Valsartan Ciclum 160 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Valsartan
Disponível em:
Ciclum Farma Unipessoal, Lda.
Código ATC:
C09CA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valsartan
Dosagem:
160 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Valsartan 160 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.2 Antagonistas dos receptores da angiotensina
Área terapêutica:
valsartan
Resumo do produto:
5112305 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10054683 - 50031996 ; 5112313 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10054683 - 50032003 ; 5112321 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10054683 - 50032020
Status de autorização:
Revogado (20 de Janeiro de 2016)
Número de autorização:
07/H/0414/003
Data de autorização:
2008-05-26

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Valsartan Ciclum 80 mg Comprimidos revestidos por película

Valsartan Ciclum 160 mg Comprimidos revestidos por película

Valsartan

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Valsartan Ciclum e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Valsartan Ciclum

Como tomar Valsartan Ciclum

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Valsartan Ciclum

Conteúdo da embalagem e outras informações

O QUE É VALSARTAN CICLUM E PARA QUE É UTILIZADO

Valsartan

Ciclum

pertence

classe

medicamentos

conhecidos

como

antagonistas dos recetores da angiotensina II que ajudam a controlar a pressão

arterial elevada. A angiotensina II é uma substância produzida pelo organismo que

provoca constrição dos vasos sanguíneos, induzindo assim um aumento da pressão

arterial.

Valsartan

Ciclum

atua

bloqueando

efeito

angiotensina

Consequentemente, os vasos sanguíneos dilatam e a pressão arterial diminui.

Valsartan Ciclum 80 mg comprimidos revestidos por película pode ser utilizado em

três situações diferentes:

para o tratamento de pressão arterial alta. A pressão arterial elevada aumenta a

sobrecarga do coração e artérias. Se não for tratada, pode provocar lesões nos vasos

sanguíneos do cérebro, coração e rins podendo dar origem a um acidente vascular

cerebral, insuficiência cardíaca ou insuficiência renal. A pressão arterial elevada

aumenta o risco de ataques de coração. A redução da pressão arterial para valores

normais reduz o risco de desenvolvimento destas patologias.

para tratamento após um ataque de coração recente (enfarte do miocárdio).

"Recente" aqui significa entre 12 horas e 10 dias.

para tratar a insuficiência cardíaca sintomática. Valsartan Ciclum é utilizado quando

um grupo de medicamentos denominados inibidores da Enzima de Conversão da

Angiotensina (ECA) (um medicamento para tratar insuficiência cardíaca) não pode

ser utilizado ou pode ser utilizado em associação aos inibidores de ECA quando não

se podem utilizar bloqueadores-beta (outro medicamento para o tratamento da

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29-07-2014

INFARMED

insuficiência

cardíaca).

Os sintomas de insuficiência cardíaca incluem falta de ar e inchaço dos pés e das

pernas devido à acumulação de fluídos. É provocado quando o músculo cardíaco não

consegue bombear o sangue com força suficiente para fornecer todo o sangue

necessário a todo o organismo.

Valsartan Ciclum 160 mg comprimidos revestidos por película pode ser utilizado em

três situações diferentes:

para o tratamento de pressão arterial alta. A pressão arterial elevada aumenta a

sobrecarga do coração e artérias. Se não for tratada, pode provocar lesões nos vasos

sanguíneos do cérebro, coração e rins podendo dar origem a um acidente vascular

cerebral, insuficiência cardíaca ou insuficiência renal. A pressão arterial elevada

aumenta o risco de ataques de coração. A redução da pressão arterial para valores

normais reduz o risco de desenvolvimento destas patologias.

para tratamento após um ataque de coração recente (enfarte do miocárdio).

"Recente" aqui significa entre 12 horas e 10 dias.

para tratar insuficiência cardíaca sintomática. Valsartan Ciclum é utilizado quando

um grupo de medicamentos denominados inibidores da Enzima de Conversão da

Angiotensina (ECA) (um medicamento para tratar insuficiência cardíaca) não pode

ser utilizado ou pode ser utilizado em associação aos inibidores de ECA quando não

se podem utilizar bloqueadores-beta (outro medicamento para o tratamento da

insuficiência

cardíaca).

Os sintomas de insuficiência cardíaca incluem falta de ar e inchaço dos pés e das

pernas devido à acumulação de fluídos. É provocado quando o músculo cardíaco não

consegue bombear o sangue com força suficiente para fornecer todo o sangue

necessário a todo o organismo.

O QUE PRECISA DE SABER ANTES DE TOMAR VALSARTAN CICLUM

Não tome Valsartan Ciclum:

se tem alergia (hipersensibilidade) ao valsartan ou a qualquer outro componente

deste medicamento (indicados na secção 6).

se tiver doença hepática grave.

se estiver grávida de mais de 3 meses (também é melhor evitar tomar Valsartan

Ciclum no início da gravidez - ver secção sobre gravidez).

Se algum destes casos se aplicar a si, não tome Valsartan Ciclum

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Valsartan Ciclum:

se sofrer de doença hepática.

se sofrer de doença renal grave ou se está a fazer diálise.

se sofrer de estreitamento da artéria renal.

se tiver sido submetido recentemente a transplante renal (recebeu um novo rim).

se estiver a receber tratamento após um ataque de coração ou para insuficiência

cardíaca, o seu médico pode verificar a sua função renal.

se sofrer de doença cardíaca grave que não seja insuficiência cardíaca ou ataque de

coração.

se estiver a tomar medicamentos que aumentem a quantidade de potássio no

sangue.

Estes

incluem

suplementos

potássio

substitutos

salinos

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INFARMED

contenham potássio, medicamentos poupadores de potássio e heparina. Pode ser

necessário controlar o nível de potássio no seu sangue com regularidade.

sofrer

aldosteronismo.

Trata-se

doença

glândulas

suprarrenais produzem a hormona aldosterona em excesso. Se isto se aplicar a si, o

uso de Valsartan Ciclum não é recomendado.

se tiver perdido uma grande quantidade de líquidos (desidratação) provocada por

diarreia, vómitos ou doses elevadas de diuréticos.

o uso de Valsartan Ciclum em crianças e adolescentes não é recomendado (com

menos de 18 anos de idade).

tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Valsartan Ciclum não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se

tiver mais de 3 meses de gravidez porque pode causar lesões graves no seu bebé se

for utilizado naquela fase (ver secção de gravidez).

Se algum destes casos se aplicar a si, informe o seu médico antes de tomar

Valsartan Ciclum.

Outros medicamentos e Valsartan Ciclum

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

O efeito do tratamento pode ser influenciado se o Valsartan Ciclum for tomado com

determinados medicamentos. Pode ser necessário alterar a dose, tomar outras

precauções,

nalguns

casos,

interromper

tratamento

medicamentos. Esta situação aplica-se tanto aos medicamentos de venda por

prescrição como aos medicamentos não sujeitos a receita médica, em especial:

outros medicamentos utilizados para baixar a pressão arterial, nomeadamente

diuréticos.

medicamentos que aumentam a quantidade de potássio no sangue. Estes incluem

suplementos

potássio

substitutos

salinos

contenham

potássio,

medicamentos poupadores de potássio e heparina.

determinados tipos de analgésicos denominados medicamentos anti-inflamatórios

não esteroides (AINEs).

lítio, um medicamento utilizado no tratamento de certos tipos de doença psiquiátrica.

Além disso:

se estiver a ser tratado após um ataque de coração, não se recomenda a associação

com inibidores da ECA (um medicamento para o tratamento de ataque de coração).

se estiver a ser tratado para insuficiência cardíaca, não se recomenda a associação

tripla com inibidores da ECA e bloqueadores-beta (medicamentos para o tratamento

de insuficiência cardíaca).

Valsartan Ciclum com alimentos

Pode tomar Valsartan Ciclum com ou sem alimentos.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Normalmente o seu médico irá aconselhá-la a interromper o tratamento com

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INFARMED

Valsartan Ciclum antes de engravidar ou assim que você saiba que está grávida e irá

aconselhá-la a tomar outro medicamento para substituição de Valsartan Ciclum.

Valsartan Ciclum não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se

tiver mais de 3 meses de gravidez porque pode causar lesões graves no seu bebé se

utilizado

depois

terceiro

mês

gravidez.

Informe o seu médico caso se encontre a amamentar ou se vai começar a

amamentar.

Valsartan

Ciclum

não

recomendado

para

mães

estão

amamentar e o seu médico poderá escolher outro tratamento para si se desejar

amamentar, especialmente se o seu bebé for recém-nascido ou for prematuro.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Antes de conduzir um veículo, utilizar ferramentas ou máquinas, ou desempenhar

outras tarefas que requeiram concentração, certifique-se de que sabe como reage

aos efeitos de Valsartan Ciclum. Tal como com outros medicamentos utilizados no

tratamento da pressão arterial elevada, Valsartan Ciclum pode, em casos raros,

provocar tonturas e afetar a capacidade de concentração.

Valsartan Ciclum contém sorbitol (E420) e lactose

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

Valsartan Ciclum contém sódio

Este medicamento contém menos de 23 mg (1 mmol) de sódio por comprimido, ou

seja, é praticamente “isento de sódio”.

COMO TOMAR VALSARTAN CICLUM

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico, de modo a

obter os melhores resultados e reduzir o risco de efeitos secundários. Fale com o seu

médico

farmacêutico

tiver

dúvidas.

Frequentemente,

doentes

hipertensão arterial não notam quaisquer sinais deste problema. Muitos sentem-se

perfeitamente normais. Torna-se assim fundamental que cumpra o calendário de

consultas com o seu médico, mesmo quando se sente bem.

Pressão arterial alta: a dose habitual é de 80 mg por dia. Em alguns casos, o seu

médico poderá prescrever-lhe doses mais elevadas (por ex. 160 mg ou 320 mg).

Pode também combinar Valsartan Ciclum com um medicamento adicional (por

exemplo, um diurético).

Após um ataque de coração recente: após um ataque de coração o tratamento é

geralmente iniciado logo ao fim de 12 horas, habitualmente com uma dose baixa de

20 mg duas vezes por dia. A dose de 20 mg é obtida através da divisão do

comprimido de 40 mg. O seu médico irá aumentar esta dose de forma gradual ao

longo de várias semanas até uma dose máxima de 160 mg duas vezes por dia. A

dose final depende do que cada doente individualmente conseguir tolerar.

Valsartan Ciclum pode ser administrado com outro medicamento para o ataque

cardíaco, cabendo ao seu médico decidir qual o tratamento adequado para si.

Insuficiência cardíaca: o tratamento começa geralmente com 40 mg duas vezes por

dia. O seu médico irá aumentar a dose de forma gradual ao longo de várias semanas

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até uma dose máxima de 160 mg duas vezes por dia. A dose final depende do que

cada doente individualmente conseguir tolerar.

Valsartan Ciclum pode ser administrado com outro medicamento para insuficiência

cardíaca, cabendo ao seu médico decidir qual o tratamento adequado para si.

Pode tomar Valsartan Ciclum com ou sem alimentos. Engula o Valsartan Ciclum com

um copo de água.

Tome o Valsartan Ciclum todos os dias aproximadamente à mesma hora.

Se tomar mais Valsartan Ciclum do que deveria

Se sentir tonturas graves e/ou desmaio, deite-se e contacte imediatamente o seu

médico. Se acidentalmente tomou demasiados comprimidos, contacte o seu médico,

farmacêutico ou hospital.

Caso se tenha esquecido de tomar Valsartan Ciclum

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose tome-a assim que se lembrar. No

entanto, se estiver quase na hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se

esqueceu.

Se parar de tomar Valsartan Ciclum

Interromper o tratamento com Valsartan Ciclum pode agravar a sua doença. Não

deixe de tomar o medicamento a menos que seja o seu médico a dizer-lhe que o

faça.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Estes efeitos secundários podem ocorrer com determinadas frequências que são definidas a seguir:

muito frequentes: afeta mais de 1 utilizador em cada 10

frequentes: afeta 1 a 10 utilizadores em cada 100

pouco frequentes: afeta 1 a 10 utilizadores em cada 1.000

raros: afeta 1 a 10 utilizadores em cada 10.000

muito raros: afeta menos de 1 utilizador em cada 10.000

desconhecido: não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis

Alguns sintomas requerem atenção médica imediata:

Pode sentir sintomas de angioedema como, por exemplo,

inchaço da face, língua ou garganta

dificuldade em engolir

erupção cutânea e dificuldades em respirar

Se sentir algum destes sintomas, consulte imediatamente um médico.

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Outros efeitos secundários incluem:

Frequentes:

tonturas, tontura postural

pressão arterial baixa com sintomas como tonturas

função renal diminuída (sinais de disfunção renal)

Pouco frequentes:

reação alérgica com sintomas como erupção cutânea, comichão (prurido), tonturas,

inchaço da face ou lábios ou da língua ou garganta, dificuldade em respirar ou

engolir, tonturas (sinais de angioedema)

perda súbita de consciência

sentir-se a rodar

função renal gravemente reduzida (sinais de falência renal aguda)

espasmos musculares, ritmo cardíaco anormal (sinais de hipercaliemia)

falta de ar, dificuldade em respirar quando está deitado, inchaço dos pés ou das

pernas (sinais de insuficiência cardíaca)

dor de cabeça

tosse

dor abdominal

náuseas

diarreia

cansaço

fraqueza

Desconhecidos

erupção cutânea, comichão (prurido), juntamente com alguns dos seguintes sinais

ou sintomas: febre, dor nas articulações, dor muscular, nódulos linfáticos inchados

e/ou sintomas semelhantes aos da gripe (sinais de doença do soro)

pontos de cor vermelha e púrpura, febre, comichão (sinais de inflamação dos vasos

sanguíneos também denominado vasculite)

hemorragias ou hematomas anormais (sinais de trombocitopenia – diminuição do

número de plaquetas no sangue)

dor muscular (mialgia)

febre, dores de garganta ou úlceras bucais devido a infeções (sintomas de nível

baixo de glóbulos brancos também denominado neutropenia)

diminuição do nível de hemoglobina e diminuição da percentagem de glóbulos

vermelhos no sangue (o que, em casos graves, pode provocar anemia)

aumento do nível de potássio no sangue (o que, em casos graves, pode desencadear

espasmos musculares e ritmo cardíaco anormal)

elevação dos valores da função hepática (o que pode indicar lesões no fígado)

incluindo um aumento do nível de bilirrubina no sangue (o que, em casos graves,

pode causar pele e olhos amarelos)

aumento do nível de azoto na ureia sanguínea e aumento do nível de creatinina

sérica (o que, pode indicar, função renal anormal)

A frequência de determinados efeitos secundários pode variar consoante o seu

estado. Por exemplo, efeitos secundários como tonturas e função renal diminuída

ocorreram com menos frequência em doentes tratados com pressão arterial elevada

do que em doentes tratados para insuficiência cardíaca ou depois de um ataque de

coração recente.

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Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo.

comunicar

efeitos

secundários,

estará

ajudar

fornecer

mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio

internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

COMO CONSERVAR VALSARTAN CICLUM

Não conservar acima de 30ºC.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem,

após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não utilize este medicamento se verificar que a embalagem está danificada ou

apresenta sinais de violação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

CONTEÚDO DA EMBALAGEM E OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Valsartan Ciclum

A substância ativa é o valsartan.

Os outros componentes são:

Núcleo

comprimido:

celulose

microcristalina

siliciada,

sílica

coloidal

anidra,

sorbitol (E420), mistura de carbonato de magnésio e amido pré-gelificado, amido

pré-gelificado,

povidona,

fumarato

sódico

estearilo,

laurilsulfato

sódio,

crospovidona.

Revestimento: Opadry OY-L28900 branco (o qual é constituído por lactose mono-

hidratada, hipromelose 2910 (15 cps), dióxido de titânio (E171), macrogol 4000.

Valsartan Ciclum 80 mg contém óxido de ferro vermelho (E172) e Valsartan Ciclum

160 mg contém óxido de ferro amarelo (E172) e óxido de ferro castanho (E172).

Qual o aspeto de Valsartan Ciclum e conteúdo da embalagem

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INFARMED

Valsartan Ciclum 80 mg Comprimidos revestidos por película contém 80 mg de

valsartan. Apresenta-se na forma de comprimidos revestidos, cilíndricos, ranhurados

e de cor rosa acondicionados em blister de PVC-PE-PVDC/Alumínio em embalagens

de 14, 28 e 56 comprimidos.

Valsartan Ciclum 160 mg Comprimidos revestidos por película contém 160 mg de

valsartan. Apresenta-se na forma de comprimidos revestidos, cilíndricos, ranhurados e de

cor ocre acondicionados em blister de PVC-PE-PVDC/Alumínio em embalagens de 14,

28 e 56 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Ciclum Farma Unipessoal, Lda.

Quinta da Fonte

Edifício D. Amélia – Piso 1, Ala B

2770-229 Paço de Arcos – Portugal

Fabricantes:

Laboratorios Cinfa, S.A.

Carretera Olaz-Chipi, 10

Polígono Areta

31620 Huarte-Pamplona

Navarra (Espanha)

Laboratorios Liconsa S.A.

Avenida Miralcampo, 7,

Polígono Miralcampo

19200 Azuqueca de Henares

Guadalajara (Espanha)

Este folheto foi revisto pela última vez em

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29-07-2014

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

NOME DO MEDICAMENTO

Valsartan Ciclum 80 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan Ciclum 160 mg comprimidos revestidos por película

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Um comprimido revestido por película contém 80 mg de valsartan.

Um comprimido revestido por película contém 160 mg de valsartan.

Excipientes com efeito conhecido:

Valsartan Ciclum 80 mg Comprimidos revestidos por película

Cada comprimido contém: 9.25 mg de sorbitol (E420), 1.08 mg de lactose mono-

hidratada e 0.32 mg (0.02 mmol) de sódio.

Valsartan Ciclum 160 mg Comprimidos revestidos por película

Cada comprimido contém: 18.50 mg de sorbitol (E420), 2.16 mg de lactose mono-

hidratada e 0.63 mg (0.03 mmol) de sódio.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Os comprimidos de Valsartan Ciclum 80 mg são: cilíndricos, ranhurados em um lado

e de cor rosa.

Os comprimidos de Valsartan Ciclum 160 mg são: cilíndricos, ranhurados em um dos

lados e de cor ocre.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipertensão

Tratamento da hipertensão essencial.

Enfarte do miocárdio recente

Tratamento de doentes clinicamente estáveis com insuficiência cardíaca sintomática

disfunção ventricular

sistólica

esquerda assintomática

após um

enfarte

miocárdio recente (12 horas – 10 dias) (ver secções 4.4. e 5.1).

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29-07-2014

INFARMED

Insuficiência cardíaca

Tratamento da insuficiência cardíaca sintomática quando não for possível utilizar

inibidores

enzima

conversora

angiotensina

(ECA)

como

terapêutica

adicional aos inibidores da ECA quando não for possível utilizar bloqueadores-beta

(ver secções 4.4 e 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Hipertensão

A dose inicial recomendada de Valsartan Ciclum é de 80 mg uma vez por dia. O

efeito antihipertensivo está substancialmente presente no espaço de 2 semanas e os

efeitos máximos atingem-se no período de 4 semanas. Em alguns doentes cuja

pressão arterial não é devidamente controlada, a dose pode ser aumentada para

160 mg e para um máximo de 320 mg.

Valsartan

Ciclum

pode

também

administrado

outros

agentes

antihipertensores. A associação de um diurético como a hidroclorotiazida baixará

ainda mais a pressão arterial nestes doentes.

Enfarte do miocárdio recente

Em doentes clinicamente estáveis a terapêutica pode ser iniciada logo ao fim de 12

horas após um enfarte do miocárdio. Após uma dose inicial de 20 mg duas vezes por

dia, a dose de valsartan deve ser ajustada até 40 mg, 80 mg e 160 mg duas vezes

por dia durante as semanas seguintes. A dose inicial é obtida a partir do comprimido

divisível de 40 mg.

A dose máxima que se pretende atingir é de 160 mg duas vezes por dia. Em geral,

recomenda-se que os doentes alcancem um nível de dose de 80 mg duas vezes por

dia até duas semanas após o início do tratamento e que a dose máxima a atingir,

160 mg duas vezes por dia, seja alcançada ao fim de três meses, com base na

tolerabilidade do doente. Se ocorrer hipotensão sintomática ou disfunção renal deve

considerar-se uma redução da dose.

Valsartan pode ser usado em doentes tratados com outras terapêuticas pós-enfarte

miocárdio,

ex.,

trombolíticos,

ácido

acetilsalicílico,

bloqueadores-beta,

estatinas e diuréticos. A associação com inibidores da ECA não é recomendada (ver

secções 4.4. e 5.1).

A avaliação dos doentes no pós-enfarte do miocárdio deve incluir sempre a avaliação

da função renal.

Insuficiência cardíaca

A dose inicial recomendada de Valsartan Ciclum é de 40 mg duas vezes por dia. O

ajuste crescente para 80 mg e 160 mg duas vezes por dia deve ser efetuado a

intervalos de pelo menos duas semanas, até à dose mais elevada que for tolerada

pelo doente. Deve ser considerada a redução da dose dos diuréticos concomitantes.

A dose diária máxima administrada em ensaios clínicos é de 320 mg em doses

divididas.

Valsartan

pode ser

administrado

outras

terapêuticas

para

a insuficiência

cardíaca. No entanto, a associação tripla com um inibidor da ECA, um bloqueador-

beta e valsartan não é recomendada (ver secções 4.4 e 5.1).

A avaliação dos doentes com insuficiência cardíaca deve incluir sempre a avaliação

da função renal.

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29-07-2014

INFARMED

Modo de administração

Valsartan Ciclum pode ser tomado fora das refeições e deve ser administrado com

água.

Informações adicionais sobre populações especiais

Idosos

Não é necessário ajustamento da dose em doentes idosos.

Disfunção renal

Não é necessário ajustamento da dose em doentes com uma depuração de creatinina

>10 ml/min (ver secções 4.4 e 5.2).

Disfunção hepática

Em doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada sem colestase a dose de

valsartan não deverá exceder os 80 mg. Valsartan Ciclum é contraindicado em

doentes com disfunção hepática grave e em doentes com colestase (ver secções 4.3,

4.4 e 5.2).

População pediátrica

A utilização de Valsartan Ciclum não é recomendada em crianças com idades

inferiores a 18 anos, devido à falta de informação de segurança e eficácia.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade

substância

ativa

qualquer

excipientes

mencionados na secção 6.1.

- Disfunção hepática grave, cirrose biliar e colestase.

- Segundo e terceiro trimestre de gravidez (ver secções 4.4 e 4.6).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Hipercaliemia

Não é recomendada a medicação concomitante com suplementos de potássio,

diuréticos poupadores de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros

fármacos

possam

aumentar

níveis

potássio

(heparina,

etc.).

monitorização de potássio deve ser realizada apropriadamente.

Doentes com depleção de sódio e/ou do volume

Nos doentes com depleção grave de sódio e/ou do volume, nomeadamente nos

doentes

tratados

doses

elevadas

diuréticos,

pode

ocorrer

hipotensão

sintomática em casos raros após o início da terapêutica com Valsartan Ciclum. A

depleção de sódio e/ou do volume deve ser corrigida antes de iniciar o tratamento

com Valsartan Ciclum, por exemplo, por redução da dose de diurético.

Estenose arterial renal

O uso seguro de Valsartan Ciclum ainda não foi estabelecido em doentes com

estenose arterial renal bilateral ou estenose de rim único.

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

A administração a curto prazo de Valsartan Ciclum em doze doentes com hipertensão

renovascular secundária a estenose arterial renal unilateral não induziu quaisquer

alterações significativas da hemodinâmica renal, creatinina sérica ou azoto da ureia

sanguínea (BUN). Contudo, uma vez que outros agentes com efeito sobre o sistema

renina-angiotensina podem aumentar a ureia sanguínea e a creatinina sérica de

doentes com estenose arterial renal unilateral, recomenda-se a monitorização da

função renal com doentes tratados com valsartan.

Transplante renal

Não há experiência sobre o uso seguro de Valsartan Ciclum em doentes com

transplante renal recente.

Hiperaldosteronismo primário

Doentes com hiperaldosteronismo primário não devem ser tratados com Valsartan

Ciclum dado que o seu sistema renina-angiotensina não está ativado.

Estenose aórtica e da válvula mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Tal como com todos os outros vasodilatadores, está indicado um cuidado especial

nos doentes que sofram de estenose aórtica ou mitral ou de cardiomiopatia

hipertrófica obstrutiva (HOCM).

Disfunção renal

Não é necessário ajustamento da dose em doentes com uma depuração de creatinina

>10 ml/min. Não existe atualmente qualquer experiência sobre a utilização segura

em doentes com depuração de creatinina <10 ml/min nem em doentes a fazer

diálise, por conseguinte valsartan deve ser utilizado com precaução nestes doentes

(ver secções 4.2 e 5.2).

Disfunção hepática

Em doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada sem colestase, Valsartan

Ciclum deve ser usado com precaução (ver secções 4.2 e 5.2).

Gravidez

A terapêutica com Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARAIIs) não deve

ser iniciada durante a gravidez. A menos que a continuação da terapêutica com

ARAII seja considerada essencial, doentes que planeiam engravidar devem mudar

para terapêuticas anti-hipertensoras alternativas que tenham um perfil de segurança

estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é diagnosticada a

terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida, e, se apropriado,

deve ser iniciada terapêutica alternativa (ver secções 4.3 e 4.6).

Enfarte do miocárdio recente

A associação dupla de captopril e valsartan não demonstrou qualquer benefício

clínico adicional, tendo aumentado o risco de efeitos adversos em comparação com o

tratamento com as respetivas terapêuticas (ver secções 4.2 e 5.1). Por conseguinte,

a associação de valsartan com um inibidor de ECA não é recomendada.

Deve ser tida cautela ao iniciar a terapêutica em doentes no pós-enfarte do

miocárdio. A avaliação dos doentes no pós-enfarte do miocárdio deve incluir sempre

a avaliação da função renal (ver secção 4.2).

Valsartan

Ciclum

doentes

pós-enfarte

miocárdio

resulta

frequentemente

nalguma

redução

pressão

arterial,

interrupção

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

terapêutica devido a hipotensão sintomática continuada não é geralmente necessária

desde que sejam seguidas as instruções de dose (ver secção 4.2).

Insuficiência cardíaca

Em doentes com insuficiência cardíaca, a associação tripla de um inibidor da ECA,

um bloqueador-beta e Valsartan Ciclum não demonstrou qualquer benefício clínico

(ver secção 5.1) Esta associação aparentemente aumenta o risco de acontecimentos

adversos pelo que não é recomendada.

Deve ser exercida cautela ao iniciar a terapêutica em doentes com insuficiência

cardíaca. A avaliação dos doentes com insuficiência cardíaca deve incluir sempre a

avaliação da função renal (ver secção 4.2).

Valsartan

Ciclum

doentes

insuficiência

cardíaca

resulta

frequentemente

nalguma

redução

pressão

arterial,

interrupção

terapêutica devido a hipotensão sintomática continuada não é geralmente necessária

desde que sejam seguidas as instruções de dose (ver secção 4.2).

Em doentes cuja função renal possa depender da atividade do sistema renina-

angiotensina (por ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave), o

tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina tem sido

associado a oligúria e/ou azotemia progressiva e, em casos raros, a insuficiência

renal aguda e/ou morte. Como o valsartan é um antagonista da angiotensina II, não

se pode excluir que o uso de Valsartan Ciclum possa estar associado a insuficiência

da função renal.

Valsartan Ciclum contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, deficiência de lactase ou má absorção de glucose-galactose

não devem tomar este medicamento.

Valsartan Ciclum contém sorbitol (E420). Doentes com problemas hereditários raros

de intolerância à frutose não devem tomar este medicamento.

Valsartan Ciclum contém 0,32 mg (para a dosagem de 80 mg) e 0,63 mg (para a

dosagem de 160 mg) de sódio por dose, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não é recomendada utilização concomitante

Lítio

Foram relatados aumentos reversíveis das concentrações séricas do lítio e da

toxicidade durante o uso concomitante de inibidores da ECA. Devido à falta de

experiência com a utilização concomitante de valsartan e lítio, esta associação não é

recomendada. Caso esta associação seja necessária, recomenda-se a monitorização

cuidadosa dos níveis séricos de lítio.

Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal

contendo potássio e outras substâncias podem aumentar os níveis de potássio

Se se considerar necessário utilizar um medicamento que afeta os níveis de potássio

em associação com valsartan, aconselha-se a monitorização dos níveis de potássio.

Cuidado necessário com utilização concomitante

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

Medicamentos

anti-inflamatórios

não

esteroides

(AINEs),

incluindo

inibidores

seletivos da COX-2, ácido acetilsalicílico >3 g/dia), e AINEs não seletivos

Quando os antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente com

AINEs, pode ocorrer a atenuação do efeito antihipertensivo. Adicionalmente, a

utilização concomitante de antagonistas da angiotensina II e AINEs pode levar a um

aumento do risco de degradação da função renal e a um aumento no potássio sérico.

Assim, recomenda-se a monitorização da função renal no início do tratamento, bem

como a hidratação adequada do doente.

Outros

Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas

quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um

fármacos

seguintes:

cimetidina,

varfarina,

furosemida,

digoxina,

atenolol,

indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A utilização de Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARAIIs) não é

recomendada durante o primeiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4). A utilização

de ARAIIs é contra-indicada durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver

secções 4.3 e 4.4).

Os dados epidemiológicos relativos ao risco de teratogenicidade após exposição a

inibidores da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez não têm sido conclusivos;

no entanto, não pode ser excluído um ligeiro aumento do risco. Embora não existam

dados epidemiológicos controlados sobre o risco com ARAIIs, podem existir riscos

semelhantes

nesta

classe

medicamentos.

menos

continuação

terapêutica com ARAII seja considerada essencial, doentes que planeiam engravidar

devem mudar para terapêuticas anti-hipertensoras alternativas que tenham um perfil

de segurança estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é

diagnosticada a terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida, e, se

apropriado, deve ser iniciada terapêutica alternativa.

Sabe-se que a exposição à terapêutica com ARAIIs durante o segundo e terceiro

trimestres induz fetotoxicidade (função renal reduzida, oligoâmnios, atraso na

ossificação

crânio)

toxicidade

neonatal

(insuficiência

renal,

hipotensão,

hipercaliemia) no ser humano; ver também secção 5.3 "Dados de segurança pré-

clínica".

Se tiver existido exposição a ARAIIs após o segundo trimestre de gravidez, é

recomendável uma avaliação da função renal e do crânio através de ultrassons.

Os bebés cujas mães tomaram ARAIIs devem ser cuidadosamente monitorizados

quanto à hipotensão (ver também secções 4.3. e 4.4).

Amamentação

Devido à inexistência de informação relativa à utilização de valsartan durante a

amamentação,

não

recomenda

utilização

Valsartan

Ciclum

dando-se

preferência a tratamentos alternativos com perfis de segurança melhor estabelecidos

durante o aleitamento, especialmente durante a amamentação de um recém-nascido

ou de um bebé prematuro.

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir. Durante a condução

de veículos ou utilização de máquinas, deverá ter-se em consideração a possibilidade

de ocorrência de tonturas ou cansaço.

4.8 Efeitos indesejáveis

Em estudos clínicos controlados realizados em doentes com hipertensão, a incidência

geral de reações adversas (RAs) foi comparável ao placebo e é coerente com a

farmacologia de valsartan. A incidência de RAs não pareceu estar relacionada com a

dose ou duração do tratamento e também não mostrou qualquer associação com

sexo, idade ou raça.

comunicadas

estudos

clínicos,

experiência

pós-comercialização

descobertas laboratoriais estão listadas a seguir de acordo com a classe de órgãos

do sistema.

As reações adversas estão ordenadas por frequência, primeiro as mais frequentes,

utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100,

<1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000, <1/100); raras (≥ 1/10 000, <1/1000);

muito raras (<1/10 000), incluindo relatos isolados. As reações adversas são

ordenadas por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Relativamente a todas as RAs relatadas da experiência pós-comercialização e

descobertas laboratoriais, não é possível aplicar qualquer frequência de RA, pelo que

a sua frequência vem indicada como "desconhecida".

Hipertensão

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecida

Diminuição na hemoglobina, Diminuição

hematócrito,

Neutropenia,

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecida

Hipersensibilidade

incluindo

doença

soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Desconhecida

Aumento do potássio sérico

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Vasculopatias

Desconhecida

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Dor abdominal

Afeções hepatobiliares

Desconhecida

Elevação dos valores da função hepática

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

incluindo aumento da bilirrubina sérica

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Desconhecida

Angioedema, Erupção cutânea, Prurido

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecida

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Desconhecida

Falência e insuficiência renal, Elevação da

creatinina sérica

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Fadiga

O perfil de segurança visto em estudos clínicos controlados em doentes no pós-

enfarte do miocárdio e/ou com insuficiência cardíaca varia em relação ao perfil de

segurança geral visto em doentes hipertensos. Tal pode estar relacionado com a

doença subjacente dos doentes. As RAs que ocorreram em doentes no pós-enfarte

do miocárdio e/ou com insuficiência cardíaca estão listadas abaixo:

Pós-enfarte do miocárdio e/ou insuficiência cardíaca

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecida

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecida

Hipersensibilidade

incluindo

doença

soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes

Hipercaliemia

Desconhecida

Aumento do potássio sérico

Doenças do sistema nervoso

Frequentes

Tonturas, Tontura postural

Pouco frequentes

Síncope, Cefaleia

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Cardiopatias

Pouco frequentes

Insuficiência cardíaca.

Vasculopatias

Frequentes

Hipotensão, Hipotensão ortostática

Desconhecida

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Náuseas, Diarreia

Afeções hepatobiliares

Desconhecida

Elevação dos valores da função hepática

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Pouco frequentes

Angioedema

Desconhecida

Erupção cutânea, Prurido

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecida

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Frequentes

Disfunção e insuficiência renal

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

Pouco frequentes

Insuficiência

renal

aguda,

Elevação

creatinina sérica

Desconhecida

Aumento do azoto da ureia sanguínea

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Astenia, Fadiga

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio

internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Sobredosagem

Sintomas

Uma sobredosagem com Valsartan Ciclum pode resultar em hipotensão acentuada,

que poderá levar a um nível deprimido de consciência, colapso circulatório e/ou

choque.

Tratamento

As medidas terapêuticas dependem do tempo de ingestão, assim como do tipo e

gravidade

sintomas,

sendo

primordial

importância

estabilização

condições circulatórias.

Se ocorrer hipotensão o doente deve ser colocado em decúbito e deverá ser iniciada

a correção de volume sanguíneo.

É pouco provável que valsartan seja eliminado por hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Classificação

farmacoterapêutica:

3.4.2.2

Aparelho

cardiovascular.

Anti-

hipertensores. Modificadores do eixo renina angiotensina. Antagonistas dos recetores

da angiotensina.

Código ATC: C09CA03

Valsartan é um antagonista dos recetores da angiotensina II (Ang II) oralmente

ativo, potente e específico. Atua de forma seletiva no subtipo de recetores AT1,

responsável pelas ações conhecidas da angiotensina II. O aumento dos níveis

plasmáticos de Ang II após o bloqueio do recetor AT1 com valsartan pode estimular

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

o recetor AT2 não bloqueado, que parece contrabalançar o efeito do recetor AT1. O

valsartan não apresenta qualquer atividade agonista parcial no recetor AT1 e

apresenta uma afinidade muito maior para o recetor AT1 (cerca de 20 000 vezes

superior) que para o recetor AT2. O valsartan não se liga a, nem bloqueia, outros

recetores hormonais ou canais iónicos reconhecidamente importantes na regulação

cardiovascular.

Valsartan não inibe a ECA (também conhecida como cininase II) que converte a Ang

I em Ang II e degrada a bradiquinina. Dado não haver qualquer efeito sobre a ECA e

não haver potenciação de bradiquinina ou da substância P, é pouco provável que os

antagonistas da angiotensina II sejam associados a tosse. Em ensaios clínicos onde o

valsartan foi comparado com um inibidor da ECA, a incidência da tosse seca foi

significativamente menos (P<0,05) nos doentes tratados com valsartan do que nos

doentes tratados com um inibidor de ECA (2,6% versus 7,9% respetivamente). Num

estudo clínico realizado em doentes com história de tosse seca durante o tratamento

com inibidor da ECA, ocorreu tosse em 19,5% dos indivíduos tratados com valsartan

e em 19,0% dos tratados com um diurético tiazídico, comparativamente a 68,5%

nos indivíduos tratados com um inibidor da ECA (P <0,05).

Hipertensão

A administração de valsartan a doentes com resultados de hipertensão provoca uma

redução da pressão arterial sem afetar a frequência cardíaca.

Na maioria dos doentes, após a administração de uma dose oral única, o início da

atividade anti-hipertensora ocorre no intervalo de 2 horas, atingindo-se a redução

máxima da pressão arterial no intervalo de 4-6 horas. O efeito antihipertensivo

persiste ao longo de 24 horas após a dosagem. Durante a administração de doses

repetidas, o efeito hipertensivo está substancialmente presente no espaço de 2

semanas e os efeitos máximos são obtidos no espaço de 4 semanas, mantendo-se

durante o tratamento prolongado. Quando em associação com hidroclorotiazida

obtém-se uma redução adicional significativa na pressão arterial.

A interrupção súbita de valsartan não foi associada a hipertensão de rebound ou a

outros efeitos adversos clínicos.

Em doentes hipertensos com diabetes tipo 2 e microalbuminúria, o valsartan

mostrou

diminuir

excreção urinária

albumina. O

estudo

MARVAL

(Micro

Albuminuria Reduction with Valsartan) avaliou a redução na excreção urinária de

albumina (UAE) com valsartan (80-160 mg/uma vez por dia) versus amlodipina (5-

10 mg/uma vez por dia), em 332 doentes com diabetes tipo 2 (idade média: 58

anos;

265 homens)

microalbuminúria

(valsartan:

58 µg/min;

amlodipina:

55,4 µg/min), pressão arterial normal ou alta e com função renal conservada

(creatinina plasmática <120 µmol/l). Às 24 semanas, a UAE baixou (p<0,001) em

42% (–24,2 µg/mín; 95% CI: –40,4 a –19,1) com valsartan e cerca de 3% (–1,7

µg/mín; 95% CI: –5,6 a 14,9) com amlodipina apesar de taxas semelhantes de

redução da pressão arterial em ambos os grupos.

estudo

Valsartan

Reduction

Proteinuria

(DROP)

analisou

mais

aprofundadamente a eficácia de valsartan na redução de UAE em 391 doentes

hipertensos (PA=150/88 mmHg) com diabetes tipo 2, albuminúria (média=102

µg/mín; 20-700 µg/mín) e função renal conservada (creatinina sérica média = 80

µmol/l). Os doentes foram aleatorizados para uma de 3 doses de valsartan (160, 320

e 640 mg/por dia) e tratados durante 30 semanas. A finalidade do estudo foi

determinar a dose ótima de valsartan para reduzir a UAE em doentes hipertensos

diabetes

tipo

semanas,

alteração

percentual

significativamente reduzida em 36% a partir da linha basal com valsartan 160 mg

(95%CI: 22 a 47%), e 44% com valsartan 320 mg (95%CI: 31 a 54%). Concluiu-se

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

que 160-320 mg de valsartan produziu reduções clinicamente significativas na UAE

em doentes hipertensos com diabetes tipo 2.

Enfarte do miocárdio recente

O ensaio VALsartan In Acute myocardial iNfarcTion (VALIANT) foi um estudo

aleatorizado, controlado, multinacional, em dupla ocultação, em 14 703 doentes com

enfarte

agudo

miocárdio

sinais,

sintomas

evidência

radiológica

insuficiência cardíaca congestiva e/ou evidência de disfunção sistólica ventricular

esquerda (manifestada como uma fração de ejeção ≤ 40% por ventriculografia de

radionuclídeos

ecocardiografia

angiografia

ventricular

contraste). Os doentes foram aleatorizados no intervalo de 12 horas a 10 dias após o

início dos sintomas de enfarte do miocárdio para valsartan, captopril ou a associação

de ambos. A duração média do tratamento foi de dois anos. O endpoint primário foi

a altura para mortalidade por todas as causas.

O valsartan foi tão eficaz como o captopril na redução da mortalidade por todas as

causas após enfarte do miocárdio. A mortalidade por todas as causas foi semelhante

nos grupos valsartan (19,9%), captopril (19,5%) e valsartan + captopril (19,3%).

Associar

valsartan

captopril

não

resultou

benefício

relativamente

captopril isoladamente. Não se verificaram diferenças entre valsartan e captopril na

mortalidade por todas as causas com base na idade, sexo, raça, terapêuticas basais

ou doença subjacente. O valsartan foi também eficaz a prolongar o tempo e reduzir a

mortalidade cardiovascular, hospitalização por insuficiência cardíaca, enfarte do

miocárdio recorrente, paragem cardíaca com ressuscitação e AVC não fatal (segundo

endpoint composto).

O perfil de segurança de valsartan foi coerente com o percurso clínico de doentes

tratados no cenário pós-enfarte do miocárdio. Relativamente à função renal, foi

observado o aumento para o dobro da creatinina sérica em 4,2% dos doentes

tratados com valsartan, 4,8% dos doentes tratados com valsartan+captopril e 3,4%

dos doentes tratados com captopril. As interrupções provocadas por vários tipos de

disfunção renal ocorreram em 1,1% de doentes tratados com valsartan, 1,3% de

doentes tratados com valsartan+captopril e 0,8% de doentes tratados com captopril.

Deverá incluir-se uma avaliação da função renal na avaliação de doentes no pós-

enfarte do miocárdio.

Não se verificaram diferenças na mortalidade por todas as causas, mortalidade ou

morbilidade cardiovascular quando se administraram bloqueadores-beta juntamente

associação

valsartan+captopril,

valsartan

isoladamente

captopril

isoladamente. Independente do tratamento, a mortalidade foi inferior no grupo de

doentes tratados com um bloqueador-beta, sugerindo que o conhecido benefício dos

bloqueadores-beta nesta população foi mantido neste ensaio.

Insuficiência cardíaca

Val-HeFT foi um ensaio clínico aleatorizado, controlado, multinacional de valsartan

em comparação com placebo na morbilidade e mortalidade em 5010 doentes com

insuficiência cardíaca das classes II (62%), III (36%) e IV (2%) da NYHA a receber a

terapêutica convencional com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (LVEF) <40%

diâmetro

diastólico

interno

ventricular

esquerdo

(LVIDD)

>2,9

cm/m2.

terapêutica de base incluiu inibidores da ECA (93%), diuréticos (86%), digoxina

(67%)

bloqueadores-beta

(36%).

duração

média

seguimento

aproximadamente dois anos. A dose diária média de valsartan no Val-HeFT foi de

254 mg. O estudo teve dois endpoints principais: a mortalidade por todas as causas

(tempo de sobrevida) e a mortalidade composta e a morbilidade por insuficiência

cardíaca (tempo até ao primeiro evento mórbido) definida como morte, morte súbita

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

com reanimação, hospitalização por insuficiência cardíaca ou administração de

agentes vasodilatadores ou inotrópicos intravenosos durante quatro horas ou mais

sem hospitalização.

A mortalidade por todas as causas foi semelhante (p=NS) nos grupos de valsartan

(19,7%) e de placebo (19,4%). O principal benefício foi uma redução de 27,5%

(95% CI: 17 a 37%) no risco para o tempo até à primeira hospitalização por

insuficiência cardíaca (13,9% vs. 18,5%). Resultados que pareciam favorecer o

placebo (mortalidade e morbidade composta foi 21,9% no placebo vs. 25,4% no

grupo de valsartan) foram observados nos doentes a receber a associação tripla de

um inibidor de ECA, um bloqueador-beta e valsartan.

Num subgrupo de doentes que não estavam a tomar um inibidor de ECA (n=366), os

benefícios de morbidade foram superiores. Neste subgrupo, a mortalidade por todas

as causas baixou significativamente com valsartan comparativamente com placebo

em 33% (95% CI: –6% a 58%) (17,3% valsartan vs. 27,1% placebo) e o risco de

mortalidade e morbidade composta baixou significativamente em 44% (24,9%

valsartan vs. 42,5% placebo).

Em doentes a receber um inibidor de ECA sem um bloqueador-beta, a mortalidade

por todas as causas foi semelhante (p=NS) nos grupos de valsartan (21,8%) e

placebo

(22,5%).

risco

mortalidade

morbidade

composta

baixou

significativamente em 18,3% (95% CI: 8% a 28%) com valsartan comparativamente

com placebo (31,0% vs. 36,3%).

população

geral

estudo

Val-HeFT,

doentes

tratados

valsartan

apresentaram uma melhoria significativa na classe da NYHA e nos sinais e sintomas

de insuficiência cardíaca, incluindo dispneia, fadiga, edema e fervores quando

comparados com o placebo. Os doentes tratados com valsartan tiveram uma melhor

qualidade de vida, tal como demonstrado pela mudança na pontuação na escala

Minnesota Living with Heart Failure Quality of Life a partir do valor basal até ao

endpoint, do que o placebo. A fração de ejeção nos doentes tratados com valsartan

foi significativamente aumentada e o diâmetro diastólico interno ventricular esquerdo

significativamente reduzido desde o valor basal até ao endpoint, em comparação

com o placebo.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

Após a administração oral de valsartan isoladamente, o pico das concentrações

plasmáticas de valsartan é atingido em 2–4 horas. A biodisponibilidade média

absoluta é de 23%. A alimentação diminui a exposição (conforme medida pela AUC)

ao valsartan em cerca de 40% e a concentração plasmática máxima (Cmáx) em

cerca de 50%, embora a partir das 8 h, as concentrações plasmáticas de valsartan

pós administração sejam semelhantes para os grupos alimentados e em jejum. Esta

redução na AUC não é, contudo, acompanhada por uma redução clinicamente

significativa

efeito

terapêutico

valsartan

pode,

conseguinte,

administrado com ou sem ingestão de alimentos.

Distribuição:

O volume de distribuição de valsartan no estado estacionário após administração

intravenosa é de cerca de 17 litros indicando que o valsartan não se distribui nos

tecidos de forma extensa. O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às

proteínas séricas (94-97%), principalmente à albumina sérica.

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

Biotransformação:

O valsartan não é extensamente biotransformado na medida em que apenas cerca

dose

recuperada

como

metabolitos.

identificado

hidroximetabolito no plasma em baixas concentrações (menos do que 10% da AUC

de valsartan). Este metabolito é farmacologicamente inativo.

Excreção:

O valsartan apresenta uma cinética de degradação multiexponencial (t½α < 1 h e

t½ß cerca de 9 h). O valsartan é eliminado principalmente por excreção biliar nas

fezes (cerca de 83% da dose) e renalmente na urina (cerca de 13% da dose),

principalmente sob a forma de composto inalterado. Após administração intravenosa,

a depuração de valsartan no plasma é de cerca de 2 l/h e a sua depuração renal é de

0,62 l/h (cerca de 30% da depuração total). A semivida de valsartan é de 6 horas.

Em doentes com insuficiência cardíaca:

O tempo médio até à concentração máxima e o tempo de semivida de eliminação do

valsartan nos doentes com insuficiência cardíaca são semelhantes aos observados

nos voluntários saudáveis. Os valores de AUC e Cmáx de valsartan são quase

proporcionais ao aumento da dose ao longo do intervalo de doses clínicas (40 mg a

160 mg duas vezes por dia). O fator de acumulação médio é de cerca de 1,7. A

depuração aparente do valsartan após a administração oral é de cerca de 4,5 l/h. A

idade não afeta a depuração aparente nos doentes com insuficiência cardíaca.

Populações especiais

Idosos

Nalguns indivíduos idosos foi

observada

exposição

sistémica

valsartan

ligeiramente mais elevada do que nos indivíduos jovens; esta diferença não foi,

contudo, considerada clinicamente significativa.

Disfunção renal

Conforme seria de esperar num composto em que a depuração renal perfaz apenas

30% da depuração plasmática total, não foi observada qualquer correlação entre a

função renal e a exposição sistémica a valsartan O ajustamento da dose não se

torna, deste modo, necessário em doentes com insuficiência renal (depuração de

creatinina > 10 ml/min). Não existe atualmente qualquer experiência sobre a

utilização segura em doentes com depuração de creatinina <10 ml/min nem em

doentes a fazer diálise, por conseguinte valsartan deve ser utilizado com precaução

nestes doentes (ver secções 4.2 e 4.4). O valsartan apresenta uma elevada taxa de

ligação às proteínas plasmáticas e é pouco provável que seja eliminado através de

diálise.

Disfunção hepática

Cerca de 70% da dose absorvida é eliminada na bílis, essencialmente na forma

inalterada. Valsartan não passa por qualquer biotransformação digna de registo.

Observou-se um duplicar da exposição (AUC) em doentes com disfunção hepática

ligeira a moderada em comparação com indivíduos saudáveis. Contudo não foi

observada correlação entre a concentração plasmática de valsartan e o grau de

disfunção hepática. Valsartan não foi estudado em doentes com disfunção hepática

grave (ver secções 4.2, 4.3 e 4.4).

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo

estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida,

genotoxicidade e potencial carcinogénico.

Nos ratos, doses tóxicas a nível materno (600 mg/kg/dia) durante os últimos dias de

gestação e aleitamento levaram a menor sobrevivência, menos aumento de peso e

atraso no desenvolvimento (descolamento do pavilhão da orelha e abertura do canal

auricular) das crias (ver secção 4.6). Estas doses em ratos (600 mg/kg/dia) foram

aproximadamente 18 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa

base de mg/m2 (os cálculos assumem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente de

60 kg). Em estudos não clínicos de segurança, doses elevadas de valsartan (200 a

600 mg/kg de peso corporal) provocaram em ratos a redução dos parâmetros dos

glóbulos

vermelhos

(eritrócitos,

hemoglobina,

hematócritos)

evidência

alterações

hemodinâmicas

renais

(ureia

plasmática

levemente

aumentada

hiperplasia tubular renal e basofilia nos machos). Estas doses em ratos (200 a

600 mg/kg/dia) foram aproximadamente 6 e 18 vezes a dose máxima recomendada

para o ser humano numa base de mg/m2 (os cálculos pressupõem uma dose oral de

320 mg/dia e um doente de 60 kg).

Em macacos saguís com doses similares as alterações foram similares apesar de com

maior

gravidade,

particularmente

rins

onde

alterações evoluíram

para

nefropatia que incluiu aumento de ureia e creatinina.

Foram também verificadas em ambas as espécies hipertrofia das células renais

justaglomerulares. Considerou-se que todas as alterações foram causadas pela ação

farmacológica

valsartan,

qual

produz

hipotensão

prolongada,

particularmente nos macacos saguís. Para doses terapêuticas de valsartan no ser

humano, a hipertrofia das células renais justaglomerulares parece não ter qualquer

relevância.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido: celulose microcristalina siliciada, sílica coloidal anidra,

sorbitol (E420), mistura de carbonato de magnésio e amido pré-gelificado, amido pré-

gelificado, povidona, fumarato sódico de estearilo, laurilsulfato de sódio,

crospovidona.

Revestimento: Opadry OY-L28900 branco (o qual é constituído por lactose mono-

hidratada, hipromelose 2910 (15 cps), dióxido de titânio (E171), macrogol 4000.

Valsartan Ciclum 80 mg contém óxido de ferro vermelho (E172) e Valsartan Ciclum

160 mg contém óxido de ferro amarelo (E172) e óxido de ferro castanho (E172).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de PVC-PE-PVDC /Alumínio.

Embalagens de 14, 28 ou 56 unidades.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Ciclum Farma Unipessoal, Lda.

Quinta da Fonte

Edifício D. Amélia – Piso 1, Ala B

2770-229 Paço de Arcos - Portugal

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Valsartan Ciclum 80 mg Comprimidos revestidos por película

N.º de registo: 5112255 - 14 comprimidos revestidos por película, 80 mg, blister de

PVC-PE-PVDC /Alu

N.º de registo: 5112263 - 28 comprimidos revestidos por película, 80 mg, blister de

PVC-PE-PVDC /Alu

N.º de registo: 5112271 - 56 comprimidos revestidos por película, 80 mg, blister de

PVC-PE-PVDC /Alu

Valsartan Ciclum 160 mg Comprimidos revestidos por película

N.º de registo: 5112305 - 14 comprimidos revestidos por película, 160 mg, blister de

PVC-PE-PVDC /Alu

N.º de registo: 5112313 - 28 comprimidos revestidos por película, 160 mg, blister de

PVC-PE-PVDC /Alu

N.º de registo: 5112321 - 56 comprimidos revestidos por película, 160 mg, blister de

PVC-PE-PVDC /Alu

APROVADO EM

29-07-2014

INFARMED

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO

RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 26 de maio de 2008

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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