Etoricoxib Normon 120 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Etoricoxib
Disponível em:
Laboratórios Normon, S.A.
Código ATC:
M01AH05
DCI (Denominação Comum Internacional):
Etoricoxib
Dosagem:
120 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Etoricoxib 120 mg
Via de administração:
Via oral
Classe:
9.1.9 - Inibidores selectivos da Cox 2
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
etoricoxib
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Curta ou Média Duração
Resumo do produto:
Blister 7 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5711635 CNPEM: 50103067 CHNM: 10033073 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 7 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5711643 CNPEM: 50103067 CHNM: 10033073 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 7 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5711650 CNPEM: 50103067 CHNM: 10033073 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
ES/H/0415/004/DC
Data de autorização:
2017-03-17

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APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o doente

Etoricoxib Normon 30 mg comprimidos revestidos por película

Etoricoxib Normon 60 mg comprimidos revestidos por película

Etoricoxib Normon 90 mg comprimidos revestidos por película

Etoricoxib Normon 120 mg comprimidos revestidos por película

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Etoricoxib Normon e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Etoricoxib Normon

3. Como tomar Etoricoxib Normon

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Etoricoxib Normon

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Etoricoxib Normon e para que é utilizado

Etoricoxib Normon contém a substância ativa etoricoxib e é um medicamento do grupo

de medicamentos chamados inibidores seletivos da ciclooxigenase 2 (COX-2). Estes

pertencem a uma família de medicamentos chamados antiinflamatórios não esteroides

(AINEs).

Para que é utilizado o Etoricoxib Normon?

Etoricoxib ajuda a reduzir a dor e inchaço (inflamação) nas articulações e músculos de

pessoas com idade igual ou superior a 16 anos com osteoartrite, artrite reumatoide,

espondilite anquilosante e gota.

Etoricoxib é também usado no tratamento de curta duração da dor moderada após

cirurgia dentária em pessoas com idade igual ou superior a 16 anos.

O que é a osteoartrite?

A osteoartrite é uma doença das articulações. Resulta da degradação gradual da

cartilagem que reveste as extremidades dos ossos. Provoca inchaço (inflamação), dor,

sensibilidade, rigidez e incapacidade.

O que é a artrite reumatoide?

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A artrite reumatoide é uma doença inflamatória de longa duração das articulações. Esta

doença provoca dor, rigidez, inchaço e aumento da perda de movimento nas articulações

afetadas. Também causa inflamação noutras áreas do corpo.

O que é a gota?

A gota é uma doença em que surgem crises súbitas e repetidas muito dolorosas de

inflamação e vermelhidão nas articulações. É causada por depósitos de cristais minerais

nas articulações.

O que é a espondilite anquilosante?

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória que afeta a coluna e as grandes

articulações.

2. O que precisa de saber antes de tomar Etoricoxib Normon

Não tome Etoricoxib Normon:

se tem alergia ao etoricoxib ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6);

se tem alergia aos medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), incluindo

ácido acetilsalicílico e inibidores da COX-2 (ver secção 4);

se tem atualmente uma úlcera no estômago ou hemorragia no estômago ou nos intestinos;

se tem doença grave do fígado;

se tem doença grave dos rins;

se está grávida ou suspeita que está grávida ou está a amamentar (ver “Gravidez,

amamentação e fertilidade”);

se tem menos de 16 anos de idade;

se tem doença inflamatória do intestino, tal como Doença de Crohn, Colite Ulcerosa ou

Colite;

se tem hipertensão que não está controlada por tratamento (pergunte ao seu médico ou

enfermeiro se não tiver a certeza de que a sua pressão arterial está devidamente

controlada);

se o seu médico lhe diagnosticou problemas cardíacos incluindo insuficiência cardíaca

(do tipo moderado ou grave), angina de peito (dor no peito) ou se teve um ataque

cardíaco, uma cirurgia de bypass, arteriopatia periférica (problemas de circulação nas

pernas e pés em consequência de ter as artérias estreitas ou bloqueadas) ou se teve

qualquer tipo de acidente vascular cerebral (incluindo AVC transitório, acidente

isquémico transitório - AIT). O etoricoxib pode aumentar-lhe ligeiramente o risco de

ataque cardíaco ou de acidente vascular cerebral e é por isso que não deve ser utilizado

por pessoas que já tiveram problemas cardíacos ou acidente vascular cerebral.

Se pensa que alguma destas situações se aplica a si, não tome os comprimidos até

consultar o seu médico.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Etoricoxib Normon se:

tem história de úlcera ou hemorragia do estômago;

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está desidratado em consequência, por exemplo, de vómitos ou diarreia prolongados;

tem inchaço devido a retenção de líquidos;

tem história de insuficiência cardíaca ou de alguma outra forma de doença cardíaca;

tem história de pressão arterial elevada. Em algumas pessoas o etoricoxib, especialmente

em doses elevadas, pode aumentar a pressão arterial, por isso o seu médico irá verificar a

sua pressão arterial regularmente;

tem história de doença do fígado ou dos rins;

está a ser tratado para uma infeção. O etoricoxib pode mascarar ou esconder a febre, que

é um sinal de infecção;

é uma mulher a tentar engravidar;

tem mais de 65 anos de idade;

tem diabetes, colesterol elevado ou é fumador. Estas situações podem aumentar o seu

risco de doença cardíaca.

Se não tem a certeza se alguma das situações anteriores se aplica a si, fale com o seu

médico antes de tomar Etoricoxib Normon para ver se este medicamento é adequado para

O etoricoxib atua bem em doentes adultos jovens e idosos. Se tem mais de 65 anos de

idade, o seu médico poderá querer observá-lo(a) regularmente. Não é necessário qualquer

ajuste da dose em doentes com mais de 65 anos de idade.

Crianças e adolescentes

Não administre este medicamento a crianças e adolescentes com menos de 16 anos de

idade.

Outros medicamentos e Etoricoxib Normon

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou

se vier a tomar outros medicamentos.

Ao iniciar o tratamento com Etoricoxib Normon, o seu médico pode querer certificar-se

de que os medicamentos que já está a tomar continuarão a atuar de forma conveniente,

em particular se toma:

Medicamentos que diluem o seu sangue (anticoagulantes), tais como a varfarina.

Rifampicina (um antibiótico).

Metotrexato (medicamento usado para a supressão do sistema imunitário e normalmente

usado na artrite reumatoide).

Ciclosporina ou tacrolímus (medicamentos usados para a supressão do sistema

imunitário).

Lítio (um medicamento usado para tratar alguns tipos de depressão).

Medicamentos usados para ajudar a controlar a pressão arterial elevada e a insuficiência

cardíaca, chamados inibidores ECA e bloqueadores dos recetores da angiotensina,

exemplos incluem o enalapril e o ramipril, e o losartan e o valsartan.

Diuréticos (medicamentos para urinar).

Digoxina (um medicamento para a insuficiência cardíaca e ritmo cardíaco irregular).

Minoxidil (um medicamento usado para tratar a pressão arterial elevada).

Salbutamol em comprimidos ou em solução oral (um medicamento para a asma).

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Pílulas anticoncepcionais (a combinação pode aumentar o risco de efeitos secundários).

Terapêutica hormonal de substituição (a combinação pode aumentar o risco de efeitos

secundários).

Ácido acetilsalicílico (aspirina); o risco de úlceras do estômago é maior se tomar

Etoricoxib Normon com ácido acetilsalicílico.

Ácido acetilsalicílico para prevenção de ataques cardíacos e acidente vascular cerebral:

Etoricoxib Normon pode ser tomado com uma dose baixa de ácido acetilsalicílico para

prevenir ataques cardíacos ou acidente vascular cerebral. Se está atualmente a tomar uma

dose baixa de ácido acetilsalicílico para prevenir ataques cardíacos ou um acidente

vascular cerebral, não deve parar de tomar ácido acetilsalicílico até falar com o seu

médico.

Ácido acetilsalicílico e outros anti-inflamatórios não esteróides (AINEs):

Não tome doses elevadas de ácido acetilsalicílico ou outros medicamentos anti-

inflamatórios enquanto estiver a tomar Etoricoxib Normon.

Etoricoxib Normon com alimentos e bebidas

O início do efeito do Etoricoxib Normon pode ser mais rápido quando tomado sem

alimentos.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Gravidez

Etoricoxib Normon não deve ser tomado durante a gravidez. Se está grávida ou pensa

estar grávida, ou se planeia engravidar, não tome os comprimidos. Se ficar grávida, pare

de tomar os comprimidos e consulte o seu médico. Consulte o seu médico se tiver

dúvidas ou precisar de mais conselhos.

Amamentação

Não se sabe se o etoricoxib passa para o leite materno. Se está a amamentar ou planeia

amamentar, consulte o seu médico antes de tomar este medicamento. Se está a tomar

Etoricoxib Normon, não pode amamentar.

Fertilidade

Etoricoxib Normon não é recomendado em mulheres que pretendam engravidar.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Alguns doentes a tomar etoricoxib sentiram tonturas, vertigens (sensação de andar à roda)

e sonolência.

Não conduza nem utilize quaisquer ferramentas ou máquinas se sentir estes efeitos

secundários.

3. Como tomar Etoricoxib Normon

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

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Não tome mais que a dose recomendada para a sua doença. O seu médico irá avaliar o

seu tratamento periodicamente. É importante que utilize a dose mais baixa que controla a

sua dor e que não tome Etoricoxib Normon durante mais tempo do que o necessário. O

risco de ataque cardíaco ou de acidente vascular cerebral pode aumentar após tratamento

prolongado, especialmente com doses elevadas.

Estão disponíveis diferentes dosagens deste medicamento e, dependendo da sua doença, o

seu médico irá prescrever a dosagem mais apropriada.

A dose recomendada é:

Osteoartrite

A dose recomendada é de 30 mg uma vez por dia, aumentada para um máximo de 60 mg

uma vez por dia, se necessário.

Artrite reumatóide

A dose recomendada é de 60 mg uma vez por dia, aumentada para um máximo de 90 mg

uma vez por dia, se necessário.

Espondilite anquilosante

A dose recomendada é de 60 mg uma vez por dia, aumentada para um máximo de 90 mg

uma vez por dia, se necessário.

Situações de dor aguda

Etoricoxib dever ser usado apenas no período de dor aguda.

Gota

A dose recomendada é de 120 mg uma vez por dia, que deverá ser usada apenas no

período de dor aguda, limitada a um máximo de 8 dias de tratamento.

Dor pós-operatória na cirurgia dentária

A dose recomendada é de 90 mg uma vez por dia, limitada a um máximo de 3 dias de

tratamento.

Pessoas com problemas de fígado

- Se tem doença de fígado ligeira, não deverá tomar mais de 60 mg por dia.

- Se tem doença de fígado moderada, não deverá tomar mais de 30 mg por dia.

Utilização em crianças e adolescentes

Etoricoxib Normon não deve ser tomado por crianças ou adolescentes com menos de 16

anos de idade.

Doentes com mais de 65 anos de idade

Não é necessário ajuste de dose em doentes com mais de 65 anos de idade. Tal como

outros medicamentos, recomenda-se precaução em doentes idosos.

Método de administração

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Este medicamento é para uso oral. Tome Etoricoxib Normon uma vez por dia. Este

medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos.

Se tomar mais Etoricoxib Normon do que deveria

Nunca deve tomar mais comprimidos do que os recomendados pelo seu médico. Pode ter

problemas com o seu estomago ou intestinos, coração ou rins. Se tomar demasiados

comprimidos de Etoricoxib Normon, deve falar imediatamente com o seu médico ou

dirigir-se ao serviço de urgência do hospital mais próximo e levar consigo a embalagem

dos comprimidos.

Caso se tenha esquecido de tomar Etoricoxib Normon

É importante que tome Etoricoxib Normon tal como lhe foi receitado pelo seu médico. Se

se esquecer de tomar uma dose, retome o horário de toma usual no dia seguinte. Não

tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

Se tem outras dúvidas acerca da utilização deste medicamento, contacte o seu médico ou

o seu farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Se desenvolver algum destes sinais deve parar de tomar Etoricoxib Normon e falar com o

seu médico imediatamente (ver secção 2):

Surgir ou piorar falta de ar, dores no peito ou inchaço no tornozelo.

Olhos e pele amarelecidos (icterícia) – que são sinais de problemas no fígado.

Dor abdominal forte ou persistente ou se as fezes se tornarem negras.

Uma reação alérgica – que pode incluir problemas na pele, tais como úlceras ou

vesículas, ou inchaço da face, lábios, língua ou garganta que podem causar dificuldade a

respirar.

Os seguintes efeitos secundários podem ocorrer durante o tratamento com Etoricoxib

Normon:

Muito frequentes (afetam mais de 1 utilizador em cada 10)

Dor de estômago.

Frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100)

Inflamação do alvéolo (inflamação e dor após extração dentária).

Inchaço das pernas e/ou pés devido a retenção de líquidos (edema).

Tonturas, dor de cabeça.

Palpitações (batimento cardíaco rápido ou irregular), ritmo cardíaco irregular (arritmia).

Pressão arterial elevada.

Respiração ruidosa ou dificuldade em respirar (broncospasmo).

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Obstipação, gases intestinais (gás excessivo), gastrite (inflamação do revestimento do

estômago), azia, diarreia, indigestão (dispepsia) /desconforto do estômago, náuseas,

enjoos (vómitos), inflamação do esófago, úlceras na boca.

Alterações nas análises ao sangue relacionadas com o seu fígado.

Nódoas negras.

Fraqueza e fadiga, doença semelhante a gripe.

Pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000)

Gastroenterite (inflamação do trato gastrointestinal que reveste tanto o estômago como o

intestino delgado/gripe do estômago), infeção das vias respiratórias superiores, infeção do

trato urinário.

Diminuição do número de glóbulos vermelhos, diminuição do número de glóbulos

brancos, diminuição das plaquetas.

Hipersensibilidade (uma reação alérgica incluindo urticária que pode ser suficientemente

grave para exigir atenção médica imediata).

Aumento ou diminuição do apetite, aumento de peso.

Ansiedade, depressão, diminuição da perspicácia mental, ver, sentir ou ouvir coisas que

não estão presentes (alucinações).

Alteração do paladar, dificuldade em adormecer, adormecimento ou formigueiro,

sonolência.

Visão turva, irritação e vermelhidão ocular.

Zumbidos nos ouvidos, vertigens (sensação de cabeça a andar à roda enquanto está

parado).

Ritmo cardíaco alterado (fibrilação auricular), frequência cardíaca rápida, insuficiência

cardíaca, sensação de tensão, pressão ou aperto no peito (angina de peito), ataque

cardíaco.

Afrontamento, acidente vascular cerebral, AVC transitório (acidente isquémico

transitório), aumento grave da pressão arterial, inflamação dos vasos sanguíneos.

Inchaço no estômago ou intestino, alteração nos seus hábitos intestinais, boca seca,

úlceras gástricas, inflamação do revestimento do estômago que se pode tornar grave e

originar hemorragias, síndrome do intestino irritável, inflamação do pâncreas.

Inchaço da face, irritação ou comichão na pele, vermelhidão da pele.

Cãibras/espasmos musculares, rigidez/dor muscular.

Níveis de potássio elevados no seu sangue, alterações nas análises ao sangue ou à urina

relacionadas com os seus rins, problemas renais graves.

Dor no peito.

Raros (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000)

Angioedema (uma reação alérgica com inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta que

pode causar dificuldade em respirar ou engolir e que pode ser suficientemente grave para

exigir atenção médica imediata) / reações anafiláticas/anafilactóides, incluindo choque

(uma reação alérgica grave que exige atenção médica imediata).

Confusão, agitação.

Problemas no fígado (hepatite).

Níveis baixos de sódio no sangue.

Insuficiência hepática, amarelecimento da pele e/ou olhos (icterícia).

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Reações graves da pele.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED I.P. através dos contactos

abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações

sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel.: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Etoricoxib Normon

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem após

VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao

seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Etoricoxib Normon

A substância ativa é o etoricoxib. Cada comprimido revestido por película contém 30, 60,

90 ou 120 mg de etoricoxib.

Os outros componentes (excipientes) são:

Núcleo: Croscarmelose sódica (E468), celulose microcristalina (E460) e estearato de

magnésio (E470b).

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Revestimento: Hipromelose (E464), dióxido de titânio (E171), triacetina (E1518), talco

(E553b), laca de alumínio de indigotina (E132) (este excipiente não está presente no

Etoricoxib Normon 90 mg) e óxido de ferro amarelo (E172) (este excipiente não está

presente no Etoricoxib Normon 90 mg).

Qual o aspeto de Etoricoxib Normon e conteúdo da embalagem

Etoricoxib Normon 30 mg: comprimidos revestidos por película, azuis esverdeados,

redondos, biconvexos. Cada embalagem contém 28 comprimidos revestidos por película.

Etoricoxib Normon 60 mg: comprimidos revestidos por película, verdes escuros,

redondos, biconvexos. Cada embalagem contém 28 comprimidos revestidos por película.

Etoricoxib Normon 90 mg: comprimidos revestidos por película, brancos, redondos,

biconvexos. Cada embalagem contém 28 comprimidos revestidos por película.

Etoricoxib Normon 120 mg: comprimidos revestidos por película, verde-pálido,

redondos, biconvexos. Cada embalagem contém 7 comprimidos revestidos por película.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Laboratórios NORMON, S.A.

Av. Infante D. Henrique, nº 333-H,

Piso 3, Esc. 42

1800-282 Lisboa

Portugal

Fabricante

Laboratorios NORMON, S.A.

Ronda de Valdecarrizo, 6

28760 Tres Cantos - Madrid

Espanha

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Portugal

Etoricoxib Normon 30 mg comprimidos revestidos por película

Etoricoxib Normon 60 mg comprimidos revestidos por película

Etoricoxib Normon 90 mg comprimidos revestidos por película

Etoricoxib Normon 120 mg comprimidos revestidos por película

Espanha

Etoricoxib Gobens 30 mg comprimidos recubiertos con película EFG

Etoricoxib Gobens 60 mg comprimidos recubiertos con película EFG

Etoricoxib Gobens 90 mg comprimidos recubiertos con película EFG

Etoricoxib Gobens 120 mg comprimidos recubiertos con película EFG

Este folheto foi revisto pela última vez em

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Informação detalhada sobre este medicamento está disponível no site do INFARMED,

I.P.(www.infarmed.pt).

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Etoricoxib Normon 30 mg comprimidos revestidos por película

Etoricoxib Normon 60 mg comprimidos revestidos por película

Etoricoxib Normon 90 mg comprimidos revestidos por película

Etoricoxib Normon 120 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 30 mg de etoricoxib.

Cada comprimido revestido por película contém 60 mg de etoricoxib.

Cada comprimido revestido por película contém 90 mg de etoricoxib.

Cada comprimido revestido por película contém 120 mg de etoricoxib.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Etoricoxib Normon 30 mg: comprimidos azuis esverdeados, redondos, biconvexos.

Etoricoxib Normon 60 mg: comprimidos verdes escuros, redondos, biconvexos.

Etoricoxib Normon 90 mg: comprimidos brancos, redondos, biconvexos.

Etoricoxib Normon 120 mg: comprimidos verde-pálido, redondos, biconvexos.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Etoricoxib Normon está indicado em adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 16

anos para o alívio sintomático daosteoartrite, artrite reumatoide, espondilite anquilosante, e da dor

e sinais de inflamação associados a artrite gotosa aguda.

Etoricoxib Normon está indicado em adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 16

anos para o tratamento de curta duração da dor moderada associada a cirurgia dentária.

A decisão de prescrever um inibidor seletivo da ciclooxigenase-2 (COX-2) deve basear-se na

avaliação global dos riscos individuais do doente (ver secções 4.3, 4.4).

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Uma vez que o risco cardiovascular relacionado com a utilização de etoricoxib pode aumentar

com a dose e a duração da exposição, deverá usar-se a menor dose diária eficaz, na menor

duração possível.

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INFARMED

A necessidade de alívio sintomático e a resposta do doente à terapêutica deverão ser reavaliadas

periodicamente, especialmente em doentes com osteoartrite (ver secções 4.3, 4.4, 4.8 e 5.1).

Osteoartrite

A dose recomendada é de 30 mg uma vez por dia. Em alguns doentes com alívio sintomático

insuficiente, um aumento da dose para 60 mg, uma vez por dia, pode aumentar a eficácia. Na

ausência

aumento

benefício

terapêutico

devem

consideradas

outras

opções

terapêutica

Artrite reumatoide

A dose recomendada é de 60 mg uma vez por dia. Em alguns doentes com alívio sintomático

insuficiente, um aumento da dose para 90 mg, uma vez por dia, pode aumentar a eficácia. Uma

vez que o doente esteja clinicamente estabilizado, pode ser apropriado efetuar uma titulação para

uma dose de 60 mg. Na ausência de um aumento no benefício terapêutico devem ser consideradas

outras opções terapêuticas.

Espondilite anquilosante

A dose recomendada é de 60 mg uma vez por dia. Em alguns doentes com alívio sintomático

insuficiente, um aumento da dose para 90 mg, uma vez por dia, pode aumentar a eficácia. Uma

vez que o doente esteja clinicamente estabilizado, pode ser apropriado efetuar uma titulação para

uma dose de 60 mg. Na ausência de um aumento no benefício terapêutico devem ser consideradas

outras opções terapêuticas.

Situações de dor aguda

Em situações de dor aguda, o etoricoxib deve ser usado apenas no período sintomático agudo.

Artrite gotosa aguda

A dose recomendada é de 120 mg uma vez por dia. Em estudos clínicos para a artrite gotosa

aguda, o etoricoxib foi administrado durante 8 dias.

Dor pós operatória na cirurgia dentária

A dose recomendada é de 90 mg uma vez por dia, limitado a um máximo de 3 dias. Alguns

doentes podem precisar de analgesia pós-operatória adicional durante o período de tratamento de

três dias.

Doses

superiores

doses

recomendadas

para

cada

indicação

não

demonstraram

eficácia

adicional ou não foram estudadas. Assim:

A dose para a osteoartrite não deve exceder 60 mg por dia.

A dose para a artrite reumatoide e espondilite anquilosante não deve exceder 90 mg por dia.

A dose para a artrite gotosa aguda não deve exceder 120 mg por dia, limitada a um máximo de

8 dias de tratamento.

A dose para a dor aguda pós-operatória na cirurgia dentária não deve exceder 90 mg por dia,

limitado a um máximo de 3 dias.

Populações especiais

Idosos

Não

necessário

qualquer

ajuste

posológico

doentes

idosos.

Como

outros

medicamentos, recomenda-se precaução em doentes idosos (ver secção 4.4).

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INFARMED

Doentes com insuficiência hepática

Independentemente da indicação, em doentes com insuficiência hepática ligeira (pontuação 5-6

na escala de Child Pugh) não deve ser excedida uma dose de 60 mg uma vez por dia. Em doentes

insuficiência

hepática

moderada

(pontuação

escala

Child

Pugh),

independentemente da indicação, não deve ser excedida a dose de 30 mg uma vez por dia.

É recomendada precaução, particularmente em doentes com insuficiência hepática moderada,

pois a experiência clínica é limitada. Não há experiência clínica em doentes com insuficiência

hepática grave (pontuação

10 na escala de Child Pugh), pelo que o seu uso está contraindicado

nestes doentes (ver secções 4.3, 4.4 e 5.2).

Doentes com insuficiência renal

Não é necessário qualquer ajuste posológico em doentes com depuração da creatinina

30 ml/min

(ver secção 5.2). Está contraindicada a utilização de etoricoxib em doentes com depuração da

creatinina <30 ml/min (ver secções 4.3 e 4.4).

População pediátrica

O etoricoxib é contraindicado em crianças e adolescentes com menos de 16 anos de idade (ver

secção 4.3).

Modo de administração

Etoricoxib Normon é administrado por via oral e pode ser tomado com ou sem alimentos. O

início do efeito do medicamento pode ser mais rápido quando Etoricoxib Normon é administrado

sem alimentos. Este facto deve ser considerado quando for necessário um alívio sintomático

rápido.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos excipientes mencionados na secção

6.1.

Úlcera péptica ativa ou hemorragia gastrointestinal (GI) ativa.

Doentes

antecedentes

broncospasmo,

rinite

aguda,

pólipos

nasais,

edema

angioneurótico, urticária ou reações do tipo alérgico após a administração de ácido acetilsalicílico

ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) incluindo os inibidores da COX2 (ciclo-oxigenase-

Gravidez e aleitamento (ver secções 4.6 e 5.3).

Insuficiência hepática grave (albumina sérica <25 g/l ou pontuação

10 na escala de Child-

Pugh).

Depuração da creatinina estimada em <30 ml/min.

Crianças e adolescentes com menos de 16 anos de idade.

Doença intestinal inflamatória.

Insuficiência cardíaca congestiva (NYHA II-IV).

Doentes com hipertensão cuja pressão arterial esteja persistentemente acima de 140/90 mmHg

e não tenha sido controlada de forma adequada.

Cardiopatia isquémica, arteriopatia periférica e/ou doença cerebrovascular estabelecidas.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Efeitos gastrointestinais

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

Em doentes tratados com etoricoxib ocorreram complicações gastrointestinais do trato superior

[perfurações, úlceras ou hemorragias (PUHs)], algumas delas com resultados fatais.

Recomenda-se precaução no tratamento de doentes com maior risco de desenvolverem uma

complicação gastrointestinal com os AINE: os idosos, doentes a utilizarem concomitantemente

qualquer

outro

AINE

ácido

acetilsalicílico,

doentes

história

prévia

doença

gastrointestinal, tal como ulceração e hemorragia GI.

Existe

aumento

adicional

risco

efeitos

adversos

gastrointestinais

(ulceração

gastrointestinal

outras

complicações

gastrointestinais)

quando

etoricoxib

tomado

concomitantemente com o ácido acetilsalicílico (mesmo em baixas doses). Em ensaios clínicos de

longa

duração

não

demonstrada

diferença

significativa

segurança

entre

inibidores seletivos da COX-2 + ácido acetilsalicílico vs. AINEs + ácido acetilsalicílico (ver

secção 5.1).

Efeitos cardiovasculares

Os ensaios clínicos sugerem que os fármacos da classe dos inibidores seletivos da COX-2 podem

estar associados a um risco de acontecimentos trombóticos (especialmente enfarte do miocárdio

(EM) e acidente vascular cerebral (AVC)), comparativamente com o placebo e alguns AINEs.

Uma vez que o risco cardiovascular relacionado com a utilização de etoricoxib pode aumentar

com a dose e a duração da exposição, deverá usar-se a menor dose diária eficaz, na menor

duração possível. Devem ser reavaliadas periodicamente a necessidade de alívio sintomático e a

resposta do doente à terapêutica, especialmente em doentes com osteoartrite (ver secções 4.2, 4.3,

4.8 e 5.1).

doentes

fatores

risco

significativos

para

ocorrência

acontecimentos

cardiovasculares (por exemplo hipertensão, hiperlipidémia, diabetes mellitus, hábitos tabágicos)

só devem ser tratados com etoricoxib após uma avaliação cuidadosa (ver secção 5.1).

Os inibidores seletivos da COX-2 não são substitutos do ácido acetilsalicílico na profilaxia das

doenças cardiovasculares tromboembólicas, uma vez que não possuem atividade antiagregante

plaquetária. Por isso, as terapêuticas antiagregantes plaquetárias não devem ser interrompidas

(ver secções 4.5 e 5.1).

Efeitos renais

As prostaglandinas renais podem desempenhar uma função compensadora na manutenção da

perfusão renal. Por isso, sempre que haja compromisso da perfusão renal, a administração de

etoricoxib pode causar uma redução na formação de prostaglandinas e, secundariamente, no fluxo

sanguíneo renal, diminuindo assim, a função renal. Os doentes que apresentam maior risco de

desencadear esta resposta são os que têm insuficiência significativa da função renal pré-existente,

insuficiência cardíaca descompensada ou cirrose. Deve considerar-se a monitorização da função

renal nestes doentes.

Retenção de líquidos, edema e hipertensão

Tal como acontece com outros medicamentos que inibem a síntese de prostaglandinas, observou-

se retenção de líquidos, edema e hipertensão em doentes a tomar etoricoxib. Todos os Anti-

inflamatórios Não Esteroides (AINEs), incluindo o etoricoxib, podem ser associados com o início

recorrência

insuficiência

cardíaca

congestiva.

Para

informação

relativa

resposta

relacionada com a dose para o etoricoxib, ver secção 5.1. Recomenda-se precaução em doentes

com história de insuficiência cardíaca, disfunção ventricular esquerda ou hipertensão, e em

doentes com edema pré-existente devido a qualquer outra causa. Se houver evidência clínica de

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

deterioração

estado

destes

doentes,

devem

tomar-se

medidas

adequadas,

incluindo

interrupção da terapêutica com etoricoxib.

O etoricoxib, particularmente

doses

elevadas, pode

estar associado a hipertensão

mais

frequente e grave do que outros AINEs e inibidores seletivos da COX-2. Assim, a hipertensão

deve ser controlada antes do tratamento com etoricoxib (ver secção 4.3) e aconselha-se especial

precaução na monitorização da pressão arterial durante o tratamento com etoricoxib. A pressão

arterial deve ser monitorizada nas duas semanas após o início do tratamento e periodicamente a

partir daí. Se a pressão arterial aumentar significativamente, deverá considerar-se um tratamento

alternativo.

Efeitos hepáticos

Nos estudos clínicos foram relatados aumentos da alanina aminotransferase (ALT) e/ou aspartato

aminotransferase

(AST)

(cerca

três

mais

vezes

limiar

superior

normal)

aproximadamente 1% dos doentes tratados por períodos até um ano com 30, 60 e 90 mg de

etoricoxib por dia.

Deverão ser monitorizados quaisquer doentes que apresentem sintomas e/ou sinais sugestivos de

insuficiência hepática, ou que apresentem um resultado anormal num teste da função hepática. A

terapêutica com etoricoxib deverá ser interrompida se forem detetados sinais de insuficiência

hepática ou resultados anormais persistentes nos testes da função hepática (três vezes o limiar

superior do normal).

Gerais

Se durante o tratamento se verificar deterioração de qualquer uma das funções dos sistemas

orgânicos do doente acima referidas, devem ser tomadas medidas apropriadas e considerada a

interrupção da terapêutica com etoricoxib. Deve manter-se vigilância clínica apropriada nos

doentes idosos e nos doentes com disfunção renal, hepática ou cardíaca, que estejam a tomar

etoricoxib.

Em doentes com desidratação recomenda-se precaução quando se inicia o tratamento com

etoricoxib. Recomenda-se a reidratação dos doentes antes de iniciar a terapêutica com etoricoxib.

Durante a vigilância pós-comercialização foram notificadas muito raramente reações cutâneas

graves, algumas das quais fatais, incluindo dermatite exfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson e

necrólise epidérmica tóxica, associadas à utilização de AINEs e de alguns inibidores seletivos da

COX-2 (ver secção 4.8). O risco de ocorrência destas reações parece ser superior no início da

terapêutica,

ocorrendo

maioritariamente

este

tipo

reações

durante

primeiro

mês

tratamento. Foram notificadas reações

hipersensibilidade

graves (tais como anafilaxia e

angiedema) em doentes em terapêutica com etoricoxib (ver secção 4.8). Alguns inibidores

seletivos da COX – 2 foram associados a um aumento do risco de reações cutâneas em doentes

antecedentes

alergias

medicamentosas.

terapêutica

etoricoxib

deverá

interrompida ao primeiro sinal de erupção cutânea, lesões nas mucosas, ou qualquer outro sinal de

hipersensibilidade.

O etoricoxib pode mascarar a febre e outros sinais de inflamação.

Recomenda-se precaução na administração concomitante do etoricoxib com varfarina ou com

outros anticoagulantes orais (ver secção 4.5).

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

utilização

etoricoxib,

como

qualquer

outro

medicamento

iniba

ciclooxigenase/síntese das prostaglandinas não é recomendada em mulheres que pretendam

engravidar (ver secções 4.6, 5.1 e 5.3).

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interações farmacodinâmicas

Anticoagulantes orais: Em indivíduos estabilizados com terapêutica crónica com varfarina, a

administração diária de 120 mg de etoricoxib foi associada a um aumento de aproximadamente

13% do tempo de protrombina, razão normalizada internacional (INR). Assim, os doentes a tomar

anticoagulantes orais devem ser cuidadosamente monitorizados em relação ao INR do tempo de

protrombina, particularmente nos primeiros dias após o início da terapêutica com etoricoxib ou

quando a dose de etoricoxib for alterada (ver secção 4.4).

Diuréticos, inibidores da ECA e antagonistas da angiotensina II: Os AINEs podem reduzir o

efeito dos diuréticos e de outros fármacos anti-hipertensores. Em alguns doentes com a função

renal comprometida

(p.e. doentes desidratados ou doentes idosos com a função renal comprometida), a administração

concomitante de um inibidor da ECA ou de um antagonista da Angiotensina II e de fármacos

inibidores

da ciclooxigenase, poderá provocar uma deterioração adicional

da função renal,

incluindo uma possível insuficiência renal aguda, que é normalmente reversível. Estas interações

devem

tidas

consideração

doentes

tomar

etoricoxib

concomitantemente

inibidores da ECA ou antagonistas da angiotensina II. Consequentemente, a administração

concomitante destes medicamentos deve ser feita com precaução, especialmente em idosos. Os

doentes devem ser adequadamente hidratados, e deverá considerar-se a monitorização da função

renal após o início da terapêutica concomitante, e posteriormente a intervalos regulares.

Ácido acetilsalicílico: Num estudo efetuado com indivíduos saudáveis, em estado estacionário, a

administração de 120 mg de etoricoxib uma vez por dia não interferiu na atividade antiagregante

plaquetária do ácido acetilsalicílico (81 mg uma vez por dia). O etoricoxib pode ser usado

concomitantemente com ácido acetilsalicílico nas doses usadas para profilaxia cardiovascular

(ácido acetilsalicílico em doses baixas). Contudo, a administração concomitante de doses baixas

de ácido acetilsalicílico com etoricoxib pode resultar num aumento da percentagem de ulceração

ou outras complicações GI, em comparação com o uso do etoricoxib em monoterapia. Não é

recomendada a administração concomitante de etoricoxib com doses de ácido acetilsalicílico

acima das usadas para profilaxia cardiovascular ou com outros AINEs (ver 5.1 e 4.4).

Ciclosporina e tacrolímus: Apesar de esta interação não ter sido estudada com o etoricoxib, a

administração concomitante de ciclosporina ou tacrolímus com quaisquer AINEs pode aumentar

o efeito nefrotóxico da ciclosporina ou do tacrolímus. A função renal deve ser monitorizada

sempre que o etoricoxib seja utilizado em associação com qualquer um destes fármacos.

Interações farmacocinéticas

O efeito do etoricoxib na farmacocinética de outros fármacos

Lítio: Os AINEs diminuem a excreção renal de lítio, aumentando assim os níveis plasmáticos de

lítio. Se necessário, deve monitorizar-se cuidadosamente o lítio no sangue e ajustar-se a posologia

lítio

enquanto

associação

medicamentosa

estiver

administrada,

quando

administração do AINE for retirada.

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

Metotrexato: Em dois estudos investigaram-se os efeitos de uma administração diária única de 60,

90 ou 120 mg de etoricoxib durante sete dias em doentes a receber doses semanais únicas de 7,5 a

20 mg de metotrexato para a artrite reumatoide. A administração de 60 ou 90 mg de etoricoxib

não teve qualquer efeito nas concentrações plasmáticas do metotrexato ou na depuração renal.

Num dos estudos, a administração de 120 mg de etoricoxib não teve qualquer efeito, mas no outro

estudo, a administração de 120 mg de etoricoxib aumentou as concentrações plasmáticas do

metotrexato em cerca de 28 % e reduziu a depuração renal do metotrexato em cerca de 13 %.

Quando

etoricoxib

metotrexato

são

administrados

concomitantemente,

recomenda-se

monitorização adequada da toxicidade relacionada com o metotrexato.

Contracetivos orais: A administração concomitante de etoricoxib 60 mg com um contracetivo oral

contendo 35 microgramas de etinilestradiol (EE) e 0,5 a 1 mg de noretindrona, durante 21 dias,

aumentou a AUC

0-24h

do etinilestradiol, no estado estacionário, em 37%. A administração de

etoricoxib 120 mg com o mesmo tipo de contracetivo oral, concomitantemente ou separadamente

com um intervalo de 12 horas, aumentou a AUC

0-24h

do EE, no estado estacionário, em cerca de

50 a 60 %. Este aumento na concentração do EE deve ser considerado aquando da seleção de um

contracetivo oral para utilização com o etoricoxib. Um aumento da exposição ao EE pode

aumentar a incidência de acontecimentos adversos associados aos contracetivos orais (p.e.

acontecimentos tromboembólicos venosos em mulheres em risco).

Terapêutica Hormonal de Substituição (THS): A administração de etoricoxib 120 mg com uma

terapêutica hormonal de substituição consistindo em estrogénios conjugados (0,625 mg), durante

28 dias, aumentou a média da AUC

0-24h

no estado estacionário da estrona não conjugada (41%),

da equilina (76%) e do 17-

-estradiol (22%). O efeito das doses crónicas recomendadas de

etoricoxib (30, 60 e 90 mg) não foi estudado. Os efeitos de 120 mg de etoricoxib na exposição

(AUC

0-24h

) a estes componentes estrogénicos foram menos de metade dos que foram observados

ao administrar-se os estrogénios conjugados isoladamente e a dose foi aumentada de 0,625 para

1,25 mg. Desconhece-se o significado clínico destes aumentos e não foram estudadas doses mais

elevadas

estrogénios

conjugados

associação

etoricoxib.

Estes

aumentos

concentração

estrogénica

devem

tidos

consideração

selecionar-se

terapêutica

hormonal pós-menopausa para utilização com etoricoxib, pois o aumento da exposição de

estrogénio pode aumentar o risco de acontecimentos adversos associados com a THS.

Prednisona/Prednisolona: Em

estudos

de interações

medicamentosas, o

etoricoxib

não teve

efeitos clinicamente importantes na farmacocinética da prednisona/prednisolona.

Digoxina: A administração de 120 mg de etoricoxib uma vez por dia durante 10 dias a voluntários

saudáveis não alterou a AUC

0-24h

plasmática no estado estacionário ou a eliminação renal da

digoxina. Registou-se um aumento na C

máx

da digoxina (aproximadamente 33 %). Este aumento

não é geralmente importante para a maioria dos doentes. Contudo, os doentes com elevado risco

de toxicidade pela digoxina, devem ser monitorizados quando o etoricoxib e a digoxina são

administrados concomitantemente.

Efeito do etoricoxib nos fármacos metabolizados pelas sulfotransferases

O etoricoxib é um inibidor da atividade da sulfotransferase humana, em particular da SULT1E1, e

mostrou aumentar as concentrações séricas do etinilestradiol. Uma vez que é atualmente limitado

o conhecimento sobre os efeitos das várias sulfotransferases e que as consequências clínicas para

vários fármacos estão ainda em estudo, será prudente ter-se precaução quando o etoricoxib é

administrado

concomitantemente

outros

fármacos

primariamente

metabolizados

pelas

sulfotransferases humanas (p.e. salbutamol e minoxidil por via oral).

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

Efeito do etoricoxib nos fármacos metabolizados pelas isoenzimas do CYP

Com base em estudos in vitro, não se espera que o etoricoxib iniba os citocromos P450 (CYP)

1A2,

2C9,

2C19,

2D6,

3A4.

estudo

efetuado

indivíduos

saudáveis,

administração diária de 120 mg de etoricoxib não alterou a atividade do CYP3A4 hepático, tal

como comprovado pelo teste respiratório da eritromicina.

Efeitos de outros fármacos na farmacocinética do etoricoxib

A via metabólica principal do etoricoxib é dependente das enzimas do CYP. O CYP3A4 parece

contribuir para o metabolismo do etoricoxib in vivo. Os estudos in vitro indicam que o CYP2D6,

CYP2C9, CYP1A2 e CYP2C19 podem também catalisar a via metabólica principal, mas os seus

efeitos quantitativos não foram estudados in vivo.

Cetoconazol: O cetoconazol, um inibidor potente do CYP3A4, administrado em doses de 400 mg

uma vez por dia a voluntários saudáveis, durante 11 dias, não teve qualquer efeito clinicamente

importante na farmacocinética de uma dose única de 60 mg de etoricoxib (aumento de 43% da

AUC).

Voriconazol e Miconazol: A administração concomitante de etoricoxib tanto com voriconazol

oral como com miconazol gel tópico oral, inibidores potentes do CYP3A4, causou um ligeiro

aumento

exposição

etoricoxib.

entanto,

base

dados

publicados,

não

considerado clinicamente relevante.

Rifampicina: A administração concomitante de etoricoxib com rifampicina, um potente indutor

das enzimas do CYP, provocou uma diminuição de 65 % nas concentrações plasmáticas de

etoricoxib. Esta interação pode resultar na recorrência dos sintomas quando o etoricoxib é

administrado concomitantemente com rifampicina. Ainda que esta informação possa sugerir um

aumento da dose, não foram estudadas em associação com rifampicina, doses de etoricoxib

superiores às recomendadas para cada indicação, não sendo portanto recomendadas (ver secção

4.2).

Antiácidos: Os antiácidos não afetam a farmacocinética do etoricoxib de forma clinicamente

relevante.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem dados clínicos sobre a exposição ao etoricoxib durante a gravidez. Os estudos em

animais revelaram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). Desconhece-se o risco potencial para

o ser humano na gravidez. O etoricoxib, tal como os outros medicamentos que inibem a síntese

das prostaglandinas, pode causar inércia uterina e encerramento prematuro do canal arterial

durante o último trimestre da gravidez. O etoricoxib está contraindicado na gravidez (ver secção

4.3). Se uma mulher engravidar durante o tratamento, a administração de etoricoxib deverá ser

interrompida.

Amamentação

Não se sabe se o etoricoxib é excretado no leite humano. O etoricoxib é excretado no leite de

ratos fêmea lactantes. As mulheres que tomam etoricoxib não devem amamentar (ver secções 4.3

e 5.3).

Fertilidade

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

Tal como com qualquer outra substância ativa que iniba a COX-2, a utilização de etoricoxib não é

recomendada em mulheres que pretendam engravidar.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Doentes a tomar etoricoxib que sintam tonturas, vertigens ou sonolência devem evitar conduzir

ou trabalhar com máquinas.

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

Em ensaios clínicos, o etoricoxib foi avaliado em relação à segurança em 9.295 indivíduos,

incluindo 6.757 doentes com osteoartrite, artrite reumatoide, dor lombar crónica ou espondilite

anquilosante (aproximadamente 600 doentes com osteoartrite ou artrite reumatoide foram tratados

durante um período igual ou superior a um ano).

Nos estudos clínicos, o perfil de efeitos indesejáveis foi semelhante em doentes com osteoartrite

ou artrite reumatóide tratados com etoricoxib durante um período igual ou superior a 1 ano.

Num estudo clínico para a artrite gotosa aguda, os doentes foram tratados com 120 mg de

etoricoxib uma vez por dia durante oito dias. O perfil de efeitos adversos neste estudo foi

geralmente semelhante ao notificado nos estudos combinados de osteoartrite, artrite reumatoide e

dor lombar crónica.

Num programa clínico para avaliação de resultados de segurança cardiovascular a partir dos

dados combinados de três ensaios clínicos controlados com comparador ativo, 17.412 doentes

com osteoartrite ou artrite reumatoide foram tratados com etoricoxib (60 mg ou 90 mg) durante

um período médio de aproximadamente 18 meses. Os resultados de segurança e detalhes deste

programa clínico são apresentados na secção 5.1.

O perfil de reações adversas notificadas nos ensaios clínicos para a dor aguda pós-operatória na

cirurgia dentária, que incluiu 614 doentes tratados com etoricoxib (90 mg ou 120 mg), foi

semelhante ao reportado nos ensaios clínicos na osteoartrite, artrite reumatoide e dor lombar

crónica.

Lista de reações adversas

Foram notificados os seguintes efeitos indesejáveis, com incidência superior à do placebo, nos

ensaios

clínicos

doentes

osteoartrite,

artrite

reumatoide,

lombar

crónica

espondilite anquilosante, tratados com 30 mg, 60 mg ou 90 mg de etoricoxib até à dose

recomendada, por um período até 12 semanas; nos estudos do Programa MEDAL até 3½ anos;

em estudos de curta duração na dor aguda até 7 dias; ou na experiência pós-comercialização (ver

Tabela 1):

Tabela 1:

Classe de Sistema de

Órgãos

Reações Adversas

Categoria de

frequência*

osteíte alveolar

Frequentes

Infeções e infestações

gastroenterite, infeções respiratórias

superiores, infeção do trato urinário

Pouco frequentes

Doenças do sangue e do

sistema linfático

anemia (principalmente associada a

hemorragia gastrointestinal),

leucopenia, trombocitopenia

Pouco frequentes

hipersensibilidade

‡ ß

Pouco frequentes

Doenças do sistema

imunitário

angioedema/reações anafiláticas /

reações anafilactóides incluindo

choque

Raros

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

edema/retenção de líquidos

Frequentes

Doenças do metabolismo e

da nutrição

aumento ou diminuição do apetite,

ganho de peso

Pouco frequentes

ansiedade, depressão, acuidade

mental diminuída, alucinações

Pouco frequentes

Perturbações do foro

psiquiátrico

confusão

, irrequietude

Raros

tonturas, cefaleia

Frequentes

Doenças do sistema nervoso

disgeusia, insónias,

parestesia/hipoestesia, sonolência

Pouco frequentes

Afeções oculares

visão turva, conjuntivite

Pouco frequentes

Afeções do ouvido e do

labirinto

acufenos, vertigens

Pouco frequentes

palpitações, arritmia

Frequentes

Doenças cardíacas

fibrilhação auricular, taquicardia

insuficiência cardíaca congestiva,

alterações não-específicas do ECG,

angina de peito

, enfarte do

miocárdio

Pouco frequentes

hipertensão

Frequentes

Vasculopatias

afrontamento, acidente

cerebrovascular

, acidente isquémico

transitório, crise hipertensiva

vasculite

Pouco frequentes

broncospasmo

Frequentes

Doenças respiratórias,

torácicas e do mediastino

tosse, dispneia, epistaxe

Pouco frequentes

dor abdominal

Muito frequentes

obstipação, flatulência, gastrite,

azia/refluxo de ácido, diarreia,

dispepsia/mal-estar epigástrico,

náuseas, vómitos, esofagite, úlcera da

boca

Frequentes

Doenças gastrointestinais

distensão abdominal, alteração da

motilidade intestinal normal, boca

seca, úlcera gastroduodenal, úlceras

pépticas incluindo perfuração

gastrointestinal e hemorragias,

síndrome do intestino irritável,

pancreatite

Pouco frequentes

ALT aumentada, AST aumentada

Frequentes

hepatite

Raros

Afeções hepatobiliares

insuficiência hepática

, icterícia

Raros

equimose

Frequentes

edema facial, prurido, erupção

cutânea, eritema

, urticária

Pouco frequentes

Afeções dos tecidos

cutâneos e subcutâneos

síndrome Stevens-Johnson‡, necrose

Raros

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

epidérmica tóxica

, erupção

medicamentosa fixa

Afeções musculosqueléticas

e dos tecidos conjuntivos

cãibra/espasmo muscular, dor/

rigidez musculosquelética

Pouco frequentes

Doenças renais e urinárias

proteinúria, creatinina sérica

aumentada, compromisso

renal/insuficiência renal

(ver secção

4.4)

Pouco frequentes

astenia/fadiga, doença tipo gripal

Frequentes

Perturbações gerais e

alterações no local de

administração

dor no peito

Pouco frequentes

Exames complementares de

diagnóstico

azoto ureico no sangue aumentado,

creatinofosfoquinase aumentada,

hipercaliémia, ácido úrico aumentado

Pouco frequentes

natrémia diminuída

Raros

* Categoria de frequência: Definida para cada Reação Adversa pela incidência notificada na

base de dados dos ensaios clínicos: Muito frequentes (

1/10), Frequentes (

1/100 to <1/10),

Pouco frequentes (

1/1000 to <1/100), Raros (

1/10.000 to <1/1000), Muito raros

(<1/10.000).

‡ Esta reação adversa foi identificada através da vigilância pós-comercialização. A

frequência reportada foi estimada tendo em consideração a frequência mais elevada

observada nos dados dos ensaios clínicos agrupados por indicação e por dose aprovada.

† A categoria de frequência “Raros” foi definida com base nas linhas orientadoras relativas

ao Resumo das Características do Medicamento (RCM) (rev. 2, Set 2009) tendo em

consideração um limite superior estimado com um intervalo de confiança de 95% para 0

acontecimentos dado o número de indivíduos tratados com etoricoxib na análise dos dados

de Fase III agrupados por dose e indicação (n=15.470).

ß Hipersensibilidade inclui os termos "alergia", "alergia medicamentosa", "hipersensibilidade

a fármacos", "hipersensibilidade", "hipersensibilidade NE", "reação de hipersensibilidade" e

"alergia não-específica".

§ Com base na análise de ensaios clínicos de longa duração, controlados com placebo ou

comparador ativo, os inibidores seletivos da COX-2 foram associados a um aumento do risco

de acontecimentos trombóticos arteriais graves, incluindo enfarte do miocárdio e acidente

vascular cerebral. Com base nos dados existentes, é improvável que o aumento do risco

absoluto destes acontecimentos exceda 1% por ano (pouco frequente).

Foram notificados os seguintes efeitos indesejáveis graves associados à utilização de AINEs, que

não podem ser

excluídos para o etoricoxib:

nefrotoxicidade

incluindo

nefrite intersticial

síndrome nefrótico.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante,

uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento.

Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas

através:

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel.: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Em estudos clínicos, a administração de doses únicas de etoricoxib até 500 mg e de doses

múltiplas

até

mg/dia

durante

dias,

não

provocou

toxicidade

significativa.

Houve

notificações de sobredosagem aguda com etoricoxib, embora não tenham sido notificados efeitos

adversos na maioria dos casos. Os efeitos adversos observados com maior frequência foram

consistentes

perfil

segurança

etoricoxib

efeitos

gastrointestinais

cardiorrenais).

Em caso de sobredosagem, recomenda-se o emprego das medidas de suporte usuais, p. e.,

remover o material não absorvido do trato GI, proceder a monitorização clínica e, se necessário,

instituir medidas terapêuticas de suporte.

O etoricoxib não é dialisável por hemodiálise; não se sabe se o etoricoxib é dialisável por diálise

peritoneal.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios não esteroides. Inibidores

seletivos da Cox 2, código ATC: M01AH05.

Mecanismo de Ação

O etoricoxib é um inibidor seletivo da ciclo-oxigenase-2 (COX-2), oral, nas posologias utilizadas

na clínica.

Nos vários estudos de farmacologia clínica, o etoricoxib produziu uma inibição da COX-2

dependente da dose, sem inibição da COX-1, com doses diárias até 150 mg. O etoricoxib não

inibiu a síntese das prostaglandinas gástricas e não afetou a função plaquetária.

A ciclooxigenase é responsável pela produção de prostaglandinas. Foram identificadas duas

isoformas, a COX-1 e a COX-2. A COX-2 é a isoforma da enzima que demonstrou ser induzida

por estímulos pro-inflamatórios, admitindo-se que seja a principal responsável pela síntese de

mediadores prostanóides da dor, inflamação e febre. A COX-2 está também envolvida na

ovulação, implantação e encerramento do canal arterial, regulação da função renal, e nas funções

do sistema nervoso central (indução da febre, perceção da dor e função cognitiva). Pode também

ter um papel na cicatrização de úlceras. A COX-2 foi identificada no tecido circundante das

úlceras gástricas no homem, mas a sua relevância na cicatrização de úlceras não foi estabelecida.

Eficácia clínica e segurança

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

Eficácia

doentes

osteoartrite,

administração

etoricoxib

dia,

proporcionou melhorias significativas na dor e nas avaliações do doente relativamente ao estado

da doença. Estes efeitos benéficos foram observados logo ao segundo dia de tratamento, e

mantiveram-se

até

semanas.

estudos

etoricoxib,

dia,

demonstraram eficácia superior ao placebo ao longo de um período de tratamento de 12 semanas

(utilizando

avaliações

similares

estudos

acima

descritos).

estudo

avaliação

posológica, o etoricoxib de 60 mg demonstrou uma melhoria significativamente superior à

observada com 30 mg para cada um dos 3 parâmetros de avaliação primários, durante 6 semanas

de tratamento. A dose de 30 mg não foi estudada na osteoartrite das mãos.

Em doentes com artrite reumatóide, o etoricoxib nas doses de 60 mg e 90 mg uma vez por dia,

proporcionou

melhorias

significativas

dor,

inflamação

mobilidade.

estudos

avaliaram a dose de 60 mg e 90 mg, estes efeitos benéficos mantiveram-se ao longo dos períodos

de tratamento de 12 semanas. Num estudo que avaliou a dose de 60 mg em comparação com a

dose de 90 mg, tanto a dose de etoricoxib 60 mg uma vez ao dia, como a dose de etoricoxib de 90

mg uma vez ao dia, foram mais eficazes do que placebo. A dose de 90 mg foi superior à dose de

60 mg na escala de Avaliação Global da Dor pelo doente (escala visual analógica 0-100mm), com

uma melhoria média de -2,71 mm (IC 95%: -4,98 mm, -0,45 mm).

Em doentes com crises de artrite gotosa aguda, a administração de 120 mg de etoricoxib uma vez

por dia, durante um período de tratamento de oito dias, provocou um alívio da dor articular

moderada a extrema, assim como da inflamação, em comparação com a indometacina 50 mg três

vezes por dia. O alívio da dor foi observado quatro horas após o início do tratamento.

Nos doentes com espondilite anquilosante, etoricoxib 90 mg, uma vez por dia, proporcionou

melhorias significativas da dor, inflamação, rigidez e função da coluna. O benefício clínico do

etoricoxib foi observado logo ao segundo dia de terapêutica após o início do tratamento e foi

mantido durante as 52 semanas do tratamento. Num segundo estudo para avaliar a dose de 60 mg

em comparação com a dose de 90 mg, doses diárias de etoricoxib de 60 mg e de 90 mg

demonstraram eficácia semelhante à do naproxeno na dose de 1000 mg por dia. Entre os doentes

com uma resposta inadequada a doses de 60 mg por dia durante 6 semanas, o aumento da dose

para 90 mg por dia evidenciou uma melhoria da intensidade da dor espinhal (0 -100 mm escala

visual analógica) em comparação com uma dose continuada de 60 mg por dia, com uma melhoria

média de - 2,70 mm (95% IC: -4,88 mm, -0,52 mm).

Num ensaio clínico para avaliar a dor pós-operatória na cirurgia dentária, foi administrado

etoricoxib 90 mg uma vez por dia, durante, no máximo, 3 dias. No subgrupo de doentes, com dor

moderada de base, etoricoxib 90 mg demonstrou um efeito analgésico semelhante ao ibuprofeno

600 mg (16,11 vs 16,93; P=0,722), e superior ao do paracetamol/codeína 600 mg/60 mg (11,00;

P< 0,001) e placebo (6,84; P<0,001) medido pelo alívio total da dor durante o período inicial de 6

horas (TOPAR6). A proporção de doentes que notificaram o uso de medicação de alívio nas

primeiras 24 horas após a toma foi de 40,8 % para o etoricoxib 90 mg, 25,5 % para o ibuprofeno

600 mg administrado de 6 em 6 horas, e 46,7 % para o paracetamol/codeína 600 mg/60 mg,

administrado de 6 em 6 horas em comparação com 76,2 % para o placebo. Neste ensaio, a

mediana do início de ação (alívio percetível da dor) de etoricoxib 90 mg foi de 28 minutos após

administração.

Segurança

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

Programa clínico Multinacional com Etoricoxib e Diclofenac na Artrite de Longa duração

(MEDAL)

Programa

MEDAL

programa

clínico

desenho

prospetivo

para

avaliação

Resultados de Segurança Cardiovascular (CV) a partir dos dados combinados de três ensaios

clínicos com distribuição aleatória, realizados em dupla ocultação, controlados com comparador

ativo, os estudos MEDAL, EDGE II e EDGE.

O Estudo MEDAL foi um estudo orientado por parâmetros de avaliação finais de Resultados CV

em 17.804 doentes com osteoartrite e em 5.700 doentes com artrite reumatóide tratados com

etoricoxib 60 mg (osteoartrite) ou 90 mg (osteoartrite e artrite reumatóide) ou diclofenac 150 mg

por dia durante um período médio de 20,3 meses (máximo de 42,3 meses, mediana de 21,3

meses).

Neste

ensaio

clínico,

foram

apenas

registados

acontecimentos

adversos

graves

interrupções do tratamento devido a quaisquer acontecimentos adversos.

Os estudos EDGE e EDGE II compararam a tolerabilidade gastrointestinal do etoricoxib versus o

diclofenac. O estudo EDGE incluiu 7.111 doentes com osteoartrite tratados com uma dose de

etoricoxib 90 mg por dia (1,5 vezes a dose recomendada para a osteoartrite) ou com diclofenac

150 mg por dia durante um período médio de 9,1 meses (máximo de 16,6 meses, mediana de 11,4

meses). O estudo EDGE II incluiu 4.086 doentes com artrite reumatóide tratados com etoricoxib

90 mg por dia ou com diclofenac 150 mg por dia durante um período médio de 19,2 meses

(máximo de 33,1 meses, mediana de 24 meses).

No Programa MEDAL combinado, foram tratados 34.701 doentes com osteoartrite ou artrite

reumatóide durante um tempo médio de 17,9 meses (máximo de 42,3 meses, mediana de 16,3

meses),

tendo,

aproximadamente,

12.800

doentes

recebido

tratamento

durante

período

superior a 24 meses. Os doentes envolvidos no Programa apresentavam variados fatores de risco

cardiovasculares e gastrointestinais iniciais. Foram excluídos os doentes com história recente de

enfarte do miocárdio, cirurgia de bypass coronário ou intervenção coronária percutânea nos 6

meses anteriores ao recrutamento para o estudo. Nos estudos foi permitido o uso de agentes

gastroprotetores e de ácido acetilsalicílico de baixa dosagem.

Segurança Global:

Não

houve

diferença

significativa

entre

etoricoxib

diclofenac

percentagem

acontecimentos cardiovasculares trombóticos. Os acontecimentos adversos cardiorrenais foram

observados

mais frequentemente com

etoricoxib

do que com

diclofenac,

este

efeito

dependente da dose (ver resultados específicos a seguir). Foram observados acontecimentos

adversos gastrointestinais e hepáticos de modo significativamente mais frequente com diclofenac

do que com etoricoxib. A incidência de acontecimentos adversos no EDGE e EDGE II e de

acontecimentos adversos considerados

graves

que resultaram

em interrupção no

estudo

MEDAL, foi maior com etoricoxib do que com diclofenac.

Resultados de Segurança Cardiovascular:

A percentagem de acontecimentos adversos cardiovasculares trombóticos graves confirmados

(que consistem em acontecimentos cardíacos, vasculares cerebrais e vasculares periféricos) foi

comparável

entre

etoricoxib

diclofenac,

estando

os resultados resumidos

no quadro

seguinte. Não houve

diferenças

estatisticamente significativas nas taxas de acontecimentos

trombóticos

entre

etoricoxib

diclofenac

todos

subgrupos

analisados,

incluindo

categorias de doentes que tinham vários fatores de risco cardiovascular no início do estudo.

Quando

considerados

separadamente,

riscos

relativos

para

acontecimentos

adversos

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

cardiovasculares

trombóticos

graves

confirmados,

etoricoxib

comparação com diclofenac 150 mg, foram idênticos.

Tabela 2: Percentagens de Acontecimentos CV Trombóticos Confirmados (Programa MEDAL

Combinado)

A mortalidade CV, bem como a mortalidade global, foi semelhante entre os grupos em tratamento

com etoricoxib e diclofenac.

Acontecimentos Cardiorrenais:

Aproximadamente

doentes

envolvidos

estudo

MEDAL

tinham

história

hipertensão no início do estudo. No estudo, a incidência de interrupções do tratamento devido a

acontecimentos

adversos

relacionados

hipertensão,

modo

estatisticamente

significativo superior para o etoricoxib em relação ao diclofenac. A incidência de acontecimentos

adversos

insuficiência

cardíaca

congestiva

(interrupção

tratamento

acontecimentos

graves) ocorreu em percentagens idênticas para o etoricoxib 60 mg em comparação com o

Etoricoxib

(N=16.819)

25.836 Doentes-

Diclofenac

(N=16.483)

24.766 Doentes-

Comparação Entre os

Tratamentos

Percentagem

(IC 95%)

Percentagem

(IC 95%)

Risco Relativo

(IC 95%)

Acontecimentos Adversos Cardiovasculares Trombóticos Graves Confirmados

Por protocolo

1,24 (1,11; 1,38)

1,30 (1,17; 1,45)

0,95 (0,81; 1,11)

Intenção-de-tratar

1,25 (1,14; 1,36)

1,19 (1,08; 1,30)

1,05 (0,93; 1,19)

Acontecimentos Cardíacos Confirmados

Por protocolo

0,71 (0,61; 0,82)

0,78 (0,68; 0,90)

0,90 (0,74; 1,10)

Intenção-de-tratar

0,69 (0,61; 0,78)

0,70 (0,62; 0,79)

0,99 (0,84; 1,17)

Acontecimentos Vasculares Cerebrais Confirmados

Por protocolo

0,34 (0,28; 0,42)

0,32 (0,25; 0,40)

1,08 (0,80; 1,46)

Intenção-de-tratar

0,33 (0,28; 0,39)

0,29 (0,24; 0,35)

1,12 (0,87; 1,44)

Acontecimentos Vasculares Periféricos Confirmados

Por protocolo

0,20 (0,15; 0,27)

0,22 (0,17; 0,29)

0,92 (0,63; 1,35)

Intenção-de-tratar

0,24 (0,20; 0,30)

0,23 (0,18; 0,28)

1,08 (0,81; 1,44)

†: Acontecimentos por 100 Doentes-Ano; IC=intervalo de confiança

N: número total de doentes incluídos na população "por protocolo"

Por protocolo: todos os acontecimentos ocorridos durante o tratamento com o fármaco em

estudo ou no período de 14 dias após a sua interrupção (excluídos: doentes que tomaram

<75 % da medicação do estudo ou que tomaram AINEs não pertencentes ao estudo >10 %

do tempo).

Intenção-de-tratar: todos os acontecimentos confirmados ocorridos até ao fim do ensaio

(incluídos doentes potencialmente expostos a intervenções terapêuticas não pertencentes

ao estudo tomadas após interrupção da medicação em estudo). Inclui o número total de

doentes distribuídos aleatoriamente, n=17.412 a tomar etoricoxib e 17.289 a tomar

diclofenac.

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

diclofenac 150 mg, mas foi superior para o etoricoxib 90 mg em comparação com o diclofenac

150 mg (estatisticamente significativo para 90 mg de etoricoxib vs. 150 mg de diclofenac na

coorte

osteoartrite

do MEDAL). A incidência de acontecimentos adversos de

insuficiência

cardíaca

congestiva

confirmados

(acontecimentos

foram

graves

resultaram

hospitalização ou visita ao serviço de urgência) não foi significativamente maior com etoricoxib

do que com diclofenac 150 mg, e este efeito foi dependente da dose. A incidência de interrupções

devido a acontecimentos adversos relacionados com edema foi maior para o etoricoxib do que

para o diclofenac 150 mg, e este efeito foi dependente da dose (estatisticamente significativo para

etoricoxib 90 mg, mas não para etoricoxib 60 mg).

Os resultados cardiorrenais do EDGE e EDGE II foram consistentes com os descritos para o

Estudo MEDAL.

Nos estudos individuais do Programa MEDAL, para o etoricoxib (60 mg ou 90 mg), a incidência

absoluta de interrupções em qualquer dos grupos de tratamento foi de até 2,6 % para hipertensão,

até 1,9 % para edema, e até 1,1 % para insuficiência cardíaca congestiva, com percentagens

superiores de interrupção observadas com etoricoxib 90 mg do que com etoricoxib 60 mg.

Resultados de Tolerabilidade Gastrointestinal do Programa MEDAL:

Foi observada uma percentagem significativamente inferior de interrupções do tratamento por

qualquer acontecimento adverso GI clínico (p. e., dispepsia, dor abdominal, úlcera) com o

etoricoxib em comparação com o diclofenac em cada um dos três estudos que compõem o

Programa

MEDAL.

percentagens

interrupção

devido

acontecimentos

adversos

clínicos por cem doentes-ano durante todo o período do estudo foram as seguintes: 3,23 para o

etoricoxib e 4,96 para o diclofenac no Estudo MEDAL; 9,12 com etoricoxib e 12,28 com

diclofenac no estudo EDGE; e 3,71 com etoricoxib e 4,81 com diclofenac no estudo EDGE II.

Resultados de Segurança Gastrointestinal do Programa MEDAL:

acontecimentos

superiores

globais

foram

definidos

como

perfurações,

úlceras

hemorragias.

subgrupo

acontecimentos

superiores

globais

considerados

como

complicados

incluiu

perfurações,

obstruções

hemorragias

complicadas;

subgrupo

acontecimentos GI superiores considerados como não complicados incluiu hemorragias e úlceras

não

complicadas.

observada

percentagem

significativamente

mais

baixa

acontecimentos GI superiores globais para o etoricoxib em comparação com o diclofenac. Não

houve diferença significativa entre etoricoxib e diclofenac na percentagem de acontecimentos

complicados. Para o subgrupo de acontecimentos GI superiores hemorrágicos (complicados e não

complicados combinados), não houve diferença significativa entre etoricoxib e diclofenac. O

benefício GI superior com etoricoxib em comparação com diclofenac não foi estatisticamente

significativo em doentes a tomar concomitantemente ácido acetilsalicílico de baixa dosagem

(aproximadamente 33% dos doentes).

As percentagens por cem doentes-ano de acontecimentos clínicos confirmados do trato GI

superior complicados e não complicados [perfurações, úlceras e hemorragias (PUHs)] foram de

0,67 (IC 95% 0,57; 0,77) com etoricoxib e de 0,97 (IC 95% 0,85; 1,10) com diclofenac,

originando um risco relativo de 0,69 (IC 95% 0,57; 0,83).

Avaliou-se a percentagem de acontecimentos GI superiores confirmados nos doentes idosos,

tendo a maior redução sido observada em doentes

75 anos de idade (1,35 [IC 95% 0,94; 1,87]

vs. 2,78 [IC 95% 2,14; 3,56]) acontecimentos por cem doentes-ano para etoricoxib e diclofenac,

respetivamente.

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

As percentagens de acontecimentos clínicos GI inferiores confirmados [perfuração, obstrução ou

hemorragia do intestino delgado ou grosso (POHs)] não foram significativamente diferentes entre

etoricoxib e diclofenac.

Resultados de Segurança Hepática do Programa MEDAL:

etoricoxib

associado

taxa

interrupção

inferior

modo

estatisticamente

significativo,

devido

acontecimentos

adversos

hepáticos,

relação

diclofenac.

Programa MEDAL combinado, 0,3% dos doentes com etoricoxib e 2,7% dos doentes com

diclofenac

interromperam

tratamento

devido

acontecimentos

adversos

hepáticos.

percentagem por cem doentes-ano foi de 0,22 para etoricoxib e 1,84 para diclofenac (valor-p foi <

0,001 para etoricoxib

diclofenac). No

entanto, a

maioria dos acontecimentos adversos

hepáticos no Programa MEDAL não foram graves.

Dados Adicionais de Segurança Cardiovascular Trombótica

estudos clínicos, excluindo

os Estudos do Programa MEDAL, aproximadamente 3100

doentes foram tratados com

60 mg de etoricoxib por dia, durante um período igual ou superior a

12 semanas. Não houve diferença percetível na percentagem de acontecimentos cardiovasculares

trombóticos graves confirmados entre os doentes a tomar

60 mg de etoricoxib, placebo ou

AINEs que não o naproxeno. Contudo, a percentagem destes acontecimentos foi superior em

doentes a tomar etoricoxib, em comparação com os doentes a tomar 500 mg de naproxeno duas

vezes por dia. A diferença na atividade antiagregante plaquetária entre alguns AINEs que inibem

a COX-1 e os inibidores seletivos da COX-2 pode ter significância clínica nos doentes com risco

de acidentes tromboembólicos. Os inibidores seletivos

da COX-2 reduzem a formação

prostaciclina

sistémica

logo,

possivelmente,

endotelial)

afetar

tromboxano

plaquetário. Não foi estabelecida a relevância clínica destas observações.

Dados Adicionais de Segurança Gastrointestinal

Em dois estudos de endoscopia em dupla ocultação com duração de 12 semanas, a incidência

cumulativa de ulceração gastrointestinal foi significativamente inferior nos doentes tratados com

120 mg de etoricoxib uma vez por dia, relativamente aos doentes tratados com 500 mg de

naproxeno duas vezes por dia ou com 800 mg de ibuprofeno três vezes por dia. Em comparação

com o placebo o etoricoxib apresentou uma incidência superior de ulceração.

Estudo da Função Renal nos Idosos

Num grupo de estudo paralelo, com distribuição aleatória, em dupla ocultação, controlado com

placebo, avaliaram-se os efeitos de 15 dias de tratamento com etoricoxib (90 mg), celecoxib (200

mg duas vezes por dia), naproxeno (500 mg duas vezes por dia) e placebo, na excreção urinária

de sódio, na pressão arterial, e outros parâmetros da função renal, em indivíduos de 60 a 85 anos,

submetidos a dieta com aporte de sódio de 200 meq/dia. O etoricoxib, o celecoxib e o naproxeno

tiveram efeitos idênticos na excreção urinária de sódio no período de 2 semanas de tratamento.

Todos

comparadores

ativos

demonstraram

aumento

pressão

arterial

sistólica

relativamente ao placebo; no entanto, o etoricoxib foi associado a um aumento estatisticamente

significativo ao dia 14 quando comparado ao celecoxib e ao naproxeno (alteração média da

pressão arterial sistólica inicial: etoricoxib 7,7 mmHg, celecoxib 2,4 mmHg, naproxeno 3,6

mmHg).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

O etoricoxib administrado por via oral é bem absorvido. A biodisponibilidade absoluta é de

aproximadamente 100 %. Após uma administração diária única de 120 mg no estado estacionário,

as concentrações plasmáticas máximas (média geométrica da C

máx

= 3,6 µg/ml) foram observadas

aproximadamente dentro de 1 hora (T

máx

) após administração a adultos em jejum. A área

geométrica média sob a curva (AUC

0-24 h

) foi de 37,8 µgh/ml. As farmacocinéticas do etoricoxib

são lineares ao longo do intervalo de doses usadas em clínica.

A administração do medicamento com alimentos (refeição de alto teor em gorduras) não teve

qualquer efeito na extensão da absorção do etoricoxib após administração de uma dose de 120

mg. A taxa de absorção foi afetada, resultando numa diminuição de 36 % da C

máx

e num aumento

do T

máx

de cerca de 2 horas. Estes dados não são considerados clinicamente significativos. Em

ensaios clínicos, o etoricoxib foi administrado independentemente da ingestão de alimentos.

Distribuição

etoricoxib

liga-se

aproximadamente

proteínas

plasmáticas

humanas

concentrações entre 0,05 e 5 µg/ml. No homem, o volume de distribuição no estado estacionário

(Vdss) foi de aproximadamente 120 litros.

ratos

coelhos,

etoricoxib

atravessa

placenta,

ratos,

barreira

hematoencefálica.

Biotransformação

O etoricoxib é extensamente metabolizado com < 1 % da dose recuperada na urina na forma de

fármaco original. A via metabólica principal que origina o derivado 6’-hidrometilo é catalisada

por enzimas do CYP. O CYP3A4 parece contribuir para o metabolismo do etoricoxib in vivo. Os

estudos in vitro indicam que o CYP2D6, CYP2C9, CYP1A2 e CYP2C19 podem também

catalisar a

metabólica

principal,

seus

efeitos

quantitativos

vivo

não

foram

estudados.

No ser humano, foram identificados cinco metabolitos. O metabolito principal é o derivado ácido

6’-carboxílico do etoricoxib, que é formado pela oxidação adicional do derivado 6’hidroximetilo.

Estes metabolitos principais ou não demonstram atividade mensurável, ou são apenas pouco

ativos como inibidores da COX-2. Nenhum destes metabolitos inibe a COX-1.

Eliminação

Após a administração a indivíduos saudáveis de uma dose intravenosa única de 25 mg de

etoricoxib marcada radioactivamente, 70 % da radioatividade foi recuperada na urina e 20 % nas

fezes, na sua maioria como metabolitos. Menos de 2 % foi recuperado como fármaco inalterado.

A eliminação do etoricoxib ocorre quase exclusivamente através da metabolização, seguida de

excreção renal. As concentrações de etoricoxib no estado estacionário são atingidas no período de

sete dias após a administração diária única de 120 mg, com uma taxa de acumulação de

aproximadamente 2, correspondendo a uma semivida de aproximadamente 22 horas. Estimou-se

que a depuração plasmática é aproximadamente de 50 ml/min após a administração intravenosa

de uma dose de 25 mg.

Características dos doentes

Idosos: A farmacocinética nos idosos (idade igual ou superior a 65 anos) é semelhante à dos

jovens.

Sexo: A farmacocinética do etoricoxib é semelhante em homens e mulheres.

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

Insuficiência hepática: Os doentes com disfunção hepática ligeira (pontuação 5-6 na escala de

Child-Pugh) a quem se administrou 60 mg de etoricoxib uma vez por dia apresentaram uma AUC

média aproximadamente 16 % superior à dos indivíduos saudáveis a quem se administrou o

mesmo regime posológico. Os doentes com disfunção hepática moderada (pontuação 7-9 na

escala

Child-Pugh)

quem

administrou

etoricoxib

dias

alternados

apresentaram uma AUC média semelhante à dos indivíduos saudáveis a quem se administrou

uma dose de 60 mg de etoricoxib uma vez por dia; etoricoxib 30 mg uma vez por dia não foi

estudado nesta população. Não existem dados clínicos ou farmacocinéticos em doentes com

disfunção hepática grave (pontuação

10 na escala de Child-Pugh) (Ver secções 4.2 e 4.3).

Insuficiência renal: A farmacocinética de uma dose única de 120 mg de etoricoxib em doentes

com insuficiência renal moderada a grave e em doentes com doença renal avançada a fazer

hemodiálise não foi significativamente diferente da dos indivíduos saudáveis. A hemodiálise

contribuiu de forma insignificante para a eliminação (depuração da diálise de aproximadamente

50 ml/min) (Ver secções 4.3 e 4.4).

População pediátrica: A farmacocinética de etoricoxib em doentes pediátricos (<12 anos de

idade) não foi estudada.

Num estudo de farmacocinética (n=16) conduzido em adolescentes (entre 12 e 17 anos de idade),

a farmacocinética em adolescentes com um peso de 40 a 60 kg, que receberam etoricoxib 60 mg

uma vez por dia, e em adolescentes > 60 kg que receberam etoricoxib 90 mg uma vez por dia, foi

similar à farmacocinética em adultos que receberam etoricoxib 90 mg uma vez por dia. Não

foram estabelecidas a segurança nem a eficácia do etoricoxib em doentes pediátricos (Ver secção

4.2).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Nos estudos pré-clínicos, o etoricoxib demonstrou não ser genotóxico. O etoricoxib não foi

carcinogénico nos ratinhos. Os ratos desenvolveram adenomas hepatocelulares e das células

foliculares da tiróide com doses superiores a 2 vezes a dose diária recomendada no ser humano

mg],

base

exposição

sistémica

decorrente

administração

diária

durante

aproximadamente dois anos. Os adenomas hepatocelulares e das células foliculares da tiróide

observados em ratos são considerados como uma consequência do mecanismo específico do rato

relacionado com a indução enzimática do CYP hepático. O etoricoxib não demonstrou causar

indução enzimática do CYP3A no homem.

No rato, verificou-se um aumento da toxicidade gastrointestinal do etoricoxib com o aumento da

dose e com o tempo de exposição. No estudo de toxicidade de 14 semanas, o etoricoxib causou

úlceras gastrointestinais em exposições superiores às observadas no ser humano com a dose

terapêutica. No estudo de toxicidade de 53 e 106 semanas, foram também observadas úlceras

gastrointestinais

exposições

comparáveis

observadas

humano

dose

terapêutica. Nos cães, as anomalias renais e gastrointestinais foram observadas com exposições

elevadas.

O etoricoxib não foi teratogénico nos estudos de toxicidade reprodutiva em ratos com doses de 15

mg/kg/dia (isto representa aproximadamente 1,5 vezes a dose diária recomendada no ser humano

base

exposição

sistémica).

coelhos,

observou-se

aumento

malformações

cardiovasculares

relacionadas

tratamento

valores

exposição

inferiores à exposição clínica com a dose diária recomendada no ser humano (90 mg). No

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

entanto, não se observaram malformações fetais externas ou esqueléticas relacionadas com o

tratamento. Nos ratos e nos coelhos houve um aumento dependente da dose na perda pós-

implantação com exposições iguais ou superiores a 1,5 vezes a exposição humana (ver secções

4.3 e 4.6).

O etoricoxib é excretado no leite de ratos lactantes em concentrações aproximadamente duas

vezes superiores às plasmáticas. Houve uma diminuição no peso corporal das crias após a

exposição

das crias ao leite

de progenitoras às quais se administrou

etoricoxib

durante

aleitamento.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo:

Croscarmelose sódica (E468)

Celulose microcristalina (E460)

Estearato de magnésio (E470b)

Revestimento:

Hipromelose (E464)

Dióxido de titânio (E171)

Triacetina (E1518)

Talco (E553b)

Laca de alumínio de indigotina(E132) (este excipiente não está presente no Etoricoxib Normon

90 mg)

Óxido de ferro amarelo (E172) (este excipiente não está presente no Etoricoxib Normon 90 mg).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Etoricoxib Normon 30 mg: comprimidos revestidos por película

Blisters de alumínio/alumínio-poliamida-PVC em embalagens contendo 28 comprimidos.

Blisters de alumínio/PVC-PVDC em embalagens contendo 28 comprimidos.

Blisters de alumínio PVDC-PE em embalagens contendo 28 comprimidos.

Etoricoxib Normon 60 mg: comprimidos revestidos por película

APROVADO EM

17-03-2017

INFARMED

Blisters de alumínio/alumínio-poliamida-PVC em embalagens contendo 28 comprimidos.

Blisters de alumínio/PVC-PVDC em embalagens contendo 28 comprimidos.

Blisters de alumínio PVDC-PE em embalagens contendo 28 comprimidos.

Etoricoxib Normon 90 mg: comprimidos revestidos por película

Blisters de alumínio/alumínio-poliamida-PVC em embalagens contendo 28 comprimidos.

Blisters de alumínio/PVC-PVDC em embalagens contendo 28 comprimidos.

Blisters de alumínio PVDC-PE em embalagens contendo 28 comprimidos.

Etoricoxib Normon 120 mg: comprimidos revestidos por película

Blisters de alumínio/alumínio-poliamida-PVC em embalagens contendo 7 comprimidos.

Blisters de alumínio/PVC-PVDC em embalagens contendo 7 comprimidos.

Blisters de alumínio PVDC-PE em embalagens contendo 7 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Laboratórios NORMON, S.A.

Av. Infante D. Henrique, 333H,

Piso 3, Esc. 42

1800-282 Lisboa

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO / RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Informação

detalhada

sobre

este

medicamento

está

disponível

site

INFARMED,

I.P.(www.infarmed.pt).

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