Evoltra

União Europeia - português - EMA (European Medicines Agency)

Compre agora

Ingredientes ativos:
clofarabina
Disponível em:
Genzyme Europe BV
Código ATC:
L01BB06
DCI (Denominação Comum Internacional):
clofarabine
Grupo terapêutico:
Agentes antineoplásicos,
Área terapêutica:
Leucemia linfoblástica com células precursoras - linfoma
Indicações terapêuticas:
Tratamento da leucemia linfoblástica aguda (ALL) em pacientes pediátricos que recaíram ou são refratários após receber pelo menos dois regimes anteriores e onde não há outra opção de tratamento prevista para resultar em uma resposta durável. A segurança e a eficácia foram avaliadas em estudos de pacientes ≤ 21 anos no diagnóstico inicial.
Resumo do produto:
Revision: 30
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
EMEA/H/C/000613
Data de autorização:
2006-05-29
Código EMEA:
EMEA/H/C/000613

Documentos em outros idiomas

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - búlgaro

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - búlgaro

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - búlgaro

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - espanhol

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - espanhol

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - espanhol

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - tcheco

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - tcheco

04-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - dinamarquês

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - dinamarquês

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - dinamarquês

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - alemão

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - alemão

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - alemão

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - estoniano

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - estoniano

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - estoniano

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - grego

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - grego

04-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - inglês

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - inglês

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - inglês

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - francês

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - francês

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - francês

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - italiano

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - italiano

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - italiano

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - letão

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - letão

04-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - lituano

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - lituano

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - lituano

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - húngaro

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - húngaro

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - húngaro

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - maltês

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - maltês

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - maltês

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - holandês

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - holandês

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - holandês

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - polonês

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - polonês

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - polonês

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - romeno

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - romeno

04-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - eslovaco

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - eslovaco

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - eslovaco

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - esloveno

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - esloveno

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - esloveno

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - finlandês

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - finlandês

04-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - finlandês

04-02-2016

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - sueco

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - sueco

04-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - norueguês

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - norueguês

04-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - islandês

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - islandês

04-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - croata

04-05-2021

Características técnicas Características técnicas - croata

04-05-2021

Leia o documento completo

B. FOLHETO INFORMATIVO

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Evoltra 1 mg/ml de concentrado para solução para perfusão

clofarabina

Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de

nova informação de segurança. Poderá ajudar, comunicando quaisquer efeitos indesejáveis que tenha.

Para saber como comunicar efeitos indesejáveis, veja o final da secção 4.

Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento, pois contém informação

importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-

lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, fale com o seu médico. Isto inclui quaisquer possíveis

efeitos indesejáveis não indicados neste folheto. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Evoltra e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de utilizar Evoltra

Como utilizar Evoltra

Efeitos indesejáveis possíveis

Como conservar Evoltra

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é Evoltra e para que é utilizado

Evoltra contêm a susbtância ativa clorofarabina. A clofarabina pertence a uma família de

medicamentos denominados anticancerígenos. A sua ação consiste em impedir o crescimento de

leucócitos anormais e, por fim, eliminá-los. Resulta melhor contra células que se multipliquem

rapidamente, como as células cancerígenas.

Evoltra é usado para tratar crianças, adolescentes e jovens adultos até aos 21 anos com leucemia

linfoblástica aguda (LLA), quando os tratamentos anteriores não resultaram ou deixaram de resultar. A

leucemia linfoblástica aguda é causada por um crescimento anormal de certos tipos de células

sanguíneas, os glóbulos brancos (leucócitos).

2.

O que precisa de saber antes de utilizar Evoltra

Não utilize Evoltra

se tem alergia à clofarabina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na

secção 6),

se estiver a amamentar (por favor, leia a secção “Gravidez e aleitamento”, abaixo

apresentada),

se tem problemas graves de rins ou fígado.

Informe o seu médico, se alguma destas condições se aplicar a si. Se for o pai de uma criança que

esteja a ser tratada com Evoltra, informe o médico, se alguma destas condições se aplicar ao seu

filho.

Advertências e precauções

Informe o seu médico, se alguma destas condições se aplicar a si. Evoltra pode não ser adequado

para si:

se já teve uma reação grave após ter usado este medicamento anteriormente;

-

se tem uma doença de rins, ou se já teve;

-

se tem uma doença de fígado, ou se já teve;

-

se tem uma doença cardíaca, ou se já teve.

Informe o seu médico ou enfermeiro de imediato, se sentir algum dos seguintes sintomas, porque

pode ser necessário parar o tratamento:

se ficar com febre ou temperatura alta – porque a clofarabina reduz o número de células

sanguíneas produzidas na medula óssea, pode estar mais propenso a apanhar infeções;

se tiver dificuldades respiratórias, uma respiração acelerada ou sentir falta de ar;

se sentir alguma alteração no ritmo cardíaco;

se sentir tonturas (sensação de “cabeça oca”) ou desmaios – pode ser um sintoma de tensão

arterial baixa;

se se sentir enjoado ou tiver diarreia (“intestinos soltos”);

se a sua urina for mais escura do que é habitual - é importante beber muita água para evitar a

desidratação;

se lhe surgir uma erupção cutânea com bolhas ou úlceras na boca;

se perder o apetite, tiver náuseas (sentir-se enjoado), vomitar, tiver diarreia, urina com cor

escura e fezes de cor clara, dor de estomago, icterícia (pele e olhos amarelados), ou se no geral

não se sentir bem, estes podem ser sintomas de uma inflamação do fígado (hepatite) ou de danos

no fígado (insuficiência hepática).

Se urinar pouco ou nada ou sentir sonolência, náuseas, vómitos, falta de ar, perda de apetite e/ou

fraqueza (estes podem ser sinais de insuficiência renal aguda / insuficiência renal)

Se for o pai de uma criança que esteja a ser tratada com Evoltra, informe o médico, se alguma destas

condições se aplicar ao seu filho.

Durante o tratamento com Evoltra, o seu médico fará análises sanguíneas regulares e outros testes

para vigiar a sua saúde. Por causa da forma de atuação deste medicamento, o seu sangue e os outros

órgãos serão afetados.

Fale com o seu médico sobre a contraceção. Os homens e as mulheres jovens devem usar métodos

contracetivos eficazes, durante e após o tratamento. Ver secção “Gravidez e aleitamento”, abaixo

apresentada. Evoltra pode causar danos nos órgãos reprodutores masculinos e femininos. Peça ao seu

médico para lhe explicar o que pode ser feito para protegê-lo ou permitir que venha a ter uma família.

Outros medicamentos e Evoltra

Informe o seu médico se estiver a usar ou tiver usado recentemente:

medicamentos para uma doença cardíaca;

qualquer medicamento que altera a tensão arterial;

medicamentos que afetem o fígado ou os rins;

outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Gravidez e aleitamento

A clofarabina não deve ser utilizada durante a gravidez, a não ser que seja estritamente necessário.

Mulheres em risco de engravidar: deve usar métodos contracetivos eficazes, durante o tratamento

com clofarabina. A clofarabina pode causar danos nos fetos, quando utilizada por mulheres grávidas.

Se estiver grávida ou engravidar durante o tratamento com clofarabina, consulte o médico de

imediato.

Os homens também devem usar métodos contracetivos eficazes, quando estiverem, ou a sua

companheira estiver, a ser tratados com clofarabina.

Se estiver a amamentar, deve parar, antes do início do tratamento, e não deve amamentar durante o

tratamento e nos 3 meses após ter finalizado o tratamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não conduza nem utilize quaisquer ferramentas ou máquinas, caso se sinta tonto, com a “cabeça oca”

ou a desmaiar.

Evoltra contém sódio

Este medicamento contém 72 mg de sódio (principal componente de sal de cozinha/sal de mesa) em

cada frasco para injetáveis. Isto é equivalente a 3,6% da ingestão diária máxima de sódio recomendada

na dieta para um adulto. Fale com o seu médico ou farmacêutico se precisar de 5 ou mais frascos

diariamente durante o ciclo de tratamento por um período prolongado, especialmente se foi

aconselhado a seguir uma dieta com pouco sal (sódio).

3.

Como utilizar Evoltra

O seu tratamento com Evoltra foi prescrito por um médico qualificado e com experiência no

tratamento da leucemia.

O seu médico determinará a dose certa para si, dependendo da sua altura, peso e bem-estar. Antes

da administração, Evoltra será diluído numa solução de cloreto de sódio (sal e água). Informe o seu

médico se estiver a fazer uma dieta com controlo de sódio, pois isso pode afetar a administração do

medicamento.

O seu médico administrar-lhe-á Evoltra uma vez por dia, durante 5 dias. A administração será

feita por perfusão, através de um tubo fino e comprido, que está introduzido numa veia (gota a gota)

ou num pequeno dispositivo médico inserido sob a pele (port-a-cath), se você (ou o seu filho) tiver um

implantado. A perfusão prolongar-se-á durante 2 horas. Se você (ou o seu filho) pesar menos de 20 kg,

o período de perfusão pode ser mais longo.

O seu médico vigiará a sua saúde e poderá alterar a dose, dependendo da sua resposta ao tratamento. É

importante beber muita água para evitar a desidratação.

Se utilizar mais Evoltra do que deveria

Se achar que lhe deram demasiado medicamento, informe imediatamente o seu médico.

Caso se tenha esquecido de utilizar Evoltra

O seu médico dir-lhe-á quando deverá ser administrado este medicamento. Se achar que não lhe

administraram uma dose, informe imediatamente o seu médico.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico.

4.

Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, no entanto estes não

se manifestam em todas as pessoas.

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 doentes):

ansiedade, dor de cabeça, febre, cansaço;

sensação de enjoo e enjoos, diarreia (“intestinos soltos”);

afrontamento, comichão e pele inflamada, inflamação das membranas mucosas (húmidas), como

a boca e outras partes;

pode ter mais infeções do que é normal, porque Evoltra pode diminuir o número de certos tipos

de células sanguíneas do seu corpo;

erupções cutâneas que podem dar comichão, ficar vermelhas, ser dolorosas ou começar a pelar,

incluindo nas palmas das mãos e nas solas dos pés; podem ainda surgir pequenas borbulhas ou

manchas vermelhas ou arroxeadas por baixo da pele.

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 doentes):

infeções do sangue, pneumonia, zona, infeções nos implantes, infeções na boca, como aftas e

herpes labial;

alterações na química sanguínea, alterações nos leucócitos;

reações alérgicas;

sede e produzir uma urina mais escura ou em menor quantidade do que é normal, redução ou

perda de apetite, perda de peso;

agitação, irritabilidade ou nervosismo;

sensação de dormência ou fraqueza nos braços e nas pernas, dormência da pele, sonolência,

tonturas, tremores;

problemas de audição;

retenção de líquidos ao redor ao coração, batimento cardíaco acelerado;

tensão arterial baixa, nódulo devido a uma grande nódoa negra (hematoma);

sangramento de vasos sanguíneos minúsculos, respiração acelerada, hemorragias nasais,

dificuldades respiratórias, falta de ar, tosse;

vomitar sangue, dor de estômago, dor no traseiro;

sangramento no interior da cabeça, estômago, intestino ou pulmões, boca ou gengivas, úlceras

na boca, inflamação na mucosa da boca;

pele e olhos amarelados (também chamado icterícia), ou qualquer outro problema de fígado;

nódoas negras (hematomas), queda de cabelo, alterações na cor da pele, aumento da

transpiração, pele seca, ou outros problemas de pele;

dor na parede torácica ou nos ossos, dor no pescoço ou nas costas, dor nos membros, nos

músculos ou nas articulações;

sangue na urina;

falência dos órgãos, dor, aumento da tensão muscular, retenção de líquidos e inchaço em certas

partes do corpo, incluindo braços e pernas, alterações no estado mental, sensação de calor, frio

ou de mal-estar;

a clofarabina pode afetar os níveis de certas substâncias no sangue. O seu médico realizará

análises sanguíneas regulares para verificar se o seu organismo está a funcionar como deve ser.

danos no fígado (insuficiência hepática).

Pouca ou nenhuma urina, sonolência, náuseas, vómitos, falta de ar, perda de apetite e / ou

fraqueza (possíveis sinais de insuficiência renal aguda ou insuficiência renal)

Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 doentes):

inflamação do fígado (hepatite).

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste

folheto, fale com o seu médico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente através do

sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará

a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

5.

Como conservar Evoltra

Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no rótulo do frasco para injetáveis e

na embalagem exterior, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não congelar. Depois de preparado e diluído, Evoltra deve ser utilizado de imediato ou nessas 24

horas seguintes, caso seja conservado no frigorífico (a 2

C a 8

Não deite fora nenhum medicamento através da canalização. Pergunte ao seu farmacêutico como deve

eliminar os medicamentos que já não usa. Estas medidas ajudam a proteger o ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Evoltra

A substância ativa é a clofarabina. Cada ml contém 1 mg de clofarabina. Cada frasco para injetáveis

de 20 ml contém 20 mg de clofarabina.

Os outros componentes são cloreto de sódio e água para preparações injetáveis.

Qual o aspeto de Evoltra e conteúdo da embalagem

Evoltra é um concentrado para solução para perfusão. É uma solução transparente, quase incolor, que

é preparada e diluída antes da utilização. É apresentada em frascos para injetáveis de vidro de 20 ml.

Os frascos para injetáveis contêm 20 mg de clofarabina e estão acondicionados numa caixa. Cada

caixa contém 1, 3, 4, 10 ou 20 frascos para injetáveis, mas nem todas as apresentações podem ser

comercializadas.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Genzyme Europe B.V.

Paasheuvelweg 25

1105 BP Amsterdam

Países Baixos

Fabricante

SANOFI WINTHROP INDUSTRIE

30-36, avenue Gustave Eiffel

37100 Tours

França

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do Titular

da Autorização de Introdução no Mercado.

België/Belgique/Belgien/

Sanofi Belgium

Tél/Tel: + 32 2 710 54 00

Lietuva

UAB SANOFI-AVENTIS LIETUVA“

Tel. +370 5 275 5224

България

SANOFI BULGARIA EOOD

Tел: +359 (0) 2 9705300

Česká republika

sanofi-aventis, s.r.o.

Tel: +420 233 086 111

Luxembourg/Luxemburg

Sanofi Belgium

Tél/Tel: + 32 2 710 54 00

(Belgique/Belgien)

Magyarország

sanofi-aventis Zrt

Tel: +36 1 505 0050

Malta

Sanofi S.r.l.

Tel: +39 02 39394275

Danmark

Sanofi A/S

Tlf: +45 45 16 70 00

Nederland

Genzyme Europe B.V.

Tel: +31 20 245 4000

Deutschland

Sanofi-Aventis Deutschland GmbH

Tel: 0800 04 36 996

Tel. aus dem Ausland: +49 69 305 70 13

Norge

sanofi-aventis Norge AS

Tlf: + 47 67 10 71 00

Eesti

sanofi-aventis Estonia OÜ

Tel. +372 6 273 488

Österreich

sanofi-aventis GmbH

Tel: + 43 1 80 185 - 0

Ελλάδα

sanofi-aventis AEBE

Τηλ: +30 210 900 1600

Polska

sanofi-aventis Sp. z o.o.

Tel.: +48 22 280 00 00

España

sanofi-aventis, S.A.

Tel: +34 93 485 94 00

Portugal

Sanofi – Produtos Farmacêuticos, Lda.

Tel: +351 21 35 89 400

France

sanofi-aventis France

Tél : 0 800 222 555

Appel depuis l’étranger : +33 1 57 63 23 23

România

Sanofi Romania S.R.L.

Tel: +40 (0) 21 317 31 36

Hrvatska

sanofi-aventis Croatia d.o.o.

Tel: +385 1 600 34 00

Slovenija

sanofi-aventis d.o.o.

Tel: +386 1 560 4800

Ireland

sanofi-aventis Ireland Ltd T/A SANOFI

Tel: +353 (0) 1 4035 600

Slovenská republika

sanofi-aventis Slovakia s.r.o.

Tel.: +421 2 33 100 100

Ísland

Vistor hf.

Sími: +354 535 7000

Suomi/Finland

Sanofi Oy

Puh/Tel: + 358 201 200 300

Italia

Sanofi S.r.l.

Tel: 800536389

Κύπρος

sanofi-aventis Cyprus Ltd.

Τηλ: +357 22 871600

Sverige

Sanofi AB

Tel: +46 (0)8 634 50 00

Latvija

sanofi-aventis Latvia SIA

Tel: +371 67 33 24 51

United Kingdom

Sanofi

Tel: +44 (0) 845 372 7101

Este folheto foi revisto pela última vez em

Este medicamento foi autorizado sob “Circunstâncias Excecionais”. Isto significa que foi impossível

obter informação completa sobre este medicamento devido à raridade desta doença.

A Agência Europeia de Medicamentos irá rever anualmente qualquer nova informação sobre o

medicamento e este folheto será atualizado se necessário.

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da Internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu/ e no sítio do INFARMED:

https://extranet.infarmed.pt/INFOMED-fo/. Também existem links para outros sítios da internet sobre

doenças raras e tratamentos.

A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:

Precauções especiais de administração

Evoltra 1 mg/ml concentrado para solução para perfusão deve ser diluído antes da administração. Deve

ser filtrado através de uma seringa estéril com filtro de 0,2 micrómetros e depois diluído com cloreto

de sódio 9 mg/ml (0,9%) para perfusão intravenosa para perfazer um volume total, em concordância

com os exemplos abaixo apresentados. No entanto, o volume de diluição final pode variar dependendo

do estado clínico do doente e do parecer clínico. (Se não for possível usar uma seringa com filtro de

0,2 micrómetros, o concentrado deve ser pré-filtrado com um filtro de 5 micrómetros, diluído, e

depois, administrado através de um filtro de linha de 0,22 micrómetros.)

Plano de diluição sugerido com base na dose recomendada de 52 mg de clofarabina/m

2

/dia

Área de superfície corporal (m

Concentrado (ml)*

Volume total diluído

≤ 1,44

≤ 74,9

100 ml

1,45 to 2,40

75,4 to 124,8

150 ml

2,41 to 2,50

125,3 to 130,0

200 ml

*Cada ml de concentrado contém 1 mg de clofarabina. Cada frasco para injetáveis de 20 ml contém

20 mg de clofarabina. Portanto, para os doentes com uma área de superfície corporal de ≤ 0,38 m

conteúdo parcial de um único frasco para injetáveis será necessário para produzir a dose diária

recomendada de clofarabina. No entanto, para os doentes com uma superfície corporal de > 0,38 m

os conteúdos de 1 a 7 frascos para injetáveis serão necessários para produzir a dose diária

recomendada de clofarabina.

O concentrado diluído deve ser uma solução transparente e incolor. Deve ser inspecionado

visualmente para ver se há partículas e descoloração antes da administração.

O concentrado diluído é quimicamente e fisicamente estável durante 3 dias entre 2°C e 8°C e à

temperatura ambiente (até 25°C). Do ponto de vista microbiológico, deve ser utilizado de imediato. Se

não for utilizado de imediato, os períodos e condições de armazenamento antes da sua utilização são

da responsabilidade do utilizador e normalmente não devem ser superiores a 24 horas entre 2°C e 8°C,

a não ser que a diluição tenha sido realizada em condições assépticas controladas e validadas. Não

congelar.

Instruções de manuseamento

Devem ser respeitados os procedimentos para o manuseamento adequado de agentes antineoplásicos.

Os medicamentos citotóxicos devem ser manuseados com cuidado.

Recomenda-se o uso de luvas descartáveis e vestuário de proteção aquando do manuseamento de

Evoltra. Se o produto entrar em contato com os olhos, pele ou membranas mucosas, lave

imediatamente com água em abundância.

Evoltra não deve ser manuseado por mulheres grávidas.

Eliminação

O Evoltra é apenas para utilização única. Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser

eliminados de acordo com as exigências locais.

Leia o documento completo

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de

nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas. Para saber como notificar reações adversas, ver secção 4.8.

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Evoltra 1 mg/ml de concentrado para solução para perfusão

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada ml de concentrado contém 1 mg de clofarabina.

Cada frasco para injetáveis de 20 ml contém 20 mg de clofarabina.

Excipiente com efeito conhecido:

Cada frasco para injetáveis de 20 ml contém 180 mg de cloreto de sódio que é equivalente a 3,6 mg de

sódio por ml (0,2 mmol).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Concentrado para solução para perfusão.

Solução transparente, praticamente incolor com um pH de 4,5 a 7,5 e uma osmolaridade de 270 a

310 mOsm/l.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Tratamento de leucemia linfoblástica aguda (LLA) em doentes pediátricos, com uma patologia

reincidente ou refractária após receberem, pelo menos, dois regimes anteriores e em casos onde não é

esperado que outra opção de tratamento obtenha uma resposta duradoura. A segurança e eficácia

foram avaliadas em estudos realizados com doentes com ≤ 21 anos, no diagnóstico inicial (ver

secção 5.1).

4.2

Posologia e modo de administração

A terapêutica deve ser iniciada e supervisionada por um médico com experiência no tratamento de

doentes com leucemias agudas.

Posologia

População adulta (incluindo idosos)

Atualmente os dados são insuficientes para estabelecer a segurança e a eficácia da clofarabina em

doentes adultos (ver secção 5.2).

População pediátrica

Crianças e adolescentes (≥ 1 ano)

A dose recomendada em monoterapia é 52 mg/m

de área de superfície corporal, administrada por

perfusão intravenosa com a duração de 2 horas por dia, durante 5 dias consecutivos. A área de

superfície corporal deve ser calculada, com base na altura e no peso atual do doente, antes do início de

cada ciclo. Os ciclos de tratamento devem ser repetidos a cada 2 a 6 semanas (a partir do dia do início

do ciclo anterior), após a recuperação da hematopoiese normal (isto é, contagem absoluta de

neutrófilos ≥ 0,75 × 10

/l) e retorno para valores basais da função dos órgãos. Pode justificar-se uma

redução de 25% na dose, nos doentes que apresentem toxicidades significativas (ver abaixo).

Atualmente a experiência em doentes sujeitos a mais do que 3 ciclos de tratamento é limitada, (ver

secção 4.4).

A maioria dos doentes, que respondem à clofarabina, obtém uma resposta, após 1 ou 2 ciclos de

tratamento (ver secção 5.1). Por conseguinte, o médico responsável deve avaliar os potenciais

benefícios e riscos associados à terapêutica continuada, em doentes que não revelem uma melhoria

hematológica e/ou clínica, após dois ciclos de tratamento (ver secção 4.4).

Crianças que pesem < 20 kg

Deve ser considerado um tempo de perfusão de > 2 horas para ajudar a reduzir os sintomas de

ansiedade e irritabilidade, e para evitar concentrações máximas extremamente elevadas de clofarabina

(ver secção 5.2).

Crianças < 1 ano

Não existem dados sobre a farmacocinética, segurança ou eficácia da clofarabina em lactentes.

Portanto, ainda não foi estabelecida uma dose segura e eficaz para doentes (< 1 ano).

Redução de dose para doentes que apresentem toxicidades hematológicas: Se a contagem absoluta de

neutrófilos não recuperar em 6 semanas, desde o início de um ciclo de tratamento, deve ser realizada

uma aspiração/biopsia da medula óssea para determinar uma possível doença refractária. Se não for

evidente a existência de leucemia persistente, é recomendado que a dose para o ciclo seguinte seja

reduzida em 25% da dose anterior, após a recuperação da contagem absoluta de neutrófilos para

≥ 0,75 × 10

/l. Caso os doentes tenham uma contagem absoluta de neutrófilos < 0,5 × 10

/l durante

mais de 4 semanas desde o início do último ciclo, é recomendado que a dose para o ciclo seguinte seja

reduzida em 25%.

Redução de dose em doentes que apresentem toxicidades não-hematológicas

Acontecimentos infeciosos: Se um doente desenvolver uma infeção clinicamente significativa, o

tratamento com clofarabina pode ser suspenso até a infeção estar clinicamente controlada. Nessa

altura, o tratamento pode ser reiniciado com a dose completa. No caso de uma segunda infeção

clinicamente significativa, o tratamento com clofarabina deve ser suspenso até a infeção estar

clinicamente controlada e pode ser reiniciado com uma redução de dose de 25%.

Acontecimentos não-infeciosos: Se um doente tiver uma ou mais toxicidades graves (toxicidades de

Grau 3 dos Critérios de Toxicidade Comum (CTC) do Instituto Nacional do Cancro (INC) dos EUA,

excluindo náuseas e vómitos), o tratamento deve ser adiado até que as toxicidades regressem aos

parâmetros basais ou ao ponto em que já não sejam graves, e o potencial benefício de um tratamento

continuado com clofarabina ultrapasse o risco de tal continuação. Nessa altura, é recomendado que a

clofarabina seja administrada com uma redução de dose de 25%.

Caso um doente tenha a mesma toxicidade grave numa segunda ocasião, o tratamento deve ser adiado

até a toxicidade resolver até aos parâmetros basais ou ao ponto em que já não seja grave, e o potencial

benefício de um tratamento continuado com clofarabina ultrapasse o risco de tal continuação. Nessa

altura, é recomendado que a clofarabina seja administrada com mais uma redução de 25% da dose.

Qualquer doente que apresente uma toxicidade grave numa terceira ocasião, uma toxicidade grave que

não recupere em 14 dias (ver acima para exclusões), ou com uma toxicidade incapacitante ou que

ponha em risco a vida (toxicidade de Grau 4 dos CTC do INC dos EUA), deve ser retirado do

tratamento com clofarabina (ver secção 4.4).

Populações especiais

Doentes que apresentem insuficiência renal:

Os escassos dados disponíveis indicam que a clofarabina se pode acumular em doentes que

apresentem uma redução da depuração da creatinina (ver secções 4.4 e 5.2). A clofarabina está

contraindicada em doentes que apresentem insuficiência renal grave (ver secção 4.3) e deve ser

utilizada com cuidado em doentes que apresentem insuficiência renal ligeira a moderada (ver secção

4.4).

Os doentes que apresentam compromisso renal moderado (depuração da creatinina a 30 - <60 ml/min)

necessitam de uma redução da dose de 50% (ver secção 5.2).

Doentes que apresentem compromisso hepático:

Não existe experiência em doentes que apresentem compromisso hepático (bilirrubina sérica > 1,5 x

limite superior do normal mais AST e ALT > 5 x limite superior ao normal) e o fígado é um potencial

órgão-alvo para a toxicidade. Portanto, a clofarabina está contraindicada em doentes que apresentem

compromisso hepático grave (ver secção 4.3) e deve ser usada com cuidado em doentes que

apresentem compromisso hepático ligeiro a moderado (ver secção 4.4).

Modo de administração

A dose recomendada deve ser administrada por perfusão intravenosa, embora tenha sido administrada

através de um cateter venoso central, em ensaios clínicos. Evoltra não deve ser misturado com outros

medicamentos ou administrado concomitantemente, usando a mesma via intravenosa. (ver secção 6.2).

Para instruções acerca da filtração e diluição do medicamento antes da administração (ver secção 6.6).

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

Utilização em doentes que apresentem insuficiência renal grave ou compromisso hepático grave.

Amamentação (ver secção 4.6).

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Evoltra é um potente agente antineoplásico com reações adversas hematológicas e não-hematológicas

potencialmente significativas (ver secção 4.8).

Os seguintes parâmetros devem ser cuidadosamente monitorizados, em doentes submetidos a

terapêutica com clofarabina:

Devem ser efetuados hemogramas com contagem das plaquetas, em intervalos regulares, mais

frequentemente em doentes que desenvolvam citopenias.

Função renal e hepática antes, durante o tratamento ativo e após a terapêutica. A clofarabina deve

ser descontinuada de imediato, se forem observadas elevações substanciais na creatinina, enzimas

hepáticas e/ou na bilirrubina.

Estado respiratório, pressão arterial, equilíbrio hídrico e peso durante e imediatamente após o 5º

dia do período de administração da clofarabina.

Doenças do sangue e do sistema linfático

A supressão da medula óssea deverá ser espectável. Normalmente é reversível e parece estar

dependente da dose. Foi observada supressão grave da medula óssea, nomeadamente neutropenia,

anemia e trombocitopenia em doentes tratados com clofarabina. Foi notificada hemorragia, incluindo

hemorragia cerebral, gastrointestinal e pulmonar, e pode ser fatal. A maioria dos casos foram

associados com trombocitopenia (ver secção 4.8). Além disso, nos estudos clínicos, no início do

tratamento a maioria dos doentes apresentou insuficiência hematológica como uma manifestação de

leucemia. Devido à imunossupressão pré-existente nestes doentes e à neutropenia prolongada que

pode resultar do tratamento com clofarabina, os doentes correm um maior risco de infeções

oportunistas graves, incluindo sépsis grave com resultados potencialmente fatais. Os doentes devem

ser vigiados quanto a sinais e sintomas de infeção e devem ser prontamente tratados.

Durante o tratamento com clofarabina foram comunicadas ocorrências de enterocolite, incluindo colite

neutropénica, tiflite e colite por C. difficile. Tal ocorreu com mais frequência nos 30 dias a seguir ao

tratamento e em situações de quimioterapia combinada. A enterocolite pode levar a complicações tais

como necrose, perfuração ou sépsis e pode estar associada a um resultado fatal (ver secção 4.8). Os

doentes devem ser monitorizados quanto a sinais e sintomas de enterocolite.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Foram comunicados casos de síndroma de Stevens-Johnson (SSJ) e de necrólise epidérmica tóxica

(NET), incluindo casos fatais (ver secção 4.8). A administração de clofarabina tem de ser interrompida

em caso de erupção cutânea exfoliativa ou bolhosa ou em caso de suspeita de SSJ ou NET.

Neoplasias benignas e malignas (incluindo quistos e polipos) e Doenças do sistema imunitário

A administração da clofarabina resulta numa redução rápida das células leucémicas periféricas. Os

doentes sujeitos a um tratamento com clofarabina devem ser avaliados e monitorizados quanto a sinais

e sintomas da síndroma da lise tumoral e de libertação de citocinas (como por exemplo, taquipneia,

taquicardia, hipotensão, edema pulmonar) que podem evoluir para Síndroma de Resposta Inflamatória

Sistémica (SRIS), síndroma de vazamento capilar e/ou disfunção dos órgãos (ver secção 4.8).

Deve considerar-se a administração profilática de alopurinol, caso se espere hiperuricemia (lise

tumoral).

Os doentes devem receber fluidos intravenosos ao longo do período de 5 dias de administração de

clofarabina para reduzir os efeitos da lise tumoral e outros eventos.

A utilização profilática de esteróides (por exemplo, 100 mg/m

de hidrocortisona do dia 1 ao 3)

pode ser benéfica na prevenção de sinais ou sintomas de SIRS ou vazamento capilar.

A clofarabina deve ser descontinuada de imediato, caso os doentes revelem sinais ou sintomas

precoces de SRIS, síndroma de vazamento capilar ou disfunção substancial dos órgãos, e instituídas as

medidas de suporte apropriadas. Além disso, o tratamento com clofarabina deve ser descontinuado se

o doente por algum motivo desenvolver hipotensão durante os 5 dias de administração. Pode ser

ponderada a reinstituição do tratamento com clofarabina, geralmente numa dose mais baixa, quando os

doentes estiverem estabilizados e a função dos órgãos tiver regressado aos valores basais.

A maioria dos doentes que respondem à clofarabina, obtém uma resposta após 1 ou 2 ciclos de

tratamento (ver secção 5.1). Por conseguinte, o médico responsável deve avaliar os potenciais

benefícios e riscos associados à terapêutica continuada em doentes que não revelem uma melhoria

hematológica e/ou clínica, após dois ciclos de tratamento.

Cardiopatias

Os doentes que apresentem doença cardíaca e os que tomem medicamentos que se sabe que afetam a

pressão arterial ou a função cardíaca devem ser monitorizados cuidadosamente, durante o tratamento

com clofarabina (ver secções 4.5 e 4.8).

Doenças renais e urinárias

Não existe experiência de estudos clínicos em doentes pediátricos que apresentem insuficiência renal

(definida, em estudos clínicos, como creatinina sérica ≥ 2 x limite superior ao normal para a idade) e a

clofarabina é excretada, predominantemente, pelo rim. Dados de farmacocinética da clofarabina

indicam que se pode acumular em doentes com redução da depuração da creatinina (ver secção 5.2).

Por conseguinte, a clofarabina deve ser utilizada com cuidado em doentes que apresentem uma

insuficiência renal ligeira a moderada (ver secção 4.2 para ajustes de dose). O perfil de segurança da

Clofarabina não foi estabelecido em doentes que apresentem insuficiência renal grave ou em doentes

sob terapêutica renal de substituição (ver secção 4.3). A utilização concomitante de medicamentos,

que têm sido associados a toxicidade renal e os que são eliminados pela secreção tubular, como

AINEs, anfotericina B,

metotrexato, aminosidas, organoplatinas, foscarnet, pentamidina,

imunosupressores (ciclosporina, tacrolimus), aciclovir e valganciclovir devem ser evitados

particularmente durante os 5 dias do período de administração da clofarabina; deve ser dada

preferência aos medicamentos para os quais não existam evidências de nefrotoxicidade (ver secções

4.5 e 4.8). Foi observada insuficiência renal ou insuficiência renal aguda como consequência de

infeções, sepsis e síndrome de lise tumoral (ver secção 4.8). Os doentes devem ser monitorizados

quanto à toxicidade renal e a clofarabina deve ser descontinuada, se necessário.

Observou-se que a frequência e a gravidade das reações adversas, em particular infeção,

mielossupressão (neutropenia) e hepatotoxicidade, estão aumentadas quando a clofarabina é utilizada

em combinação. Neste sentido, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados quando a

clofarabina é utilizada em regimes combinados.

Os doentes a receber clofarabina podem apresentar vómitos e diarreia; por conseguinte, devem ser

aconselhados quanto às medidas adequadas que devem tomar para evitar desidratação. Os doentes

devem receber instruções para procurar aconselhamento médico se tiverem sintomas de tonturas,

lipotímias ou diminuição da diurese. Deverá ser considerada terapêutica profilática com medicamentos

anti-eméticos.

Afeções hepatobiliares

Não existe experiência em doentes que apresentem compromisso hepático (bilirrubina sérica > 1,5 x

limite superior do normal mais AST e ALT > 5 x limite superior ao normal) e o fígado é um potencial

órgão-alvo para a toxicidade. Por conseguinte, a clofarabina deve ser usada com cuidado em doentes

que apresentem um compromisso hepático ligeiro a moderado (ver secções 4.2 e 4.3). O uso

concomitante de medicamentos, que tenham estado associados a toxicidade hepática, deve ser evitado

sempre que possível (ver secções 4.5 e 4.8). Se um doente apresentar um episódio de toxicidade

hematológica de neutropenia de Grau 4 (ANC <0,5 x 10

/l) durante ≥4 semanas, no ciclo seguinte a

dose deve ser reduzida em 25%.

Qualquer doente com uma toxicidade grave não hematológica (toxicidade de Grau 3 dos CTC do INC

dos EUA), numa terceira ocasião, com uma toxicidade grave que não recupere em 14 dias (à exceção

de náuseas/vómitos) ou com uma toxicidade não infeciosa e não hematológica incapacitante ou que

ponha em risco a vida (toxicidade de Grau 4 dos CTC do INC dos EUA), deve ser retirado do

tratamento com clofarabina (ver secção 4.2).

