Zyloric 300 mg Comprimido

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Alopurinol
Disponível em:
Laboratórios Vitória, S.A.
Código ATC:
M04AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Allopurinol
Dosagem:
300 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido
Composição:
Alopurinol 300 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 60 unidade(s)
Classe:
9.3 - Medicamentos usados para o tratamento da gota
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
N/A
Área terapêutica:
allopurinol
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Blister 60 unidade(s) Comercializado Número de Registo: 9215038 CNPEM: 50000870 CHNM: 10008846 Grupo Homogéneo: Alopurinol | A101 | Oral | 300 mg | [21-60] unidades
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
217-P6/58
Data de autorização:
1974-10-08

APROVADO EM

14-11-2019

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O DOENTE

ZYLORIC 100 mg, comprimido

ZYLORIC 300 mg, comprimido

Alopurinol

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento,

pois contém informação importante para si

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros; O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

O que contém este folheto:

1. O que é Zyloric e para que é utilizado

2. O que precisa saber antes de tomar Zyloric

3. Como tomar Zyloric

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Zyloric

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O QUE É ZYLORIC E PARA QUE É UTILIZADO

Classificação farmacoterapêutica: 9.3 Medicamentos usados para o tratamento da

gota

O Zyloric é um medicamento antigotoso.

Está indicado para reduzir a formação de uratos/ácido úrico em situações onde já

ocorreu a sua deposição (por ex. artrite gotosa, tofos cutâneos, nefrolitíase), ou

onde se prevê risco clínico, consequência de concentrações sanguíneas elevadas de

ácido úrico (ex. doença renal).

As principais situações clínicas onde a deposição de uratos/ácido úrico pode ocorrer

são:

Gota idiopática;

Litíase de ácido úrico;

Nefropatia aguda do ácido úrico;

Doenças neoplásicas e mieloproliferativas com alto grau de renovação celular, nas

quais

níveis

altos

uratos

ocorrem

quer

espontaneamente

quer

depois

terapêutica citotóxica;

Certas alterações enzimáticas que levam à hiperprodução de uratos, como por

exemplo a síndrome de Lesch-Nyhan.

Zyloric está indicado no tratamento dos cálculos renais mistos recorrentes de oxalato

de cálcio na presença de hiperuricosúria, quando a administração de líquidos, as

medidas dietéticas e outras similares falharam.

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14-11-2019

INFARMED

A hiperuricémia assintomática isolada não é uma indicação para o uso de Zyloric. A

alteração dietética e da ingestão de líquidos e tratamento da causa subjacente

poderão corrigir a situação.

Se não se sentir melhor ou piorar após alguns dias, tem de consultar um médico.

2. O QUE PRECISA DE SABER ANTES DE TOMAR ZYLORIC

Não tome Zyloric

- Se tem alergia ao alopurinol ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Zyloric.

Fale de imediato com o seu médico se ocorrer erupção cutânea ou outra evidência de

hipersensibilidade. Nesse caso o Zyloric deve ser de imediato interrompido.

Foram notificadas reações com erupções cutâneas graves e potencialmente perigosas

para a vida (síndrome de hipersensibilidade, síndrome de Stevens-Johnson e de

necrólise

epidérmica

tóxica)

utilização

alopurinol,

manifestando-se

inicialmente como lesões avermelhadas com desenho em alvo ou como manchas

circulares, frequentemente com bolhas centrais, no tronco. À erupção cutânea

associam-se frequentemente úlceras na boca, garganta, nariz, genitais e conjuntivite

(olhos vermelhos e inchados). Estas erupções cutâneas graves são frequentemente

antecedidas por sintomas semelhantes à gripe (febre, dor de cabeça, dores no corpo

generalizadas). A erupção cutânea pode progredir para bolhas e descamação da pele

generalizadas. Estas reações cutâneas graves podem ser mais frequentes nas

pessoas de origem chinesa de etnia Han, tailandesa ou coreana. A insuficiência renal

crónica pode ainda aumentar o risco nestes doentes.

Se desenvolver uma erupção ou algum destes sintomas na pele, pare de tomar

alopurinol, procure aconselhamento urgente de um médico e informe-o de que está a

tomar este medicamento.

O risco de ocorrerem reações cutâneas graves é maior nas primeiras semanas de

tratamento.

Se tiver desenvolvido síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica

com o uso de alopurinol, não deve reiniciar a terapêutica com esta substância ativa

em qualquer circunstância.

Em caso de insuficiência hepática ou renal deve reduzir-se a dose. Doentes sob

tratamento para a hipertensão ou insuficiência cardíaca, por exemplo com diurético

ou IECA, poderão ter insuficiência renal concomitante e neste caso o alopurinol deve

ser administrado com precaução.

Nas crises agudas de gota a terapêutica com alopurinol não deve ser iniciada antes

da crise aguda ter terminado, pois poderão ser precipitadas outras crises.

No início do tratamento com Zyloric, tal como com outros fármacos uricosúricos,

pode precipitar-se uma crise aguda de gota. Assim, recomenda-se a administração

de um anti-inflamatório adequado ou colchicina como profilático, pelo menos durante

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INFARMED

um mês. Caso ocorram crises agudas em doentes a receberem alopurinol, o

tratamento deve continuar à mesma dosagem enquanto a crise aguda for tratada

com um anti-inflamatório conveniente.

Nas situações em que a formação de uratos está muito aumentada (p.ex. doenças

malignas e seu tratamento, síndrome de Lesch-Nyhan) a concentração absoluta de

xantina na urina pode, em casos raros, subir a níveis suficientemente altos que

permitam a sua deposição no trato urinário. Este risco pode ser minimizado por

hidratação adequada para obter ótima diluição da urina.

A terapêutica adequada com Zyloric poderá levar à dissolução de cálculos renais de

ácido úrico volumosos com possibilidade remota de obstrução do ureter.

Outros medicamentos e Zyloric

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Deve tomar precaução em caso de administração simultânea de Zyloric com:

Ampicilina/amoxicilina,

teofilina,

salicilatos

fármacos

uricosúricos,

mercaptopurina e azatioprina, vidarabina (adenina arabinosídeo), clorpropamida,

anticoagulantes

cumarínicos,

fenitoína,

ciclofosfamida,

doxorubicina,

bleomicina,

procarbazina, mecloretamina, ciclosporina, IECAs, diuréticos tiazídicos, antidiabéticos

(sulfanilureia), antiácidos e didanosina.

Caso seja tomado hidróxido de alumínio concomitantemente, o alopurinol poderá ter

um efeito atenuado. Deverá existir um intervalo de pelo menos 3 horas entre a toma

de ambos os medicamentos.

Podem ocorrer discrasias sanguíneas com a administração de alopurinol e citostáticos

(p. ex., ciclofosfamida, doxorrubicina, bleomicina, procarbazina, halogenetos de

alquilo) em frequências superiores às observadas quando estas substâncias ativas

são administradas em monoterapia.

A monitorização do hemograma deve assim ser efetuada a intervalos regulares.

Informações importantes sobre alguns componentes de Zyloric

Zyloric contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância à

lactose, contacte-o antes de tomar este medicamento.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou amamentar, se pensa estar grávida, ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez

Não há evidência adequada da segurança de Zyloric na gravidez humana, embora

seja largamente utilizado há muitos anos, sem consequências graves aparentes.

Utilizar na gravidez apenas quando não há outra alternativa mais segura e quando a

própria doença faz correr riscos à mãe ou à criança.

Amamentação

O alopurinol é excretado no leite materno. O alopurinol não é recomendado durante

a amamentação.

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Condução de veículos e utilização de máquinas

Deve ter cuidado antes de conduzir, usar máquinas ou participar em atividades

perigosas até estar certo de que o Zyloric não afeta o seu desempenho, porque pode

ocorrer sonolência, vertigens ou dificuldade de coordenação de movimentos (ataxia).

3. COMO TOMAR ZYLORIC

Tome

este

medicamento

exatamente

como

indicado

pelo

médico

farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Os comprimidos de Zyloric destinam-se apenas a uso oral.

O Zyloric deve ser administrado por via oral, numa toma única diária. É bem

tolerado, especialmente depois das refeições. Se a dose diária exceder os 300mg ou

ocorrer

intolerância

gastrintestinal,

pode

apropriado

regime

doses

divididas.

Observe as recomendações do seu médico e as instruções de utilização apresentadas

neste

folheto

informativo.

caso

dúvida,

consulte

médico

farmacêutico.

Adultos

O Zyloric deve ser iniciado com baixa dosagem, por ex: 100 mg/dia, para reduzir o

risco de reações adversas. A dose deverá ser aumentada apenas se a diminuição de

uratos séricos for insatisfatória. Deve tomar-se especial precaução em caso de

insuficiência renal (ver Posologia na Insuficiência Renal). Sugerem-se os seguintes

regimes posológicos:

100 a 200 mg diários em situações moderadas

300 a 600 mg diários em situações moderadamente graves

700 a 800 mg diários em situações graves

A dose máxima recomendada é de 800 mg/dia.

Caso se pretenda uma dosagem com base no peso corporal, deverá administrar-se

entre 2 a 10 mg por kg de peso/dia.

Crianças

Crianças com idade inferior a 15 anos: 10 a 20 mg/kg de peso corporal/dia, até um

máximo de 400 mg diários. O uso em crianças é raramente indicado, exceto em

condições malignas (especialmente leucemia) e certas alterações enzimáticas, tais

como síndrome de Lesch-Nyhan.

Idosos

Na falta de dados mais específicos, deve administrar-se a dose mais baixa que

produza uma redução satisfatória dos uratos. Deve tomar-se particular atenção aos

avisos

secções:

“Posologia

Insuficiência

Renal”

“Advertências

precauções”.

Insuficiência renal

Uma vez que o alopurinol e os seus metabolitos são excretados pelo rim, a

insuficiência renal pode levar à sua retenção com consequente prolongamento das

semividas plasmáticas. Na insuficiência renal grave será aconselhável usar menos

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que 100 mg por dia ou utilizar doses únicas de 100 mg com intervalos superiores a

um dia.

Insuficiência hepática

Devem-se

utilizar

doses

reduzidas

doentes

insuficiência

hepática.

Recomendam-se testes periódicos da função hepática durante as primeiras fases da

terapêutica.

Situações em que existem elevadas concentrações de uratos (p.ex. neoplasia,

síndrome de Lesch-Nyhan):

É aconselhável começar o tratamento com Zyloric antes da terapêutica citotóxica

corrigir

hiperuricémia

e/ou

hiperuricosuria

existentes.

Deve

assegurar-se

hidratação

adequada

para

manter

ótima

diurese

tentar

alcalinizar a urina para aumentar a solubilidade dos uratos/ácido úrico urinários. A

dose de Zyloric deve ser a menor possível.

Se a função renal está comprometida devem ser seguidas as recomendações dadas

na “Insuficiência Renal”.

Estas precauções podem reduzir o risco de deposição de xantina e/ou oxipurinol, que

complicam a situação clínica. Ver também “Outros medicamentos e Zyloric” e

“Efeitos secundários possíveis”.

Monitorização

As doses devem ser ajustadas pela monitorização das concentrações de uratos

séricos e níveis de uratos/ácido úrico urinários, a intervalos apropriados.

Se tomar mais Zyloric do que deveria:

Deverá de imediato informar o seu médico ou dirigir-se a um serviço de urgência

hospitalar.

O Zyloric é,

entanto,

um medicamento

margem

segurança relativamente elevada.

Caso se tenha esquecido de tomar Zyloric:

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Espere o momento da próxima administração.

Se parar de tomar Zyloric

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico ou enfermeiro.

Não estão descritos efeitos relacionados com a interrupção do Zyloric.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Se desenvolver algum destes sintomas, pare de tomar os seus comprimidos e fale

imediatamente com o seu médico:

Frequentes (pode afetar até 1 em 10 pessoas):

- Aumento dos níveis sanguíneos da hormona estimulante da tiroide.

Raros (pode afetar até 1 em cada 1000 pessoas):

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- febre e arrepios, dor de cabeça, dores musculares (sintomas semelhantes à gripe)

e mal estar geral

- quaisquer alterações na sua pele e incluindo, por exemplo, úlceras na boca,

garganta, nariz, genitais e conjuntivite (olhos vermelhos e inchados), bolhas ou

descamação da pele generalizadas

- reações de hipersensibilidade graves incluindo febre, erupção cutânea, dores nas

articulações e alterações nas análises de sangue e fígado (estas podem ser sinais de

distúrbio de hipersensibilidade envolvendo múltiplos órgãos).

Muito raros (pode afetar até 1 em 10.000 pessoas):

- Ocasionalmente, alopurinol comprimidos pode afetar o seu sangue, o que se pode

manifestar através da formação de contusões mais facilmente que o habitual, ou

poderá desenvolver uma dor de garganta ou outros sinais de uma infeção. Estes

efeitos ocorrem habitualmente em pessoas com problemas no fígado ou rins.

Informe o seu médico tão rapidamente quanto possível.

As reações cutâneas são as reações mais comuns e podem ocorrer em qualquer

altura durante o tratamento. Podem ser pruriginosas, maculopapulares, por vezes

descamativas, por vezes purpúricas e raramente esfoliativas. Zyloric deve ser

IMEDIATAMENTE retirado se ocorrerem tais reações.

A incidência de reações adversas é maior na presença de doença renal e/ou

hepática.

Doenças do sangue e do sistema linfático

Foram registados casos muito raros de trombocitopenia, agranulocitose e anemia

aplásica, particularmente em indivíduos com compromisso da função renal e/ou

hepática, reforçando-se assim a necessidade de especial precaução neste grupo de

doentes.

Linfoadenopatia Angioimunoblástica

Tem sido descrita raramente uma linfoadenopatia angioimunoblástica, em biópsia de

linfoadenopatia generalizada. Parece ser reversível com a retirada de Zyloric.

Doenças gastrointestinais

estudos

clínicos

iniciais

foram

referidos

náuseas

vómitos.

Referências

posteriores sugerem que esta reação não é um problema significativo e que pode ser

evitada com a administração de Zyloric após as refeições. Hematemeses recorrentes

foram referidas como acontecimento extremamente raro, assim como esteatorreia.

Afeções hepatobiliares

Raros casos de disfunção hepática desde alterações assintomáticas das provas de

função hepática até hepatite (incluindo necrose hepática e hepatite granulomatosa)

foram descritos não sendo acompanhados de hipersensibilidade generalizada.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Muito raros (podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas): foram notificadas

erupções cutâneas potencialmente perigosas para a vida (síndrome de Stevens-

Johnson, necrólise epidérmica tóxica) (ver secção 2); reação alérgica grave que

causa inchaço da face ou garganta.

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14-11-2019

INFARMED

Reações cutâneas associadas a esfoliação, febre, linfoadenopatias, artralgias e/ou

eosinofilia, assemelhando-se à síndrome de Stevens-Johnson e/ ou Lyell ocorrem

raramente. Vasculite e resposta tecidual associada pode manifestar-se de várias

formas incluindo hepatite, nefrite intersticial

muito

raramente

epilepsia.

eventualidade de ocorrerem, estas reações podem surgir em qualquer altura do

tratamento. Zyloric deve ser retirado imediata e permanentemente.

Afeções do sistema imunitário

Muito raros (podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas): choque anafilático agudo,

reação alérgica grave, com potencial risco para a vida.

Outros efeitos secundários

Têm

sido

ocasionalmente

referidos:

febre,

mal-estar

geral,

astenia,

cefaleias,

vertigens, ataxia, sonolência, coma, depressão, paralisias, parestesias, neuropatia,

perturbações

visuais,

cataratas,

alterações

maculares,

alteração

paladar,

estomatite, alterações dos hábitos intestinais, infertilidade, impotência, diabetes

mellitus, hiperlipidemia, furunculose, alopécia, descoloração do cabelo, angina,

hipertensão, bradicardia, edema, uremia, hematúria, angioedema e ginecomastia.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR ZYLORIC

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Conserve a temperatura não superior a 25ºC, em lugar seco.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. CONTEÚDO DA EMBALAGEM E OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Zyloric

A substância ativa é o alopurinol.

Os outros componentes são: lactose anidra, amido de milho, povidona, estearato de

magnésio.

Qual o aspeto de Zyloric e conteúdo da embalagem

O Zyloric apresenta-se em comprimidos doseados a 100 mg (embalagens de 20 e 60

comprimidos) ou 300 mg de alopurinol (embalagem de 60 comprimidos).

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Laboratórios Vitória, S.A.

Rua Elias Garcia, 28

2700-327 Amadora

PORTUGAL

APROVADO EM

14-11-2019

INFARMED

Fabricante

Faes Farma, S.A.

