Zatrip 15 mg Comprimido

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Pioglitazona
Disponível em:
Terix Labs Ltd.
Código ATC:
A10BG03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Pioglitazone
Dosagem:
15 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido
Composição:
Pioglitazona, cloridrato 16.53 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
8.4.2 Outros antidiabéticos
Área terapêutica:
pioglitazone
Resumo do produto:
5470166 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais. - Não comercializado - 10016138 - 50021524 ; 5470208 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais. - Não comercializado - 10016138 - 50021494 ; 5470174 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais. - Não comercializado - 10016138 - 50021494 ; 5470216 - Blister 50 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais. - Não comercializado - 10016138 - 50021508 ; 5470224 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais. - Não comercializado - 10016138 - 50021508 ; 5470232 - Blister 84 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais. - Não comercializado - 10016138 - 50058819 ; 5470240 - Blister 90 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais. - Não comercializado - 10016138 - 50021516 ; 5470257 - Blister 98 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais. - Não comercializado - 10016138 - 50021516 ; 5470265 - Blister 100 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais. - Não comercializado - 10016138 - 50021516 ; 5470273 - Blister 112 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais. - Não comercializado - 10016138 - 50058827
Status de autorização:
Revogado (25 de Agosto de 2014)
Número de autorização:
PT/H/0563/001/DC
Data de autorização:
2012-08-03

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Zatrip 15 mg comprimidos

Cloridrato de pioglitazona

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

tiver

quaisquer

efeitos

secundários,

incluindo

possíveis

efeitos

secundários

não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é Zatrip e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Zatrip

3. Como tomar Zatrip

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Zatrip

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é ZATRIP e para que é utilizado

Zatrip contém pioglitazona. É um medicamento antidiabético utilizado para o tratamento

da diabetes

mellitus tipo 2 (não-insulino dependente), quando a metformina

não é

adequada

não

funcionou

adequadamente.

Esta

diabetes

desenvolve

normalmente na fase adulta.

Zatrip ajuda a controlar o nível de açúcar no seu sangue quando sofre de diabetes tipo 2,

ajudando o seu organismo a fazer uma melhor utilização da insulina que produz. O seu

médico verificará se Zatrip está a fazer efeito 3 a 6 meses após começar a tomá-lo.

Zatrip pode ser utilizado isoladamente em doentes que não podem tomar metformina e

nos casos em que o tratamento com dieta e exercício não conseguiu controlar o açúcar no

sangue, ou pode ser adicionado a outros tratamentos (tais como metformina, sulfonilureia

ou insulina) que não conseguiram controlar suficientemente o açúcar no sangue.

2. O que precisa de saber antes de tomar ZATRIP

Não tome Zatrip se tem alergia (hipersensibilidade) à pioglitazona ou a qualquer outro

componente deste medicamento.

Se tem insuficiência cardíaca ou se teve insuficiência cardíaca no passado.

Se tem uma doença do fígado.

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03-08-2012

INFARMED

Se já teve cetoacidose diabética (uma complicação da diabetes que provoca uma rápida

perda de peso, náuseas ou vómitos).

Se tem ou já teve cancro da bexiga.

Se tem sangue na urina que o seu médico não verificou.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de tomar Zatrip: se retém água (retenção de líquidos) ou se

tem insuficiência cardíaca, em particular se tiver mais de 75 anos.

Se tem um tipo especial de doença ocular provocada pela diabetes chamado edema

macular (inchaço na parte posterior do olho).

quistos

ovários

(síndrome

ovário

poliquístico).

maior

probabilidade de engravidar, porque pode ovular enquanto toma Zatrip. Se esta situação

se aplica a si, utilize contraceção adequada para evitar a possibilidade de uma gravidez

não planeada.

Se tem algum problema de fígado ou coração. Antes de começar a tomar Zatrip ser-lhe-á

feita uma análise ao sangue para verificar se o seu fígado está a funcionar bem. Esta

análise pode ser repetida de tempos a tempos. Alguns doentes com uma longa história de

diabetes mellitus tipo 2 e doença cardíaca ou que já tiveram um acidente vascular

cerebral que foram tratados com Zatrip e insulina, desenvolveram insuficiência cardíaca.

Informe o seu médico o mais rapidamente possível se tiver sinais de insuficiência

cardíaca, tais como uma falta de ar pouco habitual, um aumento rápido de peso ou

inchaço localizado (edema).

Se toma Zatrip com outros medicamentos para a diabetes, é mais provável que o seu

açúcar no sangue desça para níveis abaixo do normal (hipoglicemia).

Poderá também ter um menor número de glóbulos vermelhos (anemia).

Fraturas ósseas

Verificou-se um maior número de fraturas ósseas nas mulheres (mas não nos homens) a

tomar pioglitazona. O seu médico terá isto em atenção ao tratar a sua diabetes.

Crianças

A utilização em crianças com idade inferior a 18 anos não é recomendada.

Outros medicamentos e Zatrip

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Habitualmente pode continuar a tomar outros medicamentos enquanto estiver a fazer

tratamento com Zatrip. Contudo, alguns

medicamentos têm

mais probabilidades de

interferir com a quantidade de açúcar no sangue:

gemfibrozil (utilizado para baixar o colesterol)

rifampicina (utilizada para tratamento da tuberculose e outras infeções)

Avise o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar um destes medicamentos. O seu

açúcar no sangue será verificado e a sua dose de Zatrip pode ter de ser alterada.

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INFARMED

Zatrip com alimentos e bebidas

Pode tomar os comprimidos com ou sem alimentos. Deve engolir os comprimidos com

um copo de água.

Gravidez e amamentação

Informe o seu médico se está grávida, se pensa estar grávida ou planeia engravidar.

Se está a amamentar ou se planeia amamentar o seu bebé.

O seu médico irá aconselhá-la a descontinuar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A pioglitazona não afetará a sua capacidade de conduzir ou utilizar máquinas, mas tenha

cuidado se tiver alterações na sua visão.

Zatrip contém lactose monohidratada. Se o seu médico lhe tiver dito que tem intolerância

a alguns tipos de açúcar, consulte o seu médico antes de tomar Zatrip.

3. Como tomar ZATRIP

Deve tomar um comprimido de 15 mg de pioglitazona uma vez por dia. Se necessário, o

seu médico poderá dizer-lhe para tomar uma dose diferente.

Se sentir que o efeito de Zatrip é demasiado fraco, fale com o seu médico.

Quando Zatrip é tomado em combinação com outros medicamentos utilizados para o

tratamento da diabetes (tais como insulina, cloropropamida, glibenclamida, gliclazida,

tolbutamida), o seu médico informá-lo-á se precisa de tomar uma dose mais pequena dos

seus medicamentos.

O seu médico pedir-lhe-á para fazer uma análise ao sangue periodicamente durante o

tratamento com Zatrip. Isto é para verificar se o seu fígado está a funcionar normalmente.

Se estiver a fazer uma dieta para diabéticos, deve continuar enquanto estiver a tomar

Zatrip.

O seu peso deve ser verificado a intervalos regulares; se aumentar de peso, informe o seu

médico.

Se tomar mais Zatrip do que deveria

Se tomar acidentalmente demasiados comprimidos, ou se outra pessoa ou uma criança

tomar o seu medicamento, fale imediatamente com o seu médico ou farmacêutico. O seu

açúcar no sangue poderá descer abaixo do nível normal e pode ser aumentado ingerindo

açúcar. Recomenda-se que tenha consigo pacotes de açúcar, rebuçados, biscoitos ou

sumos de fruta açucarados.

Caso se tenha esquecido de tomar Zatrip

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INFARMED

Tome Zatrip diariamente conforme receitado. Contudo, no caso de se esquecer de uma

dose, continue a tomar a dose seguinte como normalmente. Não tome uma dose a dobrar

para compensar um comprimido que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Zatrip

Zatrip deve ser tomado todos os dias para funcionar adequadamente. Se parar de tomar

Zatrip, o açúcar no seu sangue pode subir. Fale com o seu médico antes de parar este

tratamento.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como

todos

medicamentos,

este

medicamento

pode

causar

efeitos

secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Em particular, os doentes sentiram os seguintes efeitos secundários graves:

Verificou-se insuficiência cardíaca com frequência (1 a 10 utilizadores em 100) em

doentes a tomar Zatrip em combinação com insulina. Os sintomas são falta de ar pouco

habitual, aumento rápido de peso ou inchaço localizado (edema). Se sentir algum destes

sintomas, especialmente se tiver mais de 65 anos, consulte imediatamente um médico.

Verificou-se cancro da bexiga com pouca frequência (1 a 10 utilizadores em 1.000) em

doentes a tomar Zatrip. Os sinais e sintomas incluem sangue na urina, dor ao urinar ou

uma necessidade súbita de urinar. Se sentir algum destes sintomas, fale com o seu médico

o mais rapidamente possível.

Verificou-se também inchaço localizado (edema) com muita frequência em doentes a

tomar Zatrip em combinação com insulina. Se sentir este efeito secundário, fale com o

seu médico o mais rapidamente possível.

Foram notificadas fraturas ósseas com frequência (1 a 10 utilizadores em 100) em

doentes do sexo feminino a tomar Zatrip. Se sentir este efeito secundário, fale com o seu

médico o mais rapidamente possível.

Foi também notificada visão turva devido a inchaço (ou líquido) na parte posterior do

olho (frequência desconhecida) em doentes a tomar Zatrip. Se sentir este sintoma pela

primeira vez, fale com o seu médico o mais rapidamente possível. Além disso, se já tem

visão turva e o sintoma se agravar, fale com o seu médico o mais rapidamente possível.

Os outros efeitos secundários sentidos por alguns doentes a tomar Zatrip são: frequentes

(afeta 1 a 10 utilizadores em 100) infeção respiratória perturbações da visão aumento de

peso entorpecimento pouco frequentes (afeta 1 a 10 utilizadores em 1.000) inflamação

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03-08-2012

INFARMED

dos seios nasais (sinusite) dificuldade em dormir (insónia) desconhecido (a frequência

não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis) aumento das enzimas do fígado

Os outros efeitos secundários sentidos por alguns doentes quando Zatrip é tomado com

outros medicamentos antidiabéticos são: muito frequentes (afeta mais de 1 utilizador em

10) diminuição do açúcar no sangue (hipoglicemia)

frequentes

(afeta

utilizadores

100)

dores

cabeça

tonturas

articulações impotência dores nas costas falta de ar pequena redução na contagem de

glóbulos vermelhos flatulência pouco frequentes (afeta 1 a 10 utilizadores em 1.000)

açúcar na urina, proteínas na urina aumento das enzimas sensação de andar à volta

(vertigens) sudação cansaço aumento do apetite

tiver

quaisquer

efeitos

secundários,

incluindo

possíveis

efeitos

secundários

não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar ZATRIP

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e

na embalagem blister após “EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês

indicado.

Este medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao

seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Zatrip

A substância ativa é o cloridrato de pioglitazona. Cada comprimido contém 15 mg de

pioglitazona (sob a forma de base de pioglitazona).

outros

componentes

são

lactose

mono-hidratada,

carmelose

cálcica,

hidroxipropilcelulose e estearato de magnésio.

Qual o aspeto de Zatrip e conteúdo da embalagem

Os comprimidos de Zatrip são brancos, redondos, achatados e biselados com "TZ15"

gravado numa face. Os comprimidos são fornecidos em embalagens blister de 14, 28, 30,

50, 56, 84, 90, 98, 100 e 112 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

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03-08-2012

INFARMED

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Terix Labs Ltd,

6 Agias Elenis str,

Agias Elenis Building, off 43,

1060 Nicosia,

Chipre

Fabricante

Actavis Ltd

BLB 016, Bulebel Industrial Estate, Zejtun ZTN 3000

Malta

RAFARM SA,

Thesi Pousi-Xatzi, Agiou Louka,

Paiania Attiki,

19002, P.O.Box 37,

Grecia

Este medicamento está autorizado nos Estados-Membros do EEE com os seguintes

nomes:

Portugal: Zatrip

Chipre: Zatrip

Grécia: Zatrip

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Zatrip 15 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 16,53 mg de cloridrato de pioglitazona correspondentes a 15

mg de pioglitazona base.

Excipientes:

Cada comprimido contém 37,77 mg de lactose mono-hidratada (ver secção 4.4).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido.

Comprimidos brancos, redondos, achatados e biselados com "TZ15" gravado numa face.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

A pioglitazona está indicada como tratamento de segunda ou terceira linha da diabetes

mellitus tipo 2 conforme se descreve a seguir:

Em monoterapia em doentes adultos (particularmente doentes com excesso de peso)

inadequadamente controlados através de dieta e exercício, para os quais a metformina

não é adequada devido a contraindicações ou a intolerância

terapêutica

oral

dupla

combinação

metformina,

doentes

adultos

(particularmente doentes com excesso de peso) com controlo insuficiente da glicemia

apesar da dose máxima tolerada de metformina em monoterapia uma sulfonilureia,

apenas nos doentes adultos com intolerância à metformina ou para os quais a metformina

é contraindicada, com controlo insuficiente da glicemia apesar da dose máxima tolerada

de uma sulfonilureia em monoterapia.

Em terapêutica oral tripla em combinação com metformina e uma sulfonilureia, em

doentes adultos (particularmente doentes com excesso de peso) com controlo insuficiente

da glicemia apesar da terapêutica oral dupla.

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03-08-2012

INFARMED

A pioglitazona é também indicada em combinação com insulina no tratamento de doentes

adultos com diabetes mellitus tipo 2, com controlo insuficiente da glicemia com insulina

e para os quais a metformina não é adequada devido a contraindicações ou a intolerância

(ver secção 4.4).

Após início da terapêutica com pioglitazona, os doentes devem ser reavaliados ao fim de

3 a 6 meses para determinar a adequação da resposta ao tratamento (por exemplo,

redução

HbA1c).

doentes

não

apresentam

resposta

adequada,

pioglitazona deve ser descontinuada. Em face dos potenciais riscos com a terapêutica

prolongada, os prescritores devem confirmar em reavaliações de rotina posteriores se o

benefício da pioglitazona se mantém (ver secção 4.4).

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

O tratamento com pioglitazona pode ser iniciado com 15 mg ou 30 mg uma vez por dia.

A dose pode ser aumentada progressivamente até 45 mg uma vez por dia.

Na combinação com insulina, a dose atual de insulina pode ser mantida após início da

terapêutica com pioglitazona. Se os doentes notificarem hipoglicemia, a dose de insulina

deve ser reduzida.

População especial

Idosos

Não é necessário qualquer ajuste da dose em doentes idosos (ver secção 5.2). Os médicos

devem iniciar o tratamento com a dose mais baixa disponível e aumentar a dose de uma

forma gradual, especialmente quando a pioglitazona é utilizada em combinação com

insulina (ver secção 4.4 Retenção de líquidos e insuficiência cardíaca)

Compromisso renal

Não é necessário qualquer ajuste da dose em doentes com função renal comprometida

(depuração

creatinina

>

ml/min

(ver

secção

5.2).

Como

não

encontram

disponíveis informações de doentes dialisados, a pioglitazona não deve ser utilizada

nesses doentes.

Afeção hepática

A pioglitazona não deve ser utilizada em doentes com afeção hepática (ver secções 4.3 e

4.4).

População pediátrica

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03-08-2012

INFARMED

A segurança e eficácia de Zatrip em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de

idade não foram estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Modo de administração

Os comprimidos de pioglitazona são tomados oralmente uma vez por dia com ou sem

alimentos. Os comprimidos devem ser engolidos com um copo de água.

4.3 Contraindicações

A pioglitazona é contraindicada em doentes com: hipersensibilidade à substância ativa ou

a qualquer um dos excipientes insuficiência cardíaca ou história de insuficiência cardíaca

(NYHA graus I a IV) compromisso hepático cetoacidose diabética cancro da bexiga atual

ou história de cancro da bexiga hematúria macroscópica não investigada

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Retenção de líquidos e insuficiência cardíaca

A pioglitazona pode causar retenção de líquidos, o que pode exacerbar ou precipitar uma

insuficiência cardíaca. No tratamento de doentes que têm pelo menos um fator de risco

para desenvolvimento de insuficiência cardíaca congestiva (por exemplo, enfarte do

miocárdio anterior ou doença arterial coronária sintomática ou os idosos), os médicos

deverão

começar

dose

mais

baixa

disponível

aumentar

depois

dose

gradualmente. Os doentes devem ser observados para pesquisa de sinais e sintomas de

insuficiência cardíaca, aumento de peso ou edema, principalmente aqueles com uma

reserva cardíaca reduzida.

Ocorreram casos de insuficiência cardíaca notificados pós-comercialização quando a

pioglitazona foi utilizada em combinação com a insulina ou em doentes com história de

insuficiência cardíaca. Os doentes devem ser observados para pesquisa de sinais e

sintomas de insuficiência cardíaca, aumento de peso e edema, quando a pioglitazona for

utilizada em combinação com insulina. Uma vez que a insulina e a pioglitazona estão

ambas associadas à retenção de líquidos, a administração concomitante pode aumentar o

risco de edema. A pioglitazona deve ser descontinuada se ocorrer qualquer deterioração

da função cardíaca.

Foi realizado um ensaio para avaliar as consequências cardiovasculares com pioglitazona

em doentes com menos de 75 anos, com diabetes mellitus tipo 2 e doença macrovascular

grave preexistente. Foram adicionados às terapêuticas antidiabética e cardiovascular

existentes pioglitazona ou placebo durante 3,5 anos. Este ensaio mostrou um aumento das

notificações

insuficiência

cardíaca,

acarretar,

contudo,

aumento

mortalidade.

Idosos

A utilização combinada com a insulina deve ser considerada com precaução nos idosos

devido ao risco acrescido de insuficiência cardíaca grave.

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

Em face dos riscos associados à idade (especialmente cancro da bexiga, fraturas e

insuficiência

cardíaca),

equilíbrio

entre

benefícios

riscos

deve

cuidadosamente

considerado antes e durante o tratamento no caso dos idosos.

Cancro da bexiga

Numa

meta-análise

ensaios

clínicos

controlados,

foram

notificados

mais

frequência casos de cancro da bexiga com pioglitazona (19 casos em 12.506 doentes,

0,15%) do que nos grupos de controlo (7 casos em 10.212 doentes, 0,07%) Taxa de Risco

(TR)=2,64

(95%

1,11-6,31,

P=0,029).

Após

exclusão

doentes

quais

exposição ao medicamento do estudo era inferior a um ano na altura do diagnóstico do

cancro da bexiga, registaram-se 7 casos (0,06%) com pioglitazona e 2 casos (0,02%) nos

grupos de controlo. Os dados epidemiológicos disponíveis sugerem também um pequeno

aumento do risco de cancro da bexiga em doentes diabéticos tratados com pioglitazona,

em particular nos doentes tratados durante mais tempo e com as doses cumulativas mais

elevadas. Não pode ser excluída a possibilidade de risco após o tratamento de curta

duração.

Os fatores de risco relativos ao cancro da bexiga devem ser avaliados antes de se iniciar o

tratamento com pioglitazona (os riscos incluem a idade, antecedentes de tabagismo,

exposição

ocupacional

quimioterapia

alguns

agentes,

exemplo,

ciclofosfamida

radioterapia

anterior

região

pélvica).

Toda

hematúria

macroscópica deve ser investigada antes de se iniciar o tratamento com pioglitazona.

Os doentes devem ser aconselhados a consultar imediatamente o seu médico se, durante o

tratamento, desenvolverem hematúria macroscópica ou outros sintomas como disúria ou

urgência urinária.

Monitorização da função hepática

Durante a experiência pós-comercialização, foram notificados casos raros de disfunção

hepatocelular (ver secção 4.8). Recomenda-se,

assim, que os doentes tratados com

pioglitazona façam uma monitorização periódica das enzimas hepáticas. As enzimas

hepáticas devem ser verificadas antes do início da terapêutica com pioglitazona em todos

os doentes. A terapêutica com pioglitazona não deve ser iniciada em doentes com os

níveis enzimáticos hepáticos de base aumentados (ALT > 2,5 X o limite superior normal)

ou com qualquer outra evidência de doença hepática.

Após o início da terapêutica com pioglitazona, recomenda-se que as enzimas hepáticas

sejam monitorizadas periodicamente de acordo com a avaliação clínica. Se os níveis de

ALT aumentarem para 3 X o limite superior do normal durante a terapêutica com

pioglitazona, os níveis das enzimas hepáticas devem ser reavaliados o mais rapidamente

possível.

níveis

permanecerem

>

X o

limite

superior

normal,

terapêutica deve ser descontinuada. Se um doente desenvolver sintomas que sugiram

disfunção hepática, os quais podem incluir náuseas inexplicadas, vómitos, dor abdominal,

fadiga, anorexia e/ou urina escura, as enzimas hepáticas devem ser verificadas. A decisão

de continuar ou não a terapêutica do doente com pioglitazona deve ser guiada pela

avaliação clínica resultante dos resultados laboratoriais. Se for observada icterícia, o

medicamento deve ser descontinuado.

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

Aumento de peso

Em ensaios clínicos com pioglitazona houve evidência de aumento de peso dependente

da dose, que pode dever-se a uma acumulação de gordura e nalguns casos estar associado

retenção

líquidos.

Nalguns

casos,

aumento

peso

pode

sintoma

insuficiência cardíaca, devendo por isso o peso ser vigiado regularmente. Parte do

tratamento da diabetes é um controlo da dieta. Os doentes devem ser aconselhados a

cumprir rigorosamente uma dieta com controlo calórico.

Hematologia

Durante

tratamento

pioglitazona

verificou-se

pequena

redução

hemoglobina

média

redução

relativa)

hematócrito

(4,1%

redução

relativa),

consistente

hemodiluição.

Verificaram-se

alterações

semelhantes

doentes

tratados

metformina

(hemoglobina

3–4%

hematócrito

3,6–4,1%

reduções

relativas)

forma

menos

extensa,

doentes

tratados

sulfonilureia e insulina (hemoglobina 1–2% e hematócrito 1–3,2% de reduções relativas),

em ensaios comparativos e controlados com pioglitazona.

Hipoglicemia

Como consequência de um aumento da sensibilidade à insulina, os doentes a tomarem

pioglitazona em terapêutica oral dupla ou tripla com uma sulfonilureia ou em terapêutica

dupla com insulina, poderão correr o risco de hipoglicemia dose-dependente, pelo que

poderá ser necessária uma redução da dose de sulfonilureia ou de insulina.

Afeções oculares

Em relatórios de pós-comercialização, foram notificados novos casos ou agravamento de

casos

edema

macular

diabético

diminuição

acuidade

visual,

tiazolidinedionas, incluindo a pioglitazona. Muitos destes doentes notificaram edema

periférico concomitante. Não ficou claro se existe ou não uma relação direta entre a

pioglitazona e o edema macular, mas os prescritores devem estar atentos à possibilidade

de ocorrência de edema macular se os doentes notificarem perturbações na acuidade

visual; recomenda-se uma avaliação apropriada realizada por oftalmologista.

Outros

Numa análise efetuada às reações adversas notificadas de fraturas ósseas ocorridas em

ensaios clínicos aleatorizados, controlados, duplamente cegos, em mais de 8.100 doentes

tratados com pioglitazona e 7.400 doentes tratados com comparador, em tratamento até

3,5 anos, observou-se um aumento da incidência de fraturas ósseas nas mulheres.

Observaram-se fraturas em 2,6% de mulheres a tomarem pioglitazona, comparativamente

com 1,7% de mulheres tratadas com comparador. Não se observou um aumento das taxas

de fraturas em homens tratados com pioglitazona (1,3%) versus comparador (1,5%).

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

A incidência de fraturas calculada foi de 1,9 fraturas por 100 doentes ano em mulheres

tratadas com pioglitazona e 1,1 fraturas por 100 doentes ano em mulheres tratadas com

comparador. O excesso de risco de fraturas observado para as mulheres a tomarem

pioglitazona neste conjunto de dados é, por isso, de 0,8 fraturas por 100 doentes ano de

utilização.

No estudo de 3,5 anos sobre risco cardiovascular, PROactive, 44/870 (5,1%; 1,0 fraturas

por 100 doentes ano) doentes do sexo feminino tratadas com pioglitazona tiveram

fraturas comparativamente com 23/905 (2,5%; 0,5 fraturas por 100 doentes ano) doentes

do sexo feminino tratadas com comparador. Não se observou um aumento das taxas de

fraturas em homens tratados com pioglitazona (1,7%) versus comparador (2,1%).

O risco de fraturas deve ser tido em conta no acompanhamento a longo prazo de

mulheres tratadas com pioglitazona.

Como consequência da ação aumentada da insulina, o tratamento com pioglitazona em

doentes

síndrome

ovário

poliquístico

pode

resultar

reaparecimento

ovulação. Estas doentes podem estar em risco de engravidar. As doentes devem ser

avisadas do risco de engravidar e, se uma doente pretender engravidar ou ficar grávida, o

tratamento deve ser descontinuado (ver secção 4.6).

A pioglitazona deverá ser utilizada com precaução durante a administração concomitante

de inibidores (por exemplo, gemfibrozil) ou indutores (por exemplo, rifampicina) do

citocromo P450 2C8. O controlo da glicemia deverá ser cuidadosamente monitorizado.

Deverá ser considerado o ajuste da dose de pioglitazona dentro do regime posológico

recomendado ou alterações ao tratamento da diabetes (ver secção 4.5).

Os comprimidos de Zatrip contêm lactose monohidratada e por isso não devem ser

administrados a doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose,

deficiência de lactase ou malabsorção de glicose-galactose.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os estudos de interação demonstraram que a pioglitazona não possui efeitos relevantes

quer sobre a farmacocinética quer sobre a farmacodinâmica da digoxina, varfarina,

femprocumom

metformina.

administração

conjunta

pioglitazona

sulfonilureias não parece afetar a farmacocinética da sulfonilureia. Os estudos realizados

no ser humano não sugerem indução do citocromo indutível principal P450, 1A, 2C8/9 e

3A4. Os

estudos in

vitro não demonstraram uma

inibição de qualquer subtipo do

citocromo P450. Não se preveem interações com substâncias metabolizadas por estas

enzimas, por exemplo, contracetivos orais, ciclosporina, bloqueadores dos canais de

cálcio e inibidores da HMGCoA reductase.

administração

concomitante

pioglitazona

gemfibrozil

inibidor

citocromo P450 2C8) originou um aumento de três vezes na AUC da pioglitazona. Dado

que existe um potencial aumento do risco de acontecimentos adversos dose-dependentes,

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

poderá ser necessária uma diminuição da dose de pioglitazona quando gemfibrozil for

administrado concomitantemente. Deverá ser considerada a monitorização cuidadosa do

controlo

glicemia

(ver

secção

4.4).

coadministração

pioglitazona

rifampicina (um indutor do citocromo P450 2C8) originou uma diminuição de 54% na

AUC da pioglitazona. A dose de pioglitazona poderá ter de ser aumentada quando a

rifampicina

administrada

concomitantemente.

Deverá

considerada

monitorização cuidadosa do controlo da glicemia (ver secção 4.4).

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem dados suficientes em seres

humanos que determinem a segurança da

pioglitazona durante a gravidez. Em estudos em animais com pioglitazona, ocorreram

casos de diminuição do crescimento fetal. Este facto foi atribuído à ação da pioglitazona

ao diminuir a hiperinsulinemia materna e ao aumento da resistência à insulina que ocorre

durante a gravidez, reduzindo assim a disponibilidade dos substratos metabólicos no

crescimento

fetal.

A relevância deste tipo de

mecanismo

no ser

humano

não está

esclarecida, não devendo a pioglitazona ser utilizada na gravidez.

Amamentação

Demonstrou-se que a pioglitazona se encontra presente no leite de ratos fêmeas em fase

aleitamento.

Desconhece-se

pioglitazona

excretada

leite

humano.

pioglitazona

não

deve,

isso,

administrada

mulheres

encontram

amamentar.

Fertilidade

estudos

fertilidade

animais

não

houve

efeito

índice

ejaculação,

fecundação ou fertilidade.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Zatrip sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou

desprezáveis. Contudo, os doentes que sentem distúrbios visuais devem ser cuidadosos ao

conduzir ou utilizar máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

As reações adversas notificadas em número superior ao placebo (> 0,5%) e em mais do

que um caso isolado em doentes que receberam pioglitazona em estudos duplamente

cegos estão indicadas abaixo, por termo preferencial MedDRA, por classe de sistema de

órgão e frequência absoluta. As frequências são definidas como: muito frequentes (

1/10); frequentes (

1/100 a < 1/10); pouco frequentes (

1/1.000 a < 1/100); raros (

1/10.000 a < 1/1.000); muito raros (< 1/10.000); desconhecido (não pode ser calculado a

partir

dados

disponíveis).

reações

adversas

são

apresentadas

ordem

decrescente de incidência e de gravidade dentro de cada classe de frequência.

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

Frequência das reações adversas da pioglitazona por tratamento

Combinação

Reação

adversa

Mono-

Com insulina

terapia

metformina

sulfo-nilureia

metformina e

sulfo-nilureia

Infeções e

infestações

infeção

aparelho

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

respiratório

superior

bronquite

frequentes

sinusite

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

Doenças do

sangue e do

sistema

linfático

anemia

frequentes

Doenças do

metabolismo

e da nutrição

hipoglicemia

pouco

frequentes

muito

frequentes

frequentes

aumento

apetite

pouco

frequentes

Doenças

sistema

nervoso

hipoestesia

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

cefaleias

frequentes

pouco

frequentes

tonturas

frequentes

insónia

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

Afeções

oculares

distúrbios

frequentes

frequentes

pouco

frequentes

visuais

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

edema

macular

desconhecido

desconhecido

desconhecido

desconhecido

desconhecido

Afeções do

ouvido e do

labirinto

vertigens

pouco

frequentes

Cardiopatias

insuficiência

cardíaca

frequentes

Neoplasias

benignas, malignas

e não especificadas

(incluindo

quistos

e pólipos)

cancro da bexiga

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

dispneia

frequentes

Doenças

gastrointestinais

flatulência

pouco

frequentes

frequentes

Afeções dos

tecidos cutâneos

e subcutâneos

sudação

pouco

frequentes

Afeções

musculosqueléticas

tecidos

conjuntivos

fratura óssea

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

artralgias

frequentes

frequentes

frequentes

lombalgias

frequentes

Doenças

renais e

urinárias

hematúria

frequentes

glicosúria

pouco

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

frequentes

proteinúria

pouco

frequentes

Doenças dos

órgãos genitais

e da mama

disfunção

frequentes

eréctil

Perturbações

gerais e alterações

no local de

administração

edema

muito

frequentes

fadiga

pouco

frequentes

Exames

complementares

de diagnóstico

aumento

peso

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

aumento

creatina

frequentes

fosfoquinase

no sangue

desidrogenase

láctea

aumentada

pouco

frequentes

alanina

desconhecido

desconhecido

desconhecido

desconhecido

desconhecido

aminotransferase

aumentada

Foram

notificados

distúrbios

visuais

principalmente

início

tratamento,

relacionados com alterações na glicemia devido a alteração temporária na turgescência e

índice

refração

cristalino,

como

verifica

outros

tratamentos

hipoglicemiantes.

Foi notificado edema em 6–9% dos doentes tratados com pioglitazona durante um ano,

em ensaios clínicos controlados. As percentagens de edema nos grupos comparadores

(sulfonilureia, metformina) foram 2–5%. As notificações de edema foram geralmente de

ligeiras a moderadas e, normalmente, não obrigaram a suspender o tratamento.

Em ensaios clínicos controlados, a incidência de notificações de insuficiência cardíaca

em doentes tratados com pioglitazona foi a mesma que nos grupos de doentes tratados

com placebo, metformina e sulfonilureia, mas aumentou quando utilizada na terapêutica

de combinação com insulina. Num ensaio de doentes com doença macrovascular grave

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

preexistente, a incidência de insuficiência cardíaca grave foi 1,6% mais elevada com

pioglitazona do que com placebo, quando se adicionou a terapêutica que incluía insulina.

No entanto, isto não levou a um aumento da mortalidade neste ensaio. A insuficiência

cardíaca

notificada

raramente

pioglitazona

comercializada,

mais

frequentemente quando a pioglitazona foi utilizada em combinação com insulina ou em

doentes com história de insuficiência cardíaca.

Foi efetuada uma análise das reações adversas notificadas de fraturas ósseas ocorridas

em ensaios clínicos aleatorizados, controlados com comparador, duplamente cegos, em

mais de 8.100 doentes nos grupos tratados com pioglitazona e 7.400 nos grupos tratados

com comparador até 3,5 anos. Observou-se uma taxa de fraturas mais elevada em

mulheres a tomarem pioglitazona (2,6%) versus comparador (1,7%). Não se observou um

aumento das taxas de fraturas em homens tratados com pioglitazona (1,3%) versus

comparador (1,5%). No estudo de 3,5 anos, PROactive, 44/870 (5,1%) doentes do sexo

feminino tratadas com pioglitazona tiveram fraturas, comparativamente com 23/905

(2,5%) doentes do sexo feminino tratadas com comparador. Não se observou um aumento

das taxas de fraturas em homens tratados com pioglitazona (1,7%) versus comparador

(2,1%).

Em ensaios controlados com comparador ativo, a média de aumento de peso com

pioglitazona administrada como monoterapia foi de 2–3 kg durante um ano. Isto é

semelhante ao verificado num grupo do comparador ativo, sulfonilureia. Em ensaios de

combinação, a pioglitazona adicionada à metformina resultou numa média de aumento de

peso de 1,5 kg durante um ano e adicionada a uma sulfonilureia de 2,8 kg. Nos grupos

comparadores, a adição de sulfonilureia à metformina resultou numa média de aumento

de peso de 1,3 kg e a adição de metformina a uma sulfonilureia numa média de perda de

peso de 1,0 kg.

Em ensaios clínicos com pioglitazona, a incidência de elevações da ALT três vezes

superiores ao limite superior do normal foi igual ao placebo, mas inferior à verificada nos

grupos comparadores com metformina ou sulfonilureia. Os níveis médios de enzimas

hepáticas diminuíram com o tratamento com pioglitazona. Casos raros de elevação das

enzimas hepáticas e disfunção hepatocelular ocorreram pós-comercialização. Embora em

casos muito raros tenham sido notificados resultados fatais, não foi estabelecida uma

relação causal.

4.9 Sobredosagem

Em estudos clínicos, houve doentes que tomaram doses mais elevadas de pioglitazona do

que a dose mais alta recomendada de 45 mg por dia. A dose mais alta notificada de 120

mg/dia durante quatro dias, seguida de 180 mg/dia durante sete dias, não esteve associada

a quaisquer sintomas.

Pode ocorrer hipoglicemia em combinação com as sulfonilureias ou insulina. Devem ser

tomadas medidas sintomáticas ou de suporte geral em caso de sobredosagem.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterâpeutico: 8.4.2 - Hormonas e medicamentos usados no tratamentodas

doenças endócrinas. Insulinas, antidiabéticos orais e glucagom. Antidiabéticos orais.;

Código ATC: A10BG03.

Os efeitos da pioglitazona podem ser mediados por uma redução da resistência à insulina.

A pioglitazona parece atuar através da ativação de recetores nucleares específicos (gama

recetor

ativado

pelo

proliferador

peroxissoma)

conduzindo

sensibilidade

aumentada à insulina por parte das células hepáticas, adiposas e do músculo-esquelético

em animais. Foi demonstrado que o tratamento com pioglitazona reduz a produção

hepática de glicose e aumenta a eliminação periférica de glicose no caso de resistência à

insulina.

O controlo da glicemia em jejum e pós-prandial melhora em doentes com diabetes

mellitus tipo 2. O controlo da glicemia melhorado está associado a uma redução nas

concentrações plasmáticas de insulina em jejum e pós-prandial. Um ensaio clínico com

pioglitazona versus gliclazida em monoterapia foi alargado até dois anos, de modo a

avaliar o tempo até à falência do tratamento (definido pelo aparecimento de HbA1c

8,0% após os primeiros seis meses de tratamento). A análise Kaplan-Meier mostrou um

menor período de tempo até à falência do tratamento em doentes tratados com gliclazida,

comparativamente com pioglitazona. Aos dois anos, o controlo da glicemia (definido

como HbA1c < 8,0%) manteve-se em 69% dos doentes tratados com pioglitazona,

comparativamente com 50% dos doentes tratados com gliclazida. Num ensaio clínico de

terapêutica

combinação,

duração

dois

anos,

comparou

pioglitazona com a gliclazida como adjuvante da metformina, o controlo da glicemia

medido como alteração média do valor basal de HbA1c foi semelhante entre os grupos de

tratamento após um ano. A taxa de deterioração de HbA1c durante o segundo ano foi

menor com pioglitazona do que com gliclazida.

Num ensaio controlado com placebo, doentes com controlo inadequado da glicemia

apesar de um período de otimização de insulina de três meses, foram aleatorizados para

pioglitazona ou placebo durante 12 meses. Os doentes a tomarem pioglitazona tiveram

uma redução média da HbA1c de 0,45% comparativamente com os que continuaram a

tomar unicamente insulina e uma redução na dose de insulina no grupo tratado com

pioglitazona.

A análise HOMA mostra que a pioglitazona melhora a função da célula beta, assim como

aumenta

sensibilidade

insulina.

Ensaios

clínicos

dois

anos

duração

demonstraram a manutenção deste efeito.

ensaios

clínicos

duração,

pioglitazona

provocou,

modo

consistente, uma redução estatisticamente significativa na relação albumina/creatinina

comparativamente com o valor basal.

O efeito da pioglitazona (45 mg monoterapia vs. placebo) foi estudado num pequeno

ensaio de 18 semanas em diabéticos tipo 2. A pioglitazona foi associada a um aumento de

peso significativo. A gordura visceral diminuiu significativamente, ao passo que a massa

gorda

extra-abdominal

aumentou.

Alterações

similares

distribuição

gordura

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

corporal com pioglitazona foram acompanhadas de uma melhoria da sensibilidade à

insulina.

Na maioria dos ensaios clínicos, foram observadas reduções do total de triglicéridos e de

ácidos

gordos

livres

plasmáticos

aumento

níveis

colesterol

comparativamente

placebo,

aumentos

pequenos,

não

clinicamente

significativos, dos níveis de colesterol LDL.

ensaios

clínicos

até

dois

anos

duração,

pioglitazona

reduziu

total

triglicéridos e ácidos gordos livres plasmáticos e aumentou os níveis de colesterol HDL,

comparativamente ao placebo, à metformina ou à gliclazida.

A pioglitazona não provocou aumentos estatisticamente significativos nos níveis de

colesterol LDL comparativamente ao placebo, enquanto se observaram reduções com

metformina e gliclazida. Num ensaio de 20 semanas, a pioglitazona, para além de reduzir

os triglicéridos em jejum, reduziu a hipertrigliceridemia pós-prandial através de um efeito

quer

sobre

triglicéridos

absorvidos

quer

sobre

triglicéridos

sintetizados

hepaticamente. Estes efeitos foram independentes dos efeitos da pioglitazona sobre a

glicemia e, estatisticamente, foram significativamente diferentes da glibenclamida.

No ensaio cardiovascular PROactive, 5.238 doentes com diabetes mellitus tipo 2 e

doença

macrovascular

grave

preexistente

foram

aleatorizados

para

pioglitazona

placebo em adição a terapêutica antidiabética e cardiovascular existente durante 3,5 anos.

A população do ensaio tinha uma média de 62 anos; a duração média da diabetes era 9,5

anos. Aproximadamente um terço dos doentes estava a receber insulina em combinação

com metformina e/ou uma sulfonilureia. A fim de serem doentes elegíveis tinham de ter

uma ou mais das seguintes condições: enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral,

intervenção cardíaca percutânea ou enxerto com bypass arterial coronário, síndrome

coronário agudo, doença arterial coronária ou doença arterial obstrutiva periférica. Quase

metade

doentes

tinham

tido

anteriormente

enfarte

miocárdio

aproximadamente 20% tinham tido um acidente vascular cerebral. Aproximadamente

metade da população do estudo tinha, pelo menos, duas das histórias cardiovasculares

como critério de entrada. Quase todos os indivíduos (95%) estavam a receber medicação

cardiovascular (beta bloqueadores, inibidores da ECA, antagonistas da angiotensina II,

bloqueadores do canal de cálcio, nitratos, diuréticos, aspirina, estatinas, fibratos).

Apesar do ensaio ter falhado no que diz respeito ao objetivo primário, que era o conjunto

de mortalidade por qualquer causa, enfarte do miocárdio não fatal, acidente vascular

cerebral,

síndrome

coronário

agudo,

amputação

major

membros

inferiores,

revascularização coronária e revascularização dos membros inferiores, os resultados

sugerem que não existem preocupações cardiovasculares a longo prazo, no que diz

respeito ao uso de pioglitazona. No entanto, aumentaram as incidências de edema,

aumento de peso e insuficiência cardíaca. Não se observou aumento na mortalidade

devido a insuficiência cardíaca.

População pediátrica

Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de apresentação dos

resultados dos estudos com pioglitazona em todos os subgrupos da população pediátrica

da Diabetes Mellitus Tipo 2 (ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

Absorção

Após

administração

oral,

pioglitazona

rapidamente

absorvida,

pico

concentrações plasmáticas da pioglitazona inalterada é geralmente obtido 2 horas após

administração. Foram observados aumentos proporcionais da concentração plasmática

com doses entre 2 e 60 mg. O estado de equilíbrio é atingido após 4 a 7 dias de dosagem.

A dosagem repetida não resulta em acumulação do composto ou metabolitos. A absorção

não é influenciada pela ingestão de alimentos. A biodisponibilidade absoluta é superior a

80%.

Distribuição

O volume de distribuição estimado em seres humanos é de 0,25 l/kg.

A pioglitazona e todos os seus metabolitos ativos estão extensamente ligados às proteínas

plasmáticas (> 99%).

Biotransformação

A pioglitazona sofre uma extensa metabolização no fígado por hidroxilação dos grupos

metilenoalifáticos. Esta metabolização faz-se predominantemente através do citocromo

P450 2C8 embora outras isoformas possam estar envolvidas em menor grau. Três dos

seis metabolitos identificados são ativos (M-II, M-III e M-IV) Quando a atividade, as

concentrações e a ligação às proteínas são tomadas em consideração, a pioglitazona e o

metabolito M-III contribuem igualmente para a eficácia. Nesta base, a contribuição do M-

IV para a eficácia é aproximadamente três vezes a da pioglitazona, enquanto a eficácia

relativa do M-II é mínima.

Os estudos in vitro não demonstraram qualquer evidência de inibição por parte da

pioglitazona de qualquer subtipo do citocromo P450. Não há qualquer indução das

principais isoenzimas indutíveis do P450 no ser humano, 1A, 2C8/9 e 3A4.

Os estudos de interação demonstraram que a pioglitazona não possui efeitos relevantes

quer sobre a farmacocinética quer sobre a farmacodinâmica da digoxina, varfarina,

femprocumom

metformina.

administração

concomitante

pioglitazona

gemfibrozil (um inibidor do citocromo P450 2C8) ou com rifampicina (um indutor do

citocromo

P450

2C8)

originou

aumento

diminuição,

respetivamente,

concentração plasmática de pioglitazona (ver secção 4.5).

Eliminação

Após administração oral de pioglitazona marcada radioativamente no ser humano, esta

foi recuperada principalmente nas fezes (55%) e, em menor quantidade, na urina (45%).

animais,

apenas

possível

detetar

pequena

quantidade

pioglitazona

inalterada quer na urina quer nas fezes. A semivida média de eliminação plasmática da

pioglitazona inalterada no ser humano é de 5 a 6 horas e para o respetivo total de

metabolitos ativos 16 a 23 horas.

Idosos

A farmacocinética no estado de equilíbrio é semelhante nos doentes com 65 anos ou mais

de idade e nos indivíduos jovens.

Doentes com compromisso renal

Em doentes com compromisso renal, as concentrações plasmáticas de pioglitazona e dos

respetivos metabolitos são inferiores às observadas nos indivíduos com função renal

normal,

depuração

oral

fármaco

original

semelhante.

Deste

modo,

concentração de pioglitazona livre (não ligada) mantém-se inalterada.

Doentes com afeção hepática

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

A concentração plasmática total de pioglitazona mantém-se inalterada, mas com um

volume

distribuição

aumentado.

depuração

intrínseca

portanto,

reduzida,

associada a uma fração superior de pioglitazona não ligada.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Em estudos toxicológicos, a expansão do volume plasmático com hemodiluição, anemia

e hipertrofia cardíaca excêntrica reversível foi consistentemente aparente após doses

repetidas em ratinhos, ratos, cães e macacos. Além disso, observou-se um aumento da

deposição e infiltração de gordura. Estes resultados foram observados em várias espécies

em concentrações plasmáticas

4 vezes a exposição clínica. A restrição do crescimento

fetal foi aparente em estudos em animais com pioglitazona. Este facto foi atribuído à ação

da pioglitazona ao diminuir a hiperinsulinemia materna e ao aumento da resistência à

insulina que ocorre durante a gravidez, reduzindo assim a disponibilidade dos substratos

metabólicos no crescimento fetal.

A pioglitazona não teve potencial genotóxico num número exaustivo de ensaios de

genotoxicidade

vivo

vitro.

Parece

havido

incidência

superior

hiperplasia (machos e fêmeas) e tumores (machos) do epitélio da bexiga em ratos tratados

com pioglitazona durante um período máximo de 2 anos.

A formação e presença de cálculos renais com subsequente irritação e hiperplasia foi

documentada como sendo o mecanismo de base para a resposta tumorigénica observada

no rato macho. Um estudo mecanicista de 24 meses em ratos machos demonstrou que a

administração

pioglitazona

resultou

aumento

incidência

alterações

hiperplásicas na bexiga. A acidificação da dieta diminuiu significativamente a incidência

de tumores, mas não a eliminou. A presença de microcristais exacerbou a resposta

hiperplásica,

não tendo

sido,

contudo,

considerada

causa

primária

alterações

hiperplásicas. A relevância para o ser humano destes resultados tumorigénicos no rato

macho não pode ser excluída.

Não se verificou qualquer resposta tumorigénica em ratinhos de ambos os sexos. Não foi

observada hiperplasia da bexiga em cães ou macacos tratados com pioglitazona durante

um período máximo de 12 meses.

Num modelo animal com polipose adenomatosa familiar (FAP), o tratamento com outras

duas tiazolidinedionas aumentou a multiplicidade de tumores no cólon. Desconhece-se a

relevância destes resultados.

Avaliação do Risco Ambiental: não é esperado nenhum impacto ambiental resultante do

uso clínico de pioglitazona.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Lactose mono-hidratada

Carmelose cálcica

Hidroxipropilcelulose

Estearato de magnésio

APROVADO EM

03-08-2012

INFARMED

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de alumínio/alumínio, embalagens de 14, 28, 30, 50, 56, 84, 90, 98, 100 e 112

comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Terix Labs Ltd,

6 Agias Elenis str,

Agias Elenis Building, off 43,

1060 Nicosia,

Chipre

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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