Valaciclovir Parke-Davis 1000 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Valaciclovir
Disponível em:
Parke-Davis - Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
J05AB11
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valaciclovir
Dosagem:
1000 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Valaciclovir, cloridrato mono-hidratado 1112 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 21 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
1.3.2 Outros antivíricos
Área terapêutica:
valaciclovir
Resumo do produto:
5310305 - Blister 21 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10010128 -
Status de autorização:
Revogado (11 de Outubro de 2012)
Número de autorização:
UK/H/1664/02/DC
Data de autorização:
2010-06-30

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Valaciclovir Parke-Davis 500 mg e 1000 mg comprimidos revestidos por película

Valaciclovir

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

-Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

-Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

-Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Valaciclovir Parke-Davis e para que é utilizado

2. Antes de tomar Valaciclovir Parke-Davis

3. Como tomar Valaciclovir Parke-Davis

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Valaciclovir Parke-Davis

6. Outras informações

1. O QUE É VALACICLOVIR PARKE-DAVIS E PARA QUE É UTILIZADO

Valaciclovir

Parke-Davis

pertence

grupo

medicamentos

denominados

antivíricos, que funcionam por pararem o crecimento ou matarem os vírus denominados

herpes simplex (HSV), varicela zoster (VZV) e citomegalovírus (CMV).

O Valaciclovir Parke-Davis pode ser utilizado para:

- tratar zona (em adultos)

- tratar infecções HSV da pele e herpes genital (em adultos e adolescentes com mais de

12 anos).

Também é utilizado para ajudar a prevenir que as infecções voltem a aparecer.

- tratar herpes labial (em adultos e adolescentes com mais de 12 anos)

- prevenir infecção com CMV após transplante de orgãos (em adultos e adolescentes com

mais de 12 anos de idade)

- infecções no olho

2. ANTES DE TOMAR VALACICLOVIR PARKE-DAVIS

NÃO TOME Valaciclovir Parke-Davis

- se tem alergia (hipersensibilidade) ao valaciclovir ou aciclovir ou a qualquer outro

componente de Valaciclovir Parke-Davis (descrito na secção 6).

- Não tome Valaciclovir Parke-Davis se esta situação se aplicar a si. Se não tem a certeza,

fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Valaciclovir Parke-Davis.

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30-06-2011

INFARMED

Tome especial cuidado com Valaciclovir Parke-Davis

Confirme com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Valaciclovir Parke-Davis se:

- tem problemas nos rins

- tem problemas no fígado

- tem mais de 65 anos de idade

- tem o sistema imunitário fraco

Se não tem a certeza se algum destes casos se aplica a si, fale com o seu médico ou

farmacêutico antes de tomar Valaciclovir Parke-Davis.

Prevenir a transmissão do herpes genital a outras pessoas

Se está a tomar Valaciclovir Parke-Davis para tratar ou prevenir herpes genital, ou se teve

herpes genital no passado, deve continuar a praticar sexo seguro, incluindo o uso de

preservativos. Isto é importante para prevenir que transmita a infecção a outras pessoas.

Não deve ter relações sexuais se tem ulcerações ou vesículas genitais.

Ao tomar Valaciclovir Parke-Davis com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros

medicamentos,

incluindo

medicamentos

obtidos

receita

médica

medicamentos à base de plantas.

Informe o seu médico ou farmacêutico se está a tomar outros medicamentos que afectam

os rins. Estes incluem: aminoglicosidos, compostos orgânicos de platina,

meios de

contraste

iodados,

metotrexato,

pentamidina,

foscarnet,

ciclosporina,

tacrolimus,

cimetidina e probenecide.

Informe sempre o seu médico ou farmacêutico sobre outros medicamentos se está a tomar

Valaciclovir Parke-Davis para o tratamento de zona ou após ter feito um transplante de

órgãos.

Gravidez e aleitamento

Valaciclovir Parke-Davis habitualmente não é recomendado para utilização durante a

gravidez. Se está grávida, ou pensa estar, ou se está a planear ficar grávida, não tome

Valaciclovir Parke-Davis sem confirmar com o seu médico.

O seu médico irá ponderar o benefício para si contra o risco para o seu bebé, de tomar

Valaciclovir Parke-Davis enquanto está grávida ou a amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Valaciclovir

Parke-Davis

pode

causar

efeitos

secundários

afectam

capacidade de conduzir.

Não conduza ou utilize máquinas a não ser que tenha a certeza que não está afectado.

3. COMO TOMAR VALACICLOVIR PARKE-DAVIS

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INFARMED

Tomar Valaciclovir Parke-Davis sempre de acordo com as indicações do médico. Fale

com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose que deve tomar irá depender do motivo pelo qual o seu médico prescreveu

Valaciclovir Parke-Davis para si. O seu médico irá discutir isso consigo.

Tratamento de zona

- A dose habitual é de 1000 mg (um comprimido de 1000 mg ou dois comprimidos de

500 mg) três vezes por dia

- Deve tomar o Valaciclovir Parke-Davis durante 7 dias.

Tratamento de herpes labial

- A dose habitual é de 2000 mg (dois comprimidos de 1000 mg ou quatro comprimidos

de 500 mg) duas vezes por dia.

- A segunda dose deve ser tomada 12 horas (não antes de 6 horas) após a primeira dose

- Deve tomar Valaciclovir Parke-Davis durante apenas um dia (duas doses).

Tratamento de infecções HSV da pele e herpes genital

- A dose habitual é de 500 mg (um comprimido de 500 mg) duas vezes por dia.

- Para a primeira infecção deve tomar Valaciclovir Parke-Davis durante cinco dias ou até

dez dias se o seu médico lhe disser para o fazer. Para infecção recorrente a duração do

tratamento habitualmente é de 3-5 dias.

Ajudar a prevenir que as infecções HSV voltem a aparecer depois de as ter tido

- A dose habitual é de um comprimido de 500 mg uma vez por dia.

Algumas

pessoas

recorrências

frequentes

podem

beneficiar

toma

comprimido de 500 mg (250 mg) duas vezes por dia.

- Deve tomar Valaciclovir Parke-Davis até o seu médico lhe dizer para parar.

Para o impedir de ser infectado pelo CMV (Citomegalovírus)

- A dose habitual é de 2000 mg (dois comprimidos de 1000 mg ou quatro comprimidos

de 500 mg) quatro vezes por dia.

- Deve tomar cada dose com cerca de 6 horas de intervalo.

- Deve habitualmente iniciar a toma de Valaciclovir Parke-Davis o mais cedo possível

após a sua cirurgia.

- Deve tomar Valaciclovir Parke-Davis durante cerca de 90 dias após a sua cirurgia , até o

seu médico lhe dizer para parar.

