Caspofungina Xellia 70 mg Pó para concentrado para solução para perfusão

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Caspofungina
Disponível em:
Xellia Pharmaceuticals ApS
Código ATC:
J02AX04
DCI (Denominação Comum Internacional):
Caspofungina
Dosagem:
70 mg
Forma farmacêutica:
Pó para concentrado para solução para perfusão
Composição:
Caspofungina, acetato 77.63 mg
Via de administração:
Via intravenosa
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea a)
Grupo terapêutico:
1.2 Antifúngicos
Área terapêutica:
caspofungin
Resumo do produto:
5692744 - Frasco para injetáveis 1 unidade(s) - Tipo de embalagem: ReconstituídaPrazo de validade: Condições: Uso imediatoTipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Conservar no frigorífico - Não comercializado - 10080660 -
Status de autorização:
Revogado (07 de Dezembro de 2017)
Número de autorização:
UK/H/4156/002/DC
Data de autorização:
2016-12-05

Leia o documento completo

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Caspofungina Xellia

70 mg pó para concentrado para solução para perfusão

Caspofungina

Leia com atenção todo este folheto antes de este medicamento lhe ser administrado a si

ou ao seu filho pois contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico.

tiver

quaisquer

efeitos

secundários,

incluindo

possíveis

efeitos

secundários

não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico. Ver secção

O que contém este folheto

1. O que é Caspofungina Xellia e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de lhe ser administrado Caspofungina Xellia

3. Como utilizar Caspofungina Xellia

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Caspofungina Xellia

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Caspofungina Xellia e para que é utilizado

O que é Caspofungina Xellia

Caspofungina Xellia contém um medicamento chamado caspofungina. Este medicamento

pertence a um grupo de medicamentos chamados antifúngicos.

Para que é utilizado Caspofungina Xellia

Caspofungina

Xellia

utilizado

para

tratar

seguintes

infeções

crianças,

adolescentes e adultos:

Infeção fúngica grave nos seus tecidos ou órgãos (chamada “candidíase invasiva”). Esta

infeção é causada por um fungo (levedura) chamado Candida.

As pessoas que foram submetidas recentemente a uma operação e as que têm um sistema

imunitário mais fraco podem ter este tipo de infeção. Os sintomas mais frequentes deste

tipo de infeção são febre e arrepios que não respondem a antibióticos.

Infeção fúngica no nariz, seios nasais ou pulmões (denominada “aspergilose invasiva”),

outros

tratamentos

antifúngicos

não

tiveram

efeito

tiverem

causado

efeitos

secundários. Esta infeção é causada por um fungo chamado Aspergillus.

As pessoas que estão a fazer quimioterapia, que foram submetidas a um transplante e as

que têm um sistema imunitário mais fraco podem ter este tipo de infeção.

Suspeita de infeção fúngica, se tiver febre e baixo número de glóbulos brancos, que não

melhore

tratamento

antibióticos.

pessoas

foram

submetidas

recentemente a uma operação e as que têm um sistema imunitário mais fraco estão em

risco de ter uma infeção fúngica.

2. Como funciona Caspofungina Xellia

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05-12-2016

INFARMED

Caspofungina Xellia torna as células fúngicas frágeis e evita o correto crescimento dos

fungos. Tal evita que a infeção se dissemine e permite que as defesas naturais do

organismo consigam eliminar a infeção.

O que precisa de saber antes de lhe ser administrado Caspofungina Xellia

Não utilize Caspofungina Xellia

se tem alergia à caspofungina ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6).

Se não tem a certeza, fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico antes de lhe ser

administrado o medicamento.

Advertências e precauções

Fale

como

médico,

enfermeiro ou

farmacêutico

antes

administrado

Caspofungina Xellia, se:

for alérgico a qualquer outro medicamento

alguma vez teve problemas no fígado – pode precisar de uma dose diferente deste

medicamento

já está a tomar ciclosporina (utilizado para ajudar na prevenção da rejeição de transplante

de órgão ou para suprimir o seu sistema imunitário), pois o seu médico pode precisar de

realizar análises ao sangue adicionais durante o seu tratamento

alguma vez teve qualquer outro problema médico.

Se alguma das situações anteriores se aplicar a si (ou se não tem a certeza), fale com o

seu médico, enfermeiro ou farmacêutico antes de lhe ser administrado Caspofungina

Xellia.

Outros medicamentos e Caspofungina Xellia

Informe o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado

recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos que

obteve

receita

médica

medicamentos

base

plantas,

Caspofungina Xellia pode afetar o modo como atuam outros medicamentos. Há também

outros medicamentos que podem alterar o efeito de Caspofungina Xellia.

Informe o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico se está a tomar alguns dos seguintes

medicamentos:

ciclosporina ou tacrolímus (utilizados para ajudar na prevenção da rejeição de transplante

de órgão ou para suprimir o seu sistema imunitário), pois o seu médico pode precisar de

realizar análises ao sangue adicionais durante o seu tratamento

alguns medicamentos anti-VIH, tais como efavirenz ou nevirapina

fenitoína ou carbamazepina (utilizados para tratar convulsões)

dexametasona (um esteroide)

rifampicina (um antibiótico).

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INFARMED

Se alguma das situações anteriores se aplicar a si (ou se não tem a certeza), fale com o

seu médico, enfermeiro ou farmacêutico antes de lhe ser administrado Caspofungina

Xellia.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Caspofungina Xellia não foi estudado em mulheres grávidas. Só deve ser usado na

gravidez se o potencial benefício justificar o potencial risco para o feto.

As mulheres a quem é administrado Caspofungina Xellia não devem amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não há informação que sugira que Caspofungina Xellia afete a sua capacidade para

conduzir ou utilizar máquinas.

3. Como utilizar Caspofungina Xellia

Caspofungina Xellia será sempre preparado e administrado por um profissional de saúde.

Ser-lhe-á administrado Caspofungina Xellia:

uma vez por dia

por injeção lenta numa veia (perfusão intravenosa)

durante aproximadamente 1 hora.

O seu

médico determinará a duração do tratamento, assim como a quantidade de

Caspofungina Xellia que lhe será administrada por dia. O seu médico irá vigiar como o

medicamento funciona consigo. Se o seu peso for superior a 80 kg, pode necessitar de

uma dose diferente.

Crianças e adolescentes

A dose para crianças e adolescentes pode diferir da dose utilizada em adultos.

Se lhe for administrado mais Caspofungina Xellia do que deveria

O seu médico irá decidir qual a dose de Caspofungina Xellia de que necessita e durante

quando tempo, por dia. Se está preocupado por achar que pode ter-lhe sido administrada

uma quantidade excessiva de Caspofungina Xellia, informe imediatamente o seu médico

ou enfermeiro.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico,

enfermeiro ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como

todos

medicamentos,

este

medicamento

pode

causar

efeitos

secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

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Informe imediatamente o seu médico ou enfermeiro se sentir algum dos seguintes efeitos

secundários – poderá precisar de tratamento médico urgente:

erupção cutânea, prurido, sensação de calor, tumefação da face, lábios ou garganta ou

dificuldade em respirar – poderá estar a ter uma reação de libertação de histamina ao

medicamento

dificuldade em respirar com síbilo ou agravamento de erupções cutâneas já existentes –

poderá estar a ter uma reação alérgica ao medicamento

tosse, dificuldades respiratórias graves – se for adulto e tem aspergilose invasiva, poderá

estar a ter um problema respiratório grave que pode resultar em insuficiência respiratória.

Como

qualquer

outro

medicamento

sujeito

receita

médica,

alguns

efeitos

secundários poderão ser graves. Peça ao seu médico mais informações.

Outros possíveis efeitos secundários em adultos

Frequentes: podem afetar até 1 em cada 10 pessoas:

Hemoglobina diminuída (diminuição da substância que transporta oxigénio no sangue),

leucócitos diminuídos

Albuminemia (um tipo de proteína) diminuída no seu sangue, potássio diminuído ou

níveis baixos de potássio no sangue

Cefaleia

Inflamação da veia

Falta de ar

Diarreia, náuseas ou vómitos

Alterações em algumas análises laboratoriais ao sangue (incluindo valores aumentados de

algumas análises ao fígado)

Prurido, erupção cutânea, rubor da pele ou aumento da sudorese

Dor articular

Arrepios, febre

Prurido no local da injeção.

Pouco frequentes: podem afetar até 1 em cada 100 pessoas:

Alterações em algumas análises laboratoriais ao sangue (incluindo doença da coagulação

sanguínea, plaquetas, eritrócitos e leucócitos)

Perda

apetite,

aumento

fluido

corporal,

desequilíbrio

níveis

organismo, aumento do nível de açúcar no sangue, diminuição do nível de cálcio no

sangue, diminuição da concentração de magnésio no sangue, aumento da acidez do

sangue

Desorientação, nervosismo, incapacidade de dormir

Sensação de tonturas, diminuição dos sentidos ou da sensibilidade (especialmente na

pele), tremores, sonolência, perturbações do paladar, formigueiro ou adormecimento

Visão turva, aumento do lacrimejo, pálpebra tumefacta, amarelecimento da zona branca

dos olhos (icterícia)

Sensação

batimento

cardíaco

acelerado

ou irregular,

batimento

cardíaco

rápido,

batimento cardíaco irregular, ritmo cardíaco anormal, insuficiência cardíaca

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INFARMED

Afrontamento, rubor quente, tensão arterial alta, tensão arterial baixa, rubor ao longo de

uma veia que está extremamente sensível ao toque

Contração dos feixes

musculares que rodeiam as

vias respiratórias (broncospasmo)

resultando em síbilo ou tosse, ritmo respiratório rápido, falta de ar que o acorda durante o

sono, redução de oxigénio no sangue, sons respiratórios anormais, sons de crepitação nos

pulmões, síbilo, congestão nasal, tosse, dor de garganta

Dor abdominal, dor na zona superior do abdómen, distensão abdominal, obstipação,

dificuldade em engolir, boca seca, indigestão, gases, desconforto no estômago, tumefação

por acumulação de fluidos no abdómen

Diminuição do fluxo de bílis, fígado aumentado, amarelecimento da pele e/ou da zona

branca dos olhos, fígado danificado devido a um fármaco ou químico, doenças do fígado

Tecido cutâneo anormal, prurido generalizado, urticária, erupção cutânea de aparências

variadas, pele anormal, zonas vermelhas frequentemente pruriginosas nos braços e pernas

e, por vezes, na face e no resto do corpo

Dorsalgia, dor no braço ou na perna, dor óssea, dor muscular, fraqueza do músculo

Perda da função renal, perda súbita da função renal

local

cateter,

queixas

local

injeção

(rubor,

nódulos

duros,

dor,

tumefação, irritação, erupção cutânea, urticária, vazamento de líquido do cateter para o

tecido), inflamação da veia no local da injeção

Tensão arterial aumentada e alterações em algumas análises laboratoriais ao sangue

(incluindo aos eletrólitos dos rins

e testes de coagulação), aumento dos níveis de

medicamentos que está a tomar que enfraquecem o sistema imunitário

Mal-estar torácico, dor torácica, sensação de alteração da temperatura corporal, sensação

de indisposição geral, dor geral, tumefação da face, tumefação dos tornozelos, mãos ou

pés, tumefação, sensibilidade ao toque, sensação de cansaço.

