Venlafaxina Labesfal 150 mg Cápsula de libertação prolongada

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Venlafaxina
Disponível em:
Generis Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
N06AX16
DCI (Denominação Comum Internacional):
Venlafaxine
Dosagem:
150 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula de libertação prolongada
Composição:
Venlafaxina, cloridrato 169.8 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 10 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.9.3 Antidepressores
Área terapêutica:
venlafaxine
Resumo do produto:
5099775 - Blister 10 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10023378 - 50007580 ; 5099817 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Comercializado - 10023378 - 50007572 ; 5099809 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10023378 - 50007580 ; 5099825 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10023378 - 50042572
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
07/H/0334/003
Data de autorização:
2008-04-04

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Venlafaxina Labesfal 37,5 mg cápsulas de libertação prolongada

Venlafaxina Labesfal 75 mg cápsulas de libertação prolongada

Venlafaxina Labesfal150 mg cápsulas de libertação prolongada

Venlafaxina, cloridrato

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Venlafaxina Labesfal e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Venlafaxina Labesfal

3. Como tomar Venlafaxina Labesfal

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Venlafaxina Labesfal

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Venlafaxina Labesfal e para que é utilizado

Venlafaxina Labesfal contém a substância ativa venlafaxina.

Venlafaxina Labesfal é um medicamento antidepressivo que pertence a uma classe

medicamentos

designados

inibidores

recaptação

serotonina

norepinefrina (IRSNs). Esta classe de medicamentos é utilizada para tratar a

depressão e outras doenças tais como as perturbações de ansiedade. Pensa-se que

as pessoas deprimidas e/ou ansiosas têm níveis baixos de serotonina e noradrenalina

no cérebro. Não se sabe ainda completamente como atuam os antidepressivos, mas

estes podem ajudar a tratar estes doentes através do aumento dos níveis de

serotonina e de noradrenalina no cérebro.

Venlafaxina Labesfal está indicado para o tratamento de adultos com depressão. Está

também indicado para o tratamento de adultos com as seguintes perturbações de

ansiedade: perturbação de ansiedade generalizada, perturbação de ansiedade social

(medo ou comportamentos de fuga de situações sociais) e perturbação de pânico

(ataques de pânico). O tratamento adequado da depressão ou das perturbações de

ansiedade é importante para que se sinta melhor. Se não tratar esta doença, esta

pode não desaparecer e pode tornar-se mais grave e mais difícil de tratar.

2. O que precisa de saber antes de tomar Venlafaxina Labesfal

Não tome Venlafaxina Labesfal:

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

- Se tem alergia à venlafaxina ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6).

- Se está também a tomar, ou tomou nos últimos 14 dias, quaisquer medicamentos

conhecidos como inibidores da monoamina-oxidase irreversíveis (IMAOs), utilizados

para tratar a depressão ou a doença de Parkinson. Tomar um IMAO irreversível com

Venlafaxina Labesfal, pode causar efeitos indesejáveis graves ou mesmo colocar a

vida em perigo. De igual modo, deve esperar, pelo menos, 7 dias após a interrupção

de Venlafaxina Labesfal antes de tomar qualquer medicação contendo IMAO (ver

também a secção “Outros medicamentos e Venlafaxina Labesfal” e a informação

nesta secção sobre “Síndrome Serotoninérgica”).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Venlafaxina Labesfal:

- Se está a tomar outros medicamentos que, tomados ao mesmo tempo que

Venlafaxina

Labesfal,

podem

aumentar

risco

desenvolver

síndrome

serotoninérgica (ver a secção “Outros medicamentos e Venlafaxina Labesfal”).

- Se tem problemas de olhos, nomeadamente certos tipos de glaucoma (tensão

intraocular aumentada).

- Se tem antecedentes de tensão arterial elevada.

- Se tem antecedentes de problemas de coração.

- Se lhe foi dito que tem problemas no ritmo do coração

- Se tem antecedentes de síncopes (convulsões).

- Se tem antecedentes de níveis baixos de sódio no sangue (hiponatremia).

- Se tem tendência para ter nódoas negras ou para ter facilmente hemorragias

(antecedentes de perturbações hemorrágicas), ou se está a tomar medicamentos

que possam aumentar o risco de hemorragia, por exemplo, varfarina (usada para

prevenir coágulos de sangue).

- Se tem antecedentes ou se tem familiares com antecedentes de mania ou doença

bipolar (sentimento de sobre-excitação ou euforia).

- Se tem antecedentes de comportamento agressivo.

Venlafaxina Labesfal pode causar uma sensação de agitação ou incapacidade de se

sentar ou de permanecer em repouso durante as primeiras semanas de tratamento.

Se isto lhe acontecer deverá informar o seu médico.

Pensamentos relacionados com o suicídio e agravamento da sua depressão ou

perturbações de ansiedade

Se se encontra deprimido e/ou tem uma perturbação de ansiedade poderá por vezes

pensar em se autoagredir ou até suicidar. Estes pensamentos podem aumentar no

início do tratamento com antidepressivos, pois estes medicamentos necessitam de

tempo para atuarem. Normalmente os efeitos terapêuticos demoram cerca de duas

semanas a fazerem-se sentir mas por vezes podem demorar mais tempo.

Poderá estar mais predisposto a ter este tipo de pensamentos nas seguintes

situações:

- Se tem antecedentes de ter pensamentos acerca de se suicidar ou se autoagredir.

- Se é um jovem adulto. A informação proveniente de estudos clínicos revelou um

maior risco de comportamento suicida em adultos jovens (com menos de 25 anos)

com problemas psiquiátricos tratados com antidepressivos.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Se em qualquer momento pensar em se autoagredir ou suicidar, deverá contactar o

seu médico ou dirigir-se imediatamente ao hospital.

Poderá ser útil para si contar a uma pessoa próxima de si ou a um familiar que se

encontra deprimido ou que tem uma perturbação de ansiedade e dar-lhes este

folheto a ler. Poderá também pedir-lhes que o informem caso verifiquem um

agravamento do seu estado de depressão ou ansiedade, ou se ficarem preocupados

com alterações no seu comportamento.

Boca seca

Foi notificada boca seca em 10% dos doentes tratados com venlafaxina. Esta pode

aumentar o risco de cáries. Portanto, deve tomar cuidados especiais com a higiene

dentária.

Diabetes

Pode haver alteração dos seus níveis de glucose devido ao Venlafaxina Labesfal.

Desta

forma,

pode

necessário

ajustar

dose

seus

medicamentos

antidiabéticos.

Os chamados IRSN/ISRS podem causar sintomas de disfunção sexual (ver secção 4).

Em alguns casos, estes sintomas persistiram após a suspensão do tratamento.

Crianças e adolescentes

Venlafaxina Labesfal não deve normalmente ser utilizado por crianças e adolescentes

com idade inferior a 18 anos. Importa igualmente assinalar que os doentes com

idade inferior a 18 anos correm maior risco de sofrerem efeitos indesejáveis tais

como, tentativa de suicídio, ideação suicida e hostilidade (predominantemente

agressividade, comportamento de oposição e cólera) quando tomam medicamentos

desta classe. Apesar disso, o médico poderá prescrever este medicamento a doentes

com idade inferior a 18 anos quando decida que é para o seu melhor interesse. Se o

seu médico prescreveu este medicamento para um doente com menos de 18 anos e

gostaria de discutir esta questão, queira voltar a contactá-lo. Deverá informar o seu

médico se algum dos sintomas acima mencionados se desenvolver ou piorar quando

doentes com menos de 18 anos estejam a tomar Venlafaxina Labesfal. Além disso,

não foram ainda demonstrados os efeitos de segurança a longo prazo no que

respeita

crescimento,

maturação

desenvolvimento

cognitivo

comportamental deste medicamento neste grupo etário.

Outros medicamentos e Venlafaxina Labesfal

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

O seu médico deverá decidir se pode tomar Venlafaxina Labesfal com outros

medicamentos.

Não comece nem pare de tomar quaisquer medicamentos, incluindo medicamentos

obtidos sem receita médica, e medicamentos naturais ou à base de plantas, antes de

falar com o seu médico ou farmacêutico.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

- Inibidores da monoamina-oxidase, usados para o tratamento da depressão ou da

doença de Parkinson, não devem ser tomados com Venlafaxina Labesfal. Fale com o

seu médico se tiver tomado estes medicamentos nos últimos 14 dias (IMAOs: ver a

secção “O que precisa de saber antes de tomar Venlafaxina Labesfal”).

- Síndrome serotoninérgica:

Uma condição que pode, potencialmente, colocar a vida em perigo ou reações do

tipo Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM) (ver a secção ”Efeitos indesejáveis

possíveis”), pode ocorrer com o tratamento com venlafaxina, em particular quando

tomado juntamente com outros medicamentos. Exemplos destes medicamentos

incluem:

- Triptanos (utilizados para enxaquecas)

- Outros medicamentos para tratar a depressão, como por exemplo IRSN, ISRSs,

tricíclicos, ou medicamentos contendo lítio

- Medicamentos contendo linezolida, um antibiótico (usado para tratar infeções)

- Medicamentos contendo moclobemida, um IMAO (usado para tratar a depressão)

- Medicamentos contendo sibutramina (usado para perder peso)

- Medicamentos contendo tramadol, fentanilo, tapentadol, petidina ou pentazocina

(usados para tratar dor grave)

- Medicamentos contendo dextrometorfano (usado para tratar tosse)

- Medicamentos contendo metadona (usada para tratar dependência de opióides ou

dor grave)

- Medicamentos contendo azul-de-metileno (usado para tratar níveis elevados de

meta-hemoglobina no sangue)

- Produtos contendo hipericão (também designado como Hypericum perforatum, um

medicamento natural ou à base de plantas utilizado para tratar a depressão ligeira)

- Produtos contendo triptofano (utilizado para problemas tais como distúrbios de

sono e depressão)

- Antipsicóticos (usados no tratamento de uma doença que apresenta sintomas como

ouvir, ver ou sentir coisas que não existem, alucinações, suspeição invulgar,

raciocínio pouco claro e retraimento)

Os sinais e sintomas da síndrome serotoninérgica podem incluir combinações de

efeitos, tais como: agitação, alucinações, descoordenação, ritmo cardíaco acelerado,

aumento da temperatura corporal, alterações rápidas da tensão arterial, reflexos

muito reativos, diarreia, coma, náuseas, vómitos.

Na sua forma mais grave, a síndrome serotoninérgica pode assemelhar-se à

Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM). Os sinais e sintomas da SNM podem incluir

associação

febre,

batimento

cardíaco

acelerado,

transpiração,

rigidez

muscular grave, confusão, aumento das enzimas musculares (determinado por um

exame ao sangue).

Informe o seu médico imediatamente ou dirija-se ao serviço de urgências do hospital

mais próximo se pensa que pode estar a sofrer de síndrome serotoninérgica.

Deve informar o seu médico se estiver a tomar medicamentos que afetam o ritmo do

seu coração.

Exemplos destes medicamentos incluem:

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

- Antiarrítmicos tais como quinidina, amiodarona, sotalol ou dofetilida (para tratar o

ritmo anómalo do coração)

- Antipsicóticos tais como tioridazina (ver também a informação acima sobre

Síndrome serotoninérgica)

- Antibióticos tais como eritromicina ou moxifloxacina (usados para tratar infeções

bacterianas)

- Antihistamínicos (usados para tratar alergias)

Os medicamentos seguintes podem também interagir com Venlafaxina Labesfal e

devem ser usados com precaução. É muito importante informar o seu médico ou

farmacêutico no caso de estar a tomar medicamentos que contêm:

- Cetoconazole (um medicamento antifúngico)

- Haloperidol ou risperidona (para tratar problemas psiquiátricos)

- Metoprolol (um bloqueador beta para tratar problemas de tensão arterial elevada e

de coração)

Venlafaxina Labesfal com alimentos, bebidas e álcool

Venlafaxina Labesfal deve ser tomado com alimentos (ver a secção 3 “Como tomar

Venlafaxina Labesfal”).

Deve evitar tomar bebidas alcoólicas enquanto estiver a tomar Venlafaxina Labesfal.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. Deverá

tomar Venlafaxina Labesfal apenas depois de discutir com o seu médico os benefícios

potenciais e os riscos potenciais para o feto.

Certifique-se que o seu médico e/ou pessoal de enfermagem sabem que está a

tomar

Venlafaxina

Labesfal.

Quando

tomados

durante

gravidez,

fármacos

semelhantes (ISRSs) podem aumentar o risco de uma situação grave nos bebés

chamada hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido (HPPRN), que faz com

que o bebé respire mais rapidamente e que pareça azulado. Estes sintomas

começam habitualmente durante as primeiras 24 horas após o nascimento. Se isto

acontecer ao seu bebé deverá contactar o seu médico e/ou pessoal de enfermagem

imediatamente.

Se está a tomar este medicamento durante a gravidez, para além de problemas com

a respiração, o seu bebé pode apresentar outros sintomas após o parto tais como

dificuldades na alimentação. Se o seu bebé apresenta estes sintomas depois do

nascimento e se está preocupada, deverá contactar o seu médico e/ou pessoal de

enfermagem que serão capazes de a aconselhar

Venlafaxina Labesfal passa para o leite materno. Existe um risco de poder afetar o

bebé. Assim, deverá discutir o assunto com o seu médico que decidirá se deve

interromper a amamentação ou o tratamento com este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Não conduza nem utilize quaisquer instrumentos ou máquinas até saber como este

medicamento o afeta.

Venlafaxina Labesfal 150 mg contém sódio.

Venlafaxina Labesfal 150 mg contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por

cápsula, ou seja é praticamente “isento de sódio”.

Venlafaxina Labesfal 150 mg contém Amarelo sunset (E110). Pode causar reações

alérgicas.

3. Como tomar Venlafaxina Labesfal

Tome sempre este medicamento de acordo com o indicado pelo seu médico. Fale

com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose inicial habitualmente recomendada para o tratamento da depressão, da

perturbação de ansiedade generalizada e da perturbação de ansiedade social é de

75 mg por dia. A dose pode ser aumentada gradualmente pelo seu médico e, se

necessário, pode atingir uma dose máxima de 375 mg por dia no caso de depressão.

Se está a receber tratamento para perturbação de pânico, o seu médico receitará

uma dose inicial mais baixa (37,5 mg) e de seguida aumentará gradualmente a

dose. A dose máxima para a perturbação de ansiedade generalizada, a perturbação

de ansiedade social e a perturbação de pânico é de 225 mg/dia.

Tome Venlafaxina Labesfal aproximadamente à mesma hora do dia, de manhã ou à

noite. As cápsulas devem ser engolidas inteiras com um líquido, e não deve abrir,

esmagar, mastigar ou dissolver as cápsulas.

Venlafaxina Labesfal deve ser tomado com alimentos.

Se sofre de problemas de fígado ou de rim, fale com o seu médico, uma vez que a

dose deste medicamento poderá ter de ser ajustada.

Não interrompa o tratamento com este medicamento sem falar com o seu médico

(ver a secção “Se parar de tomar Venlafaxina Labesfal”).

Se tomar mais Venlafaxina Labesfal do que deveria

Caso tenha tomado uma quantidade deste medicamento mais elevada do que a

receitada pelo seu médico, deverá contactar imediatamente o seu médico ou

farmacêutico.

Os sintomas de uma possível sobredosagem podem incluir ritmo cardíaco acelerado,

alterações do nível de alerta (desde a sonolência ao coma), visão enevoada,

convulsões ou desmaios, e vómitos.

Caso se tenha esquecido de tomar Venlafaxina Labesfal

Se se esqueceu de tomar uma dose, tome essa dose logo que se lembrar. Contudo,

se já for altura de tomar a dose seguinte, não tome a dose esquecida e tome apenas

uma dose como normalmente. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

dose que se esqueceu de tomar. Não tome mais do que a quantidade de Venlafaxina

Labesfal diária que lhe foi receitada num dia.

Se parar de tomar Venlafaxina Labesfal

Não interrompa o tratamento nem reduza a dose sem o conselho do seu médico

mesmo que se sinta melhor. Se o seu médico pensa que não necessita de continuar

a tomar Venlafaxina Labesfal, poderá pedir-lhe para reduzir a dose lentamente antes

de parar o tratamento. Podem ocorrer efeitos indesejáveis nos indivíduos que param

de tomar este medicamento, especialmente quando o tratamento é interrompido

subitamente ou a dose é reduzida demasiado rapidamente. Algumas pessoas podem

sentir sintomas tais como fadiga, tonturas, vertigens, dores de cabeça, perturbações

do sono, pesadelos, secura de boca, perda de apetite, náuseas, diarreia, nervosismo,

agitação, confusão, zumbidos nos ouvidos, sensação de formigueiro ou raramente de

choque elétrico, fraqueza, sudação, convulsões ou sintomas gripais.

O seu médico aconselhá-lo-á sobre o modo de suspender gradualmente o tratamento

com Venlafaxina Labesfal. No caso de sentir algum destes ou outros sintomas que o

deixem preocupado, peça aconselhamento adicional ao seu médico.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

No caso de sentir qualquer dos efeitos seguintes, não continue a tomar Venlafaxina

Labesfal. Contacte imediatamente o seu médico ou dirija-se às urgências do hospital

mais próximo.

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas)

- Inchaço da face, boca, língua, garganta, mãos ou pés, e/ou erupção na pele com

manchas elevadas e comichão (urticária), dificuldade em engolir ou respirar.

Raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas)

- Aperto no peito, respiração ruidosa, dificuldade em engolir ou respirar.

- Erupção grave na pele, comichão ou urticária (manchas elevadas de pele de cor

vermelha ou pálida, frequentemente acompanhadas de comichão).

- Sinais e sintomas da síndrome serotoninérgica, que podem incluir agitação,

alucinações, descoordenação, ritmo cardíaco acelerado, aumento da temperatura

corporal, alterações rápidas da tensão arterial, reflexos muito reativos, diarreia,

coma, náuseas, vómitos.

Na sua forma mais grave, a síndrome serotoninérgica pode assemelhar-se à

Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM). Os sinais e sintomas da SNM podem incluir

associação

febre,

batimento

cardíaco

acelerado,

transpiração,

rigidez

muscular grave, confusão, aumento das enzimas musculares (determinado por um

exame ao sangue).

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

- Sinais de infeção, tais como temperatura alta, arrepios, calafrios, dores de cabeça,

transpiração,

sintomas

semelhantes

gripe.

Estes

sintomas

podem

causados por uma doença do sangue que provoca um aumento do risco de infeção.

- Erupção grave da pele, que pode originar uma reação grave de formação de bolhas

e de exfoliação da pele.

- Dor, hipersensibilidade ou fraqueza musculares inexplicáveis. Pode ser um sinal de

rabdomiólise.

Outros efeitos indesejáveis que devem ser comunicados ao seu médico incluem (a

frequência destes efeitos indesejáveis está incluída na lista abaixo "Outros efeitos

indesejáveis que podem ocorrer"):

Tosse,

respiração

ruidosa

e falta

ar que

podem

acompanhadas

temperatura elevada

- Fezes escuras (cor de carvão) ou sangue nas fezes

- Comichão, olhos ou pele amarelados, ou urina escura, que podem ser sintomas de

inflamação do fígado (hepatite)

- Problemas de coração, tais como ritmo cardíaco acelerado ou irregular, aumento da

tensão arterial

- Problemas dos olhos, tais como visão enevoada e pupilas dilatadas

- Problemas de nervos, tais como tonturas, sensação de formigueiro, perturbações

dos movimentos (espasmos ou rigidez musculares), convulsões ou desmaios

- Problemas psiquiátricos, tais como hiperatividade e sensação invulgar de grande

excitação

- Efeitos da interrupção do tratamento (ver a secção “Como utilizar Venlafaxina

Labesfal”, “Se parar de tomar Venlafaxina Labesfal”)

- Hemorragia prolongada – se se cortar ou magoar, a hemorragia poderá levar um

pouco mais de tempo a parar.

Não se preocupe se vir pequenos grânulos brancos ou bolas brancas nas fezes depois

de tomar este medicamento. Dentro das cápsulas de Venlafaxina Labesfal existem

umas pequenas esferas (pequenas bolas brancas) que contêm a substância ativa

(venlafaxina). Estas esferas são libertadas a partir da cápsula no seu estômago. Uma

vez que estas esferas viajam ao longo do seu estômago e intestinos, a venlafaxina é

libertada lentamente. A “concha” esférica não se dissolve e é eliminada nas suas

fezes. Assim, mesmo que observe as pequenas esferas nas fezes, a sua dose de

medicamento foi absorvida.

Outros efeitos indesejáveis que podem ocorrer

Muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em 10 pessoas)

- Tonturas; dores de cabeça; sonolência

- Insónia

- Náuseas; boca seca; obstipação (prisão de ventre)

- Sudação (incluindo suores noturnos)

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas)

- Diminuição do apetite

- Confusão; sentimento de estar separado de si mesmo; ausência de orgasmo;

diminuição da líbido; agitação; nervosismo; sonhos anómalos

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

- Tremores; sensação de agitação ou incapacidade de se sentar ou de permanecer

em repouso; sensação de formigueiro; alteração do paladar; aumento do tónus

muscular

- Perturbações visuais, incluindo visão enevoada; pupilas dilatadas; incapacidade

ocular de mudar automaticamente a focagem de objetos à distância para objetos ao

perto

- Zumbidos nos ouvidos (acufeno)

- Batimento cardíaco alterado; palpitações

- Aumento da tensão arterial; rubor

- Falta de ar; bocejos

- Vómitos, diarreia

- Erupção na pele ligeira; comichão

- Aumento da frequência da micção; incapacidade de urinar; dificuldade em urinar

- Irregularidades menstruais tais como aumento da hemorragia ou hemorragia

aumentada e irregular; alterações da ejaculação/orgasmo (homens); disfunção erétil

(impotência)

- Fraqueza (astenia); fadiga; arrepios

- Aumento de peso, diminuição de peso

- Aumento do colesterol

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas)

- Atividade excessiva, pensamentos acelerados e diminuição da necessidade de

dormir (mania)

- Alucinações; sentimento de estar separado da realidade; alterações do orgasmo;

ausência de sentimentos ou emoções; sentimento de grande excitação; ranger dos

dentes

- Desmaio; movimentos involuntários dos músculos; problemas de coordenação e

equilíbrio

- Sentir tonturas (em particular, quando se levanta demasiado depressa); diminuição

da tensão arterial

- Vomitar sangue, fezes cor de carvão ou sangue nas fezes, o que pode ser sinal de

hemorragia interna

- Sensibilidade à luz do sol; nódoas negras; perda de cabelo anómala

- Incapacidade de controlar a urina

- Rigidez, espasmos e movimentos involuntários dos músculos

- Alterações ligeiras dos resultados dos testes das enzimas do fígado no sangue

Raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas)

- Convulsões ou desmaios

Tosse,

respiração

ruidosa

e falta

ar que

podem

acompanhadas

temperatura elevada

- Desorientação e confusão frequentemente acompanhadas de alucinações (delírio)

- Ingestão excessiva de água (conhecida como síndrome da secreção inadequada de

hormona antidiurética)

- Diminuição dos níveis de sódio no sangue

- Dor grave nos olhos e visão diminuída ou enevoada

- Batimento cardíaco anómalo, rápido ou irregular, que pode levar a desmaios

- Dores abdominais ou das costas graves (podendo ser indicativas de problemas

graves do intestino, fígado ou pâncreas)

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

- Comichão, olhos ou pele amarelados, urina escura ou sintomas gripais, que podem

ser sintomas de inflamação do fígado (hepatite)

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas)

- Hemorragia prolongada, que pode ser um sinal de número reduzido de plaquetas

no sangue, o que aumenta o risco de hematomas ou hemorragias

- Produção anómala de leite

- Hemorragia inesperada, por exemplo, hemorragia das gengivas, sangue na urina

ou nos vómitos, ou aparecimento de nódoas negras inesperadas ou derrame de

vasos sanguíneos (derrame das veias)

Frequência desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

- Ideação suicida e comportamentos suicidas; foram notificados casos de ideação

suicida e comportamentos suicidas durante o tratamento com venlafaxina, ou logo

após a interrupção do tratamento (ver secção 2 “O que precisa de saber antes de

tomar Venlafaxina Labesfal”)

- Agressividade

- Vertigens

Venlafaxina Labesfal pode causar efeitos indesejáveis de que não se dá conta, tais

como aumentos da tensão arterial ou ritmo cardíaco anómalo; alterações ligeiras nos

níveis sanguíneos das enzimas do fígado, sódio ou colesterol. Mais raramente,

Venlafaxina Labesfal pode diminuir a função das plaquetas no sangue, levando a um

aumento do risco de nódoas negras e hemorragias. Assim, o seu médico poderá

pedir para fazer, ocasionalmente, análises de sangue, em particular se está a fazer

tratamento com Venlafaxina Labesfal durante um período prolongado.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico ou enfermeiro.

Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P.

através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a

fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio

internet:

http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Venlafaxina Labesfal

Conservar a temperatura inferior a 25º C.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Venlafaxina Labesfal

A substância ativa é a venlafaxina.

Venlafaxina Labesfal 37,5 mg:

Cada

cápsula

libertação

prolongada

contém

42,45

cloridrato

venlafaxina, equivalente a 37,5 mg de venlafaxina base livre.

Os outros componentes são:

Celulose microcristalina (PH102), Povidona (Plasdone K-90 D), Talco, Sílica coloidal

anidra, Estearato de magnésio, Etilcelulose (E462) e Copovidona;

Cápsula de Gelatina com dióxido de titânio (E171), Óxido de ferro negro (E172),

Óxido de ferro vermelho (E172), Óxido de ferro amarelo (E172) e Tinta de impressão

vermelha (Red SB-1033 Tek)

Venlafaxina Labesfal 75 mg:

Cada cápsula de libertação prolongada contém 84,9 mg de cloridrato de venlafaxina,

equivalente a 75 mg de venlafaxina base livre.

Os outros componentes são:

Celulose microcristalina (PH102), Povidona (Plasdone K-90 D), Talco, Sílica coloidal

anidra, Estearato de magnésio, Etilcelulose (E462) e Copovidona;

Cápsula de Gelatina com dióxido de titânio (E171), Óxido de ferro negro (E172),

Óxido de ferro vermelho (E172) e Tinta de impressão vermelha (Red SB-1033 Tek)

Venlafaxina Labesfal150 mg:

Cada

cápsula

libertação

prolongada

contém

169,8

cloridrato

venlafaxina, equivalente a 150 mg de venlafaxina base livre.

Os outros componentes são:

Celulose microcristalina (PH102), Povidona (Plasdone K-90 D), Talco, Sílica coloidal

anidra, Estearato de magnésio, Etilcelulose (E462) e Copovidona;

Cápsula de Gelatina com dióxido de titânio (E171), Azul brilhante E133, FD&c Red

#40, Amarelo-sunset (E110) e Tek print SB-0007P.

Qual o aspeto de Venlafaxina Labesfal e conteúdo da embalagem

Cápsulas de 37,5 mg: cápsula de cor cinza claro opaco e cor de pêssego opaco, com

dois anéis de cor vermelha impressos no corpo e na cabeça da cápsula.

Cápsulas de 75 mg: cápsula de cor de pêssego opaco, com dois anéis de cor

vermelha impressos no corpo e na cabeça da cápsula.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Cápsulas de 150 mg: cápsula de cor laranja escuro, com dois anéis de cor branca

impressos no corpo e na cabeça da cápsula.

Cada embalagem de Venlafaxina Labesfal de 37,5 mg, 75 mg e 150 mg contém 10,

20, 30 ou 60 cápsulas de libertação prolongada.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Generis® Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

Fabricantes

Tecnimede – Sociedade Técnico-Medicinal, SA

Quinta de Cerca, Caixaria

2565-187 Dois Portos

Portugal

Labesfal – Laboratórios Almiro, S.A.

Zona Industrial do Lagedo,

3465-157 Santiago de Besteiros

Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Venlafaxina Labesfal 37,5 mg cápsulas de libertação prolongada

Venlafaxina Labesfal 75 mg cápsulas de libertação prolongada

Venlafaxina Labesfal150 mg cápsulas de libertação prolongada

Venlafaxina, cloridrato

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Venlafaxina Labesfal 37,5 mg cápsulas de libertação prolongada:

Cada

cápsula

libertação

prolongada

contém

42,45

cloridrato

venlafaxina, equivalente a 37,5 mg de venlafaxina base livre.

Venlafaxina Labesfal 75 mg cápsulas de libertação prolongada:

Cada cápsula de libertação prolongada contém 84,9 mg de cloridrato de venlafaxina,

equivalente a 75 mg de venlafaxina base livre.

Venlafaxina Labesfal150 mg cápsulas de libertação prolongada:

Cada

cápsula

libertação

prolongada

contém

169,8

cloridrato

venlafaxina, equivalente a 150 mg de venlafaxina base livre.

Cada cápsula de libertação prolongada de Venlafaxina Labesfal 150 mg contém

0,396 mg de Amarelo sunset (E110).

Cada cápsula de libertação prolongada de Venlafaxina Labesfal 150 mg contém

0,040 mg de sódio sob a forma de Amarelo sunset (E110) e 0,018 mg de sódio sob a

forma de FD&C Red N 40.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula de libertação prolongada.

Cápsulas de 37,5 mg: cápsula de cor cinza claro opaco e cor de pêssego opaco, com

dois anéis de cor vermelha impressos no corpo e na cabeça da cápsula.

Cápsulas de 75 mg: cápsula de cor de pêssego opaco, com dois anéis de cor

vermelha impressos no corpo e na cabeça da cápsula.

Cápsulas de 150 mg: cápsula de cor laranja escuro, com dois anéis de cor branca

impressos no corpo e na cabeça da cápsula.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Tratamento de episódios depressivos major.

Prevenção da recorrência de episódios depressivos major.

Tratamento da perturbação de ansiedade generalizada.

Tratamento da perturbação de ansiedade social.

Tratamento da perturbação de pânico, com ou sem agorafobia.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Episódios depressivos major

A dose inicial recomendada de venlafaxina de libertação prolongada é de 75 mg

administrados uma vez por dia. Os doentes que não respondam a uma dose inicial

de 75 mg/dia poderão beneficiar de aumentos da dose até uma dose máxima de

375 mg/dia.

aumentos

dose

podem

efetuados

intervalos

2 semanas ou mais. Se justificado clinicamente pela gravidade dos sintomas, os

aumentos das doses podem ser efetuados com intervalos mais frequentes, mas

nunca inferiores a 4 dias.

Dado o risco de efeitos adversos relacionados com a dose, os aumentos da dose

devem ser feitos apenas após avaliação clínica (ver secção 4.4). Deve ser mantida a

dose efetiva mais baixa.

Os doentes devem receber tratamento durante um período de tempo suficiente,

geralmente durante vários meses ou mais. O tratamento deve ser reavaliado

periodicamente, caso a caso. Pode ser apropriado o tratamento prolongado para a

prevenção da recorrência de episódios depressivos major (EDM). Na maioria dos

casos, a dose recomendada na prevenção de EDM é idêntica à utilizada para tratar o

episódio atual.

Deve continuar-se a utilização de medicamentos antidepressivos pelo menos seis

meses após a remissão.

Perturbação de ansiedade generalizada

A dose inicial recomendada de venlafaxina de libertação prolongada é de 75 mg,

administrados uma vez por dia. Os doentes que não respondam a uma dose inicial

de 75 mg/dia poderão beneficiar de aumentos da dose até uma dose máxima de

225 mg/dia. Os aumentos da dose podem ser efetuados com intervalos de 2

semanas ou mais.

Dado o risco de efeitos adversos relacionados com a dose, os aumentos da dose

devem ser feitos apenas após avaliação clínica (ver secção 4.4). Deve ser mantida a

dose efetiva mais baixa.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Os doentes devem receber tratamento durante um período de tempo suficiente,

geralmente durante vários meses ou mais. O tratamento deve ser reavaliado,

periodicamente, caso a caso.

Perturbação de ansiedade social

dose

recomendada

venlafaxina

libertação

prolongada

75 mg,

administrados uma vez por dia. Não existe evidência de que doses mais elevadas

possam conferir um benefício adicional.

Contudo,

doente

individualmente

não

responder

dose

inicial

75 mg/dia, poderão considerar-se aumentos da dose até uma dose máxima de

225 mg/dia. Os aumentos da dose podem ser efetuados com intervalos de 2

semanas ou mais.

Dado o risco de efeitos adversos relacionados com a dose, os aumentos da dose

devem ser feitos apenas após a avaliação clínica (ver secção 4.4). Deve ser mantida

a dose efetiva mais baixa.

Os doentes devem receber tratamento durante um período de tempo suficiente,

geralmente durante vários meses ou mais. O tratamento deve ser reavaliado,

periodicamente, caso a caso.

Perturbação de pânico

Recomenda-se a utilização de uma dose de 37,5 mg/dia de venlafaxina de libertação

prolongada durante 7 dias. A dose deve então ser aumentada para 75 mg/dia. Os

doentes que não respondam a uma dose de 75 mg/dia poderão beneficiar de

aumentos da dose até 225 mg/dia. Os aumentos da dose podem ser efetuados com

intervalos de 2 semanas ou mais.

Dado o risco de efeitos adversos relacionados com a dose, os aumentos da dose

devem ser feitos apenas após avaliação clínica (ver secção 4.4). Deve ser mantida a

dose efetiva mais baixa.

Os doentes devem receber tratamento durante um período de tempo suficiente,

geralmente durante vários meses ou mais. O tratamento deve ser reavaliado,

periodicamente, caso a caso.

Doentes idosos

Com base apenas na idade não se consideram necessárias alterações específicas da

posologia habitual de venlafaxina. Contudo, recomenda-se precaução no tratamento

dos idosos (por exemplo, devido à possibilidade de compromisso renal e de

alterações potenciais da sensibilidade e afinidade da neurotransmissão que ocorrem

com o envelhecimento). Deve utilizar-se sempre a dose efetiva mais baixa e os

doentes devem ser cuidadosamente monitorizados quando for necessário efetuar um

aumento da dose.

População pediátrica

Não se recomenda a utilização de venlafaxina em crianças e adolescentes.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Estudos clínicos controlados realizados em crianças e adolescentes com perturbações

depressivas major não demonstraram eficácia e os resultados não suportam a

utilização de venlafaxina nestes doentes (ver secções 4.4 e 4.8).

Não foi estabelecida a eficácia e a segurança de venlafaxina noutras indicações em

crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade.

Doentes com compromisso hepático

doentes

compromisso

hepático

ligeiro

moderado

deve,

geral

considerar-se uma redução da dose de venlafaxina de 50%. Contudo, dada a

variabilidade

interindividual

observada

depuração,

pode

desejável

individualização da dose.

Os dados de doentes com compromisso hepático grave são limitados. Recomenda-se

precaução e deve considerar-se uma redução da dose superior a 50%. Deve avaliar-

se o benefício potencial em relação ao risco, no tratamento de doentes com

compromisso hepático grave.

Doentes com compromisso renal

Recomenda-se precaução na utilização em doentes com uma taxa de filtração

glomerular (TFG) entre 30 e 70 ml/min, apesar de não ser necessário proceder a

uma alteração da posologia. Nos doentes que requerem hemodiálise e em doentes

com compromisso renal grave (TFG <30 ml/min), a dose deve ser reduzida em 50%.

Dada a variabilidade interindividual na depuração nestes doentes, é desejável a

individualização da dose.

Sintomas de privação observados na suspensão do tratamento com venlafaxina

A suspensão abrupta do tratamento deve ser evitada. Quando o tratamento com

venlafaxina for interrompido, a dose deve ser gradualmente diminuída durante um

período de, pelo menos, uma a duas semanas, de forma a reduzir o risco de reações

de privação (ver secções 4.4 e 4.8). Se no decurso de uma diminuição da dose, ou

da suspensão do tratamento, ocorrerem sintomas intoleráveis deverá ser avaliada a

necessidade de retomar a dose anteriormente prescrita. Subsequentemente, o

médico poderá continuar com a redução da dose, mas de forma mais gradual.

Modo de administração

Para utilização oral.

Recomenda-se que a venlafaxina, cápsulas de libertação prolongada, seja tomada

com alimentos, aproximadamente à mesma hora todos os dias. As cápsulas devem

ser ingeridas inteiras com um líquido e não devem ser divididas, esmagadas,

mastigadas ou dissolvidas.

Os doentes que estejam a tomar venlafaxina, comprimidos de libertação imediata,

podem alterar a terapêutica para venlafaxina, cápsulas de libertação prolongada,

com uma dose diária equivalente mais próxima. Por exemplo, pode substituir-se

venlafaxina, comprimidos de libertação imediata, a 37,5 mg duas vezes por dia, por

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

cápsulas de libertação prolongada, a 75 mg uma vez por dia. Pode ser necessário

efetuar ajustes individuais da dose.

As cápsulas de libertação prolongada de venlafaxina contêm esferoides que libertam

lentamente a substância ativa para o trato digestivo. A porção insolúvel destes

esferoides é eliminada e pode observar-se nas fezes.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Está contraindicada a utilização concomitante com inibidores da monoamina-oxidase

(IMAOs) irreversíveis, devido ao risco de síndrome serotoninérgica com sintomas tais

como agitação, tremores e hipertermia. O tratamento com venlafaxina não deve

iniciar-se antes de decorridos pelo menos 14 dias após a interrupção do tratamento

com um IMAO irreversível.

Deve suspender-se o tratamento com a venlafaxina no mínimo 7 dias antes de se

iniciar o tratamento com um IMAO irreversível (ver secções 4.4 e 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Suicídio/ideação suicida ou agravamento da situação clínica

A depressão está associada ao aumento do risco de ideação suicida, autoflagelação e

suicídio (eventos relacionados com o suicídio). O risco prevalece até que ocorra

remissão significativa. Como durante as primeiras semanas ou mais de tratamento

pode não se verificar qualquer melhoria, os doentes deverão ter uma vigilância mais

rigorosa até que essa melhoria ocorra. De acordo com a prática clínica, em geral, o

risco de suicídio pode aumentar nas fases iniciais da recuperação.

Outros distúrbios psiquiátricos para os quais a venlafaxina é prescrita podem

também

estar

associados

aumento

risco

ideação/comportamentos

relacionados com o suicídio. Adicionalmente, estas situações podem ser comórbidas

com os distúrbios depressivos major. Consequentemente, no tratamento de doentes

com outros distúrbios psiquiátricos deverão ser tomadas as mesmas precauções que

aquando da terapêutica de doentes com distúrbios depressivos major.

Os doentes com história de pensamentos/comportamentos relacionados com o

suicídio ou que apresentem um grau significativo destes sintomas antes do início do

tratamento, apresentam também um maior risco de ideação suicida ou de tentativa

de suicídio, devendo por este motivo ser cuidadosamente monitorizados durante o

tratamento.

meta-análise

estudos

clínicos

medicamentos

antidepressivos, controlados com placebo, em adultos com distúrbios psiquiátricos,

demonstrou um aumento do risco de comportamentos relacionados com o suicídio,

em doentes com menos de 25 anos, a tomar antidepressivos comparativamente aos

doentes a tomar placebo.

A terapêutica medicamentosa deverá ser acompanhada de uma monitorização

rigorosa, em particular nos doentes de maior risco, especialmente na fase inicial do

tratamento ou na sequência de alterações posológicas. Os doentes, e os prestadores

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

de cuidados de saúde, devem ser alertados para a necessidade de monitorização

relativamente

qualquer

agravamento

situação

clínica,

pensamentos/comportamentos

relacionados

suicídio

alterações

pouco

habituais no comportamento, e para procurar assistência médica imediatamente

caso estes sintomas ocorram.

População pediátrica

Venlafaxina Labesfal não deve ser utilizado no tratamento de crianças e adolescentes

idade

inferior

anos.

Foram

observados

maior

frequência

comportamentos relacionados com o suicídio (tentativa de suicídio e ideação suicida)

e hostilidade (predominantemente agressão, comportamento de oposição e cólera)

em ensaios clínicos com crianças e adolescentes que se encontravam a tomar

antidepressivos, em comparação com os que se encontravam a tomar placebo. Se,

não obstante, com base na necessidade clínica, a decisão de tratamento for tomada,

o doente deve ser rigorosamente monitorizado em relação ao aparecimento de

sintomas suicidas. Não estão disponíveis dados de segurança a longo prazo em

crianças e adolescentes no que se refere ao crescimento, à maturação e ao

desenvolvimento cognitivo e comportamental.

Síndrome serotoninérgica

Tal como com outros fármacos serotoninérgicos, durante o tratamento com a

venlafaxina pode ocorrer síndrome serotoninérgica, uma situação potencialmente

fatal, especialmente com a administração concomitante de outros fármacos que

podem afetar o sistema de neurotransmissão serotoninérgico (incluindo triptanos,

ISRSs, IRSNs lítio, sibutramina, hipericão [Hypericum perforatum], fentanilo e os

seus

análogos,

tramadol,

dextrometorfano,

tapentadol,

petidina,

metadona

pentazocina), com fármacos que possam diminuir o metabolismo da serotonina (tais

como IMAOs, por exemplo, azul-de-metileno), com percursores da serotonina (tais

como suplementos de triptofano), ou com antipsicóticos ou outros antagonistas da

dopamina (ver secções 4.3 e 4.5).

Sintomas da síndrome serotoninérgica podem incluir alterações do estado mental

(por exemplo, agitação, alucinações, coma), instabilidade do sistema autónomo (por

exemplo,

taquicardia,

pressão

arterial

lábil,

hipertermia),

aberrações

neuromusculares

(por

exemplo,

hiperreflexia,

descoordenação)

e/ou

sintomas

gastrointestinais (por exemplo, náuseas, vómitos, diarreia).

A síndrome serotoninérgica na sua forma mais grave pode assemelhar-se à SNM, o

que inclui hipertermia, rigidez muscular, instabilidade autonómica com possível

flutuação rápida dos sinais vitais e alterações do estado mental.

Se o tratamento concomitante com venlafaxina e outros fármacos que podem afetar

sistemas

neurotransmissão

serotoninérgico

e/ou

dopaminérgico

clinicamente necessário, aconselha-se uma observação cuidadosa do doente, em

particular durante o início do tratamento e nos aumentos de dose.

Não se recomenda o uso concomitante da venlafaxina com percursores da serotonina

(tais como suplementos de triptofano).

Glaucoma de ângulo estreito

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Pode ocorrer midríase relacionada com a toma de venlafaxina. Os doentes que

apresentam aumento da pressão intraocular ou doentes com risco de glaucoma de

ângulo estreito agudo (glaucoma de ângulo fechado) devem ser cuidadosamente

monitorizados.

Pressão arterial

Foram

notificados

frequentemente

casos

aumentos

pressão

arterial

relacionados com a dose com a venlafaxina. No período pós-comercialização foram

notificados

alguns

casos

pressão

arterial

elevada

grave

requereram

tratamento imediato. Recomenda-se que todos os doentes sejam cuidadosamente

monitorizados relativamente a pressão arterial elevada e que a hipertensão pré-

existente seja controlada antes do início do tratamento. A pressão arterial deve ser

monitorizada periodicamente, após início da terapêutica e após aumentos de dose.

Deve tomar-se precaução nos doentes cujo estado de saúde possa ser comprometido

pelos aumentos da pressão arterial, por exemplo, doentes com insuficiência cardíaca.

Frequência cardíaca

Podem ocorrer aumentos da frequência cardíaca, principalmente com doses mais

elevadas. Recomenda-se precaução nos doentes cujo estado de saúde possa ser

comprometido pelo aumento da frequência cardíaca.

Doença cardíaca e risco de arritmia

A venlafaxina não foi estudada em doentes com história recente de enfarte do

miocárdio ou cardiopatia instável. Assim, deve ser usada com precaução nestes

doentes.

No período pós-comercialização, foram notificados casos de prolongamento do QTc,

Torsade de Pointes, taquicardia ventricular e casos fatais de arritmias cardíacas com

a utilização de venlafaxina, especialmente em situações de sobredosagem ou em

doentes com outros fatores de risco para o prolongamento do QTc/TdP. Deve

considerar-se a relação dos benefícios e dos riscos antes de prescrever venlafaxina a

doentes com risco elevado de arritmias cardíacas graves ou prolongamento QTc.

Convulsões

Durante o tratamento com a venlafaxina podem ocorrer convulsões. Tal como

acontece com todos os antidepressivos, a venlafaxina deve ser utilizada com

precaução em doentes com antecedentes de convulsões e estes doentes devem ser

monitorizados cuidadosamente. O tratamento deve ser suspenso em qualquer

doente que desenvolva convulsões.

Hiponatremia

Podem ocorrer casos de hiponatremia e/ou de Síndrome de Secreção Inadequada da

Hormona Antidiurética (SIADH) com a venlafaxina. Esta foi notificada com mais

frequência em doentes com depleção de volume ou desidratados. Os doentes idosos,

doentes que tomam diuréticos e doentes com depleção de volume por outras razões,

podem estar em maior risco.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Hemorragia anómala

Os medicamentos que inibem a recaptação da serotonina podem originar uma

redução na função plaquetária. Os acontecimentos hemorrágicos relacionados com a

utilização de ISRSs e IRSNs vão desde equimoses, hematomas, epistaxe e petéquias

a hemorragias gastrintestinais potencialmente fatais. O risco de hemorragia pode

aumentar em doentes a tomar venlafaxina. Tal como acontece com outros inibidores

da recaptação da serotonina, a venlafaxina deve ser usada com precaução em

doentes com predisposição para hemorragias, incluindo os doentes que tomam

anticoagulantes e inibidores plaquetários.

Colesterol sérico

ensaios

clínicos

controlados

placebo,

foram

registados

aumentos

clinicamente relevantes no colesterol sérico em 5,3% dos doentes tratados com a

venlafaxina e em 0,0% dos doentes tratados com placebo durante pelo menos 3

meses. Durante o tratamento prolongado, deve ser considerada a necessidade de

efetuar a medição dos níveis séricos de colesterol.

Administração concomitante com produtos para perder peso

A segurança e eficácia da terapêutica com a venlafaxina em associação com produtos

para perder peso, nomeadamente a fentermina, não foram estabelecidas. Não se

recomenda a administração concomitante de venlafaxina e produtos para perder

peso. A venlafaxina não está indicada para perder peso, quer isoladamente, quer em

associação com outros produtos.

Mania/hipomania

Numa pequena percentagem de doentes com perturbações do humor tratados com

antidepressivos, incluindo a venlafaxina, pode ocorrer mania/hipomania. Tal como

acontece com outros antidepressivos, a venlafaxina deve ser usada com precaução

nos doentes com história pessoal ou familiar de perturbação bipolar.

Agressividade

pequeno

número

doentes

tratados

antidepressivos,

incluindo

tratamento com a venlafaxina, pode ocorrer agressividade. Esta foi notificada

durante o início, nas alterações de dose, ou na suspensão do tratamento.

Tal como acontece com outros antidepressivos, a venlafaxina deve ser utilizada com

precaução em doentes com história de agressividade.

Suspensão do tratamento

Os sintomas de privação observados durante a descontinuação do tratamento são

frequentes, em particular se a suspensão é feita de forma abrupta (ver secção 4.8).

Nos ensaios clínicos os acontecimentos adversos observados durante a suspensão do

tratamento

(com

redução

gradual

após

redução)

ocorreram

aproximadamente 31% dos doentes tratados com venlafaxina e em 17% dos

doentes a tomar placebo.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

O risco de ocorrência de sintomas de privação poderá depender de vários fatores,

incluindo a duração do tratamento, a dose administrada e a taxa de redução da

dose. Tonturas, distúrbios sensoriais (incluindo parestesia), distúrbios do sono

(incluindo insónia e sonhos intensos), agitação ou ansiedade, náuseas e/ou vómitos,

tremor

cefaleia

são

reações

adversas

mais

frequentemente

notificadas.

Geralmente estes sintomas são de intensidade ligeira a moderada, contudo em

alguns doentes podem ser intensos. Estes sintomas ocorrem geralmente durante os

primeiros dias de suspensão do tratamento, no entanto também têm sido muito

raramente notificados em doentes que inadvertidamente falharam uma toma do

medicamento.

geral,

estes

sintomas

são

autolimitados

normalmente

desaparecem dentro de 2 semanas, apesar de em alguns indivíduos se poderem

prolongar (2-3 meses ou mais). Consequentemente, é aconselhável a redução

gradual de venlafaxina quando o tratamento é suspenso, durante um período de

várias semanas ou meses, de acordo com as necessidades do doente (ver secção

4.2).

Acatísia/Agitação psicomotora

A administração de venlafaxina tem sido associada ao desenvolvimento de acatísia,

caracterizada

agitação

subjetivamente

desconfortável

perturbadora,

necessidade de movimento, frequentemente acompanhada por incapacidade do

doente se sentar ou permanecer em repouso. Esta situação é mais frequente nas

primeiras semanas de tratamento. Nos doentes que desenvolvam estes sintomas o

aumento da dose pode ser prejudicial.

Xerostomia

Foi notificada xerostomia em 10% dos doentes tratados com venlafaxina. Esta pode

aumentar

risco

cáries,

doentes

devem

aconselhados

sobre

importância de manter a higiene dentária.

Diabetes

Nos doentes com diabetes, o tratamento com ISRSs ou venlafaxina pode alterar o

controlo glicémico. Pode ser necessário ajustar a dose de insulina e/ou antidiabéticos

orais.

Disfunção sexual

inibidores

recaptação

serotonina

noradrenalina

(IRSN)/inibidores

seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) podem causar sintomas de disfunção

sexual (ver secção 4.8). Foram notificados casos de disfunção sexual prolongada

cujos sintomas persistiram apesar da descontinuação dos IRSN/ISRS.

Interação do medicamento nas análises laboratoriais

Têm sido notificados em doentes que tomam venlafaxina, falsos-positivo em análises

de imunoensaio de rastreio à urina para a fenciclidina (PCP) e anfetaminas. Isto

deve-se à falta de especificidade dos testes de rastreio. Os resultados falsos-positivo

poderão ser obtidos vários dias após a interrupção da terapêutica com venlafaxina.

As análises de confirmação, tais como a cromatografia gasosa/espectrometria de

massa, distinguirão a venlafaxina da PCP e anfetaminas.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Venlafaxina Labesfal 150 mg contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por

cápsula, ou seja é praticamente “isento de sódio”.

Venlafaxina Labesfal 150 mg contém Amarelo sunset (E110). Pode causar reações

alérgicas.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Inibidores da monoamina-oxidase (IMAO)

IMAOs irreversíveis não seletivos

A venlafaxina não deve ser utilizada em associação com IMAOs irreversíveis não

seletivos. O tratamento com venlafaxina não deve iniciar-se antes de decorridos pelo

menos 14 dias após a interrupção do tratamento com um IMAO irreversível não

seletivo. Deve suspender-se o tratamento com a venlafaxina no mínimo 7 dias antes

de se iniciar o tratamento com um IMAO irreversível não seletivo (ver secções 4.3 e

4.4).

Inibidor MAO-A reversível seletivo (moclobemida)

Não se recomenda a associação de venlafaxina com um IMAOs reversível e seletivo,

tal como a moclobemida, devido ao risco de síndrome serotoninérgica. Após o

tratamento com um inibidor da MAO reversível, pode iniciar-se o tratamento com

venlafaxina num período de tempo mais curto do que 14 dias. Deve suspender-se o

tratamento com a venlafaxina no mínimo 7 dias antes de se iniciar o tratamento com

um IMAO reversível (ver secção 4.4).

IMAO reversível, não seletivo (linezolida)

O antibiótico linezolida é um IMAO reversível, não seletivo, fraco, e não deve ser

dado a doentes a receber tratamento com venlafaxina (ver secção 4.4).

Foram

notificadas

reações

adversas

graves

doentes

interromperam

recentemente

IMAO

iniciaram

venlafaxina

interromperam

recentemente o tratamento com a venlafaxina antes de iniciarem um IMAO. Estas

reações incluíram tremores, mioclonia, diaforese, náuseas, vómitos, rubor, tonturas

e hipertermia com aspetos semelhantes aos de uma síndrome maligna induzida por

neurolépticos, convulsões e morte.

Síndrome serotoninérgica

Tal como

outros

agentes

serotoninérgicos,

durante

tratamento

venlafaxina pode ocorrer síndrome serotoninérgica, uma situação potencialmente

fatal, especialmente com a administração concomitante de outros fármacos que

possam afetar o sistema neurotransmissor serotoninérgico (incluindo triptanos,

ISRSs, IRSNs, lítio, sibutramina, hipericão [Hypericum perforatum], fentanilo e os

seus

análogos,

tramadol,

dextrometorfano,

tapentadol,

petidina,

metadona

pentazocina) com fármacos que possam diminuir o metabolismo da serotonina (tais

como IMAOs, por exemplo, azul-de-metileno), com percussores da serotonina (tal

como suplementos de triptofano) ou com antipsicóticos ou outros antagonistas da

dopamina (ver secções 4.3 e 4.4).

Se a administração concomitante de venlafaxina com um ISRS, um IRSN ou com

recetores

agonistas

serotonina

(triptano)

estiver

indicada,

aconselha-se

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

observação cuidadosa do doente, especialmente durante o início do tratamento e

durante os aumentos da dose. A administração concomitante de venlafaxina com

percursores da serotonina (tal como suplementos de triptofano) não é recomendada

(ver secção 4.4).

Fármacos que atuam no SNC

O risco de administração concomitante da venlafaxina com outros fármacos que

atuam no SNC não foi avaliado sistematicamente. Desta forma, recomenda-se

precaução

quando

venlafaxina

administrada

associação

outras

substâncias que atuam no SNC.

Etanol

Demonstrou-se que a venlafaxina não provoca agravamento do compromisso das

capacidades intelectuais e motoras causadas pelo etanol. Contudo, tal como com

outras substâncias que atuam sobre o SNC, os doentes devem ser aconselhados a

evitar o consumo de álcool.

Fármacos que prolongam o intervalo QT

O risco de prologamento do QTc e/ou arritmias ventriculares (por exemplo, TdP)

aumenta com a utilização concomitante de outros medicamentos que prologam o

intervalo QTc. A administração concomitante destes medicamentos deve ser evitada

(ver secção 4.4).

Classes relevantes incluem:

- antiarrítmicos de classe Ia e III (por exemplo, quinidina, amiodarona, sotalol,

dofetilida)

- alguns antipsicóticos (por exemplo, tioridazina)

- alguns macrólidos (por exemplo, eritromicina)

- alguns antihistamínicos

- alguns antibióticos do grupo das quinolonas (por exemplo, moxifloxacina)

A lista acima não é exaustiva, e devem ser evitados outros medicamentos que se

sabe aumentarem significativamente o intervalo QT.

Efeitos de outros medicamentos sobre a venlafaxina

Cetoconazol (inibidor do CYP3A4)

estudo

farmacocinético

realizado

cetoconazol

metabolizadores

extensivos (ME) e metabolizadores fracos (MF) do CYP2D6, observaram-se AUC mais

elevadas de venlafaxina (70% e 21% em MF e ME do CYP2D6, respetivamente) e de

O-desmetilvenlafaxina (33% e 23% em MF e ME do CYP2D6, respetivamente) após a

administração de cetoconazole. O uso concomitante de inibidores do CYP3A4 (por

exemplo, atazanavir, claritromicina, indinavir, itraconazole, voriconazol, posaconazol,

cetoconazol,

nelfinavir,

ritonavir,

saquinavir,

telitromicina)

venlafaxina

pode

aumentar os níveis de venlafaxina e O-desmetilvenlafaxina. Deste modo, aconselha-

se precaução no caso da terapêutica do doente incluir concomitantemente um

inibidor do CYP3A4 e venlafaxina.

Efeitos da venlafaxina sobre outros medicamentos

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Lítio

Pode

ocorrer

síndrome

serotoninérgica

administração

concomitante

venlafaxina e lítio (ver Síndrome serotoninérgica).

Diazepam

A venlafaxina não tem efeitos sobre a farmacocinética e a farmacodinâmica do

diazepam e do seu metabolito ativo, desmetildiazepam. O diazepam não parece

afetar

farmacocinética,

quer

venlafaxina,

quer

O-desmetilvenlafaxina.

Desconhece-se se existe interação farmacocinética e/ou farmacodinâmica com outras

benzodiazepinas.

Imipramina

A venlafaxina não afetou a farmacocinética da imipramina e da 2-OH-imipramina.

Houve um aumento dependente da dose da AUC da 2-OH-desipramina de 2,5 a

4,5 vezes, quando se administrou uma dose diária de venlafaxina de 75 mg a

150 mg.

imipramina

não

afetou

farmacocinética

venlafaxina

O-desmetilvenlafaxina.

Desconhece-se

significado

clínico

desta

interação.

Recomenda-se precaução com a administração concomitante de venlafaxina e

imipramina.

Haloperidol

Um estudo farmacocinético com o haloperidol demonstrou uma diminuição de 42%

na depuração oral total, um aumento de 70% na AUC, e um aumento de 88% na

Cmax, mantendo-se inalterada a semivida do haloperidol. Estes resultados devem

ser tidos em consideração em doentes a receber tratamento concomitante com

haloperidol e venlafaxina. Desconhece-se o significado clínico desta interação.

Risperidona

A venlafaxina provocou um aumento de 50% na AUC da risperidona mas não alterou

significativamente o perfil farmacocinético de fármaco ativo total (risperidona e 9-

hidroxirisperidona). Desconhece-se o significado clínico desta interação.

Metoprolol

A administração concomitante da venlafaxina e metoprolol a voluntários saudáveis,

num estudo de interação farmacocinética entre os dois fármacos, causou um

aumento das concentrações plasmáticas do metoprolol de aproximadamente 30-

40%, sem alterar as concentrações plasmáticas do seu metabolito ativo, o α-

hidroximetoprolol. Desconhece-se a relevância clínica desta observação em doentes

hipertensos. O metoprolol não alterou o perfil farmacocinético da venlafaxina ou do

metabolito

ativo,

O-desmetilvenlafaxina.

Deve

ter-se

precaução

administração concomitante de venlafaxina e metoprolol.

Indinavir

Um estudo farmacocinético com o indinavir demonstrou um decréscimo de 28% na

AUC e de 36% na Cmax do indinavir. O indinavir não alterou o perfil farmacocinético

da venlafaxina ou da O-desmetilvenlafaxina. Desconhece-se o significado clínico

desta interação.

Fármacos metabolizados pelos isoenzimas do citocromo P450

Estudos in vivo indicam que a venlafaxina é um inibidor relativamente fraco do

CYP2D6. A venlafaxina não inibiu o CYP3A4 (alprazolam e carbamazepina), CYP1A2

(cafeína), e CYP2C9 (tolbutamida) ou CYP2C19 (diazepam) in vivo.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Contraceptivos orais

Na experiência pós-comercialização, gravidezes não planeadas foram notificadas em

mulheres que tomaram contraceptivos orais enquanto tomavam venlafaxina. Não

existem evidências claras de que essas gravidezes foram resultado de interação

medicamentosa com venlafaxina. Não foi realizado nenhum estudo de interação com

anticoncepcionais hormonais.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem dados suficientes sobre a utilização de venlafaxina em mulheres

grávidas.

estudos

animais

revelaram

toxicidade

reprodutiva

(ver

secção

5.3).

Desconhece-se o risco potencial para o ser humano. A venlafaxina só deve ser

administrada a mulheres grávidas se os benefícios esperados superarem qualquer

risco possível.

Tal como com outros inibidores da recaptação da serotonina (ISRSs/IRSNs), se a

venlafaxina

utilizada

até,

pouco

tempo

antes,

nascimento,

deverá

considerar-se a possibilidade de ocorrerem efeitos de privação no recém-nascido.

Alguns recém-nascidos expostos à venlafaxina no final do terceiro trimestre de

gravidez

desenvolveram

complicações

requereram

alimentação

através

sonda, suporte ventilatório ou hospitalização prolongada. Tais complicações podem

surgir imediatamente após o parto.

Dados epidemiológicos sugerem que a utilização de ISRSs durante a gravidez, em

especial na parte final, pode aumentar o risco de hipertensão pulmonar persistente

no recém-nascido (HPPRN). Embora não existam estudos relativos à relação entre

HPPRN e o tratamento com IRSNs, este risco potencial não pode ser excluído para o

tratamento

venlafaxina,

tendo

consideração

mecanismo

ação

relacionado (inibição da recaptação da serotonina).

Podem observar-se os seguintes sintomas nos recém-nascidos se a mãe tomou um

ISRS/IRSN

final

gravidez:

irritabilidade,

tremores,

hipotonia,

choro

persistente, dificuldade na amamentação e em dormir. Estes sintomas podem dever-

se, quer a efeitos serotoninérgicos, quer a sintomatologia relacionada com a

exposição. Na maioria dos casos estas complicações observam-se imediatamente ou

dentro de 24 horas após o parto.

Amamentação

A venlafaxina e o seu metabolito ativo, O-desmetilvenlafaxina, são excretados no

leite

materno.

Foram

notificados

casos

pós-comercialização

lactentes

amamentados que apresentaram choro, irritabilidade e padrões anormais de sono.

Foram também notificados sintomas compatíveis com a suspensão da venlafaxina

após a interrupção do aleitamento materno. Não pode excluir-se um risco para a

criança amamentada. Assim, deve optar-se por continuar/suspender o aleitamento

ou por continuar/suspender a terapêutica com Venlafaxina Labesfal, tendo em

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

consideração os benefícios do aleitamento materno para a criança e os benefícios da

terapêutica com Venlafaxina Labesfal para a mulher.

Fertilidade

Foi observada uma redução da fertilidade num estudo em que ratos de ambos os

sexos foram expostos a O-desmetilvenlafaxina. A relevância deste estudo para os

humanos é desconhecida (ver secção 5.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Qualquer medicamento psicoativo pode perturbar o raciocínio, o pensamento ou as

capacidades motoras. Assim, qualquer doente a receber tratamento com venlafaxina

deve ser prevenido relativamente à sua capacidade de condução e de trabalho com

máquinas perigosas.

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas notificadas como muito frequentes (>1/10) em estudos clínicos

foram náuseas, xerostomia, cefaleias e sudação (incluindo suores noturnos).

Lista das reações adversas em formato tabelar

As reações adversas são apresentadas abaixo por classe de sistema de órgãos,

categoria de frequência de ocorrência e ordem decrescente de gravidade dentro de

cada categoria de frequência.

frequências

foram

definidas

como:

muito

frequentes

(≥1/10),

frequentes

(≥1/100,

<1/10),

pouco

frequentes

(≥1/1.000,

<1/100),

raros

(≥1/10.000,

<1/1.000), muito raros (<1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir

dos dados disponíveis).

Sistema

Corporal

Muito

frequente

Frequent

Pouco

frequentes

Raros

Muito raros

Frequência

desconheci

Doenças do

sangue

sistema

linfático

Agranulocitose*

Anemia

aplástica*,

Pancitopenia*,

Neutropenia*

Trombocito-

penia*

Doenças do

sistema

imunitário

Reação

anafilática*

Doenças

endócrinas

Secreção

inadequada

hormona

antidiurética*

Aumento

prolactina

sanguínea*

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Sistema

Corporal

Muito

frequente

Frequent

Pouco

frequentes

Raros

Muito raros

Frequência

desconheci

Doenças do

metabolism

nutrição

Diminuiç

apetite

Hiponatremia*

Perturbaçõe

foro

psiquiátrico

Insónia

Estado

confusio

nal*,

Despers

onalisaç

ão*,

Sonhos

anómalo

Nervosis

Diminuiç

líbido,

Agitação

Anorgas

Mania,

Hipomania,

Alucinações

Desrealizaç

ão,

Orgasmo

anómalo,

Bruxismo*,

Apatia

Delírio*

Ideação

suicida

comportam

entos

suicidasa,

Agressivida

Doenças do

sistema

nervoso

Cefaleias*

Tonturas,

Sedação

Acatísia*

Tremore

Parestesi

Disgeusi

Síncope,

Mioclonia,

Perturbaçõe

equilíbrio*,

Coordenaçã

o anómala,

Disquinesia

Síndrome

neuroléptica

maligna

(SNM)*,

Síndrome

serotoninérgica

Convulsões,

Distonia*

Disquinesia

tardia*

Afeções

oculares

Afeção

ocular,

Perturba

ções

acomoda

ção

incluindo

visão

turva,

Midríase

Glaucoma

ângulo

fechado*

Afeções

ouvido e do

labirinto

Acufeno

Vertigens

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Sistema

Corporal

Muito

frequente

Frequent

Pouco

frequentes

Raros

Muito raros

Frequência

desconheci

Cardiopatia

Taquicar

dia,

Palpitaçõ

Torsade

Pointes*,

Taquicardia

ventricular*,

Fibrilhação

ventricular,

Intervalo

prolongado

eletrocardiogra

Vasculopati

Hiperten

são,

Rubor

quente

Hipotensão

ortostática,

Hipotensão

Doenças

respiratória

s, torácicas

mediastino

Dispneia

Bocejos

Doença

pulmonar

intersticial*,

Eosinofilia

pulmonar*

Doenças

gastrointest

inais

Náuseas,

Xerostomi

Obstipaçã

Diarreia*

Vómitos,

Hemorragia

gastrointest

inal

Pancreatite*

Afeções

hepatobiliar

Testes

função

hepática

anómalos*

Hepatite*

Afeções dos

tecidos

cutâneos

subcutâneo

Hiperhidro

(incluindo

suores

noturnos)

Erupção

cutânea,

Prurido*

Urticária*,

Alopécia*,

Equimose,

Angioedem

Reação

fotossensibi

dade

Síndrome

Stevens-

Johnson*,

Necrólise

epidérmica

tóxica*, Eritema

multiforme*

Afeções

musculoesq

ueléticas

dos tecidos

conjuntivos

Hipertoni

Rabdomiólise*

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Sistema

Corporal

Muito

frequente

Frequent

Pouco

frequentes

Raros

Muito raros

Frequência

desconheci

Doenças

renais

urinárias

Hesitaçã

urinária,

Retençã

urinária,

Polaquiú

ria*

Incontinênc

ia urinária*

Doenças

órgãos

genitais

da mama

Menorra

gia*,

Metrorra

gia*,

Disfunçã

o eréctil,

Perturba

ções

ejaculaç

Perturbaçõe

gerais

alterações

no local de

administraç

Fadiga,

Astenia,

Arrepios

Hemorragia

muscosas*

Exames

complemen

tares

diagnóstico

Diminuiç

peso,

Aumento

de peso,

Aumento

colestero

sanguíne

Aumento

tempo

hemorragia*

*RAM identificadas pós-comercialização

a Foram notificados casos de ideação/comportamento suicida durante o tratamento

com venlafaxina ou imediatamente após a sua suspensão (ver secção 4.4).

b Ver secção 4.4

c Num conjunto de ensaios clínicos, a incidência de cefaleias com venlafaxina e

placebo foi semelhante.

Interrupção do tratamento

A suspensão de venlafaxina (em particular quando é feita de forma abrupta) está

frequentemente associada a sintomas de privação. Tonturas, distúrbios sensoriais

(incluindo parestesias), distúrbios do sono (incluindo insónia e sonhos intensos),

agitação

ansiedade, náuseas

e/ou

vómitos,

tremor,

vertigens,

cefaleias,

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

síndrome gripal são as reações mais frequentemente notificadas. Geralmente estes

sintomas são de intensidade ligeira a moderada e são autolimitados, contudo em

alguns doentes podem ser intensos e/ou prolongados. Consequentemente, quando o

tratamento com venlafaxina deixar de ser necessário é aconselhável que se proceda

à sua suspensão de forma gradual através do escalonamento de doses (ver secções

4.2 e 4.4).

População pediátrica

De um modo geral, o perfil de reações adversas da venlafaxina (em ensaios clínicos

controlados com placebo) em crianças e adolescentes (entre os 6 e os 17 anos de

idade) foi idêntico ao observado nos adultos. Tal como nos adultos, observou-se

diminuição do apetite, perda de peso, aumento da pressão arterial e aumento do

colesterol sérico (ver secção 4.4).

Em ensaios clínicos em pediatria, foi observada a reação adversa ideação suicida.

Houve também um aumento de notificações de hostilidade e, principalmente na

perturbação depressiva major, de autoflagelação.

particular,

observaram-se

seguintes

reações

adversas

doentes

pediátricos: dor abdominal, agitação, dispepsia, equimose, epistaxis e mialgia.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

Sítio

internet:

http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Na experiência pós-comercialização, foi notificada sobredosagem com a venlafaxina,

na maioria dos casos em associação com álcool e/ou outros medicamentos. Os

acontecimentos relatados mais frequentemente em casos de sobredosagem incluem

taquicardia,

alterações

estado

consciência

(desde

sonolência

coma),

midríase,

convulsões

vómitos.

Outros

acontecimentos

notificados

incluíram

alterações

eletrocardiográficas

(por

exemplo,

prolongamento

intervalo

bloqueio

tronco,

prolongamento

QRS),

taquicardia

ventricular,

bradicardia,

hipotensão, vertigens e morte.

Estudos retrospetivos publicados referem que a sobredosagem com venlafaxina pode

estar associada a um aumento do risco de resultados fatais comparativamente ao

observado

antidepressivos

ISRSs,

inferior

observado

antidepressivos tricíclicos. Estudos epidemiológicos mostraram que doentes tratados

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

com venlafaxina têm mais fatores de risco de suicídio comparativamente aos doentes

tratados com ISRSs. Não se encontra ainda esclarecido se o aumento observado de

risco de resultados fatais pode ser atribuído à toxicidade da venlafaxina nos casos de

sobredosagem ou a algumas características dos próprios doentes. Deverá ser

prescrita a menor dose de venlafaxina, consistente com o controlo adequado do

doente, a fim de reduzir o risco de sobredosagem.

Tratamento recomendado

Recomenda-se que sejam tomadas as medidas gerais de suporte e sintomáticas;

deverão ser monitorizados o ritmo cardíaco e os sinais vitais. No caso de existir um

risco de aspiração, não se recomenda a indução do vómito. A lavagem gástrica está

indicada quando puder ser efetuada pouco tempo após a ingestão ou em doentes

sintomáticos. A administração de carvão ativado pode igualmente limitar a absorção

da substância ativa. Não se prevê que a diurese forçada, diálise, hemoperfusão ou

transfusão sejam benéficas. Não se conhecem antídotos específicos da venlafaxina.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

2.9.3.

Sistema

Nervoso

Central.

Psicofármacos.

Antidepressores - Código ATC: N06A X16.

Mecanismo de ação

Pensa-se que o mecanismo da atividade antidepressiva da venlafaxina em seres

humanos está relacionado com a potenciação da atividade neurotransmissora no

sistema nervoso central. Os estudos pré-clínicos demonstraram que a venlafaxina e

metabolito

principal,

O-desmetilvenlafaxina

(ODV),

são

inibidores

recaptação neuronal da serotonina e da noradrenalina. A venlafaxina é também um

inibidor fraco da recaptação da dopamina. A venlafaxina e o seu metabolito ativo

reduzem a resposta b-adrenérgica, quer após a administração aguda (dose única),

quer crónica. A venlafaxina e a ODV são muito semelhantes relativamente à

atividade global sobre a recaptação neurotransmissora e ligação aos recetores.

venlafaxina não tem

afinidade

significativa

para

recetores

muscarínicos,

colinérgicos, histaminérgicos-H1 ou a1-adrenérgicos de cérebro de rato in vitro. A

atividade farmacológica a nível destes recetores pode estar relacionada com a

ocorrência de vários efeitos secundários observados com outros medicamentos

antidepressivos,

tais

como

efeitos

secundários

anticolinérgicos,

sedativos

cardiovasculares.

A venlafaxina não possui atividade inibitória da monoamina oxidase (MAO).

Estudos in vitro revelaram que a venlafaxina não tem afinidade significativa para os

recetores sensíveis aos opiáceos ou benzodiazepinas.

Eficácia e segurança clínicas

Episódios Depressivos Major

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

eficácia

venlafaxina

libertação

imediata

tratamento

episódios

depressivos

major

estabelecida

cinco

estudos

curta

duração,

distribuição aleatória, efetuados sob dupla ocultação e controlados com placebo,

realizados num período de 4 a 6 semanas, com doses até 375 mg/dia. A eficácia de

venlafaxina de libertação prolongada, no tratamento de episódios depressivos major

foi estabelecida em dois estudos controlados com placebo, de curta duração,

realizados num período de 8 e 12 semanas, que incluíram doses entre 75 a

225 mg/dia.

Num estudo de duração prolongada os adultos em ambulatório, que responderam ao

tratamento com venlafaxina de libertação prolongada (75, 150, ou 225 mg) durante

8 semanas, sem ocultação, foram distribuídos aleatoriamente para continuar a

receber a mesma dose de venlafaxina de libertação prolongada ou placebo, durante

um período até 26 semanas, para observação de recaídas.

Num segundo estudo de duração prolongada, a eficácia da venlafaxina na prevenção

episódios

depressivos

recorrentes

durante

período

12 meses

estabelecida num estudo clínico, controlado com placebo e sob dupla ocultação,

realizado em adultos em ambulatório, que apresentaram episódios depressivos major

recorrentes e que tinham, anteriormente, respondido ao tratamento com venlafaxina

(100 a 200 mg/dia, num esquema posológico de duas vezes por dia) no último

episódio de depressão.

Perturbação de ansiedade generalizada

A eficácia de venlafaxina cápsulas de libertação prolongada no tratamento da

perturbação de ansiedade generalizada (PAG) foi estabelecida em dois estudos de

8 semanas controlados com placebo, com uma dose constante (75 a 225 mg/dia),

um estudo com a duração de 6 meses, controlado com placebo, com uma dose

constante (75 a 225 mg/dia), e um estudo com a duração de 6 meses, controlado

com placebo, com uma dose variável (37,5, 75, e 150 mg/dia), em doentes adultos

em ambulatório.

Apesar de haver, também, evidência de superioridade sobre o placebo da dose de

37,5 mg/dia, esta dose não foi tão consistentemente efetiva quanto as doses mais

elevadas.

Perturbação de Ansiedade Social

A eficácia de venlafaxina cápsulas de libertação prolongada no tratamento da

perturbação de ansiedade social foi estabelecida em quatro ensaios efetuados sob

dupla ocultação, de grupos paralelos, com a duração de 12 semanas, multicêntricos,

controlados com placebo, de doses variáveis e um estudo efetuado sob dupla

ocultação, de grupos paralelos, com a duração de 6 meses, controlado com placebo,

de doses fixas/variáveis, em doentes adultos em ambulatório. Os doentes foram

tratados com doses entre 75-225 mg/dia. Não houve qualquer evidência de maior

efetividade no grupo que recebeu 150 a 225 mg/dia comparativamente com o grupo

que recebeu 75 mg/dia no estudo com a duração de 6 meses.

Perturbação de pânico

A eficácia de venlafaxina cápsulas de libertação prolongada no tratamento da

perturbação

pânico

estabelecida

dois

ensaios

efetuados

dupla

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

ocultação, com a duração de 12 semanas, multicêntricos, controlados com placebo,

em doentes adultos em ambulatório, que sofriam de perturbação de pânico, com ou

sem agorafobia. Nos estudos na perturbação de pânico a dose inicial foi de

37,5 mg/dia durante 7 dias. Seguidamente, os doentes receberam doses fixas de 75

ou 150 mg/dia num dos estudos e 75 ou 225 mg/dia no outro estudo.

A eficácia foi também estabelecida num estudo de longo prazo, efetuado sob dupla

ocultação, controlado com placebo, de grupos paralelos, que avaliou a segurança de

longo

prazo,

eficácia

prevenção

de recaídas,

doentes

adultos

ambulatório,

responderam

tratamento

estudo

aberto.

doentes

continuaram a receber a mesma dose de venlafaxina de libertação prolongada que

tinham tomado no final da fase sem ocultação (75, 150 ou 225 mg).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A venlafaxina é extensivamente metabolisada, principalmente no metabolito ativo

O-desmetilvenlafaxina

(ODV).

médias

desvios

padrão

semividas

plasmáticas da venlafaxina e ODV são, respetivamente, 5 ± 2 horas e 11 ± 2 horas.

As concentrações de venlafaxina e ODV no estado estacionário são atingidas após

3 dias de tratamento com doses múltiplas por via oral. A venlafaxina e ODV

apresentam uma cinética linear num intervalo de doses entre 75 mg e 450 mg/dia.

Absorção

Após administração oral de doses únicas de venlafaxina de libertação imediata, pelo

menos 92% da venlafaxina é absorvida. A biodisponibilidade absoluta é de 40 a

45%, devido a metabolismo pré-sistémico. Após a administração de venlafaxina de

libertação imediata atingem-se as concentrações máximas de venlafaxina e ODV no

plasma ao fim de 2 e 3 horas, respetivamente. Após a administração de venlafaxina

em cápsulas de libertação prolongada, as concentrações plasmáticas máximas de

venlafaxina e ODV atingem-se após 5,5 e 9 horas, respetivamente. Quando doses

diárias

equivalentes

são

administradas,

quer

forma

comprimido

libertação imediata, quer como cápsula de libertação prolongada, a cápsula de

libertação prolongada proporciona uma taxa mais baixa de absorção, mas a mesma

extensão de absorção, comparativamente ao comprimido de libertação imediata. Os

alimentos não afetam a biodisponibilidade da venlafaxina e ODV.

Distribuição

venlafaxina

ligam-se

minimamente

proteínas

plasmáticas

concentrações terapêuticas (27% e 30%, respetivamente). O volume de distribuição

venlafaxina

estado

estacionário,

após

administração

intravenosa,

4,4 + 1,6 l/kg.

Biotransformação

A venlafaxina sofre um extenso metabolismo hepático. Estudos in vitro e in vivo

indicam que a venlafaxina sofre biotransformação no seu principal metabolito ativo,

a ODV, pelo CYP2D6. Estudos in vitro e in vivo indicam que a venlafaxina é

metabolizada em N-desmetilvenlafaxina, um metabolito menor e menos ativo, pelo

CYP3A4. Estudos in vitro e in vivo indicam que a venlafaxina é um inibidor fraco do

CYP2D6. A venlafaxina não inibiu o CYP1A2, o CYP2C9, ou o CYP3A4.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Eliminação

A venlafaxina e os seus metabolitos são excretados principalmente pelo rim.

Aproximadamente 87% de uma dose de venlafaxina é recuperada na urina após 48

horas, sob as formas de venlafaxina inalterada (5%), ODV não conjugada (29%),

ODV conjugada (26%) e outros metabolitos inativos menores (27%). As médias ±

desvios padrão das depurações no estado estacionário, de venlafaxina e ODV são

1,3 ± 0,6 l/h/kg e 0,4 ± 0,2 l/h/kg, respetivamente.

Populações especiais

Idade e género

A idade e o género não afetam significativamente a farmacocinética da venlafaxina e

ODV.

Metabolizadores extensivos e fracos do CYP2D6

As concentrações plasmáticas de venlafaxina são mais elevadas nos metabolizadores

fracos da CYP2D6 do que nos que apresentam atividade elevada. Uma vez que a

exposição total (AUC) à venlafaxina e ODV é semelhante, tanto nos metabolizadores

fracos como nos extensivos, não são necessários regimes posológicos diferentes de

venlafaxina nestes dois grupos.

Compromisso hepático

Em indivíduos Child-Pugh A (alterações ligeiras da função hepática) e Child-Pugh B

(alterações moderadas da função hepática), as semividas da venlafaxina e ODV

aumentaram comparativamente com as de indivíduos normais. A depuração oral da

venlafaxina

diminuiu.

Observou-se

elevado

grau

variabilidade

interindividual. Os dados de doentes com compromisso hepático grave são limitados

(ver secção 4.2).

Compromisso renal

Em doentes dialisados, a semivida de eliminação da venlafaxina aumentou cerca de

180% e a depuração diminuiu cerca de 57%, comparativamente com indivíduos

normais, enquanto a semivida de eliminação da ODV aumentou cerca de 142% e a

depuração diminuiu cerca de 56%. É necessário ajustar as doses em doentes com

compromisso renal grave e em doentes que requerem hemodiálise (ver secção 4.2)

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os estudos efetuados com venlafaxina em ratos e ratinhos não revelam quaisquer

indícios de carcinogenicidade. A venlafaxina não se revelou mutagénica numa vasta

série de ensaios in vitro e in vivo.

Os estudos em animais sobre toxicidade reprodutiva revelaram nos ratos uma

diminuição do peso das crias, um aumento no número de nados-mortos e um

aumento

mortes

crias

durante

primeiros

5 dias

aleitamento.

Desconhece-se a causa destas mortes. Estes efeitos ocorreram com as doses de

30 mg/kg/dia, 4 vezes a dose diária de 375 mg de venlafaxina em seres humanos

(com base em mg/kg). A dose sem efeito relativamente a estes achados foi de

1,3 vezes a dose utilizada em seres humanos. Desconhece-se o risco potencial para

os seres humanos.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Observou-se uma redução da fertilidade num estudo em que tanto os machos como

as fêmeas foram expostos a ODV. Esta exposição foi 1 a 2 vezes a exposição

humana observada com a dose de venlafaxina de 375 mg/dia. Desconhece-se a

relevância deste achado para os seres humanos.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Cápsulas de 37,5 mg:

- Celulose microcristalina (PH102)

- Povidona (Plasdone K-90 D)

- Talco

- Sílica coloidal anidra

- Estearato de magnésio

- Etilcelulose (E462)

- Copovidona

Cápsula de Gelatina composta por:

- Dióxido de titânio (E171)

- Óxido de ferro negro (E172)

- Óxido de ferro vermelho (E172)

- Óxido de ferro amarelo (E172)

- Tinta de impressão vermelha (Red SB-1033 Tek)

Cápsulas de 75 mg:

- Celulose microcristalina (PH102)

- Povidona (Plasdone K-90 D)

- Talco

- Sílica coloidal anidra

- Estearato de magnésio

- Etilcelulose (E462)

- Copovidona

Cápsula de Gelatina composta por:

Dióxido de titânio (E171)

- Óxido de ferro negro (E172)

- Óxido de ferro vermelho (E172)

- Tinta de impressão vermelha (Red SB-1033 Tek)

Cápsulas de 150 mg:

- Celulose microcristalina (PH102)

- Povidona (Plasdone K-90 D)

- Talco

- Sílica coloidal anidra

- Estearato de magnésio

- Etilcelulose (E462)

- Copovidona

Cápsula de Gelatina composta por:

- Dióxido de titânio (E171)

- Azul brilhante E133

- FD&c Red #40

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

- Amarelo-sunset (E110)

- Tek print SB-0007P

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de PVC/ACLAR e folha de alumínio.

Cada embalagem de Venlafaxina Labesfal de 37,5 mg, 75 mg e 150 mg contém 10,

20, 30 ou 60 cápsulas de libertação prolongada.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Generis® Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: 5099676– 10 Cápsulas de libertação prolongada, 37,5 mg, blister

ACLAR/PVC

Nº de registo: 5099700– 20 Cápsulas de libertação prolongada, 37,5 mg, blister

ACLAR/PVC

Nº de registo: 5099718– 30 Cápsulas de libertação prolongada, 37,5 mg, blister

ACLAR/PVC

Nº de registo: 5099726– 60 Cápsulas de libertação prolongada, 37,5 mg, blister

ACLAR/PVC

Nº de registo: 5099734– 10 Cápsulas de libertação prolongada, 75 mg, blister

ACLAR/PVC

Nº de registo: 5099742– 20 Cápsulas de libertação prolongada, 75 mg, blister

ACLAR/PVC

Nº de registo: 5099759– 30 Cápsulas de libertação prolongada, 75 mg, blister

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

ACLAR/PVC

Nº de registo: 5099767– 60 Cápsulas de libertação prolongada, 75 mg, blister

ACLAR/PVC

Nº de registo: 5099775– 10 Cápsulas de libertação prolongada, 150 mg, blister

ACLAR/PVC

Nº de registo: 5099809– 20 Cápsulas de libertação prolongada, 150 mg, blister

ACLAR/PVC

Nº de registo: 5099817– 30 Cápsulas de libertação prolongada, 150 mg, blister

ACLAR/PVC

Nº de registo: 5099825– 60 Cápsulas de libertação prolongada, 150 mg, blister

ACLAR/PVC

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 04 de abril de 2008

Data da última renovação: 29 de junho de 2015

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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