O seu médico pode ajustar a dose de Valaciclovir Parke-Davis se:

- tem mais de 65 anos de idade

- tem um sistema imunitário fraco

- tem problemas de rins.

Fale com o seu médico antes de tomar Valaciclovir Parke-Davis se algum dos casos

acima descritos se aplicar a si.

Ao tomar Valaciclovir Parke-Davis

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- Tome este medicamento pela boca.

- Engula os comprimidos inteiros com um copo de água.

- Tome Valaciclovir Parke-Davis à mesma hora do dia.

Tome

Valaciclovir

Parke-Davis

acordo

instruções

médico ou

farmacêutico.

Pessoas com mais de 65 anos de idade ou com problemas nos rins

É muito importante que enquanto estiver a tomar Valaciclovir Parke-Davis beba água

regularmente durante o dia. Isto irá ajudar a reduzir os efeitos secundários que podem

afectar o rim ou o sistema nervoso. O seu médico irá acompanhá-lo de perto quanto estes

sinais. Os efeitos secundários no sistema nervoso podem incluir sentir-se confuso ou

agitado, ou sentir-se invulgarmente sonolento ou sem acção.

Se tomar mais Valaciclovir Parke-Davis do que deveria

Habitualmente Valaciclovir Parke-Davis é desprovido de riscos a não ser que tome

comprimidos demais durante vários dias. Se tomar demasiados comprimidos poderá

sentir-se

enjoos,

vómitos,

ficar

confuso,

agitado

invulgarmente

sonolento. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tomar demasiado Valaciclovir.

Leve a embalagem do medicamento consigo.

Caso se tenha esquecido de tomar Valaciclovir Parke-Davis

- Se se esquecer de tomar Valaciclovir Parke-Davis, tome-o o mais cedo possível quando

se lembrar. Mas, se estiver quase na hora da próxima dose, salte a dose que falhou.

- Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

4.EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, Valaciclovir Parke-Davis pode causar efeitos secundários,

no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Doenças em que precisa de ter cuidado

- reacções alérgicas graves (anafilaxia). Isto é raro em pessoas a tomar Valaciclovir

Parke-Davis. Os sintomas de desenvolvimento rápido incluem:

- calor, erupção cutânea com comichão

inchaço

lábios,

face,

pescoço

garganta,

causando

dificuldade

respirar

(angioedema)

- diminuição na pressão arterial conduzindo a colapso.

Se tem uma reacção alérgica, pare de tomar Valaciclovir Parke-Davis e dirija-se

imediatamente a um médico.

Muito frequentes (afecta mais de 1 em 10 pessoas):

- dor de cabeça

Frequentes (afecta até 1 em 10 pessoas)

- enjoos

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30-06-2011

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- tonturas

- vómitos

- diarreia

- reacção da pele após exposição à luz solar (fotossensibilidade).

- erupção cutânea

Pouco frequentes (afecta até 1 em 100 pessoas)

- sentir-se confuso

- ver ou ouvir coisas que não existem (alucinações)

- sentir-se muito sonolento

- tremores

- sentir-se agitado

Estes efeitos secundários no sistema nervoso ocorrem habitualmente em pessoas com

problemas nos rins, nos idosos ou em doentes com transplante de órgãos medicados com

doses elevadas de 8 gramas ou mais de Valaciclovir Parke-Davis por dia. Estes doentes

habitualmente melhoram quando param de tomar Valaciclovir Parke-Davis ou quando a

dose é reduzida.

Outros efeitos secundários pouco frequentes:

- falta de ar (dispneia)

- desconforto no estômago

- erupção cutânea, por vezes com comichão, erupções salientes (urticária)

- Dor de costas na região inferior (dor nos rins)

Efeitos secundários pouco frequentes que podem aparecer nas análises ao sangue:

- redução no número de glóbulos brancos (leucopenia)

- redução no número de plaquetas no sangue que são células que ajudam o sangue a

coagular (trombocitopenia)

- aumento de substâncias produzidas pelo fígado.

Raros (afectam até 1 em 1000 pessoas)

- instabilidade a andar e falta de coordenação (ataxia)

- discurso lento, desarticulado (disartria)

- convulsões

- funções cerebrais alteradas (encefalopatia)

- perda de consciência (coma)

- pensamentos confusos ou perturbados

Estes efeitos secundários do sistema nervoso habitualmente ocorrem em pessoas com

problemas nos rins, nos idosos ou em doentes com órgãos transplantados a tomarem

doses elevadas de 8 gramas ou mais de Valaciclovir Parke-Davis por dia. Estes doentes

habitualmente melhoram quando param de tomar Valaciclovir Parke-Davis ou quando a

dose é reduzida.

Outros efeitos secundários:

- problemas nos rins em pessoas que não urinam ou urinam pouco.

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5. COMO CONSERVAR VALACICLOVIR PARKE-DAVIS

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Valaciclovir Parke-Davis após o prazo de validade impresso no blister, após

VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Valaciclovir Parke-Davis

- A substância activa é o valaciclovir.

Cada comprimido revestido por película contém 500 mg de valaciclovir (sob a forma de

cloridrato de valaciclovir mono-hidratado).

Cada comprimido revestido por película contém 1000 mg de valaciclovir (sob a forma de

cloridrato de valaciclovirmono-hidratado).

- Os outros componentes são celulose microcristalina, crospovidona (Tipo A), povidona

K90, estearato de magnésio, Opadry azul 13B5057 (hipromelose, Laca de alumínio

índigo carmim (E132), dióxido de titânio (E171), macrogol 400, polissorbato).

Qual o aspecto de Valaciclovir Parke-Davis e conteúdo da embalagem

Comprimido revestido por película.

Valaciclovir Parke-Davis 500 mg comprimidos revestidos por película

Comprimidos azuis, revestidos por película, com forma capsular, com linha de divisão

em ambos os lados, gravados com ‘F’ num dos lados e ‘9’ e ‘3’ no outro lado.

O comprimido pode ser dividido em duas partes iguais.

Valaciclovir Parke-Davis 1000 mg comprimidos revestidos por película

Comprimidos azuis, revestidos por película, com forma capsular, com linha de divisão

em ambos os lados, gravados com ‘F’ num dos lados e ‘8’ e ‘3’ no outro lado.

O comprimido pode ser dividido em duas partes iguais.

Valaciclovir Parke-Davis comprimidos revestidos por película está disponível em blister

de Alumínio PVC/PVdC ou em frasco de HDPE.

Blister:

500 mg: 5, 10, 21, 24, 30, 42, 50, 90 e 112 comprimidos

1000 mg: 5, 10, 14, 21, 24, 30, 42, 50 e 90 comprimidos

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Frasco:

500 mg e 1000 mg: 30 e 500 comprimidos

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Parke-Davis, Produtos Farmacêuticos, Lda.

Lagoas Park, Edifício 10

2740-271 Porto Salvo

Fabricante

Milpharm Limited

Ares Block, Odyssey Business Park,

West End Road

South Ruislip HA4 6QD

Reino Unido

Pfizer PGM

Zone industrielle, 29,

Route des Industries,

37530 Pocé -Sur-Cisse

França

Pfizer Service Company

Hoge Wei 10, 1930,

Zaventem,

Bélgica

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Áustria

Valaciclovir Aurobindo 500 mg & 1000 mg Filmtabletten

Bélgica

Valaciclovir Aurobindo 500 mg comprimés pelliculés

Dinamarca

Valaciclovir Pfizer

Finlândia

Valaciclovir Pfizer 500 mg tabletti, kalvopäällysteinen

França

VALACICLOVIR PFIZER 500 mg, comprimé pelliculé

Alemanha

Valaciclovir Pfizer 500 mg Filmtabletten

Grécia

Valaciclovir Aurobindo 500 mg

επικαλυµµένο

µε

λεπτό

υµένιο

δισκίο

Irlanda

Valaciclovir Pfizer 500 mg film-coated tablets

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INFARMED

Itália

Valaciclovir Pfizer 500 mg & 1000 mg compresse rivestite con film

Holanda

Valaciclovir Pfizer 500 mg, filmomhulde tabletten

Noruega

Valaciclovir Aurobindo 500 mg tabletter, filmdrasjerte

Portugal

Valaciclovir Parke-Davis

Eslovénia

Valaciklovir Pfizer 500 mg filmsko obložene tablete

Espanha

VALACICLOVIR AUROBINDO 500 mg & 1000 mg comprimidos

recubiertos con película EFG

Suécia

Valaciclovir Aurobindo 500 mg filmdragerade tabletter

Reino Unido Valaciclovir 500 mg & 1000 mg film-coated tablets

Este folheto foi aprovado pela última vez em

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30-06-2011

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Valaciclovir Parke-Davis, 500 mg, comprimidos revestidos por película

Valaciclovir Parke-Davis, 1000 mg, comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Valaciclovir Parke-Davis, 500 mg, comprimidos revestidos por película

Cada comprimido contém cloridrato de valaciclovir mono-hidratado equivalente a 500

mg de valaciclovir.

Valaciclovir Parke-Davis, 1000 mg, comprimidos revestidos por película

Cada comprimido contém cloridrato de valaciclovir mono-hidratado equivalente a 1000

mg de valaciclovir.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Valaciclovir Parke-Davis, 500 mg, comprimidos revestidos por película

Comprimidos azuis, revestidos por película, com forma capsular, com linha de partição

parcial em ambos os lados, gravados com ‘F’ num dos lados e ‘9’ e ‘3’ no outro lado.

O comprimido pode ser dividido em duas partes iguais.

Valaciclovir Parke-Davis, 1000 mg, comprimidos revestidos por película

Comprimidos azuis, revestidos por película, com forma capsular, com linha de partição

parcial em ambos os lados, gravados com ‘F’ num dos lados e ‘8’ e ‘3’ no outro lado.

O comprimido pode ser dividido em duas partes iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Infecções pelo vírus varicella zoster (VZV) – herpes zoster

Valaciclovir Parke-Davis está indicado para o tratamento de herpes zoster (zona) e zoster

oftálmico em adultos imunocompetentes (ver secção 4.4).

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

Valaciclovir Parke-Davis está indicado para o tratamento de herpes zoster em doentes

adultos com imunossupressão ligeira ou moderada (ver secção 4.4.).

Infecções pelo vírus herpes simplex (HSV)

Valaciclovir Parke-Davis está indicado

No tratamento e supressão das infecções por HSV da pele e

membranas

mucosas

incluindo

- tratamento do primeiro episódio de herpes genital em doentes imunocompetentes

- recorrências do herpes genital em doentes imunocompetentes e imunocomprometidos

supressão

herpes

genital

recorrente

doentes

imunocompetentes

imunocomprometidos

Tratamento e supressão das infecções oculares recorrentes por HSV (ver secção 4.4)

Não foram conduzidos estudos clínicos em doentes imunocomprometidos infectados pelo

HSV para outras causas que não infecções por VIH (ver secção 5.1).

Infecções por citomegalovírus (CMV)

Valaciclovir Parke-Davis está indicado na profilaxia da infecção e doença por CMV,

após o transplante de órgãos sólidos em adultos e adolescentes (ver secção 4.4).

4.2 Posologia e modo de administração

Infecções pelo vírus varicella zoster (VZV) – herpes zoster

Os doentes devem ser aconselhados a iniciar o tratamento mais breve possível após o

diagnóstico de herpes zoster. Não existem dados sobre o tratamento iniciado 72h após o

início da erupção cutânea zoster.

Adultos imunocompetentes

A dose nos doentes imunocompetentes é de 1000 mg três vezes por dia durante 7 dias

(dose diária total de 3000 mg). Esta dose deve ser reduzida de acordo com a depuração da

creatinina (ver Compromisso renal abaixo).

Adultos imunocomprometidos

A dose nos doentes imunocomprometidos é de 1000 mg três vezes por dia durante pelo

menos 7 dias (dose diária total de 3000 mg) e durante 2 dias após a formação de crostas

nas lesões. Esta dose deve ser reduzida de acordo com a depuração da creatinina (ver

Compromisso renal abaixo).

Em doentes imunocomprometidos, o tratamento antivírico é sugerido para doentes que

apresentem formação de vesículas no período de uma semana ou em qualquer momento

antes da completa formação de crostas das lesões.

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

Tratamento de infecções pelo vírus herpes simplex (HSV) em adultos e adolescentes (

12 anos)

Adultos e adolescentes (

12 anos) imunocompetentes

A dose de Valaciclovir Parke-Davis é de 500 mg duas vezes por dia (dose diária total de

1000 mg). Esta dose deve ser reduzida de acordo com a depuração da creatinina (ver

Compromisso renal abaixo).

Para episódios recorrentes, o tratamento deve ser por 3 a 5 dias. Para episódios iniciais,

que podem ser mais graves, o tratamento poderá ter de ser estendido a 10 dias. A

terapêutica deve ser iniciada logo que possível. Para episódios recorrentes de herpes

simplex, idealmente o tratamento deve ser iniciado durante o período prodrómico ou

imediatamente após o aparecimento dos primeiros sinais e sintomas. O Valaciclovir

Parke-Davis pode prevenir o aparecimento de lesões quando tomado aos primeiros sinais

e sintomas de uma recorrência de HSV.

Herpes labial

Para o herpes labial (vesículas), 2000 mg de valaciclovir duas vezes por dia é um

tratamento eficaz em adultos e adolescentes. A segunda dose deve ser tomada cerca de 12

h (não mais cedo do que 6 h) após a primeira dose. Esta dose deve ser reduzida de acordo

com a depuração da creatinina (ver Compromisso renal abaixo). Quando se utiliza este

regime terapêutico, o tratamento não deve exceder 1 dia, visto ter sido demonstrado que

não proporciona benefício clínico adicional. A terapêutica deve ser iniciada ao primeiro

sintoma do aparecimento de vesículas (por exemplo formigueiro, comichão ou sensação

de calor).

Adultos imunocomprometidos

Para o tratamento de HSV em doentes imunocomprometidos, a dose é de 1000 mg duas

vezes por dia durante pelo menos 5 dias, após a avaliação da gravidade da condição

clínica e estado imunológico do doente. Esta dose deve ser reduzida de acordo com a

depuração da creatinina (ver Compromisso renal abaixo). Para um benefício clínico

máximo,

tratamento

deve

iniciado

dentro

horas.

Aconselha-se

monitorização rigorosa da evolução das lesões.

Supressão

infecções

recorrentes

vírus

herpes

simplex

(HSV)

adultos

adolescentes (

12 anos)

Adultos e adolescentes (

12 anos) imunocompetentes

A dose é de 500 mg de Valaciclovir Parke-Davis uma vez por dia. Alguns doentes com

recorrências muito frequentes (

10/ano na ausência de terapêutica) podem ter um

benefício adicional da toma da dose diária de 500 mg fraccionada em 2 tomas diárias

(250 mg duas vezes por dia). Esta dose deve ser reduzida de acordo com a depuração da

creatinina (ver Compromisso renal abaixo). Após 6 a 12 meses de terapêutica deve ser

feita uma reavaliação do tratamento.

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

Adultos imunocomprometidos

A dose é de 500 mg de Valaciclovir Parke-Davis duas vezes por dia. Esta dose deve ser

reduzida de acordo com a depuração da creatinina (ver Compromisso renal abaixo). Após

6 a 12 meses de terapêutica deve ser feita uma reavaliação do tratamento.

Profilaxia da infecção e doença causadas pelo citomegalovírus (CMV) em adultos e

adolescentes (

12 anos)

A dose de Valaciclovir Parke-Davis é de 2000 mg quatro vezes por dia, a ser iniciado o

mais cedo possível após o transplante. Esta dose deve ser reduzida de acordo com a

depuração da creatinina (ver Compromisso renal abaixo).

A duração do tratamento é normalmente de 90 dias, mas poderá ser prolongada em

doentes de alto risco.

Populações especiais

Crianças

Não foi avaliada a eficácia de Valaciclovir Parke-Davis em crianças com idade inferior a

12 anos.

Idosos

Deve ser considerada a possibilidade de compromisso renal nos idosos e a dose deve ser

ajustada

adequadamente

(ver

Compromisso

renal,

abaixo).

Deve

manter-se

hidratação adequada.

Compromisso renal

Aconselha-se precaução quando se utiliza Valaciclovir Parke-Davis em doentes com

função renal comprometida. Deve ser mantida uma hidratação adequada. A dose de

Valaciclovir Parke-Davis deve ser reduzida em doentes com compromisso da função

renal conforme descrito na Tabela 1 abaixo.

Em doentes com hemodiálise intermitente, a dose de Valaciclovir Parke-Davis deve ser

administrada após a realização da hemodiálise. A depuração da creatinina deve ser

monitorizada frequentemente, especialmente durante períodos em que se verifiquem

alterações rápidas da função renal, por exemplo, imediatamente após o transplante ou

enxerto. A dose de Valaciclovir Parke-Davis deve ser adequadamente ajustada.

Compromisso hepático

Estudos com uma dose de 1000 mg de valaciclovir em doentes adultos demonstram não

ser necessária uma alteração da dose em doentes com cirrose ligeira ou moderada

(manutenção da função de síntese hepática). Dados farmacocinéticos em doentes com

cirrose avançada (compromisso da função de síntese hepática e evidência de derivação

portal sistémica) não indicam necessidade de ajuste da dose. No entanto, a experiência

clínica é limitada.

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

Para as doses mais elevadas (4000 mg ou mais por dia), ver secção 4.4.

Tabela 1: AJUSTE DE DOSE PARA COMPROMISSO RENAL

Indicações terapêuticas

Depuração

creatinina

(mL/min)

Dose

Valaciclovir

Parke-Davis

Infecções pelo vírus varicella

zoster (VZV)

1000 mg três vezes por

30 a 49

1000 mg duas vezes por

10 a 29

1000 mg uma vez por

Tratamento do herpes zoster

(vesículas)

adultos

imunocompetentes

imunocomprometidos

<10

500 mg uma vez por dia

Infecções pelo vírus Herpes

simplex (HSV)

Tratamento de infecções por

500 mg duas vezes por dia

adultos

adolescentes

imunocompetentes

< 30

500 mg uma vez por dia

1000 mg duas vezes por dia

adultosimunocomprometidos

< 30

1000 mg uma vez por dia

2000 mg duas vezes num

30 a 49

1000 mg duas vezes num

10 a 29

500 mg duas vezes num dia

Tratamento do herpes labial

(vesículas)

adultos

adolescentes

imunocompetentes

(regime

alternativo de 1 dia)

<10

500 mg dose única

Supressão das infecções por

500 mg uma vez por dia

adultos

adolescentes

imunocompetentes

< 30

250 mg uma vez por dia

500 mg duas vezes por dia

adultos

imunocomprometidos

< 30

500 mg uma vez por dia

Infecções

citomegalovírus (CMV)

2000 mg quatro vezes por

50 a <75

1500 mg quatro vezes por

25 a <50

1500 mg três vezes por dia

10 a <25

1500 mg duas vezes por dia

Profilaxia

adultos

adolescentes

receptores de transplante de

órgãos sólidos

<10 ou em diálise

1500 mg uma vez por dia

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

para doentes com hemodiálise intermitente, a dose deve ser dada no dia após a diálise.

Para a supressão do HSV em indivíduos imunocompetentes com um historial de

recorrências/ano poderão ser obtidos melhores resultados com 250 mg duas vezes por

dia.

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade ao valaciclovir, aciclovir ou a qualquer um dos excipientes (ver

secção 6.1).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Estado de Hidratação

Devem ser tomadas precauções de modo a assegurar uma ingestão adequada de fluidos

nos doentes em risco de desidratação, particularmente nos idosos.

Utilização em doentes com compromisso renal e em doentes idosos

O aciclovir é eliminado por depuração renal, por essa razão a dose de valaciclovir deve

ser reduzida em doentes com compromisso renal (ver secção 4.2). Os doentes idosos

podem ter a função renal comprometida e deve ser considerada a necessidade da redução

dose

neste

grupo

doentes.

idosos

doentes

antecedentes

compromisso renal apresentam um risco acrescido de desenvolverem efeitos adversos

neurológicos e devem ser cuidadosamente monitorizados para evidência de tais efeitos.

Nos casos notificados, estas reacções foram geralmente reversíveis após suspensão do

tratamento (ver secção 4.8).

Utilização de doses elevadas de Valaciclovir Parke-Davis no compromisso hepático e

transplante hepático

Não existem dados disponíveis sobre a utilização de doses elevadas (4000 mg ou mais

dia)

doentes

doença

hepática.

Não

foram

conduzidos

estudos

valaciclovir em transplante hepático, no entanto deve tomar-se precaução quando se

administram doses superiores a 4000 mg a estes doentes.

Utilização no tratamento de zona

A resposta clínica deve ser rigorosamente

monitorizada, especialmente em doentes

imunocomprometidos. Deve ser considerada terapêutica antivírica intravenosa quando a

resposta à terapêutica oral é considerada insuficiente.

Doentes com herpes zoster complicado, isto é, aqueles com envolvimento visceral, zona

disseminada, neuropatias motoras, encefalites e complicações vasculares cerebrais devem

ser tratados com terapêutica antivírica intravenosa.

Além disso, doentes imunocomprometidos com zoster oftálmico ou aqueles com um risco

elevado de disseminação da doença e envolvimento visceral do órgão devem ser tratados

com terapêutica antivírica intravenosa.

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

Transmissão de herpes genital

Os doentes devem ser aconselhados a evitar relações sexuais quando os sintomas estão

presentes mesmo se o tratamento com um antivírico tenha sido iniciado. Durante o

tratamento supressivo com fármacos antivíricos, a frequência da transmissão viral é

significativamente reduzida. No entanto, ainda existe um risco de transmissão. Pelo que,

adicionalmente à terapêutica com valaciclovir, é recomendado que os doentes utilizem

práticas sexuais mais seguras.

Utilização nas infecções oculares por HSV

Deve

ser cuidadosamente

monitorizada

a resposta clínica

nestes doentes. Deve ser

considerada

terapêutica

antivírica

intravenosa

quando

preveja

resposta

terapêutica oral seja insuficiente.

Utilização em infecções por CMV

Dados de eficácia de valaciclovir em doentes transplantados (~ 200) com um risco

elevado de doença por CMV (por exemplo dadores CMV positivos/receptores CMV

negativo ou utilização de terapêutica de indução da globulina anti-timócitos) sugerem que

o valaciclovir só deverá ser utilizado nestes doentes quando as precauções de segurança

impedem a utilização de valganciclovir ou ganciclovir.

Doses elevadas de valaciclovir tal como exigido para a profilaxia do CMV podem

resultar numa maior frequência de acontecimentos adversos, incluindo anomalias no

SNC, do que a observada com doses mais baixas administradas para outras indicações

(ver secção 4.8). Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados para alterações na

função renal, e as doses ajustadas adequadamente (ver secção 4.2).

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

A combinação de Valaciclovir Parke-Davis com medicamentos nefrotóxicos deve ser

feita cuidadosamente, especialmente em indivíduos com compromisso da função renal, e

requer vigilância regular da função renal. Isto aplica-se à administração concomitante

aminoglicosídeos,

organoplatinas,

meios

contraste

iodados,

metotrexato,

pentamidina, foscarnet, ciclosporina e tacromilus.

O aciclovir é eliminado na urina, principalmente sob a forma inalterada, por secreção

tubular activa renal. Após a administração de 1000 mg de valaciclovir, a cimetidina e o

probenecide reduziram a sua depuração renal e aumentaram a sua AUC em cerca de 25%

e 45%, respectivamente, pela inibição da secreção renal activa do aciclovir. A cimetidina

e probenecide tomados em conjunto com o valaciclovir aumentam a AUC do aciclovir

cerca

65%.

Outros

medicamentos

(incluindo,

exemplo,

tenofovir)

administrados concomitantemente que competem com ou inibem a secreção tubular

activa podem aumentar as concentrações de aciclovir por este mecanismo. Do mesmo

modo, a administração de valaciclovir pode aumentar as concentrações plasmáticas da

substância concomitantemente administrada.

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

Nos doentes expostos a doses elevadas de aciclovir a partir do valaciclovir (por exemplo,

no tratamento de zona ou profilaxia do CMV), recomenda-se precaução durante a

administração concomitante com este tipo de fármacos que inibem a secreção tubular

renal activa.

Verificaram-se aumentos nas AUCs plasmáticas do aciclovir e do metabolito inactivo do

micofenolato

mofetilo,

fármaco

imunossupressor

utilizado

doentes

transplantados, quando estes fármacos são co-administrados. Não se observou alteração

no pico das concentrações ou na AUCs com

a co-administração de valaciclovir e

micofenolato

voluntários

saudáveis.

experiência

clínica

desta

combinação é limitada.

4.6 Fertilidade, gravidez, aleitamento

Gravidez

A quantidade de dados disponíveis sobre a utilização de valaciclovir e de aciclovir na

gravidez são limitados, a partir de registos de gravidez (que documentam o resultados da

gravidez em mulheres expostas a valaciclovir ou a aciclovir (o metabolito activo do

valaciclovir) oral ou intravenoso; 111 e 1246 resultados (29 e 756 expostas durante o

primeiro trimestre de gravidez, respectivamente) e a experiência pós-comercialização

indicam

não existir

malformação ou toxicidade no

feto/recém-nascido. Estudos em

animais não demonstraram toxicidade reprodutiva para o valaciclovir (ver secção 5.3). O

Valaciclovir Parke-Davis só deverá ser utilizado durante a gravidez se os benefícios

potenciais do tratamento forem superiores ao risco potencial.

Aleitamento

O aciclovir, principal metabolito do valaciclovir, é excretado no leite materno. No

entanto, em doses terapêuticas de valaciclovir, não são previstos efeitos nos recém-

nascidos/bebés a em amamentação uma vez que a dose ingerida pela criança é inferior a

2% da dose terapêutica de aciclovir intravenoso para o tratamento de herpes neonatal (ver

secção 5.2). O Valaciclovir Parke-Davis deve ser utilizado com precaução durante o

aleitamento e apenas quando indicado clinicamente.

Fertilidade

O Valaciclovir Parke-Davis não afecta a fertilidade em ratos medicados pela via oral.

Com elevadas doses parentéricas de aciclovir, foi observada em ratos e cães atrofia

testicular

aspermatogénese.

Não

foram

realizados

valaciclovir

estudos

fertilidade humana, mas não foram notificadas alterações na contagem, motilidade ou

morfologia dos espermatozóides em 20 doentes após 6 meses de tratamento com 400 a

1000 mg de aciclovir.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram realizados estudos sobre os efeitos na capacidade de conduzir e utilizar

máquinas. Deve ser considerado o estado clínico do doente e o perfil de reacções

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

adversas do valaciclovir quando se está a considerar a capacidade do doente de conduzir

e utilizar máquinas. Além disso, um efeito negativo sobre tais actividades não pode ser

previsto a partir da farmacologia da substância activa.

4.8 Efeitos indesejáveis

As reacções adversas (RA) mais comuns, notificadas em pelo menos uma indicação, por

doentes tratados com valaciclovir nos ensaios clínicos foram cefaleias e náuseas. As RA

mais

graves

tais

como

síndrome

urémico

hemolítico/

púrpura

trombocitopénica

trombótica, insuficiência renal aguda e alterações neurológicas, são discutidas com maior

detalhe noutras secções do texto.

Os efeitos indesejáveis estão listados abaixo por sistema de órgãos e frequência.

As seguintes categorias de frequência são utilizadas para classificar os efeitos adversos:

Muito frequentes (

1/10);

Frequentes (

1/100, <1/10);

Pouco frequentes (

1/1000, <1/100);

Raros (

1/10000, <1/1000);

Muito raros (<1/10000)

Os dados dos ensaios clínicos foram utilizados para atribuir categorias de frequência para

as RA se, nos ensaios, existiu evidência de uma associação com o valaciclovir.

Para as RA identificadas na experiência pós-comercialização, mas não observadas nos

ensaios clínicos, foi utilizado o valor mais conservativo do ponto estimado (“regra dos

três”) para atribuir as categorias de frequências às RA.

Para

identificadas

como

associadas

valaciclovir

experiência

pós-

comercialização e observadas nos ensaios clínicos, foi utilizado um estudo de incidência

para atribuir as categorias de frequência às RA.

A base de dados de segurança de ensaios clínicos é baseada na exposição de 5855

indivíduos

valaciclovir

ensaios

clínicos

cobrem

múltiplas

indicações

(tratamento do herpes zoster, tratamento/supressão do herpes genital e tratamento de

herpes labial).

Dados dos ensaios clínicos

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes

Cefaleias

Doenças gastrointestinais

Frequentes:

Náuseas

Dados de pós-comercialização

Doenças do sangue e do sistema linfático

Pouco frequentes:

Leucopenia, trombocitopenia

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

Leucopenia é maioritariamente notificada em doentes imunocomprometidos

Doenças do sistema imunitário

Raros:

Anafilaxia

Perturbações do foro psiquiátrico e doenças do sistema nervoso

Frequentes:

Dor de cabeça

Pouco frequentes:

Confusão,

alucinações,

diminuição

consciência, tremor, agitação

Raros:

Ataxia, disartria, convulsões, encefalopatia,

coma, sintomas psicóticos

Doenças neurológicas, algumas vezes graves, podem estar ligadas a encefalopatia e

incluem confusão, agitação, convulsões, alucinações, coma. Estes acontecimentos são

geralmente reversíveis e normalmente observados em doentes com compromisso renal ou

com outros factores de predisposição (ver secção 4.4). Nos doentes com transplante de

órgãos a receber doses elevadas (8 g dia) de valaciclovir para a profilaxia do CMV,

ocorreram mais frequentemente reacções neurológicas comparativamente a doses mais

baixas para outras indicações.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes:

Dispneia

Doenças gastrointestinais

Frequentes:

Vómitos, diarreia

Pouco frequentes:

Desconforto abdominal

Afecções hepatobiliares

Pouco frequentes:

Aumentos reversíveis nos testes da função

hepática

(por

exemplo,

bilirrubina

enzimas hepáticas)

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Frequentes:

Erupção

cutânea,

incluindo

fotossensibilidade, prurido

Pouco frequentes:

Urticária

Raros:

Angioedema

Doenças renais e urinárias

Pouco frequentes:

Dor renal

Raros:

Compromisso

renal,

insuficiência

renal

aguda

(particularmente

idosos

doentes com compromisso renal quando as

doses utilizadas excedem as recomendadas)

A dor renal pode estar associada com a insuficiência renal. Foi também notificada

precipitação intratubular de cristais de aciclovir no rim. Deve-se assegurar uma ingestão

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

adequada de líquidos durante o tratamento (ver secção 4.4).

Informação adicional nas populações especiais

Existem

notificações

insuficiência

renal,

anemia

hemolítica

microangiopática

trombocitopenia

(por

vezes

associação)

doentes

adultos

gravemente

imunocomprometidos,

particularmente

naqueles

doença

avançada,

medicados com doses elevadas (8 g por dia) de valaciclovir durante períodos prolongados

em ensaios clínicos. Estes efeitos foram também observados em doentes não tratados

com valaciclovir, com as mesmas situações subjacentes ou concomitantes.

4.9 Sobredosagem

Sintomas e sinais

Foram notificados insuficiência renal aguda e sintomas neurológicos, incluindo confusão,

alucinações, agitação, perda de consciência e coma em doentes a receber sobredosagens

de valaciclovir. Podem também ocorrer náuseas e vómitos. É necessário ter precaução

para

prevenir

sobredosagem

inadvertida.

Grande

parte

casos

notificados

envolveram doentes com compromisso renal e idosos a receber sobredosagens repetidas,

devido à falta da redução de dose apropriada.

Tratamento

Os doentes devem ser cuidadosamente observados quanto a sinais de toxicidade. A

hemodiálise auxilia a remoção sanguínea do aciclovir, pelo que poderá ser considerada

como tratamento opcional em caso de sobredosagem sintomática

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

1.3.2

Medicamentos

anti-infecciosos.

Antivíricos.

Outros

antivíricos.

Código ATC: J05AB11

Mecanismo de acção

O valaciclovir, fármaco antivírico, é o ester L-valina de aciclovir. O aciclovir é um

análogo do nucleósido purina (guanina).

O valaciclovir é rapida e quase completamente convertido em aciclovir e valina no

homem, provavelmente pela enzima valaciclovir hidrolase.

O aciclovir é um inibidor específico dos vírus herpes com uma actividade in vitro contra

os vírus Herpes simplex (HSV) tipo 1 e 2, varicela zoster (VZV), citomegalovírus

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

(CMV), Epstein-Barr (VEB), e vírus Herpes humano 6 (VHH-6). O aciclovir, uma vez

fosforilado sob forma activa de trifosfato, inibe a síntese de DNA dos vírus herpes.

A primeira fase da fosforilação requer a actividade de uma enzima específica do vírus.

