Vinorrelbina Hikma 10 mg/ml Concentrado para solução para perfusão

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Vinorrelbina
Disponível em:
Hikma Farmacêutica (Portugal), S.A.
Código ATC:
L01CA04
DCI (Denominação Comum Internacional):
Vinorrelbina
Dosagem:
10 mg/ml
Forma farmacêutica:
Concentrado para solução para perfusão
Composição:
Vinorrelbina, tartarato 13.85 mg
Via de administração:
Via intravenosa
Unidades em pacote:
Frasco para injectáveis - 1 unidade(s) - 3 ml
Classe:
16.1.7 - Citotóxicos que interferem com a tubulina
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea a) Medicamento de receita médica restrita destinado ao uso exclusivo hospitalar, devido às suas caracterí
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
vinorelbine
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Frasco para injetáveis 1 unidade(s) - 3 ml Não Comercializado Número de Registo: 5102660 CNPEM: N/A CHNM: 10032459 Grupo Homogéneo: N/A; Frasco para injetáveis 1 unidade(s) - 6 ml Não Comercializado Número de Registo: 5102702 CNPEM: N/A CHNM: 10092538 Grupo Homogéneo: N/A; Frasco para injetáveis 10 unidade(s) - 3 ml Não Comercializado Número de Registo: 5102678 CNPEM: N/A CHNM: 10032459 Grupo Homogéneo: N/A; Frasco para injetáveis 10 unidade(s) - 6 ml Não Comercializado Número de Registo: 5102710 CNPEM: N/A CHNM: 10092538 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
PT/H/0216/001/MR
Data de autorização:
2008-04-14

APROVADO EM

28-08-2014

INFARMED

Folheto Informativo: Informação para o utilizador

Vinorrelbina Hikma, 10 mg/ml,

Concentrado para solução para perfusão

Tartarato de Vinorrelbina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento,

pois contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é Vinorrelbina Hikma e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de utilizar Vinorrelbina Hikma

3. Como utilizar Vinorrelbina Hikma

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Vinorrelbina Hikma

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

O que é Vinorrelbina Hikma e para que é utilizado

substância

ativa

Vinorrelbina

Hikma,

vinorrelbina,

derivado

semissintético dos alcaloides da vinca cuja principal ação é parar a multiplicação das

células

cancerosas.

Pertence

Grupo

Farmacoterapêutico

Medicamentos

Antineoplásicos e Imunomoduladores 1.7 Citotóxicos que interferem com a tubulina,

e tem o código ATC L01CA04.

Indicações terapêuticas

Este medicamento está indicado no tratamento do cancro das células não-pequenas

do pulmão e no cancro avançado da mama.

O que precisa de saber antes de utilizar Vinorrelbina Hikma

Não utilize Vinorrelbina Hikma se:

- Vinorrelbina Hikma não lhe será administrada como injeção na sua coluna.

- tem alergia (hipersensibilidade) à vinorrelbina ou a outros alcaloides da vinca, ou a

qualquer outro componente deste medicamento.

contagem

glóbulos

brancos

afinidade

para

os corantes neutros

(neutrófilos) for inferior a 1500/mm3 ou se estiver com ou tiver tido recentemente

(num período de 2 semanas) uma infeção grave.

- se tiver uma diminuição grave de um tipo de células do sangue chamadas

plaquetas (menos de 1000000/mm3).

- estiver grávida ou a amamentar.

- em associação com a vacina da febre-amarela.

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INFARMED

Advertências e precauções

- tem antecedentes de diminuição do fornecimento de sangue arterial ao coração

(doença isquémica cardíaca).

- fez radioterapia a órgãos que incluam o fígado.

- se apresentar sinais ou sintomas que sejam indicativos de uma infeção (tais como,

febre, arrepios, garganta inflamada), informe imediatamente o médico, para que ele

possa efetuar os testes que forem necessários.

- se tiver redução da função hepática (grave ou moderada).

- se tiver de tomar a vacina da febre-amarela, ou outra vacina viva atenuada.

- se tiver a tomar inibidores/indutores da CYP3A4, fenitoína e itraconazole.

- se estiver a tomar qualquer um dos medicamentos listados na secção relacionada

com a toma de outros medicamentos deste folheto.

- se pertence à população japonesa (relacionado com doença pulmonar)

Durante o tratamento com Vinorrelbina Hikma deverá fazer análises ao sangue para

contagem dos seus componentes (análise da fórmula sanguínea). Se os resultados

destas análises não forem satisfatórios, o tratamento deverá ser adiado até que os

valores normalizem.

Qualquer contacto com os olhos deve ser absolutamente evitado: em caso de

contacto acidental deve proceder-se à lavagem imediata dos olhos com soro

fisiológico.

Outros medicamentos e Vinorrelbina Hikma

Informe

seu médico

farmacêutico se

estiver

tomar

ou tiver tomado

recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita

médica.

Interações comuns a todos os citotóxicos (medicamentos usados no tratamento do

cancro):

anticoagulantes (medicamentos que impede a coagulação do sangue)

utilização contraindicada com a vacina da febre-amarela

utilização não recomendada com outras vacinas vivas atenuadas

utilização não-recomendada com fenitoína (medicamento para o tratamento da

epilepsia)

utilização a ter em consideração com a ciclosporina e tacrolimus (medicamentos que

diminuem a atividade do sistema imunitário)

Interações específicas aos alcaloides da vinca:

utilização não recomendada com itraconazole (medicamento para o tratamento de

infeções provocadas por fungos)

utilização

consideração

mitomicina

(medicamento

usado

tratamento do cancro)

precaução na utilização de fortes substâncias reguladoras das células (transportador

de membrana P-glicoproteína)

Interações específicas com a vinorrelbina:

outros medicamentos que possam afetar a medula óssea

utilização com fortes inibidores de CYP3A4, tais como, itraconazol e cetoconazol

(medicamentos para o tratamento de infeções provocadas por fungos) e com fortes

indutores como rifampicina (medicamento utilizado contra as bactérias) e fenitoína

(medicamento para o tratamento da epilepsia)

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utilização com cisplatina (medicamento utilizado para o tratamento do cancro)

utilização com lapatinib (medicamento utilizado para o tratamento do cancro)

Vinorrelbina Hikma com alimentos e bebidas

Este medicamento não é administrado por via oral, que se saiba não existe qualquer

interferência entre a ingestão de alimentos ou bebidas e a sua ação terapêutica.

Gravidez e amamentação

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

A vinorrelbina não deve ser administrada a mulheres grávidas, uma vez que pode

provocar deficiências graves à nascença.

Se ficar grávida durante o tratamento deve informar imediatamente o seu médico.

Se estiver ou ficar grávida durante o tratamento com vinorrelbina, deve receber

aconselhamento genético.

Se for uma mulher em idade fértil, deve utilizar um método de contraceção eficaz

durante o tratamento e até 3 meses após o tratamento.

Deve interromper o aleitamento antes do início do tratamento com vinorrelbina, uma

vez que é desconhecida a sua passagem para o leite materno, afetando dessa forma

o bebé.

homem,

deve

evitar

conceber

filhos

durante

tratamento

vinorrelbina e durante o período de 3 meses após o final do tratamento. Existe

igualmente

risco

tratamento

vinorrelbina

possa

conduzir

infertilidade masculina e pode desejar aconselhar-se relativamente à conservação de

esperma antes do início do tratamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

No entanto, é necessário cuidado tendo em conta os efeitos secundários possíveis do

medicamento.

Como utilizar Vinorrelbina Hikma

Vinorrelbina Hikma ser-lhe-á administrado apenas sob a supervisão de um médico

qualificado no uso destes medicamentos.

O seu medicamento será rigorosamente administrado numa veia, após diluição

adequada.

O regime de administração do medicamento é variável segundo os doentes e

dependerá do seu peso corporal e da sua condição geral. O médico irá determinar a

dose a administrar com base no cálculo da superfície corporal do doente em metros

quadrados (m2).

Como tratamento único (monoquimioterapia), a dose habitualmente administrada é

de 25- 30 mg/m2, uma vez por semana.

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tratamento

combinado

(poliquimioterapia)

dose

frequência

administração dependem do protocolo seguido pelo médico.

Modo e via de administração

Vinorrelbina Hikma é uma solução destinada a ser administrada por injeção lenta (6-

10 minutos) diretamente numa veia, após diluição em 20 a 50 ml de solução

injetável de soro fisiológico normal (solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml

(0,9%)) ou solução injetável de glucose a 5%, ou por perfusão intravenosa de curta

duração (20-30 minutos) após diluição em 125ml de solução injetável de soro

fisiológico normal (0,9%) ou solução injetável de glucose a 5%.

A administração do medicamento deverá ser seguida da perfusão de pelo menos

250 ml de uma solução isotónica (com a mesma concentração do sangue) para

“lavagem” da veia utilizada.

Administração em idosos

Não foram identificadas diferenças relevantes entre os doentes idosos no que diz

respeito à taxa de resposta, mas não é de excluir uma maior sensibilidade de alguns

indivíduos a este medicamento. A idade não altera a ação de vinorelbina.

Administração em doentes com função hepática reduzida

A ação de vinorrelbina não é alterada em doentes com função hepática reduzida

moderada ou grave. No entanto, como medida de precaução, é recomendada uma

redução da dose e um controlo sanguíneo em doentes com função hepática reduzida

grave.

Administração em doentes com função renal reduzida

A ação de vinorrelbina não requer redução da dose em doentes com função renal

reduzida.

Administração em crianças

A administração em crianças não é recomendada.

Se tomar Vinorrelbina Hikma mais do que deveria

Uma vez que Vinorrelbina Hikma ser-lhe-á administrado apenas sob a supervisão de

um médico, é pouco provável que o tome mais do que deveria. Se tiver dúvidas, por

favor fale com o seu médico ou farmacêutico.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

A seguinte lista de efeitos secundários está organizada por sistema corporal e de

acordo com a frequência como:

Muito frequentes: afetam mais do que 1 em cada 10 pessoas.

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Frequentes: afetam mais do que 1 em cada 100 pessoas, mas menos do que 1 em

cada 10.

Pouco frequentes: afetam mais do que 1 em cada 1000 pessoas, mas menos do que

1 em cada 100.

Raros: afetam mais do 1 em cada 10 000 pessoas, mas menos do que 1 em cada

1000.

Muito raros: afetam menos do que 1 em cada 10 000 pessoas.

Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Os efeitos secundários muito frequentes descritos são a depressão da medula óssea

com insuficiência de glóbulos brancos (neutropenia), falta de sangue (anemia),

distúrbios

relativos

sistema

nervoso

(distúrbios

neurológicos),

efeito

gastrointestinal nocivo de uma substância química (toxicidade gastrointestinal) com

enjoo (náusea), vómito, inflamação da mucosa da boca (estomatite) e prisão de

ventre

(obstipação),

alterações

parâmetros

função

fígado,

calvície

(alopécia) e inflamação das paredes de uma veia (flebite local).

Os efeitos secundários adicionais resultantes da experiência pós-comercialização

foram classificados como Desconhecido.

Muito frequentes:

- Depressão da medula óssea com insuficiência de glóbulos

brancos (neutropenia).

- Diminuição do número de glóbulos vermelhos (anemia).

- Distúrbios relativos ao sistema nervoso (distúrbios neurológicos).

Fraqueza dos membros superiores e inferiores após quimioterapia prolongada.

- Inflamação da mucosa da boca (estomatite).

- Náuseas e vómitos.

- Prisão de ventre.

- Alterações dos parâmetros da função do fígado.

- Calvície (alopécia).

- Reações no local da injeção como, inflamação da pele (eritema), ardor,

descoloração da veia e inflamação local da veia (flebite).

Frequentes:

- Infeções provocadas por bactérias, vírus e fungos.

- Diminuição do número de plaquetas no sangue (trombocitopenia).

- Diarreia.

- Dor nas articulações (artralgia), incluindo dor no maxilar e dor

muscular (mialgia).

- Fraqueza (astenia), fadiga, febre, dor em locais diferentes incluindo no peito e no

local do tumor.

Pouco frequentes:

- Apodrecimento dos tecidos (sepsia grave).

- Intoxicação do sangue por microrganismos (septicémia)

- Sensação de formigueiro (parestesia) grave com sintomas sensoriais e motores.

Pressão

sanguínea

anormalmente

baixa

(hipotensão),

aumento

tensão

(hipertensão), vermelhidão (rubor) e arrefecimento exterior.

- Dificuldade de respirar (dispneia) e asma (bronco-espasmos).

Raros:

- Concentração de sódio no sangue baixa (hiponatrémia).

- Doença cardíaca, tal como, angina de peito (dor forte no peito), enfarte do

miocárdio (por vezes fatal) ou perturbação do ritmo cardíaco.

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- Pressão sanguínea anormalmente baixa grave (hipotensão grave), queda rápida da

tensão arterial (colapso).

- Doença pulmonar intersticial (em simultâneo mitomicina).

- Oclusão intestinal (íleo paralítico),.

- Inflamação do pâncreas (pancreatite).

- Reações cutâneas generalizadas.

- Morte celular local.

Muito raros:

- Intoxicação complicada do sangue por microrganismos (septicemia

complicada) e por vezes fatal.

- Aceleração da frequência cardíaca (taquicardia), sensação de batimentos cardíacos

rápidos e irregulares (palpitações) e distúrbios do ritmo cardíaco.

Desconhecidos:

- Infeção generalizada resultante da falta de glóbulos brancos

(sepsia neutropénica).

- Insuficiência de glóbulos brancos com febre (neutropenia

febril).

- Reações alérgicas sistémicas como reação alérgica sistémica, severa e rápida a

uma determinada substância (anafilaxia), choquem que aumenta a sensibilidade do

organismo para um veneno (choque anafilático) ou reação tipo anafilactóide.

- Secreção inapropriada da hormona antidiurética (SIADH).

- Falta de apetite (anorexia).

- Inflamação da pele (eritema) das mãos e pés.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Também poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P.

através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a

fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail:farmacovigilancia@infarmed.pt

Como conservar Vinorrelbina Hikma

Conservar entre 2ºC – 8ºC (no frigorífico).

Conservar dentro da embalagem de origem (para proteção da luz).

Sob o ponto de vista microbiológico, após a diluição de Vinorrelbina Hikma em

solução injetável de soro fisiológico normal (0,9%) ou solução injetável de dextrose

a 5%, o produto deve ser usado imediatamente. Se não for usado imediatamente, o

tempo de armazenagem e as condições de utilização são da responsabilidade do

preparador e não deverá ser superior a 24 horas se guardado no frigorífico entre 2º-

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8ºC (em frascos de vidro ou sacos de PVC), a menos que a diluição tenha sido

efetuada em condições assépticas controladas e validadas.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem,

após VAL.: MM/AAAA. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês

indicado.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Medicamento Sujeito a Receita Médica Restrita.

Qual a composição de Vinorrelbina Hikma

A substância ativa é o tartarato de vinorrelbina.

Os outros componentes são a água para preparações injetáveis e o azoto.

Qual o aspeto de Vinorrelbina Hikma e o conteúdo da embalagem

Solução aquosa incolor a amarelo pálido, em frascos para injetáveis de vidro

transparente, com rolha de borracha e cápsula de alumínio, apresentados em

embalagens com 1 ou 10 frascos.

Vinorrelbina Hikma 10 mg/1 ml:

Cada frasco contém 13,85 mg de tartarato de vinorrelbina equivalente a 10 mg de

vinorrelbina, por cada 1 ml de solução aquosa.

Vinorrelbina Hikma 50 mg/5 ml:

Cada frasco contém 69,25 mg de tartarato de vinorrelbina equivalente a 50 mg de

vinorrelbina, por cada 5 ml de solução aquosa.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular de Autorização de Introdução no Mercado

Hikma Farmacêutica (Portugal), S.A.

Estrada do Rio da Mó, nº8, 8A e 8B – Fervença

2705-906 Terrugem SNT

Portugal

Tel.: 21 960 84 10

Fax.: 21 961 51 02

e-mail: geral@hikma.pt

Fabricante (e libertador de lote)

Thymoorgan Pharmazie GmbH

Schiffgraben 23

D-38690 Goslar

Alemanha

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

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Alemanha:

Riborelbin,

10 mg/ml,

Konzentrat

Herstellung

einer

Infusionslösung

Itália:

Vinorelbina Hikma, 10 mg/ml, Concentrato per soluzione per infusione

Eslováquia:

Vinorelbine Hikma, 10 mg/ml, Infúzny koncentrát

Portugal:

Vinorrelbina

Hikma,

10 mg/ml,

Concentrado

para

solução

para

perfusão

Este folheto foi revisto pela última vez em

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04-04-2014

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERISTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Vinorrelbina Hikma, 10 mg/ml, Concentrado para solução para perfusão.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada mililitro de solução injetável contém 10 mg de vinorrelbina (equivalente a

13,85 mg de tartarato de vinorrelbina).

1 frasco para injetáveis de Vinorrelbina Hikma com 1 ml de solução injetável contém

10mg de vinorrelbina.

1 frasco para injetáveis de Vinorrelbina Hikma com 5 ml de solução injetável contém

50mg de vinorrelbina.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Concentrado para solução para perfusão.

Solução límpida, incolor a amarela pálido.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Carcinoma das células não-pequenas do pulmão (estádio 3 ou 4).

Como agente isolado em doentes com carcinoma metastático da mama (estádio 4),

nos casos em que o tratamento de quimioterapia contendo antraciclinas e taxanos

tenha falhado ou não seja considerado adequado.

4.2 Posologia e modo de administração

Estritamente para administração intravenosa, após diluição adequada.

A administração intratecal de Vinorrelbina Hikma pode ser fatal.

Posologia

Carcinoma das células não pequenas do pulmão: Em mono-quimioterapia a dose

habitual a administrar é de 25-30 mg/m2, uma vez por semana.

Em poli-quimioterapia: a dose e a frequência da administração dependem do

protocolo seguido pelo médico. Pode ser utilizada a dose normal (25-30 mg/m2),

mas a frequência da administração pode ser reduzida por exemplo para o 1º e 5º

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04-04-2014

INFARMED

dias, com intervalos de 3 semanas ou 1º ou 8º dias, com intervalos de 3 semanas de

acordo com o regime.

Carcinoma da mama avançado ou metastático: A dose habitual é de 25-30 mg/m2,

administrada uma vez por semana.

Administração em idosos

A experiência clínica não identificou diferenças relevantes entre os idosos no que diz

respeito à taxa de resposta, contudo não é de excluir uma maior sensibilidade de

alguns indivíduos ao fármaco. A idade não altera a farmacocinética de vinorelbina.

Administração em doentes com insuficiência hepática

A farmacocinética de vinorrelbina não é alterada em doentes com insuficiência

hepática

moderada

grave.

entanto,

como

medida

precaução,

recomendada uma redução da dose de 20mg/m2 e monitorização rigorosa dos

parâmetros hematológicos em doentes com insuficiência hepática grave (ver secções

4.4 e 5.2)

Administração em doentes com insuficiência renal

Dada a reduzida excreção renal, não há justificação farmacocinética para reduzir a

dose de vinorrelbina em doentes com insuficiência renal.

Administração em crianças

segurança

eficácia

não

estabelecida

crianças,

como

administração não é recomendada.

A dose máxima tolerada por administração é de 35,4 mg/m2 da área de superfície

corporal.

Modo de Administração

Recomenda-se a administração de Vinorrelbina Hikma por perfusão durante 6 - 10

minutos após diluição em 20 - 50 ml de solução injetável de cloreto de sódio

9 mg/ml (0,9%) ou solução injetável de glucose 5%, ou por perfusão de curta

duração, durante 20-30 minutos, após diluição em 125 ml de solução injetável de

cloreto de sódio a 0,9% ou solução injetável de glucose a 5%.

A administração deve ser sempre seguida da perfusão de pelo menos 250 ml de uma

solução isotónica, para lavagem da veia utilizada.

Para instruções de utilização e manuseamento: ver secção 6.6.

4.3 Contraindicações

- Conhecida hipersensibilidade à vinorrelbina ou a outros alcaloides da vinca, ou a

qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

- Contagem de neutrófilos < 1500/mm3 ou existência de infeção grave atual ou

recente (ocorrida nas 2 semanas antecedentes).

- Contagem de plaquetas < 100000/mm3.

- Em conjunto com a vacina da febre-amarela (ver secção 4.5).

- Gravidez (ver secção 4.6).

- Amamentação (ver secção 4.6).

APROVADO EM

04-04-2014

INFARMED

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Advertências especiais

Vinorrelbina Hikma deve ser administrado sob a supervisão de um médico experiente

na utilização de quimioterapia.

Durante o tratamento deve efetuar-se uma vigilância rigorosa dos parâmetros

hematológicos (determinação dos níveis de hemoglobina e do número de leucócitos,

de neutrófilos e de plaquetas antes de cada nova perfusão), uma vez que a inibição

do sistema hematopoiético é o principal risco durante o tratamento com vinorrelbina.

A neutropénia é a principal reação adversa limitante da dose. Este efeito é não

cumulativo, atingindo o seu nível mais baixo entre o 7º e 14º dias após a

administração e é rapidamente reversível no período de 5 a 7 dias. Se o número de

neutrófilos for inferior a 1500/mm3 e/ou o nível de plaquetas for inferior a

100000/mm3, o tratamento deverá ser adiado até que o doente recupere.

Se o doente apresentar sinais ou sintomas que sugiram a presença de uma infeção,

a situação deve ser imediatamente investigada.

doença

pulmonar

intersticial

sido

reportada

maior

frequência

população japonesa. Deve ser exercida especial atenção para essa população

específica.

Precauções especiais de utilização

É aconselhada especial precaução em doentes com antecedentes de doença cardíaca

isquémica (ver secção 4.8).

A farmacocinética de vinorrelbina não é alterada em doentes com insuficiência

hepática moderada a grave. Para ajuste da dose neste grupo de doentes específico,

ver secção 4.2.

Devido ao baixo nível de excreção renal, não existem fundamentos farmacocinéticos

para reduzir a dose de Vinorrelbina Hikma no caso de doentes com insuficiência

renal. Ver secção 4.2

Vinorrelbina Hikma não deve ser administrado simultaneamente com um tratamento

de radioterapia, se a área a tratar incluir o fígado.

Este medicamento é especificamente contraindicado com a vacina da febre-amarela

e o seu uso em simultâneo com vacinas vivas atenuadas não é recomendado.

É necessária precaução quando se combina Vinorrelbina Hikma e potentes inibidores

ou indutores da CYP3A4 (ver secção 4.5 – Interações específicas à vinorrelbina), e

não é recomendada a sua combinação com fenitoína (tal como todos os citotóxicos)

e itraconazol (tal como todos os alcaloides da vinca).

Todo o contacto com os olhos deve ser evitado: existe um risco de irritação severa e

mesmo ulceração da córnea se o medicamento é pulverizado sob pressão. Se houver

contacto com os olhos, deve realizar-se a lavagem imediata dos olhos com solução

injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9).

APROVADO EM

04-04-2014

INFARMED

Para evitar o risco de broncospasmo – principalmente em conjunto com a terapêutica

com mitomicina C, pode ser considerada profilaxia adequada. Os doentes em

ambulatório devem ser informados de que devem comunicar ao médico se ocorrer

dispneia.

É recomendada a monitorização neurológica (controlo do EMG, se necessário) após a

continuação do tratamento com vinorrelbina ou em doentes com risco aumentado.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interações comuns a todos os citotóxicos:

Devido ao aumento do risco de trombose no caso de doenças tumorais, é frequente

a utilização de tratamento com antigoagulantes. Devido à elevada variabilidade

intraindividual da capacidade de coagulação durante as doenças e à eventual

interação entre os antigoagulantes orais e a quimioterapia antineoplásica, se se

decidir

tratar

doente

anticoagulantes

orais,

necessário

aumentar

frequência da vigilância da INR (Razão Normalizada Internacional).

Utilização simultânea contraindicada:

Vacina da febre-amarela: risco potencial de uma doença sistémica fatal associada à

utilização da vacina (ver secção 4.3).

Utilização simultânea não recomendada:

Vacinas vivas atenuadas (para a vacina da febre-amarela, ver Utilização simultânea

contraindicada): risco de doença sistémica, possivelmente fatal. O risco aumenta em

indivíduos que já estão imunodeprimidos pela sua doença subjacente. Recomenda-se

a utilização de uma vacina inativada quando existe (poliomielite) (ver secção 4.4).

Fenitoína: existe o risco de exacerbação das convulsões devido à redução da

absorção gastrointestinal de fenitoína pelo citostático ou risco de uma potenciação da

toxicidade ou possibilidade da redução da eficácia do citostático devida ao aumento

do metabolismo hepático pela utilização da fenitoína.

Utilização simultânea a ter em consideração:

Ciclosporina, tacrolimus: imunossupressão excessiva com risco de linfoproliferação.

Interações específicas aos alcaloides da vinca:

Utilização simultânea não recomendada:

Itraconazole: aumento da neurotoxicidade dos alcaloides da vinca devido à redução

do seu metabolismo hepático.

Utilização simultânea a ter em consideração:

Mitomicina C: aumento do risco de broncospasmos e dispneia, em casos raros foi

observada pneumonite intersticial.

Como os alcaloides da vinca são conhecidos como substratos para a P-glicoproteína,

e na ausência de estudo específico, deve ter-se cuidado quando se combina

vinorrelbina com fortes moduladores deste transportador de membrana.

Interações específicas com a vinorrelbina:

APROVADO EM

04-04-2014

INFARMED

É provável que a utilização simultânea de vinorrelbina e de outros medicamentos

com toxicidade conhecida para a medula óssea aumente as reações adversas

mielossupressoras.

Sendo a CYP3A4 a principal enzima envolvida no metabolismo da vinorrelbina, a

utilização simultânea com fortes inibidores desta isoenzima (tais como, o itraconazol,

cetoconazol)

pode

aumentar

concentrações

séricas

vinorrelbina,

utilização

simultâneo

com fortes

indutores

desta

isoenzima

(tais

como

rifampicina, a fenitoína) pode diminuir as concentrações séricas de vinorrelbina.

Não se observam interações farmacocinéticas quando se combina em simultâneo

vinorrelbina

cisplatina

vários

ciclos

tratamento.

entanto,

comunicada uma maior incidência de granulocitopenia nos doentes que estavam a

receber uma terapêutica de associação com vinorrelbina e cisplatina do que nos

doentes que receberam vinorrelbina isoladamente.

Num estudo clínico de fase I, foi sugerido um aumento na incidência da neutropenia

de grau 3/4, quando da associação de vinorelbina intravenosa e lapatinib. Neste

estudo, a dose intravenosa de vinorelbina recomendada, num esquema posológico

trissemanal, administrado no dia 1 e no dia 8, foi de 22.5mg/m2, em associação com

1000mg de lapatinib, por dia. Este tipo de associação deve ser administrada com

precaução

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A informação disponível quanto ao uso de vinorrelbina em mulheres grávidas é

insuficiente. Estudos em animais mostraram embriotoxicidade e teratogenicidade

(ver secção 5.3). Com base nos resultados dos estudos em animais e da ação

farmacológica do medicamento, existe um risco potencial de embrionia e anomalias

fetais.

Vinorrelbina Hikma não deve, portanto, ser utilizada durante a gravidez a menos que

o benefício esperado supere claramente os potenciais riscos. Se ocorrer uma

gravidez durante o tratamento, a doente deverá ser informada sobre os riscos para o

feto e deverá ser monitorizada com precaução. Deve ser considerada a possibilidade

de aconselhamento genético.

Mulheres em idade fértil:

As mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante o

tratamento e até 3 meses após o tratamento.

Aleitamento

Desconhece-se se a vinorrelbina é excretada no leite materno. A passagem de

vinorrelbina para o leite materno não foi estudada em animais. O risco para o

lactente não podem ser excluído, portanto, a amamentação deve ser interrompida

antes de se iniciar o tratamento com Vinorrelbina Hikma (ver secção 4.3).

Fertilidade

Os homens tratados com vinorrelbina são aconselhados a não conceber filhos

durante o tratamento e até um período mínimo de 3 meses, após o final do

tratamento. É desejável aconselhamento sobre conservação do esperma antes do

APROVADO EM

04-04-2014

INFARMED

início do tratamento dada a possibilidade de infertilidade irreversível devida à

terapêutica com vinorrelbina.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram realizados estudos aos efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas mas em função do perfil farmacodinâmico a vinorelbina não afeta a

capacidade de conduzir e utilizar máquinas. No entanto, é necessária precaução em

doentes tratados com vinorrelbina tendo em conta os efeitos indesejáveis do

medicamento.

4.8 Efeitos indesejáveis

As reações adversas notificadas como mais do que casos isolados, estão listados

abaixo, por classe de sistema de órgãos e por frequência. As frequências são

definidas como: Muito frequentes (≥ 1/10), Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10), Pouco

frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100), Raros (≥ 1/10.000 a < 1/1.000), Muito raros

(< 1/10.000), de acordo com Convenção MedDRA sobre frequência e classe de

sistema de órgãos.

As reações adversas mais frequentemente relatadas são a depressão da medula

óssea com neutropenia, anemia, distúrbios neurológicos, toxicidade gastrointestinal

com náusea, vómito, estomatite e obstipação, alterações dos parâmetros da função

hepática, alopécia e flebite local.

As reações adversas adicionais resultantes da experiência pós-comercialização foram

adicionadas de acordo com a classificação MedDRA como frequência Desconhecido.

Informação detalhada de reações adversas:

As reações foram descritas de acordo com a classificação da O.M.S. (grau 1 = G1;

grau 2 = G2;

grau 3 = G3;

grau 4 = G4;

grau 1-4 = G1-4);

grau 1-2 = G1-2;

grau 3-4 = G3-4).

Infeções e infestações

Frequentes:

- Infeções bacterianas, virais ou fúngicas em diferentes locais (trato respiratório,

urinário, gastrointestinal...), ligeiras a moderadas e normalmente reversíveis com

um tratamento apropriado.

Pouco frequentes:

- Sepsia grave com outras insuficiências viscerais.

- Septicemia.

Muito raros:

- Septicemia complicada e por vezes fatal.

Desconhecido:

- Sepsia neutropénica.

Doenças do sangue e do sistema linfático

Muito frequentes:

APROVADO EM

04-04-2014

INFARMED

- Depressão da medula óssea resultando principalmente em neutropenia (G3:

24,3%; G4: 27,8%), reversível dentro de 5 a 7 dias e não cumulativa ao longo do

tempo.

- Anemia (G3-4: 7,4%).

Frequentes:

- Trombocitopenia (G3-4: 2,5%) pode ocorrer mas raramente é grave.

Desconhecido:

- Neutropenia febril.

- Pancitopénia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecido:

- Reações alérgicas sistémicas como anafilaxia, choque anafilático ou reação tipo

anafilactóide.

Doenças endócrinas

Desconhecido:

- Secreção inapropriada da hormona antidiurética (SIADH).

Doenças do metabolismo e da nutrição

Raros:

- Hiponatrémia grave.

Desconhecido:

- Anorexia.

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes:

- Doenças neurológicas (G 3-4: 2.7%) incluindo a perda dos reflexos nos tendões

profundos.

- Tem sido relatada fraqueza das extremidades inferiores após uma quimioterapia

prolongada.

Pouco frequentes:

- Parestesia grave com sintomas sensoriais e motores são pouco frequentes.

Estes sintomas são geralmente reversíveis.

Cardiopatias

Raros:

- Doença isquémica cardíaca (angina de peito, enfarte do miocárdio, por vezes fatal).

Muito raros:

- Taquicardia, palpitações e distúrbios do ritmo cardíaco.

APROVADO EM

04-04-2014

INFARMED

Vasculopatias

Pouco frequentes:

- Hipotensão, hipertensão, rubor e arrefecimento periférico.

Raros:

- Hipotensão grave, colapso.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes:

- Dispneia e broncospasmos podem ocorrer quando o tratamento com vinorrelbina é

feito em simultâneo com outros alcaloides da vinca.

Raros:

- Doença pulmonar intersticial, por vezes fatal, tem sido relatada particularmente em

doentes tratados em simultâneo com vinorrelbina e mitomicina.

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes:

- Estomatite (G1-4: 15% com vinorrelbina em monoterapia)

- Náuseas e vómitos (G1-2: 30.4% e G 3-4: 2.2%). O tratamento antiemético pode

reduzir a sua ocorrência.

- Obstipação é o principal sintoma (G3-4: 2.7%) que raramente evolui para íleo

paralítico

vinorrelbina

monoterapia

(G3-4:

4.1%)

tratamento

simultâneo de vinorrelbina com outros agentes quimioterápicos.

Frequentes:

- Diarreia normalmente ligeira a moderada, pode ocorrer.

Raros:

- Íleo paralítico, o tratamento pode ser retomado após a recuperação da mobilidade

normal do intestino.

- Pancreatite, têm sido relatados casos.

Alterações hepatobiliares

Muito frequentes:

- Alterações dos parâmetros da função hepática (G1-2) sem sintomas clínicos, foram

relatados (SGOT em 27.6% e SGPT em 29.3%).

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Muito frequentes:

- Alopecia, normalmente de natureza ligeira, pode ocorrer (G3-4: 4.1% com

vinorrelbina em monoterapia).

Raros:

Reações

cutâneas

generalizadas

têm

sido

relatadas

utilização

vinorrelbina.

Desconhecido:

- Síndrome eritrodisestesia palmo-plantar.

APROVADO EM

04-04-2014

INFARMED

Afeções músculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Frequentes:

- Artralgia, incluindo dor no maxilar e mialgia.

Perturbações gerais e alterações no local da administração

Muito frequentes:

- Reações no local da injeção podem incluir eritema, dor no local da injeção,

descoloração da veia e flebite no local da injeção (G 3-4: 3.7% com vinorrelbina em

monoterapia)

Frequentes:

- Astenia, fadiga, febre, dor em locais diferentes incluindo no peito e no local do

tumor, têm sido relatados em doentes tratados com vinorrelbina.

Raros:

- Necrose local, tem sido observada. O adequado posicionamento da agulha ou

cateter e injeção em bólus, seguido de lavagem da veia utilizada pode limitar estes

efeitos.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail:farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Sintomas

A sobredosagem com Vinorrelbina Hikma pode originar hipoplasia da medula óssea,

por vezes associada a infeção, febre e íleo paralítico.

Procedimento de emergência

Medidas gerais de suporte, juntamente com transfusão de sangue, fatores de

crescimento e antibioticoterapia de largo espectro deve ser considerada necessária

pelo médico.

Antídoto

Não existe antídoto conhecido para a sobredosagem de Vinorrelbina Hikma.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

APROVADO EM

04-04-2014

INFARMED

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico: 16.1.7 Citotóxicos que interferem pela tubulina.

Código ATC: L01 CA04 (Alcaloides da vinca e análogos).

Vinorrelbina Hikma é um antineoplásico da família dos alcaloides da vinca, mas

contrariamente aos outros alcaloides da vinca, a parte catarantina da vinorrelbina foi

estruturalmente modificada. A nível molecular atua sobre o equilíbrio dinâmico da

tubulina no sistema microtubular da célula. Inibe a polimerização da tubulina e liga-

se preferencialmente aos microtúbulos mitóticos, afetando os microtúbulos axonais

apenas em fortes concentrações. A indução da espiralização da tubulina é inferior à

produzida pela vincristina. A vinorrelbina bloqueia a mitose nas fases G2-M e

provoca a morte celular na interfase ou na mitose seguinte.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Os parâmetros farmacocinéticos de vinorrelbina foram avaliados no sangue.

Distribuição

O volume de distribuição no estado de equilíbrio é grande, com o valor médio de

21,2

l.kg-1 (intervalo: 7,5-39,7 l.Kg-1), indicando uma grande distribuição tecidular. A

vinorrelbina apresenta uma elevada afinidade para com as plaquetas e os linfócitos.

A ligação às proteínas plasmáticas é fraca (13,5%). No entanto, a vinorrelbina liga-

se fortemente às células sanguíneas e especialmente às plaquetas. 78% do total de

vinorrelbina fixada no sangue está associada às plaquetas e 4,8% aos linfócitos A

avaliação por meio de biópsias cirúrgicas pulmonares revelou uma significativa

retenção de vinorrelbina nos pulmões, mostrando uma concentração 300 vezes

maior que no plasma. Não se detetou vinorrelbina no sistema nervoso central.

Biotransformação

Todos os metabolitos da vinorrelbina resultam da isoforma CYP 3A4 dos citocromos

P450,

exceto

4-O-diacetilvinorrelbina,

provavelmente

obtido

ação

carboxilesterases. O 4- O-diacetilvinorrelbina é o único metabolito ativo e o principal

observado no sangue.

Não são encontrados conjugados do sulfato ou glucuronida.

Eliminação

A semivida terminal média da vinorrelbina é cerca de 40 horas. A depuração

sanguínea é elevada, aproximando-se do fluxo sanguíneo hepático e o seu valor

médio é 0,72 l.h-1.kg-1 (intervalo: 0,32-1,26 l.h-1.kg-1).

A eliminação renal é baixa (< 20% da dose intravenosa administrada) e consiste

principalmente em compostos aparentados. A excreção biliar é a principal via de

eliminação, tanto para os metabolitos como para a vinorrelbina inalterada, que é o

principal composto recuperado.

Grupos especiais de doentes

APROVADO EM

04-04-2014

INFARMED

Compromisso renal

Não foram avaliados os efeitos da insuficiência renal sobre a disponibilidade da

vinorrelbina. Contudo, devido à fraca eliminação renal, não está indicada a redução

da dose em caso de insuficiência renal.

Compromisso hepático

primeiro

estudo

referiu

efeitos

insuficiência

hepática

sobre

farmacocinética

vinorrelbina.

Este

estudo

realizado

doentes

metástases do fígado, devido ao cancro da mama, tendo concluído que só se

observou alteração na clearance média da vinorrelbina nos casos em que mais de 75

% do fígado estava envolvido.

Foi realizado um estudo farmacocinético de ajuste da dose, de fase I, em doentes

cancerosos

insuficiência

hepática:

doentes

insuficiência

moderada

(bilirrubina ≤ 2 x UNL e transaminases ≤ 5 x UNL) tratados com uma dose até 25

mg/m2

doentes

insuficiência

grave

(bilirrubina

>

e/ou

transaminases > 5 x UNL) tratados com uma dose até 20 mg/m2. Nestes dois

subgrupos de doentes, a clearance total média foi semelhante à dos doentes que

apresentavam

normal

funcionamento

função

hepática.

Portanto,

farmacocinética da vinorrelbina não é modificada em doentes que apresentam

insuficiência hepática grave ou moderada. Contudo, como medida de precaução, a

administração de uma dose reduzida de 20 mg/m2 e uma monitorização rigorosa dos

parâmetros hematológicos é recomendada nos doentes com insuficiência hepática

grave: ver secções 4.4 e 5.2.

Doentes idosos

Um estudo com vinorrelbina em pacientes idosos (≥ 70 anos) com cancro do pulmão

de não pequenas células (NSCLC) demonstrou que a farmacocinética da vinorrelbina

não é influenciada pela idade. No entanto, tendo em conta que os doentes idosos são

frágeis, devem ser tomadas precauções quando a dose de vinorrelbina é aumentada:

ver secção 4.2.

Relações farmacocinéticas/farmacodinâmicas

Demonstrou-se uma forte relação entre a exposição sanguínea a os decréscimos de

PMN ou leucócitos.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Potencial mutagénico e carcinogénico

Nos estudos efetuados com animais, a vinorrelbina induziu aneuploidia e poliploidia.

Pode assumir-se que a vinorrelbina pode igualmente provocar efeitos genotóxicos

nos humanos (aneuploidia e poliploidia). Os resultados relativamente ao potencial

carcinogénico no ratinho e no rato foram negativos, mas foram apenas testadas

doses baixas.

Testes de toxicidade reprodutiva

Nos estudos de reprodução efetuados em animais, firam observados efeitos em

doses subterapêuticas. Observou-se toxicidade embrionária e fetal, tal como atraso

no crescimento intrauterino e atraso na ossificação.

APROVADO EM

04-04-2014

INFARMED

Foi observada teratogenicidade (fusão das vértebras, ausência de algumas costelas)

em doses tóxicas para a mãe. Além disso, a espermatogénese e as secreções da

próstata e da vesícula seminal foram reduzidas, mas a fertilidade nos ratos não

diminuiu.

Segurança farmacológica

estudos

de segurança

farmacológica

efetuados no

cão

macaco

não

revelaram efeitos adversos no sistema cardiovascular.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Água para preparações injetáveis e azoto.

6.2 Incompatibilidades

Vinorrelbina Hikma não deve ser diluída em soluções alcalinas por haver risco de

precipitação.

Este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos, com exceção

dos mencionados em 6.6.

6.3 Prazo de validade

O prazo de validade deste medicamento na sua embalagem de origem é de 3 anos.

Sob o ponto de vista microbiológico, após diluição em solução injetável de cloreto de

sódio a 0,9% ou solução injetável de glucose a 5%, o medicamento deve ser usado

imediatamente. O tempo de armazenagem e as condições de utilização são da

responsabilidade do utilizador e não deverá ser superior a 24 horas se guardado no

frigorífico (2ºC – 8ºC), em frasco de vidro neutro ou sacos de PVC, a menos que a

preparação tenha sido realizada em condições assépticas controladas e validadas.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a 2ºC – 8ºC (no frigorífico). Não congelar.

Conservar na embalagem de origem de modo a proteger da luz.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Vinorrelbina Hikma é acondicionada em frascos de vidro incolor (tipo I) de volume

apropriado fechados com rolha de bromobutilo e selados com uma cápsula de

alumínio com cobertura de plástico, para facilitar a abertura.

Vinorrelbina Hikma 10 mg/ml concentrado para solução para perfusão.

Embalagens com 1 e 10 frascos de 1 ml (10 mg/1 ml)

Embalagens com 1 e 10 frascos de 5 ml (50 mg/5 ml)

6.6 Precauções especiais de eliminação

APROVADO EM

04-04-2014

INFARMED

A preparação e a administração de Vinorrelbina Hikma devem ser realizadas por

pessoal experiente.

Durante a preparação dever-se-ão usar adequada proteção para os olhos, luvas

descartáveis, máscara facial e avental descartável. Os eventuais derramamentos ou

perdas deverão ser imediatamente limpos.

Dever-se-á evitar qualquer contacto com os olhos. Caso ocorra contacto, dever-se-á

fazer uma lavagem imediata com solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml

(0.9%).

No final da preparação, todas as superfícies expostas deverão ser completamente

limpas, devendo ainda proceder-se à lavagem do rosto e das mãos.

Recomenda-se a administração de Vinorrelbina Hikma por perfusão durante 6 - 10

minutos após diluição em 20 – 50 ml de solução injetável de cloreto de sódio

9 mg/ml (0,9%) ou solução injetável de glucose 5%. A administração deve ser

sempre seguida da perfusão de pelo menos 250 ml de uma solução isotónica, para

lavagem da veia utilizada.

Vinorrelbina Hikma deve ser administrada estritamente por via intravenosa: é muito

importante certificar que a cânula está bem colocada na veia, antes de iniciar a

perfusão

Vinorrelbina

Hikma.

fármaco

extravasar

para

tecidos

circundantes, durante a administração, pode ocorrer uma considerável irritação local.

Neste caso, a administração deverá ser interrompida, a veia deverá ser lavada com

soro fisiológico e a dose remanescente deverá ser administrada noutra veia.

Em caso de extravasão e para reduzir o risco de flebite, dever-se-á proceder de

imediato à administração de um glucocorticoide por via intravenosa.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo

com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Hikma Farmacêutica (Portugal), S.A.

Estrada do Rio da Mó, nº8, 8A e 8B - Fervença

2705-906 Terrugem SNT

Portugal

Tel.: 21 960 84 10

Fax.: 21 961 51 02

e-mail: geral@hikma.pt

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Embalagem com 1 frasco de 1 ml

Registo nº 5102660

Embalagem com 10 frascos de 1 ml

Registo nº 5102678

Embalagem com 1 frasco de 5 ml

Registo nº 5102702

Embalagem com 10 frascos de 5 ml

Registo nº 5102710

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

04-04-2014

INFARMED

Data da primeira autorização: 09 de março de 2009

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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