Zofran 4 mg/2 ml Solução injetável

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Ondansetrom
Disponível em:
Glaxo Wellcome Farmacêutica, Lda.
Código ATC:
A04AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Ondansetrom
Dosagem:
4 mg/2 ml
Forma farmacêutica:
Solução injetável
Composição:
Ondansetrom, cloridrato di-hidratado 2.5 mg/ml
Via de administração:
Via intramuscular; Via intravenosa
Unidades em pacote:
Seringa pré-cheia - 5 unidade(s) - 2 ml
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.7 Antieméticos e antivertiginosos
Área terapêutica:
ondansetron ondansetron ondansetron
Resumo do produto:
5731583 - Seringa pré cheia 5 unidade(s) 2 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar ao abrigo da luz - Não comercializado - 10078830 - ; 5731682 - Seringa pré cheia 50 unidade(s) 2 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar ao abrigo da luz - Não comercializado - 10078830 -
Status de autorização:
Caducado (06 de Fevereiro de 2011)
Número de autorização:
05/H/0100/001
Data de autorização:
2006-02-06

APROVADO EM

10-09-2008

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Zofran, 4 mg/2 ml, Solução injectável

Zofran, 8 mg/4 ml, Solução injectável

Ondansetrom

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes

prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

O que é Zofran e para que é utilizado

Antes de utilizar Zofran

Como utilizar Zofran

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Zofran

Outras informações

1. O QUE É ZOFRAN E PARA QUE É UTILIZADO

Zofran pertence ao grupo farmacoterapêutico dos antieméticos.

O ondansetrom é um antagonista potente dos receptores 5HT3, altamente selectivo. O seu

mecanismo de acção no controlo das náuseas e vómitos não é conhecido com exactidão.

Zofran está indicado no controlo de náuseas e vómitos induzidos pela quimioterapia

citotóxica e pela radioterapia. Zofran está também indicado na prevenção e tratamento de

náuseas e vómitos do pós-operatório.

2. ANTES DE UTILIZAR ZOFRAN

Não utilize Zofran:

Se tem alergia (hipersensibilidade) ao ondansetrom ou a qualquer outro componente da

solução injectável.

Tome especial cuidado com Zofran

Tenha tido alergia a outros antieméticos que sejam antagonistas selectivos dos receptores

5HT3;

Sofra de obstipação grave. O ondansetrom aumenta o tempo de trânsito no intestino grosso;

Sofra de doença do fígado.

Tenha hipersensibilidade ao latex.

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Muito raramente foram relatados casos de alterações transitórias no ECG, incluindo

prolongamento do intervalo QT, predominantemente com a administração intravenosa de

ondansetrom.

Ao utilizar Zofran com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros

medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Contacte o seu médico caso tenha que fazer análises sanguíneas para avaliação do

funcionamento do fígado. O tratamento com Zofran pode alterar os resultados.

Não existe evidência de que o ondansetrom induza ou iniba o metabolismo de outros

fármacos frequentemente administrados concomitantemente. Estudos específicos mostraram

que não existem interacções farmacocinéticas quando ondansetrom é administrado com

temazepam, furosemida, tramadol ou propofol.

O ondansetrom é metabolizado por inúmeras enzimas hepáticas do citocromo P-450:

CYP3A4, CYP2D6 e CYP1A2. Devido à multiplicidade de enzimas metabólicas capazes de

metabolizar o ondansetrom, a inibição enzimática ou a reduzida actividade de uma enzima

(por ex.: deficiência genética de CYP2D6) é normalmente compensada por outras enzimas e

devendo resultar numa alteração pequena ou insignificante da depuração total do ondansetrom

ou da dosagem necessária.

Fenitoína, carbamazepina e rifampicina:

Nos doentes tratados com indutores potentes da CYP3A4 (por ex.: fenitoína, carbamazepina e

rifampicina) a depuração oral de ondansetrom aumentou e a sua concentração sanguínea

diminuiu.

Tramadol:

A informação de pequenos estudos demonstrou que o ondansetrom pode reduzir o efeito

analgésico de tramadol.

Ao tomar Zofran com alimentos e bebidas

Estudos específicos demonstraram não haver interacção com o álcool.

Gravidez e aleitamento

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Informe o seu médico se estiver grávida, se planeia engravidar ou está a amamentar. Não

estando estabelecida a segurança da utilização do ondansetrom na gravidez humana e

considerando que o ondansetrom é excretado no leite de animais em lactação, não se

recomenda a administração de Zofran durante a gravidez ou período de amamentação.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Nos testes realizados, o ondansetrom não alterou a capacidade de execução de tarefas nem

provocou sedação.

Informações importantes sobre alguns componentes de Zofran

Este medicamento contém sódio. Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg)

de sódio por dose, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

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3. COMO UTILIZAR ZOFRAN

Tomar Zofran sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou

farmacêutico se tiver dúvidas.

Zofran está também disponível para administração oral e rectal, permitindo flexibilidade na

dose e via de administração.

As seringas pré-cheias de Zofran não são graduadas. Para assegurar que o doente recebe a

dose correcta de ondansetrom tem de se administrar o conteúdo total das seringas pré-cheias.

Os indivíduos para quem a dose de 4 mg (ou múltiplos de 4 mg) não é apropriada, não podem

ser tratados com as seringas pré-cheias.

Náuseas e vómitos induzidos pela quimioterapia e radioterapia

Adultos:

O potencial emetogénico do tratamento do cancro varia de acordo com as doses e com as

associações dos regimes de quimioterapia e radioterapia utilizados.

A dose de ZOFRAN varia de 8 a 32 mg/dia, seleccionada como indicado a seguir:

- Quimioterapia emetogénica e radioterapia

A dose intravenosa ou intramuscular recomendada é de 8 mg em injecção lenta,

imediatamente antes do tratamento.

Para evitar a emese retardada ou prolongada, deverá continuar-se o tratamento com Zofran

por via oral ou rectal, após as primeiras 24 h, em associação com dexametasona.

- Quimioterapia altamente emetogénica

Em doentes a receber quimioterapia altamente emetogénica, por ex. doses elevadas de

cisplatina.

Zofran pode ser administrado em dose única de 8 mg por via intravenosa ou intramuscular,

imediatamente antes da quimioterapia. Quando administrado em doses superiores a 8 mg e até

32 mg, Zofran deve ser administrado somente por perfusão intravenosa, diluído em 50-100 ml

de soro fisiológico ou outra solução de perfusão compatível e a perfusão deve ser

administrada durante não menos de 15 minutos.

Em alternativa, pode administrar-se uma dose de 8 mg de Zofran por injecção intravenosa

lenta ou intramuscular, imediatamente antes da quimioterapia, seguida de mais duas doses de

8 mg por via intravenosa ou intramuscular com intervalos de duas a quatro horas, ou por

perfusão contínua de 1 mg/h durante 24 horas.

A escolha do regime posológico deve ser determinada pela gravidade do potencial

emetogénico.

A eficácia de Zofran em quimioterapia altamente emetogénica pode ser aumentada por

administração de uma dose única de 20 mg de fosfato sódico de dexametasona por via

intravenosa, antes da quimioterapia.

Para evitar a emese retardada ou prolongada, deverá continuar-se o tratamento com Zofran

por via oral ou rectal, após as primeiras 24 h, em associação com dexametasona.

Crianças:

Nas crianças Zofran pode ser administrado em dose única de 5 mg/m2 por via intravenosa,

imediatamente antes da quimioterapia, seguida de uma dose oral, 12 horas mais tarde. A

terapêutica oral deverá continuar durante 5 dias após cada curso de tratamento, em associação

com dexametasona.

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Idosos:

Zofran é bem tolerado por doentes com idade superior a 65 anos, não sendo necessário

alteração da dose, frequência ou via de administração.

Náuseas e vómitos do pós-operatório

Adultos:

Na prevenção de náuseas e vómitos do pós-operatório, recomenda-se uma dose única de 4 mg

de Zofran por via intramuscular ou injecção intravenosa lenta, administrada na indução da

anestesia.

No tratamento das náuseas e vómitos do pós-operatório estabelecidos, recomenda-se uma

dose única de 4 mg administrada por via intramuscular ou injecção intravenosa lenta.

Crianças:

Na prevenção de náuseas e vómitos do pós-operatório em doentes pediátricos submetidos a

cirurgia sob anestesia geral, Zofran pode ser administrado por injecção intravenosa lenta na

dose de 0,1 mg/Kg, até um máximo de 4 mg, quer antes, durante ou após a indução da

anestesia.

No tratamento de náuseas e vómitos do pós-operatório estabelecidos, Zofran pode ser

administrado por injecção intravenosa lenta na dose de 0,1 mg/kg, até um máximo de 4 mg.

Idosos:

A experiência de utilização de Zofran na prevenção e tratamento das náuseas e vómitos do

pós-operatório no idoso é limitada, no entanto, Zofran é bem tolerado em doentes com mais

de 65 anos sujeitos a quimioterapia.

Doentes com insuficiência renal

Não é necessário alteração da dose diária, frequência ou via de administração.

Doentes com insuficiência hepática

A depuração de Zofran é significativamente reduzida e o tempo de semi-vida sérica

significativamente prolongado em doentes com insuficiência moderada ou grave da função

hepática. Nestes doentes a dose diária total não deve exceder 8 mg.

Doentes com deficiente metabolismo da esparteína/debrisoquina

O tempo de semi-vida de eliminação do ondansetrom não é alterado em doentes com

metabolismo deficiente da esparteína e debrisoquina. Por conseguinte, a administração de

doses repetidas não originará níveis de exposição diferentes dos atingidos na população em

geral, não sendo necessário alteração da dose diária ou frequência de administração nestes

doentes.

Se utilizar mais Zofran do que deveria:

Deve informar o seu médico ou farmacêutico imediatamente ou contactar o serviço de

urgência do hospital mais próximo para aconselhamento.

A experiência de sobredosagem com ondansetrom é limitada. Na maioria dos casos, os

sintomas foram semelhantes aos já relatados em doentes tratados com as doses recomendadas

(ver 4. Efeitos secundários possíveis). Em caso de suspeita de sobredosagem, recomenda-se a

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administração da terapêutica sintomática e de suporte apropriada ao estado clínico do doente,

pois não existe antídoto específico para ondansetrom.

Não se recomenda a utilização de ipecacuanha no tratamento da sobredosagem com

ondansetrom, pois não é provável que os doentes respondam devido à acção antiemética de

Zofran.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, Zofran pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se

manifestam em todas as pessoas.

Alguns doentes podem ser alérgicos a determinados medicamentos. Caso se manifeste

qualquer dos sinais e/ou sintomas seguintes logo após lhe ter sido administrado Zofran, diga-o

ao seu médico imediatamente:

falta de ar súbita e dor ou pressão no peito;

inchaço dos olhos, face, lábios ou língua;

erupções cutâneas granulosas ou urticária em qualquer zona do corpo.

Os seguintes efeitos são pouco frequentes, no entanto, deve informar o seu médico

imediatamente caso ocorram:

alterações e descoordenação dos movimentos corporais, tais como alterações dos movimentos

do globo ocular, especialmente ao nível da sua rotação, e perturbações do tónus muscular;

convulsões.

Os doentes pode, muito raramente, ficar com a visão enevoada.

Não interrompa a administração de Zofran caso ocorram os sintomas seguintes, no entanto,

contacte o seu médico assim que possível:

diminuição ou irregularidades no ritmo dos batimentos cardíacos;

dor torácica;

hipotensão;

tonturas;

dores de cabeça;

sensação de rubor ou calor;

irritação no local da injecção, tais como dor, sensação de queimadura, inchaço, vermelhidão

ou comichão

obstipação;

soluços.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR ZOFRAN

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não conservar acima de 30ºC.

Proteger da luz

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As ampolas e as seringas pré-cheias não contêm conservantes, pelo que devem ser utilizadas

uma única vez e administradas ou diluídas imediatamente após abertura. Qualquer solução

remanescente deverá ser rejeitada.

As ampolas não devem ser tratadas na autoclave.

Não utilize Zofran após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após “VAL.”. O

prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas

irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Zofran Injectável

A substância activa é o ondansetrom, sob a forma de cloridrato dihidratado.

Os outros componentes são: cloreto de sódio, ácido cítrico monohidratado, citrato de sódio e

água para injectáveis.

Qual o aspecto de Zofran e conteúdo da embalagem

Solução injectável límpida, incolor, estéril.

Embalagem de 5 ampolas (vidro transparente) com 2 ml ou 4 ml de solução injectável a 2

mg/ml.

Embalagem de 5 ou 50 seringas de vidro pré-cheias com 2 ml ou 4 ml de solução injectável a

2 mg/ml.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Glaxo Wellcome Farmacêutica, Lda.

R. Dr. António Loureiro Borges, 3

Arquiparque, Miraflores

1495-131 Algés

Fabricante

Ampolas

GlaxoSmithKline Manufacturing S.p.A

Strada Provinciale Asolana 90, 43056 San Polo di Torrile

Itália

Seringas pré-cheias

Glaxo Wellcome Operations

Harmire Road, Barnard Castle, Country Durham DL12 8DT

Reino Unido

Este folheto foi aprovado pela última vez em

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A informação que se segue destina-se apenas aos médicos e aos profissionais dos cuidados de

saúde.

Compatibilidade com soluções para administração intravenosa

ZOFRAN deve ser administrado apenas com as soluções de perfusão que são recomendadas.

De acordo com as normas da boa prática farmacêutica (GPP), as soluções para administração

intravenosa só devem ser preparadas na altura da perfusão. Contudo, ZOFRAN demonstrou

ser estável durante 7 dias à temperatura ambiente (não superior a 25°C) sob luz fluorescente

ou no frigorífico com as seguintes soluções para perfusão intravenosa:

- Soro fisiológico para perfusão I.V.

- Glucose a 5% p/v para perfusão I.V.

- Manitol a 10% p/v para perfusão I.V.

- Ringer para perfusão I.V.

- Solução de cloreto de potássio a 0,3% p/v e cloreto de sódio a 0,9% p/v para perfusão I.V.

- Solução de cloreto de potássio a 0,3% p/v e glucose a 5% p/v para perfusão I.V.

Os estudos de compatibilidade foram realizados em sacos e em conjunto de perfusão de

cloreto de polivinilo. Considera-se que a utilização de sacos de perfusão de polietileno ou de

frascos de vidro tipo I confere também uma estabilidade adequada. Foi demonstrado que as

diluições de ZOFRAN em soro fisiológico ou em glucose a 5% p/v são estáveis em seringas

de polipropileno. Considera-se que ZOFRAN diluído com outras soluções para perfusão

compatíveis é estável em seringas de polipropileno.

Nota: A preparação das diluições deve ser feita em condições assépticas adequadas se são

necessários períodos de armazenamento longos.

Compatibilidade com outros fármacos

Zofran pode ser administrado por perfusão I.V. a 1 mg/hora, por ex.: dum saco de perfusão ou

duma seringa bomba. Os seguintes fármacos podem ser administrados, através da derivação Y

do conjunto de administração de Zofran, em concentrações desde 16 a 160

g /ml (8 mg/500

ml e 8 mg/50 ml respectivamente):

Cisplatina -

Concentrações até 0,48 mg/ml (240 mg em 500 ml) administrado durante 1 a 8

horas.

5-Fluorouracilo

- Concentrações até 0,8 mg/ml (2,4 g em 3 l ou 400 mg em 500 ml)

administradas à velocidade de pelo menos 20 ml/h (50 ml/24 h). Concentrações mais elevadas

de 5-fluorouracilo podem provocar precipitação do ondansetrom. A perfusão de 5-

fluorouracilo pode conter até 0,045% p/v de cloreto de magnésio para além de outros

excipientes compatíveis.

Carboplatina - Concentrações de 0,18 mg/ml a 9,9 mg/ml (90 mg em 500 ml a 990 mg em

100 ml) administradas durante 10 minutos a 1 hora.

Etoposido - Concentrações de 0,144 mg/ml a 0,25 mg/ml (72 mg em 500 ml a 250 mg em 1

l), administradas durante 30 minutos a 1 hora.

Ceftazidima - Doses de 250 mg a 2000 mg, reconstituídas com água para injectáveis

conforme recomendado pelo fabricante (2,5 ml para 250 mg e 10 ml para 2 g de ceftazidima)

e administrada em bólus I.V. durante aproximadamente 5 minutos.

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Ciclofosfamida - Doses de 100 mg a 1 g, reconstituídas com água para injectáveis, 5 ml por

100 mg de ciclofosfamida, conforme recomendado pelo fabricante e administradas em bólus

I.V. durante aproximadamente 5 minutos.

Doxorrubicina

- Doses de 10-100 mg reconstituídas com água para injectáveis, 5 ml por 10

mg de doxorrubicina, conforme recomendado pelo fabricante e administradas em bólus I.V.

durante aproximadamente 5 minutos.

Dexametasona - Pode administrar-se 20 mg de fosfato sódico de dexametasona em injecção

I.V. lenta durante 2-5 minutos através da derivação Y dum conjunto de perfusão cedendo 8 ou

32 mg de Zofran diluído em 50-100 ml duma solução de perfusão compatível, durante

aproximadamente 15 minutos. Foi demonstrada compatibilidade entre o fosfato sódico de

dexametasona e Zofran suportando a administração destes fármacos no mesmo conjunto, em

concentrações na ordem de 32

g - 2,5 mg/ml de fosfato sódico de dexametasona e 8

g – 1

mg/ml de Zofran.

Incompatibilidades

Zofran não deve ser administrado na mesma seringa ou solução de perfusão com qualquer

outra medicação, excepto com os fármacos referidos em cima.

Zofran só deverá ser misturado com as soluções de perfusão recomendadas em cima.

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Zofran, 4 mg/2 ml, Solução injectável

Zofran, 8 mg/4 ml, Solução injectável

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Solução injectável a 2 mg/ml de ondansetrom, sob a forma de cloridrato dihidratado.

Cada ampola/seringa pré-cheia contém 2 ml ou 4 ml de solução injectável a 2 mg/ml de

cloridrato di-hidratado de ondansetrom, fornecendo uma dose total de 4 mg ou 8 mg.

Excipientes:

Cada ampola/seringa pré-cheia contém:

Sódio 3,61 mg/ml (sob a forma de citrato de sódio e de cloreto de sódio)

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução injectável.

Solução límpida, incolor, estéril.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Zofran está indicado no controlo de náuseas e vómitos induzidos pela quimioterapia

citotóxica e pela radioterapia. Zofran está também indicado na prevenção e tratamento de

náuseas e vómitos do pós-operatório.

4.2 Posologia e modo de administração

Zofran está também disponível para administração por via rectal ou oral, permitindo

flexibilidade na dose e via de administração.

As seringas pré-cheias de Zofran não são graduadas. Para assegurar que o doente recebe a

dose correcta de ondansetrom tem de se administrar o conteúdo total das seringas pré-cheias.

Os indivíduos para quem a dose de 4 mg (ou múltiplos de 4 mg) não é apropriada, não podem

ser tratados com as seringas pré-cheias.

Náuseas e vómitos induzidos pela quimioterapia e radioterapia

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Adultos:

O potencial emetogénico do tratamento do cancro varia de acordo com as doses e com as

associações dos regimes de quimioterapia e radioterapia utilizados.

A dose de Zofran varia de 8 a 32 mg/dia, seleccionada como indicado a seguir:

. Quimioterapia emetogénica e radioterapia:

A dose intravenosa ou intramuscular recomendada é de 8 mg em injecção lenta,

imediatamente antes do tratamento.

Para evitar a emese retardada ou prolongada, deverá continuar-se o tratamento com Zofran

por via oral ou rectal, após as primeiras 24 h, em associação com dexametasona.

. Quimioterapia altamente emetogénica:

Em doentes a receber quimioterapia altamente emetogénica, por ex. doses elevadas de

cisplatina.

Zofran pode ser administrado em dose única de 8 mg por via intravenosa ou intramuscular,

imediatamente antes da quimioterapia. Quando administrado em doses superiores a 8 mg e até

32 mg, Zofran deve ser administrado somente por perfusão intravenosa, diluído em 50-100 ml

de soro fisiológico ou outra solução de perfusão compatível (ver 6.6 Instruções de utilização e

manipulação) e a perfusão deve ser administrada durante não menos de 15 minutos.

Em alternativa, pode administrar-se uma dose de 8 mg de Zofran por injecção intravenosa

lenta ou intramuscular, imediatamente antes da quimioterapia, seguida de mais duas doses de

8 mg por via intravenosa ou intramuscular com intervalos de duas a quatro horas, ou por

perfusão contínua de 1 mg/h durante 24 horas.

A escolha do regime posológico deve ser determinada pela gravidade do potencial

emetogénico.

A eficácia de Zofran em quimioterapia altamente emetogénica pode ser aumentada por

administração de uma dose única de 20 mg de fosfato sódico de dexametasona por via

intravenosa, antes da quimioterapia.

Para evitar a emese retardada ou prolongada, deverá continuar-se o tratamento com Zofran

por via oral ou rectal, após as primeiras 24 h, em associação com dexametasona.

Crianças:

Nas crianças Zofran pode ser administrado em dose única de 5 mg/m2 por via intravenosa,

imediatamente antes da quimioterapia, seguida de uma dose oral, 12 horas mais tarde. A

terapêutica oral deverá continuar durante 5 dias após cada curso de tratamento, em associação

com dexametasona.

Idosos:

Zofran é bem tolerado por doentes com idade superior a 65 anos, não sendo necessário

alteração da dose, frequência ou via de administração.

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10-09-2008

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Náuseas e vómitos do pós-operatório

Adultos:

Na prevenção de náuseas e vómitos do pós-operatório, recomenda-se uma dose única de 4 mg

de ZOFRAN por via intramuscular ou injecção intravenosa lenta, administrada na indução da

anestesia.

No tratamento das náuseas e vómitos do pós-operatório estabelecidos, recomenda-se uma

dose única de 4 mg administrada por via intramuscular ou injecção intravenosa lenta.

Crianças:

Na prevenção de náuseas e vómitos do pós-operatório em doentes pediátricos submetidos a

cirurgia sob anestesia geral, ZOFRAN pode ser administrado por injecção intravenosa lenta

na dose de 0,1 mg/Kg, até um máximo de 4 mg, quer antes, durante ou após a indução da

anestesia.

No tratamento de náuseas e vómitos do pós-operatório estabelecidos, ZOFRAN pode ser

administrado por injecção intravenosa lenta na dose de 0,1 mg/kg, até um máximo de 4 mg.

Idosos:

A experiência de utilização de ZOFRAN na prevenção e tratamento das náuseas e vómitos do

pós-operatório no idoso é limitada, no entanto, Zofran é bem tolerado em doentes com mais

de 65 anos sujeitos a quimioterapia.

Doentes com insuficiência renal

Não é necessário alteração da dose diária, frequência ou via de administração.

Doentes com insuficiência hepática

A depuração de Zofran é significativamente reduzida e o tempo de semi-vida sérica

significativamente prolongado em doentes com insuficiência moderada ou grave da função

hepática. Nestes doentes a dose diária total não deve exceder 8 mg.

Doentes com deficiente metabolismo da esparteína/debrisoquina

O tempo de semi-vida de eliminação do ondansetrom não é alterado em doentes com

metabolismo deficiente da esparteína e debrisoquina. Por conseguinte, a administração de

doses repetidas não originará níveis de exposição diferentes dos atingidos na população em

geral, não sendo necessário alteração da dose diária ou frequência de administração nestes

doentes.

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade à substância activa, ondansetrom, ou a qualquer dos excipientes.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Foram relatadas reacções de hipersensibilidade em doentes hipersensíveis a outros

antagonistas selectivos dos receptores 5HT3.

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Muito raramente foram relatados casos de alterações transitórias no ECG, incluindo

prolongamento do intervalo QT, predominantemente com a administração intravenosa de

ondansetrom

O ondansetrom aumenta o tempo de trânsito no intestino grosso. Recomenda-se, portanto,

monitorização dos doentes que apresentem sinais de obstipação intestinal sub-aguda após

administração.

A parte superior do fecho não roscado das seringas pré-cheias contém borracha natural de

latex seco, que pode provocar reacções alérgicas em indivíduos com sensibilidade ao latex.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Não existe evidência de que o ondansetrom induza ou iniba o metabolismo de outros

fármacos frequentemente administrados concomitantemente. Estudos específicos

demonstraram que não existem interacções farmacocinéticas quando o ondansetrom é

administrado com o álcool, temazepam, furosemida, tramadol ou propofol.

O ondansetrom é metabolizado por inúmeras enzimas hepáticas do citocromo P450: CYP3A4,

CYP2D6 e CYP1A2. Devido à multiplicidade de enzimas metabólicas capazes de metabolizar

o ondansetrom, a inibição enzimática ou a reduzida actividade de uma enzima (por ex.:

deficiência genética da CYP2D6) é normalmente compensada por outras enzimas, devendo

resultar numa alteração pequena ou insignificante da depuração total do ondansetrom ou da

dosagem necessária.

Fentoína, carbamazepina e rifampicina

Nos doentes tratados com indutores potentes da CYP3A4 (por ex.: fentoína, carbamazepina e

rifampicina) a depuração oral do ondansetrom aumentou e a sua concentração sanguínea

diminuiu.

Tramadol

A informação de pequenos estudos demonstrou que o ondansetrom pode reduzir o efeito

analgésico de tramadol.

4.6 Gravidez e aleitamento

Não está estabelecida a segurança da utilização de ondansetrom na gravidez humana. Os

estudos efectuados no animal não demonstraram efeitos prejudiciais directos ou indirectos em

relação ao desenvolvimento embrionário ou fetal, ao decurso da gestação e ao

desenvolvimento peri- e pós-natal. Contudo, considerando que os estudos no animal nem

sempre permitem prever a resposta no ser humano, não se recomenda a utilização de

ZOFRAN durante a gravidez.

O ondansetrom é excretado no leite de animais em lactação, recomendando-se que as

mulheres sob terapêutica com ZOFRAN não amamentem.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

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10-09-2008

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Nos testes psicomotores realizados, o ondansetrom não alterou a capacidade de execução de

tarefas nem provocou sedação.

4.8 Efeitos indesejáveis

Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada

classe de frequência.

Os efeitos indesejáveis são classificados por classes de sistemas de órgãos e frequência. As

frequências são definidas do seguinte modo: Muito frequentes (

1/10), Frequentes (

1/100,

<

1/10), Pouco frequentes (

1/1000,

<

1/100), Raros (

1/10000,

<

1/1000) e Muito raros

<

1/10000), incluindo relatos isolados. Os efeitos muito frequentes, frequentes e pouco

frequentes foram determinados a partir de informação de ensaios clínicos. A incidência no

placebo foi tida em consideração. Os efeitos indesejáveis raros e muito raros foram

determinados a partir de notificações espontâneas, pós-comercialização.

As seguintes frequências estão estimadas para as doses de ondansetrom recomendadas, de

acordo com a indicação.

Doenças do sistema imunitário

Raros: Reacções de hipersensibilidade imediata, por vezes grave, incluindo anafilaxia.

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes: Cefaleia.

Pouco frequentes: Convulsões, distúrbios no movimento (incluindo

reacções extrapiramidais

tais como crises oculogíricas/reacções distónicas e disquinesias, sem evidência definitiva de

sequelas clínicas persistentes).

Raros: Tonturas durante a administração intravenosa rápida.

Afecções oculares

Raros: Perturbações visuais transitórias (por ex.: visão enevoada) predominantemente durante

administração intravenosa.

Muito raros: Cegueira transitória predominantemente durante administração intravenosa.

A maioria dos casos relatados de cegueira transitória resolveu-se em 20 minutos. Muitos dos

doentes tinham recebido fármacos quimioterápicos, o que inclui a cisplatina. Alguns casos de

cegueira transitória foram relatados como sendo de origem cortical.

Cardiopatias

Pouco frequentes: Arritmias, dor torácica com ou sem infra-desnivelamento do segmento ST,

bradicardia.

Vasculopatias

Frequentes: Sensação de calor ou rubor.

Pouco frequentes: Hipotensão.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes: Soluços.

Doenças gastrointestinais

Frequentes: Obstipação

APROVADO EM

10-09-2008

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Afecções hepatobiliares

Pouco frequentes: Aumento assintomático dos valores dos testes da função hepática.

Estes efeitos foram observados com maior frequência em doentes em quimioterapia com

cisplatina.

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Frequentes: Reacções locais no local de administração

4.9 Sobredosagem

A experiência de sobredosagem com ondansetrom é limitada. Na maioria dos casos os

sintomas foram semelhantes aos já relatados em doentes tratados com as doses recomendadas

(ver 4.8 Efeitos indesejáveis). Em caso de suspeita de sobredosagem, recomenda-se a

administração da terapêutica sintomática e de suporte apropriada ao estado clínico do doente,

pois não existe antídoto específico para ondansetrom.

Não se recomenda a utilização de ipecacuanha no tratamento da sobredosagem com

ondansetrom, pois não é provável que os doentes respondam devido à acção antiemética de

ZOFRAN.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico 2.7 - Sistema nervoso central. Antieméticos e antivertiginosos.

Código ATC: A04AA01

O ondansetrom é um antagonista potente dos receptores 5HT3, altamente selectivo. O seu

exacto mecanismo de acção no controlo das náuseas e vómitos não é conhecido.

Os citostáticos e a radioterapia podem provocar a libertação de 5HT no intestino delgado,

iniciando o reflexo do vómito por activação dos receptores 5HT3 da via aferente vagal. O

ondansetrom bloqueia o início deste reflexo. A activação da via aferente vagal pode também

provocar a libertação de 5HT na área postrema, localizada na base do quarto ventrículo,

induzindo a emese por um mecanismo central. Assim, o efeito do ondansetrom no controlo

das náuseas e vómitos induzidos pela quimioterapia citotóxica e radioterapia é devido,

provavelmente, ao antagonismo dos receptores 5HT3 nos neurónios localizados tanto no

sistema nervoso central como periférico.

O ondansetrom não altera as concentrações da prolactina plasmática.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A distribuição do ondansetrom após administração oral, intramuscular ou intravenosa é

semelhante, com um tempo de semi-vida de eliminação terminal de cerca de 3 horas e um

volume de distribuição no estado de equilíbrio, de cerca de 140 l.

Atinge-se uma exposição sistémica equivalente após a administração intramuscular e

intravenosa de ondansetrom. O ondansetrom não tem uma ligação às proteínas plasmáticas

APROVADO EM

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elevada (70-76%). É eliminado da circulação sistémica predominantemente por

metabolização hepática, através de múltiplas vias enzimáticas. A quantidade excretada na

urina na forma inalterada é inferior a 5% da dose absorvida. A ausência da enzima CYP2D6

(polimorfismo da debrisoquina) não tem efeito na farmacocinética do ondansetrom. As

propriedades farmacocinéticas do ondansetrom não são alteradas por administração repetida.

Estudos em voluntários idosos saudáveis demonstraram um ligeiro aumento da

biodisponibilidade oral e do tempo de semi-vida de eliminação do ondansetrom, relacionado

com a idade, sem significado clínico.

Foram demonstradas diferenças na distribuição relacionadas com o sexo: após administração

oral, o sexo feminino tem uma maior velocidade e extensão de absorção, e menor depuração

sistémica e volume de distribuição (ajustado ao peso).

Num estudo efectuado em 21 doentes pediátricos com idades entre os 3 e os 12 anos,

submetidos a cirurgia electiva com anestesia geral, observou-se uma diminuição dos valores

absolutos da depuração e do volume de distribuição do ondansetrom, após administração de

uma dose única intravenosa de 2 mg (3-7 anos) ou de 4 mg (8-12 anos). A magnitude desta

alteração está relacionada com a idade, verificando-se uma diminuição da depuração de,

aproximadamente, 300 ml/min aos 12 anos para 100 ml/min aos 3 anos de idade. Os volumes

de distribuição respectivos diminuíram de cerca de 75 l, aos 12 anos, para 17 l aos 3 anos. A

determinação da dose com base no peso (0,1 mg/kg até um máximo de 4 mg) compensa estas

alterações, sendo considerado um método eficaz na normalização da exposição sistémica em

crianças.

Em doentes com insuficiência renal moderada (depuração da creatinina 15-60 ml/min), tanto a

depuração sistémica como o volume de distribuição são reduzidos, resultando num ligeiro

aumento, sem significado clínico, no tempo de semi-vida de eliminação (5,4 h). Num estudo

em doentes com insuficiência renal grave que necessitam hemodiálise regularmente

(estudados entre diálises) foi demonstrado que a farmacocinética de ondansetrom não é

essencialmente alterada. Em doentes com insuficiência hepática grave, a depuração sistémica

de ZOFRAN é acentuadamente reduzida com tempos de semi-vida de eliminação prolongados

(15-32 h) e uma biodisponibilidade oral de quase 100% devido ao reduzido metabolismo pré-

sistémico

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Um estudo in vitro realizado em canais iónicos de células cardíacas humanas clonadas,

demonstrou que ZOFRAN pode potencialmente afectar a repolarização cardíaca através do

bloqueio dos canais de potássio HERG. A relevância clínica destes resultados não está

confirmada.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Ampolas/Seringas pré-cheias:

Cloreto de sódio, ácido cítrico monohidratado, citrato de sódio e água para injectáveis.

6.2 Incompatibilidades

APROVADO EM

10-09-2008

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ZOFRAN não deve ser administrado na mesma seringa ou solução de perfusão com qualquer

outra medicação, excepto com os fármacos referidos em 6.6 Instruções de utilização e

manipulação.

ZOFRAN só deverá ser misturado com as soluções de perfusão recomendadas em 6.6

Instruções de utilização e manipulação.

6.3 Prazo de validade

Ampolas: 3 anos.

Seringas pré-cheias: 2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC.

Proteger da luz.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Ampolas de vidro transparente e seringas pré-cheias com 2 ml ou 4 ml de solução injectável a

2 mg/ml.

Ampolas: Embalagens de 5 ampolas de 2 ml e de 5 ampolas de 4 ml.

Seringas pré-cheias: Embalagens de 5 ou 50 seringas pré-cheias de 2 ml e de 4 ml.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

As ampolas e as seringas pré-cheias de Zofran não contêm conservantes, pelo que devem ser

utilizadas uma única vez e administradas ou diluídas imediatamente após abertura. Qualquer

solução não utilizada deve ser rejeitada.

As ampolas de Zofran não devem ser tratadas na autoclave.

Compatibilidade com soluções para administração intravenosa

ZOFRAN deve ser administrado apenas com as soluções de perfusão que são recomendadas.

De acordo com as normas da boa prática farmacêutica (GPP), as soluções para administração

intravenosa só devem ser preparadas na altura da perfusão. Contudo, ZOFRAN demonstrou

ser estável durante 7 dias à temperatura ambiente (não superior a 25°C) sob luz fluorescente

ou no frigorífico com as seguintes soluções para perfusão intravenosa:

- Soro fisiológico para perfusão I.V.

- Glucose a 5% p/v para perfusão I.V.

- Manitol a 10% p/v para perfusão I.V.

- Ringer para perfusão I.V.

- Solução de cloreto de potássio a 0,3% p/v e cloreto de sódio a 0,9% p/v para perfusão I.V.

- Solução de cloreto de potássio a 0,3% p/v e glucose a 5% p/v para perfusão I.V.

Os estudos de compatibilidade foram realizados em sacos e em conjunto de perfusão de

cloreto de polivinilo. Considera-se que a utilização de sacos de perfusão de polietileno ou de

frascos de vidro tipo I confere também uma estabilidade adequada. Foi demonstrado que as

diluições de ZOFRAN em soro fisiológico ou em glucose a 5% p/v são estáveis em seringas

APROVADO EM

10-09-2008

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de polipropileno. Considera-se que ZOFRAN diluído com outras soluções para perfusão

compatíveis é estável em seringas de polipropileno.

Nota: A preparação das diluições deve ser feita em condições assépticas adequadas se são

necessários períodos de armazenamento longos.

Compatibilidade com outros fármacos:

ZOFRAN pode ser administrado por perfusão I.V. a 1 mg/hora, por ex.: dum saco de perfusão

ou duma seringa bomba. Os seguintes fármacos podem ser administrados, através da

derivação Y do conjunto de administração de ZOFRAN, em concentrações desde 16 a 160

/ml (8 mg/500 ml e 8 mg/50 ml respectivamente):

Cisplatina

- Concentrações até 0,48 mg/ml (240 mg em 500 ml) administrado durante 1 a 8

horas.

5-Fluorouracilo

- Concentrações até 0,8 mg/ml (2,4 g em 3 l ou 400 mg em 500 ml)

administradas à velocidade de pelo menos 20 ml/h (50 ml/24 h). Concentrações mais elevadas

de 5-fluorouracilo podem provocar precipitação do ondansetrom. A perfusão de 5-

fluorouracilo pode conter até 0,045% p/v de cloreto de magnésio para além de outros

excipientes compatíveis.

Carboplatina

- Concentrações de 0,18 mg/ml a 9,9 mg/ml (90 mg em 500 ml a 990 mg em

100 ml) administradas durante 10 minutos a 1 hora.

Etoposido - Concentrações de 0,144 mg/ml a 0,25 mg/ml (72 mg em 500 ml a 250 mg em 1

l), administradas durante 30 minutos a 1 hora.

Ceftazidima - Doses de 250 mg a 2000 mg, reconstituídas com água para injectáveis

conforme recomendado pelo fabricante (2,5 ml para 250 mg e 10 ml para 2 g de ceftazidima)

e administrada em bólus I.V. durante aproximadamente 5 minutos.

Ciclofosfamida

- Doses de 100 mg a 1 g, reconstituídas com água para injectáveis, 5 ml por

100 mg de ciclofosfamida, conforme recomendado pelo fabricante e administradas em bólus

I.V. durante aproximadamente 5 minutos.

Doxorrubicina - Doses de 10-100 mg reconstituídas com água para injectáveis, 5 ml por 10

mg de doxorrubicina, conforme recomendado pelo fabricante e administradas em bólus I.V.

durante aproximadamente 5 minutos.

Dexametasona - Pode administrar-se 20 mg de fosfato sódico de dexametasona em injecção

I.V. lenta durante 2-5 minutos através da derivação Y dum conjunto de perfusão cedendo 8 ou

32 mg de ZOFRAN diluído em 50-100 ml duma solução de perfusão compatível, durante

aproximadamente 15 minutos. Foi demonstrada compatibilidade entre o fosfato sódico de

dexametasona e ZOFRAN suportando a administração destes fármacos no mesmo conjunto,

em concentrações na ordem de 32

g - 2,5 mg/ml de fosfato sódico de dexametasona e 8

g –

1 mg/ml de ZOFRAN.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Glaxo Wellcome Farmacêutica, Lda

APROVADO EM

10-09-2008

INFARMED

R. Dr. António Loureiro Borges,3

Arquiparque, Miraflores,

1495 – 131 Algés

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Zofran, 4 mg/2 ml, Solução injectável

Nº de registo: 8742007 – 2 ml, 5 ampolas de vidro

Nº de registo: 5731583 – 2 ml, 5 seringas de vidro pré-cheias

Nº de registo: 5731682 – 2 ml, 50 seringas de vidro pré-cheias

Zofran, 8 mg/4 ml, Solução injectável

Nº de registo: 8742031 – 4 ml, 5 ampolas de vidro

Nº de registo: 5731781 – 4 ml, 5 seringas de vidro pré-cheias

Nº de registo: 5731880 – 4 ml, 50 seringas de vidro pré-cheias

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Ampolas

Data da primeira autorização: 20 de Abril 1990

Data da última renovação: 12 de Julho de 2005

Seringas pré-cheias

Data da primeira autorização: 06 de Fevereiro 2006

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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