Gardasil

União Europeia - português - EMA (European Medicines Agency)

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Ingredientes ativos:
o vírus do papiloma humano tipo 6 L1 proteínas, vírus do papiloma humano, de 11 de tipo de proteína L1, papiloma vírus humano tipo 16 L1 proteína, o vírus do papiloma humano tipo 18 de proteína L1
Disponível em:
MSD VACCINS
Código ATC:
J07BM01
DCI (Denominação Comum Internacional):
human papillomavirus vaccine [types 6, 11, 16, 18] (recombinant, adsorbed)
Grupo terapêutico:
Vacinas,
Área terapêutica:
O Vírus Do Papiloma Infecções Uterinas, Displasia Cervical, Condiloma Acuminado, Imunização
Indicações terapêuticas:
Gardasil is a vaccine for use from the age of 9 years for the prevention of: , premalignant genital lesions (cervical, vulvar and vaginal), premalignant anal lesions, cervical cancers and anal cancers causally related to certain oncogenic Human Papillomavirus (HPV) types;, genital warts (condyloma acuminata) causally related to specific HPV types. As secções 4. 4 e 5. 1 para obter informações importantes sobre os dados que suportam esta indicação. O uso de Gardasil deve estar em conformidade com as recomendações oficiais.
Resumo do produto:
Revision: 43
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
EMEA/H/C/000703
Data de autorização:
2006-09-20
Código EMEA:
EMEA/H/C/000703

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B. FOLHETO INFORMATIVO

(Frasco para injetáveis)

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Gardasil, suspensão injetável

Vacina contra o Papilomavírus Humano [Tipos 6, 11, 16, 18] (Recombinante, adsorvida)

Leia atentamente este folheto antes de você ou do seu filho serem vacinados.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Se algum dos efeitos indesejáveis se agravar ou se detetar quaisquer efeitos indesejáveis não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Gardasil e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de receber Gardasil

Como Gardasil é administrado

Efeitos indesejáveis possíveis

Como conservar Gardasil

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é Gardasil e para que é utilizado

Gardasil é uma vacina. A vacinação com Gardasil destina-se a proteger contra doenças provocadas pelo

Papilomavírus Humano (HPV) dos tipos 6, 11, 16 e 18.

Estas doenças incluem lesões genitais pré-cancerosas dos órgãos genitais femininos (colo do útero, vulva e

vagina); lesões pré-cancerosas do ânus e verrugas genitais em homens e mulheres, cancro do colo do útero

e cancro do ânus. Os tipos 16 e 18 do HPV são responsáveis por aproximadamente 70 % dos casos de

cancro do colo do útero, 75-80 % dos casos de cancro do ânus; 70 % das lesões pré-cancerosas da vulva e

vagina; 75 % dos casos de lesões pré-cancerosas do ânus relacionadas com o HPV. Os tipos 6 e 11 do

HPV são responsáveis por aproximadamente 90 % dos casos de verrugas genitais.

Gardasil destina-se a prevenir estas doenças. A vacina não é utilizada para tratar doenças associadas ao

HPV.

Gardasil não tem qualquer efeito em indivíduos que já tenham uma infeção persistente ou doença

associada a qualquer um dos tipos de HPV presentes na vacina. No entanto, em indivíduos que já estejam

infetados com um ou mais tipos de HPV presentes na vacina, Gardasil pode ainda proteger contra as

doenças associadas aos outros tipos de HPV presentes na vacina.

Gardasil não pode provocar a doença contra a qual oferece proteção.

Gardasil produz anticorpos específicos para cada tipo e, nos ensaios clínicos, demonstrou prevenir

doenças relacionadas com o HPV dos tipos 6, 11, 16 e 18 em mulheres entre os 16-45 anos de idade e em

homens dos 16-26 anos de idade. A vacina também produz anticorpos específicos em crianças e

adolescentes entre os 9 e os 15 anos de idade.

Gardasil deve ser utilizado em conformidade com as recomendações oficiais.

2.

O que precisa de saber antes de receber Gardasil

Não receba Gardasil se

você ou o seu filho têm alergia (hipersensibilidade) a alguma das substâncias ativas ou a qualquer

outro componente de Gardasil (listados em “outros componentes” – ver secção 6).

você ou o seu filho desenvolveram uma reação alérgica após receber uma dose de Gardasil.

você ou o seu filho sofrem de uma doença com febre elevada. Contudo, uma febre ligeira ou uma

infeção respiratória superior (por exemplo, uma constipação) não constituem, por si só, um motivo

para adiar a vacinação.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes da vacinação se você ou o seu filho:

têm uma alteração da coagulação (uma doença que faz com que sangre mais do que seria normal),

por exemplo hemofilia

têm um sistema imunitário debilitado, devido, por exemplo, a uma alteração genética, uma infeção

pelo VIH ou medicamentos que afetam o sistema imunitário.

Pode ocorrer desmaio (sobretudo em adolescentes), por vezes acompanhado de queda, após qualquer

injeção por agulha. Deste modo, informe o seu médico ou enfermeiro se desmaiou após uma injeção

anterior.

Tal como acontece com qualquer vacina, Gardasil poderá não proteger totalmente 100 % das pessoas que

são vacinadas.

Gardasil não protegerá contra todos os tipos de Papilomavírus Humano. Deste modo, devem continuar a

ser tomadas as precauções apropriadas contra as doenças de transmissão sexual.

Gardasil não protegerá contra outras doenças que não sejam provocadas pelo Papilomavírus Humano.

A vacinação não substitui o rastreio do colo do útero de rotina. Deve continuar a seguir os conselhos do

seu médico no que diz respeito aos esfregaços cervicais/testes de Papanicolaou e medidas preventivas e de

proteção.

De que outras informações importantes acerca de Gardasil você ou o seu fiho deverão tomar

conhecimento?

Foram realizados estudos de acompanhamento a longo prazo para determinar a duração da proteção. Não

foi estabelecida a necessidade de uma dose de reforço.

Outros medicamentos ou vacinas e Gardasil

Gardasil pode ser administrado com uma vacina contra a Hepatite B ou com uma vacina de reforço

combinada contendo, além de difteria (d) e tétano (T), tosse convulsa (acelular) (Pa) e/ou poliomielite

(inativada) (VIP) (vacinas TdPa, Td-VIP, TdPa-VIP) num local de injeção diferente (noutra parte do

corpo, ex. no outro braço ou na perna) durante a mesma consulta.

Poderá não ser obtido o efeito desejado se o Gardasil for:

usado com medicamentos que provocam supressão do sistema imunitário.

Nos ensaios clínicos, os contracetivos orais ou outros (ex. a pílula) não reduziram a proteção obtida pelo

Gardasil.

Por favor informe o seu médico ou farmacêutico se você ou o seu filho estão a tomar ou tomaram

recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico antes

de tomar este medicamento.

Gardasil pode ser administrado a mulheres que estão a amamentar ou pretendem amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não foram realizados estudos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Gardasil contém sódio

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por dose ou seja, é praticamente

“isento de sódio”.

3.

Como Gardasil é administrado

Gardasil é administrado pelo seu médico por via injetável. Gardasil destina-se a adolescentes e adultos a

partir dos 9 anos de idade.

Se tem entre 9 e 13 anos de idade (inclusive)

Gardasil pode ser administrado de acordo com um esquema de 2 doses:

Primeira injeção: na data selecionada

Segunda injeção: 6 meses após a primeira injeção

Se a segunda dose for administrada menos de 6 meses após a primeira dose, deverá ser sempre

administrada uma terceira dose.

Em alternativa, Gardasil pode ser administrado de acordo com um esquema de 3 doses:

Primeira injeção: na data selecionada

Segunda injeção: 2 meses após a primeira injeção

Terceira injeção: 6 meses após a primeira injeção

A segunda dose deve ser administrada pelo menos um mês após a primeira dose e a terceira dose deve ser

administrada pelo menos 3 meses após a segunda dose. As três doses devem ser administradas no período

de 1 ano. Para mais informações fale com o seu médico.

Se tem mais de 14 anos (inclusive)

Gardasil deve ser administrado de acordo com um esquema de 3 doses:

Primeira injeção: na data selecionada

Segunda injeção: 2 meses após a primeira injeção

Terceira injeção: 6 meses após a primeira injeção

A segunda dose deve ser administrada pelo menos um mês após a primeira dose e a terceira dose deve ser

administrada pelo menos 3 meses após a segunda dose. As três doses devem ser administradas no período

de 1 ano. Para mais informações fale com o seu médico.

Recomenda-se que os indivíduos que recebem a primeira dose de Gardasil, completem o esquema de

vacinação com Gardasil.

Gardasil será administrado por meio de uma injeção aplicada no músculo através da pele

(preferencialmente no músculo da parte superior do braço ou da coxa).

A vacina não deve ser misturada na mesma seringa com quaisquer outras vacinas ou soluções.

Caso se esqueça de uma dose de Gardasil:

Caso se esqueça de levar uma injeção na data prevista, o seu médico decidirá quando deverá ser

administrada a dose de que se esqueceu.

É importante que siga as instruções do seu médico ou enfermeiro relativamente às consultas programadas

para as restantes doses. Caso se esqueça ou não possa ir à consulta na data prevista, peça conselho ao seu

médico. Quando Gardasil é administrado como primeira dose, o esquema de vacinação deve ser

completado com Gardasil e não com outra vacina contra o HPV.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4.

Efeitos indesejáveis possíveis

Como todas as vacinas, esta vacina pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em

todas as pessoas.

Após a administração de Gardasil, podem observar-se os seguintes efeitos indesejáveis:

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 doentes), os efeitos indesejáveis observados no local da

injeção incluem: dor, inchaço e vermelhidão. Tem sido também observada a ocorrência de dores de

cabeça.

Frequentes (podem afetar mais de 1 em 100 doentes), os efeitos indesejáveis observados no local da

injeção incluem: nódoa negra, comichão, dor nas extremidades. Tem sido também notificada a ocorrência

de febre e náuseas.

Raros (podem afetar menos de 1 em 1.000 doentes), erupções da pele com comichão (urticária).

Muito raros (podem afetar menos de 1 em 10.000 doentes), foi comunicada dificuldade respiratória

(broncospasmo).

Quando Gardasil foi administrado com uma vacina de reforço combinada contra a difteria, o tétano, a

tosse convulsa (acelular) e a poliomielite (inativada) durante a mesma consulta, houve mais casos de

cefaleias e edema no local de injeção.

Os efeitos indesejáveis que foram comunicados durante a comercialização incluem:

Foi comunicado desmaio, por vezes acompanhado de tremor ou rigidez. Apesar dos episódios de desmaio

serem pouco frequentes, os doentes devem ser observados durante 15 minutos após receberem a vacina

contra o HPV.

Foram comunicadas reações alérgicas que podem incluir dificuldade em respirar, pieira (broncospasmo),

urticária e erupção cutânea. Algumas destas reações foram graves.

Tal como com outras vacinas, os efeitos indesejáveis que foram comunicados durante a utilização geral

incluem: inchaço dos gânglios (pescoço, axilas, virilhas); fraqueza muscular, mal estar, formigueiro nos

braços, pernas e tronco ou confusão (Síndrome de Guillain-Barré, Encefalomielite aguda disseminada);

tonturas, vómitos, dor nas articulações, dores musculares, cansaço invulgar ou fraqueza, arrepios, mal-

estar geral, sangrar ou fazer nódoas negras mais facilmente que o habitual e infeção na pele no local da

injeção.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste

folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos

indesjáveis diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao

comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste

medicamento.

5.

Como conservar Gardasil

Manter esta vacina fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize esta vacina após o prazo de validade impresso no rótulo do frasco para injetáveis e na

embalagem exterior (após EXP). O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Conservar no frigorífico (2ºC-8ºC).

Não congelar.

Manter o frasco para injetáveis dentro da cartonagem exterior para proteger da luz.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o

ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Gardasil

As substâncias ativas são: proteínas não infeciosas altamente purificadas de cada um dos tipos de

Papilomavírus Humano (6, 11, 16 e 18).

1 dose (0,5 ml) contém aproximadamente:

Proteína L1

do Papilomavírus Humano

Tipo 6 20 microgramas

Proteína L1

do Papilomavírus Humano

Tipo 11 40 microgramas

Proteína L1

do Papilomavírus Humano

Tipo 16 40 microgramas

Proteína L1

do Papilomavírus Humano

Tipo 18 20 microgramas.

Papilomavírus Humano = HPV.

Proteína L1 sob a forma de partículas tipo vírus produzidas em células de levedura (Saccharomyces

cerevisiae CANADE 3C-5 (Estirpe 1895)) por meio de tecnologia ADN recombinante.

Adsorvida no adjuvante sulfato de hidroxifosfato de alumínio amorfo (0,225 miligramas de Al).

O sulfato de hidroxifosfato de alumínio amorfo está incluído na vacina como adjuvante. Os adjuvantes são

substâncias incluídas em algumas vacinas para acelerar, melhorar e/ou prolongar os efeitos protetores da

vacina.

Os outros componentes da suspensão da vacina são:

Cloreto de sódio, histidina, polissorbato 80, bórax e água para preparações injetáveis.

Qual o aspeto de Gardasil e conteúdo da embalagem

1 dose de Gardasil suspensão injetável contém 0,5 ml.

Antes da agitação, Gardasil pode apresentar-se sob a forma de um líquido límpido com um precipitado

branco. Após uma boa agitação, é um líquido branco, turvo.

Gardasil encontra-se disponível em embalagens contendo 1, 10 ou 20 frascos para injetáveis.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

MSD VACCINS

162 avenue Jean Jaurès

69007 Lyon

França

Fabricante

Merck Sharp & Dohme BV

Waarderweg 39

2031 BN Haarlem

Países Baixos

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do Titular da

Autorização de Introdução no Mercado.

België/Belgique/Belgien

MSD Belgium BVBA/SPRL

Tél/Tel: +32 (0) 27766211

dpoc_belux@merck.com

Lietuva

UAB Merck Sharp & Dohme

Tel.: +370.5.2780.247

msd_lietuva@merck.com

България

Мерк Шарп и Доум България ЕООД,

тел.: + 359 2 819 3737

info-msdbg@merck.com

Luxembourg/Luxemburg

MSD Belgium BVBA/SPRL

Tél: +32 (0) 27766211

dpoc_belux@merck.com

Česká republika

Merck Sharp & Dohme s.r.o.

Tel.: +420 233 010 111

dpoc_czechslovak@merck.com

Magyarország

MSD Pharma Hungary Kft.

Tel.: + 36.1.888.5300

hungary_msd@merck.com

Danmark

MSD Danmark ApS

Tlf: + 45 4482 4000

dkmail@merck.com

Malta

Merck Sharp & Dohme Cyprus Limited.

Tel: 8007 4433 (+356 99917558)

malta_info@merck.com

Deutschland

MSD Sharp & Dohme GmbH

Tel: 0800 673 673 673 (+49 (0) 89 4561 2612)

e-mail@msd.de

Nederland

Merck Sharp & Dohme B.V.

Tel: 0800 9999000

(+31 23 5153153)

medicalinfo.nl@merck.com

Eesti

Merck Sharp & Dohme OÜ

Tel.: +372 6144 200

msdeesti@merck.com

Norge

MSD (Norge) AS

Tlf: +47 32 20 73 00

msdnorge@msd.no

Ελλάδα

MSD Α.Φ.Β.Ε.Ε.

Τηλ: +30 210 98 97 300

dpoc_greece@merck.com

Österreich

Merck Sharp & Dohme Ges.m.b.H.

Tel: +43 (0) 1 26 044

msd-medizin@merck.com

España

Merck Sharp & Dohme de España, S.A.

Tel: +34 91 321 06 00

msd_info@merck.com

Polska

MSD Polska Sp. z o.o.

Tel.: +48.22.549.51.00

msdpolska@merck.com

France

MSD VACCINS

Tél: +33 (0) 1 80 46 40 40

information.medicale@msd.com

Portugal

Merck Sharp & Dohme, Lda

Tel: +351 21 4465700

inform_pt@merck.com

Hrvatska

Merck Sharp & Dohme d.o.o.

Tel: +385 1 66 11 333

croatia_info@merck.com

România

Merck Sharp & Dohme Romania S.R.L

Tel: + 4021 529 29 00

msdromania@merck.com

Ireland

Merck Sharp & Dohme Ireland (Human Health)

Limited

Tel: +353 (0)1 2998700

medinfo_ireland@merck.com

Slovenija

Merck Sharp & Dohme, inovativna zdravila d.o.o.

Tel: +386.1.520.4201

msd.slovenia@merck.com

Ísland

Vistor hf.

Sími: + 354 535 7000

Slovenská republika

Merck Sharp & Dohme, s. r. o

Tel: +421 2 58282010

dpoc_czechslovak@merck.com

Italia

MSD Italia S.r.l.

Tel: +39 06 361911

medicalinformation.it@merck.com

Suomi/Finland

MSD Finland Oy

Puh/Tel: +358 (0)9 804 650

info@msd.fi

Κύπρος

Merck Sharp & Dohme Cyprus Limited

Τηλ: 800 00 673 (+357 22866700)

cyprus_info@merck.com

Sverige

Merck Sharp & Dohme (Sweden) AB

Tel: +46 77 5700488

medicinskinfo@merck.com

Latvija

SIA Merck Sharp & Dohme Latvija

Tel: +371.67364.224

msd_lv@merck.com

United Kingdom

Merck Sharp & Dohme Limited

Tel: +44 (0) 1992 467272

medicalinformationuk@msd.com

Este folheto foi revisto pela última vez em: {MM/AAAA}.

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos:

http://www.ema.europa.eu

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A informação que se segue destina-se apenas a médicos ou profissionais de saúde:

A vacina deve ser administrada tal como fornecida; não é necessária qualquer diluição ou reconstituição.

Deve administrar-se toda a dose recomendada da vacina. Os produtos não utilizados ou os resíduos devem

ser eliminados de acordo com as exigências locais.

Agitar bem antes de usar. É necessária uma boa agitação imediatamente antes da administração, de forma

a manter a suspensão da vacina.

Antes da administração, os produtos para administração parentérica devem ser visualmente inspecionados

para deteção de partículas ou de descoloração. Rejeite o produto se estiverem presentes quaisquer

partículas ou se detetar qualquer descoloração.

B FOLHETO INFORMATIVO

(Seringa pré-cheia)

Leia o documento completo

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Gardasil, suspensão injetável.

Gardasil, suspensão injetável em seringa pré-cheia.

Vacina contra o Papilomavírus Humano [Tipos 6, 11, 16, 18] (Recombinante, adsorvida).

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

1 dose (0,5 ml) contém aproximadamente:

Proteína L1

do Papilomavírus Humano

Tipo 6 20 microgramas

Proteína L1

do Papilomavírus Humano

Tipo 11 40 microgramas

Proteína L1

do Papilomavírus Humano

Tipo 16 40 microgramas

Proteína L1

do Papilomavírus Humano

Tipo 18 20 microgramas

Papilomavírus Humano = HPV.

Proteína L1 sob a forma de partículas tipo vírus produzidas em células de levedura (Saccharomyces

cerevisiae CANADE 3C-5 (Estirpe 1895)) por meio de tecnologia ADN recombinante.

adsorvida no adjuvante sulfato de hidroxifosfato de alumínio amorfo (0,225 miligramas de Al).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Gardasil, suspensão injetável.

Gardasil, suspensão injetável em seringa pré-cheia.

Antes da agitação, Gardasil pode apresentar-se sob a forma de um líquido límpido com um precipitado

branco. Após uma agitação cuidadosa, é um líquido branco, turvo.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Gardasil é uma vacina para utilizar a partir dos 9 anos de idade para a prevenção de:

lesões genitais pré-cancerosas (colo do útero, vulva e vagina), lesões anais pré-cancerosas, cancro

do colo do útero e cancro do ânus causalmente relacionados com alguns tipos oncogénicos de

Papilomavírus Humano (HPV).

verrugas genitais (condiloma acuminado) causalmente relacionadas com tipos específicos de HPV.

Para informação relevante sobre os dados que suportam esta indicação, ver as secções 4.4 e 5.1

Gardasil deve ser utilizado em conformidade com as recomendações oficiais.

4.2

Posologia e modo de administração

Posologia

Indivíduos dos 9 aos 13 anos (inclusive)

Gardasil pode ser administrado de acordo com um esquema de 2 doses (0,5 ml aos 0, 6 meses) (ver secção

5.1).

Se a segunda dose da vacina for administrada menos de 6 meses após a primeira dose, deverá ser sempre

administrada uma terceira dose.

Em alternativa, Gardasil pode ser administrado de acordo com um esquema de 3 doses (0,5 ml aos 0, 2, 6

meses). A segunda dose deve ser administrada pelo menos um mês após a primeira dose e a terceira dose

deve ser administrada pelo menos 3 meses após a segunda dose. As três doses devem ser administradas no

período de 1 ano.

Indivíduos a partir dos 14 anos de idade

Gardasil deve ser administrado de acordo com um esquema de 3 doses (0,5 ml aos 0, 2, 6 meses).

A segunda dose deve ser administrada pelo menos um mês após a primeira dose e a terceira dose deve ser

administrada pelo menos 3 meses após a segunda dose. As três doses devem ser administradas no período

de 1 ano.

Gardasil deve ser utilizado em conformidade com as recomendações oficiais.

População pediátrica

A segurança e eficácia de Gardasil em crianças com menos de 9 anos de idade não foram estabelecidas.

Não existem dados disponíveis (ver secção 5.1).

Recomenda-se que os indivíduos que recebem a primeira dose de Gardasil, completem o esquema de

vacinação com Gardasil (ver secção 4.4).

Não foi estabelecida a necessidade de uma dose de reforço.

Modo de administração

A vacina deve ser administrada através de uma injeção intramuscular. O local preferencial é a região

deltoide, na parte superior do braço, ou a região anterolateral superior da coxa.

Gardasil não pode ser injetado por via intravascular. Não foi estudada a administração por via subcutânea

nem por via intradérmica. Estas vias de administração não estão recomendadas (ver secção 6.6).

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.

Indivíduos que desenvolvem sintomas indicativos de hipersensibilidade após receberem uma dose de

Gardasil, não devem receber mais doses de Gardasil.

A administração de Gardasil deve ser adiada nos indivíduos que sofrem de uma patologia febril aguda

grave. Contudo, a presença de uma infeção ligeira, como é o caso de uma infeção ligeira do trato

respiratório superior ou de uma febre baixa, não constitui uma contraindicação para a imunização.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Rastreabilidade

De modo a melhorar a rastreabilidade dos medicamentos biológicos, o nome e o número de lote do

medicamento administrado devem ser registados de forma clara.

A decisão de vacinar um indivíduo deve ter em consideração, caso a caso, o risco de exposição prévia ao

HPV e o benefício potencial da vacinação.

Tal como acontece com todas as vacinas injetáveis, deverá estar sempre prontamente disponível

tratamento médico apropriado em caso de uma rara ocorrência de reações anafiláticas após a

administração da vacina.

Pode surgir síncope (desmaio), por vezes associada a queda, após ou mesmo antes, de qualquer vacinação,

especialmente em adolescentes como uma resposta psicogénica à injeção por agulha. Isto pode ser

acompanhado por vários sinais neurológicos como distúrbios visuais transitórios, parestesia e movimentos

tónico-clónicos dos membros durante a recuperação. Por este motivo, as pessoas vacinadas devem ficar

sob observação durante aproximadamente 15 minutos após a administração da vacina. É importante que

sejam implementados procedimentos que evitem lesões pelos desmaios.

Tal como acontece com qualquer vacina, a vacinação com Gardasil poderá não resultar na proteção de

todos os recetores da vacina.

Gardasil apenas protegerá contra as patologias provocadas pelos tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV e

parcialmente contra as patologias relacionadas com certos tipos de HPV (ver secção 5.1).

Consequentemente, devem continuar a ser tomadas as precauções apropriadas contra as doenças de

transmissão sexual.

Gardasil destina-se apenas a utilização profilática e não tem qualquer efeito nas infeções ativas por HPV

ou na doença clínica estabelecida. Gardasil não demonstrou ter um efeito terapêutico. Consequentemente,

a vacina não se destina a ser utilizada no tratamento do cancro do colo do útero, das lesões displásicas

cervicais, vulvares e vaginais de alto grau ou das verrugas genitais. Também não se destina à prevenção da

progressão de outras lesões estabelecidas relacionadas com o HPV.

Gardasil não previne lesões causadas por um tipo de HPV presente na vacina, em indivíduos infetados

com esse tipo de HPV no momento da vacinação (ver secção 5.1).

A utilização de Gardasil em mulheres adultas deve ter em consideração a variabilidade da prevalência dos

vários tipos de HPV nas diferentes áreas geográficas.

A vacinação não substitui o rastreio do colo do útero de rotina. Dado que nenhuma vacina é 100 % efetiva

e que o Gardasil não proporciona proteção contra todos os tipos de HPV ou contra infeções por HPV

existentes, o rastreio do colo do útero mantém-se criticamente importante e deverão ser seguidas as

recomendações locais.

Foram avaliadas a segurança e a imunogenicidade da vacina em indivíduos com idade entre os 7 e os 12

anos, que se sabe estarem infetados pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) (ver secção 5.1). Os

indivíduos com resposta imunitária deficiente devida quer à utilização de terapêutica imunossupressora

potente, quer a defeito genético, ou outras causas, poderão não ter resposta à vacina.

Esta vacina deve ser administrada com precaução a indivíduos com trombocitopenia ou qualquer

perturbação da coagulação pois pode ocorrer uma hemorragia após uma administração intramuscular

nestes indivíduos.

Foram realizados estudos de seguimento a longo prazo para determinar a duração da proteção (ver secção

5.1).

Não há dados de segurança, imunogenicidade ou eficácia que sustentem a intercambialidade da vacinação

com Gardasil e outras vacinas contra o HPV que não cubram os mesmos tipos de HPV. Assim, é

importante que seja prescrita a mesma vacina durante todo o esquema de vacinação.

Sódio

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por dose ou seja, é praticamente

“isento de sódio”.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Em todos os ensaios clínicos foram excluídos os indivíduos que tinham recebido imunoglobulinas ou

produtos derivados do plasma nos 6 meses anteriores à primeira dose da vacina.

Utilização com outras vacinas

A administração de Gardasil em simultâneo (mas, para vacinas injetáveis, em diferentes locais de injeção)

com a vacina contra a hepatite B (recombinante), não interferiu com a resposta imunitária aos tipos de

HPV. As taxas de seroproteção (proporção de indivíduos que atingem um nível de seroproteção anti-HBs

> 10 mUI/ml) não foram afetadas (96,5 % com a vacinação concomitante e 97,5 % apenas com a vacina

contra a hepatite B). Os títulos médios geométricos de anticorpos anti-HBs foram mais baixos com a

coadministração, mas não é conhecido o significado clínico desta observação.

Gardasil pode ser administrado concomitantemente com uma vacina de reforço combinada contendo, além

de difteria (d) e tétano (T), tosse convulsa (acelular) (Pa) e/ou poliomielite (inativada) (VIP) (vacinas

TdPa, Td-VIP, TdPa-VIP) sem interferência significativa na resposta de anticorpos a qualquer um dos

componentes de uma destas vacinas. No entanto, foi observada uma tendência de diminuição dos títulos

médios geométricos (GMTs) de anti-HPV, no grupo concomitante. O significado clínico desta observação

é desconhecido, sendo a mesma baseada nos resultados de um ensaio clínico em que uma vacina

combinada TdPa-VIP foi administrada concomitantemente com a primeira dose de Gardasil (ver secção

4.8).

Não foi estudada a administração concomitante de Gardasil com outras vacinas para além das acima

mencionadas.

Utilização com contracetivos hormonais

Nos ensaios clínicos, 57,5 % das mulheres, entre os 16 e os 26 anos de idade, e 31,2 % de mulheres entre

os 24 e 45 anos de idade que receberam Gardasil, utilizavam contracetivos hormonais, durante o período

de vacinação. O uso de contracetivos hormonais não pareceu afetar a resposta imunitária ao Gardasil.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não foram realizados estudos específicos com a vacina em mulheres grávidas. Durante o programa de

desenvolvimento clínico, 3.819 mulheres (vacina = 1.894 vs. Placebo = 1.925) notificaram pelo menos

uma gravidez. Não houve diferenças significativas nos tipos de anomalias ou proporção de gravidezes

com qualquer resultado adverso nos indivíduos que receberam Gardasil e nos indivíduos que receberam

placebo. Estes dados em mulheres grávidas (exposição de mais de 1.000 casos de gravidez) indicam

ausência de malformações ou toxicidade fetal/neonatal.

Os dados relativos à administração de Gardasil durante a gravidez não revelaram qualquer sinal em termos

de segurança. Contudo, estes dados são insuficientes para recomendar a utilização de Gardasil durante a

gravidez. A vacinação deve ser adiada até ao final da gravidez.

Amamentação

Nos ensaios clínicos, em mães que amamentavam e que receberam Gardasil ou placebo durante o período

de vacinação, as taxas de reações adversas nas mães e nos lactentes foram comparáveis nos grupos da

vacinação e do placebo. Adicionalmente, a imunogenicidade da vacina foi comparável entre as mães que

amamentavam e as mulheres que não amamentavam durante a administração da vacina.

Deste modo, Gardasil pode ser utilizado durante a amamentação.

Fertilidade

Os estudos em animais não indicam efeitos nefastos diretos ou indiretos no que respeita à toxicidade

reprodutiva (ver secção 5.3). Não foram observados efeitos na fertilidade masculina em ratos (ver secção

5.3).

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.

4.8

Efeitos indesejáveis

A. Resumo do perfil de segurança

Em 7 ensaios clínicos (6 controlados por placebo), os indivíduos receberam Gardasil ou placebo no dia da

inclusão e aproximadamente 2 e 6 meses depois. Poucos indivíduos (0,2 %) interromperam devido a

reações adversas. A segurança foi avaliada, quer em toda a população do ensaio (6 ensaios), quer num

subgrupo pré-definido (um ensaio) da população do ensaio, através do cartão de registo da vacinação

(VRC) para suporte da vigilância durante 14 dias após cada injeção de Gardasil ou placebo. Os indivíduos

que foram monitorizados através do VRC para suporte da vigilância totalizaram 10.088 indivíduos (6.995

do sexo feminino entre os 9 e os 45 anos de idade e 3.093 do sexo masculino entre os 9 e os 26 anos de

idade na inclusão) que receberam Gardasil e 7.995 indivíduos (5.692 do sexo feminino e 2.303 do sexo

masculino) que receberam placebo.

As reações adversas mais frequentemente observadas foram as que ocorreram no local de injeção (77,1 %

dos vacinados nos 5 dias seguintes à vacinação) e cefaleias (16,6 % dos vacinados). Estas reações

adversas foram normalmente de intensidade ligeira a moderada.

B. Resumo das reações adversas em forma tabelar

Ensaios clínicos

A tabela 1 apresenta as reações adversas relacionadas com a vacina que foram observadas entre os

recetores de Gardasil numa frequência de, pelo menos, 1,0 % e também com uma frequência superior à

observada entre os recetores de placebo. Estas encontram-se apresentadas por subtítulos e consoante a

frequência através da seguinte convenção:

[Muito frequentes (≥1/10); Frequentes (≥1/100, <1/10); Pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100); Raros

(≥1/10.000, <1/1.000); Muito Raros (

1/10.000)]

Experiência pós-comercialização

A tabela 1 também inclui acontecimentos adversos que foram notificados espontaneamente durante a

comercialização de Gardasil em todo o mundo. Uma vez que estes acontecimentos foram notificados

espontaneamente a partir de uma população de tamanho desconhecido, nem sempre é possível estimar

com precisão a sua frequência ou estabelecer uma relação causal com a exposição à vacina.

Consequentemente, a frequência destes acontecimentos adversos é qualificada de “desconhecido”.

Tabela 1: Acontecimentos adversos no seguimento da administração de Gardasil em ensaios clínicos e na

vigilância pós-comercialização

Classes de sistemas de órgãos

Frequência

Acontecimentos adversos

Infeções e infestações

Desconhecido

Celulite no local de injeção*

Doenças do sangue e do sistema

linfático

Desconhecido

Púrpura trombocitopénica

idiopática*, linfadenopatia*

Doenças do sistema imunitário

Desconhecido

Reações de hipersensibilidade

incluindo reações

anafiláticas/anafilatoides*

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes

Cefaleias

Desconhecido

Encefalomielite aguda

disseminada*, tonturas

síndrome de Guillain-Barré*,

síncope por vezes acompanhada

de movimentos tónico-clónicos*

Doenças gastrointestinais

Frequentes

Naúseas

Desconhecido

Vómitos*

Afecções musculosqueléticas e

dos tecidos conjuntivos

Frequentes

Dor na extremidade

Desconhecido

Artralgia*, Mialgia*

Perturbações gerais e alterações

no local de administração

Muito frequentes

No local de injeção: eritema, dor,

tumefação

Frequentes

Pirexia

No local de injeção: hematoma,

prurido

Desconhecido

Astenia*, calafrios*, fadiga*,

mal-estar geral*

* Acontecimentos adversos pós-comercialização (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Durante os ensaios clínicos, uma reação adversa frequentemente observada em indivíduos do sexo feminino foi

“tonturas”. Em indivíduos do sexo masculino, não foram observadas “tonturas” com uma maior frequência nos

recetores da vacina do que nos recetores de placebo.

Adicionalmente, em ensaios clínicos as reações adversas consideradas pelo investigador do ensaio,

relacionadas com a vacina ou com o placebo foram observadas com frequências inferiores a 1 %:

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:

Muito raras: broncospasmo.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Raras: urticária

Foram notificados 9 casos de urticária (0,06 %) no grupo do Gardasil e 20 casos (0,15 %) no grupo do

placebo contendo adjuvante.

Nos ensaios clínicos, os indivíduos da População de Segurança não notificaram qualquer nova alteração

clínica durante o acompanhamento. Entre os 15.706 indivíduos que receberam Gardasil e os 13.617

indivíduos que receberam placebo, verificaram-se 39 casos notificados de artrite/artropatia não específica,

24 no grupo de Gardasil e 15 no grupo do placebo.

Num ensaio clínico com 843 adolescentes saudáveis, rapazes e raparigas entre os 11-17 anos de idade, a

administração concomitante da primeira dose de Gardasil com uma vacina de reforço combinada contra a

difteria, o tétano, a tosse convulsa (acelular) e a poliomielite (inativada) resultou em mais casos

notificados de edema no local de injeção e cefaleias, após a administração concomitante.

As diferenças observadas foram <10 % e na maioria dos indivíduos, os acontecimentos adversos foram

notificados com intensidade ligeira a moderada.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez

que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional

de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

Existem notificações relativas à administração de doses de Gardasil superiores às recomendadas.

De um modo geral, o perfil de reações adversas notificadas em sobredosagem foi comparável ao de doses

únicas recomendadas de Gardasil.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Vacina viral, código ATC: J07BM01

Mecanismo de ação

Gardasil é uma vacina quadrivalente recombinante não infeciosa, com adjuvante, preparada a partir de

partículas tipo vírus (VLPs) altamente purificadas da proteína principal da cápside L1, dos tipos 6, 11, 16

e 18 do HPV. As VLPs não contêm ADN viral, não podem infetar as células, reproduzir-se ou provocar

doença. O HPV infeta apenas o ser humano, mas os estudos realizados em animais com papilomavírus

análogos, sugerem que a eficácia das vacinas VLP L1 é mediada pelo desenvolvimento de uma resposta

imunitária humoral.

Estima-se que os tipos 16 e 18 do HPV sejam responsáveis por aproximadamente 70 % dos casos de

cancro do colo do útero e 75-80 % dos casos de cancro do ânus; 80 % dos casos de adenocarcinoma in situ

(AIS); 45-70 % dos casos de neoplasia intra-epitelial cervical de alto grau (CIN 2/3); 25 % dos casos de

neoplasia intra-epitelial cervical de baixo grau (CIN 1); aproximadamente 70 dos casos de neoplasia

intra-epitelial vulvar (VIN 2/3) e vaginal (VaIN 2/3) de alto grau e 80 % dos casos de neoplasia intra-

epitelial anal (AIN 2/3) de alto grau. Os tipos 6 e 11 do HPV são responsáveis por cerca de 90 % dos

casos de verrugas genitais e 10 % dos casos de neoplasia intra-epitelial cervical de baixo grau (CIN 1).

As lesões CIN 3 e AIS foram aceites como precursores imediatos do cancro do colo do útero invasivo.

O termo “lesões genitais pré-cancerosas” na secção 4.1 corresponde a neoplasia intra-epitelial cervical de

alto grau (CIN 2/3), neoplasia intra-epitelial vulvar de alto grau (VIN 2/3) e neoplasia intra-epitelial

vaginal de alto grau (VaIN 2/3).

O termo “lesões anais pré-cancerosas” na secção 4.1 corresponde a neoplasia intra-epitelial anal de alto

grau (AIN 2/3).

A indicação baseia-se na demonstração de eficácia de Gardasil em indivíduos do sexo feminino dos 16 aos

45 anos de idade e em indivíduos do sexo masculino dos 16 aos 26 anos de idade e na demonstração de

imunogenicidade de Gardasil em crianças e adolescentes entre os 9 e os 15 anos de idade.

Ensaios Clínicos

Eficácia em mulheres dos 16 aos 26 anos de idade

A eficácia de Gardasil em mulheres dos 16 aos 26 anos de idade foi avaliada em 4 ensaios clínicos de Fase

II e III, aleatorizados, em dupla ocultação, controlados por placebo, num total de 20.541 mulheres, que

foram incluídas e vacinadas sem efetuarem o rastreio prévio de despiste de infeção pelo HPV.

Os objetivos primários de eficácia incluíram as lesões vaginais e vulvares (verrugas genitais, VIN, VaIN)

e CIN de qualquer grau e cancro do colo do útero associados aos tipos 6, 11, 16 ou 18 do HPV (Protocolo

013, FUTURE I), CIN 2/3 e AIS e cancro do colo do útero associados aos tipos 16 ou 18 do HPV

(Protocolo 015, FUTURE II), infeção persistente e doença associada aos tipos 6, 11, 16 ou 18 do HPV

(Protocolo 007) e infeção persistente associada ao tipo 16 do HPV (Protocolo 005). As análises primárias

de eficácia, respeitantes aos tipos de HPV presentes na vacina (tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV) foram

efetuadas na população de eficácia por-protocolo (PPE) (i.e. as 3 doses de vacinação administradas no

período de 1 ano após a inclusão, sem desvios significativos ao protocolo, e sem exposição prévia ao(s)

tipo(s) relevante(s) de HPV antes da dose 1 e até 1 mês após a dose 3 (Mês 7)).

Aqui são apresentados os resultados de eficácia da análise combinada dos protocolos dos ensaios. A

eficácia para CIN 2/3 ou AIS associados aos tipos 16/18 do HPV é baseada nos dados dos protocolos 005

(avaliados apenas os objetivos associados ao tipo 16 do HPV), 007, 013 e 015. A eficácia para todos os

outros objetivos é baseada nos protocolos 007, 013 e 015. A duração mediana de seguimento para estes

ensaios foi de 4,0, 3,0, 3,0 e 3,0 anos para o Protocolo 005, Protocolo 007, Protocolo 013 e Protocolo 015,

respetivamente. A duração mediana de seguimento para os protocolos combinados (005, 007, 013 e 015)

foi de 3,6 anos. Os resultados dos ensaios individuais sustentam os resultados da análise combinada.

Gardasil foi eficaz contra a doença associada ao HPV, causada por cada um dos quatro tipos de HPV

presentes na vacina. No fim do ensaio, os indivíduos envolvidos nos dois ensaios de fase III (Protocolo

013 e Protocolo 015), foram acompanhados por um período de até 4 anos (mediana 3,7 anos).

A Neoplasia Intra-epitelial Cervical (CIN) de Grau 2/3 (displasia de grau moderado a alto) e o

adenocarcinoma in situ (AIS) foram utilizados nos ensaios clínicos como um marcador clínico (“surrogate

marker”) de cancro do colo do útero.

No estudo de extensão a longo prazo do Protocolo 015, foram seguidas 2.536 mulheres que tinham entre

16 e 23 anos de idade quando foram vacinadas com Gardasil no ensaio clínico de base. Na população por-

protocolo (PPE), não foram observados casos de doenças por HPV (casos de CIN de alto grau associados

aos tipos 6/11/16/18 do HPV) até aproximadamente 14 anos (mediana de seguimento de 11,9 anos). Neste

estudo, foi estatisticamente demonstrada uma proteção com a duração até aproximadamente 12 anos.

Eficácia em mulheres sem exposição prévia ao(s) tipo(s) relevante(s) de HPV da vacina

A avaliação da eficácia iniciou-se após a consulta do Mês 7. Globalmente, 73 % das mulheres nunca

tinham estado expostas (PCR negativas e seronegativas) a qualquer um dos 4 tipos de HPV da vacina, no

momento da inclusão.

Os resultados de eficácia para os principais objetivos avaliados aos 2 anos pós-inclusão e no fim do ensaio

(duração mediana de seguimento = 3,6 anos), na população por-protocolo, são apresentados na Tabela 2.

Numa análise suplementar, foi avaliada a eficácia de Gardasil contra CIN 3 e AIS associados aos tipos

16/18 do HPV.

Tabela 2: Análise da eficácia de Gardasil contra lesões do colo do útero de alto grau na população PPE

Gardasil

Placebo

% de

Eficácia aos

2 anos

(IC de 95 %)

Gardasil

Placebo

% de

Eficácia***

no fim do

ensaio

(IC de 95 %)

Número de

casos

Número de

indivíduos*

Número de

casos

Número de

indivíduos*

Número de

casos

Número de

indivíduos*

Número de

casos

Número de

indivíduos*

CIN 2/3 ou

AIS

associados

ao HPV

16/18

8487

8460

100,0

(92,9, 100,0)

8493

8464

98,2

(93,5, 99,8)

CIN 3

associada ao

HPV 16/18

8487

8460

100,0

(86,5, 100,0)

8493

8464

96,9

(88,4, 99,6)

AIS

associado ao

HPV 16/18

8487

8460

100,0

(14,8, 100,0)

8493

8464

(30,6, 100,0)

* Número de indivíduos com, pelo menos, uma visita de seguimento após o Mês 7.

** O primeiro caso CIN 3 ocorreu numa participante que apresentava evidência virológica de infeção crónica pelo

HPV 52 e é provável que a CIN 3 estivesse causalmente associada ao HPV 52. O HPV 16 só foi detetado em 1 das

11 amostras colhidas (ao Mês 32,5) e não foi detetado no tecido excisado por LEEP (Procedimento de Eletro-

Excisão em Ansa).

No segundo caso de CIN 3 observado, numa participante infetada pelo HPV 51, no Dia 1 (em 2

das 9 amostras), foi detetado HPV 16 numa biópsia ao Mês 51 (em 1 de 9 amostras) e foi detetado HPV 56 em 3 de 9

amostras ao Mês 52, no tecido excisado por LEEP.

*** Os participantes foram acompanhados por um período de até 4 anos (mediana 3,6 anos).

Nota: As estimativas pontuais e os intervalos de confiança foram ajustados para o tempo de seguimento de cada

indivíduo.

No fim do ensaio e na análise combinada de protocolos,

a eficácia de Gardasil contra CIN 1 associada aos tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV foi de 95,9 % (IC de

95 %: 91,4, 98,4),

a eficácia de Gardasil contra CIN (1, 2, 3) ou AIS associados aos tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV foi de

96 % (IC de 95 %: 92,3, 98,2),

a eficácia de Gardasil contra VIN 2/3 e VaIN 2/3 associadas aos tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV foi de,

respetivamente, 100 % (IC de 95 %: 67,2, 100) e 100 % (IC de 95 %: 55,4, 100),

a eficácia de Gardasil contra as verrugas genitais associadas aos tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV foi de

99,0 % (IC de 95 %: 96,2, 99,9).

No Protocolo 012, a eficácia de Gardasil contra a infeção persistente a 6 meses [definida como amostras

positivas em duas ou mais visitas consecutivas em 6 meses (± 1 mês) ou mais] associado ao HPV 16 foi

de 98,7 % (IC de 95 %: 95,1, 99,8) e 100,0 % (IC de 95 %: 93,2, 100) para o HPV 18, respetivamente,

após um período de seguimento de até 4 anos (média de 3,6 anos). Para a infeção persistente a 12 meses, a

eficácia contra o HPV 16 foi de 100,0 % (IC de 95 %: 93,9, 100,0) e 100,0 % (IC de 95 %: 79,9, 100,0)

para o HPV 18, respetivamente.

Eficácia em mulheres com evidência de infeção ou doença por HPV 6, 11, 16 ou 18 ao dia 1

Não houve evidência de proteção contra a doença causada por tipos de HPV da vacina para os quais as

mulheres eram PCR positivas ao dia 1. As mulheres que antes da vacinação estavam já infetadas com um

ou mais tipos de HPV da vacina, ficaram protegidas da doença clínica causada pelos restantes tipos de

HPV da vacina.

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EMA/429427/2010

EMEA/H/C/000703

Resumo do EPAR destinado ao público

Gardasil

Vacina contra o papilomavírus humano [tipos 6, 11, 16, 18] (recombinante,

adsorvida)

Este é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR) relativo ao Gardasil. O seu

objetivo é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) avaliou o

medicamento a fim de emitir um parecer favorável à concessão de uma autorização de introdução no

mercado, bem como as suas recomendações sobre as condições de utilização do Gardasil.

O que é o Gardasil?

O Gardasil é uma vacina, sob a forma de suspensão injetável contendo proteínas purificadas para

quatro tipos do papilomavírus humano (tipos 6, 11, 16 e 18). Está disponível em frascos para

injetáveis ou em seringas pré-cheias.

Para que é utilizado o Gardasil?

O Gardasil é utilizado em homens e mulheres a partir dos nove anos de idade para proteção contra as

seguintes doenças causadas por tipos específicos do papilomavírus humano (HPV):

lesões pré-cancerosas (desenvolvimentos celulares) no colo do útero, vulva ou vagina, e ânus;

cancro do colo do útero e anal;

verrugas genitais.

O Gardasil é administrado em conformidade com as recomendações oficiais.

A vacina só pode ser obtida mediante receita médica.

Como se utiliza o Gardasil?

Em indivíduos com idades entre os nove e os treze anos, o Gardasil pode ser administrado em duas

doses com um intervalo de seis meses. Se a segunda dose for administrada antes de decorridos seis

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meses após a administração da primeira, deve ser sempre administrada uma terceira dose. Em

indivíduos com idade igual ou superior a catorze anos, o Gardasil é geralmente administrado em três

doses, com dois meses de intervalo entre a primeira e a segunda doses, e quatro meses de intervalo

entre a segunda e a terceira doses. Podem também ser administradas as mesmas três doses em

indivíduos entre os nove e os treze anos de idade.

Deve ser sempre respeitado um intervalo de pelo menos um mês entre a primeira e a segunda doses,

e de pelo menos três meses entre a segunda e a terceira, devendo todas as doses ser administradas

no período de um ano.

Recomenda-se aos indivíduos que tenham recebido a primeira dose do Gardasil que completem o

esquema de vacinação com o Gardasil. A vacina é administrada através de uma injeção num músculo,

de preferência no braço ou na coxa.

Como funciona o Gardasil?

Os papilomavírus humanos são vírus que provocam verrugas e desenvolvimento tecidular anómalo.

Existem mais de 100 tipos de papilomavírus, estando alguns associados a cancros dos órgãos genitais.

Os tipos 16 e 18 do HPV são responsáveis por aproximadamente 70 % dos casos de cancros do colo do

útero e por entre 75 % e 80 % dos casos de cancro anal. Os tipos 6 e 11 do HPV são responsáveis por

aproximadamente 90 % dos casos de verrugas genitais.

Todos os papilomavírus possuem um invólucro ou «cápside», que é constituído por proteínas

denominadas «proteínas L1». O Gardasil contém as proteínas L1 purificadas para os tipos 6, 11, 16 e

18 do HPV, produzidas através de um método conhecido como «tecnologia de ADN recombinante»: são

produzidas por células de levedura nas quais foi introduzido um gene (ADN) que as torna capazes de

produzir as proteínas L1. As proteínas são agrupadas sob a forma de «partículas tipo vírus» (estruturas

que se assemelham ao HPV, para que o organismo as reconheça facilmente). Estas partículas tipo vírus

não têm capacidade para causar infeção.

Quando um indivíduo recebe a vacina, o sistema imunitário cria anticorpos contra as proteínas L1.

Após a vacinação, o sistema imunitário consegue produzir anticorpos de forma mais rápida quando

verdadeiramente exposto aos vírus. Este processo ajuda a proteger contra as doenças causadas por

estes vírus.

A vacina contém também um «adjuvante» (um componente contendo alumínio) para estimular uma

melhor resposta.

Como foi estudado o Gardasil?

Foram realizados quatro estudos principais com o Gardasil no esquema de três doses, que compararam

o Gardasil com um placebo (vacina simulada) em quase 21 000 mulheres com idades entre os 16 e os

26 anos. Os estudos analisaram o número de mulheres que desenvolveram lesões ou verrugas

genitais devidas a infeção por HPV. As mulheres foram seguidas durante cerca de três anos após a

terceira dose da vacina.

Três estudos adicionais realizados com o Gardasil administrado em duas doses analisaram a

capacidade de a vacina prevenir a infeção com os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV e verrugas genitais

causadas por estes tipos de HPV em quase 4000 mulheres com idades entre os 24 e os 45 anos, bem

como o desenvolvimento de anticorpos contra estes tipos de HPV em cerca de 1700 raparigas e

rapazes com idades entre os nove e os 15 anos.

Outro estudo que incluiu 800 raparigas e mulheres comparou o efeito de duas doses do Gardasil em

raparigas com idades compreendidas entre os nove e os 13 anos com o efeito das três doses em

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raparigas e mulheres jovens com idades entre os 16 e os 24 anos. O principal parâmetro de eficácia foi

o desenvolvimento de anticorpos protetores contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV um mês após a

última dose.

Por último, um estudo principal em cerca de 4000 rapazes e homens com idades entre os 16 e os 26

anos comparou a vacina com um placebo para testar o efeito da vacina na prevenção de verrugas

genitais, lesões anais pré-cancerosas e cancro anal.

Qual o benefício demonstrado pelo Gardasil durante os estudos?

Nos quatro estudos em 21 000 mulheres, das mais de 8000 mulheres vacinadas com Gardasil que

nunca tinham sido infetadas pelos tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV, uma mulher desenvolveu uma lesão

pré-cancerosa no colo do útero possivelmente causada pelo HPV tipo 16 ou 18. Em contrapartida, 85

das mais de 8000 mulheres que receberam a vacina placebo desenvolveram lesões causadas por estes

dois tipos de HPV. Observou-se um efeito similar do Gardasil quando a análise incluiu igualmente as

lesões no útero provocadas pelos outros dois tipos de HPV (tipos 6 e 11).

Nos três estudos sobre verrugas genitais, duas mulheres em cerca de 8000 no grupo do Gardasil

desenvolveram verrugas genitais, não tendo sido observados casos de desenvolvimento de lesões pré-

cancerosas na vulva ou vagina. Pelo contrário, observou-se um total de 189 casos de lesões genitais

externas em aproximadamente 8000 mulheres no grupo do placebo. Os estudos demonstraram

também que o Gardasil confere alguma proteção contra lesões do colo do útero associadas a outros

tipos do HPV que provocam cancro, nomeadamente o tipo 31. Além disso, os resultados confirmaram a

capacidade de o Gardasil conferir proteção contra lesões e infeções causadas por HPV em mulheres dos

24 aos 45 anos de idade. Os estudos mostraram ainda que a vacina estimula a produção de

quantidades suficientes de anticorpos contra o HPV em raparigas e rapazes entre os nove e os 15 anos

de idade.

O estudo que analisou o Gardasil no esquema de duas doses em raparigas com idades entre os nove e

os 13 anos mostrou que as duas doses administradas com um intervalo de seis meses não foram

menos eficazes do que o esquema de vacinação de três doses: todos os indivíduos que participaram

revelaram quantidades suficientes de anticorpos contra o HPV um mês após a última dose.

No estudo em rapazes e homens, observaram-se três casos de lesões genitais em cerca de 1400

indivíduos que receberam as vacinas, e 32 casos nos cerca de 1400 indivíduos que receberam o

placebo. Relativamente às lesões anais pré-cancerosas, observaram-se cinco casos no grupo que

recebeu a vacina (composto por cerca de 200 indivíduos), e 24 casos no grupo do placebo (igualmente

composto por cerca de 200 indivíduos). Não se observaram casos de cancro anal neste estudo, mas

prevê-se que a proteção contra as lesões pré-cancerosas se traduza em proteção contra o cancro.

Qual é o risco associado ao Gardasil?

Nos estudos, os efeitos secundários mais frequentes associados ao Gardasil (observados em mais de 1

indivíduo em cada 10) são dor de cabeça e reações no local da injeção (vermelhidão, dor e inchaço).

Para a lista completa dos efeitos secundários comunicados relativamente ao Gardasil, consulte o

Folheto Informativo.

Os indivíduos que revelem sinais de alergia após uma dose do Gardasil não deverão receber doses

adicionais da vacina. A vacinação deve ser adiada nos doentes com febre alta. Para a lista completa

das restrições de utilização, consulte o Folheto Informativo.

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Por que foi aprovado o Gardasil?

O CHMP concluiu que os benefícios do Gardasil são superiores aos seus riscos e recomendou a

concessão de uma autorização de introdução no mercado para o medicamento.

Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz

do Gardasil?

Foi desenvolvido um plano de gestão dos riscos para garantir a utilização segura do Gardasil. Com

base neste plano, foram incluídas informações de segurança no Resumo das Características do

Medicamento e no Folheto Informativo do Gardasil, incluindo as precauções apropriadas a observar

pelos profissionais de saúde e pelos doentes.

Outras informações sobre o Gardasil

Em 20 de setembro 2006, a Comissão Europeia concedeu uma Autorização de Introdução no Mercado,

válida para toda a União Europeia, para o medicamento Gardasil.

O EPAR completo relativo ao Gardasil pode ser consultado no sítio Internet da Agência em:

ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/European Public Assessment Reports. Para mais

informações sobre o tratamento com o Gardasil, leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR) ou

contacte o seu médico ou farmacêutico.

Este resumo foi atualizado pela última vez em 05-2014.

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