Venlafaxina Nucleus 150 mg Comprimido de libertação prolongada

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Venlafaxina
Disponível em:
Actavis Group PTC ehf.
Código ATC:
N06AX16
DCI (Denominação Comum Internacional):
Venlafaxine
Dosagem:
150 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido de libertação prolongada
Composição:
Venlafaxina, cloridrato 169.68 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 10 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.9.3 Antidepressores
Área terapêutica:
venlafaxine
Resumo do produto:
5098025 - Blister 10 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5098033 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5098041 - Blister 15 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5098058 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5098066 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5098074 - Blister 50 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5098108 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5098116 - Blister 100 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5097928 - Frasco 10 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5097936 - Frasco 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5097944 - Frasco 15 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5097951 - Frasco 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5097969 - Frasco 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5097977 - Frasco 50 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5098009 - Frasco 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 - ; 5098017 - Frasco 100 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10079537 -
Status de autorização:
Revogado (12 de Agosto de 2008)
Número de autorização:
06/H/0225/003
Data de autorização:
2008-03-19

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Venlafaxina Nucleus 37,5 mg Comprimidos de libertação prolongada

Venlafaxina Nucleus 75 mg Comprimidos de libertação prolongada

Venlafaxina Nucleus 150 mg Comprimidos de libertação prolongada

(Venlafaxina, cloridrato)

Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1.O que é VENLAFAXINA NUCLEUS e para que é utilizada

2.Antes de tomar VENLAFAXINA NUCLEUS

3.Como tomar VENLAFAXINA NUCLEUS

4.Efeitos secundários possíveis

5.Como conservar VENLAFAXINA NUCLEUS

6.Outras informações

1.O QUE É VENLAFAXINA NUCLEUS E PARA QUE É UTILIZADA

Venlafaxina Nucleus é um medicamento para o ajudar a tratar os sintomas da depressão,

incluindo

depressão

acompanhada

ansiedade,

para

evitar

recaídas

reaparecimento de depressão.

Venlafaxina

Nucleus

está

também

indicado

para

tratamento

perturbação

ansiedade

generalizada

perturbação

ansiedade

social,

incluindo

tratamento

prolongado.

Embalagens blisters ou em recipientes de 10, 14, 15, 28, 30, 50, 60 e 100 comprimidos de

libertação prolongada.

Podem não ser comercializados todos os tamanhos de embalagem.

2.ANTES DE TOMAR VENLAFAXINA NUCLEUS

Não tome VENLAFAXINA NUCLEUS se:

teve uma reacção alérgica à venlafaxina ou a qualquer dos ingredientes da Venlafaxina

Nucleus

está a tomar ou tomou recentemente (nas duas últimas semanas) outros medicamentos

antidepressivos conhecidos como inibidores da monoamina-oxidase (IMAO).

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

Tome especial cuidado com Venlafaxina Nucleus

Informe o seu médico se:

tem uma doença do fígado ou do rim

tem história de epilepsia, doença cardíaca, tensão arterial alta, hemorragias, história

pessoal ou familiar de perturbação bipolar, agressevidade.

está

tomar

medicamentos

para

prevenir

formação

coágulos

sanguíneos,

medicamentos com efeito na função plaquetária (por exemplo, anti-inflamatórios não

esteróides, ácido acetilsalicílico ou ticlopidina), medicamentos que possam aumentar o

risco de hemorragia, ou está a tomar cetoconazole (um medicamento anti-fúngico)

está a tomar medicamentos que tenham efeito no sistema nervoso central

está a tomar ou tomou recentemente qualquer outro medicamento, particularmente do

tipo

antidepressivo

conhecido

como

inibidor

monoamina-oxidase

(IMAO),

inibidores selectivos da recaptação da serotonina e outros inibidores da recaptação da

serotonina-norepinefrina, lítio, triptanos (medicamentos para enxaquecas), linezolida (um

medicamento antibiótico), tramadol (um medicamento para dores moderadas a intensas),

hipericão, suplementos de triptofano ou metoprolol (um medicamento para controlar a

tensão arterial), se está a tomar diuréticos ou sofre de desidratação, ou está a tomar

cimetidina (um medicamento para o estômago) e é idoso ou tem problemas de fígado

está a tomar algum medicamento para emagrecer

tem problemas de visão, nomeadamente tensão intra-ocular ou glaucoma de ângulo

fechado

está grávida ou pretende engravidar durante o tratamento.

A Venlafaxina Nucleus NÃO está indicada para o emagrecimento, nem tomado sozinho,

nem com outros medicamentos ou substâncias para emagrecer.

Os doentes tratados com Venlafaxina Nucleus devem ser cuidadosamente observados

relativamente ao agravamento clínico e aos pensamentos suicidas, Os doentes, os seus

familiares e prestadores de cuidados devem estar particularmente atentos ao aparecimento

ansiedade,

agitação,

ataques

pânico,

insónia,

irritabilidade,

hostilidade,

agressividade, impulsividade, acatisia (inquietação psicomotora), hipomania (sensação de

excitação), mania (sensação de grande excitação), outras alterações pouco comuns do

comportamento, agravamento da depressão e pensamentos suicidas, principalmente no

início do tratamento ou quando são feitas alterações de dose.

Utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos

Venlafaxina Nucleus não deve normalmente ser utilizado em crianças e adolescentes com

idade inferior a 18 anos. Importa igualmente assinalar que os doentes com idade inferior

a 18 anos correm maior risco de sofrerem efeitos secundários tais como tentativa de

suicídio,

ideação

suicida

hostilidade

(predominantemente

agressividade,

comportamento de oposição e cólera) quando tomam medicamentos desta classe. Apesar

disso, o médico poderá prescrever Venlafaxina Nucleus para doentes com idade inferior a

18 anos quando decida que tal é necessário. Se o seu médico prescreveu Venlafaxina

Nucleus para um doente com menos de 18 anos e gostaria de discutir esta questão, queira

voltar a contactá-lo. Deverá informar o seu médico se alguns dos sintomas acima

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INFARMED

mencionados se desenvolver ou piorar quando doentes com menos de 18 anos estejam a

tomar Venlafaxina Nucleus. Assinala-se igualmente que não foram ainda demonstrados

os efeitos de segurança a longo prazo no que respeita ao crescimento, à maturação e ao

desenvolvimento cognitivo e comportamental da Venlafaxina Nucleus neste grupo etário.

Tomar Venlafaxina Nucleus com outros medicamentos

O efeito da Venlafaxina Nucleus pode ser influenciado se utilizar ao mesmo tempo outros

medicamentos.

Portanto

deve

informar

médico

está

tomar

outros

medicamentos incluindo os que não necessitam de receita médica. Ver também:

Cuidados especiais a ter com Venlafaxina Nucleus.

Tomar Venlafaxina Nucleus com alimentos e bebidas

O comprimido de Venlafaxina Nucleus deve ser tomada inteira com água ou outra bebida

não alcoólica, durante as refeições.

Não tome bebidas alcoólicas enquanto estiver a tomar a Venlafaxina Nucleus.

Gravidez e aleitamento

Se está grávida ou a amamentar, informe o seu médico.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

A Venlafaxina Nucleus não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que tal seja

claramente necessário. Siga as indicações do seu médico.

Se está a amamentar, deve optar-se por descontinuar a amamentação ou a Venlafaxina

Nucleus. Siga as indicações do seu médico.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Enquanto estiver a tomar a Venlafaxina Nucleus, certifique-se que o seu raciocínio ou

coordenação dos seus movimentos não estão diminuídos antes de conduzir veículos ou

utilizar máquinas.

3. COMO TOMAR VENLAFAXINA NUCLEUS

A dose e a duração do tratamento será ajustada individualmente pelo seu médico de

acordo com a sua resposta clínica e a sua tolerância. Não altere as instruções do seu

médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose inicial habitualmente recomendada é de um comprimido de Venlafaxina Nucleus

75 mg, uma vez por dia. No entanto, o seu médico pode optar por uma posologia

diferente mais adequada para si, podendo atingir uma dose máxima de 225 mg ou 375 mg

por dia. No caso da perturbação de pânico, o tratamento deve ser iniciado com a toma de

um comprimido de Venlafaxina Nucleus 37,5 mg, uma vez por dia, durante 4 a 7 dias, e

em seguida continuar com a toma de um comprimido de Venlafaxina Nucleus 75 mg,

uma vez por dia.

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19-03-2008

INFARMED

Tome oralmente o comprimido de Venlafaxina Nucleus inteira com água ou outra bebida.

Não divida, esmague, mastigue ou coloque o comprimido em água. Os comprimidos

devem ser tomadas durante as refeições, aproximadamente à mesma hora, de manhã ou à

noite.

Caso o efeito de Venlafaxina Nucleus não surja logo nos primeiros dias após iniciar o

tratamento, não se preocupe porque é normal. O tratamento com o Venlafaxina Nucleus

pode ter que demorar vários meses. Se assim for, não há razão para se preocupar.

Não pare de tomar a Venlafaxina Nucleus sem o conselho do seu médico. O seu médico

decidirá, periodicamente, a necessidade da continuação do tratamento. A interrupção do

tratamento com Venlafaxina Nucleus, particularmente em doses

elevadas, deve

gradual e acompanhada pelo seu médico.

Se tomar mais Venlafaxina Nucleus do que deveria

Caso tenha tomado inadvertidamente um comprimido extra, tome o comprimido habitual

no dia seguinte.

Se tomou acidentalmente um número elevado de comprimidos, dirija-se de imediato a um

serviço de saúde.

Caso se tenha esquecido de tomar Venlafaxina Nucleus

Se se esqueceu de tomar um comprimido de Venlafaxina Nucleus, não se preocupe pois

pode tomá-la nas próximas 12 horas e manter o tratamento normalmente. Se já tiverem

decorrido mais de 12 horas, não tome esse comprimido esquecido e continue o tratamento

no dia seguinte, como normalmente.

Não tome uma dose dupla para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Venlafaxina Nucleus

interromper

tratamento

diminuir

dose

pode

sentir

sintomas

tais

como

hipomania (sensação de grande excitação), ansiedade, agitação, nervosismo, confusão,

insónia ou outras perturbações do sono, fadiga, sonolência, parestesias (sensação de

queimadura/formigueiro),

tonturas,

vertigens,

cefaleias

(dores

cabeça),

sudação,

xerostomia (secura de boca), anorexia (perda de apetite), diarreia, náuseas e vómitos. Se

sentir estes ou outros sintomas, peça conselho ao seu médico.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como acontece com todos os medicamentos, a Venlafaxina Nucleus pode causar efeitos

secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas. No entanto, a

maioria dos efeitos secundários com Venlafaxina Nucleus são ligeiros a moderados e não

constituem motivo para deixar de tomar os comprimidos.

efeitos

secundários

mais

frequentes

referidos

Venlafaxina

Nucleus

foram:

cansaço,

aumento

tensão

arterial,

afrontamentos,

rubor,

diminuição

apetite,

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INFARMED

obstipação (prisão de ventre), náuseas, vómitos, aumento do colesterol sérico, perda de

peso, sonhos anormais, diminuição da líbido, tonturas, boca seca, aumento do tónus

muscular,

insónia,

nervosismo,

parestesias

(sensação

queimadura/formigueiro),

sedação,

tremor,

bocejos,

sudação

(incluindo

suores

nocturnos),

alterações

visuais,

dilatação da pupila, alterações da acomodação ocular, alterações da função sexual e

modificação da frequência urinária.

Os efeitos secundários menos frequentes referidos com Venlafaxina Nucleus foram:

fotossensibilidade, tensão arterial

baixa, tonturas ao levantar, síncope, aumento dos

batimentos cardíacos, ranger de dentes involuntário, diarreia, alterações na pigmentação

da pele, hemorragias ginecológicas, gastrointestinais e cutâneas, parâmetros da função

hepática (exames do fígado) alterados, diminuição do sódio no organismo, aumento de

peso, apatia, alucinações, contracções musculares, agitação, erupções cutâneas, queda de

cabelo, alterações no paladar, zumbidos, alterações menstruais e retenção urinária.

Os efeitos secundários raros referidos com Venlafaxina Nucleus foram: diminuição do

número

plaquetas,

aumento

tempo

hemorragia,

hepatite,

desidratação,

convulsões, reacção maníaca, síndrome neuroléptica maligna e síndrome serotoninérgica.

Os efeitos secundários muito raros referidos com Venlafaxina Nucleus foram: anafilaxia,

certas alterações cardíacas, pancreatite (inflamação do pâncreas), anemia e alterações a

nível das células

sanguíneas, aumento da prolactina (uma

hormona segregada pela

hipófise), estados confusionais, reacções extrapiramidais (incluindo perturbações da força

muscular e perturbações do movimento), eosinofilia pulmonar (um tipo de pneumonia),

eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, comichão, urticária, rabdomiólise

(ruptura de células musculares) e glaucoma de ângulo fechado.

Os efeitos secundários seguintes foram observados apenas em crianças e adolescentes

entre os 6 e os 17 anos de idade: dor abdominal, agitação, dispepsia (digestão difícil e

dolorosa), nódoas negras, hemorragia nasal, hostilidade, dor muscular, ideias suicidas e

auto-flagelação.

Caso detecte efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico

ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR VENLAFAXINA NUCLEUS

Mantenha os medicamentos fora do alcance e da vista das crianças.

Não existem precauções especiais de conservação.

Não

utilize

Venlafaxina

Nucleus

após

expirar

prazo

validade

indicado

embalagem.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

A informação neste folheto aplica-se apenas a VENLAFAXINA NUCLEUS. Se tem

alguma dúvida ou pergunta, contacte o seu médico ou farmacêutico.

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

Qual a composição de Venlafaxina Nucleus

A substância activa da Venlafaxina Nucleus é a venlafaxina, sob a forma de cloridrato.

outros

componentes

são:

Sílica

anidra

coloidal,

Estearato

Magnésio,

Hidrogenofosfato de cálcio , Kollidone SR (Laurilsulfato de sódio, Polivinilo, acetato,

Povidona, Sílica coloidal anidra), Macrogol 6000, talco, dióxido de titânio e Eudragit

RS30

Qual o conteúdo da embalagem

Venlafaxina Nucleus apresenta-se na forma de comprimido de libertação prolongada

contendo, respectivamente, 37,5, 75 e 150 mg de venlafaxina em blister de ALU/ALU ou

frasco HDPE com tampa de segurança (fecho LDPE) contendo 10, 14, 15, 28, 30, 50, 60

e 100 comprimidos de libertação prolongada.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nucleus ehf

Naustanesi

116 Reykjavik

Islândia

Fabricante

Actavis Ltd.

B16 - Bulebel Industrial Estate

Zejtun

Malta

Actavis hf.

Reykjavikurvegur, 78

Hafnarfjördur

Islândia

Medicamento sujeito a receita médica

Este folheto foi aprovado pela última vez em

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Venlafaxina Nucleus 37,5 mg Comprimidos de libertação prolongada

Venlafaxina Nucleus 75 mg Comprimidos de libertação prolongada

Venlafaxina Nucleus 150 mg Comprimidos de libertação prolongada

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido de libertação prolongada de Venlafaxina Nucleus 37,5 mg contém

42,42 mg de venlafaxina sob a forma de cloridrato equivalente a 37,5 mg de Venlafaxina

Cada comprimido de libertação prolongada de Venlafaxina Nucleus 75 mg contém 84,84

mg de venlafaxina sob a forma de cloridrato equivalente a 75 mg de Venlafaxina

Cada comprimido de libertação prolongada de Venlafaxina Nucleus 150 mg contém

169,68 mg de venlafaxina sob a forma de cloridrato equivalente a 150 mg de Venlafaxina

A libertação do fármaco é controlada por difusão através da membrana de revestimento

das microesferas e é independente do pH.

Excipientes:

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido de libertação prolongada.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento da depressão, incluindo a depressão acompanhada de ansiedade.

Tratamento da perturbação de ansiedade generalizada, incluindo tratamento prolongado.

Tratamento da perturbação de ansiedade social.

Tratamento da perturbação de pânico, com ou sem agorafobia.

Prevenção de recaídas de um episódio de depressão ou da recorrência de novos episódios

depressivos.

4.2 Posologia e modo de administração

Depressão/Perturbação de ansiedade generalizada/Perturbação de ansiedade

social

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19-03-2008

INFARMED

O regime posológico habitual recomendado é de 75 mg, administrados 1 vez por dia. Se

após duas semanas estiver indicado melhorar a resposta terapêutica, pode aumentar-se a

posologia para 150 mg por dia, administrados 1 vez por dia. Se necessário, a posologia

pode ainda ser aumentada até 225 mg em doentes moderadamente deprimidos, doentes

com perturbação de ansiedade generalizada ou com perturbação de ansiedade social, e até

375 mg em doentes gravemente deprimidos, numa única toma diária. Os aumentos

posológicos devem ser efectuados em intervalos de aproximadamente 2 semanas ou mais,

mas nunca inferiores a 4 dias.

A actividade ansiolítica com a dose de 75 mg foi observada após 1 semana de

tratamento.

Perturbação de pânico

O regime posológico habitual recomendado é de 75 mg, administrados 1 vez por dia. O

tratamento deve ser iniciado com a posologia de 37,5 mg por dia de Venlafaxina Nucleus,

durante os primeiros 4 a 7 dias, após os quais a dose deve ser aumentada para 75 mg uma

vez por dia. Se necessário a dose pode ser aumentada até 225 mg, por dia. Os aumentos

posológicos devem ser de 75 mg por dia, efectuados em intervalos de aproximadamente 2

semanas ou mais, mas nunca inferiores a 4 dias.

Recomenda-se que Venlafaxina Nucleus seja tomado com alimentos. Cada comprimido

deve ser ingerida inteira com água ou outra bebida. Os comprimidos não devem ser

divididas, esmagadas, mastigadas ou colocadas em água. Venlafaxina Nucleus deve ser

administrado 1 vez por dia, aproximadamente à mesma hora, de manhã ou à noite.

doentes

tratamento

Venlafaxina

(comprimidos)

podem

mudar

para

Venlafaxina Nucleus, na posologia diária mais aproximada. No entanto, podem ser

necessários ajustes posológicos.

Manutenção/Continuação/Tratamento prolongado

médico

deve

reavaliar

periodicamente

caso

caso,

utilidade

tratamento

prolongado com Venlafaxina Nucleus. Existe um consenso geral de que os episódios

agudos de depressão major, exigem uma terapêutica farmacológica prolongada, durante

vários meses ou mesmo mais. Os doentes com perturbação de ansiedade generalizada,

ansiedade social ou pânico sofrem, frequentemente, durante vários anos e normalmente

requerem tratamento prolongado.

O Venlafaxina Nucleus revelou-se eficaz em tratamentos prolongados (até 12 meses na

depressão e até 6 meses na perturbação de ansiedade generalizada, na perturbação de

ansiedade social e na perturbação de pânico).

Para a prevenção de recaídas e prevenção da recorrência de depressão a posologia

habitual é idêntica à utilizada para iniciar o tratamento. Os doentes devem ser reavaliados

periodicamente de modo a avaliar o benefício do tratamento prolongado.

Interrupção do tratamento com venlafaxina

Quando se pretende interromper o tratamento, recomenda-se a redução gradual da dose.

Se a venlafaxina foi utilizada durante mais de 6 semanas a redução da dose deve ser

efectuada durante pelo menos 2 semanas (ver secções 4.4 e 4.8). Este período pode ser

variável, dependendo da dose, duração do tratamento e do próprio doente.

APROVADO EM

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INFARMED

Doentes com insuficiência renal

Nos doentes insuficientes renais com uma taxa de filtração glomerular de 10-70 ml/min. a

dose diária de venlafaxina deve ser reduzida entre 25 a 50%.

Nos doentes hemodialisados esta redução deve ser de 50%. A administração deve ser

efectuada após a sessão de diálise ter terminado.

Doentes com insuficiência hepática

Nos doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada a dose diária de venlafaxina

deve ser reduzida em 50%. Em alguns doentes pode ser necessário reduzir a dose diária

mais de 50%.

Doentes idosos

Com base apenas na idade não se recomendam alterações da posologia habitual.

Utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos

A experiência da utilização da venlafaxina em doentes com menos de 18 anos de idade é

escassa (ver secção 4.4 e secção 4.8).

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade à venlafaxina, ou a qualquer dos excipientes de Venlafaxina Nucleus.

Utilização concomitante com inibidores da monoamina-oxidase (IMAO). O tratamento

com venlafaxina só pode iniciar-se decorridos pelo menos 14 dias após a interrupção do

tratamento com um IMAO. Após interrupção do tratamento com a venlafaxina devem

aguardar-se no mínimo 7 dias antes de se iniciar um IMAO (ver secção 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

A venlafaxina não foi estudada em doentes com história recente de enfarte do miocárdio

ou cardiopatia instável pelo que deve ser usada com precaução nestes doentes.

Foram notificados casos de aumentos da tensão arterial relacionados com a dose em

alguns

doentes

tratados

venlafaxina.

período

pós-comercialização

foram

notificados casos de tensão arterial elevada que requereram tratamento imediato.

Recomenda-se

medição

tensão

arterial

doentes tratados

Venlafaxina

Nucleus.

Hipertensão prévia deve ser controlada antes do início do tratamento com venlafaxina.

Deve ter-se precaução em doentes que possuam condições que possam ser afectadas por

aumentos da tensão arterial.

Pode ocorrer aumento do ritmo cardíaco, principalmente com doses altas. A venlafaxina

deve

utilizada

precaução

doentes

cujo

estado

saúde

possa

comprometido pelo aumento do ritmo cardíaco.

Durante o tratamento com a venlafaxina podem ocorrer convulsões. Tal como acontece

com todos os antidepressivos a venlafaxina deve ser utilizada com precaução em doentes

com história convulsiva.

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

Pode

ocorrer

midríase

relacionada

toma

venlafaxina.

doentes

apresentam aumento da tensão intra-ocular ou doentes com risco de glaucoma de ângulo

fechado devem ser cuidadosamente monitorizados.

Numa

pequena

percentagem

doentes

alterações

humor

tratados

antidepressivos,

incluindo

venlafaxina,

pode

ocorrer

mania/hipomania.

como

acontece com outros antidepressivos a venlafaxina deve ser usada com precaução nos

doentes com história pessoal ou familiar de perturbação bipolar.

Numa

pequena

percentagem

doentes

tratados

antidepressivos,

incluindo

tratamento

venlafaxina,

redução

dose

descontinuação,

pode

ocorrer

agressividade. Tal como acontece com outros antidepressivos, a venlafaxina deve ser

utilizada com precaução em doentes com história de agressividade. Podem ocorrer casos

de hiponatremia e/ou de Síndrome de Secreção Inadequada da Hormona Antidiurética

(SIADH) com a venlafaxina, particularmente em doentes com depleção de volume ou

desidratados, incluindo idosos e doentes que tomam diuréticos.

Os doentes tratados com Venlafaxina Nucleus devem ser cuidadosamente observados

relativamente ao agravamento clínico e à ideação suicida, principalmente no início da

terapêutica ou quando são feitas alterações de dose ou de regime posológico. Os doentes,

os seus familiares e prestadores de cuidados devem estar particularmente atentos ao

aparecimento

ansiedade,

agitação,

ataques

pânico,

insónia,

irritabilidade,

hostilidade, agressividade, impulsividade, acatisia (inquietação psicomotora), hipomania,

mania, outras alterações pouco comuns do comportamento, agravamento da depressão e

ideação suicida, Deve ter-se em consideração o risco de suicídio principalmente em

doentes deprimidos e devem ser inicialmente prescritas as quantidades mais pequenas do

medicamento para diminuir o risco de sobredosagem (ver abaixo “Utilização em crianças

e adolescentes com idade inferior a 18 anos” e secção 4.8).

Tal como com outros agentes serotoninérgicos, durante o tratamento com a venlafaxina

pode ocorrer uma síndrome serotoninérgica, condição potencialmente fatal,

especialmente com a administração concomitante de outros agentes que possam afectar

o sistema neurotransmissor serotoninérgico (ver secção 4.5).

Fármacos que inibem a recaptação da serotonina podem originar alterações na

agregação plaquetária. O risco de hemorragia da pele e mucosas pode aumentar em

doentes a tomar venlafaxina. Tal como acontece com outros inibidores da recaptação da

serotonina, a venlafaxina deve ser usada com precaução em doentes com alterações

hemorrágicas.

Foram notificados casos de hemorragias, por vezes graves, relacionados com a utilização

de inibidores de recaptação da serotonina, nomeadamente citalopram, clomipramina,

fluoxetina, fluvoxamina, nefazodona, paroxetina, sertralina e venlafaxina, pelo que se

recomenda precaução na administração concomitante com anticoagulantes, fármacos que

tenham efeito na função plaquetária (por exemplo anti-inflamatórios não esteróides, ácido

acetilsalicílico e ticlopidina) ou fármacos susceptíveis de aumentar o risco de hemorragia.

Recomenda-se

ainda

precaução

utilização

daqueles

fármacos

doentes

alterações hemorrágicas.

A segurança e eficácia da terapêutica com a venlafaxina em associação com produtos

para o emagrecimento, nomeadamente a fentermina, não foram estabelecidas. Não se

recomenda a administração concomitante de Venlafaxina Nucleus com produtos para o

emagrecimento. O Venlafaxina Nucleus não está indicado para o emagrecimento, quer

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19-03-2008

INFARMED

isoladamente, quer em associação com outros produtos. Em ensaios clínicos controlados

com placebo foram registados aumentos clinicamente relevantes no colesterol sérico em

5,3% dos doentes tratados com a venlafaxina e em 0,0% dos doentes tratados com

placebo durante pelo menos 3 meses. Durante o tratamento prolongado a necessidade de

efectuar a medição dos níveis séricos de colesterol deve ser considerada. Os dados de

evidência clínica e pré-clínica disponíveis não sugerem que os inibidores da recaptação

da serotonina causem dependência. No entanto, uma vez que a ocorrência de reacções de

privação resultantes da descontinuação brusca dos antidepressivos é bem conhecida,

aconselha-se que a administração do Venlafaxina Nucleus seja gradualmente diminuída e

o doente vigiado (ver secções 4.2 e 4.8).

Os estudos clínicos não revelaram quaisquer indícios de comportamento de dependência

à venlafaxina, desenvolvimento de tolerância ou necessidade de aumento contínuo da

dose.

Utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos

Venlafaxina Nucleus não deve ser utilizado no tratamento de crianças e adolescentes com

idade inferior a 18 anos. Foram observados com maior frequência comportamentos

relacionados com o suicídio (tentativa de

suicídio e

ideação suicida) e

hostilidade

(predominantemente agressão, comportamento de oposição e cólera) em ensaios clínicos

com crianças e adolescentes que se encontravam a tomar antidepressivos, em comparação

com os que se encontravam a tomar placebo. Se, não obstante, com base na necessidade

clínica,

decisão

tratamento

tomada,

doente

deve

rigorosamente

monitorizado em relação ao aparecimento de sintomas suicidas. Não estão disponíveis

dados de segurança a longo prazo em crianças e adolescentes no que se refere ao

crescimento, à maturação e ao desenvolvimento cognitivo e comportamental. Em ensaios

clínicos em pediatria, houve um aumento de notificações de hostilidade e, principalmente

perturbação

depressiva

major,

acontecimentos

adversos

relacionados

suicídio, tais como ideação suicida e auto-flagelação. A eficácia em doentes com menos

de 18 anos de idade não se encontra estabelecida. Tal como nos adultos, em crianças e

adolescentes com idades entre os 6 e os 17 anos observou-se diminuição do apetite, perda

de peso, aumento da pressão arterial e aumento do colesterol sérico (ver secção 4.8).

Caso

medicamento

seja

utilizado

crianças

adolescentes,

recomenda-se

avaliação regular do peso e da pressão arterial. O tratamento deve ser descontinuado nas

crianças ou adolescentes que apresentem um aumento sustentado da pressão arterial.

Durante o tratamento prolongado deve igualmente ser considerada a medição dos níveis

séricos de colesterol. A segurança em crianças com menos de 6 anos de idade não foi

avaliada.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Inibidores da monoamina-oxidase (IMAO)

Foram notificadas reacções adversas graves em doentes que interromperam recentemente

um IMAO e iniciaram a venlafaxina ou que interromperam recentemente o tratamento

venlafaxina

antes de

iniciarem um IMAO (ver

secção 4.3). Estas reacções

incluíram tremor, mioclonia, diaforese, náuseas, vómitos, rubor, tonturas e hipertermia

APROVADO EM

19-03-2008

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com aspectos semelhantes aos de uma síndrome maligna induzida por neurolépticos,

convulsões e morte.

Fármacos que actuam no SNC

Devido ao mecanismo de acção da venlafaxina e ao seu potencial para causar a síndrome

serotoninérgica, a administração concomitante com outros fármacos susceptíveis de

afectar os sistemas neurotransmissores serotoninérgicos (tais como triptanos, inibidores

selectivos da recaptação da serotonina - SSRIs - ou o lítio) deve ser feita com precaução.

Síndrome serotoninérgica

Tal como com outros agentes serotoninérgicos, durante o tratamento com a venlafaxina

pode ocorrer uma síndrome serotoninérgica, condição potencialmente fatal,

especialmente com a administração concomitante de outros agentes que possam afectar

o sistema neurotransmissor serotoninérgico (incluindo triptanos, inibidores selectivos

da recaptação da serotonina - SSRIs, outros inibidores da recaptação da

serotonina-norepinefrina - SNRIs, linezolida – antibiótico MAO reversível

não-selectivo, lítio, sibutramina, tramadol ou hipericão - Hypericum perforatum), com

fármacos que possam diminuir o metabolismo da serotonina (incluindo IMAOs, ver

secção 4.3), ou com percusores da serotonina (tal como suplementos de triptofano). Os

sintomas da síndrome serotoninérgica podem incluir alterações do estado mental,

instabilidade autónoma, aberrações neuromusculares e/ou sintomas gastrointestinais

(ver secção 4.4).

Se a administração concomitante de venlafaxina com SSRIs, SNRIs ou com receptores

agonistas da 5-hidroxitriptamina (triptano) estiver indicada, aconselha-se a observação

cuidadosa do doente, especialmente durante o início do tratamento e durante os

aumentos de posologia. A administração concomitante de venlafaxina com percursores

da serotonina (tal como suplementos de triptofano) não é recomendada (ver secção 4.4).

Indinavir

Um estudo farmacocinético com o indinavir demonstrou um decréscimo de 28% naAUC

e de 36% na Cmáx do indinavir. Não se sabe qual o significado clínico desta interacção.

Anticoagulantes, fármacos com efeito na função plaquetária e fármacos susceptíveis de

aumentar o risco de hemorragia

Pode

ocorrer

aumento

risco

hemorragia

associada

administração

concomitante

venlafaxina

anticoagulantes,

fármacos

efeito

função

plaquetária

(por

exemplo

anti-inflamatórios

não

esteróides,

ácido

acetilsalicílico

ticlopidina) e fármacos susceptíveis de aumentar o risco de hemorragia (ver secção 4.4).

Etanol

Demonstrou-se

venlafaxina

não

provoca

agravamento

alterações

capacidades intelectuais e motoras causadas pelo etanol. Contudo, tal como com outros

fármacos que actuam sobre o SNC, os doentes devem ser aconselhados a evitar o

consumo de álcool durante o tratamento com a venlafaxina.

Haloperidol

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INFARMED

Um estudo farmacocinético com o haloperidol demonstrou uma diminuição de 42% na

depuração oral total, aumento de 70% na AUC, aumento de 88% na Cmáx, mantendo-se

inalterada a semi-vida, do haloperidol.

Cimetidina

No estado estacionário, a cimetidina demonstrou inibir o

metabolismo de primeira

passagem da venlafaxina; contudo não exerceu qualquer efeito sobre a farmacocinética

O-desmetilvenlafaxina.

Prevê-se

que,

maioria

doentes,

actividade

farmacológica

global

venlafaxina

O-desmetilvenlafaxina

aumente

apenas

ligeiramente. Nos idosos e nos doentes hepáticos esta interacção pode acentuar-se.

Imipramina

A venlafaxina não afectou a farmacocinética da imipramina e da 2-OH-imipramina.

Contudo, a AUC, Cmáx e Cmin da desipramina aumentou cerca de 35% na presença da

venlafaxina. Houve um aumento da AUC da 2-OH-desipramina de 2,5 a 4,5 vezes. A

imipramina não afectou a farmacocinética da venlafaxina e O-desmetilvenlafaxina.

Cetoconazole

Um estudo farmacocinético com cetoconazole em metabolizadores extensivos e fracos de

CYP2D6 resultou em concentrações plasmáticas superiores de venlafaxina e de O-

desmetilvenlafaxina na maioria dos indivíduos, após a administração de cetoconazole. A

Cmáx da venlafaxina aumentou em 26% nos indivíduos metabolizadores extensivos e

indivíduos

metabolizadores

fracos.

valores

Cmáx

para

desmetilvenlafaxina

aumentaram

indivíduos

metabolizadores

extensivos e fracos, respectivamente. A AUC da venlafaxina aumentou em 21% nos

indivíduos metabolizadores extensivos e 70% nos indivíduos metabolizadores fracos. Os

valores de AUC da O-desmetilvenlafaxina aumentaram em 23% e 141% nos indivíduos

metabolizadores extensivos e fracos, respectivamente (ver secção 5.2).

O uso concomitante de inibidores CYP3A4 e venlafaxina pode aumentar os níveis de

venlafaxina e O-desmetilvenlafaxina. Deste modo, aconselha-se precaução no caso da

terapêutica incluir concomitantemente um inibidor CYP3A4 e venlafaxina (ver

secção 5.2).

Metoprolol

A administração concomitante da venlafaxina (50 mg de 8 em 8 horas durante 5 dias) e

metoprolol (100 mg de 24 em 24 horas durante 5 dias) a voluntários saudáveis, num

estudo de interacção farmacocinética entre os dois fármacos, causou um aumento das

concentrações plasmáticas do metoprolol de aproximadamente 30-40%, sem alterar as

concentrações plasmáticas do seu metabolito activo, o

-hidroximetoprolol. Neste estudo

com voluntários saudáveis, a venlafaxina pareceu diminuir o efeito do metoprolol, de

redução da pressão arterial. Desconhece-se a relevância clínica desta

observação em doentes hipertensos. O metoprolol não alterou o perfil farmacocinético

da venlafaxina ou do seu metabolito activo, a O-desmetilvenlafaxina. Deve ter-se

precaução na administração concomitante de venlafaxina e metoprolol.

Risperidona

APROVADO EM

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INFARMED

A venlafaxina provocou um aumento de 32% na AUC mas não alterou significativamente

o perfil farmacocinético de fármaco activo total (risperidona e 9-hidroxirrisperidona).

Não se sabe qual o significado clínico desta interacção.

Diazepam

O diazepam não parece afectar a farmacocinética, quer da venlafaxina, quer da

O-desmetilvenlafaxina.

venlafaxina

não tem

efeitos

sobre

farmacocinética

farmacodinâmica do diazepam e do seu metabolito activo, desmetildiazepam.

Lítio

A farmacocinética da venlafaxina e da O-desmetilvenlafaxina no estado estacionário não

foi afectada pela administração concomitante do lítio. A venlafaxina também não afecta a

farmacocinética do lítio. (Ver também a informação acima relativa a Fármacos que

actuam no SNC).

Fármacos com elevada ligação às proteínas plasmáticas

A venlafaxina não se liga fortemente às proteínas plasmáticas (fracção ligada de 27%);

assim, a administração de venlafaxina a um doente medicado com outros fármacos com

elevada ligação às proteínas plasmáticas não deverá causar aumento das concentrações

plasmáticas livres destes fármacos.

Fármacos metabolizados por isoenzimas do citocromo P450

Os estudos indicam que a venlafaxina é um inibidor relativamente fraco da CYP2D6. A

venlafaxina

não

inibe

CYP3A4,

CYP1A2

CYP2C9

vitro.

Estudos

vivo

utilizando outros fármacos, designadamente alprazolam (CYP3A4), cafeína (CYP1A2),

carbamazepina (CYP3A4), diazepam (CYP3A4 e CYP2C19) e tolbutamida (CYP2C9)

confirmaram estes dados.

4.6 Gravidez e aleitamento

A segurança da venlafaxina em mulheres grávidas não foi estabelecida. A venlafaxina só

deve ser administrada em mulheres grávidas se os benefícios esperados superam os riscos

possíveis. Se a venlafaxina for utilizada até ou imediatamente antes do nascimento,

deverá considerar-se a possibilidade de ocorrerem efeitos de privação no recém-nascido.

Recém-nascidos

expostos

venlafaxina

final

terceiro

trimestre

gravidez

apresentaram

complicações

requereram

suporte

ventilatório

hospitalização

prolongada.

Tais complicações podem surgir imediatamente após o parto.

A venlafaxina e a O-desmetilvenlafaxina são excretadas no leite materno, pelo que deve

optar-se por descontinuar a amamentação ou a venlafaxina.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A venlafaxina não afectou a actividade psicomotora, cognitiva ou o comportamento em

voluntários saudáveis. Contudo, qualquer psicofármaco pode perturbar o raciocínio, o

APROVADO EM

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pensamento

capacidades

motoras.

Devem

isso

prevenir-se

doentes

relativamente à sua capacidade de condução e de trabalho com máquinas perigosas.

4.8 Efeitos indesejáveis

A lista das reacções adversas seguinte está organizada por sistema corporal e de acordo

com a frequência como:

Frequentes: (>1/100, <1/10)

Pouco frequentes: (>1/1.000, <1/100)

Raras: (>1/10.000, <1/1.000)

Muito raras: (<1/10.000)

PERTURBAÇÕES GERAIS

Frequentes: Astenia/fadiga

Pouco frequentes: Fotossensibilidade

Muito raras: Anafilaxia

APARELHO CARDIOVASCULAR

Frequentes: Hipertensão, vasodilatação (geralmente afrontamentos/rubor)

Pouco frequentes: Hipotensão, hipotensão postural, síncope, taquicardia

Muito

raras:

Prolongamento

intervalo

fibrilhação

ventricular,

taquicardia

ventricular (incluindo torsade de pointes)

APARELHO DIGESTIVO

Frequentes: Diminuição do apetite, obstipação, náuseas, vómitos

Pouco frequentes: Bruxismo, diarreia

Muito raras: Pancreatite

SANGUE E SISTEMA LINFÁTICO

Pouco frequentes: Manifestações hemorrágicas tais como equimoses, hemorragia

ginecológica, gastrointestinal e outras hemorragias cutâneas ou mucosas

Raras: Aumento do tempo de hemorragia, trombocitopenia

Muito raras: Discrasias sanguíneas (incluindo agranulocitose, anemia aplástica,

neutropenia e pancitopenia)

METABÓLICOS E NUTRICIONAIS

Frequentes: Aumento do colesterol sérico, perda de peso

Pouco frequentes: Alterações dos testes da função hepática, hiponatremia, aumento de

peso

Raras: Hepatite, síndrome da secreção inadequada de hormona antidiurética (SIADH)

Muito raras: Aumento da prolactina

SISTEMA NERVOSO

Frequentes: Sonhos anormais, diminuição da líbido, tonturas, boca seca, aumento do

tónus muscular, insónia, nervosismo, parestesias, sedação, tremor

Pouco frequentes: Apatia, alucinações, mioclonia, agitação

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

Raras: Convulsões, reacção maníaca, síndrome neuroléptica maligna (NMS), síndrome

serotoninérgica

Muito

raras:

Estados

confusionais,

reacções

extrapiramidais

(incluindo

distonia

disquinesia), disquinesia tardia

APARELHO RESPIRATÓRIO

Frequentes: Bocejos

Muito raras: Eosinofilia pulmonar

PELE

Frequentes: Sudação (incluindo suores nocturnos)

Pouco frequentes: Erupção cutânea, alopécia

Muito raras: Eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, prurido e urticária

AFECÇÕES MUSCULOESQUELÉTICAS

Muito raras: Rabdomiólise

SENTIDOS

Frequentes: Anomalias de acomodação, midríase, alterações visuais

Pouco frequentes: Alteração do paladar, zumbidos

Muito raras: Glaucoma de ângulo fechado

APARELHO UROGENITAL

Frequentes:

Ejaculação/orgasmo

anormais

(homens),

anorgasmia,

disfunção

eréctil,

alterações da micção (geralmente hesitação)

Pouco frequentes: Orgasmo anormal (mulheres), menorragia, retenção urinária

Foram notificados os seguintes sintomas relacionados com a descontinuação brusca,

redução da dose ou descontinuação com redução gradual da dose: hipomania, ansiedade,

agitação,

nervosismo,

confusão,

insónia

outras

perturbações

sono,

fadiga,

sonolência, parestesias, tonturas, convulsões, vertigens, cefaleias, zumbidos, sudação,

xerostomia, anorexia, diarreia, náuseas e vómitos. A maioria das reacções de privação são

ligeiras e desaparecem sem requerer tratamento.

Doentes Pediátricos

De um modo geral, o perfil de reacções adversas com a venlafaxina em crianças e

adolescentes entre os 6 e os 17 anos de idade foi idêntico ao observado nos adultos. Tal

como nos adultos, observou-se diminuição do apetite, perda de peso, aumento da pressão

arterial e aumento do colesterol sérico (ver secção 4.4). Em ensaios clínicos em pediatria

houve um aumento de notificações de hostilidade e, principalmente na perturbação

depressiva major, de acontecimentos adversos relacionados com o suicídio, tais como

ideação suicida e auto-flagelação. Adicionalmente observou-se, nos doentes pediátricos,

dor abdominal, agitação, dispepsia, equimose, epistaxis e mialgia.

4.9 Sobredosagem

Na experiência pós-comercialização, a sobredosagem com a venlafaxina foi notificada na

maioria dos casos em associação com álcool e/ou outras substâncias.

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

Foram notificadas as reacções seguintes: alterações electrocardiográficas (por exemplo

prolongamento do intervalo QT, bloqueio de ramo, prolongamento QRS), taquicardia

auriculoventricular, bradicardia, hipotensão, vertigens, alterações do estado vigil (de

sonolência a coma), convulsões e morte.

Em situação de sobredosagem recomenda-se que sejam tomadas as medidas gerais de

suporte

sintomáticas.

Deverão

asseguradas

permeabilidade

vias

aéreas,

oxigenação e ventilação adequadas, monitorização do ritmo cardíaco e dos sinais vitais.

No caso de existir um risco de aspiração não se recomenda a indução do vómito. A

lavagem gástrica está indicada quando puder ser efectuada pouco tempo após a ingestão

ou em doentes sintomáticos. A administração de carvão activado pode igualmente limitar

a absorção do fármaco. Não se prevê que a diurese forçada, diálise, hemoperfusão ou

transfusão sejam benéficas e não se conhecem antídotos específicos da venlafaxina.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

2.9.3

Sistema

nervoso

central.

Psicofármacos.

Antidepressores.

Código ATC: N06A X16.

A venlafaxina e o seu metabolito O-desmetilvenlafaxina, são inibidores potentes da

recaptação neuronal da serotonina e da noradrenalina e inibidores fracos da recaptação da

dopamina. Pensa-se que a actividade antidepressiva da venlafaxina está relacionada com

a potenciação da actividade neurotransmissora no sistema nervoso central. A venlafaxina

O-desmetilvenlafaxina

não

têm

afinidade

significativa

para

receptores

muscarínicos, histaminérgicos ou alfa1-adrenérgicos in vitro. A actividade a nível destes

receptores pode estar relacionada com a ocorrência de vários efeitos anticolinérgicos,

sedativos e cardiovasculares observados com outros psicotrópicos. Em modelos animais

roedores a venlafaxina demonstrou uma actividade que fazia prever acção antidepressiva,

ansiolítica e propriedades de potenciação cognitiva.

Depressão

A eficácia do Venlafaxina Nucleus (cloridrato de venlafaxina) comprimidos de libertação

prolongada, no tratamento da depressão, foi estabelecida em dois estudos controlados

com placebo, de curta duração e dose flexível, em doentes adultos no ambulatório com

depressão major ou perturbação depressiva major, de acordo com os critérios do DSM-

III-R ou DSM-IV.

Um estudo de 12 semanas em que foram utilizadas doses de Venlafaxina Nucleus entre

75-150 mg/dia (dose média nos doentes que completaram o estudo foi de 136 mg/dia) e

um outro de 8 semanas com doses de Venlafaxina Nucleus entre 75-225 mg/dia (dose

média nos doentes que completaram o estudo foi de 177 mg/dia), demonstraram a

superioridade do Venlafaxina Nucleus comparativamente ao placebo na pontuação total e

no Item Humor Depressivo, da escala de HAM-D, na pontuação total da escala de

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

MADRS, na Gravidade da Doença da escala ICG e na Melhoria Global da Doença da

escala ICG. Em ambos os estudos o Venlafaxina Nucleus foi significativamente melhor

que o placebo para alguns factores da escala de HAM-D, incluindo os factores de

ansiedade/somatização, distúrbios cognitivos e de retardação, bem como a pontuação de

ansiedade psíquica. Um estudo de 4 semanas em doentes hospitalizados com depressão

major com melancolia, de acordo com os critérios do DSM-III-R, em que se utilizaram

doses de Venlafaxina Nucleus(forma de libertação imediata de venlafaxina) entre 150-

mg/dia

(esquema

t.i.d.),

demonstrou

superioridade

Venlafaxina

Nucleus

relativamente ao placebo. A dose média nos doentes que completaram o estudo foi de

350 mg/dia.

Perturbação de ansiedade generalizada

eficácia

Venlafaxina

Nucleus

comprimidos

tratamento

perturbação

ansiedade generalizada, foi estabelecida em quatro estudos controlados com placebo. Os

estudos foram conduzidos em doentes no ambulatório que preenchiam os critérios do

DSM-IV de perturbação de ansiedade generalizada sem depressão. A eficácia a curto

prazo do Venlafaxina Nucleus foi demonstrada em quatro estudos. Dois deles foram

estudos de 8 semanas, em que se utilizaram doses de Venlafaxina Nucleus de 75, 150 e

225 mg/dia e de 75 e 150 mg/dia, respectivamente e os outros foram as primeiras 8

semanas de dois estudos de longa duração, com doses de Venlafaxina Nucleus entre 75-

225 mg/dia e de 37,5, 75 e 150 mg/dia, respectivamente. Cada um dos quatro estudos

demonstrou a superioridade do Venlafaxina Nucleus relativamente ao placebo, em pelo

menos 5 das seguintes escalas de eficácia: pontuação total e factor de ansiedade psíquica

da escala de HAM-A, subescala de ansiedade hospitalar e ansiedade depressiva, e

gravidade da doença da escala ICG, bem como nos itens de humor ansioso e tensão da

escala de HAM-A.

Dois dos estudos prolongaram-se até aos 6 meses. Estes dois estudos, em que foram

utilizadas doses de Venlafaxina Nucleus entre 75-225 mg/dia e de 37,5, 75 e 150 mg/dia,

respectivamente, demonstraram a superioridade do Venlafaxina Nucleus relativamente ao

placebo na pontuação total e factor de ansiedade psíquica da escala de HAM-A, no factor

de ansiedade da escala de HAD, na gravidade da doença da escala ICG, tal com no item

de humor ansioso da escala de HAM-A.

Perturbação de Ansiedade Social (Fobia Social)

A eficácia do Venlafaxina Nucleus no tratamento da perturbação de ansiedade social

(também designada por fobia social) foi estabelecida em quatro ensaios duplamente

cegos, paralelos, com a duração de 12 semanas, multicêntricos, controlados com placebo,

de doses variáveis e um estudo duplamente cego, paralelo, com a duração de 6 meses, de

doses fixa/variáveis em doentes adultos no ambulatório que cumpriam os critérios do

DSM-IV de perturbação de ansiedade social. Os doentes foram tratados com doses entre

75-225 mg/dia. A eficácia foi avaliada com a escala Liebowitz Social Anxiety Scale

(LSAS). Nestes cinco ensaios o Venlafaxina Nucleus foi significativamente mais eficaz

que o placebo no que respeita às alterações na pontuação total da escala LSAS entre os

valores basais e os obtidos no endpoint.

Perturbação de pânico

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

eficácia

Venlafaxina

Nucleus

tratamento

perturbação

pânico

estabelecida

dois

ensaios

duplamente

cegos,

duração

semanas,

multicêntricos, controlados com placebo em doentes no ambulatório que preenchiam os

critérios do DSM-IV de perturbação de pânico, com ou sem agorafobia. Os doentes

foram tratados com doses fixas de 75 ou 150 mg/dia num estudo e de 75 ou 225 mg/dia

no outro estudo. A eficácia foi avaliada com base nos resultados obtidos nas três

variáveis: (1) percentagem de doentes livres de ataques de pânico com todos os sintomas

na Escala de Ansiedade de Antecipação e Pânico (PAAS), (2) alteração média a partir

dos valores iniciais na pontuação total da Escala de Gravidade da Perturbação de Pânico e

(3) percentagem de doentes que responderam (apresentaram melhorias significativas ou

melhorias

muito

significativas)

escala

“Clinical

Global

Impressions

(CGI)

Improvement”. Nestes dois ensaios, o Venlafaxina Nucleus nas doses de 75, 150 ou 225

mg/dia foi significativamente mais eficaz que o placebo nas três variáveis. Num estudo a

longo termo, doentes adultos em ambulatório que cumpriam os critérios do DSM-IV de

perturbação de pânico e que tinham respondido ao tratamento com Venlafaxina Nucleus

(75 a 225 mg/dia) durante 12 semanas em estudo aberto, foram randomizados em 2

grupos, um dos quais continuou a tomar a mesma dose de Venlafaxina Nucleus e outro

grupo que tomou placebo, para observação de recaídas durante 6 meses em estudo

duplamente cego. A recaída durante a fase duplamente cega foi definida como tendo 2 ou

mais

ataques

pânico

todos

sintomas

semana,

durante

semanas

consecutivas, ou tendo descontinuado devido a perda de eficácia. Nos doentes tratados

continuamente com Venlafaxina Nucleus ocorreram significativamente menos recaídas

durante os 6 meses subsequentes, comparativamente aos tratados com placebo.

Recaídas/Recorrência de Depressão

Um estudo efectuado em doentes no ambulatório que tinham respondido ao tratamento

com Venlafaxina Nucleus(forma de libertação imediata de venlafaxina) durante um

período inicial de 6 meses, aberto e que foram posteriormente incluídos em tratamento de

manutenção, randomizado, com Venlafaxina Nucleus ou placebo durante 12 meses

demonstrou uma diminuição significativa na taxa de recorrência nos doentes tratados

com Venlafaxina Nucleuscomparativamente aos que tomaram placebo.

Um estudo efectuado em doentes no ambulatório que tinham respondido ao tratamento

com Venlafaxina Nucleus durante um período inicial de 8 semanas, aberto e cujo

tratamento foi posteriormente continuado, randomizado, com Venlafaxina Nucleus ou

placebo durante 6 meses demonstrou uma diminuição significativa na taxa de recaídas

nos doentes tratados com Venlafaxina Nucleus comparativamente aos que tomaram

placebo.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Após administração oral de doses únicas de Venlafaxina Nucleus, pelo menos 92% da

venlafaxina

absorvida.

biodisponibilidade

absoluta

40-45%,

devido

metabolismo présistémico. Em estudos de dose única com doses de 25 a 150 mg de

venlafaxina de libertação imediata, a média das concentrações plasmáticas máximas

(Cmáx) variou de 37 a 163 ng/ml, respectivamente, e foram atingidas ao fim de 2,1 a 2,4

horas

(tmáx).

Após

administração

venlafaxina

comprimidos

libertação

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

prolongada,

concentrações

plasmáticas

máximas

venlafaxina

desmetilvenlafaxina atingemse após 5,5 e 9 horas, respectivamente. Após administração

venlafaxina

libertação

imediata

concentrações

plasmáticas

máximas

venlafaxina e Odesmetilvenlafaxina atingem-se após 2 e 3 horas, respectivamente. A

venlafaxina apresenta a mesma taxa de absorção após administração de comprimidos de

libertação prolongada ou de comprimidos de

libertação imediata. As concentrações

plasmáticas da venlafaxina e da O-desmetilvenlafaxina no estado estacionário atingem-se

após 3 dias de tratamento com doses múltiplas de venlafaxina em comprimidos de

libertação imediata. Ambas apresentam cinética linear num intervalo de concentrações de

75-450

mg/dia

administração

horas.

venlafaxina

desmetilvenlafaxina ligam-se às proteínas plasmáticas em aproximadamente 27% e 30%,

respectivamente. Uma vez que esta ligação é independente das respectivas concentrações

até 2,215 e 500 ng/ml, quer a venlafaxina quer a O-desmetilvenlafaxina apresentam baixo

potencial de envolvimento em interacções farmacológicas significativas que envolvam o

deslocamento de fármacos das proteínas plasmáticas. O

volume de distribuição da

venlafaxina no estado estacionário após administração intravenosa é de 4,4 + 1,9 l/kg.

A venlafaxina sofre um intenso metabolismo hepático. Estudos in vitro e in vivo indicam

venlafaxina

sofre

biotransformação

metabolito

activo,

Odesmetilvenlafaxina, pela isoenzima CYP2D6 do citocromo P450. Embora a actividade

relativa da CYP2D6 possa diferir de doente para doente, não é necessário alteração do

regime posológico da venlafaxina relacionada com este facto. A exposição ao fármaco

(AUC) e a flutuação dos níveis plasmáticos da venlafaxina e da O-desmetilvenlafaxina,

após administração de doses diárias idênticas de venlafaxina como regimes b.i.d. ou t.i.d.

de libertação imediata, foram comparáveis. A venlafaxina e os seus metabolitos são

excretados principalmente pelo rim. Aproximadamente 87% de uma dose de venlafaxina

é recuperada na urina após 48 horas, sob as formas de venlafaxina inalterada (5%), O-

desmetilvenlafaxina não conjugada (29%), O-desmetilvenlafaxina conjugada (26%) e

outros metabolitos menores inactivos (27%).

alimentos

não

interferem

significativamente

absorção

venlafaxina

formação

O-desmetilvenlafaxina.

farmacocinética

venlafaxina

desmetilvenlafaxina é significativamente alterada em alguns doentes com cirrose hepática

compensada (alterações hepáticas moderadas) após administração oral de uma dose única

de venlafaxina. Em doentes com alterações da função hepática, as médias das clearances

plasmáticas da venlafaxina e da O-desmetilvenlafaxina diminuem aproximadamente 30-

médias

semi-vidas

eliminação

prolongam-se

vezes

mais,

comparativamente

indivíduos

normais.

segundo

estudo,

venlafaxina

administrada oralmente e por via

intravenosa

indivíduos normais (n=21) e em

indivíduos Child-Pugh A (n=8) e Child-Pugh

B (n=11), com alterações da

função

hepática

ligeira

moderada,

respectivamente.

biodisponibilidade

oral

aproximadamente duplicou nos indivíduos com alterações hepáticas, comparativamente

indivíduos

normais.

indivíduos

alterações

hepáticas,

semi-vida

eliminação da venlafaxina administrada oralmente aumentou aproximadamente para o

dobro e a clearance foi reduzida em mais de metade, comparativamente aos indivíduos

normais. Nos indivíduos com alterações hepáticas a semi-vida de eliminação oral da O-

desmetilvenlafaxina

aumentou

cerca

clearance

semelhante

comparativamente

indivíduos

normais.

Observou-se

elevado

grau

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

variabilidade

interindividual.

semi-vidas

eliminação

venlafaxina

desmetilvenlafaxina aumentam com o grau de insuficiência da função renal. A semi-vida

de eliminação aumentou aproximadamente 1,5 vezes em doentes com insuficiência renal

moderada e aproximadamente 2,5 vezes e 3 vezes em doentes com estadio terminal de

doença renal.

A idade e o sexo não afectam significativamente a farmacocinética da venlafaxina.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os estudos efectuados com venlafaxina em ratos e ratinhos não forneceram quaisquer

indícios de carcinogenicidade. As exposições sistémicas à venlafaxina, no rato e no

ratinho,

foram

idênticas

superiores

observadas

humano;

exposição

sistémica à O-desmetilvenlafaxina foi inferior à observada no ser humano.

A venlafaxina não se revelou mutagénica numa vasta série de ensaios in vitro e in vivo. A

O-desmetilvenlafaxina não induziu mutações génicas nem aberrações cromossómicas em

testes in vitro. No entanto, apresentou actividade clastogénica no teste do micronúcleo, in

vivo.

A venlafaxina não demonstrou potencial teratogénico no rato e coelho. A venlafaxina não

afectou

reprodução

fertilidade

ratos

machos

fêmeas,

estudos

envolveram

administração

oral

doses

ligeiramente

superiores

dose

máxima

recomendada para o ser humano. A O-desmetilvenlafaxina provocou uma redução da

fertilidade do rato.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Sílica anidra coloidal, Estearato de Magnésio, Hidrogenofosfato de cálcio , Kollidone SR

(Laurilsulfato de sódio, Polivinilo, acetato, Povidona, Sílica coloidal anidra), Macrogol

6000, talco, dióxido de titânio e Eudragit RS30

6.2 Incompatibilidades

Desconhecidas.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

Blister de ALU/ALU ou frasco HDPE com tampa de segurança (fecho LDPE) contendo

10, 14, 15, 28, 30, 50, 60 e 100 comprimidos de libertação prolongada.

Podem não ser comercializados todos os tamanhos de embalagem.

6.6 Instruções de utilização e manipulação

Não se aplica.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nucleus ehf

Naustanesi

116 Reykjavik

Islândia

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: XXXXXXX – 10 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 15 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 14 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 28 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 30 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 50 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 60 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 100 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 10 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 14 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 15 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 28 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 30 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, frasco

HDPE

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

Nº de registo: XXXXXXX – 50 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 60 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 100 Comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 10 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 15 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 14 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 28 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 30 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 50 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 60 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 100 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 10 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 14 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 15 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 28 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 30 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 50 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 60 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 100 Comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 10 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 15 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 14 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, blister

Alu/Alu

APROVADO EM

19-03-2008

INFARMED

Nº de registo: XXXXXXX – 28 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 30 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 50 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 60 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 100 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, blister

Alu/Alu

Nº de registo: XXXXXXX – 10 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 14 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 15 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 28 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 30 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 50 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 60 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, frasco

HDPE

Nº de registo: XXXXXXX – 100 Comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, frasco

HDPE

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DE REVISÃO DO TEXTO

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