Valaciclovir Aurovitas 500 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Valaciclovir
Disponível em:
Aurovitas Unipessoal, Lda.
Código ATC:
J05AB11
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valaciclovir
Dosagem:
500 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Valaciclovir, cloridrato 611.7 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 10 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
1.3.2 Outros antivíricos
Área terapêutica:
valaciclovir
Resumo do produto:
5173463 - Blister 10 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 30 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10010135 - 50023942 ; 5173471 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 30 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10010135 - 50023942 ; 5173505 - Blister 21 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 30 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10010135 - 50023950 ; 5173513 - Blister 24 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 30 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10010135 - 50023950 ; 5173521 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 30 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10010135 - 50049038
Status de autorização:
Revogado (01 de Fevereiro de 2018)
Número de autorização:
AT/H/0178/002/DC
Data de autorização:
2009-01-27

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Valaciclovir Aurovitas 500 mg comprimidos revestidos por película

Valaciclovir Aurovitas 1000 mg comprimidos revestidos por película

Valaciclovir

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos

secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

O que é Valaciclovir Aurovitas e para que é utilizado

Antes de tomar Valaciclovir Aurovitas

Como tomar Valaciclovir Aurovitas

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Valaciclovir Aurovitas

Outras informações

O que é Valaciclovir Aurovitas e para que é utilizado

Valaciclovir Aurovitas pertence a um grupo de medicamentos chamados antivíricos.

Funciona destruindo ou parando o crescimento de vírus chamados herpes simplex

(VHS), varicela zoster (VZV) e citomegalovirus (CMV).

Valaciclovir Aurovitas pode ser usado para:

tratar a zona (em adultos).

tratar as infeções a herpes simplex na pele e herpes genital (em adultos e

adolescentes com mais de 12 anos de idade). É também usado para ajudar a

prevenir o reaparecimento destas infeções.

tratar o herpes labial (em adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade).

prevenir infeções por citomegalovirus após o transplante de órgãos (em adultos e

adolescentes com mais de 12 anos de idade).

infeções no olho.

Antes de tomar Valaciclovir Aurovitas

Não tome Valaciclovir Aurovitas

Se tem alergia (hipersensibilidade) ao valaciclovir ou ao aciclovir ou a qualquer outro

componente do Valaciclovir Aurovitas (ver secção “6. Outras informações”).

Não tome Valaciclovir Aurovitas se alguma destas condições se aplicar a si. Se não

tiver a certeza fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Valaciclovir

Aurovitas.

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28-06-2017

INFARMED

Tome especial cuidado com Valaciclovir Aurovitas

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Valaciclovir Aurovitas se:

tem problemas de rins.

tem problemas de fígado.

tem mais de 65 anos de idade.

o seu sistema imunitário é fraco.

Se não tem a certeza se alguma das condições acima descritas se aplica a si, fale

com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Valaciclovir Aurovitas.

Prevenção da transmissão de herpes genital

Se estiver a tomar Valaciclovir Aurovitas para o tratamento ou prevenção do herpes

genital, ou se teve herpes genital no passado, deve continuar a praticar sexo seguro,

incluindo o uso de preservativos. Isto é importante para prevenir a transmissão da

infeção a outra pessoa. Não deve ter relações sexuais se tem ulcerações ou vesículas

genitais.

Ao tomar Valaciclovir Aurovitas com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou se tiver recentemente

tomado

quaisquer

outros

medicamentos,

incluindo

medicamentos

obtidos

receita médica e medicamentos à base de plantas.

Informe

médico

farmacêutico

estiver

a tomar

quaisquer

outros

medicamentos que afetem os rins. Estes incluem: aminoglicosídeos, compostos

orgânicos

platina,

meios

contraste

iodados,

metotrexato,

pentamidina,

foscarnet, ciclosporina, tacrolimus, cimetidina e probenecide.

Se estiver a tomar Valaciclovir Aurovitas para o tratamento de zona ou após ter sido

submetido

transplante

órgãos,

informe

sempre

médico

farmacêutico sobre outros medicamentos que esteja a tomar.

Gravidez e aleitamento

Valaciclovir Aurovitas não é normalmente recomendado para utilização durante a

gravidez. Se está grávida ou suspeita que possa estar, ou se está a planear

engravidar não tome Valaciclovir Aurovitas sem consultar o seu médico. O seu

médico vai avaliar os benefícios para si, em relação aos riscos para o seu bebé de

tomar Valaciclovir Aurovitas durante a gravidez ou aleitamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Valaciclovir Aurovitas pode causar efeitos secundários que afetam a sua capacidade

de conduzir.

Não conduza nem utilize máquinas a menos que tenha a certeza que não é afetado.

Como tomar Valaciclovir Aurovitas

Tomar Valaciclovir Aurovitas sempre de acordo com as indicações do médico. Fale

com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose que deve tomar depende da indicação para a qual o seu médico lhe

prescreveu Valaciclovir Aurovitas. O seu médico vai falar disso consigo.

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INFARMED

Tratamento da zona

A dose habitual é de 1000 mg (um comprimido de 1000 mg ou dois comprimidos de

500 mg) três vezes ao dia.

Deve tomar Valaciclovir Aurovitas durante 7 dias.

Tratamento do herpes labial

A dose habitual é de 2000 mg (dois comprimidos de 1000 mg ou quatro comprimidos

de 500 mg) duas vezes ao dia.

A segunda dose deve ser tomada 12 horas (não antes de 6 horas) após a primeira.

Deve tomar Valaciclovir Aurovitas apenas durante 1 dia (duas doses).

Tratamento de infeções da pele a HSV e herpes genital

A dose habitual é de 500 mg (um comprimido de 500 mg) duas vezes ao dia.

Para a primeira infeção deve tomar Valaciclovir Aurovitas durante 5 dias ou até 10

dias se o seu médico assim o indicar. Para infeções recorrentes a duração do

tratamento é normalmente de 3-5 dias.

Auxiliar na prevenção da recorrência de infeções a HSV

A dose habitual é 250 mg duas vezes ao dia (500 mg dose diária total).

Tomar um comprimido de 250 mg duas vezes por dia pode beneficiar algumas

pessoas com recorrências frequentes (em vez de um comprimido de 500 mg uma

vez ao dia).

Deve tomar Valaciclovir Aurovitas até que o seu médico lhe diga para parar.

Para o impedir de ser infetado pelo citomegalovirus

A dose habitual é de 2000 mg (dois comprimidos de 1000 mg ou quatro comprimidos

de 500 mg) quatro vezes ao dia.

Deve tomar as doses separadas por intervalos de cerca de 6 horas.

Normalmente começará a tomar Valaciclovir Aurovitas assim que possível após a

cirurgia.

Deve tomar Valaciclovir Aurovitas durante cerca de 90 dias após a sua cirurgia, até

que o seu médico lhe diga para parar.

O seu médico pode ajustar a dose de Valaciclovir Aurovitas se:

Tem mais de 65 anos de idade

Tem um sistema imunitário fraco.

Tem problemas de rins.

Se alguma das condições acima descritas se aplicar a si, fale com o seu médico antes

de tomar Valaciclovir Aurovitas.

Ao tomar este medicamento

Tome este medicamento pela boca.

Engula os comprimidos inteiros com água.

Tome Valaciclovir Aurovitas todos os dias à mesma hora.

Tome

Valaciclovir Aurovitas

acordo

instruções

seu médico

farmacêutico.

Pessoas com mais de 65 anos de idade ou com problemas de rins.

Enquanto está a tomar Valaciclovir Aurovitas é muito importante que beba água com

regularidade durante o dia. Isto vai ajudar a reduzir os efeitos secundários que

podem afetar os rins ou o sistema nervoso. O seu médico vai controlá-lo quanto a

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sinais destes efeitos. Os efeitos secundários a nível do sistema nervoso podem incluir

sentir-se confuso ou agitado, ou sentir-se demasiado sonolento.

Se tomar mais Valaciclovir Aurovitas do que deveria

Valaciclovir Aurovitas normalmente não é prejudicial, a menos que tome demasiados

comprimidos ao longo de vários dias. Se tomar demasiados comprimidos pode

sentir-se

indisposto,

vómitos,

sentir-se

confuso,

agitado

demasiado

sonolento. Se tiver tomado demasiados comprimidos de Valaciclovir Aurovitas fale

com o seu médico ou farmacêutico. Leve a embalagem do medicamento consigo.

Caso se tenha esquecido de tomar Valaciclovir Aurovitas

Caso se tenha esquecido de tomar Valaciclovir Aurovitas tome a dose esquecida logo

que se lembre. No entanto, se estiver quase na hora da próxima dose, salte a dose

esquecida.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Efeitos secundários possíveis

Como

todos

medicamentos,

Valaciclovir

Aurovitas

pode

causar

efeitos

secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas. Podem

ocorrer os seguintes efeitos secundários com este medicamento:

Doenças em que deve estar atento:

Reações alérgicas graves (anafilaxia). Estas são raras nas pessoas que tomam

Valaciclovir Aurovitas. Os sintomas de rápido desenvolvimento incluem:

pele vermelha, com prurido e erupção.

inchaço dos lábios, face, pescoço e garganta, causando dificuldade em respirar

(angioedema).

redução da pressão arterial conduzindo a colapso.

Se tiver uma reação alérgica pare de tomar Valaciclovir Aurovitas e contacte

imediatamente um médico.

Muito frequentes (afetam mais de 1 em 10 pessoas):

dores de cabeça.

Frequentes (afetam 1 a 10 pessoas em 100):

enjoos

tonturas

vómitos

diarreia

reação cutânea após exposição à luz do sol (fotossensibilidade)

erupção cutânea.

Pouco frequentes (afetam 1 a 100 pessoas em 1000):

sensação de confusão

ver ou ouvir coisas que não existem (alucinações)

sentir-se muito sonolento

tremores

sentir-se agitado

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28-06-2017

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Estes efeitos secundários ao nível do sistema nervoso normalmente ocorrem em

pessoas com problemas de rins, em idosos ou em doentes com transplantes de

órgãos a tomarem doses elevadas de 8 g ou mais de Valaciclovir Aurovitas por dia.

Estes efeitos normalmente melhoram quando o tratamento com valaciclovir é

interrompido ou a dose é reduzida.

Outros efeitos secundários pouco frequentes:

falta de ar (dispneia)

desconforto no estômago

erupção cutânea, por vezes com prurido, do tipo urticária

dor na parte inferior das costas (dor nos rins)

sangue na urina (hematúria).

Efeitos secundários pouco frequentes que podem surgir nas análises sanguíneas:

redução do numero de células brancas do sangue (leucopenia)

redução no número de plaquetas sanguíneas, que são células que auxiliam na

coagulação do sangue (trombocitopenia)

aumento de substâncias produzidas pelo fígado.

Raros (afetam 1 a 1000 pessoas em 10000)

insegurança no andar e falta de coordenação (ataxia).

discurso lento, desarticulado (disartria)

convulsões

funções cerebrais alteradas (encefalopatia)

inconsciência (coma)

pensamentos confusos ou distorcidos

desorientação e confusão, muitas vezes acompanhadas de alucinações (delírio).

Estes efeitos secundários ao nível do sistema nervoso normalmente ocorrem em

pessoas com problemas de rins, em idosos ou em doentes com transplantes de

órgãos a tomarem doses elevadas de 8 g ou mais de Valaciclovir Aurovitas por dia.

Estes efeitos normalmente melhoram quando o tratamento com valaciclovir é

interrompido ou a dose é reduzida.

Outros efeitos secundários raros:

problemas de rins em que é produzida pouca ou nenhuma urina.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos

secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Como conservar Valaciclovir Aurovitas

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Valaciclovir Aurovitas após o prazo de validade impresso no rótulo,

embalagem exterior ou frasco, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último

dia do mês indicado.

Não conservar acima de 30

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INFARMED

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não

necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

Outras informações

Qual a composição de Valaciclovir Aurovitas

A substância ativa é o valaciclovir. Cada comprimido contém 500 mg ou 1000 mg de

valaciclovir (como cloridrato de valaciclovir mono-hidratado).

Os outros componentes são:

núcleo do comprimido: celulose microcristalina, povidona, estearato de magnésio

revestimento

comprimido

(Opadry

White

Y-5-7068):

hipromelose,

hidroxipropilcelulose, dióxido de titânio (E171), macrogol 400.

Qual o aspeto de Valaciclovir Aurovitas e conteúdo da embalagem

Valaciclovir Aurovitas comprimidos são ovais, de cor branca, biconvexos e revestidos

por película com os seguintes tamanhos e marcações:

Comprimidos de 500 mg: 17,6 x 8,8 mm com VC2 gravado numa das faces

Comprimidos de 1000 mg: 22,0 x 11,0 mm com VC3 gravado numa das faces

Blister PVC/Alumínio

Tamanho das apresentações (blisteres): 10, 20, 21, 24, 30, 42, 60, 90 comprimidos

revestidos por película.

Frasco em HDPE com tampa inviolável em LDPE

Tamanho das apresentações (frascos): 10, 30, 100, 250 comprimidos revestidos por

película

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Aurovitas Unipessoal, Lda.

Avenida do Forte, Nº 3,

Parque Suécia, Edifício IV, 2º

2794-038 Carnaxide

Fabricante

Actavis hf.

Reykjavíkurvegur 76,

IS-220 Hafnarfjörður

Islândia

e/ou

Balkanpharma Dupnitsa AD

3 Samokovsko Shosse Str.

Dupnitsa 2600

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INFARMED

BULGARIA

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Áustria

Valaciclovir Actavis 500 mg Filmtabletten. Valaciclovir Actavis 1000 mg

Filmtabletten

Bélgica

Valaciclovir Apotex 500 mg. Valaciclovir Apotex 1000 mg

Dinamarca

Valaciclovir Actavis 500 mg. Valaciclovir Actavis 1000 mg

Finlândia

Valaciclovir

Actavis

Tabletti,

kalvopäällysteinen.

Valaciclovir Actavis 1000 mg Tabletti, kalvopäällysteinen

Holanda

Valaciclovir Actavis 500 mg. Valaciclovir Actavis 1000 mg

Irlanda

Valaciclovir Actavis 500 mg Tablets. Valaciclovir Actavis 1000 mg

Tablets

Itália

Valaciclovir Actavis 500 mg compresse rivestite con film. Valaciclovir

Actavis 1 g compresse rivestite con film

Noruega

Valaciclovir Actavis 500 mg. Valaciclovir Actavis 1000 mg

Reino Unido

Valaciclovir 500 mg Tablets. Valaciclovir 1000 mg Tablets

Suécia

Valaciclovir Actavis 500 mg. Valaciclovir Actavis 1000 mg

Este folheto foi aprovado pela última vez em

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28-06-2017

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

NOME DO MEDICAMENTO

Valaciclovir Aurovitas 500 mg comprimidos revestidos por película

Valaciclovir Aurovitas 1000 mg comprimidos revestidos por película

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 500 mg de valaciclovir (como cloridrato de

valaciclovir mono-hidratado).

Cada comprimido revestido por película contém 1000 mg de valaciclovir (como cloridrato de

valaciclovir mono-hidratado).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película

Comprimidos de 500 mg: comprimidos ovais, de cor branca, biconvexos, revestidos

por película, de 17,6 x 8,8 mm, com VC2 gravado numa das faces

Comprimidos de 1000 mg: comprimidos ovais, de cor branca, biconvexos, revestidos

por película, de 22,0 x 11,0 mm, com VC3 gravado numa das faces

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

Indicações terapêuticas

Infeções a Vírus Varicela Zoster (VZV) – herpes zoster

Valaciclovir Aurovitas está indicado no tratamento do herpes zoster (zona) e zoster

oftálmica em adultos imunocompetentes (ver secção 4.4).

Valaciclovir Aurovitas está indicado no tratamento do herpes zoster em doentes

adultos com imunossupressão ligeira a moderada (ver secção 4.4).

Infeções a vírus Herpes simplex (HSV)

Valaciclovir Aurovitas está indicado

No tratamento e supressão de infeções a HSV da pele e membranas mucosas

incluindo

tratamento

primeiro

episódio

herpes

genital

doentes

adultos

adolescentes imunocompetentes, e em adultos imunocomprometidos

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INFARMED

tratamento de recorrências de herpes genital em doentes adultos e adolescentes

imunocompetentes, e em adultos imunocomprometidos

supressão

herpes

genital

recorrente

doentes

adultos

adolescentes

imunocompetentes, e em adultos imunocomprometidos

Tratamento e supressão de infeções oculares recorrentes por HSV (ver secção 4.4).

Não

foram

conduzidos

estudos

clínicos

doentes

infetados

imunocomprometidos por outras causas além da infeção a HIV (ver secção 5.1).

Infeções a Citomegalovirus (CMV)

Valaciclovir Aurovitas está indicado na profilaxia da infeção e doença a CMV após

transplante de órgãos em adultos e adolescentes (ver secção 4.4).

Posologia e modo de administração

Infeções a Vírus Varicela zoster (VZV) - herpes zoster

Os doentes devem ser aconselhados a iniciar o tratamento assim que possível após o

diagnóstico de herpes zoster. Não existem dados relativos a tratamentos iniciados

mais de 72 horas após o início da erupção cutânea zoster.

Adultos imunocompetentes

A dose em doentes imunocompetentes é de 1000 mg três vezes ao dia durante sete

dias (dose diária total de 3000 mg). Esta dose deve ser reduzida de acordo com a

depuração da creatinina (ver Compromisso Renal abaixo).

Adultos imunocomprometidos

A dose em doentes imunocomprometidos é de 1000 mg três vezes ao dia durante

pelo menos sete dias (dose diária total 3000 mg) e durante 2 dias após a formação

de crosta nas lesões. Esta dose deve ser reduzida de acordo com a depuração da

creatinina (ver Compromisso Renal abaixo).

doentes

imunocomprometidos

tratamento

antiviral

sugerido

naqueles

doentes que apresentem formação de vesículas no período de uma semana ou em

qualquer altura antes da formação de crostas em todas as lesões.

Tratamento de infeções pelo vírus herpes simplex (HSV) em adultos e adolescentes

(≥ 12 anos)

Adultos e Adolescentes (≥12 anos) imunocompetentes

A dose é de 500 mg de valaciclovir duas vezes ao dia (dose diária total de 1000 mg).

Esta dose deve ser reduzida de acordo com a depuração da creatinina (ver

Compromisso Renal abaixo).

Para episódios recorrentes, o tratamento deve ter a duração de três a cinco dias.

Para episódios iniciais, que podem ser mais graves, o tratamento pode ter de se

prolongar até dez dias. O tratamento deve iniciar-se o mais cedo possível. Para

episódios

recorrentes

herpes

simplex

tratamento

deve

iniciar-se

preferencialmente

durante

período

prodrómico

imediatamente

após

aparecimento dos primeiros sinais ou sintomas. Valaciclovir Aurovitas pode prevenir

o desenvolvimento das lesões quando tomado aos primeiros sinais e sintomas de

uma recorrência HSV.

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

Herpes labial

No herpes labial, 2000 mg de valaciclovir duas vezes ao dia durante um dia

constituem tratamento eficaz em adultos e adolescentes. A segunda dose deve ser

tomada cerca de 12 horas (nunca antes de 6 horas) após a primeira dose. Esta dose

deve ser reduzida de acordo com a depuração da creatinina (ver Compromisso Renal

abaixo).

Quando se utiliza este esquema posológico o tratamento não deve exceder um dia,

uma vez que se verificou que o prolongamento do tratamento não resulta em

benefícios clínicos adicionais. A terapêutica deve iniciar-se aos primeiros sintomas do

herpes (por exemplo formigueiro, prurido ou sensação de queimadura).