Os doentes que tenham recebido anteriormente um transplante de células estaminais hematopoiéticas

(THCE) podem apresentar um maior risco de hepatotoxicidade sugestiva de doença veno-oclusiva

(DVO) após tratamento com clofarabina (40 mg/m

) quando utilizada em combinação com etoposido

(100 mg/m

) e ciclofosfamida (440 mg/m

No período pós-comercialização, após o tratamento com

clofarabina, reacções adversas hepatotóxicas graves de DVO em doentes pediátricos e adultos têm

sido associadas a resultados fatais. Foram notificados casos de hepatite e insuficiência hepática,

incluindo resultados fatais, com o tratamento com clofarabina (ver secção 4.8).

A maioria dos doentes receberam regimes de condicionamento que incluíram busulfan, melfalano e /

ou a combinação de ciclofosfamida e irradiação corporal total. Foram notificados acontecimentos

hepatotóxicos graves num estudo combinado de fase 1/2 em doentes pediátricos com leucemia aguda

em recidiva ou refractária.

Atualmente, existem dados limitados sobre a segurança e a eficácia da clofarabina, quando

administrada durante mais de 3 ciclos de tratamento.

Evoltra contém sódio.

Este medicamento contém 72 mg de sódio por frasco para injetáveis, equivalente a 3,6% da ingestão

diária máxima recomendada pela OMS para o sódio. A dose diária máxima para este medicamento é

equivalente a 23,4% da ingestão diária máxima recomendada pela OMS para o sódio.

Evoltra é considerado rico em sódio. Isto deve ser particularmente tido em conta para quem segue uma

dieta com pouco sal.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram realizados estudos de interação. No entanto, não se conhecem interações clinicamente

significativas com outros medicamentos ou testes laboratoriais.

A clofarabina não é metabolizada, notoriamente, pelo sistema enzimático do citocromo P450 (CYP).

Por conseguinte, é improvável que interaja com substâncias ativas que inibam ou induzam as enzimas

do citocromo P450. Além disso, é improvável que a clofarabina iniba qualquer uma das 5 principais

isoformas humanas do CYP (1A2, 2C9, 2C19, 2D6 e 3A4) ou induza 2 destas isoformas (1A2 e 3A4),

nas concentrações plasmáticas obtidas após a perfusão intravenosa de 52 mg/m

/dia. Como resultado,

não é esperado que afete o metabolismo de substâncias ativas, que sejam substratos conhecidos para

estas enzimas.

A clofarabina é excretada, predominantemente, pelo rim. Portanto, o uso concomitante de

medicamentos, que estejam associados a toxicidade renal e os que são eliminados por secreção

tubular, como AINEs, anfotericina B,

metotrexato, aminosidas, organoplatinas, foscarnet,

pentamidina, ciclosporina, tacrolimus, aciclovir e valganciclovir devem ser evitados particularmente

durante os 5 dias do período de administração da clofarabina (ver secções 4.4, 4.8 e 5.2).

O fígado é um potencial órgão-alvo para a toxicidade. Portanto, o uso concomitante de medicamentos,

que tenham estado associados a toxicidade hepática, deve ser evitado, sempre que possível (ver

secções 4.4 e 4.8).

Os doentes, que tomem medicamentos que se sabe que afetam a pressão arterial ou a função cardíaca,

devem ser monitorizados cuidadosamente, durante o tratamento com clofarabina (ver secções 4.4

e 4.8).

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Contraceção masculina e feminina

As mulheres com potencial para engravidar e os homens com uma vida sexual ativa deverão utilizar

métodos contracetivos eficazes durante o tratamento.

Gravidez

Não existem dados sobre a utilização da clofarabina em mulheres grávidas. Os estudos em animais

revelaram toxicidade reprodutiva, incluindo teratogenicidade (ver secção 5.3). A clofarabina poderá

provocar graves anomalias congénitas em caso de administração durante a gravidez. Por conseguinte,

Evoltra não deverá ser utilizado durante a gravidez, especialmente durante o primeiro trimestre, a

menos que tal seja claramente necessário (isto é, apenas se o potencial benefício para a mãe superar o

risco para o feto). Se uma doente engravidar durante o tratamento com clofarabina, deve ser informada

do possível risco para o feto.

Amamentação

Desconhece-se se a clofarabina ou os seus metabolitos são excretados no leite materno humano. A

excreção da clofarabina no leite não foi estudada em animais. No entanto, devido ao potencial de

reações adversas graves em bebés, o aleitamento deve ser descontinuado antes, durante e após o

tratamento com Evoltra (ver secção 4.3).

Fertilidade

Foram observadas toxicidades, relacionadas com a dose, nos órgãos reprodutores masculinos dos

ratinhos, ratos e cães, e foram observadas toxicidades nos órgãos reprodutores femininos dos ratinhos

(ver secção 5.3.) Como se desconhece o efeito do tratamento com clofarabina na fertilidade humana,

deve ser elaborado um plano reprodutivo com os doentes, conforme as necessidades.

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos da clofarabina sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. No

entanto, os doentes devem ser avisados de que podem ter efeitos indesejáveis, como tonturas, sensação

de “cabeça oca” ou desmaios, durante o tratamento, e aconselhados a não conduzir ou utilizar

máquinas em tais circunstâncias.

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

Quase todos os doentes (98%) sofreram pelo menos um acontecimento adverso considerado pelo

investigador do estudo como estando relacionado com a clofarabina. Os mais frequentemente

notificados foram náuseas (61% dos doentes), vómitos (59%), neutropenia febril (35%), cefaleia

(24%), erupção cutânea (21%), diarreia (20%), prurido (20%), pirexia (19%), síndroma da

eritrodisestesia palmar-plantar (15%), fadiga (14%), ansiedade (12%), inflamação da mucosa (11%), e

afrontamentos (11%). Sessenta e oito doentes (59%) sofreram pelo menos um acontecimento adverso

grave relacionado com clofarabina. Um doente interrompeu o tratamento devido a hiperbilirrubinemia

de grau 4 que foi considerada como estando relacionada com a clofarabina, após ter recebido 52 mg de

clofarabina/m

/dia. Três doentes morreram em consequência de acontecimentos adversos,

considerados pelo investigador do estudo como estando relacionados com o tratamento com

clofarabina: um devido a insuficiência respiratória, lesões hepatocelulares e síndroma de

permeabilidade capilar; um doente devido a sépsis por enterococcus resistentes à vancomicina e

falência de vários órgãos; e um doente devido a choque séptico e falência de vários órgãos.

Lista tabelada de reações adversas

A informação fornecida baseia-se em dados obtidos em ensaios clínicos, nos quais os 115 doentes (>1

21 anos) com leucemia linfoblástica aguda (LLA) ou leucemia mieloide aguda (LMA) receberam,

pelo menos, uma dose de clofarabina na posologia recomendada de 52 mg/m

/dia x 5. As reações

adversas estão listadas por classe de sistema de órgãos e frequência (muito frequentes (

1/10);

frequentes (

1/100 a <1/10), pouco frequentes (

1/1.000 a <1/100; raros (

1/10.000 a <1/1.000) e

muito raros (<1/10.000)) na tabela abaixo. As reações adversas notificadas durante o período pós-

comercialização estão também incluídas na tabela abaixo na categoria de frequência "desconhecida"

(não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis). Dentro de cada grupo de frequência, as

reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade.

Os doentes que apresentem LLA ou LMA em fase avançada podem ter estados clínicos confusos que

dificultem a avaliação da causalidade dos acontecimentos adversos, devido à diversidade de sintomas

relacionados com a doença subjacente, a sua progressão e a coadministração de vários medicamentos.

Reações adversas, consideradas como estando relacionadas com a clofarabina, notificadas com

frequências de ≥ 1/1000 (isto é, em > 1/115 doentes), nos ensaios clínicos

e pós-comercialização

Infeções e infestações

Frequentes: Choque séptico*, sépsis, bacteriemia,

pneumonia, herpes zóster, herpes simplex, candidíase

oral

Frequência desconhecida: Colite C. difficile

Neoplasias benignas, malignas e não

especificadas (incl.quistos e polipos)

Frequentes: Síndroma de lise tumoral*

Doenças do sangue e do sistema linfático

Muito frequentes: Neutropenia febril

Frequentes: Neutropenia

Doenças do sistema imunitário

Frequentes: Hipersensibilidade

Doenças do metabolismo e da nutrição

Frequentes: Anorexia, falta de apetite, desidratação

Frequência desconhecida: hiponatremia

Perturbações do foro psiquiátrico

Muito frequentes: Ansiedade

Frequentes: Agitação, inquietação, alteração do estado

mental

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes: Cefaleia

Frequentes: Sonolência, neuropatia periférica,

parestesia, tonturas, tremor

Afeções do ouvido e do labirinto

Frequentes: Hipoacusia

Cardiopatias

Frequentes: Derrame pericárdico*, taquicardia*

Vasculopatias

Muito frequentes: Afrontamentos*

Frequentes: Hipotensão*, síndroma de vazamento

capilar, hematoma

Doenças respiratórias, torácicas e do

mediastino

Frequentes: Insuficiência respiratória, epistaxis,

dispneia, taquipnéia, tosse

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes: Vómitos, náuseas, diarreia

Frequentes: Hemorragia bucal, hemorragia gengival,

hematemese, dor abdominal, estomatite, dor na parte

superior do abdómen, proctalgia, ulceração bucal

Frequência desconhecida: Pancreatite,elevação da

amilase e lipase séricas, enterocolite, colite

neutropénica, tiflite

Afeções hepatobiliares

Frequentes: Hiperbilirrubinemia, icterícia, doença veno-

oclusiva, elevações na alanina (ALT)* e na aspartato

(AST)* aminotransferases, insuficiência hepática

Pouco frequentes: hepatite

Perturbações gerais e alterações no local

de administração

Muito frequentes: Fadiga, pirexia, inflamação da

mucosa,

Frequentes: Falência de vários órgãos, síndroma de

resposta inflamatória sistémica*, dor, arrepios,

irritabilidade, edema, edema periférico, sentir calor, não

se sentir bem

Afeções dos tecidos cutâneos e

subcutâneos

Muito frequentes: Síndroma da eritrodisestesia

palmar-plantar, prurido

Frequentes: Erupção cutânea maculo-papular, petéquias,

eritema, erupção cutânea com prurido, exfoliação

cutânea, erupção cutânea generalizada, alopecia,

hiperpigmentação da pele, eritema generalizado, erupção

cutânea eritematosa, pele seca, hiperhidrose

Frequência desconhecida: Síndroma de Stevens Johnson

(SSI), necrólise epidérmica tóxica (NET)

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos

conjuntivos

Frequentes: Dor na extremidade, mialgia, dor nos ossos,

dor na parede torácica, artralgia, dor no pescoço e nas

costas

Doenças renais e urinárias

Frequentes: Hematúria*

Frequentes: Insuficiência renal, insuficiência renal

aguda

Exames complementares de diagnóstico

Frequentes: Perda de peso

Complicações de intervenções

relacionadas com lesões e intoxicações

Frequentes: Contusão

* = ver abaixo

**Todas as reações adversas que ocorreram pelo menos duas vezes (ou seja, 2 ou mais reações

(1,7%)) estão incluídas nesta tabela

Descrição das reações adversas selecionadas

Doenças do sangue e do sistema linfático:

As anomalias laboratoriais hematológicas mais frequentes observadas em doentes tratados com

clofarabina foram anemia (83,3%; 95/114); leucopenia (87,7%; 100/114); linfopenia (82,3%; 93/113),

neutropenia (63,7%; 72/113) e trombocitopenia (80,7%; 92/114). A maioria destes acontecimentos foi

de grau

Durante a utilização pós-comercialização foram comunicados casos de citopenias prolongadas

(trombocitopenia, anemia, neutropenia e leucopenia) e de insuficiência da medula óssea. Foram

igualmente observados acontecimentos hemorrágicos associados à trombocitopenia. Foi notificada

hemorragia, incluindo hemorragia cerebral, gastrointestinal e pulmonar, e pode estar associada com

um desfecho fatal (ver secção 4.4).

Vasculopatias: sessenta e quatro doentes em 115 (55,7%) apresentaram, pelo menos, um caso de

vasculopatia. Vinte e três doentes em 115 tiveram um caso de vasculopatia considerado como estando

relacionado com a clofarabina; sendo que o acontecimento mais frequentemente registado foi

afrontamento (13 casos; sem gravidade) e hipotensão (5 casos; todos eles considerados graves; ver

secção 4.4). No entanto, a maioria destes casos de hipotensão foi notificada em doentes que tinham

infeções graves como fatores de confundimento.

Cardiopatias: cinquenta por cento dos doentes tiveram, pelo menos, um caso de cardiopatia.

Onze casos em 115 doentes foram considerados como estando relacionados com a clofarabina;

nenhum deles foi grave e a perturbação cardíaca registada mais frequentemente foi a taquicardia

(35%) (ver secção 4.4); 6,1% (7/115) da taquicardia dos doentes foi considerada como estando

relacionada com a clofarabina. A maioria dos acontecimentos adversos cardíacos foi notificada nos 2

primeiros ciclos.

Derrame pericárdico e pericardite foram notificados como acontecimento adverso em 9% (10/115) dos

doentes. Três destes acontecimentos foram subsequentemente avaliados como estando relacionados

com a clofarabina: derrame pericárdico (2 casos; 1 dos quais foi grave) e pericardite (1 caso; sem

gravidade). Na maioria dos doentes (8/10), o derrame pericárdico e a pericardite foram considerados

assintomáticos e de pouca ou nenhuma importância clínica na avaliação ecocardiográfica. No entanto,

o derrame pericárdico foi clinicamente significativo em dois doentes com algum compromisso

hemodinâmico associado.

Infeções e infestações: quarenta e oito por cento dos doentes já tinham uma ou mais infeções, antes do

tratamento com clofarabina. Um total de 83% dos doentes teve pelo menos uma infeção depois do

tratamento com clofarabina, incluindo infeções fúngicas, virais e bacterianas (ver secção 4.4). Vinte e

um acontecimentos (18,3%) foram considerados relacionados com a clofarabina, dos quais, infeção

relacionada com o cateter (1 caso), sépsis (2 casos) e choque séptico (2 casos); 1 doente morreu (ver

acima), foram considerados graves.

Durante a utilização pós-comercialização foram comunicados casos de infeções bacterianas, fúngicas e

virais, podendo alguns ser fatais. Estas infeções podem levar a choque séptico, insuficiência

respiratória, insuficiência renal e/ou falência de vários órgãos.

Leia o documento completo

30 Churchill Place

Canary Wharf

London E14 5EU

United Kingdom

An agency of the European Union

Telephone

+44 (0)20 3660 6000

Facsimile

+44 (0)20 3660 5555

Send a question via our website

www.ema.europa.eu/contact

© European Medicines Agency, 2016. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged.

EMA/818330/2015

EMEA/H/C/000613

Resumo do EPAR destinado ao público

Evoltra

clofarabina

Este é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR) relativo ao Evoltra. O seu objetivo

é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) avaliou o medicamento

a fim de emitir um parecer favorável à concessão de uma autorização de introdução no mercado, bem

como as suas recomendações sobre as condições de utilização do Evoltra.

O que é o Evoltra?

O Evoltra é um medicamento contra o cancro que contém a substância ativa clofarabina. Está disponível

na forma de um concentrado destinado à preparação de uma solução para perfusão (administração

gota-a-gota numa veia).

Para que é utilizado o Evoltra?

O Evoltra é utilizado no tratamento de crianças e adultos até aos 21 anos de idade com leucemia

linfoblástica aguda (LLA), um cancro dos linfócitos (um tipo de glóbulo branco). É utilizado quando a

doença não responde ao tratamento ou reaparece após, pelo menos, dois tratamentos anteriores, e

quando não se prevê que a doença responda a outro tratamento.

Dado o número de doentes afetados por LLA ser reduzido, a doença é considerada rara, pelo que o

Evoltra foi designado medicamento órfão (medicamento utilizado em doenças raras) em 5 de fevereiro

de 2002.

O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.

Como se utiliza o Evoltra?

O tratamento com o Evoltra deve ser iniciado e acompanhado por um médico com experiência no

tratamento de doentes com leucemias agudas. A dose recomendada é de 52 mg por metro quadrado de

área de superfície corporal (calculada com base na altura e no peso do doente). É administrado por

perfusão intravenosa com a duração de duas horas por dia, durante cinco dias consecutivos. O

Evoltra

EMA/818330/2015

Página 2/3

tratamento deve ser repetido de duas em duas ou de seis em seis semanas. A maioria dos doentes que

responde ao tratamento obtém uma resposta após um ou dois ciclos de tratamento.

Para mais informações, consulte o Folheto Informativo.

Como funciona o Evoltra?

A substância ativa do Evoltra, a clofarabina, é um citotóxico (um medicamento que elimina as células

em divisão, como as células cancerígenas). Pertence ao grupo dos medicamentos contra o cancro

designado por antimetabolitos. A clofarabina é um análogo da adenina, que faz parte do material

genético fundamental das células (ADN e ARN). Isto significa que, no organismo, a clofarabina toma o

lugar da adenina e interfere com as enzimas envolvidas na produção do material genético denominado

«ADN polimerase» e «ARN redutase». Tal impede as células de produzir novo ADN e ARN, e retarda o

crescimento de células tumorais.

Como foi estudado o Evoltra?

O Evoltra foi analisado num estudo que incluiu 61 doentes com LLA com menos de 21 anos de idade.

Todos os doentes tinham recebido anteriormente pelo menos dois outros tipos de tratamento, mas não

eram elegíveis para qualquer outro tratamento. A média de idades dos doentes tratados foi de 12 anos.

O principal parâmetro de eficácia foi o número de doentes que obtiveram remissão (ausência de células

leucémicas na medula óssea e recuperação completa ou parcial dos valores normais da contagem de

células sanguíneas). O estudo não comparou o Evoltra com qualquer outro tratamento.

Qual o benefício demonstrado pelo Evoltra durante os estudos?

No estudo principal, 20 % dos doentes obtiveram remissão (12 em 61). Globalmente, os doentes que

participaram no estudo sobreviveram, em média, 66 semanas.

Após o tratamento com o Evoltra, 10 doentes puderem ser submetidos a um transplante de células

estaminais. Trata-se de um procedimento complexo em que o doente recebe células estaminais de um

dador compatível para ajudar a restabelecer a medula óssea. As células estaminais são células que

podem transformar-se em vários tipos de células.

Qual é o risco associado ao Evoltra?

Os efeitos secundários mais frequentes associados ao Evoltra (observados em mais de 1 doente em

cada 10) foram neutropenia febril (contagens baixas de glóbulos brancos acompanhadas de febre),

ansiedade, dor de cabeça, rubor (vermelhidão da face), vómitos, diarreia, náuseas (enjoo),

eritrodisestesia palmar-plantar (erupção cutânea e formigueiro na palma das mãos e na planta dos

pés), prurido (comichão), pirexia (febre), inflamação das mucosas (inflamação das superfícies húmidas

do corpo, como o revestimento da boca) e fadiga (cansaço). Para a lista completa dos efeitos

secundários comunicados relativamente ao Evoltra, consulte o Folheto Informativo.

O Evoltra é contraindicado em doentes com doença grave nos rins ou no fígado. O aleitamento deve ser

interrompido antes, durante e após o tratamento com o Evoltra. Para a lista completa de restrições de

utilização, consulte o Folheto Informativo.

Por que foi aprovado o Evoltra?

Os doentes com LLA que não responderam ou que tiveram recaída após pelo menos dois tratamentos,

têm muito poucas hipóteses de sobrevivência. O CHMP concluiu que o tratamento com o Evoltra pode

Evoltra

EMA/818330/2015

Página 3/3

constituir uma forma de obter a remissão e de facilitar um transplante de células estaminais. O Comité

concluiu que os benefícios do Evoltra são superiores aos seus riscos e recomendou a concessão de uma

autorização de introdução no mercado.

O Evoltra foi autorizado em circunstâncias excecionais. Isto significa que, como se trata de uma doença

rara, não foi possível obter informações completas sobre o Evoltra. A Agência Europeia de

Medicamentos (EMA) procederá, anualmente, à análise de novas informações eventualmente

disponíveis e, se necessário, à atualização do presente resumo.

Que informação ainda se aguarda sobre o Evoltra?

A empresa que comercializa o Evoltra criará um registo para monitorizar os efeitos secundários do

medicamento.

Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz

do Evoltra?

Foi desenvolvido um plano de gestão dos riscos para garantir a utilização segura do Evoltra. Com base

neste plano, foram incluídas informações de segurança no Resumo das Características do Medicamento

e no Folheto Informativo do Evoltra, incluindo as precauções apropriadas a observar pelos profissionais

de saúde e pelos doentes.

Outras informações sobre o Evoltra

Em 29 de maio de 2006, a Comissão Europeia concedeu uma Autorização de Introdução no Mercado,

válida para toda a União Europeia, para o medicamento Evoltra.

O EPAR completo relativo ao Evoltra pode ser consultado no sítio Internet da Agência em:

ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/European Public Assessment Reports

. Para mais

informações sobre o tratamento com o Evoltra, leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR) ou

contacte o seu médico ou farmacêutico.

O resumo do parecer emitido pelo Comité dos Medicamentos Órfãos para o Evoltra pode ser consultado

no sítio Internet da Agência: ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/Rare Disease

Designations.

Este resumo foi atualizado pela última vez em 12-2015

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação