Valsartan Aurobindo 160 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Valsartan
Disponível em:
Generis Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
C09CA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valsartan
Dosagem:
160 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Valsartan 160 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Classe:
3.4.2.2 - Antagonistas dos receptores da angiotensina
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
valsartan
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Blister 14 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5441860 CNPEM: 50031996 CHNM: 10054683 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 28 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5441878 CNPEM: 50032003 CHNM: 10054683 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 56 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5441902 CNPEM: 50032020 CHNM: 10054683 Grupo Homogéneo: Valsartan | A101 | Oral | 160 mg | [21-60] unidades
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
PT/H/0477/003/DC
Data de autorização:
2012-02-10

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Valsartan Aurobindo 40 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan Aurobindo 80 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan Aurobindo 160 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan Aurobindo 320 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Valsartan Aurobindo e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Valsartan Aurobindo

3. Como tomar Valsartan Aurobindo

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Valsartan Aurobindo

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Valsartan Aurobindo e para que é utilizado

Valsartan pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como antagonistas

dos recetores da angiotensina II que ajudam a controlar a pressão arterial elevada. A

angiotensina II é uma substância produzida pelo organismo que provoca constrição

dos vasos sanguíneos, induzindo assim um aumento da pressão arterial. Valsartan

Aurobindo atua bloqueando o efeito da angiotensina II. Consequentemente, os vasos

sanguíneos dilatam e a pressão arterial diminui.

Valsartan Aurobindo 40 mg comprimidos revestidos por película pode ser utilizado

em três situações diferentes:

para o tratamento da pressão arterial alta em crianças e adolescentes dos 6 aos 18

anos de idade. A pressão arterial elevada aumenta a sobrecarga do coração e

artérias. Se não for tratada, pode provocar lesões nos vasos sanguíneos do cérebro,

coração

rins

podendo

origem

acidente

vascular

cerebral

(AVC),

insuficiência cardíaca ou disfunção renal. A pressão arterial elevada aumenta o risco

de ataques de coração. A redução da pressão arterial para valores normais reduz o

risco de desenvolvimento destas doenças;

para o tratamento de doentes adultos após um ataque de coração recente (enfarte

do miocárdio). "Recente" significa entre 12 horas e 10 dias;

Valsartan

Aurobindo

pode

utilizado

para

tratar

insuficiência

cardíaca

sintomática em doentes adultos. Valsartan Aurobindo é utilizado quando um grupo

de medicamentos denominados inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina

(ECA) (um medicamento para tratar insuficiência cardíaca) não pode ser utilizado ou

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INFARMED

pode ser utilizado adicionalmente a inibidores da ECA quando outros medicamentos

para tratar a insuficiência cardíaca não podem ser utilizados.

Os sintomas de insuficiência cardíaca incluem falta de ar e inchaço dos pés e das

pernas devido à acumulação de fluidos. É provocado quando o músculo cardíaco não

consegue bombear o sangue com força suficiente para fornecer todo o sangue

necessário a todo o organismo.

Valsartan Aurobindo 80 mg comprimidos revestidos por película pode ser utilizado

em três situações diferentes:

para o tratamento da pressão arterial alta em adultos e em crianças e adolescentes

dos 6 aos 18 anos de idade. A pressão arterial elevada aumenta a sobrecarga do

coração e artérias. Se não for tratada, pode provocar lesões nos vasos sanguíneos

do cérebro, coração e rins podendo dar origem a um acidente vascular cerebral

(AVC), insuficiência cardíaca ou disfunção renal. A pressão arterial elevada aumenta

o risco de ataques de coração. A redução da pressão arterial para valores normais

reduz o risco de desenvolvimento destas doenças;

para o tratamento de doentes adultos após um ataque de coração recente (enfarte

do miocárdio). "Recente" significa entre 12 horas e 10 dias;

Valsartan

Aurobindo

pode

utilizado

para

tratar

insuficiência

cardíaca

sintomática em doentes adultos. Valsartan Aurobindo é utilizado quando um grupo

de medicamentos denominados inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina

(ECA) (um medicamento para tratar insuficiência cardíaca) não pode ser utilizado ou

pode ser utilizado adicionalmente a inibidores da ECA quando outros medicamentos

para tratar a insuficiência cardíaca não podem ser utilizados.

Os sintomas de insuficiência cardíaca incluem falta de ar e inchaço dos pés e das

pernas devido à acumulação de fluidos. É provocado quando o músculo cardíaco não

consegue bombear o sangue com força suficiente para fornecer todo o sangue

necessário a todo o organismo.

Valsartan Aurobindo 160 mg comprimidos revestidos por película pode ser utilizado

em três situações diferentes:

para o tratamento da pressão arterial alta em adultos e em crianças e adolescentes

de 6 a 18 anos de idade. A pressão arterial elevada aumenta a sobrecarga do

coração e artérias. Se não for tratada, pode provocar lesões nos vasos sanguíneos

do cérebro, coração e rins podendo dar origem a um acidente vascular cerebral

(AVC), insuficiência cardíaca ou disfunção renal. A pressão arterial elevada aumenta

o risco de ataques de coração. A redução da pressão arterial para valores normais

reduz o risco de desenvolvimento destas doenças;

para o tratamento de doentes adultos após um ataque de coração recente (enfarte

do miocárdio). "Recente" significa entre 12 horas e 10 dias;

Valsartan

Aurobindo

pode

utilizado

para

tratar

insuficiência

cardíaca

sintomática em doentes adultos. Valsartan Aurobindo é utilizado quando um grupo

de medicamentos denominados inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina

(ECA) (um medicamento para tratar insuficiência cardíaca) não pode ser utilizado ou

pode ser utilizado adicionalmente a inibidores da ECA quando outros medicamentos

para tratar a insuficiência cardíaca não podem ser utilizados.

Os sintomas de insuficiência cardíaca incluem falta de ar e inchaço dos pés e das

pernas devido à acumulação de fluidos. É provocado quando o músculo cardíaco não

consegue bombear o sangue com força suficiente para fornecer todo o sangue

necessário a todo o organismo.

Valsartan Aurobindo 320 mg comprimidos revestidos por película pode ser utilizado:

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16-04-2018

INFARMED

para o tratamento da pressão arterial alta em adultos e em crianças e adolescentes

de 6 a 18 anos de idade. A pressão arterial elevada aumenta a sobrecarga do

coração e artérias. Se não for tratada, pode provocar lesões nos vasos sanguíneos

do cérebro, coração e rins podendo dar origem a um acidente vascular cerebral

(AVC), insuficiência cardíaca ou disfunção renal. A pressão arterial elevada aumenta

o risco de ataques de coração. A redução da pressão arterial para valores normais

reduz o risco de desenvolvimento destas doenças.

2. O que precisa de saber antes de tomar Valsartan Aurobindo

Não tome Valsartan Aurobindo:

- se tem alergia ao valsartan ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6);

- se tiver doença hepática grave;

- se estiver grávida de mais de 3 meses (também é melhor evitar tomar Valsartan

Aurobindo no início da gravidez - ver secção sobre gravidez);

- se tem diabetes ou função renal diminuída e está a ser tratado com um

medicamento que contém aliscireno para diminuir a pressão arterial.

Se algum destes casos se aplicar a si, não tome Valsartan Aurobindo.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Valsartan Aurobindo.

Tenha especial cuidado com Valsartan Aurobindo:

se sofrer de doença hepática;

se sofrer de doença renal grave ou se está a fazer diálise;

se sofrer de estreitamento da artéria renal;

se tiver sido submetido recentemente a transplante renal (recebeu um novo rim);

se estiver a receber tratamento após um ataque de coração ou para insuficiência

cardíaca, o seu médico pode verificar a sua função renal;

se sofrer de doença cardíaca grave que não seja insuficiência cardíaca ou ataque

de coração;

se algumas vez tiver experienciado inchaço da língua ou da face, causado por uma

reação alérgica denominada angioedema quando se encontrava a tomar outro

medicamento (incluindo inibidores da ECA), fale com o seu médico. Se ocorreram

estes sintomas enquanto estiver a tomar Valsartan Aurobindo, pare imediatamente

de tomar Valsartan Aurobindo e nunca o volte a tomar. Ver também secção 4,

“Efeitos secundários possíveis”;

se estiver a tomar medicamentos que aumentem a quantidade de potássio no

sangue.

Estes

incluem

suplementos

potássio

substitutos

salinos

contenham potássio, medicamentos poupadores de potássio e heparina. Pode ser

necessário controlar o nível de potássio no seu sangue com regularidade;

se tem menos de 18 anos de idade e toma Valsartan Aurobindo em associação com

outros

medicamentos

inibem

sistema

renina-angiotensina-aldosterona

(medicamentos que baixam a pressão arterial), o seu médico pode verificar a sua

função renal e o nível de potássio no seu sangue com regularidade;

se sofrer de aldosteronismo. Trata-se de uma doença em que as glândulas

suprarrenais produzem a hormona aldosterona em excesso. Se isto se aplicar a si, o

uso de Valsartan Aurobindo não é recomendado;

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se tiver perdido uma grande quantidade de líquidos (desidratação) provocada por

diarreia, vómitos ou doses elevadas de diuréticos;

Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Valsartan Aurobindo não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado

se estiver grávida de mais de 3 meses uma vez que pode causar lesões graves no

seu bebé se for utilizado após este período (ver secção de gravidez);

Se está a tomar algum dos seguintes medicamentos para tratar a pressão arterial

elevada:

- um inibidor da ECA (por exemplo enalapril, lisinopril, ramipril), em particular se

tiver problemas nos rins relacionados com diabetes.

- aliscireno.

(Para as dosagens de 40 mg, 80 mg e 160 mg)

se está a tomar um inibidor da ECA em conjunto com determinados medicamentos

para tratar a insuficiência cardíaca, os quais são conhecidos como antagonistas dos

recetores mineralocorticoides (ARM). (por exemplo espironolactona, eplerenona) ou

bloqueadores beta (por exemplo metoprolol).

O seu médico pode verificar a sua função renal, pressão arterial e a quantidade de

eletrólitos (por exemplo, o potássio) no seu sangue em intervalos regulares.

Ver também a informação sob o título “Não tome Valsartan Aurobindo:”

Se algum destes casos se aplicar a si, informe o seu médico antes de tomar

Valsartan Aurobindo.

Outros medicamentos e Valsartan Aurobindo

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

O efeito do tratamento pode ser influenciado se Valsartan Aurobindo for tomado com

determinados medicamentos. Pode ser necessário alterar a dose, tomar outras

precauções,

alguns

casos,

interromper

tratamento

medicamentos. Esta situação aplica-se tanto aos medicamentos sujeitos a receita

médica como aos medicamentos não sujeitos a receita médica, em especial:

outros medicamentos utilizados para baixar a pressão arterial, nomeadamente

diuréticos, inibidores da ECA (como enalapril, lisinopril, etc.) ou aliscireno;

medicamentos que aumentam a quantidade de potássio no sangue. Estes incluem

suplementos

potássio

substitutos

salinos

contenham

potássio,

medicamentos poupadores de potássio e heparina;

determinados tipos de analgésicos denominados medicamentos anti-inflamatórios

não esteroides (AINEs);

alguns antibióticos (do grupo da rifamicina), um medicamento utilizado para

prevenir a rejeição de órgãos após transplante (ciclosporina) ou medicamentos

antiretrovirais utilizados no tratamento do VIH/SIDA (ritonavir). Estes medicamentos

podem aumentar o efeito de Valsartan Aurobindo;

lítio,

medicamento

utilizado

tratamento

certos

tipos

doença

psiquiátrica.

Além disso:

se estiver a ser tratado após um ataque de coração, não se recomenda a

associação com inibidores da ECA (um medicamento para o tratamento de ataque de

coração);

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16-04-2018

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se estiver a ser tratado para insuficiência cardíaca, não se recomenda a associação

tripla com inibidores da ECA e bloqueadores-beta (medicamentos para o tratamento

de insuficiência cardíaca).

O seu médico pode necessitar de alterar a sua dose e/ou tomar outras precauções:

Se está a tomar um inibidor da ECA ou aliscireno (ver também informações sob os

títulos “Não tome Valsartan Aurobindo:” e “Advertências e precauções”).

Se está a tomar um inibidor da ECA em conjunto com determinados medicamentos

para tratar a insuficiência cardíaca, os quais são conhecidos como antagonistas dos

recetores mineralocorticoides (ARM) (por exemplo espironolactona, eplerenona) ou

bloqueadores beta (por exemplo metoprolol).

Valsartan Aurobindo com alimentos, bebidas e álcool

Pode tomar Valsartan Aurobindo com ou sem alimentos.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Normalmente o seu médico irá aconselhá-la a interromper o tratamento com

Valsartan Aurobindo antes de engravidar ou assim que saiba que está grávida e irá

aconselhá-la a tomar outro medicamento em substituição de Valsartan Aurobindo.

Valsartan Aurobindo não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado

se estiver grávida de mais de 3 meses uma vez pode causar lesões graves no seu

bebé se for utilizado após este período.

Informe o seu médico caso se encontre a amamentar ou se vai começar a

amamentar. Valsartan Aurobindo não é recomendado para mães que estão a

amamentar e o seu médico poderá escolher outro tratamento para si se desejar

amamentar, especialmente se o seu bebé for recém-nascido ou prematuro.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Antes de conduzir um veículo, utilizar ferramentas ou máquinas, ou desempenhar

outras tarefas que requeiram concentração, certifique-se de que sabe como reage

aos efeitos de Valsartan Aurobindo. Tal como com outros medicamentos utilizados no

tratamento da pressão arterial elevada, Valsartan Aurobindo pode, em casos raros,

provocar tonturas e afetar a capacidade de concentração.

Valsartan Aurobindo contém lactose mono-hidratada

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Valsartan Aurobindo

Tom este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico, de modo a

obter os melhores resultados e reduzir o risco de efeitos secundários. Fale com o seu

médico

farmacêutico

tiver

dúvidas.

Frequentemente,

doentes

hipertensão arterial não notam quaisquer sinais deste problema. Muitos sentem-se

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16-04-2018

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perfeitamente normais. Torna-se assim fundamental que cumpra o calendário de

consultas com o seu médico, mesmo quando se sente bem.

Doentes adultos com pressão arterial alta: a dose recomendada é de 80 mg por dia.

Em alguns casos, o seu médico poderá prescrever-lhe doses mais elevadas (por ex.

mg).

Pode

também

combinar Valsartan

Aurobindo

medicamento adicional (por ex. um diurético).

Crianças e adolescentes (6 a 18 anos de idade) com pressão arterial alta:

Em doentes com menos de 35 kg de peso a dose recomendada é de 40 mg de

valsartan uma vez por dia.

Em doentes com 35 kg de peso ou mais, a dose inicial recomendada é de 80 mg de

valsartan uma vez por dia.

Em alguns casos o seu médico pode prescrever doses mais elevadas (a dose pode

ser aumentada até 160 mg e até um máximo de 320 mg).

Doentes adultos após um ataque de coração recente: após um ataque de coração o

tratamento é geralmente iniciado logo ao fim de 12 horas, habitualmente com uma

dose baixa de 20 mg duas vezes por dia. A dose de 20 mg é obtida através da

divisão do comprimido de 40 mg. O seu médico irá aumentar esta dose de forma

gradual ao longo de várias semanas até uma dose máxima de 160 mg duas vezes

por dia. A dose final depende do que cada doente individualmente conseguir tolerar.

Valsartan Aurobindo pode ser administrado com outro medicamento para o ataque

cardíaco, cabendo ao seu médico decidir qual o tratamento adequado para si.

Doentes adultos com insuficiência cardíaca: o tratamento começa geralmente com

40 mg duas vezes por dia. O seu médico irá aumentar a dose de forma gradual ao

longo de várias semanas até uma dose máxima de 160 mg duas vezes por dia. A

dose final depende do que cada doente individualmente conseguir tolerar.

Valsartan

Aurobindo

pode

administrado

outro

medicamento

para

insuficiência cardíaca, cabendo ao seu médico decidir qual o tratamento adequado

para si.

Pode tomar Valsartan Aurobindo com ou sem alimentos. Engula o comprimido com

um copo de água.

Tome Valsartan Aurobindo todos os dias aproximadamente à mesma hora.

