Vinorrelbina Axton 10 mg/ml Concentrado para solução para perfusão

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Vinorrelbina
Disponível em:
Fair-Med Healthcare GmbH
Código ATC:
L01CA04
DCI (Denominação Comum Internacional):
Vinorrelbina
Dosagem:
10 mg/ml
Forma farmacêutica:
Concentrado para solução para perfusão
Composição:
Vinorrelbina, tartarato 13.85 mg/ml
Via de administração:
Via intravenosa
Unidades em pacote:
Frasco para injectáveis - 1 unidade(s) - 1 ml
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea a)
Grupo terapêutico:
16.1.7 Citotóxicos que interferem com a tubulina
Área terapêutica:
vinorelbine
Resumo do produto:
5100714 - Frasco para injetáveis 1 unidade(s) 1 ml - Tipo de embalagem: ReconstituídaPrazo de validade: Condições: Uso imediatoTipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Não congelar - Não comercializado - 10032441 - ; 5100722 - Frasco para injetáveis 1 unidade(s) 5 ml - Tipo de embalagem: ReconstituídaPrazo de validade: Condições: Uso imediatoTipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Não congelar - Não comercializado - 10032466 -
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
PT/H/233/01/MR
Data de autorização:
2008-04-07

APROVADO EM

05-05-2009

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Vinorrelbina Axton 10 mg/ml

Concentrado para solução para perfusão

(Vinorrelbina)

Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos

secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Vinorrelbina Axton e para que é utilizado

2. Antes de utilizar Vinorrelbina Axton

3. Como utilizar Vinorrelbina Axton

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Vinorrelbina Axton

6. Outras informações

1. O QUE É Vinorrelbina Axton E PARA QUE É UTILIZADO

Vinorrelbina Axton é um concentrado para solução para perfusão. A substância activa

vinorrelbina pertence ao grupo dos agentes citostáticos. Estes agentes interferem

com o crescimento das células malignas.

Vinorrelbina

Axton

está

indicado

tratamento

doença

oncológica,

especificamente de carcinoma pulmonar não-microcelular e carcinoma mamário.

2. ANTES DE UTILIZAR Vinorrelbina Axton

Não utilize Vinorrelbina Axton

-se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa, vinorrelbina, ou a qualquer

dos medicamentos antineoplásicos do grupo dos designados por alcalóides da vinca

-se tem um número reduzido de glóbulos brancos ou uma infecção grave actual ou

recente (nas duas últimas semanas)

-se tem um número reduzido de plaquetas

-se sofre de disfunção hepática grave não relacionada com o carcinoma que esteja a

ser tratada com vinorrelbina

-se está a receber a vacina da febre amarela -se está grávida

-se está a amamentar

Tome especial cuidado com Vinorrelbina Axton

-se está a fazer radioterapia que, no campo de tratamento, inclua o fígado

está,

mesmo

tempo,

tomar

certas

formas

vacinas

(vacinas

organismos vivos atenuados)

-se sofre de disfunção hepática severa relacionada com o carcinoma -se apresenta

indícios ou sintomas de infecção (febre, arrepios, etc.). Deve informar o seu médico

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05-05-2009

INFARMED

imediatamente,

para

este

possa

efectuar

quaisquer

testes

sejam

necessários

-deve ser rigorosamente evitado qualquer contacto com os olhos. Existe risco de

irritação severa e, inclusive, de ulceração da córnea. Caso ocorra algum contacto

com os olhos, é necessário lavá-los imediatamente com soro fisiológico.

-os homens que estejam a ser tratados com vinorrelbina são aconselhados a não

gerar filhos durante e até seis meses após o tratamento.

Utilizar Vinorrelbina Axton com outros medicamentos

Informe

seu médico

farmacêutico se

estiver

tomar

ou tiver tomado

recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita

médica.

Gravidez e aleitamento

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Não

deve

administrado

Vinorrelbina

Axton

estiver

grávida

amamentar.

tratamento

mesmo

necessário,

terá

interromper

amamentação.

As mulheres devem tomar medidas para evitar a gravidez durante o tratamento e

durante pelo menos três meses após o termo do tratamento.

Os homens que estejam a ser tratados com vinorrelbina devem assegurar-se de que

a sua companheira não engravida durante e até seis meses após o tratamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Após o tratamento com vinorrelbina podem ocorrer efeitos secundários que podem

diminuir a sua capacidade para conduzir ou para operar máquinas. Caso comece a

sentir se indisposto, não deve desempenhar tarefas que requeiram um elevado grau

de concentração mental, como conduzir automóveis ou operar máquinas.

Informações importantes sobre alguns componentes de Vinorrelbina Axton

Não aplicável

3. COMO UTILIZAR Vinorrelbina Axton

A preparação e administração de Vinorrelbina Axton só podem ser efectuadas por um

profissional de saúde qualificado, especializado em oncologia.

Antes de cada administração será feita a colheita de uma amostra de sangue para

análise dos seus componentes, a fim de confirmar se o paciente tem glóbulos

suficientes para receber Vinorrelbina Navirel. Caso os resultados desta análise não

sejam satisfatórios, o tratamento do paciente pode ser adiado e serem feitos novos

exames, até que estes valores voltem ao normal.

Normalmente, a vinorrelbina é administrada uma vez por semana. A dose habitual

para adultos é de 25 a 30 mg/m². Devem ser sempre seguidas as instruções do seu

médico.

Vinorrelbina Axton deve ser administrado sempre numa veia. O uso da via intratecal

está contra-indicado.

Ajustamento da dose:

-Em caso de insuficiência hepática significativa, a dose pode ser alterada pelo seu

médico. Deve seguir as instruções do seu médico.

-Em caso de insuficiência renal, não é necessário ajustar a dose. Deve seguir as

instruções do seu médico.

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05-05-2009

INFARMED

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico

Se utilizar mais Vinorrelbina Axton do que deveria

O seu médico deverá assegurar-se de que lhe é administrada a dose adequada à sua

situação. Contudo, deverá contactar o seu médico, os serviços de urgência ou o seu

farmacêutico se tiver quaisquer suspeitas ou se apresentar sintomas de uma

potencial sobredosagem, tais como febre, indícios de infecção ou obstipação.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSIVEIS

Como todos os medicamentos, Vinorrelbina Axton pode causar efeitos secundários,

no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos

secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Se os efeitos secundários se mantiverem e causarem incómodo, informe o seu

médico

farmacêutico.

Alguns

efeitos

secundários

podem

necessitar

tratamento.

Seguidamente, listam-se alguns dos efeitos secundários que foram registados após o

tratamento com vinorrelbina.

Frequência:

-Muito frequentes (Efeitos secundários que ocorrem em mais de 1 em cada 10

pacientes)

-Frequentes (Efeitos secundários que ocorrem em menos de 1 em cada 10 pacientes,

mas em mais de 1 em cada 100 pacientes)

-Pouco frequentes (Efeitos secundários que ocorrem em menos de 1 em cada 100

pacientes, mas em mais de 1 em cada 1.000 pacientes)

-Raros (Efeitos secundários que ocorrem em menos de 1 em cada 1.000 pacientes,

mas em mais de 1 em cada 10.000 pacientes)

-Muito raros (Efeitos secundários que ocorrem em menos de 1 em cada 10.000

pacientes)

Caso note algum dos efeitos secundários que se seguem, informe de imediato o seu

médico. Todos eles são efeitos secundários graves. Poderá necessitar de cuidados

médicos urgentes.

Muito frequentes

- Alterações no sangue (diminuição da contagem de

leucócitos e de eritrócitos)

Perturbações

aparelho

digestivo

(vómitos,

diarreia, inflamação da mucosa bucal, inflamação do

esófago (canal que liga a boca ao estômago))

- Perturbações gerais (perda de algumas reacções

reflexas

Frequentes

- Alterações no sangue (diminuição da contagem de

plaquetas (corpúsculos do sangue que ajudam a

estancar as hemorragias))

Perturbações

gerais

(infecção,

dificuldades

respiratórias ou reacções dérmicas em resultado de

reacções alérgicas à vinorrelbina, infecções severas

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05-05-2009

INFARMED

que podem causar a morte)

- Problemas nervosos (sensação de formigueiro ou

picadas,

aumento

diminuição

tensão

muscular)

- Problemas respiratórios (dispneia)

Raros

- Diminuição severa do teor de sódio no sangue

Perturbações

aparelho

digestivo

(obstrução

intestinal, inflamação do pâncreas (órgão que regula

o valor da glucose no sangue))

Perturbações

cardíacas

(doença

cardíaca

como

angina pectoris (dores severas no peito), enfarte de

miocárdio, arritmia cardíaca)

Problemas

respiratórios

(inflamação

tecido

pulmonar)

Perturbações

gerais

(reacções

cutâneas

generalizadas)

- Reacções locais (perturbações dérmicas severas no

local da injecção)

Muito raros

Síndroma

SIADH

sintomas

síndroma

incluem

aumento

peso,

náuseas,

cãibras

musculares)

Caso note algum dos efeitos secundários que se seguem, informe o seu médico o

mais rapidamente possível.

Muito frequentes

Perturbações

aparelho

digestivo

(febre,

náuseas, obstipação)

Perturbações

gerais

(queda

cabelo,

fadiga,

fraqueza física anormal, perda de apetite, dores em

diversas localizações)

Reacções

locais

(sensação

queimadura

inflamação no local da injecção)

Perturbações

hepáticas

(valores

anormais

exames de sangue)

Frequentes

Perturbações

gerais

(reacções

dérmicas,

dores

articulares, dores musculares)

Problemas

renais

(valores

aumentados

creatinina

(análise

sanguínea

para

avaliação

função renal))

Raros

- Perturbações gerais (dores maxilares, fraqueza nas

pernas)

Se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o

seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR Vinorrelbina Axton

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Conservar no frigorífico (2ºC a 8ºC). Conservar o frasco na embalagem de origem

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INFARMED

Não utilize Vinorrelbina Axton após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não

necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Vinorrelbina Axton

A substância activa é a vinorrelbina (como tartarato), 10 mg/ml.

O outro componente é água para preparações injectáveis

Qual o aspecto de Vinorrelbina Axton e conteúdo da embalagem

Vinorrelbina Axton é uma solução amarela pálido, límpida que é fornecida em frascos

para injectáveis de vidro.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Axton - Produtos Farmacêuticos Unip.,Lda.

Rua Alto do Montijo, Edificio Monsanto, Lt13 - 1º Esq.

Portela de Carnaxide

2790-012 Carnaxide

Fabricante

Cancernova GmbH – Onkologische Arzneimittel

Hirtenweg 2-4 – 79276 Reute

Denmark

Este folheto foi aprovado pela última vez em

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INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Vinorrelbina Axton10 mg/ml concentrado para solução para perfusão

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Vinorrelbina (como tartarato) 10 mg/ml.

Cada frasco para injectáveis de 1 ml contém um total de 10 mg de vinorrelbina

(como tartarato)

Cada frasco para injectáveis de 5 ml contém um total de 50 mg de vinorrelbina

(como tartarato)

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Concentrado para solução para perfusão

Solução amarela claro, límpida e incolor

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

A vinorrelbina está indicada no tratamento de:

- Como agente único em pacientes com carcinoma mamário metastático (estádio 4)

nas quais o tratamento de quimiorerapia contendo antraciclina e taxano falhou ou

não é adequado.

- Carcinoma pulmonar não de pequenas células (estádios 3 ou 4).

4.2 Posologia e modo de administração

Vinorrelbina deve ser administrada sob supervisão de um médico experimentado no

uso de quimioterapia.

Exclusivamente por injecção intravenosa, por meio de uma linha de perfusão.

O uso da via intratecal está contra-indicado.

Em adultos

- Vinorrelbina é, habitualmente, administrada na dose de 25 a 30 mg/m2 uma vez

por semana.

Em associação com outros agentes citostáticos, a dose exacta deve ser retirada do

protocolo de tratamento.

Vinorrelbina pode ser administrada por bólus lento (5 – 10 minutos) após diluição em

20- 50 ml de soro fisiológico ou solução de glucose a 50 mg/ml (5%) ou por uma

perfusão breve (20 – 30 minutos) após diluição em 125 ml de soro fisiológico ou

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solução de glucose a 50 mg/ml (5%). A administração deve ser sempre seguida de

uma perfusão de solução isotónica para lavar a veia.

Ajustamento da dose

O metabolismo e a depuração da vinorrelbina são, sobretudo, hepáticos: Apenas

18,5% são excretados, inalterados, na urina. Não está disponível qualquer estudo

prospectivo relacionando o metabolismo alterado da substância activa com os seus

efeitos farmacodinâmicos, a fim de estabelecer directivas para a redução da dose de

vinorrelbina em pacientes com disfunção hepática ou renal.

Disfunção hepática

Em pacientes com carcinoma mamário, a depuração da vinorrelbina não é alterada

na presença de metástases hepáticas moderadas (i.e. 75% do volume hepático

substituído pelo tumor). Nestes pacientes, não há fundamentação farmacocinética

para reduzir as doses de vinorrelbina.

Em pacientes com metástases hepáticas massivas (i.e.> 75% do volume hepático

substituído pelo tumor), o impacto real sobre a diminuição da capacidade de

eliminação do medicamento pelo fígado não foi caracterizado. Nestes pacientes,

sugere-se, empiricamente, que a dose seja reduzida de 1/3 e que a toxicidade

hematológica seja acompanhada de perto.

Disfunção renal

Não há fundamentação farmacocinética para reduzir a dose de vinorrelbina em

pacientes com disfunção renal.

A toxicidade limitativa da dose de vinorrelbina é, principalmente, a neutropénia. O

efeito ocorre, geralmente, entre o 8º e o 12º dias após a administração do

medicamento, é de curta duração e não é cumulativo. Se a contagem de neutrófilos

for inferior a 2000/mm³ e/ou a contagem de plaquetas for inferior a 75000/mm³, o

tratamento deve ser suspenso até à recuperação. É de esperar que a administração

do medicamento seja atrasada de uma semana em cerca de 35% dos processos de

tratamento.

Dose tolerada máxima por administração: 35,4 mg/m² de área de superfície

corporal.

Dose total máxima por administração: 60 mg.

A segurança e a eficácia do medicamento em crianças e adolescentes não foram

demonstradas.

4.3 Contra-indicações

-Hipersensibilidade à vinorrelbina ou a outros alcalóides da vinca

-Contagem de neutrófilos <1500/mm³ ou infecção grave actual ou recente (nas

últimas 2 semanas).

-Contagem de plaquetas inferior a 75000/mm³

-Disfunção hepática grave não relacionada com o processo tumoral

-Em associação com a vacina da febre-amarela

-Gravidez (ver secção 4.6).

-Aleitamento (ver secção 4.6).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

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INFARMED

- A vinorrelbina deve ser administrada exclusivamente por via intravenosa. O uso da

via intratecal está contra-indicado. A administração deve ser sempre seguida de uma

perfusão de solução isotónica para lavar a veia.

- A vinorrelbina deve ser administrada por via intravenosa com grande precisão: É

muito importante ter a certeza de que a cânula foi rigorosamente colocada dentro da

veia antes de dar início à perfusão de vinorrelbina. Se a vinorrelbina extravasar

durante a administração intravenosa, isso pode causar irritação local intensa. Nesse

caso, a perfusão deve ser imediatamente interrompida, a veia bem lavada com soro

fisiológico

restante

dose

administrado

noutra

veia.

caso

extravasamento, podem ser dados glucosteróides por via intravenosa, a fim de

reduzir o risco de flebite.

tratamento

deve

lugar

cuidadosa

monitorização

hematológica

(determinação do nível de hemoglobina e do número de leucócitos, granulócitos e

plaquetas antes da administração de cada nova injecção). Se a contagem de

neutrófilos for inferior a 1500/mm³ e/ou a contagem de plaquetas for inferior a

75000/mm³, o tratamento deve ser suspenso até à recuperação e o paciente deve

ser observado (ver secção 4.2).

- Se os pacientes apresentarem sinais ou sintomas indicadores de infecção, deve ser

feita uma investigação urgente.

- Se existir disfunção hepática significativa, a dose deve ser reduzida: recomenda-se

cautela e é necessária a monitorização cuidadosa dos parâmetros hematológicos (ver

secção 4.2).

- Em caso de disfunção renal, devido ao reduzido nível de excreção renal, não é

necessária a alteração da dose (ver secções 4.2 e 5.2).

- A vinorrelbina deve não ser administrada em simultâneo com radioterapia, se o

campo de tratamento incluir o fígado.

- De um modo geral, o medicamento não é recomendado em associação com vacinas

preparadas com organismos vivos atenuados.

- Deve ser rigorosamente evitado qualquer contacto com os olhos: risco de irritação

grave e até de ulceração da córnea se o medicamento for pulverizado sob pressão.

Caso ocorra algum contacto com os olhos, é necessário lavá-los imediatamente com

abundante solução isotónica.

- A vinorrelbina pode ter efeitos genotóxicos. Portanto, os homens que estejam a ser

tratados com vinorrelbina são aconselhados a não conceber filhos durante e até seis

meses após o tratamento. As mulheres potencialmente férteis devem recorrer a um

método anticoncepcional eficiente durante o tratamento e até três meses depois.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

A associação de vinorrelbina com cisplatina (uma associação muito comum) não

afecta os parâmetros farmacocinéticos. Porém, verifica-se uma incidência mais

elevada de granulocitopenia na associação de vinorrelbina com cisplatina do que na

monoterapia com vinorrelbina.

Dado

metabolismo

vinorrelbina

envolve

principalmente

CYP3A4,

associações com indutores (por exemplo fenitoina, rifampicina) ou inibidores desta

enzima (por exemplo itraconazole, cetoconazole) podem modificar a farmacocinética

da vinorrelbina.

O uso simultâneo de alcalóides da vinca e de mitomicina C aumenta o risco de

broncospasmos e dispneia. Em casos raros, particularmente na associação com

mitomicina, foi observada uma pneumonite intersticial.

APROVADO EM

05-05-2009

INFARMED

A vinorrelbina é um substrato da P-glicoproteína e o uso simultâneo com inibidores

indutores

desta

proteína

transporte

pode

afectar

concentração

vinorrelbina

4.6 Gravidez e aleitamento

-Gravidez

Não existem dados suficientes relativamente ao uso de vinorrelbina em mulheres

grávidas. Nos estudos de reprodução efectuados em animais, a vinorrelbina mostrou

ser letal e teratogénica para o embrião/feto. As mulheres não devem engravidar

durante o tratamento. Este medicamento não deve usado durante a gravidez. Caso

ocorra

gravidez

durante

tratamento,

recomendável

fazer

aconselhamento genético.

As mulheres potencialmente férteis devem ser aconselhadas a recorrer a métodos

anticoncepcionais eficazes durante o tratamento e até três meses depois e, caso

engravidem, devem informar o médico.

-Aleitamento

Não existem dados relativamente à excreção da vinorrelbina para o leite materno.

Por conseguinte, o aleitamento deve ser descontinuado antes de iniciar o tratamento

com este medicamento.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

A toxicidade da medula óssea o os sintomas gastro-intestinais são os efeitos

indesejáveis mais frequentes e relevantes da vinorrelbina em monoterapia e em

terapia de associação. Na quimioterapia de associação de vinorrelbina com outros

medicamentos antineoplásicos deve ser considerado que os efeitos indesejáveis

listados podem ocorrer mais frequentemente e em grau mais grave do que os efeitos

indesejáveis observados durante e após a monoterapia. Além disso, os efeitos

indesejáveis

adicionais,

específicos

outros

medicamentos,

devem

considerados

Frequências:

Muito frequentes (>1/10)

Frequentes (>1/100, <1/10)

Pouco frequentes (>1/1.000, <1/100)

Raros (>1/10.000 <1/1.000)

Muito raros

(<1/10.000), incluindo notificações isoladas

Infecções e infestações

Frequentes

Infecção

Doenças do sangue e do sistema

linfático

Muito frequentes

Neutropenia, anemia

Frequentes

Trombocitopenia,

neutropenia

febril,

sepsia

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INFARMED

neutropénica com potencial desenlace fatal

Doenças do sistema imunitário

Frequentes

Reacções

alérgicas

(reacções

cutâneas,

reacções

respiratórias)

Doenças do metabolismo e da

nutrição

Raros

Hiponatrémia grave

Muito raros

Síndroma SIADH

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes

Obstipação

(ver

também

“Doenças

gastrointestinais”), perda dos reflexos tendinosos

profundos

Frequentes

Parastesias, perturbações

neurosensoriais

neuromotoras,

síndroma

Guillain-Barré

Raros

Falta de forças nas extremidades inferiores, ileon

paralítico (ver também “Doenças gastrointestinais”)

Cardiopatias

Raros

doença

cardíaca

isquémica,

como

angina

pectoris,

modificações

transitórias

electrocardiograma, enfarte de miocárdio

Doenças respiratórias, torácicas

e do mediastino

Frequentes

Dispneia, broncospasmos

Raros

Doença pulmonar intersticial

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes

Obstipação

(ver

também

“Doenças

sistema

nervoso”), náuseas, vómitos, diarreia, estomatite,

esofagite, anorexia

Raros

Pancreatite, ileon paralítico (ver também “Doenças

do sistema nervoso”)

Afecções hepatobiliares

Muito frequentes

Valores anormais da função hepática (aumento da

bilirubina total, da fosfatase alcalina, da aspartato

aminotransferase, da alanina aminotransferase)

Afecções dos tecidos cutâneos e

subcutâneos

Muito frequentes

Alopecia

Frequentes

Reacções cutâneas

Raros

Reacções cutâneas generalizadas

Afecções

musculosqueléticas

dos tecidos conjuntivos

Frequentes

Mialgia, artralgia

Raros

Dores maxilares

Doenças renais e urinárias

Frequentes

Aumento da creatinina

APROVADO EM

05-05-2009

INFARMED

Perturbações gerais e alterações

no local de administração

Muito frequentes

Fadiga,

febre,

dores

diferentes

localizações,

astenia, eritema no local da injecção, dores no local

injecção,

descoloração

local

injecção,

flebite no local da injecção

Raros

Necrose no local da injecção

Graus (G) de toxicidade segundo a classificação da OMS.

Infecções e infestações

-Podem desenvolver-se infecções, frequentemente, sobretudo devido a supressão da

medula óssea.

Doenças do sangue e do sistema linfático

- A toxicidade limitativa da dose é a depressão da medula óssea, que se manifesta,

principalmente, sob a forma de neutropénia (G1: 9,7%; G2: 15,2%; G3: 24,3%;

G4: 27,8%), que é reversível entre 5 e 7 dias e não-cumulativa; a contagem de

neutrófilos

alcança

geralmente

valor

mínimo

entre

dias

após

administração.

- Podem ocorrer neutropénia febril e sepsia neutropénica que, em alguns casos

(1,2%), tiveram desenlace fatal.

Podem

ocorrer

anemia

(G1-2:

61,2%;

G3-4:

monoterapia)

trombocitopénia (G1-2: 5,1%; G3-4: 2,5 % em monoterapia), mas raramente estas

situações são graves.

Doenças do sistema imunitário

-São frequentes as reacções alérgicas (reacções cutâneas, reacções respiratórias).

Doenças do metabolismo e da nutrição

-Foram notificados casos raros de hiponatriémia grave e casos muito raros de

síndroma

SIADH

(desequilíbrio

fluidos

electrólitos

devido

secreção

inadequada da hormona antidiurética).

Doenças do sistema nervoso

Sistema nervoso periférico

As condições neurológicas (G1: 17,2%; G2: 3,6%; G3: 2,6%; G4: 0,1%) limitam-se

normalmente à perda dos reflexos tendinosos profundos.

Pode

ocorrer

desenvolvimento

parestesias

graves

perturbações

neurosensoriais e neuromotoras (G2: 3,6%; G3: 2,6%; G4: 0,1%). Muito raramente

a síndroma de Guillain-Barré.

Foi referida falta de forças nas extremidades inferiores após tratamento prolongado.

Estes sintomas são, geralmente, reversíveis.

Sistema nervoso autónomo

O sintoma mais importante é a obstipação (G1: 16,9%; G2: 4,9%; G3: 2%; G4:

0,7%),

raramente

evolui

para ileon

paralítico

(ver

também

“Doenças

gastrointestinais”).

A incidência destas reacções pode aumentar quando vinorrelbina é associado a outra

quimioterapia.

APROVADO EM

05-05-2009

INFARMED

Cardiopatias

Foi notificada, em casos raros, doença cardíaca isquémica (angina pectoris e/ou

modificações transitórias do electrocardiograma, enfarte de miocárdio).

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

À semelhança de outros alcalóides da vinca, a vinorrelbina pode causar dispneia e

broncospasmos. Foram notificados casos raros de doença pulmonar intersticial,

especialmente

pacientes

tratados

vinorrelbina

associação

mitomicina.

Doenças gastrointestinais

- Observam-se, com muita frequência, náuseas e vómitos (G1: 19,9%; G2: 8,3 %).

Com frequência, observam-se náuseas e vómitos graves (G3: 1,9%; G4: 0,3 %). A

incidência das náuseas e vómitos pode aumentar, quando vinorrelbina é associado a

outra quimioterapia. O tratamento com um anti-emético pode reduzir a frequência.

- Obstipação e ileon paralítico (ver também “Sistema nervoso autónomo”). O

tratamento pode ser reiniciado depois da recuperação da função intestinal normal.

- Podem ocorrer estomatite e diarreia (G1: 7,6%; G2: 3,6%; G3: 0,7%; G4: 0,1%),

bem como esofagite. A diarreia grave é pouco frequente.

- Observa-se, com muita frequência, anorexia (G1-2: 14%; G3: 1 %).

- Foram notificados casos raros de pancreatite.

Afecções hepatobiliares

Foi notificado o aumento temporário dos valores da função hepática, sem sintomas

clínicos: bilirubina total, fosfatase alcalina, aspartato aminotransferase, alanina

aminotransferase.

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutaneous

Pode ocorrer, com frequência, alopecia ligeira, que se agrava se o tratamento for

continuado (G1-2: 21%; G3-4: 4,1% em monoterapia). Vinorrelbina pode provocar,

frequência,

reacções

cutâneas

casos

raros,

reacções

cutâneas

generalizadas.

Afecções musculosqueléticas e do tecido conjuntivo

Foram notificadas artralgia, incluindo dores maxilares, e mialgia em pacientes a ser

tratados com vinorrelbina.

Doenças renais e urinárias

Foi observado, com frequência, aumento de creatinina no sangue.

Perturbações gerais e alterações do local de administração

Os pacientes tratados com vinorrelbina podem apresentar fadiga, astenia, febre e

dores em diferentes localizações, tais como dores torácicas, bem como dores no

próprio tumor.

As reacções no local da injecção podem incluir eritema, dor aguda, descoloração da

veia e flebite local (G1: 12,3%; G2: 8,2%; G3: 3,6%; G4: 0,1% em monoterapia).

Tal como os outros alcalóides da vinca, a vinorrelbina tem poder vesicante. Em casos

raros, foi observada necrose local, devida a extravasão. Este efeito indesejável pode

ser limitado mediante posicionamento correcto da cânula ou catéter intravenoso e

injecção do bolus, seguida de lavagem abundante da veia.

4.9 Sobredosagem

APROVADO EM

05-05-2009

INFARMED

Foram observados casos de sobredosagem acidental aguda no ser humano: Tais

casos

podem

resultar

hipoplasia

medula

óssea

são,

vezes,

acompanhados de infecção, febre e íleon paralítico. O tratamento de apoio, tal como

transfusão

sangue

tratamento

antibióticos

largo

espectro,

normalmente iniciado por indicação do médico. Não existe antídoto conhecido.

Dado

não

existir

antídoto

específico

para

sobredosagem

vinorrelbina

administrada por via intravenosa, são necessárias medidas sintomáticas em caso de

sobredosagem, como por exemplo:

-Controlo contínuo dos sinais vitais e monitorização cuidadosa do doente.

-Controlo hematológico diário para averiguar da necessidade de transfusões de

sangue, dos factores de crescimento e para detectar a necessidade de cuidados

intensivos e minimizar o risco de infecções.

-Medidas de prevenção ou de terapêutica do íleon paralítico.

-Controlo do aparelho circulatório e da função hepática.

- Em caso de complicações devidas a infecções, pode ser necessária a terapêutica

com antibióticos de largo espectro. Em caso de íleon paralítico, pode ser necessária a

descompressão por sonda.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 16.1.7 Citotóxicos que interferem com a tubulina

Código ATC: L 01 CA 04

A vinorrelbina é uma substância activa antineoplásica da família dos alcalóides da

vinca, mas, ao contrário de todos os outros alcalóides da vinca, a fracção de

catarantina da vinorrelbina foi submetida a uma alteração da estrutura. Ao nível

molecular, isso afecta o equilíbrio dinâmico da tubulina no sistema microtubular da

célula.

A vinorrelbina inibe a polimerização da tubulina e liga-se preferencialmente aos

microtúbulos mitóticos, afectando apenas os microtúbulos axonais em elevadas

concentrações. A espiralização da tubulina é induzida a um grau mais baixo do que

com a vincristina. A vinorrelbina bloqueia a mitose na fase G2-M, causando a morte

celular na interfase ou na mitose seguinte.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Após a injecção do bolus ou da perfusão intravenosa nos pacientes, a concentração

de vinorrelbina no plasma é caracterizada por uma curva de eliminação exponencial

do 3º grau. A fase terminal da eliminação caracteriza-se por uma semi-vida longa,

superior a 40 horas. A depuração total da vinorrelbina é elevada (0,97 a 1,26

l/h/kg).

O ingrediente activo é amplamente distribuído pelo corpo, com um volume de

distribuição variando entre 25,4 e 40,1 l/kg. A penetração da vinorrelbina no tecido

pulmonar é significativa, com relações de concentração tecido/plasma superiores a

estudo

envolvendo

biopsias

cirúrgicas.

Verifica-se

agregação

moderada às proteínas plasmáticas (13,5 %). Todavia, a vinorrelbina agrega-se

fortemente às plaquetas (78%). Foi observado um comportamento farmacocinético

linear para a vinorrelbina administrada por via intravenosa até uma dose de 45

mg/m².

APROVADO EM

05-05-2009

INFARMED

A vinorrelbina é primariamente metabolizada pela CYP3A4 do citocromo P450. Todos

metabolitos

foram identificados

e nenhum

activo,

com excepção

Odeacetilvinorrelbina, que é o principal metabolito no sangue.

A eliminação renal é reduzida (<20% da dose). Foram recuperadas pequenas

concentrações

diacetil

vinorrelbina

humano,

vinorrelbina

principalmente detectada na urina na forma de composto não alterado. A eliminação

da substância activa feita principalmente através do canal biliar e é constituída pelos

metabolitos e, principalmente, por vinorrelbina não alterada. O efeito da disfunção

renal na distribuição da vinorrelbina não foi estudado, mas a redução da dose não

está indicada devido ao grau reduzido de excreção renal. Em pacientes com

metástases hepáticas só ocorreram alterações na depuração média da vinorrelbina

quando mais de 75% do fígado estava afectado. Em 6 pacientes com carcinoma e

disfunção

hepática

moderada

(bilirrubina

limite

superior

normal

aminotransferases ≤ 5 x limite superior do normal) tratados com até 25 mg/m² e 8

pacientes com carcinoma e disfunção hepática grave (bilirrubina> 2 x limite superior

do normal e/ou aminotransferases > 5 x limite superior do normal) tratados com até

20 mg/m², a depuração total média nos dois grupos foi semelhante à apresentada

em pacientes com função hepática normal. Contudo, estes dados podem não ser

representativos para pacientes com capacidade reduzida de eliminação da substância

pelo fígado e portanto, em pacientes com disfunção hepática grave, é recomendada

cautela, sendo necessária a monitorização cuidadosa dos parâmetros hematológicos

(ver secções 4.2 e 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

O limite de toxicidade em animais é a depressão da medula óssea. Em estudos

animais

vinorrelbina

induziu

aneuploidia

poliploidia.

admitir

vinorrelbina possa também causar efeitos genotóxicos no ser humano (indução de

aneuploidia e poliploidia).

Os resultados dos estudos sobre o potencial carcinogénico em ratos e ratinhos foram

negativos, mas só foram feitos testes com doses reduzidas.

estudos

reprodução

animal

foram

observados

efeitos

dosagens

subterapêuticas. Foi observada toxicidade para o embrião e o feto, como crescimento

intra-uterino retardado e atraso da ossificação. Em doses tóxicas para as mães foi

observada teratogenicidade (fusão de vértebras, costelas em falta). Adicionalmente,

a espermatogénese e as secreções da próstata e das vesículas seminais sofreram

redução, mas a fertilidade dos ratos não diminuiu.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Água para preparações injectáveis.

6.2 Incompatibilidades

- Vinorrelbina Axton 10 mg/ml, concentrado para solução para perfusão não deve ser

diluído em soluções alcalinas (risco de precipitados).

- O medicamento não deve ser usado em associação com outros que não sejam os

que se mencionam na secção 6.6.

APROVADO EM

05-05-2009

INFARMED

6.3 Prazo de validade

Embalagem não aberta: 2 anos

Após diluição:

Foi demonstrada a estabilidade química e física na utilização durante 24 horas às

temperaturas de 2 a 8ºC e a 25ºC.

Do ponto de vista microbiológico, o medicamento deve ser usado imediatamente. A

não ser usado imediatamente, os tempos e condições de conservação antes do uso

são da responsabilidade do utilizador e não devem, normalmente, exceder 24 horas

à temperatura de 2 a 8ºC, a menos que a abertura e diluição tenham tido lugar sob

condições assépticas controladas e validadas.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar no frigorífico (2ºC - 8ºC).

Condições de conservação do medicamento diluído, ver secção 6.3.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Frascos de vidro com tampas cinzentas de elastómero revestida por cápsulas de cor

azul com 1 ml ou com 5 ml de concentrado.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

A preparação e administração de vinorrelbina deve ser efectuada apenas por pessoal

qualificado. É necessário usar óculos de protecção adequados, luvas descartáveis e

vestuário descartável. Salpicos e derrames devem ser bem limpos.

Deve ser rigorosamente evitado qualquer contacto com os olhos. Se a solução

chegar

contacto

olhos,

necessário

lavá-los

imediato

abundantemente com soro fisiológico.

Após a preparação, todas as superfícies expostas devem ser cuidadosamente limpas

e as mãos e a cara bem lavadas.

Não há incompatibilidade entre o conteúdo e o recipiente no que respeita a

Vinorrelbina Axton e ao frasco de vidro neutro, bolsa de PVC, bolsa de acetato de

vinilo e conjunto de perfusão com tubos de PVC.

Recomenda-se a administração de vinorrelbina como perfusão dentro do período de

5 a 10 minutos após a preparação da solução em 20 a 50 ml de soro fisiológico ou

solução de glucose a 50 mg/ml (5%) ou por perfusão breve (20-30 minutos) após

diluição em 125 ml de soro fisiológico ou solução de glucose a 50 mg/ml (5%). Após

a administração, a veia deve ser completa e cuidadosamente lavada com, pelo

menos, 250 ml de solução isotónica.

O produto não usado ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Axton - Produtos Farmacêuticos Unip.,Lda.

Rua Alto do Montijo, Edificio Monsanto, Lt13 - 1º Esq.

Portela de Carnaxide

APROVADO EM

05-05-2009

INFARMED

2790-012 Carnaxide

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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