Efeitos secundários em crianças e adolescentes

Muito frequentes: podem afetar mais de 1 em 10 pessoas:

Febre

Frequentes: podem afetar até 1 em cada 10 pessoas:

Cefaleia

Batimento cardíaco acelerado

Afrontamento, tensão arterial baixa

Alterações em algumas análises laboratoriais ao sangue (valores aumentados de algumas

análises ao fígado)

Prurido, erupção cutânea

Dor no local do cateter

Arrepios

Alterações em algumas análises laboratoriais ao sangue.

Outros efeitos secundários observados desde que este medicamento está no mercado

Desconhecido: a frequência não pode ser calculada:

Problemas no fígado

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Tumefação dos tornozelos, mãos ou pés

Aumento dos níveis de cálcio no sangue observado.

Comunicação de efeitos secundários

tiver

quaisquer

efeitos

secundários,

incluindo

possíveis

efeitos

secundários

não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico. Também

poderá

comunicar

efeitos

secundários

diretamente

através

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a

segurança deste medicamento.

5. Como conservar Caspofungina Xellia

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e

no frasco para injetáveis, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do

mês indicado.

Conservar no frigorífico (2°C – 8°C).

Concentrado reconstituído: deve ser utilizado imediatamente. Os dados de estabilidade

mostraram que o concentrado para solução para perfusão pode ser conservado até 24

horas, se o frasco para injetáveis for conservado a uma temperatura igual ou inferior a

25°C e reconstituído com água para injeções.

Solução de perfusão diluída para o paciente: deve ser utilizado imediatamente. Os dados

de estabilidade mostraram que o produto pode ser utilizado no prazo de 24 horas, se for

conservado a uma temperatura igual ou inferior a 25°C, ou no prazo de 48 horas, se o

saco (frasco) de perfusão intravenosa for conservado no frigorífico (2°C – 8°C) e diluído

com solução de perfusão compatível.

De um ponto de vista microbiológico, o produto deve ser utilizado imediatamente. Se não

for utilizado imediatamente, o tempo de armazenamento em utilização e as condições

antes da utilização são da responsabilidade do utilizador e seriam, em condições normais,

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05-12-2016

INFARMED

não superiores a 24 horas, entre 2°C – 8°C, a menos que a reconstituição e a diluição

tenham ocorrido em condições assépticas controladas e validadas.

Uma vez preparado, Caspofungina Xellia deve ser utilizado imediatamente, uma vez que

não contém nenhum componente que pare o crescimento bacteriano. Só um profissional

de saúde experiente que tenha lido as instruções na sua totalidade pode preparar este

medicamento (ver a seguir “Instruções para a reconstituição e diluição de Caspofungina

Xellia”).

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao

seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Caspofungina Xellia

A substância ativa é a caspofungina. Cada frasco para injetáveis de Caspofungina Xellia

contém 70 mg de caspofungina (na forma de acetato). A concentração do frasco para

injetáveis reconstituído é de 7,2 mg/ml.

Os outros componentes são sacarose, manitol, ácido succínico e hidróxido de sódio.

Qual o aspeto de Caspofungina Xellia e conteúdo da embalagem

Caspofungina Xellia é um pó compacto, estéril, branco a esbranquiçado.

Cada embalagem contém um frasco para injetáveis com pó.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no

Mercado

Fabricante

Xellia Pharmaceuticals ApS

Dalslandsgade 11

2300 Copenhaga S

Dinamarca

Xellia Pharmaceuticals ApS

Dalslandsgade 11

2300 Copenhaga S

Dinamarca

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

Áustria

Caspofungin Xellia 70 mg Pulver für ein Konzentrat zur Herstellung

einer Infusionslösung

Bélgica

Caspofungin Xellia 70 mg Poeder voor concentraat voor oplossing voor

infusie

Bulgária

Caspofungin Xellia 70 mg

Прах

концентрат

за

инфузионен

разтвор

República

Checa

Caspofungin Xellia 70 mg prášek pro koncentrát pro infuzní roztok

Alemanha

Caspofungin Xellia 70 mg Pulver für ein Konzentrat zur Herstellung

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05-12-2016

INFARMED

einer Infusionslösung

Dinamarca

Caspofungin Xellia

Estónia

Caspofungin Xellia

Grécia

Caspofungin Xellia 70 mg

κόνις

για

πυκνό

σκεύασµα

για

παρασκευή

διαλύµατος

προς

έγχυση

Espanha

Caspofungin Xellia 70 mg Polvo para concentrado para solución para

perfusión

Finlândia

Caspofungin Xellia 70 mg kuiva-aine välikonsentraatiksi infuusionestettä

varten, liuos

França

Caspofungine Xellia 70 mg, poudre pour solution à diluer pour solution

pour perfusion

Croácia

Kaspofungin Xellia 70 mg prašak za koncentrat za otopinu za infuziju

Hungria

Caspofungin Xellia 70 mg por oldatos infúzióhoz való koncentrátumhoz

Irlanda

Caspofungin

Xellia

70 mg

Powder

concentrate

solution

infusion

Itália

Caspofungin Xellia

Liechtenstein

Caspofungin Xellia 70 mg Pulver für ein Konzentrat zur Herstellung

einer Infusionslösung

Lituânia

Caspofungin Xellia 70 mg milteliai infuzinio tirpalo koncentratui

Luxemburgo

Caspofungin Xellia 70 mg poudre pour solution à diluer pour solution

pour perfusion

Letónia

Caspofungin

Xellia

70 mg

pulveris

ziju

ķī

duma

koncentr

pagatavošanai

Países

Baixos

Caspofungine Xellia 70 mg Poeder voor concentraat voor oplossing voor

infusie

Noruega

Caspofungin Xellia

Polónia

Caspofungin Xellia

Portugal

Caspofungina Xellia 70 mg

Roménia

Caspofungin

Xellia

70 mg

pulbere

pentru

concentrat

pentru

solu

perfuzabila

Suécia

Caspofungin

Xellia

70 mg

pulver

till

koncentrat

till

infusionsvätska,

lösning

Eslovénia

Kaspofungin

Xellia

70 mg

prašek

koncentrat

raztopino

infundiranje

Eslováquia

Caspofungin Xellia 70 mg prášok na infúzny koncentrát

Reino Unido

Caspofungin 70 mg Powder for concentrate for solution for infusion

Este folheto foi revisto pela última vez em {mês de AAAA}.

A informação que se segue destina-se apenas aos médicos e aos profissionais dos

cuidados de saúde:

Instruções para a reconstituição e diluição de Caspofungina Xellia:

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

Reconstituição de Caspofungina Xellia

NÃO

UTILIZAR

SOLUÇÕES

CONTENHAM

GLUCOSE,

Caspofungina Xellia não é estável em soluções que contêm glucose. NÃO MISTURAR

OU COPERFUNDIR CASPOFUNGINA XELLIA COM OUTROS MEDICAMENTOS,

uma vez que não existem dados disponíveis sobre a compatibilidade de Caspofungina

Xellia

outras

substâncias

intravenosas,

aditivos

medicamentos.

Inspecionar

visualmente a solução de perfusão para deteção de partículas ou descoloração.

INSTRUÇÕES DE UTILIZAÇÃO EM PACIENTES ADULTOS

Passo 1 Reconstituição dos frascos para injetáveis convencionais

Para a reconstituição do pó, esperar que o frasco para injetáveis atinja a temperatura

ambiente e adicionar assepticamente 10,5 ml de água para injeções. As concentrações dos

frascos para injetáveis reconstituídos serão de 7,2 mg/ml.

compacto

liofilizado

branco

esbranquiçado

dissolver-se-á

completamente.

Misturar cuidadosamente até obter uma solução límpida. As soluções reconstituídas

devem ser inspecionadas visualmente para deteção de partículas ou descoloração. Esta

solução reconstituída pode ser conservada até 24 horas a uma temperatura igual ou

inferior a 25°C.

Passo 2 Adicionar a solução reconstituída de Caspofungina Xellia à solução de perfusão

para o paciente

Os diluentes para a solução para perfusão final que deverão ser utilizados são: solução

injetável de cloreto de sódio ou solução de lactato de Ringer. A solução para perfusão

prepara-se

adicionando

assepticamente

quantidade

adequada

concentrado

reconstituído (conforme apresentado na tabela seguinte) a um saco ou frasco de perfusão

de 250 ml. Poderão ser utilizadas perfusões de volume reduzido em 100 ml, quando for

clinicamente necessário, nas doses diárias de 50 mg ou 35 mg. Não utilizar se a solução

estiver turva ou tiver precipitado.

PREPARAÇÃO DA SOLUÇÃO PARA PERFUSÃO EM ADULTOS

DOSE*

Volume

solução

reconstituída

Caspofungina

Xellia

transferir para o frasco

saco

perfusão

intravenosa

Preparação

padrão

(solução

reconstituída

Caspofungina

Xellia

adicionada

250 ml)

concentração

final

Perfusão

volume

reduzido

(solução

reconstituída

Caspofungina

Xellia

adicionada

100 ml)

concentração final

70 mg

10 ml

0,28 mg/ml

Não recomendado

70 mg

(a partir de dois frascos

para

injetáveis

50 mg)**

14 ml

0,28 mg/ml

Não recomendado

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

35 mg

para

compromisso

hepático

moderado

partir

frasco

para

injetáveis de 70 mg)

5 ml

0,14 mg/ml

0,34 mg/ml

* Devem usar-se 10,5 ml para reconstituição de todos os frascos para injetáveis

**Se não estiver disponível o frasco para injetáveis de 70 mg, a dose de 70 mg pode ser

preparada a partir de dois frascos para injetáveis de 50 mg

INSTRUÇÕES DE UTILIZAÇÃO EM PACIENTES PEDIÁTRICOS

Cálculo da Área superficial do corpo (ASC) para administração pediátrica

Antes da preparação da perfusão, calcular a área superficial do corpo (ASC) do paciente,

utilizando a seguinte fórmula: (Fórmula de Mosteller)

Mosteller RD: Simplified Calculation of Body Surface Area. N Engl J Med 1987 Oct

22;317(17): 1098 (letter)

Preparação da perfusão de 70 mg/m

para pacientes pediátricos >3 meses de idade

(utilizando um frasco para injetáveis de 70 mg)

Determinar a dose de carga real a ser utilizada nos pacientes pediátricos, através da ASC

do paciente (conforme cálculo acima) e da seguinte equação:

ASC (m

) X 70 mg/m

= Dose de carga

A dose de carga máxima no 1.º dia não deve exceder os 70 mg, independentemente da

dose calculada para o paciente.

Esperar

frasco

para

injetáveis

refrigerado

Caspofungina

Xellia

atinja

temperatura ambiente.

Adicionar assepticamente 10,5 ml de água para injeções.

Esta solução reconstituída pode

ser conservada até 24 horas a temperatura igual ou inferior a 25°C.

A concentração final

de caspofungina no frasco para injetáveis será de 7,2 mg/ml.

Remover do frasco para injetáveis o volume de medicamento equivalente à dose de carga

calculada (Passo 1). Transferir assepticamente este volume (ml)

da solução reconstituída

de Caspofungina Xellia para um saco (ou frasco) de perfusão intravenosa contendo

250 ml de solução injetável de cloreto de sódio a 0,9%, 0,45% ou 0,225% ou solução

injetável de lactato de Ringer. Em alternativa, o volume (ml)

da solução reconstituída de

Caspofungina Xellia pode ser adicionado a um volume reduzido de solução injetável de

cloreto de sódio a 0,9%, 0,45% ou 0,225% ou de solução injetável de lactato de Ringer,

de modo a não exceder uma concentração final de 0,5 mg/ml. Esta solução de perfusão

tem de ser utilizada no prazo de 24 horas, se conservada a temperatura igual ou inferior a

25°C, ou no prazo de 48 horas, se conservada no frigorífico entre 2°C – 8°C.

Preparação da perfusão de 50 mg/m

para pacientes pediátricos >3 meses de idade

(utilizando um frasco para injetáveis de 70 mg)

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

Determinar a dose de manutenção diária real a ser utilizada nos pacientes pediátricos,

através da ASC do paciente (conforme cálculo acima) e da seguinte equação:

ASC (m

) X 50 mg/m

= Dose de manutenção diária

A dose de manutenção diária não deve exceder os 70 mg, independentemente da dose

calculada para o paciente.

Esperar

frasco

para

injetáveis

refrigerado

Caspofungina

Xellia

atinja

temperatura ambiente.

Adicionar assepticamente 10,5 ml de água para injeções.

Esta solução reconstituída pode

ser conservada até 24 horas a temperatura igual ou inferior a 25°C.

A concentração final

de caspofungina no frasco para injetáveis será de 7,2 mg/ml.

Remover do frasco para injetáveis o volume de medicamento equivalente à dose de

manutenção diária (Passo 1). Transferir assepticamente este volume (ml)

da solução

reconstituída de Caspofungina Xellia para um saco (ou frasco) de perfusão intravenosa

contendo 250 ml de solução injetável de cloreto de sódio a 0,9%, 0,45% ou 0,225% ou

solução injetável de

lactato de Ringer. Em alternativa, o volume (ml)

da solução

reconstituída de Caspofungina Xellia pode ser adicionado a um volume reduzido de

solução injetável de cloreto de sódio a 0,9%, 0,45% ou 0,225% ou de solução injetável de

lactato de Ringer, de modo a não exceder uma concentração final de 0,5 mg/ml. Esta

solução

perfusão

utilizada

prazo

horas,

conservada

temperatura igual ou inferior a 25°C, ou no prazo de 48 horas, se conservada no

frigorífico entre 2°C – 8°C.

Notas sobre a preparação:

massa

branca

esbranquiçada

dissolver-se-á

completamente.

Misturar

cuidadosamente até obter uma solução límpida.

Inspecionar

visualmente

solução

reconstituída

para

deteção

partículas

descoloração durante a reconstituição e antes da perfusão. Não utilizar se a solução

estiver turva ou tiver precipitado.

Caspofungina Xellia é formulado de modo a dispensar a dose total expressa no rótulo do

frasco para injetáveis (70 mg) quando se retiram 10 ml do frasco para injetáveis.

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

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NOME DO MEDICAMENTO

Caspofungina Xellia 50 mg pó para concentrado para solução para perfusão

Caspofungina Xellia 70 mg pó para concentrado para solução para perfusão

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Caspofungina Xellia 50 mg pó para concentrado para solução para perfusão: Cada frasco

para injetáveis contém 50 mg de caspofungina (na forma de acetato). A concentração do

frasco para injetáveis reconstituído é de 5,2 mg/ml.

Caspofungina Xellia 70 mg pó para concentrado para solução para perfusão: Cada frasco

para injetáveis contém 70 mg de caspofungina (na forma de acetato). A concentração do

frasco para injetáveis reconstituído é de 7,2 mg/ml.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

FORMA FARMACÊUTICA

Pó para concentrado para solução para perfusão.

Pó branco a esbranquiçado.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

Indicações terapêuticas

Tratamento da candidíase invasiva em pacientes adultos ou pediátricos.

Tratamento da aspergilose invasiva em pacientes adultos ou pediátricos refratários ou

intolerantes à anfotericina B, formulações lipídicas de anfotericina B e/ou itraconazol. A

refratividade é definida como a progressão da infeção ou o insucesso na melhoria após

um período mínimo de 7 dias de tratamento prévio com doses terapêuticas de um

antifúngico eficaz.

Terapêutica

empírica

presumíveis

infeções

fúngicas

(tais

como

Candida

Aspergillus) em pacientes adultos ou pediátricos neutropénicos e febris.

Posologia e modo de administração

terapêutica

caspofungina

deve

iniciada

médico

experiente

tratamento de infeções fúngicas invasivas.

Posologia

Pacientes adultos

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No 1.º dia, deve ser administrada uma única dose de carga de 70 mg, seguida de 50 mg

por dia daí em diante. Em pacientes com mais de 80 kg de peso, após a dose de carga

inicial de 70 mg, recomenda-se 70 mg de caspofungina por dia (ver secção 5.2). Não é

necessário ajuste posológico com base no género ou na raça (ver secção 5.2).

Pacientes pediátricos (12 meses a 17 anos)

Em pacientes pediátricos (12 meses a 17 anos de idade), a posologia deve basear-se na

área

superficial

corpo

paciente

(ver

Instruções

utilização

pacientes

pediátricos, Fórmula de Mosteller

). Para todas as

indicações,

no 1.º dia deve ser

administrada uma dose de carga única de 70 mg/m

(não excedendo uma dose real de

70 mg), seguida de 50 mg/m

por dia a partir daí (não excedendo uma dose real diária de

70 mg). Se a dose diária de 50 mg/m

for bem tolerada mas não proporcionar uma

resposta clínica adequada, a dose diária pode ser aumentada para 70 mg/ m

por dia (não

excedendo uma dose real diária de 70 mg).

A segurança e a eficácia da caspofungina não foram suficientemente estudadas em

ensaios clínicos em recém-nascidos e bebés com menos de 12 meses de idade. É

necessária precaução ao tratar este grupo etário. Dados limitados sugerem que se podem

considerar doses de caspofungina de 25 mg/m

por dia em recém-nascidos e bebés (com

menos de 3 meses de idade) e de 50 mg/m

por dia em crianças com 3 a 11 meses de

idade (ver secção 5.2).

Duração do tratamento

A duração da terapêutica empírica deve ser baseada na resposta clínica do paciente. A

terapêutica deverá ser continuada até 72 horas após o desaparecimento da neutropenia

(CAN

500). Os pacientes com infeção fúngica devem ser tratados durante um período

mínimo de 14 dias e o tratamento deverá continuar durante pelo menos 7 dias após os

sintomas clínicos e a neutropenia terem desaparecido.

A duração do tratamento da candidíase invasiva deve basear-se na resposta clínica e

microbiológica do paciente. Após melhorarem os sinais e sintomas de candidíase invasiva

culturas

serem

negativas,

pode

considerar-se

transferência

para

terapêutica

antifúngica por via oral. De modo geral, a terapêutica antifúngica deve continuar durante

pelo menos 14 dias após a última cultura positiva.

A duração do tratamento da aspergilose invasiva é determinada para cada caso individual

em função da gravidade da doença subjacente, da recuperação da imunossupressão e da

resposta clínica do paciente. De uma forma geral, o tratamento deve continuar durante

pelo menos 7 dias após o desaparecimento dos sintomas.

A informação de segurança sobre tratamentos de duração superior a 4 semanas é limitada.

Contudo, os dados disponíveis sugerem que a caspofungina mantém boa tolerabilidade

em terapêuticas de maior duração (até 162 dias em pacientes adultos e até 87 dias em

pacientes pediátricos).

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Populações especiais

Pacientes idosos

Em pacientes idosos (com idade igual ou superior a 65 anos), a área sob a curva (AUC)

sofre um aumento de aproximadamente 30%. Contudo, não é necessário qualquer ajuste

posológico sistemático. É limitada a experiência no tratamento de pacientes com idade

igual ou superior a 65 anos (ver secção 5.2).

Compromisso renal

Não é necessário ajuste posológico com base no compromisso renal (ver secção 5.2).

Compromisso hepático

Nos pacientes adultos com compromisso hepático ligeiro (5 a 6 na escala de Child-Pugh),

não é necessário ajuste posológico. Nos pacientes adultos com compromisso hepático

moderado (7 a 9 na escala de Child-Pugh), são recomendados 35 mg de caspofungina por

dia, com base nos dados farmacocinéticos. No 1.º dia, deve ser administrada uma dose de

carga

inicial

70 mg.

Não

existe

experiência

clínica

pacientes

adultos

compromisso hepático grave (valor superior a 9 na escala de Child-Pugh) nem em

pacientes pediátricos com compromisso hepático de qualquer grau (ver secção 4.4).

Coadministração com indutores das enzimas metabólicas

Dados

limitados

sugerem

deve

considerar-se

aumento

dose

diária

caspofungina para 70 mg, após a dose de carga de 70 mg, quando a caspofungina é

coadministrada em pacientes adultos com alguns indutores das enzimas metabólicas (ver

secção 4.5). Quando a caspofungina é coadministrada em pacientes pediátricos (12 meses

a 17 anos de idade) com os mesmos indutores das enzimas metabólicas (ver secção 4.5),

deve ser considerada uma dose diária de 70 mg/m

de caspofungina (não excedendo uma

dose real diária de 70 mg).

Modo de administração

Após reconstituição e diluição, a solução deve ser administrada por perfusão intravenosa

lenta durante aproximadamente 1 hora. Para indicações sobre reconstituição, ver secção

6.6.

Encontram-se disponíveis frascos para injetáveis de 70 mg e 50 mg.

Caspofungina deve ser administrado numa única perfusão diária.

Mosteller RD: Simplified Calculation of Body Surface Area. N Engl J Med 1987 Oct

22;317(17): 1098 (letter)

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Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Advertências e precauções especiais de utilização

Foi notificada anafilaxia durante a administração de caspofungina. Caso esta situação

ocorra, deve-se interromper a administração de caspofungina e administrar o tratamento

adequado. Foram notificadas reações adversas possivelmente mediadas pela histamina,

incluindo erupção cutânea, tumefação facial, angiedema, prurido, sensação de calor ou

broncospasmo, que podem requerer descontinuação e/ou administração de tratamento

adequado.

Dados

limitados

sugerem

leveduras,

excetuando

Candida,

fungos,

excetuando o Aspergillus, menos comuns não pertencem ao espectro da caspofungina.

Não

estabelecida

eficácia

caspofungina

contra

estes

agentes

patogénicos

fúngicos.

A utilização concomitante de caspofungina com ciclosporina foi avaliada em voluntários

adultos saudáveis e em pacientes adultos. Alguns voluntários adultos saudáveis que

receberam

duas

doses

3 mg/kg

ciclosporina

caspofungina

apresentaram

aumentos transitórios na alanina transaminase (ALT) e no aspartato transaminase (AST)

inferiores ou iguais ao triplo do limite superior do normal (LSN), que desapareceram com

a interrupção do tratamento. Não foram notificadas reações adversas hepáticas graves

num estudo retrospetivo com 40 pacientes tratados, durante a comercialização, com

caspofungina e ciclosporina num período de 1 a 290 dias (mediana de 17,5 dias). Estes

dados sugerem que a caspofungina pode ser utilizada em pacientes a tomar ciclosporina

se o potencial benefício ultrapassar o potencial risco. Deve considerar-se uma estreita

monitorização das enzimas hepáticas se a caspofungina e a ciclosporina forem utilizadas

concomitantemente.

Em pacientes adultos com compromisso hepático ligeiro e moderado, a AUC aumenta

entre cerca de 20% e 75%, respetivamente. É recomendada uma redução da dose diária

para 35 mg nos pacientes adultos com compromisso hepático moderado. Não existe

experiência

clínica

adultos

compromisso

hepático

grave

pacientes

pediátricos com compromisso hepático de qualquer grau. Prevê-se uma exposição maior

em relação à insuficiência hepática moderada, devendo a caspofungina ser utilizada com

precaução nestes pacientes (ver secções 4.2 e 5.2).

Foram detetadas alterações laboratoriais nas provas funcionais do fígado em voluntários

saudáveis e em pacientes adultos e pediátricos tratados com caspofungina. Em alguns

pacientes adultos e pediátricos com doenças graves subjacentes, a receber medicação

múltipla

concomitante

caspofungina,

foram

notificados

casos

clinicamente

significativos

disfunção

hepática,

hepatite

insuficiência

hepática;

não

estabelecida uma relação causal com a caspofungina. Os pacientes que desenvolvam

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alterações nas provas funcionais do fígado durante o tratamento com caspofungina devem

ser monitorizados para deteção do agravamento da função hepática e deve ser reavaliado

o risco/benefício de continuar o tratamento com caspofungina.

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Estudos in vitro mostram que a caspofungina não é um inibidor de qualquer uma das

enzimas do sistema do citocromo P450 (CYP). Em estudos clínicos, a caspofungina não

induziu o metabolismo de outras substâncias pelo CYP3A4. A caspofungina não é um

substrato para a glicoproteína-P e é um substrato pobre para as enzimas do citocromo

P450.

entanto,

estudos

farmacológicos

clínicos,

demonstrado

caspofungina interage com outros medicamentos (ver a seguir).

Em dois estudos clínicos realizados em indivíduos adultos saudáveis, a ciclosporina A

(uma dose de 4 mg/kg ou duas doses de 3 mg/kg administradas com um intervalo de 12

horas) aumentou a AUC da caspofungina aproximadamente em 35%. Estes aumentos na

AUC devem-se provavelmente à redução da captação da caspofungina pelo fígado. A

caspofungina

não

aumentou

níveis

plasmáticos

ciclosporina.

Quando

caspofungina

ciclosporina

foram

coadministradas,

verificaram-se

aumentos

transitórios nas ALT e AST hepáticas inferiores ou iguais ao triplo do limite superior do

normal

(LSN),

desapareceram

interrupção

tratamento.

estudo

retrospetivo com 40 pacientes tratados, durante a comercialização, com caspofungina e

ciclosporina num período de 1 a 290 dias (mediana de 17,5 dias), não foram observadas

reações adversas hepáticas graves (ver secção 4.4). Deve considerar-se uma estreita

monitorização

enzimas

hepáticas

dois

medicamentos

forem

utilizados

concomitantemente.

A caspofungina reduziu a concentração mínima de tacrolímus em cerca de 26% em

voluntários adultos saudáveis. Em pacientes que estejam a receber ambas as terapêuticas,

é exigida a

monitorização de rotina das concentrações sanguíneas do tacrolímus

instituídos ajustes posológicos adequados do tacrolímus.

Os estudos clínicos em voluntários adultos saudáveis mostram que a farmacocinética da

caspofungina

não

alterada

modo

clinicamente

relevante

pelo

itraconazol,

anfotericina B, micofenolato, nelfinavir ou tacrolímus. A caspofungina não influenciou a

farmacocinética da anfotericina B, itraconazol, rifampicina ou micofenolato de mofetil.

Embora os dados de segurança sejam limitados, não parecem ser necessárias precauções

especiais quando a anfotericina B, itraconazol, nelfinavir ou micofenolato de mofetil são

coadministrados com a caspofungina.

A rifampicina

causou um aumento de 60% na

AUC e um

aumento de 170% na

concentração mínima de caspofungina no primeiro dia de coadministração, quando a

administração de ambos os medicamentos foi iniciada em conjunto em voluntários

adultos saudáveis. Os níveis mínimos de caspofungina diminuíram gradualmente com a

administração repetida. Após duas semanas de administração, o efeito da rifampicina na

AUC foi limitado, mas os níveis mínimos eram 30% inferiores aos dos indivíduos adultos

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que receberam somente caspofungina. O mecanismo de interação pode possivelmente

dever-se a uma inibição inicial e indução subsequente das proteínas transportadoras. Pode

esperar-se um efeito semelhante para os outros medicamentos que induzem as enzimas

metabólicas. Os dados limitados sobre os estudos farmacocinéticos na população indicam

que a utilização concomitante de caspofungina com os indutores efavirenz, nevirapina,

rifampicina, dexametasona, fenitoína ou carbamazepina pode resultar numa diminuição

da AUC da caspofungina. Quando se coadministram indutores das enzimas metabólicas

em pacientes adultos, deve considerar-se um aumento da dose diária de caspofungina

para 70 mg, após a dose de carga de 70 mg (ver secção 4.2).

Todos os

estudos

interação

entre

medicamentos

adultos

supracitados

foram

conduzidos com doses diárias de 50 mg ou 70 mg de caspofungina. A interação de doses

mais elevadas de caspofungina com outros medicamentos não foi formalmente estudada.

pacientes

pediátricos,

resultados

análise

regressão

dados

farmacocinéticos sugerem que a coadministração de dexametasona com caspofungina

pode resultar em reduções clinicamente significativas das concentrações mínimas da

caspofungina. Este resultado pode indicar que as reduções com indutores apresentados

pelos pacientes pediátricos serão semelhantes às dos adultos. Quando a caspofungina é

coadministrada em pacientes pediátricos (12 meses a 17 anos de idade) com indutores da

depuração

fármacos

como

rifampicina,

efavirenz,

nevirapina,

fenitoína,

dexametasona ou carbamazepina, deve ser considerada uma dose diária de 70 mg/m

caspofungina (não excedendo uma dose real diária de 70 mg).

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Os dados sobre a utilização de caspofungina em mulheres grávidas são limitados ou

inexistentes. A caspofungina não deve ser utilizada durante a gravidez a menos que seja

estritamente

necessário.

estudos

animais

revelaram

toxicidade

para

desenvolvimento (ver secção 5.3). Ficou demonstrado que a caspofungina atravessa a

placenta em estudos realizados em animais.

Amamentação

Desconhece-se

caspofungina

excretada

leite

humano.

dados

farmacodinâmicos/toxicológicos

disponíveis

animais

mostraram

excreção

caspofungina no leite. As mulheres a receber caspofungina não devem amamentar.

Fertilidade

Para a caspofungina, não foram observados efeitos na fertilidade em estudos conduzidos

ratos,

machos

fêmeas

(ver

secção

5.3).

Não

existem

dados

clínicos

para

caspofungina para avaliar o impacto na fertilidade.

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Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram realizados estudos sobre os efeitos na condução ou a utilização de máquinas.

Efeitos indesejáveis

Foram

notficadas

reações

hipersensibilidade

(anafilaxia

reações

adversas

possivelmente mediadas pela histamina) (ver secção 4.4).

Em pacientes com aspergilose invasiva, foram também notificados edema pulmonar,

síndrome de dificuldade respiratória do adulto (SDRA) e infiltrados radiográficos.

Pacientes adultos

Em estudos clínicos, 1.865 indivíduos adultos receberam doses únicas ou múltiplas de

caspofungina: 564 pacientes neutropénicos com febre (estudo de terapêutica empírica),

382 pacientes com candidíase invasiva, 228 pacientes com aspergilose invasiva, 297

pacientes com infeções localizadas por Candida e 394 indivíduos envolvidos em estudos

de Fase I. No estudo da terapêutica empírica, os pacientes tinham sido sujeitos a

quimioterapia para neoplasias malignas ou tinham sido submetidos a transplante de

células-mãe hematopoiéticas (incluindo 39 transplantes alogénicos). Nos estudos que

envolveram

pacientes

infeções

Candida

documentadas,

maioria

pacientes com infeções invasivas por Candida apresentava estados clínicos subjacentes

graves (p. ex., malignidade hematológica ou outras, grande cirurgia recente, VIH) e

necessitava de medicação múltipla concomitante. Os pacientes envolvidos no estudo não

comparativo de infeção por Aspergillus apresentavam frequentemente predisposição para

situações

clínicas

graves

ex.,

transplantes

medula

óssea

células-mãe

periféricas,

malignidade

hematológica, tumores sólidos ou transplante de órgãos) e

necessitavam de medicação múltipla concomitante.

A flebite foi uma reação adversa no local da injeção frequentemente notificada em todas

as populações de pacientes. Outras reações locais incluíram eritema, dor/sensibilidade ao

toque, prurido, corrimento e sensação de ardor.

As anomalias clínicas e laboratoriais notificadas em adultos tratados com caspofungina

(total de 1.780) foram normalmente ligeiras e raramente conduziram à interrupção do

tratamento.

Foram notificadas as seguintes reações adversas:

[Muito frequentes (

1/10), Frequentes (

1/100, <1/10), Pouco frequentes (

1/1.000,

<1/100)]

Doenças do sangue e do sistema linfático:

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Frequentes:

hemoglobina

diminuída,

hematócrito

diminuído,

número

leucócitos

diminuído

Pouco

frequentes:

anemia,

trombocitopenia,

coagulopatia,

leucopenia,

número

eosinófilos aumentado, número de plaquetas diminuído, número de plaquetas aumentado,

número de linfócitos diminuído, número de leucócitos aumentado, número de neutrófilos

diminuídos

Doenças do metabolismo e da nutrição:

Frequentes: Hipocaliemia

Pouco

frequentes:

sobrecarga

líquidos,

hipomagnesemia,

anorexia,

desequilíbrio

eletrolítico, hiperglicemia, hipocalcemia, acidose metabólica

Perturbações do foro psiquiátrico

Pouco frequentes: ansiedade, desorientação, insónia

Doenças do sistema nervoso:

Frequentes: cefaleia

Pouco frequentes: tonturas, disgeusia, parestesia, sonolência, tremor, hipostesia

Afeções oculares:

Pouco frequentes: icterícia ocular, visão turva, edema palpebral, hipersecreção lacrimal

Cardiopatias:

Pouco frequentes: palpitações, taquicardia, arritmia, fibrilhação auricular, insuficiência

cardíaca congestiva

Vasculopatias:

Frequentes: flebite

Pouco frequentes: tromboflebite, afrontamento, rubor quente, hipertensão, hipotensão

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:

Frequentes: dispneia

Pouco frequentes: congestão nasal, dor faringolaríngea, taquipneia, broncospasmo, tosse,

dispneia paroxística noturna, hipoxia, ralas, síbilo

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Afeções gastrointestinais:

Frequentes: náuseas, diarreia, vómitos

Pouco frequentes: dor abdominal, dor abdominal alta, boca seca, dispepsia, desconforto

no estômago, distensão abdominal, ascite, obstipação, disfagia, flatulência

Afeções hepatobiliares:

Frequentes:

aumento

valores

hepáticos

(alaninaminotransferase,

aspartataminotransferase, fosfatase alcalina no sangue, bilirrubina conjugada, bilirrubina

no sangue)

Pouco

frequentes:

colestase,

hepatomegalia,

hiperbilirrubinemia,

icterícia,

função

hepática

anormal,

hepatotoxicidade,

doenças

fígado,

gama-glutamiltransferase

aumentada

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Frequentes: erupção cutânea, prurido, eritema, hiperidrose

Pouco

frequentes:

eritema

multiforme,

erupção

maculosa,

erupção

maculopapulosa,

erupção

pruriginosa,

urticária,

dermatite

alérgica,

prurido

generalizado,

erupção

eritematosa, erupção cutânea generalizada, erupção morbiliforme, lesão da pele

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Frequentes: artralgia

Pouco frequentes: dorsalgia, dores nas extremidades, dor óssea, fraqueza

muscular,

mialgia

Afeções renais e urinárias

Pouco frequentes: insuficiência renal, insuficiência renal aguda

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Frequentes: pirexia, arrepios, prurido no local da perfusão

Pouco frequentes: dor, dor no local do cateter, fadiga, sensação de frio, sensação de calor,

eritema do local de infusão, induração do local de infusão, dor no local de infusão,

tumefação do local de infusão, flebite no local de injeção, edema periférico, sensibilidade

toque,

mal-estar

torácico,

torácica,

edema

facial,

sensação

alteração

temperatura corporal, induração, extravasão do local da infusão, irritação no local de

infusão, flebite no local de infusão, erupção cutânea no local de infusão, urticária no local

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de infusão, eritema no local de injeção, edema no local de injeção, dor no local de

injeção, tumefação do local de injeção, mal-estar geral, edema

Exames complementares de diagnóstico:

Frequentes: caliemia diminuída, albuminemia diminuída

Pouco frequentes: creatininemia aumentada, presença de eritrócitos na urina, proteína

total diminuída, presença de proteína na urina, tempo de protrombina prolongado, tempo

de protrombina encurtado, natremia diminuída, natremia aumentada, calcemia diminuída,

calcemia aumentada, cloretemia anormal diminuída, glicemia aumentada, magnésio no

sangue diminuído, fósforo no sangue diminuído, fósforo no sangue aumentado, ureia no

sangue aumentada, tempo parcial de tromboplastina ativada prolongado, bicarbonato no

sangue diminuído, cloretemia anormal aumentada, caliemia aumentada, tensão arterial

aumentada,

uricemia

diminuída,

presença

sangue

urina,

sons

respiratórios

anormais, dióxido de carbono diminuído, nível de fármaco imunossupressor diminuído,

relação normalizada internacional aumentada, cilindros na urina, presença de leucócitos

na urina, pH da urina aumentado.

A caspofungina foi também avaliada na dose de 150 mg por dia (até 51 dias) em 100

pacientes adultos (ver secção 5.1) O estudo comparou caspofungina a 50 mg por dia

(após dose de carga de 70 mg, no 1.º dia) com a dose de 150 mg por dia, no tratamento da

candidíase invasiva. Neste grupo de pacientes, a segurança de caspofungina nesta dose

mais elevada é, de modo geral, semelhante à apresentada pelos pacientes a quem foi

administrada a dose de 50 mg de caspofungina por dia. A proporção de pacientes com

uma reação adversa grave associada ao fármaco ou com uma reação adversa associada ao

fármaco que levou à descontinuação da caspofungina foi comparável nos 2 grupos de

tratamento.

Pacientes pediátricos

Os dados dos 5 estudos clínicos realizados em 171 pacientes pediátricos sugerem que a

incidência geral de experiências clínicas adversas (26,3%; IC 95% -19,9; 33,6) não é pior

do que a notificada para adultos tratados com caspofungina (43,1%; IC 95% -40,0; 46,2).

Contudo, os

pacientes

pediátricos

têm

provavelmente

perfil

acontecimentos

adversos diferente do apresentado pelos pacientes adultos. As experiências adversas

relacionadas

medicamento

mais

frequentemente

notificadas

pacientes

pediátricos foram pirexia (11,7%), erupção cutânea (4,7%) e cefaleia (2,9%).

Foram notificadas as seguintes reações adversas:

[Muito frequentes (

1/10), Frequentes (

1/100, <1/10)]

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Frequentes: número de eosinófilos aumentado

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Doenças do sistema nervoso:

Frequentes: cefaleia

Cardiopatias:

Frequentes: taquicardia

Vasculopatias:

Frequentes: afrontamento, hipotensão

Afeções hepatobiliares:

Frequentes: níveis elevados de enzimas hepáticas (AST, ALT)

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Frequentes: erupção cutânea, prurido

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Muito frequentes: febre

Frequentes: arrepios, dor no local do cateter

Exames complementares de diagnóstico:

Frequentes: potássio diminuído, hipomagnesemia, glucose aumentada, fósforo diminuído

e fósforo aumentado

Experiência pós-comercialização:

Foram notificadas as seguintes reações adversas pós-comercialização:

Afeções hepatobiliares:

Disfunção hepática, gama-glutamiltransferase aumentada

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Tumefação e edema periférico

Exames complementares de diagnóstico:

Hipercalcemia

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Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

reações

adversas

através

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Sobredosagem

Foi notificada a administração inadvertida de uma dose até 400 mg de caspofungina num

dia. Deste acontecimento não resultaram reações adversas clinicamente relevantes. A

caspofungina não é dialisável.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 1.2 Antifúngicos, antimicóticos para uso sistémico, código

ATC: J02AX04

Mecanismo de ação

O acetato de caspofungina é um composto lipopeptídico semissintético (equinocandina)

sintetizado a partir de um produto da fermentação de Glarea lozoyensis. O acetato de

caspofungina inibe a síntese do beta (1,3)-D-glucano, um componente essencial da

parede celular de vários fungos filamentosos e leveduras. O beta (1,3)-D-glucano não está

presente nas células dos mamíferos.

Demonstrou-se a atividade antifúngica com caspofungina frente a leveduras Candida.

Estudos in vitro e in vivo demonstram que a exposição de Aspergillus a caspofungina

resulta na lise e morte das extremidades apicais das hifas e dos pontos de ramificação

onde se produz o crescimento e divisão celular.

Efeitos farmacodinâmicos

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

A caspofungina possui atividade in vitro contra as espécies de Aspergillus (Aspergillus

fumigatus [N= 75], Aspergillus flavus [N = 111], Aspergillus niger [N = 31], Aspergillus

nidulans [N = 8], Aspergillus terreus [N = 52] e Aspergillus candidus [N = 3]). A

caspofungina possui também atividade in vitro contra as espécies de Candida (Candida

albicans [N = 1032], Candida dubliniensis [N = 100], Candida glabrata [N = 151],

Candida guilliermondii [N = 67], Candida kefyr [N= 62], Candida krusei [N = 147],

Candida lipolytica [N = 20], Candida lusitaniae [N =80], Candida parapsilosis [N = 215],

Candida rugosa [N = 1] e Candida tropicalis [N = 258]), incluindo isolados com múltiplas

mutações de transporte de resistência e os que têm resistência adquirida ou intrínseca ao

fluconazol, anfotericina B e 5-flucitosina. Os testes de suscetibilidade foram realizados

de acordo com uma modificação do método M38-A2 (para as espécies de Aspergillus) e

do método M27-A3 (para as espécies de Candida) do Clinical and Laboratory Standards

Institute

(CSLI,

anteriormente

conhecido

como

National

Committee

Clinical

Laboratory Standards [NCCLS]). Foram estabelecidas técnicas padronizadas para os

testes de suscetibilidade a leveduras pela EUCAST. Contudo, a EUCAST não aprovou

limites

suscetibilidade

interpretativos

para

caspofungina.

Foram

identificados

isolados de Candida com suscetibilidade reduzida à caspofungina num número reduzido

de pacientes durante o tratamento (foram notificadas CIMs para caspofungina >2 mg/l

(aumento de CIM de 4 a 30 vezes) utilizando técnicas para teste de CIM padronizadas

aprovadas pelo CLSI). O mecanismo de resistência identificado corresponde à mutação

no gene FKS1/FKS2. Estes casos foram associados a maus resultados clínicos. Foi

identificado o desenvolvimento de resistência in vitro à caspofungina pelas espécies de

Aspergillus. Na experiência clínica limitada, foi observada resistência à caspofungina em

pacientes com aspergilose invasiva. O mecanismo de resistência não foi estabelecido. A

incidência de resistência à caspofungina pelos vários isolados clínicos de Candida e

Aspergillus é rara.

Eficácia e segurança clínicas

Candidíase invasiva em pacientes adultos: Duzentos e trinta e nove pacientes foram

envolvidos num estudo inicial para comparar a caspofungina e a anfotericina B no

tratamento da candidíase invasiva. Vinte e quatro pacientes tinham neutropenia. Os

diagnósticos mais frequentes foram infeções da corrente sanguínea (candidemia) (77%,

n=186) e Candida peritonitis (8%, n=19); foram excluídos deste estudo os pacientes com

Candida endocarditis, osteomielite ou meningite. Foi administrada uma dose de 50 mg de

caspofungina uma vez por dia, após uma dose de carga de 70 mg, ao passo que a

anfotericina B foi administrada em doses entre 0,6 e 0,7 mg/kg/dia a pacientes não

neutropénicos ou em doses entre 0,7 e 1,0 mg/kg/dia a pacientes neutropénicos. A

duração média da terapêutica intravenosa foi de 11,9 dias, oscilando entre 1 e 28 dias.

Considerou-se como resposta favorável o desaparecimento dos sintomas e a eliminação

microbiológica da infeção por Candida. Foram incluídos duzentos e vinte e quatro

pacientes

análise

eficácia

primária

(análise

MITT)

resposta

final

terapêutica

intravenosa

estudo;

percentagens

respostas

favoráveis

para

tratamento

candidíase

invasiva

foram

comparáveis

para

caspofungina

(73%

[80/109]) e para a anfotericina B (62% [71/115]) [diferença de 12,7% (IC 95,6% -0,7;

26,0)]. Nos pacientes com candidemia, as percentagens de respostas favoráveis no final

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

da terapêutica intravenosa em estudo, foram comparáveis para a caspofungina (72%

[66/92]) e para a anfotericina (63% [59/94]) na análise de eficácia primária (análise

MITT) [diferen;a de 10,0% (IC 95,0% -4,5; 24,5)]. Os dados de pacientes com infeções

noutros locais que não o sangue foram mais limitados. As percentagens de respostas

favoráveis nos pacientes neutropénicos foram de 7/14 (50%) no grupo da caspofungina e

de 4/10 (40%) no grupo da anfotericina B. Estes dados limitados são suportados pelo

resultado do estudo da terapêutica empírica.

Num segundo estudo, os pacientes com candidíase invasiva receberam doses diárias de

50 mg/dia de caspofungina (após uma dose de carga de 70 mg no 1.º dia) ou 150 mg/dia

de caspofungina (ver secção 4.8). Neste estudo, a dose de caspofungina foi administrada

durante 2 horas (em vez da administração de rotina de 1 hora). O estudo excluiu pacientes

com suspeita de Candida endocarditis, meningite ou osteomielite. Tratando-se de um

estudo

terapia

primária,

pacientes

refratários

administrações

prévias

antifúngicos foram também excluídos. O número de pacientes neutropénicos envolvido

neste estudo foi também limitado (8,0%). A eficácia foi um objetivo secundário neste

estudo. Os pacientes que cumpriram os critérios de inclusão e a quem foi administrada

uma ou mais doses da terapêutica de caspofungina em estudo foram incluídos na análise

de eficácia. As percentagens de respostas favoráveis globais no fim da terapêutica com

caspofungina foram similares nos 2 grupos de tratamento: 72% (73/102) e 78% (74/95)

para os grupos de tratamento com 50 mg e 150 mg de caspofungina, respetivamente

(diferença de 6,3% [IC 95% -5,9; 18,4]).

Aspergilose invasiva em pacientes adultos: Sessenta e nove pacientes adultos (com

idades entre 18 e 80 anos), com aspergilose invasiva, foram incluídos num estudo aberto,

não comparativo, para avaliar a segurança, tolerabilidade e eficácia da caspofungina. Os

pacientes envolvidos tinham de ser refratários (progressão da doença ou insucesso na

melhoria com outras terapêuticas antifúngicas administradas durante pelo menos 7 dias)

(84% dos pacientes envolvidos) ou intolerantes (16% dos pacientes envolvidos) a outras

terapêuticas antifúngicas padrão. A maioria dos pacientes tinha doenças subjacentes

(malignidade

hematológica

24],

transplante

alogénico

medula

óssea

transplante de células-mães [N = 18], transplante de órgãos [N = 8], tumores sólidos [N =

3] ou outras doenças [N = 10]). Foram utilizadas definições rigorosas, adaptadas dos

Critérios do Grupo de Estudo de Micoses, para o diagnóstico da aspergilose invasiva e

para a resposta à terapêutica (considerou-se como resposta favorável a melhoria clínica

significativa nos exames radiográficos, assim como nos sinais e sintomas). A duração

média da terapêutica foi de 33,7 dias, oscilando entre 1 e 162 dias. Um grupo de peritos

independentes determinou que 41% (26/63) dos pacientes que receberam pelo menos

uma dose de caspofungina apresentaram uma resposta positiva. Dos pacientes submetidos

terapêutica

caspofungina

período

superior

dias,

(26/52)

apresentaram uma resposta favorável. As percentagens de respostas favoráveis para os

pacientes que eram refratários ou intolerantes a terapêuticas prévias foram de 36%

(19/53) e 70% (7/10), respetivamente. Embora as doses de terapêuticas antifúngicas

prévias em 5 pacientes considerados como refratários tenham sido inferiores às doses que

são

frequentemente

administradas

para

aspergilose

invasiva,

percentagem

respostas

favoráveis

nestes

pacientes

durante

terapêutica

caspofungina

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

semelhante à observada nos restantes pacientes refratários (2/5 em comparação com

17/48, respetivamente). As percentagens de respostas entre os pacientes com doença

pulmonar e doença extrapulmonar foram de 47% (21/45) e 28% (5/18), respetivamente.

Entre

pacientes

doença

extrapulmonar,

pacientes

também

apresentaram

envolvimento

definitivo,

provável

possível

tiveram

resposta favorável.

Terapêutica empírica em pacientes adultos neutropénicos, febris: Um número total de

1.111 pacientes com febre e neutropenia persistentes foram incluídos num estudo clínico

e tratados com 50 mg de caspofungina uma vez por dia após uma dose de carga de 70 mg

ou com 3,0 mg/kg/dia de anfotericina B lipossómica. Os pacientes elegíveis tinham sido

sujeitos

quimioterapia

para

neoplasias

malignas

tinham

sido

submetidos

transplante

células-mãe

hematopoiéticas

apresentavam

neutropenia

(<500

células/mm3 durante 96 horas) e febre (>38,0°C) que não respondiam à terapêutica

antibacteriana parentérica administrada num período

96 horas. Os pacientes deveriam

ser tratados num período de até 72 horas após resolução da neutropenia, com uma

duração máxima de 28 dias. Contudo, os pacientes com infeção fúngica documentada

podiam ser tratados durante mais tempo. Se o fármaco fosse bem tolerado, mas a febre do

paciente persistisse e o estado clínico piorasse após 5 dias de terapêutica, a posologia do

fármaco em estudo poderia ser aumentada para 70 mg/dia de caspofungina (13,3% dos

pacientes tratados) ou para 5,0 mg/kg/dia de anfotericina B lipossómica (14,3% dos

pacientes tratados). Foram incluídos 1095 pacientes na análise de eficácia primária de

intenção

tratar

modificada

(Modified

Intention-To-Treat

MITT)

resposta

favorável

global;

caspofungina

(33,9%)

tão

eficaz

como

anfotericina

lipossómica (33,7%) [diferença 0,2% (IC 95,2% -5,6; 6,0)]. Considerou-se como resposta

favorável de modo global o cumprimento de cada um dos 5 critérios seguintes: (1)

tratamento bem sucedido de qualquer infeção fúngica inicial (51,9% para a caspofungina

[14/27]; 25,9% para a anfotericina B lipossómica [7/27]), (2) ausência de infeções

fúngicas intercorrentes durante a administração do fármaco em estudo ou no período de 7

dias após a conclusão do tratamento (94,8% para a caspofungina [527/556]; 95,5% para a

anfotericina B lipossómica [515/539]), (3) sobrevivência durante 7 dias após a conclusão

terapêutica

estudo

(92,6%

para

caspofungina

[515/556];

89,2%

para

anfotericina B lipossómica [481/539]), (4) nenhuma interrupção do tratamento com o

fármaco em estudo devido à toxicidade relacionada com o fármaco ou à falta de eficácia

(89,7%

para

caspofungina

[499/556];

85,5%

para

anfotericina

lipossómica

[461/539]), e (5) desaparecimento da febre durante o período de neutropenia (41,2% para

a caspofungina [229/556]; 41,4% para a anfotericina B lipossómica [223/539]). As

percentagens de respostas à caspofungina e à anfotericina B lipossómica para as infeções

iniciais causadas por espécies de Aspergillus foram, respetivamente, 41,7% (5/12) e 8,3%

(1/12); para as causadas por espécies de Candida foram de 66,7% (8/12) e 41,7% (5/12).

pacientes

grupo

caspofungina

tiveram

infeções

intercorrentes

devido

seguintes leveduras e fungos pouco comuns: espécies deTrichosporon (1), espécies de

Fusarium (1), espécies de Mucor (1) e espécies de Rhizopus (1).

População pediátrica

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

A segurança e eficácia da caspofungina foram avaliadas em pacientes pediátricos dos 3

meses aos 17 anos de idade em dois ensaios clínicos multicêntricos, prospetivos. A

conceção do estudo, os critérios de diagnóstico e os critérios para avaliação da eficácia

foram semelhantes aos dos estudos correspondentes em pacientes adultos (ver secção

5.1).

O primeiro estudo, que incluiu 82 pacientes entre os 2 e os 17 anos de idade, foi um

estudo aleatório em dupla ocultação que comparou a caspofungina (50 mg/m

por via

intravenosa uma vez por dia, após uma dose de carga de 70 mg/ m

no 1.º dia [não

excedendo a dose diária de 70 mg]) à anfotericina B lipossómica (3 mg/kg por dia, por

intravenosa)

modelo

tratamento

caspofungina,

anfotericina B lipossómica) como terapêutica empírica em pacientes pediátricos com

febre e neutropenia persistentes. As percentagens de sucesso global nos resultados da

análise MITT, ajustadas por grupos de risco, foram as seguintes: 46,6% (26/56) para a

caspofungina e 32,2% (8/25) para a anfotericina B lipossómica.

O segundo estudo foi um estudo não comparativo, aberto, prospetivo para avaliar a

segurança e eficácia da caspofungina em pacientes pediátricos (com idades dos 6 meses

aos 17 anos) com candidíase invasiva, candidíase do esófago e aspergilose invasiva

(como

terapia

salvamento).

Foram

envolvidos

quarenta

nove

pacientes

receberam uma dose de 50 mg/m

de caspofungina por via intravenosa, uma vez por dia

após uma dose de carga de 70 mg/m

no 1.º dia (não excedendo a dose diária de 70 mg),

dos quais 48 foram incluídos na análise MITT. Destes pacientes, 37 tinham candidíase

invasiva, 10 tinham aspergilose invasiva e 1 paciente tinha candidíase do esófago. As

percentagens

respostas

favoráveis

análise

MITT,

indicação,

final

terapêutica com caspofungina foi a seguinte: 81% (30/37) na candidíase invasiva, 50%

(5/10) na aspergilose invasiva e 100% (1/1) na candidíase do esófago.

Propriedades farmacocinéticas

Distribuição

A caspofungina apresenta elevada ligação à albumina. A fração plasmática não ligada da

caspofungina varia entre 3,5% em voluntários saudáveis e 7,6% em pacientes com

candidíase

invasiva.

distribuição

desempenha

papel

mais

importante

farmacocinética plasmática da caspofungina e é o passo controlador da velocidade nas

fases de alfa- e beta-distribuição. A distribuição para os tecidos atingiu o valor máximo

ao fim de 1,5 a 2 dias após a administração, quando 92% da dose estava distribuída nos

tecidos. É provável que apenas uma pequena fração de caspofungina depositada nos

tecidos volte mais tarde ao plasma como composto inalterado. Assim, a eliminação

ocorre na ausência de um equilíbrio de distribuição, sendo impossível estimar atualmente

de forma realista o volume de distribuição da caspofungina.

Biotransformação

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

A caspofungina sofre uma degradação espontânea, convertendo-se num composto de anel

aberto. O restante metabolismo envolve a hidrólise peptídica e a N-acetilação. Dois

compostos intermédios, formados durante a degradação da caspofungina neste composto

de anel aberto, formam adultos covalentes com proteínas plasmáticas, resultando, em

baixa proporção, na ligação irreversível a proteínas plasmáticas.

Estudos in vitro mostram que a caspofungina não é um inibidor das enzimas 1A2, 2A6,

2C9, 2C19, 2D6 ou 3A4 do citocromo P450. Em estudos clínicos, a caspofungina não

induziu

inibiu

metabolismo

outros

medicamentos

pelo

CYP3A4.

caspofungina não é um substrato para a glicoproteína-P e é um substrato pobre para as

enzimas do citocromo P450.

Eliminação

A eliminação de caspofungina a partir do plasma é lenta, com uma depuração de 10 a

12 ml/min. As concentrações plasmáticas de caspofungina sofrem um decréscimo de

modo polifásico após perfusões intravenosas únicas de 1 hora. Imediatamente após a

perfusão verifica-se uma fase-alfa curta, seguida de uma fase-beta com uma semivida

entre 9 a 11 horas. Ocorre ainda uma fase-gama com uma semivida de 45 horas. A

distribuição, ao contrário da excreção ou da biotransformação, é o mecanismo dominante

que influencia a depuração plasmática.

Foi recuperada aproximadamente 75% de uma dose radioativa durante 27 dias: 41% na

urina e 34% nas fezes. Durante as primeiras 30 horas após a administração, há pouca

excreção ou biotransformação de caspofungina. A excreção é lenta e a semivida terminal

de radioatividade foi de 12 a 15 dias. Uma pequena quantidade de caspofungina é

excretada inalterada na urina (aproximadamente 1,4% da dose).

Caspofungina

apresenta

farmacocinética

não-linear

moderada

acumulação

aumentada à medida que se aumenta a dose e uma dependência da dose no período que

antecede o estado de equilíbrio, quando são administradas doses múltiplas.

Populações especiais

Verificou-se

exposição

aumentada

caspofungina

pacientes

adultos

compromisso renal e compromisso hepático ligeiro, em indivíduos do sexo feminino e

nos idosos. De uma forma geral, o aumento foi modesto, não tendo sido suficiente para

requerer

ajustamento

posológico.

pacientes

adultos

insuficiência

hepática

moderada ou em pacientes com peso mais elevado, pode ser necessário um ajuste

posológico (ver a seguir).

Peso: Verificou-se que o peso influencia a farmacocinética da caspofungina, na análise

farmacocinética da população de pacientes adultos com candidíase. As concentrações

plasmáticas diminuem com o aumento do peso. Previu-se que a exposição média num

paciente adulto com um peso de 80 kg é cerca de 23% inferior à de um paciente adulto

com um peso de 60 kg (ver secção 4.2).

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

Compromisso

hepático:

pacientes

adultos com

compromisso

hepático

ligeiro

moderado, a AUC aumenta entre cerca de 20% e 75%, respetivamente. Não existe

experiência clínica em pacientes adultos com compromisso hepático grave e em pacientes

pediátricos com compromisso hepático de qualquer grau. Num estudo de doses múltiplas,

uma redução da dose diária para 35 mg em pacientes adultos com compromisso hepático

moderado demonstrou originar uma AUC semelhante à obtida em indivíduos adultos com

função hepática normal a receberem o regime padrão (ver secção 4.2).

Compromisso renal: Num estudo clínico de doses únicas de 70 mg, as farmacocinéticas

da caspofungina foram semelhantes em voluntários adultos com compromisso renal

ligeiro (depuração da creatinina entre 50 e 80 ml/min) e em indivíduos controlo. Os

compromissos renais moderado (depuração da creatinina entre 31 e 49 ml/min), avançado

(depuração da creatinina entre 5 e 30 ml/min) e de último grau (depuração da creatinina

<10 ml/min e dependente de diálise) aumentaram de forma moderada as concentrações

plasmáticas de caspofungina após a administração de dose única (intervalo: 30 a 49%

para

AUC).

Contudo,

pacientes

adultos

candidíase

invasiva,

candidíase

esofágica ou aspergilose invasiva que receberam doses diárias múltiplas de 50 mg de

caspofungina, não houve efeito significativo do compromisso renal ligeiro a avançado

sobre

concentrações

caspofungina.

Não

necessário

ajuste

posológico

pacientes

compromisso

renal.

caspofungina

não

dialisável,

logo,

não

necessária uma administração suplementar depois da hemodiálise.

Género: As concentrações plasmáticas de caspofungina foram em média 17% a 38%

superiores nas mulheres, em comparação com os homens.

Idosos: Foi observado um aumento modesto na AUC (28%) e C24h (32%) nos indivíduos

idosos do sexo masculino, em comparação com indivíduos jovens do sexo masculino.

Nos pacientes que foram tratados empiricamente ou que tinham candidíase invasiva, foi

observado

efeito

idade

modesto

semelhante

pacientes

mais

velhos,

relativamente aos pacientes mais novos.

Raça: Os dados farmacocinéticos dos pacientes indicaram que não foram observadas

diferenças

clinicamente

significativas

farmacocinética

caspofungina

entre

caucasianos, negros, hispânicos e mestiços.

Pacientes pediátricos:

Em adolescentes (com idades dos 12 aos 17 anos) a receber 50 mg/m

de caspofungina

por dia (dose diária máxima de 70 mg), a AUC

0-24h

plasmática da caspofungina foi, em

geral, comparável à observada em adultos a receber 50 mg de caspofungina por dia.

Todos os adolescentes receberam doses diárias > 50 mg, e, de facto, 6 de 8 pacientes

receberam a dose máxima de 70 mg/dia. As concentrações plasmáticas de caspofungina

nestes adolescentes foram reduzidas, em comparação com as dos adultos a receber 70 mg

por dia, a dose mais frequentemente administrada a adolescentes.

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

Em crianças (com idades dos 2 aos 11 anos) a receber 50 mg/m

de caspofungina por dia

(dose diária máxima de 70 mg), a AUC

0-24h

plasmática da caspofungina após doses

múltiplas foi comparável à observada em adultos a receber 50 mg/dia de caspofungina.

Em crianças mais novas e bebés (com idades dos 12 aos 23 meses) a receber 50 mg/m

caspofungina

(dose

diária

máxima

70 mg),

0-24h

plasmática

caspofungina após doses múltiplas foi comparável à observada em adultos a receber

50 mg de caspofungina por dia e à de crianças mais velhas (2 a 11 anos de idade) a

receber a dose diária de 50 mg/m

Em geral, os dados de segurança, eficácia e farmacocinética disponíveis são limitados em

pacientes dos 3 aos 10 meses de idade. Os dados farmacocinéticos de uma criança de 10

meses a receber a dose diária de 50 mg/m

revelaram uma AUC

0-24h

dentro do mesmo

intervalo da observada em crianças mais velhas e adultos com as doses de 50 mg/m

e de

50 mg, respetivamente, ao passo que, numa criança de 6 meses a receber a dose de

50 mg/m

, a AUC

0-24h

foi um pouco superior.

Em recém-nascidos e bebés (<3 meses) a receber 25 mg/m

de caspofungina por dia

(correspondente a uma dose diária média de 2,1 mg/kg), o pico de concentração da

caspofungina

concentração

mínima

caspofungina

após

doses

múltiplas foram comparáveis às observadas em adultos a receber 50 mg de caspofungina

por dia. No 1.º dia, a C

foi comparável e a C

24 h

foi ligeiramente superior (36%) nestes

recém-nascidos

bebés,

comparação

adultos.

Contudo,

observou-se

variabilidade quer na C

(média geométrica no 4.º dia de 11,73 µg/ml, intervalo de 2,63

a 22,05 µg/ml), quer na C

24 h

(média geométrica no 4.º dia de 3,55 µg/ml, intervalo de

0,13 a 7,17 µg/ml). Não foram efetuadas medições da AUC

0-24h

neste estudo, devido à

insuficiente amostra de plasma. É de destacar que a eficácia e segurança da caspofungina

não foram estudadas de forma adequada em ensaios clínicos prospetivos envolvendo

recém-nascidos e bebés com menos de 3 meses de idade.

Dados de segurança pré-clínica

Os estudos de toxicidade repetida em ratos e macacos utilizando doses até 7 a 8 mg/kg

administradas por via intravenosa, apresentaram reações no local da injeção nos ratos e

macacos,

sinais

libertação

histamina

ratos

evidência

efeitos

indesejáveis no fígado do macaco. Os estudos de toxicidade do desenvolvimento em ratos

demonstraram que a caspofungina causou uma diminuição no peso corporal dos fetos e

um aumento da incidência de ossificação incompleta da vértebra, esterno embrionário e

ossos

cranianos

doses

5 mg/kg,

eram

associadas

efeitos

indesejáveis

maternos, tais como sinais de libertação de histamina em ratos fêmea grávidas. Verificou-

se também um aumento da incidência de costelas cervicais. A caspofungina foi negativa

em ensaios in vitro para avaliar o potencial de genotoxicidade, assim como no teste

cromossómico da medula óssea in vivo do ratinho. Não foram efetuados estudos de longo

termo em animais para avaliar o potencial carcinogénico. Para a caspofungina, não foram

observados efeitos na fertilidade em estudos conduzidos em ratos, machos e fêmeas, com

doses até 5 mg/kg/dia.

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

Lista dos excipientes

Sacarose

Manitol

Ácido succínico

Hidróxido de sódio (para ajustar o pH)

Incompatibilidades

Não

deve

misturado

soluções

contenham

glucose,

caspofungina não é estável em solventes que contenham glucose. Na ausência de estudos

de compatibilidade, este medicamento não pode ser misturado com outros medicamentos.

Prazo de validade

2 anos

Concentrado reconstituído: deve ser utilizado imediatamente. Os dados de estabilidade

mostraram que o concentrado para solução para perfusão pode ser conservado até 24

horas, se o frasco para injetáveis for conservado a uma temperatura igual ou inferior a

25°C e reconstituído com água para injeções.

Solução de perfusão diluída para o paciente: deve ser utilizado imediatamente. Os dados

de estabilidade mostraram que o produto pode ser utilizado no prazo de 24 horas, se for

conservado a uma temperatura igual ou inferior a 25°C, ou no prazo de 48 horas, se o

saco (frasco) de perfusão intravenosa for conservado no frigorífico (2°C – 8°C) e diluído

com solução para perfusão de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%), 4,5 mg/ml (0,45%) ou

2,25 mg/ml (0,225%) ou solução de lactato de Ringer.

De um ponto de vista microbiológico, o produto deve ser utilizado imediatamente. Se não

for utilizado imediatamente, o tempo de armazenamento em utilização e as condições

antes da utilização são da responsabilidade do utilizador e seriam, em condições normais,

não superiores a 24 horas, entre 2°C – 8°C, a menos que a reconstituição e a diluição

tenham ocorrido em condições assépticas controladas e validadas.

Precauções especiais de conservação

Frascos para injetáveis por abrir: conservar no frigorífico (2°C – 8°C).

Condições de conservação do medicamento após reconstituição e diluição, ver secção

6.3.

Natureza e conteúdo do recipiente

Caspofungina Xellia 50 mg pó para concentrado para solução para perfusão:

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

Frasco para injetáveis de vidro do tipo I, de 10 ml, com rolha de bromobutilo e selo de

alumínio vermelho com botão de fecho de destacar transparente.

Caspofungina Xellia 70 mg pó para concentrado para solução para perfusão: Frasco para

injetáveis de vidro do tipo I, de 10 ml, com rolha de bromobutilo e selo de alumínio cor

de laranja com botão de fecho de destacar transparente.

Fornecido em embalagens com 1 frasco para injetáveis.

Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Reconstituição de Caspofungina Xellia

NÃO

UTILIZAR

SOLUÇÕES

CONTENHAM

GLUCOSE,

Caspofungina Xellia não é estável em soluções que contêm glucose. NÃO MISTURAR

OU COPERFUNDIR CASPOFUNGINA XELLIA COM OUTROS MEDICAMENTOS,

uma vez que não existem dados disponíveis sobre a compatibilidade da Caspofungina

Xellia

outras

substâncias

intravenosas,

aditivos

medicamentos.

Inspecionar

visualmente a solução de perfusão para deteção de partículas ou descoloração.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

INSTRUÇÕES DE UTILIZAÇÃO EM PACIENTES ADULTOS

Passo 1 Reconstituição dos frascos para injetáveis convencionais

Para a reconstituição do pó, esperar que o frasco para injetáveis atinja a temperatura

ambiente e adicionar assepticamente 10,5 ml de água para injeções. As concentrações dos

frascos para injetáveis reconstituídos serão de: 5,2 mg/ml (frasco para injetáveis de

50 mg) ou 7,2 mg/ml (frasco para injetáveis de 70 mg).

compacto

liofilizado

branco

esbranquiçado

dissolver-se-á

completamente.

Misturar

cuidadosamente

até

obter

solução

límpida

incolor.

soluções

reconstituídas

devem

inspecionadas

visualmente

para

deteção

partículas

descoloração.

Esta

solução

reconstituída

pode

conservada

até

horas

temperatura igual ou inferior a 25°C.

Passo 2 Adicionar a solução reconstituída de Caspofungina Xellia à solução de perfusão

para o paciente

Os diluentes para a solução para perfusão final que deverão ser utilizados são: solução

injetável de cloreto de sódio ou solução de lactato de Ringer. A solução para perfusão

prepara-se

adicionando

assepticamente

quantidade

adequada

concentrado

reconstituído (conforme apresentado na tabela seguinte) a um saco ou frasco de perfusão

de 250 ml. Poderão ser utilizadas perfusões de volume reduzido em 100 ml, quando for

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05-12-2016

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clinicamente necessário, nas doses diárias de 50 mg ou 35 mg. Não utilizar se a solução

estiver turva ou tiver precipitado.

PREPARAÇÃO DA SOLUÇÃO PARA PERFUSÃO EM ADULTOS

DOSE*

Volume

solução

reconstituída

Caspofungina Xellia a

transferir para o frasco

saco

perfusão

intravenosa

Preparação

padrão

(solução

reconstituída

de Caspofungina Xellia

adicionada

concentração final

Perfusão

volume

reduzido

(solução

reconstituída

Caspofungina

Xellia

adicionada

concentração final

50 mg

10 ml

0,20 mg/ml

50 mg

volumes

reduzidos

10 ml

0,47 mg/ml

35 mg

para

compromisso

hepático

moderado

(a partir de um frasco

7 ml

0,14 mg/ml

35 mg

para

compromisso

hepático

moderado

(a partir de um frasco

para

injetáveis

7 ml

0,34 mg/ml

70 mg

10 ml

0,28 mg/ml

Não recomendado

70 mg

(a partir de dois frascos

para

injetáveis

50 mg)**

14 ml

0,28 mg/ml

Não recomendado

35 mg

para

compromisso

hepático

moderado

(a partir de um frasco

5 ml

0,14 mg/ml

0,34 mg/ml

* Devem usar-se 10,5 ml para reconstituição de todos os frascos para injetáveis

**Se não estiver disponível o frasco para injetáveis de 70 mg, a dose de 70 mg pode ser

preparada a partir de dois frascos para injetáveis de 50 mg

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05-12-2016

INFARMED

INSTRUÇÕES DE UTILIZAÇÃO EM PACIENTES PEDIÁTRICOS

Cálculo da Área superficial do corpo (ASC) para administração pediátrica

Antes da preparação da perfusão, calcular a área superficial do corpo (ASC) do paciente,

utilizando a seguinte fórmula: (Fórmula de Mosteller)

Preparação da perfusão de 70 mg/m

para pacientes pediátricos >3 meses de idade

(utilizando um frasco para injetáveis de 50 mg ou um frasco para injetáveis de 70 mg).

1. Determinar a dose de carga real a ser utilizada nos pacientes pediátricos, através da

ASC do paciente (conforme cálculo acima) e da seguinte equação:

ASC (m

) X 70 mg/m

= Dose de carga

A dose de carga máxima no 1.º dia não deve exceder os 70 mg, independentemente da

dose calculada para o paciente.

2. Esperar que o frasco para injetáveis refrigerado de Caspofungina Xellia atinja a

temperatura ambiente.

3. Adicionar assepticamente 10,5 ml de água para injeções.

Esta solução reconstituída

pode ser conservada até 24 horas a temperatura igual ou inferior a 25°C.

A concentração

final de caspofungina no frasco para injetáveis será de 5,2 mg/ml (utilizando um frasco

para injetáveis de 50 mg) ou de 7,2 mg/ml (utilizando um frasco para injetáveis de

70 mg).

4. Remover do frasco para injetáveis o volume de medicamento equivalente à dose de

carga

calculada

(Passo

1). Transferir

assepticamente

este

volume

(ml)

solução

reconstituída de Caspofungina Xellia para um saco (ou frasco) de perfusão intravenosa

contendo 250 ml de solução injetável de cloreto de sódio a 0,9%, 0,45% ou 0,225% ou

solução injetável de

lactato de Ringer. Em alternativa, o volume (ml)

da solução

reconstituída de Caspofungina Xellia pode ser adicionado a um volume reduzido de

solução injetável de cloreto de sódio a 0,9%, 0,45% ou 0,225% ou de solução injetável de

lactato de Ringer, de modo a não exceder uma concentração final de 0,5 mg/ml. Esta

solução

perfusão

utilizada

prazo

horas,

conservada

temperatura igual ou inferior a 25°C, ou no prazo de 48 horas, se conservada no

frigorífico entre 2°C – 8°C.

Preparação da perfusão de 50 mg/m

para pacientes pediátricos >3 meses de idade

(utilizando um frasco para injetáveis de 50 mg ou um frasco para injetáveis de 70 mg).

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

1. Determinar a dose de manutenção diária real a ser utilizada nos pacientes pediátricos,

através da ASC do paciente (conforme cálculo acima) e da seguinte equação:

ASC (m

) X 50 mg/m

= Dose de manutenção diária

A dose de manutenção diária não deve exceder os 70 mg, independentemente da dose

calculada para o paciente.

2. Esperar que o frasco para injetáveis refrigerado de Caspofungina Xellia atinja a

temperatura ambiente.

3. Adicionar assepticamente 10,5 ml de água para injeções.

Esta solução reconstituída

pode ser conservada até 24 horas a temperatura igual ou inferior a 25°C.

A concentração

final de caspofungina no frasco para injetáveis será de 5,2 mg/ml (utilizando um frasco

para injetáveis de 50 mg) ou de 7,2 mg/ml (utilizando um frasco para injetáveis de

70 mg).

4. Remover do frasco para injetáveis o volume de medicamento equivalente à dose de

manutenção diária (Passo 1). Transferir assepticamente este volume (ml)

da solução

reconstituída de Caspofungina Xellia para um saco (ou frasco) de perfusão intravenosa

contendo 250 ml de solução injetável de cloreto de sódio a 0,9%, 0,45% ou 0,225% ou

solução injetável de

lactato de Ringer. Em alternativa, o volume (ml)

da solução

reconstituída de Caspofungina Xellia pode ser adicionado a um volume reduzido de

solução injetável de cloreto de sódio a 0,9%, 0,45% ou 0,225% ou de solução injetável de

lactato de Ringer, de modo a não exceder uma concentração final de 0,5 mg/ml. Esta

solução

perfusão

utilizada

prazo

horas,

conservada

temperatura igual ou inferior a 25°C, ou no prazo de 48 horas, se conservada no

frigorífico entre 2°C – 8°C.

Notas sobre a preparação:

massa

branca

esbranquiçada

dissolver-se-á

completamente.

Misturar

cuidadosamente até obter uma solução límpida e incolor.

Inspecionar

visualmente

solução

reconstituída

para

deteção

partículas

descoloração durante a reconstituição e antes da perfusão. Não utilizar se a solução

estiver turva ou tiver precipitado.

c. Caspofungina Xellia é formulado de modo a dispensar a dose total expressa no rótulo

do frasco para injetáveis (50 mg ou 70 mg) quando se retiram 10 ml do frasco para

injetáveis.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

05-12-2016

INFARMED

Xellia Pharmaceuticals ApS

Dalslandsgade 11

2300 Copenhaga S

Dinamarca

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

50 mg: Registo nº xxxxxx

70 mg: Registo nº xxxxxx

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO

DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização:

Data da última renovação:

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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