Vancocina Cp 500 mg Pó para solução para perfusão

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Vancomicina
Disponível em:
Lilly Portugal - Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
J01XA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Vancomycin
Dosagem:
500 mg
Forma farmacêutica:
Pó para solução para perfusão
Composição:
Vancomicina, cloridrato 535 mg
Via de administração:
Via intravenosa
Unidades em pacote:
Frasco para injectáveis - 1 unidade(s) - 10 ml
Tipo de prescrição:
MSRM restrita
Grupo terapêutico:
1.1.11 Outros antibacterianos
Área terapêutica:
vancomycin
Resumo do produto:
8019802 - Frasco para injetáveis 1 unidade(s) 10 ml - Tipo de embalagem: ReconstituídaPrazo de validade: 14 Dia(s)Temperatura: de 2 a 8°CTipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - -
Status de autorização:
Revogado (29 de Setembro de 2005)
Número de autorização:
2/7/59
Data de autorização:
1960-05-13

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO

NOME DO MEDICAMENTO

VANCOCINA CP 500 mg, pó para solução para perfusão

VANCOCINA CP 1000 mg, pó para solução para perfusão

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada frasco de VANCOCINA CP contém:

VANCOCINA

500 mg

(mg/frasco)

VANCOCINA

1000 mg

(mg/frasco)

Princípio activo

Vancomicina sob a forma de cloridrato

535 mg

(equivalente a

500 mg de

vancomicina)

1070mg

(equivalente a

1000 mg de

vancomicina)

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO

A VANCOCINA CP (cloridrato de vancomicina), apresenta-se sob a forma de um pó para solução para

perfusão.

Embalagem com 1 frasco de 10 ml e 20 ml, respectivamente, contendo cloridrato de vancomicina estéril

equivalente a 500 mg ou 1000 mg de vancomicina base para reconstituição.

CATEGORIA FARMACOTERAPÊUTICA

Este medicamento pertence ao grupo 1.1.11 Outros Antibacterianos

NOME E SEDE DO RESPONSÁVEL PELA A.I.M.

Lilly Farma, Produtos Farmacêuticos, Lda

Rua Dr. António Loureiro Borges, nº 4, Piso 3

Arquiparque - Miraflores

1495-131 Algés

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS

A vancomicina está indicada na terapêutica de infecções graves causadas por estirpes sensíveis de

estafilococos meticilino-resistentes (betalactamico-resistentes).

Está indicada em doentes alérgicos à penicilina, em doentes que não podem receber ou não respondem a

outros

medicamentos,

incluindo

penicilinas

cefalosporinas,

infecções

causadas

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

microrganismos sensíveis à vancomicina que resistem a outros antibióticos. A vancomicina está indicada

como terapêutica inicial quando se suspeita do envolvimento de estafilococos meticilino-resistentes mas,

após o resultado dos testes de sensibilidade, a terapêutica deve ser ajustada em conformidade.

A vancomicina é eficaz no tratamento da endocardite estafilocócica. A sua eficácia tem sido referida em

outras infecções devidas a estafilococos, incluindo septicemia, infecções ósseas, infecções do tracto

respiratório inferior e infecções da pele. Quando as infecções estão localizadas e são purulentas, os

antibióticos são utilizados como coadjuvantes de medidas cirúrgicas apropriadas.

CONTRA-INDICAÇÕES

A vancomicina está contra-indicada em doentes com hipersensibilidade conhecida a este antibiótico.

EFEITOS SECUNDÁRIOS

Incidentes relacionados com a perfusão: Durante ou logo após uma perfusão rápida de vancomicina, os

doentes podem experimentar reacções anafilácticas, incluindo hipotensão, respiração ofegante, dispneia,

urticária ou prurido. A perfusão rápida pode também causar rubor na parte superior do tronco ("pescoço

vermelho"),

espasmos

musculares

peito

costas.

Estas

reacções

desaparecem,

normalmente ao fim de 20 minutos, mas podem persistir durante várias horas. Estudos em animais

revelaram casos de hipotensão e bradicardia em animais que receberam grandes quantidades de cloridrato

de vancomicina em concentrações e taxas elevadas. Tais incidentes são pouco frequentes se o cloridrato

de vancomicina for administrado numa perfusão lenta, durante um período superior a 60 minutos.

Em estudos efectuados em voluntários, não surgiram incidentes relacionados com a perfusão quando se

administrou o cloridrato de vancomicina a uma velocidade de 10mg/min ou menos.

Nefrotoxicidade: Foram relatados alguns casos de insuficiência renal, manifestada por, aumento da

creatinina no soro ou das concentrações de BUN, especialmente em doentes que tomaram doses elevadas

de vancomicina. Foram relatados, alguns casos raros de nefrite intersticial. A maior parte destes casos

verificou-se em doentes que tomaram simultâneamente aminoglicosidos ou que sofriam de insuficiência

renal pré-existente. Com a suspensão do tratamento com vancomicina, a azotemia desapareceu na maioria

dos doentes.

Ototoxicidade: Foram relatados alguns casos de perda de audição associada à vancomicina. A maioria

destes

doentes

tinha

insuficiência

renal

perda

audição

pré-existente,

foram

tratados

simultaneamente com um medicamento ototóxico. Raramente foram relatadas reacções como vertigens,

tonturas e zumbidos nos ouvidos.

Hematopoiéticos: Foi relatada, em vários doentes, neutropenia reversível, que em regra, se manteve

durante uma semana ou mais depois do início da terapêutica com vancomicina, ou depois de uma dose

total superior a 25 g. A neutropenia parece ser rapidamente reversível se a vancomicina for interrompida.

Raramente foi referida trombocitopenia.

Cardiovasculares: Paragem cardíaca. Choque.

Gastrintestinais: Colite pseudomembranosa

Hematológicos: Eosinofilia

Pele

e

Apêndices:

Dermatite

esfoliativa;

Reacções

hipersensibilidade;

Dermatite

bulhosa

depósitos lineares de IgA. Necrólise epidérmica tóxica.

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

Flebite: Foi referida inflamação no local da injecção.

Outros Efeitos: Raramente foram referidos casos de anafilaxia, febre, arrepios, náuseas, eosinofilia, rash

incluindo dermatite exfoliativa, sindroma de Stevens-Johnson e casos raros de vasculite associados com a

administração de vancomicina. Foi ainda referida agranulocitose. Foi referida necrose no local da

injecção, dor no local da injecção e tromboflebite

INTERACÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS

A administração concomitante de vancomicina e agentes anestésicos tem sido associada com eritema e

flushing tipo-histamínico (ver Uso em Crianças, Precauções) e reacções anafilactóides (ver Efeitos

Secundários).

A utilização simultânea e/ou subsequente, sistémica ou tópica, de outros

fármacos potencialmente

neurotóxicos

e/ou

nefrotóxicos,

como

anfotericina

aminoglicosidos,

bacitracina,

polimixina

colistina, viomicina ou cisplatina, quando indicado, requer uma monitorização cuidadosa.

PRECAUÇÕES ESPECIAIS DE UTILIZAÇÃO

AVISOS:

A administração rápida por bolus (por ex., em minutos) pode ser associada a hipotensão exagerada,

incluindo choque e, raramente, a paragem cardíaca.

A vancomicina deve ser administrada nuna solução diluída durante um período não inferior a 60 minutos

para evitar as reacções associadas a uma perfusão rápida. A interrupção da perfusão produz, em regra,

uma rápida regressão destas reacções.

Tem ocorrido ototoxicidade em doentes a tomar vancomicina. Pode ser transitória ou permanente. Tem

sido referido sobretudo em doentes que tomaram doses excessivas, com deficiência auditiva prévia, ou

que estão a

fazer uma

terapêutica conjunta com outro agente

ototóxico,

como

por exemplo,

aminoglicosido. A vancomicina deve ser usada com precaução em doentes com insuficiência renal, visto

risco

toxicidade

aumenta

consideravelmente

concentracões

sanguíneas

elevadas

prolongadas.

Dado que têm sido reportadas reacções alérgicas cruzadas entre a vancomicina e a teicoplanina, a

vancomicina deve ser administrada com precaução em doentes alérgicos à teicoplanina.

posologia

vancomicina

deve

ajustada

doentes

função

renal

diminuída

(ver

"Precauções", e "Posologia Usual" e "Modo de Administração").

PRECAUÇÕES:

Têm sido relatadas concentrações séricas clinicamente significativas em alguns doentes com colite

pseudomembranosa activa induzida por C. difficile após doses orais múltiplas de vancomicina.

prolongado

cloridrato

vancomicina

pode

resultar

crescimento

exagerado

microrganismos não sensíveis. É essencial uma observação cuidadosa do doente. Se surgir superinfecção

durante a terapêutica, devem tomar-se medidas adequadas.

Foram relatados casos raros de colite pseudomembranosa causada por C. difficile em doentes que

receberam Vancomicina por via intravenosa.

A fim de minimizar o risco de nefrotoxicidade no tratamento de doentes com função renal diminuída

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

subjacente ou a fazer terapêutica simultânea com um aminoglicosido, devem efectuar-se testes repetidos

da função renal e tomar cuidados especiais no seguimento dos esquemas posológicos apropriados (ver

"Posologia Usual" e "Modo de Administração").

Testes repetidos da função auditiva podem ser úteis a fim de minimizar o risco de ototoxicidade.

sido

referida

neutropenia

reversível

doentes

tomam

vancomicina

(ver

"Efeitos

Secundários"). Nos doentes submetidos a terapêutica prolongada com vancomicina ou que tomam

simultâneamente medicamentos que possam causar neutropenia, devem efectuar-se contagens periódicos

de leucocitos.

A vancomicina é irritante para os tecidos e deve ser administrada por via intravenosa. Com a injecção

intramuscular ou quando se verifica um extravasamento, manifestam-se dor e necrose. Pode verificar-se

tromboflebite, cuja frequência e gravidade pode minimizar-se administrando o medicamento lentamente

numa solução diluída (2,5 a 5 g/litro) e alternando os locais de perfusão.

Foi relatado que a frequência de reacções relacionadas com a perfusão (incluindo hipotensão, rubor,

eritema, urticária e prurido) aumenta com a administração simultânea de agentes anestésicos. Estas

reacções podem ser minimizadas administrando a vancomicina em perfusão de 60 minutos antes da

indução da anestesia.

segurança

eficácia

administração

vancomicina

intratecal

(intralombar

intraventricular) ainda não foi avaliada.

Uso em Crianças: Em recém-nascidos prematuros e crianças muito jovens é aconselhável confirmar as

concentrações desejáveis de vancomicina no soro. A administração simultânea de vancomicina e de

agentes anestésicos tem sido associada, em crianças, com eritema e rubor semelhante ao induzido pela

histamina (ver "Efeitos Secundários").

Uso em Idosos: A diminuição natural da filtração glomerular na idade avançada pode conduzir a

elevadas concentrações de vancomicina no soro se a dose não for ajustada. Os esquemas posológicos de

vancomicina

doentes

idosos

devem

ajustados

("Ver

Posologia

Usual"

"Modo

Administração").

Incompatibilidades:

A solução de vancomicina possui um pH baixo, o que pode causar instabilidade física ou química

quando misturada com outros compostos. A mistura com soluções alcalinas deve ser evitada.

mistura

soluções

vancomicina

antibióticos

beta-lactâmicos,

demonstrou

fisicamente

incompatível. A

probabilidade

de precipitação aumenta

com concentrações mais

elevadas de vancomicina.

Recomenda-se

lavagem adequada das vias

intravenosas entre

administração destes antibióticos. Também se recomenda a diluição de soluções de vancomicina

para 5 mg/ml ou menos.

Embora a injecção intravítreo não seja uma via de administração recomendada para a vancomicina,

foi reportada precipitação após injecção

intravítreo de vancomicina

e de

ceftazidima para a

endoftalmite, utilizando diferentes seringas e agulhas.

Os precipitados dissolvem-se gradualmente com limpeza completa da cavidade vítrea num período

de dois meses e com melhoria da acuidade visual.

USO NA GRAVIDEZ E ALEITAMENTO

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

Categoria B1

Não se sabe se o cloridrato de vancomicina pode afectar a capacidade reprodutiva. Num estudo clínico

controlado foram avaliados os efeitos ototóxicos e nefrotóxicos potenciais do cloridrato de vancomicina

em crianças, quando o fármaco foi administrado a mulheres grávidas com infecções estafilocócicas

graves por abuso de fármacos intravenosos. O cloridrato de vancomicina foi encontrado no cordão

umbilical. Não se verificou qualquer perda de audição neurosensorial ou nefrotoxicidade atribuível ao

cloridrato de vancomicina.

Uma criança cuja mãe recebeu cloridrato de vancomicina no terceiro trimestre de gravidez, manifestou

perda da condução auditiva, que não foi atribuída ao cloridrato de vancomicina.

Devido ao número das doentes tratadas neste estudo ser limitado e o cloridrato de vancomicina ter sido

administrado apenas nos segundo e terceiro trimestres de gravidez, não se sabe se o cloridrato de

vancomicina causa dano fetal. O cloridrato de vancomicina só deve ser administrado a grávidas quando

for absolutamente necessário.

O cloridrato de vancomicina é excretado no leite humano. Devem tomar-se precauções quando se

administra vancomicina a mulheres que amamentam.

Devido

potenciais

efeitos

secundários,

deve

ponderar-se

decisão

quanto

suspender

amamentação ou o fármaco, tendo em conta a importância do fármaco para a mãe.

EFEITOS SOBRE A CAPACIDADE DE CONDUÇÃO E UTILIZAÇÃO DE MÁQUINAS

É pouco provável que a Vancomicina provoque algum efeito.

LISTA DE EXCIPIENTES

Não contém qualquer excipiente.

POSOLOGIA USUAL

Efeitos associados com a perfusão estão relacionados quer com a concentração quer com a velocidade de

administração. Concentrações não superiores a 5 mg/ml e velocidades não superiores a 10 mg/min são

recomendadas em adultos (ver também recomendações específicas da idade). Em doentes seleccionados,

com necessidade de restrição de líquidos, pode usar-se uma concentração até 10 mg/ml; o uso de

concentrações tão altas, pode aumentar o risco de efeitos relacionados com a perfusão. Porém estes

efeitos podem ocorrer com qualquer velocidade ou concentração.

Doentes com Função Renal Normal

Adultos: A dose intravenosa diária habitual é de 2 g, dividida em 500 mg de 6 em 6 horas ou em 1 g de

12 em 12 horas.

Não deverão ser administrados mais de 10 mg/min. Outros factores, tais como a idade ou a obesidade,

podem exigir a modificação da dose intravenosa diária habitual.

Crianças: A dose intravenosa habitual de vancomicina é de 10 mg/Kg de 6 em 6 horas. Cada dose deve

ser administrada durante um período de, pelo menos, 60 minutos.

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

Bebés e Recém-Nascidos: A dose intravenosa total diária pode ser mais baixa. Nos bebés e recém-

nascidos, sugere-se uma dose inicial de 15 mg/Kg, seguida de uma dose de 10 mg/Kg de 12 em 12 horas

na primeira semana de vida, e de 8 em 8 horas depois de uma semana de vida, até 1 mês de idade. Cada

dose deve ser administrada durante 60 minutos. Estes doentes podem necessitar de uma monitorização

cuidadosa das concentrações de vancomicina no soro.

Doentes com Insuficiência Renal e Idosos

A posologia deve ser ajustada em doentes com insuficiência renal. Em crianças prematuras e em idosos,

pode ser necessário reduzir a dose mais do que o previsto, devido a diminuição da função renal. As

determinações de vancomicina no soro podem ser úteis para optimizar a terapêutica, especialmente em

doentes graves com alterações da função renal. As concentrações de vancomicina no soro podem

determinar-se por ensaio microbiológico, radio-imunoensaio, imuno-ensaio de polarização fluorescente,

imuno-ensaio de fluorescência ou cromatografia líquida de alta pressão.

Para a maioria dos doentes com insuficiência renal, o cálculo da posologia pode ser feito utilizando a

tabela que se segue, se a depuração da creatinina puder ser determinada ou calculada correctamente. A

dose diária de vancomicina em mg, é cerca de 15 vezes o índice de filtração glomerular em ml/min. (ver

tabela abaixo).

TABELA POSOLÓGICA PARA VANCOMIClNA

EM DOENTES COM FUNÇÃO RENAL DIMINUIDA

Depuração da creatinina

ml/min

100

90

80

70

60

50

40

30

20

10

Dose de Vancomicina

mg/24 h

1545

1390

1235

1080

A dose inicial não deve ser inferior a 15 mg/Kg, mesmo em doentes com insuficiência renal ligeira a

moderada.

A tabela não é válida para doentes funcionalmente anúricos. Nestes, deve administrar-se uma dose inicial

de 15 mg/Kg de peso corporal, a fim de rapidamente se atingirem concentrações terapêuticas no soro. A

dose necessária para manter concentrações estáveis é de 1,9 mg/Kg/24 h. Dado que são convenientes

doses individuais de manutenção de 250 a 1000mg, em doentes com insuficiência renal acentuada, pode

administrar-se uma dose de vários em vários dias, em vez de diariamente. Na anúria é recomendada uma

dose de 1000 mg de 7 em 7 ou de 10 em 10 dias.

Só quando a concentração da creatinina no soro é conhecida, a fórmula que se segue (baseada no sexo, no

peso e na idade do doente), pode ser utilizada para calcular a depuração da creatinina. A depuração da

creatinina calculada (ml/min) é apenas aproximada. A depuração da creatinina deve ser determinada

rapidamente

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

Homens: Peso (Kg) x (140 - idade em anos)

72 x concentração da creatinina no soro (mg/dl)

Mulheres: 0,85 x valor acima

A creatinina sérica tem que representar um valor constante da função renal. Caso contrário, o valor

calculado para a depuração da creatinina não é válido.

O cálculo excede a situação real em doentes com: (1) função renal diminuída devida a por exemplo,

choque, insuficiência cardíaca grave ou oligúria; (2) relação anormal entre massa muscular e peso total

do corpo, como nos obesos ou nos afectados por doença hepática, edema ou ascite; (3) debilitação, má

nutrição ou inactividade.

MODO E VIA DE ADMINISTRAÇÃO

A Vancomicina é administrada por via intravenosa.

INSTRUÇÕES DE UTILIZAÇÃO/MANUSEAMENTO:

Reconstituição e Estabilidade:

No momento da utilização, reconstitua adicionando 10 ml de água estéril para injectáveis ao frasco de

500 mg ou 20 ml de água estéril para injectáveis ao frasco de 1000 mg de vancomicina que se apresenta

forma

estéril.

frascos

assim

reconstituídos

darão

solução

mg/ml.

É

NECESSÁRIA NOVA DILUIÇÃO.

A solução reconstituída pode ser guardada no frigorífico durante 14 dias sem perda significativa de

potência.

As soluções reconstituídas contendo 500 mg de vancomicina têm que ser diluídas em pelo menos 100 ml

de solvente. As soluções reconstituídas contendo 1000 mg têm de ser diluídas em pelo menos 200 ml de

solvente. A dose desejada assim diluída deve ser administrada por perfusão intravenosa durante um

período de pelo menos 60 minutos.

Compatibilidade com outros Medicamentos e Soluções Intravenosas: As soluções diluídas com solução

de Dextrose a 5% ou solução de cloreto de sódio a 0,9% podem ser guardadas no frigorífico durante 14

dias sem perda significativa de potência. As soluções diluídas com os solventes abaixo indicados podem

ser guardadas no frigorífico durante 96 horas:

- Solução de Dextrose a 5% e Solução de Cloreto de Sódio a 0,9%

- Solução de Lactato de Ringer

- Lactato de Ringer e Solução de Dextrose a 5%

- Normosol

-M e Dextrose a 5%

- Isolytet

- Solução de Acetato de Ringer

A solução de vancomicina tem um pH baixo e pode causar instabilidade física de outros compostos.

Os medicamentos de uso parentérico devem ser inspeccionados visualmente para detecção de partículas e

descoloração antes da administração, sempre que a solução ou o recipiente o permita.

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

Para Administração Oral: A dose total diária habitual em adultos para a colite pseudomembranosa

associada a antibióticos causada por C. difficile e para a enterocolite estafilocócica é de 500 mg a 2 g

administrados em 3 ou 4 doses fraccionadas durante 7 a 10 dias. A dose total diária em crianças é de 40

mg/Kg de peso corporal em 3 ou 4 doses fraccionadas durante 7 ou 10 dias. A dose total diária não deve

exceder 2 g. O conteúdo de um frasco de 500 mg de cloridrato de vancomicina pode ser diluído em 30 ml

de água e a dose apropriada administrada oralmente ou por tubo nasogástrico.

Podem adicionar-se xaropes aromatizantes comuns para melhorar o sabor da solução.

A solução pode também ser administrada por tubo nasogástrico.

Antes de reconstituídos os frascos não devem ser conservados acima de 30° C.

INSTRUÇÕES SOBRE A ATITUDE A TOMAR QUANDO FOR OMITIDA UMA OU MAIS

DOSES

Não se aplica, dado que este medicamento é de uso exclusivo hospitalar.

SOBREDOSAGEM

É aconselhável uma assistência cuidadosa, com manutenção da filtração glomerular. A vancomicina é

deficientemente removida por diálise. Tem sido referido que a hemofiltração e a hemoperfusão com a

resina polisulfona resulta no aumento da depuração de vancomicina. A dose intravenosa letal média é de

319 mg/Kg em ratos e 400 mg/kg em ratinhos.

ASSEGURE-SE QUE NÃO ESQUECE

Comunicar ao seu médico ou farmacêutico, qualquer efeito indesejável que

não conste deste folheto informativo.

Verificar o prazo de validade inscrito na embalagem.

PRAZO DE VALIDADE E CONDIÇÕES DE CONSERVAÇÃO

2 anos.

Antes da Reconstituição: Não conservar acima de 30

Após a reconstituição: Conservar a 2

C - 8

C (no frigorífico). A solução reconstituída pode ser

guardada no frigorífico durante 14 dias sem perda significativa de potência.

MANTER FORA DO ALCANCE E DA VISTA DAS CRIANÇAS

Data da revisão deste Folheto Informativo: Abril de 2005

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

Resumo das Características do Medicamento

1. DENOMINAÇÃO DO

MEDICAMENTO

VANCOCINA CP 500 mg, pó para solução para perfusão

VANCOCINA CP 1000 mg, pó para solução para perfusão

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada frasco de VANCOCINA CP contém:

VANCOCINA

500 mg

(mg/frasco)

VANCOCINA

1000 mg

(mg/frasco)

Princípio activo

Vancomicina sob a forma de cloridrato

535 mg

(equivalente a

500 mg de

vancomicina)

1070 mg

(equivalente a

1000 mg de

vancomicina)

3. FORMA FARMACÊUTICA

Pó para solução para perfusão.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

A vancomicina está indicada na terapêutica de infecções graves causadas por estirpes sensíveis

de estafilococos meticilino-resistentes (betalactâmico-resistentes).

Está indicada em doentes alérgicos à penicilina, em doentes que não podem receber ou não

respondem a outros medicamentos, incluindo as penicilinas ou cefalosporinas, e em infecções

causadas por microrganismos sensíveis à vancomicina que resistem a outros antibióticos.

A vancomicina está indicada como terapêutica inicial quando se suspeita do envolvimento de

estafilococos

meticilino-resistentes

mas,

após

resultado

testes

sensibilidade,

terapêutica deve ser ajustada em conformidade.

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

A vancomicina é eficaz no tratamento da endocardite estafilocócica. A sua eficácia tem sido

referida em outras infecções devidas a estafilococos, incluindo septicemia, infecções ósseas,

infecções

tracto

respiratório

inferior

infecções

pele.

Quando

infecções

estão

localizadas e são purulentas, os antibióticos são utilizados como coadjuvantes de medidas

cirúrgicas apropriadas.

4.2. Posologia e modo de administração

A Vancomicina é administrada por via intravenosa.

Efeitos associados com a perfusão estão relacionados quer com a concentração quer com a

velocidade de administração. Concentrações não superiores a 5 mg/ml e velocidades não

superiores a 10 mg/min são recomendadas em adultos (ver também recomendações específicas

da idade). Em doentes seleccionados, com necessidade de restrição de líquidos, pode usar-se

uma concentração até 10 mg/ml; o uso de concentrações tão altas, pode aumentar o risco de

efeitos

relacionados

perfusão.

Porém

estes

efeitos

podem

ocorrer

qualquer

velocidade ou concentração.

Doentes com Função Renal Normal

Adultos: A dose intravenosa diária habitual é de 2 g, dividida em 500 mg de 6 em 6 horas ou em

1 g de 12 em 12 horas.

Não deverão ser administrados mais de 10 mg/min. Outros factores, tais como a idade ou a

obesidade, podem exigir a modificação da dose intravenosa diária habitual.

Crianças: A dose intravenosa habitual de vancomicina é de 10 mg/Kg de 6 em 6 horas. Cada

dose deve ser administrada durante um período de, pelo menos, 60 minutos.

Bebés e Recém-Nascidos: A dose intravenosa total diária pode ser mais baixa. Nos bebés e

recém-nascidos, sugere-se uma dose inicial de 15 mg/Kg, seguida de uma dose de 10 mg/Kg de

12 em 12 horas na primeira semana de vida, e de 8 em 8 horas depois de uma semana de vida,

até 1 mês de idade. Cada dose deve ser administrada durante 60 minutos. Estes doentes podem

necessitar de uma monitorização cuidadosa das concentrações de vancomicina no soro.

Doentes com Insuficiência Renal e Idosos

A posologia deve ser ajustada em doentes com insuficiência renal. Em crianças prematuras e em

idosos, pode ser necessário reduzir a dose mais do que o previsto, devido a diminuição da função

renal. As determinações de vancomicina no soro podem ser úteis para optimizar a terapêutica,

especialmente

doentes

graves

alterações

função

renal.

concentrações

vancomicina

soro

podem

determinar-se

ensaio

microbiológico,

radio-imunoensaio,

imuno-ensaio de polarização fluorescente, imuno-ensaio de

fluorescência ou cromatografia

líquida de alta pressão.

Para a maioria dos doentes com insuficiência renal, o cálculo da posologia pode ser feito

utilizando a tabela que se segue, se a depuraçãoda creatinina puder ser determinada ou calculada

correctamente. A dose diária de vancomicina em mg, é cerca de 15 vezes o índice de filtração

glomerular em ml/min. (ver tabela abaixo).

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

TABELA POSOLÓGICA PARA VANCOMIClNA

EM DOENTES COM FUNÇÃO RENAL DIMINUIDA

Depuração da creatinina

ml/min

100

90

80

70

60

50

40

30

20

10

Dose de Vancomicina

mg/24 h

1545

1390

1235

1080

A dose inicial não deve ser inferior a 15 mg/Kg, mesmo em doentes com insuficiência renal

ligeira a moderada.

A tabela não é válida para doentes funcionalmente anúricos. Nestes, deve administrar-se uma

dose inicial de 15 mg/Kg de peso corporal, a fim de rapidamente se atingirem concentrações

terapêuticas no soro. A dose necessária para manter concentrações estáveis é de 1,9 mg/Kg/24 h.

Dado que são convenientes doses individuais de manutenção de 250 a 1000 mg, em doentes com

insuficiência renal acentuada, pode administrar-se uma dose de vários em vários dias, em vez de

diariamente. Na anúria é recomendada uma dose de 1000 mg de 7 em 7 ou de 10 em 10 dias.

Só quando a concentração da creatinina no soro é conhecida, a fórmula que se segue (baseada no

sexo, no peso e na idade do doente), pode ser utilizada para calcular a depuraçãoda creatinina. A

depuração da creatinina calculada (ml/min) é apenas aproximada. A depuração da creatinina

deve ser determinada rapidamente

Homens: Peso (Kg) x (140 - idade em anos)

72 x concentração da creatinina no soro (mg/dl)

Mulheres:

0,85 x valor acima

A creatinina sérica tem que representar um valor constante da função renal. Caso contrário, o

valor calculado para a depuraçãoda creatinina não é válido.

O cálculo excede a situação real em doentes com: (1) função renal diminuída devida a por

exemplo, choque, insuficiência cardíaca grave ou oligúria; (2) relação anormal entre massa

muscular e peso total do corpo, como nos obesos ou nos afectados por doença hepática, edema

ou ascite; (3) debilitação, má nutrição ou inactividade.

4.3. Contra-indicações

vancomicina

está

contra-indicada

doentes

hipersensibilidade

conhecida

este

antibiótico.

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Advertências

A administração rápida por bolus (por ex., em minutos) pode ser associada a hipotensão

exagerada, incluindo choque e, raramente, a paragem cardíaca.

A vancomicina deve ser administrada nuna solução diluída durante um período não inferior a 60

minutos para evitar as reacções associadas a uma perfusão rápida. A interrupção da perfusão

produz, em regra, uma rápida regressão destas reacções.

ocorrido

ototoxicidade

doentes

tomar

vancomicina.

Pode

transitória

permanente. Tem sido referido sobretudo em doentes que tomaram doses excessivas, com

deficiência auditiva prévia, ou que estão a fazer uma terapêutica conjunta com outro agente

ototóxico,

como

exemplo,

aminoglicosido.

vancomicina

deve

usada

precaução

doentes

insuficiência

renal,

visto

risco

toxicidade

aumenta

consideravelmente com concentracões sanguíneas elevadas e prolongadas.

Dado que têm sido reportadas reacções alérgicas cruzadas entre a vancomicina e a teicoplanina,

a vancomicina deve ser administrada com precaução em doentes alérgicos à teicoplanina.

A posologia de vancomicina deve ser ajustada em doentes com função renal diminuída (ver

"Precauções", e "Posologia e Modo de Administração").

Precauções:

Têm sido relatadas concentrações séricas clinicamente significativas em alguns doentes com

colite

pseudomembranosa

activa

induzida

difficile

após

doses

orais

múltiplas

vancomicina.

O uso prolongado de cloridrato de vancomicina pode resultar num crescimento exagerado de

microrganismos não sensíveis. É essencial uma observação cuidadosa do doente. Se surgir

superinfecção durante a terapêutica, devem tomar-se medidas adequadas.

Foram relatados casos raros de colite pseudomembranosa causada por C. difficile em doentes

que receberam Vancomicina por via intravenosa.

A fim de minimizar o risco de nefrotoxicidade no tratamento de doentes com função renal

diminuída subjacente ou a fazer terapêutica simultânea com um aminoglicosido, devem efectuar-

se testes repetidos da função renal e tomar cuidados especiais no seguimento dos esquemas

posológicos apropriados (ver "Posologia e Modo de Administração").

Testes repetidos da função auditiva podem ser úteis a fim de minimizar o risco de ototoxicidade.

Tem sido referida neutropenia reversível em doentes que tomam vancomicina (ver "Efeitos

Indesejáveis"). Nos doentes submetidos a terapêutica prolongada com vancomicina ou que

tomam simultâneamente medicamentos que possam causar neutropenia, devem efectuar-se

contagens periódicos de leucocitos.

A vancomicina é irritante para os tecidos e deve ser administrada por via intravenosa. Com a

injecção intramuscular ou quando se verifica um extravasamento, manifestam-se dor e necrose.

Pode verificar-se tromboflebite, cuja frequência e gravidade pode minimizar-se administrando o

medicamento lentamente numa solução diluída (2,5 a 5 g/litro) e alternando os locais de

perfusão.

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

Foi relatado que a frequência de reacções relacionadas com a perfusão (incluindo hipotensão,

rubor,

eritema,

urticária

prurido)

aumenta

administração

simultânea

agentes

anestésicos. Estas reacções podem ser minimizadas administrando a vancomicina em perfusão

de 60 minutos antes da indução da anestesia.

A segurança e a eficácia da administração de vancomicina por via intratecal (intralombar ou

intraventricular) ainda não foi avaliada.

Uso em Crianças: Em recém-nascidos prematuros e crianças muito jovens é aconselhável

confirmar as concentrações desejáveis de vancomicina no soro. A administração simultânea de

vancomicina e de agentes anestésicos tem sido associada, em crianças, com eritema e rubor

semelhante ao induzido pela histamina (ver "Efeitos Indesejáveis").

Uso em Idosos: A diminuição natural da filtração glomerular na idade avançada pode conduzir a

elevadas concentrações de vancomicina no soro se a dose não for ajustada. Os esquemas

posológicos de vancomicina em doentes idosos devem ser ajustados ("Ver Posologia e Modo

de Administração").

4.5. Interacções medicamentosas e outras

A administração concomitante de vancomicina e agentes anestésicos tem sido associada com

eritema e flushing tipo-histamínico (ver Uso em Crianças, Precauções) e reacções anafilactóides

(ver Efeitos Indesejáveis).

utilização

simultânea

e/ou

subsequente,

sistémica

tópica,

outros

fármacos

potencialmente

neurotóxicos

e/ou

nefrotóxicos,

como

anfotericina

aminoglicosidos,

bacitracina, polimixina B, colistina, viomicina ou cisplatina, quando indicado, requer uma

monitorização cuidadosa.

4.6. Gravidez e aleitamento

Categoria B1

Não se sabe se o cloridrato de vancomicina pode afectar a capacidade reprodutiva. Num estudo

clínico controlado foram avaliados os efeitos ototóxicos e nefrotóxicos potenciais do cloridrato

de vancomicina em crianças, quando o fármaco foi administrado a mulheres grávidas com

infecções

estafilocócicas

graves

abuso

fármacos

intravenosos.

cloridrato

vancomicina foi encontrado no cordão umbilical. Não se verificou qualquer perda de audição

neurosensorial ou nefrotoxicidade atribuível ao cloridrato de vancomicina.

Uma criança cuja mãe recebeu cloridrato de vancomicina no terceiro trimestre de gravidez,

manifestou perda da condução auditiva, que não foi atribuída ao cloridrato de vancomicina.

Devido ao número das doentes tratadas neste estudo ser limitado e o cloridrato de vancomicina

ter sido administrado apenas nos segundo e terceiro trimestres de gravidez, não se sabe se o

cloridrato

vancomicina

causa

dano

fetal.

cloridrato

vancomicina

deve

administrado a grávidas quando for absolutamente necessário.

O cloridrato de vancomicina é excretado no leite humano. Devem tomar-se precauções quando

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

se administra vancomicina a mulheres que amamentam.

Devido a potenciais efeitos secundários, deve ponderar-se bem a decisão quanto a suspender a

amamentação ou o fármaco, tendo em conta a importância do fármaco para a mãe.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

É pouco provável que a Vancomicina provoque algum efeito.

4.8. Efeitos indesejáveis

Incidentes relacionados com a perfusão: Durante ou logo após uma perfusão rápida de

vancomicina, os doentes podem experimentar reacções anafilácticas, incluindo hipotensão,

respiração ofegante, dispneia, urticária ou prurido. A perfusão rápida pode também causar rubor

na parte superior do tronco ("pescoço vermelho"), ou dor e espasmos musculares no peito e nas

costas. Estas reacções desaparecem, normalmente ao fim de 20 minutos, mas podem persistir

durante várias horas. Estudos em animais revelaram casos de hipotensão e bradicardia em

animais que receberam grandes quantidades de cloridrato de vancomicina em concentrações e

taxas

elevadas. Tais incidentes são pouco

frequentes se

cloridrato

de vancomicina

administrado numa perfusão lenta, durante um período superior a 60 minutos.

Em estudos efectuados em voluntários, não surgiram incidentes relacionados com a perfusão

quando se administrou o cloridrato de vancomicina a uma velocidade de 10 mg/min ou menos.

Nefrotoxicidade: Foram relatados alguns casos de insuficiência renal, manifestada por, aumento

da creatinina no soro ou das concentrações de BUN, especialmente em doentes que tomaram

doses elevadas de vancomicina. Foram relatados, alguns casos raros de nefrite intersticial. A

maior parte destes casos verificou-se em doentes que tomaram simultâneamente aminoglicosidos

ou que sofriam de insuficiência renal pré-existente. Com a suspensão do tratamento com

vancomicina, a azotemia desapareceu na maioria dos doentes.

Ototoxicidade: Foram relatados alguns casos de perda de audição associada à vancomicina. A

maioria destes doentes tinha insuficiência renal e perda de audição pré-existente, ou foram

tratados simultaneamente com um medicamento ototóxico. Raramente foram relatadas reacções

como vertigens, tonturas e zumbidos nos ouvidos.

Hematopoiéticos: Foi relatada, em vários doentes, neutropenia reversível, que em regra, se

manteve durante uma semana ou mais depois do início da terapêutica com vancomicina, ou

depois de uma dose total superior a 25 g. A neutropenia parece ser rapidamente reversível se a

vancomicina for interrompida. Raramente foi referida trombocitopenia.

Cardiovasculares: Paragem cardíaca. Choque.

Gastrintestinais: Colite pseudomembranosa

Hematológicos: Eosinofilia

Pele e Apêndices: Dermatite esfoliativa; Reacções de hipersensibilidade; Dermatite bulhosa por

depósitos lineares de IgA. Necrólise epidérmica tóxica.

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

Flebite: Foi referida inflamação no local da injecção.

Outros

Efeitos:

Raramente

foram

referidos

casos

anafilaxia,

febre,

arrepios,

náuseas,

eosinofilia, rash incluindo dermatite exfoliativa, sindroma de Stevens-Johnson e casos raros de

vasculite associados com a administração de vancomicina. Foi ainda referida agranulocitose.

Foi referida necrose no local da injecção, dor no local da injecção e tromboflebite

4.9. Sobredosagem

aconselhável

assistência

cuidadosa,

manutenção

filtração

glomerular.

vancomicina é deficientemente removida por diálise. Tem sido referido que a hemofiltração e a

hemoperfusão com a resina polisulfona resulta no aumento da depuraçãode vancomicina. A dose

intravenosa letal média é de 319 mg/Kg em ratos e 400 mg/kg em ratinhos.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Classificação Farmacoterapêutica: 1.1.11 Outros Antibacterianos

Código ATC: J01XA01

A vancomicina é um

antibiótico glicopeptídico tricíclico derivado da Amycolatopsis

orientalis.

Microbiologia - A acção bactericida da vancomicina resulta principalmente da inibição da bio-

síntese da parede celular. Além disso, a vancomicina altera a permeabilidade da membrana das

células bacterianas e a síntese do RNA. Não existe resistência cruzada entre a vancomicina e

outros antibióticos.

vancomicina

activa

contra

estafilococos,

incluindo

Staphylococcus

aureus

Stachylococcus

epidermidis

(incluindo

estirpes

heterogéneas

meticilino-resistentes);

contra

Streptococcus, incluindo o Streptococcus pyogenes, o Streptococcus pneumoniae (incluindo

estirpes penicilino-resistentes), Streptococcus agalactiae, o grupo viridans, Streptococcus bovis;

e os enterococos (por ex., Enterococcus faecalis, anteriormente Streptococcus faecalis); contra o

Clostridium difficile (por ex., estirpes toxigénicas implicadas na colite pseudomembranosa); e os

difteroides.

Outros

microrganismos

são

sensíveis

vancomicina

in

vitro

incluem

Listeria

monocytogenes e espécies Lactobacillus, Actinomyces, Clostridium e Bacillus.

Foi reportada resistência in vitro da vancomicina entre certos Enterococcus e Staphylococcus

isolados.

A vancomicina não é activa in vitro contra bacilos gram-negativos, microbactérias ou fungos.

Sinergismo - A combinação de vancomicina com um aminoglicosido actua sinergicamente in

vitro

contra

muitas

estirpes

S.

aureus,

Streptococcus

não

enterocócicos

grupo D,

enterococos e espécies Streptococcus (grupo viridans).

Testes com discos de sensibilidade - O método padrão de discos descrito pelo "National

Committee

Clinical

Laboratory

Standards"

sido

recomendado

para

determinar

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

sensibilidade à vancomicina.

Os resultados dos testes de sensibilidade de doses únicas padrão com um disco de 30 mcg de

cloridrato de vancomicina devem ser interpretados de acordo com o seguinte critério: Os

microrganismos sensíveis que produzem zonas iguais ou superiores a 12 mm indica que o

microrganismo testado responderá provavelmente ao tratamento.

Os microrganismos que produzem zonas de 10 ou 11 mm são considerados de sensibilidade

intermédia. Os microrganismos nesta categoria responderão provavelmente ao tratamento se a

infecção estiver confinada a tecidos ou fluidos em que se atingem concentrações elevadas de

antibiótico.

Os microrganismos resistentes produzem zonas de 9 mm ou menos, o que indica que deve ser

escolhida outra terapêutica.

Com um método padrão de diluição, um isolado bacteriano pode considerar-se sensível se o

valor da CIM da vancomicina for de 4 mg/litro ou menos. Os microrganismos são considerados

resistentes à vancomicina se a CIM for igual ou superior a 16 mg/litro.

Os microrganismos com um valor de CIM inferior a 16 mg/litro mas superior a 4 mg/litro são

considerados de sensibilidade intermédia 1-3.

métodos

padronizados

exigem

microrganismos

controle.

disco

vancomicina deve apresentar diâmetros de zona entre 15 e l9 mm para S

. aureus ATCC 25923.

Tal como com os métodos de difusão padronizados, os métodos de diluição exigem o uso de

microrganismos de controle. O pó de vancomicina padrão deve produzir valores da CIM entre

0,5 mg/litro e 2,0 mg/litro para S. aureus ATCC 29213. Para o S. faecalis ATCC 29212 a CIM

deve variar entre 1 e 4 mg/litro.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

A vancomicina é pouco absorvida por via oral; administra-se por via intravenosa para tratamento

de infecções sistémicas. A injecção intramuscular é dolorosa.

Em doentes com função renal normal, doses intravenosas múltiplas de 1 g de vancomicina (15

mg/Kg), administradas por perfusão durante 60 minutos, produzem concentrações plasmáticas

médias

aproximadamente

mg/litro,

imediatamente

depois

perfusão

terminada,

concentrações plasmáticas médias de aproximadamente 23 mg/litro, duas horas depois da

perfusão e concentrações plasmáticas médias de aproximadamente 8 mg/litro, onze horas depois

de terminada a perfusão. Doses múltiplas de 500 mg administradas durante um período de 30

minutos

produzem

concentrações

plasmáticas

médias

mg/litro,

depois

perfusão

terminada, concentrações médias plasmáticas de 19 mg/litro, duas horas depois da perfusão e

concentrações plasmáticas médias de cerca de l0 mg/litro, 6 horas depois da perfusão. As

concentrações plasmáticas produzidas por doses múltiplas são semelhantes às obtidas com uma

dose única.

A semi-vida média de eliminação da vancomicina no plasma é de 4 a 6 horas em doentes com

função

renal

normal.

primeiras

horas,

cerca

dose

vancomicina

administrada são excretadas na urina por filtração glomerular. A depuração média do plasma é

de cerca de 0,058 litros/Kg/h e a depuração renal média é de cerca de 0,048 litros/kg/h. A

insuficiência renal retarda a excreção da vancomicina.

Em doentes anúricos, a semi-vida média de eliminação é de cerca de 7,5 dias. O coeficiente de

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

distribuição varia entre 0,3 e 0,43 litro/Kg. Aparentemente não há metabolização do fármaco.

Cerca de 60% de uma dose intraperitoneal de vancomicina administrada durante a diálise

peritoneal é absorvida por via sistémica em 6 horas. Encontraram-se concentrações no soro de

cerca de l0 mg/l depois da injecção intraperitoneal de 30 mg/Kg de vancomicina. Apesar da

vancomicina não ser eficazmente removida quer por hemodiálise, quer por diálise peritoneal, há

referências sobre a depuraçãoda vancomicina por hemoperfusão e hemofiltração.

A depuração total sistémica e renal da vancomicina pode estar reduzida no doente idoso.

A ligação da vancomicina às proteínas do soro é de aproximadamente 55% conforme medido

por ultra filtração, em concentrações de vancomicina no soro de 10 a 100 mg/litro. Após

administração IV de vancomicina, encontram-se concentrações inibitórias nos líquidos pleural,

pericárdico, ascítico e sinovial; na urina; no fluido de diálise peritoneal; e nos tecidos dos

apêndices auriculares. A vancomicina não se difunde através de meninges normais para o

líquido

cefalo-raquidiano;

mas,

quando

meninges

encontram

inflamadas,

verifica-se

penetração no líquido cefalo-raquidiano.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Em testes laboratoriais não foi encontrado potencial mutagénico na vancomicina.

Estudos teratológicos com vancomcina efectuados em animais, não revelaram provas de

danos fetais causados pela vancomicina.

A

avaliação

de

estudos

experimentais

em

animais,

não

indicou,

directa

ou

indirectamente,

efeitos

prejudicias

no

que

diz

respeito

ao

desenvolvimento

do

embrião ou do feto, nem no curso da gestação e desenvolvimento peri e pós-natal.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Não contém qualquer excipiente.

6.2. Incompatibilidades

A solução de vancomicina possui um pH baixo, o que pode causar instabilidade física ou

química quando misturada com outros compostos. A mistura com soluções alcalinas deve

ser evitada.

A mistura de soluções de vancomicina com antibióticos beta-lactâmicos, demonstrou ser

fisicamente incompatível. A probabilidade de precipitação aumenta com concentrações

mais elevadas de vancomicina. Recomenda-se a lavagem adequada das vias intravenosas

entre a administração destes antibióticos. Também se recomenda a diluição de soluções de

vancomicina para 5 mg/ml ou menos.

Embora a injecção intravítreo não seja uma via de administração recomendada para a

vancomicina, foi reportada precipitação após injecção intravítreo de vancomicina e de

ceftazidima para a endoftalmite, utilizando diferentes seringas e agulhas.

Os precipitados dissolvem-se gradualmente com limpeza completa da cavidade vítrea num

período de dois meses e com melhoria da acuidade visual.

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

6.3. Prazo de validade

2 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

Antes da Reconstituição: Não conservar acima de 30

Após a reconstituição: Conservar a 2

C - 8

C (no frigorífico). A solução reconstituída pode

ser guardada no frigorífico durante 14 dias sem perda significativa de potência.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Frasco de vidro flint do tipo I, fechado com rolhas de borracha halobutílica (revestidos

com teflon) e selados com selos de alumínio.

6.6. Instruções de utilização, manipulação e eliminação

Reconstituição e Estabilidade:

No momento da utilização, reconstitua adicionando 10 ml de água estéril para injectáveis ao

frasco de 500 mg ou 20 ml de água estéril para injectáveis ao frasco de 1000 mg de vancomicina

que se apresenta na forma de pó estéril.

Os frascos assim reconstituídos darão uma solução de 50 mg/ml. É NECESSÁRIA NOVA

DILUIÇÃO.

A solução reconstituída pode ser guardada no frigorífico durante 14 dias sem perda significativa

de potência.

As soluções reconstituídas contendo 500 mg de vancomicina têm que ser diluídas em pelo

menos 100 ml de solvente. As soluções reconstituídas contendo 1000 mg têm de ser diluídas em

pelo menos 200 ml de solvente.

A dose desejada assim diluída deve ser administrada por perfusão intravenosa durante um

período de pelo menos 60 minutos.

Compatibilidade com outros Medicamentos e Soluções Intravenosas: As soluções diluídas com

solução de Dextrose a 5% ou solução de cloreto de sódio a 0,9% podem ser guardadas no

frigorífico durante 14 dias sem perda significativa de potência. As soluções diluídas com os

solventes abaixo indicados podem ser guardadas no frigorífico durante 96 horas:

- Solução de Dextrose a 5% e Solução de Cloreto de Sódio a 0,9%

- Solução de Lactato de Ringer

- Lactato de Ringer e Solução de Dextrose a 5%

- Normosol

-M e Dextrose a 5%

- Isolytet

- Solução de Acetato de Ringer

A solução de vancomicina tem um pH baixo e pode causar instabilidade física de outros

compostos.

APROVADO EM

20-05-2005

INFARMED

Os medicamentos de uso parentérico devem ser inspeccionados visualmente para detecção de

partículas e descoloração antes da administração, sempre que a solução ou o recipiente o

permita.

Para

Administração Oral:

dose

total

diária

habitual

adultos

para

colite

pseu

domembranosa

associada

antibióticos

causada

C.

difficile

para

enterocolite

estafilocócica é de 500 mg a 2 g administrados em 3 ou 4 doses fraccionadas durante 7 a 10 dias.

A dose total diária em crianças é de 40 mg/Kg de peso corporal em 3 ou 4 doses fraccionadas

durante 7 ou 10 dias. A dose total diária não deve exceder 2 g. O conteúdo de um frasco de 500

mg de cloridrato de vancomicina pode ser diluído em 30 ml de água e a dose apropriada

administrada oralmente ou por tubo nasogástrico.

Podem adicionar-se xaropes aromatizantes comuns para melhorar o sabor da solução.

Antes de reconstituídos os frascos não devem ser conservados acima de 30° C.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Lilly Farma, Produtos Farmacêuticos, Lda

Rua Dr. António Loureiro Borges nº 4, Piso 3

Arquiparque - Miraflores

1495-131 Algés

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO

mercado

Vancocina CP 500 mg - 8019802

Vancocinaa CP 1000 mg - 8019810

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO DE

introdução no mercado

Vancocina CP 500 mg : 13 de Maio de 1960

Vancocina CP 1000 mg: 02 de Agosto de 1993

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Abril de 2005

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação