Sinvastatina Tetrafarma 20 mg Comprimidos revestidos por película Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Tetrafarma - Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
20 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sinvastatina 20 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Classe:
3.7 - Antidislipidémicos
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
simvastatin
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Blister 60 unidade(s) Comercializado Número de Registo: 5077490 CNPEM: 50018442 CHNM: 10006699 Grupo Homogéneo: Sinvastatina | A101 | Oral | 20 mg | [21-60] unidades; Blister 20 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5077292 CNPEM: 50018450 CHNM: 10006699 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 30 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5077391 CNPEM: 50018434 CHNM: 10006699 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
PT/H/0109/001
Data de autorização:
2004-05-17

APROVADO EM

09-08-2013

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Sinvastatina Tetrafarma 20 mg comprimidos revestidos

Sinvastatina Tetrafarma 40 mg comprimidos revestidos

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

O que contém este folheto:

1. O que é Sinvastatina Tetrafarma e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Tetrafarma

3. Como tomar Sinvastatina Tetrafarma

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Sinvastatina Tetrafarma

6. Conteúdo da embalageme outras informações

1. O que é a Sinvastatina Tetrafarma e para que é utilizado

Sinvastatina Tetrafarma contém como princípio ativo a sinvastatina e pertence ao grupo

farmacoterapêutico dos antidislipidémicos.

Sinvastatina Tetrafarma está indicado nas seguintes situações:

Hipercolesterolemia

Tratamento da hipercolesterolemia primária ou da dislipidemia mista, como adjuvante

da dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (ex.

exercício físico, perda de peso) for inadequada.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica como adjuvante da dieta e

outros tratamentos hipolipemiantes (ex. LDL-aferese) ou se tais tratamentos não forem

apropriados.

Prevenção cardiovascular

Redução da mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de

colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correção de outros fatores de

risco e outras terapêuticas cardioprotectoras.

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09-08-2013

INFARMED

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Tetrafarma

Não tome Sinvastatina Tetrafarma:

- Se tem alergia (hipersensibilidade) à sinvastatina ou a qualquer outro componente

deste medicamento (indicados na secção 6);

- Se tiver doença hepática ativa ou elevações persistentes e sem explicação das

transaminases séricas;

- Se estiver grávida ou a amamentar;

- Se se encontrar com terapêutica concomitante com inibidores potentes do CYP3A4

(ex. itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina,

claritromicina, telitromicina e nefazodona).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Sinvastatina

Tetrafarma.

Tome especial cuidado com Sinvastatina Tetrafarma:

Miopatia/ Rabdomiólise

A sinvastatina, tal como outros inibidores da redutase da HMG-CoA provoca

ocasionalmente miopatia que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares, elevações de creatinaquinase (CK) mais de 10 vezes superiores ao limite

superior da normalidade (LSN). Por vezes a miopatia toma a forma de rabdomiólise,

com ou sem insuficiência renal aguda secundária a mioglobinúria, tendo ocorrido muito

raramente casos de morte. O risco de miopatia é aumentado pelos elevados níveis de

atividade inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

O risco de miopatia/rabdomiólise depende da dose. Numa base de dados de ensaios

clínicos, com 41050 doentes tratados com sinvastatina, dos quais 24747

(aproximadamente 60 %) foram tratados pelo menos durante 4 anos, a incidência de

miopatia foi, aproximadamente, de 0,02%, 0,08% e 0,53% com 20, 40 e 80 mg/dia,

respetivamente. Nestes ensaios os doentes foram cuidadosamente monitorizados, tendo

sido excluídos alguns medicamentos com interação.

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que

isto torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem

significativamente elevados (> 5xLSN), deverão ser reavaliados 5 a 7 dias para

confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a

relatar de imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram

sem explicação.

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09-08-2013

INFARMED

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com fatores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do início

da terapêutica com sinvastatina, para estabelecer um valor de referência basal, nas

seguintes situações:

- Idosos (idade > 70 anos)

- Disfunção renal

- Hipotiroidismo não controlado

- História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias

- História prévia de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

- Abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

anteriormente uma perturbação muscular com um fibrato ou com uma estatina, o

tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução.

Se os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (>5x LSN), o

tratamento não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento com sinvastatina,

os níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente

elevados (>5x LSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá ser

interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário,

ainda que os níveis de CK sejam £5x LSN, deverá ser considerada a descontinuação do

tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra razão, o tratamento

deverá ser descontinuado.

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada

a reintrodução da estatina ou a introdução de uma outra estatina alternativa, na dosagem

mais baixa, desde que seja efetuada uma monitorização cuidadosa.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante uns dias

antes de cirurgia eletiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações medicamentosas

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante de sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4 (tais como

itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da

protease do VIH, nefazodona), assim como com gemfibrozil, ciclosporina e danazol.

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

outros fibratos, doses hipolipemiantes (³1 g/dia) de niacina ou pelo uso concomitante de

amiodarona ou verapamilo com doses mais elevadas de sinvastatina. Ocorre também

um ligeiro aumento do risco quando o diltiazem é usado com sinvastatina 80 mg.

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09-08-2013

INFARMED

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, a utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do

VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona está contraindicada. Se o

tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina ou telitromicina

for inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem de ser interrompida durante o

tratamento. Além disso, deve usar-se de precaução quando se associa a sinvastatina com

alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: ciclosporina, verapamilo, diltiazem.

Deve ser evitada a ingestão concomitante de sumo de toranja e de sinvastatina.

A dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente ciclosporina, danazol, gemfibrozil ou doses hipolipemiantes (³1

g/dia) de niacina. A utilização de sinvastatina em associação com gemfibrozil deve ser

evitada, exceto quando for provável que os benefícios superem os riscos aumentados

desta associação medicamentosa. Os benefícios da associação de 10 mg de sinvastatina

por dia a outros fibratos (exceto fenofibrato), niacina, ciclosporina ou danazol devem

ser cuidadosamente ponderados em relação aos riscos potenciais destas associações.

Deve usar-se de precaução ao prescrever fenofibrato com sinvastatina, uma vez que

qualquer um destes medicamentos administrados isoladamente pode causar miopatia.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20 mg

por dia com amiodarona ou verapamilo, exceto se for provável que o benefício clínico

supera o risco aumentado de miopatia.

Efeitos Hepáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados com

sinvastatina, aumentos persistentes (para >3xLSN) das transaminases séricas. Quando a

administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes, os níveis de

transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis anteriores ao

tratamento.

Recomenda-se que sejam efetuados testes de função hepática antes do início da

terapêutica e, posteriormente, quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma

dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3 meses após

a titulação para a dose de 80 mg e periodicamente (por ex. semestralmente) no primeiro

ano de tratamento. Deverá ser dada atenção especial aos doentes que registem aumentos

dos níveis das transaminases séricas, e, nestes doentes, os doseamentos deverão ser

repetidos de imediato, e depois realizados mais frequentemente. Se os níveis das

transaminases séricas mostrarem aumentos progressivos, especialmente se aumentarem

para mais de 3xLSN e forem persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa.

O medicamento deverá ser usado com precaução em doentes que consumam

quantidades substanciais de álcool.

APROVADO EM

09-08-2013

INFARMED

Tal como com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações moderadas

das transaminases séricas (<3xLSN) na sequência do tratamento com sinvastatina. Estas

alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com sinvastatina, foram

geralmente transitórias, não foram acompanhadas de quaisquer sintomas e não foi

necessária a interrupção do tratamento.

Confirme com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Sinvastatina Tetrafarma:

- se tem insuficiência respiratória grave.

Enquanto estiver a tomar este medicamento o seu médico irá avaliar se tem diabetes ou

está em risco de vir a ter diabetes. Estará em risco de vir a ter diabetes se em níveis

elevados de açúcar e gorduras no sangue, excesso de peso ou pressão arterial elevada.

Outros medicamentos e Sinvastatina Tetrafarma:

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou vier a tomar outros medicamentos.

Interações farmacodinâmicas

Interações com fármacos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos e niacina (ácido nicotínico) (³ 1 g/dia). Além disso, existe

uma interação farmacocinética com gemfibrozil que resulta num aumento dos níveis

plasmáticos de sinvastatina (ver abaixo Interações farmacocinéticas e secção 2 e 3).

Quando a sinvastatina e fenofibrato são administrados concomitantemente, não há

evidência de que o risco de miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada

medicamento. Não estão disponíveis dados adequados de farmacovigilância e

farmacocinética para outros fibratos.

Interações farmacocinéticas

Efeito de outros medicamentos na sinvastatina

Interações que envolvem o CYP 3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do

citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do

aumento da concentração de atividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA

durante a terapêutica com sinvastatina. Estes inibidores incluem o itraconazol,

cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH e

nefazodona. A administração concomitante de itraconazol resultou num aumento de

mais de 10 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina (o metabolito beta-hidroxiácido

ativo). A telitromicina causou um aumento de 11 vezes na exposição ao ácido da

sinvastatina.

APROVADO EM

09-08-2013

INFARMED

Consequentemente, está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina com

itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina,

telitromicina e nefazodona. Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina,

claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina deverá ser

interrompida durante o tratamento. Deve usar-se de precaução quando se associa a

sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP 3A4: ciclosporina,

verapamilo, diltiazem.

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

ciclosporina, particularmente com doses mais elevadas de sinvastatina.

Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg/dia em doentes a

tomar concomitante ciclosporina. Apesar do mecanismo não ser totalmente

compreendido, a ciclosporina aumenta a AUC do ácido da sinvastatina, possivelmente

devido, em parte, à inibição do CYP3A4.

Danazol

O risco de miopatia e de rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

de danazol com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secção 2 e 3).

Gemfibrozil

O gemfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1.9 vezes, possivelmente

devido à inibição da via metabólica de glucoronidação.

Amiodarona e verapamilo

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

amiodarona ou verapamilo com doses superiores de sinvastatina. Num ensaio clínico

em curso, foi relatada miopatia em 6% dos doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e

amiodarona.

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

aproximadamente 1% em doentes a tomar 40 mg ou 80 mg de sinvastatina e

verapamilo. Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante com

verapamilo resultou num aumento de 2,3 vezes da exposição ao ácido da sinvastatina,

possivelmente devido, em parte, à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de

sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente

amiodarona ou verapamilo, exceto se for provável que o benefício clínico ultrapasse o

risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.

Diltiazem

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

1% em doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e diltiazem. O risco de miopatia em

doentes a tomar 40 mg de sinvastatina não foi aumentado pelo uso concomitante de

diltiazem. Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante de diltiazem

causou um aumento de 2,7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina possivelmente

APROVADO EM

09-08-2013

INFARMED

devido à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve

exceder 40 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente diltiazem, exceto se for

provável que o benefício clínico ultrapasse o risco aumentado de miopatia e

rabdomiólise.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se espera que

a sinvastatina afete as concentrações plasmáticas de outras substâncias metabolizadas

pelo citocromo P450 3A4.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina, potenciou modestamente o efeito

dos anticoagulantes cumarínicos; o tempo de protrombina registado como Razão

Normalizada Internacional (INR) aumentou de um valor inicial de 1,7 para 1,8 no

estudo efetuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efetuado nos doentes. Foram

relatados casos muito raros de aumento de INR.

Nos doentes a tomar anticoagulantes cumarínicos, o tempo de protrombina deverá ser

determinado antes de iniciar a sinvastatina, e com a frequência necessária durante a fase

inicial do tratamento, para assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo

de protrombina. Assim que se registar um tempo de protrombina estável, este poderá

ser monitorizado a intervalos geralmente recomendados para doentes que tomam

anticoagulantes cumarínicos. Caso se altere a dose ou se interrompa o tratamento com

sinvastatina, dever-se-á repetir o mesmo procedimento. A terapêutica com sinvastatina

não foi associada a hemorragias ou a alterações do tempo de protrombina em doentes

que não tomam anticoagulantes.

Sinvastatina Tetrafarma com alimentos, bebidas e álcool:

O fármaco deverá ser usado com precaução nos doentes que consomem quantidades

substanciais de álcool.

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de

sumo de toranja de manhã e de sinvastatina à noite, resultou também num aumento de

1,9 vezes. Logo, deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento

com sinvastatina.

A administração concomitante de sinvastatina e de alimentos não altera o perfil

plasmático da mesma.

Gravidez e amamentação

APROVADO EM

09-08-2013

INFARMED

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte

o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Sinvastatina Tetrafarma está contraindicado na gravidez.

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efetuados ensaios

clínicos controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram recebidos relatos

raros de anomalias congénitas após exposição intrauterina a inibidores da redutase da

HMG-CoA. Contudo, numa análise de aproximadamente 200 gestações, seguidas

prospectivamente, expostas durante o primeiro trimestre a sinvastatina ou a outro

fármaco estreitamente relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA, a

incidência de anomalias congénitas foi comparável à observada na população em geral.

Este número de gestações foi estatisticamente suficiente para excluir um aumento igual

ou superior a 2,5 vezes de anomalias congénitas em relação incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos recém-

nascidos de doentes a tomar sinvastatina ou outro fármaco estreitamente relacionado

com um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da observada na população em geral,

o tratamento materno com Sinvastatina Tetrafarma pode reduzir os níveis fetais de

mevalonato, que é um percursor da biossíntese do colesterol. A aterosclerose é um

processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos hipolipemiantes durante a

gravidez deverá ter muito pouco impacto no risco a longo prazo associado a

hipercolesterolemia primária. Por estas razões, Sinvastatina Tetrafarma não deve ser

usado em mulheres grávidas, a tentar engravidar ou com suspeita de estarem grávidas.

O tratamento com Sinvastatina Tetrafarma deve ser suspenso durante o período da

gravidez ou até que se determine que a mulher não está grávida.

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, é excretada no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e devido

ao potencial de reações adversas graves, as mulheres que tomam Sinvastatina

Tetrafarma não deverão amamentar os seus filhos.

Condução de veículos e utilização de máquinas:

Os efeitos de Sinvastatina Tetrafarma sobre a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas são nulos ou desprezíveis. No entanto, durante a condução e utilização de

máquinas, deve ser tomado em consideração que foram relatadas raramente tonturas na

experiência pós-comercialização.

Sinvastatina Tetrafarma contém lactose.

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

APROVADO EM

09-08-2013

INFARMED

3. Como tomar Sinvastatina Tetrafarma

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral numa dose única à

noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite. A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia

grave e em risco elevado de complicações cardiovasculares.

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e

deverá continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Tetrafarma. A

dose habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes que

necessitem de uma grande redução de C-LDL (mais de 45%) podem iniciar a

terapêutica com 20-40 mg/ dia em toma única administrada à noite. Os ajustes

posológicos, se necessários, devem ser efetuados da forma anteriormente especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia recomendada é

de 40 mg/dia de Sinvastatina Tetrafarma tomado à noite, ou de 80 mg/dia, divididos por

3 administrações, duas diurnas de 20 mg e uma de 40 mg à noite. Sinvastatina

Tetrafarma deve ser usado como adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes

(p.ex., LDL-aferese) neste grupo de doentes, ou só por si, quando não estiverem

disponíveis tais terapêuticas.

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina Tetrafarma é de 20 mg a 40 mg/dia, em toma única à

noite, nos doentes em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca

coronária com ou sem hiperlipidemia). A terapia farmacológica poderá ser iniciada em

simultâneo com dieta e exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários, devem

ser efetuados da forma anteriormente especificada.

Terapêutica Concomitante

Sinvastatina Tetrafarma é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes dos

ácidos biliares. A administração deve ocorrer 2 horas antes ou 4 horas após a

administração de um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar ciclosporina, gemfibrozil, danazol, outros fibratos (exceto

fenofibrato) ou doses hipolipemiantes (³ 1 g/dia) de niacina concomitantemente com

Sinvastatina Tetrafarma, a dose de Sinvastatina Tetrafarma não deve exceder os 10

mg/dia. Em doentes a tomar amiodarona ou verapamilo concomitantemente com

Sinvastatina Tetrafarma, a dose de Sinvastatina Tetrafarma não deverá exceder 20

mg/dia.

APROVADO EM

09-08-2013

INFARMED

Posologia na insuficiência renal

Não deverá ser necessária uma modificação da posologia em doentes com insuficiência

renal moderada. Nos doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina <

30 ml/min.) as posologias acima de 10 mg/dia deverão ser cuidadosamente

consideradas e, se necessário, instituídas com precaução.

Uso nos idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

Utilização em crianças e adolescentes

A eficácia e segurança da utilização em crianças não foram estabelecidas.

Consequentemente, Sinvastatina Tetrafarma não é recomendada para uso pediátrico.

Se tomar mais Sinvastatina Tetrafarma do que deveria:

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima tomada foi

de 3,6 g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento específico

em caso de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adotar medidas genéricas

sintomáticas e de suporte.

Caso se tenha esquecido de tomar Sinvastatina Tetrafarma:

Retome a administração do medicamento logo que seja possível; no entanto, não tome

uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico,

farmacêutico ou enfermeiro.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestam em todas as pessoas.

As frequências dos seguintes efeitos adversos, que foram relatados durante os estudos

clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificados com base numa avaliação das

suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo prazo,

controlados com placebo, que incluem os estudos HPS e 4S, respetivamente com,

20.536 e 4.444 doentes. Para o HPS, os únicos acontecimentos adversos graves

registados foram mialgia, aumentos das transaminases séricas e da CK. Para o 4S,

foram registados todos os acontecimentos adversos abaixo mencionados. Se as taxas de

incidência sobre a sinvastatina foram menores ou semelhantes às do placebo nestes

ensaios, e se houve acontecimentos semelhantes com razoável nexo de causalidade

relatados espontaneamente, estes acontecimentos adversos são classificados como

“raros”.

APROVADO EM

09-08-2013

INFARMED

No estudo HPS que envolveu 20.536 tratados com 40 mg/dia de sinvastatina

(n=10.269) ou com placebo (n=10.267) os perfis de segurança foram comparáveis entre

doentes tratados com 40 mg de sinvastatina e doentes tratados com placebo durante os 5

anos de duração média do estudo. As percentagens de interrupção devidas a efeitos

colaterais foram comparáveis (4,8% nos doentes tratados com 40 mg se sinvastatina, em

comparação com 5,1% nos doentes que receberam placebo). A incidência de miopatia

foi < 0,1% em doentes tratados com 40 mg de sinvastatina. O aumento de transaminases

(>3xLSN, confirmada por repetição do teste) ocorreu em 0,21% (n=21) dos doentes

tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com 0,09% (n=9) dos doentes que

receberam placebo.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo: Muito

frequentes (>1/10), Frequentes (³1/100, <1/10), Pouco frequentes (³1/1000, <1/100),

Raras (³1/10.000, <1/1000), Muito raras (<1/10.000) incluindo relatos isolados.

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Raros: anemia.

Doenças do sistema nervoso:

Raros: cefaleias, parestesia, tonturas, neuropatia periférica.

Doenças gastrointestinais:

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos,

pancreatite.

Afeções hepatobiliares:

Raros: hepatite / icterícia.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Raros: exantema, prurido, alopecia.

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos:

Raros: miopatia, rabdomiólise, mialgia, cãibras musculares

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Raros: astenia

Registou-se, raramente, um aparente síndrome de hipersensibilidade que incluiu

algumas das seguintes manifestações: angioedema, síndroma do tipo lúpus, polimialgia

reumática, dermatomiosite, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia, velocidade de

sedimentação aumentada, artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor,

dispneia e mal-estar.

Exames complementares de diagnóstico:

APROVADO EM

09-08-2013

INFARMED

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST, g-glutamil transpeptidase)

aumento da fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos de CK.

Foram notificados os seguintes efeitos secundários com algumas estatinas:

- Distúrbios do sono, incluindo insónias e pesadelos

- Perda de memória

- Disfunção sexual

- Depressão

- Problemas respiratórios incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre

- Diabetes. É mais provável ter diabetes e tiver níveis elevados de açúcar e gorduras no

sangue, excesso de peso ou pressão arterial elevada. O seu médico irá avaliar se tem

diabetes enquanto estiver a tomar este medicamento.

Se tiver algum efeito secundário, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

5. Como conservar Sinvastatina Tetrafarma

Não conservar acima de 25ºC. Conservar na embalagem de origem.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, após “VAL.”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos de que já não utiliza. Estas

medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sinvastatina Tetrafarma

- A substância ativa é a sinvastatina.

- Os outros componentes são:

Núcleos:

Lactose mono-hidratada;

Amido pré-gelificado;

Celulose microcristalina;

Butil-hidroxianisol;

Ácido ascórbico;

Ácido cítrico mono-hidratado;

Estearato de magnésio.

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09-08-2013

INFARMED

Revestimento:

Sinvastatina Tetrafarma 20 mg Comprimidos revestidos por película

OPADRY Y-1-7000 Branco (Hipromelose 5cP; Dióxido de titânio; Polietilenoglicol

400);

OPADRY OY-22920 Amarelo (Hipromelose 5 cP; Dióxido de titânio; Polietilenoglicol

400; Óxido de ferro amarelo (E172)).

Sinvastatina Tetrafarma 40 mg Comprimidos revestidos por película

OPADRY OY-34997 Rosa (Hipromelose 6cP; Dióxido de titânio; Polietilenoglicol

400; Laca Ponceau 4R (E124); Laca indigo carmim (E132); Laca amarelo pôr-do-sol

(E110)) e OPADRY OY-22920 Amarelo (Hipromelose 5 cP; Dióxido de titânio;

Polietilenoglicol 400; Óxido de ferro amarelo (E172)).

Qual o aspeto de Sinvastatina Tetrafarma e conteúdo da embalagem

Sinvastatina Tetrafarma 20 mg Comprimidos revestidos por película, é acondicionado

em blisters transparentes de PVC/Alumínio, contendo cada embalagem 20, 28, 30, 50

ou 60 comprimidos.

Sinvastatina Tetrafarma 40 mg Comprimidos revestidos por película, é acondicionado

em blisters transparentes de PVC/Alumínio, contendo cada embalagem 20, 28, 30, 50

ou 60 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Tetrafarma-Produtos Farmacêuticos, Lda.

Rua Mário Moreira, n.º 1 – Loja 3, Zona 5, Colinas do Cruzeiro

2675-660 Odivelas

Portugal

Fabricante:

West Pharma – Produções Especialidades Farmacêuticas, S.A.

Rua João de Deus, n.º 11, Venda Nova, 2700-486 Amadora

Atlantic Pharma - Produções Farmacêuticas, S.A.

Rua da Tapada Grande, n.º 2, Abrunheira, 2710-089 Sintra

Este folheto foi revisto pela última vez em

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01-11-2014

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1. NOME DO MEDICAMENTO

Sinvastatina Tetrafarma 20 mg Comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Tetrafarma 40 mg Comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 20 ou 40 mg de sinvastatina.

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Sinvastatina Tetrafarma 20 mg Comprimidos revestidos por película

Lactose mono-hidratada: 60,46 mg.

Sinvastatina Tetrafarma 40 mg Comprimidos revestidos por película

Lactose mono-hidratada: 32,92 mg.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia

Tratamento da hipercolesterolemia primária ou da dislipidemia mista, como adjuvante

da dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (ex.

exercício físico, perda de peso) for inadequada.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica como adjuvante da dieta e

outros tratamentos hipolipemiantes (ex. LDL-aferese) ou se tais tratamentos não forem

apropriados.

Prevenção cardiovascular

Redução da mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de

colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correção e de outros fatores de

risco e outras terapêuticas cardioprotectoras (ver secção 5.1).

APROVADO EM

01-11-2014

INFARMED

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral numa dose única à

noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite. A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia

grave e em risco elevado de complicações cardiovasculares.

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e

deverá continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Tetrafarma. A

dose habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes que

necessitem de uma grande redução do C-LDL (mais de 45%) podem iniciar a

terapêutica com 20-40 mg/ dia em dose única administrada à noite. Os ajustes

posológicos, se necessários, devem ser efetuados da forma anteriormente especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia recomendada é

de 40 mg/dia de Sinvastatina Tetrafarma tomado à noite, ou de 80 mg/dia, divididos por

3 administrações, duas diurnas de 20 mg e uma de 40 mg à noite. Sinvastatina

Tetrafarma deve ser usado como adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes

(p.ex., LDL-aferese) neste grupo de doentes, ou só por si, quando não estiverem

disponíveis tais terapêuticas.

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina Tetrafarma é de 20 mg a 40 mg/dia, em toma única à

noite, nos doentes em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca

coronária com ou sem hiperlipidemia). A terapêutica farmacológica poderá ser iniciada

em simultâneo com dieta e exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários,

devem ser efetuados da forma anteriormente especificada.

Terapêutica Concomitante

Sinvastatina Tetrafarma é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes dos

ácidos biliares. A administração deve ocorrer 2 horas antes ou 4 horas após a

administração de um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar ciclosporina, gemfibrozil, danazol, outros fibratos (exceto

fenofibrato) ou doses hipolipemiantes (³ 1 g/dia) de niacina concomitantemente com

Sinvastatina Tetrafarma, a dose de Sinvastatina Tetrafarma não deve exceder 10

mg/dia. Em doentes a tomar amiodarona ou verapamilo concomitantemente com

Sinvastatina Tetrafarma, a dose de Sinvastatina Tetrafarma não deverá exceder 20

mg/dia (ver secções 4.4 e 4.5).

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01-11-2014

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Posologia na Insuficiência Renal

Não deverá ser necessária uma modificação da posologia em doentes com insuficiência

renal moderada. Nos doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina <

30 ml/min.) as posologias acima de 10 mg/dia deverão ser cuidadosamente

consideradas e, se necessário, instituídas com precaução.

Uso nos idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

População pediátrica

A eficácia e segurança da utilização em crianças não foram estabelecidas.

Consequentemente, Sinvastatina Tetrafarma não é recomendado para uso pediátrico.

4.3 Contraindicações

- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados

na secção 6.1;

- Doença hepática ativa ou elevações persistentes e sem explicação das transaminases

séricas;

- Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6);

- Administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (ex. itraconazol,

cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina e

nefazodona) (ver secção 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Miopatia/Rabdomiólise

A sinvastatina, tal como outros inibidores da redutase da HMG-CoA, provoca

ocasionalmente miopatia que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares, elevações de creatinaquinase (CK) mais de dez vezes superiores ao limite

superior da normalidade (LSN). Por vezes a miopatia toma a forma de rabdomiólise,

com ou sem insuficiência renal aguda secundária a mioglobinúria, tendo ocorrido muito

raramente casos de morte. O risco de miopatia é aumentado pelos elevados níveis de

atividade inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

O risco de miopatia/rabdomiólise depende da dose. Numa base de dados de ensaios

clínicos, com 41050 doentes tratados com sinvastatina, dos quais 24747

(aproximadamente 60 %) foram tratados pelo menos durante 4 anos, a incidência de

miopatia foi, aproximadamente, de 0,02%, 0,08% e 0,53% com 20, 40 e 80 mg/dia,

respetivamente. Nestes ensaios os doentes foram cuidadosamente monitorizados, tendo

sido excluídos alguns medicamentos com interação.

Função reduzida das proteínas de transporte

A função reduzida das proteínas transportadoras hepáticas OATP pode aumentar a

exposição sistémica da sinvastatina e o risco de miopatia e rabdomiólise. A função

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01-11-2014

INFARMED

reduzida pode ocorrer como resultado da inibição pela interação de medicamentos (por

exemplo ciclosporina) ou em doentes que são portadores do genótipo c.521T>C do

SLCO1B1.

Os doentes portadores do alelo genético do SLCO1B1 (c.521T> C), que codifica a

proteína OATP1B1 menos ativa, têm uma maior exposição sistémica da sinvastatina e

um aumento do risco de miopatia.

O risco de uma miopatia relacionada com a dose elevada (80 mg) de sinvastatina é, em

geral, de cerca de 1% sem avaliação genética. Com base nos resultados do estudo

SEARCH, os portadores homozigóticos do alelo C (também chamados de CC) tratados

com 80 mg de sinvastatina têm um risco de miopatia de 15% dentro de um ano,

enquanto que o risco nos portadores heterozigóticos do alelo C (TC) é de 1,5%. O risco

correspondente é de 0,3% nos doentes com o genótipo mais comum (TT) (ver secção

5.2). Quando disponível, a genotipagem para a presença do alelo C deve ser

considerada como parte da avaliação de risco-benefício, antes de prescrever 80 mg de

sinvastatina e doses elevadas devem ser evitadas nos doentes portadores do genótipo

CC. No entanto, a ausência deste gene na genotipagem não exclui que não possa ainda

ocorrer miopatia.

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que

isto torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem

significativamente elevados (> 5xLSN), deverão ser reavaliados após 5 a 7 dias para

confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a

relatar de imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram

sem explicação.

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com fatores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do início

da terapêutica com sinvastatina, para estabelecer um valor de referência basal, nas

seguintes situações:

- Idosos (idade > 70 anos)

- Disfunção renal

- Hipotiroidismo não controlado

- História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias

- História prévia de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

- Abuso de álcool.

APROVADO EM

01-11-2014

INFARMED

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

anteriormente uma perturbação muscular com um fibrato ou com uma estatina, o

tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução.

Se os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (>5xLSN), o

tratamento não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento com sinvastatina,

os níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente

elevados (>5xLSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá ser

interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário,

ainda que os níveis de CK sejam £5xLSN, deverá ser considerada a descontinuação do

tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra razão, o tratamento deve

ser descontinuado.

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada

a reintrodução da estatina ou a introdução de uma outra estatina alternativa, na dosagem

mais baixa, desde que seja efetuada uma monitorização cuidadosa.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante uns dias

antes de cirurgia eletiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações medicamentosas (ver

secção 4.5)

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante de sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4 (tais como

itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da

protease do VIH, nefazodona), assim como com gemfibrozil, ciclosporina e danazol

(ver secção 4.2).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

outros fibratos, doses hipolipemiantes (³1 g/dia) de niacina ou pelo uso concomitante de

amiodarona ou verapamilo com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2 e

4.5). Ocorre também um ligeiro aumento do risco quando o diltiazem é usado com

sinvastatina 80 mg.

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, a utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do

VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona está contraindicada (ver

secções 4.3 e 4.5). Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina,

claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem que ser

interrompida durante o tratamento. Além disso, deve usar-se de precaução quando se

associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: ciclosporina,

APROVADO EM

01-11-2014

INFARMED

verapamilo, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.5). Deve ser evitada a ingestão concomitante

de sumo de toranja e de sinvastatina.

A dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente ciclosporina, danazol, gemfibrozil ou doses hipolipemiantes (³1

g/dia) de niacina. A utilização de sinvastatina em associação com gemfibrozil deve ser

evitada, exceto quando for provável que os benefícios superem os riscos aumentados

desta associação medicamentosa. Os benefícios da associação de 10 mg de sinvastatina

por dia a outros fibratos (exceto fenofibrato), niacina, ciclosporina ou danazol devem

ser cuidadosamente ponderados em relação aos riscos potenciais destas associações (ver

secções 4.2 e 4.5).

Deve usar-se de precaução ao prescrever fenofibrato com sinvastatina, uma vez que

qualquer um destes medicamentos administrados isoladamente pode causar miopatia.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20 mg

por dia com amiodarona ou verapamilo, exceto se for provável que o benefício clínico

supere o risco aumentado de miopatia (ver secções 4.2 e 4.5).

Efeitos Hepáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados com

sinvastatina, aumentos persistentes (para >3xLSN) das transaminases séricas. Quando a

administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes, os níveis de

transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis anteriores ao

tratamento.

Recomenda-se que sejam realizados testes de função hepática antes do início da

terapêutica e, posteriormente, quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma

dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3 meses após

a titulação para a dose de 80 mg e periodicamente (por ex. semestralmente) no primeiro

ano de tratamento. Deverá ser dada atenção especial aos doentes que registem aumentos

dos níveis das transaminases séricas, e, nestes doentes, os doseamentos deverão ser

repetidos de imediato, e depois realizados mais frequentemente. Se os níveis das

transaminases séricas mostrarem aumentos progressivos, especialmente se aumentarem

para mais de 3xLSN e forem persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa.

O medicamento deve ser usado com precaução em doentes que consumam quantidades

substanciais de álcool.

Tal como com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações moderadas

das transaminases séricas (<3xLSN) na sequência do tratamento com sinvastatina. Estas

alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com sinvastatina, foram

geralmente transitórias, não foram acompanhadas de quaisquer sintomas e não foi

necessária a interrupção do tratamento.

APROVADO EM

01-11-2014

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Doença pulmonar intersticial

Foram notificados casos raros de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas,

especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção 4.8). Os sintomas

observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado de saúde em

geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de desenvolvimento de doença

pulmonar intersticial, a terapêutica com estatina deve ser interrompida.

Diabetes mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe farmacológica podem elevar

a glicemia e em altuns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de diabetes,

podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de diabetes é

adequado. Este risco é, no entanto, suplantado pela redução do risco vascular das

estatinas e, portanto, não deve ser uma condição para interromper a terapêutica. Os

doentes em risco (glicemia em jejum ente 5,6 a 6,9 mmol/L, IMC>30Kg/m2,

triglicéridos aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados tanto clínica como

bioquimicamente, de acordo com as orientações nacionais.

Excipientes

Este medicamento contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não

devem tomar este medicamento.

Sinvastatina Tetrafarma 40 mg comprimidos revestidos por película contém Laca

amarelo pôr do sol (E110) e Laca Ponceau 4R (E124). Estes excipientes podem causar

reações alérgicas.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interações farmacodinâmicas

Interações com fármacos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos e niacina (ácido nicotínico) (³ 1 g/dia). Além disso, existe

uma interação farmacocinética com gemfibrozil que resulta num aumento dos níveis

plasmáticos de sinvastatina (ver a seguir Interações farmacocinéticas e secções 4.2 e

4.4). Quando sinvastatina e fenofibrato são administrados concomitantemente, não há

evidência de que o risco de miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada

medicamento. Não estão disponíveis dados adequados de farmacovigilância e

farmacocinética para outros fibratos.

Interações farmacocinéticas

Efeito de outros medicamentos na sinvastatina

APROVADO EM

01-11-2014

INFARMED

Interações que envolvem o CYP3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do

citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do

aumento da concentração de atividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA

durante a terapêutica com sinvastatina. Estes inibidores incluem itraconazol,

cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH e

nefazodona. A administração concomitante de itraconazol resultou num aumento de

mais de 10 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina (o metabolito beta-hidroxiácido

ativo). A telitromicina causou um aumento de 11 vezes na exposição ao ácido da

sinvastatina.

Consequentemente, está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina com

itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina,

telitromicina e nefazodona. Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina,

claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina deverá ser

interrompida durante o tratamento. Deve usar-se de precaução quando se associa a

sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: ciclosporina,

verapamilo, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.4).

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

ciclosporina, particularmente com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2

e 4.4). Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em

doentes a tomar concomitantemente ciclosporina. Apesar do mecanismo não ser

totalmente compreendido, a ciclosporina aumenta a AUC do ácido da sinvastatina,

possivelmente devido, em parte, à inibição do CYP3A4.

Danazol

O risco de miopatia e de rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

de danazol com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2 e 4.4).

Gemfibrozil

O gemfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1.9 vezes, possivelmente

devido à inibição da via metabólica de glucoronidação (ver secções 4.2 e 4.4).

Amiodarona e verapamilo

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

amiodarona ou verapamilo com doses superiores de sinvastatina (ver secção 4.4). Num

ensaio clínico em curso, foi relatada miopatia em 6% dos doentes a tomar 80 mg de

sinvastatina e amiodarona.

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

aproximadamente 1% em doentes a tomar 40 mg ou 80 mg de sinvastatina e

verapamilo. Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante com

verapamilo resultou num aumento de 2,3 vezes da exposição ao ácido da sinvastatina,

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01-11-2014

INFARMED

possivelmente devido, em parte, à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de

sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente

amiodarona ou verapamilo, exceto se for provável que o benefício clínico ultrapasse o

risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.

Diltiazem

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

1% em doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e diltiazem. O risco de miopatia em

doentes a tomar 40 mg de sinvastatina não foi aumentado pelo uso concomitante de

diltiazem (ver secção 4.4). Num estudo de farmacocinética, a administração

concomitante de diltiazem causou um aumento de 2,7 vezes na exposição ao ácido da

sinvastatina possivelmente devido à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de

sinvastatina não deve exceder 40 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente

diltiazem, exceto se for provável que o benefício clínico ultrapasse o risco aumentado

de miopatia e rabdomiólise.

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de

sumo de toranja de manhã e de sinvastatina à noite resultou também num aumento de

1,9 vezes na exposição ao ácido de sinvastatina. Logo, deve ser evitada a ingestão de

sumo de toranja durante o tratamento com sinvastatina.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se espera que

a sinvastatina afete as concentrações plasmáticas de outras substâncias metabolizadas

pelo citocromo P450 3A4.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina potenciou modestamente o efeito

dos anticoagulantes cumarínicos; o tempo de protrombina registado como Razão

Normalizada Internacional (INR) aumentou de um valor inicial de 1,7 para 1,8 no

estudo efetuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efetuado nos doentes. Foram

relatados casos muito raros de aumento da INR.

Nos doentes a tomar anticoagulantes cumarínicos, o tempo de protrombina deverá ser

determinado antes de iniciar a sinvastatina, e com a frequência necessária durante a fase

inicial do tratamento, para assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo

de protrombina. Assim que se registar um tempo de protrombina estável, este poderá

ser monitorizado a intervalos geralmente recomendados para doentes que tomam

anticoagulantes cumarínicos. Caso se altere a dose ou se interrompa o tratamento com

sinvastatina, dever-se-á repetir o mesmo procedimento. A terapêutica com sinvastatina

não foi associada a hemorragias ou a alterações do tempo de protrombina em doentes

que não tomam anticoagulantes.

APROVADO EM

01-11-2014

INFARMED

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Sinvastatina Tetrafarma está contraindicada durante a gravidez (ver secção 4.3).

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efetuados ensaios

clínicos controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram recebidos relatos

raros de anomalias congénitas após exposição intrauterina a inibidores da redutase da

HMG-CoA. Contudo, numa análise de aproximadamente 200 gestações, seguidas

prospectivamente, expostas durante o primeiro trimestre a sinvastatina ou a outro

fármaco estreitamente relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA, a

incidência de anomalias congénitas foi comparável à observada na população em geral.

Este número de gestações foi estatisticamente suficiente para excluir um aumento igual

ou superior a 2,5 vezes de anomalias congénitas em relação incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos recém-

nascidos de doentes a tomar sinvastatina ou outro fármaco estreitamente relacionado

com um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da observada na população em geral,

o tratamento materno com Sinvastatina Tetrafarma pode reduzir os níveis fetais de

mevalonato, que é um precursor da biossíntese do colesterol. A aterosclerose é um

processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos hipolipemiantes durante a

gravidez deverá ter muito pouco impacto no risco a longo prazo associado a

hipercolesterolemia primária. Por estas razões, Sinvastatina Tetrafarma não deve ser

usado em mulheres grávidas, a tentar engravidar ou com suspeita de estarem grávidas.

O tratamento com Sinvastatina Tetrafarma deve ser suspenso durante o período da

gravidez ou até que se determine que a mulher não está grávida (ver secção 4.3).

Amamentação

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, é excretada no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e devido

ao potencial de reações adversas graves, as mulheres que tomam Sinvastatina

Tetrafarma não deverão amamentar os seus filhos (ver secção 4.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sinvastatina Tetrafarma sobre a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas são nulos ou desprezáveis. No entanto, durante a condução e utilização de

máquinas, deve ser tomado em consideração que foram relatadas raramente tonturas na

experiência pós-comercialização.

4.8 Efeitos indesejáveis

As frequências dos seguintes acontecimentos adversos, que foram relatados durante os

estudos clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificados com base numa

avaliação das suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo

APROVADO EM

01-11-2014

INFARMED

prazo, controlados com placebo, que incluem os estudos HPS e 4S, respetivamente com

20.536 e 4.444 doentes (ver secção 5.1). Para o HPS, os únicos acontecimentos

adversos graves registados foram mialgia, aumentos das transaminases séricas e da CK.

Para o 4S, foram registados todos os acontecimentos adversos abaixo mencionados. Se

as taxas de incidência sobre a sinvastatina foram menores ou semelhantes às do placebo

nestes ensaios, e se houve acontecimentos semelhantes com razoável nexo de

causalidade relatados espontaneamente, estes acontecimentos adversos são classificados

como “raros”.

No estudo HPS (ver secção 5.1) que envolveu 20,536 tratados com 40 mg/dia de

sinvastatina (n=10.269) ou com placebo (n=10.267) os perfis de segurança foram

comparáveis entre doentes tratados com 40 mg de sinvastatina e doentes tratados com

placebo durante os 5 anos de duração média do estudo. As percentagens de interrupção

devidas a efeitos colaterais foram comparáveis (4,8% nos doentes tratados com 40 mg

de sinvastatina, em comparação com 5,1% nos doentes que receberam placebo). A

incidência de miopatia foi < 0,1% em doentes tratados com 40 mg de sinvastatina. O

aumento de transaminases (>3xLSN, confirmada por repetição do teste) ocorreu em

0,21% (n=21) dos doentes tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com

0,09% (n=9) dos doentes que receberam placebo.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo: Muito

frequentes (>1/10), Frequentes (³1/100, <1/10), Pouco frequentes (³1/1000, <1/100),

Raras (³1/10.000, <1/1000), Muito raras (<1/10.000) incluindo relatos isolados.

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Raros: anemia.

Doenças do sistema nervoso:

Raros: cefaleias, parestesia, tonturas, neuropatia periférica.

Doenças gastrointestinais:

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos,

pancreatite.

Afeções hepatobiliares:

Raros: hepatite / icterícia.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas:

Raros: exantema, prurido, alopecia.

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos:

Raros: miopatia, rabdomiólise, (ver secção 4.4), mialgia, cãibras musculares

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Raros: astenia

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Registou-se, raramente, um aparente síndrome de hipersensibilidade que incluiu

algumas das seguintes manifestações: angioedema, síndroma do tipo lúpus, polimialgia

reumática, dermatomiosite, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia, velocidade de

sedimentação aumentada, artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor,

dispneia e mal-estar.

Exames complementares de diagnóstico:

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST, g-glutamil transpeptidase),

aumento da fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos de CK (ver secção 4.4).

Efeitos de classe:

- Distúrbios do sono, incluindo insónia e pesadelos

- Perda de memória

- Disfunção sexual

- Depressão

- Casos raros de doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica de longa

duração (ver secção 4.4)

Diabetes mellitus: a frequência dependerá da presença ou ausência de fatores de risco

(glicemia em jejum

5,6 mmol/L, IMC>30Kg/m2, triglicéridos aumentados, história de

hipertensão).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento.

Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações

adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima tomada foi

de 3,6 g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento específico

em caso de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adotar medidas genéricas

sintomáticas e de suporte.

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01-11-2014

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5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7 Aparelho Cardiovascular. Antidislipidémicos. Código

ATC: C10A A01

Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisada no fígado

na forma do beta-hidroxiácido ativo correspondente, que tem uma atividade

significativa na inibição da redutase da HMG-CoA (redutase da 3-hidroxi3-

metilglutaril-CoA). Esta enzima cataliza a conversão de HMG-CoA em mevalonato, um

passo inicial e limitante da velocidade de biossíntese do colesterol.

A sinvastatina demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de C-LDL. As

LDL são formadas por proteínas de muito baixa densidade (VLDL) e são catabolisadas

predominantemente pelo recetor de elevada afinidade das LDL. O mecanismo de

redução das LDL pela sinvastatina pode envolver a diminuição da concentração do

colesterol das VLDL (VLDL-C) e a indução do recetor das LDL, conduzindo a uma

diminuição da produção e ao aumento do catabolismo do C-LDL. A apolipoproteína B

também diminui substancialmente durante o tratamento com sinvastatina. Além disso,

sinvastatina aumenta moderadamente o C-LDL e reduz os TG plasmáticos. Como

resultado destas alterações, os rácios de C- total/C-HDL e de C-LDL/C-HDL estão

reduzidos.

Risco Elevado de Doença Coronária (DC) ou Doença Coronária

No estudo HPS (Heart Protection Study), avaliaram-se os efeitos da terapêutica com

sinvastatina em 20.536 doentes (entre 40 e 80 anos de idade), com ou sem

hiperlipidemia e com doença coronária, outra doença arterial oclusiva ou diabetes

mellitus. Neste estudo, 10.269 doentes foram tratados com 40 mg/dia de sinvastatina e

10.267 doentes receberam placebo durante um período médio de 5 anos. No início do

estudo, 6.793 doentes (33 %) apresentavam níveis de C-LDL inferiores a 116 mg/dl;

5.063 doentes (25 %) apresentavam valores entre 116 mg/dl e 135 mg/dl; e 8.680

doentes (42 %) apresentavam valores superiores a 135 mg/dl.

O tratamento com 40 mg/dia de sinvastatina, em comparação com o placebo, reduziu

significativamente o risco de mortalidade por todas as causas (1328 [12,9 %] para os

doentes tratados com sinvastatina versus 1507 [14,7 %] para os doentes que receberam

placebo; p = 0,0003) devido a uma diminuição de 18 % das mortes por doença

coronária (587 [5,7 %] versus 707 [6,9 %]; p = 0,0005; redução do risco absoluto de 1,2

%). A redução das mortes por causas não-vasculares não foi estatisticamente

significativa. A sinvastatina reduziu também em cerca de 27 % (p < 0,0001) o risco de

acontecimentos coronários major (engloba o parâmetro de avaliação final composto por

enfarte do miocárdio não fatal ou morte por doença coronária). A sinvastatina reduziu

em cerca de 30 % (p < 0,0001) a necessidade de procedimentos de revascularização

coronária (incluindo bypass das artérias coronárias e angioplastia coronária

transluminosa percutânea) e em 16 % (p = 0,006) os procedimentos de revascularização

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periféricos e outros não coronários. A sinvastatina reduziu em cerca de 25 % (p <

0,0001), o risco de AVC, atribuível a uma redução de 30 % do AVC isquémico (p <

0,0001). Além disso, no subgrupo de doentes com diabetes, a sinvastatina reduziu em

cerca de 21 % (p = 0,0293) o risco de desenvolvimento de complicações

macrovasculares, incluindo procedimentos de revascularização periférica (cirurgia ou

angioplastia), amputações dos membros inferiores ou úlceras da perna. A redução

proporcional da taxa de acontecimentos foi semelhante em cada subgrupo de doentes

estudados, incluindo os que não tinham doença coronária mas que tinham doença

vascular cerebral ou arterial periférica, em homens e mulheres com menos ou mais de

70 anos à data de entrada no estudo, com presença ou ausência de hipertensão e, de

salientar, nos que tinham níveis iniciais de colesterol das LDL inferiores a 3,0 mmol/l.

No estudo 4S (Scandinavian Simvastatin Survival Study) avaliou-se o efeito, na

mortalidade total, da terapêutica com sinvastatina em 4.444 doentes com doença

coronária e com um colesterol total basal de 212-309 mg/dl (5,5-8 mmol/l). Neste

estudo multicêntrico, de distribuição aleatória, em dupla ocultação e controlado por

placebo, os doentes com angina ou enfarte do miocárdio (EM) prévio foram tratados

com dieta, com o tratamento habitual e com 20-40 mg/dia de sinvastatina (n = 2.221) ou

com placebo (n = 2.223) durante um tempo médio de 5,4 anos. Reduziu-se o risco de

morte em 30 % (redução do risco absoluto de 3,3 %). O risco de morte por doença

coronária foi reduzido em 42 % (redução do risco absoluto de 3,5 %). A sinvastatina

reduziu também em 34 % o risco de ocorrência de acontecimentos coronários major

(morte por doença coronária com EM silencioso e não fatal confirmado em hospital).

Além disso, a sinvastatina reduziu significativamente o risco de acontecimentos

cerebrovasculares fatais e não fatais (acidente vascular cerebral e acidente isquémico

transitório) em 28 %. Em relação à mortalidade não cardiovascular, não houve

diferença estatisticamente significativa entre os grupos.

Hipercolesterolemia Primária e Hiperlipidemia Mista

Em estudos que compararam a eficácia e a segurança de 10, 20, 40 e 80 mg sinvastatina

diários em doentes com hipercolesterolemia, as reduções médias do C-LDC foram,

respetivamente, de 30, 38, 41 e 47 %. Nos estudos realizados em doentes com

hiperlipidemia mista a tomar 40 mg e 80 mg de sinvastatina, as reduções médias nos

triglicéridos foram, respetivamente, de 28 e 33 % (placebo: 2 %) e os aumentos médios

do C-HDL foram, respetivamente, de 13 e 16 % (placebo: 3 %).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A sinvastatina é uma lactona inativa que é rapidamente hidrolizada in vivo no

correspondente beta-hidroxi-ácido, que é um potente inibidor da redutase da HMG-

CoA. A hidrólise ocorre principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano é

muito baixa.

Absorção

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No Homem, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável extração de

primeira passagem hepática. A extração no fígado depende do fluxo sanguíneo

hepático. O fígado é o principal local de ação da forma ativa. A disponibilização do

beta-hidroxiácido para a circulação sistémica após a administração de uma dose oral de

sinvastatina foi inferior a 5 % da dose. A concentração plasmática máxima dos

inibidores ativos é atingida aproximadamente 1-2 horas após a administração da

sinvastatina. A ingestão concomitante de alimentos não afeta a absorção.

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não ocorreu

acumulação do medicamento após a administração de doses múltiplas.

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito ativo às proteínas é > 95 %.

Eliminação

A sinvastatina é um substrato do CYP3A4 (ver secções 4.3 e 4.5). O principais

metabolitos da sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxiácido e

quatro metabolitos ativos adicionais. Após a administração oral de uma dose de

sinvastatina radioativa ao Homem, 13 % da radioatividade foi excretada na urina e 60

% nas fezes, no período de 96 horas. A quantidade recuperada nas fezes representa os

equivalentes de medicamento absorvido e excretado na bílis, assim como medicamento

não absorvido. Após uma injeção intravenosa do metabolito beta-hidroxiácido, a sua

semivida média foi de 1,9 horas. Na urina, foi excretada uma média de apenas 0,3 % da

dose IV, como inibidores.

A sinvastatina é captada ativamente para os hepatócitos pelo transportador OATP1B1.

Populações especiais

Portadores do alelo c.521T > C do gene SLCO1B1 têm menor atividade da proteína

OATP1B1. A exposição média (AUC) do principal metabolito ativo, sinvastatina ácida,

é de 120% em portadores heterozigóticos (CT) do alelo C e 221% em portadores

homozigóticos (CC) do alelo C em comparação com os doentes com o genótipo mais

comum (TT). O alelo C tem uma frequência de 18% na população europeia. Em

doentes com o polimorfismo SLCO1B1 existe o risco de uma exposição aumentada à

sinvastatina, o que pode levar a um aumento do risco de rabdomiólise (ver secção 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Segundo estudos convencionais realizados em animais relativamente a farmacodinamia,

toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade, não existem outros

riscos para o doente para além daqueles esperados tendo em consideração o mecanismo

farmacológico. Nas doses máximas toleradas no rato e no coelho, a sinvastatina não

produziu malformações fetais e não teve efeitos na fertilidade, na função reprodutora ou

no desenvolvimento neonatal.

APROVADO EM

01-11-2014

INFARMED

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleos

Lactose mono-hidratada;

Amido pré-gelificado;

Celulose microcristalina;

Butil-hidroxianisol;

Ácido ascórbico;

Ácido cítrico mono-hidratado;

Estearato de magnésio.

Revestimento

Sinvastatina Tetrafarma 20 mg Comprimidos revestidos por película

OPADRY Y-1-7000 Branco (Hipromelose 5cP, Dióxido de titânio e Polietilenoglicol

400) e OPADRY OY-22920 Amarelo (Hipromelose 5 cP, Dióxido de titânio,

Polietilenoglicol 400 e Óxido de ferro amarelo (E172)).

Sinvastatina Tetrafarma 40 mg Comprimidos revestidos por película

OPADRY OY-34997 Rosa (Hipromelose 6cP, Dióxido de titânio, Polietilenoglicol 400,

Laca Ponceau 4R (E124), Laca indigo carmim (E132) e Laca amarelo pôr-do-sol

(E110)) e OPADRY OY-22920 Amarelo (Hipromelose 5 cP, Dióxido de titânio,

Polietilenoglicol 400 e Óxido de ferro amarelo (E172)).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25ºC. Conservar na embalagem de origem.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Os comprimidos revestidos de Sinvastatina Tetrafarma são acondicionados em blister

transparente de PVC/Alumínio. Cada embalagem contém 20, 28, 30, 50 ou 60

comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

APROVADO EM

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6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com

as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Tetrafarma-Produtos Farmacêuticos, Lda.

Rua Mário Moreira, Lote 21 – Loja 3, Zona 5, Colinas do Cruzeiro

2675-660 Odivelas

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sinvastatina Tetrafarma 20 mg Comprimidos revestidos por película

Nº de registo: 5077292 – 20 comprimidos, 20 mg, blister de PVC/Alu

Nº de registo: 5077391 – 30 comprimidos, 20 mg, blister de PVC/Alu

Nº de registo: 5077490 – 60 comprimidos, 20 mg, blister de PVC/Alu

Sinvastatina Tetrafarma 40 mg Comprimidos revestidos por película

Nº de registo: 5077599 – 20 comprimidos, 40 mg, blister de PVC/Alu

Nº de registo: 5077698 – 30 comprimidos, 40 mg, blister de PVC/Alu

Nº de registo: 5077797 – 60 comprimidos, 40 mg, blister de PVC/Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO:

Data da primeira autorização: 17 maio 2004

Data da última renovação:

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO:

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