Se tomar mais Valsartan Aurobindo do que deveria

Se sentir tonturas graves e/ ou desmaio, contacte imediatamente o seu médico e

deite-se. Se acidentalmente tomou demasiados comprimidos, contacte o seu médico,

farmacêutico ou hospital.

Caso se tenha esquecido de tomar Valsartan Aurobindo

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose tome-a assim que se lembrar. No

entanto, se estiver quase na hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se

esqueceu.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Valsartan Aurobindo

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16-04-2018

INFARMED

Interromper o tratamento com Valsartan Aurobindo pode agravar a sua doença. Não

deixe de tomar o medicamento a menos que seja o seu médico a dizer-lhe que o

faça.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Alguns sintomas requerem atenção médica imediata:

Pode sentir sintomas de angioedema (uma reação alérgica específica) como, por

exemplo:

inchaço da face, lábios, língua ou garganta;

dificuldade em respirar ou engolir;

urticária, comichão.

Se sentir algum destes sintomas, pare de tomar Valsartan Aurobindo e contacte

imediatamente o seu médico (ver também secção 2 “Tenha especial cuidado com

Valsartan Aurobindo”).

Os efeitos secundários incluem:

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

tonturas;

pressão arterial baixa com ou sem sintomas como tonturas e desmaio quando está

de pé;

função renal diminuída (sinais de disfunção renal).

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

angioedema (ver secção “Alguns sintomas requerem atenção médica imediata”);

perda súbita de consciência (síncope);

sentir-se a rodar (vertigens);

função renal gravemente reduzida (sinais de falência renal aguda);

espasmos musculares, ritmo cardíaco anormal (sinais de hipercaliemia);

falta de ar, dificuldade em respirar quando está deitado, inchaço dos pés ou das

pernas (sinais de insuficiência cardíaca);

dor de cabeça;

tosse;

dor abdominal;

náusea;

diarreia;

cansaço;

fraqueza.

Desconhecido (frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis):

formação de bolhas (sinal de dermatite bolhosa);

podem ocorrer reações alérgicas com erupção cutânea, comichão e urticária,

sintomas de febre, inchaço das articulações, dor nas articulações, dor muscular,

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nódulos linfáticos inchados e/ou sintomas semelhantes aos da gripe (sinais de

doença do soro);

pontos de cor vermelha e púrpura, febre, comichão (sinais de inflamação dos vasos

sanguíneos também denominado vasculite);

hemorragias ou hematomas anormais (sinais de trombocitopenia);

dor muscular (mialgia);

febre, dores de garganta ou úlceras bucais devido a infeções (sintomas de nível

baixo de glóbulos brancos também denominado neutropenia);

diminuição do nível de hemoglobina e diminuição da percentagem de glóbulos

vermelhos no sangue (o que pode provocar anemia em casos graves);

aumento do nível de potássio no sangue (o que pode desencadear espasmos

musculares e ritmo cardíaco anormal em casos graves);

elevação dos valores da função hepática (o que pode indicar lesões no fígado)

incluindo um aumento do nível de bilirrubina no sangue (o que pode causar pele e

olhos amarelos em casos graves);

aumento do nível de azoto na ureia sanguínea e aumento do nível de creatinina

sérica (o que, pode indicar, função renal anormal);

níveis baixos de sódio no sangue (o que pode desencadear cansaço, confusão,

espasmos musculares e/ou convulsões em casos graves).

A frequência de determinados efeitos secundários pode variar consoante o seu

estado. Por exemplo, efeitos secundários como tonturas e função renal diminuída

ocorreram com menos frequência em doentes adultos tratados com pressão arterial

elevada do que em doentes adultos tratados para insuficiência cardíaca ou depois de

um ataque de coração recente.

Os efeitos secundários em crianças e adolescentes são semelhantes aos observados

em adultos.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo.

comunicar

efeitos

secundários,

estará

ajudar

fornecer

mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Valsartan Aurobindo

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

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Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior após “VAL”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Valsartan Aurobindo

- A substância ativa é o valsartan. Cada comprimido revestido por película contém

40 mg, 80 mg, 160 mg ou 320 mg de valsartan.

- Os outros componentes são:

Núcleo

comprimido:

celulose

microcristalina,

lactose

mono-hidratada,

sílica

coloidal anidra, crospovidona (tipo B), hipromelose, laurilsulfato de sódio, talco,

estearato de magnésio.

Revestimento do comprimido: hipromelose, dióxido de titânio (E 171), macrogol

8000, óxido de ferro amarelo (E 172), óxido de ferro vermelho (E 172), óxido de

ferro negro (E 172) (apenas para 320 mg).

Qual o aspeto de Valsartan Aurobindo e conteúdo da embalagem

Valsartan Aurobindo 40 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película amarelo, ovalóide, bordos biselados, biconvexo,

gravado com “I” numa das faces e “73” na outra face, com o “7” separado do “3” por

uma ranhura.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Valsartan Aurobindo 80 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película vermelho pálido, redondo, bordos biselados,

biconvexo, gravado com “I” numa das faces e “74” na outra face, com o “7”

separado do “4” por uma ranhura.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Valsartan Aurobindo 160 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película laranja-acinzentado, ovalóide, bordos biselados,

biconvexo, gravado com “I” numa das faces e “75” na outra face, com o “7”

separado do “5” por uma ranhura.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Valsartan Aurobindo 320 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película violeta-acinzentado escuro, ovalóide, bordos

biselados, biconvexo, gravado com “I” numa das faces e “18” na outra face, com o

“1” separado do “8” por uma ranhura.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Blister transparente PVC/PE/PVDC – Alumínio

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16-04-2018

INFARMED

40 mg, 80 mg & 160 mg: 7, 14, 20, 28, 30, 50, 56, 60, 84, 90, 98, 100 ou 280

comprimidos revestidos por película.

320 mg: 7, 14, 20, 28, 30, 50, 56, 60, 84, 98, 100 ou 280 comprimidos revestidos

por película.

Frasco de HDPE com tampa de PP. Frasco de HDPE contém sílica gel como exsicante.

40 mg: 30 ou 1000 comprimidos revestidos por película.

80 mg e 160 mg: 90, 98, 250 ou 1000 comprimidos revestidos por película.

320 mg: 90 ou 500 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Aurobindo Pharma (Portugal), Unipessoal Limitada,

Avenida do Forte, nº. 3,

Parque Suécia, ed. IV, 2º

2794 - 038 Carnaxide,

Portugal

Fabricante

APL Swift Services (Malta) Limited

HF26, Hal Far Industrial Estate, Hal Far

Birzebbugia, BBG 3000

Malta

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

França

Valsartan Arrow Lab 40 mg /80 mg /160 mg comprimé pelliculé

sécable

Alemanha

Valsartan Aurobindo 40 mg /80 mg /160 mg /320 mg Filmtabletten

Países Baixos Valsartan Aurobindo 40 mg /80 mg /160 mg /320 mg filmomhulde

tabletten

Polónia

Valsartan Aurobindo

Portugal

Valsartan Aurobindo

Espanha

Valsartan Aurobindo 80 mg /160 mg /320 mg comprimidos recubiertos

con película

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Valsartan Aurobindo 40 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan Aurobindo 80 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan Aurobindo 160 mg comprimidos revestidos por película

Valsartan Aurobindo 320 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

40 mg

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de valsartan.

Excipiente(s) com efeito conhecido: cada comprimido revestido por película contém

24 mg de lactose mono-hidratada.

80 mg

Cada comprimido revestido por película contém 80 mg de valsartan.

Excipiente(s) com efeito conhecido: cada comprimido revestido por película contém

48 mg de lactose mono-hidratada.

160 mg

Cada comprimido revestido por película contém 160 mg de valsartan.

Excipiente(s) com efeito conhecido: cada comprimido revestido por película contém

96 mg de lactose mono-hidratada.

320 mg

Cada comprimido revestido por película contém 320 mg de valsartan.

Excipiente(s) com efeito conhecido: cada comprimido revestido por película contém

192 mg de lactose mono-hidratada.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Valsartan Aurobindo 40 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película amarelo, ovalóide, bordos biselados, biconvexo,

gravado com “I” numa das faces e “73” na outra face, com o “7” separado do “3” por

uma ranhura. As dimensões são 10,1 mm x 5,1 mm.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Valsartan Aurobindo 80 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película vermelho pálido, redondo (9,3 mm de diâmetro),

bordos biselados, biconvexo, gravado com “I” numa das faces e “74” na outra face,

com o “7” separado do “4” por uma ranhura.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

Valsartan Aurobindo 160 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película laranja-acinzentado, ovalóide, bordos biselados,

biconvexo, gravado com “I” numa das faces e “75” na outra face, com o “7”

separado do “5” por uma ranhura. As dimensões são 17,6 mm x 7,6 mm.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Valsartan Aurobindo 320 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película violeta-acinzentado escuro, ovalóide, bordos

biselados, biconvexo, gravado com “I” numa das faces e “18” na outra face, com o

“1” separado do “8” por uma ranhura. As dimensões são 21,2 mm x 9,8 mm.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipertensão (apenas 40 mg)

Tratamento da hipertensão em crianças e adolescentes com idades entre os 6 e 18

anos.

Hipertensão (apenas 80 mg, 160 mg e 320 mg)

Tratamento da hipertensão essencial em adultos e hipertensão em crianças e

adolescentes com idades entre os 6 e 18 anos.

Enfarte do miocárdio recente (apenas 40 mg, 80 mg e 160 mg)

Tratamento de doentes adultos clinicamente estáveis com insuficiência cardíaca

sintomática ou disfunção ventricular sistólica esquerda assintomática, após um

enfarte do miocárdio recente (12 horas – 10 dias) (ver secção 4.4. e 5.1).

Insuficiência cardíaca (apenas 40 mg, 80 mg e 160 mg)

Tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca sintomática quando os

inibidores da ECA não são tolerados ou em doentes intolerantes a bloqueadores beta

como terapêutica adicional a inibidores da ECA quando os antagonistas dos recetores

mineralocorticoides não podem ser usados (ver secções 4.2, 4.4, 4.5 e 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Hipertensão (apenas 80 mg, 160 mg e 320 mg)

A dose inicial recomendada de Valsartan Aurobindo é de 80 mg uma vez por dia. O

efeito anti-hipertensor está substancialmente presente no espaço de 2 semanas e os

efeitos máximos atingem-se no período de 4 semanas. Em alguns doentes cuja

pressão arterial não é devidamente controlada, a dose pode ser aumentada para

160 mg e para um máximo de 320 mg.

Valsartan Aurobindo pode também ser administrado com outros agentes anti-

hipertensores. A associação de um diurético como a hidroclorotiazida baixará ainda

mais a pressão arterial nestes doentes (ver secções 4.3, 4.4, 4.5 e 5.1).

Enfarte do miocárdio recente (apenas 40 mg, 80 mg e 160 mg)

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

Em doentes clinicamente estáveis a terapêutica pode ser iniciada logo ao fim de 12

horas após um enfarte do miocárdio. Após uma dose inicial de 20 mg duas vezes por

dia, a dose de valsartan deve ser ajustada até 40 mg, 80 mg e 160 mg duas vezes

por dia durante as semanas seguintes. A dose inicial é obtida a partir do comprimido

divisível de 40 mg.

A dose máxima que se pretende atingir é de 160 mg duas vezes por dia. Em geral,

recomenda-se que os doentes alcancem uma dose de 80 mg duas vezes por dia até

duas semanas após o início do tratamento e que a dose máxima a atingir, 160 mg

duas vezes por dia, seja alcançada ao fim de três meses, com base na tolerabilidade

do doente. Se ocorrer hipotensão sintomática ou disfunção renal deve considerar-se

uma redução da dose.

Valsartan pode ser usado em doentes tratados com outras terapêuticas pós-enfarte

miocárdio,

trombolíticos,

ácido

acetilsalicílico,

bloqueadores-beta,

estatinas e diuréticos. A associação com inibidores da ECA não é recomendada (ver

secção 4.4. e 5.1).

A avaliação dos doentes no pós-enfarte do miocárdio deve incluir sempre a avaliação

da função renal.

Insuficiência cardíaca (apenas 40 mg, 80 mg e 160 mg)

A dose inicial recomendada de Valsartan Aurobindo é de 40 mg duas vezes por dia.

O ajuste crescente para 80 mg e 160 mg duas vezes por dia deve ser efetuado a

intervalos de pelo menos duas semanas, até à dose mais elevada que for tolerada

pelo doente. Deve ser considerada a redução da dose dos diuréticos concomitantes.

A dose diária máxima administrada em ensaios clínicos é de 320 mg em doses

divididas.

Valsartan pode ser administrado em associação com outras terapêuticas para a

insuficiência cardíaca. Contudo, a associação tripla de um inibidor da ECA, valsartan

e um bloqueador beta ou um diurético poupador de potássio não é recomendada

(ver secções 4.4 e 5.1). A avaliação dos doentes com insuficiência cardíaca deve

incluir sempre a avaliação da função renal.

Informações adicionais sobre populações especiais

Idosos

Não é necessário o ajuste da dose em doentes idosos.

Disfunção renal

Não é necessário o ajuste da dose em doentes adultos com uma depuração de

creatinina > 10 ml/min (ver secção 4.4 e 5.2). O uso concomitante de Valsartan

Aurobindo com aliscireno é contraindicado em doentes com compromisso renal (TFG

<60 ml/min/1,73 m2) (ver secção 4.3).

Diabetes Mellitus

O uso concomitante de Valsartan Aurobindo com medicamentos contendo aliscireno

é contraindicado em doentes com diabetes mellitus (ver secção 4.3).

Disfunção hepática

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

O Valsartan Aurobindo é contraindicado em doentes com disfunção hepática grave,

cirrose biliar e em doentes com colestase (ver secção 4.3, 4.4 e 5.2). Em doentes

com disfunção hepática ligeira a moderada sem colestase a dose de valsartan não

deverá exceder os 80 mg.

População pediátrica

Hipertensão pediátrica

Crianças e adolescentes com idades entre os 6 e os 18 anos

A dose inicial é de 40 mg uma vez por dia em crianças com peso inferior a 35 kg e

de 80 mg uma vez por dia em crianças com 35 kg de peso ou mais. A dose deve ser

ajustada com base na resposta da pressão arterial. As doses máximas estudadas em

ensaios clínicos encontram-se na tabela abaixo.

Doses mais elevadas do que as mencionadas não foram estudadas e, portanto, não

são recomendadas.

Peso

Dose máxima estudada em ensaios clínicos

≥18 kg a <35 kg

80 mg

≥35 kg a <80 kg

160 mg

≥80 kg a ≤160 kg

320 mg

Crianças com menos de 6 anos de idade

A informação disponível encontra-se descrita nas secções 4.8, 5.1 e 5.2. No entanto,

a segurança e a eficácia de valsartan em crianças de 1 a 6 anos de idade não foram

estabelecidas.

Utilização em doentes pediátricos com idades entre os 6 e os 18 anos com disfunção

renal

A utilização em doentes pediátricos com depuração de creatinina <30 ml/min e em

doentes pediátricos a fazer diálise não foi estudada, por conseguinte o Valsartan

Aurobindo não é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajuste da dose em

doentes pediátricos com uma depuração de creatinina >30 ml/min. A função renal e

o potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secções 4.4 e 5.2).

Utilização em doentes pediátricos com idades entre os 6 e os 18 anos com disfunção

hepática

como

adultos,

Valsartan

Aurobindo

contraindicado

doentes

pediátricos com disfunção hepática grave, cirrose biliar e em doentes com colestase

(ver secções 4.3, 4.4 e 5.2). Existe pouca experiência clínica com valsartan em

doentes pediátricos com disfunção hepática ligeira a moderada. A dose de valsartan

não deve exceder os 80 mg nestes doentes.

Insuficiência cardíaca e enfarte do miocárdio recente em doentes pediátricos

O Valsartan Aurobindo não é recomendado no tratamento de insuficiência cardíaca

ou enfarte do miocárdio recente em crianças e adolescentes com menos de 18 anos

de idade devido à ausência de dados de segurança e eficácia.

Modo de administração

O Valsartan Aurobindo pode ser tomado fora das refeições e deve ser administrado

com água.

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Disfunção hepática grave, cirrose biliar e colestase.

Segundo e terceiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4 e 4.6).

O uso concomitante de Valsartan Aurobindo com medicamentos contendo aliscireno

é contraindicado em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal (TFG <60

ml/min/1,73 m2) (ver secções 4.5 e 5.1).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Hipercaliemia

Não é recomendada a medicação concomitante com suplementos de potássio,

diuréticos poupadores de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros

fármacos

possam

aumentar

níveis

potássio

(heparina,

etc.).

monitorização de potássio deve ser realizada apropriadamente.

Disfunção renal

Não existe atualmente qualquer experiência sobre a utilização segura em doentes

com depuração de creatinina < 10 ml/min nem em doentes a fazer diálise, por

conseguinte valsartan deve ser utilizado com precaução nestes doentes. Não é

necessário o ajuste da dose em doentes com uma depuração de creatinina >

10 ml/min. (ver secção 4.2 e 5.2).

O uso concomitante de ARAs, incluindo valsartan, ou IECAs com aliscireno é

contraindicado em doentes com disfunção renal (TFG < 60 ml/min71,73 m2) (ver

secção 4.3 e 4.5).

Disfunção hepática

Em doentes com disfunção hepática ligeira a moderada sem colestase, Valsartan

Aurobindo deve ser usado com precaução (ver secção 4.2 e 5.2).

Doentes com depleção de sódio e/ou de volume

Nos doentes com depleção grave de sódio e/ou de volume, nomeadamente nos

doentes

tratados

doses

elevadas

diuréticos,

pode

ocorrer

hipotensão

sintomática em casos raros após o início da terapêutica com Valsartan Aurobindo. A

depleção de sódio e/ou de volume deve ser corrigida antes de iniciar o tratamento

com Valsartan Aurobindo, por exemplo, por redução da dose de diurético.

Estenose arterial renal

O uso seguro de valsartan ainda não foi estabelecido em doentes com estenose

arterial renal bilateral ou estenose de rim único.

A administração a curto prazo de valsartan em doze doentes com hipertensão

renovascular secundária a estenose arterial renal unilateral não induziu quaisquer

alterações significativas da hemodinâmica renal, creatinina sérica ou azoto da ureia

sanguínea (BUN). Contudo, uma vez que outros agentes com efeito sobre o sistema

renina-angiotensina podem aumentar a ureia sanguínea e a creatinina sérica de

doentes com estenose arterial renal unilateral, recomenda-se a monitorização da

função renal com doentes tratados com valsartan.

Transplante renal

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

Não há experiência sobre o uso seguro de valsartan em doentes com transplante

renal recente.

Hiperaldosteronismo primário

Doentes com hiperaldosteronismo primário não devem ser tratados com Valsartan

Aurobindo dado que o seu sistema renina-angiotensina não está ativado.

Estenose aórtica e da válvula mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Tal como com todos os outros vasodilatadores, está indicado um cuidado especial

nos doentes

que sofram de estenose aórtica ou mitral ou de cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

(HOCM).

Gravidez

A terapêutica com Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARAIIs) não deve

ser iniciada durante a gravidez. A menos que a continuação da terapêutica com

ARAII seja considerada essencial, doentes que planeiam engravidar devem mudar

para terapêuticas anti-hipertensoras alternativas que tenham um perfil de segurança

estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é diagnosticada a

terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida, e, se apropriado,

deve ser iniciada terapêutica alternativa (ver secção 4.3 e 4.6).

Enfarte do miocárdio recente (apenas 40 mg, 80 mg e 160 mg)

A associação de captopril e valsartan não demonstrou qualquer benefício clínico

adicional, tendo aumentado o risco de efeitos adversos em comparação com o

tratamento com as respetivas terapêuticas (ver secção 4.2 e 5.1). Por conseguinte, a

associação de valsartan com um inibidor da ECA não é recomendada.

Deve ser tida precaução ao iniciar a terapêutica em doentes pós-enfarte do

miocárdio. A avaliação dos doentes pós-enfarte do miocárdio deve incluir sempre a

avaliação da função renal (ver secção 4.2).

Valsartan

Aurobindo

doentes

pós-enfarte

miocárdio

resulta

frequentemente em alguma redução na pressão arterial, mas a interrupção da

terapêutica devido a hipotensão sintomática continuada não é geralmente necessária

desde que sejam seguidas as instruções de dose (ver secção 4.2).

Insuficiência cardíaca (apenas 40 mg, 80 mg e 160 mg)

O risco de reações adversas, especialmente hipotensão, hipercaliemia e função renal

diminuída (incluindo insuficiência renal aguda), pode aumentar quando Valsartan

Aurobindo é usado em associação com um inibidor da ECA. Em doentes com

insuficiência cardíaca, a associação tripla de um inibidor da ECA, um bloqueador-beta

e Valsartan Aurobindo não demonstrou qualquer benefício clínico (ver secção 5.1).

Esta associação, aparentemente, aumenta o risco de acontecimentos adversos pelo

que não é recomendada. A associação tripla de um inibidor da ECA, um antagonista

dos recetores mineralocorticoides e valsartan também não é recomendada. O uso

destas associações deve estar sob supervisão de um especialista e sujeito a uma

monitorização frequente e apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial.

Deverá ter-se precaução ao iniciar a terapêutica em doentes com insuficiência

cardíaca. A avaliação dos doentes com insuficiência cardíaca deve incluir sempre a

avaliação da função renal (ver secção 4.2).

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

O uso de Valsartan Aurobindo em doentes com insuficiência cardíaca geralmente

resulta em alguma redução da pressão arterial, mas a descontinuação da terapêutica

devido a hipotensão sintomática contínua geralmente não é necessária quando as

instruções posológicas fornecidas são seguidas (ver secção 4.2).

