Zavedos Oral 10 mg Cápsula

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Idarrubicina
Disponível em:
Laboratórios Pfizer, Lda.
Código ATC:
L01DB06
DCI (Denominação Comum Internacional):
Idarrubicina
Dosagem:
10 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula
Composição:
Idarrubicina, cloridrato 10 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Frasco - 1 unidade(s)
Classe:
16.1.6 - Citotóxicos que se intercalam no ADN
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea a) Medicamento de receita médica restrita destinado ao uso exclusivo hospitalar, devido às suas caracterí
Grupo terapêutico:
N/A
Área terapêutica:
idarubicin
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Frasco 1 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 2303287 CNPEM: N/A CHNM: 10060825 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 1 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 2303188 CNPEM: N/A CHNM: 10060825 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
ME/315
Data de autorização:
1995-08-01

APROVADO EM

21-08-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Zavedos Oral 5 mg cápsulas

Zavedos Oral 10 mg cápsulas

Zavedos Oral 25 mg cápsulas

Cloridrato de idarrubicina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver

secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Zavedos Oral e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Zavedos Oral

3. Como tomar Zavedos Oral

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Zavedos Oral

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Zavedos Oral e para que é utilizado

Zavedos

Oral

pertence

grupo

medicamentos

denominados

agentes

antimitóticos e citotóxicos, que se intercalam com o ADN e interagem com a

topoisomerase II, apresentando um efeito inibitório sobre a síntese do ácido

nucleico.

Zavedos Oral é um medicamento utilizado para tratar:

- tumores, nomeadamente, leucemia não linfocítica aguda quando a idarrubicina

intravenosa não puder ser utilizada

- neoplasia da mama em estadio avançado.

O Zavedos Oral pode ainda ser utilizado em regimes combinados envolvendo outros

agentes antitumorais.

2. O que precisa de saber antes de tomar Zavedos Oral

Não tome Zavedos Oral

- se tem alergia à idarrubicina ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6);

- hipersensibilidade a outras antraciclinas ou antracenedionas;

- se tem problemas graves no fígado;

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21-08-2018

INFARMED

- se tem problemas graves nos rins;

- se tem problemas do coração;

- se tem baixa produção de células sanguíneas e de plaquetas;

tratamento

prévio

cloridrato

idarrubicina

e/ou

outras

antraciclinas e antracenedionas;

- se está a amamentar.

Advertências e precauções

- se tem alterações da função cardíaca. A função cardíaca deve ser avaliada antes de

iniciar

o tratamento

com idarrubicina

deve

ser monitorizada

durante

tratamento para minimizar o risco de incorrer em insuficiência cardíaca grave;

- se tem número reduzido de células sanguíneas e de plaquetas na medula óssea;

- se tiver um pronunciado e permanente aumento de glóbulos brancos anómalos no

sangue. Pode estar a desenvolver leucemia;

- se tem problemas gastrointestinais;

- se tem problemas no fígado;

- se tem problemas nos rins;

- este medicamento pode causar vómitos. Poderá desenvolver inflamação da mucosa

bucal ou inflamação da mucosa de revestimento do tubo digestivo;

- se tomou recentemente ou pensa tomar uma vacina;

- se é homem. A idarrubicina poderá causar infertilidade irreversível.

A idarrubicina deve ser administrada apenas sob supervisão de médicos com

experiência em quimioterapia citotóxica.

Este medicamento pode causar coloração vermelha da urina durante um a dois dias

após a sua administração.

Outros medicamentos e Zavedos Oral

Informe o seu médico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier

a tomar outros medicamentos.

idarrubicina

usada

principalmente

associação

outros

fármacos

citotóxicos, podendo ocorrer toxicidade aditiva, especialmente no que respeita à

medula

óssea,

hematológicos

gastrointestinais.

risco

potencial

cardiotoxicidade

pode

aumentar

doentes

receberam

medicamentos

cardiotóxicos concomitantes.

Como a idarrubicina é extensivamente metabolizada pelo fígado, as alterações na

função hepática provocadas por outros medicamentos podem afetar o metabolismo,

a farmacocinética, a eficácia terapêutica e/ou a toxicidade da idarrubicina.

As antraciclinas, incluindo a idarrubicina não devem ser administradas em associação

outros

agentes

cardiotóxicos

menos

função

cardíaca

seja

cuidadosamente monitorizada.

No caso de associação de anticoagulantes orais e quimioterapia anticancerígena,

recomenda-se uma maior frequência na monitorização da Relação Internacional

Normalizada (INR).

Zavedos Oral com alimentos e bebidas

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21-08-2018

INFARMED

As cápsulas devem ser engolidas inteiras e com água, não devendo ser chupadas,

mordidas ou mastigadas. As cápsulas podem também ser ingeridas com uma

refeição ligeira.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

homens

sujeitos

tratamento

idarrubicina

devem

utilizar

métodos

contracetivos eficazes até 3 meses após o tratamento.

Não existem estudos adequados e controlados em mulheres grávidas. A idarrubicina

só deverá ser utilizada durante a gravidez, se os potenciais benefícios justificarem os

potenciais riscos para o feto.

Não se sabe se a idarrubicina é excretada no leite materno. Uma vez que muitos

fármacos o são, as mães devem suspender o aleitamento antes de iniciar o

tratamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

O efeito da idarrubicina sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas não foi

sistematicamente avaliado.

3. Como tomar Zavedos Oral

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico, farmacêutico ou enfermeiro se tiver dúvidas.

Leucemia não-linfocítica aguda

No adulto, a dose recomendada é de 30 mg/m2 por via oral, administrada

diariamente durante 3 dias como agente único, ou entre 15 e 30 mg/m2 diariamente

por via oral durante 3 dias em combinação com outros fármacos citotóxicos.

Neoplasia da mama em estadio avançado

A dose recomendada, como agente único, é de 45 mg/m2 por via oral, administrado

num único dia, ou dividida em 3 dias consecutivos (15 mg/m2/dia), sendo repetida a

cada

semanas,

base

recuperação

hematológica.

Poder-se-á

administrar uma dose de 35 mg/m2 por via oral num único dia, em combinação com

outros agentes citotóxicos.

Estes

esquemas

administração

devem,

contudo,

conta

situação

hematológica do doente e as dosagens de outros fármacos citotóxicos, quando

utilizados em combinação.

Se tomar mais Zavedos Oral do que deveria

Doses muito elevadas de idarrubicina poderão causar toxicidade aguda do miocárdio

nas primeiras 24 horas e mielossupressão grave dentro de uma a duas semanas.

Foi observada a ocorrência de insuficiência cardíaca tardia com as antraciclinas, até

vários meses após uma sobredosagem.

Caso se tenha esquecido de tomar Zavedos Oral

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

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21-08-2018

INFARMED

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Os seguintes efeitos secundários poderão ocorrer muito frequentemente:

- infeções; baixo número de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas no

sangue circulante; diminuição marcada ou perda do apetite; náuseas, vómitos,

diarreia, dor abdominal ou sensação de queimadura, inflamação da mucosa bucal;

queda do cabelo; coloração avermelhada da urina 1-2 dias após a toma do

medicamento; febre, dor de cabeça e arrepios.

Os seguintes efeitos secundários poderão ocorrer frequentemente:

- diminuição ou aceleração do ritmo cardíaco, aceleração e irregularidade do ritmo

cardíaco, alteração funcional do coração; inflamação da veia, inflamação da veia

associada a trombose, hemorragias; hemorragia do trato gastrointestinal, dor de

barriga;

aumento

enzimas

hepáticas

bilirrubina;

erupção

cutânea,

comichão, hipersensibilidade da pele irradiada.

Os seguintes efeitos secundários poderão ocorrer com pouca frequência:

- infeção generalizada; leucemia secundária; desidratação; aumento da concentração

de ácido úrico no sangue; anomalias no eletrocardiograma; choque; inflamação do

esófago, inflamação do cólon, hiperpigmentação da pele e unhas, celulite, necrose

tecidular.

O seguinte efeito secundário pode ocorrer raramente:

- hemorragia cerebral.

Os seguintes efeitos secundários poderão ocorrer muito raramente:

- reação alérgica generalizada grave; infeção no coração e outras perturbações,

oclusão de um vaso sanguíneo, vermelhidão, úlceras gástricas, rubor cutâneo em

especial nas extremidades.

Foram também notificados casos de pancitopenia, síndrome de lise tumoral e reação

local.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Também poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P.

através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a

fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

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INFARMED

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Zavedos Oral

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, após "VAL.". O prazo de validade corresponde ao último dia do mês

indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Zavedos Oral

- A substância ativa é o cloridrato de idarrubicina.

Zavedos Oral 5 mg cápsulas

Cada cápsula contém 5 mg de cloridrato de idarrubicina.

Os outros componentes são:

Conteúdo da cápsula: celulose microcristalina e palmitoesterato de glicerol.

Cápsula: gelatina, óxido de ferro vermelho (E172), dióxido de titânio (E171) e tinta

de impressão preta.

Zavedos Oral 10 mg cápsulas

Cada cápsula contém 10 mg de cloridrato de idarrubicina.

Os outros componentes são:

Conteúdo da cápsula: celulose microcristalina e palmitoesterato de glicerol.

Cápsula: gelatina, óxido de ferro vermelho (E172), dióxido de titânio (E171) e tinta

de impressão preta.

Zavedos Oral 25 mg cápsulas

Cada cápsula contém 25 mg de cloridrato de idarrubicina.

Os outros componentes são:

Conteúdo da cápsula: celulose microcristalina e palmitoesterato de glicerol.

Cápsula: gelatina, dióxido de titânio (E171) e tinta de impressão preta.

Qual o aspeto de Zavedos Oral e conteúdo da embalagem

Zavedos Oral 5 mg cápsulas

As cápsulas encontram-se acondicionadas em frascos de vidro tipo III de cor âmbar

ou em blister Alu/Alu.

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21-08-2018

INFARMED

Zavedos Oral 5 mg apresenta-se como cápsula dura de gelatina, autofechada, opaca,

de cor vermelha, com "Idarubicin 5" impresso a preto, tamanho nº 4, contendo um

pó alaranjado.

Zavedos Oral 10 mg

As cápsulas encontram-se acondicionadas em frascos de vidro tipo III de cor âmbar

ou em blister Alu/Alu.

Zavedos Oral 10 mg apresenta-se como cápsula dura de gelatina, autofechada,

opaca, de cabeça vermelha e corpo branco, com "Idarubicin 10" impresso a preto,

tamanho nº 4, contendo um pó alaranjado.

Zavedos Oral 25 mg

As cápsulas encontram-se acondicionadas em frascos de vidro tipo III de cor âmbar

ou em blister Alu/Alu.

Zavedos Oral 25 mg apresenta-se como cápsula dura de gelatina, autofechada,

opaca, de cor branca, com "Idarubicin 25" impresso a preto, tamanho nº 2, contendo

um pó alaranjado.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Laboratórios Pfizer, Lda.

Lagoas Park, Edifício 10

2740-271 Porto Salvo

Portugal

Fabricante

Actavis Italy S.p.A.

Viale Pasteur, 10 Nerviano

20014 - Milano

Itália

Este folheto foi revisto pela última vez em

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21-08-2018

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Zavedos Oral 5 mg cápsulas

Zavedos Oral 10 mg cápsulas

Zavedos Oral 25 mg cápsulas

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Zavedos Oral 5 mg cápsulas

Cada cápsula contém 5 mg de cloridrato de idarrubicina.

Zavedos Oral 10 mg cápsulas

Cada cápsula contém 10 mg de cloridrato de idarrubicina.

Zavedos Oral 25 mg cápsulas

Cada cápsula contém 25 mg de cloridrato de idarrubicina.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula

Zavedos Oral 5 mg

Cápsula dura de gelatina, autofechada, opaca, de cor vermelha, com "Idarubicin 5"

impresso a preto, tamanho nº 4, contendo um pó alaranjado.

Zavedos Oral 10 mg

Cápsula dura de gelatina, autofechada, opaca, de cabeça vermelha e corpo branco, com

"Idarubicin 10" impresso a preto, tamanho nº 4, contendo um pó alaranjado.

Zavedos Oral 25 mg

Cápsula dura de gelatina, autofechada, opaca, de cor branca, com

"Idarubicin 25"

impresso a preto, tamanho nº 2, contendo um pó alaranjado.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Leucemia não linfocítica aguda

APROVADO EM

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INFARMED

Quando o cloridrato de idarrubicina intravenosa não puder ser utilizado, por exemplo,

devido a razões médicas, psicológicas ou sociais, a idarrubicina oral pode ser utilizada

para indução de remissão em doentes com leucemia não linfocítica aguda não tratada

previamente, recidivante, ou refratária.

Zavedos Oral pode ser utilizado em regimes de quimioterapia combinada envolvendo

outros agentes citotóxicos.

Neoplasia da mama em estadio avançado

Zavedos Oral está indicado no tratamento da neoplasia da mama em estadio avançado

após falência da quimioterapia de primeira linha não incluindo antraciclinas.

Zavedos Oral pode ainda

ser utilizado em regimes combinados envolvendo outros

agentes antitumorais.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

A dosagem é geralmente calculada com base na área de superfície corporal (mg/m2).

No adulto com leucemia não-linfocítica aguda a dose recomendada é de 30 mg/m2 por

via oral, administrada diariamente durante 3 dias como agente único, ou entre 15 e 30

mg/m2 diariamente por via oral durante 3 dias em combinação com outros fármacos

citotóxicos.

Na neoplasia da mama em estadio avançado, a dose recomendada, como agente único, é

mg/m2

oral,

administrado

único

dia,

dividida

dias

consecutivos

mg/m2/dia),

sendo

repetida

cada

semanas,

base

recuperação hematológica. Poder-se-á administrar uma dose de 35 mg/m2 por via oral

num único dia, em combinação com outros agentes citotóxicos.

Estes esquemas de administração devem, contudo, ter em conta a situação hematológica

doente

dosagens

outros

fármacos

citotóxicos,

quando

utilizados

combinação.

Modo de administração

As cápsulas devem ser engolidas

inteiras e com

água, não devendo ser chupadas,

mordidas ou mastigadas. As cápsulas de Zavedos Oral podem também ser ingeridas com

uma refeição ligeira.

4.3 Contraindicações

- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

- Hipersensibilidade a outras antraciclinas ou antracenedionas

- Compromisso hepático grave

- Compromisso renal grave

- Cardiomiopatia grave

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- Enfarte agudo do miocárdio recente

- Arritmias graves

- Mielossupressão persistente

- Tratamento anterior com doses cumulativas máximas de cloridrato de idarrubicina e/ou

outras antraciclinas e antracenedionas (ver secção 4.4).

- A amamentação deverá ser suspensa durante a terapêutica com este fármaco (ver secção

4.6).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Gerais

A idarrubicina deve ser administrada apenas sob supervisão de médicos com experiência

em quimioterapia citotóxica. Assim, será possível tratar rapidamente e de um modo

efetivo complicações graves da doença e/ou do tratamento (por exemplo, hemorragia,

infeções graves).

Antes de iniciarem o tratamento com cloridrato de idarrubicina, os doentes devem

recuperar de toxicidades agudas (tais como estomatite, neutropenia, trombocitopenia e

infeções generalizadas) de tratamentos citotóxicos anteriores.

Função Cardíaca

A cardiotoxicidade é um risco conhecido do tratamento com antraciclinas que se pode

manifestar por acontecimentos precoces (isto é, agudos) ou tardios (isto é, retardados).

Efeitos

Precoces

(Agudos):

cardiotoxicidade

inicial

idarrubicina

consiste,

principalmente, em taquicardia sinusal e/ou anomalias no eletrocardiograma (ECG), por

exemplo, alterações não específicas na onda ST-T. Foram também notificados casos de

taquiarritmias, incluindo contrações ventriculares prematuras e taquicardia ventricular,

bradicardia, assim como bloqueios auriculo-ventriculares e de ramo. Em regra, estes

efeitos

não

predizem

desenvolvimento

subsequente

cardiotoxicidade

tardia,

raramente são de importância clínica, e geralmente não são um motivo para a interrupção

do tratamento com idarrubicina.

Acontecimentos

Tardios

(Retardados):

toxicidade

cardíaca

tardia

desenvolve-se

sobretudo no final do tratamento com idarrubicina ou nos 2-3 meses após o final do

mesmo. No entanto, foram notificados acontecimentos mais tardios, alguns meses a anos

após o tratamento ter terminado. A cardiomiopatia tardia manifesta-se pela diminuição da

fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) e/ou sinais e sintomas de insuficiência

cardíaca congestiva, tais como dispneia, edema pulmonar, edema postural, cardiomegalia,

hepatomegalia, oligúria, ascite, derrame pleural, ritmo de galope. Efeitos subagudos

como

pericardite/miocardite

também

foram

notificados.

insuficiência

cardíaca

congestiva com risco de morte é a forma mais grave de cardiomiopatia induzida pelas

antraciclinas e representa a toxicidade cumulativa limitante da dose do fármaco.

Os limites da dose cumulativa para o cloridrato de idarrubicina, IV ou oral, não foram

definidos. No entanto, foi notificada cardiomiopatia relacionada com a idarrubicina em

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21-08-2018

INFARMED

5% dos doentes que receberam doses cumulativas IV de 150 a 290 mg/m2. Os dados

disponíveis de doentes tratados com doses orais cumulativas totais de cloridrato de

idarrubicina até 400 mg/m2 sugerem uma baixa probabilidade de cardiotoxicidade.

função

cardíaca

deve

avaliada

antes

doente

iniciar

tratamento

idarrubicina e deve ser monitorizada durante o tratamento para minimizar o risco de

ocorrência de

insuficiência cardíaca grave. O

risco pode ser diminuído através da

monitorização regular da FEVE durante o tratamento, com interrupção imediata de

idarrubicina ao primeiro sinal de disfunção. O método quantitativo apropriado para

avaliações repetidas da função cardíaca (avaliação da FEVE) inclui cintigrafia cardíaca

ou ecocardiografia. Recomenda-se a avaliação cardíaca basal com um eletrocardiograma

associado a um cintigrama cardíaco ou a um ecocardiograma, especialmente em doentes

fatores

risco

aumentados

para

cardiotoxicidade.

Devem

realizadas

determinações

repetidas

FEVE

cintigrafia

cardíaca

ecocardiograma,

particularmente com doses cumulativas mais elevadas de antraciclina. A técnica utilizada

na avaliação deve ser consistente durante a monitorização.

Os fatores de risco para a toxicidade cardíaca incluem doença cardíaca ativa ou não,

radioterapia prévia ou concomitante na área mediastínica-pericárdica, terapêutica prévia

com outras antraciclinas ou antracenedionas, e a utilização concomitante de fármacos

supressores

contractilidade

cardíaca

fármacos

cardiotóxicos

(por

exemplo,

trastuzumab). As antraciclinas, incluindo a idarrubicina não devem ser administradas em

associação com outros agentes cardiotóxicos a menos que a função cardíaca do doente

seja cuidadosamente monitorizada (ver secção 4.5). Os doentes que recebem antraciclinas

após interrupção do tratamento com outros agentes cardiotóxicos, em particular os que

têm semividas longas, tal como o trastuzumab, podem também ter um risco aumentado

desenvolver

cardiotoxicidade.

semivida

notificada

trastuzumab

aproximadamente, 28-38 dias e pode persistir em circulação até 27 semanas. Deste modo,

os médicos devem evitar, quando possível, terapêuticas com antraciclinas até 27 semanas

após interrupção do trastuzumab. Se as antraciclinas forem utilizadas antes deste período

de tempo, recomenda-se uma monitorização cuidadosa da função cardíaca.

A monitorização da função cardíaca deve ser particularmente rigorosa em doentes em

tratamento com altas doses cumulativas e naqueles com fatores de risco. No entanto, a

cardiotoxicidade com a idarrubicina pode ocorrer em doses cumulativas mais baixas

independentemente da presença de fatores de risco cardíacos.

Deve efetuar-se uma avaliação periódica de longo prazo da função cardíaca em bebés e

crianças, uma vez que estes parecem ter uma maior suscetibilidade à toxicidade cardíaca

induzida pela antraciclina.

É provável que a toxicidade da idarrubicina e outras antraciclinas ou antracenedionas seja

aditiva.

Toxicidade Hematológica

APROVADO EM

21-08-2018

INFARMED

A idarrubicina é um potente supressor da medula óssea. A mielossupressão grave irá

ocorrer em todos os doentes aos quais for administrada uma dose terapêutica deste

fármaco.

O perfil hematológico deve ser avaliado antes e durante cada ciclo de tratamento com

idarrubicina, incluindo a contagem diferencial de glóbulos brancos.

A leucopenia reversível e/ou a neutropenia (granulocitopenia), dependentes da dose, são

as manifestações mais frequentes resultantes da toxicidade hematológica da idarrubicina,

constituindo a toxicidade aguda limitante da dose mais frequente deste fármaco.

leucopenia

neutropenia

são

geralmente

graves;

pode

também

ocorrer

trombocitopenia e anemia. Os níveis mais baixos de contagem de neutrófilos e plaquetas

atingem-se normalmente 10 a 14 dias após a administração; no entanto, a contagem de

células

regressa

geralmente

níveis

normais

durante

terceira

semana.

Foram

notificadas mortes devido a infeções e/ou hemorragias durante a fase de mielossupressão

grave.

As consequências clínicas da mielossupressão incluem febre, infeções, sépsis/septicemia,

choque séptico, hemorragia, hipoxia tecidular ou morte. Se ocorrer neutropenia febril

recomenda-se tratamento com um antibiótico IV.

Leucemia Secundária

A leucemia secundária, com ou sem fase pré-leucémica, foi notificada em doentes

tratados com antraciclinas,

incluindo a

idarrubicina.

leucemia secundária é

mais

frequente

quando

tais

fármacos

são

administrados

associação

agentes

antineoplásicos

lesivos

para

ADN,

quando

doentes

foram

pré-tratados

intensivamente com fármacos citotóxicos, ou quando as doses de antraciclinas foram

aumentadas. Estas leucemias podem ter um período de latência de 1 a 3 anos.

Gastrointestinal

A idarrubicina é emetogénica. No início da administração do fármaco surge, geralmente,

mucosite (sobretudo estomatite, menos frequentemente esofagite) mas, se for grave, pode

progredir ao fim de uns dias para ulcerações na mucosa. A maioria dos doentes recupera

deste efeito adverso pela terceira semana de tratamento.

Foram observados ocasionalmente casos de episódios gastrointestinais graves (tais como

perfuração ou hemorragia) em doentes a tomar idarrubicina oral que tinham leucemia

aguda, ou antecedentes de outras patologias, ou tomavam outra medicação passível de

provocar complicações gastrointestinais. Em doentes com doença gastrointestinal ativa

risco

aumentado

hemorragia

e/ou

perfuração,

médico

deve

avaliar

risco/benefício da terapêutica oral com idarrubicina.

Função Hepática e/ou Renal

Uma vez que o compromisso da função hepática e/ou renal pode afetar a disposição da

idarrubicina,

estas

deverão

avaliadas

testes

laboratoriais

convencionais

(usando bilirrubinemia e creatininemia como indicadores) antes e durante o tratamento.

APROVADO EM

21-08-2018

INFARMED

Em alguns ensaios clínicos de Fase III, o tratamento era contraindicado se os níveis

séricos de bilirrubina e/ou creatinina excedessem os 2,0 mg/dl. Com outras antraciclinas

utiliza-se geralmente uma redução da dose de 50%, se os níveis séricos de bilirrubina

variarem entre 1,2 e 2,0 mg/dl.

Síndrome de Lise Tumoral

A idarrubicina pode induzir a hiperuricemia como consequência do extenso catabolismo

das purinas, que acompanha a rápida lise das células neoplásicas induzida pelo fármaco

(“síndrome de lise tumoral”). Os níveis séricos de ácido úrico, potássio, fosfato de cálcio

e creatinina devem ser avaliados após o tratamento inicial. A hidratação, alcalinização

urinária e profilaxia com alopurinol para prevenir a hiperuricemia podem minimizar as

complicações potenciais do síndrome de lise tumoral.

Efeitos Imunossupressores/Aumento da Suscetibilidade a Infeções

administração

vacinas

vivas

vacinas

vivas

atenuadas

doentes

imunocomprometidos após quimioterapia, incluindo a idarrubicina, pode resultar em

infeções graves ou fatais. A vacinação de doentes em tratamento com idarrubicina com

vacinas vivas deverá ser evitada. Vacinas de organismos mortos ou inativados podem ser

administradas, no entanto, a resposta à vacinação pode ser diminuída.

Sistema Reprodutivo

Doentes do sexo masculino tratados com cloridrato de idarrubicina são aconselhados a

adotar medidas contracetivas durante o tratamento e, se apropriado e disponível, procurar

aconselhamento sobre como conservar esperma, devido à possibilidade de ocorrência de

infertilidade irreversível causada pelo tratamento (ver secção 4.6).

Outros

Tal como para outros agentes citotóxicos, foram notificados casos de tromboflebite e

fenómenos tromboembólicos, incluindo embolismo pulmonar, que coincidiram com o

tratamento com a idarrubicina. Este medicamento pode causar coloração vermelha da

urina durante 1 a 2 dias após a sua administração e os doentes devem ser alertados sobre

este facto.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

idarrubicina

potente

mielossupressor,

pelo

regimes

combinados

quimioterapia, incluindo outros fármacos com ação semelhante, poderão originar efeitos

mielossupressores

aditivos

(ver

secção

4.4).

utilização

idarrubicina

quimioterapia

combinada

outros

fármacos

potencialmente

cardiotóxicos,

assim

como

utilização

concomitante

outros

compostos

cardioativos

(por

exemplo,

bloqueadores de canais de cálcio), requer a monitorização da função cardíaca durante o

tratamento.

Alterações na função hepática ou renal induzidas por terapêuticas concomitantes podem

afetar

metabolismo,

farmacocinética,

eficácia

terapêutica

e/ou

toxicidade

idarrubicina (ver secção 4.4).

APROVADO EM

21-08-2018

INFARMED

Quando a radioterapia é administrada concomitantemente ou cerca de 2-3 semanas antes

do tratamento com idarrubicina, pode ocorrer um efeito mielossupressor aditivo.

Administração concomitante não recomendada

Vacinas

vivas

atenuadas:

risco

possível

doença

sistémica

fatal.

Este

risco

está

aumentado em doentes imunocomprometidos devido à sua patologia de base.

Devem ser utilizadas vacinas inativadas, quando estas existem (poliomielite).

caso

associação

anticoagulantes

orais

quimioterapia

anticancerígena,

recomenda-se

maior

frequência

monitorização

Relação

Internacional

Normalizada (INR), uma vez que não se pode excluir o risco de uma possível interação.

Ciclosporina A: Em doentes com leucemia aguda, a coadminstração de ciclosporina A

como único quimiossensibilizador aumentou significativamente a AUC da idarrubicina

(1,78 vezes) e a AUC da idarrubicinol (2,46 vezes). Desconhece-se o significado clínico

desta interação.

Poderá ser necessário ajuste de dose em alguns doentes.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

O potencial embriotóxico da idarrubicina foi demonstrado em estudos in vitro e in vivo.

No entanto, não existem estudos adequados e controlados em mulheres grávidas. As

mulheres com potencial para engravidar devem ser aconselhadas a evitar a gravidez e

devem utilizar medidas contracetivas eficazes durante o tratamento.

A idarrubicina só deverá ser utilizada durante a gravidez, se os potenciais benefícios

justificarem os potenciais riscos para o feto. A doente deve ser informada dos potenciais

efeitos nefastos para o feto. As doentes que desejem ter filhos após o final do tratamento

devem ser aconselhadas a obter aconselhamento genético, se apropriado e disponível.

Amamentação

Desconhece-se se a idarrubicina ou os seus metabolitos são excretados no leite materno.

As mulheres a amamentar deverão suspender o aleitamento durante o tratamento com

cloridrato de idarrubicina.

Fertilidade

A idarrubicina pode induzir alterações cromossómicas nos espermatozoides humanos.

Por esta razão, os doentes do sexo masculino em tratamento com idarrubicina devem

utilizar medidas contracetivas eficazes até 3 meses após o tratamento (ver secção 4.4).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

O efeito da idarrubicina sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas não foi

sistematicamente avaliado.

APROVADO EM

21-08-2018

INFARMED

4.8 Efeitos indesejáveis

A frequência dos efeitos indesejáveis baseia-se nas seguintes categorias:

Muito frequentes (

1/10)

Frequentes (

1/100,

<

1/10)

Pouco frequentes (

1/1.000,

<

1/100)

Raros (

1/10.000,

<

1/1.000)

Muito raros (

<

1/10.000)

Desconhecido (não podem ser calculados a partir dos dados disponíveis)

Infeções e infestações

Muito frequentes

Infeções

Pouco frequentes

Sépsis, septicemia

Neoplasias benignas, malignas

e não especificadas (incluindo

quistos e pólipos)

Pouco frequentes

Leucemia secundária (leucemia mieloide aguda

e síndrome mielodisplásica)

Doenças do sangue e do sistema linfático

Muito frequentes

Anemia,

leucopenia

neutropenia

graves,

trombocitopenia

Desconhecido

Pancitopenia

Doenças do sistema imunitário

Muito raros

Anafilaxia

Doenças endócrinas

Muito frequentes

Anorexia

Pouco frequentes

Desidratação

Doenças do metabolismo e da

nutrição

Pouco frequentes

Hiperuricemia

Desconhecido

Síndrome de Lise Tumoral

Doenças do sistema nervoso

Raros

Hemorragias cerebrais

Cardiopatias

Frequentes

Bradicardia, taquicardia sinusal, taquiarritmia,

diminuição assintomática da fração de ejeção

do ventrículo esquerdo, insuficiência cardíaca

congestiva

APROVADO EM

21-08-2018

INFARMED

Cardiomiopatias (ver secção 4.4 relativamente

a sinais e sintomas associados)

Pouco frequentes

Anomalias no ECG (por ex., alterações não

específicas no segmento ST), enfarte agudo do

miocárdio

Muito raros

Pericardite,

miocardite,

bloqueios

auriculoventriculares e de ramo

Vasculopatias

Frequentes

Hemorragias, flebite local tromboflebite

Pouco frequentes

Choque

Muito raros

Tromboembolismo, vermelhidão

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes

Náuseas,

vómitos,

mucosite/estomatite,

diarreia,

abdominal

sensação

queimadura

Frequentes

Hemorragia

trato

gastrointestinal,

abdominal

Pouco frequentes

Esofagite,

colite

(incluindo

enterocolite

grave/enterocolite

neutropénica

perfuração)

Muito raros

Erosões ou ulcerações gástricas

Afeções hepatobiliares

Frequentes

Aumento das enzimas hepáticas e da bilirrubina

Afeções dos tecidos cutâneose subcutâneos

Muito frequentes

Alopécia

Frequentes

Erupção cutânea, prurido, hipersensibilidade da

pele irradiada ("reação de retirada da radiação")

Pouco frequentes

Hiperpigmentação da pele e unhas, urticária

Celulite (pode ser grave), necrose tecidular

Muito raros

Eritema acral

Desconhecido

Reação local

Doenças renais e urinárias

Muito frequentes

Coloração avermelhada da urina 1-2 dias após

tratamento

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Muito frequentes

Febre, cefaleias, arrepios

Sistema hematopoiético

APROVADO EM

21-08-2018

INFARMED

A mielossupressão grave é o efeito adverso mais grave associado à terapêutica com

idarrubicina. No entanto, este efeito é necessário para erradicar as células leucémicas (ver

secção 4.4).

Cardiotoxicidade

insuficiência cardíaca congestiva com risco de

morte é a forma

mais grave de

cardiomiopatia induzida pela antraciclina e representa a toxicidade cumulativa limitante

da dose do fármaco (ver secção 4.4).

Descrição de reações adversas selecionadas

Gastrointestinal

Estomatite e, em casos graves, ulceração da mucosa, desidratação causada por diarreia e

vómitos graves; risco de perfuração do cólon, entre outros.

Local de administração

Flebite/tromboflebite;

infiltrados

paravenosos

não

intencionais

podem

provocar

dor,

celulite grave e necrose dos tecidos.

Outras reações adversas: hiperuricemia

A prevenção dos sintomas através da hidratação, alcalinização da urina e profilaxia com

alopurinol pode minimizar complicações potenciais da síndrome de lise tumoral.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Doses muito elevadas de idarrubicina poderão causar toxicidade aguda do miocárdio nas

primeiras 24 horas e mielossupressão grave dentro de uma a duas semanas.

Foi observada a ocorrência de insuficiência cardíaca tardia com as antraciclinas, até

vários meses após uma sobredosagem.

APROVADO EM

21-08-2018

INFARMED

Os doentes tratados com idarrubicina oral deverão ser observados cuidadosamente para

despiste de uma possível hemorragia gastrointestinal e lesões graves da mucosa.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 16.1.6 - Medicamentos antineoplásicos e imunomoduladores.

Citotóxicos. Citotóxicos que se intercalam no ADN, código ATC: L01DB06

A idarrubicina é um agente antimitótico e citotóxico, que se intercala com o ADN e

interage com a topoisomerase II, apresentando um efeito inibitório sobre a síntese do

ácido nucleico.

composto

apresenta

propriedades

lipofílicas

manifestas,

resultando

numa

taxa

aumentada

penetração

celular,

comparação

doxorrubicina

daunorrubicina.

Verificou-se que a idarrubicina apresenta uma maior potência em comparação com a

daunorrubicina, sendo um agente eficaz contra a leucemia murínica e linfomas, tanto por

via IV, como por via oral. Estudos efetuados in vitro em células humanas e murínicas

resistentes à antraciclina demonstraram um menor grau de resistência cruzada para a

idarrubicina em comparação com a doxorrubicina e com a daunorrubicina. Estudos de

cardiotoxicidade efetuados em animais revelaram que a idarrubicina apresenta um melhor

índice terapêutico que a daunorrubicina e que a doxorrubicina. O metabolito principal, o

idarrubicinol,

revelou,

vitro

vivo,

atividade

antitumoral

modelos

experimentais. No rato, o idarrubicinol, administrado segundo as mesmas doses que o

fármaco inicial, é claramente menos cardiotóxico que a idarrubicina.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Após administração oral em doentes com funções hepática e renal normais, a idarrubicina

é rapidamente absorvida, com um pico às 2-4 h, e é eliminada da circulação sistémica

semivida

plasmática

terminal

variando

entre

10-35

Este

fármaco

extensamente metabolizado dando origem a um metabolito ativo, o idarrubicinol, o qual é

mais lentamente eliminado, com uma semivida plasmática variando entre 33 e 60 h. A

idarrubicina é eliminada essencialmente por excreção biliar, principalmente sob a forma

de idarrubicinol, correspondendo a excreção urinária a 1-2% da dose sob a forma de

fármaco inalterado e a 4,6% sob a forma de idarrubicinol.

Os valores

médios da

biodisponibilidade absoluta variam

entre 18 e 39% (valores

individuais observados nos estudos variando entre 3 e 77%), enquanto que os valores

médios

calculados

relativamente

dados

referentes

metabolito

ativo,

idarrubicinol, são ligeiramente superiores (29-58%; extremos 12-153%).

Estudos

efetuados

relativamente

concentrações

celulares

fármaco

(células

nucleadas do sangue e da medula óssea) em doentes leucémicos, demonstraram que a

penetração celular é rápida e praticamente paralela ao aparecimento de fármaco no

plasma. As concentrações de idarrubicina e de idarrubicinol nas células nucleadas do

APROVADO EM

21-08-2018

INFARMED

sangue e da medula óssea são mais de duzentas vezes superiores às concentrações

plasmáticas. As taxas de desaparecimento da idarrubicina e do idarrubicinol a nível

plasmático e celular são praticamente comparáveis.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

A idarrubicina administrada por via oral é cerca de 3 vezes menos tóxica do que quando é

administrada por via IV. Em particular, não se verifica qualquer aumento na toxicidade

gastrointestinal quando o composto é administrado por via oral.

Os órgãos alvo da idarrubicina oral são qualitativamente semelhantes aos da idarrubicina

intravenosa

outros

compostos

antraciclínicos

incluem:

sistemas

hemolinfopoiético e imunológico, o trato gastrointestinal, o coração, o fígado, os rins e os

testículos. O fígado e os rins são geralmente mais afetados pela via intravenosa do que

pela via oral, enquanto que o trato gastrointestinal e os testículos são afetados de forma

semelhante.

A idarrubicina, tal como as outras antraciclinas, deverá ser considerada mutagénica,

teratogénica e potencialmente carcinogénica, mesmo quando administrada por via oral.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Zavedos Oral 5 mg cápsulas

Conteúdo da cápsula:

Celulose microcristalina

Palmitoesterato de glicerol

Cápsula:

Óxido de ferro vermelho (E172),

Dióxido de titânio (E171)

Gelatina

Tinta de impressão preta

Zavedos Oral 10 mg cápsulas

Conteúdo da cápsula:

Celulose microcristalina,

Palmitoesterato de glicerol

Cápsula:

Óxido de ferro vermelho (E172),

Dióxido de titânio (E171)

Gelatina

Tinta de impressão preta

Zavedos Oral 25 mg cápsulas

Conteúdo da cápsula:

APROVADO EM

21-08-2018

INFARMED

Celulose microcristalina

Palmitoesterato de glicerol

Cápsula:

Dióxido de titânio (E171)

Gelatina

Tinta de impressão preta.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

As cápsulas encontram-se acondicionadas em frascos de vidro tipo III de cor âmbar, ou

em “blisters” de alumínio/alumínio.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

No caso de contacto acidental do pó da cápsula com os olhos, pele ou mucosas, a área

afetada deverá ser imediata e cuidadosamente lavada com água: deverá ser submetida a

observação médica.

Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Laboratórios Pfizer, Lda.

Lagoas Park, Edifício 10

2740-271 Porto Salvo

Portugal

APROVADO EM

21-08-2018

INFARMED

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: 2302982 - 1 cápsula, 5 mg, blister Alu/Alu:

Nº de registo: 2303089 - 1 cápsula, 5 mg, frasco de vidro tipo III âmbar:

Nº de registo: 2303188 - 1 cápsula, 10 mg, blister Alu/Alu:

Nº de registo: 2303287 - 1 cápsula, 10 mg, frasco de vidro tipo III âmbar:

Nº de registo: 2303386 - 1 cápsula, 25 mg, blister Alu/Alu;

Nº de registo: 2303485 - 1 cápsula, 25 mg, frasco de vidro tipo III âmbar.

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 01 de agosto de 1995

Data da última renovação: 06 de julho de 2005

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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