Zeldox 40 mg Cápsula

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Ziprasidona
Disponível em:
Laboratórios Pfizer, Lda.
Código ATC:
N05AE04
DCI (Denominação Comum Internacional):
Ziprasidone
Dosagem:
40 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula
Composição:
Ziprasidona, cloridrato 45.3 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 30 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.9.2 Antipsicóticos
Área terapêutica:
ziprasidone ziprasidone
Resumo do produto:
3877180 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 4 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10028959 - 50033581 ; 3877289 - Blister 50 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 4 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10028959 - 50033590 ; 3877388 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 4 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Comercializado - 10028959 - 50033590 ; 3877586 - Blister 100 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 4 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10028959 - 50033603 ; 3877685 - Frasco 100 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 4 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10028959 - 50033603 ; 3876984 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 4 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Comercializado - 10028959 - 50033573 ; 3877081 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 4 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10028959 - 50033573 ; 3877487 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 4 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10028959 - 50033590
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
SE/H/0160/002/E01
Data de autorização:
2002-02-19

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Zeldox 20 mg, 40 mg, 60 mg, 80 mg, cápsulas

Ziprasidona

Leia com atenção este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação

importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes

prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste folheto,

fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Zeldox e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Zeldox 3. Como tomar Zeldox

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Zeldox

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Zeldox e para que é utilizado

Zeldox pertence a um grupo de medicamentos designados por antipsicóticos.

Zeldox está indicado no tratamento da esquizofrenia em adultos - uma doença mental que se apresenta com

os seguintes sintomas: ouvir, ver e sentir coisas que não existem, acreditar em algo que não corresponde à

realidade, sentir suspeitas invulgares, necessidade de se isolar e dificuldade em estabelecer relações sociais,

nervosismo, depressão ou ansiedade.

Zeldox está também indicado no tratamento de episódios de mania ou mistos de gravidade moderada, em

adultos e crianças e adolescentes com 10-17 anos de idade que sofrem de perturbação bipolar – uma doença

mental caracterizada por períodos alternados de euforia (mania) ou períodos de depressão. Durante os

episódios de mania os sintomas mais característicos são: comportamento eufórico, autoestima exagerada,

aumento de energia, diminuição da necessidade de dormir, falta de concentração ou hiperatividade e

comportamento repetido de alto risco.

2. O que precisa de saber antes de tomar Zeldox

Não tome Zeldox

- se tem alergia à ziprasidona ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6).

Os sinais de reação alérgica incluem erupção cutânea, comichão, inchaço na face ou lábios, dificuldade em

respirar.

- se tem ou já teve problemas do coração ou teve recentemente um ataque cardíaco.

- se toma medicamentos para problemas do ritmo do coração ou que podem afetar o ritmo cardíaco.

Ver também a secção “Outros medicamentos e Zeldox ”

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Zeldox s

- se você ou alguém da sua família tem antecedentes (ou história) de coágulos no sangue, uma vez que este

tipo de medicamentos estão associados à formação de coágulos sanguíneos

- se tem problemas de fígado

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

- se sofre ou sofreu de convulsões ou epilepsia

- se é idoso (mais de 65 anos) e sofre de demência e está em risco de ter um acidente vascular cerebral

(AVC)

- se tem batimentos do coração lentos, em repouso, e/ou se sabe que pode ter diminuição de sal no seu

organismo como resultado de diarreia grave prolongada e vómitos (estar enjoado) ou pela utilização de

diuréticos (comprimidos para urinar)

- se tem batimentos do coração rápidos ou irregulares, desmaio, colapso ou tonturas quando se levanta que

podem indicar funcionamento irregular da frequência cardíaca.

Contacte o seu médico imediatamente se lhe acontecer alguma das seguintes situações:

Reações cutâneas graves, tais como erupção cutânea com bolhas que podem incluir úlceras na boca,

derrames cutâneos, febre e manchas tipo picadas na pele que pode ser sintomas de síndrome de Stevens-

Johnson. Estas reações cutâneas podem ser potencialmente fatais.

Informe o seu médico que está a tomar Zeldox antes de fazer análises laboratoriais (por exemplo, análises

ao sangue, urina, função do fígado, frequência cardíaca) porque pode alterar os resultados dos testes.

Outros medicamentos e Zeldox

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar

outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Não tome Zeldox se tomar medicamentos para problemas do ritmo do coração ou medicamentos que

possam afetar o ritmo do coração, tais como:

- Antiarrítmicos de Classe IA e III, trióxido de arsénio, halofantrina, acetato de levometadil, mesoridazina,

tioridazina, pimozida, esparfloxacina, gatifloxacina, moxifloxacina, mesilato de dolasetron, mefloquina,

sertindol ou cisaprida. Estes medicamentos afetam o ritmo do coração prolongando o intervalo QT. Se tem

dúvidas sobre isto, deve falar com o seu médico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Zeldox

Fale com o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente medicamentos

para o tratamento de:

- infeções bacterianas; estes medicamentos são conhecidos como antibióticos; por exemplo, antibióticos

macrólidos ou rifampicina.

- alterações de humor (alternando entre estados de depressão e euforia), agitação e irritação; estes são

conhecidos como medicamentos estabilizadores do humor, por exemplo, lítio, carbamazepina, valproato.

- depressão incluindo certos medicamentos serotoninérgicos, por exemplo, inibidores SRS como a

fluoxetina, paroxetina, sertralina; ou medicamentos à base de plantas ou produtos naturais contendo

hipericão (Erva de S. João).

- epilepsia; por exemplo, fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, etosuximida.

- Doença de Parkinson; por exemplo, levodopa, bromocriptina, ropinirol, pramipexol.

- ou se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente os seguintes medicamentos: verapamilo, quinidina,

itraconazol ou ritonavir.

Ver também secção “Não tome Zeldox” acima

Zeldox com alimentos e bebidas

Zeldox TEM QUE SER TOMADO DURANTE UMA REFEIÇÃO PRINCIPAL.

Não deve ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento com Zeldox porque pode aumentar o risco de

efeitos secundários.

Gravidez e amamentação

Gravidez

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

Não deve tomar Zeldox durante a gravidez a não ser que o seu médico lhe tenha dito para o fazer porque

existe o risco que este medicamento possa prejudicar o seu bebé. Utilize sempre contraceção eficaz.

Informe o seu médico imediatamente se estiver grávida ou se planear engravidar enquanto está a tomar

Zeldox.

Os seguintes sintomas podem ocorrer em recém-nascidos cujas mães tomaram Zeldox no terceiro trimestre

de gravidez (últimos três meses de gravidez): tremor, fraqueza e/ou rigidez muscular, sonolência, agitação,

problemas respiratórios e dificuldades na alimentação. Se o seu bebé desenvolver qualquer um destes

sintomas, contacte o seu médico.

Amamentação

Não amamente se estiver a tomar Zeldox uma vez que pequenas quantidades podem passar para o leite

materno. Se está a planear amamentar fale com o seu médico antes de tomar este medicamento.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Tomar Zeldox pode fazer com que se sinta sonolento. Se tal lhe acontecer, não deve conduzir veículos nem

utilizar máquinas até a sonolência desaparecer.

Zeldox contém lactose

Zeldox contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-

o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Zeldox

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

As cápsulas devem ser engolidas inteiras, não devem ser mastigadas e devem ser tomadas com as refeições.

É importante não mastigar as cápsulas porque pode afetar a quantidade de medicamento absorvido pelo

intestino.

Zeldox deve ser tomado duas vezes por dia, uma cápsula de manhã durante um pequeno-almoço

substancial e uma cápsula à noite durante o jantar (ver a embalagem). Deve tomar este medicamento todos

os dias à mesma hora.

Adultos

A dose recomendada é entre 40 mg a 80 mg, duas vezes por dia, ingeridas ásrefeições.

Em tratamentos de longa duração, o seu médico pode ter que ajustar a dose. Não deve exceder a dose

máxima de 160 mg por dia.

Crianças e adolescentes com mania bipolar

A dose inicial recomendada é de 20 mg, tomada com uma refeição, após a qual o médico irá aconselhar

sobre a dose mais adequada para si. Não deve exceder a dose máxima de 80 mg por dia em crianças com

peso de 45 Kg ou inferior, ou 160 mg por dia em crianças com peso superior a 45 Kg.

A segurança e eficácia de Zeldox no tratamento da esquizofrenia em crianças e adolescentes não foram

estabelecidas.

Idosos (mais de 65 anos)

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

Se é idoso, o seu médico irá decidir a dose adequada para si. As doses utilizadas em pessoas com mais de

65 anos por vezes são mais baixas do que as utilizadas em pessoas mais jovens. O seu médico irá

aconselhá-lo sobre a dose correta para si.

Doentes com problemas de fígado

Se tem problemas de fígado pode ter que tomar uma dose mais baixa de Zeldox. O seu médico irá indicar a

dose correta para si.

Se tomar mais Zeldox do que deveria

Contacte o seu médico ou dirija-se ao hospital mais próximo. Leve a sua embalagem de Zeldox cápsulas

consigo.

Se tomou mais Zeldox do que deveria poderá sentir sonolência, tremores, convulsões e movimentos

involuntários da cabeça e do pescoço.

Caso se tenha esquecido de tomar Zeldox

É importante que tome Zeldox sempre à mesma hora em cada dia. Se se esquecer de tomar uma dose tome-

a assim que se lembrar a não ser que esteja na hora da próxima dose. Nesse caso, tome apenas a dose

seguinte.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Zeldox

O seu médico irá dizer-lhe durante quanto tempo irá tomar Zeldox. Não deve interromper o tratamento com

Zeldox a não ser que o médico lhe tenha dito para o fazer.

É importante que continue com a sua medicação mesmo que se sinta melhor. Se parar o tratamento

demasiado cedo, os sintomas poderão voltar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se

manifestem em todas as pessoas.

Contudo, a maioria dos efeitos secundários são transitórios. Pode ser difícil, por vezes, distinguir os

sintomas da sua doença dos efeitos secundários.

PARE de tomar Zeldox e contacte o seu médico imediatamente se tiver algum dos seguintes efeitos

secundários graves:

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

- Batimento cardíaco rápido ou irregular, tonturas quando se levanta que pode indicar funcionamento

irregular do coração. Estes sintomas podem ser devido a hipotensão postural.

- Movimentos involuntários/não habituais, especialmente na sua face ou língua.

Desconhecido (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis):

- Inchaço na face, lábios, língua ou garganta, problemas respiratórios ou em engolir, urticária.

Estes podem ser sintomas de uma reação alérgica grave como angioedema.

- Febre, respiração rápida, transpiração, rigidez muscular, tremores, dificuldade em engolir e consciência

reduzida. Estes podem ser sintomas de uma condição conhecida como síndrome maligna dos neurolépticos.

- Reações cutâneas, nomeadamente erupções cutâneas, febre e gânglios linfáticos inchados, que podem ser

sintomas de uma condição chamada reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos

(DRESS). Estas reações podem ser potencialmente fatais.

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

- Confusão, agitação, temperatura elevada, transpiração, falta de coordenação muscular, contrações

musculares. Estes podem ser sintomas de uma condição conhecida como síndrome da serotonina.

- Batimento cardíaco rápido e irregular, desmaiar, podem ser sintomas de uma condição potencialmente

fatal conhecida como Torsade de Pointes.

-Ereção persistente, dolorosa e anormal do pénis.

Pode ter qualquer um dos efeitos secundários listados abaixo. Estes potenciais efeitos secundários são

habitualmente ligeiros a moderados e podem desaparecer com o tempo. Contudo, se o efeito secundário for

grave ou persistente, deve contactar o seu médico.

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

- Inquietação

- Anomalias do movimento incluindo movimentos involuntários, rigidez muscular, lentidão dos

movimentos, tremores, fraqueza geral e cansaço

- Sonolência

- Dor de cabeça

- Tonturas

- Prisão de ventre, sentir-se enjoado, vómitos e indigestão, boca seca, aumento da salivação

- Visão turva

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

- Aumento do apetite

- Dificuldade em controlar os movimentos

- Sentir-se agitado ou ansioso, aperto na garganta, pesadelos

- Convulsões, movimentos involuntários dos olhos numa posição fixa, falta de coordenação, alterações do

discurso, entorpecimento, sensação de picadas, diminuição da capacidade de concentração, babar-se,

sonolência excessiva durante o dia, exaustão

- Palpitação, sensação de desmaio quando se levanta, falta de ar

- Sensibilidade à luz, zumbidos nos ouvidos

- Garganta inflamada, dificuldade em engolir, língua inchada, diarreia, gases, desconforto no estômago

- Erupção cutânea com comichão, acne

- Cãibras musculares, articulações inchadas ou rígidas

- Sede, dor, desconforto no peito, andar anómalo

Efeitos secundários raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas):

- Corrimento nasal

- Diminuição dos níveis de cálcio no sangue

- Ataques de pânico, sentir-se deprimido, pensamentos lentos, falta de emoções

- Posição invulgar da cabeça (pescoço torto ou torcicolo), paralisia, pernas irrequietas

- Perda de visão parcial ou completa num dos olhos, comichão nos olhos, olhos secos, perturbações da

visão

- Dor nos ouvidos

- Soluços

- Refluxo ácido

- Fezes moles

- Perda de cabelo, inchaço da face, irritações da pele

- Incapacidade de abrir a boca

- Incontinência urinária, dor ou dificuldade em urinar

- Ereção diminuída ou aumentada, diminuição do orgasmo, produção de leite anómala

- Aumento das mamas nos homens e nas mulheres

- Sentir-se quente, febre

- Glóbulos brancos diminuídos ou aumentados (em análise ao sangue)

- Análises laboratoriais anómalas à função do fígado

- Pressão arterial elevada

- Análises laboratoriais anómalas ao sangue ou à frequência cardíaca

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

- Manchas vermelhas da pele inflamadas e levantadas cobertas por placas brancas conhecida como psoríase

Desconhecido (Frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis):

- Reação alérgica grave

- Em pessoas idosas com demência, foi notificado um pequeno aumento no número de mortes em doentes a

tomarem antipsicóticos comparados com aqueles que não estavam a tomar antipsicóticos.

- Coágulos nas veias, especialmente nas pernas (sintomas incluem inchaço, dor e vermelhidão na perna),

que se podem deslocar pelos vasos sanguíneos até aos pulmões e causar dor no peito e dificuldade em

respirar. Se detetar algum destes sintomas procure aconselhamento médico de imediato.

- Dificuldade em dormir, urinar involuntariamente

- Níveis extremamente elevados de energia, pensamentos estranhos e hiperatividade

- Perda de consciência

- Pápulas grandes (urticária) com comichão grave

- Paralisia facial

- Síndrome de abstinência em recém-nascidos

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste folheto,

fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao

INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer

mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Zeldox

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não conservar acima de 30ºC.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior . O prazo de

validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico

como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Zeldox

- A substância ativa é a ziprasidona. Cada cápsula contém 20 mg, 40 mg, 60 mg ou 80 mg de ziprasidona

sob a forma de cloridrato de ziprasidona.

- Os outros componentes são: lactose mono-hidratada, amido de milho pré-gelificado, estearato de

magnésio, gelatina, dióxido de titânio (E171), laurilsulfato de sódio (dodecilsulfato de sódio) e indigotina

(E132) para cápsulas contendo azul (20, 40 e 80 mg), shellac, álcool etílico anidro, álcool isopropílico,

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

álcool n-butílico, propilenoglicol, água purificada, hidróxido de amónio, hidróxido de potássio e óxido de

ferro negro (E172).

Qual o aspeto de Zeldox cápsulas e conteúdo da embalagem

As cápsulas de Zeldox são cápsulas de gelatina.

As cápsulas de Zeldox 20 mg são de cor azul/branca, marcadas com “Pfizer” e ZDX 20.

As cápsulas de Zeldox 40 mg de cor azul, marcadas com “Pfizer” e ZDX 40.

As cápsulas de Zeldox 60 mg são de cor branca, marcadas com “Pfizer” e ZDX 60.

As cápsulas de Zeldox 80 mg são de cor azul/branca, marcadas com “Pfizer” e ZDX 80.

Tamanho das embalagens:

Blisters de PVC/PVA Alumínio contendo 14, 20, 30, 50, 56, 60 ou 100 cápsulas.

Frasco de plástico (HDPE) com agente secante e tampa com abertura resistente a crianças, contendo 100

cápsulas. Poderá ser utilizada selagem por indução de calor para o fecho, neste caso não se inclui o agente

secante.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Laboratórios Pfizer, Lda.

Lagoas Park, Edifício 10

2740-271 Porto Salvo

Fabricante

R-Pharm Germany GmbH

Heinrich-Mack-Str. 35, D-89257

Illertissen

Alemanha

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) sob

as seguintes denominações:

PAÍSES EU

Cápsulas

Áustria, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Islândia,

Itália, Noruega, Portugal, Bulgária, República Checa,

Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia,

Roménia, Eslováquia, Eslovénia

ZELDOX

Irlanda

GEODON

Grécia, Espanha, Suécia

ZELDOX, GEODON

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Zeldox 20 mg cápsulas

Zeldox 40 mg cápsulas

Zeldox 60 mg cápsulas

Zeldox 80 mg cápsulas

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula contém cloridrato mono-hidratado de ziprasidona equivalente a 20 mg, 40 mg, 60 mg ou 80

mg de ziprasidona.

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Cada cápsula de 20 mg contém 66,1 mg de lactose mono-hidratada.

Cada cápsula de 40 mg contém 87,83 mg de lactose mono-hidratada.

Cada cápsula de 60 mg contém 131,74 mg de lactose mono-hidratada.

Cada cápsula de 80 mg contém 175, 65 mg de lactose mono-hidratada.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula

20 mg – cápsulas azuis/brancas nº 4, marcadas com “Pfizer” e ZDX 20

40 mg – cápsulas azuis nº 4, marcadas com “Pfizer” e ZDX 40

60 mg – cápsulas brancas nº 3, marcadas com “Pfizer” e ZDX 60

80 mg – cápsulas azuis/brancas nº 2, marcadas com “Pfizer” e ZDX 80

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

A ziprasidona está indicada no tratamento da esquizofrenia em adultos.

A ziprasidona está indicada no tratamento de episódios de mania ou mistos, na perturbação bipolar, de

severidade moderada, em adultos e crianças e adolescentes com 10-17 anos de idade (a prevenção de

episódios de perturbação bipolar não foi estabelecida - ver secção 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Adultos

A dose recomendada, no tratamento agudo da esquizofrenia e dos episódios de mania da perturbação

bipolar, é de 40 mg, duas vezes ao dia, administrada com alimentos. A dose diária pode ser posteriormente

ajustada, com base no quadro clínico individual, até um máximo de 80 mg duas vezes ao dia. Se indicado, a

dose máxima recomendada pode ser atingida ao 3º dia de tratamento.

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

É particularmente importante não exceder a dose máxima, uma vez que o perfil de segurança acima de 160

mg/dia não foi confirmado e a ziprasidona está associada ao prolongamento do intervalo QT relacionado

com a dose (ver secções 4.3 e 4.4).

Na terapêutica de manutenção dos doentes com esquizofrenia, a ziprasidona deve ser administrada na dose

efetiva mais baixa; em muitos casos, uma dose de 20 mg, duas vezes ao dia, poderá ser suficiente.

Idosos

Não está indicada, por rotina, uma dose inicial mais baixa, mas deverá ser considerada para os doentes com

idade igual ou superior a 65 anos, caso existam fatores clínicos que o aconselhem.

Doentes com compromisso renal

Não é necessário qualquer ajuste de dose nos doentes com compromisso da função renal (ver secção 5.2).

Doentes com compromisso hepático

Nos doentes com insuficiência hepática devem ser consideradas doses mais baixas (ver secções 4.4 e 5.2).

População pediátrica

Mania Bipolar

A dose recomendada, no tratamento agudo da mania bipolar, em doentes pediátricos (10 a 17 anos de

idade) é uma dose única de 20 mg no dia 1, com alimentos. A ziprasidona deve ser posteriormente

administrada com alimentos, dividida em duas doses diárias, e deve ser titulada durante 1-2 semanas para o

intervalo alvo de 120-160 mg/dia para doentes com peso

45kg, ou para o intervalo alvo de 60-80 mg/dia

para doentes com peso <45 kg. O doseamento posterior deve ser ajustado com base no estado clínico do

indivíduo dentro do intervalo 80-160 mg/dia para doentes com peso

45kg, ou 40-80 mg/dia para doentes

com peso <45 kg. O doseamento assimétrico, com doses matinais 20 mg ou 40 mg inferiores às doses da

noite, foi permitido no ensaio clínico (ver secções 4.4, 5.1 e 5.2).

É particularmente importante não exceder a dose máxima baseada no peso, uma vez que o perfil de

segurança acima da dose máxima (160 mg/dia para crianças

45kg e 80 mg/dia para crianças <45 kg) não

foi confirmado e a ziprasidona está associada ao prolongamento do intervalo QT relacionado com a dose

(ver secções 4.3 e 4.4).

Esquizofrenia:

A segurança e eficácia da ziprasidona em doentes pediátricos com esquizofrenia não foram estabelecidas

(ver secção 4.4).

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

Prolongamento conhecido do intervalo QT. Síndrome do intervalo QT longo congénito. Enfarte agudo do

miocárdio recente. Insuficiência cardíaca descompensada. Arritmias tratadas com medicamentos

antiarrítmicos das classes IA e III.

Terapêutica concomitante com medicamentos que prolongam o intervalo QT, tais como antiarrítmicos de

Classe IA e III, trióxido de arsénio, halofantrina, acetato de levometadil, mesoridazina, tioridazina,

pimozida, esparfloxacina, gatifloxacina, moxifloxacina, mesilato de dolasetron, mefloquina, sertindol ou

cisaprida (ver secções 4.4 e 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Deve ser efetuada uma história clínica, incluindo os antecedentes familiares e exame físico, de forma a

identificar doentes para os quais o tratamento com ziprasidona não é recomendado (ver secção 4.3).

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

Intervalo QT

A ziprasidona causa um prolongamento ligeiro a moderado, relacionado com a dose, do intervalo QT (ver

secções 4.8 e 5.1).

A ziprasidona não deve ser administrada em associação com outros medicamentos que se sabe prolongarem

o intervalo QT (ver secções 4.3 e 4.5). Aconselha-se precaução em doentes com bradicardia significativa.

Alterações eletrolíticas, como a hipocaliemia e a hipomagnesemia, aumentam o risco de ocorrência de

arritmias malignas e devem ser corrigidas antes do início do tratamento com ziprasidona. Em caso de

tratamento de doentes com doença cardíaca estável, deve ser considerada a realização de ECG antes do

início do tratamento.

Se ocorrerem sintomas cardíacos, tais como palpitações, vertigens, síncope ou convulsões, deve ser

considerada a possibilidade de arritmia cardíaca maligna e efetuar-se uma avaliação cardíaca, incluindo

realização de ECG. Se o intervalo QTc for >500 ms, recomenda-se que o tratamento seja interrompido (ver

secção 4.3).

Foram relatados, no período pós-comercialização, casos raros de torsades de pointes em doentes com

múltiplos fatores de risco de confundimento a tomar ziprasidona.

População pediátrica

A segurança e a eficácia da ziprasidona no tratamento da esquizofrenia não foram avaliadas em crianças e

adolescentes.

Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN)

A SNM, uma situação rara mas potencialmente fatal, foi relatada em associação com medicamentos

antipsicóticos, incluindo a ziprasidona. O tratamento da SNM deve incluir a descontinuação imediata de

todos os medicamentos antipsicóticos.

Reações adversas cutâneas graves

Foram notificadas reações medicamentosas com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) associadas à

exposição à ziprasidona. DRESS consiste numa combinação de três ou mais dos seguintes sintomas: reação

cutânea (tal como erupção cutânea ou dermatite exfoliativa), eosinofilia, febre, linfadenopatia e uma ou

mais complicações sistémicas, como hepatite, nefrite, pneumonite, miocardite e pericardite.

Foram também notificadas outras reações adversas cutâneas graves, como síndrome de Stevens-Johnson,

associadas a exposição à ziprasidona.

As reações adversas cutâneas graves são, por vezes, fatais. O tratamento com ziprasidona deve ser

descontinuado caso ocorram reações adversas cutâneas graves.

Discinesia tardia

Após tratamento prolongado, existe a possibilidade da ziprasidona poder causar discinesia tardia e outras

síndromes extrapiramidais tardias. Sabe-se que os doentes com perturbação bipolar são particularmente

vulneráveis a esta categoria de sintomas. Esta é mais frequente com o aumento da duração do tratamento e

da idade. Se surgirem sinais e sintomas de discinesia tardia, deve ser considerada a redução da dose ou a

descontinuação do tratamento com ziprasidona.

Convulsões

Recomenda-se precaução no tratamento de doentes com história de convulsões.

Compromisso hepático

Não existe experiência de utilização em doentes com insuficiência hepática grave e, por isso, a ziprasidona

deverá ser utilizada com precaução neste grupo de doentes (ver secções 4.2 e 5.2).

Medicamentos que contêm lactose

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

Uma vez que as cápsulas contêm o excipiente lactose (ver secção 6.1), os doentes com problemas

hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase de Lapp ou que apresentem

malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

Aumento do risco de acidentes cerebrovasculares na população com demência

Foi observado, em ensaios clínicos aleatorizados e controlados por placebo, em doentes com demência, um

aumento de cerca de 3 vezes no risco de acontecimentos adversos cerebrovasculares, com alguns

antipsicóticos atípicos. O mecanismo para este aumento do risco não é conhecido. Um aumento de risco

não pode ser excluído para outros antipsicóticos ou outras populações de doentes. Zeldox deverá ser

utilizado com precaução em doentes com fatores de risco para AVC.

Aumento da mortalidade em pessoas idosas com demência

Dados obtidos em dois grandes estudos observacionais demonstraram que pessoas idosas com demência

que são tratadas com antipsicóticos têm um pequeno aumento do risco de morte comparado com os que não

são tratados. Existem dados insuficientes para poder dar uma estimativa concreta sobre a magnitude precisa

do risco e a causa do risco aumentado é desconhecida.

Zeldox não está registado para o tratamento de distúrbios do comportamento relacionados com demência.

Tromboembolismo venoso

Foram notificados casos de tromboembolismo venoso (TEV) com medicamentos antipsicóticos. Uma vez

que os doentes tratados com antipsicóticos apresentam, frequentemente, fatores de risco para o TEV,

quaisquer fatores de risco possíveis para o TEV devem ser identificados antes e durante o tratamento com a

ziprazidona e devem ser adotadas medidas preventivas adequadas.

Priapismo

Foram notificados casos de priapismo com a utilização de antipsicóticos, incluindo a ziprasidona. Esta

reação adversa, tal como com outros medicamentos psicotrópicos, não pareceu ser dependente da dose e

não apresentou correlação com a duração do tratamento.

Hiperprolactinemia

Tal como com outros fármacos que antagonizam os recetores D2 da dopamina, a ziprasidona pode

aumentar os níveis de prolactina. Foram notificadas perturbações tais como galactorreia, amenorreia,

ginecomastia e impotência com compostos que aumentam a prolactina. A hiperprolactinemia de longa

duração, quando associada a hipogonadismo, pode levar à diminuição da densidade óssea.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram desenvolvidos estudos farmacocinéticos e farmacodinâmicos entre a ziprasidona e outros

fármacos que prolongam o intervalo QT. Não pode ser excluído um efeito aditivo da ziprasidona com estes

fármacos, pelo que, a ziprasidona não deverá ser administrada concomitantemente com medicamentos que

prolongam o intervalo QT, tais como, antiarrítmicos de classe IA e III, trióxido de arsénio, halofantrina,

acetato de levometadil, mesoridazina, tioridazina, pimozida, esparfloxacina, gatifloxacina, moxifloxacina,

mesilato de dolasetron, mefloquina, sertindol ou cisaprida (ver secção 4.3).

Não foram efetuados estudos de interação da ziprasidona com outros medicamentos em crianças.

Medicamentos que atuam no SNC/Álcool

Dado os efeitos primários da ziprasidona, é necessária precaução aquando da sua utilização concomitante

com outros medicamentos de ação central e com o álcool.

Efeito da ziprasidona noutros medicamentos

Um estudo in vivo com o dextrometorfano, para concentrações plasmáticas 50% inferiores às obtidas após

a administração de 40 mg de ziprasidona, duas vezes por dia, não mostrou uma inibição acentuada da

CYP2D6. Dados in vitro indicaram que a ziprasidona pode ser um inibidor moderado da CYP2D6 e da

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

CYP3A4. Contudo, não é provável que a ziprasidona afete a farmacocinética de medicamentos

metabolizados por estas formas isomórficas do citocromo P450 de um modo clinicamente relevante.

Contracetivos orais – A administração de ziprasidona não alterou significativamente a farmacocinética de

estrogénios (etinilestradiol, um substrato da CYP3A4) ou de componentes da progesterona.

Lítio – A coadministração de ziprasidona não alterou a farmacocinética do lítio.

Uma vez que a ziprasidona e o lítio estão associados a alterações da condução cardíaca, a sua combinação

pode representar um risco de interação farmacodinâmica, incluindo arritmias. No entanto, em ensaios

clínicos controlados, a combinação de ziprasidona e lítio não demonstrou um aumento do risco clínico, em

comparação com lítio isoladamente.

Os dados referentes à utilização concomitante com o estabilizador de humor carbamazepina são limitados.

A interação farmacocinética da ziprasidona com o valproato é improvável devido à falta de vias

metabólicas comuns para os dois fármacos. Num estudo em doentes, a coadministração de ziprasidona e

valproato mostrou que as concentrações médias de valproato estavam dentro do intervalo terapêutico

comparativamente ao valproato administrado com placebo.

Efeitos de outros medicamentos sobre a ziprasidona

O cetoconazol (400 mg/dia), um inibidor da CYP3A4, aumentou as concentrações séricas da ziprasidona

em menos de 40%. As concentrações séricas da S-metil-dihidroziprasidona e da ziprasidona sulfóxido, no

Tmax esperado para a ziprasidona, aumentaram 55% e 8%, respetivamente. Não foi observado qualquer

prolongamento adicional do intervalo QTc. Não é provável que as alterações na farmacocinética resultantes

da coadministração de inibidores potentes da CYP3A4 tenham importância clínica, consequentemente não

é necessário um ajuste de dose. Os dados in vitro indicam que a ziprasidona é um substrato da

glicoproteína-P (p-gp). A relevância in vivo é desconhecida, contudo a coadministração com inibidores da

p-gp conhecidos tais como verapamilo, antibióticos macrólidos, quinidina, itraconazol e ritonavir pode

causar aumento das concentrações plasmáticas de ziprasidona. A coadministração com indutores da p-gp

tais como rifampicina e hipericão (Erva de S. João) pode causar diminuição das concentrações de

ziprasidona. Isto deve ser levado em conta se a coadministração for considerada.

A administração de carbamazepina, 200 mg duas vezes por dia, durante 21 dias, teve como resultado uma

diminuição em, aproximadamente, 35% na exposição à ziprasidona.

Antiácidos – doses múltiplas de antiácidos contendo alumínio e magnésio, ou cimetidina, não exerceram

efeitos clinicamente significativos na farmacocinética da ziprasidona quando administrada com alimentos.

Medicamentos serotoninérgicos

Em casos isolados, têm existido relatos de síndrome da serotonina temporlamente associada à utilização

terapêutica de ziprasidona em combinação com outros medicamentos serotoninérgicos como os ISRSs (ver

secção 4.8). Os sintomas da síndrome de serotonina podem incluir confusão, agitação, febre, suores, ataxia,

hiperreflexia, mioclonia e diarreia.

Ligação às proteínas

A ziprasidona liga-se extensivamente às proteínas plasmáticas. A ligação da ziprasidona às proteínas

plasmáticas in vitro, não foi alterada pela varfarina ou propanolol, dois fármacos de alta ligação às

proteínas plasmáticas, nem a ziprasidona alterou a ligação destes fármacos no plasma humano. Assim, o

potencial de interação de fármacos com a ziprasidona devido ao deslocamento é improvável.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Estudos de toxicidade reprodutiva mostraram efeitos indesejáveis no processo reprodutivo em doses

associadas a toxicidade materna e/ou sedação. Não houve evidência de teratogenicidade (ver secção 5.3).

Gravidez

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

Não foram efetuados estudos em mulheres grávidas. Por conseguinte, as mulheres com potencial para

engravidar que estejam sob terapêutica com ziprasidona devem ser aconselhadas a utilizar métodos

adequados de contraceção. Dado que a experiência no ser humano é limitada, não se recomenda a

administração de ziprasidona durante a gravidez, a não ser que o benefício esperado compense o risco

potencial para o feto.

Informação da classe dos antipsicóticos

Os recém-nascidos expostos a antipsicóticos (incluindo a ziprasidona) durante o terceiro trimestre de

gravidez estão em risco de ocorrência de reações adversas após o parto, incluindo sintomas extrapiramidais

e/ou de abstinência, que podem variar em intensidade e duração. Foram notificados casos de agitação,

hipertonia, hipotonia, tremor, sonolência, dificuldade respiratória ou perturbações da alimentação.

Consequentemente, os recém-nascidos devem ser monitorizados cuidadosamente. Zeldox não deve ser

utilizado durante a gravidez a menos que seja claramente necessário. Se for necessário descontinuar o

tratamento durante a gravidez, não deve ser feito abruptamente.

Amamentação

Não se sabe se a ziprasidona é excretada no leite materno. As doentes não devem amamentar se estiverem

sob terapêutica com ziprasidona. Se o tratamento for necessário, deverá interromper-se o aleitamento.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A ziprasidona pode causar sonolência e influenciar a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Os

doentes que possam vir a conduzir ou utilizar máquinas devem ser devidamente advertidos.

4.8 Efeitos indesejáveis

A ziprasidona oral foi administrada a aproximadamente 6500 indivíduos adultos em ensaios clínicos (ver

secção 5.1). As reações adversas mais frequentes, nos ensaios clínicos efetuados na esquizofrenia, foram

sedação e acatísia. Nos ensaios clínicos efetuados nos episódios de mania da perturbação bipolar, as

reações adversas mais frequentes foram sedação, acatísia, efeitos extrapiramidais e tonturas.

A tabela abaixo contém acontecimentos adversos, baseados no conjunto de ensaios na esquizofrenia, de

dose fixa e de curta duração (4-6 semanas) e ensaios de dose flexível, de curta duração (3 semanas), nos

episódios de mania da perturbação bipolar, que apresentam uma provável ou possível relação com o

tratamento com ziprasidona e que ocorreram com uma incidência superior ao placebo. Reações adicionais

notificadas através da experiência pós-comercialização estão incluídas como Frequência "Desconhecida" a

itálico na listagem abaixo.

Todas as reações adversas são apresentadas de acordo com a classe e frequência: muito frequentes (

1/10);

frequentes (

1/100 a <1/10); pouco frequentes (

1/1000 a <1/100); raros (

1/10000 a <1/1000); muito

raros (<1/10000); desconhecido (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

As reações adversas descritas abaixo também podem estar associadas à patologia subjacente e/ou à

medicação concomitante.

Classes de sistemas de órgãos

Frequência

Reações adversas

Infeções e infestações

Raros

Rinite

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes

Aumento do apetite

Raros

Hipocalcemia

Perturbações do foro psiquiátrico

Frequentes

Instabilidade psicomotora

Pouco frequentes

Agitação, ansiedade, sensação de aperto na garganta, pesadelos

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

Raros

Ataques de pânico, sintomas depressivos, bradifrenia, aplanamento

do afeto, anorgasmia

Desconhecido

Insónia; mania/hipomania

Doenças do sistema nervoso

Frequentes

Distonia, acatisia, perturbação extrapiramidal, parkinsonismo

(incluindo rigidez em roda dentada, bradicinesia, hipocinesia),

tremor, tonturas, sedação, sonolência, cefaleias

Pouco frequentes

Crises tonicoclónicas generalizadas, discinesia tardia, discinesia,

sialorreia, ataxia, disartria, crise oculógira, perturbações da atenção,

hipersónia, hipoestesia, parestesia, letargia

Raros

Torcicolo, paresia, acinesia, hipertonia, síndrome das pernas

inquietas

Desconhecido

Síndrome maligna dos neurolépticos; síndrome da serotonina (ver

secção 4.5); paralisia facial

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raros

Linfopenia, contagem dos eosinófilos aumentada

Cardiopatias

Pouco frequentes

Palpitações, taquicardia

Raros

Prolongamento do intervalo QT corrigido no eletrocardiograma

Desconhecido

Torsade de pointes (ver secção 4.4)

Afeções oculares

Frequentes

Visão turva

Pouco frequentes

Fotofobia

Raros

Ambliopia, perturbações da visão, prurido ocular, xeroftalmia

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens, acufenos

Raros

Otalgia

Vasculopatias

Pouco frequentes

Crise hipertensiva, hipertensão, hipotensão ortostática, hipotensão

Raros

Hipertensão sistólica, hipertensão diastólica, labilidade da pressão

arterial

Desconhecido

Síncope, tromboembolismo venoso

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Dispneia, faringite

Raros

Soluços

Doenças gastrointestinais

Frequentes

Náuseas, vómitos, obstipação, dispepsia, xerostomia, sialorreia

Pouco frequentes

Diarreia, disfagia, gastrite, desconforto gastrointestinal, edema da

língua, espessamento da língua, flatulência

Raros

Refluxo gastroesofágico, fezes moles

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Pouco frequentes

Urticária, erupção cutânea, erupção cutânea máculo-papular, acne

Raros

Psoríase, dermatite alérgica, alopécia, edema da face, eritema,

erupção cutânea papular, irritação cutânea

Desconhecido

Hipersensibilidade, angioedema, reação medicamentosa com

eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS)

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Frequentes

Rigidez musculosquelética

Pouco frequentes

Desconforto musculosquelético, cãibras, dores nas extremidades,

rigidez das articulações

Raros

Trismo

Doenças renais e urinárias

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

Raros

Incontinência urinária, disúria

Desconhecido

Enurese

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Raros

Disfunção eréctil, aumento da ereção, galactorreia, ginecomastia

Desconhecido

Priapismo

Doenças do sistema imunitário

Desconhecido

Reação anafilática

Afeções hepatobiliares

Pouco frequentes

Aumento das enzimas hepáticas

Raros

Anomalia no teste da função hepática

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Frequentes

Astenia, fadiga

Pouco frequentes

Desconforto torácico, alterações da marcha, dor, sede

Raros

Pirexia, sensação de calor

Exames complementares de diagnóstico

Raros

Aumento da lactato desidrogenase plasmática

Situações na gravidez, no puerpério e perinatais

Desconhecido

Síndrome de abstinência neonatal (ver secção 4.6)

Em ensaios clínicos de curta e longa duração com ziprasidona na esquizofrenia e nos episódios de mania da

perturbação bipolar, a incidência de convulsões tonicoclonicas e hipotensão foi pouco frequente, tendo

ocorrido em menos de 1% dos doentes tratados com ziprasidona.

A ziprasidona provoca um prolongamento dose dependente, ligeiro a moderado, do intervalo QT (ver

secção 5.1). Nos ensaios clínicos na esquizofrenia, observou-se um aumento de 30 a 60 ms em 12,3%

(976/7941) dos traçados ECG de doentes medicados com ziprasidona, e em 7,5% (73/975) dos traçados

ECG de doentes medicados com placebo. Foi observado um prolongamento >60 ms em 1,6% (128/7941) e

1,2% (12/975) dos traçados de doentes medicados com ziprasidona e placebo, respetivamente. A incidência

do prolongamento do intervalo QTc acima de 500 ms foi de 3 num total de 3266 (0,1%) doentes medicados

com ziprasidona e de 1 num total de 538 (0,2%) doentes medicados com placebo. Foram observados

resultados semelhantes nos ensaios clínicos nos episódios de mania da perturbação bipolar.

No tratamento de manutenção de longa duração em ensaios clínicos na esquizofrenia, os níveis de

prolactina dos doentes medicados com ziprasidona encontram-se, por vezes, aumentados, embora, na

maioria dos doentes, tenham retomado os valores normais sem a interrupção do tratamento. Além disso, as

manifestações clínicas potenciais (por exemplo, ginecomastia e aumento das mamas) foram raras.

População Pediátrica e Adolescente com Mania Bipolar e Adolescentes com Esquizofrenia

Num ensaio controlado com placebo, efetuado na perturbação bipolar (idades entre os 10 e 17 anos), as

reações adversas mais frequentes (notificadas com uma frequência >10%) foram sedação, sonolência,

cefaleia, fadiga, náusea e tonturas. Num ensaio controlado com placebo, efetuado na esquizofrenia (idades

entre os 13 e 17 anos), as reações adversas mais frequentes (notificadas com uma frequência >10%) foram

sonolência e perturbação extrapiramidal. A frequência, tipo e gravidade das reações adversas nestes

indivíduos foram, de um modo geral, similares às ocorridas nos adultos com perturbação bipolar ou

esquizofrenia tratados com ziprasidona.

A ziprasidona foi associada a um prolongamento ligeiro a moderado do intervalo QT, relacionado com a

dose, nos ensaios clínicos pediátricos efetuados na perturbação bipolar e na esquizofrenia similar ao

observado na população adulta. As crises tónicas clónicas e hipotensão não foram notificadas nos ensaios

clínicos controlados por placebo pediátricos bipolares.

Notificação de suspeitas de reações adversas

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez

que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED,

I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

A experiência com a sobredosagem de ziprasidona é limitada. A maior ingestão única confirmada de

ziprasidona é de 12800 mg. Neste caso, foram reportados sintomas extrapiramidais e um intervalo QTc de

446 milisegundos (sem sequelas cardíacas). No geral, os sintomas mais frequentemente relatados após

sobredosagem são sintomas extrapiramidais, sonolência, tremores e ansiedade.

A possibilidade de obnubilação, convulsões ou reações distónicas da cabeça e pescoço que se seguem à

sobredosagem podem causar risco de aspiração através da indução do vómito. Deve ser iniciada

imediatamente a monitorização da função cardiovascular, que deve incluir a monitorização

eletrocardiográfica contínua para deteção de possíveis arritmias. Não existe um antídoto específico para a

ziprasidona.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico: 2.9.2 Sistema Nervoso Central.Psicofármacos. Antipsicóticos.

Código ATC: NO5A E04.

A ziprasidona possui uma elevada afinidade para os recetores dopaminérgicos tipo 2 (D2) e uma afinidade

substancialmente superior para os recetores da serotonina tipo 2A (5HT2A). Através da utilização da

tomografia de emissão de positrões (TEP) verificou-se que o bloqueio dos recetores, 12 horas após uma

dose única de 40 mg, foi superior a 80% para os recetores da serotonina tipo 2A e superior a 50% para os

recetores da dopamina tipo D2. A ziprasidona também interage com os recetores da serotonina 5HT2C,

5HT1D e 5HT1A, relativamente aos quais a sua afinidade é igual ou maior do que para os recetores D2. A

ziprasidona tem uma afinidade moderada para os transportadores neuronais da serotonina e da

noradrenalina. A ziprasidona apresenta uma afinidade moderada para os recetores alfa-(1) e para os H(1) da

histamina. A ziprasidona demonstrou ter uma afinidade desprezível para os recetores muscarínicos M(1).