Máximo Aguirre, 14

48940 Lejona, Vizcaya

ESPANHA

Este folheto foi revisto pela última vez em:

APROVADO EM

14-11-2019

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

ZYLORIC 100 mg, comprimido

ZYLORIC 300 mg, comprimido

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 100 mg ou 300 mg de alopurinol.

2.1 Descrição geral

Comprimidos brancos, redondos, binconvexos.

2.2 Composição qualitativa e quantitativa

Cada comprimido contém 100 mg ou 300 mg de alopurinol.

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Cada comprimido contém 138,5 mg de lactose anidra.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Zyloric está indicado na redução da formação de uratos/ácido úrico, em situações em que

já tenha ocorrido deposição (p.ex. artrite gotosa, tofos cutâneos, nefrolitíase), ou quando

preveja

risco

clínico

(p.ex.

tratamento

doenças

possam

levar

desenvolvimento de nefropatia aguda de ácido úrico).

As principais situações clínicas em que a deposição de uratos/ácido úrico pode ocorrer

são:

Gota idiopática;

Litíase de ácido úrico;

Nefropatia aguda do ácido úrico;

Doenças neoplásicas e mieloproliferativas com elevado grau de "turnover" celular, nas

quais

observam

níveis

elevados

uratos

quer

espontaneamente

quer

após

terapêutica citotóxica;

Certas alterações enzimáticas que levam à hiperprodução de uratos, envolvendo p.ex. os

seguintes enzimas:

Hipoxantina guanina fosforibosiltransferase incluindo síndrome de Lesch-Nyhan;

Glucose-6-fosfatase incluindo a doença de armazenamento do glicogénio;

Fosforibosilpirofosfato sintetase;

Fosforibosilpirofosfato amidotransferase;

Adenina fosforibosiltransferase.

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14-11-2019

INFARMED

Zyloric está também indicado nas seguintes situações:

Tratamento de cálculos renais de 2,8-dihidroxiadenina (2,8-DHA) relacionados com

atividade deficiente da adenina fosforibosiltransferase;

Tratamento dos cálculos renais mistos recorrentes de oxalato de cálcio na presença de

hiperuricosúria,

quando

administração

líquidos,

medidas

dietéticas

outras

similares falharam.

A hiperuricemia assintomática não é, por si só, uma indicação para a utilização de

Zyloric.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia no adulto:

O tratamento com Zyloric deve ser iniciado com doses baixas, p.ex. 100 mg por dia, para

diminuir o risco de reações adversas. Esta dose pode ser aumentada, apenas se a

resposta

uratos

séricos

insatisfatória.

Recomenda-se

cuidado

especial

situações de insuficiência renal (ver Posologia na Insuficiência Renal). Podem utilizar-se

os seguintes regimes posológicos:

Situações moderadas: 100-200 mg por dia;

Situações moderadamente graves: 300-600 mg por dia;

Situações graves: 700-800 mg por dia.

A dose máxima recomendada é de 800 mg/dia.

Caso se pretenda uma administração com base no peso corporal, deverão administrar-se

2-10 mg/kg de peso corporal.

Posologia em crianças e adolescentes de idade inferior a 15 anos:

Recomenda-se 10-20 mg/kg de peso corporal por dia, até um máximo de 400 mg por

dia. A utilização de Zyloric na criança é raramente indicada, exceto em situações de

malignidade

(especialmente

leucemia)

certas

alterações

enzimáticas

(p.ex.

síndrome de Lesch-Nyhan).

Posologia no idoso:

Não está disponível informação específica, pelo que deve utilizar-se a dose mais baixa, a

qual permite uma redução satisfatória dos uratos. Recomenda-se atenção especial às

advertências nas secções "Posologia na insuficiência renal" e "Advertências e precauções

especiais de utilização".

Posologia na insuficiência renal:

O alopurinol e os seus metabolitos são excretados por via renal, pelo que em doentes

com insuficiência renal pode ocorrer retenção do fármaco e/ou dos seus metabolitos, com

consequente prolongamento das semividas plasmáticas. Em doentes com insuficiência

renal grave recomenda-se uma dose inferior a 100 mg por dia, ou a administração de

doses únicas de 100 mg com intervalos superiores a um dia.

Caso seja possível monitorizar as concentrações plasmáticas de oxipurinol, as doses

devem ser ajustadas de modo a manter os níveis plasmáticos de oxipurinol em valores

inferiores a 100

mol/l (15,2 mg/ml).

O alopurinol e os seus metabolitos são removidos por diálise renal. Se for necessário

diálise duas a três vezes por semana, deverá considerar-se uma dose alternativa de 300-

Zyloric

imediatamente

após

diálise,

administração

doses

intermédias.

Posologia na insuficiência hepática:

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INFARMED

Recomenda-se

diminuição

dose

doentes

insuficiência

hepática

monitorização, com realização periódica de

testes da função hepática durante

primeiras fases do tratamento.

Situações com "turnover" elevado de uratos (p.ex. doenças neoplásicas, síndrome de

Lesch-Nyhan):

tratamento

Zyloric

deve

iniciado

antes

terapêutica

citotóxica, a fim de corrigir a hiperuricemia e/ou hiperuricosúria existentes. Deve

assegurar-se uma hidratação adequada, para manter uma diurese óptima, e tentar

alcalinizar a urina para aumentar a solubilidade dos uratos/ácido úrico urinários. A dose

de Zyloric deve ser a menor possível.

Se a função renal estiver comprometida devido a nefropatia urática ou outra patologia,

devem seguir-se as recomendações descritas em "Posologia na insuficiência renal".

As precauções acima descritas podem reduzir o risco de deposição de xantina e/ou

oxipurinol,

evitando

complicação

situação

clínica.

também

"Interações

medicamentosas e outras" e "Efeitos secundários".

Monitorização da terapêutica:

Deve proceder-se à monitorização da terapêutica para ajuste da dose, através da

determinação das concentrações séricas de uratos e dos níveis urinários de uratos/ácido

úrico, com intervalos apropriados.

Modo de administração:

Zyloric deve ser administrado por via oral, uma vez por dia, após a refeição. É bem

tolerado, especialmente após ingectão de alimentos. Caso a dose diária exceda 300 mg e

ocorra intolerância gastrintestinal, poderá recorrer-se à administração de doses divididas.

4.3 Contraindicações:

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1..

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

O tratamento deve ser interrompido IMEDIATAMENTE caso se desenvolvam erupções

cutâneas ou outro sinal ou sintoma de hipersensibilidade.

Síndrome

hipersensibilidade,

Síndrome

Stevens-Johnson

(SJS)

Necrólise

Epidérmica Tóxica (TEN)

As reações de hipersensibilidade

ao alopurinol podem manifestar-se de diferentes

formas, incluindo exantema maculopapular, síndrome de hipersensibilidade (DRESS) e

SJS/TEN. Estas reações são diagnósticos clínicos e as suas apresentações clínicas são a

base do processo de decisão. Se estas reações (ex: erupção cutânea progressiva,

frequentemente com bolhas ou lesões mucosas) ocorrerem a qualquer altura durante o

tratamento, o alopurinol deve ser imediatamente retirado. O medicamento não deve ser

reintroduzido no tratamento de doentes com síndrome de hipersensibilidade (DRESS) e

SJS/TEN.

Foram

notificadas

reações

cutâneas

graves

potencialmente

fatais

síndrome de Stevens-Johnson e de necrólise epidérmica tóxica com o uso de alopurinol.

corticosteróides

podem

apresentar

benefícios

tratamento

reações

hipersensibilidade cutâneas.

Os doentes devem ser alertados para os sinais e sintomas das reações cutâneas e devem

ser atentamente monitorizados. O risco de ocorrência de síndrome de Stevens-Johnson

ou de necrólise epidérmica tóxica é maior durante as primeiras semanas de tratamento.

APROVADO EM

14-11-2019

INFARMED

O diagnóstico precoce e a descontinuação imediata do medicamento suspeito permitem a

obtenção de melhores resultados na abordagem de SJS e de TEN. A descontinuação

precoce está associada a um melhor prognóstico.

Alelo HLA-B*5801

Foi observado que o alelo HLA-B*5801 está associado ao risco de desenvolver a

síndrome de hipersensibilidade e SJS/TEN relacionado com o alopurinol. A frequência do

alelo HLA-B*5801 varia amplamente entre populações de diferentes etnias: até 20% na

população chinesa de etnia Han, 8-15% na população tailandesa, cerca de 12% na

população coreana e 1-2% nos indivíduos de origem japonesa ou europeia. O rastreio

para o HLA-B*5801 deve ser ponderado antes de iniciar o tratamento com alopurinol em

subgrupos de doentes em que a prevalência deste alelo é reconhecidamente elevada. A

insuficiência renal crónica pode ainda aumentar o risco nestes doentes. Na eventualidade

de não estar disponível a genotipagem para o HLA-B*5801 para doentes descendentes

de chineses de etnia Han, tailandeses ou coreanos, os benefícios devem ser avaliados

exaustivamente e ponderado se estes se sobrepõem aos possíveis riscos acrescidos antes

de iniciar a terapêutica. A utilização da genotipagem não foi estabelecida noutras

populações de doentes.

Caso o doente seja um portador conhecido do alelo HLA-B*5801 (em especial, nos

descendentes de chineses de etnia Han, tailandeses ou coreanos, o alopurinol não deve

ser iniciado a menos que não existam outras opções terapêuticas razoáveis e se

considere que os benefícios se sobrepõem ao risco. É necessária uma vigilância adicional

para sinais de síndrome de hipersensibilidade ou SJS/TEN, e o doente deverá ser

informado da necessidade de interromper imediatamente o tratamento quando do

surgimento dos primeiros sintomas.

SJS/TEN

pode

ainda

ocorrer

doentes

negativos

para

HLA-B*5801,

independentemente da sua origem étnica.

Anomalias da tiroide

Foram

observados

valores

aumentados

(>5.5

µUI/ml)

doentes

tratamento a longo prazo com alopurinol (5,8%) num estudo de extensão, aberto, a

longo prazo. São necessárias precauções quando o alopurinol é utilizado em doentes com

alterações da função da tiroide.

Em doentes com insuficiência renal ou hepática deve reduzir-se a dose. Recomenda-se

precaução na administração de alopurinol a doentes em tratamento antihipertensor ou

para insuficiência cardíaca (p.ex. diuréticos ou IECAs), pois pode ocorrer algum grau de

falência renal concomitante.

A hiperuricemia assintomática por si só não é, como foi referido, uma indicação para a

utilização de Zyloric. O tratamento da causa subjacente, medidas dietéticas e alterações

na ingestão de líquidos poderão corrigir a situação.

Crises agudas de gota:

O tratamento com alopurinol só deve ser iniciado após a crise aguda de gota, pois pode

precipitar outras crises.

Tal como com os uricosúricos, Zyloric pode precipitar uma crise aguda de gota no início

tratamento.

Recomenda-se,

portanto,

administração

anti-inflamatório

adequado ou de colchicina como medida profiláctica, pelo menos durante um mês. Para

informação adicional, consultar a informação de prescrição para estes compostos.

APROVADO EM

14-11-2019

INFARMED

Caso ocorram crises agudas em doentes em tratamento com alopurinol, deve manter-se

o mesmo regime posológico enquanto decorrer o tratamento da crise aguda com um

anti-inflamatório adequado.

Deposição de xantina:

Em situações em que a formação de uratos esteja muito aumentada (p.ex. doenças

neoplásicas e

seu tratamento, síndrome de Lesch-Nyhan) a concentração urinária

absoluta de xantina pode, em casos raros, atingir níveis suficientemente elevados para

ocorrer deposição no trato urinário. Este risco pode ser minimizado através de hidratação

adequada, para obter diluição ótima da urina.

Cálculos renais de ácido úrico:

O tratamento adequado com Zyloric levará à dissolução de cálculos renais de ácido úrico

volumosos, com possibilidade remota de obstrução do ureter.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

6-mercaptopurina e azatioprina

A azatioprina é metabolizada a 6-mercaptopurina a qual é inativada pela acção da

xantina oxidase. Na administração concomitante de 6-mercaptopurina ou azatioprina

com Zyloric, recomenda-se redução da dose de 6-mercaptopurina ou azatioprina para um

quarto da dose usual, devido a prolongamento da sua atividade pela inibição da xantina-

oxidase.

Vidarabina (adenina arabinosídeo)

Alguma informação sugere que a semivida plasmática da vidarabina é aumentada na

presença de alopurinol. Deste modo, recomenda-se atenção especial na administração

concomitante destes dois fármacos, pela possibilidade de efeitos tóxicos aumentados.

Salicilatos e agentes uricosúricos

O oxipurinol, principal metabolito do alopurinol, com atividade terapêutica, é excretado

pelo rim

forma

similar

uratos.

este motivo,

fármacos

atividade

uricosúrica (p.ex. probenecide ou doses elevadas de salicilatos) podem acelerar a

excreção do oxipurinol, diminuindo a atividade terapêutica de Zyloric. No entanto, o

significado clínico desta ocorrência deve ser avaliado caso a caso.

Clorpropamida

O alopurinol e a clorpropamida são ambos excretados ao nível dos túbulos renais, pelo

que poderá haver risco aumentado de prolongamento da atividade hipoglicémica da

clorpropamida na administração concomitante em doentes com função renal deficiente.

Anticoagulantes cumarínicos

Não existe evidência de que as interações observadas em condições experimentais entre

o alopurinol e os anticoagulantes cumarínicos, tenham qualquer significado clínico.

Contudo,

todos

doentes

tratamento

anticoagulantes

devem

cuidadosamente monitorizados.

Fenitoína

O alopurinol pode inibir a oxidação hepática da fenitoína, no entanto, desconhece-se o

significado clínico desta ocorrência.

Teofilina

Foi relatada inibição do metabolismo da teofilina em indivíduos, o que se poderá dever ao

envolvimento da xantina oxidase no metabolismo da teofilina no homem. Os níveis de

APROVADO EM

14-11-2019

INFARMED

teofilina devem ser monitorizados em doentes a iniciar ou a aumentar a terapêutica com

alopurinol.

Ampicilina/amoxicilina

Foi relatado aumento da frequência de rash cutâneo em doentes em terapêutica

concomitante com ampicilina ou amoxicilina e alopurinol, comparativamente a doentes

tratados só com alopurinol. A causa desta interação não foi estabelecida. No entanto,

recomenda-se a utilização de fármacos alternativos à ampicilina ou amoxicilina em

doentes tratados com alopurinol.

Citostáticos

Podem ocorrer discrasias sanguíneas com a administração de alopurinol e citostáticos (p.

ex., ciclofosfamida, doxorrubicina, bleomicina, procarbazina, halogenetos de alquilo) em

frequências superiores às observadas quando estas substâncias ativas são administradas

em monoterapia.

A monitorização do hemograma deve assim ser efetuada a intervalos regulares.

Ciclosporina

Foi relatado aumento da concentração plasmática da ciclosporina durante tratamento

concomitante com alopurinol, devendo considerar-se a possibilidade de aumento da

toxicidade da ciclosporina nesta situação.

Hidróxido de alumínio

Caso seja tomado hidróxido de alumínio concomitantemente, o alopurinol poderá ter um

efeito atenuado. Deverá existir um intervalo de pelo menos 3 horas entre a toma de

ambos os medicamentos.

Outras interações

IECAs, diuréticos tiazídicos, antidiabéticos (sulfanilureia), antiácidos e didanosina.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Teratogenicidade

A administração de doses elevadas (50-100 mg/kg) de alopurinol no ratinho, por via

intraperitoneal, no 10º ou 13º dia de gravidez, provocou anomalias fetais. No entanto,

num estudo similar, efectuado no rato, com administração de 120 mg/kg por dia, após o

12º dia de gestação, não se observaram quaisquer anomalias. Doses elevadas de

alopurinol, por via oral, no ratinho (até 100 mg/kg por dia), no rato (até 200 mg/kg por

dia) e no coelho (até 15mg/kg por dia), nos dias 8 a 16 da gravidez não mostraram

quaisquer efeitos teratogénicos.

Num estudo de embriotoxicidade efectuado in vitro em culturas de glândulas salivares

fetais de rato, o alopurinol foi embriotóxico apenas para doses tóxicas maternas.

Gravidez

Apesar

utilizado

prática

clínica

muitos

anos,

aparentemente

consequências graves, não está estabelecida a utilização segura de Zyloric na gravidez

humana. Deste modo, Zyloric deve ser utilizado durante a gravidez apenas na ausência

de tratamento alternativo mais seguro ou quando a própria doença representar riscos

para a mãe ou feto.

Amamentação

O alopurinol e o seu metabolito oxipurinol são excretados no leite materno. O alopurinol

não é recomendado durante a amamentação.

APROVADO EM

14-11-2019

INFARMED

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Sonolência, vertigens e ataxia foram notificadas em doentes a fazer alopurinol.

Os doentes devem ter cuidado antes de conduzir, utilizar máquinas ou participar em

atividades

perigosas

até

estarem

certos

alopurinol

não

afeta

desempenho.

4.8 Efeitos indesejáveis

Tem sido observado um aumento da incidência de reações adversas com Zyloric em caso

de doença renal e/ou hepática.

Reações cutâneas e de hipersensibilidade

São

reações

adversas

mais

comuns

podem

ocorrer

qualquer

altura

tratamento. Podem ser pruriginosas, maculopapulares, por vezes descamativas ou

purpúricas e raramente esfoliativas. Zyloric deve ser IMEDIATAMENTE interrompido

nestas situações. Em caso de reação ligeira, pode tentar-se a reintrodução de Zyloric

após recuperação, em doses baixas (p.ex. 50 mg por dia), as quais devem ser

aumentadas

gradualmente.

rash

aparecer

novamente,

deve

interromper-se

permanentemente o tratamento com Zyloric, pois reações de hipersensibilidade de maior

gravidade poderão ocorrer.

Ocorrem raramente reações cutâneas associadas a esfoliação, febre, linfoadenopatias,

artralgias e/ou eosinofilia, assemelhando-se a síndrome de Stevens-Johnson e/ou Lyell's.

A vasculite e a resposta tecidual associada podem manifestar-se de várias formas,

incluindo hepatite, nefrite intersticial e, muito raramente, convulsões. Estas reações

podem desenvolver-se em qualquer altura do tratamento. O tratamento com Zyloric deve

ser interrompido imediata e permanentemente.

Os corticosteroides podem ser benéficos na presença de reações de hipersensibilidade

cutânea. Em geral, as reações de hipersensibilidade generalizada ocorreram em situações

de doença renal e/ou hepática, particularmente em casos que foram fatais.

O choque anafiláctico agudo foi reportado muito raramente.

Doenças do sangue e do sistema linfático

Muito raros: agranulocitose, trombocitopenia e anemia anaplásica.

Foram recebidos relatórios muito raros de trombocitopenia, agranulocitose e anemia

aplásica, especialmente em indivíduos com compromisso da função renal e /ou hepática,

reforçando a necessidade de ter cuidados especiais com este grupo de doentes.

Linfoadenopatia angioimunoblástica

sido

descrita

raramente

linfoadenopatia

angioimunoblástica,

biópsia

linfoadenopatia generalizada. Parece ser reversível com a interrupção de Zyloric.

Doenças do sistema imunitário

Um distúrbio de hipersensibilidade multi-órgãos retardada (conhecida como síndrome de

hipersensibilidade ou DRESS) com febre, erupção cutânea, vasculite, linfoadenopatias,

pseudolinfoma, artralgias, leucopenia, eosinofilia, hepatoesplenomegalia, alterações das

provas de função hepática e síndrome do desaparecimento dos ductos biliares intra-

hepáticos pode ocorrer em variadas combinações. Outros órgãos podem também ser

afetados (ex.: fígado, pulmões, rins, pâncreas, miocárdio e cólon). Se ocorrerem, tais

reações podem surgir a qualquer altura durante o tratamento, devendo o Zyloric ser

retirado imediata e permanentemente.

Quando ocorreram reações de hipersensibilidade, estas incluíram distúrbios renais e/ou

hepáticos, particularmente nos casos em que o desfecho foi fatal.

APROVADO EM

14-11-2019

INFARMED

Muito raros: Reação anafilática.

Doenças gastrointestinais

Em ensaios clínicos iniciais foram relatados náuseas e vómitos. Referências posteriores

sugerem que esta reação não é significativa e pode ser evitada com a administração de

Zyloric após as refeições. Muito raramente, foi relatada hematemese recorrente e

esteatorreia.

Afeções hepatobiliares

Raros casos de disfunção hepática desde alterações assintomáticas das provas de função

hepática até hepatite (incluindo necrose hepática e hepatite granulomatosa) têm sido

descritos não acompanhados de evidência de hipersensibilidade generalizada.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Muito raros: Reações adversas cutâneas graves – foram notificados casos de síndrome de

Stevens-Johnson

(SJS)

necrólise

epidérmica tóxica

(TEN) (ver

secção

4.4),

angioedema.

Exames complementares de diagnóstico

Frequentes: aumento do nível sanguíneo da hormona estimulante da tiroide.

A ocorrência de níveis aumentados da hormona estimulante da tiroide (TSH) nos estudos

relevantes não reportou qualquer impacto nos níveis de T4 livre, ou tiveram níveis de

TSH indicativos de hipotiroidismo subclínico.

Diversos

Têm sido ocasionalmente referidos os seguintes efeitos: febre, mal-estar geral, astenia,

cefaleias,

vertigens,

ataxia,

sonolência,

coma,

depressão,

paralisias,

parestesias,

neuropatia, alterações visuais, cataratas, alterações maculares, alteração do paladar,

estomatite,

alterações

gastrintestinais,

infertilidade,

impotência,

diabetes

melitus,

hiperlipidemia,

furunculose,

alopécia,

descoloração

cabelo,

angina,

hipertensão,

bradicardia, edema, uremia, hematúria, angioedema e ginecomastia.

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Foi descrita ingestão de doses até 22,5 g de alopurinol sem ocorrência de efeitos

adversos. Num doente que ingeriu 20 g de alopurinol foram relatados os sinais e

sintomas incluindo náuseas, vómitos, diarreia e tonturas. As medidas de suporte levaram

à recuperação.

Tratamento

A absorção de doses muito elevadas de Zyloric pode levar a inibição considerável da

atividade da xantina-oxidase, a qual não deveria ter efeitos adversos, exceto em situação

administração

concomitante

6-mercapturina

e/ou

azatioprina.

hidratação

adequada,

para

manter

diurese,

facilita

excreção

alopurinol

seus

metabolitos. Se for considerado necessário pode recorrer-se a hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

Aparelho

locomotor.

Medicamentos

usados

para

tratamento da gota, código ATC: M04AA01

APROVADO EM

14-11-2019

INFARMED

O alopurinol e o seu principal metabolito oxipurinol diminuem a concentração plasmática

e urinária de ácido úrico, devido à inibição da xantina-oxidase, enzima que catalisa a

oxidação da hipoxantina em xantina e desta em ácido úrico. Adicionalmente à inibição do

catabolismo da purina, em alguns doentes hiperuricémicos, a biosíntese da purina é

diminuída

pela

retro-inibição

hipoxantina-guanina

fosforibosiltransferase.

Outros

metabolitos do alopurinol incluem o alopurinol-ribosídeo e oxipurinol-7-ribosídeo.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

O alopurinol é activo após administração oral e é rapidamente absorvido no trato

gastrintestinal superior, tendo sido detectados níveis sanguíneos de alopurinol 30-60

minutos após a administração. Estima-se que a biodisponibilidade varie entre 67-90 %.

Os níveis plasmáticos máximos do alopurinol ocorrem aproximadamente 1,5 horas após

administração oral de Zyloric, mas diminuem rapidamente para níveis muito baixos 6

horas depois. Os níveis plasmáticos máximos do oxipurinol ocorrem geralmente 3-5

horas após administração oral de Zyloric.

O alopurinol tem baixa ligação às proteínas plasmáticas, pelo que alterações nas ligações

proteicas não parecem alterar significativamente a clearance. O volume de distribuição

aparente do alopurinol é aproximadamente de 1,6 litros/kg, sugerindo uma distribuição

tecidular relativamente extensa. Não foram registadas concentrações tecidulares do

alopurinol no homem, no entanto, é provável que o alopurinol e oxipurinol estejam

presentes no fígado e na mucosa intestinal em concentrações mais elevadas, devido à

atividade da xantina-oxidase ser superior.

Aproximadamente 20 % do alopurinol ingerido é excretado nas fezes, sendo eliminado

principalmente pela conversão do oxipurinol pela xantina-oxidase e aldeído-oxidase.

Menos de 10 % do fármaco é excretado na urina na forma inalterada. O alopurinol tem

uma semivida plasmática de cerca de 1-2 horas.

O oxipurinol é um inibidor da xantina-oxidase menos potente do que o alopurinol, no

entanto a sua semivida plasmática é mais prolongada, estimando-se que varie entre 13-

20 horas no homem. Assim a inibição efectiva da xantina oxidase é mantida por um

período superior a 24 horas com uma dose diária única de Zyloric. Em doentes com

função renal normal, há acumulação gradual do oxipurinol até a se atingir o estado de

equilíbro. Nestes doentes, após administração de 300 mg por dia de alopurinol, obter-se-

ão concentrações plasmáticas de oxipurinol de 5-10 mg/l.

O oxipurinol é eliminado na urina na forma inalterada, no entanto, tem uma semivida de

eliminação longa devido à ocorrência de reabsorção tubular. Foram relatados valores

para a semivida de eliminação de 13,6-29 horas. As grandes discrepâncias nestes valores

podem atribuir-se a variações no desenho do estudo e/ou na clearance da creatinina

entre os doentes.

Farmacocinética em doentes com insuficiência renal

Em doentes com insuficiência renal em terapêutica crónica, a clearance do alopurinol e

do oxipurinol é muito reduzida, originando níveis plasmáticos elevados. Em doentes com

insuficiência

renal

clearance

creatinina

entre

10-20

ml/min,

obtiveram-se

concentrações plasmáticas de oxipurinol de aproximadamente 30 mg/l após tratamento

prolongado com 300 mg por dia de alopurinol. Esta é aproximadamente a concentração

que será obtida com a administração de doses de 600 mg por dia em doentes com

função renal normal. Assim, recomenda-se redução na dose de Zyloric em doentes com

insuficiência renal.

Farmacocinética em doentes idosos

APROVADO EM

14-11-2019

INFARMED

A farmacocinética do fármaco não parece ser alterada, exceto em casos de diminuição da

função renal (ver Farmacocinética em doentes com insuficiência renal).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Mutagenicidade

Estudos citogénicos mostram que o alopurinol não induz aberrações cromossómicas nas

células sanguíneas in vitro, em concentrações até 100

g/ml e in vivo em doses até 60

mg por dia, para um período médio de 40 meses.

O alopurinol não produz compostos nitrosos in vitro nem afecta a maturação linfocítica in

vitro.

Os resultados de estudos bioquímicos e citológicos mostram que o alopurinol não tem

efeitos nocivos no ADN, qualquer que seja o estadio do ciclo celular e não é mutagénico.

Carcinogenicidade

Após administração reiterada de alopurinol no rato e murganho durante 2 anos, não se

observou qualquer evidência de carcinogenicidade.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Lactose anidra, amido de milho, povidona e estearato de magnésio.

6.2 Incompatibilidades

Na ausência de estudos de compatibilidade, este medicamento não deve ser misturado

com outros medicamentos.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura não superior a 25°C, em lugar seco.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Os comprimidos Zyloric de 100 mg e 300 mg são acondicionados em blister de PVC e

alumínio.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

LABORATÓRIOS VITÓRIA, S.A.

Rua Elias Garcia, 28

2700-327 Amadora

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