Vamadrid 80 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Valsartan
Disponível em:
Laboratorios Liconsa S.A.
Código ATC:
C09CA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valsartan
Dosagem:
80 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Valsartan 80 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.2 Antagonistas dos receptores da angiotensina
Área terapêutica:
valsartan
Resumo do produto:
5362041 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar ao abrigo da humidade - Não comercializado - 10038444 - 50031775 ; 5362058 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar ao abrigo da humidade - Não comercializado - 10038444 - 50031783
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
NL/H/1591/02/DC
Data de autorização:
2011-02-17

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Vamadrid 80 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento. pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.Ver secção 4

O que contém este folheto:

1. O que é Vamadrid e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Vamadrid

3. Como tomar Vamadrid

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Vamadrid

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O QUE É VAMADRID E PARA QUE É UTILIZADO

Vamadrid pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como antagonistas

dos receptores da angiotensina II que ajudam a controlar a pressão arterial elevada.

A angiotensina II é uma substância produzida pelo organismo que provoca constrição

dos vasos sanguíneos, induzindo assim um aumento da pressão arterial. Vamadrid

actua

bloqueando

efeito

angiotensina

Consequentemente,

vasos

sanguíneos dilatam e a pressão arterial diminui.

Vamadrid 80 mg comprimidos revestidos por película pode ser utilizado em três

situações diferentes:

para o tratamento de pressão arterial alta em adultos e em crianças e adolescentes

de 6 a 18 anos de idade. A pressão arterial elevada aumenta a sobrecarga do

coração e artérias. Senão for tratada, pode provocar lesões nos vasos sanguíneos do

cérebro, coração e rins podendo dar origem a um acidente vascular cerebral (AVC),

insuficiência cardíaca ou disfunção renal. A pressão arterial elevada aumenta o risco

de ataques de coração. A redução da pressão arterial para valores normais reduz o

risco de desenvolvimento destas doenças.

para tratamento de doentes adultos após um ataque de coração recente (enfarte do

miocárdio). "Recente" aqui significa entre 12 horas e 10 dias.

para tratar a insuficiência cardíaca sintomática em doentes adultos. Vamadrid é

utilizado quando um grupo de medicamentos chamados inibidores da Enzima de

Conversão

Angiotensina

(ECA)

(medicamentos

para

tratar

insuficiência

cardíaca) não pode ser utilizado ou pode ser utilizado adicionalmente a inibidores da

ECA quando outros medicamentos para tratar a insuficiência cardíaca não podem ser

utilizados

Os sintomas de insuficiência cardíaca incluem falta de ar e inchaço dos pés e das

pernas debido à acumulação de fluídos. É provocado quando o músculo cardíaco não

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consegue bombear o sangue com força suficiente para fornecer todo o sangue

necessário a todo o organismo.

2. O QUE PRECISA DE SABER ANTES DE TOMAR VAMADRID

Não tome Vamadrid:

se tem alergia (hipersensibilidade) ao valsartan ou a qualquer outro componente do

Vamadrid mencionados no final deste folheto. (listado na secção 6)

se tiver doença hepática grave.

se estiver grávida de mais de 3 meses (também é melhor evitar tomar Vamadrid no

início da gravidez - ver secção sobre gravidez).

diabetes

função

renal

diminuída

está

tratado

medicamento que contém aliscireno para diminuir a pressão arterial.

Se algum destes casos se aplicar a si, não tome Vamadrid

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacéutico antes de tomar Vamadridse sofrer de doença

hepática.

se sofrer de doença renal grave ou se está a fazer diálise.

se sofrer de estreitamento da artéria renal.

se tiver sido submetido recentemente a transplante renal (recebeu um novo rim).

se estiver a receber tratamento após um ataque de coração ou para insuficiência

cardíaca, o seu médico pode verificar a sua função renal.

se sofrer de doença cardíaca grave que não seja insuficiência cardíaca ou ataque de

coração.

se já alguma vez teve inchaço da língua ou face causado por uma reação alérgica

chamada angioedema quando estiver a tomar um outro medicamento (incluindo

inibidores ACE), informe o seu médico. Se estes sintomas ocorrerem quando estiver

a tomar Vamadrid, deixe imediatamente de tomar Vamadrid e nunca mais o volte a

tomar. Veja também a secção 4, “Efeitos secundários possíveis”.

se estiver a tomar medicamentos que aumentem a quantidade de potássio no

sangue.

Estes

incluem

suplementos

potássio

substitutos

salinos

contenham potássio, medicamentos poupadores de potássio e heparina. Pode ser

necessário controlar o nível de potássio no seu sangue com regularidade.

se tem menos de 18 anos de idade e toma Vamadrid em associação com outros

medicamentos

inibem

sistema

renina-angiotensina-aldosterona

(medicamentos que baixam a pressão arterial), o seu médico pode verificar a sua

função renal e o nível de potássio no seu sangue com regularidade. O seu médico

pode necessitar de lhe mandar fazer periodicamente análises ao sangue para

controlar a função renal e o potássio

se sofrer de aldosteronismo. Trata-se de uma doença em que as glândulas supra-

renais produzem a hormona aldosterona em excesso. Se isto se aplicar a si, o uso de

Vamadrid não é recomendado.

se tiver perdido uma grande quantidade de líquidos (desidratação) provocada por

diarreia, vómitos ou doses elevadas de diuréticos.

tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Vamadrid não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se tiver

mais de 3 meses de gravidez porque pode causar lesões graves no seu bebé se for

utilizado naquela fase (ver secção de gravidez).

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se está a tomar algum dos seguintes medicamentos para tratar a pressão arterial

elevada:

- um inibidor da ECA (por exemplo enalapril, lisinopril, ramipril), em particular se

tiver problemas nos rins relacionados com diabetes.

- aliscireno

se está a tomar um inibidor da ECA em conjunto com determinados medicamentos

para tratar a insuficiência cardíaca, os quais são conhecidos como antagonistas dos

recetores mineralocorticoides (ARM). (por exemplo espironolactona, eplerenona) ou

bloqueadores beta (por exemplo metoprolol).

O seu médico pode verificar a sua função renal, pressão arterial e a quantidade de

eletrólitos (por exemplo, o potássio) no seu sangue em intervalos regulares.

Ver também a informação sob o título “Não <tome> <utilize> X<:>

Se algum destes casos se aplicar a si, informe o seu médico antes de tomar

Vamadrid.

Outros medicamentos e Vamadrid

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

O efeito do tratamento pode ser influenciado se o Vamadrid for tomado com

determinados medicamentos. Pode ser necessário alterar a dose, tomar outras

precauções,

nalguns

casos,

interromper

tratamento

medicamentos. Esta situação aplica-se tanto aos medicamentos de venda por

prescrição como aos medicamentos não sujeitos a receita médica, em especial:

outros medicamentos utilizados para baixar a pressão arterial, nomeadamente

diuréticos, inibidores ACE (como enalapril, lisinopril, etc.) ou aliscireno.

medicamentos que aumentam a quantidade de potássio no sangue. Estes incluem

suplementos

potássio

substitutos

salinos

contenham

potássio,

medicamentos poupadores de potássio e heparina.

determinados tipos de analgésicos denominados medicamentos anti-inflamatórios

não esteróides (AINEs).

alguns antibióticos (grupo das rifamicinas), um medicamento utilizado no transplante

para evitar a rejeição do órgão (ciclosporina) ou um medicamento anti-retroviral

usado para tratar a infeção do VIH/SIDA (ritonavir). Estes medicamentos podem

aumentar o efeito de Vamadrid.

lítio, um medicamento utilizado no tratamento de certos tipos de doença psiquiátrica.

Além disso:

se estiver a ser tratado após um ataque de coração, não se recomenda a associação

com inibidores da ECA (um medicamento para o tratamento de ataque de coração).

Se está a tomar um inibidor da ECA em conjunto com determinados medicamentos

para tratar a insuficiência cardíaca, os quais são conhecidos como antagonistas dos

recetores mineralocorticoides (ARM) (por exemplo espironolactona, eplerenona) ou

bloqueadores beta (por exemplo metoprolol).

O seu médico pode necessitar de alterar a sua dose e/ou tomar outras precauções:

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Ao tomar Vamadrid com alimentos e bebidas

Pode tomar Vamadrid com ou sem alimentos.

Gravidez e aleitamento

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Normalmente o seu médico irá aconselhá-la a interromper o tratamento com

Vamadrid antes de engravidar ou assim que você saiba que está grávida e irá

aconselhá-la a tomar outro medicamento para substituição de Vamadrid. Vamadrid

não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se tiver mais de 3

meses de gravidez porque pode causar lesões graves no seu bebé se for utilizado

depois do terceiro mês de gravidez.

Informe o seu médico caso se encontre a amamentar ou se vai começar a

amamentar.

Vamadrid não é recomendado para mães que estão a amamentar e o seu médico

poderá escolher outro tratamento para si se desejar amamentar, especialmente se o

seu bebé for recém-nascido ou for prematuro.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Antes de conduzir um veículo, utilizar ferramentas ou máquinas, ou desempenhar

outras tarefas que requeiram concentração, certifique-se de que sabe como reage

efeitos

Vamadrid

como

outros

medicamentos

utilizados

tratamento da pressão arterial elevada, Vamadrid pode, em casos raros, provocar

tonturas e afectar a capacidade de concentração.

Vamadrid contém lactose e sorbitol

Se o seu médico lhe tiver dito que sofre de intolerância a alguns açúcares, consulte-o

antes de tomar este medicamento

3. COMO TOMAR VAMADRID

Tomar VAMADRID sempre de acordo com as indicações do médico, de modo a obter

os melhores resultados e reduzir o risco de efeitos secundários. Fale com o seu

médico

farmacêutico

tiver

dúvidas.

Frequentemente,

doentes

hipertensão arterial não notam quaisquer sinais deste problema. Muitos sentem-se

perfeitamente normais. Torna-se assim fundamental que cumpra o calendário de

consultas com o seu médico, mesmo quando se sente bem.

Doentes adultos com pressão arterial alta: a dose habitual é de 80 mg por dia. Em

alguns casos, o seu médico poderá prescrever-lhe doses mais elevadas (por ex. 160

mg ou 320 mg). Pode também combinar Vamadrid com um medicamento adicional

(por exemplo, um diurético).

Crianças e adolescentes (6 a 18 anos de idade) com pressão arterial alta

Em doentes com menos de 35kg de peso a dose habitual é de 40 mg de valsartan

uma vez por dia.

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Em doentes com 35kg de peso ou mais a dose inicial habitual é de 80 mg de

valsartan uma vez por dia. Nalguns casos o seu médico pode prescrever doses mais

elevadas (a dose pode ser aumentada até 160 mg e até um máximo de 320 mg).

Doentes adultos após um ataque de coração recente: após um ataque de coração o

tratamento é geralmente iniciado logo ao fim de 12 horas, habitualmente com uma

dose baixa de 20 mg duas vezes por dia. A dose de 20 mg é obtida através da

divisão do comprimido de 40 mg. O seu médico irá aumentar esta dose de forma

gradual ao longo de várias semanas até uma dose máxima de 160 mg duas vezes

por dia. A dose final depende do que cada doente individualmente conseguir tolerar.

Vamadrid pode ser administrado com outro medicamento para o ataque cardíaco,

cabendo ao seu médico decidir qual o tratamento adequado para si.

Doentes adultos com insuficiência cardíaca: o tratamento começa geralmente com

40 mg duas vezes por dia. O seu médico irá aumentar a dose de forma gradual ao

longo de várias semanas até uma dose máxima de 160 mg duas vezes por dia. A

dose final depende do que cada doente individualmente conseguir tolerar.

Vamadrid pode ser administrado com outro medicamento para insuficiência cardíaca,

cabendo ao seu médico decidir qual o tratamento adequado para si.

Pode tomar Vamadrid com ou sem alimentos. Engula o Vamadrid com um copo de

água. Tome o Vamadrid todos os dias aproximadamente à mesma hora.

Se tomar mais Vamadrid do que deveria

Se sentir tonturas graves e/ou desmaio, contacte imediatamente o seu médico e

deite-se. Se acidentalmente tomou demasiados comprimidos, contacte o seu médico,

farmacêutico ou hospital.

Caso se tenha esquecido de tomar Vamadrid

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose tome-a assim que se lembrar. No

entanto, se estiver quase na hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se

esqueceu.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Vamadrid

Interromper o tratamento com Vamadrid pode agravar a sua doença. Não deixe de

tomar o medicamento a menos que seja o seu médico a dizer-lhe que o faça.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, Vamadrideste medicamento pode causar efeitos

secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Alguns sintomas requerem atenção médica imediata:

Pode sentir sintomas de angioedema (uma reacção alérgica específica) como, por

exemplo,

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inchaço da face, lábios, língua ou garganta

dificuldade em respirar ou engolir

erupção cutânea, comichão

Se sentir algum destes sintomas, consulte imediatamente um médico.

Outros efeitos secundários incluem:

Frequentes: (podem afetar até 1 em 10 pessoas)

tonturas

pressão arterial baixa com ou sem sintomas como tonturas e desmaio quando está

de pé

função renal diminuída (sinais de disfunção renal)

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas)

Angioedema (ver secção “Alguns sintomas requerem atenção médica imediata”)

perda súbita de consciência (síncope)

sentir-se a rodar (vertigens)

função renal gravemente reduzida (sinais de falência renal aguda)

espasmos musculares, ritmo cardíaco anormal (sinais de hipercaliemia)

falta de ar, dificuldade em respirar quando está deitado, inchaço dos pés ou das

pernas (sinais de insuficiência cardíaca)

dor de cabeça

tosse

dor abdominal

nauseas

diarreia

cansaço

fraqueza

Desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

podem ocorrer reacções alérgicas com erupção cutânea, comichão e urticária,

sintomas de febre, inchaço das articulações, dor nas articulações, dor muscular,

nódulos linfáticos inchados e/ou sintomas semelhantes aos da gripe (sinais de

doença do soro)

pontos de cor vermelha e púrpura, febre, comichão (sinais de inflamação dos vasos

sanguíneos também denominado vasculite)

hemorragias ou hematomas anormais (sinais de trombocitopenia – diminuição do

número de plaquetas no sangue)

dor muscular (mialgia)

febre, dores de garganta ou úlceras bucais devido a infecções (sintomas de nível

baixo de glóbulos brancos também denominado neutropenia)

diminuição do nível de hemoglobina e diminuição da percentagem de glóbulos

vermelhos no sangue (o que pode provocar anemia em casos graves)

aumento do nível de potássio no sangue (o que pode desencadear espasmos

musculares e ritmo cardíaco anormal em casos graves)

elevação dos valores da função hepática (o que pode indicar lesões no fígado)

incluindo um aumento do nível de bilirrubina no sangue (o que pode causar pele e

olhos amarelos em casos graves)

aumento do nível de azoto na ureia sanguínea e aumento do nível de creatinina

sérica (o que, pode indicar, função renal anormal)

nível baixo de sódio no sangue (que pode desencadear cansaço, confusão, contração

dos músculos e/ou convulsões em casos mais graves).

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A frequência de determinados efeitos secundários pode variar consoante o seu

estado. Por exemplo, efeitos secundários como tonturas e função renal diminuída

ocorreram com menos frequência em doentes adultos tratados com pressão arterial

elevada do que em doentes adultos tratados para insuficiência cardíaca ou depois de

um ataque de coração recente.

Os efeitos secundários em crianças e adolescentes são semelhantes aos observados

em adultos.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico ou enfermeiro.

Também poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P.

através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a

fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da saúde de Lisboa, av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 7373

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. COMO CONSERVAR VAMADRID

Não conservar acima de 30°C. Conservar na embalagem de origem para proteger da

humidade.

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Vamadrid após o prazo de validade impresso na embalagem. O prazo de

validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não utilize Vamadrid se verificar que a embalagem está danificada ou apresenta

sinais de violação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não

utiliza.Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. CONTEÚDO DA EMBALAGEM E OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Vamadrid

A substância ativa é valsartan. Vamadrid 80 mg, cada comprimido revestido por

película

contém

valsartan,

outros

componentes

são:

celulose,

microcristalina (E 460), sílica, coloidal anidra (E 551), sorbitol (E 420), carbonato de

magnésio (E 504), amido de milho, pré-gelatinizado, povidona K-25 (E 1201),

estearil fumarato de sódio, sulfato lauril de sódio, crospovidona Tipo A (E 1202).

Revestido por película: lactose monohidratada, hipromelose (E 464), dióxido de

titânio (E 171), macrogol 4000.

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Vamadrid 80 mg adicionalmente óxido de ferro vermelho (E 172).

Qual o aspecto de Vamadrid e conteúdo da embalagem

Vamadrid 80 mg: são comprimidos revestidos por película cor-de-rosa, cilíndricos,

revestidos, ranhurados num lado.

Embalagens de 7,14, 28, 56, 98 ou 280 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Laboratorios liconsa, S.A

Gran Vía Carlos III, 98 7º floor.

08028 Barcelona

España

Fabricante

Laboratorios LICONSA, S.A.

Avda. Miralcampo, Nº 7, Polígono Industrial Miralcampo

19200 Azuqueca de Henares (Guadalajara), España

Laboratorios CINFA, S.A.

Olaz Chipi, 10, Polígono Areta

31620 Huarte (Pamplona), España

Para

quaisquer

informações

sobre

este

medicamento,

queira

contactar

representante local do Titular da Autorização de Introdução no Mercado.

Este folheto foi aprovado pela última vez em Outubro 2014

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Países-baixos:

Vamadrid 80 mg filmomhulde tablet

Bélgica:

Vamadrid 80 mg comprimé pelliculé

Bulgária:

Vamadrid 80 mg филмирани таблетки

República Checa:

Vamadrid 80 mg

Espanha:

Vamadrid 80 mg comprimidos recubiertos con

película

Estónia:

Vamadrid

Grécia:

Vamadrid 80 mg δiσkio εττikαλνµµένo µε λεττό

νµένio

Finlândia:

Vamadrid 80 mg tabletti, kalvopäällysteinen

França:

Vamadrid 80 mg comprimé pelliculé

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Hungria:

Vamadrid 80 mg bevont tabletta

Irlanda:

Vamadrid 80 mg film-coated tablets

Itália:

Vamadrid 80 mg compressa rivestita con film

Lituânia:

Vamadrid 80 mg plėvele dengtos tabletės

Letónia:

Vamadrid 80 mg apvalkotās tabletes

Luxemburgo:

Vamadrid 80 mg comprimé pelliculé

Polónia:

Vamadrid 80 mg

Portugal:

Vamadrid 80 mg

Roménia:

Vamadrid 80 mg comprimate filmate

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Vamadrid 80 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Um comprimido revestido por película contém 80 mg de valsartan.

Excipientes:

Vamadrid 80 mg comprimidos revestidos por película:

Excipientes com efeito conhecido:

sorbitol...................... 9,25 mg

lactose monohidratada.. 1,1 mg

sódio...................... 0,32 mg (0,01 mmol)

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos revestidos por película.

Vamadrid

comprimidos

revestidos

película:

cilíndricos,

revestidos,

ranhurados num lado, comprimidos revestidos por película cor-de-rosa.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipertensão

Tratamento da hipertensão essencial em adultos e hipertensão em crianças e

adolescentes de 6 a

18 anos de idade.

Enfarte do miocárdio recente

Tratamento de doentes adultos clinicamente estáveis com insuficiência cardíaca

sintomática ou disfunção ventricular sistólica esquerda assintomática após um

enfarte do miocárdio recente (12 horas – 10 dias) (ver secção 4.4. e 5.1).

Insuficiência cardíaca

Tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca sintomática quando os

inibidores da ECA não são tolerados ou em doentes intolerantes a bloqueadores beta

como terapêutica adicional a inibidores da ECA quando os antagonistas dos recetores

mineralocorticoides não podem ser usados (ver secções 4.2, 4.4, 4.5 e 5.1).

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4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Hipertensão

A dose inicial recomendada de Vamadrid é de 80 mg uma vez por dia. O efeito

antihipertensivo está substancialmente presente no espaço de 2 semanas e os

efeitos máximos atingem-se no período de 4 semanas. Em alguns doentes cuja

pressão arterial não é devidamente controlada, a dose pode ser aumentada para 160

mg e para um máximo de 320 mg.

Vamadrid pode também ser administrado com outros agentes antihipertensores (ver

secções 4.3, 4.4, 4.5 e 5.1). A associação de um diurético como a hidroclorotiazida

baixará ainda mais a pressão arterial nestes doentes.

Enfarte do miocárdio recente

Em doentes clinicamente estáveis a terapêutica pode ser iniciada logo ao fim de 12

horas após um enfarte do miocárdio. Após uma dose inicial de 20 mg duas vezes por

dia, a dose de valsartan deve ser ajustada até 40 mg, 80 mg e 160 mg duas vezes

por dia durante as semanas seguintes. A dose inicial é obtida a partir do comprimido

divisível de 40 mg.

A dose máxima que se pretende atingir é de 160 mg duas vezes por dia. Em geral,

recomenda-se que os doentes alcancem um nível de dose de 80 mg duas vezes por

dia até duas semanas após o início do tratamento e que a dose máxima a atingir,

160 mg duas vezes por dia, seja alcançada ao fim de três meses, com base na

tolerabilidade do doente. Se ocorrer hipotensão sintomática ou disfunção renal deve

considerar-se uma redução da dose.

Valsartan pode ser usado em doentes tratados com outras terapêuticas pós-enfarte

miocárdio,

ex.,

trombolíticos,

ácido

acetilsalicílico,

bloqueadores-beta,

estatinas e diuréticos. A associação com inibidores da ECA não é recomendada (ver

secção 4.4. e 5.1).

A avaliação dos doentes no pós-enfarte do miocárdio deve incluir sempre a avaliação

da função renal.

Insuficiência cardíaca

A dose inicial recomendada de Vamadrid é de 40 mg duas vezes por dia. O ajuste

crescente para 80 mg e 160 mg duas vezes por dia deve ser efectuado a intervalos

de pelo menos duas semanas, até à dose mais elevada que for tolerada pelo doente.

Deve ser considerada a redução da dose dos diuréticos concomitantes. A dose diária

máxima administrada em ensaios clínicos é de 320 mg em doses divididas.

Valsartan pode ser administrado em associação com outras terapêuticas para a

insuficiência cardíaca. Contudo, a associação tripla de um inibidor da ECA, valsartan

e um bloqueador beta ou um diurético poupador de potássio não é recomendada

(ver secções 4.4 e 5.1).A avaliação de doentes com insuficiência cardíaca deve

incluir sempre a avaliação da função renal.

Informações adicionais sobre populações especiais

Idosos

Não é necessário ajustamento da dose em doentes idosos.

Disfunção renal

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Não é necessário ajustamento da dose em doentes adultos com uma depuração de

creatinina

>10 ml/min (ver secção 4.4 e 5.2).

Disfunção hepática

Vamadrid é contra-indicado em doentes com disfunção hepática grave, cirrose biliar

e em doentes com colestase (ver secção 4.3, 4.4 e 5.2). Em doentes com disfunção

hepática ligeira a moderada sem colestase a dose de valsartan não deverá exceder

os 80 mg.

População pediátrica

Hipertensão pediátrica

Crianças e adolescentes de 6 a 18 anos de idade

A dose inicial é de 40 mg uma vez por dia em crianças com peso inferior a 35 kg e

de 80 mg uma vez por dia em crianças com 35 kg de peso ou mais. A dose deve ser

ajustada com base na resposta da pressão arterial. As doses máximas estudadas em

ensaios clínicos encontram-se na tabela abaixo. Doses mais elevadas do que as

mencionadas não foram estudadas e portanto não são recomendadas.

Peso

Dose

máxima

estudada

ensaios

≥18 kg a <35 kg

80 mg

≥35 kg a <80 kg

160 mg

≥80 kg a ≤160 kg

320 mg

Crianças com menos de 6 anos de idade

A informação disponível encontra-se descrita nas secções 4.8, 5.1 e 5.2. No entanto,

a segurança e a eficácia de Vamadrid em crianças de 1 a 6 anos de idade não foram

estabelecidas.

Utilização em doentes pediátricos de 6 a 18 anos com disfunção renal

A utilização em doentes pediátricos com depuração de creatinina <30 ml/min e em

doentes pediátricos a fazer diálise não foi estudada, por conseguinte o valsartan não

é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajustamento da dose em doentes

pediátricos com uma depuração de creatinina >30 ml/min. A função renal e o

potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secções 4.4 e 5.2).

Utilização em doentes pediátricos de 6 a 18 anos com disfunção hepática

Tal como nos adultos, o Vamadrid é contra-indicado em doentes pediátricos com

disfunção hepática grave, cirrose biliar e em doentes com colestase (ver secções 4.3,

4.4 e 5.2). Existe pouca experiencia clínica com Vamadrid em doentes pediátricos

com disfunção hepática ligeira a moderada. A dose de valsartan não deve exceder os

80 mg nestes doentes.

Insuficiência cardíaca e enfarte do miocárdio recente em doentes pediátricos

Vamadrid não é recomendado no tratamento de insuficiência cardíaca ou enfarte do

miocárdio recenté em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade

devido à ausência de dados de segurança e eficácia.

Modo de administração

Vamadrid pode ser tomado fora das refeições e deve ser administrado com água.

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

4.3 Contraindicações

- Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer dos excipientes listados na

secção 6.1.

- Disfunção hepática grave, cirrose biliar e colestase.

- Segundo e terceiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4 e 4.6).

O uso concomitante de [Nome do Medicamento] com medicamentos contendo

aliscireno é contraindicado em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal

(TFG < 60 ml/min/1,73 m2) (ver secções 4.5 e 5.1).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Hipercaliemia

Não é recomendada a medicação concomitante com suplementos de potássio,

diuréticos poupadores de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros

fármacos

possam

aumentar

níveis

potássio

(heparina,

etc.).

monitorização de potássio deve ser realizada apropriadamente.

Doentes com depleção de sódio e/ou do volume

Nos doentes com depleção grave de sódio e/ou do volume, nomeadamente nos

doentes

tratados

doses

elevadas

diuréticos,

pode

ocorrer

hipotensão

sintomática em casos raros após o início da terapêutica com Vamadrid. A depleção

de sódio e/ou do volume deve ser corrigida antes de iniciar o tratamento com

Vamadrid, por exemplo, por redução da dose de diurético.

Estenose arterial renal

O uso seguro de Vamadrid ainda não foi estabelecido em doentes com estenose

arterial renal bilateral ou estenose de rim único.

A administração a curto prazo de Vamadrid em doze doentes com hipertensão

renovascular secundária a estenose arterial renal unilateral não induziu quaisquer

alterações significativas da hemodinâmica renal, creatinina sérica ou azoto da ureia

sanguínea (BUN). Contudo, uma vez que outros agentes com efeito sobre o sistema

renina-angiotensina podem aumentar a ureia sanguínea e a creatinina sérica de

doentes com estenose arterial renal unilateral, recomenda-se a monitorização da

função renal com doentes tratados com valsartan.

Transplante renal

Não há experiência sobre o uso seguro de Vamadrid em doentes com transplante

renal recente.

Hiperaldosteronismo primário

Doentes com hiperaldosteronismo primário não devem ser tratados com Vamadrid

dado que o seu sistema renina-angiotensina não está activado.

Estenose aórtica e da válvula mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Tal como com todos os outros vasodilatadores, está indicado um cuidado especial

nos doentes que sofram de estenose aórtica ou mitral ou de cardiomiopatia

hipertrófica obstrutiva (HOCM).

Disfunção renal

Não existe actualmente qualquer experiência sobre a utilização segura em doentes

com depuração de creatinina <10 ml/min nem em doentes a fazer diálise, por

conseguinte valsartan deve ser utilizado com precaução nestes doentes. Não é

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

necessário ajustamento da dose em doentes com uma depuração de creatinina >10

ml/min. (ver secção 4.2 e 5.2).

Disfunção hepática

Em doentes com disfunção hepática ligeira a moderada sem colestase, Vamadrid

deve ser usado com precaução (ver secção 4.2 e 5.2).

Gravidez

A terapêutica com Antagonistas dos Receptores da Angiotensina II (ARAIIs) não

deve ser iniciada durante a gravidez. A menos que a continuação da terapêutica com

ARAII seja considerada essencial, doentes que planeiam engravidar devem mudar

para terapêuticas anti-hipertensoras alternativas que tenham um perfil de segurança

estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é diagnosticada a

terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida, e, se apropriado,

deve ser iniciada terapêutica alternativa (ver secção 4.3 e 4.6).

Enfarte do miocárdio recente

A associação dupla de captopril e valsartan não demonstrou qualquer benefício

clínico adicional, tendo aumentado o risco de efeitos adversos em comparação com o

tratamento com as respectivas terapêuticas (ver secção 4.2 e 5.1). Por conseguinte,

a associação de valsartan com um inibidor de ECA não é recomendada.

Deve ser tida cautela ao iniciar a terapêutica em doentes no pós-enfarte do

miocárdio. A avaliação dos doentes no pós-enfarte do miocárdio deve incluir sempre

a avaliação da função renal (ver secção 4.2). O uso de Vamadrid em doentes no pós-

enfarte do miocárdio resulta frequentemente nalguma redução na pressão arterial,

mas a interrupção da terapêutica devido a hipotensão sintomática continuada não é

geralmente necessária desde que sejam seguidas as instruções de dose (ver secção

4.2).

Insuficiência cardíaca

O risco de reações adversas, especialmente hipotensão, hipercaliemia e função renal

diminuída (incluindo insuficiência renal aguda), pode aumentar quando [Nome do

Medicamento] é usado em associação com um inibidor da ECA. Em doentes com

insuficiência cardíaca, a associação tripla de um inibidor da ECA, um bloqueador beta

e [Nome do Medicamento] não demonstrou qualquer benefício clínico (ver secção

5.1). Esta associação aparentemente aumenta o risco de acontecimentos adversos, e

é portanto não recomendada. A associação tripla de um inibidor da ECA, um

antagonista

recetores

mineralocorticoides

valsartan

também

não

recomendada.

destas

associações

deve

estar

supervisão

especialista e sujeito a uma monitorização frequente e apertada da função renal,

eletrólitos e pressão arterial.

Deverá ter-se precaução ao iniciar a terapêutica em doentes com insuficiência

cardíaca. A avaliação dos doentes com insuficiência cardíaca deve incluir sempre a

avaliação da função renal (ver secção 4.2).

O uso de [Nome do Medicamento] em doentes com insuficiência cardíaca geralmente

resulta em alguma redução da pressão arterial, mas a descontinuação da terapêutica

devido a hipotensão sintomática contínua geralmente não é necessária quando as

instruções posológicas fornecidas são seguidas (ver secção 4.2).

Em doentes cuja função renal possa depender da atividade do sistema-renina-

angiotensina-aldosterona

(por

exemplo

doentes

insuficiência

cardíaca

congestiva grave), o tratamento com inibidores da ECA tem sido associado com

oligúria e/ou azotemia progressiva e, em casos raros, com insuficiência renal aguda

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

e/ou morte. Como o valsartan é um antagonista dos recetores da angiotensina II,

não pode ser excluído que o uso de [Nome do Medicamento] pode ser associado com

o compromisso da função renal.

Os ínibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

redução na

História de angioedema

Angioedema, incluindo edema de laringe e glote, causando obstrução das vias aéreas

e / ou inchaço da face, lábios, faringe e / ou língua tem-se reportado TRATADA COM

valsartan em pacientes; Alguns desses pacientes com angioedema anteriormente

experimentado

outras

drogas

incluindo

inibidores

ECA.

Vamadrid

Imediatamente deve ser interrompido em doentes que desenvolvam angioedema, e

Vamadrid não deve ser re-administrada (ver secção 4.8).

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Existe evidência de que o uso concomitante de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores

angiotensina

aliscireno

aumenta

risco

hipotensão,

hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda). O duplo

bloqueio do SRAA através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores da angiotensina II ou aliscireno, é portanto, não recomendado (ver secções

4.5 e 5.1).

Se a terapêutica de duplo bloqueio for considerada absolutamente necessária, esta

só deverá ser utilizada sob a supervisão de um especialista e sujeita a uma

monitorização frequente e apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

População pediátrica

Disfunção renal

A utilização em doentes pediátricos com uma depuração de creatinina <30 ml/min e

em doentes pediátricos a fazer diálise não foi estudada, por conseguinte o valsartan

não é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajustamento da dose em

doentes pediátricos com uma depuração de creatinina >30 ml/min (ver secções 4.2

e 5.2). A função renal e o potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados

durante o tratamento com valsartan. Isto aplica-se particularmente quando o

valsartan é administrado na presença de outras perturbações (febre, desidratação)

que podem afectar a função renal.

O uso concomitante de ARBs - incluindo Vamadrid - ou de ACEIs com aliscireno é

contraindicado em pacientes com insuficiência renal (GFR < 60 mL/min/1,73m2)

(ver secções 4.3 e 4.5).

Disfunção hepática

Tal como nos adultos, o Vamadrid é contra-indicado em doentes pediátricos com

disfunção hepática grave, cirrose biliar e em doentes com colestase (ver secções 4.3

e 5.2). Existe pouca experiência clínica com Vamadrid em doentes pediátricos com

disfunção hepática ligeira a moderada. A dose de valsartan não deve exceder os 80

mg nestes doentes.

Advertência sobre os excipientes:

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

Este

medicamento

contém

sorbitol.

Pacientes

problemas

hereditários

intolerância a frutose não devem tomar este medicamento.

Este

medicamento

contém

lactose.

Pacientes

problemas

hereditários

intolerância a galactose, a deficiência de lactase Lapp (insuficiência observada em

várias populações da Lapónia) ou a má absorção de glucose-galactose não devem

tomar este medicamento.

Este

medicamento

contém

menos

sódio

dose;

essencialmente “livre de sódio”.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Bloqueio duplo do SRAA com ARA, inibidores da ECA ou aliscireno

Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema

renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da

ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a

maior

frequência

acontecimentos

adversos,

tais

como

hipotensão,

hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em

comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA (ver secções 4.3,

4.4 e 5.1).

É preciso ter cuidado enquanto co-administra ARBs, incluindo Vamadrid, com outros

agentes bloqueadores de RAAS como ACEIs ou aliscireno (ver secção 4.4).

O uso concomitante de ARA – incluindo Vamadrid – ou de inibidores da ECA com

aliscireno é contraindicado em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal

(TFG <60 ml/min/1,73 m2) (ver secções 4.3).

Não é recomendada utilização concomitante

Lítio

Foram relatados aumentos reversíveis das concentrações séricas do lítio e da

toxicidade durante o uso concomitante de inibidores da ECA. Devido à falta de

experiência com a utilização concomitante de valsartan e lítio, esta associação não é

recomendada. Caso esta associação seja necessária, recomenda- se a monitorização

cuidadosa dos níveis séricos de lítio.

Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal

contendo potássio e outras substâncias podem aumentar os níveis de potássio

Se se considerar necessário utilizar um medicamento que afecta os níveis de

potássio em associação com valsartan, aconselha-se a monitorização dos níveis de

potássio.

Cuidado necessário com utilização concomitante

Medicamentos

anti-inflamatórios

não

esteróides

(AINEs),

incluindo

inibidores

selectivos da COX-2, ácido acetilsalicílico >3 g/dia), e AINEs não selectivos

Quando os antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente com

AINEs, pode ocorrer a atenuação do efeito antihipertensivo. Adicionalmente, a

utilização concomitante de antagonistas da angiotensina II e AINEs pode levar a um

aumento do risco de degradação da função renal e a um aumento no potássio sérico.

Assim, recomenda-se a monitorização da função renal no início do tratamento, bem

como a hidratação adequada do doente.

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

Transportadores

Dados in vitro indicam que valsartan é um substrato do transportador de absorção

hepática

OATP1B1/OATP1B3

transportador

efluxo

hepático

MRP2.

relevância clínica desta descoberta é desconhecida. A co-administração de inibidores

do transportador de absorção (por ex., rifampicina, ciclosporina) ou transportador de

efluxo (por ex., ritonavir) pode aumentar a exposição sistémica a valsartan. Tenha

cuidado especial quando iniciar ou terminar tratamento concomitante com tais

medicamentos.

Outros

Nos estudos de interacções medicamentosas com valsartan, não foram observadas

quaisquer interacções clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um

fármacos

seguintes:

cimetidina,

varfarina,

furosemida,

digoxina,

atenolol,

indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.

População pediátrica

Na hipertensão em crianças e adolescentes, onde as anomalias renais subjacentes

são frequentes, recomenda-se precaução com a utilização concomitante de valsartan

e outras substâncias inibidoras do sistema renina-angiotensina-aldosterona que

podem aumentar o potássio sérico. A função renal e o potássio sérico devem ser

cuidadosamente monitorizados.

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A utilização de Antagonistas dos Receptores da Angiotensina II (ARAIIs) não é

recomendada durante o primeiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4). A utilização

de ARAIIs é contra-indicada durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver

secção 4.3 e 4.4.)

Os dados epidemiológicos relativos ao risco de teratogenicidade após exposição a

inibidores da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez não têm sido conclusivos;

no entanto, não pode ser excluído um ligeiro aumento do risco. Embora não existam

dados epidemiológicos controlados sobre o risco com ARAIIs, podem existir riscos

semelhantes

nesta

classe

medicamentos.

menos

continuação

terapêutica com ARAII seja considerada essencial, doentes que planeiam engravidar

devem mudar para terapêuticas anti-hipertensoras alternativas que tenham um perfil

de segurança estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é

diagnosticada a terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida, e, se

apropriado, deve ser iniciada terapêutica alternativa.

Sabe-se que a exposição à terapêutica com ARAIIs durante o segundo e terceiro

trimestres induz fetotoxicidade (função renal reduzida, oligoâmnios, atraso na

ossificação

crânio)

toxicidade

neonatal

(disfunção

renal,

hipotensão,

hipercaliemia) no ser humano; ver também secção 5.3 "Dados de segurança pré-

clínica".

Se tiver existido exposição a ARAIIs após o segundo trimestre de gravidez, é

recomendável uma avaliação da função renal e do crânio através de ultra-sons.

Os bebés cujas mães tomaram ARAIIs devem ser cuidadosamente monitorizados

quanto à hipotensão (ver também secção 4.3. e 4.4).

Aleitamento

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

Devido à inexistência de informação relativa à utilização de valsartan durante a

amamentação, não se recomenda a utilização de Vamadrid dando-se preferência a

tratamentos alternativos com perfis de segurança melhor estabelecidos durante o

aleitamento, especialmente durante a amamentação de um recém-nascido ou de um

bebé prematuro.

Fertlidade

Valsartan não teve efeitos adversos sobre o desempenho reprodutivo de ratos

machos e fêmeas com doses orais até 200 mg/kg/dia. Esta dose é 6 vezes a dose

máxima recomendada para o ser humano numa base de mg/m2 (os cálculos

assumem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente com 60-kg).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir. Durante a condução

de veículos ou utilização de máquinas, deverá ter-se em consideração a possibilidade

de ocorrência de tonturas ou cansaço.

4.8 Efeitos indesejáveis

Em estudos clínicos controlados realizados em doentes adultos com hipertensão, a

incidência geral de reacções adversas (RAs) foi comparável ao placebo e é coerente

com a farmacologia de valsartan. A incidência de RAs não pareceu estar relacionada

com a dose ou duração do tratamento e também não mostrou qualquer associação

com sexo, idade ou raça.

comunicadas

estudos

clínicos,

experiência

pós-comercialização

descobertas laboratoriais estão listadas a seguir de acordo com a classe de órgãos

do sistema.

As reacções adversas estão ordenadas por frequência, primeiro as mais frequentes,

utilizando a seguinte convenção:

Muito frequentes (≥1/10);

Frequentes (≥1/100, <1/10);

Pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100);

Raras (≥1/10 000, <1/1000);

Muito raras (<1/10 000);

Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

As reacções adversas são ordenadas por ordem decrescente de gravidade dentro de

cada classe de frequência.

Relativamente a todas as RAs relatadas da experiência pós-comercialização e

descobertas laboratoriais, não é possível aplicar qualquer frequência de RA, pelo que

a sua frequência vem indicada como "desconhecida".

- Hipertensão

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecida

Diminuição na hemoglobina, Diminuição do

hematócrito, Neutropenia, Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

Desconhecida

Hipersensibilidade incluindo doença do soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Desconhecida

Aumento do potássio sérico , Hiponatremia

Afecções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Vasculopatias

Desconhecida

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Dor abdominal

Afecções hepatobiliares

Desconhecida

Elevação

valores

função

hepática

incluindo aumento da bilirrubina sérica

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas

Desconhecida

Angioedema, Erupção cutânea, Prurido

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecida

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Desconhecida

Falência

disfunção

renal,

Elevação

creatinina sérica

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Fadiga

População pediátrica

Hipertensão

efeito

antihipertensivo

valsartan

avaliado

dois

ensaios

clínicos

aleatorizados, em dupla ocultação em 561 doentes pediátricos de 6 a 18 anos de

idade. Com excepção de casos isolados de distúrbios gastrointestinais (como dor

abdominal,

náuseas,

vómitos)

tonturas

não

foram

identificadas

diferenças

relevantes em relação ao tipo, frequência e gravidade das reacções adversas entre o

perfil de segurança para os doentes pediátricos de 6 a 18 anos de idade e o

anteriormente reportado para os doentes adultos.

A avaliação neurocognitiva e do desenvolvimento dos doentes pediátricos de 6 a 16

anos de idade revelou não existir em geral impacto adverso clinicamente relevante

após tratamento com Vamadrid com duração até um ano.

Num estudo aleatorizado, duplamente oculto, em 90 crianças de 1 a 6 anos , seguido

de uma extensão de ensaio aberto de um ano, observaram-se duas mortes e casos

isolados de fortes elevações das transaminases hepáticas. Estes casos ocorreram

numa

população

co-morbilidades

significativas.

Não

estabelecida

relação causal com Vamadrid. Num segundo estudo em que foram aleatorizadas 75

crianças de 1 a 6 anos de idade, não ocorreram mortes nem elevações significativas

das transaminases com o tratamento com valsartan.

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

A hipercaliemia foi mais frequentemente observada em crianças e adolescentes de 6

a 18 anos com doença renal crónica subjacente. O perfil de segurança visto em

estudos clínicos controlados em doentes adultos no pós-enfarte do miocárdio e/ou

com insuficiência cardíaca varia em relação ao perfil de segurança geral visto em

doentes hipertensos. Tal pode estar relacionado com a doença subjacente dos

doentes. As RAs que ocorreram em doentes adultos no pós-enfarte do miocárdio

e/ou doentes com insuficiência cardíaca estão listadas abaixo:

- Pós-enfarte do miocárdio e/ou insuficiência cardíaca (estudado apenas em doentes

adultos)

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecida

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecida

Hipersensibilidade incluindo doença do soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes

Hipercaliemia

Desconhecida

Aumento do potássio sérico, Hiponatremia

Doenças do sistema nervoso

Frequentes

Tonturas, Tontura postural

Pouco frequentes

Síncope, Cefaleia

Afecções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Cardiopatias

Pouco frequentes

Insuficiência cardíaca.

Vasculopatias

Frequentes

Hipotensão, Hipotensão ortostática

Desconhecida

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Náuseas, Diarreia

Afecções hepatobiliares

Desconhecida

Elevação dos valores da função hepática

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas

Pouco frequentes

Angioedema

Desconhecida

Erupção cutânea, Prurido

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecida

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Frequentes

Disfunção e insuficiência renal

Pouco frequentes

Insuficiência

renal

aguda,

Elevação

creatinina sérica

Desconhecida

Aumento do azoto da ureia sanguínea

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Astenia, Fadiga

Notificação de suspeitas de reações adversas

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da saúde de Lisboa, av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 7373

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Uma sobredosagem com Vamadrid pode resultar em hipotensão acentuada, que

poderá levar a um nível deprimido de consciência, colapso circulatório e/ou choque.

Terapia

As medidas terapêuticas dependem do tempo de ingestão, assim como do tipo e

gravidade

sintomas,

sendo

primordial

importância

estabilização

condições circulatórias.

Se ocorrer hipotensão o doente deve ser colocado em decúbito e deverá ser iniciada

a correcção de volume sanguíneo.

É pouco provável que valsartan seja eliminado por hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Antagonistas dos receptores da angiotensina II, simples,

código ATC: C09CA03

Valsartan é um antagonista dos receptores da angiotensina II (Ang II) oralmente

activo, potente e específico. Actua de forma selectiva no subtipo de receptores AT1,

responsável pelas acções conhecidas da angiotensina II. O aumento dos níveis

plasmáticos de Ang II após o bloqueio do receptor AT1 com valsartan pode estimular

o receptor AT2 não bloqueado, que parece contrabalançar o efeito do receptor AT1.

O valsartan não apresenta qualquer actividade agonista parcial no receptor AT1 e

apresenta uma afinidade muito maior para o receptor AT1 (cerca de 20 000 vezes

superior) que para o receptor AT2. O valsartan não se liga a, nem bloqueia, outros

receptores hormonais ou canais iónicos reconhecidamente importantes na regulação

cardiovascular.

Valsartan não inibe a ECA (também conhecida como cininase II) que converte a Ang

I em Ang II e degrada a bradiquinina. Dado não haver qualquer efeito sobre a ECA e

não haver potenciação de bradiquinina ou da substância P, é pouco provável que os

antagonistas da angiotensina II sejam associados a tosse. Em ensaios clínicos onde o

valsartan foi comparado com um inibidor da ECA, a incidência da tosse seca foi

significativamente menos (P<0,05) nos doentes tratados com valsartan do que nos

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

doentes tratados com um inibidor de ECA (2,6% versus 7,9% respectivamente).

Num estudo clínico realizado em doentes com história de tosse seca durante o

tratamento com inibidor da ECA, ocorreu tosse em 19,5% dos indivíduos tratados

valsartan

19,0%

tratados

diurético

tiazídico,

comparativamente a 68,5% nos indivíduos tratados com um inibidor da ECA (P

<0,05).

Dois grandes estudos aleatorizados e controlados (ONTARGET (“ONgoing Telmisartan

Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial”) e VA NEPHRON-D

(“The

Veterans

Affairs

Nephropathy

Diabetes”))

têm

examinado

associação de um inibidor da ECA com um antagonista dos recetores da angiotensina

O estudo ONTARGET foi realizado em doentes com história de doença cardiovascular

ou cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de evidência de lesão

de órgão-alvo. O estudo VA NEPHRON-D foi conduzido em doentes com diabetes

mellitus tipo 2 e nefropatia diabética.

Estes estudos não mostraram nenhum efeito benéfico significativo nos resultados

renais e/ou cardiovasculares e mortalidade,

enquanto foi

observado um

risco

aumentado

hipercaliemia,

insuficiência

renal

aguda

e/ou

hipotensão,

comparação

monoterapia.

Dadas

suas

propriedades

farmacodinâmicas

semelhantes, estes resultados são também relevantes para outros inibidores da ECA

e antagonistas dos recetores da angiotensina II.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

assim, ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

O estudo ALTITUDE (“Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and

Renal Disease Endpoints”) foi concebido para testar o benefício da adição de

aliscireno a uma terapêutica padrão com um inibidor da ECA ou um antagonista dos

recetores da angiotensina II em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal

crónica, doença cardiovascular ou ambas. O estudo terminou precocemente devido a

um risco aumentado de resultados adversos. A morte cardiovascular e o acidente

vascular cerebral foram ambos numericamente mais frequentes no grupo tratado

com aliscireno, do que no grupo tratado com placebo e os acontecimentos adversos

acontecimentos

adversos

graves

interesse

(hipercaliemia,

hipotensão

disfunção renal) foram mais frequentemente notificados no grupo tratado com

aliscireno que no grupo tratado com placebo.

Hipertensão

A administração de Vamadrid a doentes com resultados de hipertensão provoca uma

redução da pressão arterial sem afectar a frequência cardíaca.

Na maioria dos doentes, após a administração de uma dose oral única, o início da

actividade anti- hipertensora ocorre no intervalo de 2 horas, atingindo-se a redução

máxima da pressão arterial no intervalo de 4-6 horas. O efeito antihipertensivo

persiste ao longo de 24 horas após a dosagem. Durante a administração de doses

repetidas, o efeito hipertensivo está substancialmente presente no espaço de 2

semanas e os efeitos máximos são obtidos no espaço de 4 semanas, mantendo-se

durante o tratamento prolongado. Quando em associação com hidroclorotiazida

obtém-se uma redução adicional significativa na pressão arterial.

A interrupção súbita de Vamadrid não foi associada a exacerbação da hipertensão ou

a outros efeitos adversos clínicos.

Em doentes hipertensos com diabetes tipo 2 e microalbuminúria, o valsartan

mostrou

diminuir

excreção urinária

albumina. O

estudo

MARVAL

(Micro

Albuminuria Reduction with Valsartan) avaliou a redução na excreção urinária de

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

albumina (UAE) com valsartan (80-160 mg/uma vez por dia) versus amlodipina (5-

10 mg/uma vez por dia), em 332 doentes com diabetes tipo 2 (idade média:

58 anos; 265 homens) com microalbuminúria (valsartan: 58 µ g/min; amlodipina:

55,4 µ g/min), pressão arterial normal ou alta e com função renal conservada

(creatinina plasmática <120 µ mol/l). Às 24 semanas, a UAE baixou (p<0,001) em

42% (–24,2 µ g/mín; 95% CI: –40,4 a –19,1) com valsartan e cerca de 3% (–1,7 µ

g/mín; 95% CI: –5,6 a 14,9) com amlodipina apesar de taxas semelhantes de

redução da pressão arterial em ambos os grupos.

estudo

Vamadrid

Reduction

Proteinuria

(DROP)

analisou

mais

aprofundadamente a eficácia de valsartan na redução de UAE em 391 doentes

hipertensos (PA=150/88 mmHg) com diabetes tipo 2, albuminúria (média=102 µ

g/mín; 20-700 µ g/mín) e função renal conservada (creatinina sérica média = 80 µ

mol/l). Os doentes foram aleatorizados para uma de 3 doses de valsartan (160, 320

e 640 mg/por dia) e tratados durante 30 semanas. A finalidade do estudo foi

determinar a dose óptima de valsartan para reduzir a UAE em doentes hipertensos

diabetes

tipo

semanas,

alteração

percentual

significativamente reduzida em 36% a partir da linha basal com valsartan 160 mg

(95%CI: 22 a 47%), e 44% com valsartan 320 mg (95%CI: 31 a 54%). Concluiu-se

que 160-320 mg de valsartan produziu reduções clinicamente significativas na UAE

em doentes hipertensos com diabetes tipo 2.

Enfarte do miocárdio recente

O ensaio VALsartan In Acute myocardial iNfarcTion (VALIANT) foi um estudo

aleatorizado, controlado, multinacional, em dupla ocultação, em 14 703 doentes com

enfarte

agudo

miocárdio

sinais,

sintomas

evidência

radiológica

insuficiência cardíaca congestiva e/ou evidência de disfunção sistólica ventricular

esquerda (manifestada como uma fracção de ejecção ≤ 40% por ventriculografia de

radionuclídeos

ecocardiografia

angiografia

ventricular

contraste). Os doentes foram aleatorizados no intervalo de 12 horas a 10 dias após o

início dos sintomas de enfarte do miocárdio para valsartan, captopril ou a associação

de ambos. A duração média do tratamento foi de dois anos. O endpoint primário foi

a altura para mortalidade por todas as causas.

O valsartan foi tão eficaz como o captopril na redução da mortalidade por todas as

causas após enfarte do miocárdio. A mortalidade por todas as causas foi semelhante

nos grupos valsartan (19,9%), captopril (19,5%) e valsartan + captopril (19,3%).

Associar

valsartan

captopril

não

resultou

benefício

relativamente

captopril isoladamente. Não se verificaram diferenças entre valsartan e captopril na

mortalidade por todas as causas com base na idade, sexo, raça, terapêuticas basais

ou doença subjacente. O valsartan foi também eficaz a prolongar o tempo e reduzir a

mortalidade cardiovascular, hospitalização por insuficiência cardíaca, enfarte do

miocárdio recorrente, paragem cardíaca com ressuscitação e AVC não fatal (segundo

endpoint composto).

O perfil de segurança de valsartan foi coerente com o percurso clínico de doentes

tratados no cenário pós-enfarte do miocárdio. Relativamente à função renal, foi

observado o aumento para o dobro da creatinina sérica em 4,2% dos doentes

tratados com valsartan, 4,8% dos doentes tratados com valsartan+captopril e 3,4%

dos doentes tratados com captopril. As interrupções provocadas por vários tipos de

disfunção renal ocorreram em 1,1% de doentes tratados com valsartan, 1,3% de

doentes tratados com valsartan+captopril e 0,8% de doentes tratados com captopril.

Deverá incluir-se uma avaliação da função renal na avaliação de doentes no pós-

enfarte do miocárdio.

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

Não se verificaram diferenças na mortalidade por todas as causas, mortalidade ou

morbilidade cardiovascular quando se administraram bloqueadores-beta juntamente

associação

valsartan+captopril,

valsartan

isoladamente

captopril

isoladamente. Independente do tratamento, a mortalidade foi inferior no grupo de

doentes tratados com um bloqueador-beta, sugerindo que o conhecido benefício dos

bloqueadores-beta nesta população foi mantido neste ensaio.

Insuficiência cardíaca

Val-HeFT foi um ensaio clínico aleatorizado, controlado, multinacional de valsartan

em comparação com placebo na morbilidade e mortalidade em 5010 doentes com

insuficiência cardíaca das classes II (62%), III (36%) e IV (2%) da NYHA a receber a

terapêutica convencional com fracção de ejecção do ventrículo esquerdo (LVEF)

<40% e diâmetro diastólico interno ventricular esquerdo (LVIDD) >2,9 cm/m2. A

terapêutica de base incluiu inibidores da ECA (93%), diuréticos (86%), digoxina

(67%)

bloqueadores-beta

(36%).

duração

média

seguimento

aproximadamente dois anos. A dose diária média de Vamadrid no Val-HeFT foi de

254 mg. O estudo teve dois endpoints principais: a mortalidade por todas as causas

(tempo de sobrevida) e a mortalidade composta e a morbilidade por insuficiência

cardíaca (tempo até ao primeiro evento mórbido) definida como morte, morte súbita

com reanimação, hospitalização por insuficiência cardíaca ou administração de

agentes vasodilatadores ou inotrópicos intravenosos durante quatro horas ou mais

sem hospitalização.

A mortalidade por todas as causas foi semelhante (p=NS) nos grupos de valsartan

(19,7%) e de placebo (19,4%). O principal benefício foi uma redução de 27,5%

(95% CI: 17 a 37%) no risco para o tempo até à primeira hospitalização por

insuficiência cardíaca (13,9% vs. 18,5%). Resultados que pareciam favorecer o

placebo (mortalidade e morbilidade composta foi 21,9% no placebo vs. 25,4% no

grupo de valsartan) foram observados nos doentes a receber a associação tripla de

um inibidor de ECA, um bloqueador-beta e valsartan.

Num subgrupo de doentes que não estavam a tomar um inibidor de ECA (n=366), os

benefícios de morbilidade foram superiores. Neste subgrupo, a mortalidade por todas

as causas baixou significativamente com valsartan comparativamente com placebo

em 33% (95% CI: –6% a 58%) (17,3% valsartan vs. 27,1% placebo) e o risco de

mortalidade e morbilidade composta baixou significativamente em 44% (24,9%

valsartan vs. 42,5% placebo).

Em doentes a receber um inibidor de ECA sem um bloqueador-beta, a mortalidade

por todas as causas foi semelhante (p=NS) nos grupos de valsartan (21,8%) e

placebo

(22,5%).

risco

mortalidade

morbilidade

composta

baixou

significativamente em 18,3% (95% CI: 8% a 28%) com valsartan comparativamente

com placebo (31,0% vs. 36,3%).

população

geral

estudo

Val-HeFT,

doentes

tratados

valsartan

apresentaram uma melhoria significativa na classe da NYHA e nos sinais e sintomas

de insuficiência cardíaca, incluindo dispneia, fadiga, edema e fervores quando

comparados com o placebo. Os doentes tratados com valsartan tiveram uma melhor

qualidade de vida, tal como demonstrado pela mudança na pontuação na escala

Minnesota Living with Heart Failure Quality of Life a partir do valor basal até ao

endpoint, do que o placebo. A fracção de ejecção nos doentes tratados com valsartan

foi significativamente aumentada e o diâmetro diastólico interno ventricular esquerdo

significativamente reduzido desde o valor basal até ao endpoint, em comparação

com o placebo.

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

População pediátrica

Hipertensão

O efeito antihipertensivo de valsartan foi avaliado em quatro estudos aleatorizados,

em dupla ocultação em 561 doentes pediátricos de 6 a 18 anos de idade e 165

doentes pediátricos de 1 a 6 anos de idade. Afecções renais e urinárias e obesidade

foram

condições

médicas

subjacentes

mais

frequentes

potencialmente

contribuíam para a hipertensão nas crianças envolvidas nestes estudos.

Experiência clínica em crianças com 6 anos de idade ou mais

Num estudo clínico envolvendo 261 doentes pediátricos hipertensos de 6 a 16 anos

de idade, os doentes com peso <35 kg receberam 10, 40 ou 80 mg de valsartan em

comprimidos diariamente (dose baixa, média e alta), e os doentes com ≥35 kg

receberam 20, 80 e 160 mg de valsartan em comprimidos diariamente (dose baixa,

média e alta). Ao fim de 2 semanas o valsartan reduziu a pressão arterial sistólica e

diastólica de forma dependente da dose. No total, os três níveis de dose de valsartan

(baixo, médio e alto) reduziram significativamente a pressão arterial sistólica

respectivamente em 8, 10, 12 mm Hg relativamente aos valores iniciais. Os doentes

voltaram a ser aleatorizados para continuarem a receber a mesma dose de valsartan

ou para mudarem para placebo. Nos doentes que continuaram a receber as doses

média e alta de valsartan, a pressão arterial sistólica no vale era -4 e -7 mm Hg mais

baixa do que nos doentes que receberam o tratamento com placebo. Nos doentes a

receber a dose mais baixa de valsartan, a pressão arterial sistólica no vale foi

semelhante à dos doentes que receberam o tratamento com placebo. Globalmente, o

efeito antihipertensivo dependente da dose de valsartan foi consistente em todos os

sub-grupos demográficos.

Num outro estudo clínico envolvendo 300 doentes pediátricos hipertensos de 6 a 18

anos de idade, os doentes elegíveis foram aleatorizados para receber comprimidos

de enalapril ou valsartan durante 12 semanas. As crianças com peso entre ≥18 kg e

<35 kg receberam 80 mg de valsartan ou 10 mg de enalapril, as com peso entre

≥35 kg e <80 kg receberam 160 mg de valsartan ou 20 mg de enalapril, as com

≥80 kg receberam 320 mg de valsartan ou 40 mg de enalapril. As reduções na

pressão arterial sistólica foram comparáveis em doentes que receberam valsartan

mmHg)

enalapril

(valor

p-não

inferioridade

<0,0001).

Observaram-se resultados consistentes nas reduções de pressão arterial diastólica

reduções

mmHg

mmHg

valsartan

enalapril,

respectivamente.

Experiência clínica em crianças com menos de 6 anos de idade

Foram realizados dois estudos clínicos com doentes de 1 a 6 anos de idade com 90 e

75 doentes, respectivamente. Nestes estudos não foram incluídas crianças com

menos de 1 ano de idade. No primeiro estudo, a eficácia de valsartan foi confirmada

comparativamente com placebo mas não foi demonstrada uma resposta à dose. No

segundo estudo, doses mais elevadas de valsartan estiveram associadas a maiores

reduções da PA, mas a tendência da resposta à dose não atingiu significado

estatístico e a diferença do tratamento comparativamente com placebo não foi

significativa. Devido as estas inconsistências, o valsartan não é recomendado neste

grupo etário (ver secção 4.8).

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de submissão dos

resultados dos estudos com Vamadrid em todos os sub-grupos da população

pediátrica na insuficiência cardíaca e insuficiência cardíaca após enfarte do miocárdio

recente. Ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

Após a administração oral de valsartan isoladamente, o pico das concentrações

plasmáticas de valsartan é atingido em 2–4 horas com comprimidos e em 1–2 horas

com a formulação em solução. A biodisponibilidade média absoluta é de 23% e 39%

com comprimidos e com a formulação em solução, respectivamente. A alimentação

diminui a exposição (conforme medida pela AUC) ao valsartan em cerca de 40% e a

concentração plasmática máxima (Cmáx) em cerca de 50%, embora a partir das 8 h,

as concentrações plasmáticas de valsartan pós administração sejam semelhantes

para os grupos alimentados e em jejum. Esta redução na AUC não é, contudo,

acompanhada por uma redução clinicamente significativa no efeito terapêutico e o

valsartan

pode,

conseguinte,

administrado

ingestão

alimentos.

Distribuição:

O volume de distribuição de valsartan no estado estacionário após administração

intravenosa é de cerca de 17 litros indicando que o valsartan não se distribui nos

tecidos de forma extensa. O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às

proteínas séricas (94-97%), principalmente à albumina sérica.

Biotransformação:

O valsartan não é extensamente biotransformado na medida em que apenas cerca

dose

recuperada

como

metabolitos.

identificado

hidroximetabolito no plasma em baixas concentrações (menos do que 10% da AUC

de valsartan). Este metabolito é farmacologicamente inactivo.

Eliminação:

O valsartan apresenta uma cinética de degradação multiexponencial (t½a < 1 h e

t½ß cerca de 9 h). O valsartan é eliminado principalmente por excreção biliar nas

fezes (cerca de 83% da dose) e renalmente na urina (cerca de 13% da dose),

principalmente sob a forma de composto inalterado. Após administração intravenosa,

a depuração de valsartan no plasma é de cerca de 2 l/h e a sua depuração renal é de

0,62 l/h (cerca de 30% da depuração total). A semi-vida de valsartan é de 6 horas.

Em doentes com insuficiência cardíaca:

O tempo médio até à concentração máxima e o tempo de semi-vida de eliminação do

valsartan nos doentes com insuficiência cardíaca são semelhantes aos observados

nos voluntários saudáveis. Os valores de AUC e Cmáx de valsartan são quase

proporcionais ao aumento da dose ao longo do intervalo de doses clínicas (40 mg a

160 mg duas vezes por dia). O factor de acumulação médio é de cerca de 1,7. A

depuração aparente do valsartan após a administração oral é de cerca de 4,5 l/h. A

idade não afecta a depuração aparente nos doentes com insuficiência cardíaca.

Populações especiais

Idosos

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

Nalguns indivíduos idosos foi

observada

exposição

sistémica

valsartan

ligeiramente mais elevada do que nos indivíduos jovens; esta diferença não foi,

contudo, considerada clinicamente significativa.

Disfunção renal

Conforme seria de esperar num composto em que a depuração renal perfaz apenas

30% da depuração plasmática total, não foi observada qualquer correlação entre a

função renal e a exposição sistémica a valsartan O ajustamento da dose não se

torna, deste modo, necessário em doentes com disfunção renal (depuração de

creatinina > 10 ml/min). Não existe actualmente qualquer experiência sobre a

utilização segura em doentes com depuração de creatinina <10 ml/min nem em

doentes a fazer diálise, por conseguinte valsartan deve ser utilizado com precaução

nestes doentes (ver secção 4.2 e 4.4).

O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às proteínas plasmáticas e é

pouco provável que seja eliminado através de diálise.

Disfunção hepática

Cerca de 70% da dose absorvida é eliminada na bílis, essencialmente na forma

inalterada. Valsartan não passa por qualquer biotransformação digna de registo.

Observou-se um duplicar da exposição (AUC) em doentes com disfunção hepática

ligeira a moderada em comparação com indivíduos saudáveis. Contudo não foi

observada correlação entre a concentração plasmática de valsartan e o grau de

disfunção hepática. Vamadrid não foi estudado em doentes com disfunção hepática

grave (ver secção 4.2, 4.3 e 4.4).

População pediátrica

Num estudo em 26 doentes hipertensos pediátricos (de 1 a 16 anos de idade) a

quem foi administrada uma dose única de uma suspensão de valsartan (média: 0,9 a

2 mg/kg, com uma dose máxima de 80 mg), a depuração (litros/h/kg) de valsartan

foi comparável em todas as idades de 1 aos 16 anos e semelhante à dos adultos a

receber a mesma formulação.

Disfunção renal

A utilização em doentes pediátricos com depuração de creatinina <30 ml/min e em

doentes pediátricos a fazer diálise não foi estudada, por conseguinte o valsartan não

é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajustamento da dose em doentes

pediátricos com uma depuração de creatinina >30 ml/min. A função renal e o

potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secções 4.2 e 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam qualquer risco especial para o ser humano

baseados em estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade de

dosagem repetida, genotoxicidade e potencial carcinogénico.

Nos ratos, doses tóxicas a nível materno (600 mg/kg/dia) durante os últimos dias de

gestação e aleitamento levaram a menor sobrevivência, menos aumento de peso e

atraso no desenvolvimento (descolamento do pavilhão da orelha e abertura do canal

auricular) das crias (ver secção 4.6). Estas doses em ratos (600 mg/kg/dia) foram

aproximadamente 18 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa

base de mg/m2 (os cálculos assumem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente de

60 kg). Em estudos não clínicos de segurança, doses elevadas de valsartan (200 a

600 mg/kg de peso corporal) provocaram em ratos a redução dos parâmetros dos

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

glóbulos

vermelhos

(eritrócitos,

hemoglobina,

hematócritos)

evidência

alterações

hemodinâmicas

renais

(ureia

plasmática

levemente

aumentada

hiperplasia tubular renal e basofilia nos machos). Estas doses em ratos (200 a 600

mg/kg/dia) foram aproximadamente 6 e 18 vezes a dose máxima recomendada para

o ser humano numa base de mg/m2 (os cálculos pressupõem uma dose oral de 320

mg/dia e um doente de 60 kg).

Em macacos saguís com doses similares as alterações foram similares apesar de com

maior

gravidade,

particularmente

rins

onde

alterações evoluíram

para

nefropatia que incluiu aumento de ureia e creatinina.

Foram também verificadas em ambas as espécies hipertrofia das células renais

justaglomerulares. Considerou-se que todas as alterações foram causadas pela acção

farmacológica

valsartan,

qual

produz

hipotensão

prolongada,

particularmente nos macacos saguís. Para doses terapêuticas de valsartan no ser

humano, a hipertrofia das células renais justaglomerulares parece não ter qualquer

relevância.

População pediátrica

A administração oral diária a ratos recém-nascidos/juvenis (desde o dia 7 pós-natal

ao dia 70 pós- natal) de valsartan com doses tão baixas quanto 1 mg/kg/dia (cerca

de 10-35% da dose pediátrica máxima recomendada de 4 mg/kg/dia numa base de

exposição sistémica) provocou lesões renais irreversíveis e persistentes. Estes efeitos

acima mencionados representam um efeito farmacológico exagerado esperado com

inibidores

enzima

conversão

angiotensina

bloqueadores

receptores tipo 1 da angiotensina II; estes efeitos são observáveis se os ratos forem

tratados durante os primeiros 13 dias de vida. Este período coincide com 36

semanas de gestação em seres humanos, o que poderia ocasionalmente prolongar-

se até 44 semanas após a concepção em seres humanos. Os ratos, no estudo com

valsartan em juvenis, foram tratados até ao dia 70, e os efeitos na maturação renal

(4-6 semanas pós-natal) não podem ser excluídos. A maturação renal funcional é um

proceso

contínuo

durante

primeiro

vida

seres

humanos.

Consequentemente, não pode ser excluída uma relevância clínica em crianças <1

ano de idade, enquanto os dados pré-clínicos não indicam uma questão de segurança

em crianças com mais de 1 ano de idade.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista de excipientes

Núcleo do comprimido

Celulose microcristalina (E 460)

Sílica coloidal anidra (E 551)

Sorbitol (E-420)

Carbonato de magnésio (E 504)

Amido de milho, pré-gelatinizado

Povidona K-25 (E 1201)

Estearil fumarato de sódio

Lauril sulfato de sódio

Crospovidona Tipo A (E 1202)

Revestimento

Lactose monohidratada

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

Hipromelose (E 464)

Dióxido de titânio (E 171)

Macrogol 4000

Vamadrid 80 mg comprimidos adicionalmente revestidos por película: Óxido de ferro

vermelho (E 172).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30°C. Conservar na embalagem de origem para proteger da

humidade.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de PVC/PE/PVDC.

Um blister contém 7, 14, 28, 56, 98 ou 280 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo

com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Laboratorios Liconsa, S.A.

Gran Vía Carlos III, 98, 7th floor

08028 Barcelona, Espanha

8. NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

5361969 (28u), 5361951 (14u)

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO

RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

[A ser completado nacionalmente]

APROVADO EM

09-07-2015

INFARMED

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

[A ser completado nacionalmente]

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