Adultos imunocomprometidos

No tratamento do HSV em doentes imunocomprometidos, a dose é de 1000 mg duas

vezes ao dia durante pelo menos 5 dias, após avaliação da gravidade da condição

clínica e do estado imunológico do doente. Para episódios iniciais, que podem ser

mais graves, o tratamento pode ter de se prolongar até dez dias. O tratamento deve

iniciar-se o mais cedo possível. Esta dose deve ser reduzida de acordo com a

depuração da creatinina (ver Compromisso Renal abaixo). Para obter o máximo

benefício clínico o tratamento deve iniciar-se no intervalo de 48 horas. Recomenda-

se uma monitorização estreita da evolução das lesões.

Supressão da recorrência de infeções a vírus herpes simplex (HSV) em adultos e

adolescentes (≥12 anos)

Adultos e adolescentes (≥12 anos) imunocompetentes

A dose é de 250 mg de valaciclovir tomados duas vezes por dia (dose diária total de

500 mg). A administração da dose diária de 500 mg repartida por duas tomas (250

mg duas vezes ao dia) pode fornecer um benefício adicional a alguns doentes com

recorrências muito frequentes (≥10/ano na ausência de terapêutica) (em vez de 500

mg uma vez por dia). Esta dose deve ser reduzida de acordo com a depuração da

creatinina (ver Compromisso Renal abaixo). O tratamento deve ser reavaliado após 6

a 12 meses de terapêutica.

Adultos imunocomprometidos

A dose é de 500 mg de valaciclovir duas vezes ao dia. Esta dose deve ser reduzida

de acordo com a depuração da creatinina (ver Compromisso Renal abaixo). O

tratamento deve ser reavaliado após 6 a 12 meses de terapêutica.

Profilaxia da infeção e doença a citomegalovirus (CMV) em adultos e adolescentes

(≥12 anos).

A dose de valaciclovir é de 2000 mg quatro vezes ao dia, devendo ser iniciada tão

cedo quanto possível após o transplante. Esta dose deve ser reduzida de acordo com

a depuração da creatinina (ver Compromisso Renal abaixo).

A duração do tratamento é normalmente de 90 dias, mas pode ter de ser prolongada

em doentes de alto risco.

Populações especiais

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

Crianças

Não foi avaliada a eficácia do valaciclovir em crianças com idade inferior a 12 anos.

Idosos

Nos idosos deve ser considerada a possibilidade de compromisso renal e a dose deve

ser ajustada em função desta avaliação (ver Compromisso renal abaixo). Deve ser

mantida uma hidratação adequada.

Compromisso Renal

Aconselha-se

precaução

administração

valaciclovir

doentes

compromisso da função renal. Deve ser mantida uma hidratação adequada. A dose

de valaciclovir deve ser reduzida em doentes com compromisso da função renal,

conforme tabela 1 abaixo.

Em doentes a fazerem hemodiálise intermitente, a dose de valaciclovir deve ser

administrada após a sessão de hemodiálise. A depuração da creatinina deve ser

monitorizada com frequência, especialmente durante períodos em que a função renal

se altera rapidamente, por exemplo imediatamente após transplante renal. A dose

de valaciclovir deve ser adequadamente ajustada.

Compromisso Hepático

Estudos

dose

1000

valaciclovir

doentes

adultos

demonstraram que não é necessária alteração da dose em doentes com cirrose

ligeira

moderada

(manutenção

função

síntese

hepática).

Dados

farmacocinéticos em doentes adultos com cirrose avançada (compromisso da função

síntese

hepática

evidência

derivação

portal-sistémica)

não

indicam

necessidade de ajuste da dose; no entanto, a experiência clínica é limitada. Para

doses mais elevadas (4000 mg ou mais por dia) ver secção 4.4.

Tabela 1: Ajustes de dose na Insuficiência renal

Indicação Terapêutica

Clearance

Creatinina

(ml/min)

Dose de Valaciclovira

Infeções a Vírus Varicella-Zoster (VZV)

Tratamento do herpes zoster (zona) em

adultos

imunocompetentes

imunocomprometidos

≥50

30 a 49

10 a 29

1000 mg três vezes por

1000

duas

vezes

por dia

1000 mg uma vez por

500 mg uma vez por

Infeções a Vírus Herpes Simplex (HSV)

Tratamento de infeções HSV

adultos

adolescentes

imunocompetentes

≥ 30

< 30

500 mg duas vezes por

500 mg uma vez por

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

- adultos imunocomprometidos

≥ 30

< 30

1000

duas

vezes

por dia

1000 mg uma vez por

Tratamento do herpes labials em adultos

adolescentes

imunocompetentes

(regime alternativo de 1 dia)

≥50

30 a 49

10 a 29

<10

2000mg

duas

vezes

por dia

1000

duas

vezes

por dia

500 mg duas vezes por

500 mg dose única

Supressão de infeções a HSV

adultos

adolescentes

imunocompetentes

≥ 30

< 30

250 mg duas vezes por

diab

250 mg uma vez por

- adultos imunocomprometidos

≥ 30

< 30

500 mg duas vezes por

250 mg duas vezes por

Infeções a citomegalovirus (CMV)

Profilaxia

adultos

adolescentes com transplante de órgãos

≥75

50 a <75

25 a <50

10 a <25

<10

diálise

2000 mg quatro vezes

por dia

1500 mg quatro vezes

por dia

1500 mg três vezes por

1500

duas

vezes

por dia

1500 mg uma vez por

aPara doentes em hemodiálise intermitente, a dose deve ser administrada após a

sessão de diálise nos dias de diálise.

bPara supressão HSV em doentes imunocompetentes com um historial de ≥10

recorrências/ano, podem ser obtidos melhores resultados com 250 mg duas vezes ao

dia.

Contraindicações

Hipersensibilidade ao valaciclovir ou ao aciclovir ou a qualquer um dos excipientes

(ver secção 6.1).

Advertências e precauções especiais de utilização

Estado de hidratação

Devem ser tomadas precauções assegurar-se uma ingestão adequada de fluidos nos

doentes em risco de desidratação, particularmente nos idosos.

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

Utilização em doentes com compromisso renal e em doentes idosos

O aciclovir é eliminado por depuração renal pelo que a dose de valaciclovir deve ser

reduzida em doentes com compromisso renal (ver secção 4.2). Os doentes idosos

podem ter a função renal diminuída pelo que se deve considerar uma redução da

dose quando se trata este grupo etário. Quer os doentes idosos quer os doentes com

compromisso

renal

apresentam

risco

acrescido

desenvolverem

efeitos

secundários neurológicos pelo que devem ser cuidadosamente monitorizados quanto

a evidência destes efeitos. Nos casos relatados estas reações foram geralmente

reversíveis após suspensão do tratamento (ver secção 4.8).

