Sandostatina Lar 20 mg Pó e veículo para suspensão injetável

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Octreotido
Disponível em:
Novartis Farma - Produtos Farmacêuticos, S.A.
Código ATC:
H01CB02
DCI (Denominação Comum Internacional):
Octreotido
Dosagem:
20 mg
Forma farmacêutica:
Pó e veículo para suspensão injetável
Composição:
Octreotido, acetato 22.4 mg
Via de administração:
Via intramuscular
Unidades em pacote:
Frasco para injectáveis - 1 unidade(s) - 2 ml
Classe:
8.1.3 - Antagonistas hipofisários
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
N/A
Área terapêutica:
octreotide
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Curta ou Média Duração
Resumo do produto:
Frasco para injetáveis 1 unidade(s) - 2 ml Comercializado Número de Registo: 8705152 CNPEM: 50152629 CHNM: 10079804 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
DE/H/5095/006
Data de autorização:
1997-04-30

APROVADO EM

01-11-2020

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o doente

Sandostatina LAR 10 mg pó e veículo para suspensão injetável

Sandostatina LAR 20 mg pó e veículo para suspensão injetável

Sandostatina LAR 30 mg pó e veículo para suspensão injetável

octreotido

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver

secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Sandostatina LAR e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Sandostatina LAR

3. Como utilizar Sandostatina LAR

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Sandostatina LAR

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Sandostatina LAR e para que é utilizado

Sandostatina LAR é um composto sintético derivado da somatostatina. A

somatostatina encontra-se no corpo humano, onde impede a libertação de certas

hormonas tais como a hormona do crescimento. As vantagens de Sandostatina LAR

sobre a somatostatina são um efeito mais intenso e de maior duração.

Utiliza-se a Sandostatina LAR

Para tratar a acromegalia,

A acromegalia é uma doença em que o organismo produz um excesso de hormona do

crescimento. Normalmente, a hormona do crescimento controla o crescimento dos

tecidos, órgãos e ossos. Demasiada hormona de crescimento provoca um aumento da

dimensão dos ossos e dos tecidos, especialmente das mãos e dos pés. Sandostatina

LAR reduz significativamente os sintomas da acromegalia, que incluem dor de

cabeça, transpiração excessiva, falta de sensibilidade nas mãos e nos pés, cansaço e

dores articulares. Na maioria dos casos, a produção excessiva de hormona do

crescimento é causada por um aumento da hipófise (adenoma hipofisário); o

tratamento com Sandostatina LAR pode reduzir a dimensão do tumor.

Sandostatina LAR está indicada no tratamento de doentes com acromegalia:

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01-11-2020

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quando outros tipos de tratamento para a acromegalia (cirurgia ou radioterapia) são

inadequados ou foram ineficazes;

após radioterapia, durante o período intermédio até que a radioterapia seja totalmente

efetiva.

Para aliviar os sintomas associados com a produção excessiva de algumas hormonas

específicas e outras substâncias relacionadas, pelo estômago, intestinos ou pâncreas,

A produção excessiva de hormonas específicas e outras substâncias naturais

relacionadas podem ser causadas por condições raras do estômago, cólon ou pâncreas.

Isto altera o equilíbrio hormonal natural do organismo e resulta numa variedade de

sintomas tais como rubores, diarreia, pressão arterial baixa, eritema e perda de peso. O

tratamento com Sandostatina LAR ajuda a controlar estes sintomas.

para tratar tumores neuroendócrinos localizados no intestino (por exemplo, apêndice,

intestino delgado ou cólon).

Os tumores neuroendócrinos são tumores raros que podem ser encontrados em

diferentes partes do corpo. A Sandostatina LAR também é usada para controlar o

crescimento destes tumores, quando estão localizados no intestino (por exemplo,

apêndice, intestino delgado e cólon).

para tratar tumores hipofisários que produzem demasiada hormona estimulante da

tiroide (TSH). Demasiada hormona estimulante da tiroide (TSH) provoca

hipertiroidismo.Sandostatina LAR é utilizada no tratamento de pessoas com tumores

hipofisários que produzem demasiada hormona estimulante da tiroide (TSH).

quando outros tipos de tratamento (cirurgia ou radioterapia) não são adequados ou não

funcionaram;

após radioterapia, para cobrir o período até a radioterapia se tornar completamente

eficaz.

2. O que precisa de saber antes de utilizar Sandostatina LAR

Siga todas as instruções do seu médico cuidadosamente. Elas podem diferir da

informação geral contida neste folheto.

Leia as seguintes explicações antes de utilizar Sandostatina LAR.

Não utilize Sandostatina LAR:

se tem alergia a octreotido ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de utilizar Sandostatina LAR:

Informe o seu médico se sofre ou já sofreu de cálculos (pedras) na vesícula, ou se

tiver quaisquer complicações como febre, arrepios, dor abdominal, ou amarelecimento

da sua pele ou olhos, pois o uso prolongado de Sandostatina LAR pode resultar na

formação de cálculos (pedras) na vesícula. O seu médico pode querer avaliar a sua

vesícula periodicamente.

