Roferon-A 3 M.U.I./0.5 ml Solução injetável

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Interferão alfa-2a
Disponível em:
Roche Farmacêutica Química, Lda.
Código ATC:
L03AB04
DCI (Denominação Comum Internacional):
Interferon alfa-2a
Dosagem:
3 M.U.I./0.5 ml
Forma farmacêutica:
Solução injetável
Composição:
Interferão alfa-2a 6 MU.I./ml
Via de administração:
Via intramuscular; Via subcutânea
Unidades em pacote:
Seringa pré-cheia - 6 unidade(s) - 0.5 ml
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
16.3 Imunomoduladores
Área terapêutica:
interferon alfa-2a
Resumo do produto:
2973683 - Seringa pré cheia 6 unidade(s) 0.5 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Manter dentro embalagem exterior, não congelar - Não comercializado - 10012467 - 50091344 ; 2973584 - Seringa pré cheia 5 unidade(s) 0.5 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Conservar ao abrigo da luz - Não comercializado - 10012467 - 50091336 ; 2973881 - Seringa pré cheia 30 unidade(s) 0.5 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Manter dentro embalagem exterior, não congelar - Não comercializado - 10012467 - 50091360 ; 2973485 - Seringa pré cheia 1 unidade(s) 0.5 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Manter dentro embalagem exterior, não congelar - Temporariamente indisponível - 10012467 - 50091328 ; 2973782 - Seringa pré cheia 12 unidade(s) 0.5 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Manter dentro embalagem exterior, não congelar - Não comercializado - 10012467 - 50091352
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
NL/H/0028/011
Data de autorização:
1999-09-09

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Roferon-A 3 milhões de unidades internacionais (UI)

solução injetável em seringa pré-cheia

Interferão alfa-2a

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento

pois contém informação importante para si.

-Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

-Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

-Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

-Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1.O que é Roferon-A e para que é utilizado

2.O que precisa de saber antes de utilizar Roferon-A

3.Como utilizar Roferon-A

4.Efeitos secundários possíveis

5.Como conservar Roferon-A

6.Conteúdo da embalagem e outras informações

7.Como injetar Roferon-A

1.O que é Roferon-A e para que é utilizado

Roferon-A contém uma substância antivírica denominada interferão alfa-2a que é

semelhante a uma substância natural produzida pelo organismo para se proteger

contra infeções virais, tumores e substâncias estranhas que possam invadir o corpo.

Assim

Roferon-A

deteta

ataca

substância

estranha,

modifica-a

diminuindo, bloqueando ou alterando o seu crescimento ou o seu funcionamento.

Roferon-A é utilizado para o tratamento de:

Infeções virais, tais como hepatite B e C crónica.

Cancros do sangue (linfoma cutâneo de células T, tricoleucemia e leucemia mieloide

crónica).

Outras

formas

cancro

(carcinoma

células

renais,

sarcoma

Kaposi

relacionado com

SIDA, linfoma não Hodgkin folicular e melanoma maligno).

Se não tem certeza da razão pela qual lhe foi prescrito Roferon-A, fale com o seu

médico acerca da sua doença e do seu tratamento.

2.O que precisa de saber antes de utilizar Roferon-A

Não utilize Roferon-A:

alergia

interferão

alfa-2a

qualquer

outro

componente

deste

medicamento (indicados na secção 6).

se tem ou se já teve alguma doença do coração.

se tem alguma doença grave dos rins ou do fígado.

se tem alguma doença da medula óssea.

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17-07-2013

INFARMED

se sofre de convulsões, p.ex. epilepsia e/ou outros distúrbios do sistema nervoso

central.

se tem uma doença do fígado ou cirrose hepática.

se está a tomar ou se tomou recentemente medicação para uma doença crónica do

fígado que fragilize a sua resposta imunitária.

Não se recomenda a utilização de Roferon-A em crianças, exceto por indicação do

médico. Uma situação grave que pode ocorrer em crianças até aos 3 anos de idade,

“síndrome arquejante”, tem sido associada ao álcool benzílico. O álcool benzílico é

um componente inativo do Roferon-A. Portanto, Roferon-A não é adequado para

crianças pequenas (incluindo bebés prematuros, recém-nascidos ou crianças).

Roferon-A pode ser utilizado em algumas doenças em combinação com outros

medicamentos. Nestes casos, o seu médico explicar-lhe-á eventuais restrições

adicionais na utilização do Roferon-A.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar Roferon-A

Informe o seu médico:

se tem problemas mentais (dificuldades ao nível psiquiátrico) ou se já teve alguma

doença mental (psiquiátrica).

se tem psoríase (uma doença de pele com lesões escamosas, secas, em placa).

se tem problemas do fígado, do coração ou dos rins.

se já teve uma doença autoimune, por exemplo problemas da tiroide, vasculite

(inflamação dos vasos sanguíneos).

se já recebeu um transplante de órgão (como o rim) ou transplante de medula

óssea, ou está previsto que lhe realizem um transplante num futuro próximo.

se está grávida ou se pensa que está grávida.

se tem uma contagem de glóbulos sanguíneos diminuída.

se tem diabetes (doença resultante de açúcar elevado no sangue).

se tem outros problemas do sangue.

se está a fazer tratamento para a hepatite C crónica.

se está infetado também pelo VIH e faz tratamento com medicamentos anti-VIH.

se está a tomar outros medicamentos (incluindo medicamentos não prescritos pelo

seu médico).

Informe o seu médico se tem alguma doença do sangue ou sofre de diabetes. O seu

médico pode pedir-lhe para fazer análises ao sangue regularmente para controlar a

composição do sangue, a qual pode alterar durante o tratamento. Se for necessário,

o seu médico pode ajustar a dose do seu tratamento com Roferon-A e de outros

tratamentos que esteja a fazer simultaneamente.

Outros medicamentos e Roferon-A

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente

vier

tomar

outros

medicamentos.

efeitos

desses

medicamentos

tanto

podem

aumentar,

diminuir

como

alterar-se

quando

administrados simultaneamente com os interferões. Em particular a concentração no

plasma de teofilina, um medicamento para a asma da família das xantinas, pode

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17-07-2013

INFARMED

aumentar quando este fármaco é administrado simultaneamente com um interferão

e pode requerer ajuste de dose.

Doentes também infetados pelo VIH: Acidose láctica e agravamento da função

hepática são efeitos secundários associados à Terapia Antiretroviral Muito Ativa

(HAART), um tratamento anti-VIH.

Se estiver a receber um tratamento HAART, a adição de Roferon-A e ribavirina pode

aumentar-lhe o risco de desenvolver acidose láctica ou insuficiência hepática. O seu

médico vai vigiar o aparecimento dos sinais e sintomas destas situações clínicas. Por

favor leia o Folheto Informativo da ribavirina.

Análises ao sangue. Se vai fazer análises ao sangue, informe o médico ou enfermeiro

que vai realizar a análise de que está a tomar Roferon-A. Em alguns casos invulgares

ou raros, Roferon-A pode afetar os resultados destas análises.

Gravidez e fertilidade

Não utilize Roferon-A se está grávida, se pensa que está grávida ou está a planear

ter um bebé, a não ser que o seu médico lhe dê indicação para tal, uma vez que

Roferon-A pode afetar o seu bebé. É importante que utilize, bem como o seu

parceiro, um método contracetivo eficaz enquanto estiver a fazer tratamento com

Roferon-A.

Quando se utiliza Roferon-A em combinação com ribavirina, tanto os doentes do

sexo masculino como os do sexo feminino têm que tomar precauções especiais na

sua atividade sexual, se existir algum risco de ocorrer uma gravidez, uma vez que a

ribavirina pode ser muito nociva para o bebé em gestação:

-Se você é uma mulher em idade fértil e está a tomar Roferon-A em combinação

com a ribavirina, tem que ter um resultado negativo a um teste de gravidez a

realizar antes de iniciar o tratamento, todos os meses durante o tratamento e nos 4

meses que se seguem ao final do tratamento. Quer você, quer o seu parceiro têm

que efetuar contraceção eficaz durante o tratamento e nos 4 meses que se seguem

ao final do tratamento. Fale sobre este assunto com o seu médico.

- se você é um homem e está a tomar Roferon-A em combinação com ribavirina, não

tenha relações sexuais com uma mulher grávida, a não ser que use preservativo.

Este irá reduzir a possibilidade da ribavirina passar para o corpo da mulher. Se a sua

parceira não está grávida mas está em idade fértil, ela tem que fazer um teste de

gravidez mensalmente durante o tratamento e nos 7 meses seguintes ao final do

tratamento. Você e a sua parceira têm que usar um método contracetivo eficaz, cada

um, durante o tratamento e nos 7 meses seguintes à sua conclusão. Fale com o seu

médico sobre este assunto.

Amamentação

Se está a amamentar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este

medicamento. Desconhece-se se este medicamento está presente no leite humano.

Portanto, consulte o seu médico sobre a possibilidade de suspender a amamentação

ou o tratamento com Roferon-A. No tratamento com combinação com ribavirina,

tome nota da informação contida no Folheto Informativo do medicamento que

contém a ribavirina.

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INFARMED

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não conduza nem utilize máquinas se estiver sonolento, cansado ou confuso durante

o tratamento com Roferon-A.

Roferon-A contém álcool benzílico

Roferon-A contém álcool benzílico, pelo que não deve ser utilizado em bebés

prematuros

recém-nascidos.

Pode

causar

reações

tóxicas

alérgicas

crianças com menos de 3 anos de idade.

Este medicamento contém menos que 1 mmol de sódio (23 mg) por 0,5 ml, ou seja,

é essencialmente isento de sódio.

3.Como utilizar Roferon-A

Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o

seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Roferon-A pode ser administrado pelo seu médico ou por uma enfermeira, ou é

possível que o ensinem a injetar Roferon-A a si próprio. Não tente injetar Roferon-A

a si próprio sem ter sido treinado antes. Fale com o seu médico ou enfermeira se

tiver dúvidas.

Roferon-A

seringa

pré-cheia

injeta-se

debaixo

pele

(injeção

subcutânea).

Consulte a secção 7 para instruções detalhadas.

As seringas pré-cheias são para uma única utilização.

Dose de Roferon-A

O seu médico decidirá qual é a melhor dose para si. A quantidade de Roferon-A de

que necessita depende da doença em causa e dos efeitos secundários que for

manifestando.

Esta dose não deve normalmente exceder 36 milhões de Unidades Internacionais

(UI) por dia.

Se achar o efeito do medicamento demasiado fraco ou demasiado forte, fale com o

seu médico. Não altere a dose que está a tomar antes de falar com o seu médico.

A dose recomendada é:

Tricoleucemia

3 milhões de UI por dia durante 16-24 semanas.

Leucemia Mieloide Crónica

A dose será normalmente aumentada de 3 milhões de UI para 9 milhões

de UI, tomada uma vez por dia, durante um período de tratamento inicial

de 12 semanas.

Linfoma Cutâneo de Células T

A dose será normalmente aumentada de 3 milhões de UI para 18 milhões

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

de UI, tomada uma vez por dia, durante um período de tratamento inicial

de 12 semanas.

Sarcoma de Kaposi relacionado com SIDA

A dose será normalmente aumentada de 3 milhões de UI para 18 milhões

de UI, tomada uma vez por dia, até 36 milhões de UI no máximo, durante

um período de tratamento inicial de 10 - 12 semanas.

Carcinoma de Células Renais

Combinação com vinblastina

A dose será normalmente aumentada de 3 milhões de UI para 18 milhões

de UI, tomada três vezes por dia, durante um período de tratamento

inicial de 12 semanas.

Combinação com bevacizumab (Avastin)

9 milhões de UI sob a pele (subcutaneamente) três vezes por semana até

a sua doença progredir ou até 1 ano.

Hepatite B crónica

2,5 – 5 milhões de UI/metro quadrado de superfície corporal, três vezes

por semana durante 4 – 6 meses.

Hepatite C crónica

3 – 6 milhões de UI três vezes por semana durante 6-12 meses.

Linfoma não Hodgkin Folicular (com quimioterapia)

6 milhões de UI/metro quadrado de superfície corporal desde o dia 22 ao

dia 26 de cada ciclo de 28 dias.

Melanoma maligno

3 milhões de UI três vezes por semana durante 18 meses.

Se responder bem ao tratamento inicial com Roferon-A, o seu médico pode decidir

que deve continuar o tratamento durante mais algum tempo (tratamento de

manutenção) e modificará a dose de forma adequada.

Tratamento com combinação de ribavirina na hepatite C crónica

tomar

Roferon-A

ribavirina

mesmo

tempo,

siga

favor

dose

recomendada pelo seu médico.

O seu médico informá-lo-á quando deve parar de tomar Roferon-A. Algumas doenças

requerem tratamento durante alguns anos.

Se utilizar mais Roferon-A do que deveria

Contacte imediatamente o seu médico ou farmacêutico ou dirija-se ao hospital mais

próximo.

Caso se tenha esquecido de utilizar Roferon-A

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Roferon-A

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

Contacte o seu médico ou farmacêutico o mais rapidamente possível.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico, farmacêutico ou enfermeiro.

4.Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Fale imediatamente com o seu médico se observar algum dos seguintes efeitos

secundários graves. Pode precisar de tratamento médico urgente:

Se desenvolver sinais de uma reação alérgica grave (tais como dificuldade em

respirar, pieira ou urticária) com este medicamento.

Se nota diminuição de visão durante ou depois do tratamento com Roferon-A.

Se tem sinais de depressão (tais como tristeza, sentimento de desvalorização ou

ideias

de suicídio) durante o seu tratamento com Roferon-A.

Outros efeitos secundários possíveis:

É muito frequente ocorrerem sintomas gripais, tais como cansaço, arrepios, dores

musculares ou articulares, dores de cabeça, transpiração e febre. Estes efeitos

geralmente diminuem com a toma de paracetamol. O seu médico indicar-lhe-á a

dose que deve tomar. Este tipo de sintomas geralmente diminui com a continuação

do tratamento.

Outros efeitos secundários muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em 10

utilizadores) são:

número de glóbulos brancos diminuído. Os sinais incluem um aumento do número de

infeções.

perda de apetite

náuseas

diminuição do cálcio no sangue

diarreia

diminuição do apetite

os cabelos tornam-se mais finos ou queda de cabelo (estas situações são geralmente

reversíveis após terminar o tratamento)

doença gripal. Os sintomas podem incluir cansaço, febre e arrepios

dores de cabeça

aumento da transpiração

dor muscular

dor articular

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em 10 utilizadores):

número de glóbulos vermelhos diminuído ou anemia (os sinais incluem cansaço,

palidez e falta de ar)

número de plaquetas diminuído (os sinais incluem pequenas nódoas negras no corpo

ou hemorragia)

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

alterações na contagem de plaquetas e glóbulos vermelhos se está a receber

tratamento para o cancro, incluindo quimioterapia, ou se a atividade da medula

óssea está diminuída. O seu sangue normalizará depois de finalizar o tratamento

com Roferon-A.

batimento cardíaco irregular

palpitações

descoloração azulada da pele ou dos lábios (causada por falta de oxigénio no

sangue)

vómitos ou sensação de doença

dores de estômago

boca seca

sabor amargo ou alteração do paladar

dor torácica

inchaço

perda de peso

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 utilizadores):

desidratação e desequilíbrio eletrolítico (valores anormais de sódio ou potássio no

sangue)

depressão

ansiedade

confusão

comportamento alterado ou anormal

nervosismo

esquecimento

alterações do sono

fraqueza muscular

alterações sensoriais da pele, por exemplo formigueiro, adormecimento

tonturas

tremura das mãos

sonolência

conjuntivite ou vermelhidão dos olhos

perturbações visuais

pressão arterial temporariamente baixa ou alta

comichão

psoríase ou agravamento da psoríase

presença de proteínas e um número mais elevado de células numa análise de urina

análises de sangue: exibindo alterações no funcionamento do fígado

Efeitos secundários raros (podem afetar até 1 em 1000 utilizadores):

pneumonia

feridas herpéticas

herpes genital

diminuição acentuada do número de glóbulos brancos (que o seu médico pode

designar por agranulocitose)

destruição anormal dos glóbulos brancos (que o seu médico pode designar por

anemia hemolítica)

situações de autoimunidade (em que o organismo ataca as próprias células)

reações de hipersensibilidade, incluindo pápulas, inchaço da cara, dos lábios e da

garganta, pieira e reações de alergia

funcionamento anormal da glândula tiroide

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17-07-2013

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presença de açúcar elevado no sangue ou diabetes (uma doença resultante de

açúcar elevado no sangue) numa análise de sangue

suicídio ou pensamento suicída ou autoagressão

coma

convulsões (crises)

impotência temporária ou transitória (disfunção sexual masculina)

perturbações visuais por fraca circulação do sangue no fundo do olho (que o seu

médico pode designar por retinopatia isquémica)

ataque cardíaco

insuficiência cardíaca

problemas graves do coração e respiratórios

acumulação de líquido nos pulmões (podendo causar problemas respiratórios)

inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite)

falta de ar

tosse

inflamação do pâncreas (que o seu médico pode designar por pancreatite)

hiperatividade dos intestinos (pode causar diarreia)

obstipação

azia

flatulência (gases)

o fígado pode não funcionar tão bem como habitualmente e ocasionar anomalias

graves do fígado, incluindo insuficiência hepática ou inflamação do fígado (também

designada por hepatite)

erupção na pele

secura da pele, boca ou lábios

hemorragia nasal

nariz seco ou com corrimento

uma doença autoimune em que o sistema imunitário ataca os próprios órgãos. Causa

frequentemente erupção na pele e dor articular, mas pode afetar outros órgãos (que

o seu médico pode designar por lúpus ou LES)

artrite ou dor articular

insuficiência renal ou agravamento da função renal (principalmente em doentes com

cancro que sofrem de doença renal)

análises de sangue: exibindo alterações da função renal

análises de sangue exibindo alterações das substâncias químicas, ácido úrico e

lactato desidrogenase

Efeitos secundários muito raros (podem afetar até 1 em 10 000 utilizadores)

Uma doença autoimune em que o sistema imunitário ataca as próprias plaquetas do

sangue

(células

controlam

coagulação).

Pode

causar

diminuição

acentuada do número de plaquetas e podem formar-se pequenas nódoas negras na

sua pele

sarcoidose (uma doença resultante da inflamação de tecidos do organismo; a

sarcoidose pode afetar quase qualquer parte do corpo, mas frequentemente inicia-se

pelos pulmões ou nódulos linfáticos)

hipertrigliceridemia ou hiperlipidemia (níveis elevados de alguns lípidos/gorduras no

sangue)

lesão da retina (fundo do olho) ou dos vasos sanguíneos da retina (pode conduzir a

visão turva ou casos graves de perda de visão)

o seu médico pode observar alterações da retina num exame aos olhos, incluindo

inchaço do nervo principal no fundo do olho

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

perturbações visuais relacionadas com o nervo principal no fundo do olho

agravamento ou reativação de úlcera péptica e hemorragia intestinal

a pele à volta do local da injeção do Roferon-A pode apresentar vermelhidão, inchaço

e dor, e pode formar-se uma placa de pele morta à volta do local da injeção.

problemas relacionados com o estado mental, tais como dificuldade em pensar, de

concentração, mudanças de personalidade ou do nível de consciência. O seu médico

pode designar esta situação por encefalopatia.

Efeitos secundários cuja frequência não pode ser calculada:

rejeições de transplantes

O seu médico pode decidir combinar o tratamento com Roferon-A com outros

medicamentos. Nestes casos, pode desenvolver efeitos indesejáveis adicionais. O seu

médico explicar-lhe-á em que casos se podem produzir estes efeitos.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar Roferon-A

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no rótulo e na

embalagem exterior após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do

mês indicado.

Conserve no frigorífico (2ºC a 8ºC). Não congele. Mantenha a seringa pré-cheia

dentro da embalagem exterior para proteger da luz.

Não utilize Roferon-A se verificar que a solução está turva, tem partículas suspensas

ou a solução incolor a ligeiramente amarelada adquire outra cor.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6.Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Roferon-A

A substância ativa é o interferão alfa-2a, 3 milhões de UI/0,5 ml.