Utilização de doses mais elevadas de valaciclovir no compromisso hepático e

transplante hepático

Não existem dados disponíveis sobre a utilização de doses mais elevadas (4000 mg

ou mais por dia) em doentes com doença hepática. Não foram efetuados estudos

específicos com valaciclovir no transplante hepático, pelo que a administração de

doses diárias superiores a 4000 mg deve ser feita com precaução nestes doentes.

Utilização no tratamento da zona

A resposta clínica deve ser rigorosamente monitorizada, particularmente em doentes

imunocomprometidos.

Quando

resposta

terapêutica

oral

considerada

insuficiente deve considerar-se a terapia antiviral intravenosa.

Os doentes com herpes zoster complicado, isto é aqueles em que há envolvimento

visceral, zona disseminada, neuropatias motoras, encefalopatia e complicações

vasculares cerebrais devem ser tratados com terapêutica antiviral intravenosa.

Além disso, os doentes imunocomprometidos com zoster oftálmico ou aqueles com

elevado risco de disseminação da doença e envolvimento dos órgãos viscerais devem

ser tratados com terapêutica antiviral intravenosa.

Transmissão do herpes genital

Os doentes devem ser aconselhados a evitar relações sexuais quando os sintomas

estão presentes, mesmo que já tenha sido iniciado tratamento com um antiviral.

Durante

tratamento

supressão

agentes

antivirais

frequência

transmissão viral é significativamente reduzida. No entanto o risco de transmissão

continua

existir.

Assim,

adicionalmente

terapêutica

valaciclovir,

recomendado que os doentes utilizem práticas sexuais mais seguras.

Utilização nas infeções oculares a HSV

A resposta clínica deve ser cuidadosamente monitorizada nestes doentes. Quando se

preveja que a resposta à terapêutica oral seja insuficiente, deve ser considerada a

terapêutica antiviral intravenosa.

Utilização nas infeções por CMV

Dados sobre a eficácia do valaciclovir em doentes transplantados (~200) com

elevado risco de doença a CMV (por exemplo, dador CMV positivo/recetores CMV

negativo ou utilização de terapêutica indutora da globulina anti-timócitos) indicam

que o valaciclovir apenas deve ser utilizado nestes doentes quando as precauções de

segurança impossibilitam a utilização de valganciclovir ou ganciclovir.

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

Doses elevadas de valaciclovir, como as necessárias na profilaxia do CMV, podem

resultar em acontecimentos adversos mais frequentes, incluindo anomalias no SNC,

que os observados com doses mais baixas administradas para outras indicações (ver

secção 4.8). Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados relativamente a

alterações na função renal, e as doses ajustadas adequadamente (ver secção 4.2).

Interações medicamentosas e outras formas de interação

A combinação de valaciclovir com medicamentos nefrotóxicos deve ser feita com

precaução, especialmente em doentes com compromisso da função renal, e requer

vigilância regular da função renal. Isto aplica-se à administração concomitante com

aminoglicosídeos,

organoplatinas,

meios

contraste

iodados,

metotrexato,

pentamidina, foscarnet, ciclosporina e tacrolimus.

O aciclovir é eliminado na urina, principalmente sob a forma inalterada, por secreção

tubular ativa renal. Após 1000 mg de valaciclovir, a cimetidina e o probenecide

reduzem a depuração renal do aciclovir e aumentam a AUC do aciclovir em cerca de

25% e 45%, respetivamente, por inibição da secreção renal ativa de aciclovir. A

cimetidina e o probenecide administrados juntamente com valaciclovir aumentaram

a AUC do aciclovir em cerca de 65%. Outros medicamentos (incluindo por exemplo,

o tenofovir) administrados concomitantemente, que competem com ou inibem a

secreção tubular ativa, podem aumentar as concentrações de aciclovir por este

mecanismo. De igual modo, a administração de valaciclovir pode aumentar as

concentrações plasmáticas de substâncias administradas concomitantemente.

Em doentes submetidos a maior exposição ao aciclovir derivado do valaciclovir (por

exemplo

doses usadas para

tratamento

zona

profilaxia

CMV),

recomenda-se precaução durante a administração concomitante com fármacos que

inibem a secreção tubular renal ativa.

Foram observados aumentos das AUCs plasmáticas do aciclovir e do metabolito

inativo do micofenolato de mofetil, um agente imunossupressor usado em doentes

transplantados, quando os dois medicamentos foram coadministrados. Não são

observadas alterações nos picos das concentrações ou AUCs com a coadministração

de valaciclovir e micofenolato de mofetil em voluntários saudáveis. A experiência

clínica do uso desta associação é limitada.

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A quantidade de dados disponíveis sobre a utilização de valaciclovir e de aciclovir na

gravidez são limitados, (os registos de gravidez que documentaram o desenlace final

da gravidez em mulheres expostas a valaciclovir ou a aciclovir (o metabolito ativo do

valaciclovir) oral ou intravenoso; 111 e 1246 resultados finais (29 e 756 expostas

durante o primeiro trimestre de gravidez, respetivamente), e a experiência pós

comercialização

não

indicam

existência

malformações

toxicidade

fetal/neonatal. Estudos em animais não demonstram toxicidade reprodutiva do

valaciclovir (ver secção 5.3). O valaciclovir apenas deve ser usado durante a

gravidez

benefícios

potenciais

tratamento

compensarem

riscos

potenciais.

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

Aleitamento

O aciclovir, principal metabolito do valaciclovir, é excretado no leite materno. No

entanto, para doses terapêuticas de valaciclovir não são esperados efeitos nos

recém-nascidos/crianças amamentadas uma vez que a dose ingerida pela criança é

menos de 2% da dose terapêutica do aciclovir intravenoso para o tratamento do

herpes nenonatal (ver secção 5.2). O valaciclovir deve ser utilizado com precaução

durante o aleitamento e apenas quando clinicamente indicado.

Fertilidade

O valaciclovir, administrado por via oral, não afetou a fertilidade em ratos. Com

doses parentéricas elevadas de aciclovir foram observadas atrofia testicular e

aspermatogenese em ratos e cães. Não foram efetuados estudos de fertilidade

humana com valaciclovir, mas em 20 doentes submetidos a 6 meses de tratamento

diário com 400 a 1000 mg de aciclovir não foram registadas alterações na contagem,

motilidade ou morfologia dos espermatozoides.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram efetuados estudos sobre os efeitos na capacidade de conduzir ou utilizar

máquinas. Ao considerar a capacidade do doente para conduzir ou operar máquinas

devem ser tidos em consideração o estado clínico do doente e o perfil de reações

adversas do valaciclovir. Além disso, um efeito negativo sobre tais atividades não

pode ser previsto a partir da farmacologia da substância ativa.

Efeitos indesejáveis

As reações adversas mais frequentes, notificadas em pelo menos uma indicação por

doentes tratados com valaciclovir em ensaios clínicos, foram cefaleias e náusea. As

reações adversas mais graves tais como púrpura trombocitopénica trombótica/

síndrome urémico hemolítico, insuficiência renal aguda e distúrbios neurológicos são

discutidos com mais detalhe noutras secções.

Os efeitos indesejáveis são listados abaixo por classe de órgãos e frequência.

São usadas as seguintes categorias de frequência para a classificação dos efeitos

adversos:

Muito frequentes

≥1/10

Frequentes

≥1/100, <1/10

Pouco frequentes

≥1/1000, <1/100

Raros

≥1/10000, <1/1000

Muito raros

≤1/10000

Para atribuir categorias de frequência às reações adversas foram usados os dados de

ensaios clínicos quando, nos ensaios, existia evidência de uma associação com

valaciclovir.

Para reações adversas identificadas na experiência pós comercialização, mas não

observadas nos ensaios clínicos, foi usado, na atribuição de categoria de frequência,

o valor mais conservador da estimativa do ponto (“regra de três”). Para reações

adversas

identificadas

como

associadas

valaciclovir

experiência

pós

comercialização e observadas em ensaios clínicos, foi usado o estudo da incidência

para atribuir categorias de frequência. A base de dados de segurança dos ensaios

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

clínicos é baseada em 5855 indivíduos expostos ao valaciclovir, em ensaios clínicos

abrangendo

múltiplas

indicações

(tratamento

herpes

zoster,

tratamento/supressão do herpes genital e tratamento do herpes labial).

Dados de ensaios clínicos

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes: cefaleias.

Doenças gastrointestinais

Frequentes: Náuseas.

Dados pós comercialização

Doenças do sangue e do sistema linfático

Pouco frequentes: leucopénia, trombocitopenia.

A leucopenia é principalmente notificada em doentes imunocomprometidos.

Doenças do sistema imunitário

Raros: anafilaxia.

Perturbações do foro psiquiátrico e doenças do sistema nervoso

Frequentes: tonturas.

Pouco frequentes: confusão, alucinações, redução do estado de consciência, tremor,

agitação.

Raros: ataxia, disartria, convulsões, encefalopatia, coma, sintomas psicóticos, delírio

Distúrbios neurológicos, por vezes graves, podem estar associados à encefalopatia e

incluir

confusão,

agitação,

convulsões,

alucinações,

coma.

Estes

efeitos

são

geralmente reversíveis e são normalmente observados em doentes com insuficiência

renal

outros

fatores

predisposição

(ver

secção

4.4).

doentes

receberam transplante de órgãos tratados com doses elevadas (8000 mg diários) de

valaciclovir

para

profilaxia

CMV,

reações

neurológicas

ocorreram

mais

frequentemente comparativamente com as situações em que se usaram doses mais

baixas para outras indicações.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes: dispneia.

Doenças gastrointestinais

Frequentes: vómitos, diarreia.

Pouco frequentes: desconforto abdominal.

Afeções hepatobiliares

Pouco frequentes: aumentos reversíveis dos valores dos testes da função hepática

(por exemplo, bilirrubina, enzimas hepáticas).

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Frequentes: erupção cutânea incluindo fotossensibilidade, prurido.

Pouco frequentes: urticária.

Raros: angioedema.

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

Doenças renais e urinárias

Pouco frequentes: dor renal, hematúria (frequentemente associada a outros eventos

renais).

Raros: compromisso renal, insuficiência renal aguda (especialmente nos doentes

idosos ou em doentes com compromisso renal a receberem doses superiores às

recomendadas).

A dor renal pode estar associada a insuficiência renal.

Foi também notificada a precipitação intratubular de cristais de aciclovir no rim. Deve

assegurar-se uma adequada ingestão de fluidos durante o tratamento (ver secção

4.4).

Informação adicional em populações especiais

Foram notificados casos de insuficiência renal, anemia hemolítica microangiopática e

trombocitopenia

(por

vezes

associação)

doentes

adultos

gravemente

imunocomprometidos, particularmente no caso de infeção VIH avançada, a receber

doses elevadas (8000 mg por dia) de valaciclovir durante períodos prolongados em

ensaios clínicos. Estes efeitos foram também observados em doentes não tratados

com valaciclovir, com as mesmas situações subjacentes ou concomitantes.

Sobredosagem

Sintomas e sinais

Em doentes que receberam sobredoses de valaciclovir foram notificados insuficiência

renal aguda e sintomas neurológicos, incluindo confusão, alucinações, agitação

redução do estado de consciência e coma. Podem também ocorrer náuseas e

vómitos. É necessário ter precaução para prevenir uma sobredosagem inadvertida.

Muitos dos casos notificados envolvem doentes com problemas renais e doentes

idosos a receberem múltiplas sobredoses devido à inexistência de ajustes de dose

adequados.

Tratamento:

Os doentes devem ser cuidadosamente observados quanto a sinais de toxicidade. A

hemodiálise

auxilia

remoção

aciclovir

sangue,

pelo

poderá

considerada como tratamento opcional em caso de sobredosagem sintomática.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

Nucleósidos

nucleótidos,

excluindo

inibidores

transcriptase reversa.

Código ATC: J05AB11

Mecanismo de ação

O valaciclovir, um antiviral, é o éster L-valina do aciclovir. O aciclovir é um análogo

do nucleósido purina (guanina).

No Homem, o valaciclovir é rápida e quase completamente convertido em aciclovir e

valina, provavelmente pela enzima valaciclovir hidrolase.

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

O aciclovir é um inibidor específico dos vírus herpes com uma atividade in vitro

contra os vírus herpes simplex (HSV) tipo 1 e tipo 2, vírus varicela zoster (VZV),

citomegalovírus (CMV), vírus Epstein-Barr (EBV), e vírus herpes humano 6 (HHV-6).

O aciclovir inibe a síntese de DNA dos vírus herpes, uma vez fosforilado sob forma

ativa de trifosfato.

A primeira fase da fosforilação requer a atividade de uma enzima específica do vírus.

No caso do HSV, VZV e EBV esta enzima é a timidina cinase vírica (TK), presente

apenas nas células infetadas pelo vírus. A seletividade é mantida no CMV com a

fosforilação, pelo menos em parte, mediada pelo gene da fosfotransferase, codificado

por UL97. Este requisito de ativação do aciclovir por uma enzima específica do vírus

explica largamente a seletividade deste fármaco.

O processo de fosforilação é completado (conversão de mono a trifosfato) por

cinases celulares. O aciclovir trifosfato inibe competitivamente a DNA polimerase do

vírus e a incorporação deste análogo de nucleósido obriga à terminação da cadeia,

impedindo a síntese do DNA viral e bloqueando assim a replicação viral.

Efeitos farmacodinâmicos

A resistência ao aciclovir é normalmente devida a uma deficiência fenotípica da

timidina cinase, que resulta num vírus com desvantagem no hospedeiro natural. Foi

descrita sensibilidade reduzida ao aciclovir como resultado de alterações subtis quer

na timidina cinase do vírus quer na DNA polimerase. A virulência destas variantes

assemelha-se à do vírus selvagem.

A monitorização de isolados clínicos HSV e VZV de doentes sob terapêutica ou

profilaxia com aciclovir, revelou que os vírus com sensibilidade reduzida ao aciclovir

eram de ocorrência extremamente rara em doentes imunocompetentes, e que os

mesmos

encontram

pouca

frequência

indivíduos

gravemente

imunocomprometidos, como por exemplo doentes submetidos a transplantes de

medula óssea ou órgãos, doentes sujeitos a quimioterapia para doenças malignas e

indivíduos infetados com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).

Estudos clínicos

Infeção a Vírus Varicela Zoster

O valaciclovir acelera a resolução da dor: reduz a sua duração e a proporção de

doentes com dor associada a zona, incluindo a dor aguda e, em doentes com mais de

anos,

também

a neuralgia

pós-herpética.

valaciclovir

reduz

risco

complicações oculares na zona oftálmica.

A terapêutica intravenosa é normalmente considerada o tratamento padrão no

tratamento da zona em doentes imunocomprometidos; no entanto, a escassez de

dados indica um benefício clínico do valaciclovir no tratamento da infeção VZV

(herpes zoster) em alguns doentes imunocomprometidos, incluindo aqueles com

cancro de órgãos sólidos, HIV, doenças autoimunes, linfoma, leucemia e transplante

das células estaminais.

Infeção a Vírus Herpes Simplex

Para infeções oculares a HSV o valaciclovir deve ser administrado de acordo com as

orientações de tratamento aplicáveis.

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

Foram

efetuados

estudos

tratamento

supressão

herpes

genital

valaciclovir em doentes co-infectados com HIV/HSV, com uma contagem média CD4

>100 células/mm3. O valaciclovir 500 mg duas vezes por dia foi superior a 1000 mg

uma vez por dia na supressão das recorrências sintomáticas. O valaciclovir 1000 mg

duas vezes por dia no tratamento das recorrências foi comparável ao aciclovir oral

200 mg cinco vezes por dia na duração dos episódios de herpes. O valaciclovir não

foi estudado em doentes com deficiência imunitária grave.

Foi documentada a eficácia do valaciclovir no tratamento de outras infeções da pele

a HSV. O valaciclovir demonstrou eficácia no tratamento do herpes labial, mucosite

devida a quimioterapia ou radioterapia, reativação HSV da artoplastia facial e herpes

gladiatorum. Com base na história da experiência com aciclovir, o valaciclovir parece

ser tão eficaz como o aciclovir no tratamento do eritema multiforme, eczema

herpético e panarício herpético.

Demonstrou-se que o valaciclovir reduz o risco de transmissão de herpes genital em

adultos imunocompetentes, quando administrado como terapêutica supressiva e

associado com práticas sexuais seguras. Foi efetuado um estudo de dupla ocultação,

controlado

placebo,

1484

casais

adultos

heterossexuais,

imunocompetentes, discordantes para infeção HSV-2. Os resultados mostraram

significativa redução no risco de transmissão: 75% (aquisição HSV-2 sintomática),

50% (seroconversão HSV-2) e 48% (aquisição HSV-2 geral) para o valaciclovir

comparativamente com o placebo. Entre os indivíduos que participaram num sub-

estudo de infecciosidade viral, o valaciclovir reduziu significativamente o contágio em

73% comparativamente com o placebo (ver secção 4.4 para informação adicional na

redução da transmissão).

Infeção a Citomegalovirus (ver secção 4.4)

A profilaxia do CMV com valaciclovir em indivíduos a receberem transplante de

órgãos (rim, coração) reduz a ocorrência de rejeição aguda do transplante, infeções

oportunistas e outras infeções a vírus herpes (HSV, VZV). Não existe um estudo

comparativo direto versus o valganciclovir para definir a terapêutica ótima para

doentes com transplantes de órgãos.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O valaciclovir é um profármaco do aciclovir. A biodisponibilidade do aciclovir a partir

do valaciclovir é cerca de 3,3-5,5 vezes superior à observada com aciclovir oral. Após

administração oral, o valaciclovir é bem absorvido e rápida e quase completamente

convertido em aciclovir e valina. Esta conversão é provavelmente mediada pela

enzima valaciclovir hidrolase, isolada do fígado humano. A biodisponibilidade do

aciclovir a partir de 1000 mg de valaciclovir é de 54% e não é reduzida pelos

alimentos. A farmacocinética do valaciclovir não é proporcional à dose. A taxa e

extensão de absorção diminuem com o aumento da dose, resultando num aumento

menos proporcional na Cmax ao longo do intervalo de doses terapêuticas e numa

redução da biodisponibilidade para doses superiores a 500 mg. É apresentada de

seguida a estimativa dos parâmetros farmacocinéticos (PK) do aciclovir, após

administração de doses únicas de 250 a 2000 mg de valaciclovir em indivíduos

saudáveis com função renal normal.

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

Aciclovir Parâmetros PK

250 mg

(N=15)

500 mg

(N=15)

1000 mg

(N=15)

2000 mg

(N=8)

Cmax

microgramas/ml

2,20 ±0,38

3,37 ±0,95

5,20 ±1,92

8,30 ±1,43

tmax

horas (h)

0,75 (0,75–

1,5)

(0,75–

2,5)

(0,75–

3,0)

(1,5–

3,0)

h.micrograms/ml

5,50 ±0,82

11,1 ±1,75

18,9 ±4,51

29,5 ±6,36

Cmax = pico da concentração; tmax = tempo para o pico da concentração; AUC =

área sob a curva concentração-tempo. Valores para Cmax e AUC indicam média ±

desvio padrão. Valores para tmax indicam média e intervalo.

O pico das concentrações plasmáticas de valaciclovir inalterado é apenas de cerca de

4% do pico dos níveis de aciclovir, ocorre a um tempo médio de 30 a 100 minutos

após a dose e é igual ou inferior ao limite de quantificação 3 horas após a

administração. Os perfis farmacocinéticos do valaciclovir e aciclovir são similares

após doses simples ou repetidas. As infeções a herpes zoster, herpes simplex e HIV

não alteram significativamente a farmacocinética do valaciclovir e aciclovir após

administração oral de valaciclovir, comparativamente com adultos saudáveis. Em

doentes com transplante a receberem valaciclovir 2000 mg 4 vezes por dia, o pico

concentrações

aciclovir

semelhante

superior

observado

voluntários saudáveis a receberem a mesma dose. As AUCs diárias estimadas são

apreciavelmente superiores.

Distribuição

A ligação do valaciclovir às proteínas plasmáticas é muito baixa (15%). A penetração

líquido

cefalorraquidiano,

determinada

pela

relação

líquido

cefalorraquidiano/plasma, é independente da função renal e foi de cerca de 25%

para o aciclovir e o metabolito 8-OH-ACV e cerca de 2,5% para o metabolito 9-

(carboximetoxi)metilguanina (CMMG).

Biotransformação

Após administração oral, o valaciclovir é convertido em aciclovir e L-valina por

metabolismo de primeira passagem intestinal e/ou hepático. O aciclovir é convertido

em pequena extensão nos metabolitos CMMG pelo álcool e aldeído desidrogenase e

8-hidroxi-aciclovir (8-OH-ACV) pela aldeído oxidase. Aproximadamente 88% da

exposição plasmática total combinada é atribuída ao aciclovir, 11% ao CMMG e 1%

ao 8-OH-ACV. Nem o valaciclovir nem o aciclovir são metabolizados por enzimas do

citocromo P450.

Eliminação

O valaciclovir é eliminado na urina, principalmente na forma de aciclovir (mais de

80% da dose recuperada) e do metabolito do aciclovir CMMG (cerca de 14% da dose

recuperada). O metabolito 8-OH-ACV é detetado na urina apenas em pequenas

quantidades (<2% da dose recuperada). Menos de 1% da dose administrada de

valaciclovir é recuperada na urina na formal inalterada. Em doentes com função

renal normal a semi-vida de eliminação plasmática do aciclovir, quer após doses

simples quer múltiplas de valaciclovir, é de aproximadamente 3 horas.

Populações especiais

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

Compromisso renal

A eliminação do aciclovir está correlacionada com a função renal, e a exposição ao

aciclovir vai aumentar com o aumento da gravidade do compromisso renal. Em

doentes com doença renal terminal, a semi-vida média de eliminação do aciclovir,

após

administração

valaciclovir

aproximadamente

horas,

comparativamente com cerca de 3 horas na função renal normal (ver secção 4.2).

Foi avaliada a exposição ao aciclovir e aos seus metabolitos CMMG e 8-OH-ACV, no

plasma e líquido cefalorraquidiano, em estado estacionário, após a administração de

valaciclovir

doses

múltiplas,

indivíduos

função

renal

normal

(depuração da creatinina média 111 ml/min, intervalo 91-144 ml/min) a receberem

2000 mg a cada 6 horas e em 3 indivíduos com compromisso renal grave (depuração

da creatinina média 26 ml/min, intervalo 17-31 ml/min) a receberem 1500 mg a

cada

horas.

plasma,

assim

como

líquido

cefalorraquidiano,

concentrações de aciclovir, CMMG e 8-OHACV foram, em média, 2, 4 e 5-6 vezes

superiores, respetivamente, no compromisso renal grave comparativamente com a

função renal normal.

Compromisso hepático

Os dados farmacocinéticos indicam que o compromisso hepático diminui a taxa de

conversão do valaciclovir em aciclovir, mas não a extensão de conversão. A semi-

vida do aciclovir não é afetada.

Mulheres grávidas

Um estudo da farmacocinética do valaciclovir e aciclovir durante o final da gravidez

indica que a gravidez não afeta a farmacocinética do valaciclovir.

Transferência para o leite materno

Após administração oral de uma dose de 500 mg de valaciclovir, o pico das

concentrações de aciclovir (Cmax) no leite materno variou de 0,5 a 2,3 vezes as

concentrações séricas maternas correspondentes de aciclovir.

A concentração média de aciclovir no leite materno foi de 2,24 microgramas/ml

(9,95 micromoles/L). Com uma dose materna de valaciclovir de 500 mg duas vezes

ao dia, este nível iria expor o lactente a uma dose oral diária de aciclovir de cerca de

0,61 mg/kg/dia. A semi-vida de eliminação do aciclovir a partir do leite materno foi

semelhante à observada no soro. Não foi detetado valaciclovir inalterado no soro

materno, leite ou na urina do lactente.

Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, com base em

estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade de dose repetida,

genotoxicidade e potencial carcinogénico.

O valaciclovir, administrado por via oral, não afetou a fertilidade de ratos macho ou

fémea.

O valaciclovir não foi teratogénico em ratos ou coelhos. O valaciclovir é quase

completamente metabolizado em aciclovir. A administração subcutânea de aciclovir,

em testes internacionalmente aceites, não produziu efeitos teratogénicos em ratos

ou coelhos. Em estudos adicionais em ratos foram observadas anomalias fetais e

toxicidade materna com doses subcutâneas que produziram níveis plasmáticos de

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

aciclovir de 100 microgramas/ml (> 10 vezes superiores que uma dose única de

2000 mg de valaciclovir em seres humanos com função renal normal).

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido

Celulose microcristalina

Povidona

Estearato de magnésio

Revestimento do comprimido

Opadry White Y-5-7068:

Hipromelose

Hidroxipropilcelulose

Dióxido de titânio (E171)

Macrogol 400

Incompatibilidades

Não aplicável.

Prazo de validade

30 meses

Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30

Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de PVC/Alumínio.

Frasco em HDPE com tampa inviolável em LDPE.

Tamanho das apresentações (blisteres): 10, 20, 21, 24, 30, 42, 60, 90 comprimidos

revestidos por película.

Tamanho das apresentações (frascos): 10, 30, 100, 250 comprimidos revestidos por

película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

28-06-2017

INFARMED

Aurovitas Unipessoal, Lda.

Avenida do Forte, Nº 3,

Parque Suécia, Edifício IV, 2º

2794-038 Carnaxide

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º Registo: 5173463 – 10 comprimidos, 500 mg, blister de PVC/alumínio

N.º Registo: 5173554 – 21 comprimidos, 1000 mg, blister de PVC/alumínio

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

27 de janeiro de 2009

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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