Vancomicina Generis 1000 mg Pó para concentrado para solução para perfusão

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Vancomicina
Disponível em:
Generis Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
J01XA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Vancomycin
Dosagem:
1000 mg
Forma farmacêutica:
Pó para concentrado para solução para perfusão
Composição:
Vancomicina, cloridrato 1000 mg
Via de administração:
Via intravenosa; Via oral
Unidades em pacote:
Frasco para injectáveis - 10 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea a)
Grupo terapêutico:
1.1.11 Outros antibacterianos
Área terapêutica:
vancomycin
Resumo do produto:
2679389 - Frasco para injetáveis 10 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°CTipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 4 Dia(s)Temperatura: de 2 a 8°C - Não comercializado - 10120980 - ; 2679280 - Frasco para injetáveis 1 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°CTipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 4 Dia(s)Temperatura: de 2 a 8°C - Comercializado - 10120980 -
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
G/27/96
Data de autorização:
1997-04-30

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Vancomicina Generis 500 mg pó para concentrado para solução para perfusão MG

Vancomicina Generis 1000 mg pó paraconcentrado para solução para perfusão MG

Vancomicina, cloridrato

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento

pois contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.Ver

secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Vancomicina Generis e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de utilizar Vancomicina Generis

Como utilizar Vancomicina Generis

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Vancomicina Generis

Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Vancomicina Generis e para que é utilizado

A vancomicina é um antibiótico que pertence a um grupo de antibióticos chamados

“glucopéptidos”. A vancomicina funciona eliminando certas bactérias que causam

infeções.

Cada frasco para injetável contém 500 mg de cloridrato de vancomicina equivalente

a 500000 UI de vancomicina.

Cada frasco para injetável contém 1000 mg de cloridrato de vancomicina equivalente

a 1000000 UI de vancomicina.

Pó liofilizado para solução para perfusão. Administração por perfusão intravenosa

lenta.

A vancomicina é utilizada em todos os grupos etários para o tratamento das

seguintes infeções graves:

- Infeções da pele e dos tecidos por baixo da pele.

- Infeções dos ossos e das articulações.

- Uma infeção dos pulmões chamada "pneumonia".

- Infeção do revestimento interior do coração (endocardite) e para prevenir a

endocardite em doentes em risco quando submetidos a grandes procedimentos

cirúrgicos

- Infeção no sistema nervoso central.

- Infeção no sangue ligada às infeções listadas acima.

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21-11-2018

INFARMED

A vancomicina pode ser administrada oralmente em adultos e crianças para o

tratamento de infeções das mucosas do intestino grosso e do intestino delgado com

danos na mucosa (colite pseudomembranosa), causada pela bactéria Clostridium

difficile.

2. O que precisa de saber antes de utilizar Vancomicina Generis

Não utilize Vancomicina

Se tem alergia à vancomicina ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6).

Advertências e precauções

Fale com seu médico ou farmacêutico hospitalar ou enfermeiro antes de utilizar

Vancomicina se:

- Sofreu uma reação alérgica prévia à teicoplanina, porque isso poderá significar que

também é alérgico à vancomicina.

- Tem um distúrbio auditivo, especialmente se for idoso (poderá precisar de testes

auditivos durante o tratamento).

- Tem uma doença renal (poderão ser necessárias análises de sangue e dos rins

durante o tratamento).

- Estiver a receber vancomicina por perfusão em vez de oralmente para o tratamento

de diarreia associada a uma infeção por Clostridium difficile.

Fale

seu médico

farmacêutico

hospitalar

enfermeiro

durante

tratamento com vancomicina se:

- Está a receber vancomicina há muito tempo (poderá precisar de análises ao

sangue, ou de testes da função hepática e renal durante o tratamento).

- Desenvolveu uma reação da pele durante o tratamento.

- Desenvolveu uma diarreia grave ou prolongada durante ou após o uso da

vancomicina, consulte o seu médico imediatamente. Pode ser um sinal de inflamação

do intestino (colite pseudomembranosa) que pode ocorrer após o tratamento com

antibióticos.

Crianças

A vancomicina deverá ser usada com particular lactentes prematuros e lactentes

novos, porque os seus rins não estão ainda totalmente desenvolvidos e eles podem

acumular vancomicina no sangue. Neste grupo de idade, poderão precisar de testes

sanguíneos para controlar os níveis de vancomicina no sangue.

A administração concomitante de vancomicina e agentes anestésicos tem sido

associada a vermelhidão da pele (eritema) e reações alérgicas em crianças. Da

mesma forma, o uso concomitante com outros medicamentos como antibióticos

aminoglicosídicos, agentes anti-inflamatórios não esteróides (AINEs, por exemplo,

ibuprofeno)

anfotericina

(medicamento

para

infeções

fúngicas)

podem

aumentar o risco de danos nos rins e, por conseguinte, testes renais e de sangue

podem ser necessários mais frequentemente.

Precauções especiais de utilização

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A administração rápida por bólus (por ex. durante alguns minutos) pode ser

acompanhada

de hipotensão

exagerada,

incluindo

shock

em raras

ocasiões

paragem cardíaca. A vancomicina deve ser administrada numa solução diluída,

durante um período mínimo de 60 minutos para se evitarem estas reações. A

interrupção da perfusão produz, em geral, uma regressão destas reações.

Tem sido referida neutropenia reversível em doentes que tomam vancomicina. Nos

doentes submetidos a terapêutica prolongada com vancomicina ou que tomam

simultaneamente medicamentos que possam causar neutropenia, devem efetuar-se

contagens periódicas de leucócitos.

A administração de anestésicos simultaneamente com a perfusão de vancomicina

aumenta a frequência das reações associadas à perfusão, que incluem hipotensão,

rubor, manifestações de urticária e prurido. Estas reações podem ser minimizadas se

se administrar a vancomicina em perfusão, pelo menos 60 minutos antes da indução

anestésica.

O uso prolongado de vancomicina poderá originar num crescimento exagerado de

microrganismo não sensíveis. É essencial uma observação cuidadosa do doente. Se

surgir

superinfeção

durante

terapêutica,

devem

tomadas

medidas

adequadas.

Outros medicamentos e Vancomicina Generis

A administração simultânea com fármacos neurotóxicos e/ou nefrotoxicos, como

aminoglicosídeos, anfotericina B, bacitracina, polimixina B, colistatina, viomicina ou

cisplatina, requer uma monitorização cuidadosa.

A administração concomitante com agentes anestésicos pode causar hipotensão,

urticária, eritema, rubor tipo histamínico e reações anafiláticas.

Diuréticos,

tais

como

ácido

etacrínico

furosemida

podem

agravar

ototoxicidade.

Observou-se

que,

vitro,

colestiramina

liga-se

vancomicina,

pelo

terapêuticas concomitantes de vancomicina oral com colestiramina só se devem

efetuar com várias horas de intervalo.

Gravidez, amamentação e fertilidade

A inocuidade do produto, durante a gravidez, não foi ainda estabelecida. Está

descrito que a vancomicina atravessa a placenta no entanto é improvável a absorção

pelo trato gastrointestinal da criança. Sendo assim, a vancomicina não deve ser

administrada a grávidas, a menos que os benefícios ultrapassem os potenciais riscos.

O cloridrato de vancomicina é excretado pelo leite humano. Devem ser tomadas

precauções quando se administra vancomicina a mulheres que estão a amamentar.

Devido

potencial

efeitos

adversos,

deverá

ponderada

decisão

relativamente à suspensão da amamentação ou da terapêutica com vancomicina.

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Condução de veículos e utilização de máquinas

Não relevante.

3. Como utilizar Vancomicina Generis

Enquanto estiver no hospital, o pessoal médico irá administrar a vancomicina. O seu

médico decidirá qual é a quantidade de medicamento que deverá receber todos os

dias e quanto tempo vai durar o tratamento.

Dosagem

A dose administrada dependerá:

- Da sua idade,

- Do seu peso,

- Do tipo de infeção,

- Do funcionamento dos seus rins,

- Da sua capacidade auditiva,

- De qualquer outro medicamento concomitante que possa estar a tomar

Administração intravenosa

Adultos e adolescentes (a partir dos12 anos)

A dose é calculada de acordo com seu peso corporal. A dose habitual de perfusão é

de 15 a 20 mg por cada kg de peso corporal. Geralmente é dada a cada 8 a 12

horas. Em alguns casos, o médico pode decidir dar uma dose inicial de até 30 mg por

kg de peso corporal. A dose máxima diária não deve exceder 2 g.

Utilização em crianças

Crianças com idade entre um mês e 12 anos

A dose é calculada de acordo com seu peso corporal. A dose habitual da perfusão é

de 10 a 15 mg por cada kg de peso corporal. Geralmente é dada a cada 6 horas.

Recém-nascidos prematuros e de termo (dos 0 aos 27 dias)

A dose é calculada de acordo com a idade pós-menstrual (tempo decorrido entre o

primeiro dia do último período menstrual e o nascimento (idade gestacional), mais o

tempo decorrido após o nascimento (idade pós-natal).

Os idosos, mulheres grávidas e doentes com problema renal, incluindo aqueles em

diálise, poderão necessitar de uma dose diferente.

Administração oral

Adultos e adolescentes (dos 12 aos 18 anos)

A dose recomendada é de 125 mg a cada 6 horas. Em alguns casos, o médico pode

decidir dar uma dose diária mais elevada de até 500 mg a cada 6 horas. A dose

máxima diária não deve exceder 2 g.

Se teve outros episódios (infeção da mucosa) anteriormente poderá precisar de uma

dose diferente e de uma duração diferente da terapêutica.

Utilização em crianças

Recém-nascidos, lactentes e crianças com idade inferior a 12 anos

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A dose recomendada é de 10 mg por cada kg de peso corporal. Geralmente é dada a

cada 6 horas. A dose máxima diária não deve exceder 2 g.

Doentes com insuficiência renal e Idosos:

A posologia deve ser ajustada em doentes com insuficiência renal. Em crianças

prematuras e idosos, pode ser necessário reduzir a dose mais do que o previsto,

devido à diminuição da função renal. As determinações de vancomicina no soro

poderão ser úteis para otimizar a terapêutica, especialmente em doentes com graves

alterações

função.

concentrações

vancomicina

soro

podem

determinadas

ensaio

microbiológico,

radio-imunoensaio,

imuno-ensaio

polarização fluorescente, imuno-ensaio de fluorescência ou cromatografia líquida de

alta pressão (HPLC).

Para a maioria dos doentes com insuficiência renal, o cálculo da posologia pode ser

feito utilizando a tabela que se segue, se a clearance da creatinina puder ser

determinada ou calculada corretamente. A dose diária de vancomicina em mg, é

cerca de 15 vezes o índice de filtração glomerular em ml/min.

(ver tabela abaixo)

Tabela Posológica da Vancomicina

em Doentes com Função Renal Diminuída

Depuração

creatinina

em ml/ min

Dose de vancomicina

em mg/ dia

1545

1390

1235

1080

Fórmula:

Dose diária = [depuração da creatinina (ml/ min) X 15] + 150

A dose inicial não deverá ser inferior a 15 mg/Kg, mesmo em doentes com

insuficiência renal ligeira a moderada.

Doente anúrico:

Esta tabela não é válida para doentes funcionalmente anúricos. Nestes doentes deve

administar-se uma dose inicial de 15 mg/Kg de peso corporal, de modo a se

atingirem rapidamente concentrações terapêuticas no soro. A dose necessária para

manter as concentrações estáveis é de 1,9 mg/Kg/24 h. Dado que são convenientes

doses

individuais

manutenção

250 mg

1000

doentes

insuficiência renal acentuada, pode administrar-se uma dose de vários em vários

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21-11-2018

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dias, em vez de diariamente. Na anúria é recomendada uma dose de 1000 mg de 7

em 7 ou de 10 em 10 dias.

Método de administração

A vancomicina é irritante para os tecidos e apenas deve ser administrada por via

intravenosa.

Não se recomenda a administração intraperitoneal nem intramuscular.

segurança

eficácia

Vancomicina

intratecal

(intralombar

intraventricular) ainda não foi estabelecida.

A perfusão intravenosa significa que o medicamento flui a partir de um frasco ou

saco de perfusão, através de um tubo, para os seus vasos sanguíneos e para dentro

do seu corpo. O seu médico ou enfermeiro irá sempre administrar vancomicina

através do sangue e não dos músculos.

A vancomicina será administrada na sua veia durante pelo menos 60 minutos.

Instruções sobre a preparação da solução de vancomicina para perfusão:

Dissolver o conteúdo do frasco para injetável de 500 mg e de 1 g em 10 e 20 ml de

água p.p.i., respetivamente. Os frascos assim reconstituídos darão uma solução de

50 mg/ml.

Após reconstituição, a solução pode ser conservada no frigorífico durante 96 horas.

Nunca injetar a solução tal como está mas diluída do seguinte modo:

1) Juntar a solução primitiva contendo 500 ou 1000 mg de vancomicina a 100 ou

200 ml de solvente*, respetivamente. Pode administrar-se esta solução em perfusão

com duração nunca inferior a 60 minutos.

Não

recomendado

administrar

concentrações

superiores

velocidades de perfusão superiores a 10 mg/ min.

2) Em caso de perfusão contínua, juntar 2 a 4 frascos de solução primitiva de 500

mg (ou 1 ou 2 frascos da solução primitiva de 1 g), a um volume suficientemente

grande

solvente*

modo

poder

administrar

dose

diária

desejada,

lentamente, durante um período de 24 horas.

(*) Soluções de perfusão compatíveis com a vancomicina:

- Água p.p.i.

- Glucose a 5 % em água p.p.i.

- Glucose a 5 % em NaCl 0,9 %

- Solução injetável de Ringer

- Solução injetável de Ringer + glucose a 5 %

- NaCl 0,9 %

- Acetato de Ringer

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INFARMED

Se lhe for dada para o tratamento de problemas gástricos (a chamada colite

pseudomembranosa), o medicamento deve ser administrado como uma solução para

via oral (deve tomar o medicamento pela boca).

Duração do tratamento

A duração do tratamento depende da infeção e pode durar várias semanas.

A duração da terapêutica poderá ser diferente dependendo da resposta individual de

cada pessoa ao tratamento.

Durante o tratamento poderão ser-lhe solicitados testes ao sangue, amostras de

urina e eventualmente testes de audição para procurar sinais de possíveis efeitos

secundários.

Se utilizar mais Vancomicina Generis do que deveria

É recomendado o tratamento sintomático com medidas para a manutenção da

filtração glomerular. As concentrações plasmáticas de Vancomicina são descritas

como

sendo

minimamente

afetadas

pela hemodiálise

convencional,

apesar

utilização

membranas

alto

fluxo

poder

diminuir

significativamente

concentrações

Vancomicina.

entanto,

descrito

fenómeno

redistribuição pós-diálise (rebound). A diálise peritoneal, apesar de diminuir as

concentrações de vancomicina, não remove quantidades significativas.

Tem sido referido que a hemofiltração e a hemoperfusão removem eficazmente a

Vancomicina do sangue.

Caso se tenha esquecido de utilizar Vancomicina Generis

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de utilizar.

Se parar de utilizar Vancomicina Generis

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico,farmacêutico ou enfermeiro.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

A vancomicina pode causar reações alérgicas, ainda que as reações alérgicas graves

(choque

anafilático)

sejam

raras.

Informe

médico

imediatamente

desenvolver pieira súbita, dificuldades em respirar, vermelhidão da parte superior do

corpo, erupções cutâneas ou prurido.

A absorção da vancomicina a partir do trato gastrointestinal é negligenciável. No

entanto, se tiver uma doença inflamatória do trato digestivo, especialmente se

também sofre de uma doença renal, os efeitos secundários poderão ser semelhantes

aos que ocorrem quando a vancomicina é administrada por infusão.

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INFARMED

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas):

diminuição da pressão arterial

falta de ar, respiração ruidosa (um som agudo resultante do fluxo de ar turbulento

nas vias aéreas superiores)

erupção e inflamação do revestimento da boca, prurido, urticária, comichão

problemas nos rins, que poderão ser primariamente detectadas através de testes

sanguíneos

vermelhidão da parte superior do corpo e da face, inflamação de uma veia.

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas):

Perda temporária ou permanente de audição

Efeitos secundários raros (podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas):

Diminuição do número de glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas

(células responsáveis pela coagulação do sangue)

Aumento no número de alguns tipos de glóbulos brancos no sangue.

Perda de equilíbrio, zumbido nos ouvidos, tonturas

Inflamação dos vasos sanguíneos

Náuseas (sentir-se doente)

Inflamação dos rins e insuficiência renal

Dor nos músculos do peito e nas costas

Febre, calafrios

Efeitos secundários muito raros (podem afetar até 1 em cada 10000 pessoas):

- O aparecimento súbito de uma reação alérgica grave da pele com descamação e

formação de bolhas na pele. Isto pode estar associada a febre alta e dores nas

articulações.

- Paragem cardíaca

- Inflamação intestinal, causando dor abdominal e diarreia, que pode conter sangue

Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis):

- Ficar doente (vomitar), diarreia

- Confusão, sonolência, falta de energia, edema, retenção de líquidos, diminuição da

quantidade de urina

- Erupção cutânea com inchaço ou dor atrás das orelhas, no pescoço, nas virilhas,

sob o queixo e axilas (nódulos linfáticos inchados), testes de função hepática e de

sangue anormais.

- Erupção cutânea com bolhas e febre

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico ou enfermeiro.

Também poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P.

através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a

fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

5. Como conservar Vancomicina Generis

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar o pó para solução para perfusão a temperatura inferior a 25º C.

A solução reconstituída pode manter-se a 2 - 8 ºC (frigorifico) durante 96 horas.

As soluções diluídas com NaCl 0,9 % ou Glucose a 5 % em água para preparações

injetáveis têm um prazo de validade após diluíção de 14 dias a 2 - 8 ºC ou 24h a

temperatura inferior a 25 ºC.

As soluções diluídas com Glucose a 5 % em NaCl 0,9 %, Solução injetável de Ringer

ou Solução injetável de Ringer + glucose a 5 % têm um prazo de validade após

diluição de 96h a 2 – 8 ºC ou 24h a temperatura inferior a 25 ºC.

Nao utilize Vancomicina Generis apos o prazo de validade impresso no rotulo e na

embalagem exterior, após "EXP:" O prazo de validade corresponde ao

ultimo dia do mes indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Vancomicina Generis

A substancia ativa é vancomicina (sob a forma de cloridrato).

Os outros excipientes são: HCl e NaOH.

Cada frasco para injetável contém cloridrato de vancomicina, correspondente a 500

mg ou 1000 mg de Vancomicina base.

Qual o aspeto de Vancomicina Generis e conteúdo da embalagem

Pó liofilizado para concentrado para solução para perfusão. Administração por

perfusão intravenosa lenta.

Estão disponíveis embalagens de Vancomicina Generis 500 mg e 1000 mg com 1

frasco para injetável ou com 10 frascos para injetáveis

Outras fontes de informação

Aconselhamento / educação médica

Os antibióticos são utilizados para curar infeções bacterianas. São ineficazes contra

infeções virais.

Se o seu médico lhe receitou antibióticos, você necessita deles especificamente para

a sua doença atual.

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

Apesar dos antibióticos, algumas bactérias podem sobreviver ou crescer. Este

fenómeno chama-se resistência: alguns tratamentos com antibióticos tornam-se

ineficazes.

A má utilização de antibióticos aumenta a resistência. Pode até mesmo ajudar as

bactérias a tornarem-se resistentes e, portanto, atrasar a sua cura ou diminuir a

eficácia do antibiótico se não respeitar:

- Dosagem

- Horários

- Duração do tratamento

Por conseguinte, para preservar a eficácia deste medicamento:

1 – Utilize antibióticos apenas quando lhe são prescritos.

2 - Siga rigorosamente a prescrição.

3 - Não volte a usar um antibiótico sem prescrição médica, mesmo para tratar uma

doença semelhante.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Generis Farmacêutica S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

Fabricantes

Lek Pharmaceuticals d.d.

Verovškova 57, 1526 Ljubljana

Eslovénia

Este folheto foi revisto pela última vez

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INFARMED

Resumo das Características do Medicamento

1. NOME DO MEDICAMENTO

Vancomicina Generis 500 mg pó para concentrado para solução para perfusão

Vancomicina Generis 1000 mg pó para concentrado para solução para perfusão

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Vancomicina Generis 500 mg pó para concentrado para solução para perfusão

Cada frasco contém 500 mg de cloridrato de vancomicina equivalente a 500000 UI de

vancomicina.

Vancomicina Generis 1000 mg pó para concentrado para solução para perfusão

Cada frasco contém 1000 mg de cloridrato de vancomicina equivalente a 1000000 UI de

vancomicina.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Pó para concentrado para solução para perfusão.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Administração intravenosa

A vancomicina é indicada em todos os grupos etários para o tratamento das seguintes

infeções (ver seções 4.2, 4.4 e 5.1):

- Infeções complicadas da pele e dos tecidos moles (ICPTM)

- Infeções ósseas e articulares

- Pneumonia adquirida na comunidade (PAC)

- Pneumonia adquirida no hospital (PAH), incluindo pneumonia associada à ventilação

mecânica (PAV)

- Endocardite infeciosa

Administração oral

A vancomicina é indicada em todos os grupos etários para o tratamento de infeções por

Clostridium difficile (ICD) (ver secções 4.2, 4.4 e 5.1).

Devem ser tidas em consideração as orientações oficiais sobre a utilização apropriada de

agentes antibacterianos.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia

Se for o caso, a vancomicina deve ser administrada em combinação com outros agentes

antibacterianos.

Administração intravenosa

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

A dose inicial deve ser como base o peso corporal total. Os ajustes de dose subsequentes

devem basear-se nas concentrações séricas para atingir as concentrações terapêuticas

pretendidas. A função renal deve ser tida em consideração para subsequentes doses e

intervalos de administração.

Doentes com idade igual ou superior a 12 anos

A dose recomendada de vancomicina é de 15 a 20 mg/kg de peso corporal a cada 8 a 12 h

(não exceder 2 g por dose).

Em doentes em estado grave, uma dose de carga de 25 a 30 mg/kg de peso corporal pode

ser utilizada para atingir rapidamente uma concentração sérica elevada de vancomicina.

Lactentes e crianças com idades entre um mês e menos de 12 anos

A dose recomendada da vancomicina é de 10 a 15 mg/kg de peso corporal a cada 6 horas

(ver secção 4.4).

Recém-nascidos de termo (desde o nascimento até 27 dias de idade pós-natal) e recém-

nascidos prematuros (desde o nascimento até à data esperada do parto e mais 27 dias)

Para estabelecer o regime posológico para recém-nascidos, dever ser consultado um médico

com experiência no tratamento de recém-nascidos. A tabela abaixo apresenta uma possível

forma de dose de vancomicina para recém-nascidos (ver secção 4.4)

PMA (semanas)

Dose (mg/kg)

Intervalo de administração (h)

< 29

29-35

> 35

PMA: idade pós-menstrual [(tempo decorrido entre o primeiro dia do último período

menstrual e o nascimento (idade gestacional) mais o tempo decorrido após o nascimento

(idade pós-natal)].

Populações especial

Idoso

Podem ser necessárias doses de manutenção mais baixas devido à redução na função renal

relacionada com a idade.

Compromisso renal

Em doentes adultos e pediátricos com compromisso renal, deve ser administrada uma dose

inicial, resultando em níveis séricos mínimos de vancomicina, em vez do regime posológico

programado, particularmente em doentes com compromisso renal grave ou que se são

submetidos a terapia de substituição renal (RRT) devido a diversos fatores que podem

afetar os seus níveis de vancomicina.

Em doentes com compromisso renal ligeiro ou moderado, a dose inicial não deve ser

reduzida. Em doentes com compromisso renal grave, é preferível prolongar o intervalo de

administração do que administrar doses diárias inferiores.

A administração concomitante dos medicamentos que podem reduzir a depuração da

vancomicina e/ou os seus efeitos indesejáveis deve ser tida em consideração (ver secção

4.4)

A vancomicina é pouco dialisável por hemodiálise intermitente. No entanto, a utilização de

membranas de alto fluxo e terapêutica de substituição renal contínua (CRRT) aumenta a

depuração

vancomicina

geralmente

requer

administração

dose

substituição

(geralmente

após

sessão

hemodiálise

caso

hemodiálise

intermitente).

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

Adultos

Os ajustes da dose em doentes adultos podem ser baseados na taxa de filtração glomerular

(EGFR) com a seguinte fórmula:

Homens: [Peso (kg) x 140 - idade (anos)] / 72 X creatinina sérica (mg / dl)

Mulheres: 0,85 x valor calculado pela fórmula acima.

A dose inicial habitual para doentes adultos é de 15 a 20 mg/kg, que podem ser

administrados a cada 24 horas em doentes com depuração da creatinina entre 20 e 49

ml/min. Em doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina inferior a 20

ml/min), ou a fazer terapêutica de substituição da função renal, a frequência e a quantidade

adequada de doses subsequentes dependerá em grande parte da modalidade de RRT e deve

basear-se nos níveis mínimos de vancomicina sérica e na função renal residual (ver secção

4.4).

Dependendo da situação clínica, poderá reter-se a próxima dose enquanto se aguarda pelos

resultados dos níveis de vancomicina.

No doente com insuficiência renal em estado crítico, a dose de carga inicial (25 a 30 mg/kg)

não deve ser reduzida.

População pediátrica

Os ajustes da dose em doentes pediátricos com idade superior a 1 ano podem ser

estimados com base na taxa de filtração glomerular (TFR) pela fórmula revista Schwartz:

- TFR (ml/min / 1,73 m 2) = (altura cm x 0,413) / creatinina sérica (mg / dl)

-TFR (ml/min / 1,73 m 2) = (altura cm x 36,2 / creatinina sérica (µmol / L)

Para recém-nascidos e crianças com idades inferiores a 1 ano, a fórmula de Schwartz não é

aplicável e deve ser procurado aconselhamento especializado.

As recomendações orientadoras de dosagem para a população pediátrica estão listadas na

tabela abaixo (seguem os mesmos princípios que para doentes adultos):

TRF (ml/min/1.73 m2)

Dose IV

Frequência

50-30

15 mg/kg

12 horas

29-10

15 mg/kg

24 horas

< 10

Hemodiálise intermitente

Diálise peritoneal

10-15 mg/kg

Dose

subsequente

baseada nos níveis*

Terapia de substituição renal contínua

15 mg/kg

Dose

subsequente

baseada nos níveis *

* O tempo e a quantidade apropriados de doses subsequentes dependem em grande

medida da modalidade de RRT e devem ser com base em níveis de vancomicina séricos

obtidos antes da dose e na função renal residual. Dependendo da situação clínica, pode

considerar-se reter a próxima dose até serem conhecidos os resultados dos níveis de

vancomicina.

Compromisso hepático:

Não são necessários ajustes da dose em doentes com insuficiência hepática.

Gravidez

Um significativo aumento da dose pode ser necessário para atingir concentrações séricas

terapêuticas em mulheres grávidas (ver secção 4.6).

Doentes obesos

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

Em doentes obesos, a dose inicial deve ser adaptada individualmente de acordo com o peso

corporal total, como em doentes não-obesos.

Administração Oral

Doentes com idade superior a 12 anos idade

Tratamento da infeção por Clostridium difficile (ICD):

A dosagem recomendada de vancomicina é de 125 mg a cada 6 horas durante 10 dias para

o primeiro episódio de ICD não grave. Esta dose pode ser aumentada para 500 mg a cada 6

horas durante 10 dias no caso de doença grave ou complicada. A dose diária máxima não

deve exceder 2 g.

Em doentes com múltiplas recidivas pode-se considerar tratar o episódio atual de ICD com

vancomicina 125 mg quatro vezes por dia durante 10 dias, sendo que em seguida é possível

reduzir gradualmente a dose para 125 mg por dia ou recorrer a um regime intermitente de

125-500 mg/dia a cada 2-3 dias, durante pelo menos 3 semanas.

Recém-nascidos, lactentes e crianças com idades inferiores a 12 anos

A dose recomendada de vancomicina é de 10 mg/kg por via oral a cada 6 horas durante 10

dias. A dose máxima diária não deve exceder 2 g.

A duração do tratamento com vancomicina pode necessitar de adaptação à evolução clínica

individual de cada doente. Sempre que possível, tratamento com o agente antibacteriano

suspeito de ter causado a ICD deve ser interrompido. Uma reposição adequada de líquidos e

eletrólitos deve ser assegurada.

A frequência da monitorização terapêutica (TDM) tem de ser individualizada com base na

situação clínica e resposta ao tratamento, pode ser necessária desde a monitorização diária

que pode ser necessária em alguns doentes hemodinamicamente instáveis, até pelo menos

uma vez por semana, em doentes estáveis e com uma boa resposta ao tratamento. Em

doentes

função

renal

normal

concentração

sérica

vancomicina

deve

monitorizada no segundo dia de tratamento, imediatamente antes da dose seguinte.

doentes

submetidos

hemodiálise

intermitente,

concentrações

séricas

vancomicina devem ser monitorizadas antes do início da sessão de hemodiálise.

Após administração oral, a monitorização das concentrações séricas de vancomicina em

doentes com doenças inflamatórias intestinais deve ser efetuada (ver secção 4.4).

Os níveis séricos terapêuticos (mínimos) de vancomicina devem ser normalmente de 10-20

mg/L, dependendo do local da infeção e da suscetibilidade do agente patogénico. Valores de

15-20 mg/L são geralmente recomendados por laboratórios clínicos para abranger micro-

organismos classificados de suscetíveis com MIC ≥1 mg / L (ver secções 4.4 e 5.1).

Os métodos baseados em modelos podem ser utilizados na previsão das doses individuais

necessárias para alcançar uma curva de concentração AUC adequada. A abordagem

baseada em modelos pode ser usada tanto no cálculo da dose inicial personalizada como

nos ajustes de dose baseados nos resultados de TDM (ver secção 5.1).

Modo de administração

Não se recomenda a administração intraperitoneal.

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

Administração intravenosa

A vancomicina intravenosa é geralmente administrada por perfusão intermitente e as

recomendações

dosagem

apresentadas

nesta

secção

para

intravenosa

correspondem a este tipo de administração.

A vancomicina só deverá ser administrada por perfusão intravenosa lenta, com pelo menos

uma hora de duração ou a uma velocidade máxima de 10 mg/min (o que tiver maior

duração), e deverá estar suficientemente diluída (pelo menos 100 ml por 500 mg ou pelo

menos 200 ml por 1000 mg) (ver secção 4.4).

Os doentes cuja ingestão de líquidos deve ser limitada podem também receber uma solução

de 500 mg/50 ml ou 1000 mg/100 ml, embora o risco de efeitos indesejáveis relacionados

com a perfusão pode estar aumentado como resultado das concentrações mais elevadas.

Para obter informações sobre a preparação da solução, consulte a secção 6.6.

A perfusão contínua da vancomicina pode ser considerada, por exemplo, em doentes com

depuração instável da vancomicina.

Administração oral

A dose adequada pode ser diluída em 30 ml de água e dada a beber ao doente.

Podem adicionar-se xaropes aromatizantes comuns para melhorar o sabor da solução.

Para obter informações sobre a preparação da solução, consulte a secção 6.6.

4.3. Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1 (ver secção 4.4).

A vancomicina não deve ser administrada por via intramuscular devido ao risco de necrose

no local de administração.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Reações de hipersensibilidade

As reações de hipersensibilidade graves e por vezes fatais são possíveis (ver secções 4.3 e

4.8). Em caso de reações de hipersensibilidade, o tratamento com vancomicina deve ser

imediatamente descontinuado e devem ser iniciadas as medidas de emergência adequadas.

Em doentes que recebem vancomicina por um longo período ou em simultâneo com outros

medicamentos que possam causar agranulocitose ou neutropenia, a contagem de leucócitos

deve ser monitorizada em intervalos regulares. Todos os doentes a receber vancomicina

devem ser periodicamente submetidos a estudos hematológicos, análises de urina e testes

da função renal e hepática.

A vancomicina deve ser utilizada com precaução em doentes com história de reações

alérgicas à teicoplanina, pois pode ocorrer desde uma hipersensibilidade cruzada até um

choque anafilático fatal.

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

Espectro de atividade antibacteriana

A vancomicina tem um espectro de atividade antibacteriana limitado a organismos Gram-

positivos. Não é adequada para utilização como agente terapêutico único no tratamento de

alguns tipos de infeções, a menos que o agente patogénico esteja documentado e seja

conhecido por ser suscetível ou que exista uma alta suspeita de que a vancomicina seja

apropriada para o tratamento do agente patogénico (s).

A utilização racional de vancomicina deve ter em conta o espectro de atividade bacteriana, o

perfil de segurança e a pertinência da terapêutica antibacteriana padrão para tratar o

doente individual.

Ototoxicidade

A ototoxicidade, que pode ser temporária ou permanente (ver secção 4.8), tem sido

relatada em doentes com perda de audição anterior, que receberam doses intravenosas

excessivas, ou que tenham recebido tratamento concomitante com outra substância ativa

ototróxica, tais como os aminoglicósidos.

A vancomicina deve também ser evitado em doentes com perda auditiva prévia. A perda

auditiva pode ser precedida por zumbidos. A experiência com outros antibióticos sugere que

a perda auditiva pode ser progressiva apesar da interrupção do tratamento. Para reduzir o

risco de ototoxicidade, os níveis sanguíneos devem ser determinados periodicamente e é

recomendado controlo periódico da função auditiva.

Os idosos são particularmente suscetíveis a danos auditivos. A monitorização da função

auditiva e vestibular no idoso deve ser monitorizada durante e depois o tratamento. A

utilização concomitante ou sequencial de outras substâncias ototóxicas deve ser evitada.

Reações relacionadas com a perfusão

A administração rápida em bólus (isto é, durante vários minutos), pode estar associada a

hipotensão exagerada (incluindo choque e raramente paragem cardíaca), a respostas do

tipo histamínico e a erupção cutânea eritematosa ou maculopapular (“síndrome do homem

vermelho" ou "síndroma do pescoço vermelho").

A vancomicina deve ser perfundida lentamente numa solução diluída (2,5 a 5,0 mg / ml) a

uma taxa não superior a 10 mg/min, ao longo de um período não inferior a 60 minutos,

para evitar reações relacionadas com a perfusão rápida. A interrupção da perfusão

geralmente conduz à cessação imediata destas reações.

A frequência das reações relacionadas com a perfusão (hipotensão, rubor, eritema, prurido

e urticária) aumenta com a administração concomitante de agentes anestésicos (ver secção

4.5). Este fenómeno pode ser reduzido pela administração da vancomicina por perfusão ao

longo de pelo menos 60 minutos, antes da indução da anestesia.

Reações bolhosas graves

O Síndrome de Stevens-Johnson (SJS) tem sido relatado com o uso da vancomicina (ver

secção 4.8). Se surgirem sintomas ou sinais de SJS (por exemplo erupção cutânea

progressiva, frequentemente com bolhas ou lesões nas mucosas), o tratamento com

vancomicina deve ser interrompido imediatamente e deve ser realizada uma avaliação

dermatológica especializada.

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

Reações relacionadas no local de administração

Dor e tromboflebite podem ocorrer em muitos doentes a receber vancomicina intravenosa e

são

ocasionalmente

graves.

frequência

gravidade

tromboflebite

podem

minimizados através da administração do medicamento lentamente como uma solução

diluída (ver secção 4.2) e pela alteração regular dos locais de perfusão.

eficácia

segurança

vancomicina

não

foram

estabelecidas

para

vias

administração intratecal, intralombar e intraventricular.

Nefrotoxicidade

A vancomicina deve ser utilizada com precaução em doentes com insuficiência renal,

incluindo anúria, uma vez que a possibilidade de desenvolverem efeitos tóxicos é muito

maior na presença de elevadas e prolongadas concentrações sanguíneas. O risco de

toxicidade

aumentado

concentrações

sanguíneas

elevadas

terapias

prolongadas.

A monitorização regular dos níveis sanguíneos de vancomicina é indicada para terapêuticas

com doses elevadas e para o uso a longo prazo, especialmente em doentes com disfunção

renal ou distúrbios auditivos, assim como a receber administração simultânea de agentes

nefrotóxicos ou ototóxico, respetivamente (ver secção 4.2).

População pediátrica

As recomendações posológicas atuais por via intravenosa para a população pediátrica, em

particular

para

crianças

idade

inferior

anos,

podem

originar

níveis

sub-

terapêuticos da vancomicina num número significativo de crianças. No entanto, a segurança

de doses aumentadas de vancomicina não foi devidamente avaliada e não é recomendado o

uso de doses mais elevadas que 60 mg/kg/dia.

A vancomicina deve ser usada com particular precaução em recém-nascidos prematuros e

lactentes novos, devido à imaturidade renal e ao possível aumento na concentração sérica

vancomicina.

concentrações

sanguíneas

devem,

portanto,

cuidadosamente

monitorizadas nestas crianças.

A administração concomitante de vancomicina e de agentes anestésicos tem sido associada

a eritema e rubor do tipo histamínico em crianças. Da mesma forma, o uso concomitante de

agentes

nefrotóxicos

tais

como

antibióticos

aminoglicosídicos,

AINES

(por

exemplo,

ibuprofeno para o encerramento do canal arterial persistente) ou anfotericina B, está

associado a um risco aumentado de nefrotoxicidade (ver secção 4.5) e por conseguinte, é

recomendada monitorização dos níveis séricos da vancomicina e da função renal.

Administração nos idosos

O decréscimo natural da filtração glomerular associado à idade pode dar origem a elevadas

concentrações séricas de vancomicina se a dosagem não for ajustada (ver secção 4.2).

Interações medicamentosas com agentes anestésicos

depressão

miocárdio

induzida

pelos

anestésicos

pode

exacerbada

pela

vancomicina. Durante a anestesia, as doses devem ser diluídas e administradas lentamente

sob adequada monitorização cardíaca. As mudanças de posição devem ser adiadas até que

a perfusão esteja concluída, para permitir o ajuste postural (ver secção 4.5).

Enterocolite pseudomembranosa

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

Em caso de diarreia grave persistente a possibilidade da enterocolite pseudomembranosa

(que pode ser fatal) tem que ser tida em consideração (ver secção 4.8). Não devem ser

administrados medicamentos antidiarreicos.

Superinfeção

O uso prolongado da vancomicina pode resultar na proliferação de organismos não-

susceptíveis. A observação cuidadosa dos doentes é essencial. Se ocorrer uma superinfeção

durante o tratamento, devem ser tomadas as medidas adequadas.

Administração oral

A administração intravenosa de vancomicina não é eficaz para o tratamento da infeção por

Clostridium difficile. Para esta indicação, a vancomicina deve ser administrada por via oral.

Os testes à colonização do Clostridium difficile ou de outras toxinas não são recomendados

em crianças novas com idade inferior a 1 ano devido à elevada taxa de colonização

assintomática, a menos que surja diarreia grave em crianças com fatores de risco para

estase, como a doença de Hirschsprung, atresia anal corrigida cirurgicamente ou outros

distúrbios graves da motilidade. Outras etiologias alternativas devem procura-se para

comprovar a enterocolite por Clostridium difficile.

Potencial para absorção sistémica

A absorção pode estar aumentada em doentes com doenças inflamatórias da mucosa

intestinal ou com colite pseudomembranosa induzida por Clostridium difficile. Estes doentes

podem estar em risco para o desenvolvimento de reações adversas, especialmente se a

função renal se encontra comprometida. Quanto maior for a disfunção, maior o risco do

desenvolvimento

reações

adversas

associadas

administração

parentérica

vancomicina. As concentrações séricas da vancomicina devem ser monitorizadas no caso de

doenças inflamatórias da mucosa intestinal.

Nefrotoxicidade

Deverá ser realizada monitorização contínua da função renal em doentes com disfunção

renal subjacente ou que receberam terapia concomitante com um aminoglicósido ou com

outros fármacos nefrotóxicos.

Ototoxicidade

Poderão ser úteis testes em série da função auditiva para minimizar o risco de ototoxicidade

em doentes com perda de audição subjacente, ou que se encontram a receber terapia

concomitante com um agente ototóxico tal como um aminoglicósido.

Interações medicamentosas com agentes antimotilidade e inibidores da bomba de protões

Os agentes antimotilidade devem ser evitados e o uso de inibidores de bomba de protões

deve ser reavaliado.

Desenvolvimento de bactérias resistentes a medicamentos

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

A vancomicina administrada por via oral aumenta a possibilidade do desenvolvimento de

populações de enterococos resistentes à vancomicina no trato gastrointestinal. Como

consequência, é aconselhável a utilização prudente da vancomicina por via oral.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

administração

simultânea

fármacos

neurotóxicos

e/ou

nefrotoxicos,

como

aminoglicosídeos,

anfotericina

bacitracina,

polimixina

colistatina,

viomicina

cisplatina, requer uma monitorização cuidadosa.

A administração concomitante com agentes anestésicos pode causar hipotensão, urticária, eritema, rubor

tipo histamínico (ver 4.4 “Advertências e precauções especiais de utilização”) e reações anafiláticas.

Diuréticos, tais como o ácido etacrínico e a furosemida podem agravar a ototoxicidade.

Observou-se que, in vitro, a colestiramina liga-se à vancomicina, pelo que terapêuticas

concomitantes de vancomicina oral com colestiramina só se devem efetuar com várias horas

de intervalo.

4.6.Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A inocuidade do produto, durante a gravidez, não foi ainda estabelecida. Está descrito que a

vancomicina

atravessa

placenta

entanto

improvável

absorção

pelo

trato

gastrointestinal da criança. Sendo assim, a vancomicina não deve ser administrada a

grávidas, a menos que os benefícios ultrapassem os potenciais riscos.

Amamentação

O cloridrato de vancomicina é excretado pelo leite humano. Devem ser tomadas

precauções quando se administra vancomicina a mulheres que estão a amamentar.

Devido ao potencial de efeitos adversos, deverá ser ponderada a decisão relativamente

à suspensão da amamentação ou da terapêutica com vancomicina.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não relevante.

4.8. Efeitos indesejáveis.

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas mais comuns são flebite, reações pseudo-alérgicas e vermelhidão da

parte superior do corpo ("síndrome do pescoço vermelho") relacionada com uma rápida

infusão intravenosa de vancomicina.

A absorção da vancomicina a partir do trato gastrointestinal é negligenciável. No entanto,

no caso de inflamação grave da mucosa intestinal, especialmente quando em conjunto com

insuficiência renal, efeitos secundários normalmente associados à vancomicina administrada

por via parentérica podem ocorrer.

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

Lista tabelar de reações adversas

Dentro de cada agrupamento por frequência os efeitos indesejáveis são apresentados por

ordem decrescente de gravidade.

As reações adversas listadas abaixo são definidas utilizando a seguinte convenção MedDRA

e a respetiva organização por grupos sistémicos:

Muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100, <1/10); pouco frequentes (≥ 1 / 1.000,

<1/100); raros (≥ 1 / 10.000 a <1 / 1.000); muito raros (<1 / 10.000), desconhecido (não

pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Classes de sistemas de órgãos

Frequência

Reação adversa

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raro

Neutropenia

reversível1,

agranulocitose,

eosinofilia, trombocitopenia, pancitopenia.

Doenças do sistema imunitário

Raro

Reações

hipersensibilidade,

reações

anafiláticas2

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequente

Défice auditivo permanente ou transitório 4

Raro

Vertigens, acufenos3, tonturas

Cardiopatias

Muito raro

Paragem cardíaca

Vasculopatias

Frequente

Diminuição da tensão arterial

Raro

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:

Frequente

Dispneia, estridor

Doenças gastrointestinais

Raro

Náusea

Muito raro

Enterocolite pseudomembranosa

Desconhecido

Vómito, Diarreia

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Frequente

Rubor da parte superior do corpo ("síndrome do

homem vermelho"), exantema e inflamação da

mucosa, prurido, urticária

Muito raro

Dermatite

exfoliativa,

síndrome

Stevens-

Johnson, síndrome de Lyell, dermatose bolhosa

IgA linear5

Desconhecido

Eosinofilia e sintomas sistémicos (síndrome de

DRESS),

PEAG

(Pustulose

exantematosa

aguda

generalizada)

Doenças renais e urinárias

Frequente

Insuficiência renal, marcada primeiramente pelo

aumento da creatinina sérica e da ureia sérica

Raro

Nefrite intersticial, insuficiência renal aguda

Desconhecido

Necrose tubular aguda

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Frequente

Flebite, vermelhidão da parte superior do corpo e

da face

Raro

Febre

efeito de

fármaco,

calafrios,

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

espasmos musculares dos músculos do peito e das

costas

Descrição das reações adversas selecionadas

1 A neutropenia reversível surge geralmente uma semana ou mais após o início do

tratamento intravenoso ou depois de uma dose total é superior a 25 g.

2 A vancomicina intravenosa deve ser perfundida lentamente. Durante ou logo após a

perfusão rápida, podem ocorrer reações anafiláticas/anafilactóides, incluindo sibilos. Estas

reações diminuem quando a administração é interrompida, geralmente entre 20 minutos a 2

horas depois. Após injeção intramuscular, pode ocorrer necrose.

3 Acufenos, possivelmente precedendo o início da surdez, devem ser considerados como

uma indicação para interromper o tratamento.

4 Ototoxicidade foi primeiramente reportada em doentes que receberam doses elevadas, ou

em doentes a receber tratamento concomitante com outros medicamentos ototóxicos como

aminoglicósidos, ou em doentes com uma redução pré-existente na função renal ou

auditiva.

5 Se se suspeitar de distúrbios bolhosos, o medicamento deve ser descontinuado e deve ser

feita uma avaliação dermatológica especializada.

População pediátrica

perfil

segurança

geralmente

consistente

entre

crianças

doentes

adultos.

Nefrotoxicidade

descrita

crianças,

geralmente

associada

outros

agentes

nefrotóxicos tais como aminoglicósidos.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do

medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de

reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da saúde de Lisboa, av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 7373

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9. Sobredosagem

É recomendado o tratamento sintomático com medidas para a manutenção da filtração

glomerular. As concentrações plasmáticas de Vancomicina são descritas como sendo

minimamente afetadas pela hemodiálise convencional, apesar da utilização de membranas

de alto fluxo poder diminuir significativamente as concentrações da Vancomicina. No

entanto, foi descrito um fenómeno de redistribuição pós-diálise (rebound). A diálise

peritoneal, apesar de diminuir as concentrações de vancomicina, não remove quantidades

significativas.

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

sido

referido

hemofiltração

hemoperfusão

removem

eficazmente

Vancomicina do sangue.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

A vancomicina é um antibiótico glicopeptídico derivado do Amycolatopsis orientalis. Não é

ativa “in vitro” frente a bacilos gram-negativos, micobactérias e fungos.

Grupo farmacoterapêutico: 1.1.11 Medicamentos Anti-infecciosos, Antibacterianos, Outros

antibacterianos

Classificação ATC: J01XA01

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Mecanismo de ação

A vancomicina é um antibiótico glicopeptídeotricíclico que inibe a síntese da parede celular

nas bactérias suscetíveis através da ligação com elevada afinidade para o terminal D-alanil-

D-alanina de unidades precursoras da parede celular. Este fármaco é bactericida para

microrganismos em divisão. Adicionalmente, prejudica a permeabilidade da membrana

celular bacteriana e a síntese de RNA.

Relação Farmacocinética / farmacodinâmica

A vancomicina exibe actividade independente da concentração, com a área sob a curva de

concentração (AUC) dividida pela concentração inibitória mínima (MIC) do organismo alvo

como o parâmetro primário para prever a eficácia. Com base em resultados de estudos in

vitro, em animais e dados limitados em humanos, foi estabelecida uma relação AUC / MIC

de 400 como um objetivo PK/PD para alcançar a eficácia clínica com a vancomicina. Este

objectivo é alcançado quando as MICs são ≥ 1,0 mg/L, é necessária uma dosagem na faixa

superior e concentrações séricas elevadas (15-20 mg/L) (ver secção 4.2).

Mecanismo de resistência

A resistência adquirida aos glicopeptídeos é mais comum em enterococos e baseia-se na

aquisição de vários complexos de genes van que modificam o alvo D-alanil-D-alaninapara

D-alanil-D-lactato ou D-alanil-D-serina, que formam uma ligação fraca à vancomicina. Em

alguns países, o

aumento dos casos de resistência

é observado principalmente

enterococos; as estirpes de Enterococcus faecium multirresistentes são particularmente

alarmantes.

Os genes van são raros em Staphylococcus aureus, em que alterações na estrutura da

parede celular resultam em suscetibilidade "intermédia", que muitas vezes é heterogénea.

Foram também descritas variedades de Staphylococcus resistentes a meticilina (MRSA) com

suscetibilidade reduzida

à vancomicina. No

entanto, esta suscetibilidade não é bem

conhecida. São necessários vários elementos genéticos e múltiplas mutações.

Não existe resistência cruzada entre a vancomicina e outras classes de antibióticos. A

resistência cruzada com outros antibióticos glicopeptídeos, como a teicoplanina, pode

ocorrer. O desenvolvimento secundário de resistência durante a terapêutica é raro.

Sinergismo

A combinação da vancomicina com um antibiótico aminoglicósido tem um efeito sinérgico

contra

muitas

estirpes

Staphylococcus

aureus,

grupos

não-enterococos

estreptococos,

enterococos

estreptococos

grupo

viridans.

combinação

vancomicina com uma cefalosporina tem um efeito sinérgico contra algumas estirpes de

Staphylococcus epidermidis resistentes à oxacilina, e a combinação da vancomicina com

rifampicina tem um efeito sinérgico contra os Staphylococcus epidermidis e um efeito

sinérgico parcial contra algumas estirpes de Staphylococcus aureus. Como a vancomicina

em combinação com uma cefalosporina pode também ter um efeito antagonista contra

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

algumas estirpes de Staphylococcus epidermidis e em combinação com rifampicina contra

algumas estirpes de Staphylococcus aureus, é útil efetuar um teste de sinergismo.

Devem ser obtidas amostras bacterianas a fim de isolar e identificar os organismos e para

determinar a sua suscetibilidade à vancomicina.

Pontos críticos do teste de suscetibilidade

A vancomicina é ativa contra bactérias gram-positivas como estafilococos, estreptococos,

enterococos, pneumococos e clostrídios. As bactérias gram-negativas são resistentes.

A prevalência de resistência adquirida pode variar geograficamente e com o tempo para as

espécies selecionadas e a obtenção de informações sobre a resistência é desejável,

particularmente no tratamento de infeções graves. Deve ser solicitado aconselhamento

especializado quando a prevalência local da resistência é tal que o uso do agente é

questionável contra alguns tipos de infeções. Esta informação proporciona apenas um guia

aproximado para determinar a probabilidade de os microrganismos serem sensíveis à

vancomicina.

Os pontos críticos de concentração inibitória mínima (MIC) estabelecidos pelo Comité

Europeu de Suscetibilidade Antimicrobiana (EUCAST) são os seguintes:

Susceptível

Resistente

Staphylococcus aureus1

≤ 2 mg/L

> 2 mg/L

Estafilococos coagulase-negativos1

≤ 4 mg/L

> 4 mg/L

Enterococcus spp.

≤ 4 mg/L

> 4 mg/L

Streptococcus grupos A, B, C e G

≤ 2 mg/L

> 2 mg/L

Streptococcus pneumoniae

≤ 2 mg/L

> 2 mg/L

Anaeróbios Gram-positivos

≤ 2 mg/L

> 2 mg/L

1S. aureus com valores de MIC de 2 mg /L de vancomicina estão no limite da distribuição

tipo selvagem e pode haver uma resposta clínica desfavorável.

Espécies normalmente susceptiveis

Gram positivas

Enterococcus faecalis

Staphylococcus aureus

Staphylococcus aureus resistente à meticilina

Staphylococcus sp. coagulase-negativos

Sterptococcus spp.

Sterptococcus pneumoniae

Enterococcus spp.

Staphylococcus spp.

Espécies anaeróbicas

Clostridium spp. exceto Clostridium innocuum

Eubacterium spp.

Peptostreptococcus spp.

Espécies para as quais a resistência adquirida pode ser um

problema

Enterococcus faecium

Inerentemente resistentes

Todas as bactérias Gram negativas

Espécies aeróbicas Gram positivas

Erysipelothrix rhusiopathiae,

Heterofermentative Lactobacillus,

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

Leuconostoc spp

Pediococcus spp.

Espécies Anaeróbicas

Clostridium innocuum

O aparecimento de resistência à vancomicina difere de um

hospital

para

outro

portanto,

deve

contactado

laboratório microbiológico local para obter a informação local

pertinente.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção

A vancomicina é administrada intravenosamente para o tratamento de infeções sistémicas.

No caso de doentes com uma função renal normal, a infusão intravenosa de múltiplas doses

de 1 g de vancomicina (15 mg/kg) durante 60 minutos produz concentrações plasmáticas

médias aproximadas de 50-60 mg/L, 20-25 mg/L e 10/05 mg/L, imediatamente, 2 horas e

11 horas após completar a infusão, respetivamente. Os níveis no plasma obtidos após a

administração de múltiplas doses são semelhantes aos obtidos após uma única dose.

A vancomicina geralmente não é absorvida para a corrente sanguínea após administração

oral. No entanto, a absorção pode ocorrer após administração oral em doentes com colite

pseudomembranosa. Isto pode levar a uma acumulação da vancomicina em doentes com

insuficiência renal concomitante.

Distribuição

O volume de distribuição é de cerca de 60 L/1,73 m2 da superfície corporal. Para

concentrações séricas de vancomicina de 10 mg/L a 100 mg/L, a ligação do fármaco às

proteínas plasmáticas é de cerca de 30-55%, medida por ultrafiltração.

A vancomicina difunde-se facilmente através da placenta e é distribuída para o sangue do

cordão

umbilical.

meninges

não-inflamadas,

vancomicina

atravessa

barreira

hematoencefálica apenas com pouca extensão.

Biotransformação

vancomicina

sofre

reduzido

metabolismo.

Depois

administração

parentérica

excretada quase completamente como uma substância microbiologicamente ativa (aprox.

75-90% em 24 horas) através de filtração glomerular pelos rins.

Eliminação

O tempo de semivida da vancomicina é de 4 a 6 horas em doentes com função renal normal

e 2.2-3 horas em crianças. A depuração plasmática é de cerca de 0,058 L/kg/h e a

depuração renal cerca de 0,048 L/kg/h. Nas primeiras 24 horas, cerca de 80% de uma dose

administrada da vancomicina é excretada na urina por filtração glomerular. A disfunção

renal atrasa a excreção da vancomicina. Em doentes anéfricos, a semivida média é de 7,5

dias.

Devido

efeitos

ototóxicos

terapia

vancomicina

recomendada

monitorização auxiliar das concentrações plasmáticas.

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

A excreção biliar é insignificante (inferior a 5% da dose).

Embora a vancomicina não seja eliminada de forma eficiente por hemodiálise ou diálise

peritoneal, têm sido descritos aumentos da depuração de vancomicina com hemoperfusão e

hemofiltração.

Após administração oral apenas uma fração da dose administrada é recuperada na

urina. Em contraste, são encontradas concentrações elevadas de vancomicina nas

fezes (> 3100 mg / kg com doses de 2 g / dia).

Linearidade / não-linearidade

A concentração da vancomicina geralmente aumenta proporcionalmente ao aumento

da dose. As concentrações plasmáticas durante a administração de múltiplas doses

são semelhantes às observadas após a administração de uma dose única.

Características em grupos específicos

Compromisso renal

A vancomicina é eliminada primariamente por filtração glomerular. Em doentes com

compromisso da função renal a semivida de eliminação da vancomicina é prolongada e

a depuração total sistémica é reduzida. Subsequentemente, a dose ótima deve ser

calculada em linha com as recomendações posológicas indicadas na secção 4.2.

Posologia e modo de administração.

Compromisso hepático

A farmacocinética da vancomicina não sofre alterações em doentes com compromisso

hepático.

Mulheres grávidas

Doses

significativamente

aumentadas

poderão

necessárias

para

atingir

concentrações séricas terapêuticas em mulheres grávidas (ver secção 4.6).

Doentes obesos

A distribuição de vancomicina pode estar alterada em doentes com excesso de peso

devido ao aumento do volume de distribuição, da depuração renal e a possíveis

alterações na ligação às proteínas plasmáticas. Nestas subpopulações foram detetadas

concentrações séricas de vancomicina mais elevadas do que o esperado em adultos

saudáveis do sexo masculino (ver secção 4.2).

População pediátrica

A PK da vancomicina demonstrou grande variabilidade interindividual em recém-nascidos

prematuros e de termo. Em recém-nascidos, após administração intravenosa, o volume de

distribuição da vancomicina varia entre 0,38 e 0,97 L/kg, de forma semelhante aos valores

dos adultos, enquanto que a depuração varia entre 0,63 e 1,4 ml/kg/min. A semivida varia

entre 3,5 e 10 h e é mais longa que nos adultos, refletindo os valoresmenores de depuração

habitualmente encontrados nos recém-nascidos.

Em lactentes e crianças mais velhas, o volume de distribuição varia entre 0,26 e1,05

L/kg, enquanto que a depuração varia entre 0,33 e1,87 ml/kg/min.

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Apesar de não se terem realizado estudos a longo prazo, em animais, para avaliação do

potencial carcinogénico, em testes padronizados de laboratório, não se detetou qualquer

potencial mutagénico deste medicamento. Estudos realizados em animais administrando

doses elevadas com concentração e velocidade altas, produziram hipotensão e bradicardia.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICOS

6.1. Lista dos excipientes

Ácido clorídrico - q.b.p. pH 2,8 e 4,5

Hidróxido de sódio– q.b.p. pH 2,8 e 4,5

6.2. Incompatibilidades

A solução de vancomicina tem pH baixo, o que pode causar instabilidade a outros

compostos.

A vancomicina apresenta incompatibilidades em solução, com os seguintes medicamentos:

Aminofilina

Amorbital sódico

Benzil penicilato de potássio

Bicarbonato de sódio

Ceftazidima

Clorotiazida

Cloranfenicol (succinato de sódio)

Complexo vitamínico B12

Dexametasona (fosfato)

Difenilhidantoína sódica

Heparina sódica

Hidrocortisona (succinato de sódio)

Meticilina

Nitrofurantoína sódica

Fenobarbital

Fenitoína

Secobarbital sódico

Sulfadiazina sódica

Varfarina

6.3. Prazo de validade

3 anos (antes da abertura).

96 horas a 2 - 8 ºC (após reconstituição).

As soluções diluídas com NaCl 0,9 % ou Glucose a 5 % em água para preparações

injetáveis têm um prazo de validade após diluição de 14 dias a 2 - 8 ºC ou 24h a

temperatura inferior a 25 ºC.

As soluções diluídas com Glucose a 5 % em NaCl 0,9 %, Solução injetável de Ringer ou

Solução injetável de Ringer + glucose a 5 % têm um prazo de validade após diluição de 96h

a 2 – 8 ºC ou 24h a temperatura inferior a 25 ºC.

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

6.4. Precauções especiais de conservação

Conservar o pó para solução para perfusão a temperatura inferior a 25º C.

A solução reconstituída pode manter-se a 2 - 8 ºC (frigorifico) durante 96 horas.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Frasco para injetável de vidro tipo I, incolor, rolha de borracha e selo “flip-off”.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Administração intravenosa

Dissolver o conteúdo do frasco para injetável de 500 mg e de 1 g em 10 e 20 ml de água

p.p.i., respetivamente. Os frascos assim reconstituídos darão uma solução de 50 mg/ml.

Após reconstituição, a solução pode ser conservada no frigorífico durante 96 horas.

Nunca injetar a solução tal como está mas diluída do seguinte modo:

1) Juntar a solução primitiva contendo 500 ou 1000 mg de vancomicina a 100 ou 200 ml de

solvente*, respetivamente. Pode administrar-se esta solução em perfusão com duração

nunca inferior a 60 minutos.

Não é recomendado administrar concentrações superiores a 5 mg/ ml nem velocidades de perfusão

superiores a 10 mg/ min.

2) Em caso de perfusão contínua, juntar 2 a 4 frascos de solução primitiva de 500 mg (ou 1

ou 2 frascos da solução primitiva de 1 g), a um volume suficientemente grande de

solvente* de modo a poder administrar a dose diária desejada, lentamente, durante um

período de 24 horas.

(*) Soluções de perfusão compatíveis com a vancomicina:

- Água p.p.i.

- Glucose a 5 % em água p.p.i.

- Glucose a 5 % em NaCl 0,9 %

- Solução injetável de Ringer

- Solução injetável de Ringer + glucose a 5 %

- NaCl 0,9 %

- Acetato de Ringer

Administração oral:

Adultos:

A dose habitual de vancomicina para o tratamento da colite pseudomembranosa a é de 500

mg a 2 g/dia, dividida em 3 ou 4 administrações, durante 7 a 10 dias.

Crianças:

A dose total diária é cerca de 40 mg/Kg de peso corporal, administrada em 3 ou 4 doses. A

dose total diária não deve exceder 2 g.

A dose adequada pode ser diluída em 30 ml de água e dada a beber ao doente.

Podem adicionar-se xaropes aromatizantes comuns para melhorar o sabor da solução.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

APROVADO EM

21-11-2018

INFARMED

7. TITULAR DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

8. Número(s) da Autorização de Introdução no Mercado

2679082 – pó para solução para perfusão, 500 mg, 1 frasco para injetável

2679181 – pó para solução para perfusão, 500 mg, 10 frascos para injetáveis

2679280 – pó para solução para perfusão, 1000 mg, 1 frasco para injetável

2679389 – pó para solução para perfusão, 1000 mg, 10 frascos para injetável

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO

MERCADO

Data da primeira autorização: 30 de abril de 1997

Data da última renovação: 30 de abril de 2002

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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