Irbesartan Ritisca 300 mg Comprimido

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Irbesartan
Disponível em:
Generis Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
C09CA04
DCI (Denominação Comum Internacional):
Irbesartan
Dosagem:
300 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido
Composição:
Irbesartan 300 mg
Via de administração:
Via oral
Classe:
3.4.2.2 - Antagonistas dos receptores da angiotensina
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
irbesartan
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Blister 14 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5692918 CNPEM: 50002295 CHNM: 10028400 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 28 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5692926 CNPEM: 50002279 CHNM: 10028400 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
PT/H/1540/003/DC
Data de autorização:
2016-10-17

Leia o documento completo

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Irbesartan Ritisca 75 mg comprimidos

Irbesartan Ritisca 150 mg comprimidos

Irbesartan Ritisca 300 mg comprimidos

Irbesartan

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Irbesartan Ritisca e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Irbesartan Ritisca

Como tomar Irbesartan Ritisca

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Irbesartan Ritisca

Conteúdo da embalagem e outras informações

O que é Irbesartan Ritisca e para que é utilizado

Irbesartan Ritisca pertence a um grupo de medicamentos conhecidos como antagonistas

dos recetores da angiotensina-II. A angiotensina-II é uma substância produzida no

organismo

liga

recetores

vasos

sanguíneos,

provocando

estreitamento, o que conduz ao aumento da pressão arterial.

Irbesartan Ritisca impede a ligação da angiotensina-II a estes recetores, fazendo com

que os vasos sanguíneos se relaxem e a pressão arterial baixe. Irbesartan Ritisca atrasa

a diminuição da função renal nos doentes com pressão arterial elevada e diabetes do tipo

Irbesartan Ritisca é usado em doentes adultos

para tratar a pressão arterial elevada (hipertensão essencial);

para proteger os rins nos doentes com pressão arterial elevada, diabetes do tipo 2 e

evidência laboratorial de insuficiência dos rins.

O que precisa de saber antes de tomar Irbesartan Ritisca

Não tome Irbesartan Irbesartan Ritisca

se tem alergia ao irbesartan ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6);

se tiver mais do que três meses de gravidez. (Também é preferível não tomar Irbesartan

Ritisca no início da gravidez - ver secção Gravidez);

se tem diabetes ou função renal diminuída e está a ser tratado com um medicamento

que contém aliscireno para diminuir a pressão arterial.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Irbesartan Ritisca e se alguma

das seguintes situações se aplicar a si:

se tiver vómitos ou diarreia prolongados

se sofrer de problemas nos rins

se sofre de problemas do coração

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

se receber Irbesartan Ritisca para doença nos rins diabética. Neste caso, o seu médico

pode efetuar-lhe análises ao sangue com regularidade, especialmente para medir os

níveis sanguíneos de potássio em caso de insuficiência dos rins;

se vai ser submetido a uma operação (cirurgia) ou se lhe vão ser administrados

anestésicos

se está a tomar algum dos seguintes medicamentos para tratar a pressão arterial

elevada:

- um inibidor da ECA (por exemplo enalapril, lisinopril, ramipril), em particular se tiver

problemas nos rins relacionados com diabetes.

- aliscireno

O seu médico pode verificar a sua função renal, pressão arterial e a quantidade de

eletrólitos (por exemplo, o potássio) no seu sangue em intervalos regulares.

Ver também a informação sob o título “Não tome Irbesartan Ritisca”

Deve informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida. Irbesartan

Ritisca não está recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado após o

terceiro mês de gravidez, uma vez que pode ser gravemente prejudicial para o bebé se

utilizado a partir desta altura (ver secção Gravidez).

Crianças e adolescentes

Este medicamento não deve ser utilizado em crianças e adolescentes uma vez que não

foram ainda completamente estabelecidas a segurança e eficácia.

Outros medicamentos e Irbesartan Ritisca

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente,

ou se vier a tomar outros medicamentos.

O seu médico pode necessitar de alterar a sua dose e/ou tomar outras precauções:

Se está a tomar um inibidor da ECA ou aliscireno (ver também informações sob os títulos

“Não tome Irbesartan Ritisca” e “Advertências e precauções”)

Poderá necessitar de fazer algumas verificações ao sangue caso tome:

suplementos de potássio;

substitutos de sal contendo potássio;

medicamentos poupadores de potássio (como sejam alguns diuréticos);

medicamentos contendo lítio.

Se tomar alguns medicamentos para as dores, denominados anti-inflamatórios não-

esteroides, o efeito do irbesartan poderá ser reduzido.

Irbesartan Ritisca com alimentos, bebidas e álcool

Irbesartan Ritisca pode ser tomado com ou sem alimentos.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Gravidez

Deve informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida. O seu

médico normalmente aconselhá-la-á a interromper Irbesartan Ritisca antes de engravidar

ou assim que estiver grávida e a tomar outro medicamento em vez de Irbesartan Ritisca.

Irbesartan Ritisca não está recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado

após o terceiro mês de gravidez, uma vez que pode ser gravemente prejudicial para o

bebé se utilizado a partir desta altura.

Amamentação

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Deverá informar o seu médico de que se encontra a amamentar ou que está prestes a

iniciar a amamentação. Irbesartan Ritisca não está recomendado em mães a amamentar,

especialmente se o bebé for recém-nascido ou prematuro; nestes casos o seu médico

poderá indicar outro tratamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Não é provável que Irbesartan Ritisca afete a sua capacidade de conduzir e usar

máquinas. Contudo, ocasionalmente, podem ocorrer tonturas ou fadiga durante o

tratamento da hipertensão. Se sentir estes efeitos, fale com o seu médico antes de

tentar conduzir ou utilizar máquinas.

Como tomar Irbesartan Ritisca

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Modo de administração

Irbesartan Ritisca destina-se à via oral. Engolir os comprimidos com uma quantidade

suficiente de líquidos (por exemplo um copo com água). Pode tomar Irbesartan Ritisca

com ou sem alimentos. Tente tomar a dose diária sempre à mesma hora. É importante

que continue a tomar Irbesartan Ritisca até que o seu médico lhe dê outra indicação.

Doentes com pressão arterial elevada

Para a dose de 75 mg

A dose habitual é 150 mg uma vez ao dia (dois comprimidos por dia). Em função da

resposta da pressão

arterial, a dose pode ser

aumentada para 300 mg (quatro

comprimidos por dia), uma vez ao dia.

Para a dose de 150 mg

A dose habitual é 150 mg uma vez ao dia. Em função da resposta da pressão arterial, a

dose pode ser aumentada para 300 mg (dois comprimidos por dia), uma vez ao dia.

Para a dose de 300 mg

A dose habitual é 150 mg uma vez ao dia. Em função da resposta da pressão arterial, a

dose pode ser aumentada para 300 mg, uma vez ao dia.

Doentes com pressão arterial elevada e diabetes do tipo 2 com doença nos rins

Nos doentes com pressão arterial elevada e diabetes do tipo 2, a dose de manutenção

preferível para o tratamento da doença renal associada é de 300 mg uma vez por dia.

O médico pode receitar uma dose mais baixa, sobretudo quando se inicia o tratamento

em certos doentes, como sejam os que estão em hemodiálise ou os que têm mais de 75

anos.

O efeito hipotensor máximo deve obter-se às 4 a 6 semanas após o início do tratamento.

Se tomar mais Irbesartan Ritisca do que deveria

Se, acidentalmente, tomar demasiados comprimidos, contacte o médico imediatamente.

Utilização em crianças e adolescentes

Irbesartan Ritisca não deve ser administrado a crianças com idade idade inferior a 18

anos.

criança

engolir

alguns

comprimidos,

deve

contactar

médico

imediatamente.

Caso se tenha esquecido de tomar Irbesartan Ritisca

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Se, acidentalmente, não tomar uma dose diária, tome a dose seguinte como planeado.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Alguns destes efeitos podem ser

graves e requerer cuidados médicos.

Tal como acontece com medicamentos semelhantes, em doentes a tomar irbesartan

foram notificados casos raros de reações alérgicas na pele (erupção na pele, urticária),

assim como inchaço localizado da face, lábios e/ou língua. Se tiver algum destes

sintomas, ou se tiver dificuldade em respirar, pare de tomar Irbesartan Ritisca e contacte

o médico imediatamente.

A frequência dos efeitos adversos listados abaixo é definida utilizando a seguinte

convenção:

Muito frequentes: podem afetar mais de 1 em 10 pessoas

Frequentes: podem afetar até 1 em 10 pessoas

Pouco frequentes: podem afetar até 1 em 100 pessoas

Os efeitos secundários notificados em estudos clínicos para os doentes tratados com

Irbesartan foram:

Muito frequentes (pode afetar mais que 1 em 10 pessoas): se tiver pressão arterial

elevada e diabetes do tipo 2 com doença nos rins, as análises ao sangue podem mostrar

níveis de potássio aumentados.

Frequentes (pode afetar até 1 em 10 pessoas): tonturas, mal-estar/vómitos, fadiga e as

análises ao sangue podem mostrar níveis de uma enzima que avalia a função muscular e

cardíaca (enzima creatina cinase) aumentados. Em doentes com pressão arterial elevada

e diabetes do tipo 2 com doença nos rins foram também notificados tonturas quando se

passa da posição deitada ou sentada para a posição de pé, pressão arterial baixa quando

se passa da posição deitada ou sentada para a posição de pé, dor nas articulações ou

músculos e níveis de uma proteína nos glóbulos vermelhos (hemoglobina) diminuídos.

Pouco frequentes (pode afetar até 1 em 100 pessoas): ritmo cardíaco rápido, rubor

(vermelhidão), tosse, diarreia, indigestão/pirose (azia), disfunção sexual (problemas com

o desempenho sexual) e dor torácica.

Alguns efeitos indesejáveis foram notificados desde a comercialização de irbesartan. Os

efeitos indesejáveis em que a frequência não é conhecida são: sensação de girar,

cefaleias (dores de cabeça), alteração do paladar, zumbidos, cãibras musculares, dor nas

articulações e músculos, função hepática (do fígado) alterada, níveis sanguíneos de

potássio

aumentados,

compromisso

função

rins

inflamação

vasos

sanguíneos pequenos afetando principalmente a pele (uma situação conhecida como

vasculite leucocitoclásica). Foram também notificados casos pouco frequentes de icterícia

(amarelecimento da pele e/ou da zona branca dos olhos).

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P, através dos contactos

abaixo indicados. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

INFARMED,

I.P.

Direção

Gestão

Risco

Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha

Medicamento:

800222444

(gratuita)

Fax:

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Como conservar Irbesartan Ritisca

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior,

após “VAL”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao

seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Irbesartan Ritisca

- A substância ativa é o irbesartan.

Cada comprimido contém 75 mg de irbesartan.

Cada comprimido contém 150 mg de irbesartan.

Cada comprimido contém 300 mg de irbesartan.

- Os outros componentes são: celulose microcristalina, hidrogenofosfato de cálcio di-

hidratado, glicolato de amido sódico (Tipo A), hipromelose (5cp), polissorbato 80, talco,

sílica coloidal anidra, estearil fumarato de sódio

Qual o aspeto de Irbesartan Ritisca e conteúdo da embalagem

Comprimido.

Irbesartan Ritisca 75 mg comprimidos:

Comprimidos não revestidos brancos a esbranquiçados, biconvexos, de forma oval

gravados com “H 28” numa das faces e liso na outra face.

Irbesartan Ritisca 150 mg comprimidos:

Comprimidos não revestidos brancos a esbranquiçados, biconvexos, de forma oval

gravados com “H 29” numa das faces e liso na outra face.

Irbesartan Ritisca 300 mg comprimidos:

Comprimidos não revestidos brancos a esbranquiçados, biconvexos, de forma oval

gravados com “H 30” numa das faces e liso na outra face.

Os comprimidos de Irbesartan Ritisca encontram-se disponíveis em blisters.

Tamanhos de embalagens:

Blisters: 14, 28 e 56 comprimidos.

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Aurovitas Unipessoal, Lda.

Avenida do Forte, No 3

Parque Suécia, Edifício IV, 2o

2794-038 Carnaxide

Fabricantes

APL Swift Services (Malta) Limited

HF26, Hal Far Industrial Estate, Hal Far

Birzebbugia, BBG 3000

Malta

Milpharm Limited

Ares Block, Odyssey Business Park

West End Road, Ruislip HA4 6QD

Reino Unido

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

República Checa

Irbesartan Aurovitas 150 mg/ 300 mg tablety

Hungria

Irbesartan Aurovitas 150mg/ 300 mg tabletta

Polónia

Irbesartan Aurovitas

Portugal

Irbesartan Ritisca

Espanha

Irbesartán Aurovitas 75 mg/ 150 mg/ 300 mg comprimidos EFG

Este folheto foi revisto pela última vez em 09/2016

Leia o documento completo

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

NOME DO MEDICAMENTO

Irbesartan Ritisca 75 mg comprimidos

Irbesartan Ritisca 150 mg comprimidos

Irbesartan Ritisca 300 mg comprimidos

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 75 mg de irbesartan.

Cada comprimido contém 150 mg de irbesartan.

Cada comprimido contém 300 mg de irbesartan.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido.

Irbesartan Ritisca 75 mg comprimidos:

Comprimidos não revestidos brancos a esbranquiçados, biconvexos, de forma oval

gravados com “H 28” numa das faces e liso na outra face. O tamanho é 10.80 mm X

5.70 mm.

Irbesartan Ritisca 150 mg comprimidos:

Comprimidos não revestidos brancos a esbranquiçados, biconvexos, de forma oval

gravados com “H 29” numa das faces e liso na outra face. O tamanho é 13.70 mm X

7.00 mm.

Irbesartan Ritisca 300 mg comprimidos:

Comprimidos não revestidos brancos a esbranquiçados, biconvexos, de forma oval

gravados com “H 30” numa das faces e liso na outra face. O tamanho é 17.30 mm X

9.50 mm.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

Indicações terapêuticas

Irbesartan Ritisca é indicado em adultos para o tratamento da hipertensão essencial.

É também indicado para o tratamento da doença renal em doentes adultos com

hipertensão

diabetes

mellitus

tipo

como

parte

regime

farmacológico

antihipertensivo (ver secções 4.3, 4.4, 4.5 e 5.1).

Posologia e modo de administração

Posologia

A dose inicial recomendada usual e a dose de manutenção são de 150 mg, uma vez ao

dia, com ou sem alimentos. Irbesartan Ritisca na dose de 150 mg uma vez ao dia

proporciona geralmente um melhor controlo da pressão arterial nas 24 horas do que a

dose de 75 mg. Contudo, pode considerar-se o início da terapêutica com 75 mg, em

particular nos doentes hemodialisados e nos idosos com mais de 75 anos.

Nos doentes não adequadamente controlados com 150 mg diários, a dose de Irbesartan

Ritisca pode ser aumentada para 300 mg ou pode adicionar-se outros antihipertensores

(ver secções 4.3, 4.4, 4.5 e 5.1).

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Em particular, a adição de um diurético como hidroclorotiazida tem apresentado um

efeito aditivo com o Irbesartan Ritisca (ver secção 4.5).

Nos doentes com diabetes do tipo 2 hipertensos, a terapêutica deve ser iniciada com 150

mg de irbesartan uma vez por dia e ajustada até 300 mg uma vez por dia, como dose de

manutenção preferível para o tratamento da doença renal. A demonstração do benefício

renal de Irbesartan Ritisca nos doentes com diabetes do tipo 2 hipertensos baseia-se em

estudos em que o irbesartan foi utilizado em associação com outros fármacos anti-

hipertensivos, de acordo com as necessidades, para atingir a pressão arterial desejada

(ver secções 4.3, 4.4, 4.5 e 5.1).

Populações especiais:

Compromisso renal: não é necessário um acerto posológico em doentes com insuficiência

renal. Uma dose inicial mais baixa (75 mg) deve ser considerada nos doentes em

hemodiálise (ver secção 4.4).

Compromisso

hepático:

não

é necessário

ajuste

posológico

doentes

insuficiência hepática ligeira a moderada. Não há experiência clínica em doentes com

insuficiência hepática grave.

Doentes idosos: embora se deva considerar o início do tratamento com 75 mg em

doentes com mais de 75 anos, em geral não é necessário o ajuste posológico nos idosos.

População pediátrica: a segurança e eficácia de irbesartan não foram ainda estabelecidas

em crianças com idade até aos 18 anos. Os dados atualmente disponíveis encontram-se

descritos nas secções 4.8, 5.1 e 5.2 mas não pode ser feita qualquer recomendação

posológica.

Modo de administração

Para administração oral.

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Segundo e terceiro trimestre de gravidez (ver secções 4.4 e 4.6).

O uso concomitante de Irbesartan Ritisca com medicamentos contendo aliscireno é

contraindicado em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal (TFG <60

ml/min/1,73 m2) (ver secções 4.5 e 5.1).

Advertências e precauções especiais de utilização

Depleção do volume intravascular: pode ocorrer hipotensão sintomática, em especial

após a primeira dose, em doentes que apresentam depleção de sódio e/ou de volume por

terapêutica diurética agressiva, restrição dietética de sal, diarreia ou vómitos. Tais

condições devem ser corrigidas antes da administração do Irbesartan.

Hipertensão

renovascular:

existe

risco

acrescido

hipotensão

grave

insuficiência renal em doentes com estenose arterial renal bilateral ou estenose da

artéria que irriga um único rim funcionante que sejam tratados com medicamentos que

afetem o sistema renina-angiotensina-aldosterona. Apesar de este efeito não estar

documentado

com Irbesartan pode

antecipado um efeito semelhante com os

antagonistas dos recetores da angiotensina-II.

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Insuficiência renal e transplante renal: quando o Irbesartan Ritisca é usado em doentes

com insuficiência renal recomenda-se a monitorização periódica dos níveis séricos de

potássio e creatinina. Não há experiência clínica quanto à administração de Irbesartan

em doentes com um transplante renal recente.

Doentes hipertensos com diabetes do tipo 2 e doença renal: numa análise realizada no

estudo com doentes com doença renal avançada, os efeitos renais e vasculares do

irbesartan não foram uniformes em todos os subgrupos. Particularmente, aparentam ser

menos favoráveis na mulher e nos indivíduos não caucasianos (ver secção 5.1).

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (S-RAA):

Existe evidência de que o uso concomitante de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores da angiotensina II ou aliscireno aumenta o risco de hipotensão, hipercaliemia e

função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda). O duplo bloqueio do SRAA

através

combinado

inibidores

ECA,

antagonistas

recetores

angiotensina II ou aliscireno, é portanto, não recomendado (ver secções 4.5 e 5.1).

Se a terapêutica de duplo bloqueio for considerada absolutamente necessária, esta só

deverá ser utilizada sob a supervisão de um especialista e sujeita a uma monitorização

frequente e apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem ser

utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

Hipercaliemia: tal como outros medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina-

aldosterona,

pode ocorrer hipercaliemia durante o tratamento com Irbesartan Ritisca, especialmente

em presença de insuficiência renal, proteinúria evidente devida a doença renal diabética,

ou insuficiência cardíaca. Recomenda-se a monitorização cuidadosa do potássio sérico

nos doentes em risco (ver secção 4.5).

Lítio: não se recomenda a associação de lítio e Irbesartan Ritisca (ver secção 4.5).

Estenose aórtica e mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva: tal como com outros

vasodilatadores recomenda-se precaução especial em doentes que sofrem de estenose

aórtica ou mitral ou com cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.

Aldosteronismo primário: os doentes com

aldosteronismo primário não respondem

geralmente aos medicamentos anti-hipertensores que atuam por inibição do sistema

renina-angiotensina. Assim, não se recomenda o uso de Irbesartan Ritisca.

Geral: em doentes cujo tónus vascular e função renal dependem predominantemente da

atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (ex. doentes com insuficiência

cardíaca congestiva grave ou doença renal subjacente, incluindo estenose arterial renal),

tratamento

inibidores

enzima

conversão

angiotensina

antagonistas dos recetores da angiotensina-II que afetam este sistema foi associado a

hipotensão aguda, azotemia, oligúria e, raramente, a insuficiência renal aguda (ver

secção 4.5). Tal como com qualquer anti-hipertensor, a redução excessiva da pressão

arterial em doentes com cardiopatia isquémica ou doença isquémica cardiovascular pode

conduzir a enfarte do miocárdio ou a acidente vascular cerebral.

Tal como observado para os inibidores da enzima de conversão da angiotensina, o

irbesartan e os outros antagonistas da angiotensina aparentemente são menos eficazes

na redução da pressão sanguínea nos indivíduos de raça negra, possivelmente devido a

uma maior prevalência de estados com renina reduzida na população negra com

hipertensão (ver secção 5.1).

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Gravidez: os antagonistas dos recetores da angiotensina II (ARAIIs) não devem ser

iniciados durante a gravidez. A não ser em situações em que a manutenção da

terapêutica com ARAII seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar

o tratamento deve ser alterado para anti-hipertensores cujo perfil de segurança durante

a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com

ARAIIs deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada

terapêutica alternativa (ver secções 4.3 e 4.6).

População pediátrica: o irbesartan foi estudado em populações pediátricas com idade

entre 6 e 16 anos, mas, até estarem disponíveis dados adicionais, os dados atuais não

são suficientes para suportar uma extensão da utilização em crianças (ver secções 4.8,

5.1 e 5.2).

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Diuréticos e outros anti-hipertensores: outros anti-hipertensores podem aumentar os

efeitos hipotensores do irbesartan; contudo, o Irbesartan Ritisca foi administrado de

modo seguro com outros anti-hipertensores, tais como bloqueadores-beta, bloqueadores

dos canais do cálcio de longa duração e diuréticos tiazídicos. O tratamento prévio com

doses elevadas de diuréticos pode produzir uma depleção de volume e um risco de

hipotensão quando se inicia a terapêutica com Irbesartan Ritisca (ver secção 4.4).

Medicamentos contendo aliscireno ou inibidores da ECA:

Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema renina-

angiotensina- aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da ECA,

antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a uma maior

frequência de acontecimentos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia e função

renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em comparação com o uso de um

único fármaco com ação no SRAA (ver secções 4.3, 4.4 e 5.1).

Suplementos de potássio e diuréticos poupadores do potássio: tendo por base

experiência com o uso de medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina, o

uso concomitante de diuréticos poupadores do potássio, suplementos do potássio,

substitutos de sal contendo potássio ou outros medicamentos que podem aumentar os

níveis séricos do potássio (ex. heparina) pode levar a aumentos do potássio sérico e não

são, consequentemente, recomendados (ver secção 4.4).

Lítio: durante a administração concomitante de lítio com inibidores da enzima de

conversão da angiotensina foram referidos aumentos reversíveis nas concentrações

séricas de lítio e toxicidade. Até ao momento foram notificados, muito raramente, efeitos

semelhantes com o irbesartan. Consequentemente, não se recomenda esta associação

(ver secção 4.4). Caso a associação seja necessária, recomenda-se a monitorização

cuidadosa dos níveis séricos do lítio.

Fármacos anti-inflamatórios não-esteroides: quando os antagonistas da angiotensina II

são administrados simultaneamente com fármacos anti-inflamatórios não esteroides (i.e.

inibidores seletivos da COX-2, ácido acetilsalicílico (> 3 g/dia) e AINEs não seletivos)

pode ocorrer a atenuação do efeito anti-hipertensor. A utilização concomitante de

antagonistas da angiotensina II e AINEs, à semelhança dos IECAs, pode levar a um risco

aumentado de agravamento da função renal, incluindo possível insuficiência renal aguda,

e a um aumento no potássio sérico, especialmente em doentes com lesão pré-existente

na função renal. A associação deve ser administrada com precaução, especialmente no

doente idoso. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve ser considerada

a monitorização da função renal após o início da terapêutica concomitante e depois

periodicamente.

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Informações

adicionais

sobre

interações

do irbesartan:

estudos

clínicos

farmacocinética do irbesartan não é afetada pela hidroclorotiazida. O irbesartan é

principalmente metabolizado pela CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.

Não foram observadas interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas significativas

quando o irbesartan foi coadministrado com a varfarina, um medicamento metabolizado

pela CYP2C9. Os efeitos dos indutores da CYP2C9, como a rifampicina, não foram

avaliados na farmacocinética do irbesartan. A farmacocinética da digoxina não foi

alterada pela coadministração do irbesartan.

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez:

A administração de ARAIIs não é recomendada durante o primeiro trimestre de gravidez

(ver secção 4.4). A administração de ARAIIs está contraindicada durante o segundo e

terceiro trimestres de gravidez (ver secções 4.3 e 4.4).

A evidência epidemiológica relativa ao risco de teratogenicidade após a exposição aos

IECAs durante o 1º trimestre de gravidez não é conclusiva; contudo, não é possível

excluir

ligeiro

aumento

risco.

Enquanto

não

existem

dados

estudos

epidemiológicos controlados relativos ao risco associado aos antagonistas dos recetores

da angiotensina II (ARAIIs), os riscos para esta classe de fármacos poderão ser

semelhantes. A não ser que a manutenção do tratamento com ARA II seja considerada

essencial, nas doentes que planeiem engravidar a medicação deve ser substituída por

terapêuticas anti-hipertensoras alternativas cujo perfil de segurança durante a gravidez

esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com ARAIIs deve

interrompido imediatamente

apropriado,

deverá

iniciada

terapêutica

alternativa.

exposição

ARAII

durante

segundo

terceiro

trimestres

gravidez

está

reconhecidamente associada à indução de toxicidade fetal em humanos (diminuição da

função renal, oligohidrâmnio, atraso na ossificação do crânio) e toxicidade neonatal

(insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia)

(ver secção 5.3).

No caso de a exposição aos ARAIIs ter ocorrido a partir do segundo trimestre de

gravidez, recomenda-se a monitorização ultrassonográfica da função renal e dos ossos do

crânio.

Os lactentes cujas mães estiveram expostas a ARAIIs devem ser cuidadosamente

observados no sentido de diagnosticar hipotensão (ver secções 4.3 e 4.4).

Amamentação:

Uma vez que não se encontra disponível informação sobre a utilização de irbesartan

durante o aleitamento, a terapêutica com Irbesartan não está recomendada e são

preferíveis terapêuticas alternativas cujo perfil de segurança durante o aleitamento

esteja melhor estabelecido, particularmente em recém-nascidos ou prematuros.

Desconhece-se se o irbesartan ou os seus metabolitos são excretados no leite humano.

Os dados farmacodinâmicos/toxicológicos disponíveis em ratos mostraram excreção de

irbesartan ou dos seus metabolitos no leite (para mais pormenores ver secção 5.3).

Fertilidade:

O irbesartan não teve efeitos sobre a fertilidade em ratos tratados nem nos seus

descendentes mesmo para as doses que induzem os primeiros sinais de toxicidade

parental (ver secção 5.3).

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Com

base nas suas propriedades farmacodinâmicas, não é provável que o irbesartan afete

esta capacidade. Quando se conduz ou trabalha com máquinas deve ter-se em atenção

que durante o tratamento podem ocorrer tonturas ou fadiga.

Efeitos indesejáveis

Nos ensaios controlados por placebo em doentes com hipertensão, a incidência global de

reações adversas não diferiu entre os grupos com irbesartan (56,2%) e os grupos com

placebo (56,5%). A interrupção por reações adversas, quer clínicas quer laboratoriais, foi

menos frequente nos doentes tratados com irbesartan (3,3%) do que nos doentes

tratados com placebo (4,5%). A incidência de reações adversas não foi relacionada com

a dose (no intervalo das doses recomendadas), o sexo, a idade, a raça ou a duração do

tratamento.

Nos doentes hipertensos diabéticos com microalbuminúria e função renal normal, foram

notificadas tontura ortostática e hipotensão ortostática em 0,5% dos doentes (por ex.

pouco frequentes), mas acima do placebo.

tabela

segue

contém

reações

adversas

medicamentosas

foram

notificadas nos ensaios controlados por placebo, nos quais 1.965 doentes receberam

irbesartan. O asterisco (*) assinala as reações adversas que foram adicionalmente

notificadas em > 2% dos doentes hipertensos diabéticos com insuficiência renal crónica e

proteinúria evidente e acima do placebo.

A frequência das reações adversas listadas abaixo é definida utilizando a seguinte

convenção:

muito

frequentes

(≥

1/10);

frequentes

(≥

1/100

<

1/10);

pouco

frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100); raras (≥ 1/10.000 a < 1/1.000); muito raras (<

1/10.000). Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade

dentro de cada classe de frequência.

As reações adversas notificadas durante a vigilância pós-comercialização são também

listadas. Estas reações adversas derivam de notificações espontâneas:

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecido: trombocitopenia.

Doenças do sistema imunitário

Desconhecido: reações de hipersensibilidade tais como angioedema, erupção cutânea e

urticária.

Doenças do metabolismo e da nutrição:

Desconhecido: hipercaliemia.

Doenças do sistema nervoso:

Frequentes: tonturas, tontura ortostática*.

Desconhecido: vertigens, cefaleias.

Afeções do ouvido e do labirinto:

Desconhecido: acufenos.

Cardiopatias:

Pouco frequentes: taquicardia.

Vasculopatias:

Frequentes: hipotensão ortostática*.

Pouco frequentes: afrontamentos.

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:

Pouco frequentes: tosse.

Doenças gastrointestinais:

Frequentes: náuseas/vómitos.

Pouco frequentes: diarreia, dispepsia/pirose.

Desconhecido: disgeusia.

Afeções hepatobiliares:

Pouco frequentes: icterícia.

Desconhecido: hepatite, função hepática alterada.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Desconhecido: vasculite leucocitoclásica.

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos:

Frequentes: dor musculosquelética*.

Desconhecido: artralgia, mialgia (em alguns casos associada a níveis plasmáticos de

creatina quinase aumentados), cãibras musculares.

Doenças renais e urinárias:

Desconhecido: compromisso renal, incluindo casos de insuficiência renal aguda em

doentes em risco (ver secção 4.4).

Doenças dos órgãos genitais e da mama:

Pouco frequentes: disfunção sexual.

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Frequentes: fadiga.

Pouco frequentes: dor torácica.

Exames complementares de diagnóstico:

Muito frequentes: a hipercaliemia* ocorreu mais frequentemente em doentes diabéticos

tratados com irbesartan do que com placebo. Nos doentes hipertensos diabéticos com

microalbuminúria e função renal normal, ocorreu hipercaliemia (≥ 5,5 mEq/l) em 29,4 %

dos doentes no grupo de 300 mg de irbesartan e em 22% dos doentes no grupo do

placebo. Nos doentes hipertensos diabéticos com insuficiência renal crónica e proteinúria

evidente, ocorreu hipercaliemia (≥ 5,5 mEq/l) em 46,3 % dos doentes no grupo do

irbesartan e em 26,3% dos doentes no grupo do placebo.

Frequentes: nos indivíduos tratados com irbesartan foram frequentemente observados

(1,7%)

aumentos

significativos

creatina

quinase

plasmática.

Nenhum

destes

aumentos foi associado com acontecimentos musculosqueléticos clínicos identificáveis.

Foi observada uma diminuição na hemoglobina*, que não foi clinicamente relevante, em

1,7% dos doentes hipertensos com doença renal diabética avançada tratados com

irbesartan.

População pediátrica: Num ensaio aleatorizado em 318 crianças e adolescentes de 6 a 16

anos de idade, hipertensos, na fase em dupla ocultação na 3ª semana ocorreram as

reações adversas que se seguem: cefaleias (7,9%), hipotensão (2,2%), tonturas (1,9%),

tosse (0,9%). No período de 26 semanas sem ocultação deste ensaio, as alterações

laboratoriais observadas com maior frequência foram aumentos de creatinina (6,5%) e

valores de CK elevados em 2% das crianças tratadas.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas através de:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha

Medicamento:

800222444

(gratuita)

Fax:

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Sobredosagem

A experiência em adultos expostos a doses até 900 mg/dia durante 8 semanas não

revelou toxicidade. As manifestações mais prováveis de sobredosagem são hipotensão e

taquicardia; com a sobredosagem pode ocorrer também bradicardia. Não está disponível

informação específica sobre o tratamento da sobredosagem com irbesartan. O doente

deve ser sujeito a vigilância clínica, com tratamento sintomático e de suporte. As

medidas sugeridas incluem a indução do vómito e/ou lavagem gástrica. O carvão ativado

pode ser útil no tratamento da sobredosagem. O irbesartan não é removido por

hemodiálise.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

3.4.2.2.

Aparelho

cardiovascular.

Anti-hipertensores.

Modificadores do eixo renina angiotensina. Antagonistas dos recetores da angiotensina

Código ATC: C09CA04

Mecanismo de ação:

O irbesartan é um potente antagonista do recetor da angiotensina-II (tipo AT1), seletivo,

de administração oral. Prevê-se que bloqueie todas as ações da angiotensina-II que são

mediadas pelo recetor AT1, independentemente da origem ou da via de síntese da

angiotensina-II. O antagonismo seletivo dos recetores da angiotensina-II (AT1) conduz a

aumentos dos níveis da renina plasmática e de angiotensina-II e à diminuição da

concentração plasmática de aldosterona. Os níveis do potássio sérico não são afetados de

modo

significativo

pelo

irbesartan

monoterapia

doses

recomendadas.

irbesartan não inibe a enzima de conversão da angiotensina (quininase-II), uma enzima

que origina angiotensina-II e que também degrada a bradiquinina em metabolitos

inativos. O irbesartan não necessita de ativação metabólica para a sua atividade.

Eficácia clínica:

Hipertensão

O irbesartan reduz a pressão arterial com alteração mínima da frequência cardíaca. A

redução da pressão arterial é dependente da dose para as doses diárias únicas, com

tendência para estabilizar com doses superiores a 300 mg. As doses de 150-300 mg uma

vez ao dia reduzem a pressão arterial no vale (24 horas pós-dose) em qualquer posição,

média

cerca

8-13/5-8

mmHg

(sistólica/diastólica)

superiores

reduções

associadas com o placebo. A redução máxima da pressão arterial é alcançada entre as 3

e as 6 horas após a administração e o efeito anti-hipertensivo mantém-se durante pelo

menos 24 horas. Ao fim de 24 horas, a redução da pressão arterial foi de 60-70% das

correspondentes respostas máximas sistólica e diastólica nas doses recomendadas. A

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

dose de 150 mg uma vez ao dia produziu nas 24 horas respostas mínima e média

semelhantes às da mesma dose diária total administrada em duas tomas.

O efeito anti-hipertensivo de irbesartan é evidente ao fim de 1 a 2 semanas, ocorrendo o

efeito máximo às 4 a 6 semanas

após o início da terapêutica. Os efeitos anti-

hipertensivos mantêm-se durante a terapêutica a longo prazo. Com a interrupção do

tratamento,

pressão

arterial

retorna

gradualmente

valores

basais.

Não

observada hipertensão reativa.

Os efeitos anti-hipertensivos do irbesartan e dos diuréticos tiazídicos são aditivos. Nos

doentes que não estão controlados adequadamente pelo irbesartan em monoterapia, a

adição de uma dose baixa de hidroclorotiazida (12,5 mg) ao irbesartan uma vez ao dia

produz uma maior redução da pressão arterial ajustada pelo placebo no vale, da ordem

de 7-10/3-6 mmHg (sistólica/diastólica).

A eficácia de irbesartan não é influenciada pela idade ou pelo sexo. Tal como se verifica

com outros medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina, os doentes

hipertensos de raça negra têm nitidamente uma resposta inferior à monoterapia com

irbesartan. Quando o irbesartan é administrado concomitantemente com uma dose baixa

de hidroclorotiazida (ex.12,5 mg por dia), a resposta anti-hipertensiva é semelhante nos

doentes negros e não-negros.

Não há efeitos clinicamente importantes sobre o ácido úrico sérico ou a secreção urinária

de ácido úrico.

População pediátrica

A redução da pressão arterial com doses alvo ajustadas de irbesartan de 0,5 mg/kg

(baixa), 1,5 mg/kg (média) e 4,5 mg/kg (elevada) foi avaliada em 318 crianças e

adolescentes de 6 a 16 anos de idade, hipertensos ou em risco (diabéticos, história

familiar de hipertensão), durante um período de três semanas. No final das três semanas

a redução média do basal na variável primária de eficácia, a pressão sanguínea sistólica

de vale na posição sentada (SeSBP) foi de 11,7 mmHg (dose baixa), 9,3 mmHg (dose

média), 13,2 mmHg (dose elevada). Não houve aparentemente diferença significativa

entre estas doses. A variação média ajustada da pressão sanguínea diastólica de vale na

posição sentada (SeDBP) foi a seguinte: 3,8 mmHg (dose baixa), 3,2 mmHg (dose

média), 5,6 mmHg (dose elevada). Durante um período subsequente de duas semanas

em que os doentes foram realeatorizados para medicamento ativo ou placebo, os

doentes a receber placebo tiveram aumentos de 2,4 mmHg e de 2,0 mmHg na SeSBP e

SeDBP, respetivamente, em comparação com as variações de + 0,1 e - 0,3 mmHg nos

doentes a receber todas as doses de irbesartan (ver secção 4.2).

Hipertensão e diabetes do tipo 2 com doença renal

O "Irbesartan Diabetic Nephropathy Trial (IDNT)" mostra que o irbesartan diminui a

progressão da doença renal em doentes com insuficiência renal crónica e proteinúria

evidente.

IDNT

ensaio

dupla

ocultação,

controlado,

comparou

irbesartan, amlodipina e placebo quanto a morbilidade e mortalidade. Em 1715 doentes

com hipertensão, diabetes do tipo 2, proteinúria ≥ 900 mg/dia e creatinina sérica entre

1,0-3,0 mg/dl, foram avaliados os efeitos de irbesartan a longo prazo (média 2,6 anos)

na progressão da doença renal e em todas as causas de mortalidade. As doses foram

ajustadas, de acordo com a tolerância, de 75 mg até uma dose de manutenção de 300

mg de irbesartan, de 2,5 mg até 10 mg de amlodipina, ou placebo. Em todos os grupos

de tratamento os doentes receberam entre 2 e 4 fármacos anti-hipertensivos (e.g.

diuréticos, bloqueadores beta, bloqueadores alfa) para atingir a pressão sanguínea pré-

definida de ≤ 135/85 mmHg ou uma redução de 10 mmHg na pressão sistólica se o basal

fosse > 160 mmHg. Sessenta por cento (60%) dos doentes no grupo placebo atingiram

esta

pressão

sanguínea,

enquanto

grupos

irbesartan

amlodipina

esta

percentagem foi de 76% e 78%, respetivamente. O irbesartan reduziu significativamente

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

o risco relativo no endpoint primário combinado de duplicar a creatinina sérica, doença

renal terminal ou todas as causas de mortalidade. Aproximadamente 33% dos doentes

no grupo do irbesartan atingiram o endpoint primário renal composto em comparação

com 39% e 41% nos grupos do placebo e amlodipina [20% redução do risco relativo

versus placebo (p = 0,024) e 23% redução do risco relativo em comparação com a

amlodipina

(p=0,006)].

Quando

foram

analisados

componentes

individuais

endpoint primário, não foi observado efeito em todas

as causas de

mortalidade,

enquanto se observou uma tendência positiva na redução na doença renal terminal e

uma redução significativa na duplicação da creatinina sérica.

Foram avaliados subgrupos de género, raça, idade, duração da diabetes, pressão

sanguínea basal, creatinina sérica e taxa de excreção da albumina. Nos subgrupos de

sexo feminino e raça negra que representaram 32% e 26%, respetivamente, da

população total do estudo, não foi evidente um benefício renal, apesar de os intervalos

de confiança não o excluírem. Quanto ao endpoint secundário de acontecimentos

cardiovasculares fatais e não fatais, não houve diferença entre os três grupos da

população total, apesar de ter sido observada um aumento da incidência de enfarte do

miocárdio não fatal para o sexo feminino e uma diminuição da incidência de enfarte do

miocárdio não fatal para o sexo masculino no grupo do irbesartan versus placebo. Foi

observado um aumento da incidência de enfarte do miocárdio não fatal e de acidente

vascular cerebral no sexo feminino no regime com irbesartan versus a amlodipina,

enquanto a hospitalização devida a insuficiência cardíaca foi reduzida na população total.

No entanto, não foi encontrada uma explicação para estes achados no sexo feminino.

O estudo "Effects of Irbesartan on Microalbuminúria in Hypertensive Patients with type 2

Diabetes Mellitus (IRMA 2)" mostra que 300 mg de irbesartan atrasa a progressão para

proteinuria evidente em doentes com microalbuminúria. IRMA 2 foi um estudo de

morbilidade em dupla ocultação controlado por placebo em 590 doentes com diabetes do

tipo 2, microalbuminúria (30-300 mg/dia) e função renal normal (creatinina sérica ≤ 1,5

mg/dl no sexo masculino e < 1,1 mg/dl no sexo feminino). O estudo examinou os efeitos

a longo prazo (2 anos) de irbesartan na progressão para proteinúria clínica evidente

(taxa de excreção urinária da albumina > 300 mg/dia, e um aumento de, pelo menos,

30% do basal na taxa de excreção urinária da albumina). O objetivo pré-definido para

pressão sanguínea era ≤ 135/85 mmHg. De acordo com as necessidades, foram

adicionados

outros

fármacos

anti-hipertensivos

(excluindo

inibidores

ECA,

antagonistas dos recetores da angiotensina II e bloqueadores do cálcio dihidropiridinas)

para atingir a pressão sanguínea pré-definida. Apesar da pressão sanguínea ter sido

atingida em todos os grupos de tratamento, poucos indivíduos no grupo de 300 mg de

irbesartan (5,2%) em relação ao placebo (14,9%), ou no grupo de 150 mg de irbesartan

(9,7%) atingiram o endpoint para proteinúria evidente, demonstrando uma redução de

70% no risco relativo versus placebo (p=0,0004) para a dose mais elevada. Não foi

observada uma melhoria associada na taxa de filtração glomerular durante os primeiros

três meses de tratamento. A diminuição na progressão para proteinúria clínica foi

evidente logo aos três meses e continuou durante o período de 2 anos. A regressão à

normoalbuminúria (< 30 mg/dia) foi mais frequente no grupo de 300 mg de irbesartan

(34%) do que no grupo do placebo (21%).

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Dois grandes estudos aleatorizados e controlados (ONTARGET (“ONgoing Telmisartan

Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial”) e VA NEPHRON-D (“The

Veterans Affairs Nephropathy in Diabetes”)) têm examinado o uso da associação de um

inibidor da ECA com um antagonista dos recetores da angiotensina II.

O estudo ONTARGET foi realizado em doentes com história de doença cardiovascular ou

cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de evidência de lesão de

órgão-alvo. O estudo VA NEPHRON-D foi conduzido em doentes com diabetes mellitus

tipo 2 e nefropatia diabética.

Estes estudos não mostraram nenhum efeito benéfico significativo nos resultados renais

e/ou cardiovasculares e mortalidade, enquanto foi observado um risco aumentado de

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

hipercaliemia,

insuficiência

renal

aguda

e/ou

hipotensão,

comparação

monoterapia.

Dadas

suas

propriedades

farmacodinâmicas

semelhantes,

estes

resultados são também relevantes para outros inibidores da ECA e antagonistas dos

recetores da angiotensina II.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

assim, ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

O estudo ALTITUDE (“Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and Renal

Disease Endpoints”) foi concebido para testar o benefício da adição de aliscireno a uma

terapêutica padrão com um inibidor da ECA ou um antagonista dos recetores da

angiotensina II em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crónica, doença

cardiovascular ou ambas. O estudo terminou precocemente devido a um risco aumentado

de resultados adversos. A morte cardiovascular e o acidente vascular cerebral foram

ambos numericamente mais frequentes no grupo tratado com aliscireno, do que no grupo

tratado com placebo e os acontecimentos adversos e acontecimentos adversos graves de

interesse (hipercaliemia, hipotensão e disfunção renal) foram mais frequentemente

notificados no grupo tratado com aliscireno que no grupo tratado com placebo.

Propriedades farmacocinéticas

Após

administração

oral,

irbesartan

absorvido:

estudos

biodisponibilidade absoluta apresentaram valores de cerca de 60-80%. A administração

concomitante com os alimentos não influencia de modo significativo a biodisponibilidade

do irbesartan. A ligação às proteínas plasmáticas é de cerca de 96%, com ligação

desprezável aos componentes sanguíneos celulares. O volume de distribuição é de 53-93

litros. Após a administração oral e intravenosa do irbesartan marcado com 14C, 80 a

85% da radioatividade plasmática circulante é atribuída ao irbesartan inalterado. O

irbesartan é metabolizado pelo fígado por conjugação glucorónica e oxidação. O principal

metabolito em circulação é o glucuronido de irbesartan (cerca de 6%). Estudos in vitro

indicam que o irbesartan é oxidado primariamente pela enzima CYP2C9 do citocromo

P450; a isoenzima CYP3A4 tem efeitos que são de desprezar.

O irbesartan apresenta uma farmacocinética linear e proporcional à dose para a gama de

doses de 10 a 600 mg. Foi observado um aumento menos proporcional na absorção oral

doses

superiores

mg (duas

vezes

dose

máxima recomendada);

mecanismo para este efeito é desconhecido. As concentrações plasmáticas máximas

obtêm-se ao fim de 1,5 a 2 horas após a administração oral. A depuração total e a

depuração renal são de 157-176 ml/min e de 3-3,5 ml/min, respetivamente. A semivida

de eliminação terminal do irbesartan é de 11-15 horas. As concentrações plasmáticas no

estado estacionário são obtidas 3 dias após o início de um regime posológico de uma vez

ao dia. Acumulação limitada de irbesartan (< 20%) observa-se no plasma após doses

diárias

repetidas

dia.

estudo

foram

observadas

concentrações

plasmáticas de irbesartan ligeiramente mais altas em doentes hipertensos do sexo

feminino. Contudo, não houve diferenças na semivida e na acumulação do irbesartan.

Não é necessário o ajuste posológico nos doentes do sexo feminino. Os valores da AUC e

Cmax do irbesartan eram também ligeiramente mais elevados nos indivíduos idosos (≥

65 anos) do que nos indivíduos jovens (18-40 anos); contudo, a semivida terminal não

foi alterada de modo significativo. Não é necessário o ajuste posológico nos doentes

idosos.

O irbesartan e os seus metabolitos são eliminados tanto pela via biliar como renal. Após

administração

oral ou IV

do irbesartan

marcado

14C,

cerca

radioatividade é recuperada na urina e o restante nas fezes. Menos de 2% da dose é

excretada na urina na forma inalterada.

População pediátrica

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

farmacocinética

irbesartan

avaliada

crianças

hipertensas

após

administração de doses diárias únicas e múltiplas de irbesartan (2 mg/kg) até uma dose

diária máxima de 150 mg durante quatro semanas. Destas 23 crianças, 21 foram

avaliáveis para comparação da farmacocinética com adultos (doze crianças tinham mais

de 12 anos, nove crianças tinham entre 6 e 12 anos). Os resultados mostraram que as

taxas de Cmax, AUC e depuração foram comparáveis às observadas nos doentes adultos

a receber 150 mg diários de irbesartan. Após administração diária única repetida foi

observada uma acumulação limitada de irbesartan (18 %) no plasma.

Insuficiência

renal:

doentes

insuficiência

renal

hemodiálise,

parâmetros farmacocinéticos do irbesartan não são alterados de modo significativo. O

irbesartan não é removido por hemodiálise.

Insuficiência hepática: em doentes com cirrose ligeira a moderada, os parâmetros

farmacocinéticos do irbesartan não são alterados de modo significativo. Não foram

conduzidos estudos em doentes com insuficiência hepática grave.

Dados de segurança pré-clínica

Não houve evidência de toxicidade sistémica anormal ou de toxicidade nos orgãos-alvo

com doses clinicamente relevantes. Nos estudos de segurança não-clínica, doses altas de

irbesartan (≥ 250 mg/kg/dia em ratos e ≥ 100 mg/kg/dia em macacos) causaram uma

redução

parâmetros

relacionados

glóbulos

vermelhos

(eritrócitos,

hemoglobina, hematócrito). Em doses muito elevadas (≥ 500 mg/kg/dia) o irbesartan

induziu alterações degenerativas ao nível do rim (tais como nefrite intersticial, distensão

tubular, túbulos basófilos, concentrações plasmáticas elevadas da ureia e creatinina) no

rato e no macaco que

são consideradas

secundárias

efeitos hipotensivos do

medicamento o que conduz a perfusão renal diminuída. Além disso, o irbesartan induziu

hiperplasia/hipertrofia das células justa-glomerulares (em ratos com ≥ 90 mg/kg/dia e

em macacos com ≥ 10 mg/kg/dia). Todas estas alterações foram consideradas como

sendo causadas pela ação farmacológica do irbesartan. Para as doses terapêuticas de

irbesartan no ser humano, a hiperplasia/hipertrofia das células justa-glomerulares renais

não parece ter qualquer significado.

Não há evidência de mutagenicidade, clastogenicidade ou carcinogenicidade.

Nos estudos em ratos machos e fêmeas a fertilidade e o desempenho reprodutivo não

foram afetados, mesmo para doses orais de irbesartan que causaram alguma toxicidade

parental (desde 50 a 650 mg/kg/dia), incluindo mortalidade para a dose mais elevada.

Não foram observados efeitos significativos no número de corpos lúteos, implantes ou

fetos vivos. O irbesartan não afetou a sobrevivência, o desenvolvimento ou a reprodução

da descendência. Estudos em animais indicam que o irbesartan marcado radioativamente

é detetado em fetos de rato e coelho.

O irbesartan é excretado no leite de ratos lactantes.

Os estudos animais com o irbesartan mostraram efeitos tóxicos transitórios (cavidade

pélvica renal aumentada, hidroureter ou edema subcutâneo) em fetos de rato, os quais

foram resolvidos após o nascimento. No coelho foi observado aborto ou reabsorção

precoce com doses que provocavam toxicidade materna significativa, incluindo morte.

Não foram observados efeitos teratogénicos no rato e no coelho.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

Lista dos excipientes

Celulose microcristalina

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Hidrogenofosfato de cálcio di-hidratado

Glicolato de amido sódico (Tipo A)

Hipromelose (5cp)

Polissorbato 80

Talco

Sílica coloidal anidra

Estearil fumarato de sódio

Incompatibilidades

Não aplicável.

Prazo de validade

3 anos

Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Natureza e conteúdo do recipiente

Este medicamento encontra-se disponível em blisters de PVC/PVdC-Alumínio:

Embalagens:

Blisters: 14, 28 e 56 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Precauções especiais de eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Aurovitas Unipessoal, Lda.

Avenida do Forte, No 3

Parque Suécia, Edifício IV, 2o

2794-038 Carnaxide

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO

MERCADO

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

09/2016

Leia o documento completo

APROVADO EM

08-08-2011

INFARMED

Public Assessment Report

Scientific discussion

Irbesartan Tecnimede

Irbesartan

PT/H/0299/001-003/DC

This module reflects the scientific discussion for the approval of Irbesartan Tecnimede 75

mg, 150 mg and 300 mg film coated tablet.

The procedure was finalised at 06-04-2011. For information on changes after this date

please refer to the module ‘Update’.

APROVADO EM

08-08-2011

INFARMED

Introduction

This application is a decentralized application for Irbesartan film-coated tablets (75 mg,

150 mg and 300 mg) with PT as Reference Member State under the name Irbesartan

Tecnimede.

The Concerned Member States for these applications are DE, EL, FR, IT and UK.

The marketing authorization was granted on 08-08-2011 based on Directive 2001/83/EC

article 10.1 (a) (iii) first paragraph.

The application is an abridged application according to Directive 2001/83/EC article 10.1

(a) (iii) first paragraph, claiming essential similarity.

The originator product is Aprovel by Sanofi Pharma Bristol-Myers Squibb, registered in

Portugal by centralised procedure since 27-08-1997.

Quality aspects

Introduction

The medicinal product has the tradename of Irbesartan Tecnimede 75 mg, 150 mg and 300

mg film coated tablet.

The film coated tablets for all strengths are supplied in PVC+PVDC/Aluminum+PVDC

blisters in 14, 28, 30, 56 and 90 tablets packages.

The tablet core excipients for all strengths are: lactose monohydrate, microcrystalline

cellulose, croscarmellose sodium, hypromellose, colloidal anhydrous silica and magnesium

stearate. For the film coating the excipients are: lactose monohydrate, titanium dioxide

(E171), hypromellose and macrogol 3350.

2.2 Drug Substance

The chemical-pharmaceutical documentation concerning for Irbesartan Tecnimede 75 mg,

150 mg and 300 mg film coated tablet had been considered sufficient to grant a marketing

authorization.

The drug substance hydrochlorothiazide has the following general property: is a white to

off-white crystalline powder, practically insoluble in water, sparingly soluble in methanol

and slightly soluble in methylene chloride, presents a melting point of 183 ºC and a

partition coefficient (octanol/water) of 10.1 at pH 7.4.

The control tests and specifications for drug substances are generally acceptable. The

analytical methods have been validated in accordance with the current guidelines.

Medicinal Product

The development of the product has been described, the choice of excipients is justified

and their functions explained.

APROVADO EM

08-08-2011

INFARMED

The product specifications cover appropriate parameters for this dosage form. Validations

of the analytical methods have been presented. Batch analysis has been performed on 3

batches. The batch analysis results show that the finished products meet the specifications

proposed.

The conditions used in the stability studies are according to the ICH stability guideline.

The proposed shelf-life of 18 months with no storage conditions for the drug product is

considered acceptable.

Non-clinical aspects

Pharmacodynamic, pharmacokinetic and toxicological properties of Irbesartan are well

known. As Irbesartan is a widely used, well-known active substance, the applicant has not

provided additional studies and further studies are not required. Overview based on

literature review is, thus, appropriate.

Clinical aspects

Based on the submitted bioequivalence study/ies Irbesartan Test formulation is considered

bioequivalent with Aprovel 300 mg film coated tablets.

The results of study with 300 mg formulation can be extrapolated to other strengths 75 mg

and 150 mg, according to conditions in Note for Guidance on the Investigation of

Bioavailability and Bioequivalence CPMP/EWP/QWP/1401/98, section 5.4.

Pharmacovigilance system

The RMS considers that the Pharmacovigilance system as described by the applicant fulfils

the requirements and provides adequate evidence that the applicant has the services of a

qualified person responsible for pharmacovigilance and has the necessary means for the

notification of any adverse reaction suspected of occurring either in the Community or in a

third country.

Risk Management Plan

Applicant does not present a detailed European Risk Management Plan (EU-RMP) for this

product and this is not considered necessary since, until date, no safety concerns requiring

additional risk minimisation activities have been identified with the reference medicinal

product.

Therefore, and has stated in the “Guideline on risk management systems for medicinal

products for human use”, the product is not included in the situations where an EU Risk

management plan is required.

recommendation

The application for Irbesartan Tecnimede 75 mg, 150 mg and 300 mg film coated tablet

contains adequate quality, non clinical and clinical data. A benefit/risk ratio comparable to

the reference product can therefore be concluded.

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