A ziprasidona mostrou ser simultaneamente um antagonista dos recetores da serotonina tipo 2A (5HT2A) e

dos recetores dopaminérgicos tipo 2 (D2). É proposto que a atividade terapêutica seja mediada, em parte,

através desta combinação de atividades antagonistas. A ziprasidona é também um potente antagonista dos

recetores 5HT2C e 5HT1D, um potente agonista dos recetores 5HT1A e um inibidor da recaptação

neuronal da noradrenalina e da serotonina.

Informação adicional sobre ensaios clínicos

Esquizofrenia

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

Num ensaio clínico de 52 semanas, a ziprasidona foi eficaz na manutenção da melhoria clínica durante a

terapêutica continuada em doentes que mostraram resposta ao tratamento inicial: não houve evidência clara

da existência de uma relação dose-resposta entre os grupos medicados com ziprasidona. Neste estudo, que

incluiu doentes com ambos os sintomas, positivos e negativos, a eficácia da ziprasidona foi demonstrada

em ambos os sintomas, positivos e negativos.

A incidência de aumento de peso corporal, descrito como acontecimento adverso em ensaios clínicos de

curta duração (4-6 semanas), na esquizofrenia, foi baixa e idêntica nos doentes medicados com ziprasidona

e com placebo (ambos 0,4%). Num ensaio clínico controlado com placebo, com duração de um ano, foi

observada uma redução média de peso de 1-3 kg nos doentes medicados com ziprasidona em comparação

com uma redução média de 3 kg nos doentes medicados com placebo.

Num estudo comparativo na esquizofrenia, em dupla ocultação, foram determinados parâmetros

metabólicos, incluindo peso corporal e valores de insulina em jejum, colesterol total e triglicéridos e índice

de resistência à insulina (IR). Nos doentes medicados com ziprasidona não foram observadas alterações

significativas comparativamente às condições basais em nenhum destes parâmetros metabólicos.

Resultados de um estudo de segurança pós-comercialização de grande dimensão

Foi efetuado um estudo aleatorizado, pós-comercialização, que incluiu 18.239 doentes com esquizofrenia

em seguimento observacional de 1 ano, para determinar se o efeito da ziprasidona no intervalo QTc está

associado a um aumento do risco de mortalidade não relacionada com suicídio. Este estudo, que decorreu

de acordo com a prática clínica real, não evidenciou diferença na taxa global de mortalidade não

relacionada com suicídio, entre os tratamentos com ziprasidona e olanzapina (endpoint primário). O estudo

também não mostrou diferenças nos endpoints secundários de mortalidade por todas as causas, mortalidade

por suicídio, mortalidade por morte súbita, contudo, foi observada uma incidência numérica superior, não

significativa, da mortalidade cardiovascular no grupo tratado com ziprasidona. Foi também observada no

grupo da ziprasidona uma incidência estatística significativamente maior de hospitalização por todas as

causas devida, sobretudo, à diferença no número de hospitalizações psiquiátricas.

Episódios de mania na perturbação bipolar

A eficácia da ziprasidona em adultos com mania foi estabelecida em dois estudos de 3 semanas,

controlados por placebo, em dupla ocultação, que compararam a ziprasidona com placebo, e em um estudo

com duração de 12 semanas, em dupla ocultação, que comparou a ziprasidona com haloperidol e placebo.

Estes estudos incluíram, aproximadamente, 850 doentes com critérios de diagnóstico DSM-IV para

perturbação bipolar I, com um episódio agudo de mania ou misto, acompanhado ou não de características

psicóticas. Nestes estudos, a frequência da presença de características psicóticas na baseline foi de 49,7%,

34,7% ou 34,9%. A eficácia foi avaliada pela escala Mania Rating Scale (MRS). Nestes estudos, a escala

Clinical Global Impression-Severity (CGI-S) foi usada quer como variável de eficácia coprimária quer

como secundária principal. O tratamento com ziprasidona (40-80 mg duas vezes ao dia, dose média diária

de 120 mg) resultou numa melhoria estatisticamente significativa nas pontuações de ambas as escalas,

MRS e CGI-S, na última visita (3 semanas), comparativamente ao placebo. No estudo com duração de 12

semanas, o tratamento com haloperidol (dose média diária de 16 mg) resultou em reduções

significativamente superiores na escala MRS comparativamente à ziprasidona (dose média diária de 121

mg). A ziprasidona demonstrou eficácia comparável ao haloperidol em termos da proporção de doentes que

mantiveram a resposta ao tratamento da semana 3 à semana 12.

A eficácia da ziprasidona no tratamento da perturbação bipolar I em doentes pediátricos (10 a 17 anos de

idade) foi avaliada num ensaio clínico controlado por placebo com duração de 4 semanas (n=237) em

doentes internados e de ambulatório com critérios de diagnóstico DSM-IV para episódios de mania ou

mistos de perturbação bipolar I, acompanhados ou não de características psicóticas e uma pontuação Y-

17 na baseline. Este ensaio clínico em dupla ocultação, controlado por placebo, comparou a

ziprasidona oral em dose flexível 80-160 mg/dia (40-80 mg BID) dividida em duas doses para doentes com

peso

45 kg; 40-80 mg/dia (20-40 mg BID) para doentes com peso <45kg com placebo. A ziprasidona foi

administrada numa dose única de 20 mg no primeiro dia e posteriormente titulada durante 1-2 semanas, em

duas doses diárias, para um intervalo alvo de 120-160 mg/dia para doentes com peso

45 kg, ou 60-80

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

mg/dia para doentes com peso <45kg. O doseamento assimétrico, com doses da manhã 20 mg ou 40 mg

inferiores às doses da noite, foi permitido. A ziprasidona foi superior ao placebo na alteração da baseline

até à semana 4 na pontuação total Y-MRS. Neste ensaio clínico, as doses diárias médias administradas

foram 119 mg e 69 mg nos doentes com peso

45 kg e <45 kg, respetivamente.

A segurança da ziprasidona foi avaliada em 267 doentes pediátricos (10 a 17 anos de idade) que

participaram em ensaios clínicos com doses múltiplas na mania bipolar; um total de 82 doentes pediátricos

com perturbação bipolar I foram tratados com ziprasidona oral durante, pelo menos, 180 dias.

Num ensaio clínico de 4 semanas com doentes pediátricos (10-17 anos) com mania bipolar, não ocorreram

diferenças na alteração média a partir da baseline na massa corporal, glucose em jejum, colesterol total,

colesterol LDL ou níveis de triglicéridos, entre os doentes em tratamento com ziprasidona e placebo.

Não existem estudos clínicos de longa duração, em dupla ocultação, que tenham investigado a eficácia e

tolerabilidade da ziprasidona em crianças e adolescentes.

Não existem estudos clínicos de longa duração que tenham investigado a eficácia da ziprasidona na

prevenção da recorrência de sintomas maníacos/depressivos.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após a administração por via oral de doses múltiplas de ziprasidona, com alimentos, as concentrações

séricas máximas ocorrem, geralmente, 6 a 8 horas após a toma. A biodisponibilidade absoluta de uma dose

de 20 mg administrada com alimentos é de 60%. Estudos farmacocinéticos demonstraram que a

biodisponibilidade da ziprasidona aumenta cerca de 100% na presença de alimentos. Consequentemente,

recomenda-se que a ziprasidona seja administrada com alimentos.

Distribuição

O volume da distribuição é de aproximadamente 1,1 l/kg. A ziprasidona liga-se em mais de 99% às

proteínas plasmáticas.

