Valsartan Hiperbloque 40 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Valsartan
Disponível em:
Tecnimede - Sociedade Técnico-Medicinal, S.A.
Código ATC:
C09CA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valsartan
Dosagem:
40 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Valsartan 40 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 28 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.2 Antagonistas dos receptores da angiotensina
Área terapêutica:
valsartan
Resumo do produto:
5142112 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10069190 - 50042912 ; 5142120 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10069190 - 50044133 ; 5142138 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10069190 - 50044133 ; 5142070 - Blister 10 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10069190 - 50042904 ; 5142104 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10069190 - 50042904
Status de autorização:
Revogado (15 de Maio de 2013)
Número de autorização:
08/H/0075/001
Data de autorização:
2008-10-07

APROVADO EM

07-10-2008

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Valsartan Hiperbloque 40 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan Hiperbloque 80 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan Hiperbloque 160 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento

-Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

-Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

-Este

medicamento

receitado

para

Não

deve

dá-los

outros;

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos

sintomas.

-Se algum dos efeitos secundários se agravar ou detectar quaisquer efeitos

secundários

não

mencionados

neste

folheto,

informe

médico

farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Valsartan Hiperbloque e para que é utilizado

2. Antes de tomar Valsartan Hiperbloque

3. Como tomar Valsartan Hiperbloque

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Valsartan Hiperbloque

6. Outras informações

1. O QUE É VALSARTAN HIPERBLOQUE E PARA QUE É UTILIZADO

Valsartan Hiperbloque pertence a uma classe de medicamentos conhecidos

como antagonistas dos receptores da angiotensina II que ajudam a controlar a

pressão arterial elevada. A angiotensina II é uma substância produzida pelo

organismo que provoca constrição dos vasos sanguíneos, induzindo assim um

aumento da pressão arterial. Valsartan Hiperbloque funciona bloqueando o

efeito da angiotensina II. Consequentemente, os vasos sanguíneos dilatam e a

pressão arterial sofre uma redução.

Valsartan Hiperbloque 80 mg e 160 mg, comprimido revestido por película, é

utilizado

tratamento

pressão

arterial

elevada.

hipertensão

arterial

aumenta a sobrecarga do coração e artérias. Se mantida durante um período

prolongado, esta doença pode provocar lesões do cérebro, coração e rins,

podendo

resultar

acidente

vascular

cerebral,

insuficiência

cardíaca

insuficiência renal. A pressão arterial elevada aumenta o risco de enfartes do

miocárdio. A redução da pressão arterial para valores normais reduz o risco de

desenvolvimento destas patologias.

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07-10-2008

INFARMED

Valsartan Hiperbloque 40 mg, 80

mg e 160 mg comprimido revestido por

película, é utilizado no tratamento da insuficiência cardíaca quando os inibidores

da ECA ( uma medicação para o tratamento da insuficiência cardíaca) não

podem ser utilizados. Valsartan Hiperbloque pode, no entanto, ser utilizado em

associação

inibidores

quando

bloqueadores

beta

(outra

medicação

para

tratamento

insuficiência

cardíaca)

não

podem

utilizados. A insuficiência cardíaca está associada a falta de ar e inchaço dos

pés e pernas devido à acumulação de líquido. Insuficiência cardíaca significa

que o músculo cardíaco não consegue bombear o sangue com força suficiente

para fornecer todo o sangue necessário a todo o organismo.

2. ANTES DE TOMAR VALSARTAN HIPERBLOQUE

Não tome Valsartan Hiperbloque

Se tem alergia (hipersensibilidade) ao valsartan ou a qualquer outro componente

do Valsartan Hiperbloque.

Se estiver grávida ou a amamentar.

Se sofrer de doença hepática ou renal grave ou se estiver sob diálise.

Tome especial cuidado com Valsartan Hiperbloque

Se sofrer de doença renal ou hepática.

Se estiver a tomar medicamentos poupadores de potássio, suplementos de

potássio ou substitutos salinos que contenham potássio. Pode ser necessário

controlar o nível de potássio no seu sangue com regularidade.

Se sofrer de doença cardíaca grave que não sejam insuficiência cardíaca

sintomática. Se sofrer de estreitamento da artéria renal.

Se tiver sido submetido recentemente a transplante renal ( novo rim).

Se sofrer de aldosteronismo, uma doença em que as glândulas supra-renais

produzem a hormona aldosterona em excesso.

Se tiver diarreia ou vómitos, ou se estiver a tomar doses elevadas de um

diurético.

Se estiver a receber tratamento para insuficiência cardíaca sintomática, o seu

médico pode verificar a sua função renal.

Se algum destes casos se aplicar a si, informe o seu médico antes de tomar

Valsartan Hiperbloque.

Tomar Valsartan Hiperbloque com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado

recentemente

outros

medicamentos,

incluindo

medicamentos

obtidos

receita médica.

O efeito do tratamento pode ser influenciado se o Valsartan Hiperbloque for

tomado com alguns medicamentos. Pode ser necessário alterar a dose, tomar

outras precauções, ou nalguns casos interromper o tratamento com um dos

APROVADO EM

07-10-2008

INFARMED

medicamentos. Esta situação aplica-se tanto aos medicamentos de venda por

prescrição como aos medicamentos não sujeitos a receita médica, em especial:

Outros medicamentos utilizados para baixar a pressão arterial, nomeadamente

diuréticos. Medicamentos poupadores do potássio, suplementos de potássio ou

substitutos salinos contendo potássio.

Se estiver a ser tratado para a insuficiência cardíaca sintomática, não se

recomenda a associação tripla com inibidores da ECA e bloqueadores beta

(medicamentos para o tratamento da insuficiência cardíaca).

Medicamentos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), um determinado tipo

de analgésicos.

Lítio,

medicamento

utilizado

tratamento

certos

tipos

doença

psiquiátrica.

Tomar Valsartan Hiperbloque com alimentos e bebidas

Pode tomar Valsartan Hiperbloque com ou sem alimentos

Crianças e adolescentes

Não há experiência de utilização de Valsartan Hiperbloque em crianças com

idade inferior a 18 anos.

Pessoas idosas

Também pode tomar Valsartan Hiperbloque se tiver 65 anos de idade ou mais.

Gravidez e aleitamento

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Não tome Valsartan Hiperbloque se estiver grávida. O uso durante a gravidez

pode causar graves lesões no feto. Deve consultar o seu médico assistente de

imediato caso pense estar grávida ou planeie engravidar.

Não tome Valsartan Hiperbloque durante o aleitamento. Informe o seu médico

assistente caso se encontre a amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Tal como com outros medicamentos utilizados no tratamento da pressão arterial

elevada, Valsartan Hiperbloque pode, em casos raros, pode provocar tonturas e

afectar

capacidade

concentração.

Deste

modo,

antes

conduzir,

manusear

máquinas

desempenhar

outras

tarefas

requeiram

concentração, certifique-se de que sabe como reagir aos efeitos de Valsartan

Hiperbloque.

3. COMO TOMAR VALSARTAN HIPERBLOQUE

Tome Valsartan Hiperbloque sempre de acordo com as indicações do médico de

modo a obter os melhores resultados e reduzir o risco de efeitos secundários.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tive dúvidas. Frequentemente, os

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INFARMED

doentes com hipertensão arterial não notam quaisquer sinais deste problema.

Muitos sentem-se perfeitamente saudáveis. Torna-se assim fundamental que

cumpra o calendário de consultas com o seu médico, mesmo quando se sente

bem.

Hipertensão arterial: a dose normal é de 80 mg por dia. Nalguns casos, o seu

médico poderá prescrever-lhe doses mais elevadas ( por ex. 160 mg) ou um

medicamento adicional ( por ex. um diurético).

Insuficiência cardíaca: o tratamento começa geralmente com 40 mg duas vezes

por dia. O seu médico aumentará gradualmente a dose durante várias semanas

até um máximo de 160 mg, duas vezes por dia. Valsartan Hiperbloque pode ser

administrado como outro medicamento para a insuficiência cardíaca e o seu

médico decidirá qual o tratamento adequado para si. A dose final depende do

que cada doente individualmente conseguir tolerar.

Pode tomar Valsartan Hiperbloque com ou sem alimentos. Tome o comprimido

com um copo de água.

Doença renal ou hepática

Se sofrer de insuficiência renal ligeira a moderada, não é necessário ajuste de

dose. Se sofrer de insuficiência hepática ligeira a moderada, a dose não deve

exceder os 80 mg por dia. Se sofrer de insuficiência renal ou hepática grave, não

deve tomar Valsartan Hiperbloque.

Se tomar Valsartan Hiperbloque mais do que deveria

Se sentir tonturas graves e/ou desmaio contacte imediatamente o seu médico.

Se acidentalmente tomou demasiados comprimidos, contacte o seu médico,

farmacêutico ou hospital.

Caso se tenha esquecido de tomar Valsartan Hiperbloque

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de

tomar.

Se parar de tomar Valsartan Hiperbloque

Interromper

tratamento

Valsartan

Hiperbloque

pode

agravar

doença. Não interrompa o tratamento a menos que seja o seu médico a dizer-lhe

que o faça.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

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07-10-2008

INFARMED

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como

todos

medicamentos,

Valsartan

Hiperbloque

pode

causar

efeitos

secundários,

entanto

estes

não

manifestam

todas

pessoas.

Algumas

destas

reacções

adversas

poderão

semelhante

sintomas

causados

pela

situação

médica

específica;

outras

poderão

não

corresponder

sequer

reacções,

não

tendo

qualquer

relação

tratamento.

Alguns efeitos secundários podem ser graves:

Pouco frequentes ( que afectam menos de 1 em 100 doentes):

Perda súbita de consciência ou desmaio

Dificuldade em respirar, inchaço dos pés ou pernas devido a retenção de

líquidos.

Raros (que afectam menos de 1 em 1.000 doentes):

Inchaço da face, lábios, boca, língua ou garganta que pode causar dificuldade

em engolir, respirar ou falar 1) geralmente associada a erupção cutânea e

prurido (reacção alérgica),

Inflamação dos vasos sanguíneos.

Muitos raros (que afectam menos de 1 em 10.000 doentes):

Redução do número de plaquetas, manifestando-se por hemorragia ou formação

de nódoas negras, mais facilmente do que o normal,

Diminuição da função renal,1)2)

Diminuição marcada ou ausência da produção de urina, sonolência, náuseas,

vómitos, falta de ar 1).

Contacte o seu médico imediatamente se sentir algum destes sintomas.

Outros efeitos secundários possíveis são:

Comuns (que afectam menos de 1 em 10 doentes):

Infecções virais.

Tonturas

erguer-se,

especialmente

quando

encontrava

deitado

sentado.

Pouco comuns (que afectam menos de 1 em 100 doentes):

Infecções das vias respiratórias superiores,

Dor de garganta e desconforto ao engolir,

Sinusite,

Níveis altos de potássio no sangue,

Perturbações do sono,

Sensação de tontura,

Pressão arterial baixa 2),

Tosse,

Diarreia,

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Dor nas costas ou no estômago,

Cansaço,

Fraqueza,

Mau humor (depressão),

Olhos lacrimejantes com prurido, olhos vermelhos ou inchados (conjuntivite),

Perda de sangue pelo nariz,

Cãibras musculares,

Dores musculares,

Rigidez das articulações (artrite),

Raros (que afectam menos de 1 em 1.000 doentes):

Tonturas 2),

Dor intensa, penetrante ou latejante, num determinado nervo,

Erupção cutânea,

Prurido,

Muito raros (que afectam menos de 1 em 10.000 doentes):

Rinite,

Dores de cabeça 2),

Dores articulares,

Dor na região do estômago, náuseas 2)( gastrite, inflamação do estômago),

Hemorragia grave.

1) relatados mais frequentemente após um ataque cardíaco

2) relatados mais frequentemente em doentes com insuficiência cardíaca.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos

secundários

não

mencionados

neste

folheto,

informe

médico

farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR VALSARTAN HIPERBLOQUE

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não

utilize

Valsartan

Hiperbloque

após

prazo

validade

impresso

embalagem exterior, após VAL.. O prazo de validade corresponde ao último dia

do mês indicado.

Conservar a temperatura inferior a 30ºC. Conservar na embalagem de origem.

Não utilize Valsartan Hiperbloque se verificar que a embalagem se encontra

danificada ou com sinais visíveis de adulteração.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Valsartan Hiperbloque

A substância activa é o valsartan 40 mg, 80 mg ou 160 mg

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07-10-2008

INFARMED

-Os outros ingredientes são celulose microcristalina, crospovidona, e estereato

de magnésio. O revestimento do comprimido contém hipromelose, dióxido de

titânio (E171), macrogol 8000, óxido de ferro vermelho (E172), óxido de ferro

amarelo (E172). Os comprimidos de 160 mg contêm ainda óxido de ferro negro

(E172)

Qual o aspecto de Valsartan Hiperbloque e conteúdo da embalagem

Valsartan

Hiperbloque

comprimidos

revestidos

película,

são

amarelos, redondos, convexos e com ranhura numa das faces.

Valsartan Hiperbloque 80 mg comprimidos revestidos por película, são cor de

rosa, redondos, convexos e com ranhura numa das faces.

Valsartan

Hiperbloque

comprimidos

revestidos

película,

são

amarelos a alaranjados, oblongos e com ranhura numa das faces.

Apresentações: 10, 14, 28, 56 e 60 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Tecnimede - Sociedade Técnico-Medicinal, S.A.

Rua Prof. Henrique de Barros, Edifício Sagres, 11º

2685-338 PRIOR VELHO

Tel: 21 041 41 00

Fax 21 041 41 06

dmktm.tecnimede@mail.telepac.pt

Fabricantes

West Pharma – Produções de Especialidades Farmacêuticas, S.A.

Rua João de Deus, nº11, Venda Nova, 2700-486 Amadora

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o Titular

da Autorização de Introdução no Mercado.

Este folheto foi aprovado pela última vez em

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07-10-2008

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. Nome do Medicamento

Valsartan Hiperbloque 40 mg comprimido revestido por película

2. Composição Qualitativa e Quantitativa

Um comprimido revestido por película contém 40 mg de valsartan.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. Forma Farmacêutica

Comprimido revestido por película.

Amarelo, redondo, com ranhura numa das faces e convexo. A ranhura permite

que o comprimido seja dividido em duas metades iguais.

4. Informações Clínicas

4.1 Indicações terapêuticas

Insuficiência cardíaca

Tratamento da insuficiência cardíaca sintomática quando não for possível utilizar

inibidores da ECA ou como terapêutica adicional aos inibidores da ECA quando

não for possível utilizar beta- bloqueadores ( ver secções 4.4 e 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

Insuficiência cardíaca

A dose inicial recomendada de Valsartan Hiperbloque é de 40 mg duas vezes

por dia. O ajuste crescente para 80 mg e 160 mg duas vezes por dia deve ser

efectuada a intervalos de pelo menos duas semanas, até à dose mais elevada

que for tolerada pelo doente. Deve ser considerada a redução da dose dos

diuréticos

concomitantes.

dose

diária

máxima

administrada

ensaios

clínicos é de 320 mg em doses divididas.

Valsartan pode ser administrado com outras terapêuticas para a insuficiência

cardíaca. No entanto, a utilização concomitante com um inibidor da ECA e um

beta- bloqueador não é recomendada (ver secções 4.4 e 5.1).

A avaliação dos doentes com insuficiência cardíaca deve sempre incluir a

avaliação da função renal.

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07-10-2008

INFARMED

Valsartan

Hiperbloque

pode

tomado

fora

refeições

deve

administrado com um pouco de líquido.

Insuficiência renal e hepática

Não é necessário proceder a qualquer ajustamento da dose em doentes com

insuficiência

renal

(depuração

creatinina>10

ml/min).

doentes

insuficiência hepática ligeira a moderada sem colestase a dose de valsartan não

deverá exceder os 80 mg.

Idosos

Nos idosos pode ser usada a mesma dose que em doentes mais jovens.

Crianças e adolescentes

A utilização de Valsartan Hiperbloque não é recomendada em crianças com

idades inferiores a 18 anos, devido à falta de informação de segurança e

eficácia.

4.3 Contra - indicações

Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer um dos excipientes.

Insuficiência hepática grave, cirrose biliar e colestase.

Insuficiência renal grave (depuração de creatinina< 10 ml/min.) e doentes a fazer

diálise.

Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Hipercaliemia

A medicação concomitante com suplementos de potássio, diuréticos popadores

de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros fármacos que

possam aumentar os níveis de potássio ( heparina, etc.) deve ser usada com a

devida precaução e com monitorização frequente do potássio.

Doentes com depleção de sódio e/ou do volume

Doentes com depleção de sódio e/ou do volume, nomeadamente nos doentes

tratados com doses elevadas de diuréticos, pode ocorrer hipotensão sintomática

em casos raros após o início da terapêutica com Valsartan Hiperbloque. A

depleção

sódio

e/ou

volume

deve

corrigida

antes

iniciar

tratamento com Valsartan Hiperbloque, por exemplo, por redução da dose de

diurético.

Estenose arterial renal

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07-10-2008

INFARMED

O uso seguro de Valsartan Hiperbloque ainda não foi estabelecido em doentes

com estenose arterial renal bilateral ou estenose de rim único.

A administração a curto prazo de Valsartan Hiperbloque em doze doentes com

hipertensão renovascular secundária a estenose arterial renal unilateral não

induziu quaisquer alterações significativas da hemodinâmica renal, creatinina

sérica ou azoto da ureia sanguínea (BUN). Contudo, uma vez que outros

fármacos com efeito sobre o sistema renina-angiotensina-aldosterona podem

aumentar a ureia e a creatinina sérica de doentes com estenose arterial renal

unilateral, recomenda-se a monitorização como medida de segurança.

Transplante renal

Não há experiência sobre o uso seguro de Valsartan Hiperbloque em doentes

com transplante renal recente.

Hiperaldosteronismo primário

Doentes

hiperaldosteronismo

primário

não

devem

tratados

Valsartan Hiperbloque dado que o seu sistema renina- angiotensina se encontra

afectado pela doença primária.

Estenose aórtica e da válvula mitral, cardiomiopatia hipertrófica abstrutiva.

Tal como com todos os outros vasodilactadores, está indicado um cuidado

especial

doentes

sofram

estenose

aórtica

mitral

cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.

Insuficiência renal

Não é necessário qualquer ajustamento da dose em doentes com insuficiência

renal com uma depuração de creatinina>10 ml/min.

Insuficiência hepática

doentes

insuficiência

hepática ligeira

moderada

colestase,

valsartan deve ser usado com precaução. A dose de valsartan não deve exceder

80 mg.

Insuficiência cardíaca

Em doentes com insuficiência cardíaca, a associação tripla de um inibidor da

ECA, um beta- bloqueador e valsartan não demonstrou qualquer benefício

clínico (ver secção 5.1). Esta associação aparentemente aumenta o risco de

efeitos adversos pelo que não é recomendada.

A utilização de Valsartan Hiperbloque em doentes com insuficiência cardíaca

resulta frequentemente nalguma redução da pressão arterial, mas a interrupção

da terapêutica devido a hipotensão sintomática continuada não é habitualmente

necessária, desde que sejam seguidas as instruções de posologia. Deve ser

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INFARMED

exercida cautela ao iniciar a terapêutica em doentes com insuficiência cardíaca

(ver secção 4.2).

Em doentes cuja função renal possa depender da actividade do sistema renina-

angiotensina-

aldosterona

(por

doentes

insuficiência

cardíaca

congestiva grave), o tratamento com inibidores da enzima de conversão da

angiotensina tem sido associado com oligúria e/ou azotemia progressiva e, em

casos raros, com insuficiência renal aguda. Como o valsartan é um bloqueador

dos receptores da angiotensina II, tem um efeito inibidor no sistema renina-

angiotensina-

aldosterona

portanto,

não

pode

excluir

valsartan possa estar associado a insuficiência da função renal.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Não

foram

observadas

quaisquer

interacções

farmacocinéticas

clinicamente

significativas com os compostos seguintes habitualmente usados no tratamento

dos doentes hipertensivos: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol,

indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.

necessária

precaução

quando

Valsartan

Hiperbloque

utilizado

concomitantemente com suplementos de potássio, diuréticos poupadores de

potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros fármacos que possam

aumentar os níveis de potássio (heparina, etc.).

Nestes casos é recomendada a monitorização frequente dos níveis de potássio.

efeito

anti-hipertensivo

pode

aumento

outros

agentes

anti-

hipertensores.

Quando os antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente

com medicamentos anti- inflamatórios não esteróides (p. ex. inibidores selectivos

da COX-2, ácido acetilsalicilico >3g/dia e AINEs não selectivos) pode ocorrer a

atenuação do efeito anti-hipertensivo. Adicionalmente, a utilização concomitante

de antagonistas da angiotensina II e AINEs pode levar a um aumento do risco de

degradação da função renal no início do tratamento, assim como hidratação

adequada do doente.

Foram relatados aumentos reversíveis das concentrações séricas do lítio e da

toxicidade durante o uso concomitante de inibidores da ECA. Não há experiência

concomitante

valsartan

lítio.

Assim,

está

recomendada

monitorização

concentrações

séricas

lítio

durante

concomitante.

Estudos de interacção só foram realizados em adultos.

4.6 Gravidez e aleitamento

antagonistas

angiotensina

podem

provocar

lesões

feto,

possivelmente semelhantes as efeitos causados no feto pelos inibidores da

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07-10-2008

INFARMED

enzima de conversão da angiotensina. A exposição in utero a inibidores da

enzima de conversão da angiotensina (ECA) administrados à mulher grávida

durante o segundo e terceiro trimestres tem revelado causar lesões e a morte no

feto

desenvolvimento.

Existem

relatos

abortos

espontâneos,

oligohidraminos e disfunção renal no recém- nascido, quando mulheres gravidas

tomaram inadvertidamente valsartan. Tal como para qualquer outro fármaco que

actue directamente sobre o sistema renina- angiotensina- aldosterona (SRAA),

Valsartan Hiperbloque não deve ser utilizado durante a gravidez. Em caso de

gravidez durante a administração de Valsartan Hiperbloque o tratamento deve

ser interrompido o mais rapidamente possível.

Desconhece-se se o valsartan é excretado no leite humano. O valsartan foi

excretado no leite de ratos fêmeas lactantes. As mães lactantes não devem

amamentar enquanto estão a tomar valsartan.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas. Ao conduzir veículos ou manusear máquinas há que ter em conta que

podem ocorrer ocasionalmente tonturas ou fadiga.

4.8 Efeitos indesejáveis

Em ensaios clínicos controlados em doentes com hipertensão a incidência global

efeitos

adversos

comparável

à do

placebo.

A incidência de

efeitos

adversos não pareceu estar relacionada com a dose ou com a duração do

tratamento e também não demonstrou associação com o sexo, idade ou raça.

Os efeitos adversos relatados nos estudos clínicos em doentes hipertensos

independentemente da sua associação casual com valsartan e que ocorrem

mais

frequentemente

valsartan

placebo

reacções

adversas de relatos individuais são apresentados abaixo de acordo com as

classes de sistemas de órgãos.

As reacções adversas medicamentosas (RAM’s) reportadas em ensaios clínicos

em doentes com insuficiência cardíaca com uma incidência superior a 1% e

ocorrendo mais frequentemente com valsartan do que com placebo encontram-

se igualmente incluídas na tabela abaixo.

frequências

são

definidas

como:

Muito

frequentes

(>1/10),

frequentes

(>1/100,<1/10),

pouco

frequentes

(>1/1000,>1/100),

raros(>1/10000<1/1000),

muito raros(<1/10000).

Infecções e infestações

Frequentes:

Infecções virais

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07-10-2008

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Pouco frequentes:

Infecções do tracto respiratório superior, faringite

Muito raros:

Sinusite

Gastroenterite, rinite

Doenças do sangue e do sistema Linfático

Muito raros:

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Raros: Hipersensibilidade incluindo doença do sono

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes:

Hipercaliemia#

Perturbações do foro psiquiátrico

Pouco frequentes:

Depressão, insónia

Doenças do sistema nervoso

Frequentes:

Tontura postural #

Raros: Tonturas ##, nevralgia

Muito raros:

Cefaleias##

Afecções oculares

Pouco frequentes:

Conjuntivite

Afecções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes:

Vertigens

Vasculopatias

Frequentes:

Hipotensão ortostática#

Pouco frequentes: Hipotensão##

Raros: Vasculite

Muito raros:

Hemorragia

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes:

Tosse, epistaxe

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes:

Diarreia, dor abdominal

Muito raros:

Náuseas ##

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Raros: , exantema, prurido

Afecções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Pouco frequentes:

Dor nas costas, cãibras musculares, mialgia, artrite

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Muito raros:

Artralgia

Afecções renais e urinárias

Muito raro:

Insuficiência renal ##, ,

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes:

fadiga, astenia

# Relatado como pouco frequente na indicação da insuficiência cardíaca

Relatado

mais

frequentemente

indicação

da insuficiência

cardíaca (

frequentes: tonturas, insuficiência renal, hipotensão; pouco frequentes: cefaleias,

náuseas)

No estudo VALIANT foram registados quatro tipos de efeitos adversos em

particular;

estes

foram

hipotensão,

disfunção

renal,

tosse

edema

angioneurótico.

efeito

adverso

pré

especificado

resultou

mais

frequentemente em descontinuação permanente do fármaco em estudo foi a

hipotensão:1,8% dos doentes tratados com valsartan+ captopril relataram este

efeito, em comparação com 1,4% dos doentes tratados com valsartan e 0,8%

dos doentes tratados com captopril. A disfunção renal foi menos frequente em

doentes tratados com captopril e a tosse foi menos frequente em doentes

tratados com valsartan. Não se verificaram diferenças relativamente ao edema

angioneurótico.

A percentagem de descontinuação permanente devido a efeitos adversos foi de

5,8% nos doentes tratados com valsartan, 7,7% nos doentes tratados com

captopril e 9,0% nos doentes tratados com valsartan e captopril.

Achados laboratoriais

Pouco

frequentemente,

valsartan

pode

estar

associado

reduções

hemoglobina e do hemacrótico. Em ensaios clínicos controlados, 0,8% e 0,4%

doentes

tratados

Valsartan

Hiperbloque

registaram

reduções

significativas

(>20%)

hematócrito

hemoglobina,

respectivamente.

Comparativamente,

0,1%

doentes

tratados

placebo

apresentaram

redução no hematócrito e na hemaglobina.

Observou-se neutropenia em 1,9% dos doentes tratados com valsartan em

comparação com 1,6% nos doentes tratados com inibidores da ECA, tais como o

enalapril ou o lisinopril em doses de 20 mg e 10 ou 20 mg versus 0,8% tratados

com placebo, respectivamente.

Nos estudos clínicos controlados, observaram-se aumentos significativos da

creatinina sérica, potássio e bilirrubina total, respectivamente em 0,8%, 44% e

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6% dos doentes tratados com valsartan versus 1,6%, 6,4% e 12,9% dos doentes

tratados com inibidores da ECA.

Em doentes com insuficiência cardíaca, foi observado um aumento de mais de

creatinina

sérica

doentes

tratados

Valsartan

Hiperbloque em comparação com 0,9% dos doentes tratados com placebo.

Nestes doentes houve um aumento de mais de 20 % nos níveis de potássio

sérico

observado

doentes

tratados

Valsartan

Hiperbloque em comparação com 5,1% dos doentes tratados com placebo.

Em estudos de insuficiência cardíaca foi observado um aumento de mais de

50% no azoto de ureia sanguínea (BUN) em 16,6% dos doentes tratados com

valsartan em comparação com 6,3 dos doentes tratados com placebo.

Foram referidas, ocasionalmente, elevações dos valores da função hepática nos

doentes hipertensivos tratados com valsartan.

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Uma sobredosagem com Valsartan Hiperbloque pode resultar em hipotensão

acentuada, que poderá levar a um nível deprimido de consciência, colapso

circulatório e/ou choque.

Tratamento

As medidas terapêuticas dependem do tempo de ingestão, assim como do tipo e

gravidade dos sintomas, sendo de primordial importância a estabilização das

condições circulatórias.

Deve administrar-se sempre ao doente uma quantidade suficiente de carvão

activado.

Se ocorrer hipotensão o doente deve ser colocado em decúbito e deve ser-lhe

administrado rapidamente um suplemento de sal e volume.

Valsartan não pode ser eliminado por hemodiálise dado a sua elevada ligação

às proteínas plasmáticas.

5. Propriedades Farmacológicas

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5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.4.2.2-Aparelho cardiovascular. Anti- hipertensores.

Modificadores do eixo renina angiotensina. Antagonistas dos receptores da

angiotensina, código ATC: C09C A03.

A angiotensina II é a hormona activa do SRAA, formada a partir da angiotensina

acção

ECA.

angiotensina

liga-se

receptores

específicos

localizados nas membranas celulares de vários tecidos e exerce uma ampla

variedade de efeitos fisiológicos, incluindo, em particular, o envolvimento tanto

directo como indirecto na regulação da pressão arterial. Como vasoconstritor

potente, a angiotensina II exerce uma resposta directa, promovendo, além disso,

retenção do sódio e estimulação da secreção de aldosterona.

Valsartan

Hiperbloque

(valsartan)

antagonista

receptores

angiotensina II ( Ang II) oralmente activo, potente e específico. Actua de forma

selectiva no subtipo de receptores AT1, responsável pelas acções conhecidas

da angiotensina II. O aumento dos níveis plasmáticos de Ang II após o bloqueio

receptores

valsartan

pode estimular

os receptores

não

bloqueados,

parecem

contrabalançar

efeito

receptores

AT1.

valsartan

não

apresenta

actividade

agonista

parcial

receptor

apresenta uma afinidade muito maior para o receptor AT1 (20 000 vezes

superior) que para o receptor AT2.

O valsartan não inibe a ECA, também conhecida como cininase II, que converte

I em

degrada

bradicinina.

Não

são

esperar

efeitos

secundários

correlacionados

não

potenciação

bradiquinina.

estudos clínicos em que valsartan foi comparado com um inibidor da ECA, a

incidência de tosse seca foi significativamente menor (p<0,05) nos doentes

tratados com valsartan do qeu nos doentes tratados com um inibidor da ECA

(2,6% versus 7,9% respectivamente). Num estudo clínico realizado em doentes

com história de tosse seca durante o tratamento com inibidor da ECA, ocorreu

tosse em 19,5% dos indivíduos tratados com valsartan e em 19,0% dos tratados

com um diurético tiazídico, comparativamente a 68,5% nos indivíduos tratados

com um inibidor da ECA (p<0,05). O valsartan não se liga a, nem bloqueia,

outros receptores hormonais ou canais iónicos reconhecidamente importantes

na regulação cardiovascular.

Hipertensão

A administração de Valsartan Hiperbloque a doentes hipertensos provoca uma

redução da pressão arterial sem afectar a frequência cardíaca.

Na maioria dos doentes, após a administração de uma dose oral única, o início

da actividade anti- hipertensiva ocorre no intervalo de 2 horas, atingindo-se a

redução máxima da pressão arterial no intervalo de 4-6 horas. O efeito anti-

hipertensivo persiste ao longo de 24 horas após a administração. Durante a

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administração de doses repetidas, a redução máxima na pressão arterial com

qualquer

dose

geralmente

obtida

decorridas

semanas,

mantendo-se

durante o tratamento prolongado. Quando em associação com hidroclorotiazida

obtém-se uma redução adicional significativa na pressão arterial.

A interrupção súbita de Valsartan Hiperbloque não está associada a hipertensão

de rebound ou a quaisquer outros efeitos adversos clínicos.

Não se verificaram diferenças na mortalidade por todas as causas, mortalidade

morbilidade

cardiovascular

quando

administraram

bloqueadores

beta

juntamente com a associação de valsartan+captopril, valsartan isoladamente ou

captopril isoladamente. Independente dos tratamentos em estudo, a mortalidade

foi inferior no grupo de doentes tratados com um bloqueador beta, sugerindo que

o conhecido benefício dos bloqueadores beta nesta população foi mantido neste

ensaio.

Insuficiência cardíaca

VAL-HeFT

ensaio

clínico

aleatorizado,

controlado,

multinacional

valsartan em comparação com placebo na morbilidade e mortalidade em 5010

doentes com insuficiência cardíaca das classes II (62%), III (36%) e IV (2%) da

NYHA

receber

terapêutica

convencional

fracção

ejecção

ventrículo esquerdo < 40% e diâmetro diastólico interno ventricular esquerdo >

2,9 cm/m2. A terapêutica de base incluiu inibidores da ECA (93%), diuréticos

(86%),

digoxina

(67%)

beta

bloqueadores

(36%).

duração

média

seguimento

aproximadamente

dois

anos.

dose

diária

média

Valsartan Hiperbloque no estudo foi de 254 mg. O estudo teve 2 endpoints

principais:

mortalidade

todas

causas

(tempo

sobrevida)

morbilidade por insuficiência cardíaca (tempo até ao primeiro evento médico)

definida

como

morte,

morte

súbita

ressuscitação,

hospitalização

insuficiência

cardíaca

administração

fármacos

vasodilactadores

inotrópicos intravenosos durante quatro horas ou mais sem hospitalização.

A mortalidade por todas as causas foi semelhante nos grupos valsartan e

placebo. A morbilidade foi significativamente reduzida em 13,2% com valsartan

com comparação com o placebo (28,8% vs. 32,1%). O benefício principal foi

uma redução do risco de 27,5% no tempo até à primeira hospitalização por

insuficiência cardíaca (13,9%) vs. 18,5%). Resultados que pareciam favorecer o

placebo foram observados nos doentes a receber a associação tripla de um

inibidor da ECA, um beta bloqueador e valsartan. No entanto, outros estudos,

tais como o VALIANT, no qual a mortalidade não esteve aumentada nestes

doentes, reduziram as preocupações no que respeita à associação tripla.

Os benefícios foram superiores nos doentes não tratados quer com inibidores da

ECA quer com beta bloqueadores. Nos doentes não tratados com inibidores da

ECA, a morbilidade foi significativamente reduzida em 44% (24,9% vs. 42,5%) e

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o risco de tempo até à primeira hospitalização por insuficiência cardíaca foi

significativamente reduzido em 53% (13,0% vs 26,5% como valsartan, em

comparação com o placebo.

Na população geral do estudo Val-HeFT, os doentes tratados com valsartan

apresentaram uma melhoria significativa na classe da NYHA e nos sinais e

sintomas de insuficiência cardíaca, incluindo dispneia, fadiga, edema e fervores

quando comparados com o placebo. Os doentes tratados com valsartan tiveram

uma melhor qualidade de vida, tal como demonstrado pela pontuação na escala

Minnesota Living with Heart failure Quality of Life a partir do valor basal até ao

end point, do que o placebo. A fracção de ejecção nos doentes tratados com

valsartan

significativamente

aumentada

diâmetro

diastólico

interno

ventricular esquerdo significativamente reduzido desde o valor basal até ao

endpoint, em comparação com o placebo.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A absorção de valsartan após a administração oral é rápid, embora a quantidade

absorvida varie grandemente. A biodisponibilidade média absoluta de Valsartan

Hiperbloque é de 23%. O valsartan apresenta uma cinética de degradação

multiexponencial (t ½

< 1h e t1/2

aproximadamente igual a 9 h).

A farmacocinética de valsartan é linear no intervalo de doses testado. Na

administração repetida, não se observam quaisquer alterações na cinética de

valsartan, verificando-se uma acumulação insignificante com a administração

única diária. Obtiveram-se concentrações plasmáticas semelhantes no homem e

na mulher.

O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às proteínas séricas (94-

97%), principalmente à albumina sérica. O volume de distribuição no estado

estacionário é de cerca de 17 litros. A depuração plasmática é cerca de 2l/h. O

valsartan é principalmente eliminado como composto inalterado na bílis e na

urina. À velocidade normal de filtração glomerular (120 ml/min), a depuração

renal perfaz cerca de 30 % da depuração total plasmática. Foi identificado um

hidroximetabolito no plasma em baixas concentrações (menos do que 10% da

valsartan).

Este

metabolito

farmacologicamente

inactivo.

Após

administração

oral

dose

excretada

fezes

e 13%

urina,

principalmente sob a forma de composto inalterado.

Quando Valsartan Hiperbloque é administrado com os alimentos, a área sob a

curva de concentração plasmática (AUC) de valsartan sofre uma redução de

48% embora aproximadamente a partir das 8 horas após a administração as

concentrações plasmáticas de valsartan sejam semelhantes nos grupos post-

prandial e em jejum. Esta redução da AUC não é, contudo, acompanhada por

uma redução clinicamente significativa no efeito terapêutico.

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tempo

médio

até

concentração

máxima

tempo

semi-vida

eliminação d valsartan nos doentes com insuficiência cardíaca são semelhantes

aos observados nos voluntários saudáveis. Os valores de AUC e Cmax de

valsartan são quase proporcionais ao aumento da dose ao longo do intervalo de

doses clínicas (40 mg a 160 mg duas vezes por dia). O factor de acumulação

médio

cerca

1.7.

depuração

aparente

valsartan

após

administração oral é de cerca de 4,5l/h. A idade não afecta a depuração

aparente nos doentes com insuficiência cardíaca.

Populações especiais

Idosos

Nalguns indivíduos idosos foi observada uma exposição sistémica a valsartan

ligeiramente mais elevada do que nos indivíduos jovens; esta diferença não foi,

contudo, considerada clinicamente significativa.

Insuficiência renal

Conforme seria de esperar num composto em que a depuração renal perfaz

apenas

depuração

plasmática

total,

não

observada

qualquer

correlação

entre

função

renal

exposição

sistémica

valsartan.

ajustamento da dose não se torna, deste modo, necessário em doentes com

insuficiência

renal

(depuração

creatinina

>10

ml/min).

Não

dados

disponíveis relativos a doentes com insuficiência renal grave (depuração de

creatinina <10 ml/min) e doentes a fazer diálise. O valsartan apresenta, contudo,

uma elevada taxa de ligação às proteínas plasmáticas, pelo que não deverá ser

possível a sua remoção através da hemodiálise.

Insuficiência hepática

Num ensaio farmacocinético em doentes com disfunção hepática ligeira (n=6) a

moderada (n=5) a exposição a valsartan foi aumentada cerca de 2 vezes

comparativamente a voluntários sãos. Não há dados disponíveis sobre o uso de

valsartan em doentes com disfunção hepática grave.

5.3 Dados de segurança pré - clínica

Informação não- clínica revela que não existem malefícios específicos para

humanos, baseados em estudos convencionais de segurança farmacológica,

toxicidade

dosagem

repetida,

genotoxicidade,

potencial

carcinogénico

toxicidade para reprodução.

Em estudos não- clínicos de segurança, doses elevadas de valsartan (200 a 600

mg/kg de peso corporal) provocaram em ratos a redução dos parâmetros das

células

sanguíneas

arteriais

(eritrócitos,

hemoglobina,

hematócritos)

evidência de alterações hemodinâmicas renais (ureia plasmática levemente

aumentada e hiperplasia tubular renal e basofilia nos machos). Em macacos

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saguís com doses similares as alterações foram similares apesar de com maior

gravidade,

particularmente

rins

onde

alterações

evoluíram

para

nefropatia que incluiu aumento de ureia e creatinina.

Foram também verificadas em ambas as espécies hipertrofia das células renais

justaglomerulares. Considerou-se que todas as alterações foram causadas pela

acção farmacológica de valsartan, o qual produz uma hipotensão prolongada,

particularmente nos macacos saguís. Para doses terapêuticas de valsartan no

homem, a hipertrofia das células renais justaglomerulares parecem não ter

qualquer relevância.

Não se observaram quaisquer indícios de mutagenicidade, elastogenicidade ou

carcinogenicidade.

6. Informações Farmacêuticas

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido:

Celulose microcristalina

Crospovidona

Estearato de magnésio

Revestimento:

Hipromelose

Dióxido de titânio (E171)

Macrogol 8000

Óxido de ferro vermelho (E172)

Óxido de ferro amarelo (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30ºC. Conservar na embalagem de origem.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de PVC/PE/PVDC/Alu-PVDC.

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Apresentações: 10, 14, 28, 56 e 60 comprimidos revestidos por película

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais

7. Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Tecnimede- Sociedade Técnico Medicinal S.A.

Rua Professor Henrique de Barros, Edifício Sagres 3 º A

2685 - 338 PRIOR VELHO

Tel: 21 041 41 00

Fax 21 041 41 06

dmktm.tecnimede@mail.telepac.pt

8. Números da Autorização de Introdução no Mercado.

Nº de registo: XXXXXXX – 10 Comprimidos revestidos por película, 40 mg,

blister PVC/PE/PVDC/Alu-PVDC.

Nº de registo: XXXXXXX – 14 Comprimidos revestidos por película, 40 mg,

blister PVC/PE/PVDC/Alu-PVDC

Nº de registo: XXXXXXX – 28 Comprimidos revestidos por película, 40 mg,

blister PVC/PE/PVDC/Alu-PVDC

Nº de registo: XXXXXXX – 56 Comprimidos revestidos por película, 40 mg,

blister PVC/PE/PVDC/Alu-PVDC

Nº de registo: XXXXXXX – 60 Comprimidos revestidos por película, 40 mg,

blister PVC/PE/PVDC/Alu-PVDC

9. Data da Primeira Autorização / Renovação da Autorização de Introdução no

Mercado

10. Data da Revisão do Texto

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