Videx 100 mg Comprimido dispersível ou para mastigar

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Didanosina
Disponível em:
Bristol-Myers Squibb Farmacêutica Portuguesa, SA
Código ATC:
J05AF02
DCI (Denominação Comum Internacional):
Didanosine
Dosagem:
100 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido dispersível ou para mastigar
Composição:
Didanosina 100 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Frasco - 60 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea a)
Grupo terapêutico:
1.3.1.3 Análogos nucleosídeos inibidores da transcriptase inversa (reversa)
Área terapêutica:
didanosine
Resumo do produto:
2133783 - Frasco 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Manter bem fechado - Não comercializado - 10111935 - 50161563
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
FR/H/34/003
Data de autorização:
1992-07-10

APROVADO EM

13-06-2014

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Videx 100 mg comprimido dispersível ou para mastigar

Didanosina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Videx e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Videx

3. Como tomar Videx

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Videx

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Videx e para que é utilizado

Videx é um medicamento antivírico (ou antirretroviral), utilizado no tratamento da

infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Videx pertence a um grupo de

medicamentos designados de nucleosídeos inibidores da transcriptase reversa (NITRs).

É usado habitualmente em associação com outros medicamentos anti-VIH.

Videx não é uma cura para a infeção pelo VIH. Poderá continuar a desenvolver infeções

ou outras doenças associadas à infeção pelo VIH. Poderá continuar a transmitir o VIH

enquanto toma este medicamento, apesar de se reduzir o risco com uma terapêutica

antirretroviral eficaz. Converse com o seu médico sobre as precauções necessárias para

evitar que infete outras pessoas.

2. O que precisa de saber antes de tomar Videx

Videx apenas será prescrito por um médico com experiência em medicamentos para o

tratamento da infeção pelo VIH.

Não tome Videx

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- se tem alergia à didanosina ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Videx

se tem, ou teve, pancreatite (inflamação do pâncreas), informe imediatamente o seu

médico. Sintomas como dor do estômago ou dor abdominal podem indicar o

desenvolvimento de uma inflamação no pâncreas. Se não for tratada pode ser

potencialmente fatal.

se sentir entorpecimento, formigueiro e dor nos braços e nas pernas, informe o seu

médico. Podem ser sinais de neuropatia periférica tóxica.

tomar Videx pode causar, raramente, alterações na retina (olho) ou nervo ótico. O seu

médico poderá decidir realizar exames à retina anualmente ou se ocorrer alguma

alteração na visão.

Videx pertence a um grupo de medicamentos (NITRs) que pode causar uma situação

por vezes fatal denominada acidose lática (excesso de ácido lático no sangue) e

aumento do fígado. Sintomas como náuseas, vómitos e dor de estômago podem indicar

o desenvolvimento de acidose lática. Este efeito secundário raro, mas grave, ocorre

mais frequentemente em mulheres, particularmente se tiverem excesso de peso

acentuado ou em doentes com doença hepática. O seu médico irá monitorizá-lo

regularmente enquanto estiver a tomar Videx.

se tem, ou teve, problemas renais, informe o seu médico. É importante que o faça

porque Videx é eliminado do seu organismo através dos rins e poderá necessitar de uma

dose mais baixa.

se tem, ou teve, doença hepática, nomeadamente hepatite B ou C crónica, informe o seu

médico. Algumas pessoas (incluindo mulheres grávidas) que tomaram Videx tiveram

problemas graves de fígado. Esses problemas incluiram hepatomegalia (aumento do

fígado), esteatose (gordura no fígado), insuficiência hepática e hipertensão portal

(pressão arterial elevada na veia porta do fígado). Poderá estar em risco aumentado de

problemas hepáticos graves e potencialmente fatais. Raramente, doentes que

previamente não tiveram problemas hepáticos poderão ter insuficiência hepática. O seu

médico deverá verificar a função do seu fígado enquanto toma Videx. Deve ter especial

cuidado se tem história de abuso de álcool ou problemas de fígado.

podem ocorrer sinais ou sintomas de inflamação resultantes de infeções anteriores

pouco tempo após o início do tratamento anti-VIH em alguns doentes com infeção pelo

VIH avançada (SIDA) e história de infeções oportunistas. Pensa-se que estes sintomas

se devem a um aumento da resposta imunitária do organismo, habilitando-o a combater

infeções que possam ter existido sem sintomas evidentes. Se notar quaisquer sintomas

de infeção informe imediatamente o seu médico. Adicionalmente às infeções

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oportunistas, as doenças autoimunes (uma condição que ocorre quando o sistema

imunitário ataca tecidos corporais saudáveis) também podem ocorrer depois de começar

a tomar os medicamentos para o tratamento da sua infeção pelo VIH. As doenças

autoimunes podem ocorrer muitos meses após o início do tratamento. Se notar

quaisquer sintomas de infeção ou outros sintomas como fraqueza muscular, fraqueza a

começar nas mãos e nos pés e dirigindo-se em direção ao tronco, palpitações, tremores

ou hiperatividade, informe o seu médico imediatamente para procurar o tratamento

necessário.

pode ocorrer redistribuição, acumulação ou perda de gordura corporal em doentes a

receber terapêutica antirretroviral. Se detetar quaisquer alterações na gordura corporal

contacte o seu médico.

alguns doentes em terapêutica antirretroviral combinada podem desenvolver uma

doença óssea chamada osteonecrose (morte do tecido ósseo provocada por falta de

afluxo de sangue ao osso). A duração da terapêutica antirretroviral combinada, a

utilização de corticosteroides, o consumo de álcool, a imunossupressão grave, um

índice de massa corporal aumentado, entre outros, podem ser alguns dos inúmeros

fatores de risco para o desenvolvimento desta doença. Os sinais de osteonecrose são

rigidez, mal-estar e dores nas articulações (especialmente na anca, joelho e ombro) e

dificuldade de movimentos. Por favor informe o seu médico se notar qualquer um

destes sintomas.

lactentes com menos de 3 meses: a experiência da utilização de Videx neste grupo

etário é limitada.

interações: não se recomenda a administração de Videx em associação com disoproxil

fumarato de tenofovir, hidroxiureia, inibidores da xantina oxidase (por exemplo,

alopurinol) ou ribavirina. Tal poderá aumentar o risco de efeitos secundários.

não pare de tomar Videx sem indicação do seu médico porque a sua infeção pelo VIH

poderá agravar-se após a interrupção do tratamento.

Outros medicamentos e Videx

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos. É particularmente importante

informar o seu médico se já estiver a ser tratado com ganciclovir ou valganciclovir.

Tomar estes medicamentos com Videx pode aumentar o risco de efeitos secundários.

Não é recomendado tomar Videx com disoproxil fumarato de tenofovir, hidroxiureia,

inibidores da xantina oxidase (por exemplo, alopurinol) ou ribavirina.

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Tomar Videx em associação com medicamentos que se sabe que causam neuropatia

periférica ou pancreatite pode aumentar o risco destas toxicidades. Se tomar estes

medicamentos o seu estado de saúde necessitará de ser cuidadosamente monitorizado.

Os medicamentos cuja absorção é influenciada pela acidez estomacal (por exemplo,

itroconazol, cetoconazol) têm de ser tomados, pelo menos, 2 horas antes de tomar

Videx comprimidos.

Não tomar tetraciclinas e antibióticos do grupo das quinolonas até 2 horas após ter

tomado Videx comprimidos.

Videx com alimentos e bebidas

Videx não é bem absorvido se houver comida no estômago. Consequentemente, tome o

Videx pelo menos, 30 minutos antes de uma refeição.

Gravidez e aleitamento

Se está grávida, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, peça ao seu médico para a

informar dos benefícios e riscos da sua terapia antirretroviral, para si e para a criança.

Não se sabe se é seguro utilizar Videx durante a gravidez.

A associação de didanosina e de estavudina na mulher grávida aumenta o risco de

acidose láctica.

O aleitamento não é recomendado durante o tratamento com Videx. Informe o seu

médico se estiver a amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não foram observados efeitos de Videx na capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Videx comprimidos contêm fenilalanina (proveniente do aspartamo) e sorbitol

Videx comprimidos contém uma fonte de fenilalanina. Pode ser prejudicial em

indivíduos com fenilcetonúria.

Videx comprimidos contém sorbitol. Se foi informado pelo seu médico que tem

intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Videx

Tome sempre este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com

o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Os adultos têm de mastigar bem os comprimidos ou dispersá-los em, pelo menos, 30 ml

de água antes de ingerir. Para dispersar os comprimidos, colocá-los na água e agitar até

se formar uma mistura uniforme e ingerir imediatamente. Se for necessário melhorar o

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sabor, podem ser adicionados 30 ml de sumo de maçã à mistura de Videx com água.

Videx tem de ser administrado, pelo menos 30 minutos antes de uma refeição.

Que quantidade tomar

Nem todos os doentes precisam da mesma dose de Videx. A dose habitual para adultos

baseia-se no peso corporal e é tomada uma vez ao dia ou dividida em duas tomas com

um intervalo de aproximadamente 12 horas, tal como descrito abaixo. De cada vez que

toma uma dose, tem de tomar, pelo menos, dois comprimidos de Videx, mas nunca

mais de 4.

O seu peso corporal

Dose diária total

Inferior a 60kg

250 mg, uma vez ao dia ou em duas doses de 125 mg (tomadas

com um intervalo de aproximadamente 12 horas).

Igual ou superior a

60kg

400 mg, uma vez ao dia ou em duas doses de 200 mg (tomadas

com um intervalo de aproximadamente 12 horas).

Dependendo dos efeitos secundários que possa desenvolver e das doenças que tenha no

início do tratamento (por exemplo, pancreatite, disfunção renal), o seu médico poderá

prescrever uma dose diferente.

Utilização em crianças

A dose para as crianças será baseada na área da superfície corporal, que será calculada

pelo médico. A dose habitual é entre 120 e 360 mg por dia, tomada como dose única,

uma vez por dia, ou dividida em duas doses com um intervalo de aproximadamente 12

horas. Cada dose tem de ser tomada com pelo menos dois comprimidos mas nunca mais

de quatro para as crianças de idade superior a 1 ano e como um comprimido apenas

para as crianças de idade inferior a 1 ano. Videx comprimidos não é recomendado para

lactentes com menos de 3 meses.

