Ziprasidona Generis Phar 20 mg Cápsula

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Ziprasidona
Disponível em:
Generis Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
N05AE04
DCI (Denominação Comum Internacional):
Ziprasidone
Dosagem:
20 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula
Composição:
Ziprasidona, cloridrato 21.72 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.9.2 Antipsicóticos
Área terapêutica:
ziprasidone ziprasidone
Resumo do produto:
5426507 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10060273 - 50033530 ; 5426515 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10060273 - 50033530 ; 5426523 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10060273 - 50033549 ; 5426531 - Blister 50 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10060273 - 50033557 ; 5426549 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10060273 - 50033557 ; 5426556 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10060273 - 50033557 ; 5426564 - Blister 100 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10060273 - 50033565 ; 5426572 - Recipiente para comprimidos 100 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CTipo de embalagem: AbertaPrazo de validade: 6 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10060273 - 50033565
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
11/H/0080/001
Data de autorização:
2011-11-24

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Ziprasidona Generis Phar 20 mg cápsulas

Ziprasidona Generis Phar 40 mg cápsulas

Ziprasidona Generis Phar 60 mg cápsulas

Ziprasidona Generis Phar 80 mg cápsulas

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

mencionados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é Ziprasidona Generis Phar e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Ziprasidona Generis Phar

3. Como tomar Ziprasidona Generis Phar

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Ziprasidona Generis Phar

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Ziprasidona Generis Phar e para que é utilizado

Ziprasidona Generis Phar pertence a um grupo de medicamentos designados por

antipsicóticos.

Ziprasidona Generis Phar é utilizado no tratamento da esquizofrenia e no tratamento

de episódios de mania ou mistos de severidade moderada, em doentes que sofrem

de perturbação bipolar.

A esquizofrenia caracteriza-se por:

- ouvir vozes que não existem

- ver ou sentir coisas que não correspondem à realidade

- falsas crenças

- suspeitas invulgares

- necessidade de se isolar

- por vezes, depressão e ansiedade.

A mania caracteriza-se por:

- euforia ou irritabilidade

- aumento da atividade psicomotora

- fala rápida

- mudança rápida de ideias

- diminuição da necessidade de sono

- sentimento de falta de atenção

- grandiosidade

- compromisso da capacidade de julgamento.

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

2. O que precisa de saber antes de tomar Ziprasidona Generis Phar

Não tome Ziprasidona Generis Phar:

- se tem alergia à ziprasidona ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6)

- se tem ou alguma vez teve algum problema cardíaco

- Se está a tomar medicamentos que prolongam o intervalo QT (antiarrítmicos de

Classe

III,

trióxido

arsénio,

halofantrina,

acetato

levometadil,

mesoridazina,

tioridazina,

pimozida,

sparfloxacina,

gatifloxacina,

moxifloxacina,

mesilato de dolasetrona, mefloquina, sertindol ou cisaprida).

Advertências e precauções

Informe o seu médico:

- se tem menos de 18 ou mais de 65 anos de idade

- se tem ou alguma vez teve problemas de fígado

- se tem ou alguma vez teve problemas cardíacos

- se tem ou alguma vez teve convulsões

- se tem ou alguma vez teve baixo nível de potássio ou magnésio no sangue

- se tem ou alguma vez teve demência

- se tem ou alguma vez teve risco de sofrer um enfarte.

Crianças e adolescentes

A segurança e a eficácia da ziprasidona no tratamento da esquizofrenia não foram

avaliadas em crianças e adolescentes.

Outros medicamentos e Ziprasidona Generis Phar

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos.

Informe o seu médico se estiver a tomar:

- medicamentos que afetam o ritmo cardíaco

- medicamentos indicados para o tratamento da ansiedade, depressão, perturbação

obsessiva-compulsiva, perturbação de pânico

- medicamentos para a epilepsia

- medicamentos para a doença de Parkinson.

Ziprasidona Generis Phar com alimentos e álcool

Ziprasidona Generis Phar deve ser tomado com alimentos.

Não deve ingerir bebidas alcoólicas enquanto estiver a tomar Ziprasidona Generis

Phar.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

Avise

imediatamente

médico

está

grávida

planeia

engravidar.

Ziprasidona Generis Phar não deverá ser usado durante a gravidez exceto se

expressamente indicado pelo seu médico.

Se existe a possibilidade de engravidar deve usar um método contracetivo.

Os seguintes sintomas podem ocorrer em recém-nascidos cujas mães utilizaram

Ziprasidona Generis Phar no terceiro trimestre (últimos três meses de gravidez):

tremor,

fraqueza

e/ou

rigidez

muscular,

sonolência,

agitação,

problemas

respiratórios e dificuldades na alimentação. Se o seu bebé desenvolver qualquer um

destes sintomas, contacte o seu médico.

Não deve amamentar enquanto estiver a tomar Ziprasidona Generis Phar. Não se

sabe se a ziprasidona é excretada no leite materno.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Este medicamento pode causar sonolência. Se tal lhe acontecer não deve conduzir

veículos nem utilizar máquinas.

3. Como tomar Ziprasidona Generis Phar

Tome

este

medicamento

exatamente

como

indicado

pelo

médico

farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Engula a cápsula inteira com água ou outra bebida não alcoólica.

Este medicamento deve ser sempre tomado com alimentos.

Tome as cápsulas todos os dias, sempre à mesma hora.

Adultos e Idosos

A dose diária recomendada é de 40 mg, duas vezes ao dia, administrada com

alimentos.

A dose diária pode ser ajustada, com base no seu quadro clínico, até um máximo de

80 mg, 2 vezes ao dia.

O seu médico pode receitar-lhe uma dose mais baixa caso necessite de tomar este

medicamento durante muito tempo.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver a impressão de que Ziprasidona

Generis Phar é demasiado forte ou demasiado fraco.

Crianças e adolescentes com mania bipolar

A dose inicial recomendada é de 20 mg, tomada com uma refeição, após a qual o

médico irá aconselhá-la sobre a dose mais adequada para si. Não deve exceder a

dose máxima de 80 mg por dia em crianças com peso de 45 Kg ou inferior, ou 160

mg por dia em crianças com peso superior a 45 Kg.

A segurança e eficácia de ziprasidona no tratamento da esquizofrenia em crianças e

adolescentes não foram estabelecidas.”

Doentes hepáticos

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

Se tem problemas hepáticos deve referi-lo ao seu médico que poderá considerar

adequado um ajustamento da dose.

Se tomar mais Ziprasidona Generis Phar do que deveria

Fale imediatamente com o seu médico ou dirija-se ao hospital mais próximo se

tomou acidentalmente demasiadas cápsulas, ou se outra pessoa ou criança tomou o

seu medicamento. Leve a embalagem de Ziprasidona Generis Phar consigo.

Se tomar demasiadas cápsulas podem ocorrer os seguintes sintomas:

- extrapiramidais

- sonolência

- tremores

- ansiedade.

A possibilidade de embotamento, convulsões ou reações distónicas da cabeça e

pescoço que se seguem à sobredosagem podem causar risco de aspiração através da

indução do vómito. Deve ser iniciada imediatamente a monitorização da função

cardiovascular, que deve incluir a monitorização eletrocardiográfica contínua para

deteção de possíveis arritmias.

Não existe um antídoto específico para a ziprasidona.

Caso se tenha esquecido de tomar Ziprasidona Generis Phar

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se se esquecer de tomar uma cápsula tome-a assim que se lembrar e depois

continue a tomar o seu medicamento como habitualmente. No entanto, se estiver

quase na hora da próxima dose não tome a cápsula em falta e siga os horários

normais a partir daí.

Se parar de tomar Ziprasidona Generis Phar

Deve tomar o medicamento até ao fim, mesmo que se sinta melhor.

Não interrompa o tratamento com Ziprasidona Generis Phar até que o médico lhe

diga para o fazer.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Se sentir qualquer um dos seguintes efeitos secundários pare de tomar Ziprasidona

Generis Phar e contacte imediatamente o seu médico:

- febre

- respiração acelerada

- suores

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

- rigidez muscular

- redução do estado de consciência (síndrome maligno neuroléptico).

Fale imediatamente com o seu médico se sentir:

- batimentos cardíacos acelerados ou irregulares

- desmaios/colapso ou tonturas quando está de pé.

Informe o seu médico se sentir alterações dos movimentos, especialmente ao nível a

face e da língua (discinesia tardia) após a toma de Ziprasidona Generis Phar.

Se algum dos seguintes efeitos secundários se tornar incómodo, severo ou não

desapareça com a continuação do tratamento, informe o seu médico:

- reações de alergia moderadas ou severas e súbitas (anafilaxia)

- dificuldade em dormir

- pápulas de grande dimensão com comichão intensa (urticária).

Outros efeitos secundários incluem:

Efeitos secundários frequentes (entre 1 e 10 em cada 100 pessoas tratadas):

- instabilidade psicomotora

- rigidez muscular, movimentos anómalos, tremores, movimentos lentos

- tonturas, dores de cabeça

- sonolência

- náuseas, vómitos, aumento da salivação, boca seca, indigestão, obstipação (prisão

de ventre)

- alteração da visão

- cansaço.

Os efeitos secundários pouco frequentes (entre 1 e 10 em cada 1 000 pessoas

tratadas):

- aumento do apetite, sede

- agitação, ansiedade, sensação de aperto na garganta, pesadelos

- convulsões, alterações da fala, movimento anormal dos olhos, diminuição da

atenção, entorpecimento

- desconforto causado pela luz (fotofobia)

- taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos)

- vertigens, zumbidos nos ouvidos

- tensão arterial elevada ou tensão arterial baixa

- sensação de tontura ao levantar-se

- diarreia, flatulência

- dificuldade em engolir, inchaço da língua, desconforto gastrointestinal

- erupção cutânea, urticária (reação alérgica) e acne

- inchaço ou rigidez das articulações, cãibras

- alteração dos movimentos

- dor no peito

- face inchada, lábios inchados ou dificuldade em respirar

- movimentos da língua, lábios, face, braços, e pernas não controlados.

Os efeitos secundários raros (entre 1 e 10 em cada 10 000 pessoas tratadas):

- rinite

- corrimento nasal

- ataques de pânico, sintomas depressivos, lentidão do pensamento

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

- torcicolo, paresia, movimento involuntário das pernas

- alterações da visão, comichão e secura dos olhos

- dores de ouvidos

- soluços

- refluxo gástrico, fezes moles

- queda de cabelo, inchaço da face, irritação cutânea

- incontinência urinária, dor ou dificuldade a urinar

- disfunção eréctil, aumento da ereção, diminuição dos orgasmos, secreção anormal

de leite

- tensão arterial elevada, labilidade da tensão arterial

- sensação de calor.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conversar Ziprasidona Generis Phar

Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no rótulo, após

'VAL.:' O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Ziprasidona Generis Phar

A substância ativa é a ziprasidona, sob a forma de cloridrato de ziprasidona. Cada

cápsula contém 20 mg, 40 mg, 60 mg ou 80 mg de ziprasidona.

outros

componentes

são:

estearato

magnésio,

sílica

coloidal

anidra,

croscarmelose sódica, amido de milho pré-gelificado, gelatina, dióxido de titânio

(E171). As cápsulas de 20 mg, 40 mg, e 80 mg contêm ainda indigotina (E132).

Qual o aspeto de Ziprasidona Generis Phar e conteúdo da embalagem

As cápsulas de Ziprasidona Generis Phar doseadas a 20 mg e 80 mg são de cor azul

e branca; as cápsulas doseadas a 40 mg são de cor azul e as cápsulas de 60 mg são

de cor branca.

Ziprasidona

Generis

Phar

está

acondicionado

embalagens

blister

Alu/OPA/PVC-Alu, contendo 14, 20, 30, 50, 56, 60 ou 100 cápsulas. Ziprasidona

Generis Phar também se apresenta em recipientes para comprimidos de HDPE

contendo 100 cápsulas e exsicante, com tampas de LDPE.

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

Fabricantes

Actavis Ltd.

BLB 016 – Bulebel Industrial Estate, Zejtun ZTN 3000

Malta

Actavis ehf

Reykjavikurvegur 78, IS-220 Hafnafjordur

Islândia

Generis Farmacêutica, S.A

Rua João de Deus, 19, 2700-487 Amadora

Portugal

Specifar SA

1, 28 Octovriou str., 123 51 Agia Varvara

Grécia

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Ziprasidona Generis Phar 20 mg cápsulas

Ziprasidona Generis Phar 40 mg cápsulas

Ziprasidona Generis Phar 60 mg cápsulas

Ziprasidona Generis Phar 80 mg cápsulas

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula contém 21,72 mg, 43,44 mg, 65,16 mg ou 86,88 mg de cloridrato de

ziprasidona equivalente a 20 mg, 40 mg, 60 mg ou 80 mg de ziprasidona,

respetivamente.

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Cada cápsula poderá conter, no máximo, 0,03 mg, 0,06 mg, 0,09 mg ou 0,12 mg de

sódio (sob a forma de croscarmelose sódica), respetivamente.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula.

20 mg – cápsulas azuis/brancas nº4

40 mg – cápsulas azuis nº4

60 mg – cápsulas brancas nº3

80 mg – cápsulas azuis/brancas nº2

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

A ziprasidona está indicada no tratamento da esquizofrenia em adultos.

A ziprasidona está indicada no tratamento de episódios de mania ou mistos, na

perturbação bipolar, de severidade moderada em adultos e crianças e adolescentes

com 10-17 anos de idade (a prevenção de episódios de perturbação bipolar não foi

estabelecida (ver secção 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

Adultos

A dose recomendada, no tratamento agudo da esquizofrenia e dos episódios de

mania da perturbação bipolar, é de 40 mg, duas vezes ao dia, administrada com

alimentos. A dose diária pode ser posteriormente ajustada, com base no quadro

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

clínico individual, até um máximo de 80 mg duas vezes ao dia. Se indicado, a dose

máxima recomendada pode ser atingida ao 3º dia de tratamento.

É particularmente importante não exceder a dose máxima, uma vez que o perfil de

segurança acima de 160 mg/dia ainda não foi confirmado e a ziprasidona está

associada ao prolongamento do intervalo QT, relacionado com a dose (ver secções

4.3 e 4.4).

Na terapêutica de manutenção dos doentes com esquizofrenia, a ziprasidona deve

ser administrada na dose efetiva mais baixa; em muitos casos, uma dose de 20 mg,

duas vezes ao dia, poderá ser suficiente.

Idosos

Não está indicada, por rotina, uma dose inicial mais baixa, mas deverá ser

considerada para o doente com idade igual ou superior a 65 anos, caso existam

fatores clínicos que o aconselhem.

Insuficiência renal

Não é necessário qualquer ajuste de dose no doente com insuficiência renal (ver

secção 5.2).

Insuficiência hepática

Nos doentes com insuficiência hepática devem ser consideradas doses mais baixas.

(ver secção 4.4 e 5.2).

Crianças e adolescentes

Mania bipolar:

A dose recomendada no tratamento agudo da mania bipolar, em doentes pediátricos

(10 a 17 anos de idade) é uma dose única de 20 mg no dia 1, com alimentos. A

ziprasidona deve ser posteriormente administrada com alimentos, dividida em duas

doses diárias, e deve ser titulada durante 1-2 semanas para o intervalo alvo de 120-

160 mg/dia para doentes com peso ≥ 45 kg, ou para o intervalo alvo de 60-80

mg/dia para doentes com peso < 45 kg. O doseamento posterior deve ser ajustado

com base no estado clínico do indivíduo dentro do intervalo 80-160 mg/dia para

doentes com peso ≥ 45 kg, ou 40-80 mg/dia para doentes com peso < 45 kg. O

doseamento assimétrico, com doses matinais 20 mg ou 40 mg inferiores às doses da

noite, foi permitido no ensaio clínico (ver secções 4.4, 5.1 e 5.2).

É particularmente importante não exceder a dose máxima baseada no peso, uma vez

que o perfil de segurança acima da dose máxima (160 mg/dia para crianças com

peso ≥ 45 kg e 80 mg/dia para crianças < 45 kg) não foi confirmado e a ziprasidona

está associada ao prolongamento do intervalo QT, relacionado com a dose (ver

secções 4.3 e 4.4).

Esquizofrenia:

segurança

eficácia

ziprasidona

doentes

pediátricos

não

foram

estabelecidas (ver secção 4.4).

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados

na secção 6.1.

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

Prolongamento

conhecido

intervalo

Síndrome

intervalo

longo

congénito.

Enfarte

agudo

miocárdio

recente.

Insuficiência

cardíaca

descompensada. Arritmias tratadas com fármacos antiarrítmicos das classes IA e III.

Terapêutica concomitante com medicamentos que prolongam o intervalo QT, tais

como antiarrítmicos de Classe IA e III, trióxido de arsénio, halofantrina, acetato de

levometadil,

mesoridazina,

tioridazina,

pimozida,

sparfloxacina,

gatifloxacina,

moxifloxacina, mesilato de dolasetrona, mefloquina, sertindol ou cisaprida (ver

secções 4.4 e 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Deve ser efetuada uma história clínica, incluindo os antecedentes familiares e exame

físico de forma a identificar doentes para os quais o tratamento com ziprasidona não

é recomendado (ver secção 4.3).

Intervalo QT

A ziprasidona causa um prolongamento ligeiro a moderado, relacionado com a dose,

do intervalo QT (ver secção 4.8). Consequentemente, a ziprasidona não deve ser

administrada em associação com outros medicamentos que se sabe prolongarem o

intervalo QT (ver secções 4.3 e 4.5).

Aconselha-se precaução em doentes com bradicardia. Alterações eletrolíticas, como a

hipocaliemia e a hipomagnesemia, aumentam o risco de ocorrência de arritmias

malignas e devem ser corrigidas antes do início do tratamento com ziprasidona. Em

caso de tratamento de doentes com doença cardíaca estável, deve ser considerada a

realização de ECG antes do início do tratamento.

Se ocorrerem sintomas cardíacos, tais como palpitações, vertigens, síncope ou

convulsões, deve ser considerada a possibilidade de arritmia cardíaca maligna e

efetuar-se uma avaliação cardíaca, incluindo realização de ECG. Se o intervalo QTc

for > 500 ms, recomenda-se que o tratamento seja interrompido (ver secção 4.3).

Foram relatados, no período pós-comercialização, casos raros de torsades de pointes

em doentes com múltiplos fatores de risco confundentes a tomar ziprasidona.

Crianças e adolescentes

A segurança e a eficácia da ziprasidona no tratamento da esquizofrenia não foram

avaliadas em crianças e adolescentes.

Sindrome Maligna dos Neurolépticos (SMN)

A SMN, uma situação rara mas potencialmente fatal foi relatada em associação com

fármacos antipsicóticos, incluindo a ziprasidona. O tratamento da SMN deve incluir a

descontinuação imediata de todos os fármacos antipsicóticos.

Discinesia tardia

Após tratamento prolongado, existe a possibilidade de a ziprasidona poder causar

discinesia tardia e outras síndromes extrapiramidais tardias. Sabe-se que os doentes

perturbação

bipolar

são

particularmente

vulneráveis

esta

categoria

sintomas. Esta é mais frequente com o aumento da duração do tratamento e da

idade. Se surgirem sinais e sintomas de discinesia tardia, deve ser considerada a

redução da dose ou a descontinuação do tratamento com ziprasidona.

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

Convulsões

Recomenda-se precaução no tratamento de doentes com história de convulsões.

Insuficiência Hepática

Não existe experiência de utilização em doentes com insuficiência hepática grave,

por isso a ziprasidona deverá ser utilizada com precaução neste grupo de doentes

(ver secções 4.2 e 5.2).

Aumento do risco de acidentes cerebrovasculares na população com demência

Foi observado, em ensaios clínicos aleatorizados e controlados por placebo, em

doentes com demência, um aumento de cerca de 3 vezes no risco de acontecimentos

adversos cerebrovasculares, com alguns psicóticos atípicos. O mecanismo para este

aumento do risco não é conhecido. Um aumento de risco não pode ser excluído para

outros antipsicóticos ou outras populações de doentes. Ziprasidona deverá ser

utilizado com precaução em doentes com fatores de risco para AVC.

Aumento da mortalidade em pessoas idosas com demência

Dados obtidos em dois grandes estudos observacionais demonstraram que pessoas

idosas com demência que são tratadas com antipsicóticos têm um pequeno aumento

do risco de morte comparado com os que não são tratados. Existem dados

insuficientes para poder dar uma estimativa concreta sobre a magnitude precisa do

risco. A causa de risco aumentado é desconhecida.

Ziprasidona Generis Phar não está registada para o tratamento de distúrbios do

comportamento relacionados com demência.

Tromboembolismo venoso

Foram notificados casos de tromboembolismo venoso (TEV) com medicamentos

antipsicóticos. Uma vez que os doentes tratados com antipsicóticos apresentam,

frequentemente, fatores de risco para o TEV, quaisquer fatores de risco possíveis

devem ser identificados antes e durante o tratamento com ziprasidona e devem ser

adotadas medidas preventivas adequadas.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não

foram

desenvolvidos

estudos

farmacocinéticos

farmacodinâmicos

entre

ziprasidona e outros fármacos que prolongam o intervalo QT. Não pode ser excluído

um efeito aditivo da ziprasidona com estes fármacos, pelo que, a ziprasidona não

deverá ser administrada concomitantemente com medicamentos que prolongam o

intervalo QT, tais como, antiarrítmicos de classe IA e III, trióxido de arsénio,

halofantrina,

acetato

levometadil,

mesoridazina,

tioridazina,

pimozida,

sparfloxacina, gatifloxacina, moxifloxacina, mesilato de dolasetrona, mefloquina,

sertindol ou cisaprida (ver secção 4.3).

Não foram efetuados estudos de interação da ziprasidona com outros medicamentos

em crianças.

Fármacos que atuam no SNC/Álcool

Dados os efeitos primários da ziprasidona no SNC, é necessária precaução aquando

da sua utilização concomitante com outros fármacos de ação central e com o álcool.

Efeito da ziprasidona noutros fármacos

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

Um estudo in vivo com o dextrometorfano, para concentrações plasmáticas 50%

inferiores às obtidas após a administração de 40 mg de ziprasidona, duas vezes por

dia, não mostrou uma inibição acentuada da CYP2D6. Dados in vitro indicaram que a

ziprasidona pode ser um inibidor modesto da CYP2D6 e da CYP3A4. Contudo, não é

provável que a ziprasidona afete a farmacocinética de fármacos metabolizados por

estas formas isomórficas do citocromo P450 em extensão clinicamente relevante.

Contracetivos orais – a administração de ziprasidona não alterou significativamente a

farmacocinética de estrogénios (etinilestradiol, um substrato da CYP3A4) ou de

componentes da progesterona.

Lítio – a administração simultânea de ziprasidona não alterou a farmacocinética do

lítio.

Uma vez que a ziprasidona e o lítio estão associados a alterações da condução

cardíaca,

combinação

pode

representar

risco

interação

farmacodinâmica, incluindo arritmias.

Os dados referentes à utilização concomitante com os estabilizadores de humor

carbamazepina e valproato são limitados.

Efeitos de outros fármacos sobre a ziprasidona

O cetoconazol (400 mg/dia), um inibidor da CYP3A4, aumentou as concentrações

séricas da ziprasidona em menos de 40%. As concentrações séricas da S-metil-

dihidroziprasidona e da ziprasidona sulfóxido, no Tmax esperado para a ziprasidona,

aumentaram 55% e 8%, respctivamente. Não foi observado qualquer prolongamento

adicional do intervalo QTc. Não é provável que as alterações na farmacocinética

resultantes

coadministração

inibidores

potentes

CYP3A4

tenham

importância clínica, consequentemente não é necessário um ajuste de dose.

A administração de carbamazepina, 200 mg duas vezes por dia, durante 21 dias,

teve como resultado uma diminuição em, aproximadamente, 35% na exposição à

ziprasidona.

Não existem dados sobre a administração concomitante com valproato.

Antiácidos – doses múltiplas de antiácidos contendo alumínio e magnésio, ou

cimetidina, não exerceram efeitos clinicamente significativos na farmacocinética da

ziprasidona quando administrada com alimentos.

Fármacos serotoninérgicos

Em casos isolados, têm existido relatos de síndrome da serotonina temporariamente

associada

utilização

terapêutica

ziprasidona

combinação

outros

fármacos serotoninérgicos como os ISRSs (ver secção 4.8). Os sintomas da síndrome

de serotonina podem incluir confusão, agitação, febre, suores, ataxia, hiperreflexia,

mioclonia e diarreia.

Ligação às proteínas

ziprasidona

liga-se

extensivamente

proteínas

plasmáticas.

ligação

ziprasidona às proteínas plasmáticas in vitro, não foi alterada pela varfarina ou

propanolol,

dois

fármacos

alta

ligação

proteínas

plasmáticas,

ziprasidona alterou a ligação destes fármacos no plasma humano. Apesar disso, o

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

potencial de interação de fármacos com a ziprasidona devido ao deslocamento é

improvável.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Fertilidade

Estudos de toxicidade na reprodução mostraram efeitos adversos no processo

reprodutivo para doses associadas a toxicidade materna e/ou sedação. Não houve

evidência de teratogenicidade (ver secção 5.3).

Gravidez

Não foram efetuados estudos em mulheres grávidas. Por conseguinte, as mulheres

idade

fértil

estejam

terapêutica

ziprasidona

devem

aconselhadas a utilizar métodos adequados de contraceção. Dado que a experiência

no ser Humano é limitada, não é recomendada a administração de ziprasidona

durante a gravidez, a não ser que o benefício esperado compense o risco potencial

para o feto.

Os recém-nascidos expostos a antipsicóticos (incluindo Ziprasidona Generis Phar)

durante o terceiro trimestre de gravidez estão em risco de ocorrência de reações

adversas após o parto, incluindo sintomas extrapiramidais e/ ou de abstinência, que

podem variar em intensidade e duração. Foram notificados casos de agitação,

hipertonia, hipotonia, tremor, sonolência, dificuldade respiratória ou perturbações da

alimentação.

Consequentemente,

recém-nascidos

devem

monitorizados

cuidadosamente.

Amamentação

Não se sabe se a ziprasidona é excretada no leite materno. As doentes não devem

amamentar se estiverem sob terapêutica com ziprasidona. Se o tratamento for

necessário, deverá interromper-se o aleitamento.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A ziprasidona pode causar sonolência e influenciar a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas.

Os doentes que possam vir a conduzir ou utilizar máquinas devem ser devidamente

advertidos.

4.8 Efeitos indesejáveis

A ziprasidona oral foi administrada a aproximadamente 6500 indivíduos em ensaios

clínicos (ver secção 5.1). As reações adversas mais frequentes, nos ensaios clínicos

efetuados na esquizofrenia, foram sedação e acatisia. Nos ensaios clínicos efetuados

nos episódios de mania da perturbação bipolar, as reações adversas mais frequentes

foram sedação, acatisia, efeitos extrapiramidais e tonturas.

A tabela seguinte contém acontecimentos adversos, baseados no conjunto de

ensaios na esquizofrenia, de dose fixa e de curta duração (4-6 semanas) e ensaios

de dose flexível, de curta duração (3 semanas), nos episódios de mania da

perturbação bipolar, que apresentam uma provável ou possível relação com o

tratamento com ziprasidona e que ocorreram com uma incidência superior ao

placebo.

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

Todas as reações adversas são apresentadas de acordo com a classe e frequência:

muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100, <1/10), pouco frequentes (≥ 1/1

000, <1/100), raras (≥1/10 000, <1/1 000), muito raras (<1/10 000) e frequência

desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

reações

adversas

descritas

também

podem

estar

associadas

patologia

subjacente e/ou à medicação concomitante.

Classes de sistema de órgãos

Frequência

Reações adversas

Infeções e infestações

Raras

Rinite

Doenças

metabolismo

nutrição

Pouco frequentes

Aumento do apetite

Raras

Hipocalcemia

Perturbações do foro psiquiátrico

Frequentes

Instabilidade psicomotora

Pouco frequentes

Agitação, ansiedade, sensação de aperto

na garganta, pesadelos

Raras

Ataques de pânico, sintomas depressivos,

bradifrenia,

embotamento

afetivo,

anorgasmia

Desconhecida

Insónia, mania/hipomania

Doenças do sistema nervoso

Frequentes

Distonia,

acatisia,

perturbação

extrapiramidal,

parkinsonismo

(incluindo

rigidez

roda

dentada,

bradicinesia,

hipocinesia),

tremor,

tonturas,

sedação,

sonolência, cefaleias

Pouco frequentes

Crises

tónico-clónicas

generalizadas,

discinesia

tardia,

discinesia,

sialorreia,

ataxia,

disartria,

crise

oculógira,

perturbações

atenção,

hipersónia,

hipoestesia, parestesia, letargia

Raras

Torcicolo,

paresia,

acinesia,

hipertonia,

síndrome das pernas irrequietas

Desconhecida

Síndrome

maligna

neurolépticos,

síndrome da serotonina (ver secção 4.5),

paralisia facial

Doenças

sangue

sistema

linfático

Raras

Linfopenia,

contagem

eosinófilos

aumentada

Doenças cardíacas

Pouco frequentes

Palpitações, taquicardia

Raras

Prolongamento do intervalo QT corrigido

no eletrocardiograma

Desconhecida

Torsades de pointes (ver secção 4.4)

Afeções oculares

Frequentes

Visão turva

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

Pouco frequentes

Fotofobia

Raras

Ambliopia, perturbações da visão, prurido

ocular, xeroftalmia

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens, acufenos

Raras

Otalgia

Vasculopatias

Pouco frequentes

Crise hipertensiva, hipertensão, hipotensão

ortostática, hipotensão

Raras

Hipertensão

sistólica,

hipertensão

diastólica, labilidade da pressão arterial

Desconhecida

Síncope, tromboembolismo venoso

Doenças respiratórias, torácicas e do

mediastino

Pouco frequentes

Dispneia, faringite

Raras

Soluços

Doenças gastrointestinais

Frequentes

Náuseas, vómitos, obstipação, dispepsia,

xerostomia, sialorreia

Pouco frequentes

Diarreia,

disfagia,

gastrite,

desconforto

gastrointestinal,

edema

língua,

espessamento da língua, flatulência

Raras

Refluxo gastro-esofágico, fezes moles

Afeções

tecidos

cutâneos

subcutâneas

Pouco frequentes

Urticária,

erupção

cutânea,

erupção

cutânea máculo-papular, acne

Raras

Psoríase,

dermatite

alérgica,

alopecia,

edema da face, eritema, erupção cutânea

papular, irritação cutânea

Desconhecida

Hipersensibilidade, angioedema

Afeções

musculosqueléticas

tecidos conjuntivos

Frequentes

Rigidez musculosquelética

Pouco frequentes

Desconforto

musculosquelético,

cãibras,

dores

extremidades,

rigidez

articulações

Raras

Trismo

Doenças renais e urinárias

Raras

Incontinência urinária, disúria

Desconhecida

Enurese

Doenças dos órgãos genitais e da

mama

Raras

Disfunção

eréctil,

aumento

ereção,

galactorreia, ginecomastia

Desconhecida

Priapismo

Doenças do sistema imunitário

Desconhecida

Reação anafilática

Afeções hepatobiliares

Pouco frequentes

Aumento das enzimas hepáticas

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

Raras

Anomalia no teste da função hepática

Perturbações gerais e alterações no

local de administração

Frequentes

Astenia, fadiga

Pouco frequentes

Desconforto

torácico,

alterações

marcha, dor, sede

Raras

Pirexia, sensação de calor

Exames

complementares

diagnóstico

Raras

Aumento

lactato

desidrogenase

plasmática

Situações na gravidez, puerpério e

perinatais

Desconhecida

Síndrome

neonatal

privação

fármacos (ver secção 4.6)

Em ensaios clínicos de curto e longo termo na esquizofrenia e nos episódios de

mania da perturbação bipolar, com a ziprasidona, a incidência de convulsões tónico-

clonicas e hipotensão foi pouco frequente, tendo ocorrido em menos de 1% dos

doentes tratados com ziprasidona.

A ziprasidona provoca um prolongamento ligeiro a moderado do intervalo QT. Nos

ensaios clínicos na esquizofrenia, observou-se um aumento de 30 a 60 ms em 12,3%

(976/7941) dos traçados ECG de doentes medicados com ziprasidona e em 7,5%

(73/975) dos traçados ECG de doentes medicados com placebo. Foi observado um

prolongamento> 60 ms em 1,6% (128/7941) e 1,2% (12/975) dos traçados de

doentes medicados com ziprasidona e placebo, respetivamente. A incidência do

prolongamento do intervalo QTc acima de 500 ms foi de 3 num total de 3266 (0,1%)

doentes medicados com ziprasidona e de 1 num total de 538 (0,2%) doentes

medicados com placebo. Foram observados resultados semelhantes nos ensaios

clínicos nos episódios de mania da perturbação bipolar.

tratamento

manutenção

longa

duração

ensaios

clínicos

esquizofrenia, os níveis de prolactina dos doentes medicados com ziprasidona por

vezes aumentaram, embora, na maioria dos doentes, tenham retomado os valores

normais sem a interrupção do tratamento. Além disso, as manifestações clínicas

potenciais (por exemplo, ginecomastia e aumento das mamas) foram raras.

Crianças e adolescentes com Mania bipolar

A ziprasidona oral foi administrada em ensaios clínicos (ver secção 5.1) a 267

indivíduos em idade pediátrica com perturbação bipolar. Num estudo controlado com

placebo, as reações adversas mais frequentes (notificadas com uma frequência >

10%) foram sedação, sonolência, cefaleia, fadiga e náusea. A frequência, tipo e

severidade das reações adversas nestes indivíduos foram, de um modo geral,

similares às ocorridas nos adultos com perturbação bipolar tratados com ziprasidona.

A ziprasidona foi associada a um prolongamento ligeiro a moderado do intervalo QT

relacionado com a dose no ensaio clínico pediátrico bipolar similar ao observado na

população adulta. As crises tonicoclónicas e hipotensão não foram identificadas nos

ensaios clínicos controlados por placebo pediátricos bipolares.

4.9 Sobredosagem

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

A experiência com a sobredosagem de ziprasidona é limitada. A maior ingestão única

confirmada de ziprasidona é de 12800 mg. Neste caso, foram notificados sintomas

extrapiramidais e um intervalo QTc de 446 milisegundos (sem sequelas cardíacas).

No geral, os sintomas mais frequentemente relatados após sobredosagem são

sintomas extrapiramidais, sonolência, tremores e ansiedade.

A possibilidade de embotamento, convulsões ou reações distónicas da cabeça e

pescoço que se seguem à sobredosagem podem causar risco de aspiração através da

indução do vómito. Deve ser iniciada imediatamente a monitorização da função

cardiovascular, que deve incluir a monitorização eletrocardiográfica contínua para

deteção de possíveis arritmias. Não existe um antídoto específico para a ziprasidona.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

Farmacoterapêutico:

2.9.2

Sistema

Nervoso

Central.

Psicofármacos.

Antipsicóticos. Código ATC: NO5A E04.

A ziprasidona possui uma elevada afinidade para os recetores dopaminérgicos tipo 2

(D2) e uma afinidade substancialmente superior para os recetores da serotonina tipo

2A (5HT2A). Através da utilização da tomografia de emissão de positrões (TEP)

verificou-se que o bloqueio dos recetores, 12 horas após uma dose única de 40mg,

foi superior a 80% para os recetores da serotonina tipo 2A e superior a 50% para os

recetores da dopamina tipo D2. A ziprasidona também interage com os recetores da

serotonina 5HT2C, 5HT1D e 5HT1A, relativamente aos quais a sua afinidade é igual

ou maior do que para os recetores D2. A ziprasidona tem uma afinidade moderada

para os transportadores neuronais da serotonina e da noradrenalina. A ziprasidona

apresenta uma afinidade moderada para os recetores alfa-1 e para os da histamina

H(1). A ziprasidona demonstrou ter uma afinidade desprezível para os recetores

muscarínicos M(1).

A ziprasidona mostrou ser simultaneamente um antagonista dos recetores da

serotonina tipo 2A (5HT2A) e dos recetores dopaminérgicos tipo 2 (D2). É suposto

que a atividade terapêutica seja mediada, em parte, através desta combinação de

atividades antagonistas. A ziprasidona é também um potente antagonista dos

recetores 5HT2C e 5HT1D, um potente agonista dos recetores 5HT1A e um inibidor

da recaptação neuronal da noradrenalina e da serotonina.

Informação adicional sobre ensaios clínicos

Esquizofrenia

Num ensaio clínico de 52 semanas, a ziprasidona foi eficaz na manutenção da

melhoria clínica durante a terapêutica em doentes que mostraram resposta ao

tratamento inicial: não houve evidência clara da existência de uma relação dose-

resposta entre os grupos medicados com ziprasidona. Neste estudo de longa

duração, que incluiu doentes com ambos os sintomas, positivos e negativos, a

eficácia

ziprasidona

demonstrada

ambos

sintomas,

positivos

negativos.

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

A incidência de aumento de peso corporal, descrito como efeito adverso em ensaios

clínicos de curta duração (4-6 semanas), na esquizofrenia, foi inferior e idêntica nos

doentes medicados com ziprasidona e com placebo (ambos 0,4%). Num ensaio

clínico controlado com placebo, com duração de um ano, foi observada uma redução

média de peso de 1-3 kg nos doentes medicados com ziprasidona em comparação

com uma redução média de 3 kg nos doentes medicados com placebo.

Num estudo comparativo na esquizofrenia, em dupla ocultação, foram determinados

parâmetros metabólicos, incluindo peso e valores de insulina em jejum, colesterol

total e trigliceridos e índice de resistência à insulina (IR). Nos doentes medicados

com ziprasidona não foram observadas alterações significativas comparativamente

às condições basais em nenhum destes parâmetros metabólicos.

Resultados de um estudo de segurança pós-comercialização de grande dimensão:

efetuado

estudo

aleatorizado,

pós-comercialização,

que incluiu

18.239

doentes com esquizofrenia em seguimento observacional de 1 ano, para determinar

se o efeito da ziprasidona no intervalo QTc está associado a um aumento do risco de

mortalidade não relacionada com suicídio. Este estudo, que decorreu de acordo com

a prática clínica real, não evidenciou diferença na taxa global de mortalidade não

relacionada com suicídio, entre os tratamentos com ziprasidona olanzapina (endpoint

primário).

estudo

não

mostrou

diferenças

endpoints

secundários

mortalidade por todas as causas, mortalidade por suicídio, mortalidade por morte

súbita, contudo, foi observada uma incidência numérica superior, não significativa,

da mortalidade cardiovascular no grupo tratado com ziprasidona. Foi também

observada no grupo da ziprasidona uma incidência estatística significativamente

maior de hospitalização por todas as causas devida, sobretudo, à diferença no

número de hospitalizações psiquiátricas.

Episódios de mania na perturbação bipolar

A eficácia da ziprasidona na mania foi estabelecida em dois estudos de 3 semanas,

controlados por placebo, em dupla ocultação e em um estudo com duração de 12

semanas, em dupla ocultação que comparou a ziprasidona com haloperidol e

placebo. Estes estudos incluíram, aproximadamente, 850 doentes com critérios de

diagnóstico DSM-IV para distúrbio bipolar I, com um episódio agudo de mania ou

misto, acompanhado ou não de características psicóticas.

Nestes estudos, a frequência da presença de características psicóticas na baseline foi

de 49,7%, 34,7% ou 34,9%. A eficácia foi avaliada pela escala Mania Rating Scale

(MRS). Nestes estudos, a escala Clinical Global Impression-Severity (CGI-S) foi

usada quer como variável de eficácia coprimária quer como secundária principal. O

tratamento com ziprasidona (40-80 mg duas vezes ao dia, dose média diária de 120

mg) resultou numa melhoria estatisticamente significativa nas pontuações de ambas

as escalas, MRS e CGI-S, na última visita (3 semanas), comparativamente ao

placebo. No estudo com duração de 12 semanas, o tratamento com haloperidol

(dose média diária de 16 mg) resultou em reduções significativamente superiores na

escala MRS comparativamente à ziprasidona (dose média diária de 121 mg). A

ziprasidona demonstrou eficácia comparável ao haloperidol em termos da proporção

de doentes que mantive a resposta ao tratamento da semana 3 à semana 12.

A eficácia da ziprasidona no tratamento da perturbação bipolar I em doentes

pediátricos (10 a 17 anos de idade) foi avaliada num ensaio clínico controlado por

placebo

duração

semanas

(n=237)

doentes

internados

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

ambulatório com critérios de diagnóstico DSM-IV para episódios de mania ou mistos

de perturbação bipolar I, acompanhados ou não de características psicóticas e uma

pontuação

Y-MRS

≥17

baseline.

Este

ensaio

clínico

dupla

ocultação,

controlado por placebo, comparou a ziprasidona oral em dose flexível 80-160 mg/dia

(40-80 mg BID) dividida em duas doses para doentes com peso ≥ 45 kg; 40-80

mg/dia (20-40 mg BID) para doentes com peso < 45 kg com placebo. A ziprasidona

foi administrada numa dose única de 20 mg no primeiro dia e posteriormente

titulada durante 1-2 semanas, em duas doses diárias, para um intervalo alvo de

120-160 mg/dia para doentes com peso ≥ kg, ou 60-80 mg/dia para doentes com

peso < 45 kg. O doseamento assimétrico, com doses da manhã 20 mg ou 40 mg

inferiores às doses da noite, foi permitido. A ziprasidona foi superior ao placebo na

alteração da baseline até à semana 4 na pontuação total Y-MRS. Neste ensaio

clínico, as doses diárias médias administradas foram 119 mg e 69 mg nos doentes

com peso ≥ 45 kg e < 45 kg, respetivamente.

A segurança da ziprasidona foi avaliada em 267 doentes pediátricos (10 a 17 anos de

idade) que participaram em ensaios clínicos com doses múltiplas na mania bipolar;

um total de 82 doentes pediátricos com perturbação bipolar I foram tratados com

ziprasidona durante, pelo menos, 180 dias.

Num ensaio clínico de 4 semanas com doentes pediátricos (10-17 anos) com mania

bipolar, não ocorreram diferenças na alteração média a partir da baseline na massa

corporal, glucose em jejum, colesterol total, LDL colesterol ou níveis de trigliceridos

entre os doentes em tratamento com ziprasidona e placebo.

Não existem estudos clínicos de longa duração, em dupla ocultação, que tenham

investigado a eficácia e tolerabilidade da ziprasidona em crianças e adolescentes.

Não existem estudos clínicos de longa duração que tenham investigado a eficácia da

ziprasidona na prevenção da recorrência de sintomas maníacos/depressivos.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após a administração por via oral de doses múltiplas de ziprasidona, com alimentos,

as concentrações séricas máximas ocorrem, geralmente, 6 a 8 horas após a toma.

Estudos farmacocinéticos demonstraram que a biodisponibilidade da ziprasidona

aumenta cerca de 100% na presença de alimentos. A biodisponibilidade absoluta de

uma dose de 20 mg administrada com alimentos é de 60%. Consequentemente é

recomendado que a ziprasidona seja administrada com alimentos.

Distribuição

O volume da distribuição é de aproximadamente 1,1 l/kg. A ziprasidona liga-se em

mais de 99% às proteínas plasmáticas.

Biotransformação e eliminação

O tempo de semivida médio da ziprasidona após administração por via oral é de 6,6

horas. O estado estacionário é atingido em 1-3 dias. A depuração média da

ziprasidona administrada por via intravenosa é de 5ml/min/kg. Aproximadamente

20% da dose é excretada na urina, sendo aproximadamente 66% eliminada nas

fezes.

Linearidade

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

A ziprasidona demonstrou cinética linear no intervalo terapêutico de 40 a 80 mg

duas vezes dia em indivíduos que ingeriram alimentos.

A ziprasidona é extensamente metabolizada após administração oral, sendo apenas

uma pequena quantidade excretada como ziprasidona inalterada na urina (<1%) ou

fezes (<4%). A ziprasidona é depurada primariamente por três vias metabólicas,

originando quatro metabolitos circulantes principais, sulfóxido de benzisotiazole

piperazina (BIPT), BIPT sulfona, ziprasidona sulfóxido e S-metil-dihidroziprasidona. A

ziprasidona na forma inalterada representa cerca de 44% da concentração sérica

total de substâncias relacionadas.

Um estudo in vivo sugere que a conversão em S-metil-dihidroziprasidona é a

principal via de metabolização da ziprasidona. Estudos in vitro mostram que este

metabolito resulta da redução catalisada pela aldeído oxidase, com subsequente S-

metilação. O metabolismo oxidativo, principalmente via CYP3A4 com potencial

contribuição da CYP1A2, está também envolvido.

ziprasidona,

S-metil-dihidroziprasidona

ziprasidona

sulfóxido,

quando

testados in vitro, partilham propriedades que podem fazer prever um prolongamento

do intervalo QTc. A S-metildihidroziprasidona é principalmente eliminada nas fezes

por excreção biliar, com uma contribuição minor do metabolismo catalisado pela

CYP3A4. A ziprasidona sulfóxido é eliminada por excreção renal e por metabolismo

secundário catalisado pela CYP3A4.

Populações especiais

A avaliação farmacocinética de doentes tratados por via oral não revelou qualquer

diferença farmacocinética significativa entre fumadores e não fumadores.

Não foi observada qualquer diferença significativa na farmacocinética da ziprasidona

relacionada com a idade ou sexo. A farmacocinética da ziprasidona em doentes

pediátricos com 10 a 17 anos de idade foi semelhante à observada nos adultos após

correção das diferenças para a massa corporal.

De acordo com o facto de a depuração renal contribuir muito pouco para a

depuração

total,

não

verificou

aumento

progressivo

exposição

ziprasidona quando administrada a indivíduos com graus variáveis de insuficiência

renal. Após administração de 20 mg BID, durante sete dias, a exposição em

indivíduos com insuficiência renal ligeira (depuração da creatinina 30-60 ml/min),

moderada (depuração da creatinina 10-29 ml/min) e grave (diálise necessária) foi de

146%, 87% e 75% respetivamente, quando comparados com indivíduos saudáveis

(depuração da creatinina> 70 ml/min).

Desconhece-se se as concentrações séricas dos metabolitos estão aumentadas

nestes doentes.

Na insuficiência hepática ligeira a moderada (Child Pugh A ou B) causada por cirrose,

as concentrações séricas após administração por via oral foram 30% superiores e o

tempo de semivida foi prolongado em cerca de 2 horas comparativamente aos

doentes

função

hepática

normal.

efeito

insuficiência

hepática

concentrações séricas dos metabolitos é desconhecido.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

Os dados de segurança pré-clínica não revelaram perigo particular para o ser

humano,

base

estudos

convencionais

segurança

farmacológica,

genotoxicidade e potencial carcinogénico.

Em estudos de reprodução realizados em ratos e coelhos, a ziprasidona não revelou

evidência de teratogenicidade. Foram observados efeitos adversos sobre a fertilidade

e diminuição do peso das crias em doses causadoras de toxicidade materna, tais

como diminuição no ganho de peso. Foi registado um aumento de mortalidade

perinatal e atraso no desenvolvimento funcional das crias para concentrações

plasmáticas maternas extrapoladas das concentrações máximas no ser humano

tratado com doses terapêuticas.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Conteúdo:

Estearato de magnésio

Sílica coloidal anidra

Croscarmelose sódica

Amido de milho pré-gelificado

Invólucro da cápsula:

Gelatina

Dióxido de titânio (E171)

Indigotina (E132), apenas nas cápsulas de 20 mg, 40 mg e 80 mg

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

Após abertura do recipiente para comprimidos, o prazo de validade é 6 meses.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister

As cápsulas de ziprasidona apresentam-se em blister de Alu/OPA/PVC-Alu, em

embalagens contendo 14, 20, 30, 50, 56, 60 ou 100 cápsulas.

Recipiente para comprimidos

As cápsulas de ziprasidona apresentam-se em recipientes para comprimidos de HDPE

contendo 100 cápsulas e exsicante, com tampas de LDPE.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Os medicamentos não utilizados ou os seus resíduos devem ser eliminados de acordo

com a legislação local.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Ziprasidona Generis Phar 20 mg cápsulas

N.º de registo: 5426507 – 14 cápsulas, 20 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426515 – 20 cápsulas, 20 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426523– 30 cápsulas, 20 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426531– 50 cápsulas, 20 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426549– 56 cápsulas, 20 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426556– 60 cápsulas, 20 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426564– 100 cápsulas, 20 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426572– 100 cápsulas, 20 mg, recipiente para comprimidos de

HDPE

Ziprasidona Generis Phar 40 mg cápsulas

N.º de registo: 5426606– 14 cápsulas, 40 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426614– 20 cápsulas, 40 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426622– 30 cápsulas, 40 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426630– 50 cápsulas, 40 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426648– 56 cápsulas, 40 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426655– 60 cápsulas, 40 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426663– 100 cápsulas, 40 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426671– 100 cápsulas, 40 mg, recipiente para comprimidos de

HDPE

Ziprasidona Generis Phar 60 mg cápsulas

N.º de registo: 5426705– 14 cápsulas, 60 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426713– 20 cápsulas, 60 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426721– 30 cápsulas, 60 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426739– 50 cápsulas, 60 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426747– 56 cápsulas, 60 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426754– 60 cápsulas, 60 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426762– 100 cápsulas, 60 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

APROVADO EM

29-10-2018

INFARMED

N.º de registo: 5426770– 100 cápsulas, 60 mg, recipiente para comprimidos de

HDPE

Ziprasidona Generis Phar 80 mg cápsulas

N.º de registo: 5426804– 14 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426812– 20 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426820– 30 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426838– 50 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426846– 56 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426853– 60 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426861– 100 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/OPA/PVC-Alu

N.º de registo: 5426879– 100 cápsulas, 80 mg, recipiente para comprimidos de

HDPE

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 24 de novembro de 2011

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação