Valsartan Vultar 320 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Valsartan
Disponível em:
Tecnimede - Sociedade Técnico-Medicinal, S.A.
Código ATC:
C09CA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valsartan
Dosagem:
320 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Valsartan 320 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 28 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.2 Antagonistas dos receptores da angiotensina
Área terapêutica:
valsartan
Resumo do produto:
5263132 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 18 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10085344 - 50046667 ; 5263116 - Blister 7 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 18 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10085344 - 50046640 ; 5263140 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 18 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10085344 - 50046675 ; 5263165 - Blister 280 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 18 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10085344 - 50046691 ; 5263124 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 18 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10085344 - 50046659 ; 5263157 - Blister 98 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 18 Mese(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10085344 - 50046683
Status de autorização:
Revogado (06 de Novembro de 2013)
Número de autorização:
09/H/0186/001
Data de autorização:
2010-01-28

APROVADO EM

28-01-2010

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Valsartan Vultar 320 mg comprimidos revestidos por película

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Valsartan Vultar e para que é utilizado

2. Antes de tomar Valsartan Vultar

3. Como tomar Valsartan Vultar

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Valsartan Vultar

6. Outras informações

1. O QUE É VALSARTAN VULTAR E PARA QUE É UTILIZADO

Valsartan Vultar pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como antagonistas

dos receptores da angiotensina II que ajudam a controlar a pressão arterial elevada. A

angiotensina II é uma substância produzida pelo organismo que provoca constrição dos

vasos sanguíneos, induzindo assim um aumento da pressão arterial. Valsartan Vultar

actua bloqueando o efeito da angiotensina II. Consequentemente, os vasos sanguíneos

dilatam e a pressão arterial diminui.

Valsartan Vultar 320 mg comprimidos revestidos pode ser utilizado

- para o tratamento de pressão arterial alta. A pressão arterial

elevada aumenta a

sobrecarga do coração e artérias. Se não for tratada, pode provocar lesões nos vasos

sanguíneos do cérebro, coração e rins podendo dar origem a um acidente vascular

cerebral, insuficiência cardíaca ou insuficiência renal. A pressão arterial elevada aumenta

o risco de ataques de coração. A redução da pressão arterial para valores normais reduz o

risco de desenvolvimento destas doenças.

2. ANTES DE TOMAR VALSARTAN VULTAR

Não tome Valsartan Vultar

- se tem alergia (hipersensibilidade) ao valsartan ou a qualquer outro componente do

Valsartan Vultar.

- se tiver doença hepática grave.

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28-01-2010

INFARMED

- se estiver grávida de mais de 3 meses (também é melhor evitar tomar Valsartan Vultar

no início da gravidez - ver secção sobre gravidez).

Se algum destes casos se aplicar a si, não tome Valsartan Vultar.

Tome especial cuidado com Valsartan Vultar

- se sofrer de doença hepática.

- se sofrer de doença renal grave ou se está a fazer diálise.

- se sofrer de estreitamento da artéria renal.

- se tiver sido submetido recentemente a transplante renal (recebeu um novo rim).

- se estiver a receber tratamento após um ataque de coração ou para insuficiência

cardíaca, o seu médico pode verificar a sua função renal.

- se sofrer de doença cardíaca grave que não seja insuficiência cardíaca ou ataque de

coração.

- se estiver a tomar medicamentos que aumentem a quantidade de potássio no sangue.

Estes incluem suplementos de potássio ou substitutos salinos que contenham potássio,

medicamentos poupadores de potássio e heparina. Pode ser necessário controlar o nível

de potássio no seu sangue com regularidade.

- se sofrer de aldosteronismo. Trata-se de uma doença em que as glândulas supra-renais

produzem a hormona aldosterona em excesso. Se isto se aplicar a si, o uso de Valsartan

Vultar não é recomendado.

- se tiver perdido uma grande quantidade de líquidos (desidratação) provocada por

diarreia, vómitos ou doses elevadas de diuréticos.

- o uso de Valsartan Vultar em crianças e adolescentes não é recomendado (com menos

de 18 anos de idade).

- tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Valsartan Vultar não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se tiver

mais de 3 meses de gravidez porque pode causar lesões graves no seu bebé se for

utilizado naquela fase (ver secção de gravidez).

Se algum destes casos se aplicar a si, informe o seu médico antes de tomar Valsartan

Vultar.

Ao tomar Valsartan Vultar com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

O efeito do tratamento pode ser influenciado se o Valsartan Vultar for tomado com

determinados medicamentos. Pode ser necessário alterar a dose, tomar outras precauções,

ou, nalguns casos, interromper o tratamento com um dos medicamentos. Esta situação

aplica-se tanto aos medicamentos de venda por prescrição como aos medicamentos não

sujeitos a receita médica, em especial:

- outros medicamentos utilizados para baixar a pressão arterial, nomeadamente diuréticos.

- medicamentos que aumentam a quantidade de potássio no sangue. Estes incluem

suplementos de potássio ou substitutos salinos que contenham potássio, medicamentos

poupadores de potássio e heparina.

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- determinados tipos de analgésicos denominados medicamentos anti-inflamatórios não

esteróides (AINEs).

- lítio, um medicamento utilizado no tratamento de certos tipos de doença psiquiátrica.

Ao tomar Valsartan Vultar com alimentos e bebidas

Pode tomar Valsartan Vultar com ou sem alimentos.

Gravidez e aleitamento

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

- Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Normalmente o seu médico irá aconselhá-la a interromper o tratamento com Valsartan

Vultar antes de engravidar, ou assim que você saiba que está grávida, e irá aconselhá-la a

tomar outro medicamento para substituição de Valsartan Vultar.

Valsartan Vultar não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se tiver

mais de 3 meses de gravidez porque pode causar lesões graves no seu bebé se for

utilizado depois do terceiro mês de gravidez.

- Informe o seu médico caso se encontre a amamentar ou se vai começar a amamentar.

Valsartan Vultar não é recomendado para mães que estão a amamentar e o seu médico

poderá escolher outro tratamento para si se desejar amamentar, especialmente se o seu

bebé for recém-nascido ou for prematuro.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Antes de conduzir um veículo, utilizar ferramentas ou máquinas, ou desempenhar outras

tarefas que requeiram concentração, certifique-se de que sabe como reage aos efeitos de

Valsartan

Vultar. Tal

como

outros

medicamentos

utilizados

no tratamento

pressão arterial elevada, Valsartan Vultar pode, em casos raros, provocar tonturas e

afectar a capacidade de concentração.

3. COMO TOMAR VALSARTAN VULTAR

Tomar Valsartan Vultar sempre de acordo com as indicações do médico, de modo a obter

os melhores resultados e reduzir o risco de efeitos secundários. Fale com o seu médico ou

farmacêutico se tiver dúvidas. Frequentemente, os doentes com hipertensão arterial não

notam quaisquer sinais deste problema. Muitos sentem-se perfeitamente normais. Torna-

se assim fundamental que cumpra o calendário de consultas com o seu médico, mesmo

quando se sente bem.

Pressão arterial alta: a dose habitual é de 80 mg por dia. Nalguns casos, o seu médico

poderá prescrever-lhe doses mais elevadas (por ex. 160 mg ou 320 mg). Pode também

combinar Valsartan Vultar com um medicamento adicional (por exemplo, um diurético).

Pode tomar Valsartan Vultar com ou sem alimentos. Tome Valsartan Vultar com um

copo de água. Tome Valsartan Vultar todos os dias aproximadamente à mesma hora.

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INFARMED

A ranhura do comprimido destina-se unicamente a facilitar a sua divisão, de modo a

ajudar a deglutição.

Se tomar mais Valsartan Vultar do que deveria

Se sentir tonturas graves e/ou desmaio, deite-se e contacte imediatamente o seu médico.

Se acidentalmente tomou demasiados comprimidos, contacte o seu médico, farmacêutico

ou hospital.

Caso se tenha esquecido de tomar Valsartan Vultar

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose tome-a assim que se lembrar. No entanto, se

estiver quase na hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se esqueceu.

Se parar de tomar Valsartan Vultar

Interromper o tratamento com Valsartan Vultar pode agravar a sua doença. Não deixe de

tomar o medicamento a menos que seja o seu médico a dizer-lhe que o faça.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, Valsartan Vultar pode causar efeitos secundários, no

entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Estes efeitos secundários podem ocorrer com determinadas frequências que são definidas

a seguir:

- muito frequentes: afecta mais de 1 utilizador em cada 10.

- frequentes: afecta 1 a 10 utilizadores em cada 100.

- pouco frequentes: afecta 1 a 10 utilizadores em cada 1.000.

- raros: afecta 1 a 10 utilizadores em cada 10.000.

- muito raros: afecta menos de 1 utilizador em cada 10.000.

- desconhecido: não é possível estimar uma frequência a partir dos dados disponíveis.

Alguns sintomas requerem atenção médica imediata:

Pode sentir sintomas de angioedema como, por exemplo,

- inchaço da face, língua ou garganta,

- dificuldade em engolir,

- erupção cutânea e dificuldades em respirar.

Se sentir algum destes sintomas, consulte imediatamente um médico.

Outros efeitos secundários incluem:

Frequentes:

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- tonturas, tontura postural,

- pressão arterial baixa com sintomas como tonturas,

- função renal diminuída (sinais de disfunção renal).

Pouco frequentes:

- reacção alérgica com sintomas como erupção cutânea, comichão (prurido), tonturas,

inchaço da face ou lábios ou da língua ou garganta, dificuldade em respirar ou engolir,

tonturas (sinais de angioedema),

- perda súbita de consciência,

- sentir-se a rodar,

- função renal gravemente reduzida (sinais de falência renal aguda),

- espasmos musculares, ritmo cardíaco anormal (sinais de hipercaliemia),

- falta de ar, dificuldade em respirar quando está deitado, inchaço dos pés ou das pernas

(sinais de insuficiência cardíaca),

- dor de cabeça,

- tosse,

- dor abdominal,

- náuseas,

- diarreia,

- cansaço,

- fraqueza.

Desconhecidos

- erupção cutânea, comichão (prurido), juntamente com alguns dos seguintes sinais ou

sintomas: febre, dor nas articulações, dor muscular, nódulos linfáticos inchados e/ou

sintomas semelhantes aos da gripe (sinais de doença do soro),

- pontos de cor vermelha e púrpura, febre, comichão (sinais de inflamação dos vasos

sanguíneos também denominado vasculite),

- hemorragias ou hematomas anormais (sinais de trombocitopenia – diminuição do

número de plaquetas no sangue),

- dor muscular (mialgia),

- febre, dores de garganta ou úlceras bucais devido a infecções (sintomas de nível baixo

de glóbulos brancos também denominado neutropenia),

diminuição

nível

hemoglobina

diminuição

percentagem

glóbulos

vermelhos no sangue (o que, em casos graves, pode provocar anemia),

- aumento do nível de potássio no sangue (o que, em casos graves, pode desencadear

espasmos musculares e ritmo cardíaco anormal),

- elevação dos valores da função hepática (o que pode indicar lesões no fígado) incluindo

um aumento do nível de bilirrubina no sangue (o que, em casos graves, pode causar pele

e olhos amarelos),

- aumento do nível de azoto na ureia sanguínea e aumento do nível de creatinina sérica (o

que pode indicar função renal anormal).

A frequência de determinados efeitos secundários pode variar consoante o seu estado. Por

exemplo, efeitos secundários como tonturas e função renal diminuída ocorreram com

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28-01-2010

INFARMED

menos frequência em doentes tratados com pressão arterial elevada do que em doentes

tratados para insuficiência cardíaca ou depois de um ataque de coração recente.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR VALSARTAN VULTAR

Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize Valsartan Vultar após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e

no blister, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não conservar acima de 30ºC.

Não utilize Valsartan Vultar se verificar que a embalagem se encontra danificada ou com

sinais visíveis de adulteração.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Valsartan Vultar

A substância activa é o valsartan. Cada comprimido revestido por película contém 320

mg de valsartan.

outros

ingredientes

são

celulose

microcristalina,

crospovidona,

estearato

magnésio.

revestimento

comprimido

contém

hipromelose,

dióxido

titânio

(E171), macrogol 8000, óxido de ferro vermelho (E172), óxido de ferro amarelo (E172) e

óxido de ferro negro (E172).

Qual o aspecto de Valsartan Vultar e conteúdo da embalagem

Valsartan

Vultar

comprimidos

revestidos

película

apresenta-se

como

comprimidos revestidos por película, castanhos, oblongos, convexos e ranhurados numa

das faces.

Valsartan Vultar comprimidos revestidos por película está disponível em embalagens de

7, 14, 28, 56, 98 e 280 comprimidos revestidos por película acondicionados em blisters.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

APROVADO EM

28-01-2010

INFARMED

TECNIMEDE – Sociedade Tecnico-Medicinal, S.A.

Rua da Tapada Grande, n.º 2

Abrunheira

2710-089 Sintra

Portugal

Fabricante

West Pharma – Produções de Especialidades Farmacêuticas, S.A.

Rua João de Deus, n.º 11, Venda Nova, 2700-486 Amadora, Portugal

Atlantic Pharma – Produções Farmacêuticas S.A.

Rua da Tapada Grande, n.º 2, Abrunheira, 2710-089 Sintra, Portugal

Para

quaisquer

informações

sobre

este

medicamento,

queira

contactar o Titular

Autorização de Introdução no Mercado.

Este folheto foi aprovado pela última vez em

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28-01-2010

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Valsartan Vultar 320 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Um comprimido revestido por película contém 320 mg de valsartan

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Comprimidos revestidos por película, castanhos, oblongos, convexos e ranhurados numa

das faces.

A ranhura do comprimido destina-se unicamente a facilitar a sua divisão, de modo a

ajudar a deglutição, e não a divisão em doses iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipertensão

Tratamento da hipertensão essencial.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Hipertensão

A dose inicial recomendada de Valsartan Vultar é de 80 mg uma vez por dia. O efeito

anti-hipertensivo está substancialmente presente no espaço de 2 semanas e os efeitos

máximos atingem-se no período de 4 semanas. Em alguns doentes cuja pressão arterial

não é devidamente controlada, a dose pode ser aumentada para 160 mg e para um

máximo de 320 mg.

Valsartan Vultar pode também ser administrado com outros agentes anti-hipertensores. A

associação de um diurético como a hidroclorotiazida baixará ainda mais a pressão arterial

nestes doentes.

Modo de administração

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28-01-2010

INFARMED

Valsartan Vultar pode ser tomado fora das refeições e deve ser administrado com água.

Informações adicionais sobre populações especiais

Idosos

Não é necessário ajuste da dose em doentes idosos.

Disfunção renal

Não é necessário ajuste da dose em doentes com uma depuração de creatinina >10

ml/min (ver secção 4.4 e 5.2).

Disfunção hepática

Em doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada sem colestase a dose de

valsartan não deverá exceder os 80 mg. Valsartan Vultar é contra-indicado em doentes

com disfunção hepática grave e em doentes com colestase (ver secção 4.3, 4.4 e 5.2).

Doentes pediátricos

A utilização de Valsartan Vultar não é recomendada em crianças com idades inferiores a

18 anos, devido à falta de informação de segurança e eficácia.

4.3 Contra-indicações

-Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer dos excipientes.

-Disfunção hepática grave, cirrose biliar e colestase.

-Segundo e terceiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4 e 4.6).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Hipercaliemia

Não é recomendada a medicação concomitante com suplementos de potássio, diuréticos

poupadores de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros fármacos que

possam aumentar os níveis de potássio (heparina, etc.). A monitorização de potássio deve

ser realizada apropriadamente.

Doentes com depleção de sódio e/ou do volume

Nos doentes com depleção grave de sódio e/ou do volume, nomeadamente nos doentes

tratados com doses elevadas de diuréticos, pode ocorrer hipotensão sintomática em casos

raros após o início da terapêutica com Valsartan Vultar. A depleção de sódio e/ou do

volume deve ser corrigida antes de iniciar o tratamento com Valsartan Vultar, por

exemplo, por redução da dose de diurético.

Estenose arterial renal

O uso seguro de Valsartan Vultar ainda não foi estabelecido em doentes com estenose

arterial renal bilateral ou estenose de rim único.

administração

curto

prazo

valsartan

doze

doentes

hipertensão

renovascular

secundária

estenose

arterial

renal

unilateral

não

induziu

quaisquer

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alterações significativas da hemodinâmica renal, creatinina sérica ou azoto da ureia

sanguínea (BUN). Contudo, uma vez que outros agentes com efeito sobre o sistema

renina-angiotensina podem aumentar a ureia sanguínea e a creatinina sérica de doentes

com estenose arterial renal unilateral, recomenda-se a monitorização da função renal com

doentes tratados com valsartan.

Transplante renal

Não há experiência sobre o uso seguro de Valsartan Vultar em doentes com transplante

renal recente.

Hiperaldosteronismo primário

Doentes com hiperaldosteronismo primário não devem ser tratados com Valsartan Vultar

dado que o seu sistema renina-angiotensina não está activado.

Estenose aórtica e da válvula mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Tal como com todos os outros vasodilatadores, está indicado um cuidado especial nos

doentes que sofram de estenose aórtica ou mitral ou de cardiomiopatia hipertrófica

obstrutiva (HOCM).

Disfunção renal

Não é necessário ajuste da dose em doentes com uma depuração de creatinina >10

ml/min. Não existe actualmente qualquer experiência sobre a utilização segura em

doentes com depuração de creatinina <10 ml/min nem em doentes a fazer diálise, por

conseguinte valsartan deve ser utilizado com precaução nestes doentes (ver secção 4.2 e

5.2).

Disfunção hepática

Em doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada sem colestase, Valsartan

Vultar deve ser usado com precaução (ver secção 4.2 e 5.2).

Gravidez

A terapêutica com Antagonistas dos Receptores da Angiotensina II (ARAIIs) não deve

ser iniciada durante a gravidez. A menos que a continuação da terapêutica com ARAII

seja

considerada

essencial,

doentes

planeiam

engravidar

devem

mudar

para

terapêuticas

anti-hipertensoras

alternativas

tenham

perfil

segurança

estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é diagnosticada a

terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida e, se apropriado, deve ser

iniciada terapêutica alternativa (ver secção 4.3 e 4.6).

Outras condições com estimulação do sistema renina-angiotensina

doentes

cuja

função

renal

possa

depender

actividade

sistema

renina-

angiotensina (por ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave), o tratamento

com inibidores da enzima de conversão da angiotensina tem sido associado a oligúria

e/ou azotemia progressiva e, em casos raros, a insuficiência renal aguda e/ou morte.

Como o valsartan é um antagonista da angiotensina II, não se pode excluir que o uso de

Valsartan Vultar possa estar associado a insuficiência da função renal.

APROVADO EM

28-01-2010

INFARMED

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Não é recomendada utilização concomitante

Lítio

Foram relatados aumentos reversíveis das concentrações séricas do lítio e da toxicidade

durante o uso concomitante de inibidores da ECA. Devido à falta de experiência com a

utilização concomitante de valsartan e lítio, esta associação não é recomendada. Caso esta

associação seja necessária, recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de

lítio.

Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal contendo

potássio e outras substâncias podem aumentar os níveis de potássio

Se se considerar necessário utilizar um medicamento que afecta os níveis de potássio em

associação com valsartan, aconselha-se a monitorização dos níveis de potássio.

Cuidado necessário com utilização concomitante

Medicamentos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), incluindo inibidores selectivos

da COX-2, ácido acetilsalicílico >3 g/dia), e AINEs não selectivos

Quando os antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente com

AINEs,

pode

ocorrer

atenuação

efeito

anti-hipertensivo.

Adicionalmente,

utilização concomitante de antagonistas da angiotensina II e AINEs pode levar a um

aumento do risco de degradação da função renal e a um aumento no potássio sérico.

Assim, recomenda-se a monitorização da função renal no início do tratamento, bem como

a hidratação adequada do doente.

Outros

estudos

interacções

medicamentosas

valsartan,

não

foram

observadas

quaisquer interacções clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um dos

fármacos seguintes: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina,

hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.

4.6 Gravidez e aleitamento

Gravidez

utilização

Antagonistas

Receptores

Angiotensina

(ARAIIs)

não

recomendada durante o primeiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4). A utilização de

ARAIIs é contra-indicada durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secção

4.3 e 4.4.)

dados

epidemiológicos

relativos

risco

teratogenicidade

após

exposição

inibidores da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez não têm sido conclusivos; no

entanto, não pode ser excluído um ligeiro aumento do risco. Embora não existam dados

epidemiológicos controlados sobre o risco com ARAIIs, podem existir riscos semelhantes

APROVADO EM

28-01-2010

INFARMED

nesta classe de medicamentos. A menos que a continuação da terapêutica com ARAII

seja

considerada

essencial,

doentes

planeiam

engravidar

devem

mudar

para

terapêuticas

anti-hipertensoras

alternativas

tenham

perfil

segurança

estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é diagnosticada a

terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida, e, se apropriado, deve ser

iniciada terapêutica alternativa.

Sabe-se

exposição

terapêutica

ARAIIs

durante

segundo

terceiro

trimestres induz fetotoxicidade (função renal reduzida, oligoâmnios, atraso na ossificação

do crânio) e toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia) no ser

humano; ver também secção 5.3 "Dados de segurança pré-clínica".

tiver

existido

exposição

ARAIIs

após

segundo

trimestre

gravidez,

recomendável uma avaliação da função renal e do crânio através de ultra-sons.

Os bebés cujas mães tomaram ARAIIs devem ser cuidadosamente monitorizados quanto

à hipotensão (ver também secção 4.3. e 4.4).

Aleitamento

Devido

inexistência

informação

relativa

utilização

valsartan

durante

amamentação, não se recomenda a utilização de Valsartan Vultar dando-se preferência a

tratamentos

alternativos

perfis

segurança

melhor

estabelecidos

durante

aleitamento, especialmente durante a amamentação de um recém-nascido ou de um bebé

prematuro.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir. Durante a condução de

veículos ou utilização de máquinas, deverá ter-se em consideração a possibilidade de

ocorrência de tonturas ou cansaço.

4.8 Efeitos indesejáveis

Em estudos clínicos controlados realizados em doentes com hipertensão, a incidência

geral

reacções

adversas

(RAs)

comparável

placebo

coerente

farmacologia de valsartan. A incidência de RAs não pareceu estar relacionada com a dose

ou duração do tratamento e também não mostrou qualquer associação com sexo, idade ou

raça.

As RAs comunicadas de estudos clínicos, experiência pós-comercialização e descobertas

laboratoriais estão listadas a seguir de acordo com a classe de órgãos do sistema.

As reacções adversas estão ordenadas por frequência, primeiro as mais

frequentes,

utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (

1/10); frequentes (

1/100, <1/10);

pouco frequentes (

1/1.000, <1/100); raras (

1/10 000, <1/1000); muito raras (<1/10

000),

incluindo

relatos

isolados.

reacções

adversas

são

ordenadas

ordem

decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

APROVADO EM

28-01-2010

INFARMED

Relativamente a todas as RAs relatadas da experiência pós-comercialização e descobertas

laboratoriais, não é possível aplicar qualquer frequência de RA, pelo que a sua frequência

vem indicada como "desconhecida".

- Hipertensão

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecida

Diminuição

hemoglobina,

Diminuição

hematócrito,

Neutropenia,

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecida

Hipersensibilidade incluindo doença do soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Desconhecida

Aumento do potássio sérico

Afecções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Vasculopatias

Desconhecida

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Dor abdominal

Afecções hepatobiliares

Desconhecida

Elevação

valores

função

hepática

incluindo aumento da bilirrubina sérica

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas

Desconhecida

Angioedema, Erupção cutânea, Prurido

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecida

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Desconhecida

Falência e insuficiência renal, Elevação da

creatinina sérica

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Fadiga

O perfil de segurança visto em estudos clínicos controlados em doentes no pós-enfarte do

miocárdio e/ou com insuficiência cardíaca varia em relação ao perfil de segurança geral

visto em doentes hipertensos. Tal pode estar relacionado com a doença subjacente dos

doentes. As RAs que ocorreram em doentes no pós-enfarte do miocárdio e/ou com

insuficiência cardíaca estão listadas abaixo:

- Pós-enfarte do miocárdio e/ou insuficiência cardíaca

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecida

Trombocitopenia

APROVADO EM

28-01-2010

INFARMED

Doenças do sistema imunitário

Desconhecida

Hipersensibilidade incluindo doença do soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes

Hipercaliemia

Desconhecida

Aumento do potássio sérico

Doenças do sistema nervoso

Frequentes

Tonturas, Tontura postural

Pouco frequentes

Síncope, Cefaleia

Afecções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Cardiopatias

Pouco frequentes

Insuficiência cardíaca.

Vasculopatias

Frequentes

Hipotensão, Hipotensão ortostática

Desconhecida

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Náuseas, Diarreia

Afecções hepatobiliares

Desconhecida

Elevação dos valores da função hepática

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas

Pouco frequentes

Angioedema

Desconhecida

Erupção cutânea, Prurido

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecida

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Frequentes

Disfunção e insuficiência renal

Pouco frequentes

Insuficiência

renal

aguda,

Elevação

creatinina sérica

Desconhecida

Aumento do azoto da ureia sanguínea

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Astenia, Fadiga

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Uma sobredosagem com Valsartan Vultar pode resultar em hipotensão acentuada, que

poderá levar a um nível deprimido de consciência, colapso circulatório e/ou choque.

Tratamento

medidas

terapêuticas

dependem

tempo

ingestão,

assim

como

tipo

gravidade dos sintomas, sendo de primordial importância a estabilização das condições

circulatórias.

APROVADO EM

28-01-2010

INFARMED

Se ocorrer hipotensão o doente deve ser colocado em decúbito e deverá ser iniciada a

correcção de volume sanguíneo.

É pouco provável que valsartan seja eliminado por hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Aparelho cardiovascular. Anti-hipertensores. Modificadores

do eixo renina-angiotensina. Antagonistas dos receptores da angiotensina II código ATC:

C09CA03

Valsartan é um antagonista dos receptores da angiotensina II (Ang II) oralmente activo,

potente e específico. Actua de forma selectiva no subtipo de receptores AT

, responsável

pelas acções conhecidas da angiotensina II. O aumento dos níveis plasmáticos de Ang II

após o bloqueio do receptor AT

com valsartan pode estimular o receptor AT

não

bloqueado, que parece contrabalançar o efeito do receptor AT

O valsartan não apresenta

qualquer actividade agonista parcial no receptor AT

e apresenta uma afinidade muito

maior para o receptor AT

(cerca de 20 000 vezes superior) que para o receptor AT

valsartan não se liga a, nem bloqueia, outros receptores hormonais ou canais iónicos

reconhecidamente importantes na regulação cardiovascular.

Valsartan não inibe a ECA (também conhecida como cininase II) que converte a Ang I

em Ang II e degrada a bradiquinina. Dado não haver qualquer efeito sobre a ECA e não

haver

potenciação

bradiquinina

substância

pouco

provável

antagonistas da angiotensina II sejam associados a tosse. Em ensaios clínicos onde o

valsartan foi comparado com um inibidor da ECA, a incidência da tosse seca foi

significativamente

menos (P<0,05) nos doentes tratados com

valsartan do que

doentes tratados com um inibidor de ECA (2,6% versus 7,9% respectivamente). Num

estudo clínico realizado em doentes com história de tosse seca durante o tratamento com

inibidor da ECA, ocorreu tosse em 19,5% dos indivíduos tratados com valsartan e em

19,0%

tratados

diurético

tiazídico,

comparativamente

68,5%

indivíduos tratados com um inibidor da ECA (P <0,05).

Hipertensão

A administração de Valsartan Vultar a doentes com resultados de hipertensão provoca

uma redução da pressão arterial sem afectar a frequência cardíaca.

Na maioria dos doentes, após a administração de uma dose oral única, o início da

actividade anti-hipertensiva ocorre no

intervalo de 2

horas, atingindo-se a redução

máxima da pressão arterial no intervalo de 4-6 horas. O efeito anti-hipertensivo persiste

ao longo de 24 horas após a dosagem. Durante a administração de doses repetidas, o

efeito anti-hipertensivo está substancialmente presente no espaço de 2 semanas e os

efeitos máximos são obtidos no espaço de 4 semanas, mantendo-se durante o tratamento

prolongado.

Quando

associação

hidroclorotiazida

obtém-se

redução

adicional significativa na pressão arterial.

APROVADO EM

28-01-2010

INFARMED

A retirada abrupta de Valsartan Vultar não foi associada a hipertensão rebound ou a

outros efeitos adversos clínicos.

Em doentes hipertensos com diabetes tipo 2 e microalbuminúria, o valsartan mostrou

diminuir a excreção urinária de albumina. O estudo MARVAL (Micro Albuminuria

Reduction with Valsartan) avaliou a redução na excreção urinária de albumina (UAE)

com valsartan (80-160 mg/uma vez por dia) versus amlodipina (5-10 mg/uma vez por

dia), em 332 doentes com diabetes tipo 2 (idade média: 58 anos; 265 homens) com

microalbuminúria

(valsartan:

µg/min;

amlodipina:

55,4

µg/min),

pressão

arterial

normal ou alta e com função renal conservada (creatinina plasmática <120 µmol/l). Às 24

semanas, a UAE baixou (p<0,001) em 42% (–24,2 µg/min; 95% CI: –40,4 a –19,1) com

valsartan e cerca de 3% (–1,7 µg/min; 95% CI: –5,6 a 14,9) com amlodipina apesar de

taxas semelhantes de redução da pressão arterial em ambos os grupos.

estudo

Valsartan

Vultar

Reduction

Proteinuria

(DROP)

analisou

mais

aprofundadamente a eficácia de valsartan na redução de UAE em 391 doentes hipertensos

(PA=150/88 mmHg) com diabetes tipo 2, albuminúria (média=102 µg/min; 20-700

µg/mín) e função renal conservada (creatinina sérica média = 80 µmol/l). Os doentes

foram aleatorizados para uma de 3 doses de valsartan (160, 320 e 640 mg/por dia) e

tratados durante 30 semanas. A finalidade do estudo foi determinar a dose óptima de

valsartan para reduzir a UAE em doentes hipertensos com diabetes tipo 2. Às 30

semanas, a alteração percentual na UAE foi significativamente reduzida em 36% a partir

da linha basal com valsartan 160 mg (95%CI: 22 a 47%), e 44% com valsartan 320 mg

(95%CI: 31 a 54%). Concluiu-se que 160-320

mg de

valsartan produziu reduções

clinicamente significativas na UAE em doentes hipertensos com diabetes tipo 2.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

Após

administração

oral

valsartan

isoladamente,

pico

concentrações

plasmáticas de valsartan é atingido em 2–4 horas. A biodisponibilidade média absoluta é

de 23%. A alimentação diminui a exposição (conforme medida pela AUC) ao valsartan

em cerca de 40% e a concentração plasmática máxima (C

máx

) em cerca de 50%, embora a

partir das 8

h, as concentrações plasmáticas de valsartan pós administração sejam

semelhantes para os grupos alimentados e em jejum. Esta redução na AUC não é,

contudo, acompanhada por uma redução clinicamente significativa no efeito terapêutico e

o valsartan pode, por conseguinte, ser administrado com ou sem ingestão de alimentos.

Distribuição:

volume

distribuição

valsartan

estado

estacionário

após

administração

intravenosa é de cerca de 17 litros indicando que o valsartan não se distribui nos tecidos

de forma extensa. O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às proteínas séricas

(94-97%), principalmente à albumina sérica.

Biotransformação:

O valsartan não é extensamente biotransformado na medida em que apenas cerca de 20%

da dose é recuperada como metabolitos. Foi identificado um hidroximetabolito no plasma

APROVADO EM

28-01-2010

INFARMED

em baixas concentrações (menos do que 10% da AUC de valsartan). Este metabolito é

farmacologicamente inactivo.

Excreção:

O valsartan apresenta uma cinética de degradação multiexponencial (t

< 1 h e t

½ß

cerca

de 9 h). O valsartan é eliminado principalmente por excreção biliar nas fezes (cerca de

83% da dose) e renalmente na urina (cerca de 13% da dose), principalmente sob a forma

de composto inalterado. Após administração intravenosa, a depuração de valsartan no

plasma é de cerca de 2 l/h e a sua depuração renal é de 0,62 l/h (cerca de 30% da

depuração total). A semi-vida de valsartan é de 6 horas.

Populações especiais

Idosos

Nalguns

indivíduos

idosos

observada

exposição

sistémica

valsartan

ligeiramente mais elevada do que nos indivíduos jovens; esta diferença não foi, contudo,

considerada clinicamente significativa.

Disfunção renal

Conforme seria de esperar num composto em que a depuração renal perfaz apenas 30%

da depuração plasmática total, não foi observada qualquer correlação entre a função renal

e a exposição sistémica a valsartan O ajuste da dose não se torna, deste modo, necessário

em doentes com insuficiência renal (depuração de creatinina > 10 ml/min). Não existe

actualmente qualquer experiência sobre a utilização segura em doentes com depuração de

creatinina <10 ml/min nem em doentes a fazer diálise, por conseguinte valsartan deve ser

utilizado com precaução nestes doentes (ver secção 4.2 e 4.4). O valsartan apresenta uma

elevada taxa de ligação às proteínas plasmáticas e é pouco provável que seja eliminado

através de diálise.

Disfunção hepática

Cerca de 70% da dose absorvida é eliminada na bílis, essencialmente na forma inalterada.

Valsartan não passa por qualquer biotransformação digna de registo. Observou-se um

duplicar da exposição (AUC) em doentes com disfunção hepática ligeira a moderada em

comparação com indivíduos saudáveis. Contudo não foi observada correlação entre a

concentração plasmática de valsartan e o grau de disfunção hepática. Valsartan Vultar

não foi estudado em doentes com disfunção hepática grave (ver secção 4.2, 4.3 e 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam qualquer risco especial para o ser humano baseados

em estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade de dosagem repetida,

genotoxicidade e potencial carcinogénico.

Nos ratos, doses tóxicas a nível materno (600 mg/kg/dia) durante os últimos dias de

gestação e aleitamento levaram a menor sobrevivência, menos aumento de peso e atraso

no desenvolvimento (descolamento do pavilhão da orelha e abertura do canal auricular)

das crias (ver secção 4.6). Estas doses em ratos (600 mg/kg/dia) foram aproximadamente

18 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa base de mg/m

APROVADO EM

28-01-2010

INFARMED

cálculos assumem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente de 60 kg). Em estudos não

clínicos de segurança, doses elevadas de valsartan (200 a 600 mg/kg de peso corporal)

provocaram em ratos a redução dos parâmetros dos glóbulos vermelhos (eritrócitos,

hemoglobina,

hematócrito)

evidência

alterações

hemodinâmicas

renais

(ureia

plasmática levemente aumentada e hiperplasia tubular renal e basofilia nos machos).

Estas doses em ratos (200 a 600 mg/kg/dia) foram aproximadamente 6 e 18 vezes a dose

máxima recomendada para o ser humano numa base de mg/m

(os cálculos pressupõem

uma dose oral de 320 mg/dia e um doente de 60 kg).

Em macacos saguís com doses similares as alterações foram similares apesar de com

maior gravidade, particularmente nos rins onde as alterações evoluíram para nefropatia

que incluiu aumento de ureia e creatinina.

Foram

também

verificadas

ambas

espécies

hipertrofia

células

renais

justaglomerulares. Considerou-se que todas as alterações foram causadas pela acção

farmacológica de valsartan, o qual produz uma hipotensão prolongada, particularmente

nos macacos saguís. Para doses terapêuticas de valsartan no ser humano, a hipertrofia das

células renais justaglomerulares parece não ter qualquer relevância.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido revestido por película:

Celulose microcristalina

Crospovidona

Estearato de magnésio

Revestimento do comprimido revestido por película:

Hipromelose

Dióxido de titânio (E171)

Macrogol 8000

Óxido de ferro vermelho (E172)

Óxido de ferro amarelo ( E172)

Óxido de ferro negro (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

18 meses.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC.

APROVADO EM

28-01-2010

INFARMED

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Valsartan

Vultar

comprimidos

revestidos

película

está

disponível

embalagens “blister” de 7, 14, 28, 56, 98 e 280 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

TECNIMEDE – Sociedade Tecnico-Medicinal, S.A.

Rua da Tapada Grande, n.º 2

Abrunheira

2710-089 Sintra

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º de registo: xxxxxxx – 7 comprimidos revestidos por película, 320 mg, blister PVC-

PE-PVDC/Alu-PVdC

N.º de registo: xxxxxxx – 14 comprimidos revestidos por película, 320 mg, blister PVC-

PE-PVDC/Alu-PVdC

N.º de registo: xxxxxxx – 28 comprimidos revestidos por película, 320 mg, blister PVC-

PE-PVDC/Alu-PVdC

N.º de registo: xxxxxxx – 56 comprimidos revestidos por película, 320 mg, blister PVC-

PE-PVDC/Alu-PVdC

N.º de registo: xxxxxxx – 98 comprimidos revestidos por película, 320 mg, blister PVC-

PE-PVDC/Alu-PVdC

N.º de registo: xxxxxxx – 280 comprimidos revestidos por película, 320 mg, blister PVC-

PE-PVDC/Alu-PVdC

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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