Valsartan Azevedos 40 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Valsartan
Disponível em:
Laboratórios Azevedos - Indústria Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
C09CA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valsartan
Dosagem:
40 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Valsartan 40 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.2 Antagonistas dos receptores da angiotensina
Área terapêutica:
valsartan
Resumo do produto:
5300363 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 1 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10069190 - 50042904 ; 5300371 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 1 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10069190 - 50044133
Status de autorização:
Suspenso
Número de autorização:
09/H/0250/001
Data de autorização:
2010-05-31

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

Folheto Informativo: Informação para o utilizador

Valsartan Azevedos 40 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Valsartan Azevedos e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Valsartan Azevedos

3. Como tomar Valsartan Azevedos

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Valsartan Azevedos

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Valsartan Azevedos e para que é utilizado

Valsartan Azevedos contém a substância ativa: valsartan e pertence a uma classe de

medicamentos conhecidos como antagonistas dos recetores da angiotensina II, que

ajudam a controlar a pressão arterial elevada. A angiotensina II é uma substância

produzida pelo organismo que provoca constrição dos vasos sanguíneos, induzindo

assim um aumento da pressão arterial. Valsartan Azevedos atua bloqueando o efeito

da angiotensina II. Consequentemente, os vasos sanguíneos dilatam e a pressão

arterial diminui.

Valsartan Azevedos 40 mg comprimidos revestidos por película pode ser utilizado em

três situações diferentes:

- Para o tratamento de pressão arterial alta em crianças e adolescentes de 6 a

18 anos de idade. A pressão arterial elevada aumenta a sobrecarga do coração e

artérias. Se não for tratada, pode provocar lesões nos vasos sanguíneos do cérebro,

coração e rins, podendo dar origem a um acidente vascular cerebral (AVC),

insuficiência cardíaca ou insuficiência renal. A pressão arterial elevada aumenta o

risco de ataques de coração. A redução da pressão arterial para valores normais

reduz o risco de desenvolvimento destas doenças.

- Para tratamento de doentes adultos após um ataque de coração recente (enfarte

do miocárdio). "Recente" aqui significa entre 12 horas e 10 dias.

- Valsartan Azevedos pode ser utilizado para o tratamento da insuficiência cardíaca

sintomática em doentes adultos. Valsartan Azevedos é utilizado quando um grupo de

medicamentos denominados inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina

(ECA) (um medicamento para tratar a insuficiência cardíaca) não pode ser utilizado,

pode

utilizado

adicionalmente

inibidores

ECA,

quando

outros

medicamentos

para

tratar

insuficiência

cardíaca

não

podem

utilizados.

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INFARMED

Os sintomas de insuficiência cardíaca incluem falta de ar e inchaço dos pés e das

pernas devido à acumulação de fluidos. É provocado quando o músculo cardíaco não

consegue bombear o sangue com força suficiente para fornecer todo o sangue

necessário a todo o organismo.

2. O que precisa de saber antes de tomar Valsartan Azevedos

Não tome Valsartan Azevedos:

- Se tem alergia ao valsartan ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6).

- Se tiver doença hepática grave.

- Se estiver grávida de mais de 3 meses (também é melhor evitar tomar Valsartan

Azevedos no início da gravidez - ver secção sobre gravidez).

- Se tem diabetes, ou a função renal diminuída, e está a ser tratado com um

medicamento que contém aliscireno para diminuir a pressão arterial.

Se algum dos casos acima se aplicar a si, informe o seu médico e não tome

Valsartan Azevedos

Advertências e precauções:

Fale com o seu médico antes de utilizar Valsartan Azevedos

- Se sofrer de doença hepática.

- Se sofrer de doença renal grave ou se está a fazer diálise.

- Se sofrer de estreitamento da artéria renal.

- Se tiver sido submetido recentemente a um transplante renal (recebeu um novo

rim).

Se sofrer de doença cardíaca grave que não seja insuficiência cardíaca ou ataque de

coração.

Se sofreu alguma vez inchaço da língua e do rosto, causado por uma reação alérgica

chamada angioedema, enquanto tomava outro medicamento (incluindo inibidores da

ECA), informe o seu médico. Se sentir estes sintomas enquanto estiver a tomar

Valsartan Azevedos, pare imediatamente de tomar Valsartan Azevedos e não volte a

tomá-lo. Veja também a secção 4 “Efeitos secundários”.

Se estiver a tomar medicamentos que aumentem a quantidade de potássio no

sangue.

Estes

incluem

suplementos

potássio

substitutos

salinos

contenham potássio, medicamentos poupadores de potássio e heparina. Pode ser

necessário controlar o nível de potássio no seu sangue com regularidade.

sofrer

aldosteronismo.

Trata-se

de uma

doença

glândulas

suprarrenais produzem a hormona aldosterona em excesso. Se isto se aplicar a si, o

uso de Valsartan Azevedos não é recomendado.

Se tiver perdido uma grande quantidade de líquidos (desidratação) provocada por

diarreia, vómitos ou doses elevadas de diuréticos.

Se está a tomar algum dos seguintes medicamentos para tratar a pressão arterial

elevada:

- Um inibidor da ECA (por exemplo enalapril, lisinopril, ramipril), em particular, se

tiver problemas nos rins relacionados com diabetes.

- Aliscireno

- Se está a tomar um inibidor da ECA em conjunto com determinados medicamentos

para tratar a insuficiência cardíaca, os quais são conhecidos como antagonistas dos

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recetores mineralcorticóides (ARM). (por exemplo espironolactona, eplerenona) ou

bloqueadores beta (por exemplo metoprolol).

O seu médico pode verificar a sua função renal, pressão arterial e a quantidade de

eletrólitos (por exemplo, o potássio) no seu sangue em intervalos regulares.

Ver também a informação sob o título “Não tome Valsartan Azevedos”

Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Valsartan Azevedos não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado

se tiver mais de 3 meses de gravidez, porque pode causar lesões graves no seu bebé

se for utilizado naquela fase (ver secção de gravidez).

Outros medicamentos e Valsartan Azevedos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos.

O efeito do tratamento pode ser influenciado se o Valsartan Azevedos for tomado

com determinados medicamentos. Pode ser necessário alterar a dose, tomar outras

precauções,

nalguns

casos,

interromper

tratamento

medicamentos. Esta situação aplica-se tanto aos medicamentos sujeitos a receita

médica como aos medicamentos não sujeitos a receita médica, em especial:

Outros medicamentos utilizados para baixar a pressão arterial, nomeadamente

diuréticos, inibidores da ECA (tais como enalapril, lisinopril, etc) ou aliscireno (ver

também informações sob os títulos “Não tome Valsartan Azevedos” e “Advertências e

precauções”).

Medicamentos que aumentam a quantidade de potássio no sangue. Estes incluem

suplementos

potássio

substitutos

salinos

contenham

potássio,

medicamentos poupadores de potássio e heparina.

Determinados tipos de analgésicos denominados medicamentos anti-inflamatórios

não esteróides (AINEs).

Alguns antibióticos (grupo rifamicina), um medicamento usado para evitar a rejeição

ao transplante (ciclosporina) ou medicamentos antirretrovirais para tratar a infeção

VIH/SIDA (ritonavir). Estes medicamentos podem aumentar o efeito de Valsartan

Azevedos.

Lítio,

medicamento

utilizado

tratamento

certos

tipos

doença

psiquiátrica.

Além disso:

Se estiver a ser tratado após um ataque de coração, não se recomenda a associação

com inibidores da ECA (um medicamento para o tratamento de ataque de coração).

Se estiver a ser tratado para a insuficiência cardíaca, a associação tripla de inibidores

da ECA e outros medicamentos para tratar a insuficiência cardíaca, conhecidos como

antagonistas dos recetores mineralcorticóides (ARM) (por exemplo espironolactona,

eplerenona), ou bloqueadores beta (por exemplo metoprolol), não é recomendada.

Gravidez, amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

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Normalmente, o seu médico irá aconselhá-la a interromper o tratamento com

Valsartan Azevedos antes de engravidar, ou assim que você saiba que está grávida,

e irá aconselhá-la a tomar outro medicamento para substituição de Valsartan

Azevedos. Valsartan Azevedos não é recomendado no início da gravidez e não pode

ser tomado se tiver mais de 3 meses de gravidez porque pode causar lesões graves

bebé

utilizado

depois

terceiro

mês

gravidez.

Informe o seu médico caso se encontre a amamentar ou se vai começar a

amamentar. Valsartan Azevedos não é recomendado para mães que estão a

amamentar e o seu médico poderá escolher outro tratamento para si se desejar

amamentar, especialmente se o seu bebé for recém-nascido ou for prematuro.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Antes de conduzir um veículo, utilizar ferramentas ou máquinas, ou desempenhar

outras tarefas que requeiram concentração, certifique-se de que sabe como reage

aos efeitos de Valsartan Azevedos. Tal como com outros medicamentos utilizados no

tratamento da pressão arterial elevada, Valsartan Azevedos pode, em casos raros,

provocar tonturas e afetar a capacidade de concentração.

3. Como tomar Valsartan Azevedos

Tome

este

medicamento

exatamente

como

indicado

pelo

médico

farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Tomar este medicamento sempre de acordo com as indicações do médico, de modo

obter

melhores

resultados

reduzir

risco

efeitos

secundários.

Frequentemente, os doentes com hiperpressão arterial não notam quaisquer sinais

deste

problema.

Muitos

sentem-se

perfeitamente

normais.

Torna-se

assim

fundamental que cumpra o calendário de consultas com o seu médico, mesmo

quando se sente bem.

Doentes adultos com pressão arterial alta: A dose recomendada é 80 mg/dia. Em

alguns casos, o seu médico pode prescrever doses maiores (por exemplo 160 mg ou

320 mg). Pode também associar Valsartan Azevedos com outro medicamento (por

exemplo diuréticos).

Crianças e adolescentes (6 a 18 anos de idade) com pressão arterial alta:

Em doentes com menos de 35kg de peso a dose recomendada é de 40 mg de

valsartan uma vez por dia.

Em doentes com 35kg de peso, ou mais, a dose inicial recomendada é de 80 mg de

valsartan uma vez por dia.

Nalguns casos o seu médico pode prescrever doses mais elevadas (a dose pode ser

aumentada até 160 mg e até um máximo de 320 mg).

Doentes adultos após um ataque de coração recente: após um ataque de coração o

tratamento é geralmente iniciado logo ao fim de 12 horas, habitualmente com uma

dose baixa de 20 mg duas vezes por dia. A dose de 20 mg é obtida através da

divisão do comprimido de 40 mg. O seu médico irá aumentar esta dose de forma

gradual ao longo de várias semanas até uma dose máxima de 160 mg duas vezes

por dia. A dose final depende do que cada doente individualmente conseguir tolerar.

Valsartan Azevedos pode ser administrado com outro medicamento para o ataque

cardíaco, cabendo ao seu médico decidir qual o tratamento adequado para si.

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INFARMED

Doentes adultos com insuficiência cardíaca: o tratamento começa geralmente com

40 mg, duas vezes por dia. O seu médico irá aumentar a dose de forma gradual ao

longo de várias semanas até uma dose máxima de 160 mg, duas vezes por dia. A

dose final depende do que cada doente individualmente conseguir tolerar.

Valsartan Azevedos pode ser administrado com outro medicamento para insuficiência

cardíaca, cabendo ao seu médico decidir qual o tratamento adequado para si.

Pode tomar Valsartan Azevedos com ou sem alimentos. Engula o Valsartan Azevedos

com um copo de água.

Tome o Valsartan Azevedos todos os dias aproximadamente à mesma hora.

Se tomar mais Valsartan Azevedos do que deveria

Se sentir tonturas graves e/ou desmaio, contacte imediatamente o seu médico e

deite-se. Se acidentalmente tomou demasiados comprimidos, contacte o seu médico,

farmacêutico ou hospital.

Caso se tenha esquecido de tomar Valsartan Azevedos

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose tome-a assim que se lembrar. No

entanto, se estiver quase na hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se

esqueceu.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Valsartan Azevedos

Interromper o tratamento com Valsartan Azevedos pode agravar a sua doença. Não

deixe de tomar o medicamento a menos que seja o seu médico a dizer-lhe que o

faça.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Alguns efeitos secundários podem ser graves e requerem atenção médica imediata:

Pode sentir sintomas de angioedema (uma reação alérgica específica) como, por

exemplo, inchaço da face, lábios, língua ou garganta, dificuldade em respirar ou

engolir, urticária (erupção na pele com comichão), comichão.

Se sentir algum destes sintomas, pare de tomar Valsartan Azevedos e contacte

imediatamente o seu médico (ver secção 2 ”Advertências e precauções”)

Efeitos secundários incluem:

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

Tonturas

Pressão arterial baixa com ou sem sintomas, como tonturas e desmaio quando está

de pé Função renal diminuída (sinais de compromisso renal)

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Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

Angioedema (ver secção “Alguns sintomas requerem atenção médica imediata”)

Perda súbita de consciência (síncope)

Sentir-se a rodar (vertigens)

Função renal gravemente reduzida (sinais de insuficiência renal aguda)

Espasmos musculares, ritmo cardíaco anormal (sinais de hipercaliemia)

Falta de ar, dificuldade em respirar quando está deitado, inchaço dos pés ou das

pernas (sinais de insuficiência cardíaca)

Dor de cabeça

Tosse

Dor abdominal

Náuseas

Diarreia

Cansaço

Fraqueza

Desconhecidos (frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis)

Formação de bolhas (sinal de dermatite bolhosa) podem ocorrer reações alérgicas

com erupção na pele, comichão e urticária (erupção na pele com comichão),

sintomas de febre, inchaço das articulações, dor nas articulações, dor muscular,

nódulos linfáticos inchados e/ou sintomas semelhantes aos da gripe (sinais de

doença do soro) pontos de cor vermelha e púrpura, febre, comichão (sinais de

inflamação dos vasos sanguíneos também denominado vasculite)

Hemorragias ou hematomas anormais (sinais de trombocitopenia)

Dor muscular (mialgia) febre, dores de garganta ou úlceras bucais devido a infeções

(sintomas de nível baixo de glóbulos brancos também denominado neutropenia)

Diminuição do nível de hemoglobina e diminuição da percentagem de glóbulos

vermelhos no sangue (o que pode provocar anemia em casos graves)

Aumento do nível de potássio no sangue (o que pode desencadear espasmos

musculares e ritmo cardíaco anormal em casos graves)

Elevação dos valores da função hepática (o que pode indicar lesões no fígado)

incluindo um aumento do nível de bilirrubina no sangue (o que pode causar pele e

olhos amarelos em casos graves)

Aumento do nível de azoto na ureia sanguínea e aumento do nível de creatinina

sérica (o que pode indicar, função renal anormal)

Baixo nível de sódio no sangue (o que pode provocar cansaço, confusão, espasmos

musculares e/ou convulsões em casos graves)

A frequência de determinados efeitos secundários pode variar consoante o seu

estado. Por exemplo, efeitos secundários como tonturas e função renal diminuída

ocorreram com menos frequência em doentes adultos tratados com pressão arterial

elevada, do que em doentes adultos tratados para insuficiência cardíaca, ou depois

de um ataque de coração recente.

Os efeitos secundários em crianças e adolescentes são semelhantes aos observados

em adultos.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

abaixo.

comunicar

efeitos

secundários,

estará

ajudar

fornecer

mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED,

I.P.

Direção

Gestão

Risco

Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio

internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Valsartan Azevedos

Não conservar acima de 30ºC.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister, após EXP

ou VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Valsartan Azevedos

- A substância ativa é valsartan.

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de valsartan.

outros

componentes

são:

lactose,

lactose

mono-hidratada,

celulose

microcristalina, hidroxipropilcelulose, sílica coloidal anidra e estearato de magnésio.

O revestimento do comprimido contém hidroxipropilmetilcelulose, Macrogol 8000,

dióxido de titânio (E171), Óxido de ferro vermelho (E172), Óxido de ferro amarelo

(E172), Óxido de ferro negro (E172)

Qual o aspeto de Valsartan Azevedos e conteúdo da embalagem

Valsartan Azevedos 40 mg comprimidos revestidos por película, são de coloração

amarela, forma oblonga, biconvexos, com ranhura e gravação “40” numa das faces e

a gravação “VLS” na outra face.

