Ziprasidona Wynn 20 mg Cápsula

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Ziprasidona
Disponível em:
Wynn Industrial Pharma, S.A.
Código ATC:
N05AE04
DCI (Denominação Comum Internacional):
Ziprasidone
Dosagem:
20 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula
Composição:
Ziprasidona, cloridrato 21.72 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.9.2 Antipsicóticos
Área terapêutica:
ziprasidone ziprasidone
Resumo do produto:
5465026 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10060273 - 50033530 ; 5465034 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10060273 - 50033557
Status de autorização:
Revogado (20 de Janeiro de 2016)
Número de autorização:
12/H/0034/001
Data de autorização:
2012-05-29

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

Folheto informativo: informação para o utilizador

Ziprasidona Wynn, 20 mg, 40 mg, 60 mg, 80 mg, cápsulas

Ziprasidona

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois

contém informação importante para si.

-Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

-Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

-Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

-Se tiver quaisquer efeitos secundários,

incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é Ziprasidona Wynn e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Ziprasidona Wynn

3. Como tomar Ziprasidona Wynn

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Ziprasidona Wynn

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Ziprasidona Wynn e para que é utilizado

Ziprasidona Wynn pertence a um grupo de medicamentos designados por antipsicóticos.

Ziprasidona Wynn está indicado no tratamento da esquizofrenia em adultos - uma doença

mental que se apresenta com os seguintes sintomas: ouvir, ver e sentir coisas que não

existem, acreditar em algo que não corresponde à realidade, sentir suspeitas invulgares,

necessidade de se

isolar e dificuldade em estabelecer relações sociais, nervosismo,

depressão ou ansiedade.

Ziprasidona Wynn está também indicado no tratamento de episódios de mania ou mistos

de gravidade moderada, em adultos e crianças e adolescentes com 10-17 anos de idade

que sofrem de perturbação bipolar – uma doença mental caracterizada por períodos

alternados de euforia (mania) ou períodos de depressão. Durante os episódios de mania os

sintomas

mais

característicos

são:

comportamento

eufórico,

auto-estima

exagerada,

aumento de energia, diminuição da necessidade de dormir, falta de concentração ou

hiperactividade e comportamento repetido de alto risco.

2. O que precisa de saber antes de tomar Ziprasidona Wynn

Não tome Ziprasidona Wynn:

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- Se tem alergia (hipersensibilidade) à ziprasidona ou a qualquer outro componente deste

medicamento. (indicados na secção 6). Os sinais de reacção alérgica incluem erupção

cutânea, comichão, inchaço na face ou lábios, dificuldade em respirar.

- Se tem ou já teve problemas do coração ou teve recentemente um ataque cardíaco.

- Se toma medicamentos para problemas do ritmo do coração ou que podem afetar o

ritmo cardíaco.

Ver também a secção “Ao tomar Ziprasidona Wynn com outros medicamentos”.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de tomar este medicamento

- Se você ou alguém da sua família tem antecedentes (ou história) de coágulos no sangue,

uma vez que este tipo de medicamentos estão associados à formação de coágulos

sanguíneos.

- Se tem problemas de fígado.

- Se sofre ou sofreu de convulsões ou epilepsia.

- Se é idoso (mais de 65 anos) e sofre de demência e está em risco de ter um acidente

vascular cerebral (AVC).

- Se tem batimentos do coração lentos, em repouso, e/ou se sabe que pode ter diminuição

de sal no seu organismo como resultado de diarreia grave prolongada e vómitos (estar

enjoado) ou pela utilização de diuréticos (comprimidos para urinar).

- Se já teve batimentos do coração rápidos ou irregulares, desmaio, colapso ou tonturas

quando se levanta que podem indicar funcionamento anómalo da frequência cardíaca.

Informe o seu médico que está a tomar Ziprasidona Wynn antes de fazer análises

laboratoriais (como análises ao sangue, urina, função do fígado, frequência cardíaca, etc.)

porque pode alterar os resultados dos testes.

Outros medicamentos e Ziprasidona Wynn

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, ou se vier a tomar outros medicamentos.

NÃO TOME ZIPRASIDONA WYNN se toma medicamentos para problemas do ritmo

do coração ou medicamentos que possam afectar o ritmo do coração, tais como:

- Antiarrítmicos Classe IA e III, trióxido de arsénio, halofantrina, acetato de levometadil,

mesoridazina,

tioridazina,

pimozida,

sparfloxacina,

gatifloxacina,

moxifloxacina,

mesilato de dolasetrona, mefloquina, sertindol ou cisaprida. Estes medicamentos afectam

o ritmo do coração prolongando o intervalo QT. Se tem dúvidas sobre isto, deve falar

com o seu médico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se está a tomar ou tiver tomado recentemente

medicamentos para o tratamento de:

- Infeções bacterianas; estes medicamentos são conhecidos como antibióticos;

- Alterações de humor (alternando entre estados de depressão e euforia), agitação e

irritação; estes são conhecidos como medicamentos estabilizadores do humor, por ex.

lítio, carbamazepina, valproato;

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- Depressão incluindo certos medicamentos serotoninérgicos, por ex. inibidores SRS

como a fluoxetina, paroxetina, sertralina;

- Epilepsia por ex. fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, etosuximida;

- Doença de Parkinson por ex. levodopa, bromocriptina, ropinirol, pramipexol.

Ver também secção “Não tome Ziprasidona Wynn”

Ziprasidona Wynn com alimentos e bebidas

Ziprasidona

Wynn

TOMADO

DURANTE

REFEIÇÃO

PRINCIPAL.

Não deve ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento com Ziprasidona Wynn porque

pode aumentar o risco de efeitos secundários.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento

Gravidez:

Não deve tomar Ziprasidona Wynn durante a gravidez a não ser que o seu médico lhe

tenha dito para o fazer porque existe o risco de que este medicamento possa prejudicar o

seu bebé. Utilize sempre contracepção efectiva.

seguintes

sintomas

podem

ocorrer

recém-nascidos

cujas

mães

utilizaram

Ziprasidona

Wynn

terceiro

trimestre

(últimos

três

meses

gravidez):

tremor,

fraqueza

e/ou

rigidez

muscular,

sonolência,

agitação,

problemas

respiratórios

dificuldades na alimentação. Se o seu bebé desenvolver qualquer um destes sintomas,

contacte o seu médico.

Informe o seu médico imediatamente se está grávida ou se planeia engravidar enquanto

está a tomar Ziprasidona Wynn.

Amamentação:

Não amamente se está a tomar Ziprasidona Wynn. Isto porque pequenas quantidades

podem passar para o leite materno. Se está a planear amamentar fale com o seu médico

antes de tomar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Tomar Ziprasidona Wynn pode fazer com que se sinta sonolento. Se tal lhe acontecer não

deve conduzir veículos nem utilizar máquinas até a sonolência desaparecer.

3. Como tomar Ziprasidona Wynn

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

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INFARMED

As cápsulas devem ser engolidas inteiras, não mastigadas e devem ser tomadas com as

refeições.

É importante não mastigar as cápsulas porque pode afectar a quantidade em que o

medicamento é absorvido pelo intestino.

Ziprasidona Wynn deve ser tomado duas vezes por dia, uma cápsula de manhã durante

pequeno-almoço

substancial

cápsula

noite

durante

jantar

(ver

embalagem). Deve tomar este medicamento todos os dias à mesma hora.

Adultos

A dose habitual é entre 40 mg e 80 mg duas vezes por dia, ingeridas com refeição

substancial.

Em tratamentos de longa duração o seu médico pode ter que ajustar a dose. Não deve

exceder a dose máxima de 160 mg por dia.

Utilização em crianças

A dose inicial recomendada é de 20 mg, tomada com uma refeição, após a qual o médico

irá aconselhá-la sobre a dose mais adequada para si. Não deve exceder a dose máxima de

80 mg por dia em crianças com peso de 45 Kg ou inferior, ou 160 mg por dia em crianças

com peso superior a 45 Kg.

Idosos (mais de 65 anos)

Se é idoso, o seu médico irá decidir a dose adequada para si. As doses utilizadas em

pessoas com mais de 65 anos por vezes são mais baixas do que as utilizadas em pessoas

jovens. O seu médico irá aconselhá-lo sobre a dose correcta para si.

Doentes com problemas de fígado

Se tem problemas de fígado pode ter que tomar uma dose mais baixa de Ziprasidona

Wynn. O seu médico irá indicar a dose correcta para si.

Se tomar mais Ziprasidona Wynn do que deveria

Contacte o seu médico ou dirija-se ao hospital mais próximo. Leve a sua embalagem de

Ziprasidona Wynn consigo.

Se tomou mais Ziprasidona Wynn do que deveria poderá sentir sonolência, tremores,

convulsões e movimentos involuntários da cabeça e do pescoço.

Caso se tenha esquecido de tomar Ziprasidona Wynn

É importante que tome Ziprasidona Wynn sempre à mesma hora em cada dia. Se se

esquecer de tomar uma cápsula deverá tomá-la logo que for possível. No entanto, se

estiver quase na altura da próxima dose ignore a dose esquecida e tome a próxima

cápsula à hora habitual.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Ziprasidona Wynn

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O seu médico irá dizer-lhe durante quanto tempo irá tomar Ziprasidona Wynn. Não deve

interromper o tratamento com Ziprasidona Wynn a não ser que o médico lhe tenha dito

para o fazer.

É importante que continue com a sua medicação mesmo que se sinta melhor. Se parar o

tratamento demasiado cedo, os sintomas poderão voltar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como

todos

medicamentos,

este

medicamento

pode

causar

efeitos

secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

A maioria dos efeitos secundários são transitórios, contudo pode ser difícil distinguir os

sintomas da sua doença dos efeitos secundários.

PARE de tomar Ziprasidona Wynn e contacte o seu médico imediatamente se tiver algum

dos seguintes efeitos secundários:

Efeitos secundários pouco frequentes (afecta mais de 1 em 1000 doentes):

- Batimento cardíaco rápido ou irregular, tonturas quando se levanta que pode indicar

funcionamento anómalo do coração. Estes sintomas podem ser devido a hipotensão

postural.

- Movimentos involuntários/não habituais, especialmente na sua face ou língua.

Desconhecido (frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis):

- Inchaço na face, lábios, língua ou garganta, problemas respiratórios ou de engolir,

urticária.

Estes podem ser sintomas de uma reacção alérgica grave como angioedema.

- Febre, respiração rápida, transpiração, rigidez

muscular, tremores, dificuldade em

engolir e consciência reduzida. Estes podem ser sintomas de uma condição conhecida

como síndrome neuroléptica maligna.

- Confusão, agitação, temperatura elevada, transpiração, falta de coordenação muscular,

contracções musculares. Estes podem ser sintomas de uma condição conhecida como

síndrome da serotonina.

- Batimento cardíaco rápido e irregular, desmaiar, podem ser sintomas de uma condição

conhecida como Torsade de Pointes que causa risco de vida.

Pode ter qualquer um dos efeitos secundários listados acima. Estes potenciais efeitos

secundários são habitualmente ligeiros a moderados e podem desaparecer com o tempo.

Contudo, se o efeito secundário for grave ou persistente, deve contactar o seu médico.

Efeitos secundários frequentes (afecta mais de 1 em 100 doentes):

- Inquietação.

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Anomalias

movimento

incluindo

movimentos

involuntários,

rigidez

muscular,

lentidão dos movimentos, tremores, fraqueza geral e cansaço, tonturas, sonolência, dor de

cabeça.

- Prisão de ventre, sentir-se enjoado, vómitos e indigestão, boca seca, aumento da

salivação.

- Visão turva.

Efeitos secundários pouco frequentes (afecta mais de 1 em 1000 doentes):

- Aumento do apetite.

- Dificuldade em controlar os movimentos.

- Sentir-se agitado ou ansioso, aperto na garganta, pesadelos.

Convulsões,

movimentos

involuntários

olhos

numa

posição

fixa,

falta

coordenação, alterações do discurso, entorpecimento, sensação de picadas, diminuição da

capacidade de concentração, babar-se, sonolência excessiva durante o dia, exaustão.

- Palpitação, sensação de desmaio quando se levanta, falta de ar.

- Sensibilidade à luz, zumbidos nos ouvidos.

- Garganta inflamada, dificuldade em engolir, língua inchada, diarreia, gases, desconforto

do estômago.

- Erupção cutânea com comichão, acne.

- Cãibras musculares, articulações inchadas ou rígidas.

- Sede, dor, desconforto no peito, andar anómalo.

Efeitos secundários raros (afecta mais de 1 em 10 000 doentes):

- Corrimento nasal.

- Diminuição dos níveis de cálcio no sangue.

- Ataques de pânico, sentir-se deprimido, pensamentos lentos, falta de emoções.

- Posição invulgar da cabeça (pescoço torto ou torcicolo), paralisia, pernas irrequietas.

- Perda de visão parcial ou completa num dos olhos, comichão nos olhos, olhos secos,

perturbações da visão.

- Dor nos ouvidos.

- Soluços.

- Refluxo ácido.

- Fezes moles.

- Perda de cabelo, inchaço da face, irritações da pele.

- Incapacidade de abrir a boca.

- Incontinência urinária, dor ou dificuldade em urinar.

- Erecção diminuída ou aumentada, diminuição do orgasmo, produção de leite anómala.

- Aumento das mamas nos homens e nas mulheres.

- Sentir-se quente, febre.

- Glóbulos brancos diminuídos ou aumentados (em análise ao sangue).

- Análises laboratoriais anómalas à função do fígado.

- Pressão arterial elevada.

- Análises laboratoriais anómalas ao sangue ou à frequência cardíaca.

Manchas

vermelhas

pele

inflamada

levantada,

cobertas

placas

brancas

conhecida como psoríase.

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Desconhecido (Frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis):

- Reação alérgica grave.

- Em pessoas idosas com demência, foi notificado um pequeno aumento no número de

mortes em doentes a tomarem antipsicóticos comparados com aqueles que não estavam a

tomar antipsicóticos.

Coágulos

veias,

especialmente

pernas

(sintomas

incluem

inchaço,

vermelhidão na perna), que se podem deslocar pelos vasos sanguíneos até aos pulmões e

causar dor no peito e dificuldade em respirar. Se detectar algum destes sintomas procure

aconselhamento médico de imediato.

- Dificuldade em dormir, urinar involuntariamente.

- Auto-estima elevada, pensamentos estranhos e hiperatividade.

- Tonturas, perda de consciência.

- Pápulas grandes (urticária), com comichão grave.

- Erecção persistente, dolorosa e anómala do pénis.

- Paralisia facial

tiver

quaisquer

efeitos

secundários,

incluindo

possíveis

efeitos

secundários

não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar Ziprasidona Wynn

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não conservar acima de 30ºC.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior

após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao

seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Ziprasidona Wynn

A substância ativa é a ziprasidona. Cada cápsula contém 20 mg, 40 mg, 60 mg ou 80 mg

de ziprasidona como cloridrato de ziprasidona.

Os outros componentes são: estearato de magnésio (não bovino), sílica coloidal anidra,

croscarmelose

sódica,

amido

milho

pré-gelificado,

dióxido

titânio

(E171)

gelatina.

As cápsulas de 20 mg, 40 mg e de 80 mg contêm ainda Indigotina (E132).

Qual o apecto de Ziprasidona Wynn e conteúdo da embalagem

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As cápsulas de Ziprasidona Wynn doseadas a 20 mg são de cor azul e branca; as de

Ziprasidona Wynn doseadas a 40 mg de cor azul; as cápsulas de 60 mg de Wynn são de

cor branca e as cápsulas de Wynn doseadas a 80 mg são de cor azul e branca.

Tamanho das embalagens:

Blisters de OPA/Alu/PVC com revestimento em folha de Alumínio contendo 14, 20, 30,

56, 60 cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Wynn Industrial Pharma, S.A.

Rua Tierno Galvan, Torre 3, 16º Piso, Amoreiras,

1070-274 Lisboa, Portugal

Fabricante

Actavis hf.

Reykjavikurvegi 78,

P.O.Box 420,

IS-220 Hafnafjordur, ISLÂNDIA

e/ou

Actavis Ltd.

BLB016

Bulebel Industrial Estate

Zejtun ZTN 3000, MALTA

Este folheto foi revisto pela última vez em

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Ziprasidona Wynn 20 mg Cápsula

Ziprasidona Wynn 40 mg Cápsula

Ziprasidona Wynn 60 mg Cápsula

Ziprasidona Wynn 80 mg Cápsula

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula contém 21.72 mg, 43.44 mg, 65.16 mg ou 86.88 mg de cloridrato de

ziprasidona equivalente a 20 mg, 40 mg, 60 mg ou 80 mg de ziprasidona, respetivamente.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula

20 mg – cápsulas azuis/brancas nº 4

40 mg – cápsulas azuis nº 4

60 mg – cápsulas brancas nº 3

80 mg – cápsulas azuis/brancas nº 2

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

A ziprasidona está indicada no tratamento da esquizofrenia em adultos.

ziprasidona

está

indicada

tratamento

episódios

mania

mistos,

perturbação bipolar, de severidade moderada em adultos e crianças e adolescentes com

10-17

anos

idade

prevenção

episódios

perturbação

bipolar

não

estabelecida (ver secção 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

Adultos

A dose recomendada, no tratamento agudo da esquizofrenia e dos episódios de mania da

perturbação bipolar, é de 40 mg, duas vezes ao dia, administrada com alimentos. A dose

diária pode ser posteriormente ajustada, com base no quadro clínico individual, até um

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máximo de 80 mg duas vezes ao dia. Se indicado, a dose máxima recomendada pode ser

atingida ao 3º dia de tratamento.

É particularmente importante não exceder a dose máxima, uma vez que o perfil de

segurança acima de 160 mg/dia ainda não foi confirmado e a ziprasidona está associada

ao prolongamento do intervalo QT, relacionado com a dose (ver secções 4.3 e 4.4).

Na terapêutica de manutenção dos doentes com esquizofrenia, a ziprasidona deve ser

administrada na dose efetiva mais baixa; em muitos casos, uma dose de 20 mg, duas

vezes ao dia, poderá ser suficiente.

Idosos

Não está indicada, por rotina, uma dose inicial mais baixa, mas deverá ser considerada

para o doente com idade igual ou superior a 65 anos, caso existam fatores clínicos que o

aconselhem.

Insuficiência renal

Não é necessário qualquer ajuste de dose no doente com insuficiência renal (ver secção

5.2).

Insuficiência hepática

Nos doentes com insuficiência hepática devem ser consideradas doses mais baixas. (ver

secção

4.4 e 5.2).

População pediátrica

Mania bipolar:

A dose recomendada, no tratamento agudo da mania bipolar, em doentes pediátricos (10

a 17 anos de idade) é uma dose única de 20 mg no dia 1, com alimentos. A ziprasidona

deve ser posteriormente administrada com alimentos, dividida em duas doses diárias, e

deve ser titulada durante 1-2 semanas para o intervalo alvo de 120-160 mg/dia para

doentes com peso

45kg, ou para o intervalo alvo de 60-80 mg/dia para doentes com

peso <45 kg. O doseamento posterior deve ser ajustado com base no estado clínico do

indivíduo dentro do intervalo 80-160 mg/dia para doentes com peso

45kg, ou 40-80

mg/dia para doentes com peso <45 kg. O doseamento assimétrico, com doses matinais 20

mg ou 40 mg inferiores às doses da noite, foi permitido no ensaio clínico. (Ver secções

4.4, 5.1 e 5.2).

É particularmente importante não exceder a dose máxima baseada no peso, uma vez que

o perfil de segurança acima da dose máxima (160 mg/dia para crianças

45kg e 80

mg/dia para crianças <45 kg não foi confirmado e a ziprasidona está associada ao

prolongamento do intervalo QT, relacionado com a dose (ver secções 4.3 e 4.4).

Esquizofrenia:

A segurança e eficácia da ziprasidona em doentes pediátricos com esquizofrenia não

foram estabelecidas (ver secções 4.4).

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4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Prolongamento conhecido do intervalo QT. Síndrome do intervalo QT longo congénito.

Enfarte agudo do miocárdio recente. Insuficiência cardíaca descompensada. Arritmias

tratadas com fármacos antiarrítmicos das classes IA e III.

Terapêutica concomitante com medicamentos que prolongam o intervalo QT, tais como

antiarrítmicos de Classe IA e III, trióxido de arsénio, halofantrina, acetato de levometadil,

mesoridazina,

tioridazina,

pimozida,

sparfloxacina,

gatifloxacina,

moxifloxacina,

mesilato de dolasetrona, mefloquina, sertindol ou cisaprida (ver secções 4.4 e 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Deve ser efetuada uma história clínica, incluindo os antecedentes familiares e exame

físico de forma a identificar doentes para os quais o tratamento com ziprasidona não é

recomendado (ver secção 4.3).

Intervalo QT

A ziprasidona causa um prolongamento ligeiro a moderado, relacionado com a dose, do

intervalo QT (ver secções 4.8 e 5.1). A ziprasidona não deve ser administrada em

associação com outros medicamentos que se sabe prolongarem o intervalo QT (ver

secções 4.3 e 4.5). Aconselha-se precaução em doentes com bradicardia. Alterações

electrolíticas, como a hipocaliemia e a hipomagnesemia, aumentam o risco de ocorrência

arritmias

malignas

devem

corrigidas

antes

início

tratamento

ziprasidona. Em caso de tratamento de doentes com doença cardíaca estável, deve ser

considerada a realização de ECG antes do início do tratamento.

ocorrerem

sintomas

cardíacos,

tais

como

palpitações,

vertigens,

síncope

convulsões, deve ser considerada a possibilidade de arritmia cardíaca maligna e efetuar-

se uma avaliação cardíaca, incluindo realização de ECG. Se o intervalo QTc for >500 ms,

recomenda-se que o tratamento seja interrompido (ver secção 4.3).

Foram relatados, no período pós-comercialização, casos raros de torsades de pointes em

doentes com múltiplos fatores de risco contundentes a tomar ziprasidona.

População pediátrica

A segurança e a eficácia da ziprasidona no tratamento da esquizofrenia não foram

avaliadas em crianças e adolescentes.

Síndrome Maligno dos Neurolépticos (SMN)

A SMN, uma situação rara mas potencialmente fatal foi relatada em associação com

fármacos antipsicóticos, incluindo a ziprasidona. O tratamento da SMN deve incluir a

descontinuação imediata de todos os fármacos antipsicóticos.

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INFARMED

Discinésia tardia

Após

tratamento

prolongado,

existe

possibilidade

ziprasidona

poder

causar

discinesia tardia e outras síndromes extrapiramidais tardias. Sabe-se que os doentes com

perturbação bipolar são particularmente vulneráveis a esta categoria de sintomas. Esta é

mais frequente com o aumento da duração do tratamento e da idade. Se surgirem sinais e

sintomas

discinésia

tardia,

deve

considerada

redução

dose

descontinuação do tratamento com ziprasidona.

Convulsões

Recomenda-se precaução no tratamento de doentes com história de convulsões.

Insuficiência Hepática

Não existe experiência de utilização em doentes com insuficiência hepática grave, por

isso a ziprasidona deverá ser utilizada com precaução neste grupo de doentes (ver secções

4.2 e 5.2).

Aumento do risco de acidentes cerebrovasculares na população com demência

Foi observado, em ensaios clínicos aleatorizados e controlados por placebo, em doentes

com demência, um aumento de cerca de 3 vezes no risco de acontecimentos adversos

cerebrovasculares, com alguns psicóticos atípicos. O mecanismo para este aumento do

risco

não

conhecido.

aumento

risco

não

pode

excluído

para

outros

antipsicóticos ou outras populações de doentes. Ziprasidona Wynn deverá ser utilizado

com precaução em doentes com fatores de risco para AVC.

Aumento da mortalidade em pessoas idosas com demência

Dados obtidos em dois grandes estudos observacionais demonstraram que pessoas idosas

com demência que são tratadas com antipsicóticos têm um pequeno aumento do risco de

morte comparado com os que não são tratados. Existem dados insuficientes para poder

dar uma estimativa concreta sobre a magnitude precisa do risco. A causa de risco

aumentado é desconhecida.

Ziprasidona Wynn não está registado para o tratamento de distúrbios do comportamento

relacionados com demência.

Tromboembolismo venoso

Foram

notificados

casos

tromboembolismo

venoso

(TEV)

medicamentos

antipsicóticos.

Uma vez que os doentes tratados com antipsicóticos apresentam frequentemente, fatores

de risco para o TEV, quaisquer fatores de risco possíveis devem ser identificados antes e

durante o tratamento com a ziprazidona e devem ser adotadas medidas preventivas

adequadas.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não

foram

desenvolvidos

estudos

farmacocinéticos

farmacodinâmicos

entre

ziprasidona e outros fármacos que prolongam o intervalo QT. Não pode ser excluído um

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

efeito aditivo da ziprasidona com estes fármacos, pelo que, a ziprasidona não deverá ser

administrada concomitantemente com medicamentos que prolongam o intervalo QT, tais

como, antiarrítmicos de classe IA e III, trióxido de arsénio, halofantrina, acetato de

levometadil,

mesoridazina,

tioridazina,

pimozida,

sparfloxacina,

gatifloxacina,

moxifloxacina, mesilato de dolasetrona, mefloquina, sertindol ou cisaprida (ver secção

4.3).

População pediátrica

Não foram efetuados estudos de interação da ziprasidona com outros medicamentos em

crianças.

Fármacos que atuam no SNC/Álcool

Dados os efeitos primários da ziprasidona no SNC, é necessário precaução aquando da

sua utilização concomitante com outros fármacos de ação central e com o álcool.

Efeito da ziprasidona noutros fármacos

estudo

in

vivo

dextrometorfano,

para

concentrações

plasmáticas

inferiores às obtidas após a administração de 40 mg de ziprasidona, duas vezes por dia,

não mostrou uma inibição acentuada da CYP2D6. Dados in vitro indicaram que a

ziprasidona pode ser um inibidor modesto da CYP2D6 e da CYP3A4. Contudo, não é

provável que a ziprasidona afete a farmacocinética de fármacos metabolizados por estas

formas isomórficas do citocromo P450 em extensão clinicamente relevante.

Contracetivos orais – a administração de ziprasidona não alterou significativamente a

farmacocinética

estrogénios

(etinil-estradiol,

substrato

CYP3A4)

componentes da progesterona.

Lítio – A administração simultânea de ziprasidona não alterou a farmacocinética do lítio.

Uma vez que a ziprasidona e o lítio estão associados a alterações da condução cardíaca, a

sua combinação pode representar um risco de interação farmacodinâmica, incluindo

arritmias.

dados

referentes

utilização

concomitante

estabilizadores

humor,

carbamazepina e valproato são limitados.

Efeitos de outros fármacos sobre a ziprasidona

O cetoconazol (400 mg/dia), um inibidor da CYP3A4, aumentou as concentrações séricas

ziprasidona

menos

40%.

concentrações

séricas

S-metil-

dihidroziprasidona e da ziprasidona sulfóxido, no Tmax esperado para a ziprasidona,

aumentaram 55% e 8%, respectivamente. Não foi observado qualquer prolongamento

adicional

intervalo

QTc.

Não

provável

alterações

farmacocinética

resultantes da coadministração de inibidores potentes da CYP3A4 tenham importância

clínica, consequentemente não é necessário um ajuste de dose.

A administração de carbamazepina, 200 mg duas vezes por dia, durante 21 dias, teve

como resultado uma diminuição em, aproximadamente, 35% na exposição à ziprasidona.

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

Não existem dados sobre a administração concomitante com valproato.

Antiácidos – doses múltiplas de antiácidos contendo alumínio e magnésio, ou cimetidina,

não exerceram efeitos clinicamente significativos na farmacocinética da ziprasidona

quando administrada com alimentos.

Fármacos serotoninérgicos

Em casos isolados, têm existido relatos de síndrome da serotonina temporariamente

associada à utilização terapêutica de ziprasidona em combinação com outros fármacos

serotoninérgicos como os ISRSs (ver secção 4.8). Os sintomas da síndrome de serotonina

podem

incluir

confusão,

agitação,

febre,

suores,

ataxia,

hiperreflexia,

mioclonia

diarreia.

Ligação às proteínas

A ziprasidona liga-se extensivamente às proteínas plasmáticas. A ligação da ziprasidona

às proteínas plasmáticas in vitro, não foi alterada pela varfarina ou propanolol, dois

fármacos de alta ligação às proteínas plasmáticas, nem a ziprasidona alterou a ligação

destes fármacos no plasma humano. Apesar disso, o potencial de interação de fármacos

com a ziprasidona devido ao deslocamento é improvável.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não foram efetuados estudos em mulheres grávidas. Por conseguinte, as mulheres em

idade fértil que estejam sob terapêutica com ziprasidona devem ser aconselhadas a

utilizar métodos adequados de contraceção. Dado que a experiência no ser Humano é

limitada, não é recomendada a administração de ziprasidona durante a gravidez, a não ser

que o benefício esperado compense o risco potencial para o feto.

Os recém-nascidos expostos a antipsicóticos incluindo Ziprasidona Wynn durante o

terceiro trimestre de gravidez estão em risco de ocorrência de reacções adversas após o

parto, incluindo sintomas extrapiramidais e/ou de abstinência, que podem variar em

intensidade e duração. Foram notificados casos de agitação, hipertonia, hipotonia, tremor,

sonolência, dificuldade respiratória ou perturbações da alimentação. Consequentemente,

os recém-nascidos devem ser monitorizados cuidadosamente.

Amamento

Não se sabe se a ziprasidona é excretada no leite materno. As doentes não devem

amamentar se estiverem sob terapêutica com ziprasidona. Se o tratamento for necessário,

deverá interromper-se o aleitamento.

Fertilidade

Estudos de toxicidade na reprodução mostraram efeitos adversos no processo reprodutivo

para doses associadas a toxicidade materna e/ou sedação. Não houve evidência de

teratogenicidade (ver secção 5.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

A ziprasidona pode causar sonolência e influenciar a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas.

Os doentes que possam vir a conduzir ou utilizar máquinas devem ser devidamente

advertidos.

4.8 Efeitos indesejáveis

A ziprasidona oral foi administrada a aproximadamente 6500 indivíduos adultos em

ensaios clínicos (ver secção 5.1). As reações adversas mais frequentes, nos ensaios

clínicos efetuados na esquizofrenia,

foram sedação e acatísia. Nos ensaios clínicos

efetuados nos episódios de mania da perturbação bipolar, as reações adversas mais

frequentes foram sedação, acatísia, efeitos extrapiramidais e tonturas.

A tabela seguinte contém acontecimentos adversos, baseados no conjunto de ensaios na

esquizofrenia, de dose fixa e de curta duração (4-6 semanas) e ensaios de dose flexível,

de curta duração (3 semanas), nos episódios de mania da perturbação bipolar, que

apresentam uma provável ou possível relação com o tratamento com ziprasidona e que

ocorreram com uma

incidência superior ao placebo. Reações adicionais

notificadas

através

experiência

pós

comercialização,

estão

incluídas

como

Frequência

“Desconhecida”, em itálico, na listagem abaixo.

Todas as reações adversas são apresentadas de acordo com a classe e frequência:

Muito frequentes (>1/10);

Frequentes (>1/100, <1/10);

Pouco frequentes (>1/1000, <1/100);

Raras (<1/1000);

Desconhecidas (não podem ser calculadas a partir dos dados disponíveis).

As reações adversas descritas também podem estar associadas à patologia subjacente e/ou

à medicação concomitante.

Classes de sistemas de órgãos

Frequência

Reações adversas

Infeções e infestações

Raras

Rinite

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes

Aumento do apetite

Raras

Hipocalcemia

Perturbações do foro psiquiátrico

Frequentes

Instabilidade

psicomotora

Pouco frequentes

Agitação,

ansiedade, sensação

aperto

garganta, pesadelos

Raras

Ataques

pânico,

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

sintomas

depressivos,

bradifrenia,

aplanamento

afeto, anorgasmia

Desconhecida

Insónia;

mania/hipomania

Doenças do sistema nervoso

Frequentes

Distonia,

acatisia,

perturbação

extrapiramidal,

parkinsonismo

(incluindo

rigidez

roda

dentada,

bradicinésia,

hipocinésia),

tremor,

tonturas,

sedação, sonolência,

cefaleias

Pouco frequentes

Crises

tonicoclónicas

generalizadas,

discinésia

tardia,

discinésia,

sialorreia,

ataxia,

disartria,

crise

oculógira,

perturbações

atenção,

hipersónia,

hipoestesia,

parestesia, letargia

Raras

Torcicolo,

paresia,

acinésia, hipertonia,

síndrome das pernas

irrequietas

Desconhecida

Síndrome

maligna

neurolépticos;

síndrome

serotonina

(ver

secção

4.5);

paralisia facial

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raras

Linfopenia, contagem

eosinófilos

aumentada

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

Cardiopatias

Pouco frequentes

Palpitações,

taquicardia

Raras

Prolongamento

intervalo

corrigido

electrocardiograma

Desconhecida

Torsade

pointes

(ver secção 4.4)

Afeções oculares

Frequentes

Visão turva

Pouco frequentes

Fotofobia

Raras

Ambliopia,

perturbações

visão, prurido ocular,

xeroftalmia

Afeções do ouvido e

do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens, acufenos

Raras

Otalgia

Vasculopatias

Pouco frequentes

Crise

hipertensiva,

hipertensão,

hipotensão

ortostática,

hipotensão

Raras

Hipertensão sistólica,

hipertensão

diastólica,

labilidade

da pressão arterial

Desconhecida

Síncope,

tromboembolismo

venoso

Doenças

respiratórias,

torácicas

e

do

mediastino

Pouco frequentes

Dispneia, faringite

Raras

Soluços

Doenças

gastrointestinais

Frequentes

Náuseas,

vómitos,

obstipação, dispepsia,

xerostomia, sialorreia

Pouco frequentes

Diarreia,

disfagia,

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

gastrite,

desconforto

gastrointestinal,

edema

língua,

espessamento

língua, flatulência

Raras

Refluxo

gastro

esofágico,

fezes

moles

Afeções

dos

tecidos

cutâneos

e

subcutâneos

Pouco frequentes

Urticária,

erupção

cutânea,

erupção

cutânea

maculopapular, acne

Raras

Psoríase,

dermatite

alérgica,

alopécia,

edema

face,

eritema,

erupção

cutânea

papular,

irritação cutânea

Desconhecida

Hipersensibilidade,

angioedema

Afeções

musculosqueléticas

e

dos

tecidos

conjuntivos

Frequentes

Rigidez

musculosquelética

Pouco frequentes

Desconforto

musculosquelético,

cãibras,

dores

extremidades, rigidez

das articulações

Raras

Trismo

Doenças

renais

e

urinárias

Raras

Incontinência

urinária, disúria

Desconhecidas

Enurese

Doenças

dos

órgãos

genitais e da mama

Raras

Disfunção

eréctil,

aumento

ereção,

galactorreia,

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

ginecomastia

Desconhecida

Priapismo

Doenças

do

sistema

imunitário

Desconhecida

Reação anafilática

Afeções

hepatobiliares

Pouco frequentes

Aumento das enzimas

hepáticas

Raras

Anomalia no teste da

função hepática

Perturbações gerais e

alterações no local de

administração

Frequentes

Astenia, fadiga

Pouco frequentes

Desconforto torácico,

alterações da marcha,

dor, sede

Raras

Pirexia,

sensação

calor

Exames

complementares

de

diagnóstico

Raras

Aumento

lactato

desidrogenase

plasmática

Situações

na

gravidez,

no

puerpério

e

perinatais

Desconhecida

Síndrome neonatal de

privação de fármacos

(ver secção 4.6)

Em ensaios clínicos de curto e longo termo na esquizofrenia e nos episódios de mania da

perturbação bipolar, com a ziprasidona, a incidência de convulsões tónico clónicas e

hipotensão foi pouco frequente, tendo ocorrido em menos de 1% dos doentes tratados

com ziprasidona.

A ziprasidona provoca um prolongamento ligeiro a moderado do intervalo QT (ver

secção 5.1).

Nos ensaios clínicos na esquizofrenia, observou-se um aumento de 30 a 60 ms em 12,3%

(976 / 7941) dos traçados ECG de doentes medicados com ziprasidona e em 7,5%

(73/975) dos traçados ECG de doentes medicados com placebo. Foi observado um

prolongamento > 60 ms em 1,6%(128 / 7941) e 1,2% (12 / 975) dos traçados de doentes

medicados com ziprasidona e placebo, respetivamente. A incidência do prolongamento

do intervalo QTc acima de 500 ms foi de 3 num total de 3266 (0,1%) doentes medicados

com ziprasidona e de 1 num total de 538 (0,2%) doentes medicados com placebo. Foram

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

observados resultados semelhantes

nos ensaios clínicos

nos episódios de

mania da

perturbação bipolar.

No tratamento de manutenção de longa duração em ensaios clínicos na esquizofrenia, os

níveis de prolactina dos doentes medicados com ziprasidona por vezes aumentaram,

embora, na maioria dos doentes, tenham retomado os valores normais sem a interrupção

tratamento.

Além

disso,

manifestações

clínicas

potenciais

(por

exemplo,

ginecomastia e aumento das mamas) foram raras.

População pediátrica

Mania bipolar

A ziprasidona oral foi administrada em ensaios clínicos (ver secção 5.1) a 267 indivíduos

em idade pediátrica com perturbação bipolar. Num estudo controlado com placebo, as

reações adversas mais frequentes (notificadas com uma frequência > 10% foram sedação,

sonolência,

cefaleia,

fadiga

náusea.

frequência,

tipo

severidade

reações

adversas nestes indivíduos foram, de um modo geral, similares às ocorridas nos adultos

com perturbação bipolar tratados com ziprasidona.

A ziprasidona foi associada a um prolongamento ligeiro a moderado do intervalo QT

relacionado com a dose no ensaio clínico pediátrico bipolar similar ao observado na

população adulta. As crises tónicas clónicas e hipotensão não foram notificadas nos

ensaios clínicos controlados por placebo pediátricos bipolares.

4.9 Sobredosagem

A experiência com a sobredosagem de ziprasidona é limitada. A maior ingestão única

confirmada de ziprasidona é de 12800 mg. Neste caso, foram reportados sintomas

extrapiramidais e um intervalo QTc de 446 milisegundos (sem sequelas cardíacas). No

geral,

sintomas

mais

frequentemente

relatados

após

sobredosagem

são

sintomas

extrapiramidais, sonolência, tremores e ansiedade.

A possibilidade de embotamento, convulsões ou reações distónicas da cabeça e pescoço

que se seguem à sobredosagem podem causar risco de aspiração através da indução do

vómito. Deve ser iniciada imediatamente a monitorização da função cardiovascular, que

deve incluir a monitorização electrocardiográfica contínua para deteção de possíveis

arritmias. Não existe um antídoto específico para a ziprasidona.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

Farmacoterapêutico:

2.9.2

Sistema

Nervoso

Central

Psicofármacos,

antipsicóticos.

Código ATC: NO5A E04.

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

A ziprasidona possui uma elevada afinidade para os recetores dopaminérgicos tipo 2 (D2)

e uma afinidade substancialmente superior para os recetores da serotonina tipo 2A

(5HT2A). Através da utilização da tomografia de emissão de positrões (TEP) verificou-se

que o bloqueio dos recetores, 12 horas após uma dose única de 40mg, foi superior a 80%

para os recetores da serotonina tipo 2A e superior a 50% para os recetores da dopamina

tipo D2. A ziprasidona também interage com os recetores da serotonina 5HT2C, 5HT1D

e 5HT1A, relativamente aos quais a sua afinidade é igual ou maior do que para os

recetores

ziprasidona

afinidade

moderada

para

transportadores

neuronais da serotonina e da noradrenalina. A ziprasidona apresenta uma afinidade

moderada para os recetores alfa-1 e para os da histamina H(1). A ziprasidona demonstrou

ter uma afinidade desprezível para os recetores muscarínicos M(1).

A ziprasidona mostrou ser simultaneamente um antagonista dos recetores da serotonina

tipo 2ª (5HT2A) e dos recetores dopaminérgicos tipo 2 (D2). É suposto que a atividade

terapêutica seja mediada, em parte, através desta combinação de atividades antagonistas.

A ziprasidona é também um potente antagonista dos recetores 5HT2C e 5HT1D, um

potente

agonista

recetores

5HT1A

inibidor

recaptação

neuronal

noradrenalina e da serotonina.

Informação adicional sobre ensaios clínicos

Esquizofrenia

Num ensaio clínico de 52 semanas, a ziprasidona foi eficaz na manutenção da melhoria

clínica durante a terapêutica em doentes que mostraram resposta ao tratamento inicial:

não houve evidência clara da existência de uma relação dose-resposta entre os grupos

medicados com ziprasidona. Neste estudo de longa duração, que incluiu doentes com

ambos os sintomas, positivos e negativos, a eficácia da ziprasidona foi demonstrada em

ambos os sintomas, positivos e negativos.

A incidência de aumento de peso corporal, descrito como efeito adverso em ensaios

clínicos de curta duração (4-6 semanas), na esquizofrenia, foi inferior e idêntica nos

doentes medicados com ziprasidona e com placebo (ambos 0,4%). Num ensaio clínico

controlado com placebo, com duração de um ano, foi observada uma redução média de

peso de 1-3 kg nos doentes medicados com ziprasidona em comparação com uma

redução média de 3 kg nos doentes medicados com placebo.

Num estudo comparativo na esquizofrenia, em dupla ocultação, foram determinados

parâmetros metabólicos, incluindo peso e valores de insulina em jejum, colesterol total e

triglicéridos

índice

resistência

insulina

(IR).

doentes

medicados

ziprasidona

não

foram

observadas

alterações

significativas

comparativamente

condições basais em nenhum destes parâmetros metabólicos.

Resultados de um estudo de segurança pós-comercialização de grande dimensão:

Foi efetuado um estudo aleatorizado, pós-comercialização, que incluiu 18.239 doentes

com esquizofrenia em seguimento observacional de 1 ano, para determinar se o efeito da

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

ziprasidona no intervalo QTc está associado a um aumento do risco de mortalidade não

relacionada com suicídio. Este estudo, que decorreu de acordo com a prática clínica real,

não evidenciou diferença na taxa global de mortalidade não relacionada com suicídio,

entre os tratamentos com ziprasidona e olanzapina (endpoint primário). O estudo também

não mostrou diferenças nos endpoints secundários de mortalidade por todas as causas,

mortalidade por suicídio, mortalidade por morte súbita, contudo, foi observada uma

incidência numérica superior, não significativa, da mortalidade cardiovascular no grupo

tratado com ziprasidona. Foi também observada no grupo da ziprasidona uma incidência

estatística

significativamente

maior

hospitalização

todas

causas

devida,

sobretudo, à diferença no número de hospitalizações psiquiátricas.

Episódios de mania na perturbação bipolar

A eficácia da ziprasidona em adultos com mania foi estabelecida em dois estudos de 3

semanas, controlados por placebo, em dupla ocultação e em um estudo com duração de

12 semanas, em dupla ocultação que comparou a ziprasidona com haloperidol e placebo.

Estes estudos incluíram, aproximadamente, 850 doentes com critérios de diagnóstico

DSM-IV

para

distúrbio

bipolar

episódio

agudo

mania

misto,

acompanhado ou não de características psicóticas.

Nestes estudos, a frequência da presença de características psicóticas na baseline foi de

49,7%, 34,7% ou 34,9%. A eficácia foi avaliada pela escala Mania Rating Scale (MRS).

Nestes estudos, a escala Clinical Global Impression-Severity (CGI-S) foi usada quer

como variável de eficácia co primária quer como secundária principal. O tratamento com

ziprasidona (40-80 mg duas vezes ao dia, dose média diária de 120 mg) resultou numa

melhoria estatisticamente significativa nas pontuações de ambas as escalas, MRS e CGI-

S, na última visita (3 semanas), comparativamente ao placebo. No estudo com duração de

12 semanas, o tratamento com haloperidol (dose média diária de 16 mg) resultou em

reduções significativamente superiores na escala MRS comparativamente à ziprasidona

(dose média diária de 121 mg). A ziprasidona demonstrou eficácia comparável ao

haloperidol em termos da proporção de doentes que mantive a resposta ao tratamento da

semana 3 à semana 12.

A eficácia da ziprasidona no tratamento da perturbação bipolar I em doentes pediátricos

(10 a 17 anos de idade) foi avaliada num ensaio clínico controlado por placebo com

duração de 4 semanas (n=237) em doentes internados e de ambulatório com critérios de

diagnóstico DSM-IV para episódios de

mania

ou mistos de perturbação bipolar I,

acompanhados ou não de características psicóticas e uma pontuação Y-MRS

17 na

baseline. Este ensaio clínico em dupla ocultação, controlado por placebo, comparou a

ziprasidona oral em dose flexível 80-160 mg/dia (40-80 mg BID) dividida em duas doses

para doentes com peso <45 kg; 40-80 mg/dia (20-40 mg BID) para doentes com peso

<45kg com placebo. A ziprasidona foi administrada numa dose única de 20 mg no

primeiro dia e posteriormente titulada durante 1-2 semanas, em duas doses diárias, para

um intervalo alvo de 120-160 mg/dia para doentes com peso

45 kg, ou 60-80 mg/dia

para doentes com peso <45kg. O doseamento assimétrico, com doses da manhã 20 mg ou

40 mg inferiores às doses da noite, foi permitido. A ziprasidona foi superior ao placebo

na alteração da baseline até à semana 4 na pontuação total Y-MRS. Neste ensaio clínico,

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

as doses diárias médias administradas foram 119 mg e 69 mg nos doentes com peso

kg e <45 mg, respetivamente.

A segurança da ziprasidona foi avaliada em 267 doentes pediátricos (10 a 17 anos de

idade) que participaram em ensaios clínicos com doses múltiplas na mania bipolar; um

total de 82 doentes pediátricos com perturbação bipolar I foi tratado com ziprasidona

durante, pelo menos, 180 dias.

Num ensaio clínico de 4 semanas com doentes pediátricos (10-17 anos) com mania

bipolar, não ocorreram diferenças na alteração média a partir da baseline na massa

corporal, glucose em jejum, colesterol total, LDL colesterol ou níveis de triglicéridos

entre os doentes em tratamento com ziprasidona e placebo.

Não

existem

estudos

clínicos

longa

duração,

dupla

ocultação,

tenham

investigado a eficácia e tolerabilidade da ziprasidona em crianças e adolescentes.

Não existem estudos clínicos de longa duração que tenham investigado a eficácia da

ziprasidona na prevenção da recorrência de sintomas maníacos/depressivos.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após a administração por via oral de doses múltiplas de ziprasidona, com alimentos, as

concentrações séricas máximas ocorrem, geralmente, 6 a 8 horas após a toma. Estudos

farmacocinéticos demonstraram que a biodisponibilidade da ziprasidona aumenta cerca

de 100% na presença de alimentos. A biodisponibilidade absoluta de uma dose de 20 mg

administrada

alimentos

60%.

Consequentemente

recomendado

ziprasidona seja administrada com alimentos.

Distribuição

O volume da distribuição é de aproximadamente 1,1 l/kg. A ziprasidona liga-se em mais

de 99% às proteínas plasmáticas.

Biotransformação e eliminação

O tempo de semi-vida médio da ziprasidona após administração por via oral é de 6,6

horas. O estado estacionário é atingido em 1-3 dias. A depuração média da ziprasidona

administrada por via intravenosa é de 5ml/min/kg. Aproximadamente 20% da dose é

excretada na urina, sendo aproximadamente 66% eliminada nas fezes.

Linearidade

A ziprasidona demonstrou cinética linear no intervalo terapêutico de 40 a 80 mg duas

vezes dia em indivíduos que ingeriram alimentos.

A ziprasidona é extensamente metabolizada após administração oral, sendo apenas uma

pequena quantidade excretada como ziprasidona inalterada na urina (<1%) ou fezes

(<4%). A ziprasidona é depurada primariamente por três vias metabólicas, originando

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

quatro metabolitos circulantes principais, sulfóxido de benzisotiazole piperazina (BIPT),

BIPT sulfona, ziprasidona sulfóxido e S-metil-dihidroziprasidona.

A ziprasidona

forma inalterada representa cerca de 44% da concentração sérica total de substâncias

relacionadas.

Um estudo in vivo sugere que a conversão em S-metil-dihidroziprasidona é a principal

via de metabolização da ziprasidona. Estudos in vitro mostram que este metabolito

resulta da redução catalizada pela aldeído oxidase, com subsequente S-metilação. O

metabolismo

oxidativo,

principalmente

CYP3A4

potencial

contribuição

CYP1A2, está também envolvido.

A ziprasidona, a S-metil-dihidroziprasidona e a ziprasidona sulfóxido, quando testados in

vitro, partilham propriedades que podem fazer prever um prolongamento do intervalo

QTc. A S-metildihidroziprasidona é principalmente eliminada nas fezes por excreção

biliar,

contribuição

minor

metabolismo

catalisado

pela

CYP3A4.

ziprasidona sulfóxido é eliminada por excreção renal e por metabolismo secundário

catalisado pela CYP3A4.

Populações especiais

A avaliação farmacocinética de doentes tratados por via oral não revelou qualquer

diferença farmacocinética significativa entre fumadores e não fumadores.

Não foi observada qualquer diferença significativa na farmacocinética da ziprasidona

relacionada

idade

sexo.

farmacocinética

ziprasidona

doentes

pediátricos com 10 a 17 anos de idade foi semelhante à observada nos adultos após

correção das diferenças para a massa corporal.

De acordo com o facto de a depuração renal contribuir muito pouco para a depuração

total, não se verificou um aumento progressivo da exposição de ziprasidona quando

administrada a indivíduos com graus variáveis de insuficiência renal. Após administração

de 20 mg BID, durante sete dias, a exposição em indivíduos com insuficiência renal

ligeira (depuração da creatinina 30-60 ml/min), moderada (depuração da creatinina 10-29

ml/min) e grave (diálise necessária) foi de 146%, 87% e 75% respetivamente, quando

comparados com indivíduos saudáveis (depuração da creatinina > 70 ml/min).

Desconhece-se se as concentrações séricas dos metabolitos estão aumentadas nestes

doentes.

Na insuficiência hepática ligeira a moderada (Child Pugh A ou B) causada por cirrose, as

concentrações séricas após administração por via oral foram 30% superiores e o tempo de

semivida foi prolongado em cerca de 2 horas comparativamente aos doentes com função

hepática

normal.

efeito

insuficiência

hepática

concentrações

séricas

metabolitos é desconhecido.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos

convencionais

farmacologia

segurança,

toxicidade

dose

repetida,

genotoxicidade, potencial carcinogénico, toxicidade reprodutiva e desenvolvimento.

Em estudos de reprodução realizados em ratos e coelhos, a ziprasidona não revelou

evidência de teratogenicidade. Foram observados efeitos adversos sobre a fertilidade e

diminuição do peso das crias em doses causadoras de toxicidade materna, tais como

diminuição no ganho de peso. Foi registado um aumento de mortalidade perinatal e atraso

desenvolvimento

funcional

crias

para

concentrações

plasmáticas

maternas

extrapoladas das concentrações máximas no ser humano tratado com doses terapêuticas.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista de excipientes

Conteúdo:

Estearato de magnésio

Sílica coloidal anidra

Croscarmelose sódica

Amido de milho pré-gelificado

Invólucro da cápsula:

Gelatina

Dióxido de titânio (E171),

Indigotina (E132), apenas nas cápsulas de 20 mg, 40 mg, 80 mg.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister

cápsulas

ziprasidona

apresentam-se

blister

OPA/Alu/

PVC-Alu,

embalagens contendo 14, 20, 30, 56 ou 60 cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

6.6 Precauções especiais de eliminação

Os medicamentos não utilizados ou os seus resíduos devem ser eliminados de acordo

com a legislação local.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Wynn Industrial Pharma, S.A

Rua Tierno Galvan, Torre 3, 16º Piso, Amoreiras,

1070-274 Lisboa

Portugal

8. NÚMERO(S) DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: XXXXXXX – 14 cápsulas, 20mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 20 cápsulas, 20mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 30 cápsulas, 20mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 56 cápsulas, 20mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 60 cápsulas, 20mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 14 cápsulas, 40mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 20 cápsulas, 40mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 30 cápsulas, 40mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 56 cápsulas, 40mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 60 cápsulas, 40mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 14 cápsulas, 60mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 20 cápsulas, 60mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 30 cápsulas, 60mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 56 cápsulas, 60mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 60 cápsulas, 60mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 14 cápsulas, 80mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 20 cápsulas, 80mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 30 cápsulas, 80mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 56 cápsulas, 80mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 60 cápsulas, 80mg, blister de OPA/Alu/ PVC-Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO

MERCADO

Data da primeira autorização: {DD de mês de AAAA}

APROVADO EM

29-05-2012

INFARMED

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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