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INFARMED

Se é diabético, uma vez que Sandostatina LAR pode afetar os níveis de açúcar no

sangue. Se é diabético, deve verificar os níveis de açúcar no sangue regularmente.

Se tem uma história de privação de vitamina B12, o seu médico pode querer

monitorizar os seus níveis de vitamina B12 periodicamente.

Análises ou exames

Se está em tratamento prolongado com Sandostatina LAR, o seu médico poderá

querer monitorizar a função da sua tiroide periodicamente.

O seu médico irá monitorizar a função do seu fígado.

Crianças

A experiência de utilização de Sandostatina LAR em crianças é limitada.

Outros medicamentos e Sandostatina LAR

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a utilizar, ou tiver utilizado

recentemente, ou se vier a utilizar outros medicamentos.

Geralmente pode continuar a tomar outros medicamentos durante o tratamento com

Sandostatina LAR. Contudo, existem casos descritos de certos medicamentos que

foram afetados pela toma simultânea de Sandostatina LAR como sejam: cimetidina,

ciclosporina, bromocriptina, quinidina e terfenadina.

Se estiver a tomar outros medicamentos para controlar a pressão arterial

(bloqueadores beta ou bloqueadores dos canais de cálcio) ou agentes para controlar o

equilíbrio de fluidos e eletrólitos, o seu médico pode considerar necessários ajustes de

dose.

Se é diabético, o seu médico pode necessitar de ajustar a dose de insulina.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico antes de tomar este medicamento.

Sandostatina LAR só deve ser usado durante a gravidez se for realmente

indispensável.

As mulheres com potencial para engravidar devem utilizar um método contracetivo

efetivo durante o tratamento.

Não deve amamentar enquanto está a utilizar Sandostatina LAR. Não se sabe se

Sandostatina LAR passa para o leite materno.

Condução de veículos e utilização de máquinas

O efeito de Sandostatina LAR sobre a capacidade de condução de veículos ou

utilização de máquinas é inexistente ou negligenciável. Contudo, alguns dos efeitos

indesejáveis que pode sentir enquanto utiliza Sandostatina LAR, tais como dor de

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cabeça e cansaço, podem reduzir a sua capacidade de conduzir e utilizar máquinas

com segurança.

Sandostatina LAR contém sódio

Sandostatina LAR contém menos de 1 mmol (23 mg) de sódio por frasco para

injetáveis, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

3. Como utilizar Sandostatina LAR

Sandostatina LAR deve ser sempre administrada por injeção no músculo das nádegas.

Com a administração repetida, o local de injeção intramuscular deve ser alternado

entre a nádega direita e a nádega esquerda.

Se utilizar mais Sandostatina LAR do que deveria

Não foram notificadas reações adversas graves após sobredosagem de Sandostatina

LAR.

Os sintomas de sobredosagem são: afrontamentos, urinar mais frequentemente,

cansaço, depressão, ansiedade e falta de concentração.

Se pensa que pode ter sofrido uma sobredosagem e caso sinta estes sintomas, informe

o seu médico.

Caso se tenha esquecido de utilizar Sandostatina LAR

Caso seja esquecida uma injeção, recomenda-se que seja administrada logo que se

lembre, continuando-se o tratamento como normalmente. Não haverá problema se se

atrasar uma dose uns dias mas poderão reaparecer alguns sintomas até entrar de novo

no esquema de tratamento.

Se parar de utilizar Sandostatina LAR

Se interromper o tratamento com Sandostatina LAR os sintomas podem reaparecer.

Por esse motivo, não pare de utilizar Sandostatina LAR a menos que o seu médico lhe

diga para o fazer.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico, farmacêutico ou enfermeiro.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Alguns efeitos indesejáveis podem ser graves. Informe o seu médico imediatamente

se sentir algum dos seguintes:

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas):

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Cálculos biliares, causando dor de costas súbita.

Níveis elevados de açúcar no sangue.

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

Redução da atividade da tiroide (hipotiroidismo) provocando alterações no batimento

cardíaco, no apetite ou no peso; cansaço, sensação de frio ou inchaço na parte da

frente do pescoço.

Alterações nos testes de avaliação da função da tiroide.

Inflamação da vesicular biliar (colecistite); os sintomas podem incluir dor na parte

superior direita do abdómen, febre, náuseas, amarelecimento da pele e dos olhos

(icterícia).

Níveis reduzidos de açúcar no sangue.

Intolerância à glucose.

Batimento cardíaco lento.

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

Sede, diminuição da quantidade de urina, urina escura e pele seca com vermelhidão.

Batimento cardíaco acelerado.

Outros efeitos indesejáveis graves

Reações de hipersensibilidade (alergia) incluindo eritema cutâneo.

Um tipo de reação alérgica (anafilaxia) que pode causar dificuldades em engolir ou

respirar, inchaço e sensação de formigueiro, possivelmente com diminuição da tensão

arterial com tonturas ou perda de consciência.

Uma inflamação da glândula pancreática (pancreatite); os sintomas podem incluir dor

súbita na parte superior do abdómen, náuseas, vómitos, diarreia.

Inflamação do fígado (hepatite); os sintomas podem incluir amarelecimento da pele e

dos olhos (icterícia), náuseas, vómitos, perda de apetite, sensação geral de mal-estar,

prurido, coloração ligeira da urina.

Batimento cardíaco irregular.

Nível baixo de plaquetas no sangue; que pode resultar em hemorragias (sangramento)

ou formação de hematomas (nódoas negras) aumentadas.

Informe o seu médico imediatamente se sentir algum dos efeitos indesejáveis

mencionados acima.

Outros efeitos indesejáveis:

Informe o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se sentir algum dos efeitos

indesejáveis mencionados abaixo. São geralmente ligeiros e tendem a desaparecer

com a continuação do tratamento.

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas):

Diarreia.

Dor abdominal.

Náuseas.

Obstipação.

Flatulência (gases).

Dor de cabeça.

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Dor no local da injeção.

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

Desconforto gástrico após as refeições (dispepsia).

Vómitos.

Sensação de enfartamento no estômago.

Fezes gordurosas.

Fezes moles.

Descoloração das fezes.

Tonturas.

Falta de apetite.

Alteração dos testes de função hepática.

Queda de cabelo.

Falta de ar.

Fraqueza.

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, fale com o seu médico, farmacêutico ou

enfermeiro.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também

poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos

contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente)

ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Sandostatina LAR

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

Conservar no frigorífico (2ºC - 8 ºC). Não congelar.

Sandostatina LAR pode permanecer a temperatura inferior a 25ºC no dia da injeção.

Não armazene a Sandostatina LAR após a reconstituição (deve ser utilizada

imediatamente).

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Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no rótulo e na

embalagem exterior após “EXP” . O prazo de validade corresponde ao último dia do

mês indicado.

Não utilize este medicamento se observar partículas ou uma alteração de coloração.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sandostatina LAR

A substância ativa é o octreotido

Um frasco para injetáveis contém 10 mg, 20 mg ou 30 mg de octreotido (como

acetato de octreotido) Os outros componentes são:

Pó para suspensão injetável (frasco para injetáveis): poli (D,L-láctido-co-glicolido),

manitol (E421).

Veículo para suspensão injetável (seringa pré-cheia): carmelose sódica, manitol

(E421), poloxamero 188 e água para preparações injetáveis.

Qual o aspeto de Sandostatina LAR e conteúdo da embalagem

Embalagens unitárias contendo um frasco de vidro para injetáveis de 6 ml com tampa

de borracha (borracha bromobutil), selada com um selo destacável de alumínio,

contendo pó para suspensão injetável e uma seringa de vidro incolor pré-cheia de 3 ml

com tampa de borracha na frente e no êmbolo (borracha clorobutil) contendo 2 ml de

veículo para suspensão injetável, ambos embalados num tabuleiro selado com um

adaptador de frasco e uma agulha de segurança.

Embalagens múltiplas contendo três embalagens unitárias, cada uma contendo: um

frasco de vidro para injetáveis de 6 ml com tampa de borracha (borracha bromobutil),

selada com um selo destacável de alumínio, contendo pó para suspensão injetável e

uma seringa de vidro incolor pré-cheia de 3 ml com tampa de borracha na frente e no

êmbolo (borracha clorobutil) contendo 2 ml de veículo para suspensão injetável,

ambos embalados num tabuleiro selado com um adaptador de frasco e uma agulha de

segurança.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Novartis Farma - Produtos Farmacêuticos, SA

Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E

Taguspark

2740-255 Porto Salvo

Portugal

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Fabricante

Novartis Pharma GmbH

Jakov-Lind-Straße 5, Top 3.05,

1020 Wien Austria

Novartis Pharma NV

Medialaan 40 Bus 1,

Vilvoorde, B-1800, Belgium

Novartis Pharma GmbH

Roonstrasse 25,

90429 Nürnberg Germany

Demetriades & Papaellinas Ltd

179 Giannos Kranidiotis avenue,

2235, Latsia, P.O.Box 24018, Nicosia, 1700, Cyprus

Novartis s.r.o.

Na Pankráci 1724/129,

140 00 Praha 4 Nusle Czech Republic

Novartis Healthcare A/S

Edvard Thomsens Vej 14,

København S, 2300, Denmark

Novartis Finland Oy

Metsäneidonkuja 10,

Espoo, FI-02130, Finland

Novartis Pharma SAS

8-10 Rue Henri Sainte-Claire Deville

92500 Rueil Malmaison France

Novartis (HELLAS) SA

12th km National Road Athinon-Lamias,

Metamorfosi Attiki, 14451, Greece

Novartis Hungary Ltd.

t u.13.,

Budaörs, 2040, Hungary

Novartis Farma S.p.A.

Via Provinciale Schito 131,

80058 Torre Annunziata (NA) Italy

Novartis Farma S.p.A.

Largo Umberto Boccioni, 1

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21040 Origgio (VA) Italy

Novartis Norge AS

Nydalen Allé 37 A,

NO-0484 Oslo, Norway

Novartis Poland Sp. z o.o.

15 Marynarska Street,

02-674 Warsaw Poland

Novartis Farma - Produtos Farmacêuticos, S.A.

Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E,Taguspark,

Porto Salvo, 2740-255, Portugal

Novartis Farmacéutica SA

Ronda de Santa Maria, 158

08210 Barberà del Vallès, Barcelona Spain

Novartis Sverige AB

Torshamnsgatan 48,

164 40 Kista, Sweden

Novartis Pharma B.V.

Haaksbergweg 16

1101 BX Amsterdam

The Netherlands

Novartis Pharmaceuticals UK Ltd

2nd Floor, The WestWorks Building,

White City Place 195 Wood Lane

London W12 7FQ, United Kingdom

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço

Económico Europeu (EEE) com as seguintes denominações:

Áustria, Bulgária, Croácia Chipre, Républica Checa,

Dinamarca, Estónia, Finlândia, Alemanha, Grécia, Hungria,

Irlanda, Islândia, Letónia, Lituânia, Malta, Noruega,

Polónia, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia,

Reino Unido

Sandostatin LAR

Bélgica, Luxemburgo, Holanda

Sandostatine LAR

Itália, Portugal

Sandostatina LAR

França

Sandostatine L.P.

Este folheto foi revisto pela última vez em

A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:

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Como utilizar Sandostatina LAR

Acromegalia

Recomenda-se iniciar o tratamento com administração de 20 mg de Sandostatina LAR

com intervalos de 4 semanas durante 3 meses. Os doentes em tratamento com

Sandostatina subcutânea podem começar o tratamento com Sandostatina LAR no dia

seguinte após a última dose de Sandostatina subcutânea. Os ajustes de dose

posteriores devem ser baseados nas concentrações séricas de hormona do crescimento

(GH) e fator-1/somatomedina C de crescimento tipo insulina (IGF-1) e sintomas

clínicos.

Nos doentes em que, neste período de 3 meses, os sintomas clínicos e os parâmetros

bioquímicos (GH; IGF-1) não estiverem inteiramente controlados (concentrações GH

ainda acima de 2,5 microgramas/L), a dose pode ser aumentada para 30 mg de 4 em

4 semanas. Se após 3 meses, GH, IGF-1, e/ou os sintomas não estiverem

adequadamente controlados com a dose de 30 mg, a dose pode ser aumentada para

40 mg de 4 em 4 semanas.

Os doentes com concentrações de GH consistentemente inferiores a 1 micrograma/L,

com concentrações séricas de IGF-1 normalizadas, e em que a maioria dos

sinais/sintomas reversíveis de acromegalia tenham desaparecido após 3 meses de

tratamento com 20 mg, pode administrar 10 mg de Sandostatina LAR em intervalos

de 4 semanas. Contudo, em particular neste grupo de doentes, recomenda-se a

monitorização rigorosa do controlo das concentrações séricas de GH e IGF-1, e dos

sinais/sintomas clínicos nesta dose baixa de Sandostatina LAR.

Em doentes com uma dose estável de Sandostatina LAR, a avaliação de GH e IGF-1

deve ser realizada de 6 em 6 meses.

Tumores endócrinos gastro-entero-pancreáticos

Tratamento de doentes com sintomas associados a tumores endócrinos gastro-entero-

pancreáticos funcionais

Recomenda-se iniciar o tratamento com a administração de 20 mg de Sandostatina

LAR, de 4 em 4 semanas. Os doentes em tratamento com Sandostatina s.c. devem

continuar com a dose prévia eficaz durante 2 semanas após a primeira injeção de

Sandostatina LAR.

Para doentes nos quais os sintomas e marcadores biológicos se encontram bem

controlados após 3 meses de tratamento, a dose pode ser reduzida para 10 mg de

Sandostatina LAR, de 4 em 4 semanas.

Para doentes nos quais os sintomas estão apenas parcialmente controlados após 3

meses de tratamento, a dose pode ser aumentada para 30 mg de Sandostatina LAR, de

4 em 4 semanas.

Para os dias em que os sintomas associados com os tumores gastro-entero-

pancreáticos possam aumentar durante o tratamento com Sandostatina LAR,

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01-11-2020

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Sandostatina LAR 10 mg pó e veículo para suspensão injetável

Sandostatina LAR 20 mg pó e veículo para suspensão injetável

Sandostatina LAR 30 mg pó e veículo para suspensão injetável

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Um frasco para injetáveis contém 10 mg de octreotido (como acetato de octreotido)

Um frasco para injetáveis contém 20 mg de octreotido (como acetato de octreotido)

Um frasco para injetáveis contém 30 mg de octreotido (como acetato de octreotido)

Excipientes com efeito conhecido:

Contém menos de 1 mmol (23 mg) de sódio por frasco para injetáveis, ou seja, é

praticamente “isento de sódio”.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Pó e veículo para suspensão injetável.

Pó: pó branco a branco com tonalidade amarelada.

Veículo para suspensão injetável: solução transparente, incolor a ligeiramente amarela

ou castanha.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento de doentes com acromegalia nos quais a cirurgia não é apropriada ou é

ineficaz, ou no período intermédio até que a radioterapia mostre total eficácia (ver

secção 4.2).

Tratamento de doentes com sintomas associados a tumores endócrinos gastro-entero-

pancreáticos funcionais p. ex. tumores carcinoides com características de síndrome

carcinoide (ver secção 5.1).

Tratamento de doentes com tumores neuroendócrinos avançados do intestino médio

ou de localização primária desconhecida em que as localizações não originárias do

intestino médio foram excluídas.

Tratamento de adenomas hipofisários secretores de TSH:

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01-11-2020

INFARMED

quando a secreção não normalizou após cirurgia e/ou radioterapia;

em doentes para quem a cirurgia não é adequada;

em doentes irradiados até a radioterapia ser eficaz.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Acromegalia

Recomenda-se iniciar o tratamento com a administração de 20 mg de Sandostatina

LAR em intervalos de 4- semanas durante 3 meses. Os doentes em tratamento com

Sandostatina subcutânea podem iniciar o tratamento com Sandostatina LAR no dia

seguinte à última dose de Sandostatina subcutânea. Os ajustes posológicos posteriores

devem basear-se nas concentrações séricas da hormona do crescimento (GH) e do

fator 1 de crescimento análogo da insulina/somatomedina C (IGF-1), e nos sintomas

clínicos.

Nos doentes em que, no fim deste período de 3 meses, os sintomas clínicos e os

parâmetros bioquímicos (GH; IGF-1) não estiverem totalmente controlados,

(concentrações de GH mantidas acima de 2,5 microgramas/l), pode aumentar-se a

dose para 30 mg, de 4 semanas em 4 semanas. Se após 3 meses a GH, IGF 1 e/ou os

sintomas não estiverem adequadamente controlados com a dose de 30 mg, a dose

pode ser aumentada para 40 mg de 4 em 4 semanas.

Nos doentes em que as concentrações de GH se encontram consistentemente abaixo

de 1 micrograma/l, que apresentam concentrações séricas de IGF 1 normalizadas, e

nos quais desapareceram a maioria dos sinais e sintomas reversíveis de acromegalia

após 3 meses de tratamento com a dose de 20 mg, podem administrar-se 10 mg de

Sandostatina LAR, de 4 em 4 semanas. Contudo, em particular neste grupo de

doentes, tratados com esta dosagem baixa de Sandostatina LAR, recomenda-se uma

monitorização particularmente atenta das concentrações séricas adequadas de GH e

IGF-1, bem como dos sinais/sintomas clínicos.

Para doentes a fazer uma dose estável de Sandostatina LAR, a avaliação de GH e

IGF-1 deve ser efetuada a cada 6 meses.

Tumores endócrinos gastro-entero-pancreáticos

Tratmento de doentes com sintomas associados a tumores neuroendócrinos gastro-

entero-pancreáticos

Recomenda-se iniciar o tratamento com administração de 20 mg de Sandostatina LAR

em intervalos de 4 semanas. Os doentes em tratamento com Sandostatina subcutânea

devem continuar com a dose eficaz prévia, durante 2 semanas após a primeira injeção

de Sandostatina LAR.

APROVADO EM

01-11-2020

INFARMED

Para doentes nos quais os sintomas e marcadores biológicos se encontram bem

controlados após 3 meses de tratamento, a dose pode ser reduzida para 10 mg de

Sandostatina LAR, de 4 em 4 semanas.

Para doentes nos quais os sintomas estão apenas parcialmente controlados após

3 meses de tratamento, a dose pode ser aumentada para 30 mg de Sandostatina LAR

de 4 em 4 semanas

Nos dias em que os sintomas associados com os tumores gastro-entero-pancreáticos

possam aumentar durante o tratamento com Sandostatina LAR, recomenda-se a

administração adicional de Sandostatina subcutânea na mesma dose utilizada antes do

tratamento com Sandostatina LAR. Isto pode ocorrer principalmente nos 2 primeiros

meses de tratamento até se atingirem as concentrações terapêuticas de octreotido.

Tratamento de doentes com tumores neuroendócrinos avançados do intestino médio

ou de localização primária desconhecida em que as localizações não originárias do

intestino médio foram excluídas

A dose recomendada de Sandostatina LAR é de 30 mg administrada de 4 em 4

semanas (ver secção 5.1). O tratamento com Sandostatina LAR para o controlo

tumoral deve ser continuado na ausência de progressão tumoral.

Tratmento de adenomas hipofisários secretores de TSH

O tratamento deve ser iniciado com administração de 20 mg de Sandostatina LAR em

intervalos de 4 semanas durante 3 meses antes de considerar ajuste de dose. A dose é

depois ajustada com base na TSH e na resposta da hormona tiróide.

Utilização em doentes com compromisso renal

A insuficiência renal não afetou a exposição total (AUC) ao octreotido quando

administrado por via subcutânea, como Sandostatina. Por esse motivo, não é

necessário ajustar a posologia de Sandostatina LAR.

Utilização em doentes com afeção hepática

Num estudo em que foi administrada Sandostatina por via subcutânea (s.c.) e

intravenosa (i.v.) demonstrou-se que a capacidade de eliminação podia apresentar-se

reduzida em doentes com cirrose hepática, mas não em doentes com esteatose

hepática. Nalguns casos, pode ser necessário ajuste posológico em doentes com

insuficiência hepática.

Utilização em idosos

Num estudo com Sandostatina administrada por via s.c., não foi necessário efetuar

qualquer ajustamento posológico em indivíduos

65 anos de idade. Por esse motivo

não é necessário ajustar a posologia de Sandostatina LAR neste grupo de doentes.

Utilização em crianças

A experiência da utilização de Sandostatina LAR em crianças é limitada.

Modo de administração

APROVADO EM

01-11-2020

INFARMED

A administração de Sandostatina LAR só pode ser efetuada por injeção intramuscular

profunda. Deve alternar-se o local das injeções intramusculares entre o músculo

glúteo direito e o esquerdo (ver secção 6.6).

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados

na secção 6.1.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Gerais

Atendendo a que os tumores hipofisários secretores da GH podem por vezes expandir-

se, produzindo complicações graves (p.ex. alterações do campo visual), é essencial

que todos os doentes sejam cuidadosamente monitorizados. Se existir evidência de

uma expansão do tumor, devem considerar-se procedimentos alternativos.

Os benefícios terapêuticos na redução dos níveis de hormona de crescimento (GH) e

na normalização da concentração de fator 1 análogo da insulina (IGF-1) em mulheres

acromegálicas podem potencialmente restaurar a fertilidade. Assim, as mulheres com

potencial para conceber devem ser aconselhadas a usar métodos contracetivos

adequados, se necessário, durante o tratamento com octreotido (ver secção 4.6).

A função tiróideia deve ser monitorizada em doentes a receber tratamento prolongado

com octreotido.

A função hepática deve ser monitorizada durante o tratamento com octreotido.

Acontecimentos cardiovasculares

Foram relatados casos pouco frequentes de bradicardia. Podem ser necessários ajustes

de dose de alguns fármacos, tais como bloqueadores beta, bloqueadores dos canais de

cálcio ou agentes que controlam o equilíbrio de fluidos e eletrólitos (ver secção 4.5).

Acontecimentos biliares e relacionados

A colelitíase é um acontecimento muito frequente durante o tratamento com

Sandostatina e pode estar associada a colecistite e dilatação do ducto biliar (ver secção

4.8). Adicionalmente, foram notificados casos de colangite como complicação da

colelitíase em doentes a tomar Sandostatina LAR em contexto de pós-

comercialização. Recomenda-se o exame ecográfico da vesícula antes e durante o

tratamento com Sandostatina LAR com intervalos de cerca de 6 a 12 meses.

Metabolismo da glucose

Devido à sua ação inibitória sobre a hormona do crescimento e sobre a libertação de

glucagom e de insulina, Sandostatina LAR pode afetar a regulação de glucose. A

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tolerância pós-prandial à glucose pode ser reduzida. Tal como descrito para os doentes

tratados com Sandostatina s.c., em casos esporádicos e como resultado de

administração crónica, poderá haver indução de um estado de hiperglicemia

persistente. Também se tem observado hipoglicemia.

Nos doentes com diabetes mellitus tipo I concomitante, é provável que Sandostatina

LAR altere a regulação da glucose, podendo ocorrer redução da necessidade de

insulina. Em doentes não diabéticos e diabéticos tipo II com reservas de insulina

parcialmente intactas, a administração subcutânea de Sandostatina poderá resultar

num aumento da glicemia pós-prandial. Recomenda-se por isso a monitorização da

tolerância à glucose e tratamento antidiabético.

Em doentes com insulinomas, o octreotido, devido à sua maior potência relativa em

inibir a secreção de GH e de glucagom do que a de insulina, e devido à menor duração

da sua ação inibitória na insulina, pode aumentar a intensidade e prolongar a duração

da hipoglicemia. Estes doentes devem ser atentamente monitorizados.

Nutrição

O octreotido pode alterar a absorção de dietas ricas em gorduras em alguns doentes.

Foram observadas diminuições dos níveis de vitamina B12 e testes de Schilling

anormais nalguns doentes tratados com octreotido. Em doentes com história de

privação de vitamina B12, recomenda-se monitorização dos níveis de vitamina B12

durante o tratamento com Sandostatina LAR.

Teor de sódio

Sandostatina LAR contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por frasco para

injetáveis, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Podem ser necessários ajustes de dose de alguns fármacos, tais como bloqueadores

beta, bloqueadores dos canais de cálcio ou agentes que controlam o equilíbrio de

fluídos e eletrólitos aquando da administração concomitante de Sandostatina LAR

(ver secção 4.4).

Podem ser necessários ajustes de dose de insulina e medicamentos antidiabéticos

aquando co-administração de Sandostatina LAR (ver secção 4.4).

Verificou-se que o octreotido reduz a absorção intestinal de ciclosporina e atrasa a

absorção da cimetidina.

A administração concomitante de octreotido e bromocriptina aumenta a

biodisponibilidade da bromocriptina.

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Os poucos dados publicados indicam que os análogos da somatostatina podem reduzir

a depuração metabólica de compostos que se sabe serem metabolizados pelas enzimas

do citocromo P450, o que pode ser atribuído à supressão da hormona de crescimento.

Como não se pode excluir que o octreotido tenha este efeito, recomenda-se precaução

na utilização de outros fármacos metabolizados principalmente pela CYP3A4 e que

poderão ter um baixo índice terapêutico (por ex. quinidina, terfenadina).

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A quantidade de dados sobre a utilização de octreotido em mulheres grávidas, é

limitada (menos de 300 gravidezes expostas), e em aproximadamente um terço dos

casos os resultados da gravidez são desconhecidos. A maioria das notificações foram

recebidas após a comercialização de octreotido e mais de 50% dos relatados foram

casos de doentes com acromegalia. A maioria das mulheres estiveram expostas a

octreotido durante o primeiro trimestre da gravidez e as doses variaram de 100-

1200 microgramas/dia de Sandostatina s.c. ou 10-40 mg/mês de Sandostatina LAR.

Foram notificadas anomalias congénitas em cerca de 4% dos casos de gravidez dos

quais não se conhecem os resultados. Não existe suspeita de relação causal com

octreotido nestes casos.

Estudos em animais não revelam efeitos nefastos diretos ou indiretos no que respeita a

toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3).

Como medida de precaução, é preferível evitar a utilização de Sandostatina LAR

durante a gravidez (ver secção 4.4).

Amamentação

Não é conhecido se o octreotido é excretado no leite materno humano. Estudos em

animais mostraram que o octreotido é excretado no leite materno. As doentes não

devem amamentar durante o tratamento com Sandostatina LAR.

Fertilidade

Desconhece-se se o octreotido tem efeito sobre a fertilidade humana. Observou-se

atraso na descida dos testículos nos machos de ninhadas de fêmeas tratadas durante a

gravidez e a lactação. O octreotido, contudo, não afetou a fertilidade em ratos machos

e fêmeas com doses até 1 mg/kg peso corporal por dia (ver secção 5.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sandostatina LAR sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

são nulos ou desprezáveis. Os doentes devem ser aconselhados a ter cautela a

conduzir ou utilizar máquinas se sentirem tonturas, astenia/fadiga ou dor de cabeça

durante o tratamento com Sandostatina LAR.

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4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas mais frequentemente relatadas durante o tratamento com

octreotido incluem distúrbios gastrointestinais, do sistema nervoso, hepatobiliares, do

metabolismo e nutricionais.

As reações adversas mais frequentemente relatadas nos ensaios clínicos com

octreotido foram diarreia, dor abdominal, náuseas, flatulência, dor de cabeça,

colelitíase, hiperglicemia e obstipação. Outras reações adversas frequentemente

relatadas foram tonturas, dor localizada, sedimento biliar, disfunções da tiroide (p. ex.,

diminuição da hormona estimulante da tiroide [TSH], diminuição da T4 total, e

diminuição da T4 livre), fezes moles, intolerância à glucose, vómitos, astenia e

hipoglicemia.

Lista tabelada de reações adversas

As seguintes reações adversas medicamentosas, listadas na Tabela 1, foram

acumuladas de ensaios clínicos com octreotido:

As reacções adversas medicamentosas (Tabela 1) são apresentadas por ordem de

frequência, as mais frequentes em primeiro lugar, de acordo com a seguinte

convenção: Muito frequentes (

1/10); Frequentes (

1/100, <1/10); Pouco frequentes

1/1.000, <1/100); Raros (

1/10.000, <1/1.000); Muito raros (<1/10.000), incluindo

relatos isolados. Dentro de cada classe de frequência os efeitos secundários são

apresentados por ordem decrescente de gravidade.

Tabela 1

Reações adversas medicamentosas notificadas em ensaios clínicos

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes:

Diarreia, dor abdominal, náuseas, obstipação,

flatulência.

Frequentes:

Dispepsia, vómitos, distensão abdominal, esteatorreia,

fezes moles, descoloração das fezes.

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes:

Cefaleias.

Frequentes:

Tonturas.

Doenças endócrinas

Frequentes:

Hipotiroidismo, alterações tiróideias (ex. diminuição da

TSH, diminuição da T4 Total e diminuição da

T4 Livre).

Afeções hepatobiliares

Muito frequentes:

Colelitíase.

Frequentes:

Colecistite, sedimento biliar, hiperbilirubinemia.

Doenças do metabolismo e da nutrição

Muito frequentes:

Hiperglicemia.

Frequentes:

Hipoglicemia, intolerância à glucose, anorexia.

Pouco frequentes:

Desidratação.

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Perturbações gerais e alterações no local de administração

Muito frequentes:

Reações no local da injeção.

Frequentes:

Astenia.

Exames complementares de diagnóstico

Frequentes:

Elevação dos níveis das transaminases.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Frequentes:

Prurido, eritema cutâneo, alopecia.

Doenças respiratórias

Frequentes:

Dispneia.

Cardiopatias

Frequentes:

Bradicardia.

Pouco frequentes:

Taquicardia.

Pós-comercialização

As reações adversas espontâneas apresentadas na Tabela 2 foram notificadas

voluntariamente e nem sempre é possível estabelecer a frequência ou uma relação

causal com a exposição ao medicamento.

Tabela 2

Reações adversas medicamentosas de notificação espontânea

Doenças do sangue e do sistema linfático

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Anafilaxia, alergia/reações de hipersensibilidade.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Urticária

Afeções hepatobiliares

Pancreatite aguda, hepatite aguda sem colestase, hepatite colestática, colestase,

icterícia, icterícia colestática.

Cardiopatias

Arritmias.

Exames complementares de diagnóstico

Elevação dos níveis de fosfatase alcalina e gama glutamil transferase.

Descrição de reações adversas selecionadas

Reações biliares e relacionadas

Foi demonstrasdo que os análogos da somatostatina inibem a contractilidade da

vesícula biliar e diminuem a secreção da bílis, o que pode conduzir a alterações

biliares ou sedimento biliar. Foi notificado o desenvolvimento de cálculos biliares em

15 a 30% de doentes submetidos a tratamento prolongado com Sandostatina s.c. A

incidência na população em geral (com idade entre 40 e 60 anos) é de cerca de 5 a

20%. A exposição prolongada a Sandostatina LAR de doentes com acromegalia ou

tumores gastro-entero-pancreáticos sugere que o tratamento com a Sandostatina LAR

não aumenta a incidência de formação de cálculos biliar, por comparação com o

tratamento por via subcutânea. Se surgirem cálculos biliares, estes são geralmente

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assintomáticos; os cálculos sintomáticos devem ser tratados por terapêutica de

dissolução com ácidos biliares ou através de cirurgia.

Doenças gastrointestinais

Em raras circunstâncias, os efeitos secundários gastrointestinais podem assemelhar-se

a obstrução intestinal, com distensão abdominal progressiva, dor epigástrica grave,

sensibilidade abdominal e defesa.

Sabe-se que a frequência dos acontecimentos adversos gastrointestinais diminui ao

longo do tempo com a continuação do tratamento.

Hipersensibilidade e reações anafiláticas

Foram notificadas hipersensibilidade e reações alérgicas durante a experiência pós-

comercialização. Quando surgem afetam principalmente a pele, raramente a boca e as

vias respiratórias. Foram notificados casos isolados de choque anafilático.

Alterações no local de administração

Foram notificadas frequentemente reações relacionadas com o local da injeção

incluindo dor, vermelhidão, hemorragia, prurido, edema ou endurecimento em

doentes a receber Sandostatina LAR; contudo, estes acontecimentos não necessitaram

de intervenção clínica na maioria dos casos.

Doenças do metabolismo e da nutrição

Ainda que possa aumentar a excreção de gordura nas fezes não há evidência até à data

de que o tratamento prolongado com octreotido tenha conduzido a deficiência

nutricional devida a mal absorção.

Enzimas pancreáticas

Em circunstâncias muito raras, foi descrita pancreatite aguda nas primeiras horas ou

dias de tratamento com Sandostatina s.c. que reverteu com a descontinuação do

medicamento. Adicionalmente, a pancreatite induzida por colelitíase foi relatada em

doentes em tratamento prolongado com Sandostatina s.c.

Cardiopatias

A bradicardia é uma reação adversa frequente associada aos análogos da

somatostatina. Tanto nos doentes com síndrome acromegálico como carcinoide, foram

observadas alterações no ECG, como prolongamento do intervalo QT, alterações dos

eixos, repolarização precoce, baixa voltagem, transição R/S, progressão precoce da

onda R e alterações não específicas do traçado ST-T. A relação destes eventos com o

acetato de octreotido não foi, no entanto, estabelecida, pois muitos destes doentes

apresentavam doenças cardíacas subjacentes (ver secção 4.4).

Trombocitopenia

Foi notificada trombocitopenia durante a experiência pós-comercialização, em

particular durante o tratamento com Sandostatina (i.v.) em doentes com cirrose

hepática e durante o tratamento com Sandostatina LAR. Tal é reversível após

descontinuação do tratamento.

Notificação de suspeitas de reações adversas

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A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente)

ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Apenas um número limitado de sobredosagens acidentais com Sandostatina LAR

foram notificadas. As doses variaram de 100 mg a 163 mg por mês de Sandostatina

LAR. O único acontecimento adverso notificado foi afrontamento.

Foram relatados casos de doentes de cancro a receber doses de Sandostatina LAR até

60 mg/mês e até 90 mg de duas em duas semanas. Estas doses foram em geral bem

toleradas, no entanto, foram relatados os seguintes acontecimentos adversos: poliúria,

fadiga, depressão, ansiedade, falta de concentração.

O tratamento da sobredosagem é sintomático.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 8.1.3. Hormonas e medicamentos usados no tratamento

das doenças endócrinas. Hormonas hipotalâmicas e hipofisárias, seus análogos e

antagonistas. Antagonistas hipofisários, código ATC: H01CB02

Octreotido é um octapéptido sintético análogo à somatostatina natural com efeitos

farmacológicos semelhantes, mas com uma duração de ação consideravelmente mais

prolongada. Inibe a secreção patologicamente aumentada da hormona do crescimento

(GH), de péptidos e de serotonina produzidos no sistema endócrino gastro-entero-

pancreático (GEP).

Em animais, octreotido é um inibidor mais potente da libertação da hormona do

crescimento, do glucagom e da insulina, do que a somatostatina natural e com uma

maior seletividade para a supressão de GH e de glucagom.

Em voluntários saudáveis octreotido, tal como a somatostatina, provou inibir:

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