Xifaxan 200 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Rifaximina
Disponível em:
Alfasigma Portugal, Lda
Código ATC:
A07AA11
DCI (Denominação Comum Internacional):
Rifaximina
Dosagem:
200 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Rifaximina 200 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 12 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
1.1.11 Outros antibacterianos
Área terapêutica:
rifaximin
Resumo do produto:
5983283 - Blister 12 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Comercializado - 10080120 - 50110322 ; 5696745 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Comercializado - 10080120 - 50163280
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
05/H/0181/001
Data de autorização:
2006-06-09

APROVADO EM

18-11-2016

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Xifaxan 200 mg comprimidos revestidos por película

Rifaximina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção

O que contém este folheto:

1. O que é Xifaxan e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Xifaxan

3.Como tomar Xifaxan

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Xifaxan

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Xifaxan e para que é utilizado

Xifaxan um é antimicrobiano intestinal. É um novo membro da classe de medicamentos

denominados rifamicinas, mas contrariamente às outras rifamicinas é fracamente

absorvida pelo intestino (menos de 1% da dose administrada), de modo que atua só

contra microrganismos intestinais. Xifaxan é ativo contra a maioria dos microrganismos

patogénios que são responsáveis pela diarreia infeciosa aguda.

O Xifaxan é indicado no tratamento da diarreia aguda infeciosa causada por

microrganismos sensíveis à rifaximina e no tratamento sintomático da doença diverticular

não complicada do cólon quando associado a terapêutica com fibras alimentares.

No tratamento da diarreia infeciosa aguda, se não se sentir melhor ou se piorar após 3

dias, tem de consultar um médico.

A rifaximina está indicada em adultos e crianças com idade superior a 12 anos.

2. O que precisa de saber antes de tomar Xifaxan

Não tome Xifaxan:

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- se tem alergia (hipersensibilidade) à rifaximina, a qualquer outra rifamicina, ou a

qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6).

- em caso de obstrução intestinal e lesões ulcerosas graves do intestino.

Advertências e precauções:

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Xifaxan ou se:

- se apresentar febre e/ou sangue nas fezes deverá consultar o seu médico.

- se a urina aparecer corada de vermelho, após ter tomado Xifaxan deverá informar o seu

médico. Isto deve-se a que a substância ativa (rifaximina), tal como a maioria dos

antimicrobianos da família das rifamicinas, é vermelho-alaranjada. Em situações de

tratamento prolongado, ou quando a mucosa intestinal apresenta lesões, uma pequena

quantidade de rifaximina pode ser absorvida (menos de 1%), o que pode levar a que a

urina tenha a cor vermelha.

- toma medicamentos anticoncecionais orais. O Xifaxan poderá diminuir a eficácia de

medicamentos anticoncecionais orais contendo estrogénio. Recomenda-se o uso de

medidas anticoncecionais adicionais.

- O Xifaxan deve ser descontinuado se os sintomas de diarreia se agravarem.

Outros medicamentos e Xifaxan

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente,

ou se vier a tomar outros medicamentos.

O Xifaxan poderá diminuir a eficácia de anticoncecionais orais contendo estrogénio.

Recomenda-se o uso de medidas anticoncecionais adicionais.

Xifaxan com alimentos

Xifaxan comprimidos revestidos pode ser administrado com ou sem alimentos.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Em caso de gravidez, como medida de precaução é preferível evitar a utilização de

Xifaxan.

A utilização de Xifaxan em mulheres a amamentar deve ser sujeita à estrita vigilância do

seu médico.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Xifaxan não apresenta efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

3. Como tomar Xifaxan

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Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Diarreia infeciosa aguda

600 mg (1 comprimido três vezes ao dia) ou 800 mg (2 comprimidos duas vezes ao dia).

O tratamento não deve exceder 3 dias. Caso os sintomas persistam consulte o seu médico.

Xifaxan comprimidos revestidos por película devem ser deglutidos com sumo ou água.

Tratamento sintomático da doença diverticular não complicada do colón com adição de

fibras alimentares.

800 mg (2 comprimidos duas vezes ao dia) durante 7 dias/mês em ciclos de longa

duração.

Utilização em crianças e adolescentes

A segurança e a eficácia da rifaximina ainda não foram estabelecidas em crianças com

idade inferior a 12 anos de idade. Não é possível fazer uma recomendação para a

posologia.

Se tomar mais Xifaxan do que deveria

Se acidentalmente tomar uma dose duas ou três vezes superior à que o seu médico

indicou, é provável que não ocorra nada.

Caso tome acidentalmente vários comprimidos, contacte o seu médico ou farmacêutico.

Se possível, leve as embalagens de Xifaxan consigo para que o médico ou farmacêutico

possam ver.

Caso se tenha esquecido de tomar Xifaxan

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Continue o tratamento como estava previsto.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico,

farmacêutico ou enfermeiro.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Em alguns casos foram observados os seguintes efeitos secundários:

Frequentes (afetam menos de 1 pessoa em 10 e mais de uma pessoa em 100)

Tonturas e cefaleias

Efeitos gastrointestinais indesejáveis ligeiros a moderados como: náuseas, vómitos,

dores/cãmbrias abdominais, distensão abdominal, prisão de ventre, flatulência e diarreia.

Habitualmente desaparecem espontaneamente sem que seja necessárias alterações na

dose ou suspensão do tratamento.

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Pouco frequentes (afetam menos de uma pessoa em 100 mas mais de uma pessoa em

1.000)

Diminuição do apetite e desidratação.

Insónia e nervosismo.

Enxaquecas, diminuição da sensibilidade e sonolência.

Afrontamentos, aumento da tensão arterial, palpitações e sonolência.

Efeitos respiratórios: tosse, garganta seca, dificuldades em respirar e dor de garganta.

Efeitos gastrointestinais indesejáveis ligeiros a moderados como: dor abdominal superior,

indigestão, diminuição do paladar e alteração da motilidade gastrointestinal.

Reações do tipo urticária.

Dores musculares, incluindo dores de costas, e fraqueza muscular.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também

poderá comunicar efeitos secundários diretamente através do sistema nacional de

notificação:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamento

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel.: +351 21 798 73 73

Linha do medicamento: 800 222 444 (gratuita)

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a

segurança deste medicamento.

5. Como conservar Xifaxan

Este medicamento não requere condições especiais de conservação.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior,

após "VAL.". O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não utilize este medicamento se verificar sinais visíveis de deterioração.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao

seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

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6. Outras informações

Qual a composição de Xifaxan

- A substância ativa é a rifaximina na sua forma polimórfica alfa. Cada comprimido

revestido por película contém 200 mg de rifaximina.

- Os outros componentes são:

Núcleo do comprimido: carboximetilamido sódico, palmitoesterato de glicerol, sílica

coloidal anidra, talco e celulose microcristalina.

Revestimento do comprimido:

Hipromelose, dióxido de titânio (E171), edetato dissódico, propilenoglicol e óxido de

ferro vermelho (E172).

Qual o aspecto de Xifaxan e conteúdo da embalagem

Xifaxan apresenta-se na forma de comprimidos revestidos por película de forma circular,

biconvexos e de cor rosa.

Está disponível em embalagens de 12 ou 28 comprimidos revestidos por película

acondicionados em blisters de PVC/PE/PVDC-Alu.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Alfa Wassermann - Produtos Farmacêuticos, Lda

Av. José Malhoa - Edifício Malhoa Plaza nº 2, piso-escritório 2.2

1070-325 Lisboa

Portugal

Tel.: +351 217 226 110

Fax: +351 217 226 119

Fabricante

Alfa Wassermann S.p.A.

Via Enrico Fermi, 1

IT-65020 Alanno - Pescara

Itália

Este folheto foi revisto pela última vez em

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Xifaxan 200 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Substância ativa:

Cada comprimido revestido por película contém 200 mg de rifaximina.

Excipientes com efeito conhecido:

Glicerol - 2,6 mg de glicerol (sob a forma de palmitoesterato de glicerol),

Propilenoglicol - 0,5 mg,

Sódio - 0,42 a 0,63 mg de sódio (sob a forma de carboximetilamido sódico e edetato

dissódico).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Comprimido circular, biconvexo e de cor rosa.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

O Xifaxan está indicado:

- Tratamento da diarreia infeciosa aguda causada por microrganismos sensíveis à

rifaximina.

A rifaximina não está indicada em situações de diarreia infeciosa aguda que cursem com

sintomas ou sinais sugestivos de gravidade e/ou envolvimento sistémico, tais como febre

e evidência de leucócitos ou sangue nas fezes (ver secção 4.4).

- Tratamento sintomático da doença diverticular não complicada do cólon quando

associado a terapêutica com fibras alimentares.

A rifaximina está indicada em adultos e crianças com idade superior a 12 anos.

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Devem ser tomadas em consideração as orientações oficiais sobre o uso apropriado de

agentes antibacterianos.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Tratamento da diarreia infeciosa aguda Adultos e crianças com idade superior a 12 anos.

600 mg (1 comprimido três vezes ao dia) ou 800 mg (2 comprimidos duas vezes ao dia).

Duração do tratamento da diarreia infeciosa:

Caso não exista indicação médica em contrário, o tratamento não deve exceder os 3 dias.

Caso os sintomas persistam ao fim de 3 dias, deverá ser consultado o médico assistente.

Tratamento sintomático da doença diverticular não complicada do cólon quando

associado a terapêutica com fibras alimentares

800 mg (2 comprimidos duas vezes ao dia) durante 7 dias/mês em ciclos de longa

duração.

Idosos

Não é necessário ajuste posológico, pois não se verificou diferenças entre idosos e

doentes jovens nos dados de segurança e eficácia.

Insuficiência hepática

Não é necessário ajuste posológico em doente com insuficiência hepática (ver seção 5.2).

Insuficiência renal

Embora não se preveja a necessidade de ajuste posológico, deverá ser tida precaução em

doentes com insuficiência renal (ver secção 5.2).

População Pediátrica

A segurança e a eficácia da rifaximina ainda não foram estabelecidas em crianças com

idade inferior a 12 anos de idade.

Os dados disponíveis encontram-se indicados na secção 5.1., mas não é possível fazer

uma recomendação para a posologia.

Método de administração

Oral, tomar com um copo de água.

A rifaximina pode ser administrada com ou sem alimentos.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa, a outros derivados da rifamicina, ou a qualquer dos

excipientes mencionados na secção 6.1.

Reações de hipersensibilidade incluíram casos de dermatite exfoliativa, edema

angioneurótico e reações anafilatóides (ver secção 4.8).

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Casos de obstrução intestinal. Lesões ulcerosas graves do intestino.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Dados clínicos demonstraram que a rifaximina não é efetiva no tratamento de infeções

intestinais devido a agentes patogénicos invasivos como Campylobacter jejuni,

Salmonella spp. e Shigella spp., que tipicamente causam diarreia, febre, fezes com

sangue e aumento da frequência de defecação.

Considerando que a absorção da rifaximina é reduzida (menos de 1%), não é

recomendado o uso de rifaximina no tratamento de diarreia com febre e/ou fezes com

sangue, quando se suspeita de uma infeção causada por agentes enteropatogénios

invasivos.

A rifaximina deve ser descontinuada se os sintomas de diarreia se agravarem ou

persistirem por mais de 48 horas e uma terapêutica antibiótica alternativa deve ser

considerada.

Foram reportados casos de diarreia associada a Clostridium difficile (DACD) com a

utilização da maioria dos agentes antibacterianos, incluindo a rifaximina. Não pode ser

excluída a associação potencial do uso da rifaximina com DACD e colite

pseudomembranosa (CP).

Deverá haver um cuidado adicional quando se administra concomitantemente rifaximina

e um inibidor da glicoproteína-P, com é o caso da ciclosporina (ver secção 4.5).

Os doentes devem ser informados que, apesar da pequena quantidade de rifaximina que

pode ser absorvida, pode levar à coloração avermelhada da urina. Isto é devido à

substância ativa que, tal como os outros antimicrobianos da mesma família (rifamicinas),

têm uma cor vermelho-alaranjada.

Devido aos efeitos na microflora intestinal, a efetividade dos contraceptivos estrogénicos

orais poderá diminuir após a administração de rifaximina. Contudo, tais interações não

têm sido reportadas com frequência. Recomendam-se medidas adicionais de contraceção,

especialmente se o conteúdo em estrogénio é inferior a 50 µg (ver secção 4.5).

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não existe experiência sobre a administração de rifaximina em doentes a tomar outras

rifamicinas para o tratamento de uma infeção sistémica.

Dados in vitro demonstraram que a rifaximina não inibe os isoenzimas do citocromo

P450 (CYPs1A2, 2A6, 2C8, 2C9, 2D6, 2E1 e 3A4). Em estudos de indução in vitro, a

rifaximina não induziu o CYP1A2 e CYP2B6, mas foi um indutor fraco do isoenzima

CYP3A4.

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Em indivíduos saudáveis os estudos de interação fármaco-fármaco demonstraram que a

rifaximina não altera de forma significativa a farmacocinética dos substratos do

isoenzima CYP3A4, contudo em doentes hepáticos não se pode excluir que a rifaximina

pode diminuir a exposição de substratos do isoenzima CYP3A4 administrados

concomitantemente (ex. varfarina, antiepilépticos, antiarrítmicos), devido a uma maior

exposição sistémica quando comparado com indivíduos saudáveis.

Um estudo in vitro sugere que a rifaximina é um substrato moderado da glicoproteína-P é

metabolizada pelo isoenzima CYP3A4. Desconhece-se se fármacos que inibem o

CYP3A4 administrados concomitantemente possam aumentar a exposição sistémica à

rifaximina.

Em indivíduos saudáveis a co-administração de uma dose única de ciclosporina (600

mg), um potente inibidor da glicoproteína-P, com uma dose única de rifaximina (550 mg)

resultou num aumento de 83 a 124 vezes da Cmax e AUC

média da rifaximina. O

significado clínico deste aumento é desconhecido.

O potencial de ocorrência de interações fármaco-fármaco a nível dos sistemas de

transporte foi avaliado em estudos in vitro que sugerem que a interação clínica entre a

rifaximina e outras sustâncias que sofrem efluxo via P-gp e outras proteínas

transportadoras é improvável (MDR1, MRP2, MRP4, BCRP e BSEP).

Os doentes deverão tomar rifaximina pelo menos 2 horas após a administração de carvão.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A quantidade de dados sobre a utilização em mulheres grávidas, é limitada ou inexistente.

Em estudos animais verificaram-se efeitos transitórios a nível da ossificação e alterações

no esqueleto do feto (ver secção 5.3). A relevância clínica destas alterações é

desconhecida nos humanos.

Como precaução, a utilização de rifaximina durante a gravidez não é recomendada.

Amamentação

É desconhecido se a rifaximina ou os seus metabolitos são excretados no leite humano. O

risco para o lactente não pode ser excluído. Deverá ser considerada a decisão sobre a

descontinuação da amamentação ou do tratamento, considerando o benefício da

terapêutica para a mãe.

Fertilidade

Estudos em animais não indicaram efeitos nocivos diretos ou indiretos na fertilidade

feminina e masculina.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

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Em ensaios clínicos foram reportados casos de tonturas e sonolência, mas a rifaximina

tem uma influência negligenciável na capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

Ensaios clínicos:

Durante os ensaios clínicos aleatorizados e com dupla ocultação ou em estudos

farmacológicos, os efeitos da rifaximina foram comparados com placebo ou outros

antibióticos, pelo que informação quantitativa de segurança está disponível.

Nota: a maioria das reações adversas listadas (em particular as doenças gastrointestinais)

podem ser atribuídas à doença a ser tratada que foram reportadas com a mesma

frequência do que nos doentes tratados com placebo durante ensaios clínicos.

Experiência pós-comercialização

Os seguintes efeitos indesejáveis foram observados durante a comercialização do

medicamento. A frequência das reações é desconhecida (não pode ser estimada a partir

dos dados disponíveis).

Os efeitos indesejáveis abaixo indicados são classificados por classes de sistemas de

órgãos e frequência, de acordo com a seguinte convenção:

Muito frequentes:

1/10; Frequentes:

1/100, <1/10; Pouco frequentes:

1/1.000,

<1/100; Raros:

1/10.000, <1/1.000; Muito raros: <1/10.000; Desconhecidos:

1/10.000 (não podem ser estimados a partir da informação disponível).

Classe de Sistema

de Orgãos MedRA

Frequentes

Pouco frequentes

Desconhecida

Infeções e

infestações

Candidíase,

Herpes simplex,

Nasofaringite,

Faringite,

Infeções do trato

respiratório superior

Infeções por

Clostridium spp.

Doenças do sangue

e do sistema

linfático

Linfocitose

Monocitose

Neutropenia

Trombocitopenia

Doenças do

metabolismo e da

nutrição

Diminuição do apetite,

Desidratação

Perturbações do foro

psiquiátrico

Sonhos anómalos,

Humor depressivo,

Insónia,

Nervosismo

Doenças do sistema

nervoso

Tonturas,

Cefaleias

Hipoestesia,

Enxaqueca,

Dor nos seios perinasais

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Sonolência

Afeções oculares

Diplopia

Afeções do ouvido e

do labirinto

Otalgia,

Vertigem

Cardiopatias

Palpitações

Vasculopatias

Aumento da pressão

arterial;

Afrontamento

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Tosse,

Garganta seca,

Dispneia,

Congestão nasal,

Odinofagia,

Rinorreia

Doenças

gastrointestinais

Dor abdominal,

Obstipação,

Urgência fecal,

Diarreia,

Flatulência,

Inchaço e

distensão;

abdominal,

Náuseas,

Vómitos,

Tenesmo rectal.

Dor abdominal superior,

Ascite,

Lábios secos,

Dispepsia,

Alterações na motilidade

gastrointestinal,

Fezes duras,

Hematoquezia,

Fezes com muco,

Disgeusia,

Afeções

hepatobiliares

Aumento da aspartato

aminotransferase,

Anomalias nos

testes da função

hepática

Afeções dos tecidos

cutâneos e

subcutâneos

Rash,

Erupção e exantema

cutâneo,

Fotossensibilidade,

Queimadura solar(1)

Angioedemas,

Dermatite,

Dermatite

exfoliativa,

Eczema,

Eritema,

Prurido,

Púrpura,

Urticária

Afeções

musculosqueléticas

e dos tecidos

conjuntivos

Lombalgia,

Espasmosmusculares,

Fraqueza muscular,

Mialgia,

Cervicalgia

Doenças renais e

urinárias

Hematúria,

Glicosúria,

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Polaquiúria,

Poliúria,

Proteinúria

Doenças dos orgãos

genitais e da mama

Polimenorreia

Perturbações gerais

e alterações no local

de administração

Pirexia

Astenia,

Calafrios,

Suores frios,

Hiperidrose (semelhante

a um estado gripal),

Edema periférico,

Dor e desconforto

Exames

complementares de

diagnóstico

Anomalias no

(Internacional

Normalised

Ratio)

(1) Reportado pelo investigador “queimadura solar” e não deve ser considerado como

fotossensibilidade.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas através do sistema nacional de notificação:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamento

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel.: +351 21 798 73 73

Linha do medicamento: 800 222 444 (gratuita)

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Em ensaios clínicos com doentes com diarreia infeciosa aguda doses até 1800 mg/dia

foram toleradas sem efeitos adversos graves.

Não foram registados casos de sobredosagem com rifaximina nas dosagens superiores a

2400 mg/dia durante 7 dias.

No caso de sobredosagem, recomenda-se que seja efetuado tratamento sintomático e de

suporte.

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INFARMED

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

O medicamento Xifaxan contém rifaximina [4-desoxi-4'metil-pirido (1', 2'-1,2) imidazo

(5,4-c) rifaximina SV], na forma polimórfica alfa.

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 1.1.11 - Medicamentos anti-infeciosos. Antibacterianos.

Outros antibacterianos, código ATC: A07AA11

Mecanismo de ação:

A rifaximina é um fármaco antibacteriano da classe da rifamicina que se liga de forma

irreversível à subunidade beta da enzima bacteriana ARN-polimerase ADN-dependente e

consequentemente inibe a síntese do ARN bacteriano.

A rifaximina tem um largo espectro antimicrobiano contra a maioria das estirpes

bacterianas, tanto Gram-positivas como Gram-negativas, aeróbias e anaeróbias,

responsáveis por infeções intestinais.

A forma polimórfica alfa (

) da rifaximina caracteriza-se por ter uma absorção

praticamente nula no tracto gastrointestinal, portanto é um agente com atividade local e

não é clinicamente eficaz contra patogénios invasivos, embora estes sejam suscetíveis in

vitro.

Mecanismo(s) de resistência:

O mecanismo de resistência da rifaximina deve-se principalmente a uma alteração

cromossómica monofásica e reversível no gene rpoB que codifica a ARN polimerase.

A incidência de subpopulações resistentes entre as bactérias isoladas em doentes com

diarreia infeciosa aguda é muito baixa. Ensaios clínicos que investigaram alterações na

suscetibilidade da flora intestinal em doentes com diarreia infeciosa aguda não detetaram

o aparecimento de microrganismos Gram-positivos (ex.: enterococcus) e Gram-negativos

(E.coli) durante o tratamento de três dias com rifaximina.

O desenvolvimento de resistências foi estudado com administração repetida de doses

elevadas de rifaximina em voluntários saudáveis e em doentes com Doença Inflamatória

do Intestino. Desenvolveram-se resistências à rifaximina, mas as estirpes foram instáveis

e não colonizaram o tracto gastrointestinal nem substituíram as estirpes sensíveis à

rifaximina. Quando o tratamento foi interrompido as estirpes resistentes desapareceram

rapidamente.

Os dados experimentais e os ensaios clínicos sugerem que o tratamento da diarreia

infeciosa aguda com rifaximina em doentes com Mycobacterium tuberculosis ou

Neisseria meningitidis não promove a seleção de estirpes resistentes à rifampicina.

Valores de concentrações críticas

São inexistentes valores de concentrações críticas definidas pelo EUCAST (Comité

Europeu de Avaliação de Suscetibilidade Antimicrobiana).

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INFARMED

A prevalência de resistência adquirida pode variar, geograficamente e no tempo, para

espécies selecionadas e é desejável a existência de informação local sobre resistências,

particularmente aquando do tratamento de infeções graves. De acordo com a necessidade,

deve procurar-se aconselhamento especializado, quando a prevalência local da resistência

é tal que a utilidade do agente, em pelo menos alguns tipos de infeções, seja questionável.

Susceptibilidade

A rifaximina é um anti-bacteriano não-absorvível. Os ensaios de suscetibilidade in vitro

não podem ser utilizados com confiança para estabelecer a resistência bacteriana à

rifaximina. Atualmente não existem dados suficientes para definir o valor de

concentração crítica nos testes de suscetibilidade.

Ensaios clínicos em doentes com diarreia infeciosa aguda demonstraram a efetividade

clínica da rifaximina contra a E.coli enterotóxica (ETEC) e E.coli enteroagregativa

(EAEC). Estas bactérias são responsáveis pelo desenvolvimento de diarreia infeciosa

aguda em indivíduos que viajam para países mediterrâneos ou tropicais e sub-regiões

tropicais.

A rifaximina foi testada, in vitro, em patogénios que causam diarreia infeciosa aguda em

quatro diferentes áreas do mundo. Os patogénios são: E.coli enterotóxica

E. coli enteroagregativa, Salmonella spp., Shigella spp., vibriões da cólera não-V,

Plesiomonas Spp., Aeromonas spp., Campylobacter spp. Para os isolados bacterianos a

Concentração Mínima Inibitória 90 (CMI90), foi de 32 microgramas/ml, que pode ser

facilmente atingida no lúmen intestinal devido às elevadas concentrações de rifaximina

nas fezes. Devido à absorção gastrointestinal ser muito reduzida a rifaximina não é

clinicamente eficaz contra patogénios invasivos, embora essas bactérias sejam sensíveis à

rifaximina in vitro.

Microrganismos sensíveis

Aeróbios Gram-positivo

Enterococcus spp., incluindo Enterococcus faecalis,

Staphylococcus spp.,

Streptococcus spp.,

Aeróbios Gram-negativo

Campylobacter spp.,

Enterobacter spp.,

Escherichia coli, incluindo estirpes enteropatogénicas,

Klebsiella spp,

Proteus spp.,

Pseudomonas spp.,

Salmonella spp.,

Shigella spp.,

Yersinia spp.

Microrganismos anaeróbios

Bacteroides spp., incluindo Bacteroides fragilis,

APROVADO EM

18-11-2016

INFARMED

Clostridium spp, incluindo Clostridium difficile e Clostridium perfringens,

Fusobacterium nucleatum,

Peptostreptococcus spp,

Plesiomonas shigelloides.

Microrganismos em que a resistência adquirida pode ser um problema

Desconhecidos

Microrganismos com resistência inerente

Desconhecidos

Eficácia clínica

Ensaios clínicos em doentes com diarreia infeciosa aguda demonstraram a efetividade

clínica da rifaximina contra a E. coli enterotóxica (ETEC) e E. coli enteroagregativa

(EAEC). Estas bactérias são responsáveis pelo desenvolvimento de diarreia infeciosa

aguda em indivíduos que viajam para países mediterrâneos ou tropicais e sub-regiões

tropicais.

Uso Pediátrico:

A eficácia, posologia e a segurança da rifaximina em doentes pediátricos com idade

inferior a 12 anos de idade não foi estabelecida.

Na revisão da literatura foram identificados 9 estudos de eficácia na população pediátrica

que incluíram 371 crianças, 233 das quais receberam rifaximina. A maioria das crianças

incluídas tinha idade superior a 2 anos. A característica presente em todos os estudos foi a

diarreia de origem bacteriana (confirmada antes, durante e após o tratamento).

Os resultados (dos estudos per si e da meta-análise) demonstram que existe uma

tendência positiva na demonstração da eficácia da rifaximina numa condição clínica

[(diarreia aguda (principalmente em situações de recorrência ou recaída) causada, ou

supostamente causada, por bactérias não-invasivas sensíveis à rifaximina como E. coli)]

Nestes estudos limitados com poucos doentes a dosagem mais utilizadas nas crianças dos

2-12 anos de idade foi entre 20-30 mg/Kg/dia em 2 a 4 administrações. (ver secção 4.2)

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

A absorção de rifaximina após administração oral na forma polimórfica

é praticamente

nula (menos de 1%), de acordo com os estudos farmacocinéticos em ratos, cães e no

Homem.

Estudos de farmacocinética comparativos, realizados em cães, demonstraram que as

formas polimórficas

da rifaximina são absorvidas numa extensão consideravelmente

superior à forma polimórfica

. A biodisponibilidade oral da forma polimórfica

superior ou pouco inferior à verificada para as forma polimórficas

, respetivamente.

Os níveis plasmáticos após administração reiterada de doses terapêuticas são reduzidos

(em todos os casos foi inferior a 10 ng/ml), tanto em indivíduos voluntários adultos como

APROVADO EM

18-11-2016

INFARMED

em doentes com alterações da mucosa intestinal devido à Doença Inflamatória do

Intestino.

Observou-se um aumento da absorção da rifaximina nos 30 minutos após a ingestão de

um pequeno-almoço rico em gorduras, mas sem relevância clínica.

Distribuição

A rifaximina liga-se moderadamente às proteínas plasmáticas. In vitro, após a

administração de rifaximina o rácio médio de ligação foi de 67,5% em indivíduos

saudáveis e 62% em doentes com insuficiência hepática.

Biotransformação

A análise de extratos fecais demonstraram que a rifaximina encontra-se na forma livre, o

que implica que não é degradada ou metabolizada durante a sua passagem pelo trato

gastrointestinal.

Num estudo em que foi usado rifaximina marcada com um radioisótopo, 0,025% da dose

administrada de rifaximina é recuperada na urina, enquanto que < 0,01% da dose é

recuperada na forma de 25-desacetilrifaximina, o único metabolito de rifaximina

identificado em humanos.

Eliminação

A rifaximina é praticamente excretada na totalidade nas fezes (96,9 % da dose

administrada), tal como foi demonstrado num estudo que foi usado o fármaco marcado

com radioisótopo.

A rifaximina recuperada na urina não excede 0,4%. da dose administrada.

Linearidade/não-linearidade

A taxa e a extensão da exposição sistémica da rifaximina em humanos parecem

caracterizar-se por uma cinética não-linear (dose-dependente) que é consistente com a

possibilidade da taxa de absorção da rifaximina ser limitada.

Populações especiais:

Insuficiência hepática

Não existem dados clínicos disponíveis sobre a utilização de rifaximina em doentes com

insuficiência renal.

Insuficiência hepática

Dados clínicos em doentes com insuficiência hepática demonstraram que a exposição

sistémica é superior à observada em indivíduos saudáveis.

Geriatria

A farmacocinética da rifaximina em doentes com idade

65 anos, não foi estudada.

Pediatria

APROVADO EM

18-11-2016

INFARMED

A farmacocinética da rifaximina não foi estudada em doentes pediátricos de qualquer

idade.

Género

O efeito do género na farmacocinética da rifaximina não foi estudado.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelaram riscos especiais para o ser humano, segundo estudos

convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade

e carcinogénese. Em estudos de desenvolvimento embriofetal em ratos com a dose de 300

mg/kg/dia verificou-se um pequeno e transitório atraso na ossificação, mas que não

afetou o desenvolvimento fetal da descendência. Foi observado um aumento das

alterações a nível do esqueleto em coelhos, após a administração oral de rifaximina

durante a gestação.

A relevância clínica destas alterações é desconhecida.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido:

Carboximetilamido sódico,

Palmitoesterato de glicerol,

Sílica coloidal anidra,

Talco e

Celulose microcristalina.

Revestimento do comprimido:

Hipromelose,

Dióxido de titânio (E171),

Edetato dissódico,

Propilenoglicol e

Óxido de ferro vermelho (E172).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

APROVADO EM

18-11-2016

INFARMED

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de PVC/PE/PVDC - Alu contendo 12 ou 28 comprimidos revestidos por película.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Alfa Wassermann - Produtos Farmacêuticos, Lda

Av. José Malhoa - Edifício Malhoa Plaza nº 2, piso-escritório 2.2

1070-325 Lisboa

Portugal

Tel.: 00351 217 226 610

Fax: 00351 217 226 619

8. NÚMERO DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º de registo: 5983283 – 12 comprimidos revestidos por película, 200 mg, blister de

PVC/PE/PVDC-Alu

N.º de registo: 5696745 – 28 comprimidos revestidos por película, 200 mg, blister de

PVC/PE/PVDC-Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 09 de junho de 2006

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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