Venoruton (com sabor a laranja) 500 mg Pó para solução oral

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Oxerrutinas
Disponível em:
Novartis Consumer Health - Produtos Farmacêuticos e Nutrição Lda.
Código ATC:
C05CA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Oxerrutinas
Dosagem:
500 mg
Forma farmacêutica:
Pó para solução oral
Composição:
Oxerrutinas 500 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Saqueta - 60 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MNSRM
Grupo terapêutico:
3.6 Venotrópicos
Área terapêutica:
rutoside
Resumo do produto:
2800589 - Saqueta 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10018502 - ; 2800480 - Saqueta 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10018502 -
Status de autorização:
Caducado (05 de Novembro de 2008)
Número de autorização:
6/120/95
Data de autorização:
1998-11-05

APROVADO EM

31-07-2006

INFARMED

Folheto Informativo

Nome do medicamento

Venoruton (com sabor a laranja) 500 mg Pó para solução oral

Venoruton (com sabor a laranja) 1000 mg Pó para solução oral

Composição

-hidroxietil)-rutosídeos 500 e 1000 mg por saqueta

Forma farmacêutica

Pó para solução oral.

Saquetas de 500 mg: Embalagens de 28 e 60 saquetas

Saquetas de 1000 mg: Embalagens de 14 e 30 saquetas

Grupo farmaco-terapêutico

Grupo3.6 -: Venotrópicos

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Novartis Consumer Health - Produtos Farmacêuticos e Nutrição, Lda.

Av. Poeta Mistral, nº2, 2º

1069 - 172 Lisboa

Indicações terapêuticas

Alívio do edema e sintomas relacionados com a Insuficiência Venosa Crónica

(IVC), como dor, cansaço, agitação, aumento de volume, caimbras e sensação

de peso nos membros inferiores.

Alívio dos sintomas das hemorroidas.

APROVADO EM

31-07-2006

INFARMED

Contra-indicações

Hipersensibilidade a qualquer um dos componentes do medicamento.

Efeitos secundários

Apenas

observaram

casos

reacções

moderadas,

foram

principalmente distúrbios gastro-intestinais (flatulência, diarreia,dor e irritação

gástrica), cefaleias, tonturas, cansaço, rashes cutâneos, rubor e prurido, que

desaparecem rapidamente com a interrupção do tratamento.

Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Não foram referidas quaisquer interacções com outros fármacos. Verificou-se

que O-(β-hidroxietil) rutosídeos não interfere com os anticoagulantes

varfarínicos.

Precauções especiais de utilização

Doentes com edemas nos membros inferiores por doenças cardíacas, renais ou

hepáticas não deverão usar Venoruton, porque o efeito do Venoruton não está

demonstrado nestas indicações.

Gravidez e aleitamento

Recomenda-se, de acordo com a prática clínica aceite, não usar Venoruton nos

três primeiros meses de gravidez.

Os vestígios encontrados no feto e no leite (em estudos animais) consideram-se

sem relevância clínica.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não relevante.

Lista dos excipientes cujo conhecimento seja eventualmente necessário

Contém sacarina sódica

APROVADO EM

31-07-2006

INFARMED

Posologia

Insuficiência venosa crónica e suas complicações

Dose inicial:

saquetas (500 mg). l saqueta 2 vezes por dia

saquetas (1000 mg): l saqueta por dia

Esta dosagem deve ser mantida até alívio completo dos sintomas e do edema.

O que normalmente acontece dentro de 2 semanas.

Uma terapêutica de manutenção poderá ser seguida, com a mesma dosagem ou

no mínimo 500 mg diários.

Hemorróidas

As dosagens usadas são as mencionadas acima para a insuficiência venosa

crónica.

Modo e via de administração

O Venoruton pó para solução oral é administrado oralmente

Diluir o conteúdo duma saqueta num copo de água, e tomar.

Indicação do momento mais favorável à administração do medicamento

Tomar após as refeições

Sobredosagem

Não foram registados casos de sobredosagem

Precauções particulares de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

No caso de ocorrerem efeitos adversos, durante o tratamento com Venoruton,

que

não

constem

neste

folheto

informativo,

informar

o

seu

médico

ou

farmacêutico.

Verifique o prazo de validade inscrito na embalagem.

APROVADO EM

31-07-2006

INFARMED

Data de revisão

APROVADO EM

31-07-2006

INFARMED

Resumo das Características do Medicamento

1 - Denominação do medicamento

Venoruton (com sabor a laranja) 500 mg Pó para solução oral

Venoruton (com sabor a laranja) 1000 mg Pó para solução oral

2 – Composição Qualitativa e quantitativa

O-(B-hidroxietil)-rutosídeos - 500 e 1000 mg por saqueta.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3 - Forma farmacêutica

Pó para solução oral.

4 – Informações Clínicas

4.1 - Indicações terapêuticas

Alívio do edema e sintomas relacionados com a Insuficiência Venosa

Crónica (IVC), como dor, cansaço, agitação, aumento de volume, caimbras e

sensação de peso nos membros inferiores.

Alívio dos sintomas das hemorroidas.

4.2 - Posologia e modo de administração

Insuficiência venosa crónica e suas complicações

Uma série de estudos de pesquisa de dose usando uma técnica volumétrica

para quantificar o edema da perna, com a administração de Venoruton® por

períodos de 3 semanas a 3 meses, mostraram que o regime posológico ideal é:

Dose inicial:

saquetas (500 mg). l saqueta 2 vezes por dia

saquetas (1000 mg): l saqueta por dia

Esta dosagem deve ser mantida até alívio completo dos sintomas e do edema.

O que normalmente acontece dentro de 2 semanas.

Uma terapêutica de manutenção poderá ser seguida, com a mesma dosagem ou

no mínimo 500 mg diários.

Hemorróidas

APROVADO EM

31-07-2006

INFARMED

Ainda que não tenham sido realizados estudos de pesquisa da dose nesta

indicação, as dosagens usadas em ensaios clínicos são compatíveis com as

dosagens mencionadas para a insuficiência venosa crónica.

4.3 - Contra-indicações

Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer um dos excipientes do

medicamento.

4.4 - Advertências e precauções especiais de utilização

Doentes com edemas nos membros inferiores por doenças cardíacas, renais ou

hepáticas não deverão usar Venoruton, porque o efeito do Venoruton não está

demonstrado nestas indicações.

4.5 - Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Não foram referidas quaisquer interacções com outros fármacos. Verificou-se

O-(β-hidroxietil)

rutosídeos

não

interfere

anticoagulantes

varfarínicos.

4.6 - Gravidez e aleitamento

O Venoruton foi estudado em mulheres grávidas (22 ensaios clínicos num total

de 1431 grávidas). Nestes estudos não foram referidas anormalidades fetais

que pudessem ser atribuidas à toma do Venoruton.

Assim, ainda que não se tenha verificado qualquer anormalidade em estudos de

teratogenicidade, recomenda-se, de acordo com a prática clínica aceite, não

usar Venoruton nos três primeiros meses de gravidez.

Os vestígios encontrados no feto e no leite (em estudos animais) consideram-se

sem relevância clínica.

4.7- Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não relevante.

4.8 - Efeitos indesejáveis

O tipo e a frequência de reacções adversas, referidas nos ensaios clínicos não

foram significativamente diferentes das observadas nos doentes tratados com o

placebo.

Estas foram principalmente distúrbios gastro-intestinais (flatulência, diarreia, dor

e irritação gástrica), cefaleias, tonturas, cansaço, rashes cutâneos, rubor e

prurido, que desaparecem rapidamente com a interrupção do tratamento.

APROVADO EM

31-07-2006

INFARMED

4.9 - Sobredosagem

Não foram registados casos de sobredosagem.

5 - Propriedades farmacológicas

5.1 – Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico: 3.6 – Venotrópicos.

Código ATC: C05CA01

Os efeitos farmacodinâmicos dos HR, tem sido demonstrados em diferentes

estudos in vitro e in vivo.

A nível celular, a capacidade dos HR para proteger a parede vascular de

reacções oxidativas, provocadas pela actividade das celulas do sangue e sua

afinidade para o endotélio dos capilares e venulas pode ser mostrada.

Estudos em individuos saudáveis ou em doentes sofrendo de IVC, podem-se

demonstrar os seguintes efeitos farmacodinâmicos dos HR:

- redução da permeabilidade capilar

- reestabelecimento do refluxo veno-arteriolar

- aumento do tempo de enchimento venoso

aumento da tensão de oxigénio transcutâneo

Todos estes efeitos são compatíveis com o efeito primário dos HR no endotélio

microvascular, resultando numa diminuição do edema.

5.2 - Propriedades farmacocinéticas

A mistura padronizada de HR consta de mono-HR, di-HR, tri-HR e tetra-HR, que

diferem no número de substituintes hidroxietil.

Após administração oral de 14C-HR, são detectados picos plasmáticos após 2-9

horas. Os picos plasmáticos diminuem progressivamente até 40 horas, sendo

depois o declíneo muito lento. Esta observação e os resultados obtidos após

administração endovenosa, indicam que o HR pode ser distribuido nos tecidos

(especialmente no endotélio dos vasos), dos quais é progressiva e lentamente

libertado para a circulação.

A ligação às proteínas plasmáticas é de 27-29%.

A principal via metabólica dos HR, após administração oral, é O-glucuronidação

hepática. A via biliar de eliminação dos HR, e seus metabolitos glucuronados

foram confirmados no homem. Estudos com 14C-HR em animais de laboratório,

demonstraram que adicionalmente à clivagem da ligação glicosido dos HR por

glucuronidação occorre cisão do anel central dos mono-HR.

APROVADO EM

31-07-2006

INFARMED

O HR e seus metabólitos são excretados por via biliar e renal. A excreção via

renal está completa após 48 horas. O significado da semi-vida terminal do

principal constituinte do HR, o tri-HR, é 18,3 horas num intervalo de 13,5 a 25,7

horas.

Em animais de laboratório pode ser demonstrado que os HR não passa a

barreira hemato-encefálica. Após administração oral ou i.v., a passagem

transplacentar é mínima, tendo sido encontradas apenas vestígios nos fetos de

ratos e e ratinhos. Do mesmo modo, apenas foram encontradas vestigios no

leite de ratos em lactação.

5.3 – Dados de Segurança Pré-clínicaOs HR foram estudados para demonstrar

a segurança farmacológica, toxicidade dose-única, toxicidade dose repetida,

genotoxicidade, potencial oncogénico, toxicidade reprodutiva, bem como

tolerância local. Os dados pré-clínicos revelaram uma quase ausência de

propriedades toxicológicas clinicamente relevantes, e tolerabilidade favorável,

indicando um muito baixo risco toxicológico e não havendo especial risco para

os humanos.

Toxicidade dose-única

Em diferentes animais, foi testada a toxicidade aguda, o HR é bem tolerado até

mesmo com doses extremamente altas.

Uma DL50 após administração oral não pode ser determinada (>5000 mg/kg).

Nenhuns sinais de toxicidade foram observados mesmo com doses de 5000

mg/kg

A tolerância após administração endovenosa nos ratos e ratinhos foi boa acima

de 1000 mg/kg. Sinais de toxicidade foram apenas observados no rato e

consistiram em sintomas discretos e não específicos, tais como redução de

actividade, ataxia e dispneia.

A administração endovenosa de 5000 mg/kg, produziu resultados semelhantes

em cães.

Toxicidade dose-repetida

Nos estudos de toxicidade sub aguda em períodos de tempo superiores a 90

dias em ratos e 30 a 90 dias em cães não foram observados sinais e sintomas

tóxicos, especificos, relacionados com HR. Não foi encontrada organotoxicidade

especifica.

Em estudos de toxicidade crónica em ratos e ratinhos durante mais de 52

semanas não se observaram alterações patológicas nos ratinhos com doses de

5000 mg/kg/d atribuidas ao HR. Nos ratos submetidos à administração crónica

superior a 2700 mg/kg/d resultaram discretos e inespecíficos sinais de toxicidade

tais como redução da ingestão de alimentos, diminuição do peso e discreta

diminuição do hematócrito e hemoglobina com doses acima de 900 mg/kg que

foram considerados serem consequência do volume de altas doses.

Mesmo com doses mais elevadas, não houve evidência de toxicidade sistémica.

Não foi observada organotoxicidade.

APROVADO EM

31-07-2006

INFARMED

Toxicidade Reprodutiva

Os resultados obtidos em ensaios clínicos recentes na toxicidade reprodutiva em

ratos e coelhos, demonstraram não haver efeitos dos HR na fertilidade, no

desenvolvimento embrionário e fetal, nem na fase peri e post-natal do ciclo

reprodutivo.

Não houve efeito na capacidade reprodutora ou no comportamento progénico

dos ratos tratados com HR.

Potencial mutagénico

O potencial mutagénico dos HR foi particularmente investigado em testes in

vitro: Teste de Ame, Teste de mutação específica do Locus, Teste de aberração

cromossómica, Teste da transformação celular e em ensaios in vivo (teste

micronúcleos).

Não houve indicação de alterações mutagénicas ou de transformação celular

com os HR.

Potencial Carcinogénico /Oncogénico

Estudos sobre as propriedades de oncogenicidade/carcinogenicidade dos HR

não foram efectuados.

Todavia estudos dos HR no potencial genotóxico demonstraram não haver efeito

na transformação celular ou na mutagenicidade. Elém de que ensaios com

roedores em tratamento crónico durante mais de 52 semanas não revelaram

indicação de actividades hiperplásica, displásica, degenerativa ou neoplásica.

Toxicidade Local

De acordo com os resultados de sensibilização nos “guinea pigs” (porquinhos da

Índia) não se demonstrou actividade sensibilizante ou mutante com os HR.

6 - Informação farmacêutica

6.1 - Lista dos excipientes

Manitol, sacarina sódica, aroma de laranja

6.2- Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 - Prazo de validade

3 anos

6.4 - Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

- Natureza e conteúdo do recipiente

Saquetas de 14, 28, 30 e 60 unidades formadas por um complexo de papel,

aluminio e polietileno

APROVADO EM

31-07-2006

INFARMED

Saquetas formadas por um complexo de papel, poliester com óxido de silicio e

polietileno

6.6 -

Precauções especiais de conservação

Não aplicável.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Novartis Consumer Health – Produtos Farmacêuticos e Nutrição, Lda.

Avenida Poeta Mistral, nº2, 2º

1069-172 Lisboa

NÚMERO(S) DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: 2800480 – pó para solução oral, 500 mg, 28 saquetas com sabor

a laranja

Nº de registo: 2800589 – pó para solução oral, 500 mg, 60 saquetas com sabor

a laranja

Nº de registo: 2800688 – pó para solução oral, 1000 mg, 14 saquetas com sabor

a laranja

Nº de registo: 2800787 – pó para solução oral, 1000 mg 30 saquetas com sabor

a laranja

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO

DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 5 Novembro 1998

Data da última renovação: 05 Novembro de 2003

10 -

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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