Biotransformação e eliminação

O tempo de semivida médio da ziprasidona, após administração por via oral, é de 6,6 horas. O estado

estacionário é atingido em 1-3 dias. A depuração média da ziprasidona, administrada por via intravenosa, é

de 5ml/min/kg. Aproximadamente 20% da dose é excretada na urina, sendo aproximadamente 66%

eliminada nas fezes.

A ziprasidona demonstrou cinética linear no intervalo terapêutico de 40 a 80 mg duas vezes dia em

indivíduos que ingeriram alimentos.

A ziprasidona é extensamente metabolizada após administração oral, sendo apenas uma pequena

quantidade excretada como ziprasidona inalterada na urina (<1%) ou fezes (<4%). A ziprasidona é

depurada primariamente por três vias metabólicas, originando quatro metabolitos circulantes principais,

sulfóxido de benzisotiazole piperazina (BIPT), BIPT sulfona, ziprasidona sulfóxido e S-metil-

dihidroziprasidona. A ziprasidona na forma inalterada representa cerca de 44% da concentração sérica total

de substâncias relacionadas.

A ziprasidona é primariamente metabolizada através de duas vias: redução e metilação, que originam S-

metil-dihidroziprasidona, que representa, aproximadamente, dois terços do metabolismo, e metabolismo

oxidativo, que representa o restante terço. Estudos in vitro com frações subcelulares do fígado humano

indicam que a S-metil-dihidroziprasidona é originada em dois passos. Estes estudos indicam que o primeiro

passo é mediado primariamente pela redução química pela glutationa, assim como pela redução enzimática

pela aldeído oxidase. O segundo passo é a metilação mediada pela tiol metiltransferase. Estudos in vitro

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

indicam que a CYP3A4 é o principal citocromo P450 que cataliza o metabolismo oxidativo da ziprasidona

com uma potencial contribuição menor da CYP1A2.

A ziprasidona, a S-metil-dihidroziprasidona e a ziprasidona sulfóxido, quando testados in vitro, partilham

propriedades que podem fazer prever um prolongamento do intervalo QTc. A S-metil-dihidroziprasidona é

principalmente eliminada nas fezes por excreção biliar, com uma contribuição menor do metabolismo

catalisado pela CYP3A4. A ziprasidona sulfóxido é eliminada por excreção renal e por metabolismo

secundário catalisado pela CYP3A4.

Populações especiais

A avaliação farmacocinética de doentes não revelou qualquer diferença farmacocinética significativa entre

fumadores e não fumadores.

Não foi observada qualquer diferença significativa na farmacocinética da ziprasidona relacionada com a

idade ou sexo. A farmacocinética da ziprasidona em doentes pediátricos com 10 a 17 anos de idade foi

semelhante à observada nos adultos após correção das diferenças para a massa corporal.

De acordo com o facto da depuração renal contribuir muito pouco para a depuração total, não se verificou

um aumento progressivo da exposição de ziprasidona quando administrada a indivíduos com graus

variáveis da função renal. Após administração oral de 20 mg BID, durante sete dias, a exposição em

indivíduos com insuficiência renal ligeira (depuração da creatinina 30-60 ml/min), moderada (depuração da

creatinina 10-29 ml/min) e grave (diálise necessária) foi de 146%, 87% e 75% respetivamente, quando

comparados com indivíduos saudáveis (depuração da creatinina >70 ml/min).

Desconhece-se se as concentrações séricas dos metabolitos estão aumentadas nestes doentes.

Na insuficiência hepática ligeira a moderada (Child Pugh A ou B) causada por cirrose, as concentrações

séricas após administração por via oral foram 30% superiores e o tempo de semivida foi prolongado em

cerca de 2 horas comparativamente aos doentes com função hepática normal. O efeito da insuficiência

hepática nas concentrações séricas dos metabolitos é desconhecido.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados de segurança pré-clínica não revelaram perigo particular para o ser humano, com base em estudos

convencionais de segurança farmacológica, genotoxicidade e potencial carcinogénico. Em estudos de

reprodução realizados em ratos e coelhos, a ziprasidona não revelou evidência de teratogenicidade. Foram

observados efeitos indesejáveis sobre a fertilidade e diminuição do peso das crias em doses causadoras de

toxicidade materna, tais como diminuição no ganho de peso. Foi registado um aumento de mortalidade

perinatal e atraso no desenvolvimento funcional das crias para concentrações plasmáticas maternas

extrapoladas das concentrações máximas no ser humano tratado com doses terapêuticas.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Conteúdo:

Lactose mono-hidratada

Amido de milho pré-gelificado

Estearato de magnésio

Cápsula:

Gelatina

Dióxido de titânio (E171)

Laurilsulfato de sódio (dodecilsulfato de sódio)

Indigotina (E132, apenas nas cápsulas de 20 mg, 40 mg e 80 mg).

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

Tinta de impressão:

Shellac

Álcool etílico anidro

Álcool isopropílico

Álcool n-butílico

Propilenoglicol

Água purificada

Hidróxido de amónio

Hidróxido de potássio

Óxido de ferro negro (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

4 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister

As cápsulas de ziprasidona apresentam-se em blister de alumínio PVC/PA com revestimento em folha de

alumínio, em embalagens contendo 14, 20, 30, 50, 56, 60 ou 100 cápsulas.

Frasco

As cápsulas de ziprasidona apresentam-se em frascos de polietileno de alta densidade (HDPE) contendo

100 cápsulas e exsicante, com tampas de polipropileno, resistentes à abertura por crianças. Como

alternativa, o fecho pode ser induzido pelo calor, não se incluindo, neste caso, exsicante.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Laboratórios Pfizer, Lda.

Lagoas Park, Edifício 10

2740-271 Porto Salvo

8. NÚMERO(S) DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

- Nº de registo 3876182: 14 cápsulas, 20 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3876281: 20 cápsulas, 20 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3876380: 30 cápsulas , 20 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3876489: 50 cápsulas , 20 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3876588: 56 cápsulas , 20 mg, blister de Alu/PVC/PA

APROVADO EM

17-12-2015

INFARMED

- Nº de registo 3876687: 60 cápsulas, 20 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3876786: 100 cápsulas, 20 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3876984: 14 cápsulas, 40 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3877081: 20 cápsulas, 40 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3877180: 30 cápsulas , 40 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3877289: 50 cápsulas , 40 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3877388: 56 cápsulas, 40 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3877487: 60 cápsulas, 40 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3877586: 100 cápsulas, 40 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3877784: 14 cápsulas, 60 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3877883: 20 cápsulas , 60 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3877982: 30 cápsulas , 60 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3878089: 50 cápsulas, 60 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3878188: 56 cápsulas , 60 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3878287: 60 cápsulas , 60 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3878386: 100 cápsulas , 60 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3878584: 14 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3878683: 20 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3878782: 30 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3878881: 50 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3878980: 56 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3879087: 60 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/PVC/PA

- Nº de registo 3879186: 100 cápsulas, 80 mg, blister de Alu/PVC/PA

Frasco

- Nº de registo 3876885: 100 cápsulas, 20 mg, frasco de HDPE

- Nº de registo 3877685: 100 cápsulas, 40 mg, frasco de HDPE

- Nº de registo 3878485: 100 cápsulas, 60 mg, frasco de HDPE

-Nº de registo 3879285: 100 cápsulas: , 80 mg, frasco de HDPE

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO/ RENOVAÇÃO DA

AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 19 de fevereiro de 2002

Data da última renovação: 30 de março de 2012

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação