Varimine Stress Associação Comprimido revestido

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Multivitaminas + Sais minerais + Ácido fólico
Disponível em:
Laboratórios Atral, S.A.
Código ATC:
A11JB
DCI (Denominação Comum Internacional):
Multivitamins + minerals + folic Acid
Dosagem:
Associação
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido
Composição:
Zinco, sulfato 100 mg - Nicotinamida 100 mg - Acetato de RRR-Alfatocoferilo 30 U.I. - Cloridrato de piridoxina 5 mg - Pantotenato cálcico 20 mg - Riboflavina 15 mg - Ácido ascórbico 600 mg - Ácido fólico 0.4 mg - Cianocobalamina 0.012 mg - Tiamina, nitrato 15 mg - Fosfato dicálcico di-hidratado 100 mg - Biotina 0.045 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MNSRM
Grupo terapêutico:
11.3.3 Associações de vitaminas com sais minerais
Área terapêutica:
Vitamins with minerals
Resumo do produto:
9673707 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Conservar ao abrigo da luz - Não comercializado - 10006215 - 50088602
Status de autorização:
Revogado (20 de Março de 2015)
Número de autorização:
6/55/85
Data de autorização:
1987-10-28

APROVADO EM

15-02-2008

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Varimine Stress Associação Comprimidos revestidos

Vitaminas / Sais Minerais / Ácido fólico

Este folheto contém informações importantes para si. Leia-o atentamente

Este medicamento pode ser adquirido sem receita médica. No entanto, é necessário tomar

Varimine Stress com precaução para obter os devidos resultados.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso precise de esclarecimentos ou conselhos, consulte o seu farmacêutico.

Em caso de agravamento ou persistência dos sintomas, consulte o seu médico.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Varimine Stress e para que é utilizado

2. Antes de tomar Varimine Stress

3. Como tomar Varimine Stress

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Varimine Stress

6. Outras informações

1. O QUE É Varimine Stress E PARA QUE É UTILIZADO

Grupo fármacoterapêutico: 11.3.3 Nutrição. Vitaminas e sais minerais. Associações de

vitaminas com sais minerais.

Varimine Stress é um medicamento que contém uma associação de vitaminas e sais

minerais indicado na profilaxia de avitaminoses, isto é, na prevenção de estados de

carência de uma ou mais vitaminas.

As vitaminas e os sais minerais são nutrientes essenciais, indispensáveis ao normal

desenvolvimento e crescimento da criança e ao normal funcionamento do organismo no

adulto. São substâncias vitais para a vida diária (respiração, digestão, produção de

energia, reprodução crescimento) e ao mesmo tempo fazem parte de muitos órgãos e

tecidos. Estes nutrientes não podem ser sintetizados pelo organismo, sendo fornecidos

através da dieta.

Varimine

Stress

formulado

objectivo

compensar

aumento

necessidades em vitaminas e minerais, que podem ocorrer em casos de doença aguda ou

crónica

dieta

inadequada,

evitando

assim

desenvolvimento

estados

carência.

2. ANTES DE TOMAR Varimine Stress

Não tome Varimine Stress

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alergia

(hipersensibilidade)

substâncias

activas

qualquer

outro

componente de Varimine Stress.

Tome especial cuidado com Varimine Stress

anemias

megaloblásticas,

pois

Varimine

Stress

não

dispensa

terapêutica

complementar.

Tomar Varimine Stress com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

A administração da piridoxina em dose superior a 5mg/dia neutraliza a actividade da

levodopa nos doentes com doença de Parkinson, pelo que Varimine Stress não deve ser

administrado nestas circunstâncias; este antagonismo não tem lugar se a levodopa estiver

associada com um inibidor da dopa-descarboxilase.

Gravidez e aleitamento

O médico assistente da grávida deverá ajustar a cada paciente o multivitamínico e a dose

que considera essencial.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Varimine Stress não interfere com a capacidade de condução de veículos e utilização de

máquinas.

Informações importantes sobre alguns componentes de Varimine Stress

Varimine Stress contém tartrazina (E102) a qual pode causar reacções alérgicas.

3. COMO TOMAR Varimine Stress

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. A dose média no adulto é 1

comprimido por dia, por via oral.

Se tomar mais Varimine Stress do que deveria

caso

sobredosagem

recomenda-se

internamento

unidade

hospitalar

apropriada e início de tratamento de suporte.

Caso se tenha esquecido de tomar Varimine Stress

Em caso de omissão de uma dose, tome o medicamento assim que possível; não o faça se

a hora da dose seguinte estiver muito próxima. Não tome uma dose a dobrar para

compensar a que se esqueceu de tomar. Retome a medicação de acordo com o esquema

habitual.

Se parar de tomar Varimine Stress

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INFARMED

Como qualquer medicamento destinado a automedicação, Varimine Stress não deve ser

utilizado durante períodos prolongados. De forma a evitar a ocorrência de carências

vitamínicas é muito importante que adopte uma alimentação equilibrada.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, Varimine Stress pode causar efeitos secundários, no

entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Até ao momento não são conhecidos efeitos secundários associados à toma de Varimine

Stress.

Se detectar quaisquer efeitos secundários, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR VARIMINE STRESS

Conservar a temperatura inferior a 25ºC

Conservar em lugar seco.

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Varimine Stress após o prazo de validade impresso no blister e na embalagem

exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não utilize Varimine Stress se verificar sinais visíveis de deterioração.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Varimine Stress

- As substâncias activas são vitaminas, sais minerais e ácido fólico. Cada comprimido

revestido

contém:

nitrato

tiamina

mg),

riboflavina

mg),

cloridrato

piridoxina (5 mg), cianocobalamina (0,012 mg), nicotinamida (100 mg), pantotenato de

cálcio (20 mg), biotina (0,045 mg), ácido fólico (0,4 mg), ácido ascórbico (600 mg), alfa-

tocoferol (30 U.I.), fosfato dicálcico di-hidratado (100 mg) e sulfato de zinco hepta-

hidratado (100 mg).

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- Os outros componentes são:

Núcleo:

carboximetilamido

sódico,

celulose

microcristalina,

croscarmelose

sódica,

estearato de magnésio e talco.

Revestimento: celacefato, dióxido de titânio (E171), eritrosina (E127), shellac, oleato de

sorbitano, tartrazina (E102) e povidona.

Qual o aspecto de Varimine Stress e conteúdo da embalagem

Varimine

Stress

apresenta-se

forma

farmacêutica

comprimidos

revestidos,

oblongos,

rosa,

acondicionados

blister

Alu/Alu

apresentam-se

embalagens com 20 unidades.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Laboratórios Atral, S.A.

Vala do Carregado

2600-726 Castanheira do Ribatejo – Portugal

Tel.: 263 856 800

Fax: 263 855 020

email: info@atralcipan.pt

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Varimine Stress Associação Comprimidos revestidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido contém:

Acetato de alfatocoferol

30 U.I.

Biotina

0,045 mg

Cianocobalamina

0,012 mg

Pantotenato cálcico

20 mg

Fosfato dicálcico di-hidratado

100 mg

Nicotinamida

100 mg

Cloridrato de piridoxina

5 mg

Riboflavina

15 mg

Nitrato de tiamina

15 mg

Sulfato de zinco hepta-hidratado

100 mg

Ácido ascórbico

600 mg

Ácido fólico

0,4 mg

Excipientes:

Cada comprimido revestido contém 0,62 mg de tartrazina (E102).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido.

Oblongo, de cor rosa.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Profilaxia de avitaminoses.

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4.2 Posologia e modo de administração

Posologia - Dose média no adulto: 1 comprimido por dia.

Modo de administração: Via oral.

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer um dos excipientes

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Vitamina B12/Cianocobalamina

Nas anemias megaloblásticas Varimine Stress não dispensa terapêutica complementar.

concentrações

sérias

potássio

devem

monitorizadas

terapêutica

vitamina B12, pois a conversão da anemia megaloblástica para uma eritroporese normal

pode resultar no aumento das necessidades de potássio.

O aumento da degradação de ácido nucleico produzido pela administração de vitamina

B12 a doentes com deficiência desta vitamina pode resultar em gota em indivíduos

susceptíveis. A cianocobalamina não está indicada na doença de Leber. Varimine Stress

não

deve

usado

tratamento

anemia

perniciosa

outras

anemias

megaloblásticas

défice

vitamina

B12.

envolvimento

neurológico

pode

desenvolver-se ou progredir, apesar de se verificar remissão da anemia em doentes com

carência de

vitamina B12 que recebam suplemento de ácido fólico e que estejam

inadequadamente tratados com vitamina B12.

Niacina

A concentração de glucose no sangue deve ser periodicamente monitorizada em doentes

medicados

niacina

niacinamida,

especialmente

primeiros

estadios

terapêutica. A dosagem requerida para os agentes antidiabéticos pode mudar para os

doentes diabéticos. A função hepática deve ser avaliada periodicamente em doentes com

terapêuticas prolongadas de niacina ou niacinamida em doses que excedam largamente os

requisitos fisiológicos.

Ácido ascórbico

O uso prolongado de doses elevadas de ácido ascórbico pode resultar no aumento do

metabolito da substância; o escorbuto pode ocorrer quando o aporte fica reduzido para o

normal.

Vitamina E/Alfatocoferol

A vitamina E não é geralmente tóxica. No entanto, doses elevadas (mais do que 300

unidades diárias) têm raramente causado náuseas, diarreia, cólicas intestinais, fadiga,

fraqueza,

cefaleias,

visão

turva,

rash,

disfunção

gonodal,

creatinina,

aumento

creatinina quinase (CK, creatina fosfoquinase, CPK), aumento do colesterol sérico e dos

triglicéridos, aumento dos estrogénios e androgénios na urina e diminuição de tiroxina e

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triodotironina

sérica.

Estes

efeitos

desaparecem

após

descontinuação

toma

vitamina.

Enterocolite necrozante tem sido associada com a administração oral de doses elevadas

(por exemplo, 200 unidades diárias) de uma preparação de vitamina E hiperosmolar em

crianças que nasceram com baixo peso.

Após

terapêutica

oral

vitamina

para

distúrbio

cutâneo

assistiu-se

crescimento de cabelo branco no local da alopécia.

Os comprimidos revestidos de Varimine Stress contêm tartrazina (E102).

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Piridoxina

A administração da piridoxina em doses superiores a 5mg/dia neutraliza a actividade da

levodopa nos doentes com doença de Parkinson, pelo que Varimine Stress não deve ser

administrado nestas circunstâncias; este antagonismo não tem lugar se a levodopa estiver

associada com um inibidor da dopa-descarboxilase.

Num ensaio em que foram administrados 200mg de piridoxina diariamente durante 1 mês

ocorreu uma diminuição de 50% da concentração sérica de fenobarbital e fenitoína.

A piridoxina tem sido responsabilizada pela existência de falsos-positivos no teste de

urobilinogénio usando reagente de Ehrlich.

Riboflavina

A administração prévia de brometo de propantelina retarda a taxa de absorção de

riboflavina mas aumenta a quantidade total absorvida presumivelmente por aumentar o

tempo

exposição

riboflavina

locais

absorção

gastrointestinal.

administração de doses elevadas de riboflavina resultam numa urina amarela clara que

pode

interferir

análise

urina

baseada

reacções

colorimétricas

espectrometria. A riboflavina pode produzir substâncias fluorescentes na urina e plasma,

que podem causar falsas elevações nas determinações fluorimétricas das catecolaminas e

urobilinogénio.

Tiamina

A tiamina pode aumentar o efeito dos agentes bloqueadores neuromusculares. A tiamina

pode ainda originar resultados falsos-positivos na determinação do ácido úrico pelo

método de fosfotrifosfato e na análise de urina, utilizando o reagente de Ehrlich para o

urobilinogénio.

Vitamina B12

A absorção da vitamina B12 pode diminuir devido à administração concomitante de

antibióticos

aminoglicosídeos,

colchicina,

preparações

potássio

libertação

prolongada,

ácido

aminossalicílico,

anticonvulsionantes

(fenitoína,

fenobarbital,

primidona), irradiações por cobalto do intestino delgado e por consumo excessivo de

álcool superior a 2 semanas.

A malabsorção de vitamina B12 induzida pela neomicina pode encontrar-se aumentada

pela administração concomitante de colchicina.

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INFARMED

O ácido ascórbico pode destruir quantidades substanciais de vitamina B12 da dieta in

vitro; esta possibilidade pode ser considerada quando grandes doses de ácido ascórbico

são ingeridas 1 hora após a administração oral de vitamina B12.

A prednisona aumenta a absorção de vitamina B12 e a secreção de factor intrínseco in

vitro em alguns doentes com anemia perniciosa, mas não em doentes com gastrectomia

total, embora o significado destes factos seja ainda desconhecido.

A administração concomitante de cloranfenicol e vitamina B12 pode antagonizar a

resposta hematopoiética da vitamina B12 em doentes dela carenciados.

metotrexato,

pirimetamina

muitos

anti-infecciosos

invalidam

diagnóstico

microbiológico da vitamina B12.

A administração de cianocobalamina pode resultar em falsos-positivos no teste dos

anticorpos anti-factor intrínseco presentes no sangue de aproximadamente 50% dos

doentes com anemia perniciosa.

Niacina

A niacina pode produzir substâncias fluorescentes que causam falsos aumentos de alguns

cálculos fluorométricos de catecolaminas urinárias.

Ácido fólico

Somente grandes quantidades de ácido fólico podem contrariar o efeito anti-epilético do

fenobarbital, fenitoína e primidona e aumento da frequência de tremores em crianças

susceptíveis.

Ácido ascórbico

A administração concomitante de mais de 200mg de ácido ascórbico por 30mg de ferro

elementar aumenta a absorção de ferro do tracto gastrointestinal.

Verifica-se um aumento da excreção de ácido ascórbico e diminuição da excreção de

aspirina quando estas substâncias são administradas concomitantemente.

A administração concomitante de ácido ascórbico e flufenazina resulta na diminuição de

concentração plasmática de flufenazina.

A acidificação da urina após a administração de ácido ascórbico pode resultar na

excreção alterada de outras substâncias.

A presença de ácido ascórbico na urina resulta em falsas diminuições na concentração de

glucose pelo reagente sulfato cúprico, bem como falsas diminuições na determinação de

concentrações de glucose pelo método da glucose-oxidase.

Vitamina E

A vitamina E em doses superiores a 10 unidades por quilo/dia pode atrasar a resposta à

terapêutica com ferro em crianças com anemia ferropénica e crianças que nascem com

baixo peso tratadas com suplemento de ferro podem desenvolver anemia hemolítica por

deficiência de vitamina E.

A vitamina E ou qualquer um dos seus metabolitos podem ter efeitos anti-vitamina K; os

primeiros, recebendo anticoagulantes orais podem apresentar risco de hemorragia após

grandes doses de vitamina E. Em voluntários sãos a vitamina E não causa quaisquer

alterações nos testes de coagulação.

O uso excessivo de óleo mineral pode diminuir a absorção de vitamina E.

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4.6 Gravidez e aleitamento

O uso de doses elevadas de piridoxina durante a gravidez tem sido implicado nos

tremores causados pela piridoxino-dependência de recém-nascidos.

ingestão de doses elevadas de

vitamina C durante a gravidez pode resultar em

escorbuto nos recém-nascidos.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Varimine Stress não interfere com a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

Piridoxina

A piridoxina é habitualmente não tóxica; contudo, a administração de doses elevadas tem

sido associada a efeitos neurológicos: a administração de doses elevadas durante longo

termo, isto é, 2g ou mais diariamente, pode causar neuropatia sensorial e síndromes

neurológicos. Têm ocorrido: náuseas, cefaleias, parestesias, sonolência, aumento de

concentração

sérica

diminuição

concentração

ácido

fólico.

desenvolvimento de um distúrbio profundo do sentido postural e da vibração, da porção

distal dos membros, bem como ataxia progressiva e gradual, tem sido relatada num

número limitado de doentes recebendo doses de 2-6g diários durante 2-40 meses. O

sentido táctil e a temperatura são menos afectados nestes doentes. Embora os reflexos

tendinosos profundos estejam diminuídos ou ausentes, não estão presentes nestes doentes

sinais de disfunção do sistema nervoso central (SNC). Estudos de condução nervosa e

respostas evocadas somato-sensoriais indicam disfunções das porções distais dos nervos

sensoriais periféricos. As biópsias dos nervos mostram degenerescência axonal não

específica.

Após

descontinuição

piridoxina,

disfunção

neurológica

melhora

gradualmente

após

prolongado

acompanhamento

periódico,

doentes

mostram

melhoria satisfatória.

Reacções alérgicas têm sido ocasionalmente associadas ao uso da piridoxina.

Vitamina B12

A vitamina B12 é habitualmente não tóxica mesmo em doses elevadas. Contudo, têm

sido mencionadas reacções alérgicas à vitamina B12 atribuíveis a impurezas na sua

preparação.

Niacina

Pequenas doses orais de niacina ou de niacinamida não são usualmente tóxicas. No

entanto, após a administração de doses elevadas, tais como as utilizadas no tratamento da

pelagra e de outras alterações, rubor (especialmente da face e do pescoço), prurido,

sensação de ardor, flatulência, náuseas, vómitos, diarreia, aumento da actividade das

glândulas

sebáceas,

hipotensão,

tonturas,

taquicardia,

síncope

(talvez

psicogénica),

cefaleias e visão turva têm sido referidos.

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INFARMED

Testes

função

hepática

alterados

(incluindo

aumento

concentração

sérica

bilirrubina, TGO, TGP e LDH), icterícia e lesão hepática crónica, foram descritos durante

terapêutica

niacina

niacinamida.

Alterações

tempo

protrombina

hipoalbuminémia têm sido também referidas.

Ácido fólico

O ácido fólico oral não é tóxico para o Homem mesmo em doses de 15mg por dia; não

foram mencionadas quaisquer reacções adversas.

Ácido ascórbico

ácido

ascórbico

habitualmente

não

tóxico;

contudo,

náuseas,

vómitos,

cólicas

abdominais, fadiga, cefaleias, insónia e sonolência têm sido referidos. Diarreia pode

ocorrer após administração de 1g diário.

Cerca de 5% dos indivíduos desenvolvem hiperoxalúria após administração de doses

elevadas de ácido ascórbico. O ácido ascórbico pode causar acidificação da urina,

conduzindo ocasionalmente a precipitação de cálculos de uratos, cistina, oxalato ou

substâncias no tracto urinário. Doses elevadas de ácido ascórbico devem ser evitadas nos

doentes com hiperoxalúria. Cerca de 8g diários resultam na diminuição de ácido úrico

sérico.

Teoricamente, doses elevadas de ácido ascórbico podem resultar em artrite gotosa em

indivíduos susceptíveis.

Doentes

deficiência

desidrogenase

glucose-6-fosfato

podem

desenvolver

hemólise após a administração oral de doses elevadas de ácido ascórbico.

É ainda referido na literatura que 600mg de ácido ascórbico têm efeitos diuréticos.

4.9 Sobredosagem

caso

sobredosagem

recomenda-se

internamento

unidade

hospitalar

apropriada e início de tratamento de suporte.

Doses elevadas de niacina ou de niacinamida devem ser administradas com precaução em

doentes com doença vesicular ou com história de icterícia ou doença hepática, diabetes

mellitus, gota, úlcera péptica ou alergia.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Se o indivíduo adulto trabalha de acordo com a energia despendida, é indispensável, além

da alimentação basal, um suplemento que assegure a energia despendida no trabalho,

especialmente gorduras, hidratos de carbono e água. Se o indivíduo é uma mulher grávida

ou em fase de amamentação as exigências são maiores. Considerando agora o ser em

crescimento, uma criança, as exigências alimentares são ainda mais rigorosas, não só em

quantidade como em qualidade, porque esse organismo ao mesmo tempo que vive está a

crescer.

O organismo humano acusa sofrimento quando a alimentação não é adequada. Quando a

dieta é

insuficiente, não só qualitativa como quantitativamente, os organismos

não

dispõem dos materiais indispensáveis à sua normalidade fisiológica. Em certos casos, a

APROVADO EM

15-02-2008

INFARMED

dieta pode ser em qualidade e quantidade suficiente para as condições basais, ou mesmo

de trabalho, mas sucede que o organismo se encontra numa fase biológica de grande

actividade, como é o caso da gravidez. Pode, finalmente, acontecer que as quantidades

ingeridas são suficientes e o organismo não atravessa nenhuma fase especial da sua

fisiologia, mas há perturbações nos mecanismos que asseguram a absorção dos alimentos

ingeridos;

exemplo,

diarreia,

provoca

trânsito

muito

rápido

alimentos não dando tempo a que estes sejam absorvidos, resultará naturalmente uma

deficiente nutrição.

Pelos factos resumidamente apontados se compreende a necessidade de dispor destes

elementos mais nobres da alimentação – vitaminas e sais minerais – como suplemento

alimentar ou como agentes terapêuticos.

Verifica-se que a administração suplementar de vitaminas é necessária e desejável num

conjunto variado de situações clínicas. Uma vez que a carência duma única vitamina é

rara

experiência

clínica,

prática

consagrada

recomendar

terapêutica

polivitamínica num caso de suspeita de carência vitamínicas, com finalidade curativa e

profiláctica.

características

fórmulas

multivitamínicas

sais

minerais

encontram-se

regulamentadas. Deste modo, as especialidades deverão conter, por cada um dos seus

componentes – vitaminas e sais minerais – valores percentuais suficientes de forma a

demarcar especialidades que sejam suplementos alimentares das que são apropriadas para

o tratamento.

O interesse e a justificação da associação de vitaminas e sais minerais qualitativa e

quantitativamente equilibrada constituem matéria superiormente contemplada nos textos

de farmacologia clínica.

A alimentação humana equilibrada deve conter as seguintes características fundamentais:

1. Valor calórico de acordo com a idade do ser humano, o seu grau de actividade física e

a fase biológica em que se encontra

2. Proporção adequada das substâncias químicas fundamentais para o metabolismo do

organismo humano, nomeadamente hidratos de carbono, gorduras, proteínas e água

3. Vitaminas

4. Sais minerais

Para

organismo

não

seja

obrigado

consumir

seus

próprios

tecidos

indispensável

fornecer-lhe

número

substâncias

produtoras

energia,

especialmente açúcares e gorduras, ao mesmo tempo que é necessário assegurar-lhe

também proteínas. Fornecidos estes três elementos, as transformações que sofrem para

assegurarem

fenómenos

vitais

indispensáveis

sobrevivência

vida

fisicamente activa são apenas possíveis na presença de água, de certas vitaminas e sais

minerais.

Um organismo adulto e em repouso absoluto e num meio ambiente considerado óptimo,

consome um mínimo de energia; nestas condições basais – metabolismo basal – há que

ingerir um mínimo qualitativo e quantitativo dos referidos princípios alimentares.

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

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15-02-2008

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Grupo fármacoterapêutico: 11.3.3 Nutrição. Vitaminas e sais minerais. Associações de

vitaminas com sais minerais

Código ATC: A11JB

Piridoxina/Vitamina B6

A piridoxina ou vitamina B6, é uma vitamina hidrossolúvel, pertencente ao complexo B,

que se encontra nos cereais, legumes, vegetais, fígado, carne e ovos.

No Homem, uma fonte exógena de vitamina B6 é necessária para o metabolismo dos

aminoácidos; a vitamina está também envolvida no metabolismo dos hidratos de carbono

e dos lípidos.

A piridoxina converte-se nas formas activas da vitamina, o piridoxal fosfato, que actua

como coenzima numa ampla variedade de reacções do metabolismo intermediário. As

formas activas da vitamina estão envolvidas na transaminação dos aminoácidos e na

conversão do triptofano em niacina.

A piridoxina parece ser essencial na síntese do ácido gama-aminobutírico (GABA) dentro

do SNC e na síntese do heme.

deficiência

piridoxina

resulta

acumulação

excreção

urinária

ácido

xanturénico (um metabolito intermediário do triptofano) e na diminuição da actividade da

transaminase

glutâmica

oxalacética

eritrócitos;

medida

qualquer

destes

parâmetros pode ser usada no diagnóstico da deficiência de piridoxina. A deficiência de

piridoxina em adultos afecta principalmente os nervos periféricos, a pele, membranas

mucosas e sistema hematopoiético. Em crianças é afectado o SNC. A administração de

piridoxina reverte completamente os sintomas de deficiência. O síndrome hereditário de

dependência de piridoxina, no qual quantidades elevadas de piridoxina são necessárias

para prevenir tremores, foi identificado em crianças.

A acidúria xanturénica, cistationúria, hiperoxalúria e homocistinúria primárias resultam

de anomalias genéticas que respondem à administração de piridoxina. Foi identificado

tipo

anemia

responsiva

piridoxina,

hereditária

não

relacionada

deficiência de piridoxina.

Em casos de gravidade média, deverão ser administradas 2 a 3 doses diárias de 40mg de

piridoxina. Em casos graves como intoxicações e transtornos musculares, deverão ser

administradas 2 a 3 doses diárias de 300mg de piridoxina.

Riboflavina/Vitamina B2

A riboflavina ou vitamina B2 é uma vitamina do complexo B, solúvel em água, que se

encontra presente em muitos alimentos incluindo o leite, carne, ovos e vegetais.

Em humanos, uma fonte exógena de riboflavina é requerida para a respiração tecidular.

A riboflavina é convertida na coenzima riboflavina 5-fosfato (flavina mononucleótida-

FMN). A FMN é também convertida noutra coenzima, a flavina adenina dinucleótida

(FAD). Estas coenzimas actuam como transportadores de moléculas de hidrogénio para

diversas

enzimas

(flavoproteínas)

envolvidas

reacções

oxidação-redução

substratos orgânicos, bem como no metabolismo intermediário.

A riboflavina está também

indirectamente envolvida

manutenção da

integridade

eritrocitária.

A deficiência de riboflavina (arriboflavinose) resulta num síndrome clínico caracterizado

queilose,

estomatite

angular,

glossite,

queratite,

alterações

pele

escroto,

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15-02-2008

INFARMED

alterações

oculares

dermatite

seborreica.

Anemia

normocítica,

normocrómica

neuropatia ocorrem na deficiência severa. Os sinais clínicos de deficiência ocorrem após

3-8 meses de aporte inadequado de riboflavina. A administração da riboflavina reverte

estes sinais de deficiência.

A riboflavina é habitualmente administrada por via oral no tratamento de deficiência de

riboflavina. Em adultos, a dose usual é de 5-30mg diários administrados em doses

divididas. Em crianças, o tratamento da deficiência de riboflavina faz-se administrando 3-

10mg

diários.

tratamento

anemia

microcítica

associada

esplenomegália

deficiência da glutatião-redutase, uma dose oral diária de 10mg de riboflavina durante 10

dias é usualmente aceite.

Tiamina/Vitamina B1

A tiamina ou vitamina B1 é uma vitamina do grupo B, hidrossolúvel, que se encontra em

muitos alimentos: cereais, legumes, avelãs e carne.

No Homem, uma fonte exógena de tiamina é requerida para o metabolismo dos hidratos

de carbono.

A tiamina combina-se com a adenosina trifosfato no fígado, rins e leucócitos para formar

difosfato de tiamina (tiamina pirofosfato). O difosfato de tiamina é uma coenzima do

metabolismo dos hidratos de carbono (na descarboxilação dos ácidos pirúvico e

cetoglutárico) e nas reacções de transcetolação; é também utilizada no shunt da mexose e

da pentose.

deficiência

tiamina

conduz

diminuição

actividade

transcetolose

eritrócitos e ao aumento da concentração do ácido pirúvico no sangue; a medida de

qualquer deles pode ser usada no diagnóstico da deficiência de tiamina.

Na ausência de tiamina como de tiamina pirofosfato, o ácido pirúvico não é convertido

em acetil-COA e talvez seja incapaz de entrar na habitual via oxidativa aeróbica (ciclo de

Krebs) resultando na acumulação de ácido pirúvico e subsequente conversão a ácido

láctico. Adicionalmente, resultante produção diminuída de NADH dentro do ciclo de

Krebs, estimula a glicólise anaeróbica e produção de ácido láctico.

A acidose láctica pode ocorrer na deficiência da tiamina. A deficiência de tiamina resulta

no beribéri e no síndrome de encefalopatia de Wernicke. Os sinais clínicos de deficiência

de tiamina tornam-se evidentes após 2-3 semanas de ingestão inadequada de tiamina. Os

sistemas

orgânicos

principalmente

afectados

pela

tiamina

são:

sistema

nervoso

periférico, sistema cardiovascular e tracto gastrointestinal. A administração de tiamina

reverte

completamente

sintomas

gastrointestinais

cardiovasculares

deficiência; contudo, o grau de melhoria dos sintomas neurológicos depende da duração e

severidade das lesões. A deficiência fatal pode desenvolver-se 3-4 semanas após a falta

de ingestão de tiamina.

A tiamina é habitualmente administrada por via oral. Nos estados de deficiência não

activos em crianças, a dose habitual por via oral é de 10-50mg diários administrados em

doses divididas. O aporte dietético recomendado diariamente de tiamina é de 0.3-1.5mg

em crianças e 1-1.5 mg

nos adultos, sendo de 1.5-1.6 nas grávidas e

mulheres

amamentar. Como suplemento dietético em doentes com absorção gastrointestinal normal

é de 1-2mg de tiamina diários no adulto, 0.5-1mg diários nas crianças e 0.3-0.5mg diários

nos bebés.

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INFARMED

Nas doenças metabólicas resultantes de deficiências enzimáticas genéticas, responsivas à

tiamina a dose oral habitual é de 10-20mg diários administrados por via oral; contudo,

têm sido usadas doses superiores a 4g diários em doses divididas.

Cianocobalamina/Vitamina Bl2

A cianocobalamina ou vitamina Bl2 é uma vitamina do complexo B contendo cobalto e

sintetizada por microorganismos.

A vitamina Bl2 é um grupo coroide contendo cobalto conhecido como cobalaminas,

tendo actividade biológica no Homem.

vitamina

está

presente

forma

coenzima

(principalmente

como

adenosilcobalamina

metilcobalamina)

muitos

elementos

origem

animal,

particularmente o fígado, rins, peixe, bivalves, carne e lacticínios; as plantas contêm

pequenas quantidades desta vitamina.

Homem,

fonte

exógena

vitamina

requerida

para

síntese

nucleoproteína e

mielina, reprodução celular, crescimento normal e

manutenção da

normal eritropoiese.

Em termos dietéticos, a dose diária recomendada de vitamina B12 é de 0.3-2

g em

crianças e 2

g em adultos. Nas grávidas e mulheres em fase de lactação é de 2.2 e 2.6

respectivamente.

As células caracterizadas por divisão rápida (células epiteliais, da medula óssea, células

mielóides) parecem ter as maiores necessidades da vitamina Bl2.

A vitamina Bl2 pode ser convertida a coenzima Bl2 nos tecidos, o que é essencial para a

conversão de metilmalonato a succinato e para a síntese da

metionina a partir da

homocisteína, reacção que também requer folato.

Na falta de coenzima Bl2, o tetrahidroflato não pode ser regenerado da sua forma

inactiva, o 5-metil tetrahidrofolato, surgindo assim uma deficiência funcional de folato.

A vitamina Bl2 está envolvida na manutenção do grupo sulfidril na forma reduzida,

requerido por muitos sistemas enzimáticos SH activados.

Através destas reacções, a vitamina B12 está associada ao metabolismo dos hidratos de

carbono, dos lípidos e síntese proteica.

A deficiência de vitamina B12 provoca anemia megaloblástica, lesões gastrointestinais e

distúrbios neurológicos que se iniciam com a incapacidade de produzir mielina, sendo

seguida pela gradual degenerescência axonal.

Niacinamida/Vitamina B3

A niacinamida ou vitamina B3 é uma vitamina do complexo B, solúvel em água. Está

presente em vários alimentos incluindo carne, peixe, ovos, vegetais e cereais (embora nos

cereais possa encontrar-se sob a forma não absorvível).

No Homem, a niacinamida é requerida no metabolismo lipídico, respiração tecidular e

glicogenólise.

A niacinamida é incorporada em 2 coenzimas, nicotinamida adenina dinucleotido (NAD)

e nicotinamida adenina dinucleotido fosfato (NADP), que actuam como transportadores

de moléculas de hidrogénio na glicogenólise, respiração tecidular e metabolismo lipídico.

A dose usual de niacina é de 100mg 1 a 3 vezes por dia.

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A deficiência de niacina resulta numa doença chamada pelagra. Os sistemas orgânicos

principalmente afectados pela deficiência de niacina são o tracto gastrointestinal, pele e

SNC. A administração da niacina reverte completamente os sintomas de deficiência.

Pantotenato de cálcio

A actividade fisiológica do pantotenato de cálcio racémico é metade da do pantotenato de

cálcio.

Não ocorre deficiência espontânea de ácido pantoténico no Homem.

O ácido pantoténico está amplamente distribuído nos alimentos.

As necessidades humanas diárias são garantidas por um suprimento diário de 4 a 10mg.

ácido

pantoténico

rapidamente

absorvido

tracto

gastrointestinal

após

administração oral; distribuiu-se largamente nos tecidos corporais e aparece no leite

materno. Cerca de 70% do ácido pantoténico é excretado inalterado na urina e cerca de

30% nas fezes.

Biotina

A biotina é um ácido orgânico e a forma activa é o d-isomero.

Existem compostos que antagonizam as acções da biotina, entre os quais estão a biotina

sulfona, a destiobiotina e certos ácidos carboxílicos-imidazólicos.

A biotina é o cofactor para a carboxilação enzimática do piruvato, acetil coenzima A

(CoA), propionyl CoA e beta-metilcrotonil CoA. A biotina tem um papel importante

tanto no metabolismo dos hidratos de carbono como no das gorduras. A fixação do CO2

ocorre numa reacção em 2 fases: a primeira envolve a ligação do CO2 à holoenzima e a

segunda envolve a transferência de CO2 ligado à biotina para o aceitador apropriado.

As fontes de biotina são a carne, ovos e amendoins.

A biotina é estável ao confeccionar os alimentos, à excepção dos alcalinos.

As necessidades diárias de biotina são tidas como 100-200ug.

dieta

americana,

exemplo,

fornece

100-300mg

biotina.

Parte

biotina

sintetizada pela flora bacteriana é também absorvida.

Os sintomas de deficiência da biotina variam conforme as espécies e incluem deficiência

crescimento,

perda

cabelo,

dermatite,

perda

controlo

muscular

espasticidade.

Tem-se produzido experimentalmente o síndrome de deficiência de biotina no Homem,

pela alimentação com ovos brancos e que responde a pequenas doses de biotina. Os sinais

e sintomas incluem dermatite atópica, glossite, parestesia, dor muscular, anorexia, anemia

ligeira e alterações electrocardiográficas, que desaparecem com a

administração de

biotina. Os erros congénitos das enzimas dependentes da biotina são conhecidos e

respondem à administração de doses maciças de biotina.

A deficiência sintomática de biotina tem sido referida em crianças e adultos que têm

recebido

alimentação

parentérica

carenciada

biotina.

lesões

consistem

dermatite esfoliativa e alopécia e respondem a pequenas doses de biotina. Estes doentes

têm doença inflamatória do intestino e a inadequação da síntese de biotina pela flora do

intestino é provavelmente um factor contributório.

Há casos em que à correcção pela biotina se segue a elevação da taxa de excreção

urinária de ácido beta-hidroxisovaleico, o que indica a deficiência da função da enzima

dependente da biotina betil-metilcronotil CoA carboxilase.

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15-02-2008

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Ácido fólico

O ácido fólico encontra-se muito difundido na natureza (nas leveduras e no fígado) numa

forma

combinada com proteínas;

muitos

microorganismos

fazem a sua

biossíntese,

inclusivamente as bactérias da flora normal do tubo digestivo do Homem.

constituição

química

destacam-se

três

núcleos:

xantopterina,

ácido

para-

aminobenzóico e ácido glutâmico.

O ácido fólico participa no fabrico de hemoglobina.

Enquanto o ácido pteroilglutâmico é a forma farmacêutica comum do ácido fólico, não é

o principal folato na alimentação nem a coenzima activa para o metabolismo intracelular.

Após absorção, o ácido pteroilglutâmico é rapidamente reduzido a ácido tetrahidrofólico,

que actua como aceitador de unidades de um-carbono.

Virtualmente todas as fontes alimentares são ricas em folatos, em especial os vegetais

verdes, fígado e alguns frutos; contudo, o acto de cozinhar pode destruir mais de 90% dos

folatos contidos nos alimentos.

No adulto normal, a necessidade mínima diária é de 50

g enquanto que nas mulheres

grávidas, a amamentar ou em doentes com taxas elevadas de turnover celular (como nos

doentes com anemia hemolítica) podem recuperar 100 a 200

g ou mais por dia.

A dose usual de ácido fólico é de 5-10mg 1 a 2 vezes por dia.

A deficiência de ácido fólico, tanto nos animais como na espécie humana está relacionada

aparecimento

duma

anemia

macrocítica,

corresponde

actividade

incompleta

medula

óssea

papel

fabrico

glóbulos

vermelhos.

administração do ácido fólico na anemia macrocítica do ser humano, bem como em

outras situações clínicas, nomeadamente na anemia perniciosa, pelagra e outras situações

de desnutrição, conduz à cura destas situações clínicas.

Ácido ascórbico/Vitamina C

O ácido ascórbico ou vitamina C é uma vitamina hidrossolúvel que está presente nas

frutas frescas e vegetais.

Em humanos, uma fonte exógena de ácido ascórbico é necessária para a formação do

colagénio e reparação tecidular.

O ácido ascórbico é reversivelmente oxidado a ácido dehidroascórbico no organismo.

Estas duas vitaminas são importantes nas reacções da oxidação-redução. A vitamina está

envolvida no metabolismo da tirosina, conversão do ácido fólico em ácido folínico,

metabolismo

hidratos

carbono,

lípidos

proteínas,

metabolismo

ferro,

resistência às infecções e respiração celular.

A deficiência de ácido ascórbico resulta em escorbuto. As estruturas colagéneas são

primeiramente afectadas, observando-se lesões nos ossos e vasos. A administração de

ácido ascórbico reverte completamente os sintomas da deficiência de ácido ascórbico.

O ácido ascórbico é habitualmente administrado por via oral. Como suplemento dietético,

45-60mg de ácido ascórbico diários é suficiente. Em adultos em hemodiálise 100-

200ng/dia têm sido recomendados. Durante a gravidez e lactação têm sido recomendadas

doses diárias de 60 e 80mg, respectivamente. Nos adultos com escorbuto, 10mg de ácido

ascórbico diários podem resultar em completa melhoria. Nas crianças com escorbuto a

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administração oral de 100-300ng de ácido ascórbico diários, em doses divididas durante

vários dias, resulta em rápida melhoria.

Vitamina E

Conhecem-se 4 tocoferóis, mas o único usado em terapêutica é o

-tocoferol; todos são

potentes anti-oxidantes que poderão exercer esta função protectora em relação a outras

vitaminas (por exemplo, do grupo A), enzimas e quinonas intervenientes na cadeia

respiratória e ácidos gordos não saturados essenciais.

A posologia varia entre 150 e 600mg por dia, empregando-se as doses elevadas nos

processos degenerativos.

Embora se conheçam avitaminoses E em diferentes espécies (em que a carência provoca

alteração da fertilidadde, distrofias musculares, viscerias, etc.), não existe nenhuma prova

concludente de que haja algum estado carencial no Homem.

Quando se administram quantidades elevadas

de ácidos gordos não saturados (por

exemplo, em determinado alimento para crianças ou na alimentação parentérica), parece

ser vantajosa a administração de acetato de

-tocoferol (como anti-oxidante para evitar a

peroxidação dos ácidos gordos) na dose de 100-200mg diários.

Não se conhecem casos de hipervitaminose E.

A vitamina E está presente em muitos alimentos incluindo óleos vegetais, cereais,

gorduras animais, ovos, frutas e vegetais. O óleo de germe de rico é particularmente rico

em vitamina E.

Minerais

São

fundamentais

para

determinados

processos

biológicos

embora

quantidades

relativamente pequenas.

O organismo humano tem necessidade de sete elementos minerais: cálcio, magnésio,

sódio, potássio, fósforo, enxofre e cobre, os quais constituem entre 60% e 30% da matéria

inorgânica do corpo.

Há outros sete elementos minerais indispensáveis, embora em quantidades muito mais

pequenas,

traços

minerais:

ferro,

cobre,

iodo,

manganésio,

cobalto,

zinco,

molibdénio.

O sódio e o potássio são factores fundamentais para o equilíbrio electrolítico; o iodo para

a síntese hormonal na tiroideia, o cobalto para a vitamina Bl2 e o enxofre para a tiamina,

biotina e coenzima A.

O cálcio é fundamental para a formação dos ossos e partes duras dos dentes, ionizado ou

não; a parte ionizada é indispensável para a coagulação sanguínea, função cardíaca,

muscular e nervosa e permeabilidade das membranas biológicas.

O zinco faz parte da constituição de certas enzimas (carboxipeptidase), da insulina e dos

leucócitos; tem sido detectada a carência de zinco em certas situações patológicas

(cirróticos).

Evidentemente que não há conhecimento científico certo das necessidades reais de alguns

minerais nem do mecanismo exacto pelo qual são importantes ou indispensáveis para

certos processos bioquímicos. De qualquer modo, essas carências mínimas em termos

ponderais são muito reduzidas ou apenas o organismo exige traços do mineral.

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5.2 Propriedades farmacocinéticas

A revisão da bibliografia praticamente pouco complementa os conhecimentos registados

nos textos clássicos de farmacologia ou terapêutica no que diz respeito às vitaminas e aos

minerais.

No conjunto, as vitaminas são absorvidas por via entérica, como o são incluídas na

alimentação normal; como fármacos a sua absorção e identificação no sangue periférico

varia conforme é utilizada a via oral ou parentérica.

A sua excreção faz-se pelos emunctórios quando o organismo metaboliza as quantidades

necessárias, as purifica ou as armazena.

Piridoxina/Vitamina B6

A piridoxina é rapidamente absorvida do tracto gastrointestinal após administração oral;

contudo, a absorção gastrointestinal pode estar diminuída nos doentes com síndromes de

malabsorção ou após ressecção gástrica. As concentrações séricas normais de piridoxina

são 30-80ng/ml.

A vitamina B6 é armazenada principalmente no fígado, em pequenas quantidades, no

músculo e cérebro. A quantidade total de vitamina B6 armazenada está estimada em 16-

27mg. A piridoxina e piridoxal fosfato, as formas principais da vitamina presentes no

sangue, ligam-se francamente às proteínas plasmática. A concentração de vitamina B6 no

leite materno é de 240ng/ml após o aporte materno de 2.5-5mg de vitamina B6 diária.

Nos eritrócitos, a piridoxina converte-se a piridoxinal fosfato e a piridoxamina em

piridoximina

fosfato.

fígado,

piridoxina

fosforilada

piridoxina

fosfato

transaminada a piridoxal e piridoxamina, que são rapidamente fosforiladas. A riboflavina

é necessária para a conversão da piridoxina fosfato em piridoxal fosfato.

A semi-vida biológica da piridoxina parece ser de 15-20 dias. No fígado, o piridoxal é

oxidado a ácido 4-piridóxico que é excretado na urina.

Na cirrose, a taxa de degradação pode encontrar-se aumentada.

O piridoxal é removido por hemodiálise.

Riboflavina/Vitamina B2

A riboflavina é rapidamente absorvida na porção superior do tracto gastrointestinal;

contudo, a absorção da substância envolve mecanismos de transporte activo e o grau de

absorção gastrointestinal é limitado pela duração do contacto da substância com o

segmento especializado da mucosa onde a absorção ocorre.

A riboflavina 5-fosfato é rapidamente, e quase completamente, desfosforilada no lúmen

gastrointestinal

antes

absorção

ocorrer.

grau

absorção

gastrointestinal

riboflavina aumenta quando a substância é administrada com os alimentos e encontra-se

diminuída nos doentes com hepatite, cirrose, disfunção biliar ou nos doentes a receber

probenecide.

A FAD e FMN distribuem-se amplamente nos tecidos incluindo as células da mucosa

gastrointestinal, glóbulos vermelhos e fígado.

A riboflavina livre está presente a retina. A riboflavina é armazenada em quantidades

limitadas no fígado, baço, rins e coração, principalmente na forma de FAD. No sangue,

cerca de 60% da FAD e FMN encontra-se ligado às proteínas. A riboflavina atravessa a

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placenta.

leite

mulheres

amamentar

recebendo

dieta

normal

contém

aproximadamente 400ng de riboflavina por ml.

A semi-vida biológica da riboflavina é cerca de 66-84 minutos após administração oral

ou administração intramuscular de uma dose em doentes sãos.

A riboflavina é fosforilada a FMN nas células da mucosa gastrointestinal, eritrócitos e

fígado. A FMN é convertida a FAD no fígado.

Após a ingestão da dose fisiológica de riboflavina, somente cerca de 9% da substância é

excretada inalterada na urina. O destino da restante é desconhecido. A excreção da

riboflavina parece envolver a secreção tubular renal, assim como filtração glomerular. À

medida que a dose de riboflavina aumenta, grandes quantidades de substância são

excretadas inalteradas na urina.

A riboflavina é removida mais lentamente por hemodiálise do que por excreção renal

normal.

Tiamina/Vitamina B1

Após a administração oral de pequenas doses, o hidrocloreto de tiamina é prontamente

absorvido; contudo, a absorção é um processo activo e a quantidade total absorvida após

a administração oral de uma dose elevada é limitada a cerca de 4-8mg. A absorção

gastrointestinal de tiamina encontra-se diminuída nos alcoólicos e em doentes com

cirrose ou malabsorção. A taxa, não a quantidade total, da absorção gastrointestinal de

tiamina está diminuída quando a substância é administrada com as refeições.

A tiamina distribui-se amplamente nos tecidos orgânicos. Os locais de armazenamento

orgânico têm cerca de 30mg com cerca de 1mg diário de turnover. Cerca de 100-200ug

de tiamina distribuem-se diariamente ao leite de mulheres a amamentar que recebem uma

dieta normal.

A tiamina é metabolizada no fígado dos animais. Vários metabolitos urinários de tiamina

têm sido identificados no Homem. Após a administração da dose fisiológica, pequenas

quantidades de tiamina inalterada são identificadas na urina; contudo, após administração

de doses elevadas, são excretadas, após os locais de armazenamento se encontrarem

saturados tanto de tiamina inalterada como de metabolitos.

Cianocobalamina/Vitamina Bl2

A vitamina B12 é irregularmente absorvida na porção distal do intestino delgado, após

administração oral.

A vitamina B12 da dieta une-se às proteínas; esta união tem de ser quebrada por

proteolise e pelo ácido gástrico antes da absorção. No estômago, a vitamina B12 livre tem

de se unir ao factor intrínseco (FI), uma glicoproteína secretada pela mucosa gástrica

necessária à absorção activa da vitamina. O complexo vitamina B12-FI passa para o

intestino, onde muito do complexo é transitoriamente retido num receptor específico local

da parede do ileon terminal, antes da vitamina B12 ser absorvida para a circulação

sistémica. O cálcio e o pH superior a 6 (entre 5,4-8) são requeridos para haver a união aos

receptores. O mecanismo de transporte do FI é saturado por 1,5-3ug da vitamina B12;

contudo,

quantidades

adicionais

vitamina

podem

absorvidas,

independentemente do FI, por difusão passiva através da parede intestinal.

Após a administração oral de vitamina B12 de doses inferiores a 3ug, a concentração

plasmática máxima não é atingida durante 8-12 horas, pois a vitamina B12 fica retida na

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parede do intestino terminal. As concentrações séricas normais de vitamina B12 atingem

200-900pg/ml com a média de 450pg/ml. Concentrações inferiores a 100pg/ml resultam

em anemia megaloblástica e distúrbios neurológicos. Nas células da mucosa intestinal, a

vitamina B12 liberta-se do complexo com o FI e liga-se rapidamente às proteínas do

sangue, particularmente à proteína transportadora

-globulina, a transcobalamina II.

Quantidades mais pequenas unem-se a proteínas de armazenamento: a transcobalamina I

(uma glicoproteína) e a transcobalamina III (uma inter-glicoproteína); uma pequena

quantidade (1-10%) pode circular livre.

vitamina

B12 distribui-se ao

fígado, medula óssea e outros tecidos

incluindo a

placenta. No momento do nascimento, a concentração de vitamina B12 no recém-nascido

é de 3-5

vezes a da

mãe.

vitamina B12 distribui-se ao

leite das

mulheres

amamentação em concentrações que se aproximam da concentração sérica da mãe.

O total de vitamina B12 que se encontra armazenado estima-se em 1-11mg; 50-90%

armazena-se no fígado, sob a forma de coenzima. A taxa de turnover diário de vitamina

B12 é de 0.05-0.2% do total orgânico armazenado.

Em doentes normais recebendo vitamina B12 de dieta, cerca de 3-8ug da vitamina é

secretada para o tracto gastrointestinal diariamente, principalmente através da bílis, e

cerca de 1ug são reabsorvidos; menos de 0,25ug da vitamina são excretadas na urina

diariamente.

Quando a vitamina B12 é administrada em quantidades que excedem a capacidade de

ligação plasmática, ao fígado ou outros tecidos, circula livre no sangue e é excretada na

urina.

Biotina

A biotina ingerida é rapidamente absorvida através do tracto gastrointestinal e aparece na

urina predominantemente na forma de biotina intacta e em pequenas quantidades como

metabolitos: bis-norbiotina e biotina sulfoxido.

Os mamíferos são incapazes de degradar o sistema em anel de biotina.

Niacinamida/Vitamina B3

A niacina e a niacinamida são rapidamente absorvidas pelo tracto gastrointestinal após

administração oral; a niacinamida é rapidamente absorvida por injecção intramuscular ou

subcutânea. Após administração oral, a vasodilatação induzida pela niacina acontece

cerca de 20 minutos depois e persiste por um período de 20 a 60 minutos. Após

administração oral de 400mg de niacina numa preparação de libertação prolongada, a

vasodilatação acontece cerca de 1 hora depois e persiste por 8 a 10 horas. Num ensaio, a

vasodilatação da face e do pescoço ocorreu 2 a 3 minutos após o começo de infusão

intravenosa de niacina numa relação de 0.01-0.1mg/kg por minuto. O rubor persistiu,

como a concentração de niacina plasmática, foi aumentando e desapareceu após as

concentrações de niacina terem atingindo valores máximos.

A niacinamida é largamente distribuída por todos os tecidos do corpo. A niacina é

distribuída ao leite.

Em quantidades

necessárias para as

funções

fisiológicas como coenzima (12-18mg

diários), a niacina é convertida em niacinamida; doses maiores de niacina são convertidas

em niacinamida, mas em menor grau.

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INFARMED

A niacinamida é metabolizada no fígado para N-metilminacinamida, outros derivados N-

metilatados e ácido nicotinúrico (a glicina conjugada da niacina). Estes metabolitos são

excretados na urina. Após administração de doses fisiológicas de niacina ou niacinamida,

só uma pequena quantidade de niacinamida é excretada inalterada na urina; no entanto,

após administração de maiores doses, uma maior proporção de niacina e niacinamida é

excretada inalterada.

Ácido fólico

As atitudes a tomar face à deficiência de ácido fólico depende de compreensão das vias

de transporte e metabolismo intracelular da vitamina.

A absorção requer o transporte e a acção de pteroil-gama-glutamil carboxipeptidase

associada com a membrana celular da mucosa. A mucosa do duodeno e porção superior

do jejuno é rica em dihidrofolato-redutase e é capaz de metilar quase todo, senão todo, o

folato absorvido reduzido. Pode ocorrer deficiência de folato se há patologia do jejuno.

Diarreias tropicais são causas comuns de deficiência de folato e anemia megaloblástica.

Uma vez absorvido, o folato é rapidamente transportado com CH3H4Pteglu1 aos tecidos.

As proteínas plasmáticas unem-se aos derivados dos folatos. O papel da união das

proteínas plasmáticas na homeostase dos folatos não está ainda perfeitamente conhecido.

Após a introdução do CH3H4Pteglu nas células, este actua como dador do radical de

metil para a formação de metilcobalamina e como fonte de H Pteglu e outros congéneres

de folato. Os folatos são armazenados dentro das células como poliglutamatos. O folato

reduz activamente e metila Pteglu e transporta o CH3H4Pteglu1 para a bílis, reabsorção

pelo intestino e subsequente libertação para os tecidos. Esta via pode fornecer 200ug ou

mais de folato por dia para recirculação e para os tecidos. Experimentalmente há redução

de concentrações de folato plasmático após drenagem de bílis e ingestão de álcool.

Ácido ascórbico/Vitamina C

O ácido ascórbico é rapidamente absorvido após administração oral; contudo, a absorção

envolve um processo activo que pode ser limitado após a administração de doses

elevadas. Num ensaio em indivíduos normais, somente 50% de uma única dose oral de

ácido ascórbico foi absorvido. A absorção gastrointestinal de ácido ascórbico pode ser

reduzida em doentes com diarreia ou doença gastrointestinal.

concentração

plasmática

normal

ácido

ascórbico

cerca

10-20ug/ml;

concentrações

plasmáticas

abaixo,

1-1.5ug/ml,

associam-se

escorbuto.

Embora

concentração leucocitária de ácido ascórbico pareça ser uma melhor imagem da sua

saturação tecidular do que as suas concentrações plasmáticas, estas não são comummente

medidas. O conteúdo corporal armazenado de ácido ascórbico tem sido estimado em

cerca de 1.5g com um turnover diário de 30-40mg. Os sinais clínicos de escorbuto

habitualmente tornam-se evidentes após 3-5

meses de deficiente

ingestão de ácido

ascórbico.

O ácido ascórbico é reversivelmente oxidado em ácido dehidroascórbico. Algum ácido

ascórbico é metabolizado a compostos inactivos incluindo o ácido 2-sulfato ascórbico e

ácido oxálico que são excretados na urina. A filtração renal é de aproximadamente

14ug/ml; contudo, varia individualmente.

Quando o organismo se encontra saturado de ácido ascórbico e a concentração hemática

excede a capacidade renal, a substância inalterada aparece na urina; esta é a base do teste

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15-02-2008

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de saturação de vitamina C. Quando esta saturação tecidular e concentração hematológica

de ácido ascórbico são baixas, a administração de vitamina C resulta na ausência ou

diminuição de excreção urinária de ácido ascórbico.

O ácido ascórbico é removido por hemodiálise.

Vitamina E

A absorção de vitamina E no tracto gastrointestinal depende da presença de bílis e só

20% - 60% da vitamina obtida da dieta alimentar é absorvida. Com o incremento da dose,

a fracção de vitamina E absorvida diminui. Em doentes com síndrome de malabsorção e

em recém-nascidos de baixo peso e prematuros a absorção da vitamina E pode ser ainda

mais reduzida; neste doentes, preparações da vitamina dissolvidas em água podem ser

melhor absorvidas pelo tracto gastrointestinal do que soluções oleosas. As enzimas

pancreáticas eliminam, provavelmente, os esteres de tocoferol antes da absorção. Após a

absorção, a vitamina E atinge a circulação pelos vasos linfáticos, quilomicrons, sendo

depois transportada com as beta-lipoproteínas.

As concentrações plasmáticas dos tocoferóis variam largamente entre indivíduos normais,

estão

altamente

correlacionadas

lipoproteínas

plasmáticas

concentrações lipídicas totais. A relação normal para o tocoferol plasmático é de 6-

14ug/ml. As concentrações plasmáticas de vitamina E podem ter uma boa correlação com

estado

nutricional

vitamina

níveis

totais

corporais,

níveis

plasmáticos abaixo de 4ug/ml ou 800ug/g de lípidos plasmáticos durante vários meses,

são considerados como reflectindo uma deficiência de vitamina E. Após a administração

de doses elevadas de vitamina E as concentrações de tocoferol podem ser elevadas em 1

ou 2 dias.

A vitamina E é distribuída a todos os tecidos e é armazenada no tecido adiposo. Os níveis

corporais

totais

têm

sido

estimados

como

sendo

3-8g

podem

considerados

adequados para satisfazer as necessidades físicas derivadas de uma dieta deficiente de 4

ou mais anos. O

-tocoferol está distribuído no olho, conseguindo concentrações maiores

na retina do que na coroideia ou no vítrio, e as concentrações conseguidas podem ser

aumentadas por suplemento de vitamina E.

A transferência, através da placenta, da vitamina E é incompleta. Os recém-nascidos têm

uma concentração de tocoferol plasmático de 20 – 30% da mãe; recém-nascidos com

baixo peso têm uma concentração plasmática da vitamina ainda mais baixa. O leite de

amamentação das mães com uma dieta normal contém 2 – 5 unidades de vitamina E por

litro.

A vitamina E é metabolizada no fígado a glucurosidos de ácido tocoferónico e a sua

gama-lactona e é excretada, em primeiro lugar, na bílis. Metabolitos com estrutura de

quinona

têm

sido

também

identificados.

Alguma

circulação

enterohepática

pode

acontecer e pequenas quantidades de metabolitos são excretadas na urina.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

As substâncias activas de Varimine Stress (vitaminas, sais minerais e ácido fólico) são

micronutrientes

essenciais

considerados

seguros

quando

administrados

doses

recomendadas.

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15-02-2008

INFARMED

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo:

Carboximetilamido sódico;

Celulose microcristalina;

Croscarmelose sódica;

Estearato de magnésio;

Talco.

Revestimento:

Celacefato;

Talco;

Suspensão de revestimento rosa (dióxido de titânio (E171), eritrosina (E127), shellac,

oleato de sorbitano, talco e tartrazina (E102));

Suspensão de revestimento branca (dióxido de titânio (E171), povidona, shellac, oleato

de sorbitano e talco).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25ºC

Conservar em lugar seco.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de Alu/Alu. Embalagem com 20 Comprimidos revestidos.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Laboratórios Atral, S.A.

APROVADO EM

15-02-2008

INFARMED

Vala do Carregado

2600 – 726 Castanheira do Ribatejo – Portugal

Tel.: 263 856 800

Fax: 263 855 020

email: info@atralcipan.pt

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Registo n.º 9673707: 20 Comprimidos revestidos, Blister de Alu/Alu.

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização de introdução no mercado: 28 de Outubro de 1987

Data da revisão da autorização de introdução no mercado: 15 de Fevereiro de 2008

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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