Valsartan Reconir 40 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Valsartan
Disponível em:
Verum Pharma - Produtos Farmacêuticos - Unipessoal, Lda
Código ATC:
C09CA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valsartan
Dosagem:
40 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Valsartan 40 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.2 Antagonistas dos receptores da angiotensina
Área terapêutica:
valsartan
Resumo do produto:
5445119 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10069190 - 50042904 ; 5445127 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10069190 - 50044133
Status de autorização:
Revogado (13 de Setembro de 2016)
Número de autorização:
11/H/0118/001
Data de autorização:
2012-02-29

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Valsartan Reconir 40 mg comprimidos revestidos por película

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

O que contém este folheto:

1. O que é Valsartan Reconir e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Valsartan Reconir

3. Como tomar Valsartan Reconir

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Valsartan Reconir

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Valsartan Reconir e para que é utilizado

Valsartan Reconir pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como antagonistas

dos recetores da angiotensina II que ajudam a controlar a pressão arterial elevada. A

angiotensina II é uma substância produzida pelo organismo que provoca constrição dos

vasos sanguíneos, induzindo assim um aumento da pressão arterial. Valsartan Reconir

atua bloqueando o efeito da angiotensina II. Consequentemente, os vasos sanguíneos

dilatam e a pressão arterial diminui.

Valsartan Reconir 40 mg comprimidos revestidos por película pode ser utilizado em três

situações diferentes:

- para o tratamento de pressão arterial alta em crianças e adolescentes de 6 a 18 anos de

idade. A pressão arterial elevada aumenta a sobrecarga do coração e artérias. Se não for

tratada, pode provocar lesões nos vasos sanguíneos do cérebro, coração e rins podendo

dar origem a um acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca ou disfunção

renal. A pressão arterial elevada aumenta o risco de ataques de coração. A redução da

pressão arterial para valores normais reduz o risco de desenvolvimento destas doenças.

- Para tratamento de doentes adultos após um ataque de coração recente (enfarte do

miocárdio). "Recente" aqui significa entre 12 horas e 10 dias.

- Para tratar a insuficiência cardíaca sintomática em doentes adultos. Valsartan Reconir é

utilizado quando um grupo de medicamentos denominados inibidores da Enzima de

Conversão da Angiotensina (ECA) (um medicamento para tratar insuficiência cardíaca)

não pode ser utilizado ou pode ser utilizado em associação aos inibidores de ECA quando

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

não se podem utilizar

bloqueadores-beta (outro

medicamento para o tratamento da

insuficiência cardíaca).

Os sintomas de insuficiência cardíaca incluem falta de ar e inchaço dos pés e das pernas

devido à acumulação de fluídos. É provocado quando o músculo cardíaco não consegue

bombear o sangue com força suficiente para fornecer todo o sangue necessário a todo o

organismo.

2. O que precisa de saber antes de tomar Valsartan Reconir

Não tome Valsartan Reconir :

- se tem alergia (hipersensibilidade) ao valsartan ou a qualquer outro componente deste

medicamento (indicados na secção 6).

- Se tiver doença hepática grave.

- Se estiver grávida de mais de 3 meses (também é melhor evitar tomar Valsartan Reconir

no início da gravidez - ver secção sobre gravidez).

Se algum destes casos se aplicar a si, não tome Valsartan Reconir

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Valsartan Reconir.

- Se sofrer de doença hepática.

- Se sofrer de doença renal grave ou se está a fazer diálise.

- Se sofrer de estreitamento da artéria renal.

- Se tiver sido submetido recentemente a transplante renal (recebeu um novo rim).

- Se estiver a receber tratamento após um ataque de coração ou para insuficiência

cardíaca, o seu médico pode verificar a sua função renal.

- Se sofrer de doença cardíaca grave que não seja insuficiência cardíaca ou ataque de

coração.

- Se estiver a tomar medicamentos que aumentem a quantidade de potássio no sangue.

Estes incluem suplementos de potássio ou substitutos salinos que contenham potássio,

medicamentos poupadores de potássio e heparina. Pode ser necessário controlar o nível

de potássio no seu sangue com regularidade.

- Se tem menos de 18 anos de idade e toma Valsartan Reconir em associação com outros

medicamentos que inibem o sistema renina-angiotensina-aldosterona (medicamentos que

baixam a pressão arterial), o seu médico pode verificar a sua função renal e o nível de

potássio no seu sangue com regularidade.

- Se sofrer de aldosteronismo. Trata-se de uma doença em que as glândulas suprarrenais

produzem a hormona aldosterona em excesso. Se isto se aplicar a si, o uso de Valsartan

Reconir não é recomendado.

- Se tiver perdido uma grande quantidade de líquidos (desidratação) provocada por

diarreia, vómitos ou doses elevadas de diuréticos.

- Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Valsartan Reconir não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se

tiver mais de 3 meses de gravidez porque pode causar lesões graves no seu bebé se for

utilizado naquela fase (ver secção de gravidez).

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

Se algum destes casos se aplicar a si, informe o seu médico antes de tomar Valsartan

Reconir.

Outros medicamentos e Valsartan Reconir

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente,

ou se vier a toma outros medicamentos

O efeito do tratamento pode ser influenciado se o Valsartan Reconir for tomado com

determinados medicamentos. Pode ser necessário alterar a dose, tomar outras precauções,

ou, nalguns casos, interromper o tratamento com um dos medicamentos. Esta situação

aplica-se tanto aos medicamentos de venda por prescrição como aos medicamentos não

sujeitos a receita médica, em especial:

- outros medicamentos utilizados para baixar a pressão arterial, nomeadamente diuréticos.

- medicamentos que aumentam a quantidade de potássio no sangue. Estes incluem

suplementos de potássio ou substitutos salinos que contenham potássio, medicamentos

poupadores de potássio e heparina.

- Determinados tipos de analgésicos denominados medicamentos anti-inflamatórios não

esteroides (AINEs).

- Lítio, um medicamento utilizado no tratamento de certos tipos de doença psiquiátrica.

Além disso:

- se estiver a ser tratado após um ataque de coração, não se recomenda a associação com

inibidores da ECA (um medicamento para o tratamento de ataque de coração).

- Se estiver a ser tratado para insuficiência cardíaca, não se recomenda a associação tripla

inibidores

bloqueadores-beta

(medicamentos

para

tratamento

insuficiência cardíaca).

Valsartan Reconir com alimentos e bebidas

Pode tomar Valsartan Reconir com ou sem alimentos.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

- Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Normalmente o seu médico irá aconselhá-la a interromper o tratamento com Valsartan

Reconir antes de engravidar ou assim que você saiba que está grávida e irá aconselhá-la a

tomar outro medicamento para substituição de Valsartan Reconir. Valsartan Reconir não

é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se tiver mais de 3 meses de

gravidez porque pode causar lesões graves no seu bebé se for utilizado depois do terceiro

mês de gravidez.

- Informe o seu médico caso se encontre a amamentar ou se vai começar a amamentar.

Valsartan Reconir não é recomendado para mães que estão a amamentar e o seu médico

poderá escolher outro tratamento para si se desejar amamentar, especialmente se o seu

bebé for recém-nascido ou for prematuro.

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

Condução de veículos e utilização de máquinas

Antes de conduzir um veículo, utilizar ferramentas ou máquinas, ou desempenhar outras

tarefas que requeiram concentração, certifique-se de que sabe como reage aos efeitos de

Valsartan Reconir Tal como com outros medicamentos utilizados no tratamento da

pressão arterial elevada, Valsartan Reconir pode, em casos raros, provocar tonturas e

afetar a capacidade de concentração.

3. Como tomar Valsartan Reconir

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Frequentemente, os doentes com hipertensão arterial não notam quaisquer sinais deste

problema. Muitos sentem-se perfeitamente normais. Torna-se assim fundamental que

cumpra o calendário de consultas com o seu médico, mesmo quando se sente bem.

Utilização em crianças e adolescentes (6 a 18 anos de idade) com pressão arterial alta

Em doentes com menos de 35kg de peso a dose habitual é de 40 mg de valsartan uma vez

por dia.

Em doentes com 35kg de peso ou mais a dose inicial habitual é de 80 mg de valsartan um

vez por dia.

Nalguns casos o seu médico pode prescrever doses mais elevadas (a dose pode ser

aumentada até 160 mg e até um máximo de 320 mg).

Doentes adultos após um ataque de coração recente: após um ataque de coração o

tratamento é geralmente iniciado logo ao fim de 12 horas, habitualmente com uma dose

baixa de 20 mg duas vezes por dia. A dose de 20 mg é obtida através da divisão do

comprimido de 40 mg. O seu médico irá aumentar esta dose de forma gradual ao longo

de várias semanas até uma dose máxima de 160 mg duas vezes por dia. A dose final

depende do que cada doente individualmente conseguir tolerar.

Valsartan Reconir pode ser administrado com outro medicamento para o ataque cardíaco,

cabendo ao seu médico decidir qual o tratamento adequado para si.

Doentes adultos com insuficiência cardíaca: o tratamento começa geralmente com 40 mg

duas vezes por dia. O seu médico irá aumentar a dose de forma gradual ao longo de

várias semanas até uma dose máxima de 160 mg duas vezes por dia. A dose final

depende do que cada doente individualmente conseguir tolerar.

Valsartan Reconir pode ser administrado com outro medicamento para insuficiência

cardíaca, cabendo ao seu médico decidir qual o tratamento adequado para si.

Pode tomar Valsartan Reconir com ou sem alimentos. Engula o comprimido com um

copo de água.

Tome o Valsartan Reconir todos os dias aproximadamente à mesma hora.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais. Caso seja necessário, pode dividir o

comprimido começando por colocar o comprimido numa superfície lisa, com a ranhura

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

voltada

para

cima.

Este

pode

então

partido

pressionando

cada

extremidades, utilizando ambos os indicadores, tal como indicado na figura seguinte.

Se tomar mais Valsartan Reconir do que deveria

Se sentir tonturas graves e/ou desmaio, contacte imediatamente o seu médico e deite-se.

Se acidentalmente tomou demasiados comprimidos, contacte o seu médico, farmacêutico

ou hospital.

Caso se tenha esquecido de tomar Valsartan Reconir

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose tome-a assim que se lembrar. No entanto, se

estiver quase na hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se esqueceu.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Valsartan Reconir

Interromper o tratamento com Valsartan Reconir pode agravar a sua doença. Não deixe

de tomar o medicamento a menos que seja o seu médico a dizer-lhe que o faça.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico,

farmacêutico ou enfermeiro.

4. Efeitos secundários possíveis

Como

todos

medicamentos,

este

medicamento

pode

causar

efeitos

secundários,

embora estes não se manifestam em todas as pessoas.

Estes efeitos secundários podem ocorrer com determinadas frequências que são definidas

a seguir:

- muito frequentes: afeta mais de 1 utilizador em cada 10

- frequentes: afeta 1 a 10 utilizadores em cada 100

- pouco frequentes: afeta 1 a 10 utilizadores em cada 1.000

- raros: afeta 1 a 10 utilizadores em cada 10.000

- muito raros: afeta menos de 1 utilizador em cada 10.000

- desconhecido: não é possível estimar uma frequência a partir dos dados disponíveis

Alguns sintomas requerem atenção médica imediata:

Pode sentir sintomas de angioedema (uma reação alérgica específica) como, por exemplo,

- inchaço da face, lábios, língua ou garganta

- dificuldade em respirar ou engolir

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

- urticária, comichão

Se sentir algum destes sintomas, consulte imediatamente um médico.

Efeitos secundários incluem:

Frequentes:

- tonturas

- pressão arterial baixa com ou sem sintomas como tonturas e desmaio quando está de pé

- função renal diminuída (sinais de disfunção renal)

Pouco frequentes:

- Angioedema (ver secção “Alguns sintomas requerem atenção médica imediata”)

- perda súbita de consciência (síncope)

- sentir-se a rodar (vertigens)

- função renal gravemente reduzida (sinais de falência renal aguda)

- espasmos musculares, ritmo cardíaco anormal (sinais de hipercaliemia)

- falta de ar, dificuldade em respirar quando está deitado, inchaço dos pés ou das pernas

(sinais de insuficiência cardíaca)

- dor de cabeça

- tosse

- dor abdominal

- náuseas

- diarreia

- cansaço

- fraqueza

Desconhecidos

- podem ocorrer reações alérgicas com erupção cutânea, comichão e urticária, sintomas

de febre, inchaço das articulações, dor nas articulações, dor muscular, nódulos linfáticos

inchados e/ou sintomas semelhantes aos da gripe (sinais de doença do soro) pontos de cor

vermelha e púrpura, febre, comichão (sinais de inflamação dos vasos sanguíneos também

denominado vasculite)

- hemorragias ou hematomas anormais (sinais de trombocitopenia)

- dor muscular (mialgia)

- febre, dores de garganta ou úlceras bucais devido a infeções (sintomas de nível baixo de

glóbulos brancos também denominado neutropenia)

diminuição

nível

hemoglobina

diminuição

percentagem

glóbulos

vermelhos no sangue (o que pode provocar anemia em casos graves)

aumento do nível de potássio no sangue (o que pode desencadear espasmos musculares e

ritmo cardíaco anormal em casos graves)

- elevação dos valores da função hepática (o que pode indicar lesões no fígado) incluindo

um aumento do nível de bilirrubina no sangue (o que pode causar pele e olhos amarelos

em casos graves)

- aumento do nível de azoto na ureia sanguínea e aumento do nível de creatinina sérica (o

que, pode indicar, função renal anormal)

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

A frequência de determinados efeitos secundários pode variar consoante o seu estado. Por

exemplo, efeitos secundários como tonturas e função renal diminuída ocorreram com

menos frequência em doentes adultos tratados com pressão arterial elevada do que em

doentes adultos tratados para insuficiência cardíaca ou depois de um ataque de coração

recente.

Efeitos secundários adicionais em crianças e adolescentes

Os efeitos secundários em crianças e adolescentes são semelhantes aos observados em

adultos.

tiver

quaisquer

efeitos

secundários,

incluindo

possíveis

efeitos

secundários

não

indicados neste folheto, informe o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

5. Como conservar Valsartan Reconir

Não conservar acima de 30ºC.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance e das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior,

após “VAL.”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não utilize Valsartan Reconir se verificar que a embalagem está danificada ou apresenta

sinais de violação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao

seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos de que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Valsartan Reconir

A substância ativa é o valsartan. Um comprimido revestido por película contém 40 mg de

valsartan.

Os outros excipientes são:

Núcleo: celulose microcristalina, crospovidona e estearato de magnésio;

Revestimento: hipromelose 2910 (6 cps), dióxido de titânio (E171), macrogol 8000,

óxido de ferro vermelho (E172) e óxido de ferro amarelo (E172).

Qual o aspeto de Valsartan Reconir e conteúdo da embalagem

Valsartan Reconir 40 mg comprimidos revestidos por película, são amarelos, redondos e

convexos e ranhurados numa das faces.

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

Valsartan Reconir comprimidos revestidos por película estão disponíveis em embalagens

de 7, 10, 14, 28, 56, 60, 98 e 280 comprimidos acondicionados em blisters.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Verum Pharma – Produtos Farmacêuticos – Unipessoal Lda

Av. Sidónio Pais, n.º 24, rés-do-chão esq.

1050-215 Lisboa

Portugal

Fabricante

West Pharma – Produções de Especialidades Farmacêuticas, S.A.

Rua João de Deus nº11,Venda Nova

2700-486 Amadora,

Portugal

Atlantic Pharma – Produções Farmacêuticas S.A.

Rua da Tapada Grande nº 2, Abrunheira

2710 – 089 Sintra,

Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Valsartan Reconir 40 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Um comprimido revestido por película contém 40 mg de valsartan.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Amarelo, redondo e convexo, ranhurado numa das faces. O comprimido pode ser

dividido em doses iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipertensão

Tratamento da hipertensão em crianças e adolescentes de 6 a 18 anos de idade.

Enfarte do miocárdio recente

Tratamento de doentes adultos clinicamente estáveis com insuficiência cardíaca

sintomática ou disfunção ventricular sistólica esquerda assintomática após um

enfarte do miocárdio recente (12 horas – 10 dias) (ver secção 4.4. e 5.1).

Insuficiência cardíaca

Tratamento da insuficiência cardíaca sintomática em doentes adultos quando não for

possível utilizar inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA) ou como

terapêutica

adicional

inibidores

quando

não

possível

utilizar

bloqueadores-beta (ver secção 4.4 e 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Enfarte do miocárdio recente

Em doentes clinicamente estáveis a terapêutica pode ser iniciada logo ao fim de 12

horas após um enfarte do miocárdio. Após uma dose inicial de 20 mg duas vezes por

dia, a dose de valsartan deve ser ajustada até 40 mg, 80 mg e 160 mg duas vezes

por dia durante as semanas seguintes. A dose inicial é obtida a partir do comprimido

divisível de 40 mg.

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

A dose máxima que se pretende atingir é de 160 mg duas vezes por dia. Em geral,

recomenda-se que os doentes alcancem um nível de dose de 80 mg duas vezes por

dia até duas semanas após o início do tratamento e que a dose máxima a atingir,

160 mg duas vezes por dia, seja alcançada ao fim de três meses, com base na

tolerabilidade do doente. Se ocorrer hipotensão sintomática ou disfunção renal deve

considerar-se uma redução da dose.

Valsartan pode ser usado em doentes tratados com outras terapêuticas pós-enfarte

miocárdio,

ex.,

trombolíticos,

ácido

acetilsalicílico,

bloqueadores-beta,

estatinas e diuréticos. A associação com inibidores da ECA não é recomendada (ver

secção 4.4. e 5.1).

A avaliação dos doentes no pós-enfarte do miocárdio deve incluir sempre a avaliação

da função renal.

Insuficiência cardíaca

A dose inicial recomendada de Valsartan Reconir é de 40 mg duas vezes por dia. O

ajuste crescente para 80 mg e 160 mg duas vezes por dia deve ser efetuado a

intervalos de pelo menos duas semanas, até à dose mais elevada que for tolerada

pelo doente. Deve ser considerada a redução da dose dos diuréticos concomitantes.

A dose diária máxima administrada em ensaios clínicos é de 320 mg em doses

divididas.

Valsartan

pode ser

administrado

outras

terapêuticas

para

a insuficiência

cardíaca. No entanto, a associação tripla com um inibidor da ECA, um bloqueador-

beta e valsartan não é recomendada (ver secção 4.4 e 5.1).

A avaliação dos doentes com insuficiência cardíaca deve incluir sempre a avaliação

da função renal.

Informações adicionais sobre populações especiais

Idosos

Não é necessário ajustamento da dose em doentes idosos.

Disfunção renal

Não é necessário ajustamento da dose em doentes com uma depuração de creatinina

>10 ml/min (ver secção 4.4 e 5.2).

Disfunção hepática

Valsartan Reconir é contraindicado em doentes com disfunção hepática grave, cirrose

biliar e em doentes com colestase (ver secção 4.3, 4.4 e 5.2).Em doentes com

disfunção hepática ligeira a moderada sem colestase a dose de valsartan não deverá

exceder os 80 mg.

Hipertensão pediátrica

Crianças e adolescentes de 6 a 18 anos de idade

A dose inicial é de 40 mg uma vez por dia em crianças com peso inferior a 35 kg e

de 80 mg uma vez por dia em crianças com 35 kg de peso ou mais. A dose deve ser

ajustada com base na resposta da pressão arterial. As doses máximas estudadas em

ensaios clínicos encontram-se na tabela abaixo. Doses mais elevadas do que as

mencionadas não foram estudadas e portanto não são recomendadas.

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

Peso

Dose

máxima

estudada

ensaios

clínicos

≥18 kg a <35 kg

80 mg

≥35 kg a <80 kg

160 mg

≥80 kg a ≤160 kg

320 mg

Crianças com menos de 6 anos de idade

A informação disponível encontra-se descrita nas secções 4.8, 5.1 e 5.2. No entanto,

a segurança e a eficácia de valsartan em crianças de 1 a 6 anos de idade não foram

estabelecidas.

Utilização em doentes pediátricos de 6 a 18 anos com disfunção renal

A utilização em doentes pediátricos com depuração de creatinina <30 ml/min e em

doentes pediátricos a fazer diálise não foi estudada, por conseguinte o valsartan não

é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajustamento da dose em doentes

pediátricos com uma depuração de creatinina >30 ml/min. A função renal e o

potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secções 4.4 e 5.2).

Utilização em doentes pediátricos de 6 a 18 anos com disfunção hepática

Tal como nos adultos, o Valsartan Reconir é contraindicado em doentes pediátricos

com disfunção hepática grave, cirrose biliar e em doentes com colestase (ver secções

4.3,

5.2).

Existe

pouca

experiência

clínica

valsartan

doentes

pediátricos com disfunção hepática ligeira a moderada. A dose de valsartan não deve

exceder os 80 mg nestes doentes.

Insuficiência cardíaca e enfarte do miocárdio recente em doentes pediátricos

Valsartan Reconir não é recomendado no tratamento de insuficiência cardíaca ou

enfarte do miocárdio recente em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de

idade devido à ausência de dados de segurança e eficácia.

Modo de administração

Valsartan Reconir pode ser tomado fora das refeições e deve ser administrado com

água.

4.3 Contraindicações

- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos excipientes mencionados

na secção 6.1.

- Disfunção hepática grave, cirrose biliar e colestase.

- Segundo e terceiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4 e 4.6).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Hipercaliemia

Não é recomendada a medicação concomitante com suplementos de potássio,

diuréticos poupadores de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros

fármacos

possam

aumentar

níveis

potássio

(heparina,

etc.).

monitorização de potássio deve ser realizada apropriadamente.

Disfunção renal

Não existe atualmente qualquer experiência sobre a utilização segura em doentes

com depuração de creatinina <10 ml/min nem em doentes a fazer diálise, por

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

conseguinte valsartan deve ser utilizado com precaução nestes doentes. Não é

necessário ajustamento da dose em doentes com uma depuração de creatinina> 10

ml/min. (ver secção 4.2 e 5.2).

Disfunção hepática

Em doentes com disfunção hepática ligeira a moderada sem colestase, Valsartan

Reconir deve ser usado com precaução (ver secção 4.2 e 5.2).

Doentes com depleção de sódio e/ou do volume

Nos doentes com depleção grave de sódio e/ou do volume, nomeadamente nos

doentes

tratados

doses

elevadas

diuréticos,

pode

ocorrer

hipotensão

sintomática em casos raros após o início da terapêutica com Valsartan Reconir. A

depleção de sódio e/ou do volume deve ser corrigida antes de iniciar o tratamento

com Valsartan Reconir, por exemplo, por redução da dose de diurético.

Estenose arterial renal

O uso seguro de Valsartan Reconir ainda não foi estabelecido em doentes com

estenose arterial renal bilateral ou estenose de rim único.

administração

curto

prazo

Valsartan

Reconir

doze

doentes

hipertensão renovascular secundária a estenose arterial renal unilateral não induziu

quaisquer alterações significativas da hemodinâmica renal, creatinina sérica ou azoto

da ureia sanguínea (BUN). Contudo, uma vez que outros agentes com efeito sobre o

sistema renina-angiotensina podem aumentar a ureia sanguínea e a creatinina sérica

de doentes com estenose arterial renal unilateral, recomenda-se a monitorização da

função renal com doentes tratados com valsartan.

Transplante renal

Não há experiência sobre o uso seguro de Valsartan Reconir em doentes com

transplante renal recente.

Hiperaldosteronismo primário

Doentes com hiperaldosteronismo primário não devem ser tratados com Valsartan

Reconir dado que o seu sistema renina-angiotensina não está ativado.

Estenose aórtica e da válvula mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Tal como com todos os outros vasodilatadores, está indicado um cuidado especial

nos doentes que sofram de estenose aórtica ou mitral ou de cardiomiopatia

hipertrófica obstrutiva (HOCM).

Gravidez

A terapêutica com Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARAIIs) não deve

ser iniciada durante a gravidez. A menos que a continuação da terapêutica com

ARAII seja considerada essencial, doentes que planeiam engravidar devem mudar

para terapêuticas anti-hipertensoras alternativas que tenham um perfil de segurança

estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é diagnosticada a

terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida, e, se apropriado,

deve ser iniciada terapêutica alternativa (ver secção 4.3 e 4.6).

Enfarte do miocárdio recente

A associação de captopril e valsartan não demonstrou qualquer benefício clínico

adicional, tendo aumentado o risco de efeitos adversos em comparação com o

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

tratamento com as respetivas terapêuticas (ver secção 4.2 e 5.1). Por conseguinte, a

associação de valsartan com um inibidor de ECA não é recomendada.

Deve ser tida precaução ao iniciar a terapêutica em doentes no pós-enfarte do

miocárdio. A avaliação dos doentes no pós-enfarte do miocárdio deve incluir sempre

a avaliação da função renal (ver secção 4.2).

O uso de Valsartan Reconir em doentes no pós-enfarte do miocárdio resulta

frequentemente em alguma redução na pressão arterial, mas a interrupção da

terapêutica devido a hipotensão sintomática continuada não é geralmente necessária

desde que sejam seguidas as instruções de dose (ver secção 4.2).

Insuficiência cardíaca

Em doentes com insuficiência cardíaca, a associação tripla de um inibidor da ECA,

um bloqueador-beta e valsartan não demonstrou qualquer benefício clínico (ver

secção 5.1) Esta associação aparentemente aumenta o risco de acontecimentos

adversos pelo que não é recomendada.

Deve ser observado com precaução o início da terapêutica em doentes com

insuficiência cardíaca. A avaliação dos doentes com insuficiência cardíaca deve incluir

sempre a avaliação da função renal (ver secção 4.2).

Valsartan

Reconir

doentes

insuficiência

cardíaca

resulta

frequentemente em alguma redução na pressão arterial, mas a interrupção da

terapêutica devido a hipotensão sintomática continuada não é geralmente necessária

desde que sejam seguidas as instruções de dose (ver secção 4.2).

Em doentes cuja função renal possa depender da atividade do sistema renina-

angiotensina (por ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave), o

tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina tem sido

associado a oligúria e/ou azotemia progressiva e, em casos raros, a insuficiência

renal aguda e/ou morte. Como o valsartan é um antagonista da angiotensina II, não

se pode excluir que o uso de Valsartan Reconir possa estar associado a insuficiência

da função renal.

População pediátrica

Disfunção renal

A utilização em doentes pediátricos com uma depuração de creatinina <30 ml/min e

em doentes pediátricos a fazer diálise não foi estudada, por conseguinte o valsartan

não é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajustamento da dose em

doentes pediátricos com uma depuração de creatinina> 30 ml/min (ver secções 4.2

e 5.2). A função renal e o potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados

durante o tratamento com valsartan. Isto aplica-se particularmente quando o

valsartan é administrado na presença de outras perturbações (febre, desidratação)

que podem afetar a função renal.

Disfunção hepática

Tal como nos adultos, o Valsartan Reconir é contraindicado em doentes pediátricos

com disfunção hepática grave, cirrose biliar e em doentes com colestase (ver secções

4.3 e 5.2). Existe pouca experiência clínica com valsartan em doentes pediátricos

com disfunção hepática ligeira a moderada. A dose de valsartan não deve exceder os

80 mg nestes doentes.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não é recomendada utilização concomitante

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

Lítio

Foram relatados aumentos reversíveis das concentrações séricas do lítio e da

toxicidade durante o uso concomitante de inibidores da ECA. Devido à falta de

experiência com a utilização concomitante de valsartan e lítio, esta associação não é

recomendada. Caso esta associação seja necessária, recomenda-se a monitorização

cuidadosa dos níveis séricos de lítio.

Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal

contendo potássio e outras substâncias podem aumentar os níveis de potássio

Se se considerar necessário utilizar um medicamento que afeta os níveis de potássio

em associação com valsartan, aconselha-se a monitorização dos níveis de potássio.

Cuidado necessário com utilização concomitante

Medicamentos

anti-inflamatórios

não

esteroides

(AINEs),

incluindo

inibidores

seletivos da COX-2, ácido acetilsalicílico >3 g/dia), e AINEs não seletivos

Quando os antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente com

AINEs, pode ocorrer a atenuação do efeito antihipertensivo. Adicionalmente, a

utilização concomitante de antagonistas da angiotensina II e AINEs pode levar a um

aumento do risco de degradação da função renal e a um aumento no potássio sérico.

Assim, recomenda-se a monitorização da função renal no início do tratamento, bem

como a hidratação adequada do doente.

Outros

Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas

quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um

fármacos

seguintes:

cimetidina,

varfarina,

furosemida,

digoxina,

atenolol,

indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.

População pediátrica

Na hipertensão em crianças e adolescentes, onde as anomalias renais subjacentes

são frequentes, recomenda-se precaução com a utilização concomitante de valsartan

e outras substâncias inibidoras do sistema renina-angiotensina-aldosterona que

podem aumentar o potássio sérico. A função renal e o potássio sérico devem ser

cuidadosamente monitorizados.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A utilização de Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARAIIs) não é

recomendada durante o primeiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4). A utilização

de ARAIIs é contra- indicada durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez

(ver secção 4.3 e 4.4.)

Os dados epidemiológicos relativos ao risco de teratogenicidade após exposição a

inibidores da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez não têm sido conclusivos;

no entanto, não pode ser excluído um ligeiro aumento do risco. Embora não existam

dados epidemiológicos controlados sobre o risco com ARAIIs, podem existir riscos

semelhantes

nesta

classe

medicamentos.

menos

continuação

terapêutica com ARAII seja considerada essencial, doentes que planeiam engravidar

devem mudar para terapêuticas anti-hipertensoras alternativas que tenham um perfil

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

de segurança estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é

diagnosticada a terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida, e, se

apropriado, deve ser iniciada terapêutica alternativa.

Sabe-se que a exposição à terapêutica com ARAIIs durante o segundo e terceiro

trimestres induz fetotoxicidade (função renal reduzida, oligoâmnios, atraso na

ossificação

crânio)

toxicidade

neonatal

(disfunção

renal,

hipotensão,

hipercaliemia) no ser humano; ver também secção 5.3 "Dados de segurança pré-

clínica".

Se tiver existido exposição a ARAIIs após o segundo trimestre de gravidez, é

recomendável uma avaliação da função renal e do crânio através de ultrassons.

Os bebés cujas mães tomaram ARAIIs devem ser cuidadosamente monitorizados

quanto à hipotensão (ver também secção 4.3. e 4.4).

Amamentação

Devido à inexistência de informação relativa à utilização de valsartan durante a

amamentação,

não

recomenda

a utilização

Valsartan

Reconir

dando-se

preferência a tratamentos alternativos com perfis de segurança melhor estabelecidos

durante o aleitamento, especialmente durante a amamentação de um recém-nascido

ou de um bebé prematuro.

Fertilidade

Valsartan não teve efeitos adversos sobre o desempenho reprodutivo de ratos

machos e fêmeas com doses orais até 200 mg/kg/dia. Esta dose é 6 vezes a dose

máxima recomendada para o ser humano numa base de mg/m2 (os cálculos

assumem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente com 60 kg).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir. Durante a condução

de veículos ou utilização de máquinas, deverá ter-se em consideração a possibilidade

de ocorrência de tonturas ou cansaço.

4.8 Efeitos indesejáveis

Em estudos clínicos controlados realizados em doentes com hipertensão, a incidência

geral de reações adversas (RAs) foi comparável ao placebo e é coerente com a

farmacologia de valsartan. A incidência de RAs não pareceu estar relacionada com a

dose ou duração do tratamento e também não mostrou qualquer associação com

sexo, idade ou raça.

comunicadas

estudos

clínicos,

experiência

pós-comercialização

descobertas laboratoriais estão listadas a seguir de acordo com a classe de órgãos

do sistema.

As reações adversas estão ordenadas por frequência, primeiro as mais frequentes,

utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100,

<1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000, <1/100); raras (≥ 1/10 000, <1/1000);

muito raras (<1/10 000), incluindo relatos isolados. As reações adversas são

ordenadas por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

Relativamente a todas as RAs relatadas da experiência pós-comercialização e

descobertas laboratoriais, não é possível aplicar qualquer frequência de RA, pelo que

a sua frequência vem indicada como "desconhecida".

- Hipertensão

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecida

Diminuição na hemoglobina, Diminuição

hematócrito,

Neutropenia,

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecida

Hipersensibilidade

incluindo

doença

soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Desconhecida

Aumento do potássio sérico

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Vasculopatias

Desconhecida

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Dor abdominal

Afeções hepatobiliares

Desconhecida

Elevação dos valores da função hepática

incluindo aumento da bilirrubina sérica

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas

Desconhecida

Angioedema, Erupção cutânea, Prurido

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecida

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Desconhecida

Falência e insuficiência renal, Elevação da

creatinina sérica

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Fadiga

População pediátrica

Hipertensão

efeito

antihipertensivo

valsartan

avaliado

dois

ensaios

clínicos

aleatorizados, em dupla ocultação em 561 doentes pediátricos de 6 a 18 anos de

idade.

Com exceção de casos isolados de distúrbios gastrointestinais (como dor abdominal,

náuseas, vómitos) e tonturas não foram identificadas diferenças relevantes em

relação ao tipo, frequência e gravidade das reações adversas entre o perfil de

segurança para os doentes pediátricos de 6 a 18 anos de idade e o anteriormente

reportado para os doentes adultos.

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

A avaliação neurocognitiva e do desenvolvimento dos doentes pediátricos de 6 a 16

anos de idade revelou não existir em geral impacto adverso clinicamente relevante

após tratamento com Valsartan Reconir com duração até um ano.

Num estudo aleatorizado, duplamente oculto, em 90 crianças de 1 a 6 anos, seguido

de uma extensão de ensaio aberto de um ano, observaram-se duas mortes e casos

isolados de fortes elevações das transaminases hepáticas. Estes casos ocorreram

numa população com comorbilidades significativas. Não foi estabelecida uma relação

causal com valsartan. Num segundo estudo em que foram aleatorizadas 75 crianças

de 1 a 6 anos de idade, não ocorreram mortes nem elevações significativas das

transaminases com o tratamento com valsartan.

A hipercaliemia foi mais frequentemente observada em crianças e adolescentes de 6

a 18 anos com doença renal crónica subjacente.

O perfil de segurança visto em estudos clínicos controlados em doentes adultos no

pós-enfarte do miocárdio e/ou com insuficiência cardíaca varia em relação ao perfil

de segurança geral visto em doentes hipertensos. Tal pode estar relacionado com a

doença subjacente dos doentes. As RAs que ocorreram em doentes adultos no pós-

enfarte do miocárdio e/ou doentes com insuficiência cardíaca estão listadas abaixo:

- Pós-enfarte do miocárdio e/ou insuficiência cardíaca

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecida

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecida

Hipersensibilidade

incluindo

doença

soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes

Hipercaliemia

Desconhecida

Aumento do potássio sérico

Doenças do sistema nervoso

Frequentes

Tonturas, Tontura postural

Pouco frequentes

Síncope, Cefaleia

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Cardiopatias

Pouco frequentes

Insuficiência cardíaca.

Vasculopatias

Frequentes

Hipotensão, Hipotensão ortostática

Desconhecida

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Náuseas, Diarreia

Afeções hepatobiliares

Desconhecida

Elevação dos valores da função hepática

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas

Pouco frequentes

Angioedema

Desconhecida

Erupção cutânea, Prurido

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

Desconhecida

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Frequentes

Disfunção e insuficiência renal

Pouco frequentes

Insuficiência

renal

aguda,

Elevação

creatinina sérica

Desconhecida

Aumento do azoto da ureia sanguínea

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Astenia, Fadiga

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Uma sobredosagem com Valsartan Reconir pode resultar em hipotensão acentuada,

que poderá levar a um nível deprimido de consciência, colapso circulatório e/ou

choque.

Tratamento

As medidas terapêuticas dependem do tempo de ingestão, assim como do tipo e

gravidade

sintomas,

sendo

primordial

importância

estabilização

condições circulatórias.

Se ocorrer hipotensão o doente deve ser colocado em decúbito e deverá ser iniciada

a correção de volume sanguíneo.

É pouco provável que valsartan seja eliminado por hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Classificação

farmacoterapêutica:

3.4.2.2

Aparelho

cardiovascular.

Anti-

hipertensores. Modificadores do eixo renina angiotensina. Antagonista dos receptores

da angiotensina, Código ATC: C09CA03

Valsartan é um antagonista dos recetores da angiotensina II (Ang II) oralmente

ativo, potente e específico.

Atua de forma seletiva no subtipo de recetores AT1, responsável pelas ações

conhecidas da angiotensina II. O aumento dos níveis plasmáticos de Ang II após o

bloqueio do recetor AT1 com valsartan pode estimular o recetor AT2 não bloqueado,

que parece contrabalançar o efeito do recetor AT1. O valsartan não apresenta

qualquer atividade agonista parcial no recetor AT1 e apresenta uma afinidade muito

maior para o recetor AT1 (cerca de 20 000 vezes superior) que para o recetor AT2. O

valsartan não se liga a, nem bloqueia, outros recetores hormonais ou canais iónicos

reconhecidamente importantes na regulação cardiovascular.

Valsartan não inibe a ECA (também conhecida como cininase II) que converte a Ang

I em Ang II e degrada a bradiquinina. Dado não haver qualquer efeito sobre a ECA e

não haver potenciação de bradiquinina ou da substância P, é pouco provável que os

antagonistas da angiotensina II sejam associados a tosse. Em ensaios clínicos onde o

valsartan foi comparado com um inibidor da ECA, a incidência da tosse seca foi

significativamente menos (P<0,05) nos doentes tratados com valsartan do que nos

doentes tratados com um inibidor de ECA (2,6% versus 7,9% respetivamente). Num

estudo clínico realizado em doentes com história de tosse seca durante o tratamento

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

com inibidor da ECA, ocorreu tosse em 19,5% dos indivíduos tratados com valsartan

e em 19,0% dos tratados com um diurético tiazídico, comparativamente a 68,5%

nos indivíduos tratados com um inibidor da ECA (P <0,05).

Enfarte do miocárdio recente

O ensaio VALsartan In Acute myocardial iNfarcTion (VALIANT) foi um estudo

aleatorizado, controlado, multinacional, em dupla ocultação, em 14 703 doentes com

enfarte

agudo

miocárdio

sinais,

sintomas

evidência

radiológica

insuficiência cardíaca congestiva e/ou evidência de disfunção sistólica ventricular

esquerda (manifestada como uma fração de ejeção ≤ 40% por ventriculografia de

radionuclídeos

ecocardiografia

angiografia

ventricular

contraste). Os doentes foram aleatorizados no intervalo de 12 horas a 10 dias após o

início dos sintomas de enfarte do miocárdio para valsartan, captopril ou a associação

de ambos. A duração média do tratamento foi de dois anos. O endpoint primário foi

a altura para mortalidade por todas as causas.

O valsartan foi tão eficaz como o captopril na redução da mortalidade por todas as

causas após enfarte do miocárdio. A mortalidade por todas as causas foi semelhante

nos grupos valsartan (19,9%), captopril (19,5%) e valsartan + captopril (19,3%).

Associar

valsartan

captopril

não

resultou

benefício

relativamente

captopril isoladamente. Não se verificaram diferenças entre valsartan e captopril na

mortalidade por todas as causas com base na idade, sexo, raça, terapêuticas basais

ou doença subjacente. O valsartan foi também eficaz a prolongar o tempo e reduzir a

mortalidade cardiovascular, hospitalização por insuficiência cardíaca, enfarte do

miocárdio recorrente, paragem cardíaca com ressuscitação e AVC não fatal (segundo

endpoint composto).

O perfil de segurança de valsartan foi coerente com o percurso clínico de doentes

tratados no cenário pós-enfarte do miocárdio. Relativamente à função renal, foi

observado o aumento para o dobro da creatinina sérica em 4,2% dos doentes

tratados com valsartan, 4,8% dos doentes tratados com valsartan+captopril e 3,4%

dos doentes tratados com captopril. As interrupções provocadas por vários tipos de

disfunção renal ocorreram em 1,1% de doentes tratados com valsartan, 1,3% de

doentes tratados com valsartan+captopril e 0,8% de doentes tratados com captopril.

Deverá incluir-se uma avaliação da função renal na avaliação de doentes no pós-

enfarte do miocárdio.

Não se verificaram diferenças na mortalidade por todas as causas, mortalidade ou

morbilidade cardiovascular quando se administraram bloqueadores-beta juntamente

associação

valsartan+captopril,

valsartan

isoladamente

captopril

isoladamente. Independente do tratamento, a mortalidade foi inferior no grupo de

doentes tratados com um bloqueador-beta, sugerindo que o conhecido benefício dos

bloqueadores-beta nesta população foi mantido neste ensaio.

Insuficiência cardíaca

Val-HeFT foi um ensaio clínico aleatorizado, controlado, multinacional de valsartan

em comparação com placebo na morbilidade e mortalidade em 5010 doentes com

insuficiência cardíaca das classes II (62%), III (36%) e IV (2%) da NYHA a receber a

terapêutica convencional com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (LVEF) <40%

diâmetro

diastólico

interno

ventricular

esquerdo

(LVIDD)

>2,9

cm/m2.

terapêutica de base incluiu inibidores da ECA (93%), diuréticos (86%), digoxina

(67%)

bloqueadores-beta

(36%).

duração

média

seguimento

aproximadamente dois anos. A dose diária média de valsartan no Val-HeFT foi de

254 mg. O estudo teve dois endpoints principais: a mortalidade por todas as causas

(tempo de sobrevida) e a mortalidade composta e a morbilidade por insuficiência

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

cardíaca (tempo até ao primeiro evento mórbido) definida como morte, morte súbita

com reanimação, hospitalização por insuficiência cardíaca ou administração de

agentes vasodilatadores ou inotrópicos intravenosos durante quatro horas ou mais

sem hospitalização.

A mortalidade por todas as causas foi semelhante (p=NS) nos grupos de valsartan

(19,7%) e de placebo (19,4%). O principal benefício foi uma redução de 27,5%

(95% CI: 17 a 37%) no risco para o tempo até à primeira hospitalização por

insuficiência cardíaca (13,9% vs. 18,5%). Resultados que pareciam favorecer o

placebo (mortalidade e morbidade composta foi 21,9% no placebo vs. 25,4% no

grupo de valsartan) foram observados nos doentes a receber a associação tripla de

um inibidor de ECA, um bloqueador-beta e valsartan.

Num subgrupo de doentes que não estavam a tomar um inibidor de ECA (n=366), os

benefícios de morbidade foram superiores. Neste subgrupo, a mortalidade por todas

as causas baixou significativamente com valsartan comparativamente com placebo

em 33% (95% CI: –6% a 58%) (17,3% valsartan vs. 27,1% placebo) e o risco de

mortalidade e morbidade composta baixou significativamente em 44% (24,9%

valsartan vs. 42,5% placebo).

Em doentes a receber um inibidor de ECA sem um bloqueador-beta, a mortalidade

por todas as causas foi semelhante (p=NS) nos grupos de valsartan (21,8%) e

placebo

(22,5%).

risco

mortalidade

morbidade

composta

baixou

significativamente em 18,3% (95% CI: 8% a 28%) com valsartan comparativamente

com placebo (31,0% vs. 36,3%).

população

geral

estudo

Val-HeFT,

doentes

tratados

valsartan

apresentaram uma melhoria significativa na classe da NYHA e nos sinais e sintomas

de insuficiência cardíaca, incluindo dispneia, fadiga, edema e fervores quando

comparados com o placebo. Os doentes tratados com valsartan tiveram uma melhor

qualidade de vida, tal como demonstrado pela mudança na pontuação na escala

Minnesota Living with Heart Failure Quality of Life a partir do valor basal até ao

endpoint, do que o placebo. A fração de ejeção nos doentes tratados com valsartan

foi significativamente aumentada e o diâmetro diastólico interno ventricular esquerdo

significativamente reduzido desde o valor basal até ao endpoint, em comparação

com o placebo.

População pediátrica

Hipertensão

O efeito antihipertensivo de valsartan foi avaliado em quatro estudos aleatorizados,

em dupla ocultação em 561 doentes pediátricos de 6 a 18 anos de idade e 165

doentes pediátricos de 1 a 6 anos de idade. Afeções renais e urinárias e obesidade

foram

condições

médicas

subjacentes

mais

frequentes

potencialmente

contribuíam para a hipertensão nas crianças envolvidas nestes estudos.

Experiência clínica em crianças com 6 anos de idade ou mais

Num estudo clínico envolvendo 261 doentes pediátricos hipertensos de 6 a 16 anos

de idade, os doentes com peso <35 kg receberam 10, 40 ou 80 mg de valsartan em

comprimidos diariamente (dose baixa, média e alta), e os doentes com ≥35 kg

receberam 20, 80 e 160 mg de valsartan em comprimidos diariamente (dose baixa,

média e alta). Ao fim de 2 semanas o valsartan reduziu a pressão arterial sistólica e

diastólica de forma dependente da dose. No total, os três níveis de dose de valsartan

(baixo, médio e alto) reduziram significativamente a pressão arterial sistólica

respetivamente em 8, 10, 12 mm Hg relativamente aos valores iniciais. Os doentes

voltaram a ser aleatorizados para continuarem a receber a mesma dose de valsartan

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

ou para mudarem para placebo. Nos doentes que continuaram a receber as doses

média e alta de valsartan, a pressão arterial sistólica no vale era -4 e -7 mm Hg mais

baixa do que nos doentes que receberam o tratamento com placebo. Nos doentes a

receber a dose mais baixa de valsartan, a pressão arterial sistólica no vale foi

semelhante à dos doentes que receberam o tratamento com placebo. Globalmente, o

efeito anti-hipertensivo dependente da dose de valsartan foi consistente em todos os

sub-grupos demográficos.

Num outro estudo clínico envolvendo 300 doentes pediátricos hipertensos de 6 a 18

anos de idade, os doentes elegíveis foram aleatorizados para receber comprimidos

de enalapril ou valsartan durante 12 semanas. As crianças com peso entre ≥18 kg e

<35 kg receberam 80 mg de valsartan ou 10 mg de enalapril, as com peso entre

≥35 kg e <80 kg receberam 160 mg de valsartan ou 20 mg de enalapril, as com

≥80 kg receberam 320 mg de valsartan ou 40 mg de enalapril. As reduções na

pressão arterial sistólica foram comparáveis em doentes que receberam valsartan

mmHg)

enalapril

(valor

p-não

inferioridade

<0,0001).

Observaram-se resultados consistentes nas reduções de pressão arterial diastólica

com reduções de 9,1 mmHg e 8,5 mmHg com valsartan e enalapril, respetivamente.

Experiência clínica em crianças com menos de 6 anos de idade

Foram realizados dois estudos clínicos com doentes de 1 a 6 anos de idade com 90 e

75 doentes, respetivamente. Nestes estudos não foram incluídas crianças com

menos de 1 ano de idade. No primeiro estudo, a eficácia de valsartan foi confirmada

comparativamente com placebo mas não foi demonstrada uma resposta à dose. No

segundo estudo, doses mais elevadas de valsartan estiveram associadas a maiores

reduções da PA, mas a tendência da resposta à dose não atingiu significado

estatístico e a diferença do tratamento comparativamente com placebo não foi

significativa. Devido a estas inconsistências, o valsartan não é recomendado neste

grupo etário (ver secção 4.8).

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de submissão dos

resultados dos estudos com valsartan em todos os sub-grupos da população

pediátrica na insuficiência cardíaca e insuficiência cardíaca após enfarte do miocárdio

recente. Ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após a administração oral de valsartan isoladamente, o pico das concentrações

plasmáticas de valsartan é atingido em 2 – 4 horas com comprimidos e em 1 – 2

horas com a formulação em solução. A biodisponibilidade média absoluta é de 23%.

A alimentação diminui a exposição (conforme medida pela AUC) ao valsartan em

cerca de 40% e a concentração plasmática máxima (Cmáx) em cerca de 50%,

embora

partir

concentrações

plasmáticas

valsartan

pós

administração sejam semelhantes para os grupos alimentados e em jejum. Esta

redução na AUC não é, contudo, acompanhada por uma redução clinicamente

significativa

efeito

terapêutico

valsartan

pode,

conseguinte,

administrado com ou sem ingestão de alimentos.

Distribuição

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

O volume de distribuição de valsartan no estado estacionário após administração

intravenosa é de cerca de 17 litros indicando que o valsartan não se distribui nos

tecidos de forma extensa. O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às

proteínas séricas (94-97%), principalmente à albumina sérica.

Biotransformação

O valsartan não é extensamente biotransformado na medida em que apenas cerca

dose

recuperada

como

metabolitos.

identificado

hidroximetabolito no plasma em baixas concentrações (menos do que 10% da AUC

de valsartan). Este metabolito é farmacologicamente inativo.

Eliminação

O valsartan apresenta uma cinética de degradação multiexponencial (t½α < 1 h e

t½ß cerca de 9 h). O valsartan é eliminado principalmente por excreção biliar nas

fezes (cerca de 83% da dose) e renalmente na urina (cerca de 13% da dose),

principalmente sob a forma de composto inalterado. Após administração intravenosa,

a depuração de valsartan no plasma é de cerca de 2 l/h e a sua depuração renal é de

0,62 l/h (cerca de 30% da depuração total). A semivida de valsartan é de 6 horas.

Em doentes com insuficiência cardíaca:

O tempo médio até à concentração máxima e o tempo de semivida de eliminação do

valsartan nos doentes com insuficiência cardíaca são semelhantes aos observados

nos voluntários saudáveis. Os valores de AUC e Cmáx de valsartan são quase

proporcionais ao aumento da dose ao longo do intervalo de doses clínicas (40 mg a

160 mg duas vezes por dia). O fator de acumulação médio é de cerca de 1,7. A

depuração aparente do valsartan após a administração oral é de cerca de 4,5 l/h. A

idade não afeta a depuração aparente nos doentes com insuficiência cardíaca.

Populações especiais

Idosos

Nalguns indivíduos idosos foi

observada

exposição

sistémica

valsartan

ligeiramente mais elevada do que nos indivíduos jovens; esta diferença não foi,

contudo, considerada clinicamente significativa.

Disfunção renal

Conforme seria de esperar num composto em que a depuração renal perfaz apenas

30% da depuração plasmática total, não foi observada qualquer correlação entre a

função renal e a exposição sistémica a valsartan O ajustamento da dose não se

torna, deste modo, necessário em doentes com disfunção renal (depuração de

creatinina > 10 ml/min). Não existe atualmente qualquer experiência sobre a

utilização segura em doentes com depuração de creatinina <10 ml/min nem em

doentes a fazer diálise, por conseguinte valsartan deve ser utilizado com precaução

nestes doentes (ver secção 4.2 e 4.4). O valsartan apresenta uma elevada taxa de

ligação às proteínas plasmáticas e é pouco provável que seja eliminado através de

diálise.

Disfunção hepática

Cerca de 70% da dose absorvida é eliminada na bílis, essencialmente na forma

inalterada. Valsartan não passa por qualquer biotransformação digna de registo.

Observou-se um duplicar da exposição (AUC) em doentes com disfunção hepática

ligeira a moderada em comparação com indivíduos saudáveis. Contudo não foi

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

observada correlação entre a concentração plasmática de valsartan e o grau de

disfunção hepática.

O valsartan não foi estudado em doentes com disfunção hepática grave (ver secção

4.2, 4.3 e 4.4).

População pediátrica

Num estudo em 26 doentes hipertensos pediátricos (de 1 a 16 anos de idade) a

quem foi administrada uma dose única de uma suspensão de valsartan (média: 0,9 a

2 mg/kg, com uma dose máxima de 80 mg), a depuração (litros/h/kg) de valsartan

foi comparável em todas as idades de 1 aos 16 anos e semelhante à dos adultos a

receber a mesma formulação.

Disfunção renal

A utilização em doentes pediátricos com depuração de creatinina <30 ml/min e em

doentes pediátricos a fazer diálise não foi estudada, por conseguinte o valsartan não

é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajustamento da dose em doentes

pediátricos com uma depuração de creatinina >30 ml/min. A função renal e o

potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secções 4.2 e 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam qualquer risco especial para o ser humano

baseados em estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade de

dosagem repetida, genotoxicidade e potencial carcinogénico.

Nos ratos, doses tóxicas a nível materno (600 mg/kg/dia) durante os últimos dias de

gestação e aleitamento levaram a menor sobrevivência, menos aumento de peso e

atraso no desenvolvimento (descolamento do pavilhão da orelha e abertura do canal

auricular) das crias (ver secção 4.6). Estas doses em ratos (600 mg/kg/dia) foram

aproximadamente 18 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa

base de mg/m2 (os cálculos assumem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente de

60 kg). Em estudos não clínicos de segurança, doses elevadas de valsartan (200 a

600 mg/kg de peso corporal) provocaram em ratos a redução dos parâmetros dos

glóbulos

vermelhos

(eritrócitos,

hemoglobina,

hematócritos)

evidência

alterações

hemodinâmicas

renais

(ureia

plasmática

levemente

aumentada

hiperplasia tubular renal e basofilia nos machos). Estas doses em ratos (200 a 600

mg/kg/dia) foram aproximadamente 6 e 18 vezes a dose máxima recomendada para

o ser humano numa base de mg/m2 (os cálculos pressupõem uma dose oral de 320

mg/dia e um doente de 60 kg).

Em macacos saguís com doses similares as alterações foram similares apesar de com

maior

gravidade,

particularmente

rins

onde

alterações evoluíram

para

nefropatia que incluiu aumento de ureia e creatinina.

Foram também verificadas em ambas as espécies hipertrofia das células renais

justaglomerulares.

Considerou-se que todas as alterações foram causadas pela ação farmacológica de

valsartan, o qual produz uma hipotensão prolongada, particularmente nos macacos

saguís. Para doses terapêuticas de valsartan no ser humano, a hipertrofia das células

renais justaglomerulares parece não ter qualquer relevância.

População pediátrica

A administração oral diária a ratos recém-nascidos/juvenis (desde o dia 7 pós-natal

ao dia 70 pós-natal) de valsartan com doses tão baixas quanto 1 mg/kg/dia (cerca

de 10-35% da dose pediátrica máxima recomendada de 4 mg/kg/dia numa base de

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

exposição sistémica) provocou lesões renais irreversíveis e persistentes. Estes efeitos

acima mencionados representam um efeito farmacológico exagerado esperado com

inibidores

enzima

conversão

angiotensina

bloqueadores

recetores tipo 1 da angiotensina II; estes efeitos são observáveis se os ratos forem

tratados durante os primeiros 13 dias de vida. Este período coincide com 36

semanas de gestação em seres humanos, o que poderia ocasionalmente prolongar-

se até 44 semanas após a conceção em seres humanos. Os ratos, no estudo com

valsartan em juvenis, foram tratados até ao dia 70, e os efeitos na maturação renal

(4-6 semanas pós-natal) não podem ser excluídos. A maturação renal funcional é um

processo

contínuo

durante

primeiro

vida

seres

humanos.

Consequentemente, não pode ser excluída uma relevância clínica em crianças <1

ano de idade, enquanto os dados pré-clínicos não indicam uma questão de segurança

em crianças com mais de 1 ano de idade.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista de excipientes

Núcleo do comprimido:

Celulose microcristalina

Crospovidona

Estearato de magnésio

Revestimento:

Hipromelose 2910 (6 cps)

Dióxido de titânio (E171)

Macrogol 8000

Óxido de ferro vermelho (E172)

Óxido de ferro amarelo (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de 7, 10, 14, 28, 56, 60, 98 e 280 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Verum Pharma – Produtos Farmacêuticos – Unipessoal Lda

Av. Sidónio Pais, n.º 24, rés-do-chão esq.

1050-215 Lisboa

Portugal

8. NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO

RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação