Zarator 20 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Atorvastatina
Disponível em:
Laboratórios Pfizer, Lda.
Código ATC:
C10AA05
DCI (Denominação Comum Internacional):
Atorvastatin
Dosagem:
20 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Atorvastatina cálcica 21.7 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 28 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
atorvastatin
Resumo do produto:
2535888 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Comercializado - 10038978 - 50018060 ; 4051884 - Blister 4 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038978 - 50018086 ; 4051983 - Blister 7 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038978 - 50018094 ; 4052288 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038978 - 50018108 ; 4052387 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038978 - 50018060 ; 4052486 - Blister 50 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038978 - 50018116 ; 4052783 - Blister 98 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038978 - 50018132 ; 4052882 - Blister 100 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038978 - 50018132 ; 3538980 - Blister 500 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038978 - 50018078 ; 4052189 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038978 - 50018108 ; 4052684 - Blister 84 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038978 - 50018124 ; 4052981 - Blister 200 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038978 - 50018140 ; 4052080 - Blister 10 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038978 - 50018108 ; 4052585 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038978 - 50018116
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
DE/H/109/02
Data de autorização:
1997-06-07

APROVADO EM

09-10-2019

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Zarator 10 mg comprimidos revestidos por película

Zarator 20 mg comprimidos revestidos por película

Zarator 40 mg comprimidos revestidos por película

Zarator 80 mg comprimidos revestidos por película

Atorvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto

1. O que é Zarator e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Zarator

3. Como tomar Zarator

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Zarator

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Zarator e para que é utilizado

Zarator pertence a um grupo de medicamentos chamado estatinas, que se destinam a

regular a concentração de lípidos (gorduras).

Zarator é usado na redução dos lípidos no sangue conhecidos como colesterol e

triglicéridos, quando a dieta pobre em gorduras e as alterações do estilo de vida por si só

não resultaram. Se tem um risco aumentado de doença cardíaca, Zarator também pode

ser utilizado para reduzir este risco, mesmo que os seus níveis de colesterol sejam

normais. Durante o tratamento deve ser seguida uma dieta pobre em colesterol.

2. O que precisa de saber antes de tomar Zarator

Não tome Zarator:

- se tem alergia à atorvastatina ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6)

- se sofre ou sofreu no passado de doença no fígado

- se já teve os valores das análises da função do fígado alterados por motivos

indeterminados

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- se é uma mulher em risco de engravidar e não está a utilizar métodos contracetivos

adequados

- se está grávida ou a tentar engravidar

- se está a amamentar

- se utilizar a associação de glecaprevir/pibrentasvir no tratamento da hepatite C.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Zarator:

- se tem insuficiência respiratória grave

- se estiver a tomar ou tiver tomado nos últimos 7 dias um medicamento chamado ácido

fusídico (um medicamento para as infeções bacterianas) oralmente ou por injeção. A

combinação do ácido fusídico com o Zarator pode levar a problemas musculares graves

(rabdomiólise)

- se teve um acidente vascular cerebral prévio com hemorragia no cérebro, ou se tem

pequenas acumulações de líquido no cérebro resultantes de acidentes vasculares

cerebrais anteriores

- se tem problemas nos rins

- se a sua tiroide é pouco ativa (hipotiroidismo)

- se tem dores musculares repetidas ou sem explicação aparente, antecedentes pessoais

ou familiares de problemas musculares

- se teve problemas musculares anteriores durante o tratamento com outros

medicamentos que diminuem os lípidos (por exemplo, outras estatinas ou fibratos)

- se consome regularmente quantidades consideráveis de bebidas alcoólicas

- se tem antecedentes de doença do fígado

- se tem mais de 70 anos.

Se alguma destas situações se aplicar a si, o seu médico irá fazer-lhe uma análise ao

sangue antes e, provavelmente, durante o tratamento com Zarator, de forma a

determinar o seu risco de efeitos indesejáveis relacionados com os músculos. Sabe-se

que o risco de desenvolver efeitos indesejáveis relacionados com os músculos, por

exemplo rabdomiólise, aumenta quando alguns medicamentos são tomados ao mesmo

tempo (ver secção 2 “Outros medicamentos e Zarator”).

Informe igualmente o seu médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular

constante. Podem ser necessários testes ou medicamentos adicionais para diagnosticar e

tratar este problema.

Se tem diabetes ou está em risco de desenvolver diabetes, o seu médico irá

monitorizá-lo cuidadosamente enquanto estiver a tomar este medicamento. Está em

risco de desenvolver diabetes se tem níveis de açúcar e gorduras no sangue elevados,

tem excesso de peso e tem pressão arterial elevada.

Outros medicamentos e Zarator

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente,

ou se vier a tomar outros medicamentos. Existem alguns medicamentos que podem

alterar o efeito de Zarator ou podem ver alterado o seu efeito por Zarator. Este tipo de

interação pode fazer com que um ou os dois medicamentos sejam menos eficazes. Pode

também aumentar o risco ou a gravidade dos efeitos indesejáveis, incluindo a

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importante condição debilitante dos músculos conhecida como rabdomiólise descrita na

secção 4:

- Medicamentos utilizados para alterar a forma como o seu sistema imunitário funciona,

por exemplo, ciclosporina;

- Alguns medicamentos antibióticos ou antifúngicos, por exemplo, eritromicina,

claritromicina, telitromicina, cetoconazol, itraconazol, voriconazol, fluconazol,

posaconazol, rifampicina, ácido fusídico;

- Outros medicamentos utilizados para regular os níveis lipídicos, por exemplo,

gemfibrozil, outros fibratos, colestipol;

- Alguns bloqueadores dos canais de cálcio utilizados para a angina (dor no peito) ou

tensão arterial elevada, por exemplo, amlodipina, diltiazem;

- Letermovir, um medicamento que ajuda a evitar que fique doente com

citomegalovírus;

- Medicamentos utilizados para controlar o seu ritmo cardíaco, por exemplo, digoxina,

verapamilo, amiodarona;

- Medicamentos utilizados no tratamento do VIH por exemplo ritonavir, lopinavir,

atazanavir, indinavir, darunavir, a combinação tripanavir/ritonavir, etc.;

- Alguns medicamentos utilizados no tratamento da hepatite C, por exemplo, telaprevir,

boceprevir e a associação de elbasvir/grazoprevir;

- Outros medicamentos que podem interagir com Zarator incluem o ezetimiba (que

diminui o colesterol), varfarina (que reduz a coagulação sanguínea), contracetivos orais,

estiripentol (um anticonvulsivante para a epilepsia), cimetidina (utilizado na azia e

úlceras pépticas), fenazona (analgésico), colquicina (utilizado no tratamento da gota) e

antiácidos (medicamentos para a má digestão contendo alumínio ou magnésio);

- Medicamentos obtidos sem receita médica: hipericão;

- Se necessita de tomar ácido fusídico oralmente para o tratamento de uma infeção

bacteriana vai precisar de parar temporariamente este medicamento. O seu médico dir-

lhe-á quando é seguro reiniciar o tratamento com Zarator.

Tomar Zarator com ácido fusídico pode levar raramente a fraqueza muscular,

sensibilidade alterada ou dor (rabdomiólise). Ver mais informações sobre rabdomiólise

na secção 4.

Zarator com alimentos e bebidas

Para instruções sobre como tomar Zarator ver secção 3. Tenha, por favor, atenção ao

seguinte:

Sumo de toranja

Não tome mais do que um ou dois copos pequenos de sumo de toranja por dia, uma vez

que grandes quantidades de sumo de toranja podem alterar os efeitos de Zarator.

Álcool

Evite beber muitas bebidas alcoólicas enquanto toma este medicamento. Ver secção 2.

“Advertências e precauções” para mais informações.

Gravidez e amamentação

Não tome Zarator se está grávida ou se está a tentar engravidar.

Não tome Zarator se estiver em risco de engravidar e não utilizar métodos contracetivos

eficazes. Não tome Zarator se estiver a amamentar.

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A segurança de Zarator durante a gravidez e durante o aleitamento ainda não foi

estabelecida. Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer

medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Normalmente este medicamento não afeta a sua capacidade de conduzir ou utilizar

máquinas. No entanto, não conduza caso este medicamento afete a sua capacidade para

conduzir. Não utilize quaisquer ferramentas ou máquinas caso este medicamento afete a

sua capacidade de as utilizar.

Zarator contém lactose

Se lhe foi transmitido pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares,

contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Zarator

Antes de iniciar o tratamento, o seu médico irá prescrever-lhe uma dieta pobre em

colesterol, a qual deverá também manter enquanto tomar Zarator.

A dose inicial recomendada de Zarator é 10 mg, uma vez ao dia em adultos e crianças

com idade igual ou superior a 10 anos. Se necessário, o seu médico poderá aumentar a

sua dose, até ser atingida a dose que necessita. O seu médico irá ajustar a dose em

intervalos de 4 semanas ou mais. A dose máxima de Zarator é de 80 mg uma vez por

dia.

Zarator comprimidos devem ser tomados inteiros, com um copo de água, a qualquer

momento do dia, com ou sem comida. No entanto, deverá fazer um esforço para tomar o

seu comprimido à mesma hora todos os dias.

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A duração do tratamento com Zarator deve ser definida pelo seu médico.

Informe o seu médico se sente que o efeito de Zarator é muito fraco ou muito forte.

Se tomar mais Zarator do que deveria

Se tomou, acidentalmente, muitos comprimidos de Zarator (mais do que a sua dose

diária habitual), informe o seu médico ou contacte o hospital mais próximo para ser

aconselhado.

Caso se tenha esquecido de tomar Zarator

Se se esqueceu de tomar o medicamento, deverá tomar a dose seguinte à hora normal.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Zarator

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento ou se deseja parar o

tratamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

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4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Se verificar algum dos seguintes sintomas ou efeitos indesejáveis graves, pare de tomar

os seus comprimidos e fale imediatamente com o seu médico ou dirija-se às urgências

do hospital mais próximo.

Raros: podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas

- Reação alérgica grave que causa inchaço da face, língua e garganta que pode provocar

dificuldade em respirar.

- Doença grave com descamação grave e inchaço da pele, formação de bolhas na pele,

boca, olhos, genitais e febre. Erupção na pele com manchas rosa-avermelhadas

especialmente nas palmas das mãos ou nas solas dos pés, que podem tornar-se bolhosas.

- Fraqueza, sensibilidade, dor ou rutura muscular ou alteração da cor da urina para

vermelho-acastanhada e particularmente se, em simultâneo, se sentir indisposto ou com

temperatura corporal elevada, pode ser devido a um colapso muscular anómalo

(rabdomiólise). O colapso muscular anómalo nem sempre desaparece, mesmo depois de

ter deixado de tomar atorvastatina, podendo colocar a vida em risco e levar a problemas

nos rins.

Muito raros: podem afetar até 1 em 10.000 pessoas

- Se desenvolver hematomas ou hemorragias não esperadas ou não habituais, pode estar

subjacente um problema do fígado. Deve informar o quanto antes o seu médico.

- Síndrome do tipo Lupus (erupção na pele, problemas nas articulações e efeitos nos

glóbulos vermelhos).

Outros efeitos indesejáveis possíveis com Zarator:

Frequentes: podem afetar até 1 em 10 pessoas

inflamação das fossas nasais, dor na garganta e sangramento nasal

reações alérgicas

aumento dos níveis de açúcar no sangue (se tem diabetes continue a controlar os seus

níveis de açúcar no sangue), aumento da creatinaquinase no sangue

dor de cabeça

náuseas, obstipação (prisão de ventre), flatulência (libertação de gases com mais

frequência), má digestão, diarreia

dor nas articulações, nos músculos e nas costas

resultados de análises ao sangue que mostram que a função do seu fígado pode sofrer

alterações.

Pouco frequentes: podem afetar até 1 em 100 pessoas

anorexia (disfunção alimentar que envolve a perda de apetite), aumento de peso,

diminuição dos níveis de açúcar no sangue (se tem diabetes deve continuar a

monitorizar cuidadosamente os seus níveis de açúcar no sangue)

pesadelos, insónias (problemas em dormir)

tonturas, dormência ou formigueiro nos dedos das mãos ou dos pés, redução da

sensibilidade da pele ao toque ou à dor, alteração do paladar, perda de memória

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visão turva

zumbidos nos ouvidos e/ou cabeça

vómitos, arrotos, dor de barriga superior e inferior, pancreatite (inflamação do pâncreas

que origina dor no estômago)

hepatite (inflamação do fígado)

erupção, erupção na pele e comichão, urticária, queda de cabelo

dor no pescoço, fadiga muscular

fadiga, má disposição, fraqueza, dor no peito, inchaço especialmente nos tornozelos

(edema), aumento da temperatura corporal

análises à urina com resultados positivos quanto à presença de glóbulos brancos.

Raros: podem afetar até 1 em 1.000 pessoas

distúrbios visuais

hematomas ou hemorragias não esperadas

colestase (amarelecimento da pele e da zona branca do olho)

lesão nos tendões.

Muito raros: podem afetar até 1 em 10.000 pessoas

reação alérgica – os sintomas podem incluir respiração sonora, aperto ou dor no peito,

inchaço das pálpebras, face, lábios, boca, língua ou garganta, dificuldade respiratória,

colapso

perda de audição

ginecomastia (aumento mamário nos homens).

Desconhecido: não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis fraqueza muscular

constante.

Efeitos indesejáveis possíveis comunicados após a utilização de algumas estatinas

(medicamentos do mesmo tipo):

dificuldades sexuais

depressão (sensação de tristeza)

problemas respiratórios incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre

diabetes. Este efeito é mais provável se tem níveis de açúcar e gorduras no sangue

elevados, tem excesso de peso e tem pressão arterial elevada. O seu médico irá

monitorizá-lo enquanto estiver a tomar este medicamento.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos indesejáveis diretamente através de:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente)

ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

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E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a

segurança deste medicamento.

5. Como conservar Zarator

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem após

VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Zarator

A substância ativa é a atorvastatina.

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica tri-hidratada).

Cada comprimido revestido por película contém 20 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica tri-hidratada).

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica tri-hidratada).

Cada comprimido revestido por película contém 80 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica tri-hidratada).

Os outros componentes são carbonato de cálcio, celulose microcristalina, lactose mono-

hidratada, croscarmelose sódica, polissorbato 80, hidroxipropilcelulose, estearato de

magnésio.

O revestimento de Zarator contém hipromelose, macrogol 8000, dióxido de titânio

(E171), talco e emulsão de simeticone contendo simeticone, emulsionantes esteáricos

(triestearato de polietilenoglicol sorbitano, estearato de polioxietileno, glicéridos),

espessantes (metilcelulose, goma xantana), ácido benzoico, ácido sórbico e ácido

sulfúrico.

Qual o aspeto de Zarator e conteúdo da embalagem

Os comprimidos revestidos por película de Zarator 10 mg são brancos redondos e com

5,6 mm de diâmetro. Têm a gravação "10" numa face e "ATV" na outra face.

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Os comprimidos revestidos por película de Zarator 20 mg são brancos redondos e com

7,1 mm de diâmetro. Têm a gravação “20” numa face e "ATV" na outra face.

Os comprimidos revestidos por película de Zarator 40 mg são brancos redondos e com

9,5 mm de diâmetro. Têm a gravação “40” numa face e "ATV" na outra face.

Os comprimidos revestidos por película de Zarator 80 mg são brancos redondos e com

11,9 mm de diâmetro. Têm a gravação “80” numa face e "ATV" na outra face.

Os blisters consistem em fitas contentoras de poliamida/folha de alumínio/cloreto de

polivinilo e uma proteção revestida termosselada de folha de alumínio/vinilo. O frasco

de HDPE contém exsicante e tem fecho resistente à abertura por crianças (pressionar e

rodar).

Zarator está acondicionado em embalagens de 4, 7, 10, 14, 20, 28, 30, 50, 56, 84, 90, 98

e 100 comprimidos revestidos por película e em embalagens hospitalares de 50, 84, 100,

200 (10 x 20) ou 500 comprimidos revestidos por película e em frascos de HDPE

contendo 90 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Este medicamento está disponível sob a forma de comprimidos para mastigar de 5 mg,

10 mg, 20 mg e 40 mg e sob a forma de comprimidos revestidos por película de 10 mg,

20 mg, 40 mg e 80 mg.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Laboratórios Pfizer, Lda.

Lagoas Park, Edifício 10

2740-271 Porto Salvo

Fabricante:

Pfizer Manufacturing Deutschland GmbH

Betriebsstätte Freiburg

Mooswaldallee 1

79090 Freiburg

Alemanha

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Zarator 10 mg comprimidos revestidos por película

Zarator 20 mg comprimidos revestidos por película

Zarator 40 mg comprimidos revestidos por película

Zarator 80 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica tri-hidratada).

Cada comprimido revestido por película contém 20 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica tri-hidratada).

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica tri-hidratada).

Cada comprimido revestido por película contém 80 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica tri-hidratada).

Excipientes com efeito conhecido

Cada Zarator 10 mg comprimido revestido por película contém 27,25 mg de lactose

mono-hidratada.

Cada Zarator 20 mg comprimido revestido por película contém 54,50 mg de lactose

mono-hidratada.

Cada Zarator 40 mg comprimido revestido por película contém 109,00 mg de lactose

mono-hidratada.

Cada Zarator 80 mg comprimido revestido por película contém 218,00 mg de lactose

mono-hidratada.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Comprimidos revestidos por película brancos, redondos com 5,6 mm de diâmetro, com

a gravação "10" numa face e "ATV" na outra face.

Comprimidos revestidos por película brancos, redondos com 7,1 mm de diâmetro, com

a gravação "20" numa face e "ATV" na outra face.

Comprimidos revestidos por película brancos, redondos com 9,5 mm de diâmetro, com

a gravação "40" numa face e "ATV" na outra face.

Comprimidos revestidos por película brancos, redondos com 11,9 mm de diâmetro, com

a gravação "80" numa face e "ATV" na outra face.

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4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia

Zarator está indicado como adjuvante da dieta para a redução de níveis elevados de

colesterol total (C-total), colesterol LDL (C-LDL), apolipoproteína B e triglicéridos em

adultos, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 10 anos com

hipercolesterolemia primária incluindo hipercolesterolemia familiar (variante

heterozigótica) ou hiperlipidemia combinada (mista) (correspondente aos Tipos IIa e IIb

da Classificação de Fredrickson), quando a resposta à dieta e a outras medidas não

farmacológicas é inadequada.

Zarator também está indicado na redução do colesterol total e colesterol LDL em

adultos com hipercolesterolemia familiar homozigótica como adjuvante a outras

terapêuticas para a redução de lípidos (por ex., aférese das LDL), ou quando essas

terapêuticas não estão disponíveis.

Prevenção da doença cardiovascular

Prevenção de eventos cardiovasculares em doentes adultos nos quais se estima existir

um risco elevado de ocorrência do primeiro evento cardiovascular (ver secção 5.1),

usado como adjuvante para a correção de outros fatores de risco.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

O doente deve seguir uma dieta padrão de redução do colesterol antes de iniciar o

tratamento com Zarator e deve continuar a dieta durante o tratamento com Zarator.

A dose deve ser individualizada de acordo com os níveis basais de C-LDL, com o

objetivo terapêutico e em função da resposta do doente.

A dose inicial habitual é de 10 mg por dia. O ajuste posológico deve ser feito em

intervalos mínimos de 4 semanas ou mais. A dose máxima é de 80 mg por dia.

Hipercolesterolemia primária e hiperlipidemia combinada (mista)

A maioria dos doentes é controlada com Zarator 10 mg uma vez por dia. A resposta

terapêutica é evidente dentro de 2 semanas e a resposta terapêutica máxima é,

habitualmente obtida em 4 semanas. A resposta mantém-se durante o tratamento

crónico.

Hipercolesterolemia familiar heterozigótica

Os doentes deverão iniciar o tratamento com Zarator 10 mg por dia. As doses deverão

ser individualizadas e ajustadas cada 4 semanas até 40 mg diários. Posteriormente, ou se

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aumenta a dose para um máximo de 80 mg diários ou se associa uma resina sequestrante

de ácidos biliares com 40 mg da atorvastatina uma vez ao dia.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Os dados disponíveis são limitados (ver secção 5.1).

A dose de atorvastatina em doentes com hipercolesterolemia familiar homozigótica é de

10 a 80 mg diários (ver secção 5.1). Nestes doentes, a atorvastatina deve ser

administrada em associação com outras terapêuticas hipolipemiantes (por exemplo,

aférese das LDL), ou quando essas terapêuticas não estão disponíveis.

Prevenção da doença cardiovascular

Nos ensaios clínicos de prevenção primária, a dose foi de 10 mg por dia. Podem ser

necessárias doses mais altas de modo a obter níveis de colesterol (LDL) de acordo com

as normas de orientação atuais.

Compromisso renal

Não é necessário o ajuste de dose (ver secção 4.4).

Compromisso hepático

Zarator deve ser administrado com precaução em doentes com compromisso hepático

(ver secções 4.4 e 5.2). Zarator está contraindicado em doentes com doença hepática

ativa (ver secção 4.3).

Tratamento concomitante com outros medicamentos

Nos doentes a tomar os agentes antivirais elbasvir/grazoprevir para a hepatite C ou

letermovir para a profilaxia da infeção pelo citomegalovírus concomitantemente com

atorvastatina, a dose de atorvastatina não deverá exceder 20 mg/dia (ver secções 4.4 e

4.5).

A utilização de atorvastatina não é recomendada em doentes a tomar letermovir

administrado concomitantemente com ciclosporina (ver secções 4.4 e 4.5).

Idosos

A eficácia e a segurança da administração das doses recomendadas em doentes com

mais de 70 anos são similares às observadas na população geral.

População pediátrica

Hipercolesterolemia

A utilização pediátrica só deve ser determinada por médicos com experiência no

tratamento da hiperlipidemia pediátrica e os doentes devem ser reavaliados

periodicamente, de modo a avaliar o progresso.

APROVADO EM

09-10-2019

INFARMED

Para doentes com Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica com idade igual ou

superior a 10 anos, a dose inicial recomendada de atorvastatina é 10 mg por dia (ver

secção 5.1). A dose poderá ser aumentada para 80 mg por dia de acordo com a resposta

e a tolerabilidade. As doses devem ser individualizadas de acordo com o objetivo

terapêutico recomendado. O ajuste da dose deve ser feito em intervalos mínimos de 4

semanas. A titulação da dose para 80 mg por dia é suportada por dados de estudos em

adultos e por dados clínicos limitados de estudos em crianças com Hipercolesterolemia

Familiar Heterozigótica (ver secções 4.8 e 5.1).

Os dados de segurança e eficácia disponíveis em crianças com Hipercolesterolemia

Familiar Heterozigótica entre os 6 e 10 anos de idade, resultantes dos estudos abertos,

são limitados. A atorvastatina não está indicada no tratamento de doentes com idade

inferior a 10 anos. Os dados disponíveis atualmente estão descritos nas secções 4.8, 5.1

e 5.2 mas não pode ser efetuada qualquer recomendação relativamente a uma posologia.

Outra forma farmacêutica/dosagem pode ser mais adequada a esta população.

Modo de administração

Zarator é para administração oral. Cada dose diária de atorvastatina é administrada em

toma única e pode ser administrada em qualquer altura do dia com ou sem alimentos.

4.3 Contraindicações

Zarator está contraindicado em doentes:

- com hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes

mencionados na secção 6.1

- com doença hepática ativa ou em caso de elevação persistente e inexplicável das

transaminases séricas, excedendo mais de 3 vezes o limite superior normal

- na gravidez, durante o amamentação e em mulheres com potencial para engravidar que

não usam métodos contracetivos adequados (ver secção 4.6)

- tratados com os agentes antivirais glecaprevir/pibrentasvir para a hepatite C.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Efeitos hepáticos

Devem ser efetuados testes da função hepática antes do início do tratamento e

posteriormente de forma periódica. Nos doentes que desenvolvam quaisquer sinais ou

sintomas sugestivos de lesão hepática deverão ser efetuados testes da função hepática.

Os doentes que desenvolvam um aumento dos níveis das transaminases deverão ser

monitorizados até ao desaparecimento da anomalia ou anomalias. Se persistir um

aumento das transaminases, superior a 3 vezes o limite máximo normal, recomenda-se a

redução da dose ou a suspensão de Zarator (ver secção 4.8).

Zarator deve ser utilizado com precaução em doentes que consomem quantidades

consideráveis de álcool e/ou que têm história clínica de doença hepática.

Stroke Prevention by Aggressive Reduction in Cholesterol Levels (SPARCL)

APROVADO EM

09-10-2019

INFARMED

Numa análise subsequente, relativa aos subtipos de acidente vascular cerebral, em

doentes sem doença cardíaca coronária (DCC) e com antecedentes recentes de acidente

vascular cerebral ou acidente isquémico transitório (AIT), houve uma maior incidência

de acidente vascular cerebral hemorrágico nos doentes a tomar atorvastatina 80 mg

quando comparados com placebo. O risco aumentado foi particularmente evidente em

doentes que à entrada do estudo apresentavam antecedentes de acidente vascular

cerebral hemorrágico ou de enfarte lacunar. Nos doentes com antecedentes de acidente

vascular cerebral hemorrágico ou de enfarte lacunar, o equilíbrio entre os riscos e os

benefícios da atorvastatina 80 mg é incerto, sendo que o risco potencial de acidente

vascular cerebral hemorrágico deve ser cuidadosamente considerado antes de iniciar o

tratamento (ver secção 5.1).

Efeitos no músculo esquelético

A atorvastatina, tal como os outros inibidores da redutase da HMG CoA, pode em raras

situações, afetar o músculo-esquelético e originar mialgia, miosite e miopatia que

poderão progredir para rabdomiólise, uma condição potencialmente ameaçadora da

vida, caracterizada pela acentuada elevação dos níveis de creatinaquinase (CK) (> 10

vezes o Limite Superior Normal), mioglobinemia e mioglobinúria, podendo originar

insuficiência renal.

Foram notificados casos muito raros de miopatia necrosante imunomediada (IMNM)

durante ou após o tratamento com algumas estatinas. A IMNM é caracterizada

clinicamente por fraqueza muscular proximal e elevação da creatinaquinase sérica, que

persistem apesar da interrupção do tratamento com estatinas.

Antes de iniciar o tratamento

A atorvastatina deverá ser prescrita com precaução em doentes com fatores

predisponentes para a rabdomiólise. Recomenda-se a determinação dos níveis de CK

antes de iniciar o tratamento com estatinas nas seguintes situações:

- Compromisso renal

- Hipotiroidismo

- Antecedentes pessoais ou familiares de alterações musculares hereditárias

- Antecedentes de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

- Antecedentes de doença hepática e/ou de consumo de quantidades substanciais de

álcool

- Nos idosos (idade>70 anos), deverá ser considerada a necessidade desta determinação,

de acordo com a presença de outros fatores predisponentes para a rabdomiólise

- Situações onde possa ocorrer aumento dos níveis no plasma, como as interações (ver

secção 4.5) e populações especiais incluindo subpopulações genéticas (ver secção 5.2)

Nestas situações, o risco do tratamento deverá ser ponderado relativamente ao possível

benefício, e recomenda-se monitorização clínica.

Se no início do tratamento, os níveis de CK se encontrarem significativamente elevados

(> 5 vezes o Limite Superior Normal), então o tratamento não deverá ser iniciado.

Determinação da Creatinaquinase

APROVADO EM

09-10-2019

INFARMED

Os valores de creatinaquinase (CK) não deverão ser determinados após exercício físico

intenso ou na presença de uma outra causa plausível de elevação da CK, uma vez que

estas situações dificultam a interpretação dos resultados. Se os níveis de CK se

encontrarem significativamente elevados (> 5 vezes o Limite Superior Normal) no

início do tratamento, a determinação deverá ser repetida após 5 a 7 dias para

confirmação dos resultados.

Durante o tratamento

- Os doentes deverão ser alertados para relatar de imediato dores musculares, cãibras ou

fraqueza, especialmente quando acompanhada de mal-estar ou febre.

- Se estes sintomas ocorrerem durante o tratamento com atorvastatina, deverão ser

determinados os níveis de CK nestes doentes. Caso estes níveis se encontrem

significativamente elevados (> 5 vezes o Limite Superior Normal), o tratamento deverá

ser interrompido.

- Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário, mesmo que os

níveis de CK se encontrem elevados

5 vezes o Limite Superior Normal, a suspensão

do tratamento deverá ser considerada.

- Se os sintomas desaparecerem e os valores de CK voltarem ao normal, poderá

considerar-se a readministração da atorvastatina ou a introdução de uma estatina

alternativa, na dosagem mais baixa e com estreita monitorização.

- A atorvastatina deve ser interrompida caso ocorra uma elevação clinicamente

significativa dos níveis de CK (> 10 vezes o Limite Superior Normal), ou em caso de

diagnóstico ou suspeita de rabdomiólise.

Tratamento concomitante com outros medicamentos

O risco de rabdomiólise está aumentado quando a atorvastatina é administrada

concomitantemente com determinados medicamentos que podem aumentar a

concentração plasmática de atorvastatina, como os inibidores potentes do CYP3A4 ou

proteínas de transporte (por exemplo, a ciclosporina, telitromicina, claritromicina,

delavirdina, estiripentol, cetoconazol, voriconazol, itraconazol, posaconazol, letermovir

e inibidores das proteases do VIH incluindo ritonavir, lopinavir, atazanavir, indinavir,

darunavir, tipranavir/ritonavir, etc). O risco de miopatia também poderá ser aumentado

com o uso concomitante de gemfibrozil e outros derivados do ácido fíbrico, antivirais

para o tratamento da hepatite C (HCV) (boceprevir, telaprevir, elbasvir/grazoprevir),

eritromicina, niacina ou ezetimiba. Se possível, deverão ser consideradas outras

terapêuticas (que não interajam) em alternativa a estes medicamentos.

Nos casos em que a administração concomitante destes medicamentos com atorvastatina

é necessária, devem ser cuidadosamente considerados os benefícios e os riscos da

terapêutica concomitante. Quando os doentes estão a tomar medicamentos que

aumentam os níveis plasmáticos de atorvastatina, recomenda-se uma dose máxima de

atorvastatina mais baixa. Adicionalmente, no caso dos inibidores potentes do CYP3A4,

deve ser considerada uma dose inicial de atorvastatina mais baixa e recomenda-se uma

adequada monitorização clínica destes doentes (ver secção 4.5).

A atorvastatina não deve ser administrada concomitantemente com formulações

sistémicas contendo ácido fusídico ou até 7 dias após a interrupção do tratamento com

APROVADO EM

09-10-2019

INFARMED

ácido fusídico. Em doentes em que a utilização de ácido fusídico sistémica é

considerada essencial, o tratamento com estatinas deverá ser descontinuado durante toda

a duração do tratamento com ácido fusídico. Têm sido notificados casos de

rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais) em doentes que receberam ácido fusídico

em associação com estatinas (ver secção 4.5). Os doentes devem ser aconselhados a

consultar imediatamente o médico se ocorrerem sintomas de fraqueza, dor ou

sensibilidade musculares.

A terapêutica com estatinas pode ser reintroduzida sete dias após a última dose de ácido

fusídico.

Em circunstâncias excecionais em que é necessário ácido fusídico sistémico

prolongado, por exemplo, no tratamento de infeções graves, a necessidade de

administração concomitante de Zarator e ácido fusídico só deve ser considerada caso a

caso e sob rigorosa supervisão médica.

População pediátrica

Não foram observados efeitos clinicamente significativos no crescimento e na

maturação sexual num estudo com duração de 3 anos e com base na avaliação do

crescimento e maturação global, avaliação do estadio de Tanner e na avaliação do peso

e altura (ver secção 4.8).

Doença pulmonar intersticial

Foram notificados casos excecionais de doença pulmonar intersticial com algumas

estatinas, especialmente em tratamento de longa duração (ver secção 4.8). Os sintomas

incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado de saúde em geral

(fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de desenvolvimento de doença

pulmonar intersticial, a terapêutica com estatinas deverá ser suspensa.

Diabetes Mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas, como classe farmacológica podem elevar

a glicemia e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de diabetes,

podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de diabetes é

adequado. Este risco é, no entanto, compensado pela redução do risco vascular das

estatinas e, portanto, não deve ser condição para a suspensão do tratamento. Os doentes

em risco (glicemia em jejum entre 5,6 e 6,9 mmol/l, IMC>30 kg/m2, triglicéridos

aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados, tanto clínica como

bioquimicamente, de acordo com as normas de orientação nacionais.

Excipientes

Zarator contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à

galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar

este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

APROVADO EM

09-10-2019

INFARMED

Efeitos da administração concomitante de outros medicamentos na atorvastatina

A atorvastatina é metabolizada pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4) e é um substrato

dos transportadores hepáticos, do polipeptídeo de transporte do anião orgânico 1B1

(OATP1B1) e do transportador 1B3 (OATP1B3). Os metabolitos da atorvastatina são

substratos do OATP1B1. A atorvastatina também é identificada como um substrato da

proteína 1 multirresistente a medicamentos (MDR1) e da proteína resistente ao cancro

da mama (BCRP), o que pode limitar a absorção intestinal e a eliminação biliar da

atorvastatina (ver secção 5.2). A administração concomitante de medicamentos que

sejam inibidores do CYP3A4 ou de proteínas de transporte pode originar um aumento

da concentração plasmática de atorvastatina e aumentar o risco de miopatia. O risco

também poderá estar aumentado quando há administração concomitante de atorvastatina

com outros medicamentos que têm um potencial elevado para induzir a miopatia, como

os derivados do ácido fíbrico e ezetimiba (ver secções 4.3 e 4.4).

Inibidores do CYP3A4

Foi demonstrado que os inibidores potentes do CYP3A4 conduzem a um aumento

acentuado da concentração de atorvastatina (ver Tabela 1 e informação específica

abaixo). A administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (por

exemplo, ciclosporina, telitromicina, claritromicina, delavirdina, estiripentol,

cetoconazol, voriconazol, itraconazol, posaconazol, alguns antivirais utilizados no

tratamento da hepatite C (por exemplo, elbasvir/grazoprevir) e inibidores das proteases

do VIH incluindo ritonavir, lopinavir, atazanavir, indinavir, darunavir, etc.) se possível,

devem ser evitadas. Nos casos em que a administração concomitante de atorvastatina

com estes medicamentos não pode ser evitada, devem ser consideradas doses iniciais e

máximas mais baixas e recomenda-se uma adequada monitorização clínica destes

doentes (ver Tabela 1).

Os inibidores moderados do CYP3A4 (por exemplo, eritromicina, diltiazem, verapamilo

e fluconazol) podem aumentar a concentração plasmática de atorvastatina (ver Tabela

1). Foi observado um aumento do risco de miopatia com a utilização de eritromicina em

combinação com estatinas. Não foram efetuados estudos de interação para avaliar os

efeitos da amiodarona ou do verapamilo na atorvastatina. Tanto a amiodarona como o

verapamilo são conhecidos por inibirem a atividade do CYP3A4 e a administração

concomitante com atorvastatina pode resultar num aumento da exposição à

atorvastatina. Assim sendo, deve ser considerada uma dose máxima mais baixa de

atorvastatina e recomenda-se a monitorização clínica do doente quando utilizada

concomitantemente com inibidores moderados do CYP3A4. Recomenda-se uma

adequada monitorização clínica após iniciar ou após o ajuste de dose do inibidor.

Indutores do CYP3A4

A administração concomitante de atorvastatina com indutores do citocromo P450 3A

(por exemplo, efavirenz, rifampicina, hipericão) pode originar reduções variáveis nas

concentrações plasmáticas de atorvastatina. Devido ao duplo mecanismo de interação da

rifampicina (indução do citocromo P450 3A e inibição do transportador de captação

hepático OATP1B1), é recomendada a administração concomitante de atorvastatina

com rifampicina, na medida em que a administração de atorvastatina com atraso após a

APROVADO EM

09-10-2019

INFARMED

administração da rifampicina tem sido associada a uma redução significativa nas

concentrações plasmáticas de atorvastatina. O efeito da rifampicina nas concentrações

de atorvastatina nos hepatócitos é no entanto desconhecida e caso a administração

concomitante não possa ser evitada, os doentes devem ser cuidadosamente

monitorizados, para controlo da eficácia.

Inibidores de transporte

Os inibidores de proteínas de transporte (por exemplo ciclosporina, letermovir) podem

aumentar a exposição sistémica da atorvastatina (ver Tabela 1). O efeito da inibição dos

transportadores de captação hepáticos nas concentrações da atorvastatina nos

hepatócitos é desconhecido. Se a administração concomitante não puder ser evitada,

para obter eficácia recomenda-se a redução da dose e monitorização clínica (ver Tabela

A utilização de atorvastatina não é recomendada em doentes a tomar letermovir

administrado concomitantemente com ciclosporina (ver secção 4.4).

Gemfibrozil / derivados do ácido fíbrico

A utilização isolada de fibratos está ocasionalmente associada a acontecimentos

relacionados com os músculos, incluindo a rabdomiólise. O risco destes acontecimentos

pode aumentar com o uso concomitante de derivados do ácido fíbrico e atorvastatina. Se

a administração concomitante não puder ser evitada, deve utilizar-se a dose mais baixa

possível de atorvastatina para alcançar o objetivo terapêutico e os doentes devem ser

adequadamente monitorizados (ver secção 4.4).

Ezetimiba

A utilização isolada de ezetimiba está associada a acontecimentos relacionados com os

músculos, incluindo a rabdomiólise. O risco destes acontecimentos pode portanto estar

aumentado na utilização concomitante de ezetimiba e atorvastatina. Recomenda-se uma

adequada monitorização clínica destes doentes.

Colestipol

As concentrações plasmáticas de atorvastatina e dos seus metabolitos ativos foram mais

baixas (taxa de concentração da atorvastatina: 0,74) quando se administrou

concomitantemente colestipol com Zarator. Contudo, quando Zarator e colestipol foram

administrados concomitantemente, os efeitos lipídicos foram superiores aos de qualquer

um dos medicamentos em administração isolada.

Ácido Fusídico

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado pela administração

concomitante de ácido fusídico sistémico com estatinas. O mecanismo desta interação

(seja farmacodinâmico ou farmacocinético, ou ambos) é ainda desconhecido. Têm sido

notificados casos de rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais) em doentes a

receberem esta associação.

APROVADO EM

09-10-2019

INFARMED

Se for necessário tratamento com ácido fusídico sistémico, o tratamento com

atorvastatina deverá ser descontinuado durante toda a duração do tratamento com ácido

fusídico (ver secção 4.4).

Colquicina

Apesar de não terem sido efetuados estudos de interação com a atorvastatina e a

colquicina, foram notificados casos de miopatia com a atorvastatina quando

administrada concomitantemente com colquicina, sendo necessário precaução na

prescrição de atorvastatina com colquicina.

Efeitos da atorvastatina nos medicamentos administrados concomitantemente

Digoxina

Quando foram administradas concomitantemente doses múltiplas de digoxina e 10 mg

de atorvastatina, as concentrações plasmáticas de digoxina no estado estacionário

aumentaram ligeiramente. Doentes a tomar digoxina devem ser adequadamente

monitorizados.

Contracetivos orais

A administração concomitante de Zarator e contracetivos orais aumentou as

concentrações plasmáticas de noretindrona e etinilestradiol.

Varfarina

Num estudo clínico em doentes a receber terapêutica crónica com varfarina, a

administração concomitante de atorvastatina 80 mg por dia com varfarina causou uma

ligeira diminuição de cerca de 1,7 segundos no tempo de protrombina durante os

primeiros 4 dias de tratamento, o qual normalizou após 15 dias de tratamento com

atorvastatina. Apesar de serem muito raros os casos notificados de interação

clinicamente significativa com anticoagulantes, nos doentes a tomar anticoagulantes

cumarínicos, o tempo de protrombina deve ser determinado antes de iniciar a

atorvastatina e de modo frequente durante a terapêutica inicial, de modo a garantir que

não ocorrem alterações significativas no tempo de protrombina. Depois de alcançado

um tempo de protrombina estável, os tempos de protrombina podem ser monitorizados

em intervalos geralmente recomendados para doentes com anticoagulantes cumarínicos.

Se a dose de atorvastatina for alterada ou descontinuada, o mesmo procedimento deverá

ser repetido. A terapêutica com atorvastatina não foi associada a hemorragias ou a

alterações no tempo de protrombina em doentes que não tomam anticoagulantes.

População pediátrica

Estudos de interação fármaco-fármaco foram efetuados apenas em adultos. Desconhece-

se a extensão das interações na população pediátrica. As interações acima mencionadas

para os adultos e as precauções na secção 4.4 devem ser tidas em consideração para a

população pediátrica.

Interações medicamentosas

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