Zestoretic 20 mg + 12.5 mg Comprimido

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Lisinopril + Hidroclorotiazida
Disponível em:
AstraZeneca Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
C09BA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Lisinopril + Hydrochlorothiazide
Dosagem:
20 mg + 12.5 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido
Composição:
Hidroclorotiazida 12.5 mg - Lisinopril, di-hidratado 21.8 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.1 Inibidores da enzima de conversão da angiotensina; 3.4.1.1 Tiazidas e análogos
Área terapêutica:
lisinopril and diuretics
Resumo do produto:
2176386 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 30 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar ao abrigo da luz - Comercializado - 10036258 - 50014315 ; 2176485 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 30 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar ao abrigo da luz - Comercializado - 10036258 - 50014323 ; 2245587 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 30 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar ao abrigo da luz - Não comercializado - 10036258 - 50014331
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
2/83/89
Data de autorização:
1993-05-28

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Zestoretic 20 mg + 12,5 mg comprimidos

lisinopril + hidroclorotiazida

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver

secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Zestoretic e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Zestoretic

3. Como tomar Zestoretic

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Zestoretic

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Zestoretic e para que é utilizado

Zestoretic é utilizado para tratar a pressão arterial elevada (hipertensão). Contém dois

medicamentos denominados lisinopril e hidroclorotiazida.

- O lisinopril pertence a um grupo de medicamentos denominados inibidores da ECA

(inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina). Este atua através da dilatação

dos vasos sanguíneos, que ajudam a reduzir a pressão arterial e o coração a bombear

sangue suficiente para todo o corpo.

- A hidroclorotiazida pertence a um grupo de medicamentos denominados diuréticos

(comprimidos diuréticos). Os diuréticos atuam nos rins e ajudam o seu corpo a eliminar

águas e sais, como sódio, através da urina.

Estes medicamentos atuam em conjunto para reduzir a sua pressão arterial.

2. O que precisa de saber antes de tomar Zestoretic

Não tome Zestoretic:

- se tem alergia ao lisinopril ou à hidroclorotiazida ou a qualquer outro componente

deste medicamento (indicados na secção 6).

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

- se alguma vez teve reações alérgicas a outro medicamento inibidor da ECA. A reação

alérgica pode ter causado comichão, erupção na pele, diminuição repentina da pressão

arterial, inchaço das mãos, pés, tornozelos, cara, lábios, língua ou garganta. Poderá

também ter causado dificuldade em engolir ou respirar.

- se um membro da sua família teve uma reação alérgica a um medicamento inibidor da

ECA.

- se é alérgico a substâncias derivadas das sulfonamidas (um tipo de antibiótico).

Pergunte ao seu médico se não tiver a certeza que isto se aplica a si.

- se tem alguma doença nos rins.

- se parou de urinar.

- se sofre de doença grave no fígado.

- se tiver mais do que três meses de gravidez. (Também é preferível não tomar

Zestoretic no início da gravidez – ver secção “Gravidez e amamentação”).

- se tem diabetes ou função renal diminuída e está a ser tratado com um medicamento

que contém aliscireno para diminuir a pressão arterial.

Não tome Zestoretic se alguma das situações acima descritas se aplica a si. Caso tenha

dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Zestoretic.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Zestoretic.

Antes de tomar Zestoretic informe o seu médico ou farmacêutico se:

- Tem um estreitamento (estenose) das válvulas do coração (aórtica e mitral), da artéria

aorta (no coração) ou da artéria renal (nos rins).

- Tem um aumento da espessura do músculo cardíaco (conhecida como cardiomiopatia

hipertrófica).

- Tem pressão arterial baixa (esta poderá manifestar-se sob a forma de tonturas ou de

sensação de cabeça vazia, especialmente quando está de pé).

- Tem insuficiência cardíaca (quando o coração não consegue bombear sangue

suficiente para o corpo) e a pressão arterial normal ou baixa.

- Tem problemas renais ou se faz hemodiálise, ou se estiver a fazer um tratamento

chamado aférese das LDL.

- Tem problemas hepáticos.

- Tem diabetes e está a ser tratado com medicamentos antidiabéticos orais ou insulina.

- Tem gota.

- Tem diarreia ou vómitos.

- Tem dieta com restrição de sal ou se está a tomar suplementos de potássio, ou

substitutos do sal que contenham potássio, ou diuréticos poupadores de potássio ou

medicamentos que possam aumentar o potássio no sangue (por exemplo a heparina).

- Tem níveis elevados de colesterol.

- Está a fazer um tratamento com diuréticos (medicamentos utilizados para aumentar a

eliminação de urina).

- Tem uma doença chamada lúpus eritematoso sistémico (também denominada "LES").

- Deve informar o seu médico se pensa estar grávida (ou planeia engravidar). Zestoretic

não está recomendado no início da gravidez e não deve ser tomado após o terceiro mês

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

de gravidez, uma vez que pode ser gravemente prejudicial para o bebé se utilizado a

partir desta altura.

- Está a tomar algum dos seguintes medicamentos utilizados para tratar a pressão

arterial elevada:

- um antagonista dos recetores da angiotensina II (ARA) (também conhecidos como

sartans - por exemplo valsartan, telmisartan, irbesartan), em particular se tiver

problemas nos rins relacionados com diabetes.

- aliscireno.

O seu médico pode verificar a sua função renal, pressão arterial e a quantidade de

eletrólitos (por exemplo, o potássio) no seu sangue em intervalos regulares.

Ver também a informação sob o título “Não tome Zestoretic:”

Hidroclorotiazida

- caso tenha tido cancro da pele ou se desenvolver uma lesão cutânea inesperada

durante o tratamento. O tratamento com hidroclorotiazida, no caso particular da

utilização de doses elevadas a longo prazo, pode aumentar o risco de alguns tipos de

cancro da pele e do lábio (cancro da pele não-melanoma). Proteja a sua pele contra a

exposição solar e a radiação ultravioleta, enquanto estiver a tomar Zestoretic.

Se está a tomar algum medicamento que possa aumentar o risco de angioedema, ver

"Outros medicamentos e Zestoretic".

Pare de tomar Zestoretic e contacte o seu médico imediatamente se lhe acontecer

alguma das seguintes situações (uma reação alérgica):

- Se tiver dificuldade em respirar com ou sem inchaço da cara, lábios, língua e/ou

garganta.

- Se tiver inchaço da cara, lábios, língua e/ou garganta que lhe possam causar

dificuldade em engolir.

- Se tiver comichão intensa na pele (com inchaços ou nódulos).

Deve também suspender o tratamento e contactar o seu médico em caso de:

- Observar uma coloração amarelada da pele e do branco dos olhos (icterícia);

- Sentir secura da boca, sede, fraqueza, sonolência, dor muscular ou cãibras, fadiga

muscular, ritmo cardíaco acelerado e náuseas ou vómitos (desequilíbrio de fluidos ou

eletrólitos).

Tratamento de dessensibilização (para alergias a picadas de insetos)

Informe o seu médico se está ou irá fazer um tratamento para diminuir os efeitos de

uma alergia, por exemplo, a picadas de insetos (como abelhas ou vespas). Se tomar

Zestoretic durante este tratamento, pode ter uma reação alérgica grave.

Intervenções (cirurgias)

Em caso de cirurgia (incluindo cirurgia dentária) ou anestesia deverá informar o seu

médico ou dentista que está a tomar Zestoretic. Isto porque poderá ter uma descida da

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

pressão arterial (hipotensão) se lhe forem administrados alguns anestésicos locais ou

gerais enquanto está a tomar Zestoretic.

Crianças

Zestoretic não está recomendado em crianças com idade inferior a 18 anos.

Outros medicamentos e Zestoretic

Informe o seu médico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar

outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica e

medicamentos à base de plantas. Isto porque Zestoretic pode afetar o modo de ação de

alguns medicamentos e alguns medicamentos podem afetar Zestoretic. O seu médico

pode necessitar de alterar a sua dose e/ou tomar outras precauções:

Em particular, informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar algum dos

seguintes medicamentos:

- Outros medicamentos para ajudar a reduzir a pressão arterial (anti-hipertensores), por

exemplo aliscireno.

- Outros medicamentos para o tratamento da pressão arterial elevada (anti-

hipertensores), incluindo antagonistas dos recetores da angiotensina II, ou aliscireno

(ver também a informação sob o título "Não tome Zestoretic".

- Um inibidor da ECA ou aliscireno (ver também informações sob os títulos “Não tome

Zestoretic:” e “Advertências e precauções”).

- Medicamentos associados com baixo potássio no sangue (hipocaliemia), tais como

diuréticos ("comprimidos de água" incluindo os que conservam potássio), laxantes,

corticosteroides (por exemplo prednisona), ACTH (uma hormona), anfotericina (um

medicamento antifúngico) e derivados do ácido acetilsalicílico.

- Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), tais como aspirina,

ibuprofeno ou indometacina, os quais são utilizados para tratar dor muscular e artrite.

- Medicamentos para perturbações mentais, tal como lítio.

- Suplementos de potássio, substitutos de sal contendo potássio ou outros medicamentos

que possam aumentar o potássio no seu sangue.

- Medicamentos para a diabetes (insulina e antidiabéticos orais, tais como

sulfonilureias). A sua dose de medicamentos antidiabéticos pode ser alterada quando

tomar diuréticos tiazídicos.

- Medicamentos contendo ouro, como aurotiomalato de sódio, que podem ser

administrados através de uma injeção (utilizado para tratamento da artrite reumatoide).