Apresentações: 14 e 56 comprimidos

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

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INFARMED

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Laboratórios Azevedos – Indústria Farmacêutica, S.A.

Estrada Nacional 117-2, Alfragide

2614-503 Amadora

Fabricante

Sofarimex – Indústria Química e Farmacêutica, S.A.

Av. das Indústrias – Alto do Colaride

Cacém

Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Valsartan Azevedos 40 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Valsartan Azevedos

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de valsartan.

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Contém lactose

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Comprimido revestido por película, de cor amarela, oblongo, biconvexo, com ranhura

e gravação “40” numa das faces e a gravação “VLS” na outra face. A ranhura

permite que o comprimido seja dividido em duas metades iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipertensão

Tratamento da hipertensão em crianças e adolescentes de 6 a 18 anos de idade.

Enfarte do miocárdio recente

Tratamento de doentes adultos, clinicamente estáveis, com insuficiência cardíaca

sintomática, ou disfunção ventricular sistólica esquerda assintomática, após um

enfarte do miocárdio recente (12 horas – 10 dias) (ver secção 4.4. e 5.1).

Insuficiência cardíaca

Tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca sintomática, quando os

inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA) não são tolerados, ou em

doentes intolerantes a bloqueadores beta, como terapêutica adicional aos inibidores

da ECA, quando os antagonistas dos recetores mineralcorticóides não podem ser

usados (ver secções 4.2, 4.4, 4.5 e 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

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INFARMED

Enfarte do miocárdio recente

Em doentes clinicamente estáveis, a terapêutica pode ser iniciada logo ao fim de

12 horas, após um enfarte do miocárdio. Após uma dose inicial de 20 mg, duas

vezes por dia, a dose de valsartan deve ser ajustada para 40 mg, 80 mg e 160 mg,

duas vezes por dia, durante as semanas seguintes. A dose inicial é obtida a partir do

comprimido divisível de 40 mg.

A dose máxima que se pretende atingir é de 160 mg duas vezes por dia. Em geral,

recomenda-se que os doentes alcancem um nível de dose de 80 mg, duas vezes por

dia, até duas semanas após o início do tratamento, e que a dose máxima a atingir,

160 mg duas vezes por dia, seja alcançada ao fim de três meses, com base na

tolerabilidade do doente. Se ocorrer hipotensão sintomática, ou disfunção renal, deve

considerar-se uma redução da dose.

Valsartan pode ser usado em doentes tratados com outras terapêuticas pós-enfarte

miocárdio,

ex.,

trombolíticos,

ácido

acetilsalicílico,

bloqueadores-beta,

estatinas e diuréticos. A associação com inibidores da ECA não é recomendada (ver

secção 4.4. e 5.1).

A avaliação dos doentes, no pós-enfarte do miocárdio, deve incluir sempre a

avaliação da função renal.

Insuficiência cardíaca

A dose inicial recomendada de Valsartan Azevedos é de 40 mg, duas vezes por dia.

O ajuste crescente para 80 mg e 160 mg, duas vezes por dia, deve ser efetuado a

intervalos de pelo menos duas semanas, até à dose mais elevada que for tolerada

pelo doente. Deve ser considerada a redução da dose dos diuréticos concomitantes.

A dose diária máxima administrada em ensaios clínicos é de 320 mg em doses

divididas.

Valsartan pode ser administrado em associação com outras terapêuticas para a

insuficiência cardíaca. Contudo, a associação tripla de um inibidor da ECA, valsartan

e um bloqueador beta, ou um diurético poupador de potássio, não é recomendada

(ver secção 4.4 e 5.1).A avaliação de doentes com insuficiência cardíaca deve incluir

sempre a avaliação da função renal.

Informações adicionais sobre populações especiais

Idosos

Não é necessário ajuste posológico em doentes idosos.

Doentes com compromisso renal

Não é necessário ajuste posológico em doentes adultos com uma depuração de

creatinina >10 ml/min (ver secção 4.4 e 5.2).

Doentes com compromisso hepático

Valsartan Azevedos é contraindicado em doentes com compromisso hepático grave,

cirrose biliar e em doentes com colestase (ver secção 4.3, 4.4 e 5.2). Em doentes

com compromisso hepático ligeiro a moderado sem colestase, a dose de valsartan

não deverá exceder os 80 mg.

População pediátrica

Hipertensão pediátrica

Crianças e adolescentes de 6 a 18 anos de idade

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INFARMED

A dose inicial é de 40 mg, uma vez por dia, em crianças com peso inferior a 35 kg, e

de 80 mg, uma vez por dia, em crianças com 35 kg de peso ou mais. A dose deve

ser ajustada com base na resposta da pressão arterial. As doses máximas estudadas

em ensaios clínicos encontram-se na tabela abaixo.

Doses mais elevadas do que as mencionadas não foram estudadas e, portanto, não

são recomendadas.

Peso

Dose

máxima

estudada

ensaios

clínicos

≥18 kg a <35 kg

80 mg

≥35 kg a <80 kg

160 mg

≥80 kg a ≤160 kg

320 mg

Crianças com menos de 6 anos de idade

A informação disponível encontra-se descrita nas secções 4.8, 5.1 e 5.2. No entanto,

a segurança e a eficácia de Valsartan Azevedos, em crianças de 1 a 6 anos de idade,

não foram estabelecidas.

Utilização em doentes pediátricos de 6 a 18 anos com compromisso renal

A utilização em doentes pediátricos com depuração de creatinina <30 ml/min, e em

doentes pediátricos a fazer diálise, não foi estudada. Por conseguinte, o valsartan

não é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajuste posológico em doentes

pediátricos com uma depuração de creatinina >30 ml/min. A função renal e o

potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secções 4.4 e 5.2).

Utilização em doentes pediátricos de 6 a 18 anos com compromisso hepático

Tal como nos adultos, o Valsartan Azevedos é contraindicado em doentes pediátricos

com compromisso hepático grave, cirrose biliar e em doentes com colestase (ver

secções 4.3, 4.4 e 5.2). Existe pouca experiência clínica com Valsartan Azevedos em

doentes pediátricos com compromisso hepático ligeiro a moderado. A dose de

valsartan não deve exceder os 80 mg nestes doentes.

Insuficiência cardíaca e enfarte do miocárdio recente em pediatria

Valsartan Azevedos não é recomendado no tratamento de insuficiência cardíaca, ou

enfarte do miocárdio recente, em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de

idade, devido à ausência de dados de segurança e eficácia.

Modo de administração

Valsartan Azevedos pode ser tomado fora das refeições e deve ser administrado com

água.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados

na secção 6.1.

Compromisso hepático grave, cirrose biliar e colestase.

Segundo e terceiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4 e 4.6).

O uso concomitante de Valsartan Azevedos com medicamentos contendo aliscireno é

contraindicado

doentes

diabetes

mellitus

compromisso

renal

(TFG<60 ml/min/1,73m^2) (ver secções 4.5 e 5.1).

APROVADO EM

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4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Hipercaliemia

Não é recomendada a medicação concomitante com suplementos de potássio,

diuréticos poupadores de potássio, substitutos do sal contendo potássio, ou outros

fármacos

possam

aumentar

níveis

potássio

(heparina,

etc.).

monitorização de potássio deve ser realizada apropriadamente.

Compromisso da função renal

Não existe atualmente qualquer experiência sobre a utilização segura em doentes

com depuração de creatinina <10 ml/min, nem em doentes a fazer diálise. Por

conseguinte, valsartan deve ser utilizado com precaução nestes doentes. Não é

necessário

ajuste

posológico em

doentes com

depuração

de creatinina>

10 ml/min (ver secção 4.2 e 5.2).

Compromisso hepático

Em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado sem colestase, Valsartan

Azevedos deve ser usado com precaução (ver secção 4.2 e 5.2).

Doentes com depleção de sódio e/ou do volume

Nos doentes com depleção grave de sódio e/ou do volume, nomeadamente nos

doentes

tratados

doses

elevadas

diuréticos,

pode

ocorrer

hipotensão

sintomática em casos raros após o início da terapêutica com Valsartan Azevedos. A

depleção de sódio e/ou do volume deve ser corrigida antes de iniciar o tratamento

com Valsartan Azevedos, por exemplo, por redução da dose de diurético.

Estenose arterial renal

O uso seguro de Valsartan Azevedos ainda não foi estabelecido em doentes com

estenose arterial renal bilateral, ou estenose de rim único.

A administração a curto prazo de Valsartan Azevedos em doze doentes com

hipertensão renovascular, secundária a estenose arterial renal unilateral, não induziu

quaisquer alterações significativas da hemodinâmica renal, creatinina sérica, ou

azoto da ureia sanguínea (BUN). Contudo, uma vez que outros agentes com efeito

sobre o sistema renina-angiotensina podem aumentar a ureia sanguínea, e a

creatinina sérica, de doentes com estenose arterial renal unilateral, recomenda-se a

monitorização da função renal com doentes tratados com valsartan.

Transplante renal

Não há experiência sobre o uso seguro de Valsartan Azevedos em doentes com

transplante renal recente.

Hiperaldosteronismo primário

Doentes com hiperaldosteronismo primário não devem ser tratados com Valsartan

Azevedos, dado que o seu sistema renina-angiotensina não está ativado.

Estenose aórtica e da válvula mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Tal como com todos os outros vasodilatadores, está indicado um cuidado especial

nos doentes que sofram de estenose aórtica ou mitral, ou de cardiomiopatia

hipertrófica obstrutiva (HOCM).

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

Gravidez

Os ARA não devem ser iniciados durante a gravidez. A não ser em situações em que

a manutenção da terapêutica com ARA seja considerada essencial, nas doentes que

planeiem engravidar, o tratamento deve ser alterado para anti-hipertensores cujo

perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a

gravidez, o tratamento com ARA deve ser interrompido imediatamente e, se

apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa (ver secção 4.3 e 4.6).

Enfarte do miocárdio recente (apenas 40mg, 80 mg e 160 mg)

A associação de captopril e valsartan não demonstrou qualquer benefício clínico

adicional, tendo aumentado o risco de acontecimentos adversos em comparação com

o tratamento com as respetivas terapêuticas (ver secção 4.2 e 5.1). Por conseguinte,

a associação de valsartan com um inibidor da ECA não é recomendada.

Deve ser tida precaução ao iniciar a terapêutica em doentes no pós-enfarte do

miocárdio. A avaliação dos doentes no pós-enfarte do miocárdio deve incluir sempre

a avaliação da função renal (ver secção 4.2).

O uso de Valsartan Azevedos em doentes no pós-enfarte do miocárdio resulta

frequentemente em alguma redução na pressão arterial, mas a interrupção da

terapêutica,

devido

hipotensão

sintomática

continuada,

não

geralmente

necessária, desde que sejam seguidas as instruções de dose (ver secção 4.2).

Insuficiência cardíaca (apenas 40mg, 80 mg e 160 mg)

O risco de reações adversas, especialmente hipotensão, hipercaliemia e função renal

diminuída (incluindo insuficiência renal aguda), pode aumentar quando Valsartan

Azevedos é usado em associação com um inibidor da ECA. Em doentes com

insuficiência cardíaca, a associação tripla de um inibidor da ECA, um bloqueador beta

e Valsartan Azevedos, não demonstrou qualquer benefício clínico (ver secção 5.1).

Esta associação, aparentemente, aumenta o risco de acontecimentos adversos e é,

portanto,

não recomendada.

associação tripla

de um inibidor

da ECA,

antagonista

recetores

mineralcorticóides

valsartan,

também

não

recomendada.

destas

associações

deve

estar

supervisão

especialista e sujeito a uma monitorização frequente e apertada da função renal,

eletrólitos e pressão arterial

Deverá ter-se precaução ao iniciar a terapêutica em doentes com insuficiência

cardíaca. A avaliação dos doentes com insuficiência cardíaca deve incluir sempre a

avaliação da função renal (ver secção 4.2).

O uso de Valsartan Azevedos, em doentes com insuficiência cardíaca, geralmente

resulta

alguma

redução

pressão

arterial,

descontinuação

terapêutica, devido a hipotensão sintomática contínua, geralmente não é necessária

quando as instruções posológicas fornecidas são seguidas (ver secção 4.2).

Em doentes cuja função renal possa depender da atividade do sistema renina-

angiotensina-aldosterona

(por

exemplo

doentes

insuficiência

cardíaca

congestiva grave), o tratamento com inibidores da ECA tem sido associado com

oligúria e/ou azotemia progressiva e, em casos raros, a insuficiência renal aguda

e/ou morte. Como o valsartan é um antagonista dos recetores da angiotensina II,

não pode ser excluído que o uso de Valsartan Azevedos pode ser associado com o

compromisso da função renal.

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

Os ínibidores da ECA, e os antagonistas dos recetores da angiotensina II, não devem

ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

Antecedentes de angioedema

Tem sido notificado angioedema, incluindo edema da laringe e da glote, provocando

obstrução das vias respiratórias e/ou edema da face, lábios, faringe e/ou língua, em

doentes

tratados

valsartan;

alguns

destes

doentes

desenvolveram

anteriormente angioedema com outros medicamentos, incluindo inibidores da ECA. A

administração de Valsartan Azevedos deve ser imediatamente interrompida em

doentes que desenvolvam angioedema, e não deve voltar a ser realizada (ver secção

4.8).

Outros quados com estimulação do sistema renina-angiotensina (apenas 320 mg)

Em doentes cuja função renal possa depender da atividade do sistema renina-

angiotensina - (por ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave), o

tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina tem sido

associado a oligúria e/ou azotemia progressiva e, em casos raros, a insuficiência

renal aguda e/ou morte. Como o valsartan é um antagonista da angiotensina II, não

pode

excluir

Valsartan

Azevedos

possa

estar

associado

compromisso da função renal.

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Existe evidência de que o uso concomitante de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores

angiotensina

aliscireno,

aumenta

risco

hipotensão,

hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda). O duplo

bloqueio do SRAA através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores da angiotensina II ou aliscireno, é, portanto, não recomendado (ver

secções 4.5 e 5.1).

Se a terapêutica de duplo bloqueio for considerada absolutamente necessária, esta

só deverá ser utilizada sob a supervisão de um especialista e sujeita a uma

monitorização frequente e apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial.

Os inibidores da ECA, e os antagonistas dos recetores da angiotensina II, não devem

ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

População pediátrica

Compromisso da função renal

A utilização em doentes pediátricos com uma depuração de creatinina <30 ml/min e

em doentes pediátricos a fazer diálise não foi estudada, por conseguinte, valsartan

não é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajuste posológico em doentes

pediátricos com uma depuração de creatinina > 30 ml/min (ver secções 4.2 e 5.2). A

função renal e o potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados durante o

tratamento com valsartan. Isto aplica-se particularmente quando o valsartan é

administrado na presença de outras perturbações (febre, desidratação) que podem

afetar a função renal.

Compromisso hepático

Tal como nos adultos, o Valsartan Azevedos é contraindicado em doentes pediátricos

com compromisso hepático grave, cirrose biliar e em doentes com colestase (ver

secções 4.3 e 5.2). Existe pouca experiência clínica com Valsartan Azevedos em

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

doentes pediátricos com compromisso hepático ligeiro a moderado. A dose de

valsartan não deve exceder os 80 mg nestes doentes.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Duplo

bloqueio

do Sistema

Renina-Angiotensina-Aldosterona

(SRAA) com ARA,

inibidores

ECA,

aliscireno

Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema

renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), através do uso combinado de inibidores da

ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II, ou aliscireno, está associado a

maior

frequência

acontecimentos

adversos,

tais

como

hipotensão,

hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda), em

comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA (ver secções 4.3,

4.4 e 5.1).

Utilização concomitante não recomendada

Lítio

Foram relatados aumentos reversíveis das concentrações séricas do lítio e da

toxicidade durante a administração concomitante de lítio com inibidores da enzima

de conversão da angiotensina, ou antagonistas dos recetores da angiotensina II,

incluindo Valsartan Azevedos. Caso esta associação seja necessária, recomenda-se a

monitorização cuidadosa dos níveis séricos de lítio. Se está a tomar também algum

diurético, o risco de toxicidade de lítio pode presumivelmente ser aumentada ainda

mais.

Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal

contendo potássio e outras substâncias que podem aumentar os níveis de potássio

Se se considerar necessário utilizar um medicamento que afeta os níveis de potássio

em associação com valsartan, aconselha-se a monitorização dos níveis de potássio.

Cuidado necessário com utilização concomitante

Medicamentos

anti-inflamatórios

não

esteróides

(AINEs),

incluindo

inibidores

seletivos da COX-2, ácido acetilsalicílico> 3 g/dia), e AINEs não seletivos

Quando os antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente com

AINEs, pode ocorrer a atenuação do efeito anti-hipertensor. Adicionalmente, a

utilização concomitante de antagonistas da angiotensina II e AINEs pode levar a um

aumento do risco de degradação da função renal e a um aumento no potássio sérico.

Assim, recomenda-se a monitorização da função renal no início do tratamento, bem

como a hidratação adequada do doente.

Transportadores

Os dados in vitro indicam que o valsartan é um substrato do transportador da

captação hepática OATP1B1/OATP1B3 e transportador de efluxo hepático MRP2. A

relevância clínica deste resultado é desconhecida. A administração concomitante de

inibidores do transportador da captação (por exemplo, rifampicina, ciclosporina) ou

transportador

efluxo

(por

exemplo,

ritonavir)

pode

aumentar

exposição

sistémica ao valsartan. Tome especial cuidado quando se inicia ou termina o

tratamento concomitante com estes fármacos.

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

Outros

Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas

quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um

fármacos

seguintes:

cimetidina,

varfarina,

furosemida,

digoxina,

atenolol,

indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.

População pediátrica

Na hipertensão em crianças e adolescentes, onde as anomalias renais subjacentes

são frequentes, recomenda-se precaução com a utilização concomitante de valsartan

e outras substâncias inibidoras do sistema renina-angiotensina-aldosterona, que

podem aumentar o potássio sérico. A função renal e o potássio sérico devem ser

cuidadosamente monitorizados.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A administração de ARA não é recomendada durante o primeiro trimestre de

gravidez (ver secção 4.4.). A administração de ARA está contraindicada durante o

segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secções 4.3 e 4.4).

A evidência epidemiológica relativa ao risco de teratogenicidade, após a exposição

aos inibidores da ECA durante o 1º trimestre de gravidez, não é conclusiva; contudo,

não é possível excluir um ligeiro aumento do risco. Enquanto não existem dados de

estudos epidemiológicos controlados, relativos ao risco associado aos antagonistas

dos recetores da angiotensina (ARA), os riscos para esta classe de fármacos poderão

ser semelhantes. A não ser que a manutenção do tratamento com ARA seja

considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar, a medicação deve ser

substituída por terapêuticas anti-hipertensoras alternativas, cujo perfil de segurança

durante a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o

tratamento com ARA deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá

ser iniciada terapêutica alternativa.

A exposição a ARA durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez está

reconhecidamente associada à indução de toxicidade fetal em humanos (diminuição

da função renal, oligohidrâmnio, atraso na ossificação do crânio) e toxicidade

neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia); ver também secção 5.3

“Dados de segurança pré-clínica.

No caso de a exposição a ARA ter ocorrido a partir do segundo trimestre de gravidez,

recomenda-se a monitorização ultrassonográfica da função renal e dos ossos do

crânio.

Recém-nascidos

cujas

mães

estiveram

expostas

devem

cuidadosamente observados no sentido de diagnosticar hipotensão (ver secções 4.3

e 4.4).

Amamentação

Uma vez que não se encontra disponível informação sobre a utilização de valsartan

durante o aleitamento, a terapêutica com Valsartan Azevedos não está recomendada

e são preferíveis terapêuticas alternativas cujo perfil de segurança durante o

aleitamento esteja estabelecido, particularmente em recém-nascidos ou lactentes

pré-termo.

Fertilidade

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

Valsartan não teve efeitos adversos sobre o desempenho reprodutivo de ratos

machos e fêmeas com doses orais até 200 mg/kg/dia. Esta dose é 6 vezes a dose

máxima recomendada para o ser humano numa base de mg/m2 (os cálculos

assumem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente com 60 kg).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir. Durante a condução

de veículos ou utilização de máquinas, deverá ter-se em consideração a possibilidade

de ocorrência de tonturas ou cansaço.

4.8 Efeitos indesejáveis

Em estudos clínicos controlados realizados em doentes adultos com hipertensão, a

incidência geral de reações adversas medicamentosas (RAMs) foi comparável ao

placebo e é coerente com a farmacologia de valsartan. A incidência de RAMs não

pareceu estar relacionada com a dose ou duração do tratamento e também não

mostrou qualquer associação com género, idade ou raça.

RAMs

notificadas

estudos

clínicos,

experiência

pós-comercialização

resultados laboratoriais, estão listadas a seguir de acordo com a classe de sistema

de órgãos.

Reações Adversas Medicamentosas

As reações adversas medicamentosas estão ordenadas por frequência, primeiro as

mais frequentes, utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥ 1/10);

frequentes (≥ 1/100, <1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000, <1/100); raros (≥ 1/10

000, <1/1000); muito raros (<1/10 000), desconhecido (frequência não pode ser

estimada a partir dos dados disponíveis).

As reações adversas medicamentosas são ordenadas por ordem decrescente de

gravidade dentro de cada classe de frequência.

Relativamente a todas as RAMs relatadas da experiência pós-comercialização e

resultados laboratoriais, não é possível aplicar qualquer frequência de RAM, pelo que

a sua frequência vem indicada como "desconhecida".

Hipertensão

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecida

Diminuição na hemoglobina, Diminuição

hematócrito,

Neutropenia,

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecida

Hipersensibilidade,

incluindo

doença

soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Desconhecida

Aumento do potássio sérico, Hiponatremia

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

Vasculopatias

Desconhecida

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Dor abdominal

Afeções hepatobiliares

Desconhecida

Elevação dos valores da função hepática

incluindo aumento da bilirrubina sérica

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Desconhecida

Angioedema, Dermatite bolhosa, Erupção

cutânea, Prurido

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecida

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Desconhecida

Insuficiência

compromisso

renal,

Elevação da creatinina sérica

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Fadiga

População pediátrica

Hipertensão

efeito

anti-hipertensor

valsartan

avaliado

dois

ensaios

clínicos

aleatorizados, em dupla ocultação em 561 doentes pediátricos de 6 a 18 anos de

idade. Com exceção de casos isolados de distúrbios gastrointestinais (como dor

abdominal,

náuseas,

vómitos)

tonturas,

não

foram

identificadas

diferenças

relevantes em relação ao tipo, frequência e gravidade das reações adversas entre o

perfil de segurança para os doentes pediátricos de 6 a 18 anos de idade e o

anteriormente notificado para os doentes adultos.

A avaliação neurocognitiva e do desenvolvimento dos doentes pediátricos de 6 a

16 anos

de idade revelou

não existir

geral impacto

adverso

clinicamente

relevante após tratamento com valsartan com duração até um ano.

Num estudo aleatorizado, em dupla ocultação, em 90 crianças de 1 a 6 anos,

seguido de uma extensão de ensaio aberto de um ano, observaram-se duas mortes e

casos

isolados

fortes

elevações

transaminases

hepáticas.

Estes

casos

ocorreram numa população com comorbilidades significativas. Não foi estabelecida

relação

causal

valsartan.

segundo

estudo

foram

aleatorizadas 75 crianças de 1 a 6 anos de idade, não ocorreram mortes nem

elevações significativas das transaminases com o tratamento com valsartan.

A hipercaliemia foi mais frequentemente observada em crianças e adolescentes de 6

a 18 anos com doença renal crónica subjacente.

O perfil de segurança visto em estudos clínicos controlados em doentes adultos no

pós-enfarte do miocárdio, e/ou com insuficiência cardíaca, varia em relação ao perfil

de segurança geral visto em doentes hipertensos. Tal pode estar relacionado com a

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

doença subjacente dos doentes. As RAMs que ocorreram em doentes adultos no pós-

enfarte do miocárdio, e/ou doentes com insuficiência cardíaca, estão listadas abaixo:

Pós-enfarte do miocárdio e/ou insuficiência cardíaca (estudado apenas em doentes

adultos)

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecida

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecida

Hipersensibilidade

incluindo

doença

soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes

Hipercaliemia

Desconhecida

Aumento do potássio sérico, Hiponatremia

Doenças do sistema nervoso

Frequentes

Tonturas, Tontura postural

Pouco frequentes

Síncope, Cefaleia

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Cardiopatias

Pouco frequentes

Insuficiência cardíaca.

Vasculopatias

Frequentes

Hipotensão, Hipotensão ortostática

Desconhecida

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Náuseas, Diarreia

Afeções hepatobiliares

Desconhecida

Elevação dos valores da função hepática

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Pouco frequentes

Angioedema

Desconhecida

Dermatite

bolhosa,

Erupção

cutânea,

Prurido

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecida

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Frequentes

Compromisso e insuficiência renal

Pouco frequentes

Insuficiência

renal

aguda,

Elevação

creatinina sérica

Desconhecida

Aumento do azoto ureico no sangue

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Astenia, Fadiga

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio

internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Sintomas

sobredosagem

Valsartan

Azevedos

pode

resultar

hipotensão

acentuada,

poderá

levar

nível

deprimido

consciência,

colapso

circulatório e/ou choque.

Tratamento

As medidas terapêuticas dependem do tempo de ingestão, assim como do tipo e

gravidade

sintomas,

sendo

primordial

importância

estabilização

condições circulatórias.

Se ocorrer hipotensão, o doente deve ser colocado em decúbito e deverá ser iniciada

a correção de volume sanguíneo.

É pouco provável que valsartan seja eliminado por hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

3.4.2.2.

Aparelho

cardiovascular.

Anti-hipertensores.

Modificadores

eixo

renina

angiotensina.

Antagonistas

recetores

angiotensina, Código ATC: C09CA03

Valsartan é um antagonista dos recetores da angiotensina II (Ang II) oralmente

ativo, potente e específico. Atua de forma seletiva no subtipo de recetores AT1, que

é responsável pelas ações conhecidas da angiotensina II. O aumento dos níveis

plasmáticos de Ang II, após o bloqueio do recetor AT1 com valsartan, pode estimular

o recetor AT2 não bloqueado, que parece contrabalançar o efeito do recetor AT1. O

valsartan não apresenta qualquer atividade agonista parcial no recetor AT1, e

apresenta uma afinidade muito maior para o recetor AT1 (cerca de 20 000 vezes

superior) que para o recetor AT2. O valsartan não se liga a, nem bloqueia, outros

recetores hormonais ou canais iónicos reconhecidamente importantes na regulação

cardiovascular.

Valsartan não inibe a ECA (também conhecida como cininase II), que converte a Ang

I em Ang II e degrada a bradiquinina. Dado não haver qualquer efeito sobre a ECA, e

não haver potenciação de bradiquinina ou da substância P, é pouco provável que os

antagonistas da angiotensina II sejam associados a tosse. Em ensaios clínicos, onde

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

o valsartan foi comparado com um inibidor da ECA, a incidência da tosse seca foi

significativamente menor (p<0,05) nos doentes tratados com valsartan do que nos

doentes tratados com um inibidor da ECA (2,6% versus 7,9%, respetivamente). Num

ensaio clínico realizado em doentes com antecedentes de tosse seca durante o

tratamento com inibidor da ECA, ocorreu tosse em 19,5% dos indivíduos tratados

valsartan

19,0%

tratados

diurético

tiazídico,

comparativamente a 68,5% nos indivíduos tratados com um inibidor da ECA (p

<0,05).

Enfarte do miocárdio recente

O ensaio VALsartan In Acute myocardial iNfarcTion (VALIANT) foi um estudo

aleatorizado, controlado, multinacional, em dupla ocultação, em 14 703 doentes com

enfarte

agudo

miocárdio

sinais,

sintomas

evidência

radiológica

insuficiência cardíaca congestiva e/ou evidência de disfunção sistólica ventricular

esquerda (manifestada como uma fração de ejeção ≤ 40% por ventriculografia de

radionuclídeos

≤ 35%

ecocardiografia

angiografia

ventricular

contraste). Os doentes foram aleatorizados no intervalo de 12 horas a 10 dias após o

início dos sintomas de enfarte do miocárdio para valsartan, captopril ou a associação

de ambos. A duração média do tratamento foi de dois anos. O objetivo primário foi a

altura para mortalidade por todas as causas.

O valsartan foi tão eficaz como o captopril na redução da mortalidade por todas as

causas após enfarte do miocárdio. A mortalidade por todas as causas foi semelhante

nos grupos valsartan (19,9%), captopril (19,5%) e valsartan + captopril (19,3%).

Associar

valsartan

captopril

não

resultou

benefício

relativamente

captopril isoladamente. Não se verificaram diferenças entre valsartan e captopril na

mortalidade por todas as causas com base na idade, género, raça, terapêuticas

basais ou doença subjacente. O valsartan foi também eficaz a prolongar o tempo e

reduzir

mortalidade

cardiovascular,

hospitalização

insuficiência

cardíaca,

enfarte do miocárdio recorrente, paragem cardíaca com ressuscitação e AVC não

fatal (segundo objetivo composto).

O perfil de segurança de valsartan foi coerente com o percurso clínico de doentes

tratados no cenário pós-enfarte do miocárdio. Relativamente à função renal, foi

observado o aumento para o dobro da creatinina sérica em 4,2% dos doentes

tratados com valsartan, 4,8% dos doentes tratados com valsartan+captopril, e 3,4%

dos doentes tratados com captopril. As interrupções provocadas por vários tipos de

disfunção renal ocorreram em 1,1% de doentes tratados com valsartan, 1,3% de

doentes tratados com valsartan+captopril e 0,8% de doentes tratados com captopril.

Deverá incluir-se uma avaliação da função renal na avaliação de doentes no pós-

enfarte do miocárdio.

Não se verificaram diferenças na mortalidade por todas as causas, mortalidade ou

morbilidade cardiovascular, quando se administraram bloqueadores-beta juntamente

associação

valsartan+captopril,

valsartan

isoladamente

captopril

isoladamente. Independente do tratamento, a mortalidade foi inferior no grupo de

doentes tratados com um bloqueador-beta, sugerindo que o conhecido benefício dos

bloqueadores-beta nesta população foi mantido neste ensaio.

Insuficiência cardíaca

Val-HeFT foi um ensaio clínico aleatorizado, controlado, multinacional, de valsartan

em comparação com placebo na morbilidade e mortalidade em 5010 doentes, com

insuficiência cardíaca das classes II (62%), III (36%) e IV (2%) da NYHA, a receber

a terapêutica convencional com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (LVEF)

<40% e diâmetro diastólico interno ventricular esquerdo (LVIDD) >2,9 cm/m2. A

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

terapêutica de base incluiu inibidores da ECA (93%), diuréticos (86%), digoxina

(67%)

bloqueadores-beta

(36%).

duração

média

seguimento

aproximadamente dois anos. A dose diária média de valsartan no Val-HeFT foi de

254 mg. O estudo teve dois objetivos principais: a mortalidade por todas as causas

(tempo de sobrevida) e a mortalidade composta e a morbilidade por insuficiência

cardíaca (tempo até ao primeiro evento mórbido), definida como morte, morte súbita

com reanimação, hospitalização por insuficiência cardíaca ou administração de

agentes vasodilatadores ou inotrópicos intravenosos, durante quatro horas ou mais

sem hospitalização.

A mortalidade por todas as causas foi semelhante (p=NS) nos grupos de valsartan

(19,7%) e de placebo (19,4%). O principal benefício foi uma redução de 27,5%

(95% IC: 17 a 37%) no risco para o tempo até à primeira hospitalização por

insuficiência cardíaca (13,9% vs. 18,5%). Resultados que pareciam favorecer o

placebo (mortalidade e morbilidade composta foi 21,9% no placebo vs. 25,4% no

grupo de valsartan) foram observados nos doentes a receber a associação tripla de

um inibidor da ECA, um bloqueador-beta e valsartan.

Num subgrupo de doentes que não estavam a tomar um inibidor da ECA (n=366), os

benefícios de morbilidade foram superiores. Neste subgrupo, a mortalidade por todas

as causas baixou significativamente com valsartan, comparativamente com placebo

em 33% (95% IC: –6% a 58%) (17,3% valsartan vs. 27,1% placebo) e o risco de

mortalidade e morbilidade composta baixou significativamente em 44% (24,9%

valsartan vs. 42,5% placebo).

Em doentes a receber um inibidor da ECA sem um bloqueador-beta, a mortalidade

por todas as causas foi semelhante (p=NS) nos grupos de valsartan (21,8%) e

placebo

(22,5%).

risco

mortalidade

morbilidade

composta

baixou

significativamente em 18,3% (95% IC: 8% a 28%) com valsartan comparativamente

com placebo (31,0% vs. 36,3%).

população

geral

estudo

Val-HeFT,

doentes

tratados

valsartan

apresentaram uma melhoria significativa na classe da NYHA e nos sinais e sintomas

de insuficiência cardíaca, incluindo dispneia, fadiga, edema e fervores, quando

comparados com o placebo. Os doentes tratados com valsartan tiveram uma melhor

qualidade de vida, tal como demonstrado pela mudança na pontuação na escala

Minnesota Living with Heart Failure Quality of Life a partir do valor basal até ao

objetivo, do que o placebo. A fração de ejeção, nos doentes tratados com valsartan,

significativamente

aumentada,

diâmetro diastólico

interno

ventricular

esquerdo, significativamente reduzido, desde o valor basal até ao objetivo, em

comparação com o placebo.

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Dois grandes estudos aleatorizados e controlados (ONTARGET (“ONgoing Telmisartan

Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial”) e VA NEPHRON-D

(“The

Veterans

Affairs

Nephropathy

Diabetes”))

têm

examinado

associação de um inibidor da ECA com um antagonista dos recetores da angiotensina

O estudo ONTARGET foi realizado em doentes com história de doença cardiovascular

ou cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de evidência de lesão

de órgão-alvo. O estudo VA NEPHRON-D foi conduzido em doentes com diabetes

mellitus tipo 2 e nefropatia diabética.

Estes estudos não mostraram nenhum efeito benéfico significativo nos resultados

renais e/ou cardiovasculares e mortalidade,

enquanto foi

observado um

risco

aumentado

hipercaliemia,

insuficiência

renal

aguda

e/ou

hipotensão,

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

comparação

monoterapia.

Dadas

suas

propriedades

farmacodinâmicas

semelhantes, estes resultados são também relevantes para outros inibidores da ECA

e antagonistas dos recetores da angiotensina II.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

assim, ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

O estudo ALTITUDE (“Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and

Renal Disease Endpoints”) foi concebido para testar o benefício da adição de

aliscireno a uma terapêutica padrão com um inibidor da ECA ou um antagonista dos

recetores da angiotensina II em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal

crónica, doença cardiovascular, ou ambas. O estudo terminou precocemente devido

a um risco aumentado de resultados adversos. A morte cardiovascular e o acidente

vascular cerebral foram ambos numericamente mais frequentes no grupo tratado

com aliscireno, do que no grupo tratado com placebo, e os acontecimentos adversos,

acontecimentos

adversos

graves

interesse

(hipercaliemia,

hipotensão

disfunção renal), foram mais frequentemente notificados no grupo tratado com

aliscireno que no grupo tratado com placebo.

População pediátrica

Hipertensão

O efeito anti-hipertensor de valsartan foi avaliado em quatro estudos aleatorizados,

em dupla ocultação, em 561 doentes pediátricos, de 6 a 18 anos de idade, e

165 doentes pediátricos, de 1 a 6 anos de idade. Afeções renais e urinárias e

obesidade

foram

condições

médicas

subjacentes

mais

frequentes

potencialmente contribuiram para a hipertensão nas crianças envolvidas nestes

estudos.

Experiência clínica em crianças com 6 anos de idade ou mais

Num estudo clínico envolvendo 261 doentes pediátricos hipertensos, de 6 a 16 anos

de idade, os doentes com peso <35 kg receberam 10, 40 ou 80 mg de valsartan em

comprimidos diariamente (dose baixa, média e alta), e os doentes com ≥35 kg

receberam 20, 80 e 160 mg de valsartan em comprimidos diariamente (dose baixa,

média e alta). Ao fim de 2 semanas, o valsartan reduziu a pressão arterial sistólica e

diastólica de forma dependente da dose. No total, os três níveis de dose de valsartan

(baixo, médio e alto) reduziram significativamente a pressão arterial sistólica,

respetivamente, em 8, 10, 12 mmHg relativamente aos valores iniciais. Os doentes

voltaram a ser aleatorizados para continuarem a receber a mesma dose de valsartan

ou para mudarem para placebo. Nos doentes que continuaram a receber as doses

média e alta de valsartan, a pressão arterial sistólica no vale era -4 e

-7 mmHg mais baixa do que nos doentes que receberam o tratamento com placebo.

Nos doentes a receber a dose mais baixa de valsartan, a pressão arterial sistólica no

vale foi semelhante à dos doentes que receberam o tratamento com placebo.

Globalmente,

efeito

anti-hipertensor

dependente

dose

valsartan

consistente em todos os subgrupos demográficos.

Num outro estudo clínico envolvendo 300 doentes pediátricos hipertensos, de 6 a

18 anos

idade,

doentes

elegíveis

foram

aleatorizados

para

receber

comprimidos de valsartan ou enalapril durante 12 semanas. As crianças com peso

entre ≥18 kg e <35 kg receberam 80 mg de valsartan ou 10 mg de enalapril, as com

peso entre ≥35 kg e <80 kg receberam 160 mg de valsartan ou 20 mg de enalapril,

as com ≥80 kg receberam 320 mg de valsartan ou 40 mg de enalapril. As reduções

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

na pressão arterial sistólica foram comparáveis em doentes que receberam valsartan

(15 mmHg)

enalapril

(14 mmHg)

(valor

p-não

inferioridade

<0,0001).

Observaram-se resultados consistentes nas reduções de pressão arterial diastólica

com reduções de 9,1 mmHg e 8,5 mmHg com valsartan e enalapril, respetivamente.

Experiência clínica em crianças com menos de 6 anos de idade

Foram realizados dois estudos clínicos com doentes de 1 a 6 anos de idade com 90 e

75 doentes, respetivamente. Nestes estudos não foram incluídas crianças com

menos de 1 ano de idade. No primeiro estudo, a eficácia de valsartan foi confirmada

comparativamente com placebo, mas não foi demonstrada uma resposta à dose. No

segundo estudo, doses mais elevadas de valsartan estiveram associadas a maiores

reduções da TA, mas a tendência da resposta à dose não atingiu significado

estatístico e a diferença do tratamento, comparativamente com placebo, não foi

significativa. Devido a estas inconsistências, o valsartan não é recomendado neste

grupo etário (ver secção 4.8).

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de submissão dos

resultados

estudos

valsartan

todos

subgrupos

população

pediátrica na insuficiência cardíaca e insuficiência cardíaca após enfarte do miocárdio

recente. Ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

Após a administração oral de valsartan isoladamente, o pico das concentrações

plasmáticas de valsartan é atingido em 2–4 horas, com comprimidos, e em 1–

2 horas, com a formulação em solução. A biodisponibilidade média absoluta é de

23% e 39% com comprimidos e com a formulação em solução, respetivamente. A

alimentação diminui a exposição (conforme medida pela AUC) ao valsartan em cerca

de 40% e a concentração plasmática máxima (Cmáx) em cerca de 50%, embora a

partir das 8 h, as concentrações plasmáticas de valsartan após administração sejam

semelhantes para os grupos alimentados e em jejum. Esta redução na AUC não é,

contudo,

acompanhada

redução

clinicamente

significativa

efeito

terapêutico e o valsartan pode, por conseguinte, ser administrado com ou sem

ingestão de alimentos.

Distribuição:

O volume de distribuição de valsartan no estado estacionário, após administração

intravenosa, é de cerca de 17 litros, indicando que o valsartan não se distribui nos

tecidos de forma extensa. O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às

proteínas séricas (94-97%), principalmente à albumina sérica.

Biotransformação:

O valsartan não é extensamente biotransformado na medida em que apenas cerca

dose

recuperada

como

metabolitos.

identificado

hidroximetabolito no plasma em baixas concentrações (menos do que 10% da AUC

de valsartan). Este metabolito é farmacologicamente inativo.

Eliminação:

O valsartan apresenta uma cinética de degradação multiexponencial (t½α < 1 h e

t½ß cerca de 9 h). O valsartan é eliminado principalmente por excreção biliar nas

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

fezes (cerca de 83% da dose) e renalmente na urina (cerca de 13% da dose),

principalmente sob a forma de composto inalterado. Após administração intravenosa,

a depuração de valsartan no plasma é de cerca de 2 l/h e a sua depuração renal é de

0,62 l/h (cerca de 30% da depuração total). A semivida de valsartan é de 6 horas.

Em doentes com insuficiência cardíaca:

O tempo médio até à concentração máxima e o tempo de semivida de eliminação do

valsartan nos doentes com insuficiência cardíaca são semelhantes aos observados

nos voluntários saudáveis. Os valores de AUC e Cmáx de valsartan são quase

proporcionais ao aumento da dose ao longo do intervalo de doses clínicas (40 mg a

160 mg, duas vezes por dia). O fator de acumulação médio é de cerca de 1,7. A

depuração aparente do valsartan, após a administração oral, é de cerca de 4,5 l/h. A

idade não afeta a depuração aparente nos doentes com insuficiência cardíaca.

Populações especiais

Idosos

Nalguns indivíduos idosos foi

observada

exposição

sistémica

valsartan

ligeiramente mais elevada do que nos indivíduos jovens; esta diferença não foi,

contudo, considerada clinicamente significativa.

Compromisso da função renal

Conforme seria de esperar num composto em que a depuração renal perfaz apenas

30% da depuração plasmática total, não foi observada qualquer correlação entre a

função renal e a exposição sistémica a valsartan. O ajuste posológico não se torna,

deste

modo,

necessário

doentes

compromisso

renal

(depuração

creatinina > 10 ml/min). Não existe atualmente qualquer experiência sobre a

utilização segura em doentes com depuração de creatinina <10 ml/min, nem em

doentes a fazer diálise. Por conseguinte, valsartan deve ser utilizado com precaução

nestes doentes (ver secção 4.2 e 4.4).

O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às proteínas plasmáticas e é

pouco provável que seja eliminado através de diálise.

Compromisso hepático

Cerca de 70% da dose absorvida é eliminada na bílis, essencialmente na forma

inalterada. Valsartan não passa por qualquer biotransformação digna de registo.

Observou-se um duplicar da exposição (AUC) em doentes com compromisso hepático

ligeiro a moderado, em comparação com indivíduos saudáveis. Contudo, não foi

observada correlação entre a concentração plasmática de valsartan e o grau de

disfunção hepática. Valsartan Azevedos não foi estudado em doentes com disfunção

hepática grave (ver secção 4.2, 4.3 e 4.4).

População pediátrica

Num estudo em 26 doentes hipertensos pediátricos (de 1 a 16 anos de idade), a

quem foi administrada uma dose única de uma suspensão de valsartan (média: 0,9 a

2 mg/kg, com uma dose máxima de 80 mg), a depuração (litros/h/kg) de valsartan

foi comparável em todas as idades de 1 aos 16 anos e semelhante à dos adultos a

receber a mesma formulação.

Compromisso da função renal

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

A utilização em doentes pediátricos com depuração de creatinina <30 ml/min, e em

doentes pediátricos a fazer diálise, não foi estudada. Por conseguinte, o valsartan

não é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajuste posológico em doentes

pediátricos com uma depuração de creatinina >30 ml/min. A função renal e o

potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secções 4.2 e 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam qualquer risco especial para o ser humano, estes

foram baseados em estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade

de dosagem repetida, genotoxicidade e potencial carcinogénico.

Nos ratos, doses tóxicas a nível materno (600 mg/kg/dia), durante os últimos dias

de gestação e aleitamento, levaram a menor sobrevivência, menos aumento de peso

e atraso no desenvolvimento (descolamento do pavilhão da orelha e abertura do

canal auricular) das crias (ver secção 4.6). Estas doses em ratos (600 mg/kg/dia)

foram aproximadamente 18 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano

numa base de mg/m^2 (os cálculos assumem uma dose oral de 320 mg/dia e um

doente de 60 kg).

estudos

não

clínicos

segurança,

doses

elevadas

valsartan

(200

600 mg/kg de peso corporal) provocaram em ratos a redução dos parâmetros dos

glóbulos

vermelhos

(eritrócitos,

hemoglobina,

hematócrito)

evidência

alterações

hemodinâmicas

renais

(ureia

plasmática

levemente

aumentada

hiperplasia tubular renal e basofilia nos machos). Estas doses em ratos (200 a

600 mg/kg/dia) foram aproximadamente 6 e 18 vezes a dose máxima recomendada

para o ser humano numa base de mg/m^2 (os cálculos pressupõem uma dose oral

de 320 mg/dia e um doente de 60 kg).

Em macacos saguís com doses similares as alterações foram similares, apesar de

apresentarem

maior

gravidade,

particularmente

rins,

onde

alterações

evoluíram para nefropatia, que incluiu aumento de ureia e creatinina.

Foram também verificadas, em ambas as espécies, hipertrofia das células renais

justaglomerulares. Considerou-se que todas as alterações foram causadas pela ação

farmacológica

valsartan,

qual

produz

hipotensão

prolongada,

particularmente nos macacos saguís. Para doses terapêuticas de valsartan no ser

humano, a hipertrofia das células renais justaglomerulares parece não ter qualquer

relevância.

População pediátrica

A administração oral diária a ratos recém-nascidos/juvenis (desde o dia 7 pós-natal

ao dia 70 pós-natal) de valsartan com doses tão baixas quanto 1 mg/kg/dia (cerca

de 10-35% da dose pediátrica máxima recomendada de 4 mg/kg/dia numa base de

exposição sistémica) provocou lesões renais irreversíveis e persistentes. Estes efeitos

acima mencionados representam um efeito farmacológico exagerado esperado com

inibidores

enzima

conversão

angiotensina

bloqueadores

recetores tipo 1 da angiotensina II; estes efeitos são observáveis se os ratos forem

tratados

durante

primeiros

13 dias

vida.

Este

período

coincide

36 semanas

gestação

seres

humanos,

poderia

ocasionalmente

prolongar-se até 44 semanas após a conceção em seres humanos. Os ratos, no

estudo com valsartan em juvenis, foram tratados até ao dia 70, e os efeitos na

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

maturação renal (4-6 semanas pós-natal) não podem ser excluídos. A maturação

renal funcional é um processo contínuo durante o primeiro ano de vida em seres

humanos. Consequentemente, não pode ser excluída uma relevância clínica em

crianças <1 ano de idade, enquanto os dados pré-clínicos não indicam uma questão

de segurança em crianças com mais de 1 ano de idade.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista de excipientes

Núcleo do comprimido: lactose, lactose mono-hidratada, celulose microcristalina,

hidroxipropilcelulose, sílica coloidal anidra e estearato de magnésio

Revestimento: hidroxipropilmetilcelulose, Macrogol 8000, dióxido de titânio (E171),

Óxido de ferro vermelho (E172), Óxido de ferro amarelo (E172), Óxido de ferro

negro (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

1 ano

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalado em blister de PVC/PVDC-Alu, em embalagens de 14 e 56 unidades.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo

com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Laboratórios Azevedos – Indústria Farmacêutica, S.A.

Estrada Nacional 117-2, Alfragide

2614-503 Amadora

APROVADO EM

18-10-2016

INFARMED

8. NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Valsartan Azevedos 40 mg comprimido revestido por película

N.º de registo:

530 03 63 – Valsartan Azevedos 40 mg comprimido revestido por película - blister 14

comprimidos

530 03 71 – Valsartan Azevedos 40 mg comprimido revestido por película - blister 56

comprimidos

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO

RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 31 de Maio de 2010

Data da última renovação: 28 de Dezembro de 2015

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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