No caso do HSV, VZV e VEB esta enzima é a timidina cinase vírica, presente apenas nas

células infectadas pelo vírus. A selectividade é mantida no CMV através da fosforilação,

pelo menos em parte, mediada pelo gene da fosfotransferase, codificado por UL97. A

necessidade de activação do aciclovir por uma enzima específica do vírus explica em

grande parte a selectividade deste fármaco.

O processo de fosforilação é completado (conversão de mono a trifosfato) por cinases

celulares. O aciclovir trifosfato inibe competitivamente a DNA polimerase do vírus e a

incorporação deste análogo de nucleósido obriga à terminação da cadeia, impedindo a

síntese do DNA vírico e bloqueando assim a replicação vírica.

Efeitos farmacodinâmicos

A resistência ao aciclovir deve-se normalmente a uma deficiência fenotípica da timidina

cinase, o que resulta num vírus com profunda desvantagem no hospedeiro natural.

Sensibilidade reduzida ao aciclovir tem sido descrita como resultado de alterações subtis

tanto na timidina cinase como na DNA polimerase do vírus. A virulência destas variantes

assemelha-se à do vírus tipo selvagem.

A monitorização de isolados clínicos de HSV e VZV de doentes sob terapêutica ou

profilaxia com aciclovir, revelou que os vírus com sensibilidade reduzida ao aciclovir

eram de ocorrência rara em doentes imunocompetentes e que se encontravam com pouca

frequência em alguns indivíduos gravemente imunocomprometidos como, por exemplo,

doentes

submetidos

transplantes

medula

óssea

órgãos,

doentes

sujeitos

quimioterapia

para

doenças

malignas

indivíduos

infectados

Vírus

Imunodeficiência Humana (VIH).

Estudos clínicos

Infecção pelo vírus Varicella Zoster

O valaciclovir acelera a resolução da dor: reduz a duração e a proporção de doentes com

dor associada a zona, que inclui dor aguda e, em alguns doentes com idade superior a 50

anos, inclui também dor pós-herpética. O valaciclovir reduz o risco de complicações

oculares de zoster oftálmico.

terapêutica

intravenosa

geralmente

considerada

tratamento

padrão

para

tratamento da zoster em doentes imunocomprometidos; no entanto, a escassez de dados

indicam um benefício clínico do valaciclovir no tratamento da infecção pelo VZV (herpes

zoster) em certos doentes imunocomprometidos, incluindo os que têm um cancro de

órgão sólido, VIH, doenças autoimunes, linfoma, leucemia e transplantes das células

estaminais.

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

Infecção pelo vírus Herpes simplex

O tratamento com valaciclovir para infecções oculares com HSV deve ser administrado

de acordo com as orientações de tratamento aplicáveis.

Estudos

tratamento

valaciclovir

supressão

para

herpes

genital

foram

realizados em doentes co-infectados VIH/HSV, com uma contagem média de CD

>100

células/mm

. A administração de valaciclovir 500 mg duas vezes por dia foi superior a

1000 mg uma vez por dia na supressão das recorrências sintomáticas. Valaciclovir 1000

mg duas vezes por dia no tratamento de recorrências foi comparável a aciclovir oral 200

mg cinco vezes por dia na duração do episódio herpético. O valaciclovir não foi estudado

em doentes com deficiência imunitária grave.

A eficácia do valaciclovir para o tratamento de outras infecções da pele por HSV foi

demonstrada.

valaciclovir

demonstrou

eficácia

tratamento

herpes

labial

(vesículas), mucosite na sequência da quimioterapia ou radioterapia, reactivação do HSV

devido à artoplastia facial, e herpes gladiatorum. Com base na experiência do aciclovir, o

valaciclovir

parece

tão

efectivo

como

aciclovir

tratamento

eritema

multiforme, eczema herpético e panarício herpético.

Foi demonstrado que o valaciclovir reduz o risco de transmissão de herpes genital em

adultos imunocompetentes quando utilizado como terapêutica supressiva e combinada

com práticas sexuais seguras. Um estudo controlado por placebo, em dupla ocultação, foi

realizado em 1484 casais adultos heterossexuais, imunocompetentes, discordantes na

infecção

HSV-2.

resultados

demonstraram

reduções

significativas

risco

transmissão: 75% (aquisição de HSV-2 sintomático), 50% (HSV-2 seroconversão), e

48% (aquisição total de HSV-2) para o valaciclovir comparativamente ao placebo. Entre

os indivíduos participantes num sub-estudo de infecciosidade viral, o valaciclovir reduziu

significativamente o contágio em 73% comparativamente ao placebo (ver secção 4.4 para

informação adicional na redução da transmissão).

Infecção por CMV (ver secção 4.4)

A profilaxia do CMV com valaciclovir em indivíduos a receber transplante de órgãos

sólidos

(rim,

coração)

reduz

a ocorrência

rejeição

aguda

enxerto,

infecções

oportunistas

outras

infecções

vírus

herpes

(HSV,

VZV).

Não

existe

estudo

comparativo directo versus valganciclovir que demonstra qual a abordagem terapêutica

ideal nos doentes com transplante de órgão sólidos.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O valaciclovir é um pró-fármaco do aciclovir. A biodisponibilidade de aciclovir a partir

de valaciclovir é cerca de 3,3 a 5,5 vezes superior ao observado historicamente para o

aciclovir oral. Após administração oral, o valaciclovir é bem absorvido e rapida e quase

completamente

convertido

aciclovir

valina.

Esta

conversão

provavelmente

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

mediada

pela

valaciclovir

hidrolase,

enzima

isolada

fígado

humano.

biodisponibilidade do aciclovir, partindo de 1000 mg de valaciclovir é de 54% e não é

reduzida pelos alimentos. A farmacocinética do valaciclovir não é proporcional à dose. A

taxa e a extensão da absorção diminui com o aumento da dose, resultando em aumentos

menos proporcionais da C

sobre o intervalo de doses terapêuticas e numa reduzida

biodisponibilidade com doses superiores a 500 mg. Os parâmetros farmacocinéticos do

aciclovir estimados após a administração de doses únicas de 250 mg a 2000 mg de

valaciclovir a indivíduos saudáveis com função renal normal são apresentados abaixo.

Parâmetros

farmacocinéticos

aciclovir

(N=15)

(N=15)

1000 mg (N=15)

2000 mg (N=8)

µg/mL

2,20 ± 0,38

3,37 ±- 0,95

5,20 ±- 1,92

8,30 ± 1,43

Horas (h)

0,75 (0,75-1,5)

1,0 (0,75-2,5)

2,0 (0,75-3,0)

2,0 (1,5-3,0)

h. µg/mL

5,50 ± 0,82

11,1 ± 1,75

18,9 ± 4,51

29,5 ± 6,36

= pico de concentração; t

= tempo do pico de concentração; AUC = área sobre a

curva –curva de tempo. Os valores para C

e AUC indicam a média ± desvios padrão.

Os valores para t

indicam a média e intervalo.

O pico de concentração plasmática do valaciclovir na forma inalterada é apenas cerca de

4% dos níveis do pico de aciclovir, ocorre a um tempo médio de 30 a 100 min após a

dose, e é igual ou inferior ao limite das quantificações, 3h após a dose. Os perfis

farmacocinéticos do valaciclovir e aciclovir são semelhantes após dose única e repetida.

As infecções por herpes zoster, herpes simplex ou VIH não alteram significativamente a

farmacocinética do valaciclovir e aciclovir após a administração oral de valaciclovir

comparativamente com indivíduos saudáveis. Nos receptores de transplantes a receber

2000 mg de valaciclovir quatro vezes ao dia, os picos de concentração de aciclovir são

semelhantes ou superiores aos dos voluntários saudáveis a receber a mesma dose. As

AUCs diárias estimadas são sensivelmente maiores.

Distribuição

A ligação do valaciclovir às proteínas plasmáticas é muito baixa (15%). A penetração no

líquido

cefaloraquidiano

(LCR),

determinada

pelo

ratio

LCR/AUC

plasmática,

independente da função renal e foi cerca de 25% para o aciclovir e metabolito 8-OH-

ACV, e cerca de 2,5% para o metabolito 9(carboximetoxi)metilguanina (CMMG).

Biotransformação

Após a administração oral, o valaciclovir é convertido em aciclovir e L-valina por

metabolismo de primeira passagem intestinal e/ou hepático. O aciclovir é convertido nos

metabolitos CMMG pela álcool e aldeído desidrogenase e em 8-hidroxi-aciclovir (8-OH-

ACV)

pela

aldeído

oxidase.

Aproximadamente

exposição

plasmática

total

combinada é atribuída ao aciclovir, 11% ao CMMG e 1% ao 8-OH-ACV. Nem o

valaciclovir nem o aciclovir são metabolizados pelas enzimas do citocromo P450.

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

Eliminação

O valaciclovir é eliminado na urina principalmente sob a forma de aciclovir (mais de

80% da dose recuperada) e de CMMG, um metabolito do aciclovir (cerca de 14% da dose

recuperada) O metabolito 8-OH-ACV é detectado apenas em pequenas quantidades na

urina (<2% da dose recuperada). Menos de 1% da dose administrada de valaciclovir é

recuperada na urina sob a forma inalterada. Em doentes com função renal normal, a semi-

vida

eliminação

plasmática

aciclovir

após

dose

única

múltipla

aproximadamente 3 horas.

Populações especiais

Compromisso renal

A eliminação do aciclovir está correlacionada com a função renal, e a exposição ao

aciclovir vai aumentar com a gravidade do compromisso renal. Em doentes com doença

renal terminal, o tempo de semi-vida

médio de aciclovir

após a administração de

valaciclovir é de aproximadamente 14 horas, comparado com cerca de 3 horas para a

função renal normal (ver secção 4.2).

A exposição ao aciclovir e aos seus metabolitos CMMG e 8-OH-ACV no plasma e no

LCR foi avaliado no estado estacionário após a administração de doses múltiplas de

valaciclovir em 6 indivíduos com função renal normal (depuração da creatinina média

111 mL/min, intervalo 91-144 mL/min) a receber 2000 mg cada 6 horas e 3 indivíduos

com compromisso renal grave (CLcr médio de 26 mL/min, intervalo 17-31 mL/min) a

receber 1500 mg cada 12 horas. Tanto no plasma como no LCR, as concentrações de

aciclovir,

CMMG

8-OH-ACV

foram

média

vezes

superiores,

respectivamente, no compromisso renal grave comparado com a função renal normal.

Compromisso hepático

Dados

farmacocinéticos

indicam

compromisso

hepático

diminui

taxa

conversão do valaciclovir em aciclovir mas não a extensão da conversão. O tempo de

semi-vida do aciclovir não é afectado.

Grávidas

Um estudo de farmacocinética do valaciclovir e aciclovir no final da gravidez indica que

a gravidez não afecta a farmacocinética do valaciclovir.

Passagem para o leite materno

Após

administração

oral

dose

valaciclovir,

pico

concentração

aciclovir

leite

materno

variou

entre

vezes

correspondente concentração sérica de aciclovir

materna. A concentração média de

aciclovir no leite materno foi de 2,24 µg/mL (9,95 µmol/L). Com uma dose materna de

500 mg de valaciclovir duas vezes por dia, a quantidade de substância excretada no leite

materno irá expor o recém-nascido a uma dose oral diária de aciclovir de cerca de 0,61

mg/kg/dia. A semi-vida de eliminação de aciclovir do leite materno foi semelhante aos

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

valores séricos obtidos. Não foi detectado valaciclovir não alterado no soro materno, leite

materno ou na urina do lactente.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Dados não clínicos revelam não haver um risco especial para os seres humanos com base

em estudos convencionais de segurança, farmacologia, toxicidade de dose repetida,

genotoxicidade e potencial carcinogénico.

O valaciclovir, administrado por via oral, não teve efeito na fertilidade do rato macho e

fêmea.

valaciclovir

não

teratogénico

ratos

coelhos.

valaciclovir

metabolizado quase na totalidade em aciclovir. A administração subcutânea de aciclovir

em testes internacionalmente aceites, não originou efeitos teratogénicos nos ratos e nos

coelhos. Em estudos adicionais efectuados em ratos, observaram-se anomalias fetais e

toxicidade materna em doses subcutâneas que originaram níveis plasmáticos de aciclovir

de 100 µg/mL ( >10 vezes superior do que uma dose única de 2000 mg de valaciclovir

em seres humanos com a função renal normal).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido:

Celulose microcristalina

Crospovidona (Tipo A)

Povidona K90

Estearato de magnésio

Revestimento:

Opadry azul 13B5057

(hipromelose,

laca

alumínio

índigo

carmim

(E132),

dióxido

titânio

(E171),

macrogol 400, polissorbato)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

APROVADO EM

30-06-2011

INFARMED

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagem de blister transparente de PVC/PVdC-Alumínio ou frasco de HDPE com

tampa de PP.

Embalagens blister:

500 mg: 5, 10, 21, 24, 30, 42, 50, 90 e 112 comprimidos

1000 mg: 5, 10, 14, 21, 24, 30, 42, 50 e 90 comprimidos

Embalagem frasco de HDPE:

500 mg & 1000 mg: 30 e 500 comprimidos

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Parke-Davis, Produtos Farmacêuticos, Lda.

Lagoas Park, Edifício 10

2740-271 Porto Salvo

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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