Valsartan Ceamed 40 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Valsartan
Disponível em:
Ceamed, Serviço e Consultadoria Farmacêutica, Lda.
Código ATC:
C09CA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valsartan
Dosagem:
40 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Valsartan 40 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.2 Antagonistas dos receptores da angiotensina
Área terapêutica:
valsartan
Resumo do produto:
5299813 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 1 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10069190 - 50042904 ; 5299821 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 1 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10069190 - 50042912 ; 5299839 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 1 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10069190 - 50044133 ; 5299847 - Blister 98 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 1 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10069190 - 50044141 ; 5299854 - Blister 280 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 1 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10069190 - 50042920
Status de autorização:
Revogado (17 de Novembro de 2014)
Número de autorização:
09/H/0243/001
Data de autorização:
2010-05-31

APROVADO EM

31-05-2010

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Valsartan Ceamed 40 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Valsartan Ceamed e para que é utilizado

2. Antes de tomar Valsartan Ceamed

3. Como tomar Valsartan Ceamed

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Valsartan Ceamed

6. Outras informações

1. O QUE É VALSARTAN CEAMED E PARA QUE É UTILIZADO

Valsartan Ceamed pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como antagonistas

dos receptores da angiotensina II que ajudam a controlar a pressão arterial elevada. A

angiotensina II é uma substância produzida pelo organismo que provoca constrição dos

vasos sanguíneos, induzindo assim um aumento da pressão arterial. Valsartan Ceamed

actua bloqueando o efeito da angiotensina II. Consequentemente, os vasos sanguíneos

dilatam e a pressão arterial diminui.

Valsartan Ceamed 40 mg comprimidos revestidos por película pode ser utilizado em duas

situações diferentes:

para tratamento após um ataque de coração recente (enfarte do miocárdio). "Recente"

aqui significa entre 12 horas e 10 dias.

Para tratar a insuficiência cardíaca sintomática. Valsartan é utilizado quando um grupo de

medicamentos denominados inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (ECA)

(um medicamento para tratar insuficiência cardíaca) não pode ser utilizado ou pode ser

utilizado

associação

inibidores

quando

não

podem

utilizar

bloqueadores-beta (outro medicamento para o tratamento da insuficiência cardíaca). Os

sintomas de insuficiência cardíaca incluem falta de ar e inchaço dos pés e das pernas

devido à acumulação de fluidos.

2. ANTES DE TOMAR VALSARTAN CEAMED

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Não tome Valsartan Ceamed:

se tem alergia (hipersensibilidade) ao valsartan ou a qualquer outro componente do

Valsartan Ceamed.

se tiver doença hepática grave.

se estiver grávida de mais de 3 meses (também é melhor evitar tomar Valsartan Ceamed

no início da gravidez - ver secção sobre gravidez).

Se algum destes casos se aplicar a si, não tome Valsartan Ceamed

Tome especial cuidado com Valsartan Ceamed:

se sofrer de doença hepática.

se sofrer de doença renal grave ou se está a fazer diálise.

se sofrer de estreitamento da artéria renal.

se tiver sido submetido recentemente a transplante renal (recebeu um novo rim).

se estiver a receber tratamento após um ataque de coração ou para insuficiência cardíaca,

o seu médico pode verificar a sua função renal.

se sofrer de doença cardíaca grave que não seja insuficiência cardíaca ou ataque de

coração.

se estiver a tomar medicamentos que aumentem a quantidade de potássio no sangue.

Estes incluem suplementos de potássio ou substitutos salinos que contenham potássio,

medicamentos poupadores de potássio e heparina. Pode ser necessário controlar o nível

de potássio no seu sangue com regularidade.

se sofrer de aldosteronismo. Trata-se de uma doença em que as glândulas supra-renais

produzem a hormona aldosterona em excesso. Se isto se aplicar a si, o uso de Valsartan

não é recomendado.

se tiver perdido uma grande quantidade de líquidos (desidratação) provocada por diarreia,

vómitos ou doses elevadas de diuréticos.

o uso de Valsartan em crianças e adolescentes não é recomendado (com menos de 18

anos de idade). tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar)

grávida. Valsartan não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se

tiver mais de 3 meses de gravidez porque pode causar lesões graves no seu bebé se for

utilizado naquela fase (ver secção de gravidez).

Se algum destes casos se aplicar a si, informe o seu médico antes de tomar Valsartan

Ceamed.

Ao tomar Valsartan Ceamed com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

efeito

tratamento

pode

influenciado

Valsartan

tomado

determinados medicamentos. Pode ser necessário alterar a dose, tomar outras precauções,

ou, nalguns casos, interromper o tratamento com um dos medicamentos. Esta situação

aplica-se tanto aos medicamentos de venda por prescrição como aos medicamentos não

sujeitos a receita médica, em especial:

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outros medicamentos utilizados para baixar a pressão arterial, nomeadamente diuréticos.

medicamentos

aumentam

quantidade

potássio

sangue.

Estes

incluem

suplementos de potássio ou substitutos salinos que contenham potássio, medicamentos

poupadores de potássio e heparina.

determinados tipos de analgésicos denominados medicamentos anti-inflamatórios não

esteróides (AINEs).

lítio, um medicamento utilizado no tratamento de certos tipos de doença psiquiátrica.

Além disso:

se estiver a ser tratado após um ataque de coração, não se recomenda a associação com

inibidores da ECA (um medicamento para o tratamento de ataque de coração).

se estiver a ser tratado para insuficiência cardíaca, não se recomenda a associação tripla

inibidores

bloqueadores-beta

(medicamentos

para

tratamento

insuficiência cardíaca).

Ao tomar Valsartan Ceamed com alimentos e bebidas

Pode tomar Valsartan Ceamed com ou sem alimentos.

Gravidez e aleitamento

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Normalmente o seu médico irá aconselhá-la a interromper o tratamento com Valsartan

antes de engravidar ou assim que você saiba que está grávida e irá aconselhá-la a tomar

outro medicamento para substituição de Valsartan. Valsartan não é recomendado no

início da gravidez e não pode ser tomado se tiver mais de 3 meses de gravidez porque

pode causar lesões graves no seu bebé se for utilizado depois do terceiro mês de gravidez.

Informe o seu médico caso se encontre a amamentar ou se vai começar a amamentar.

Valsartan não é recomendado para mães que estão a amamentar e o seu médico poderá

escolher outro tratamento para si se desejar amamentar, especialmente se o seu bebé for

recém-nascido ou for prematuro.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Antes de conduzir um veículo, utilizar ferramentas ou máquinas, ou desempenhar outras

tarefas que requeiram concentração, certifique-se de que sabe como reage aos efeitos de

Valsartan Tal como com outros medicamentos utilizados no tratamento da pressão

arterial elevada, Valsartan pode, em casos raros, provocar tonturas e afectar a capacidade

de concentração.

Informações importantes sobre alguns componentes de Valsartan Ceamed

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

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3. COMO TOMAR VALSARTAN CEAMED

Tomar Valsartan sempre de acordo com as indicações do médico, de modo a obter os

melhores resultados e reduzir o risco de efeitos secundários. Fale com o seu médico ou

farmacêutico se tiver dúvidas. Frequentemente, os doentes com hipertensão arterial não

notam quaisquer sinais deste problema. Muitos sentem-se perfeitamente normais. Torna-

se assim fundamental que cumpra o calendário de consultas com o seu médico, mesmo

quando se sente bem.

Após

ataque

coração

recente:

após

ataque

coração

tratamento

geralmente iniciado logo ao fim de 12 horas, habitualmente com uma dose baixa de 20

mg duas vezes por dia. A dose de 20 mg é obtida através da divisão do comprimido de 40

mg. O seu médico irá aumentar esta dose de forma gradual ao longo de várias semanas

até uma dose máxima de 160 mg duas vezes por dia. A dose final depende do que cada

doente individualmente conseguir tolerar.

Valsartan pode ser administrado com outro medicamento para o ataque cardíaco, cabendo

ao seu médico decidir qual o tratamento adequado para si.

Insuficiência cardíaca: o tratamento começa geralmente com 40 mg duas vezes por dia. O

seu médico irá aumentar a dose de forma gradual ao longo de várias semanas até uma

dose máxima de 160 mg duas vezes por dia. A dose final depende do que cada doente

individualmente conseguir tolerar.

Valsartan pode ser administrado com outro medicamento para insuficiência cardíaca,

cabendo ao seu médico decidir qual o tratamento adequado para si.

Pode tomar Valsartan Ceamed com ou sem alimentos. Engula o Valsartan Ceamed com

um copo de água. Tome o Valsartan Ceamed todos os dias aproximadamente à mesma

hora.

Se tomar mais Valsartan Ceamed do que deveria

Se sentir tonturas graves e/ou desmaio, deite-se e contacte imediatamente o seu médico.

Se acidentalmente tomou demasiados comprimidos, contacte o seu médico, farmacêutico

ou hospital.

Caso se tenha esquecido de tomar Valsartan Ceamed

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Caso

se tenha esquecido de tomar uma dose tome-a assim que se lembrar. No entanto, se

estiver quase na hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se esqueceu.

Se parar de tomar Valsartan Ceamed

Interromper o tratamento com Valsartan Ceamed pode agravar a sua doença. Não deixe

de tomar o medicamento a menos que seja o seu médico a dizer-lhe que o faça.

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INFARMED

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSIVEIS

Como todos os medicamentos, Valsartan Ceamed pode causar efeitos secundários, no

entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Estes efeitos secundários podem ocorrer com determinadas frequências que são definidas

a seguir: muito frequentes: afecta mais de 1 utilizador em cada 10

frequentes: afecta 1 a 10 utilizadores em cada 100

pouco frequentes: afecta 1 a 10 utilizadores em cada 1.000

raros: afecta 1 a 10 utilizadores em cada 10.000

muito raros: afecta menos de 1 utilizador em cada 10.000

desconhecido: não é possível estimar uma frequência a partir dos dados disponíveis

Alguns sintomas requerem atenção médica imediata:

Pode sentir sintomas de angioedema como, por exemplo,

inchaço da face, língua ou garganta

dificuldade em engolir

erupção cutânea e dificuldades em respirar

Se sentir algum destes sintomas, consulte imediatamente um médico.

Outros efeitos secundários incluem:

Frequentes:

tonturas, tontura postural

pressão arterial baixa com sintomas como tonturas

função renal diminuída (sinais de disfunção renal)

Pouco frequentes:

reacção

alérgica

sintomas

como

erupção cutânea,

comichão(prurido), tonturas,

inchaço da face ou lábios ou da língua ou garganta, dificuldade em respirar ou engolir,

tonturas (sinais de angioedema)

perda súbita de consciência

sentir-se a rodar

função renal gravemente reduzida (sinais de falência renal aguda)

espasmos musculares, ritmo cardíaco anormal (sinais de hipercaliemia)

falta de ar, dificuldade em respirar quando está deitado, inchaço dos pés ou das pernas

(sinais de insuficiência cardíaca)

dor de cabeça

tosse

dor abdominal

náuseas

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diarreia

cansaço

fraqueza

Desconhecidos

erupção cutânea, comichão (prurido), juntamente com alguns dos seguintes sinais ou

sintomas: febre, dor nas articulações, dor muscular, nódulos linfáticos inchados e/ou

sintomas semelhantes aos da gripe (sinais de doença do soro)

pontos de cor vermelha e púrpura, febre, comichão (sinais de inflamação dos vasos

sanguíneos também denominado vasculite)

hemorragias ou hematomas anormais (sinais de trombocitopenia – diminuição do número

de plaquetas no sangue) dor muscular (mialgia)

febre, dores de garganta ou úlceras bucais devido a infecções (sintomas de nível baixo de

glóbulos brancos também denominado neutropenia)

diminuição do nível de hemoglobina e diminuição da percentagem de glóbulos vermelhos

no sangue (o que, em casos graves, pode provocar anemia)

aumento do nível de potássio no sangue (o que, em casos graves, pode desencadear

espasmos musculares e ritmo cardíaco anormal)

elevação dos valores da função hepática (o que pode indicar lesões no fígado) incluindo

um aumento do nível de bilirrubina no sangue (o que, em casos graves, pode causar pele

e olhos amarelos)

aumento do nível de azoto na ureia sanguínea e aumento do nível de creatinina sérica (o

que, pode indicar, função renal anormal)

A frequência de determinados efeitos secundários pode variar consoante o seu estado. Por

exemplo, efeitos secundários como tonturas e função renal diminuída ocorreram com

menos frequência em doentes tratados com pressão arterial elevada do que em doentes

tratados para insuficiência cardíaca ou depois de um ataque de coração recente.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR VALSARTAN CEAMED

Não conservar acima de 30ºC.

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Valsartan Ceamed após o prazo de validade impresso no embalagem. O prazo

de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não utilize Valsartan Ceamed se verificar que a embalagem está danificada ou apresenta

sinais de violação.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

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6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Valsartan Ceamed

-A substância activa é o valsartan 40 mg.

-Os outros ingredientes são: lactose, lactose mono-hidratada, celulose microcristalina,

hidroxipropilcelulose, sílica coloidal anidra e estearato de magnésio. O revestimento do

comprimido

contém

hidroxipropilmetilcelulose,

Macrogol

8000,

dióxido

titânio

(E171), Óxido de ferro vermelho (E172), Óxido de ferro amarelo (E172), Óxido de ferro

negro (E172)

Qual o aspecto de Valsartan Ceamed e conteúdo da embalagem

Valsartan Ceamed 40 mg comprimidos revestidos por película, são de coloração amarela,

forma oblonga, biconvexos, com ranhura e gravação “40” numa das faces e a gravação

“VLS” na outra face.

Apresentações: 14, 28, 56, 98 ou 280 comprimidos

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

CeaMed, Serviço e Consultadoria Farmacêutica. Lda.

Centro de Empresas e Inovação da Madeira

EV n.º 017 – Madeira Tecnopólo, 1º

9020-105 Funchal, Madeira

Portugal

Telefone: 964778102

E-mail: ana.aires@ceamed.pt

Fabricante

Bluepharma Indústria Farmacêutica, S.A.

Cimo de Fala – S. Martinho do Bispo

3045-016 Coimbra

Portugal

Telefone: +351 239 800 300

Fax: +351 239 800 333

Este folheto foi aprovado pela última vez em

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Valsartan Ceamed 40 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Um comprimido revestido por película contém 40 mg de valsartan

Excipiente:

Contém lactose

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Comprimido revestido por película, de cor amarela, oblongo, biconvexo, com ranhura e

gravação “40” numa das faces e a gravação “VLS” na outra face. A ranhura permite que o

comprimido seja dividido em duas metades iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Enfarte do miocárdio recente

Tratamento de doentes clinicamente estáveis com insuficiência cardíaca sintomática ou

disfunção ventricular sistólica esquerda assintomática após um enfarte do miocárdio

recente (12 horas – 10 dias) (ver secção 4.4. e 5.1).

Insuficiência cardíaca

Tratamento

insuficiência

cardíaca

sintomática

quando

não

possível

utilizar

inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA) ou como terapêutica adicional

aos inibidores da ECA quando não for possível utilizar bloqueadores-beta (ver secção 4.4

e 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

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Enfarte do miocárdio recente

Em doentes clinicamente estáveis a terapêutica pode ser iniciada logo ao fim de 12 horas

após um enfarte do miocárdio. Após uma dose inicial de 20 mg duas vezes por dia, a dose

de valsartan deve ser ajustada até 40 mg, 80 mg e 160 mg duas vezes por dia durante as

semanas seguintes. A dose inicial é obtida a partir do comprimido divisível de 40 mg.

A dose máxima que se pretende atingir é de 160 mg duas vezes por dia. Em geral,

recomenda-se que os doentes alcancem um nível de dose de 80 mg duas vezes por dia até

duas semanas após o início do tratamento e que a dose máxima a atingir, 160 mg duas

vezes por dia, seja alcançada ao fim de três meses, com base na tolerabilidade do doente.

Se ocorrer hipotensão sintomática ou disfunção renal deve considerar-se uma redução da

dose.

Valsartan pode ser usado em doentes tratados com outras terapêuticas pós-enfarte do

miocárdio, por ex., tromboliticos, ácido acetilsalicílico, bloqueadores-beta, estatinas e

diuréticos. A associação com inibidores da ECA não é recomendada (ver secção 4.4. e

5.1).

A avaliação dos doentes no pós-enfarte do miocárdio deve incluir sempre a avaliação da

função renal.

Insuficiência cardíaca

A dose inicial recomendada de Valsartan é de 40 mg duas vezes por dia. O ajuste

crescente para 80 mg e 160 mg duas vezes por dia deve ser efectuado a intervalos de pelo

menos duas semanas, até à dose mais elevada que for tolerada pelo doente. Deve ser

considerada a redução da dose dos diuréticos concomitantes.

A dose diária máxima administrada em ensaios clínicos é de 320 mg em dose divididas.

Valsartan pode ser administrado com outras terapêuticas para a insuficiência cardíaca. No

entanto, a associação tripla com um inibidor da ECA, um bloqueador-beta e valsartan não

é recomendada (ver secção 4.4 e 5.1).

A avaliação dos doentes com insuficiência cardíaca deve incluir sempre a avaliação da

função renal.

Modo de administração

Valsartan Ceamed pode ser tomado fora das refeições e deve ser administrado com água.

Informações adicionais sobre populações especiais

Idosos

Não é necessário ajustamento da dose em doentes idosos.

Disfunção renal

Não é necessário ajustamento da dose em doentes com uma depuração de creatinina >10

ml/min (ver secção 4.4 e 5.2).

Disfunção hepática

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31-05-2010

INFARMED

Em doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada sem colestase a dose de

valsartan não deverá exceder os 80 mg. Valsartan Ceamed é contra-indicado em doentes

com disfunção hepática grave e em doentes com colestase (ver secção 4.3, 4.4 e 5.2).

Doentes pediátricos

A utilização de Valsartan Ceamed não é recomendada em crianças com idades inferiores

a 18 anos, devido à falta de informação de segurança e eficácia.

4.3 Contra-indicações

-Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer dos excipientes.

-Disfunção hepática grave, cirrose biliar e colestase.

-Segundo e terceiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4 e 4.6).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Hipercaliemia

Não é recomendada a medicação concomitante com suplementos de potássio, diuréticos

poupadores de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros fármacos que

possam aumentar os níveis de potássio (heparina, etc.). A monitorização de potássio deve

ser realizada apropriadamente.

Doentes com depleção de sódio e/ou do volume

Nos doentes com depleção grave de sódio e/ou do volume, nomeadamente nos doentes

tratados com doses elevadas de diuréticos, pode ocorrer hipotensão sintomática em casos

raros após o início da terapêutica com Valsartan. A depleção de sódio e/ou do volume

deve ser corrigida antes de iniciar o tratamento com Valsartan, por exemplo, por redução

da dose de diurético.

Estenose arterial renal

O uso seguro de Valsartan ainda não foi estabelecido em doentes com estenose arterial

renal bilateral ou estenose de rim único. A administração a curto prazo de Valsartan em

doze doentes com hipertensão renovascular secundária a estenose arterial renal unilateral

não induziu quaisquer alterações significativas da hemodinâmica renal, creatinina sérica

ou azoto da ureia sanguínea (BUN). Contudo, uma vez que outros agentes com efeito

sobre o sistema renina-angiotensina podem aumentar a ureia sanguínea e a creatinina

sérica de doentes com estenose arterial renal unilateral, recomenda-se a monitorização da

função renal com doentes tratados com valsartan.

Transplante renal

Não há experiência sobre o uso seguro de Valsartan em doentes com transplante renal

recente.

Hiperaldosteronismo primário

Doentes com hiperaldosteronismo primário não devem ser tratados com Valsartan dado

que o seu sistema renina-angiotensina não está activado.

APROVADO EM

31-05-2010

INFARMED

Estenose aórtica e da válvula mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Tal como com todos os outros vasodilatadores, está indicado um cuidado especial nos

doentes que sofram de estenose aórtica ou mitral ou de cardiomiopatia hipertrófica

obstrutiva (HOCM).

Disfunção renal

Não é necessário ajustamento da dose em doentes com uma depuração de creatinina >10

ml/min. Não existe actualmente qualquer experiência sobre a utilização segura em

doentes com depuração de creatinina <10 ml/min nem em doentes a fazer diálise, por

conseguinte valsartan deve ser utilizado com precaução nestes doentes (ver secção 4.2 e

5.2).

Disfunção hepática

Em doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada sem colestase, Valsartan deve

ser usado com precaução (ver secção 4.2 e 5.2).

Gravidez

A terapêutica com Antagonistas dos Receptores da Angiotensina II (ARAIIs) não deve

ser iniciada durante a gravidez. A menos que a continuação da terapêutica com ARAII

seja

considerada

essencial,

doentes

planeiam

engravidar

devem

mudar

para

terapêuticas

anti-hipertensoras

alternativas

tenham

perfil

segurança

estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é diagnosticada a

terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida, e, se apropriado, deve ser

iniciada terapêutica alternativa (ver secção 4.3 e 4.6).

Enfarte do miocárdio recente

A associação dupla de captopril e valsartan não demonstrou qualquer benefício clínico

adicional, tendo aumentado o risco de efeitos adversos em comparação com o tratamento

com as respectivas terapêuticas (ver secção 4.2 e 5.1). Por conseguinte, a associação de

valsartan com um inibidor de ECA não é recomendada.

Deve ser tida precaução ao iniciar a terapêutica em doentes no pós-enfarte do miocárdio.

A avaliação dos doentes no pós-enfarte do miocárdio deve incluir sempre a avaliação da

função renal (ver secção 4.2).

O uso de Valsartan em doentes no pós-enfarte do miocárdio resulta frequentemente em

alguma redução na pressão arterial, mas a interrupção da terapêutica devido a hipotensão

sintomática

continuada

não

geralmente

necessária

desde

sejam

seguidas

instruções de dose (ver secção 4.2).

Insuficiência cardíaca

Em doentes com insuficiência cardíaca, a associação tripla de um inibidor da ECA, um

bloqueador-beta e Valsartan não demonstrou qualquer benefício clínico (ver secção 5.1)

Esta associação aparentemente aumenta o risco de acontecimentos adversos pelo que não

é recomendada.

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31-05-2010

INFARMED

Deve ser observado com precaução o início da terapêutica em doentes com insuficiência

cardíaca. A avaliação dos doentes com insuficiência cardíaca deve incluir sempre a

avaliação da função renal (ver secção 4.2).

O uso de Valsartan em doentes com insuficiência cardíaca resulta frequentemente em

alguma redução na pressão arterial, mas a interrupção da terapêutica devido a hipotensão

sintomática

continuada

não

geralmente

necessária

desde

sejam

seguidas

instruções de dose (ver secção 4.2).

doentes

cuja

função

renal

possa

depender

actividade

sistema

renina-

angiotensina (por ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave), o tratamento

com inibidores da enzima de conversão da angiotensina tem sido associado a oligúria

e/ou azotemia progressiva e, em casos raros, a insuficiência renal aguda e/ou morte.

Como o valsartan é um antagonista da angiotensina II, não se pode excluir que o uso de

Valsartan possa estar associado a insuficiência da função renal.

Lactose

Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de

lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Não é recomendada utilização concomitante

Lítio

Foram relatados aumentos reversíveis das concentrações séricas do lítio e da toxicidade

durante o uso concomitante de inibidores da ECA. Devido à falta de experiência com a

utilização concomitante de valsartan e lítio, esta associação não é recomendada. Caso esta

associação seja necessária, recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de

lítio.

Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal contendo

potássio e outras substâncias podem aumentar os níveis de potássio.

Se se considerar necessário utilizar um medicamento que afecta os níveis de potássio em

associação com valsartan, aconselha-se a monitorização dos níveis de potássio.

Cuidado necessário com utilização concomitante

Medicamentos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), incluindo inibidores selectivos

da COX-2, ácido acetilsalicílico >3 g/dia), e AINEs não selectivos.

Quando os antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente com

AINEs, pode ocorrer a atenuação do efeito antihipertensivo. Adicionalmente, a utilização

concomitante de antagonistas da angiotensina II e AINEs pode levar a um aumento do

risco de degradação da função renal e a um aumento no potássio sérico.

Assim, recomenda-se a monitorização da função renal no início do tratamento, bem como

a hidratação adequada do doente.

APROVADO EM

31-05-2010

INFARMED

Outros

estudos

interacções

medicamentosas

valsartan,

não

foram

observadas

quaisquer interacções clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um dos

fármacos seguintes: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina,

hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.

4.6 Gravidez e aleitamento

Gravidez

utilização

Antagonistas

Receptores

Angiotensina

(ARAIIs)

não

recomendada durante o primeiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4). A utilização de

ARAIIs é contra-indicada durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secção

4.3 e 4.4.)

dados

epidemiológicos

relativos

risco

teratogenicidade

após

exposição

inibidores da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez não têm sido conclusivos; no

entanto, não pode ser excluído um ligeiro aumento do risco. Embora não existam dados

epidemiológicos controlados sobre o risco com ARAIIs, podem existir riscos semelhantes

nesta classe de medicamentos. A menos que a continuação da terapêutica com ARAII

seja

considerada

essencial,

doentes

planeiam

engravidar

devem

mudar

para

terapêuticas

anti-hipertensoras

alternativas

tenham

perfil

segurança

estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é diagnosticada a

terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida, e, se apropriado, deve ser

iniciada terapêutica alternativa.

Sabe-se

exposição

terapêutica

ARAIIs

durante

segundo

terceiro

trimestres induz fetotoxicidade (função renal reduzida, oligoâmnios, atraso na ossificação

do crânio) e toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia) no ser

humano; ver também secção 5.3 "Dados de segurança pré-clínica".

tiver

existido

exposição

ARAIIs

após

segundo

trimestre

gravidez,

recomendável uma avaliação da função renal e do crânio através de ultra-sons. Os bebés

cujas

mães

tomaram

ARAIIs

devem

cuidadosamente

monitorizados

quanto

hipotensão (ver também secção 4.3. e 4.4).

Aleitamento

Devido

inexistência

informação

relativa

utilização

valsartan

durante

amamentação,

não

recomenda

utilização

Valsartan

dando-se

preferência

tratamentos

alternativos

perfis

segurança

melhor

estabelecidos

durante

aleitamento, especialmente durante a amamentação de um recém-nascido ou de um bebé

prematuro.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

APROVADO EM

31-05-2010

INFARMED

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir. Durante a condução de

veículos ou utilização de máquinas, deverá ter-se em consideração a possibilidade de

ocorrência de tonturas ou cansaço.

4.8 Efeitos indesejáveis

Em estudos clínicos controlados realizados em doentes com hipertensão, a incidência

geral

reacções

adversas

(RAs)

comparável

placebo

coerente

farmacologia de valsartan. A incidência de RAs não pareceu estar relacionada com a dose

ou duração do tratamento e também não mostrou qualquer associação com sexo, idade ou

raça.

As RAs comunicadas de estudos clínicos, experiência pós-comercialização e descobertas

laboratoriais estão listadas a seguir de acordo com a classe de órgãos do sistema.

As reacções adversas estão ordenadas por frequência, primeiro as mais

frequentes,

utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (

1/10); frequentes (

1/100, <1/10);

pouco frequentes (

1/1.000, <1/100); raras (

1/10 000, <1/1000); muito raras (<1/10

000),

incluindo

relatos

isolados.

reacções

adversas

são

ordenadas

ordem

decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Relativamente a todas as RAs relatadas da experiência pós-comercialização e descobertas

laboratoriais, não é possível aplicar qualquer frequência de RA, pelo que a sua frequência

vem indicada como "desconhecida".

Hipertensão

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecida

Diminuição na hemoglobina, Diminuição

hematócrito,

Neutropenia,

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecida

Hipersensibilidade

incluindo

doença

soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Desconhecida

Aumento do potássio sérico

Afecções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Vasculopatias

Desconhecida

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Dor abdominal

Afecções hepatobiliares

APROVADO EM

31-05-2010

INFARMED

Desconhecida

Elevação dos valores da função hepática

incluindo aumento da bilirrubina sérica

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas

Desconhecida

Angioedema, Erupção cutânea, Prurido

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecida

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Desconhecida

Falência e insuficiência renal, Elevação da

creatinina sérica

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Fadiga

O perfil de segurança visto em estudos clínicos controlados em doentes no pós-enfarte do

miocárdio e/ou com insuficiência cardíaca varia em relação ao perfil de segurança geral

visto em doentes hipertensos. Tal pode estar relacionado com a doença subjacente dos

doentes. As RAs que ocorreram em doentes no pós-enfarte do miocárdio e/ou com

insuficiência cardíaca estão listadas abaixo:

Pós-enfarte do miocárdio e/ou insuficiência cardíaca

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecida

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecida

Hipersensibilidade

incluindo

doença

soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes

Hipercaliemia

Desconhecida

Aumento do potássio sérico

Doenças do sistema nervoso

Frequentes

Tonturas, Tontura postural

Pouco frequentes

Síncope, Cefaleia

Afecções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Cardiopatias

Pouco frequentes

Insuficiência cardíaca.

Vasculopatias

Frequentes

Hipotensão, Hipotensão ortostática

Desconhecida

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Náuseas, Diarreia

Afecções hepatobiliares

Desconhecida

Elevação dos valores da função hepática

APROVADO EM

31-05-2010

INFARMED

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas

Pouco frequentes

Angioedema

Desconhecida

Erupção cutânea, Prurido

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecida

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Frequentes

Disfunção e insuficiência renal

Pouco frequentes

Insuficiência

renal

aguda,

Elevação

creatinina sérica

Desconhecida

Aumento do azoto da ureia sanguínea

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Astenia, Fadiga

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Uma sobredosagem com Valsartan pode resultar em hipotensão acentuada, que poderá

levar a um nível deprimido de consciência, colapso circulatório e/ou choque.

Tratamento

medidas

terapêuticas

dependem

tempo

ingestão,

assim

como

tipo

gravidade dos sintomas, sendo de primordial importância a estabilização das condições

circulatórias.

Se ocorrer hipotensão o doente deve ser colocado em decúbito e deverá ser iniciada a

correcção de volume sanguíneo.

É pouco provável que valsartan seja eliminado por hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.4.2.2 Antagonistas dos receptores da angiotensina

Código ATC: C09CA03

Valsartan é um antagonista dos receptores da angiotensina II (Ang II) oralmente activo,

potente e específico.

Actua de

forma

selectiva

no subtipo de receptores AT1, responsável

pelas acções

conhecidas da angiotensina II. O aumento dos níveis plasmáticos de Ang II após o

bloqueio do receptor AT1 com valsartan pode estimular o receptor AT2 não bloqueado,

que parece contrabalançar o efeito do receptor AT1. O valsartan não apresenta qualquer

actividade agonista parcial no receptor AT1 e apresenta uma afinidade muito maior para

o receptor AT1 (cerca de 20 000 vezes superior) que para o receptor AT2. O valsartan

não

liga

bloqueia,

outros

receptores

hormonais

canais

iónicos

reconhecidamente importantes na regulação cardiovascular.

APROVADO EM

31-05-2010

INFARMED

Valsartan não inibe a ECA (também conhecida como cininase II) que converte a Ang I

em Ang II e degrada a bradiquinina. Dado não haver qualquer efeito sobre a ECA e não

haver

potenciação

bradiquinina

substância

pouco

provável

antagonistas da angiotensina II sejam associados a tosse. Em ensaios clínicos onde o

valsartan foi comparado com um inibidor da ECA, a incidência da tosse seca foi

significativamente

menos (P<0,05) nos doentes tratados com

valsartan do que

doentes tratados com um inibidor de ECA (2,6% versus 7,9% respectivamente). Num

estudo clínico realizado em doentes com história de tosse seca durante o tratamento com

inibidor da ECA, ocorreu tosse em 19,5% dos indivíduos tratados com valsartan e em

19,0%

tratados

diurético

tiazídico,

comparativamente

68,5%

indivíduos tratados com um inibidor da ECA (P <0,05).

Enfarte do miocárdio recente

ensaio

VALsartan

Acute

myocardial

iNfarcTion

(VALIANT)

estudo

aleatorizado, controlado, multinacional, em dupla ocultação, em 14 703 doentes com

enfarte agudo do miocárdio e sinais, sintomas ou evidência radiológica de insuficiência

cardíaca

congestiva

e/ou

evidência

disfunção

sistólica

ventricular

esquerda

(manifestada como uma fracção de ejecção

40% por ventriculografia de radionuclídeos

35% por ecocardiografia ou angiografia ventricular de contraste).

Os doentes foram aleatorizados no intervalo de 12 horas a 10 dias após o início dos

sintomas de enfarte do miocárdio para valsartan, captopril ou a associação de ambos. A

duração média do tratamento foi de dois anos. O endpoint primário foi a altura para

mortalidade por todas as causas.

O valsartan foi tão eficaz como o captopril na redução da mortalidade por todas as causas

após enfarte do miocárdio. A mortalidade por todas as causas foi semelhante nos grupos

valsartan (19,9%), captopril (19,5%) e valsartan + captopril (19,3%). Associar valsartan

com captopril não resultou em benefício relativamente ao captopril isoladamente. Não se

verificaram diferenças entre valsartan e captopril na mortalidade por todas as causas com

base na idade, sexo, raça, terapêuticas basais ou doença subjacente. O valsartan foi

também eficaz a prolongar o tempo e reduzir a mortalidade cardiovascular, hospitalização

insuficiência

cardíaca,

enfarte

miocárdio

recorrente,

paragem

cardíaca

ressuscitação e AVC não fatal (segundo endpoint composto).

O perfil de segurança de valsartan foi coerente com o percurso clínico de doentes tratados

no cenário pós-enfarte do miocárdio. Relativamente à função renal, foi observado o

aumento para o dobro da creatinina sérica em 4,2% dos doentes tratados com valsartan,

4,8% dos doentes tratados com valsartan+captopril e 3,4% dos doentes tratados com

captopril. As interrupções provocadas por vários tipos de disfunção renal ocorreram em

1,1%

doentes

tratados

valsartan,

1,3%

doentes

tratados

valsartan+captopril e 0,8% de doentes tratados com captopril. Deverá incluir-se uma

avaliação da função renal na avaliação de doentes no pós-enfarte do miocárdio.

Não se verificaram diferenças

mortalidade

por todas as causas,

mortalidade ou

morbilidade cardiovascular quando se administraram bloqueadores-beta juntamente com

a associação de valsartan+captopril, valsartan isoladamente ou captopril isoladamente.

Independente do tratamento, a mortalidade foi inferior no grupo de doentes tratados com

APROVADO EM

31-05-2010

INFARMED

um bloqueador-beta, sugerindo que o conhecido benefício dos bloqueadores-beta nesta

população foi mantido neste ensaio.

Insuficiência cardíaca

Val-HeFT foi um ensaio clínico aleatorizado, controlado, multinacional de valsartan em

comparação

placebo

morbilidade

mortalidade

5010

doentes

insuficiência cardíaca das classes II (62%), III (36%) e IV (2%) da NYHA a receber a

terapêutica convencional com fracção de ejecção do ventrículo esquerdo (LVEF) <40% e

diâmetro diastólico interno ventricular esquerdo (LVIDD) >2,9 cm/m2. A terapêutica de

base incluiu inibidores da ECA (93%), diuréticos (86%), digoxina (67%) e bloqueadores-

beta (36%). A duração média do seguimento foi de aproximadamente dois anos. A dose

diária média de Valsartan no Val-HeFT foi de 254 mg. O estudo teve dois endpoints

principais: a mortalidade por todas as causas (tempo de sobrevida) e a mortalidade

composta e a morbilidade por insuficiência cardíaca (tempo até ao primeiro evento

mórbido)

definida

como

morte,

morte

súbita

reanimação,

hospitalização

insuficiência

cardíaca

administração

agentes

vasodilatadores

inotrópicos

intravenosos durante quatro horas ou mais sem hospitalização.

A mortalidade por todas as causas foi semelhante (p=NS) nos grupos de valsartan

(19,7%) e de placebo (19,4%). O principal benefício foi uma redução de 27,5% (95% CI:

17 a 37%) no risco para o tempo até à primeira hospitalização por insuficiência cardíaca

(13,9%

18,5%).

Resultados

pareciam

favorecer

placebo

(mortalidade

morbidade composta foi 21,9% no placebo vs. 25,4% no grupo de valsartan) foram

observados nos doentes a receber a associação tripla de um inibidor de ECA, um

bloqueador-beta e valsartan.

Num subgrupo de doentes que não estavam a tomar um inibidor de ECA (n=366), os

benefícios de morbidade foram superiores. Neste subgrupo, a mortalidade por todas as

causas baixou significativamente com valsartan comparativamente com placebo em 33%

(95% CI: –6% a 58%) (17,3% valsartan vs. 27,1% placebo) e o risco de mortalidade e

morbidade composta baixou significativamente em 44% (24,9% valsartan vs. 42,5%

placebo).

Em doentes a receber um inibidor de ECA sem um bloqueador-beta, a mortalidade por

todas as causas foi semelhante (p=NS) nos grupos de valsartan (21,8%) e placebo

(22,5%). O risco de mortalidade e morbidade composta baixou significativamente em

18,3% (95% CI: 8% a 28%) com valsartan comparativamente com placebo (31,0% vs.

36,3%).

Na população geral do estudo Val-HeFT, os doentes tratados com valsartan apresentaram

uma melhoria significativa na classe da NYHA e nos sinais e sintomas de insuficiência

cardíaca,

incluindo

dispneia,

fadiga,

edema

fervores

quando

comparados

placebo. Os doentes tratados com valsartan tiveram uma melhor qualidade de vida, tal

como demonstrado pela mudança na pontuação na escala Minnesota Living with Heart

Failure Quality of Life a partir do valor basal até ao endpoint, do que o placebo. A

fracção de ejecção nos doentes tratados com valsartan foi significativamente aumentada e

o diâmetro diastólico interno ventricular esquerdo significativamente reduzido desde o

valor basal até ao endpoint, em comparação com o placebo

APROVADO EM

31-05-2010

INFARMED

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

Após

administração

oral

valsartan

isoladamente,

pico

concentrações

plasmáticas de valsartan é atingido em 2 – 4 horas. A biodisponibilidade média absoluta é

de 23%. A alimentação diminui a exposição (conforme medida pela AUC) ao valsartan

em cerca de 40% e a concentração plasmática máxima (Cmáx) em cerca de 50%, embora

a partir das 8 h, as concentrações plasmáticas de valsartan pós administração sejam

semelhantes para os grupos alimentados e em jejum. Esta redução na AUC não é,

contudo, acompanhada por uma redução clinicamente significativa no efeito terapêutico e

o valsartan pode, por conseguinte, ser administrado com ou sem ingestão de alimentos.

Distribuição:

volume

distribuição

valsartan

estado

estacionário

após

administração

intravenosa é de cerca de 17 litros indicando que o valsartan não se distribui nos tecidos

de forma extensa. O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às proteínas séricas

(94-97%), principalmente à albumina sérica.

Biotransformação:

O valsartan não é extensamente biotransformado na medida em que apenas cerca de 20%

da dose é recuperada como metabolitos. Foi identificado um hidroximetabolito no plasma

em baixas concentrações (menos do que 10% da AUC de valsartan). Este metabolito é

farmacologicamente inactivo.

Excreção:

O valsartan apresenta uma cinética de degradação multiexponencial (t½

< 1 h e t½ß

cerca de 9 h). O valsartan é eliminado principalmente por excreção biliar nas fezes (cerca

de 83% da dose) e renalmente na urina (cerca de 13% da dose), principalmente sob a

forma de composto inalterado. Após administração intravenosa, a depuração de valsartan

no plasma é de cerca de 2 l/h e a sua depuração renal é de 0,62 l/h (cerca de 30% da

depuração total). A semi-vida de valsartan é de 6 horas.

Em doentes com insuficiência cardíaca:

O tempo médio até à concentração máxima e o tempo de semi-vida de eliminação do

valsartan nos doentes com insuficiência cardíaca são semelhantes aos observados nos

voluntários saudáveis. Os valores de AUC e Cmáx de valsartan são quase proporcionais

ao aumento da dose ao longo do intervalo de doses clínicas (40 mg a 160 mg duas vezes

por dia). O factor de acumulação médio é de cerca de 1,7. A depuração aparente do

valsartan após a administração oral é de cerca de 4,5 l/h. A idade não afecta a depuração

aparente nos doentes com insuficiência cardíaca.

Populações especiais

Idosos

APROVADO EM

31-05-2010

INFARMED

Nalguns

indivíduos

idosos

observada

exposição

sistémica

valsartan

ligeiramente mais elevada do que nos indivíduos jovens; esta diferença não foi, contudo,

considerada clinicamente significativa.

Disfunção renal

Conforme seria de esperar num composto em que a depuração renal perfaz apenas 30%

da depuração plasmática total, não foi observada qualquer correlação entre a função renal

e a exposição sistémica a valsartan O ajustamento da dose não se torna, deste modo,

necessário em doentes com insuficiência renal (depuração de creatinina > 10 ml/min).

Não existe actualmente qualquer experiência sobre a utilização segura em doentes com

depuração de creatinina <10 ml/min nem em doentes a fazer diálise, por conseguinte

valsartan deve ser utilizado com precaução nestes doentes (ver secção 4.2 e 4.4). O

valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às proteínas plasmáticas e é pouco

provável que seja eliminado através de diálise.

Disfunção hepática

Cerca de 70% da dose absorvida é eliminada na bílis, essencialmente na forma inalterada.

Valsartan não passa por qualquer biotransformação digna de registo.

Observou-se um duplicar da exposição (AUC) em doentes com disfunção hepática ligeira

a moderada em comparação com indivíduos saudáveis. Contudo não foi observada

correlação entre a concentração plasmática de valsartan e o grau de disfunção hepática.

Valsartan não foi estudado em doentes com disfunção hepática grave (ver secção 4.2, 4.3

e 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam qualquer risco especial para o ser humano baseado em

estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade de dosagem repetida,

genotoxicidade e potencial carcinogénico.

Nos ratos, doses tóxicas a nível materno (600 mg/kg/dia) durante os últimos dias de

gestação e aleitamento levaram a menor sobrevivência, menos aumento de peso e atraso

no desenvolvimento (descolamento do pavilhão da orelha e abertura do canal auricular)

das crias (ver secção 4.6). Estas doses em ratos (600 mg/kg/dia) foram aproximadamente

18 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa base de mg/m2 (os

cálculos assumem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente de 60 kg).

Em estudos não clínicos de segurança, doses elevadas de valsartan (200 a 600 mg/kg de

peso corporal) provocaram em ratos a redução dos parâmetros dos glóbulos vermelhos

(eritrócitos, hemoglobina, hematócritos) e evidência de alterações hemodinâmicas renais

(ureia

plasmática

levemente

aumentada

hiperplasia

tubular

renal

basofilia

machos). Estas doses em ratos (200 a 600 mg/kg/dia) foram aproximadamente 6 e 18

vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa base de mg/m2 (os cálculos

pressupõem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente de 60 kg).

Em macacos saguís com doses similares as alterações foram similares apesar de com

maior gravidade, particularmente nos rins onde as alterações evoluíram para nefropatia

que incluiu aumento de ureia e creatinina.

APROVADO EM

31-05-2010

INFARMED

Foram

também

verificadas

ambas

espécies

hipertrofia

células

renais

justaglomerulares.

Considerou-se que todas as alterações foram causadas pela acção farmacológica de

valsartan,

qual

produz

hipotensão

prolongada,

particularmente

macacos

saguís. Para doses terapêuticas de valsartan no ser humano, a hipertrofia das células

renais justaglomerulares parece não ter qualquer relevância.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo

comprimido:

lactose,

lactose

mono-hidratada,

celulose

microcristalina,

hidroxipropilcelulose, sílica coloidal anidra e estearato de magnésio

Revestimento: hidroxipropilmetilcelulose, Macrogol 8000, dióxido de titânio (E171),

Óxido de ferro vermelho (E172), Óxido de ferro amarelo (E172), Óxido de ferro negro

(E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

1 ano

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalado em blister de PVC/PVDC-Alu, em embalagens de 14, 28, 56, 98 e 280

unidades.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

31-05-2010

INFARMED

CeaMed, Serviço e Consultadoria Farmacêutica. Lda.

Centro de Empresas e Inovação da Madeira

EV n.º 017 – Madeira Tecnopólo, 1º

9020-105 Funchal, Madeira

Portugal

Telefone: 964778102

E-mail: ana.aires@ceamed.pt

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

XXX XX XX – Valsartan Ceamed 40 mg comprimido revestido por película - blister 14

comprimidos

XXX XX XX – Valsartan Ceamed 40 mg comprimido revestido por película - blister 28

comprimidos

XXX XX XX – Valsartan Ceamed 40 mg comprimido revestido por película - blister 56

comprimidos

XXX XX XX – Valsartan Ceamed 40 mg comprimido revestido por película - blister 98

comprimidos

XXX XX XX – Valsartan Ceamed 40 mg comprimido revestido por película - blister 280

comprimidos

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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