kg

para doentes pediátricos pesando 40 kg ou menos, 4 mg para doentes pediátricos pesando mais de

40 kg; número de doentes = 735) ou a placebo (número de doentes = 734). O fármaco do estudo foi

administrado durante pelo menos 30 segundos, imediatamente antes ou após a indução da anestesia.

O ondansetrom foi significativamente mais eficaz que o placebo na prevenção de náuseas e

vómitos. Os resultados destes estudos estão resumidos na Tabela 3.

Tabela 3: Prevenção e tratamento de NVPO em doentes pediátricos - Resposta ao tratamento

durante 24 horas

Estudo

Objetivo

Ondansetrom

Placebo

valor de p

S3A380

0,001

S3GT09

0,001

S3A381

0,001

S3GT11

sem náuseas

0,004

S3GT11

sem emese

0,004

CR = sem episódios de emese, resgate ou descontinuação

5.2 Propriedades farmacocinéticas

As propriedades farmacocinéticas do ondansetrom não são alteradas em doses repetidas.

Absorção

Após a administração de um supositório de ondansetrom, as concentrações plasmáticas do

ondansetrom tornam-se detetáveis entre 15 e 60 minutos depois da administração. As concentrações

aumentam de uma forma essencialmente linear, até serem atingidas as concentrações máximas de

20 a 30 nanogramas/ml, geralmente 6 horas após a administração. As concentrações plasmáticas

caem, em seguida, mas a um ritmo mais lento do que o observado após administração oral devido à

absorção contínua do ondansetrom.

A biodisponibilidade absoluta do supositório de ondansetrom é de aproximadamente 60%.

Distribuição

O ondansetrom não está altamente ligado às proteínas (70-76%).

Biotransformação

O ondansetrom é eliminado da circulação sistémica predominantemente por metabolização

hepática, através de múltiplas vias enzimáticas. A ausência da enzima CYP2D6 (polimorfismo da

debrisoquina) não tem efeito na farmacocinética do ondansetrom.

APROVADO EM

16-10-2019

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Eliminação

O ondansetrom é eliminado da circulação sistémica predominantemente por metabolização

hepática. Menos de 5% da dose absorvida é excretada na urina na forma inalterada.

A semivida da fase da eliminação é determinada pela taxa de absorção do ondansetrom, não pela

depuração sistémica, e é de aproximadamente 6 horas.

Populações especiais

- Género

A biodisponibilidade absoluta não é afetada pelo género. As mulheres mostram um pequeno

aumento, clinicamente insignificante, na semivida, em comparação com os homens.

- Idosos

Estudos de fase I iniciais em voluntários idosos saudáveis demonstraram uma ligeira diminuição na

depuração e um aumento da semivida do ondansetrom, relacionado com a idade. Contudo, a

variabilidade inter-individual alargada resultou numa considerável sobreposição dos parâmetros

farmacocinéticos entre indivíduos mais novos (< 65 anos de idade) e indivíduos idosos (

65 anos

de idade) e não existiram diferenças globais na segurança e eficácia observadas entre os doentes

mais novos e idosos com cancro envolvidos nos ensaios clínicos de NVIQ, que suportem uma

recomendação com diferente dosagem para o idoso.

Com base em concentrações plasmáticas de ondansetrom e modelos de exposição-resposta mais

recentes, prevê-se um efeito superior no QTcF nos doentes com

75 anos de idade

comparativamente a adultos jovens. Encontra-se indicada informação específica de dosagem

intravenosa para doentes com mais de 65 anos de idade e com mais de 75 anos de idade (ver secção

4.2, NVIQ e NVIR em idosos).

Os estudos específicos realizados em doentes idosos ou em doentes com compromisso renal

limitaram-se à administração por via oral e intravenosa. No entanto, é expetável que a semivida do

ondansetrom em doentes idosos seja semelhante à observada em voluntários saudáveis, na medida

em que a taxa de eliminação do ondansetrom após administração de supositório não é determinada

pela depuração sistémica.

- Compromisso renal

Em doentes com compromisso renal moderado (depuração da creatinina 15-60 ml/min), tanto a

depuração sistémica como o volume de distribuição estão diminuídos após administração IV de

ondansetrom, resultando num ligeiro, mas clinicamente insignificante, aumento da semivida de

eliminação (5,4 horas). Um estudo em doentes com compromisso renal grave sujeitos a hemodiálise

regular (estudados entre as diálises) demonstrou que a farmacocinética do ondansetrom permanece

essencialmente inalterada após administração IV.

Os estudos específicos realizados em doentes idosos ou em doentes com insuficiência renal

limitaram-se à administração por via oral e intravenosa. No entanto, é expectável que a semivida do

ondansetrom em doentes com insuficiência renal seja semelhante à observada em voluntários

APROVADO EM

16-10-2019

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saudáveis, na medida em que a taxa de eliminação do ondansetrom após administração de

supositório não é determinada pela depuração sistémica.

Compromisso hepático

A farmacocinética do ondansetrom, após administração do supositório, não foi avaliada em doentes

com compromisso hepático.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

A informação não-clínica disponível, baseada em estudos convencionais de toxicidade de dose

repetida, de genotoxicidade, potencial carcinogénico e de toxicidade reprodutiva, não revela riscos

especiais para o Homem.

Um estudo em canais iónicos cardíacos clonados humanos mostrou que o ondansetrom, a

concentrações clinicamente relevantes, tem potencial para afetar a repolarização cardíaca por

bloqueio dos canais de potássio hERG. Num estudo do intervalo QT em voluntários humanos

observou-se prolongamento do intervalo QT dependente da dose (ver secção 5.1).

Em estudos de desenvolvimento embriofetal em ratos e coelhos, fêmeas grávidas receberam doses

orais de ondansetrom de até 15 mg/kg/dia e 30 mg/kg/dia, respetivamente, durante o período de

organogénese. Com a exceção de uma ligeira diminuição no ganho de peso corporal materno nas

coelhas, não houve efeitos significativos do ondansetrom nas fêmeas gestantes ou no

desenvolvimento da descendência. Nas doses de 15 mg/kg/dia em ratos fêmea e de 30 mg/kg/dia em

coelhos fêmea, a dose materna foi de aproximadamente 6 e 24 vezes a dose humana oral máxima

recomendada de 24 mg/dia, com base na área de superfície corporal, respetivamente. Num estudo

de toxicidade de desenvolvimento pré e pós-natal, ratos fêmea grávidas receberam doses orais de

ondansetrom de até 15 mg/kg/dia a partir do dia 17 da gravidez até à primeira ninhada no dia 21.

Com a exceção de uma ligeira diminuição no ganho de peso corporal maternoesperado, não houve

efeitos nos ratos fêmea grávidas nem no desenvolvimento pré e pós-natal da sua descendência.,

incluindo no desempenho reprodutivo da geração de acasalamento F1. Na dose de 15 mg/kg/dia em

ratos, a dose materna foi de aproximadamente 6 vezes a dose humana oral máxima recomendada em

adultos de 24 mg/kg/dia com base na área de superfície corporal.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Listas dos excipientes

Witepsol S58 (Adeps solidus, cetomacrogol 1000 e ricinoleato de glicerilo).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

APROVADO EM

16-10-2019

INFARMED

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens de 1 ou 5 supositórios, acondicionados em folha laminada de polietileno de baixa

densidade, alumínio e polipropileno.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Deve ser recomendado ao doente para esvaziar os intestinos antes da administração do supositório,

se necessário, e para tentar não esvaziar os intestinos durante 1 hora após administrar o supositório.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Novartis Farma – Produtos Farmacêuticos, S.A.

Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 10E

Taguspark

2740-255 Porto Salvo

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: 2504389 – 1 supositório, 16 mg, fita termosoldada de LDPE/Alu/Polipropileno

Nº de registo: 2504488 – 5 supositório, 16 mg, fita termosoldada de LDPE/Alu/Polipropileno

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO /RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 30 de abril de 1997

Data da última renovação: 20 de maio de 2002

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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