Os outros componentes são acetato de amónio, cloreto de sódio, álcool benzílico (10

mg/1ml), polissorbato 80, ácido acético glacial, hidróxido de sódio e água para

preparações injetáveis.

Qual o aspeto de Roferon-A e conteúdo da embalagem

Roferon-A é uma solução injetável (0,5 ml em seringas pré-cheias).

A solução é límpida, incolor a ligeiramente amarelada.

Apresentações: Embalagens de 1, 5, 6, 12 ou 30.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Roche Farmacêutica Química, Lda.

Estrada Nacional 249-1

2720-413 Amadora

Fabricante:

Roche Pharma AG

Emil-Barell-Strasse 1,

D 79639 Grenzach-Wyhlen

Alemanha

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Roferon-A: Áustria, Bélgica, Chipre, República Checa, Estónia, Finlândia, Alemanha,

Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Holanda, Eslováquia,

Eslovénia, Espanha, Suécia, Reino Unido.

Roféron-A: França

Roceron-A: Noruega.

Este folheto foi revisto pela última vez em

7.Como injetar Roferon-A

Instruções ilustradas para injeção subcutânea utilizando

Roferon-A seringa pré-cheia

Seringa com solução injetável

Agulha

para

injeção

subcutânea

êmbolo

cápsula de fecho

cápsula

fecho

invólucro

↑ ↑ de proteção

↑ ↑

Importante: Deixe que a solução atinja uma temperatura ambiente antes de usar

(administração).

Tire a agulha da caixa. Retire a cápsula de fecho da parte

traseira da agulha.

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

Em seguida, tire a seringa da caixa e retire a cápsula de

fecho de proteção da seringa.

Encaixe a agulha na seringa. Retire o invólucro da agulha

(ver figura 1).

Figura 1.

Segure

seringa

agulha

apontando para cima.

Elimine

cuidadosamente o ar

existente empurrando

o êmbolo.

Figura 2.

Roferon-A

pode

injetado quer na coxa

quer na parte inferior

do abdómen.

Recomenda-se

escolha um novo local

para cada injeção.

Figura 3.

Antes de se injetar, limpe o local de injeção com algodão

embebido em álcool.

Figura 4.

Forme uma prega com a pele, segurando-a entre o

polegar e o indicador e introduza a agulha totalmente

na pele com um ângulo de 45 ºC (ver figura 5).

Puxe ligeiramente o êmbolo da seringa.

Se aparecer sangue na seringa, a agulha perfurou um

vaso sanguíneo. Neste caso, não injete o Roferon-A.

Rejeite a seringa e a agulha e recomece uma nova

injeção num local diferente com uma nova seringa e

uma nova agulha.

Figura 5.

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

As seringas pré-cheias são para administração de uma dose única. Deve eliminar o

produto

não

utilizado

resíduos,

para

isso

consulte

médico

farmacêutico.

Os seguintes pontos devem ser rigorosamente observados quando se utilizam e

eliminam seringas e outros instrumentos médicos cortantes:

Agulhas e seringas nunca devem ser utilizadas novamente.

Coloque todas as agulhas e seringas utilizadas num contentor próprio para objetos

cortantes (contentor descartável à prova de perfuração).

Mantenha este contentor fora do alcance das crianças.

Depois de utilizados, evite deitar fora os contentores próprios para objetos

cortantes no lixo doméstico.

Elimine o contentor cheio de acordo com as exigências locais ou as instruções do

profissional de saúde.

Mantendo

pressão

constante,

injete

conteúdo

Roferon-A seringa

pré-cheia debaixo

pele

até

seringa

ficar

completamente

vazia.

Figura 6.

Para

retirar

seringa,

pressione

levemente

algodão no local da

injeção

retire

agulha

pequena inclinação.

Figura 7.

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.NOME DO MEDICAMENTO

Roferon-A 3 milhões de unidades internacionais (UI) solução injetável em seringa

pré-cheia

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada seringa pré-cheia contém 3 milhões de Unidades Internacionais de interferão

alfa-2a* por 0,5 mililitros** (3 milhões de UI/0,5 ml).

* produzido por tecnologia de DNA recombinante em Escherichia coli

** Contém sobrecarga de volume

Excipientes com efeito conhecido:

Álcool benzílico (10 mg/1 ml)

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.FORMA FARMACÊUTICA

Solução injetável em seringa pré-cheia.

A solução é límpida e incolor a amarelo-clara.

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1.Indicações terapêuticas

Roferon-A está indicado no tratamento de:

-Tricoleucemia.

-Sarcoma de Kaposi assintomático e progressivo em doentes com SIDA que tenham

contagem de CD4 > 250/ mm3.

-Fase

crónica

leucemia

mieloide

crónica

(LMC)

cromossoma

Filadélfia

positivo. Roferon-A não é um tratamento alternativo para doentes com LMC que

tenham um familiar com HLA compatível e para os quais esteja planeado, ou seja

possível, o transplante alogénico de medula, num futuro imediato. Ainda não se sabe

Roferon-A

pode

considerado,

nesta

indicação,

como

tratamento

capacidade de cura.

-Linfoma cutâneo de células T. O interferão alfa-2a (Roferon-A) pode ser ativo em

doentes com doença progressiva, refratários à terapêutica convencional e em

doentes nos quais a terapêutica convencional não é adequada.

-Doentes adultos com hepatite B crónica histologicamente comprovada que possuam

marcadores de replicação viral, isto é, doentes positivos para ADN ou HBeAg do VHB.

Doentes adultos com hepatite C crónica histologicamente comprovada, com

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17-07-2013

INFARMED

anticorpos anti-VHC ou ARN do VHC e níveis séricos elevados de alanina

aminotransferase (ALT) sem descompensação hepática.

A eficácia do interferão alfa-2a no tratamento da Hepatite C é aumentada quando

utilizado em combinação com a ribavirina. Roferon-A deve ser administrado em

monoterapia, principalmente, em caso de intolerância ou contraindicação à ribavirina.

-Linfoma não Hodgkin folicular.

-Carcinoma avançado de células renais.

-Doentes com melanoma maligno no estadio II AJCC (espessura do tumor de

Breslow > 1,5 mm, sem envolvimento dos gânglios linfáticos nem invasão cutânea),

sem doença após a intervenção cirúrgica.

4.2.Posologia e modo de administração

Nem todas as dosagens de Roferon-A disponíveis podem ser utilizadas em todas as indicações

mencionadas na secção 4.1. As dosagens prescritas deverão corresponder às doses recomendadas

para cada indicação individual.

-TRICOLEUCEMIA

Posologia inicial:

Três milhões de UI diárias, administradas por via subcutânea durante 16 a 24

semanas. Se surgir intolerância, deve reduzir-se a dose diária para 1,5 milhões de UI

ou administrar-se o medicamento três vezes por semana, ou aplicar ambas as

medidas.

Posologia de manutenção:

Três milhões de UI administradas três vezes por semana por via subcutânea. Se

surgir intolerância, a dose deve ser reduzida para 1,5 milhões de UI, três vezes por

semana.

Duração do tratamento:

Os doentes devem ser tratados durante cerca de seis meses, antes do médico tomar

a decisão de continuar o tratamento nos doentes com resposta ou suspendê-lo

naqueles sem resposta. Os doentes têm sido tratados até 20 meses consecutivos. A

duração ótima do tratamento com Roferon-A em doentes com tricoleucemia não está

ainda determinada.

Não foi estabelecida a dose mínima eficaz de Roferon-A na tricoleucemia.

-SARCOMA DE KAPOSI EM DOENTES COM SIDA

Roferon-A está indicado no tratamento do Sarcoma de Kaposi, assintomático e

progressivo, em doentes com SIDA que tenham contagem de CD4 > 250/mm3. Não

é provável que doentes com SIDA com valores de CD4 < 250/mm3 ou doentes com

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17-07-2013

INFARMED

história clínica de infeções oportunistas ou sintomatologia constitucional respondam

à terapêutica com Roferon-A, não devendo, por isso, ser tratados com Roferon-A. A

posologia ótima não foi ainda estabelecida.

Roferon-A não deve ser utilizado em associação com os inibidores da protease. À

exceção da zidovudina, não existem dados de segurança sobre a terapêutica

combinada de Roferon-A com inibidores da transcriptase reversa.

Posologia inicial:

Roferon-A deve ser administrado por injeção subcutânea em doentes com idade igual

ou superior a 18 anos, por aumento progressivo da dose até, pelo menos, 18

milhões de UI diárias ou, se possível, até 36 milhões de UI diárias num tratamento

de dez a doze semanas. O aumento progressivo da dose recomendado é o seguinte:

dias 1-3

3 milhões de UI por dia

dias 4-6

9 milhões de UI por dia

dias 7-9

18 milhões de UI por dia - e, se for bem tolerado, aumentar até:

dias 10-84

36 milhões de UI por dia

Posologia de manutenção:

Roferon-A deve ser administrado por injeção subcutânea três vezes por semana na

dose máxima suportada pelo doente, sem ultrapassar 36 milhões de UI.

Os doentes com sarcoma de Kaposi associado a SIDA tratados com 3 milhões de UI

de Roferon-A por dia apresentaram um índice de resposta mais baixo do que os

tratados com a posologia acima recomendada.

Duração do tratamento:

A evolução das lesões deve ser documentada para determinar a resposta ao

tratamento. Os doentes devem ser tratados durante um período mínimo de 10

semanas e de preferência durante, pelo menos, 12 semanas antes do médico

tomar a decisão de continuar o tratamento nos doentes com resposta ou

suspendê-lo

naqueles

resposta.

doentes

geralmente

evidenciam

resposta

tratamento

aproximadamente

três

meses

após

início

tratamento. Os doentes têm sido tratados até 20 meses consecutivos. Se se

obtiver

resposta

tratamento,

este

deve

prosseguir

pelo

menos

até

desaparecimento do tumor. A duração ótima do tratamento com Roferon-A no

sarcoma de Kaposi em doentes com SIDA não foi ainda estabelecida.

Nota:

As lesões do sarcoma de Kaposi reaparecem frequentemente quando se suspende o

tratamento com Roferon-A.

-LEUCEMIA MIELOIDE CRÓNICA (LMC)

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17-07-2013

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Roferon-A está indicado no tratamento de doentes em fase crónica da leucemia

mieloide crónica com cromossoma Filadélfia positivo. Roferon-A não é um tratamento

alternativo para doentes com LMC que tenham um familiar com HLA compatível e

para os quais esteja planeado, ou seja possível, o transplante alogénico de medula

num futuro imediato.

Roferon-A origina remissões hematológicas em 60 % dos doentes com LMC em fase

crónica, independentemente dos tratamentos efetuados anteriormente. Dois terços

destes doentes apresentaram resposta hematológica completa que se verificou, o

mais tardar, 18 meses após o início do tratamento.

Contrariamente ao que acontece com a quimioterapia citotóxica, o interferão

alfa-2a pode produzir respostas citogenéticas constantes e contínuas para além

de 40 meses. É ainda desconhecido se Roferon-A pode ser considerado como

um tratamento com capacidade de cura nesta indicação.

Posologia:

Recomenda-se que Roferon-A seja administrado por injeção subcutânea durante oito

a doze semanas a doentes com idade igual ou superior a 18 anos. O esquema

posológico recomendado é o seguinte:

Dias 1-3

3 milhões de UI diárias

Dias 4-6

6 milhões de UI diárias

Dias 7-84

9 milhões de UI diárias

Duração do tratamento:

Os doentes devem ser tratados durante um período mínimo de oito semanas, de

preferência durante, pelo menos, doze semanas antes do médico tomar a decisão de

continuar o tratamento nos doentes com resposta ou suspendê-lo naqueles que não

apresentem quaisquer alterações dos parâmetros hematológicos. Os doentes que

respondam ao tratamento devem continuá-lo até obter resposta hematológica

completa ou até um período máximo de 18 meses. Todos os doentes com resposta

hematológica completa devem prosseguir o tratamento com 9 milhões de UI diários

(ótimo) ou com 9 milhões de UI, três vezes por semana (mínimo) de forma a obter

resposta citogenética o mais rapidamente possível. A duração ótima do tratamento

com Roferon-A na leucemia mieloide crónica não foi ainda determinada, embora se

tenham obtido respostas citogenéticas dois anos após o início do tratamento.

A segurança, eficácia e posologia ótimas de Roferon-A em crianças com LMC não

foram ainda estabelecidas.

-LINFOMA CUTÂNEO DE CÉLULAS T (LCCT)

O interferão alfa-2a (Roferon-A) pode apresentar atividade em doentes com linfoma

cutâneo progressivo de células T, refratários à terapêutica convencional ou para os

quais a terapêutica convencional não é adequada.

A posologia ótima não foi ainda estabelecida.

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17-07-2013

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Posologia inicial:

Roferon-A deve ser administrado por injeção subcutânea, em doentes com idade

igual ou superior a 18 anos, por aumento progressivo da dose até 18 milhões de UI

diárias durante doze semanas. O esquema posológico recomendado é o seguinte:

Dias 1-3

3 milhões de UI diárias

Dias 4-6

9 milhões de UI diárias

Dias 7-84

18 milhões de UI diárias

Posologia de manutenção:

Roferon-A deve ser administrado por injeção subcutânea, três vezes por semana, na

dose máxima que o doente consiga tolerar, mas sem ultrapassar 18 milhões de UI.

Duração do tratamento:

Os doentes devem ser tratados durante um período mínimo de oito semanas e

preferencialmente durante pelo menos doze semanas, antes do médico tomar a

decisão de continuar o tratamento nos doentes com resposta ou suspendê-lo

naqueles sem resposta. A duração mínima do tratamento em doentes a responderem

ao tratamento deve ser de 12 meses de forma a maximizar a probabilidade de obter

resposta

completa

aumentar

probabilidade

obter

resposta

prolongada. Alguns doentes foram tratados até 40 meses consecutivos. A duração

ótima da terapêutica com Roferon-A no linfoma cutâneo de células T não foi ainda

estabelecida.

Aviso:

Em cerca de 40 % dos doentes com LCCT não se observaram respostas tumorais

objetivas. As respostas parciais são, geralmente, observadas nos 3 primeiros meses

e as respostas completas nos 6 primeiros meses, embora possa ocasionalmente ser

necessário mais do que 1 ano para se obter a melhor resposta.

-HEPATITE B CRÓNICA

Roferon-A está indicado no tratamento de doentes adultos com hepatite B crónica,

histologicamente comprovada, que possuam marcadores de replicação viral, isto é,

que são positivos para ADN do VHB ou HBeAg.

Recomendação posológica:

Não

ainda

estabelecido

esquema

ideal

tratamento.

dose

situa-se

habitualmente entre 2,5 e 5,0 milhões de UI/m2 de superfície corporal, administrada

por via subcutânea, três vezes por semana durante um período de 4 a 6 meses.

A posologia pode ser ajustada de acordo com a tolerância do doente. Se não se observar melhoria

ao fim de 3-4 meses de tratamento, deve considerar-se a hipótese de suspender o tratamento.

Crianças: têm sido administradas com segurança doses até 10 milhões de UI/m2 em

crianças com hepatite B crónica. Contudo, não foi demonstrada eficácia terapêutica.

APROVADO EM

17-07-2013

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-HEPATITE C CRÓNICA

ROFERON-A EM COMBINAÇÃO COM RIBAVIRINA

DOENTES EM RECIDIVA

Roferon-A está indicado em combinação com a ribavirina no tratamento de doentes

adultos com hepatite C crónica que responderam previamente à terapêutica com

interferão alfa em monoterapia e que recidivaram após a suspensão do tratamento.

Posologia:

Roferon-A: 4,5 milhões de UI, 3 vezes por semana, por injeção subcutânea, durante

um período de 6 meses.

Posologia da ribavirina:

Posologia da ribavirina: 1000 mg a 1200 mg / dia, em duas doses separadas (uma de manhã com

o pequeno-almoço e outra com a refeição da noite). Para mais informações sobre a posologia e o

modo de administração da ribavirina, consultar o Resumo das Características do Medicamento da

ribavirina.

DOENTES NÃO TRATADOS PREVIAMENTE (naïves)

A eficácia do interferão alfa-2a no tratamento da hepatite C é aumentada quando

utilizado em combinação com a ribavirina. Roferon-A deve ser administrado em

monoterapia em caso de intolerância ou contraindicação à ribavirina.

Posologia:

Roferon-A: 3 a 4,5 MUI, 3 vezes por semana, por injeção subcutânea durante um

período de pelo menos 6 meses. O tratamento deverá ser mantido durante mais 6

meses nos doentes negativos para o ARN do VHC ao 6º mês e que estão infetados

pelo genótipo 1 e com elevada carga viral antes do início do tratamento.

Posologia da ribavirina: ver acima.

Deverão ser tomados em consideração outros fatores de prognóstico negativo (idade

> 40 anos, sexo masculino, fibrose de ponte) na extensão do tratamento para 12

meses.

Os doentes que não apresentaram resposta virológica após 6

meses

tratamento

(ARN

inferior

limite

deteção)

normalmente

não

apresentam,

posteriormente,

resposta virológica sustentada (ARN do VHC inferior ao limite

de deteção) 6 meses após a retirada do tratamento.

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

ROFERON-A EM MONOTERAPIA

Roferon-A deverá ser administrado em monoterapia principalmente em caso de

intolerância ou de contraindicação à ribavirina.

Posologia inicial:

Roferon-A deve ser administrado numa dose de 3 a 6 milhões de UI por injeção

subcutânea, 3 vezes por semana durante 6 meses como terapêutica de indução,

sempre que o doente o tolere. Em doentes que não respondam após 3 a 4 meses de

tratamento, deve ser considerada a interrupção do tratamento com Roferon-A.

Posologia de manutenção:

Para

consolidação

resposta

completa

doentes

cuja

sérica

tenha

normalizado, e/ou cujo ARN do VHC se tenha tornado indetetável, deve ser efetuada

terapêutica de manutenção com 3 milhões de UI de Roferon-A três vezes por

semana durante mais seis meses ou por período superior. A duração ótima do

tratamento não foi ainda estabelecida mas aconselha-se uma terapêutica durante,

pelo menos, 12 meses.

Nota:

A maioria dos doentes que recidivam após um tratamento adequado com Roferon-A

em monoterapia, fazem-no nos quatro meses que se seguem ao final do tratamento.

-LINFOMA NÃO HODGKIN FOLICULAR

Roferon-A prolonga a sobrevivência livre de doença e livre de progressão da doença

quando utilizado como terapêutica adjuvante em esquemas de quimioterapia, como

o CHOP, em doentes com linfoma folicular não Hodgkin avançado (com elevada

carga tumoral). No entanto, a eficácia da terapêutica adjuvante com interferão alfa-

2a na sobrevivência global destes doentes, não foi ainda estabelecida.

Recomendação posológica:

Roferon-A deve ser administrado concomitantemente com esquemas quimioterápicos

convencionais (tais como a associação de ciclofosfamida, prednisona, vincristina e

doxorrubicina) de acordo com um esquema como 6 milhões de UI/m2 administradas

por via subcutânea, desde o dia 22 ao dia 26, de cada ciclo de tratamento de 28

dias.

-CARCINOMA AVANÇADO DE CÉLULAS RENAIS

COMBINAÇÃO COM VINBLASTINA

A terapêutica combinada de Roferon-A e vinblastina induz taxas de resposta globais

de, aproximadamente, 17-26%, retarda a progressão da doença e prolonga a

sobrevivência global em doentes com carcinoma de células renais em estado

avançado.

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

Recomendação posológica:

Roferon-A deverá ser administrado por injeção subcutânea, em doses de 3 milhões

de UI, três vezes por semana, durante uma semana, 9 milhões de UI, três vezes por

semana, na semana seguinte e 18 milhões de UI, três vezes por semana, nas

restantes semanas. A vinblastina deverá ser administrada concomitantemente por

via intravenosa, de acordo com as instruções do fabricante, em doses de 0,1 mg/kg,

uma vez cada 3 semanas.

No caso da dose de 18 milhões de UI de Roferon-A, 3 vezes por semana, não ser

tolerada, a dose pode ser reduzida para 9 milhões de UI, 3 vezes por semana.

O tratamento deverá ser administrado pelo menos durante 3 meses, até um

máximo de 12 meses ou até à progressão da doença. Doentes que obtenham

resposta

completa

podem

parar

tratamento

meses

após

resposta

estabelecida.

COMBINAÇÃO COM BEVACIZUMAB (AVASTIN)

Recomendação posológica:

9 milhões de UI por injeção subcutânea três vezes por semana até à progressão da

doença ou até 12 meses. A segurança e eficácia do tratamento com Roferon-A além

de 12 meses não foram avaliadas.

Pode iniciar-se o tratamento com Roferon-A com uma dose mais baixa (3 ou 6

milhões de UI), no entanto a dose recomendada de 9 milhões de UI deve ser

alcançada nas 2 primeiras semanas de tratamento.

Se a dose de 9 milhões de UI de Roferon-A três vezes por semana não for tolerada,

pode reduzir-se para uma dose mínima de 3 milhões de UI três vezes por semana.

As injeções de Roferon-A são dadas após a conclusão da perfusão de Avastin. Para

mais informação sobre o uso da combinação com Avastin, consultar o RCM do

Avastin.

-MELANOMA MALIGNO CIRURGICAMENTE REMOVIDO

A terapêutica adjuvante com uma dose baixa de Roferon-A prolonga o intervalo

livre de doença em doentes sem metástases à distância ou sem envolvimento

dos gânglios linfáticos após remoção do melanoma (espessura do tumor > 1,5

mm).

Recomendação posológica:

Roferon-A deve ser administrado por via subcutânea na dose de 3 milhões de UI,

três vezes por semana durante 18 meses, iniciando-se este tratamento no máximo

seis semanas após a cirurgia. Se se desenvolver intolerância, a dose deverá ser

reduzida para 1,5 milhões de UI, 3 vezes por semana.

4.3.Contraindicações

Roferon-A está contraindicado em doentes com:

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

-História clínica de hipersensibilidade ao interferão alfa-2a recombinante ou a

qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

-Doença cardíaca grave pré-existente ou antecedentes de doença cardíaca. Não foi

demonstrado nenhum efeito cardiotóxico direto, mas é possível que efeitos tóxicos

agudos e limitantes (ex: febre, calafrios) frequentemente associados à administração

de Roferon-A possam exacerbar perturbações cardíacas pré-existentes,

-Insuficiência renal, hepática ou medular graves,

-Convulsões e/ou alterações do sistema nervoso central não controladas (ver secção

4.4),

-Hepatite crónica com doença hepática avançada e descompensada ou cirrose,

Hepatite

crónica

tratamento,

recentemente

tratada,

fármacos

imunossupressores,

-O álcool benzílico, excipiente de Roferon-A solução injetável, tem sido associado,

em raras ocasiões, a toxicidade potencialmente fatal e reações anafilactóides em

crianças até 3 anos de idade. Portanto, Roferon-A solução injetável não deve ser

utilizado em bebés prematuros, recém-nascidos nem em crianças com idade inferior

a 3 anos. Roferon-A solução contém 10 mg/ml de álcool benzílico.

Terapêutica combinada com ribavirina: se o interferão alfa-2a for administrado em

combinação com a ribavirina em doentes com hepatite C crónica, ver também o

Resumo das Características do Medicamento da ribavirina.

4.4.Advertências e precauções especiais de utilização

Roferon-A deve ser administrado sob a supervisão de um médico especializado, com

experiência no controlo da respetiva indicação. O controlo adequado da terapêutica e

das suas complicações é possível apenas quando os meios de diagnóstico e

tratamento adequados estão rapidamente disponíveis.

Os doentes devem ser informados não só dos benefícios do tratamento, mas

também da possibilidade de ocorrência de reações adversas.

Hipersensibilidade:

ocorrer

reação

hipersensibilidade

durante

tratamento com Roferon-A ou em associação com ribavirina, a terapêutica deverá

ser suspensa e deverá instituir-se imediatamente terapêutica adequada. A ocorrência

de exantemas transitórios não exige interrupção do tratamento.

doentes

transplantados

(p.ex.

transplante

renal

medula

óssea),

terapêutica imunossupressora pode ser atenuada, uma vez que os interferões têm

também ação imunoestimulante. Tal como com outros interferões alfa, foram

notificadas rejeições de enxertos em doentes a tomar Roferon-A.

Febre/infeções:

Embora

febre

possa

estar

associada

síndrome

gripal,

frequentemente notificada durante a terapêutica com interferão, devem excluir-se

outras causas de febre persistente, particularmente infeções graves (bacterianas,

virais ou fúngicas), em especial em doentes com neutropenia. Durante o tratamento

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

com os interferões alfa, incluindo Roferon-A, foram notificadas infeções graves

(bacterianas,

virais, fúngicas).

terapêutica

anti-infeciosa

adequada

deve

iniciada de imediato e deve ser considerada a interrupção do tratamento.

Psiquiátricas: Em doentes a fazer terapêutica com interferões, incluindo Roferon-A,

podem manifestar-se reações adversas graves do foro psiquiátrico. Em doentes com

ou sem antecedentes de doença psiquiátrica pode ocorrer depressão, pensamento

suicida, tentativa de suicídio e suicídio. O médico deve monitorizar todos os doentes

submetidos a terapêutica com Roferon-A, quanto ao aparecimento de indícios de

depressão. Antes do início do tratamento, o médico deve informar o doente da

possibilidade de desenvolver uma depressão e de que deve relatar imediatamente a

ocorrência de qualquer sinal ou sintoma de depressão. Nestes casos, deve tomar-se

em consideração a intervenção psiquiátrica e/ou a suspensão do fármaco.

Oftalmológicas: Tal como acontece com outros interferões, foram relatados casos de

retinopatia, incluindo hemorragia retiniana, manchas tipo algodão, edema papilar,

trombose das artérias ou veias retinianas e neuropatia ótica, que podem resultar em

perda da visão, após o tratamento com Roferon-A. Qualquer doente que se queixe

de diminuição ou perda de visão deverá ser submetido a um exame oftalmológico.

Estes eventos oculares podem ocorrer associados a outros estados patológicos. Em

doentes com diabetes mellitus ou hipertensão, recomenda-se a realização de um

exame oftalmológico antes do início da terapêutica com Roferon-A em monoterapia

ou na terapêutica combinada com ribavirina. O tratamento com Roferon-A em

monoterapia ou em associação com ribavirina, deverá ser suspenso em doentes que

desenvolvam novas afeções oftalmológicas ou agravem as existentes.

Endócrinas: Raramente, tem sido observada hiperglicemia em doentes tratados com

Roferon-A. Todos os doentes que desenvolvam sintomas de hiperglicemia deverão

realizar

determinações

glicemia

seguidos

adequadamente.

Pode

necessário ajustar a terapêutica antidiabética nos doentes com diabetes mellitus.

Em presença de disfunção renal, hepática ou medular ligeira a moderada, é

necessário um controlo rigoroso destas funções.

Função hepática: Em casos raros, suspeitou-se que o interferão alfa causasse

exacerbação de doença autoimune subjacente em doentes com hepatite. Assim,

recomenda-se precaução no tratamento de doentes com hepatite com história clínica

de doença autoimune. Se nestes doentes ocorrer deterioração da função hepática

deverá considerar-se a determinação dos anticorpos autoimunes. Se necessário, o

tratamento poderá ser suspenso.

Supressão da medula óssea: Deve haver extrema precaução na administração de

Roferon-A em doentes com mielossupressão severa, uma vez que este fármaco

possui um efeito supressor ao nível da medula óssea, conduzindo à diminuição do

número de glóbulos brancos, particularmente granulócitos, das plaquetas e, menos

frequentemente, da concentração de hemoglobina. Esta situação pode conduzir a um

aumento do risco de ocorrência de infeções e de hemorragias. É importante vigiar

rigorosamente

reações

deste

tipo

doentes

realizar

periodicamente

hemogramas, quer antes do tratamento com Roferon-A quer durante o tratamento a

intervalos adequados.

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

Autoimunes: Foi relatado o desenvolvimento de autoanticorpos distintos durante o

tratamento com interferões alfa. As manifestações clínicas de doença autoimune

durante o tratamento com interferão ocorrem mais frequentemente em doentes

predispostos

desenvolvimento

alterações

autoimunes.

doentes

história clínica de doença autoimune ou doença autoimune subjacente, recomenda-

monitorização

sintomas

sugestivos

destas

afeções,

assim

como

determinação de autoanticorpos e do nível de TSH.

A utilização de Roferon-A não é recomendada em crianças uma vez que não estão

estabelecidas a sua eficácia e segurança em pediatria.

Não foi demonstrada a eficácia em doentes com hepatite crónica B ou C a fazer

hemodiálise, ou com hemofilia ou coinfetados com o VIH.

Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por 0,5 ml, isto é,

essencialmente isento de sódio.

Terapêutica combinada com ribavirina: se o interferão alfa-2a for administrado em

combinação com a ribavirina em doentes com hepatite C crónica, ver também o

Resumo das Características do Medicamento da ribavirina.

Doentes coinfetados pelo VIH e em tratamento com Terapêutica Antivírica Muito

Ativa (HAART) podem apresentar um risco aumentado de desenvolver acidose

láctica. Deve ter-se precaução ao associar Roferon-A e ribavirina à terapêutica

HAART (ver o RCM da ribavirina).

Doentes com cirrose avançada, coinfetados e em tratamento com terapêutica HAART

podem apresentar um risco aumentado de descompensação hepática e morte. A

adição de um tratamento com interferões alfa em monoterapia ou em combinação

com ribavirina pode aumentar o risco neste grupo de doentes.

4.5.Interações medicamentosas e outras formas de interação

Como os interferões alfa alteram o metabolismo celular, Roferon-A possui potencial

para modificar a atividade de outros fármacos. Num pequeno estudo, Roferon-A

demonstrou

atuar

sobre

sistemas

enzimáticos

microssomais

específicos.

Desconhece-se a importância clínica destes factos.

Os interferões alfa podem afetar o processo metabólico oxidativo; este facto deve

ser tido em consideração ao prescrever-se uma terapêutica concomitante com

fármacos metabolizados por esta via. Contudo, atualmente não existe disponível

informação específica sobre o assunto.

Foi demonstrado que Roferon-A reduz a depuração da teofilina.

Uma vez que Roferon-A pode afetar as funções do sistema nervoso central, podem

ocorrer interações após administração concomitante de fármacos com ação central.

Os efeitos neurotóxicos, hematotóxicos ou cardiotóxicos de fármacos administrados

anterior ou concomitantemente podem ser potenciados pelos interferões.

Terapêutica combinada com ribavirina: se o interferão alfa-2a for administrado em

combinação com a ribavirina em doentes com hepatite C crónica, ver também o

Resumo das Características do Medicamento da ribavirina.

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

Os resultados de um estudo clínico controlado em doentes com cancro do rim não

demonstraram

nenhum

efeito

significativo

bevacizumab

(Avastin)

farmacocinética do interferão alfa-2 a (Roferon-A).

4.6.Fertilidade, gravidez e aleitamento

Tanto os homens como as mulheres em tratamento com Roferon-A devem fazer

contraceção eficaz. Não existem dados suficientes sobre a utilização de Roferon-A

mulheres

grávidas.

Quando

administraram

doses

muito

superiores

clinicamente recomendadas a macacas rhesus grávidas, no início ou a meio do

período fetal, observou-se um efeito abortivo (ver secção 5.3). Ainda que os estudos

em animais não indiquem que o Roferon-A seja teratogénico, não se pode excluir

dano para o feto se for utilizado durante a gravidez. Durante a gravidez, Roferon-A

apenas deve ser administrado se os benefícios para a mulher justificarem o risco

potencial para o feto.

Desconhece-se se o fármaco é excretado no leite humano. Tendo em conta a

importância terapêutica do fármaco para a mãe, deve ser tomada uma decisão

relativamente à suspensão do aleitamento ou suspensão do fármaco.

Uso com ribavirina em doentes com hepatite C crónica

Demonstrou-se a existência de efeitos teratogénicos e/ou embrioletais significativos

em todas as espécies animais expostas à ribavirina. A terapêutica com ribavirina

está contraindicada na mulher grávida. Deve ter-se extrema precaução em evitar a

gravidez nas doentes do sexo feminino ou nas parceiras de doentes do sexo

masculino tratados com Roferon-A em associação com ribavirina. As doentes do sexo

feminino em idade fértil e os seus parceiros devem usar um método contracetivo

eficaz, cada um, durante o tratamento e nos 4 meses seguintes à sua conclusão. Os

doentes do sexo masculino e as suas parceiras devem usar um método contracetivo

eficaz, cada um, durante o tratamento e nos 7 meses seguintes à sua conclusão.

Consultar o Resumo das Características do Medicamento (RCM) da ribavirina.

4.7.Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

No entanto, consoante a dose, o esquema terapêutico e a sensibilidade individual,

Roferon-A pode ter efeito na velocidade de reação afetando, assim, determinadas

operações como a condução de veículos, a utilização de máquinas, etc.

4.8.Efeitos indesejáveis

Terapêutica combinada com ribavirina: se o interferão alfa-2a for administrado em

combinação com a ribavirina em doentes com hepatite C crónica, ver também o

Resumo das Características do Medicamento da ribavirina.

A informação sobre reações adversas que se segue baseia-se em dados obtidos

aquando

tratamento

doentes

neoplásicos

grande

variedade

malignidades, muitas vezes refratários a terapêuticas prévias e com doença em fase

avançada, doentes com hepatite B crónica e doentes com hepatite C crónica.

Cerca de dois terços dos doentes neoplásicos experimentaram anorexia e metade

sentiu náuseas. Afeções cardiovasculares e doenças pulmonares verificaram-se em

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

cerca de um quinto dos doentes neoplásicos, consistindo em episódios transitórios de

hipotensão ou hipertensão, edema, cianose, arritmias, palpitações e dor torácica. A

maioria dos doentes neoplásicos receberam doses significativamente mais elevadas

do que as atualmente recomendadas, o que provavelmente explica a elevada

frequência e gravidade dessas reações adversas em comparação com as que se

observaram em doentes com hepatite B. Nestes, as reações adversas foram

geralmente transitórias e restabeleceram-se os valores que se observaram antes do

tratamento, em 1 a 2 semanas após a suspensão do tratamento. Problemas

cardiovasculares foram observados muito raramente nos doentes com hepatite B.

doentes

hepatite

alterações

transaminases

correspondem

normalmente a um sinal de melhoria da situação clínica do doente.

A maioria dos doentes apresentou sintomas de tipo gripal, como fadiga, febre,

calafrios, perda de apetite, mialgias, cefaleias, artralgias e diaforese. Estes efeitos

secundários

agudos

podem

geralmente

reduzidos

eliminados

pela

administração simultânea de paracetamol e tendem a diminuir com a continuação do

tratamento ou com a diminuição das doses, embora a manutenção da terapêutica

possa causar letargia, astenia e fadiga.

Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro

de cada classe de frequência:

Sistema

de órgãos

Muito

frequente

(³1/10)

Frequent

(³1/100,

<1/10)

Pouco

frequentes

(³1/1

000,<1/10

Raros

(³1/10

000, <1/1

000)

Muito

raros

(<

1/10

000)

Descon

hecida

(não

pode

calcula

partir

dados

disponí

veis)

Infeções

infestaçõe

Pneumoni

Herpes

simplex1

Doenças

sangue

sistema

linfático2

Leucopeni

Tromboc

itopenia

Anemia

Agranuloci

tose

Anemia

hemolítica

Púrpura

trombocit

opénica

idiopática

Neutro

penia

Doenças

sistema

imunitário

Doença

autoimun

Reações

hipersensi

bilidade

Sarcoidos

Rejeiçõ

enxerto

s†

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

Sistema

de órgãos

Muito

frequente

(³1/10)

Frequent

(³1/100,

<1/10)

Pouco

frequentes

(³1/1

000,<1/10

Raros

(³1/10

000, <1/1

000)

Muito

raros

(<

1/10

000)

Descon

hecida

(não

pode

calcula

partir

dados

disponí

veis)

aguda 3

Doenças

endócrina

Hipotiroidi

Hipertiroid

ismo

Disfunção

da tiroide

Doenças

metabolis

nutrição

Anorexia

Náusea

Hipocalce

consequê

ncias

Desidrataçã

Desequilíbri

eletrolítico

Diabetes

mellitus

Hiperglice

Hipertrigli

ceridemia

Hiperlipid

emia

Perturbaç

ões

foro

psiquiátri

Depressão

Ansiedade

Mudanças

estado

mental

Estado

confusional

Comportam

ento

anormal

Nervosismo

Perturbaçõ

nível

memória

Perturbaçã

o do sono

Suicídio

Tentativa

suicídio

Ideação

suicida

Doenças

sistema

nervoso

Cefaleia

Disgeusi

Neuropatia

Tonturas

Hipoestesia

Parestesia

Tremor

Sonolência

Coma

Acidente

vascular

cerebral

Convulsõe

Disfunção

eréctil

transitória

Encefalop

atia

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

Sistema

de órgãos

Muito

frequente

(³1/10)

Frequent

(³1/100,

<1/10)

Pouco

frequentes

(³1/1

000,<1/10

Raros

(³1/10

000, <1/1

000)

Muito

raros

(<

1/10

000)

Descon

hecida

(não

pode

calcula

partir

dados

disponí

veis)

Afeções

oculares

Perturbaçã

o visual

Conjuntivit

Retinopati

isquémica

Trombose

artérias

retinianas

Neuropati

a ótica

Hemorragi

retiniana

Trombose

veias

retinianas

Exsudado

retinianos

Retinopati

Papiledem

Afeções

do ouvido

labirinto

Vertigens

Cardiopati

Arritmias

Palpitaçõ

Cianose

Paragem

cardiorres

piratória

Enfarte do

miocárdio

Insuficiên

cardíaca

congestiv

Edema

pulmonar

Vasculopa

tias

Hipertensã

Hipotensão

Vasculite

Doenças

Dispneia

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

Sistema

de órgãos

Muito

frequente

(³1/10)

Frequent

(³1/100,

<1/10)

Pouco

frequentes

(³1/1

000,<1/10

Raros

(³1/10

000, <1/1

000)

Muito

raros

(<

1/10

000)

Descon

hecida

(não

pode

calcula

partir

dados

disponí

veis)

respiratór

ias,

torácicas

mediastin

Tosse

Doenças

gastrointe

stinais

Diarreia

Vómitos

abdomin

Náuseas

Boca

seca

Pancreatit

Hipermotil

idade

intestinal

Obstipaçã

Dispepsia

Flatulênci

Reativaçã

úlcera

péptica

Hemorragi

gastrointe

stinal

(sem risco

de vida)

Afeções

hepatobili

ares

Insuficiên

hepática

Hepatite

Disfunção

hepática

Afeções

tecidos

cutâneos

subcutân

Alopecia5

Aumento

sudação

Psoríase6

Prurido

Erupção

cutânea

Secura da

pele

Epistaxe

Secura

mucosas

Rinorreia

Afeções

musculos

queléticas

tecidos

conjuntiv

Mialgia

Artralgia

Lúpus

eritemato

sistémico

Artrite

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

Sistema

de órgãos

Muito

frequente

(³1/10)

Frequent

(³1/100,

<1/10)

Pouco

frequentes

(³1/1

000,<1/10

Raros

(³1/10

000, <1/1

000)

Muito

raros

(<

1/10

000)

Descon

hecida

(não

pode

calcula

partir

dados

disponí

veis)

Doenças

renais

urinárias

Proteinúria

Aumento

células

sedimento

urinário

Insuficiên

renal

aguda7

Compromi

sso renal

Perturbaç

ões gerais

alteraçõe

s no local

administr

ação

Sintomas

de gripe

Perda

apetite

Pirexia

Calafrios

Fadiga

torácica

Edema

Necrose

local

de injeção

Reação no

local

injeção

Exames

complem

entares

diagnóstic

Perda de

peso

Aumento

da ALT

Aumento

transamina

Aumento

fosfatase

alcalina

sangue

Aumento

creatinina

no sangue

Aumento

ureia

no sangue

Aumento

bilirrubina

no sangue

Aumento

ácido

úrico

sangue

Aumento

da LDH no

sangue

1(Incluindo exacerbação do herpes labial)

2Em doentes mielodeprimidos, a trombocitopenia e a diminuição da hemoglobina

ocorreram com maior frequência. A recuperação das alterações hematológicas

graves

até

níveis

registados

antes

início

tratamento

ocorreu,

habitualmente, em 7 a 10 dias após a suspensão do tratamento com Roferon-A.

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

3 (P. ex. urticária, angioedema, broncospasmo e anafilaxia)

4Incluindo bloqueio auriculoventricular

5(Reversível após suspensão; pode verificar-se aumento da queda de cabelo durante

várias semanas após o final do tratamento)

6Exacerbação ou aparecimento de psoríase

7(Principalmente em doentes neoplásicos com doença renal)

†Identificadas na experiência de pós-comercialização

interferões

alfa

incluindo

Roferon-A,

utilizados

monoterapia

combinação

ribavirina,

podem

estar

associados

raras

ocasiões

pancitopenia, e muito raramente foi notificada anemia aplásica.

Em alguns doentes, podem formar-se anticorpos neutralizantes dos interferões. Em

algumas situações clínicas (neoplasia, lúpus eritematoso sistémico, herpes zoster)

podem

também

surgir

espontaneamente

anticorpos

anti-interferão

leucocitário

humano em doentes que nunca tenham recebido interferões exógenos. O significado

clínico do desenvolvimento de anticorpos não foi ainda totalmente esclarecido.

Nos ensaios clínicos em que se utilizou Roferon-A liofilizado armazenado a 25°C

detetaram-se, em cerca de um quinto dos doentes, anticorpos neutralizantes de

Roferon-A.

doentes

hepatite

respondedores

tratamento

desenvolveram anticorpos neutralizantes, revelaram uma tendência para perda de

resposta ainda durante o tratamento, ou mais cedo do que os doentes que não

desenvolveram anticorpos. Não estão documentadas outras sequelas clínicas devidas

à presença de anticorpos anti-Roferon-A. O significado clínico do desenvolvimento de

anticorpos não foi ainda totalmente esclarecido.

Não existem ainda dados obtidos em ensaios clínicos relativos aos anticorpos

neutralizantes, nos quais se tenham utilizado Roferon-A liofilizado ou Roferon-A

solução injetável armazenados a 4°C. Num modelo animal, utilizando o ratinho, a

imunogenicidade relativa de Roferon-A liofilizado aumenta ao longo do tempo

quando

material

armazenado

25°C

não

verifica

aumento

imunogenicidade quando Roferon-A liofilizado é armazenado a 4°C, temperatura de

armazenamento recomendada.

4.9.Sobredosagem

Não existem relatos de sobredosagem mas a administração repetida de doses

elevadas de interferão pode estar associada a letargia profunda, fadiga, prostração e

coma. Os doentes com estes sintomas devem ser hospitalizados para observação e

administração de terapêutica de suporte adequada.

Os doentes que apresentam reações graves ao Roferon-A recuperam, geralmente,

alguns

dias

após

suspensão

tratamento,

cuidados

suporte

adequados.

ensaios

clínicos

observou-se

coma

doentes

neoplásicos.

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

5.PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1.Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

16.3.

Medicamentos

antineoplásicos

imunomoduladores.

Imunomodeladores.

Código ATC: L03AB04

Roferon-A demonstrou possuir muitas das atividades das preparações de interferão-

alfa natural humano. Roferon-A exerce a sua ação antivírica por indução de um

estado de resistência às infeções virais nas células e por modulação dos efectores do

sistema imunológico responsáveis pela neutralização dos vírus ou eliminação das

células infetadas. O mecanismo fundamental da ação antitumoral de Roferon-A não é

ainda

conhecido.

entanto,

estão

descritas

diversas

alterações

células

tumorais humanas tratadas com Roferon-A: as células HT 29 apresentam uma

redução significativa do ADN, do ARN e da síntese proteica. Verificou-se que

Roferon-A exerce ação antiproliferativa in vitro contra diversos tumores humanos e

inibe o crescimento de alguns tumores humanos transplantados para o ratinho nude.

Foi determinada a sensibilidade ao Roferon-A de um número limitado de linhagens

células

tumorais

humanas

proliferaram

vivo

ratinhos

imunocomprometidos

(ratinhos

nude).

atividade

antiproliferativa

vivo

Roferon-A foi estudada em tumores como o carcinoma mucoide da mama, o

adenocarcinoma do cego, o carcinoma do cólon e o carcinoma da próstata. O grau de

atividade antiproliferativa é variável.

Ao contrário de outras proteínas humanas, muitos dos efeitos do interferão alfa-2a

são parcial ou completamente suprimidos quando testados noutras espécies animais.

Contudo, verificou-se que o interferão alfa-2a induziu uma atividade antivírica

antivaccinia significativa no macaco rhesus anteriormente tratado com interferão

alfa-2a.

Eficácia e segurança clínica

Tricoleucemia

A eficácia terapêutica de Roferon-A no tratamento da tricoleucemia foi demonstrada

num grande ensaio clínico em 218 doentes, dos quais 174 foram avaliados quanto à

eficácia, após 16-24 semanas de terapêutica. Observou-se resposta em 88% dos

doentes (33% com resposta completa, 55% com resposta parcial).

Sarcoma de Kaposi associado a SIDA

Avaliou-se a eficácia de Roferon-A no tratamento do sarcoma de Kaposi em 364

doentes submetidos a tratamento com 3 a 54 milhões de UI por dia. As taxas de

resposta objetiva foram dose-dependentes e variaram entre 14% e 50%, sendo a

dose diária de 36 milhões de UI a que originou maior benefício terapêutico global

(13,3% com resposta completa, 12,2% com resposta parcial). Um valor inicial

elevado de linfócitos CD4 constituiu um fator prognóstico favorável de resposta, com

46% dos doentes com contagem de CD4 > 400/mm3 a responder ao Roferon-A. A

resposta à terapêutica com Roferon-A constituiu o mais forte fator prognóstico de

sobrevivência.

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

Leucemia mieloide crónica (LMC)

A eficácia de Roferon-A foi avaliada em 226 doentes com LMC em fase crónica e

comparada com 109 doentes em tratamento com quimioterapia (hidroxiureia ou

busulfano).

Ambos

grupos

apresentavam

valores

favoráveis

aquando

diagnóstico (menos de 10% de blastos no sangue) e o tratamento foi iniciado com

interferão nos 6 meses seguintes ao diagnóstico. O tratamento dos doentes com LMC

em fase crónica permitiu obter a mesma proporção de doentes com resposta

hematológica

(85-90%)

tratamento

regimes

habituais

quimioterapia. Além disso, nos doentes tratados com Roferon-A 8% apresentaram

respostas citogenéticas completas e 38% respostas citogenéticas parciais versus 9%

de respostas citogenéticas parciais durante a quimioterapia. O tempo decorrido entre

a fase crónica da leucemia e uma fase acelerada ou blástica foi superior no grupo

tratado com Roferon-A (69 meses) do que no grupo tratado com quimioterapia

convencional (46 meses) (p < 0,001), o mesmo acontecendo com a mediana da

sobrevida global (72,8 meses versus 54,5 meses, p=0,002).

Linfoma cutâneo de células T (LCCT)

A eficácia de Roferon-A foi avaliada em 169 doentes com LCCT, a maioria dos quais

(78%) resistentes ou em recidiva à terapêutica habitual. Nos 85 doentes avaliáveis,

a resposta global ao tratamento foi de 58% (20% com respostas completas, 38%

com respostas parciais). Doentes em qualquer dos estadios da doença responderam

à terapêutica. A duração mediana da resposta completa desde o início do tratamento

foi de 22 meses; 94% dos doentes com resposta completa mantinham-se em

remissão aos 9 meses.

Hepatite B crónica

A eficácia de Roferon-A no tratamento da hepatite B crónica foi avaliada em ensaios

envolvendo mais de 900 doentes. No estudo fundamental, controlado, 238 doentes

foram randomizados em quatro grupos: os doentes receberam 2,5 milhões de

UI/m2, 5,0 milhões de UI/ m2, 10 milhões de UI/m2 de Roferon-A (três vezes por

semana) ou nenhum tratamento. A duração do tratamento foi de 12-24 semanas de

acordo com a resposta, ou seja, de acordo com a depuração sérica do AgHBe e do

ADN do VHB. Os doentes foram seguidos durante um período de 12 meses após a

suspensão do tratamento. Verificou-se uma diferença estatisticamente significativa

entre as respostas mantidas [depuração do antigénio da hepatite B (AgHBe) e do

ADN viral da hepatite B (ADN VHB)] dos doentes tratados e não tratados (37%

versus 13%). As diferenças entre as respostas dos vários grupos não foram

estatisticamente significativas (33%, 34% e 43% para os grupos tratados com 2,5,

5,0 e 10,0 milhões de UI/m2, respetivamente). As respostas serológicas e virológicas

foram associadas a uma melhoria marcada na histologia hepática verificada no

seguimento do doente após 12 meses sem tratamento.

Hepatite C crónica

A eficácia de Roferon-A no tratamento da hepatite C crónica foi avaliada em 1701 doentes, com

130 doentes controlo não tratados ou a receber placebo. Nas doses recomendadas, Roferon-A

induz uma resposta bioquímica completa que pode ir até 85% dos doentes, com taxas de resposta

mantida durante pelo menos 6 meses após o tratamento, variando entre 11 e 44% consoante as

características da doença antes do início do tratamento, a dose de IFN e a duração do tratamento.

A resposta bioquímica ao Roferon-A está associada a uma melhoria significativa da doença

hepática tal como demonstrado pela avaliação das biópsias hepáticas efetuadas antes e após o

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

tratamento. Para os doentes que apresentaram uma resposta mantida 3 a 6 meses após o final da

terapêutica, verificou-se que a resposta se mantinha durante um período de até 4 anos.

A eficácia terapêutica do interferão alfa-2a em monoterapia e em combinação com a

ribavirina foi comparada num ensaio clínico randomizado, com dupla ocultação, em

doentes não tratados previamente (naíves) e em doentes com recidiva de hepatite C

crónica documentada do ponto de vista virológico, bioquímico e histológico. As

respostas bioquímica e virológica mantidas bem como a melhoria histológica foram

avaliadas seis meses após o final do tratamento.

Observou-se um aumento estatisticamente significativo de 10 vezes (de 4% a 43%;

p<0,01) nas respostas virológica e bioquímica mantidas em doentes com recidiva. O

perfil favorável da terapêutica de combinação também se refletiu na taxa de

resposta relativa ao genótipo do VHC ou na carga viral inicial. Apesar das taxas de

resposta

mantida

doentes

genótipo-1

serem

inferiores

observadas na população global (aproximadamente 30% versus 0% no braço em

monoterapia), o benefício relativo da ribavirina em combinação com o interferão

alfa-2a é particularmente significativo neste grupo de doentes. Para além disso, a

melhoria histológica favoreceu a terapêutica combinada.

Foram relatados resultados favoráveis de suporte num pequeno estudo com doentes

não tratados previamente utilizando interferão alfa-2a (3 milhões de UI 3 vezes por

semana) com ribavirina.

Para mais informações sobre as propriedades farmacodinâmicas, consulte o Resumo

das Características do Medicamento da ribavirina.

Linfoma não Hodgkin folicular

Avaliou-se a eficácia de Roferon-A juntamente com a quimioterapia citotóxica

(regime do tipo CHOP com ciclofosfamida, vincristina, prednisona e doxorrubicina)

em 122 doentes com linfoma não-Hodgkin clinicamente agressivo de baixo grau ou

grau intermédio e comparou-se com 127 doentes controlo em tratamento com o

mesmo

tratamento

CHOP.

Ambos

regimes

originaram

respostas

objetivas

comparáveis, mas o regime que incluiu Roferon-A teve mais efeito no prolongamento

do tempo decorrido até à falência do tratamento (p < 0,001) e na duração da

resposta completa (p< 0,003).

Carcinoma de células renais

Combinação com vinblastina

Comparou-se a eficácia de Roferon-A administrado em combinação com a vinblastina

com a eficácia da vinblastina administrada como fármaco único. A combinação de

Roferon-A com vinblastina é superior à vinblastina isolada no tratamento de doentes

com carcinoma das células renais localmente avançado ou metastizado. A mediana

de sobrevida foi de 67,8 semanas para os 79 doentes em tratamento com Roferon-A

e vinblastina e de 37,8 semanas para os 81 doentes tratados só com vinblastina

(p=0,0049). As taxas de resposta global foram de 16,5% para os doentes em

tratamento com Roferon-A e vinblastina e de 2,5% para os doentes em tratamento

com vinblastina como fármaco único (p=0,0025).

Combinação com bevacizumab (Avastin)

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

O estudo pivot de fase III comparou bevacizumab em

combinação com interferão alfa-2a (N=327) com placebo

mais interferão alfa-2a (N=322) como terapia de primeira

linha

doentes

nefrectomizados

carcinoma

células renais avançado e/ou metastizado.

Tabela 1: resultados de eficácia do ensaio BO17705

Parâmetro

(valor da mediana)

Pbo + IFN N

= 322

Bv + IFN N =

Taxa

Riscoα

Valor de p

Sobrevivência global

21,3 meses

23,3 meses

0,91

(0,76

1,10)

p = 0,3360 β

Sobrevivência livre de

progressão

5,4 meses

10,2 meses

0,63

(0,52-

0,75)

p < 0,00014

Taxa

resposta

global g

12,8 %

31,4 %

p < 0,0001 d

α – determinado com IC de 95 %.

β – o valor de p foi obtido usando o Log-Rank Test

g - as populações para referência são os doentes com doença mensurável na linha

de base [ITT N = 289 / 306]

d - o valor de p foi obtido usando o c2 Test

Melanoma maligno após ressecção cirúrgica

A eficácia de Roferon-A em doentes com melanoma cutâneo primário com espessura

superior a 1,5 mm e sem metástases ganglionares clinicamente detetáveis, foi

avaliada num grande estudo randomizado, envolvendo 253 doentes em tratamento

com Roferon-A, numa dose de 3 milhões de UI três vezes por semana, durante 18

meses, e comparada com 246 controlos não tratados. Após um período mediano de

seguimento de 4,4 anos, foi demonstrado existir um aumento significativo do

intervalo de tempo sem ocorrência de recidiva (p=0,035) mas não se observou

diferença estatisticamente significativa na sobrevida global (p=0,059) nos doentes

tratados com Roferon-A, em comparação com os doentes controlo. O efeito global do

tratamento foi a redução em 25% do risco de ocorrência de recidiva.

5.2.Propriedades farmacocinéticas

As concentrações séricas de interferão alfa-2a apresentam grande variabilidade

interindividual, tanto em voluntários saudáveis como em doentes com cancro

disseminado. A farmacocinética de Roferon-A no animal (macaco, cão e ratinho) foi

semelhante à observada no Homem. A farmacocinética de Roferon-A no Homem

demonstrou variação linear para o intervalo de doses de 3 milhões UI - 198 milhões

de UI. No Homem saudável, o interferão alfa-2a apresentou uma semivida de

eliminação entre 3,7 e 8,5 horas (média: 5,1 horas), um volume de distribuição no

estado de equilíbrio de 0,223 a 0,748 l/kg (média: 0,4 l/kg) e uma depuração total

organismo

2,14

3,62

ml/min/kg

(média:

2,79

ml/min/kg)

após

administração de 36 milhões de UI por perfusão intravenosa. Após administração

intramuscular de 36 milhões de UI, as concentrações séricas máximas variaram

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

entre 1500 e 2580 pg/ml (média: 2020 pg/ml) sendo o tempo médio para obtenção

da concentração máxima de 3,8 horas e, após administração subcutânea de 36

milhões de UI, as concentrações séricas máximas variaram de 1250 a 2320 pg/ml

(média: 1730 pg/ml) sendo o tempo médio para a concentração máxima de 7,3

horas.

A fração aparente da dose absorvida após injeção intramuscular ou subcutânea é

superior a 80 %.

A farmacocinética do interferão alfa-2a após administração de doses únicas por via

intramuscular a doentes com neoplasia disseminada e com hepatite B crónica foi

semelhante

observou

voluntários

saudáveis.

Foram

observados

aumentos das concentrações séricas proporcionais às doses, após administração de

doses únicas até 198 milhões de UI. Não se verificaram alterações na distribuição

nem na eliminação do interferão alfa-2a com regimes de administração de duas

vezes por dia (0,5 a 36 milhões de UI), uma vez por dia (1 a 54 milhões de UI) ou

três vezes por semana (1 a 136 milhões de UI) durante um período máximo de 28

dias. O catabolismo renal é a principal via de eliminação de Roferon-A. A excreção

biliar e o metabolismo hepático são considerados vias de eliminação de Roferon-A

menos importantes.

A administração intramuscular de Roferon-A, uma ou mais vezes por dia durante

períodos até 28 dias, em alguns doentes com neoplasia disseminada, originou

concentrações plasmáticas máximas duas a quatro vezes superiores às observadas

após administração de doses únicas. Contudo, a administração de doses múltiplas

não alterou os parâmetros de distribuição ou de eliminação no decurso dos diversos

regimes estudados.

Para mais informações sobre as propriedades farmacocinéticas, consultar o Resumo

das Características do Medicamento da ribavirina.

5.3.Dados de segurança pré-clínica

Devido à especificidade do interferão humano para a espécie, apenas se efetuaram

ensaios toxicológicos limitados com Roferon-A. A toxicidade parentérica aguda de

Roferon-A foi estudada no ratinho, rato, coelho e furão utilizando doses até 30

milhões de UI/kg administradas por via intravenosa e 500 milhões de UI/Kg por via

intramuscular. Não se verificou mortalidade relacionada com a administração de

Roferon-A por nenhuma das vias de administração, em nenhuma das espécies

estudadas. Não se observaram efeitos adversos significativos para doses muito

superiores às doses clinicamente recomendadas, com exceção de um efeito abortivo

após administração no macaco rhesus fêmea grávida no início ou a meio do período

fetal

irregularidades

transitórias

ciclo

menstrual

(nomeadamente

prolongamento do período menstrual) após administração no macaco fêmea não

grávida. Não foi estabelecida a relevância destes dados no Homem.

Experimentalmente,

não

foram

observados

efeitos

mutagénicos

atribuíveis

Roferon-A.

Para mais informações sobre os dados de segurança pré-clínica, consulte o Resumo

das Características do Medicamento da ribavirina.

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

6.INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.Lista dos excipientes

Acetato de amónio

Cloreto de sódio

Álcool benzílico (10 mg/1 ml)

Polissorbato 80

Ácido acético glacial

Hidróxido de sódio

Água para preparações injetáveis

6.2.Incompatibilidades

Na ausência de estudos de compatibilidade, este medicamento não deve ser

misturado com outros medicamentos.

6.3.Prazo de validade

2 anos

6.4.Precauções especiais de conservação

Conservar no frigorífico (2ºC - 8ºC). Não congelar. Manter a seringa pré-cheia dentro

da embalagem exterior para proteger da luz.

6.5.Natureza e conteúdo do recipiente

0,5 ml de solução em seringa pré-cheia (vidro tipo I), com rolha no êmbolo

(borracha butílica), cápsula de fecho (borracha butílica), êmbolo (plástico), agulha

(aço inoxidável). Apresentações de 1, 5, 6, 12 e 30. É possível que não sejam

comercializadas todas as apresentações.

6.6.Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Apenas para administração única.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos, incluindo agulhas e seringas,

devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Roche Farmacêutica Química, Lda.

Estrada Nacional 249 - 1

2720– 413 Amadora

8.NÚMEROS DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: 2973485- 1 seringa pré-cheia, 3 M.U.I./0.5 ml, vidro tipo I

Nº de registo: 2973584- 5 seringas pré-cheias, 3 M.U.I./0.5 ml, vidro tipo I

Nº de registo: 2973683- 6 seringas pré-cheias, 3 M.U.I./0.5 ml, vidro tipo I

Nº de registo: 2973782-12 seringas pré-cheias 3 M.U.I./0.5 ml, vidro tipo I

APROVADO EM

17-07-2013

INFARMED

Nº de registo: 2973881- 30 seringas pré-cheias 3 M.U.I./0.5 ml, vidro tipo I

9.DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 09 setembro 1999

Data da última renovação: 18 dezembro 2009

10.DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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