As crianças (com idade igual ou superior a um ano) têm de mastigar bem os

comprimidos ou dispersar os comprimidos com pelo menos 30 ml de água antes de os

tomar. Para dispersar os comprimidos, agite os comprimidos em água até se formar uma

mistura uniforme e beba de imediato. Podem ser adicionados 30 ml de sumo de maçã à

mistura de Videx com água caso pretenda um sabor adicional. As crianças de idade

inferior a um ano, que tomam uma dose de um comprimido, podem mastigar ou então

dispersar o comprimido em 15 ml de água. Podem ser adicionados quinze ml de sumo

de maçã à mistura de Videx com água para melhorar o sabor. O Videx deve ser

administrado pelo menos 30 minutos antes de uma refeição.

Se tomar mais Videx do que deveria

Se tiver tomado mais Videx do que o prescrito pelo médico, ou se alguém,

acidentalmente tomar Videx, contacte, de imediato, o seu médico ou o hospital mais

próximo.

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Caso se tenha esquecido de tomar Videx

É importante que tome todas as doses. Se não tomou uma dose de Videx, tome-a logo

que possível, mas, pelo menos, 30 minutos antes de uma refeição e depois tome a dose

seguinte à hora prevista. No entanto, se está quase na hora da dose seguinte, não tome a

dose em falta, mas espere e tome a dose seguinte à hora prevista. Não tome uma dose a

dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Videx

Não pare de tomar Videx antes de falar com o seu médico. Isto é muito importante

porque a quantidade de vírus pode começar a aumentar se o medicamento for

interrompido mesmo que seja por pouco tempo. O vírus pode então tornar-se mais

difícil de tratar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico.

4. Efeitos secundários possiveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Contacte imediatamente o seu médico se sentir dor de estômago ou dor abdominal. Tal

poderá dever-se a inflamação do pâncreas o que se poderá tornar potencialmente fatal

se não for tratado (ver Advertências e precauções).

Informe o seu médico se notar alguns dos efeitos secundários seguintes:

Efeitos secundários muito frequentes (é provável que afetem mais do que 1 em cada 10

doentes)

Problemas digestivos: diarreia

Efeitos secundários frequentes (é provável que afetem entre 1 a 10 em cada

100 doentes)

Problemas de fígado: hepatite (inflamação do fígado)

Sistema nervoso: sintomas neurológicos periféricos (entorpecimento, fraqueza,

formigueiro ou dor nos braços e pernas), dor de cabeça

Problemas digestivos: náuseas, vómitos, dor abdominal, flatulência (gases), boca seca

Pele: erupção na pele

Gerais: cansaço ou fraqueza não habituais, arrepios e febre, dor

Doenças dos órgãos genitais e da mama: aumento mamário nos indivíduos do sexo

masculino

Doenças do metabolismo e da nutrição: anorexia

Músculos e ossos: dor nos músculos, dor nas articulações

Os exames podem mostrar: níveis de ácido úrico aumentados, bilirrubina aumentada,

aumento ou níveis anormais de outras enzimas, incluindo enzimas do fígado no sangue

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Efeitos secundários pouco frequentes (é provável que afetem entre 1 a 10 em cada

1.000 doentes)

Problemas digestivos: pancreatite

Problemas hepáticos: excesso de gordura no fígado, insuficiência hepática

Metabolismo e nutrição: acidose lática (excesso de ácido lático no sangue), diabetes

(início ou agravamento), níveis sanguíneos de açúcar aumentados ou diminuídos

Sangue: contagem de glóbulos vermelhos baixa, contagem de plaquetas baixa, poucos

glóbulos vermelhos

Músculos e ossos: sensibilidade ou fraqueza muscular, paralisia ou fraqueza temporária

dos músculos incluindo doença renal e hemodiálise

Olhos: secura ocular, alterações na cor da retina, doença nos nervos dos olhos, causando

cegueira

Infeções: feridas nas glândulas salivares

Sistema imunitário: reação alérgica súbita potencialmente fatal

Pele: alopécia (perda de cabelo não habitual ou enfraquecimento)

Efeitos secundários raros (é provável que afetem menos entre 1 a 10 em cada

10.000 doentes)

Problemas hepáticos: hipertensão portal (pressão arterial elevada na veia porta do

fígado)

Músculos e ossos: doenças nos músculos

Problemas digestivos: aumento da glândula parótida

Em alguns doentes a tomar terapêutica antirretroviral foram observadas alterações na

gordura corporal. Estas alterações incluem aumento da quantidade de gordura na região

superior das costas e pescoço ("nuca de búfalo"), seios e à volta do abdómen

("barriga"). Poderá também ocorrer perda de gordura das pernas, braços e face.

Atualmente não se conhecem as causas e efeitos a longo prazo destes problemas.

Podem também ocorrer níveis de açúcar e triglicéridos elevados e resistência à insulina.

Os efeitos secundários em doentes pediátricos são semelhantes aos observados nos

adultos. Foram notificadas mais alterações nas contagens celulares com a associação

com zidovudina. Foram notificadas alterações na retina ou nervo ótico num número

pequeno de doentes pediátricos, geralmente com doses superiores às atualmente

recomendadas. O seu médico pode decidir realizar exames à retina (olho).

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações

sobre a segurança deste medicamento.

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13-06-2014

INFARMED

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Videx

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no frasco ou

embalagem exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês

indicado.

Não conservar os comprimidos de Videx acima de 30ºC. Manter o frasco bem fechado

para proteger da humidade.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Videx

A substância ativa é a didanosina. Cada comprimido contém 100 mg de didanosina.

Os outros componentes são: carbonato de cálcio, hidróxido de magnésio, aspartamo,

sorbitol, celulose microcristalina, crospovidona, aroma de laranja-tangerina (tangerine

oil, mandarin oil, goma arábica, alfa-tocoferol, sílica coloidal) e estearato de magnésio.

Qual o aspeto de Videx e conteúdo da embalagem

Os comprimidos dispersíveis ou para mastigar são brancos, com a impressão "100" num

lado e "VIDEX" no outro lado.

Videx 100 mg comprimidos dispersíveis ou para mastigar é fornecido em frascos com

fecho resistente à abertura por crianças contendo 60 comprimidos dispersíveis ou para

mastigar.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Bristol-Myers Squibb Farmacêutica Portuguesa S.A.

Rua Fonte Caspolima, Edifício Fernão de Magalhães, Quinta da Fonte

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INFARMED

2774-523 Paço de Arcos

Fabricante

Bristol-Myers Squibb, S.r.l.

Contrada Fontana del Ceraso

03012 Anagni-Frosinone

Itália

Este folheto foi revisto pela última vez em:

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13-06-2014

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Videx 100 mg comprimido dispersível ou para mastigar

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido dispersível ou para mastigar contém 100 mg de didanosina.

Excipientes com efeito conhecido: Cada comprimido contém 316 mg de sorbitol e 36,5

mg de fenilalanina (proveniente do aspartamo).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido dispersível ou para mastigar

Comprimido branco, com impressão “100” num lado e “VIDEX” no outro lado.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Videx está indicado em associação com outros fármacos antirretrovirais para o

tratamento de doentes infetados pelo VIH-1, apenas quando outros antirretrovirais não

podem ser utilizados.

4.2 Posologia e modo de administração

Videx deve ser administrado pelo menos 30 minutos antes da refeição uma vez que a

absorção da didanosina é reduzida em presença de alimentos (ver secção 5.2).

Posologia

As diferentes dosagens dos comprimidos de Videx são administradas em regime de uma

vez por dia ou de duas vezes por dia de estômago vazio (ver secção 5.1). Para o regime

de duas vezes ao dia, o intervalo entre as doses é de 12 horas. Em cada dose o doente

tem de tomar pelo menos 2 comprimidos (mas não mais de 4) para receber a quantidade

suficiente de antiácido e evitar a degradação da didanosina em meio ácido.

A dose diária total recomendada depende do peso corporal do doente (kg):

NORMAS POSOLÓGICAS PARA ADULTOS

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Peso do doente

Duas vezes ao dia (*)

(dose, mg)

Uma vez ao dia (**)

(dose, mg)

Pelo menos 60 kg

Menos de 60 kg

(*) Para assegurar que o doente recebe a quantidade suficiente de antiácido, em cada

toma deve administrar-se no mínimo 2 comprimidos (mas não mais de 4) (por exemplo,

para a dose de 200 mg duas vezes ao dia deve administrar-se dois comprimidos de 100

mg duas vezes ao dia, com 12 horas de intervalo entre as tomas).

(**) Para assegurar que o doente recebe a quantidade suficiente de antiácido, em cada

toma deve administrar-se no mínimo 2 comprimidos (mas não mais de 4) (por exemplo,

para a dose de 400 mg uma vez ao dia deve administrar-se numa toma dois

comprimidos de 150 mg e um comprimidos de 100 mg; para um regime posológico de

250 mg uma vez ao dia pode administrar-se um comprimido de 100 mg e um 1

comprimido de 150 mg (ver secção 5.1).

Populações especiais

População idosa: uma vez que os doentes idosos têm maior probabilidade de ter a

função renal diminuída, a seleção da dose deverá ser feita com precaução.

Adicionalmente, a função renal deverá ser monitorizada e efetuados os ajustes

posológicos adequados (ver tabela em baixo).

Disfunção renal: recomendam-se os seguintes ajustes posológicos:

Dose diária total

Peso do doente

Pelo

menos 60 kg

(dose, mg*)

Menos de 60 kg

(dose, mg*)

Depuração da

creatinina

(ml/min)

Duas

vezes

ao dia

vez ao

Duas

vezes

ao dia

vez ao

³ 60

30-59

10-29

< 10

(**)

(**)

(**)

(**)

(*) Para assegurar que o doente recebe a quantidade suficiente de antiácido, em cada

toma deve administrar-se no mínimo 2 comprimidos (por exemplo, para a dose diária

total de 400 mg uma vez ao dia, deve administrar-se 2 comprimidos de 150 mg e 1

comprimido de 100 mg; para a dose de 200 mg duas vezes ao dia pode administrar-se

dois comprimidos de 100 mg com 12 horas de intervalo entre as tomas).

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(**) Estes doentes apenas recebem uma toma por dia.

A dose deve ser administrada de preferência depois da sessão de diálise (ver secção

4.4); contudo, não é necessário administrar uma dose suplementar de Videx após a

hemodiálise.

Doentes pediátricos: como a excreção urinária é a principal via de eliminação da

didanosina nos doentes pediátricos, a depuração da didanosina pode estar alterada nos

doentes pediátricoscom disfunção renal. Os dados existentes sobre esta população de

doentes são insuficientes para recomendar um ajuste posológico específico do Videx,

no entanto, tem de ser considerada a redução da dose e/ou o aumento do intervalo entre

as mesmas.

Disfunção hepática: não é necessário ajuste posológico em doentes com disfunção

hepática (ver secção 5.2).

População pediátrica

A dose diária recomendada com base na área de superfície corporal é de 240 mg/m2/dia

num esquema de administração de uma ou de duas vezes ao dia.

NORMAS POSOLÓGICAS PARA CRIANÇAS

Superfície

corporal

(m2)

Dose diária

total

(mg/dia)

Duas vezes ao

(comprimidos,

Uma vez ao

(comprimidos,

50 + 25

100 + 25

100 + 25

100 + 150

240 mg/m2/dia

150 + 25

150 + 150 +

Lactentes com menos de 3 meses: a experiência clínica existente é insuficiente para

permitir recomendar um regime posológico.

Modo de administração

Adultos: Em cada administração os doentes têm de tomar no mínimo dois comprimidos

para garantir a ingestão de uma quantidade suficiente de antiácido, necessária para

evitar a degradação ácida da didanosina. Os comprimidos têm de ser bem mastigados

ou dispersos em pelo menos 30 ml de água, antes da ingestão. Para dispersar os

comprimidos, deve agitar até obter uma dispersão uniforme e beber todo o conteúdo, de

imediato. Se for necessário melhorar o sabor, a solução pode ser diluída com 30 ml de

sumo de maçã. Agitar a dispersão resultante imediatamente antes de ingerir.

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INFARMED

Doentes pediátricos:Doentes pediátricos de idade superior a 1 ano têm de receber uma

dose de 2 comprimidos e as crianças de idade inferior a 1 ano têm de receber uma dose

de 1 comprimido. Os comprimidos, antes de serem tomados, têm de ser mastigados ou

dispersos em água, tal como acima descrito. Quando for necessária a dose de um

comprimido, o volume de água para a dispersão é 15 ml. Podem ser adicionados à

dispersão quinze ml de sumo de maçã como aromatizante. Agitar a dispersão resultante

imediatamente antes de ingerir.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Embora uma supressão vírica eficaz com terapêutica antirretroviral tenha provado

reduzir substancialmente o risco de transmissão sexual, não pode ser excluída a

existência de um risco residual. Para prevenir a transmissão devem ser tomadas

precauções de acordo com as orientações nacionais.

A pancreatite é uma complicação grave reconhecida entre os doentes infetados com o

VIH. Foi também associada com a terapêutica com didanosina, tendo sido fatal nalguns

casos. A didanosina deve ser usada com extrema precaução nos doentes com

antecedentes de pancreatite. Verificou-se uma relação positiva entre a dose diária de

didanosina e o risco de pancreatite.

Sempre que as condições clínicas o justifiquem, a didanosina deve ser suspensa até que

se exclua um diagnóstico de pancreatite por meios laboratoriais ou por técnicas de

imagem adequadas. Igualmente, se se tornar necessário o tratamento com outros

medicamentos que se conhecem como causadores de toxicidade pancreática (p. e.

pentamidina), a didanosina deve ser suspensa, sempre que possível. Se for inevitável

uma terapêutica concomitante recomenda-se uma rigorosa vigilância clínica. Deve

considerar-se a suspensão da terapêutica se os marcadores bioquímicos da pancreatite

aumentarem significativamente, mesmo na ausência de sintomas. Os aumentos

significativos dos triglicéridos são uma causa conhecida de pancreatite e requerem

vigilância rigorosa.

Acidose lática: com a utilização de análogos nucleosídeos foi notificada acidose láctica,

normalmente associada com hepatomegalia e esteatose hepática. Os sintomas iniciais

(hiperlactatemia sintomática) incluem sintomas digestivos benignos (náuseas, vómitos e

dor abdominal), mal-estar não específico, perda de apetite, perda de peso, sintomas

respiratórios (respiração rápida e/ou profunda) ou sintomas neurológicos (incluindo

fraqueza motora). A acidose láctica possui uma mortalidade elevada e pode estar

associada a pancreatite, insuficiência hepática ou insuficiência renal.

A acidose láctica habitualmente ocorreu após alguns ou vários meses de tratamento.

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O tratamento com análogos dos nucleosídeos deve ser interrompido caso surjam

hiperlactatemia sintomática e acidose láctica/metabólica, hepatomegalia progressiva ou

aumento rápido dos níveis de aminotransferases. Deverá ter-se precaução quando se

administrar análogos dos nucleosidos a qualquer doente (particularmente mulheres

obesas) com hepatomegalia, hepatite ou outros fatores de risco conhecidos de doença

hepática e esteatose hepática (incluindo certos medicamentos e álcool). Os doentes

coinfetados com hepatite C e em tratamento com interferão alfa e ribavirina podem

constituir um risco especial.

Os doentes em maior risco devem ser cuidadosamente seguidos (ver também secção

4.6).

Doença hepática: a insuficiência hepática de etiologia desconhecida tem ocorrido,

raramente, em doentes medicados com didanosina. Os doentes devem ser vigiados em

relação ao aumento das enzimas hepáticas, devendo a didanosina ser suspensa no caso

de as enzimas aumentarem para mais de 5 vezes o limite normal superior. A

reinstituição da terapêutica apenas deve ser considerada se os benefícios esperados

claramente ultrapassarem os potenciais riscos.

A segurança e a eficácia da didanosina não foram estabelecidas em doentes com

afeções hepáticas significativas subjacentes. Os doentes com hepatite B ou C crónica e

tratados com terapêutica antirretroviral combinada estão em risco aumentado de

acontecimentos adversos hepáticos graves e potencialmente fatais. Em caso de

terapêutica antivírica para a hepatite B ou C concomitante, deve consultar-se a

informação relevante destes medicamentos.

Os doentes com disfunção hepática pré-existente, incluindo hepatite ativa crónica,

durante a terapêutica antirretroviral combinada têm um aumento na frequência de

alterações da função hepatica e devem ser monitorizados de acordo com a prática

instituída. Se houver evidência de agravamento da doença hepática nestes doentes, tem

de ser considerada a interrupção ou descontinuação do tratamento.

Hipertensão portal não-cirrótica: têm sido reportados casos de hipertensão portal não-

cirrótica no período pós-comercialização, incluindo casos que originaram transplante

hepático ou morte. Em doentes sem evidência de hepatite vírica foram confirmados

casos de hipertensão portal não-cirrótica associados à didadosina através de biópsia

hepática. O início dos sinais e sintomas variou de meses a anos após o início do

tratamento com didanosina. As manifestações clínicas frequentes incluem enzimas

hepáticas aumentadas, varizes esofágicas, hematemese, ascite e esplenomegalia.

Os doentes a receber didanosina devem ser monitorizados para os primeiros sinais de

hipertensão portal (p. e., trombocitopenia e esplenomegalia) durante as visitas médicas

de rotina. Devem ser considerados os exames laboratoriais apropriados, incluindo,

enzimas hepáticas, bilirrubina sérica, albumina, hemograma completo, relação

normalizada internacional (INR) e ultrassonografia. A didanosina deve ser interrompida

em doentes com evidência de hipertensão portal não-cirrótica.

APROVADO EM

13-06-2014

INFARMED

Neuropatia periférica: os doentes medicados com didanosina podem desenvolver

neuropatia periférica tóxica, em geral caracterizada por entorpecimento distal simétrico

bilateral, formigueiro, dores nos pés e com menor frequência nas mãos. Se se

desenvolverem sintomas de neuropatia periférica os doentes devem ser mudados para

um regime de tratamento alternativo.

Alterações na retina ou no nervo ótico: os doentes medicados com didanosina

apresentaram raramente lesões na retina ou no nervo ótico, sobretudo com doses

superiores às usualmente recomendadas. Deve ser considerado, anualmente, um exame

oftalmológico que inclua acuidade visual, visão cromática e um exame ao fundo do

olho dilatado, bem como no caso da ocorrência de alterações visuais em doentes

medicados com didanosina.

Síndrome de Reativação Imunológica: em doentes infetados pelo VIH com deficiência

imunitária grave à data da instituição da terapêutica antirretroviral combinada (TARC),

pode ocorrer uma reação inflamatória a patogénios oportunistas assintomáticos ou

residuais e causar várias situações clínicas graves, ou o agravamento dos sintomas.

Tipicamente, estas reações foram observadas durante as primeiras semanas ou meses

após início da TARC. São exemplos relevantes a retinite por citomegalovírus, as

infeções micobacterianas generalizadas e/ou focais e a pneumonia por Pneumocystis

jiroveci (antigamente conhecido como Pneumocystis carinii). Qualquer sintoma de

inflamação deve ser avaliado e, quando necessário, instituído o tratamento. Doenças

autoimunes (tal como a Doença de Graves), também têm sido notificadas como tendo

ocorrido no contexto de reativação imunitária; no entanto, o tempo de início descrito é

mais variável e estes acontecimentos podem ocorrer muitos meses após o início do

tratamento.

Lipodistrofia e distúrbios metabólicos: a terapêutica antirretroviral combinada tem sido

associada à redistribuição da gordura corporal (lipodistrofia) em doentes infetados por

VIH. Atualmente desconhecem-se as consequências a longo prazo destes

acontecimentos. O conhecimento sobre o mecanismo é incompleto. Foi colocada a

hipótese de existir uma relação entre a lipomatose visceral e os inibidores da protease e

a lipoatrofia e os NITR. Um risco aumentado de lipodistrofia tem sido associado a

fatores individuais, tais como idade avançada, e a fatores relacionados com o fármaco,

tais como a maior duração do tratamento antirretroviral e distúrbios metabólicos

associados. O exame clínico deve incluir a avaliação de sinais físicos de redistribuição

da gordura. Deve ter-se em consideração a determinação dos lípidos séricos e da

glicemia em jejum. Os distúrbios lipídicos devem ser tratados de modo clinicamente

apropriado (ver secção 4.8).

Osteonecrose: apesar da etiologia ser considerada multifatorial (incluindo a utilização

de corticosteroides, o consumo de álcool, a imunossupressão grave, um índice de massa

corporal aumentado) foram notificados casos de osteonecrose, particularmente em

doentes com doença por VIH avançada e/ou exposição prolongada a terapêutica

antirretroviral combinada (TARC). Os doentes devem ser instruídos a procurar

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13-06-2014

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aconselhamento médico caso sintam mal-estar e dor articular, rigidez articular ou

dificuldade de movimentos.

Infeções oportunistas: os doentes medicados com didanosina ou com outros

antirretrovirais podem continuar a desenvolver infeções oportunistas e outras

complicações devidas à infeção pelo VIH ou devidas à terapêutica, pelo que devem ser

mantidos sob vigilância clínica por médicos experientes no tratamento de doenças

associadas ao VIH.

Interação com outros medicamentos:

Tenofovir: a administração concomitante de tenofovir disoproxil fumarato e didanosina

resulta num aumento de 40 - 60% da exposição sistémica à didanosina, o que poderá

aumentar o risco de acontecimentos adversos relacionados com a didanosina (ver

secção 4.5). Têm sido notificados casos raros, ocasionalmente fatais, de pancreatite e

acidose láctica.

Foi testada uma dose reduzida de didanosina (250 mg), para evitar a sobre-exposição à

didanosina no caso da administração concomitante com disoproxil fumarato de

tenofovir, mas tal foi associado a relatos de taxa elevada de falência virológica e

aparecimento de resistência na fase inicial com as várias associações testadas.

Consequentemente, a administração concomitante de disoproxil fumarato de tenofovir e

didanosina não é recomendada, especialmente em doentes com carga viral elevada e

contagem de células CD4 baixa. A administração concomitante de disoproxil fumarato

de tenofovir e didanosina numa dose diária de 400 mg foi associada a uma diminuição

significativa na contagem de células CD4, possivelmente devido a uma interação

intracelular que aumenta a didanosina fosforilada (i.e. ativa). Se esta associação for

considerada absolutamente necessária, os doentes devem ser cuidadosamente

monitorizados no que se refere à eficácia e ocorrência de acontecimentos adversos

relacionados com a didanosina.

Ganciclovir e valganciclovir: a administração concomitante de didanosina com

ganciclovir ou valganciclovir pode resultar em toxicidade associada à didanosina. Os

doentes devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secção 4.5).

Associações não recomendadas:

Em doentes infetados pelo VIH a receber didanosina em associação com hidroxiureia e

estavudina foram relatadas pancreatite (fatal e não fatal) e neuropatia periférica (grave

em alguns casos). Durante os estudos de observação após comercialização em doentes

infetados pelo VIH tratados com fármacos antirretrovirais e hidroxiureia foram

relatadas hepatotoxicidade e insuficiência hepática com desfecho fatal; os

acontecimentos hepáticos fatais foram notificados mais frequentemente em doentes

tratados com estavudina, hidroxiureia e didanosina. Consequentemente, esta associação

tem de ser evitada.

Alopurinol: a administração concomitante de didadosina e alopurinol resulta no

aumento da exposição sistémica à didanosina, o que pode resultar em toxicidade

associada à didanosina. Consequentemente, não é recomendada a administração

APROVADO EM

13-06-2014

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concomitante de alopurinol e didanosina. Os doentes tratados com didanosina, que

necessitem da administração de alopurinol, devem ser mudados para um regime de

tratamento alternativo (ver secção 4.5).

Não é recomendada a administração concomitante de ribavirina e didanosina devido ao

risco aumentado de acontecimentos adversos, em particular de toxicidade mitocondrial

(ver secção 4.5).

Terapêutica tripla com nucleosídeos: têm havido relatos de taxa elevada de falência

virológica e aparecimento de resistência na fase inicial quando a didanosina foi

associada a disoproxil fumarato de tenofovir e lamivudina num regime de toma única

diária.

Doentes com fenilcetonúria: os comprimidos de Videx contêm fenilalanina

(proveniente do aspartamo), pelo que o uso de Videx em doentes com fenilcetonúria

apenas se deve fazer se claramente indicado.

Sorbitol: Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à frutose não devem

tomar este medicamento.

População pediátrica

Lactentes com menos de 3 meses: a experiência clínica existente é insuficiente para

permitir recomendar um regime posológico.

Disfunção mitocondrial: os análogos nucleosídeos e nucleótidos demonstraram causar,

in vitro e in vivo, lesões mitocondriais de grau variável. Existem notificações de

disfunção mitocondrial em lactentes VIH negativos, expostos in utero e/ou após o

nascimento a análogos nucleosídeos. Os principais acontecimentos adversos notificados

são afeções hematológicas (anemia, neutropenia), distúrbios metabólicos

(hiperlactatemia, hiperlipasemia). Estes acontecimentos são geralmente transitórios.

Foram notificadas algumas afeções neurológicas de início tardio (hipertonia,

convulsões, comportamento anormal). Desconhece-se, até ao momento, se as afeções

neurológicas são transitórias ou permanentes. Qualquer criança exposta in utero a

análogos nucleosídeos e nucleótidos, mesmo as crianças VIH negativas, deverá ter

seguimento clínico e laboratorial e, em caso de sinais ou sintomas relevantes, deve ser

investigada quanto à possibilidade de disfunção mitocondrial. Estes resultados não

alteram as recomendações atuais quanto à utilização de terapêutica antirretroviral em

mulheres grávidas para prevenir a transmissão vertical do VIH.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Com base nos resultados obtidos de um estudo com o cetoconazol, recomenda-se que os

medicamentos que podem ser afetados pela acidez do estômago (p. e. derivados azóis

orais, como itraconazol) sejam administrados pelo menos 2 horas antes da didanosina

(ver tabela 1).

APROVADO EM

13-06-2014

INFARMED

A administração concomitante da didanosina com medicamentos que causam

neuropatia periférica ou pancreatite pode aumentar o risco destas toxicidades, pelo que

os doentes em terapêutica com estes medicamentos devem ser cuidadosamente

vigiados.

Uso concomitante não recomendado

Ribavirina: A ribavirina, com base em dados in vitro, aumenta os níveis intracelulares

de didanosina trifosfatada. Foram notificadas insuficiência hepática fatal, bem como

neuropatia periférica, pancreatite e hiperlactacidemia/ acidose láctica sintomática nos

doentes a receber didanosina e ribavirina com ou sem estavudina. Não é recomendada a

administração concomitante de ribavirina e didanosina (ver secção 4.4).

Antibióticos: Tal como ocorre com outros produtos que contêm na formulação um

antiácido com magnésio e/ou alumínio, os comprimidos de Videx não devem ser

administrados com antibióticos do grupo das tetraciclinas. Igualmente, as concentrações

plasmáticas de alguns antibióticos do grupo das quinolonas (por exemplo, a

ciprofloxacina) diminuem com a administração de antiácidos presentes na formulação

ou administrados com o Videx (ver tabela 1). Recomenda-se que os medicamentos que

podem interagir com os antiácidos não sejam administrados nas duas horas seguintes à

ingestão dos comprimidos de Videx.

Tenofovir: A administração concomitante de disoproxil fumarato de tenofovir e

didanosina não é recomendada (ver Tabela 1 e secção 4.4).

Alopurinol: Não é recomendada a administração concomitante do alopurinol (inibidor

da xantina oxidase) com a didanosina. Os doentes tratados com didanosina, que

necessitem da administração de alopurinol, devem ser mudados para um regime de

tratamento alternativo (ver Tabela 1 e secção 4.4). A xantina oxidase é uma enzima

envolvida no metabolismo da didanosina. Outros inibidores da xantina oxidase podem

aumentar a exposição à didanosina quando administrados concomitantemente e,

consequentemente, aumentam o potencial para efeitos indesejáveis associados à

didanosina. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados quanto a efeitos

indesejáveis relacionados com a didanosina (ver secção 4.8).

Outras interações

Interações entre didanosina e fármacos antirretrovirais ou medicamentos não-

antirretrovirais estão apresentadas abaixo na tabela 1 (aumento está indicado como “

”,

diminuição está indicada como “

”, sem alteração como “

”).Salvo se indicado em

contrário, os estudos foram conduzidos em doentes infetados pelo VIH.

Tabela 1: Interações entre didanosina e outros medicamentos

Medicamento por áreas

terapêuticas

(dose em mg)

Efeitos nos níveis de

fármaco

Percentagem média de

alteração de AUC, Cmax

Recomendação relativa à

administração

concomitante com

didanosina

APROVADO EM

13-06-2014

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Medicamento por áreas

terapêuticas

(dose em mg)

Efeitos nos níveis de

fármaco

Percentagem média de

alteração de AUC, Cmax

Recomendação relativa à

administração

concomitante com

didanosina

ANTI-INFECIOSOS

Antirretrovirais

Inibidores da transcriptase reversa não-Nucleósideos/nucleótidos (NNRTIs)

Etravirina/ Comprimido

tamponado de Didanosina

(200 mg duas vezes por dia

/ 400 mg dose única)

Didanosina:

AUC:

Cmax:

Etravirina:

AUC:

Cmax:

Não é necessário um ajuste

posológico para nenhum

dos medicamentos.

Inibidores da transcriptase reversa Nucleosídeos/nucleótidos (NRTIs)

Estavudina / Comprimido

tamponado de Didanosina

(40 mg a cada 12 horas

durante 4 dias / 100 mg a

cada 12 horas durante 4

dias)

Didanosina:

AUC:

Cmax:

Estavudina:

AUC:

Cmax:

Não é necessário um ajuste

posológico para nenhum

dos medicamentos.

Disoproxil fumarato de

tenofovir

A administração

concomitante de disoproxil

fumarato de tenofovir e

didanosina resulta num

aumento de 40-60% de

exposição sistémica à

didanosina o que poderá

aumentar o risco de reações

adversas relacionadas com

didanosina. Têm sido

notificados casos raros,

ocasionalmente fatais, de

pancreatite e acidose

láctica. A administração

concomitante de disoproxil

fumarato de tenofovir e

didanosina numa dose de

400 mg por dia foi

associada com a diminuição

significativa na contagem

de células CD4,

possivelmente devido a uma

Não é recomendada a

administração

concomitante de

didanosina e disoproxil

fumarato de tenofovir.

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