- Medicamentos utilizados no tratamento da asma.

- Medicamentos para tratar a congestão nasal ou dos seios perinasais ou outros

medicamentos para resfriados (incluindo os que pode comprar na farmácia sem receita).

- Medicamentos para suprimir a resposta imunitária do organismo (imunossupressores).

- Alopurinol (para a gota).

- Procainamida ou sotalol (para problemas de coração).

- Sais de cálcio ou suplementos de Vitamina D.

- Medicamentos para o coração (por exemplo digoxina) ou outros medicamentos para

controlar o ritmo do seu coração.

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

- Ciclosporina.

- Colestiramina e colestipol (para diminuir o colesterol no sangue).

Os seguintes medicamentos podem aumentar o risco de angioedema (os sinais de

angioedema incluem inchaço da cara, língua e/ou garganta com dificuldade em engolir

ou respirar):

- Medicamentos utilizados para tratar o cancro (por exemplo ciclofosfamida,

metotrexato, everolimus e medicamentos administrados para prevenir a rejeição de um

órgão transplantado, por exemplo o fígado ou rim (tal como, temsirolimus, sirolimus).

- Racecodotril (para a diarreia).

- Medicamentos para dissolver coágulos de sangue (ativador do plasminogénio

tecidular), que se formaram nos vasos sanguíneos.

A pressão arterial baixa pode ser agravada pelo álcool, barbitúricos ou anestésicos.

Pode sentir tonturas quando está de pé.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte

o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez

Deve informar o seu médico se pensa que está grávida (ou planeia engravidar). O seu

médico normalmente irá aconselhá-la a interromper Zestoretic antes de engravidar ou

assim que estiver grávida e a tomar outro medicamento em vez de Zestoretic. Zestoretic

não está recomendado no início da gravidez e não deve ser tomado após o terceiro mês

de gravidez, uma vez que pode ser gravemente prejudicial para o bebé se utilizado a

partir desta altura.

Amamentação

Deverá informar o seu médico de que se encontra a amamentar ou que pretende iniciar

a amamentação. A hidroclorotiazida (um dos componentes do medicamento) é

excretada no leite materno em pequenas quantidades e altas doses podem inibir a

produção de leite. Zestoretic não está recomendado em mães a amamentar,

especialmente se o bebé for recém-nascido ou prematuro; nestes casos o seu médico

poderá indicar outro tratamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Algumas pessoas poderão sentir tonturas ou fadiga durante o tratamento com este

medicamento. Se isto lhe acontecer, não conduza nem utilize ferramentas ou máquinas.

Deve esperar para ver como é que este medicamento o afeta, antes de realizar estas

atividades.

3. Como tomar Zestoretic

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Uma vez iniciado o tratamento com Zestoretic, o seu médico poderá solicitar análises

ao sangue. O seu médico poderá ajustar a sua dose para que tome a quantidade correta

de medicamento.

Como tomar Zestoretic

Engula o comprimido com água.

Tente tomar os seus comprimidos à mesma hora todos os dias. É indiferente se toma

Zestoretic antes ou depois das refeições.

Continue a tomar Zestoretic durante o tempo recomendado pelo seu médico; é um

tratamento prolongado. É importante que tome Zestoretic todos os dias.

A ranhura existe apenas para o ajudar a partir o comprimido, caso tenha dificuldade em

engoli-lo inteiro.

Tomar a primeira dose

Tome especial cuidado quando tomar a primeira dose de Zestoretic ou se a sua dose for

aumentada. Poderá causar uma maior descida da pressão arterial do que a que ocorrerá

com as doses seguintes.

Poderá sentir tonturas ou ter uma sensação de cabeça vazia. Se isto lhe acontecer,

poderá ser útil deitar-se. Se esta situação o preocupar, consulte o seu médico assim que

possível.

Adultos

A dose habitual recomendada é de um comprimido uma vez por dia. O seu médico irá

prescrever o comprimido com a dosagem indicada para si.

Se necessário, o seu médico pode aumentar a sua dose para dois comprimidos uma vez

por dia.

Se tomar mais Zestoretic do que deveria

Se tomou mais Zestoretic do que o que lhe foi receitado pelo seu médico, contacte um

médico ou dirija-se ao hospital imediatamente. Leve a embalagem consigo para que os

comprimidos possam ser identificados.

Caso se tenha esquecido de tomar Zestoretic

Se se esquecer de tomar uma dose faça-o assim que se lembrar. No entanto, se já não

faltar muito tempo para a próxima dose, ignore a dose esquecida.

Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Zestoretic

Não pare de tomar os seus comprimidos, mesmo que se sinta bem, exceto se por

recomendação do seu médico.

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Zestoretic contém dois medicamentos: lisinopril e hidroclorotiazida. Os seguintes

efeitos indesejáveis foram observados com este medicamento.

Reações alérgicas graves (raras, afetam menos de 1 em cada 1.000 pessoas)

Pare de tomar Zestoretic e contacte um médico imediatamente se tiver uma reação

alérgica grave. Os sinais podem incluir o súbito aparecimento de:

- Inchaço da sua cara, lábios, língua ou garganta. Isto pode causar dificuldade em

engolir.

- Inchaço grave e súbito das suas mãos, pés ou tornozelos.

- Dificuldade em respirar.

- Comichão intensa na pele (com inchaços ou nódulos).

Problemas hepáticos graves (muito raros, afetam menos de 1 em cada 10.000 pessoas).

Os sinais podem incluir:

- Coloração amarela da pele ou dos olhos, urina de cor escura ou perda de apetite. Se

isto lhe acontecer, contacte um médico imediatamente.

Podem ocorrer alterações de algumas células ou componentes do seu sangue. Podem

também ocorrer alterações nos níveis de algumas substâncias (açúcar, potássio ou ácido

úrico) no seu sangue. É possível que o seu médico peça ocasionalmente análises ao

sangue, para verificar se Zestoretic teve algum efeito no seu sangue. Os sinais podem

incluir sensação de cansaço, pele pálida, dor de garganta, temperatura elevada (febre),

adormecimento e formigueiro, sensação de sede, dores musculares e nas articulações,

ou fraqueza, inchaço das articulações ou glândulas, ou sensibilidade à luz solar.

Outros efeitos indesejáveis possíveis:

Lisinopril

Efeitos indesejáveis frequentes (afetam menos de 1 em cada 10 pessoas)

- Dor de cabeça

- Sensação de tonturas ou sensação de cabeça vazia, especialmente quando se levanta

depressa (hipotensão ortostática)

- Desmaio

- Diarreia

- Vómitos

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

- Tosse

- Problemas renais (detetado em análises ao sangue)

Efeitos indesejáveis pouco frequentes (afetam 1 em cada 100 pessoas)

- Alterações do humor

- Adormecimento ou formigueiro nos dedos das mãos ou dos pés

- Sensação de andar à roda (vertigens)

- Alterações do paladar

- Perturbações do sono

- Ver e/ou ouvir alucinações

- Ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC)

- Taquicardia

- Batimento cardíaco acelerado (palpitações)

- Síndrome de Raynaud

- Irritação e corrimento nasal (rinite)

- Náuseas

- Dor abdominal

- Indigestão

- Elevação das enzimas hepáticas e bilirrubina

- Erupção na pele

- Comichão (prurido)

- Incapacidade de ter uma ereção (impotência)

- Fadiga

- Astenia

- Aumento da ureia no sangue

- Aumento da creatinina no sangue

- Excesso de potássio no sangue (hipercaliemia)

- Pode ocorrer uma descida excessiva da pressão arterial em pessoas com as seguintes

situações: doença cardíaca coronária; estreitamento da aorta (uma artéria do coração),

das válvulas cardíacas ou da artéria renal; um aumento do espessamento do músculo

cardíaco. Se isto lhe acontecer, pode sentir tonturas ou sensação de cabeça vazia,

especialmente quando se levanta depressa.

Efeitos indesejáveis raros (afetam menos de 1 em cada 1.000 pessoas)

- Alterações nos glóbulos vermelhos (detetado em análises ao sangue)

- Secreção inadequada da hormona antidiurética, síndrome de secreção inapropriada de

hormona antidiurética (SIADH)

- Alterações na sensação de cheiro

- Confusão mental

- Boca seca

- Queda de cabelo

- Reação na pele com comichão (urticária)

- Psoríase

- Problemas renais

- Falência renal (uremia)

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

- Ginecomastia (aumento das mamas nos homens)

- Níveis baixos de sódio no sangue (os sintomas podem ser cansaço, dor de cabeça,

náuseas ou vómitos)

Efeitos indesejáveis muito raros (afetam menos de 1 em cada 10.000 pessoas)

- Depressão da medula óssea, anemia, trombocitopenia, leucopenia, neutropenia,

agranulocitose, anemia hemolítica, linfodenopatia, doença autoimune.

- Inchaço da mucosa do intestino, o que pode causar súbita dor de estômago, diarreia ou

vómitos

- Inflamação do pâncreas, o que causa dor de estômago moderada a grave

- Diminuição do nível de açúcar no sangue (hipoglicemia)

- Respiração sibilante (broncospasmo)

- Sensação de dor e congestão em torno das bochechas e olhos (sinusite)

- Inflamação dos pulmões (alveolite alérgica/pneumonia eosinofilica)

- Hepatite hepatocelular ou colestática, icterícia, insuficiência hepática

- Pênfigo (erupções na pele graves acompanhadas de descamação da pele e possível

formação de bolhas), necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson,

eritema multiforme, pseudolinfoma cutâneo

- Transpiração excessiva

- Urinar menos que o normal ou incapacidade de urinar

Efeitos indesejáveis desconhecidos

- Sintomas depressivos

- Afrontamentos

Hidroclorotiazida

Efeitos indesejáveis de frequência desconhecida (não pode ser calculada a partir dos

dados disponíveis):

- Cancro da pele e do lábio (cancro da pele não-melanoma)

- Inflamação das glândulas salivares (sialadenite)

- Diminuição do número de células no sangue (incluindo contagem baixa de glóbulos

vermelhos e glóbulos brancos)

- Baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia)

- Anemia aplásica

- Anorexia

- Níveis altos de açúcar no sangue (hiperglicemia)

- Presença de glucose na urina (glicosúria)

- Níveis altos de ácido úrico na urina (hiperuricemia), desequilíbrio eletrolítico

(incluindo hipocaliemia e hiponatremia - níveis baixo de sódio e potássio no sangue)

- Aumento dos níveis de colesterol e triglicéridos

- Gota (uma situação que causa inchaço e dor nas articulações)

- Irrequietude

- Depressão

- Perturbação do sono

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

- Perda de apetite

- Adormecimento ou formigueiro nos dedos das mãos ou dos pés

- Atordoamento

- Alterações de visão que fazem com que os objetos pareçam amarelos, perturbação da

visão de forma transitória, dor ocular forte acompanhada de vermelhidão e visão

enevoada. Em caso de vermelhidão e dor aguda nos olhos, deverá procurar tratamento

médico de imediato para que essa situação não leve a perda total de visão

- Inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite)

- Problemas nos pulmões, incluindo pieira. Pode sentir falta de ar, se os seus pulmões

ficarem inflamados ou com líquido

- Irritação gástrica, diarreia, obstipação, inflamação do fígado (pancreatite)

- Reações causadas pela sensibilidade à luz solar, reações tipo lúpus eritematoso

cutâneo, reativação ou agravamento do lúpus eritematoso cutâneo, urticária, reações

anafiláticas, necrólise epidérmica tóxica

- Espasmo muscular, fraqueza muscular

- Alteração da função renal

- Inflamação dos rins (nefrite intersticial)

- Sensação de cansaço ou sensação de fraqueza (perda de força)

- Temperatura elevada (febre)

- Sintomas depressivos

- Afrontamentos

- Reação alérgica grave

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações

sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Zestoretic

Conservar a temperatura inferior a 30°C.

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister e na

embalagem exterior, após "EXP". O prazo de validade corresponde ao último dia do

mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Zestoretic

- As substâncias ativas são lisinopril (di-hidratado) e hidroclorotiazida. Zestoretic

contém 20 mg de lisinopril e 12,5 mg de hidroclorotiazida.

- Os outros componentes são manitol, hidrogenofosfato de cálcio, amido de milho,

amido pré-gelificado e estearato de magnésio.

Qual o aspeto de Zestoretic e conteúdo da embalagem

Comprimidos redondos, brancos, não revestidos, com a gravação 20 12.5 numa face e

uma linha divisória na outra face.

Zestoretic apresenta-se em embalagens de 14, 28 e 56 comprimidos acondicionados em

blisters de PVC/Alu.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

AstraZeneca Produtos Farmacêuticos, Lda.

Rua Humberto Madeira, 7

Queluz de Baixo

2730-097 Barcarena

Portugal

Tel.: 21 434 61 00

Fax: 21 434 61 93

E-mail: direccao.tecnica@astrazeneca.com

Fabricantes

AstraZeneca UK Ltd

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

Silk Road Business Park,

Macclesfield,

Cheshire, SK10 2NA,

Reino Unido

Biofabri, S.L.

La Relva, s/n Porriño

36400 Pontevedra

Espanha

Este folheto foi revisto pela última vez em

Outras fontes de informação

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet

do INFARMED, I.P. http://www.infarmed.pt

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Zestoretic 20 mg + 12,5 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém lisinopril di-hidratado equivalente a 20 mg de lisinopril

anidro e 12,5 mg de hidroclorotiazida.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido redondo, branco, não revestido, com a gravação 20 12.5 numa face e uma

linha divisória na outra face.

A ranhura destina-se apenas a facilitar a divisão, para ajudar a deglutição, e não para

dividir em metades iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Zestoretic está indicado no tratamento da hipertensão arterial em doentes que não

responderam adequadamente ao tratamento com lisinopril ou um diurético,

administrado isoladamente.

Zestoretic não está indicado como terapêutica inicial para a hipertensão arterial.

4.2 Posologia e modo de administração

Hipertensão Arterial

A dose habitual é de um comprimido, administrado numa toma única diária. Tal como

acontece com todos os outros medicamentos de toma única diária, Zestoretic deve ser

tomado aproximadamente sempre à mesma hora do dia.

Em geral, se o efeito terapêutico pretendido não for alcançado num período de 2 a

4 semanas com uma determinada dose, essa dose pode ser aumentada para dois

comprimidos, administrados numa toma única diária.

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

Posologia na Insuficiência Renal

As tiazidas podem não ser diuréticos apropriados para utilização em doentes com

insuficiência renal e são ineficazes quando a depuração da creatinina é igual ou inferior

a 30 ml/min (i.e., insuficiência renal moderada ou grave).

Zestoretic não deve ser utilizado como terapêutica inicial em doentes com insuficiência

renal.

Em doentes com depuração da creatinina compreendida entre > 30 e < 80 ml/min,

Zestoretic só deve ser utilizado após a titulação dos componentes individuais. Nos

doentes com insuficiência renal ligeira, a dose inicial recomendada de lisinopril, quando

administrado isoladamente, é de 5 a 10 mg.

Doentes medicados com diuréticos

Poderá ocorrer hipotensão sintomática após o início da terapêutica com Zestoretic. Esta

situação é mais provável nos doentes que apresentam depleção de sais e/ou de volume

como consequência de um tratamento prévio com diuréricos. O diurético deverá ser

interrompido 2 ou 3 dias antes do início da terapêutica com Zestoretic. Nos doentes

hipertensos em que não se possa interromper o tratamento com o diurético, a terapêutica

deverá iniciar-se com uma dose de 5 mg de lisinopril, isoladamente.

População pediátrica

A segurança e eficácia da utilização em crianças não foram estabelecidas.

Doentes idosos

Nos estudos clínicos, a eficácia e tolerabilidade de lisinopril e hidroclorotiazida,

administrados concomitantemente, foram semelhantes tanto nos doentes hipertensos

idosos como nos doentes hipertensos jovens.

Os doentes de idade mais avançada apresentam valores sanguíneos mais elevados, bem

como valores mais elevados na área sob a curva da concentração plasmática versus

tempo, quando comparados com os doentes mais jovens.

O lisinopril, numa dose diária compreendida entre 20 e 80 mg, foi igualmente eficaz em

doentes hipertensos idosos (idade igual ou superior a 65 anos) e em doentes hipertensos

não idosos. Em doentes hipertensos idosos, a monoterapia com lisinopril foi tão eficaz

na redução da pressão arterial diastólica como a monoterapia com hidroclorotiazida ou

atenolol. Nos estudos clínicos, não houve alterações da tolerabilidade relacionadas com

a idade.

Modo de administração

Via oral.

4.3 Contraindicações

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

- Hipersensibilidade ao lisinopril ou a qualquer outro inibidor da enzima de conversão

da angiotensina (ECA), à hidroclorotiazida ou a outros medicamentos derivados das

sulfonamidas, ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

- Compromisso renal grave (depuração da creatinina

<

30 ml/min).

- Anúria.

- História de reações anafiláticas/anafilactoides ou angioedema associado ao tratamento

prévio com inibidores da ECA.

- Angioedema hereditário ou idiopático.

- Segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secções 4.4 e 4.6).

- Compromisso hepático grave.

- O uso concomitante de Zestoretic com medicamentos contendo aliscireno é

contraindicado em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal

(TFG < 60 ml/min/1,73 m2) (ver secções 4.5 e 5.1).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Hipotensão sintomática

Como em todas as terapêuticas anti-hipertensoras pode ocorrer hipotensão sintomática

em alguns doentes.

Raramente tem sido observada hipotensão sintomática em doentes hipertensos sem

complicações, mas é mais provável o seu aparecimento nos doentes com depleção de

volume, p.ex. por terapêutica diurética, dieta restrita em sal, diálise, diarreia ou

vómitos, ou nos doentes que apresentem hipertensão grave dependente da renina (ver

secções 4.5 e 4.8). Deve-se, a intervalos apropriados, determinar periodicamente os

eletrolíticos séricos nestes doentes. Em doentes com risco acrescido de hipotensão

sintomática, o início da terapêutica e o ajuste posológico devem ser monitorizados sob

rigorosa supervisão médica. Devem ser tomadas precauções especiais em doentes com

isquémia cardíaca ou doença cerebrovascular, dado que uma redução excessiva da

pressão arterial pode ter como consequência um enfarte do miocárdio ou um acidente

vascular cerebral.

Se ocorrer hipotensão, o doente deverá ser colocado em posição supina e, se necessário,

deverá administrar-se soro fisiológico em perfusão intravenosa. Uma resposta

hipotensora transitória não constitui uma contraindicação para doses adicionais. Após

normalização da pressão arterial e volemia, é possível reiniciar a terapêutica com doses

mais baixas; ou utilizar qualquer um dos componentes isoladamente.

Em alguns doentes com insuficiência cardíaca que tenham pressão arterial normal ou

baixa, pode ocorrer com lisinopril redução adicional da pressão arterial sistémica. Este

efeito é esperado e normalmente não é um motivo para interromper o tratamento. Se a

hipotensão se tornar sintomática, pode ser necessária a redução da dose ou a interrupção

de Zestoretic.

Estenose da válvula aórtica e mitral / cardiomiopatia hipertrófica

Tal como com outros inibidores da ECA, lisinopril deve ser administrado com

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

precaução em doentes com estenose da válvula mitral e obstrução no fluxo de saída do

ventrículo esquerdo, tal como estenose aórtica ou cardiomiopatia hipertrófica.

Terapêutica diurética anterior

A terapêutica diurética deverá ser interrompida 2 ou 3 dias antes de se iniciar a

terapêutica com Zestoretic. Nos doentes hipertensos em que não pode suspender-se o

tratamento com o diurético, a terapêutica deverá iniciar-se com lisinopril isoladamente,

na dose de 5 mg.

Cirurgia / Anestesia

Em doentes submetidos a grande cirurgia ou durante a anestesia com agentes que

provocam hipotensão, o lisinopril pode bloquear a formação de angiotensina II

resultante de uma libertação compensatória de renina. Se ocorrer hipotensão atribuível a

este mecanismo, esta poderá ser corrigida com expansores do plasma.

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Existe evidência de que o uso concomitante de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores da angiotensina II ou aliscireno aumenta o risco de hipotensão, hipercaliemia

e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda). O duplo bloqueio do

SRAA através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da

angiotensina II ou aliscireno, é portanto, não recomendado (ver secções 4.5 e 5.1).

Se a terapêutica de duplo bloqueio for considerada absolutamente necessária, esta só

deverá ser utilizada sob a supervisão de um especialista e sujeita a uma monitorização

frequente e apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem ser

utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

Compromisso da função renal

As tiazidas podem não ser diuréticos apropriados para utilização em doentes com

compromisso renal e são ineficazes quando os valores da depuração da creatinina são

iguais ou inferiores a 30 ml/min (i.e., insuficiência renal moderada ou grave).

Zestoretic não deve ser administrado a doentes com insuficiência renal (depuração da

creatinina inferior ou igual a 80 ml/min) enquanto a titulação dos componentes

individuais não demonstrar a necessidade das doses presentes nos comprimidos de

Zestoretic.

Em doentes com insuficiência cardíaca, hipotensão após o início da terapêutica com

inibidores da ECA pode levar a algum compromisso adicional da função renal. Foi

notificada nesta situação insuficiência renal aguda, geralmente reversível.

Em alguns doentes com estenose bilateral da artéria renal ou com estenose da artéria em

rim solitário, que foram tratados com inibidores da ECA, observaram-se aumentos da

ureia no sangue e da creatinina sérica, geralmente reversíveis após interrupção da

terapêutica. Isto é especialmente provável em doentes com insuficiência renal. No caso

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

de hipertensão renovascular presente, existe um risco aumentado de hipotensão grave e

insuficiência renal. Nestes doentes, o tratamento deve ser iniciado sob vigilância

médica rigorosa, com doses baixas e titulação cuidadosa da dose. Uma vez que o

tratamento com diuréticos pode ser um fator contribuinte para a situação anteriormente

referida, recomenda-se a monitorização da função renal durante as primeiras semanas

de terapêutica com Zestoretic.

Alguns doentes hipertensos sem doença renal pré-existente aparente apresentaram

aumentos da ureia no sangue e da creatinina sérica, geralmente pequenos e transitórios,

quando o lisinopril foi administrado concomitantemente com um diurético. Isto é mais

provável de ocorrer em doentes com compromisso renal pré-existente. Pode ser

necessária a redução da dose e/ou interrupção do diurético e/ou lisinopril.

Transplante renal

Zestoretic não deve ser utilizado, dado não haver experiência com doentes submetidos a

um transplante renal recente.

Doença Hepática

As tiazidas devem ser utilizadas com precaução em doentes com compromisso da

função hepática ou doença hepática progressiva, uma vez que pequenas alterações do

equilíbrio hidroeletrolítico podem precipitar coma hepático (ver secção 4.3).

Raramente, os inibidores da ECA foram associados a uma síndrome que se inicia com

icterícia colestática ou hepatite e que progride para necrose fulminante e (por vezes)

morte. O mecanismo desta síndrome não é conhecido. Os doentes que estejam a tomar

Zestoretic e que desenvolvam icterícia, ou que apresentem elevações acentuadas das

enzimas hepáticas, devem suspender Zestoretic e serem submetidos a acompanhamento

médico apropriado.

Hipersensibilidade / Angioedema

Foram notificados casos pouco frequentes de angioedema da face, extremidades, lábios,

língua, glote e/ou laringe em doentes tratados com inibidores da ECA, incluindo

Zestoretic. Esta situação pode ocorrer em qualquer momento, durante a terapêutica.

Nestes casos, Zestoretic deverá ser imediatamente interrompido e instituindo-se

tratamento e monitorização adequadas a fim de assegurar a resolução completa dos

sintomas antes do final do período de hospitalização. Mesmo nos casos em que ocorre

unicamente edema da língua, sem dificuldade respiratória, os doentes poderão

necessitar de observação prolongada, uma vez que o tratamento com anti-histamínicos e

corticosteroides poderá não ser suficiente.

Muito raramente, foram notificados casos de morte devido a angioedema associado a

edema da laringe ou a edema da língua. Os doentes que apresentem envolvimento da

língua, glote ou laringe poderão apresentar obstrução das vias respiratórias, em especial

no caso de doentes com antecedentes de cirurgia das vias respiratórias. Nestes casos

dever-se-á administrar imediatamente terapêutica de emergência. Esta pode incluir a

administração de adrenalina e/ou a manutenção da função respiratória patente. O doente

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

deve ser mantido sob rigorosa supervisão médica até à resolução completa e sustentada

dos sintomas.

Os inibidores da enzima de conversão da angiotensina causam um maior número de

angioedemas em doentes de raça negra do que em doentes de outras raças.

Doentes com uma história de angioedema não associado a uma terapêutica com inibidor

da ECA poderão apresentar um aumento do risco de ocorrência de angioedema,

enquanto estão a ser medicados com um inibidor da ECA (ver secção 4.3).

Alguns medicamentos podem aumentar o risco de angioedema se forem administrados

concomitantemente com inibidores da ECA (ver secção 4.5). Em doentes medicados

com tiazidas, podem ocorrer reações de hipersensibilidade com ou sem história de

alergia ou asma brônquica. Foi notificada exacerbação ou ativação do lúpus eritematoso

sistémico com a utilização de tiazidas.

Efeitos Metabólicos e Endócrinos

A terapêutica com tiazidas e inibidores da ECA pode diminuir a tolerância à glucose;

neste caso, pode ser necessário ajustar a dose dos agentes antidiabéticos, incluindo a

insulina. Nos doentes diabéticos previamente tratados com medicamentos antidiabéticos

orais ou insulina, o controlo glicémico deve ser cuidadosamente monitorizado,

especialmente no decurso do primeiro mês de tratamento com um inibidor da ECA.

A diabetes latente pode manifestar-se durante a terapêutica com tiazidas.

Aumentos nos níveis de colesterol e triglicéridos podem estar associados com a

terapêutica com diuréticos tiazídicos.

Em certos doentes, as tiazidas podem precipitar o aparecimento de hiperuricemia e/ou

gota. Contudo, o lisinopril pode aumentar a excreção de ácido úrico na urina e assim

atenuar o efeito hiperuricémico da hidroclorotiazida.

Desequilíbrio eletrolítico

À semelhança do que sucede em qualquer doente a receber terapêutica diurética, a

determinação periódica dos eletrólitos séricos deve realizar-se em intervalos adequados.

As tiazidas, incluindo a hidroclorotiazida, podem provocar desequilíbrio

hidroeletrolítico (hipocaliemia, hiponatremia e alcalose hipoclorémica). Os sinais de

alerta para o desequilíbrio hidroeletrolítico consistem em xerostomia, sede, fraqueza,

letargia, sonolência, dores musculares ou cãibras, fadiga muscular, hipotensão, oligúria,

taquicardia e perturbações gastrointestinais, tais como náuseas ou vómitos.

Hiponatremia

Hiponatremia por diluição pode ocorrer em doentes edematosos com tempo quente. O

défice de cloretos é geralmente ligeiro e não exige tratamento.

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

Hipomagnesiemia

As tiazidas demonstraram aumentar a excreção urinária de magnésio, o que pode

resultar em hipomagnesiemia.

Hipercalcemia

As tiazidas podem diminuir a excreção urinária de cálcio e originar um aumento ligeiro

e intermitente do cálcio sérico. Uma hipercalcemia marcada pode indicar

hiperparatiroidismo oculto. Recomenda-se interrupção do tratamento com tiazidas antes

dos testes da função paratiroide.

Hipercaliemia

Foram observadas elevações no potássio sérico, em alguns doentes tratados com

inibidores da ECA, incluindo lisinopril. Os doentes com risco para o desenvolvimento

de hipercaliemia incluem aqueles com insuficiência renal, diabetes mellitus, ou aqueles

que utilizam concomitantemente diuréticos poupadores de potássio, suplementos de

potássio ou substitutos do sal que contenham potássio, ou aqueles doentes que tomam

outros medicamentos associados a aumentos do potássio sérico (p.ex. heparina). Se o

uso concomitante dos agentes acima mencionados for considerado adequado,

recomenda-se a monitorização regular do potássio sérico (ver secção 4.5).

Doentes diabéticos

Em doentes diabéticos tratados com agentes antidiabéticos orais ou insulina, o controlo

glicémico deve ser cuidadosamente monitorizado durante o primeiro mês de tratamento

com um inibidor da ECA (ver secção 4.5).

Dessensibilização

Verificaram-se reações anafilactoides em doentes em terapêutica com inibidores da

ECA durante o tratamento de dessensibilização (p.ex. veneno de hymenoptera). Nos

mesmos doentes, estas reações foram evitadas quando foram interrompidos

temporariamente os inibidores da ECA, embora tenham reaparecido após

readministração inadvertida do medicamento.

Reações anafilactoides em doentes hemodialisados

Não está indicada a utilização de Zestoretic em doentes que requerem diálise no caso de

insuficiência renal.

Foram notificadas reações anafilactoides em doentes submetidos a certos

procedimentos de hemodiálise (p.ex. com membranas de fluxo elevado AN 69 e durante

aférese de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) com sulfato de dextrano) e tratados

concomitantemente com um inibidor da ECA. Nestes doentes deverá ser considerada a

hipótese de utilizar um tipo diferente de membrana de diálise ou uma classe diferente de

agente anti-hipertensor.

Reações anafilactoides relacionadas com aférese de lipoproteínas de baixa densidade

(LDL)

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

Em raras ocasiões, doentes tratados com inibidores da ECA durante a aférese das

lipoproteínas de baixa densidade (LDL) com sulfato de dextrano apresentaram reações

anafilactoides potencialmente fatais. Estes sintomas podem ser evitados pela

interrupção temporária da terapêutica com inibidor da ECA antes de cada aférese.

Neutropenia / Agranulocitose

Foram notificados casos de neutropenia / agranulocitose, trombocitopenia e anemia em

doentes tratados com inibidores da ECA. Raramente ocorre neutropenia nos doentes

com função renal normal e sem quaisquer outros fatores de complicação. A neutropenia

e a agranulocitose são reversíveis após a suspensão do tratamento com inibidor da ECA.

Zestoretic deve ser utilizado com extrema precaução nos doentes com doença vascular

do colagénio, sob terapêutica imunossupressora, em tratamento com alopurinol ou

procainamida, ou uma combinação destes fatores de complicação, em especial nos

casos de compromisso da função renal pré-existente. Alguns destes doentes

desenvolveram infeções graves que, nalguns casos, não respondem a antibioterapia

intensa. Se Zestoretic for utilizado nestes doentes, é aconselhável uma monitorização

periódica da contagem de leucócitos, pedindo-se aos doentes que comuniquem

imediatamente qualquer sinal de infeção.

Raça

Os inibidores da ECA causam um maior número de angioedemas em doentes de raça

negra do que em doentes de outras raças.

Tal como com outros inibidores da ECA, o lisinopril poderá ser menos eficaz na

redução da pressão arterial nos doentes de raça negra do que nos de outras raças,

possivelmente devido a uma maior prevalência de estados com renina reduzida na

população negra com hipertensão.

Tosse

Tem sido notificado o aparecimento de tosse com a utilização de inibidores da ECA.

Esta tosse caracteriza-se por ser não produtiva, persistente e resolve-se após suspensão

da terapêutica. A tosse induzida pelos inibidores da ECA deve ser considerada como

parte do diagnóstico diferencial da tosse.

Lítio

Não se recomenda, geralmente, a associação de inibidores da ECA e lítio (ver

secção 4.5).

Teste anti-doping

A hidroclorotiazida contida neste medicamento pode produzir um resultado analítico

positivo num teste anti-doping.

Hidroclorotiazida:

Cancro da pele não-melanoma

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

Em dois estudos epidemiológicos baseados no registo nacional de cancro da Dinamarca

foi observado um aumento do risco de cancro da pele não-melanoma (NMSC)

[carcinoma basocelular (BCC) e carcinoma espinocelular (SCC)] com uma dose

cumulativa crescente de exposição a hidroclorotiazida (HCTZ). A atividade

fotossensibilizadora da HCTZ pode atuar como mecanismo para o NMSC.

Os doentes em tratamento com HCTZ devem ser informados do risco de NMSC e

aconselhados a observar regularmente a sua pele. Quaisquer novas lesões da pele

suspeitas devem ser imediatamente comunicadas ao médico. Os doentes devem ser

aconselhados a tomar medidas preventivas tais como limitação da exposição à luz solar

e à radiação ultravioleta e, em caso de exposição, a utilização de proteção adequada

com vista a minimizar o risco de cancro da pele. As lesões cutâneas suspeitas devem ser

rapidamente examinadas, nomeadamente através de exames histológicos de biópsias. A

utilização de HCTZ também poderá ter que ser reavaliada em doentes com antecedentes

de NMSC (ver também secção 4.8).

Gravidez

Os inibidores da ECA não devem ser iniciados durante a gravidez. A não ser em

situações em que a manutenção da terapêutica com inibidores da ECA seja considerada

essencial, nas doentes que planeiem engravidar o tratamento deve ser alterado para

tratamentos anti-hipertensores alternativos cujo perfil de segurança durante a gravidez

esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com inibidores da

ECA deve ser interrompido imediatamente, e, se apropriado, deverá ser iniciada

terapêutica alternativa (ver secções 4.3 e 4.6).

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Agentes anti-hipertensores

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona

Quando combinados com outros agentes anti-hipertensores, pode ocorrer um efeito

aditivo na diminuição da pressão arterial. Os dados de ensaios clínicos têm

demonstrado que o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da

angiotensina II ou aliscireno está associado a uma maior frequência de acontecimentos

adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo

insuficiência renal aguda) em comparação com o uso de um único fármaco com ação no

SRAA (ver secções 4.3, 4.4 e 5.1).

Recomenda-se monitorização cuidada da pressão arterial, função renal e eletrólitos em

doentes a receberem lisinopril e outros agentes que afetam o SRAA. Não administrar

concomitantemente aliscireno com lisinopril em doentes com diabetes. Evitar o uso de

aliscireno com lisinopril em doentes com compromisso renal

(TFG < 60 ml/min/1,73m2) (ver secção 4.3).

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

O uso concomitante destes agentes poderá aumentar o efeito hipotensor de Zestoretic. O

uso concomitante com trinitrato de glicerilo e outros nitratos, ou com outros

vasodilatadores, poderá reduzir ainda mais a pressão arterial.

Medicamentos que podem aumentar o risco de angioedema

O tratamento concomitante de inibidores da ECA com inibidores mTOR (alvo da

rapamicina em mamíferos) (p.ex. temsirolimus, sirolimus, everolimus) ou inibidores da

endopeptidase neutra (NEP), (p.ex. racecadotril) ou ativadores do plasminogénio

tecidular pode aumentar o risco de angioedema.

Suplementos de potássio, diuréticos poupadores de potássio ou substitutos do sal que

contenham potássio e outros medicamentos que possam aumentar os níveis de potássio

sérico.

A espoliação de potássio induzida pelos diuréticos tiazídicos é, geralmente, atenuada

pelo efeito poupador de potássio observado no lisinopril. O uso de suplementos de

potássio, agentes poupadores de potássio ou substitutos do sal que contenham potássio e

outros medicamentos que possam aumentar os níveis de potássio sérico (p.ex., heparina,

cotrimoxazol), particularmente em doentes com compromisso da função renal ou

diabetes mellitus, pode levar a um aumento significativo do potássio sérico. Se a

utilização concomitante de Zestoretic com qualquer um destes agentes for considerada

apropriada, estes deverão ser utilizados com precaução, e com uma monitorização

frequente do potássio sérico (ver secção 4.4).

Lítio

Foram notificados aumentos reversíveis das concentrações séricas de lítio e de

toxicidade, durante a administração concomitante de lítio e inibidores da ECA. Os

agentes diuréticos e os inibidores da ECA reduzem a depuração renal do lítio e

aumentam o risco de toxicidade pelo lítio. Por conseguinte o uso concomitante de

Zestoretic e lítio não é recomendado, mas caso esta associação terapêutica se revele

necessária, dever-se-á proceder à monitorização cuidadosa dos níveis séricos do lítio

(ver secção 4.4).

Medicamentos indutores de torsades de pointes

Devido ao risco de hipocaliemia, recomenda-se precaução na administração

concomitante de hidroclorotiazida e medicamentos que induzem torsades de pointes,

p.ex. alguns antiarrítmicos, alguns anti-psicóticos e outros medicamentos que se sabe

induzirem torsades de pointes.

Antidepressivos tricíclicos / antipsicóticos / anestésicos

O uso concomitante de alguns medicamentos anestésicos, antidepressivos tricíclicos e

antipsicóticos com inibidores da ECA poderá resultar numa redução adicional da

pressão arterial (ver secção 4.4).

A hipotensão ortostática pode ser agarvada pela ingestão simultânea de álcool,

barbitúricos ou anestésicos.

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

Ouro

Foram notificadas reações nitritoides (sintomas de vasodilatação incluindo rubor,

náuseas, tonturas e hipotensão, que podem ser muito graves) com mais frequência, após

administração de ouro injetável (p.ex. aurotiomalato de sódio), em doentes sob

terapêutica com inibidores da ECA.

Outras terapias concomitantes

O efeito hiperglicémico do diazóxido pode ser aumentado pelas tiazidas.

As tiazidas podem aumentar o risco de acontecimentos adversos causados pela

amantadine.

As tiazidas podem reduzir a excrção renal de medicamentos citotóxicos (p.ex.

ciclofosfamida, metotrexato) e potenciar os seus efeitos mielossupressivos.

Simpaticomiméticos

Os simpaticomiméticos podem reduzir os efeitos anti-hipertensores dos inibidores da

ECA.

As tiazidas podem diminuir a capacidade de resposta arterial à noradrenalina, mas não o

suficiente para impedir a eficácia do agente vasoconstritor na utilização terapêutica.

Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), incluindo ácido

acetilsalicílico

A administração crónica de AINEs (incluindo inibidores seletivos da ciclo-oxigenase-2)

pode reduzir o efeito anti-hipertensor de um inibidor da ECA. AINEs e inibidores da

ECA podem exercer um efeito aditivo sobre a deterioração da função renal. Estes

efeitos são geralmente reversíveis. Raramente, pode ocorrer insuficiência renal aguda,

especialmente em doentes com compromisso da função renal, tais como os idosos ou

doentes desidratados.

Antidiabéticos

Os estudos epidemiológicos têm sugerido que a administração concomitante de

inibidores da ECA e medicamentos antidiabéticos (insulinas ou agentes

hipoglicemiantes orais) poderão causar um aumento do efeito de diminuição da glucose

sanguínea com risco de hipoglicemia. A ocorrência deste fenómeno pareceu ser mais

favorável durante as primeiras semanas de tratamento combinado e em doentes com

compromisso renal.

O tratamento com um diurético tiazídico pode prejudicar a tolerância à glucose. Outros

antidiabéticos, incluindo a necessidade de insulina em doentes diabéticos podem ser

aumentados, diminuidos ou inalterados.

Anfotericina B (parentérica), carbenoxolona, corticosteroides, corticotropina (ACTH)

ou laxantes estimulantes, diuréticos caliuréticos, derivados do ácido salicílico.

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

A hidroclorotiazida pode intensificar o desequilíbrio eletrolítico, em particular a

hipocaliemia.

A diminuição de potássio por efeito da hidroclorotiazida, espera-se que seja potenciada

por medicamentos associados à perda de potássio e à hipocaliemia.

A hipocaliemia pode desenvolver-se durante a utilização concomitante de esteroides ou

hormona adrenocorticoide (ACTH).

Sais de cálcio

Pode ocorrer aumento dos níveis de cálcio séricos devido à excreção reduzida quando

administrados concomitantemente com diuréticos tiazídicos.

Se forem prescritos suplementos de cálcio ou de vitamina D, os níveis de cálcio sérico

devem ser monitorizados e a dose ajustada em conformidade.

Glicosidos cardíacos

Existe um risco acrescido de toxicidade digitálica associada à hipocaliemia induzida por

tiazidas, que pode sensibilizar ou exagerar a resposta do coração aos efeitos tóxicos dos

digitálicos (p.ex. aumento da irritabilidade ventricular)

Relaxantes musculares esqueléticos não-despolarizantes (p.ex. tubocuranina)

O efeito destes agentes pode ser potenciado pela hidroclorotiazida.

Colestiramina e colestipol

Podem retardar ou reduzir a absorção da hidroclorotiazida. Por isso, os diuréticos

derivados das sulfonamidas deverão ser administrados pelo menos uma hora antes ou 4

a 6 horas após a toma destes agentes.

Trimetoprim

A administração concomitante de inibidores da ECA e tiazidas com trimetoprim

aumenta o risco de hipercaliemia.

Sotalol

A hipocaliemia induzida por tiazidas pode aumentar o risco de arritmia induzida por

sotalol.

Alopurinol

A administração concomitante de inibidores da ECA e alopurinol aumenta o risco de

danos renais e pode levar a um risco aumentado de leucopenia.

Ciclosporina

A administração concomitante de inibidores da ECA e ciclosporina aumenta o risco de

danos renais e hipercaliemia.

O tratamento concomitante com ciclosporina pode aumentar o risco de hiperuricemia e

complicações do tipo gota.

Lovastatina

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

A administração concomitante de inibidores da ECA e lovastatina aumenta o risco de

hipercaliemia.

Citostáticos, imunossupressores, procainamida

A administração concomitante de inibidores da ECA pode levar a um risco aumentado

de leucopenia (ver secção 4.4).

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Inibidores da ECA:

Não se recomenda a administração de inibidores da ECA durante o primeiro trimestre

de gravidez (ver secção 4.4). A administração de inibidores da ECA é contraindicada

durante o 2° e 3° trimestre de gravidez (ver secções 4.3 e 4.4).

A evidência epidemiológica relativa ao risco de teratogenicidade após a exposição aos

inibidores da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez não é conclusiva; contudo,

não é possível excluir um ligeiro aumento do risco. A não ser que a manutenção do

tratamento com inibidores da ECA seja considerada essencial, nas doentes que

planeiam engravidar a medicação deve ser substituída por terapêuticas anti-

hipertensoras alternativas cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja

estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com inibidores da ECA

deve ser interrompido imediatamente, e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica

alternativa.

A exposição à terapêutica com inibidores da ECA durante o segundo e terceiro

trimestres de gravidez é conhecida por induzir toxicidade fetal em humanos

(diminuição da função renal, oligohidrâmnio, atraso na ossificação do crânio) e

toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia) (ver também

secção 5.3). No caso da exposição aos inibidores da ECA ter ocorrido a partir do

segundo trimestre de gravidez, recomenda-se a monitorização ultrassonográfica da

função renal e dos ossos do crânio. Recém-nascidos cujas mães estiveram expostas aos

inibidores da ECA devem ser cuidadosamente observados no sentido de diagnosticar

hipotensão (ver também secções 4.3 e 4.4).

Hidroclorotiazida:

A experiência decorrente da administração da hidroclorotiazida durante a gravidez,

particularmente durante o primeiro trimestre, é limitada. Os estudos em animais são

insuficientes.

A hidroclorotiazida atravessa a barreira placentária. Com base no mecanismo de ação

farmacológico da hidroclorotiazida, a sua administração durante o segundo e o terceiro

trimestres pode comprometer a perfusão fetoplacentária e pode causar efeitos fetais e

neonatais tais como icterícia, distúrbios no equilíbrio eletrolítico e trombocitopenia.

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

A hidroclorotiazida não deve se administrada no edema gestacional, hipertensão

gestacional ou pré-eclampsia devido ao risco de diminuição do volume plasmático e

hipoperfusão placentária, sem um efeito benéfico relativamente ao curso da doença.

A hidroclorotiazida não deve ser administrada na hipertensão essencial em mulheres

grávidas, exceto nas raras situações em que não pode ser utilizada outra alternativa

terapêutica.

Caso tenha ocorrido exposição ao Zestoretic durante o segundo e terceiro trimestres de

gravidez, devem ser realizados testes de ultrassonografia para avaliar o ambiente intra-

amniótico. No entanto, a doente e o médico, deverão ter em consideração que o

oligohidrâmnio maternal poderá apenas manifestar-se após o feto ter sofrido lesões

irreversíveis.

Os lactentes cujas mães possam ter sido submetidas a tratamento com lisinopril deverão

ser cuidadosamente observados no que se refere a hipotensão, oligúria e hipercaliemia.

O lisinopril, que atravessa a barreira placentária, foi removido da circulação neonatal

por diálise peritoneal com algum benefício clínico e, teoricamente, pode ser removido

por exsanguinotransfusão.

A hidroclorotiazida também atravessa a placenta, mas não há qualquer experiência na

sua remoção da circulação neonatal.

Amamentação

Inibidores da ECA

Uma vez que não se encontra disponível informação sobre a utilização de Zestoretic

durante o aleitamento, Zestoretic não está recomendado e são preferíveis terapêuticas

alternativas cujo perfil de segurança durante o aleitamento esteja estabelecido,

particularmente durante o aleitamento a recém-nascidos ou pré termo.

Hidroclorotiazida

A hidroclorotiazida é excretada no leite materno em pequenas quantidades. As tiazidas

em doses elevadas, causando diurese intensa podem inibir a produção de leite. Não é

recomendada a utilização de Zestoretic durante a amamentação. Se Zestoretic for

utilizado durante a amamentação, as doses devem ser mantidas tão baixas quanto

possível.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Tal como com outros anti-hipertensores, Zestoretic em combinação com outros

medicamentos pode ter um efeito ligeiro a moderado na capacidade de conduzir ou

utilizar máquinas. Principalmente no início do tratamento ou quando se altera a dose, e

também se administrado em associação com bebidas alcoólicas, embora estes efeitos

dependam da suscetibilidade individual.

Na condução de veículos ou utilização de máquinas, deve ter-se em consideração que

podem ocorrer ocasionalmente tonturas ou fadiga.

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

4.8 Efeitos indesejáveis

Foram observados e notificados os seguintes efeitos indesejáveis durante o tratamento

com lisinopril e/ou hidroclorotiazida com as seguintes frequências: Muito frequentes

1/10); Frequentes (

1/100, <1/10); Pouco frequentes (

1/1.000, <1/100); Raros

1/10.000, <1/1.000); Muito raros (<1/10.000); desconhecido (não pode ser calculado

a partir dos dados disponíveis).

As reações adversas mais frequentes observadas são tosse, tonturas, hipotensão e

cefaleias, as quais podem ocorrer em 1 a 10% dos doentes tratados. Nos estudos

clínicos, os efeitos indesejáveis foram geralmente ligeiros e transitórios e, na maioria

dos casos, não exigiram a interrupção da terapêutica.

Lisinopril:

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raros:

Diminuição da hemoglobina, diminuição do

hematócrito

Muito raros:

Depressão da medula óssea, anemia, trombocitopenia,

leucopenia, neutropenia, agranulocitose (ver

secção 4.4), anemia hemolítica, linfoadenopatia,

doença auto-imune

Doenças do sistema imunitário

Desconhecido:

Reação anafilática/anafilactoide

Doenças endócrinas

Raros:

Síndrome de secreção inapropriada de hormona

antidiurética (SIADH)

Doenças do metabolismo e da nutrição

Muito raros:

Hipoglicemia

Doenças do sistema nervoso e perturbações do foro psiquiátrico

Frequentes:

Tonturas, cefaleia, síncope

Pouco frequentes:

Parestesia, vertigens, alteração do paladar,

perturbações do sono, alterações do humor,

alucinações

Raros

Distúrbios do olfato, confusão mental

Desconhecido:

Sintomas depressivos

Cardiopatias e vasculopatias

Frequentes

Efeitos ortostáticos (incluindo hipotensão ortostática)

Pouco frequentes:

Enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

possivelmente devido a hipotensão excessiva em

doentes de alto risco (ver secção 4.4), palpitações,

taquicardia, síndrome de Raynaud

Desconhecido:

Afrontamentos

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Frequentes:

Tosse (ver secção 4.4)

Pouco frequentes:

Rinite

Muito raros:

Broncospasmo, sinusite, alveolite alérgica/ pneumonia

eosinofílica

Doenças gastrointestinais:

Frequentes:

Diarreia, vómitos

Pouco frequentes:

Náuseas, dor abdominal, indigestão

Raros:

Xerostomia

Muito raros:

Pancreatite, angioedema intestinal

Afeções hepatobiliares:

Pouco frequentes:

Elevação das enzimas hepáticas e bilirrubina

Muito raros:

Hepatite hepatocelular ou colestática, icterícia,

insuficiência hepática (ver secção 4.4)*

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Pouco frequentes:

Erupção cutânea, prurido

Raros:

Hipersensibilidade/edema angioneurótico, edema

angioneurótico da face, extremidades, lábios, língua,

glote, e/ou laringe (ver secção 4.4), urticária, alopécia,

psoríase

Muito raros:

Diaforese, pênfigo, necrólise epidérmica tóxica,

síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme,

pseudolinfoma cutâneo**

Doenças renais e urinárias

Frequentes:

Disfunção renal

Raros:

Uremia, insuficiência renal aguda

Muito raros:

Oligúria/anúria

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Pouco frequentes:

Impotência

Raros:

Ginecomastia

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes:

Fadiga, astenia

Exames complementares de diagnóstico

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

Pouco frequentes:

Aumento da ureia no sangue, aumento da creatinina

sérica, hipercaliemia

Raros:

Hiponatremia

* Em alguns doentes, foi notificada muito raramente uma progressão indesejável de

hepatite para insuficiência hepática. Os doentes tratados com Zestoretic que

desenvolveram icterícia ou elevação acentuada das enzimas hepáticas devem suspender

a terapêutica com Zestoretic e fazer o acompanhamento médico adequado.

** Foi notificado um complexo sintomático que poderá incluir um ou mais dos

seguintes efeitos: febre, vasculite, mialgia, artralgia/artrite, anticorpos antinucleares

positivos (ANA), velocidade de sedimentação eritrócitica aumentada (TSE), eosinofilia

e leucocitose, erupção cutânea, fotossensibilidade ou outras manifestações

dermatológicas.

Hidroclorotiazida (frequência desconhecida):

Infeções e infestações:

Sialadenite

Neoplasias benignas, malignas e não

especificadas (incluindo quistos e pólipos):

Cancro da pele não-melanoma (carcinoma

basocelular e carcinoma espinocelular)

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Leucopenia, neutropenia/agranulocitose,

trombocitopenia, anemia aplásica, anemia

hemolítica, depressão da medula óssea

Doenças do metabolismo e da nutrição:

Anorexia, hiperglicemia, glicosúria,

hiperuricemia, desequilíbrio eletrolítico

(incluindo hiponatremia, hipocaliemia,

alcalose hipoclorémica e

hipomagnesiemia), aumentos dos níveis de

colesterol e triglicéridos, gota

Perturbações do foro psiquiátrico:

Irrequietude, depressão, perturbação do

sono

Doenças do sistema nervoso:

Apetite diminuído, parestesia,

atordoamento

Afeções oculares:

Xantopsia, visão turva transitória, miopia

aguda e glaucoma agudo de ângulo

fechado

Afecões do ouvido e do labirinto:

Vertigens

Cardiopatias:

Hipotensão ortostática

Vasculopatias:

Angeíte necrosante (vasculite, vasculite

cutânea)

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:

Perturbações respiratórias incluindo

pneumonite e edema pulmonar

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

Doenças gastrointestinais:

Irritação gástrica, diarreia, obstipação,

pancreatite

Afeções hepatobiliares:

Icterícia (icterícia colestática intra-

hepática)

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Reações de fotossensibilidade, erupção

cutânea, lupus eritematoso sistémico,

reações tipo lupus eritematoso cutâneo,

reativação de lupus eritematoso cutâneo,

urticária, reações anafiláticas, necrólise

epidérmica tóxica

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos

conjuntivos:

Espasmo muscular, fraqueza muscular

Doenças renais e urinárias:

Disfunção renal, nefrite intersticial

Perturbações gerais e alterações no local de

administração:

Pirexia, fraqueza

Hidroclorotiazida:

Descrição de reações adversas selecionadas

Cancro da pele não-melanoma: Com base nos dados disponíveis de estudos

epidemiológicos observou-se uma associação entre a HCTZ e o NMSC, dependente da

dose cumulativa (ver também secções 4.4 e 5.1).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Os dados disponíveis sobre a sobredosagem no ser humano são limitados. Os sintomas

associados à sobredosagem com inibidores da ECA podem incluir hipotensão, choque

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

circulatório, perturbações dos eletrólitos, insuficiência renal, hiperventilação,

taquicardia, palpitações, bradicardia, tonturas, ansiedade e tosse.

O tratamento recomendado da sobredosagem inclui a perfusão intravenosa de uma

solução de soro fisiológico. Se ocorrer hipotensão, o doente deve ser colocado em

posição supina. Caso se encontre disponível, o tratamento com perfusão de angiotensina

II e/ou catecolaminas por via intravenosa poderá ser considerado. Se a ingestão for

recente, dever-se-ão tomar medidas destinadas a eliminar o lisinopril (p.ex. emese,

lavagem gástrica, administração de absorventes e de sulfato de sódio). O lisinopril pode

ser removido da circulação geral através de hemodiálise (ver secção 4.4). A terapêutica

com pacemaker está indicada na bradicardia resistente ao tratamento. Recomenda-se

monitorização frequente dos sinais vitais, dos eletrólitos séricos e da creatinina.

Os sintomas adicionais da sobredosagem com hidroclorotiazida são aumento da diurese,

depressão da consciência (incl. coma), convulsões, paresia, arritmias cardíacas e

insuficiência renal.

A bradicardia ou reações vagais intensas devem ser tratadas com administração de

atropina.

Se os digitálicos tiverem sido igualmente administrados, poderá haver um agravamento

das arritmias cardíacas devido à hipocaliemia.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.4.2.1 - Aparelho cardiovascular. Anti-hipertensores.

Modificadores do eixo renina angiotensina. Inibidores da enzima de conversão da

angiotensina; 3.4.1.1 – Aparelho cardiovascular. Anti-hipertensores. Diuréticos.

Tiazidas e análogos, código ATC: C09BA03

Zestoretic é um medicamento de combinação fixa contendo lisinopril, um inibidor da

enzima de conversão da angiotensina (ECA) e hidroclorotiazida, um diurético tiazídico.

Ambos os componentes têm mecanismos de ação complementares e manifestam um

efeito anti-hipertensor aditivo.

Lisinopril é um inibidor da peptidil dipeptidase. Lisinopril inibe a enzima de conversão

da agntiotensina (ECA) que catalisa a conversão da angiotensina I, no péptido

vasoconstritor, a angiotensina II. A angiotensina II também estimula a secreção de

aldosterona pelo córtex supra-renal. A inibição da ECA provoca uma redução das

concentrações de angiotensina II, o que conduz a uma diminuição da atividade

vasopressora e à redução da secreção de aldosterona. Esta última redução poderá

resultar num aumento da concentração de potássio sérico.

Embora se pense que o mecanismo de ação do lisinopril na redução da pressão arterial

se deva principalmente à supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona, o

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

lisinopril tem um efeito anti-hipertensor mesmo em doentes hipertensos com baixos

níveis de renina. A ECA é idêntica à quininase II, uma enzima que degrada a

bradiquinina. Continua por elucidar se o aumento dos níveis de bradiquinina, um

potente vasodilatador peptídico, desempenha um papel nos efeitos terapêuticos de

lisinopril.

A hidroclorotiazida é um diurético anti-hipertensor. A hidroclorotiazida afeta o

mecanismo renal tubular distal de reabsorção de eletrólitos e aumenta a excreção de

sódio e cloro em quantidades aproximadamente equivalentes. A natriurese pode ser

acompanhada de alguma perda de potássio e bicarbonato. Desconhece-se o mecanismo

do efeito anti-hipertensor das tiazidas. Geralmente, as tiazidas não afetam a pressão

arterial normal. Relativamente ao cancro da pele não-melanoma associado à

hidroclorotiazida: Com base nos dados disponíveis de estudos epidemiológicos,

observou-se uma associação entre a HCTZ e o NMSC, dependente da dose cumulativa.

Um estudo incluiu uma população constituída por 71.533 casos de BCC e por

8.629 casos de SCC, em 1.430.833 e 172.462 controlos, respetivamente, da população

em estudo. Uma utilização elevada de HCTZ (

50.000 mg cumulativos) foi associada a

uma taxa de probabilidade (OR) ajustada de 1,29 (95% IC: 1,23-1,35) para BCC e 3,98

(95% IC: 3,68-4,31) para SCC. Observou-se uma clara relação da resposta à dose

cumulativa para BCC e SCC. Outro estudo revelou uma possível associação entre o

carcinoma espinocelular (SCC) do lábio e a exposição à HCTZ: 633 casos de SCC do

lábio foram identificados em 63.067 controlos da população, com base numa

amostragem longitudinal (risk-set sampling). Foi demonstrada uma associação dose-

resposta com uma taxa de probabilidade (OR) ajustada de 2,1 (95% IC: 1,7-2,6),

aumentando OR para 3,9 (95% IC: 3,0-4,9) para uma utilização elevada (aprox.

25.000 mg HCTZ) e para OR de 7,7 (95% IC: 5,7-10,5) para a dose cumulativa mais

elevada (aprox.100.000 mg HCTZ) (ver também secção 4.4).

Quando combinado com outros agentes anti-hipertensores, podem ocorrer reduções da

pressão arterial que são aditivas.

Dois grandes estudos aleatorizados e controlados (ONTARGET (“ONgoing

Telmisartan Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial”) e VA

NEPHRON-D (“The Veterans Affairs Nephropathy in Diabetes”) têm examinado o uso

da associação de um inibidor da ECA com um antagonista dos recetores da

angiotensina II.

O estudo ONTARGET foi realizado em doentes com história de doença cardiovascular

ou cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de evidência de lesão de

órgão-alvo. O estudo VA NEPHRON-D foi conduzido em doentes com diabetes

mellitus tipo 2 e nefropatia diabética.

Estes estudos não mostraram nenhum efeito benéfico significativo nos resultados renais

e/ou cardiovasculares e mortalidade, enquanto foi observado um risco aumentado de

hipercaliemia, insuficiência renal aguda e/ou hipotensão, em comparação com

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

monoterapia. Dadas as suas propriedades farmacodinâmicas semelhantes, estes

resultados são também relevantes para outros inibidores da ECA e antagonistas dos

recetores da angiotensina II.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

assim, ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

O estudo ALTITUDE (“Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and

Renal Disease Endpoints”) foi concebido para testar o benefício da adição de aliscireno

a uma terapêutica padrão com um inibidor da ECA ou um antagonista dos recetores da

angiotensina II em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crónica, doença

cardiovascular ou ambas. O estudo terminou precocemente devido a um risco

aumentado de resultados adversos. A morte cardiovascular e o acidente vascular

cerebral foram ambos numericamente mais frequentes no grupo tratado com aliscireno,

do que no grupo tratado com placebo e os acontecimentos adversos e acontecimentos

adversos graves de interesse (hipercaliemia, hipotensão e disfunção renal) foram mais

frequentemente notificados no grupo tratado com aliscireno que no grupo tratado com

placebo.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A administração concomitante de lisinopril e hidroclorotiazida tem pouco ou nenhum

efeito sobre a biodisponibilidade de ambos os fármacos. A associação de dois fármacos

num só comprimido é bioequivalente à administração simultânea dos dois fármacos

separadamente.

Lisinopril

Absorção

Após administração oral de lisinopril, as concentrações plasmáticas máximas ocorrem

decorridas aproximadamente 7 horas, embora se verifique uma tendência para um

ligeiro atraso no pico das concentrações séricas em doentes com enfarte agudo do

miocárdio. Com base na recuperação urinária, verificou-se que a extensão da absorção

média de lisinopril é de aproximadamente 25%, com variabilidade inter-individual de

6 - 60% em todas as doses testadas (5-80 mg). A biodisponibilidade absoluta é reduzida

em aproximadamente 16% dos doentes com insuficiência cardíaca. A absorção de

lisinopril não é afetada pela presença de alimentos.

Distribuição

O lisinopril não se liga, aparentemente, a outras proteínas plasmáticas, para além da

enzima de conversão da angiotensina (ECA) circulante. Estudos efetuados em ratos

indicam que o lisinopril não atravessa facilmente a barreira hematoencefálica.

Eliminação

O lisinopril não sofre qualquer metabolismo e é excretado na urina, totalmente sob a

forma inalterada. A absorção de lisinopril não é afetada pela presença de alimentos. O

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

lisinopril administrado em doses repetidas apresenta uma semivida de acumulação

efetiva de 12,6 horas. A depuração de lisinopril em indivíduos saudáveis é

aproximadamente de 50 ml/min. Na diminuição das concentrações séricas verifica-se

uma fase terminal prolongada, que não contribui para a acumulação do fármaco. Esta

fase terminal deve-se provavelmente a uma saturação das ligações à ECA e não é

proporcional à dose.

Compromisso hepático

O compromisso da função hepática em doentes cirróticos produziu uma redução da

absorção de lisinopril (cerca de 30%, conforme determinado pela recuperação urinária),

induzindo contudo um aumento da exposição (cerca de 50%) em comparação com os

indivíduos saudáveis, devido a uma redução da depuração.

Compromisso renal

O compromissoda função renal reduz a eliminação de lisinopril, que é excretado por via

renal, embora esta redução só se torne clinicamente relevante quando a taxa de filtração

glomerular é inferior a 30 ml/min.

Tabela: Parâmetros farmacocinéticos de lisinopril em diferentes grupos de doentes

renais após administração de doses múltiplas de 5 mg.

Função Renal

Mediada por

depuração da

creatinina

Cmax

(ng/ml)

Tmax

(hr)

(0-24 hrs)

(ng/hr/ml)

t1/2

(hr)

> 80 ml/min

40,3

492+/-172

6,0+/-1,1

30-80 ml/min

36,6

555+/-364

11,8+/-1,9

5-30 ml/min

106,7

2228+/-938

19,5+/-5,2

Com uma depuração da creatinina de 30-80 ml/min, a AUC média foi aumentada em

apenas 13%, enquanto que com uma depuração da creatinina de 5-30 ml/min foi

observado um aumento de 4-5 vezes da AUC média.

O lisinopril pode ser removido por diálise. Durante um período de 4 horas de

hemodiálise, as concentrações plasmáticas de lisinopril registaram uma redução média

de 60%, com uma depuração da diálise compreendida entre 40 e 55 ml/min.

Insuficiência cardíaca

Os doentes com insuficiência cardíaca apresentam uma exposição ao lisinopril superior

à observada em indivíduos saudáveis (um aumento médio da AUC de 125%), embora

com base na recuperação urinária de lisinopril se observe uma redução de

aproximadamente 16% na absorção, comparado com os indivíduos saudáveis.

Idosos

Os doentes de idade mais avançada apresentam valores sanguíneos mais elevados, bem

como valores mais elevados na área sob a curva de concentração plasmática versus o

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

tempo (aumento de aproximadamente 60%), quando comparados com os indivíduos

mais jovens.

Hidroclorotiazida

Ao monitorizar os níveis plasmáticos de hidroclorotiazida durante, pelo menos,

24 horas, verifica-se que a semivida plasmática varia entre 5,6 e 14,8 horas. Pelo menos

61% da dose oral é eliminada sob a forma inalterada em 24 horas. A diurese inicia-se

cerca de 2 horas após a administração oral, atingindo o pico em aproximadamente

4 horas, tendo uma duração de 6 a 12 horas. A hidroclorotiazida atravessa a placenta,

mas não a barreira hematoencefálica.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Em estudos animais, o lisinopril afeta o desenvolvimento fetal nos últimos trimestres de

gravidez (ver secção 4.6).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Manitol

Hidrogenofosfato de cálcio

Amido de milho

Amido pré-gelificado

Estearato de magnésio

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

30 meses.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30°C.

Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens com 14, 28 e 56 comprimidos acondicionados em blister de PVC/Alu.

Cada blister contém 14 comprimidos.

APROVADO EM

06-02-2019

INFARMED

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com

as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

AstraZeneca Produtos Farmacêuticos, Lda.

Rua Humberto Madeira, 7

Queluz de Baixo

2730-097 Barcarena

Portugal

Tel.: 21 434 61 00

Fax: 21 434 61 93

E-mail: direccao.tecnica@astrazeneca.com

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º de registo: 2176386 - 14 comprimidos, 20 mg + 12,5 mg, blisters de PVC/Alu

N.º de registo: 2245587 - 28 comprimidos, 20 mg + 12,5 mg, blisters de PVC/Alu

N.º de registo: 2176485 - 56 comprimidos, 20 mg + 12,5 mg, blisters de PVC/Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 28 de maio de 1993

Data da última renovação: 28 de maio de 2003

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação