Mulpleo (previously Lusutrombopag Shionogi)

Evrópusambandið - portúgalska - EMA (European Medicines Agency)

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Opinber matsskýrsla PAR
Virkt innihaldsefni:
Lusutrombopag
Fáanlegur frá:
Shionogi B.V.
ATC númer:
B02BX
INN (Alþjóðlegt nafn):
lusutrombopag
Meðferðarhópur:
Antihemorrhagics,
Lækningarsvæði:
Trombocitopenia
Ábendingar:
Mulpleo é indicado para o tratamento da trombocitopenia grave em doentes adultos com doença hepática crônica submetidos a procedimentos invasivos,.
Vörulýsing:
Revision: 3
Leyfisstaða:
Autorizado
Leyfisnúmer:
EMEA/H/C/004720
Leyfisdagur:
2019-02-18
EMEA númer:
EMEA/H/C/004720

Skjöl

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Samantekt á eiginleikum vöru Samantekt á eiginleikum vöru - norskt bókmál
Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - króatíska

B. FOLHETO INFORMATIVO

Folheto informativo: Informação para o doente

Mulpleo 3 mg comprimidos revestidos por película

lusutrombopag

Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de

nova informação de segurança. Poderá ajudar, comunicando quaisquer efeitos secundários que tenha.

Para saber como comunicar efeitos secundários, veja o final da secção 4.

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção 4.

O que contém este folheto

O que é Mulpleo e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Mulpleo

Como tomar Mulpleo

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Mulpleo

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é Mulpleo e para que é utilizado

Mulpleo contém a substância ativa lusutrombopag, que pretence a um grupo de medicamentos

chamados agonistas dos recetores da trombopoietina. Este medicamento ajuda a aumentar o número de

plaquetas

no seu sangue. As plaquetas são componentes do sangue que ajudam o sangue a coagular e

assim previnem as hemorragias.

Mulpleo é utilizado para

reduzir o risco de hemorragia durante cirurgias e outros procedimentos

(

incluindo extrações de dentes e endoscopias). É administrado a adultos com números baixos de

plaquetas devido a doença hepática crónica.

2.

O que precisa de saber antes de tomar Mulpleo

Não tome Mulpleo:

-

se tem alergia

ao lusutrombopag ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6 sob

“Qual a composição de Mulpleo”

Verifique com o seu médico

se isto se aplica a si, antes de tomar Mulpleo.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico:

-

se corre o risco de ter coágulos de sangue

nas suas veias ou artérias, ou se teve

anteriormente coágulos de sangue.

-

se tem uma doença de fígado grave.

-

se o seu baço foi removido.

-

se está a fazer tratamento com interferão.

Fale com o seu médico

antes de tomar Mulpleo, se qualquer uma destas se aplicar a si.

Sinais de um coágulo de sangue:

esteja atento a sinais como os que se descrevem abaixo

:

inchaço, dor, calor, vermelhidão,

ou dor à palpação na

sua perna.

falta de ar súbita

, especialmente com uma dor aguda no peito ou com respiração rápida.

dor no abdómen

(barriga), abdómen inchado, sangue nas suas fezes.

Procure ajuda médica imediatamente

se notar qualquer um destes sinais.

Crianças e adolescentes

Não dê este medicamento a crianças ou adolescentes com menos de 18 anos de idade, uma vez que o

medicamento não foi estudado em crianças e adolescentes.

Outros medicamentos e Mulpleo

Informe o seu médico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros

medicamentos.

Gravidez e amamentação

Não tome Mulpleo

se está gravida, a menos que o seu médico o recomende especificamente.

Desconhece-se o efeito de Mulpleo durante a gravidez.

Informe o seu médico

se está grávida, se pensa estar grávida ou planeia engravidar.

Utilize métodos contracetivos fiáveis

enquanto estiver a tomar Mulpleo.

Se ficar grávida

durante o tratamento com Mulpleo, informe o seu médico

imediatamente

Não amamente durante o tratamento

com Mulpleo, dado não se saber se o medicamento passa para

o leite.

→ Se já está a amamentar,

fale com o seu médico imediatamente.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Os efeitos de Mulpleo sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos.

Mulpleo contém sódio

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido, ou seja, é

praticamente “isento de sódio”.

3.

Como tomar Mulpleo

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Dose recomendada

: tome um comprimido uma vez por dia, à mesma hora, apenas durante sete dias.

Tome o comprimido com um líquido e engula-o inteiro. Não mastigue, parta ou esmague o

comprimido. Pode tomá-lo com alimentos ou entre as refeições.

O seu tratamento começará pelo menos 8 dias antes da sua cirurgia ou procedimento. Não altere a dose

ou esquema de toma de Mulpleo, a menos que o seu médico ou farmacêutico lhe diga para o fazer.

Se tiver uma doença de fígado grave,

informe o seu médico antes de tomar Mulpleo.

Se tomar mais do que deveria

Se tomou mais Mulpleo do que deveria, fale com o seu médico ou vá para o hospital. Se possível,

mostre-lhes a embalagem ou este folheto. Poderá ter de ser monitorizado para despistar efeitos

secundários associados a um excesso de plaquetas, tais como coágulos de sangue (ver secção 2,

“Advertências e precauções”

, e a secção 4,

“Efeitos secundários possíveis”

Caso se tenha esquecido de tomar um comprimido

No caso de se esquecer de tomar um comprimido de Mulpleo, tome-o assim que se lembrar no mesmo

dia.

Não tome uma dose a dobrar para compensar um comprimido que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Mulpleo

Não pare de tomar Mulpleo sem falar com o seu médico e não tome Mulpleo durante mais de 7 dias.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se

manifestem em todas as pessoas.

Maior risco de coágulos de sangue

Certas pessoas poderão ter um maior risco de coágulos no sangue, incluindo pessoas com doença

hepática, e os medicamentos como Mulpleo podem agravar este problema.

Sinais de um coágulo de sangue:

esteja atento a qualquer um dos sinais indicados abaixo:

Inchaço, dor, calor, vermelhidão,

ou dor à palpação

na sua perna

falta de ar súbita

, especialmente com uma dor aguda no peito ou com respiração rápida

dor no abdómen

(barriga), abdómen inchado, sangue nas suas fezes.

Procure ajuda médica imediatamente

se notar qualquer um destes sinais.

Efeitos secundários frequentes

(podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

Dores de cabeça

Enjoos

Coágulo de sangue no fígado (trombose da veia porta)

Erupção na pele.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste

folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Também poderá comunicar efeitos

secundários diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste

medicamento.

5.

Como conservar Mulpleo

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e nos blisters

após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

O medicamento não necessita de qualquer temperatura especial de conservação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger

o ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Mulpleo

A substância ativa é o lusutrombopag. Cada comprimido revestido por película contém 3 mg de

lusutrombopag.

Os outros componentes são:

Núcleo do comprimido:

manitol, celulose microcristalina, óxido de magnésio, lauril sulfato

de sódio, hidroxipropilcelulose, carmelose cálcica e estearato de magnésio.

Película de revestimento:

hipromelose, dióxido de titânio, citrato trietílico, talco e óxido de

ferro vermelho (E172).

Qual o aspeto de Mulpleo e conteúdo da embalagem

Mulpleo 3 mg comprimidos revestidos por película são comprimidos revestidos por película redondos,

vermelhos claros, com 7 mm, com a marcação da marca comercial da Shionogi acima do código

identificador “551” num dos lados e com a marcação da dosagem “3” no outro lado.

Mulpleo é apresentado num blister de alumínio numa embalagem exterior contendo 7 comprimidos

revestidos por película.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Shionogi B.V.

Kingsfordweg 151,

1043GR Amsterdam

Países Baixos

Fabricante

Manufacturing Packaging Farmaca (MPF) B.V.

Appelhof 13

Oudehaske

8465RX

Países Baixos

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do Titular

da Autorização de Introdução no Mercado:

AT, BE, BG, CY, CZ, DK, EE, IE, EL, FI, FR, HR, HU, IE, IS, LT,

LU, LV, MT, NL, NO, PL, PT, RO, SE, SI, SK

Shionogi B.V. Tel/Tel./Teл./Tlf/Tél/Puh/Sími/Τηλ:

+31 (0) 207038327

contact@shionogi.eu

DE

Shionogi GmbH

Tel: +49 (0)89 2109 3049

kontakt@shionogi.eu

ES

Shionogi SLU

Tel: +34 911 239 258

contacta@shionogi.eu

IT

Shionogi Srl

Tel: +39 06 94 805 118

contattaci@shionogi.eu

UK

Shionogi B.V.

Tel: +44 (0)20 3053 4190

contact@shionogi.eu

Este folheto foi revisto pela última vez em

Outras fontes de informação

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu/

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de

nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas. Para saber como notificar reações adversas, ver secção 4.8.

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Mulpleo 3 mg comprimidos revestidos por película

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 3 mg de lusutrombopag.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Comprimidos revestidos por película redondos, vermelhos claros, com 7,0 mm, com a marcação da

marca comercial da Shionogi acima do código identificador “551” num lado e com a marcação da

dosagem “3” no outro lado.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Mulpleo é indicado para o tratamento da trombocitopenia grave em doentes adultos com doença

hepática crónica submetidos a procedimentos invasivos (ver secção 5.1).

4.2

Posologia e modo de administração

Posologia

A dose recomendada é de 3 mg de lusutrombopag uma vez por dia, durante 7 dias.

O procedimento deve ser efetuado a partir do dia 9 após o início do tratamento com lusutrombopag.

Deve determinar-se a contagem de plaquetas antes do procedimento.

Omissão da dose

Se houver omissão de uma dose, a mesma deverá ser tomada assim que possível. Não se deve tomar

uma dose a dobrar para compensar uma dose omissa.

Duração do tratamento

Mulpleo não deve ser tomado durante mais de 7 dias.

Populações especiais

Doentes idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico em doentes com 65 anos de idade ou mais (ver

secção 5.2).

Compromisso renal

Não é necessário qualquer ajuste posológico em doentes com compromisso renal (ver secção 5.2).

Compromisso hepático

Dada a quantidade limitada de informação existente, a segurança e eficácia de Mulpleo não foram

estabelecidas em doentes com compromisso hepático grave (classe C de Child-Pugh) (ver secções 4.4

e 5.1). Não se prevê qualquer ajuste posológico nestes doentes. A terapêutica com lusutrombopag só

deverá ser iniciada em doentes com compromisso hepático grave se o benefício esperado superar os

riscos previstos (ver secções 4.4 e 5.2). Não é necesssário qualquer ajuste posológico em doentes com

compromisso hepático ligeiro (classe A de Child-Pugh) a moderado (classe B de Child-Pugh).

População pediátrica

A segurança e eficácia de lusutrombopag em crianças e adolescentes (< 18 anos de idade) não foram

estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Modo de administração

Mulpleo é para utilização oral. O comprimido revestido por película é para ser tomado uma vez por

dia com um líquido, engolido inteiro e não deverá ser mastigado, dividido ou esmagado. Pode ser

tomado com ou sem alimentos.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Complicações trombóticas/tromboembólicas

Os doentes com doença hepática crónica apresentam um risco de trombose da veia porta e trombose da

veia mesentérica. O risco poderá aumentar devido a um procedimento invasivo. Sabe-se que as

complicações trombóticas e tromboembólicas ocorrem com agonistas dos recetores da trombopoietina

(TPO), com base no mecanismo de ação associado a um aumento das plaquetas. Deve ter-se precaução

no que diz respeito a acontecimentos tromboembólicos após procedimentos invasivos, assim como

após o tratamento, independentemente da contagem de plaquetas. O risco de trombose ou de

tromboembolismo poderá aumentar em doentes com trombose ou tromboembolismo, com

antecedentes de trombose ou de tromboembolismo, com ausência de fluxo sanguíneo hepatopetal no

tronco principal da veia porta ou em doentes com coagulopatia congénita. Estes doentes devem ser

clinicamente monitorizados quando tratados com lusutrombopag.

Compromisso hepático grave

Existe informação limitada sobre a utilização de lusutrombopag em doentes com compromisso

hepático grave (classe C de Child-Pugh) (ver secção 5.1). O lusutrombopag só deverá ser utilizado

nestes doentes se o benefício esperado superar os riscos previstos (ver secções 4.2 e 5.2).

Dada a natureza instável destes doentes, estes devem receber assistência de acordo com a prática

clínica, através de monitorização cuidadosa para deteção de sinais precoces de agravamento ou

reaparecimento de encefalopatía hepática, ascites e de tendencias trombóticas ou hemorrágicas por

monitorização dos testes da função hepática, testes utilizados para a avaliação do estado de coagulação

e através de imagiologia da vasculatura portal, conforme seja necessário. Para além disso, apesar de

não ser necessário qualquer ajuste posológico nestes indivíduos, a contagem de plaquetas deve ser

determinada pelo menos uma vez, aproximadamente 5 dias após a primeira dose e, daí em diante,

conforme necessário. Devem adotar-se medidas adequadas, tal como a descontinuação do

lusutrombopag, se a contagem de plaquetas atingir ≥50.000/µl, como resultado de um aumento de

20.000/µl em relação ao valor inicial.

Utilização em doentes com doença hepática crónica submetidos a procedimentos invasivos

O lusutrombopag deve ser utilizado quando o risco de hemorragia é considerado elevado, de acordo

com os valores das análises clínicas laboratoriais, tais como a contagem de plaquetas e do sistema de

coagulação-fibrinólise, sintomas clínicos e tipo de procedimento invasivo. A eficácia e segurança do

lusutrombopag não foram estabelecidas quando o mesmo é administrado antes de uma laparotomia,

toracotomia, cirugia de coração aberto, craniotomia ou excisão de órgãos.

Repetição do tratamento

A informação disponível sobre a utilização do lusutrombopag em doentes anteriormente expostos ao

lusutrombopag é limitada.

Utilização em doentes com antecedentes de esplenectomia

A eficácia e segurança do lusutrombopag não foram estabelecidas quando o mesmo é administrado em

doentes com antecedentes de esplenectomia. A contagem de plaquetas deve ser cuidadosamente

monitorizada em doentes com antecedentes de esplenectomia tratados com lusutrombopag.

Coadministração com preparações à base de interferão

Sabe-se que as preparações à base de interferão reduzem a contagem de plaquetas. Por conseguinte,

este facto deve ser tido em consideração ao coadministrar-se lusutrombopag com preparações à base

de interferão.

Doentes com um peso corporal <45 kg

A informação disponível sobre a utilização do lusutrombopag em doentes com um peso corporal

<45 kg é limitada. A contagem de plaquetas deve ser determinada pelo menos uma vez,

aproximadamente 5 dias após a primeira dose e, daí em diante, conforme necessário. Devem adotar-se

medidas adequadas, tal como a descontinuação do lusutrombopag, se a contagem de plaquetas atingir

≥50.000/µl, como resultado de um aumento de 20.000/µl em relação ao valor inicial.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Inibidores da gp-P e da BCRP

O lusutrombopag é um substrato da gp-P e da BCRP, mas não é um substrato dos OATP1B1,

OATP1B3 e OCT1. No estudo clínico de interações medicamentosas, a coadministração de

ciclosporina, um inibidor duplo da gp-P e da BCRP, aumentou os valores da C

e da AUC

lusutrombopag em cerca de 20%, em comparação com a administração de lusutrombopag

isoladamente. Por conseguinte, não pode ser excluída uma potencial interação com os inibidores da

gp-P ou da BCRP, não sendo contudo necessário qualquer ajuste posológico com a dose clínica

recomendada de 3 mg em adultos.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Mulheres com potencial para engravidar/contraceção

Mulpleo deve ser utilizado com contraceção (ver sub-secção Gravidez e secção 5.3).

Gravidez

A quantidade de dados sobre a utilização de lusutrombopag em mulheres grávidas é limitada ou

inexistente. Os estudos em animais são insuficientes no que respeita à toxicidade reprodutiva (ver

secção 5.3).

O lusutrombopag não é recomendado durante a gravidez e em mulheres com potencial para engravidar

que não utilizam métodos contracetivos.

Amamentação

Desconhece-se se o lusutrombopag ou os seus metabolitos são excretados no leite humano. Os estudos

em animais mostraram excreção do lusutrombopag no leite de ratos a amamentar (ver secção 5.3). Por

conseguinte, não pode ser excluído qualquer risco para a criança a amamentar. Mulpleo não deve ser

administrado a mulheres a amamentar já que é excretado no leite mamário em animais.

Fertilidade

O lusutrombopag não afetou a fertilidade masculina ou feminina no rato até 176 e 252 vezes as

exposições clínicas humanas observadas em adultos, com base na AUC, em machos e fêmeas,

respetivamente (ver secção 5.3).

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos do lusutrombopag sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos.

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas mais frequentes foram cefaleias (4,7%; 8/171 doentes no grupo do

lusutrombopag; 3,5%; 6/170 doentes no grupo do placebo), náuseas (2,3%; 4/171 doentes no grupo do

lusutrombopag; 4,1%; 7/170 doentes no grupo do placebo), trombose da veia porta (1,2%;

2/171 doentes no grupo do lusutrombopag; 1,2%; 2/170 doentes no grupo do placebo) e erupção

cutânea (1,2%; 2/171 doentes no grupo do lusutrombopag; 0%; 0/170 doentes no grupo do placebo).

Lista tabelada de reações adversas

As reações adversas observadas com 3 mg de lusutrombopag uma vez por dia, até um máximo de

7 dias, em ensaios aleatorizados, em dupla ocultação, controlados com placebo, em doentes

trombocitopénicos com doença hepática crónica, submetidos a um procedimento invasivo (M0626,

M0631 e M0634; N=171) estão listadas na tabela 1 por Classes de Sistemas de Órgãos do MedDRA.

Tabela 1

Reações adversas

Classes de sistemas de órgãos

Reação adversa - Frequentes

Doenças do sistema nervoso

Cefaleias

Doenças gastrointestinais

Náuseas

Afeções hepatobiliares

Trombose da veia porta

Afeções dos tecidos cutâneos e

subcutâneos

Erupção cutânea

Categoria de frequência: muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100, <1/10), pouco frequentes (≥1/1.000,

<1/100), raros (≥1/10.000, <1/1.000) e muito raros (<1/10.000).

Descrição de reações adversas selecionadas

Complicações trombóticas/tromboembólicas

Foi notificada trombose da veia porta em estudos clínicos de fase 3, aleatorizados, em dupla ocultação,

controlados com placebo com 3 mg de lusutrombopag, uma vez por dia, até um máximo de 7 dias

(1,2%; 2/171 doentes); a incidência foi comparável à do grupo do placebo (1,2%; 2/170 doentes); foi

notificado apenas um caso de trombose cardíaca ventricular (0,6%; 1/171) no grupo do lusutrombopag.

No estudo de fase 2b, um doente teve trombose da veia porta que foi notificada como acontecimento

adverso emergente do tratamento (AAET) nos grupos do lusutrombopag 2 mg e 4 mg. Um doente teve

trombose da veia mesentérica notificada como AAET no grupo do lusutrombopag 4 mg; dois doentes

tiveram trombose da veia mesentérica notificada como AAET no grupo do placebo (ver secção 4.4).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma

vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

Uma sobredosagem poderá induzir um aumento excessivo da contagem de plaquetas, e poderá

provocar subsequentemente um estado medicamente passível de causar trombose e tromboembolismo.

Não existe um antídoto específico para a sobredosagem com lusutrombopag. As contagens de

plaquetas devem ser determinadas frequentemente e o estado dos doentes deve ser cuidadosamente

observado. Uma vez que a taxa de ligação às proteínas de lusutrombopag é elevada no soro, a

hemodiálise não é considerada eficaz.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Anti-hemorrágicos, outros hemostáticos sistémicos, código ATC:

B02BX07

Mecanismo de ação

O lusutrombopag é um agonista dos recetores da TPO oralmente ativo. O lusutrombopag atua nas

células estaminais hematopoiéticas e no domínio transmembranar dos recetores da TPO humana

expressos em megacariócitos, para estimular o megacariócito a proliferar e diferenciar-se através de

uma via de transdução do sinal para regulação da produção a montante semelhante à que é utilizada

pela TPO endógena, levando assim à trombocitopoiese.

Eficácia e segurança clínicas

Foram conduzidos dois estudos de fase 3, aleatorizados, em dupla ocultação, controlados com placebo

para avaliar o lusutrombopag

versus

placebo em indivíduos trombocitopénicos (contagem de plaquetas

< 50.000/µl) com doença hepática crónica (classe A e B de Child-Pugh), submetidos a procedimentos

invasivos eletivos (excluindo laparotomia, toracotomia, craniotomia, cirurgia de coração aberto,

ressecção de órgãos ou ressecção parcial de órgãos) no Japão (M0631 (L-PLUS 1) e em múltiplos

países (M0634 (L-PLUS 2)). Os indivíduos foram aleatorizados para receber 3 mg de lusutrombopag

ou placebo numa razão de 1:1. A aleatorização foi estratificada por contagem de plaquetas aquando do

rastreio/início do estudo e procedimento invasivo primário. O fármaco em estudo foi administrado por

via oral até um máximo de 7 dias. Do dia 5 ao dia 7, a contagem de plaquetas foi medida antes da

administração do fármaco em estudo. A administração do fármaco em estudo era interrompida se a

contagem de plaquetas fosse ≥ 50.000/µl juntamente com um aumento ≥ 20.000/µl em relação ao

início do estudo.

O procedimento invasivo era efetuado entre os dias 9 e 14.

No estudo M0631, 96 indivíduos receberam lusutrombopag ou placebo uma vez por dia: 48 indivíduos

no grupo do lusutrombopag e 48 indivíduos no grupo do placebo. Oito indivíduos tratados com

lusutrombopag e 2 indivíduos tratados com placebo receberam menos de 7 dias de tratamento uma vez

que os indivíduos foram ao encontro do critério de respondedor antes do dia 7. Entre os 48 indivíduos

no grupo do lusutrombopag, 40 indivíduos receberam lusutrombopag durante 7 dias, 4 indivíduos

receberam durante 6 dias, 1 indivíduo recebeu durante 5 dias e 3 indivíduos receberam durante 4 dias.

Entre os 48 indivíduos no grupo do placebo, 46 foram tratados durante 7 dias e 2 foram tratados

durante 4 dias.

No estudo M0634, 215 indivíduos foram aleatorizados para o estudo: 108 no grupo de lusutrombopag

3 mg e 107 no grupo do placebo. Um indivíduo no grupo do lusutrombopag desistiu do estudo antes

da administração do fármaco em estudo. No grupo do lusutrombopag, 73/107 indivíduos (68,2%)

receberam o fármaco em estudo durante 7 dias. Dos restantes indivíduos no grupo do lusutrombopag,

15, 8 e 11 indivíduos receberam o fármaco em estudo durante 4, 5 e 6 dias, respetivamente. No grupo

do placebo, 94/107 indivíduos (87,9%) receberam o fármaco em estudo durante 7 dias. Dos restantes

indivíduos no grupo do placebo, 5, 4 e 4 indivíduos receberam o fármaco em estudo durante 4, 5 e

6 dias, respetivamente.

O parâmetro de avaliação primário no estudo M0631 foi a proporção de indivíduos que não

necessitaram de uma transfusão de plaquetas (i.e. atingiram uma contagem de plaquetas >50.000/µl)

antes do procedimento invasivo primário. O parâmetro de avaliação primário no estudo M0634 foi a

proporção de indivíduos que não necessitaram de uma transfusão de plaquetas (i.e. atingiram uma

contagem de plaquetas >50.000/µl) antes do procedimento invasivo primário, nem de terapêutica de

resgate para a hemorragia, desde a aleatorização até 7 dias após o procedimento invasivo primário.

Para permitir uma comparação global dos resultados dos estudos M0631 e M0634, conforme

apresentado nas tabela 2 a 5, os dados do estudo M0631 foram re-analisados de acordo com o

parâmetro de avaliação primário para o estudo M0634. A proporção de indivíduos que não

necessitaram de uma transfusão de plaquetas antes do procedimento invasivo primário, nem de

terapêutica de resgate para a hemorragia, desde a aleatorização até 7 dias após o procedimento

invasivo primário, foi significativamente maior em termos estatísticos no grupo do lusutrombopag em

comparação com o grupo do placebo, para o estudo individual e para as análises agrupadas (tabela 2).

Tabela 2 Proporção de indivíduos que não necessitaram de uma transfusão de plaquetas nem de

terapêutica de resgate

Estudo M0631

Estudo M0634

Global

LUSU 3 mg

N = 49

Placebo

N =48

LUSU 3 mg

N = 108

Placebo

N = 107

LUSU 3 mg

N = 157

Placebo

N = 155

Proporção de indivíduos

75,5%

12,5%

64,8%

29,0%

68,2%

23,9%

(número de indivíduos)

(37)

(70)

(31)

(107)

(37)

Comparação com o

placebo [b]: Diferença da

proporção (IC de 95%)

61,8

(46,4; 77,2)

36,6

(24,6; 48,5)

44,4

(34,9; 54,0)

Valor de

p

< 0,0001

< 0,0001

< 0,0001

LUSU = lusutrombopag

Proporção de indivíduos que não necessitaram de uma transfusão de plaquetas antes do procedimento

invasivo primário, nem de terapêutica de resgate (incluindo transfusão de plaquetas) para a hemorragia, desde a

aleatorização até 7 dias após o procedimento invasivo primário. Para além dos indivíduos que receberam uma

transfusão de plaquetas, os indivíduos que não foram submetidos a um procedimento invasivo,

independentemente da razão, foram considerados como tendo recebido uma transfusão de plaquetas.

Teste de Cochran-Mantel-Haenszel com a contagem de plaquetas no início do estudo como estrato. Na

análise dos dados agrupados, o estudo foi adicionado como estrato. O valor de

p

e o intervalo de confiança foram

calculados usando o método de Wald.

Os parâmetros de avaliação secundários chave nos estudos M0631 e M0634 foram:

Proporção de indivíduos que não necessitaram de uma transfusão de plaquetas durante o estudo

(dia 1 até ao dia 35)

A proporção de indivíduos que não necessitaram de uma transfusão de plaquetas durante o estudo foi

significativamente maior no grupo do lusutrombopag, nos estudos individuais e no grupo do

lusutrombopag agrupado (estudos M0631 e M0634), em comparação com o placebo (tabela 3).

Tabela 3

Proporção de indivíduos que não necessitaram de uma transfusão de plaquetas

durante o estudo (dia 1 até ao dia 35)

Estudo M0631

Estudo M0634

Global

LUSU 3 mg

N = 49

Placebo

N =48

LUSU 3 mg

N = 108

Placebo

N = 107

LUSU 3 mg

N = 157

Placebo

N = 155

Proporção de indivíduos

77,6%

12,5%

63,0%

29,0%

67,5%

23,9%

(número de indivíduos)

(38)

(68)

(31)

(106)

(37)

Comparação com o

placebo [b]: Diferença da

proporção (IC de 95%)

63,8

(48,7; 78,9)

34,7

(22,6; 46,8)

43,8

(34,2; 53,4)

Valor de

p

< 0,0001

< 0,0001

< 0,0001

[a] Proporção de indivíduos que não necessitaram de uma transfusão de plaquetas durante o estudo (i.e., desde o

dia 1 até ao dia 35). Para além dos indivíduos que receberam uma transfusão de plaquetas, os indivíduos que não

receberam um procedimento invasivo, independentemente da razão, foram considerados como tendo recebido

uma transfusão de plaquetas.

[b] Teste de Cochran-Mantel-Haenszel com a contagem de plaquetas no início do estudo como estrato. Na

análise dos dados agrupados, o estudo foi adicionado como estrato. O valor de

p

e o intervalo de confiança foram

calculados usando o método de Wald.

Proporção de respondedores

A proporção de indivíduos que foram ao encontro do critério de respondedor (definido como um

aumento da contagem de plaquetas ≥ 50.000/μl com um aumento ≥ 20.000/μl em relação ao início do

estudo) durante o estudo foi significativamente maior no grupo do lusutrombopag, nos estudos

individuais e no grupo do lusutrombopag agrupado (estudos M0631 e M0634), em comparação com o

placebo (tabela 4).

Tabela 4

Proporção de respondedores

Estudo M0631

Estudo M0634

Global

LUSU 3 mg

N = 49

Placebo

N =48

LUSU 3 mg

N = 108

Placebo

N = 107

LUSU 3 mg

N = 157

Placebo

N = 155

Proporção of indivíduos

75,5%

6,3%

64,8%

13,1%

68,2%

11,0%

(número de indivíduos)

(37)

(70)

(14)

(107)

(17)

Comparação com o

placebo [b]: Diferença da

proporção (IC de 95%)

68,4

(54,4; 82,3)

51,7

(41,1; 62,4)

56,9

(48,4; 65,4)

Valor de

p

< 0,0001

< 0,0001

< 0,0001

respondedor foi definido como um indivíduo que atingiu uma contagem de plaquetas ≥ 50,000/μl

com um aumento ≥ 20.000/μl em relação ao início do estudo. Um indivíduo era considerado um não respondedor

se o indivíduo só cumprisse o critério de respondedor após a transfusão de plaquetas.

Teste de Cochran-Mantel-Haenszel com a contagem de plaquetas no início do estudo como estrato. Na

análise dos dados agrupados, o estudo foi adicionado como estrato. O valor de

p

e o intervalo de confiança foram

calculados usando o método de Wald.

Duração do aumento da contagem de plaquetas ≥ 50.000/μl

A duração do aumento da contagem de plaquetas ≥ 50.000/µl nos estudos M0631 e M0634 e no grupo

do lusutrombopag agrupado (estudos M0631 e M0634) foi significativamente maior, em comparação

com o placebo (tabela 5).

Tabela 5

Duração do aumento da contagem de plaquetas para ≥ 50.000/µl

Estudo M0631

Estudo M0634

Global

LUSU 3 mg

N = 49

Placebo

N = 48

LUSU 3 mg

N = 108

Placebo

N = 107

LUSU 3 mg

N = 157

Placebo

N = 155

Total

- Mediana (dias)

21,1

15,1

17,3

- (Q1, Q3)

(13,7; 25,5)

(0,0; 11,3)

(6,6; 23,9)

(0,0; 9,2)

(9,7; 24,4)

(0,0; 9,5)

- Valor de

p

0,0197

0,0002

<0,0001

LUSU = lusutrombopag; Q1 = percentil 25; Q3 = percentil 75

O valor de

p

foi calculado através do teste de van Elteren com o estado de transfusão de plaquetas como

estrato. Na análise dos dados agrupados, o estudo foi adicionado como estrato.

Curso de tempo da contagem de plaquetas

A contagem de plaquetas máxima média (intervalo) em indivíduos sem transfusão de plaquetas no

grupo do lusutrombopag, nos estudos M0631 e M0634, foi de 90.200 (59.000 a 145.000)/µl e de

86.900 (25.000 a 219.000)/µl, respetivamente; e o tempo mediano (intervalo) para atingir a contagem

de plaquetas máxima foi de 14,0 (6 a 28) dias e de 12,0 (5 a 35) dias, respetivamente, e daí em diante

prevê-se que a contagem de plaquetas diminua.

O curso de tempo da contagem de plaquetas nos indivíduos tratados com lusutrombopag sem

transfusão de plaquetas, e nos indivíduos tratados com placebo, com transfusão de plaquetas nos

estudos M0631 e M0634, está apresentado na figura 1.

Figura 1

Perfis do curso de tempo de contagem de plaquetas nos estudos de fase 3 em doentes

trombocitopénicos com doença hepática crónica (indivíduos tratados com

lusutrombopag sem transfusão de plaquetas e indivíduos tratados com placebo com

transfusão de plaquetas)

Estudo de fase 3 M0631

Contagem de plaquetas

(*10^4/ul)

10,0

Início do

estudo

Dia

Grupo de tratamento

Lusutrombopag 3 mg

Placebo

Estudo de fase 3 M0634

Contagem de plaquetas

(*10^4/ul)

10,0

Início do

estudo

Dia

Grupo de tratamento

Lusutrombopag 3 mg

Placebo

Doentes com compromisso hepático grave

No estudo M0634, 3 indivíduos com doença hepática de classe C de Child-Pugh foram erradamente

recrutados (todos no grupo do lusutrombopag). Os 3 indivíduos receberam 7 dias de tratamento com

lusutrombopag. Estes dados limitados sugerem não haver um padrão anormal de elevação da

contagem de plaquetas nesta subpopulação.

População pediátrica

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de apresentação dos resultados dos

estudos com Mulpleo em todos os subgrupos da população pediátrica na trombocitopenia secundária a

doença hepática (ver secção 4.2 para obter informação sobre uso pediátrico).

5.2

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O lusutrombopag é absorvido com a concentração máxima a ocorrer 6 a 8 horas após a administração

oral. As razões de acumulação da C

e da AUC são de, aproximadamente, 2 com doses múltiplas

uma vez por dia, e o estado de equilíbrio da concentração plasmática do lusutrombopag parece ser

atingido após o dia 5. A farmacocinética do lusutrombopag foi similar, tanto nos indivíduos saudáveis

como na população com doença hepática crónica. Os parâmetros farmacocinéticos em doentes com

doença hepática crónica estão apresentados na tabela 6.

Tabela 6

Parâmetros farmacocinéticos do lusutrombopag após uma dose de 3 mg, uma vez

por dia, em doentes trombocitopénicos com doença hepática crónica (estudo M0634)

(ng/ml)

0-τ

(ng·h/ml)

CL/F (l/h)

157 (34,7)

5,95 (2,03; 7,85)

2737 (36,1)

1,10 (36,1)

n = 9.

Média geométrica (%CV) que não para o T

, que é a mediana (intervalo).

Interação com os alimentos

Nem os alimentos (incluindo uma dieta com elevado teor de gorduras e de elevado valor calórico) nem

a coadministração com cálcio têm um efeito clinicamente significativo na farmacocinética do

lusutrombopag.

Distribuição

A razão de ligação às proteínas do plasma humano é ≥ 99,9%. O volume de distribuição aparente

médio (% de coeficiente de variação) durante a fase terminal do lusutrombopag em indivíduos adultos

saudáveis (n = 16) foi de 39,5 l (23,5%).

No rato, os resultados indicaram que o lusutrombopag e os seus metabolitos são transferidos para o

feto através da placenta.

Biotransformação

O lusutrombopag é um substrato da gp-P e da BCRP, mas não é um substrato do OATP1B1,

OATP1B3 ou OCT1. No estudo de equilíbrio de massa no ser humano com [

C]-lusutrombopag, o

principal componente em circulação foi o lusutrombopag inalterado (97% da radioatividade no

plasma) e os metabolitos, tais como o des-hexil, ácido carboxílico β-oxidado, conjugado taurino do

ácido carboxílico β-oxidado e acil-glucoronido, foram detetados com menos de 2,6% de radioatividade

no plasma. Nas fezes, os componentes de radioatividade foram o lusutrombopag inalterado (16% da

radioatividade administrada) e os metabolitos relacionados com a β-oxidação (35% da radioatividade

administrada), sugerindo que o lusutrombopag é metabolizado primeiro por ω-oxidação, sendo

subsequentemente metabolizado por β-oxidação da cadeia lateral O-hexil. Os estudos

in vitro

revelaram que as enzimas CYP4, incluindo a CYP4A11 e parcialmente a enzima CYP3A4,

contribuíram para a ω-oxidação para formar lusutrombopag 6-hidroxilado. Não foram relatadas

interações medicamentosas por inibição ou indução de quaisquer enzimas CYP4A, na utilização

clínica. Por conseguinte, é pouco provável que os indutores e inibidores das enzimas CYP4A,

incluindo a CYP4A11, afetem a farmacocinética do lusutrombopag.

O lusutrombopag tem um baixo potencial para inibir as enzimas CYP (CYP1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9,

2C19, 2D6 e 3A4/5), e para induzir tanto as enzimas CYP (CYP1A2, 2C9 e 3A4) como as enzimas

UGT (UGT1A2, 1A6 e 2B7). O lusutrombopag apresenta também um potencial baixo para inibir a gp-

P, BCRP, OATP1B1, OATP1B3, OCT1, OCT2, OAT1, OAT3, MATE1, MATE2-K e BSEP. Não se

considera que o lusutrombopag afeta a farmacocinética dos medicamentos coadministrados que são

substratos destas enzimas ou transportadores.

Eliminação

O lusutrombopag foi excretado principalmente por via fecal no ser humano (aproximadamente 83%

nas fezes e 1% na urina).

A média geométrica da t

(% de coeficiente de variação) foi de 38,3 horas (18,7%) após doses

múltiplas orais de 3 mg de lusutrombopag.

Linearidade/não linearidade

Tanto a C

como a AUC do lusutrombopag aumentam de forma proporcional à dose num intervalo

de doses com doses múltiplas orais de 0,25 a 4 mg, uma vez por dia, em doentes com doença hepática

crónica.

Farmacocinética em subpopulações

Idade, sexo e raça

Uma análise farmacocinética da população, com concentrações plasmáticas de lusutrombopag de

estudos clínicos com lusutrombopag, não identificou um efeito clinicamente significativo da idade,

sexo ou raça na farmacocinética do lusutrombopag.

População pediátrica

Não foram obtidos dados farmacocinéticos em crianças.

Compromisso renal

O lusutrombopag é raramente excretado na urina (aproximadamente 1%). Uma análise

farmacocinética da população, utilizando concentrações plasmáticas de lusutrombopag de estudos

clínicos com lusutrombopag, não identificou um efeito clinicamente significativo da função renal na

farmacocinética de lusutrombopag.

Compromisso hepático

É de prever que o compromisso hepático ligeiro e moderado (ligeiro, classe A de Child-Pugh;

moderado, classe B de Child-Pugh) tenha um efeito menor na farmacocinética do lusutrombopag. As

diferenças na farmacocinética de uma dose única de 0,75 mg de lusutrombopag foram relativamente

pequenas, tanto nos indivíduos com compromisso hepático ligeiro como nos indivíduos com

compromisso hepático moderado, em comparação com o grupo de controlo saudável correspondente.

As razões da AUC em relação ao grupo de controlo saudável correspondente foram de 1,05 nos

indivíduos com compromisso hepático ligeiro e de 1,20 nos indivíduos com compromisso hepático

moderado.

Os intervalos de C

e AUC

0-τ

observados sobrepuseram-se entre os doentes com classe A, B e C de

Child-Pugh. A C

e a AUC

0-τ

de todos os doentes com classe C de Child-Pugh não excedeu os

valores máximos da classe A e da classe B de Child-Pugh. Dada a quantidade limitada de informação

disponível, o lusutrombopag não deve ser utilizado em doentes com classe C de Child-Pugh, a menos

que o benefício esperado supere os riscos previstos.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

O lusutrombopag não estimula a produção de plaquetas nas espécies utilizadas para os testes

toxicológicos, devido a uma especificidade única para o recetor da TPO humana. Assim, os dados do

programa de toxicologia nestes animais não apresentam efeitos adversos potenciais relacionados com

uma farmacologia exagerada no ser humano.

Apenas se observaram efeitos em estudos não clínicos a partir de níveis de exposição considerados

suficientemente excessivos em relação ao nível máximo de exposição humana, pelo que se revelam

pouco pertinentes para a utilização clínica.

No rato, o lusutrombopag e os seus metabolitos são excretados no leite e as concentrações no leite

diminuíram assim como as do plasma.

Toxicidade repetida

Os principais achados de toxicidade associados à administração de lusutrombopag incluíram o

prolongamento do PT e da APTT (rato), aumento das atividades da ALT e AST no plasma (rato e

cão), toxicidade das suprarrenais (rato e cão), lesões na pele e no pré-estômago (rato) e toxicidade

renal (rato).

O tratamento com doses elevadas (10 mg/kg/dia) e de longa duração (8 semanas) com lusutrombopag

apresenta o risco potencial de fibrose na medula óssea através do recetor da TPO, com base nos

resultados do estudo no ratinho TPOR-Ki/Shi, com inserção do recetor da TPO do domínio

transmembranar humano quimérico por

knock-in

no recetor da TPO do ratinho.

Carcinogénese

O lusutrombopag não foi carcinogénico no ratinho até 20 mg/kg/dia, nos machos e fêmeas (uma dose

pelo menos 45 vezes superior às exposições clínicas humanas observadas nos adultos, com base na

AUC), ou no rato com doses até 20 mg/kg/dia nos machos e 2 mg/kg/dia nas fêmeas (uma dose 49 e

30 vezes superior, respetivamente, às exposições clínicas humanas observadas nos adultos, com base

na AUC).

Mutagénese

O lusutrombopag não foi genotóxico quando testado num ensaio de mutação reversa bacteriana, num

ensaio de aberração cromossómica com uma cultura de células de pulmão de hamster chinês, ou num

ensaio do micronúcleo

in vivo

com células de medula óssea do ratinho.

Fertilidade

O lusutrombopag não afetou a fertilidade masculina e feminina, nem o desenvolvimento embrionário

precoce no rato com doses até 100 mg/kg/dia (176 e 252 vezes superior, respetivamente, às exposições

clínicas humanas observadas em adultos, com base na AUC).

Desenvolvimento embrio-fetal

O lusutrombopag não revelou teratogenicidade no rato e no coelho até 80 mg/kg/dia e 1000 mg/kg/dia,

respetivamente. Não se notaram quaisquer efeitos na viabilidade fetal ou no desenvolvimento embrio-

fetal no coelho com doses até 1000 mg/kg/dia (161 vezes superior às exposições clínicas humanas

observadas em adultos, com base na AUC). No rato, observaram-se efeitos adversos com o

lusutrombopag no crescimento fetal intrauterino e na morfologia esquelética, conforme se segue: uma

supressão do crescimento intrauterino fetal (baixo peso corporal fetal e uma diminuição no número de

ossificações de

sternebrae

) com 80 mg/kg/dia, e uma incidência elevada de costelas supranumerárias

curtas cervicais com 40 mg/kg/dia ou mais, e uma incidência elevada de costelas supranumerárias

curtas toracolombares com 4 mg/kg/dia ou mais. Ocorreu supressão do crescimento intrauterino fetal,

assim como das costelas cervicais, com doses de 40 mg/kg/dia ou mais, revelando toxicidade materna.

Entretanto, observaram-se costelas supranumerárias curtas toracolombares com doses sem toxicidade

materna. As alterações foram também observadas nas crias F1 no dia 4 pós-natal (DPN) com

12,5 mg/kg/dia ou mais no estudo de desenvolvimento pré- e pós-natal; contudo, os animais F1

maduros não mostraram ter costelas supranumerárias, completas e curtas, toracolombares. Com base

nos resultados, o nível de efeito adverso não observado (NOAEL) foi estimado como sendo próximo

de 4 mg/kg/dia no estudo de desenvolvimento embrio-fetal no rato (23 vezes superior às exposições

clínicas humanas observadas em adultos, com base na AUC).

Desenvolvimento pré e pós-natal

No estudo de desenvolvimento pré- e pós-natal no rato, com doses até 40 mg/kg/dia, observaram-se

efeitos adversos do lusutrombopag no desenvolvimento pós-natal com 40 mg/kg/dia, conforme se

segue: prolongamento do período de gestação nas fêmeas, baixa viabilidade antes do desmame, atraso

no crescimento pós-natal, tal como geotaxia negativa retardada ou atraso na abertura das pálpebras,

baixo peso corporal das crias, baixo índice de fertilidade das fêmeas, uma tendência para números

baixos de corpos lúteos ou implantações, e uma tendência para um aumento da taxa de perda pré-

implantação e um sinal clínico anormal tal como anéis anulares proeminentes na cauda após o

desmame. Não se observaram efeitos na gravidez, no parto, aleitamento nas fêmeas F0 e no

desenvolvimento pós-natal nas crias F1 com doses até 12,5 mg/kg/dia (89 vezes superior às

exposições clínicas humanas observadas em adultos, com base na AUC).

Fototoxicidade

O lusutrombopag não apresenta potencial fototóxico no estudo de fototoxicidade da pele em ratinhos

sem pêlo com doses até 500 mg/kg (96,3 µg/ml) (613 vezes superior às exposições clínicas humanas

observadas em adultos, com base na C

[0,157 µg/ml]).

Avaliação do Risco Ambiental (ARA)

Estudos de avaliação do risco ambiental demonstraram que o lusutrombopag tem o potencial para ser

muito persistente, muito bioacumulativo e tóxico para o ambiente.

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1

Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido

Manitol

Celulose microcristalina

Óxido de magnésio

Lauril sulfato de sódio

Hidroxipropilcelulose

Carmelose cálcica

Estearato de magnésio

Película de revestimento

Hipromelose

Dióxido de titânio

Citrato trietílico

Talco

Óxido de ferro vermelho (E172)

6.2

Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3

Prazo de validade

3 anos.

6.4

Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de qualquer temperatura especial de conservação.

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de OPA/folha de alumínio/película de PVC com tampa de perfurar em folha de alumínio,

embalado numa caixa de cartão. Cada caixa contém 7 comprimidos revestidos por película.

6.6

Precauções especiais de eliminação

Este medicamento poderá colocar um risco para o ambiente (ver secção 5.3).

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências

locais.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Shionogi B.V.

Kingsfordweg 151,

1043GR Amsterdam

Países Baixos

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/18/1348

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

02/2019

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos http://www.ema.europa.eu/

Official address

Domenico Scarlattilaan 6

1083 HS Amsterdam

The Netherlands

An agency of the European Union

Address for visits and deliveries

Refer to www.ema.europa.eu/how-to-find-us

Send us a question

Go to www.ema.europa.eu/contact

Telephone

+31 (0)88 781 6000

© European Medicines Agency, 2019. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged.

EMA/553072/2019

EMEA/H/C/004720

Mulpleo

(lusutrombpag)

Um resumo sobre Mulpleo e porque está autorizado na UE

O que é Mulpleo e para que é utilizado?

Mulpleo é um medicamento utilizado para prevenir hemorragias excessivas em adultos com

trombocitopenia causada por uma doença hepática (no fígado) crónica. Os doentes com

trombocitopenia têm um número reduzido de plaquetas (componentes no sangue que contribuem para

a sua coagulação), o que pode causar hemorragias excessivas.

O medicamento destina-se a ser utilizado em doentes sujeitos a um procedimento invasivo

(procedimento médico que envolve o corte ou a perfuração da pele ou a inserção de instrumentos no

corpo).

Mulpleo contém a substância ativa lusutrombopag.

Como se utiliza Mulpleo?

Mulpleo está disponível na forma de comprimidos de 3 mg. O medicamento só pode ser obtido

mediante receita médica.

O tratamento com Mulpleo deve ter início pelo menos 8 dias antes do procedimento e a dose

recomendada é de 1 comprimido diariamente durante 7 dias.

Para mais informações sobre a utilização de Mulpleo, consulte o Folheto Informativo ou contacte o

médico ou farmacêutico.

Como funciona Mulpleo?

No organismo, uma hormona denominada trombopoietina estimula a produção de plaquetas ao ligar-se

a determinados recetores (alvos) na medula óssea. A substância ativa de Mulpleo, o lusutrombopag,

liga-se aos mesmos recetores que a trombopoietina, ajudando a aumentar a contagem de plaquetas.

Anteriormente conhecido como Lusutrombopag Shionogi.

Mulpleo0F (lusutrombpag)

EMA/553072/2019

Página 2/2

Quais os benefícios demonstrados por Mulpleo durante os estudos?

Em dois estudos principais que incluíram adultos com baixos níveis de plaquetas devido a doença

hepática crónica, Mulpleo aumentou a contagem de plaquetas antes de um procedimento invasivo e

reduziu a necessidade de transfusões.

O primeiro estudo, que incluiu 96 adultos, concluiu que 79 % dos doentes que tomaram Mulpleo não

necessitavam de uma transfusão de plaquetas antes do procedimento, em comparação com 13 % dos

doentes que receberam um placebo (um tratamento simulado). O segundo estudo, que incluiu

215 adultos, concluiu que 65 % dos doentes que tomaram Mulpleo não necessitavam de transfusão de

plaquetas antes do procedimento invasivo, em comparação com 29 % dos doentes que receberam

placebo.

Quais são os riscos associados a Mulpleo?

Os efeitos indesejados ocorridos em estudos que incluíam doentes a tomar Mulpleo foram dores de

cabeça, náuseas (sensação de enjoo), trombose da veia porta (um bloqueio no vaso sanguíneo que

transporta sangue dos intestinos para o fígado) e erupção cutânea. Verificaram-se efeitos semelhantes

nos doentes que receberam o placebo.

Para mais informações sobre os efeitos secundários e as restrições relativamente a Mulpleo, consulte o

Folheto Informativo.

Porque está Mulpleo autorizado na UE?

Os estudos concluíram que Mulpleo aumenta a contagem de plaquetas, reduzindo assim o risco de

hemorragia excessiva durante ou após um procedimento invasivo e reduzindo a necessidade de

transfusão de plaquetas. Pensa-se que os efeitos indesejados que ocorreram nos estudos resultam da

situação médica dos doentes e da natureza do procedimento invasivo para o qual se recorreu ao

Mulpleo.

A Agência Europeia de Medicamentos concluiu que os benefícios do Mulpleo são superiores aos seus

riscos e que pode ser aprovado para utilização na UE.

Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz

de Mulpleo?

No Resumo das Características do Medicamento e no Folheto Informativo foram incluídas

recomendações e precauções a observar pelos profissionais de saúde e pelos doentes para a utilização

segura e eficaz de Mulpleo.

Tal como para todos os medicamentos, os dados sobre a utilização de Mulpleo são continuamente

monitorizados. Os efeitos secundários comunicados com Mulpleo são cuidadosamente avaliados e são

tomadas quaisquer ações necessárias para proteger os doentes.

Outras informações sobre Mulpleo

A 18 de fevereiro de 2019, Mulpleo recebeu uma Autorização de Introdução no Mercado, válida para

toda a União Europeia.

Mais informações sobre Mulpleo podem ser encontradas no sítio Internet da

Agência: ema.europa.eu/medicines/human/EPAR/mulpleo

Este resumo foi atualizado pela última vez em 10-2019.

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