Em doentes cuja função renal possa depender da atividade do sistema-renina-

angiotensina-aldosterona

(por

exemplo

doentes

insuficiência

cardíaca

congestiva grave), o tratamento com inibidores da ECA tem sido associado com

oligúria e/ou azotemia progressiva e, em casos raros, com insuficiência renal aguda

e/ou morte. Como o valsartan é um antagonista dos recetores da angiotensina II,

não pode ser excluído que o uso de Valsartan Aurobindo pode ser associado com o

compromisso da função renal.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

Antecedentes de angioedema

Tem sido notificado angioedema, incluindo edema da laringe e da glote, provocando

obstrução das vias respiratórias e/ou edema da face, lábios, faringe e/ou língua em

doentes

tratados

valsartan;

alguns

destes

doentes

desenvolveram

anteriormente angioedema com outros medicamentos incluindo inibidores da ECA. A

administração de Valsartan Aurobindo deve ser imediatamente interrompida em

doentes que desenvolvam angioedema e não deve voltar a ser administrado (ver

secção 4.8).

Outras condições com estimulação do sistema renina-angiotensina (apenas 320 mg)

Em doentes cuja função renal possa depender da atividade do sistema renina-

angiotensina (por ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave), o

tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina tem sido

associado a oligúria e/ou azotemia progressiva e, em casos raros, a insuficiência

renal aguda e/ou morte. Como o valsartan é um antagonista da angiotensina II, não

pode

excluir

Valsartan

Aurobindo

possa

estar

associado

insuficiência da função renal.

População pediátrica

Disfunção renal

A utilização em doentes pediátricos com uma depuração de creatinina < 30 ml/min e

em doentes pediátricos a fazer diálise não foi estudada, por conseguinte o valsartan

não é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajuste da dose em doentes

pediátricos com uma depuração de creatinina >30 ml/min (ver secções 4.2 e 5.2). A

função renal e o potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados durante o

tratamento com valsartan. Isto aplica-se particularmente quando o valsartan é

administrado na presença de outras perturbações (febre, desidratação) que podem

afetar a função renal. O uso concomitante de ARAs – incluindo Valsartan Aurobindo –

ou de IECAs com aliscireno é contraindicado em doentes com disfunção renal (TFG <

60 ml/min/1,73 m2) (ver secção 4.3 e 4.5).

Disfunção hepática

como

adultos,

Valsartan

Aurobindo

contraindicado

doentes

pediátricos com disfunção hepática grave, cirrose biliar e em doentes com colestase

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

(ver secções 4.3 e 5.2). Existe pouca experiência clínica com valsartan em doentes

pediátricos com disfunção hepática ligeira a moderada. A dose de valsartan não deve

exceder os 80 mg nestes doentes.

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Existe evidência de que o uso concomitante de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores

angiotensina

aliscireno

aumenta

risco

hipotensão,

hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda). O duplo

bloqueio do SRAA através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores da angiotensina II ou aliscireno, é portanto, não recomendado (ver secções

4.5 e 5.1).

Se a terapêutica de duplo bloqueio for considerada absolutamente necessária, esta

só deverá ser utilizada sob a supervisão de um especialista e sujeita a uma

monitorização frequente e apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

Este

medicamento

contém

lactose

mono-hidratada.

Doentes

problemas

hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção

de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Duplo

bloqueio

Sistema

Renina-Angiotensina

(SRA)

ARAs,

IECAs

aliscireno:

Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema

renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da

ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a

maior

frequência

acontecimentos

adversos,

tais

como

hipotensão,

hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em

comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA (ver secções 4.3,

4.4 e 5.1).

Recomenda-se

precaução

administração

concomitante

ARAs,

incluindo

Valsartan Aurobindo, com outros agentes bloqueadores do SRAA, tais como IECAs ou

aliscireno (ver secção 4.4).

O uso concomitante de antagonistas dos recetores da angiotensina (ARAs) –

incluindo o Valsartan Aurobindo – ou de inibidores da enzima de conversão da

angiotensina (IECAs), com aliscireno em doentes com diabetes mellitus ou disfunção

renal (TFG <60 ml/min/1,73 m2) é contraindicada (ver secção 4.3 e 4.4).

Não é recomendada utilização concomitante

Lítio

Foram relatados aumentos reversíveis das concentrações séricas do lítio e da

toxicidade durante o uso concomitante de lítio com inibidores da enzima de

conversão

angiotensina

antagonistas

recetores

angiotensina II,

incluindo Valsartan Aurobindo. Caso esta associação seja necessária, recomenda-se

a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de lítio. Se está a tomar também algum

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

diurético, o risco de toxicidade de lítio pode presumivelmente ser aumentado ainda

mais.

Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal

contendo potássio e outras substâncias que podem aumentar os níveis de potássio

Se se considerar necessário utilizar um medicamento que afeta os níveis de potássio

em associação com valsartan, aconselha-se a monitorização dos níveis de potássio.

Cuidado necessário com utilização concomitante

Medicamentos

anti-inflamatórios

não

esteroides

(AINEs),

incluindo

inibidores

seletivos

da COX-2, ácido acetilsalicílico > 3 g/dia, e AINEs não seletivos

Quando os antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente com

AINEs, pode ocorrer a atenuação do efeito antihipertensivo. Adicionalmente, a

utilização concomitante de antagonistas da angiotensina II e AINEs pode levar a um

aumento do risco de degradação da função renal e a um aumento no potássio sérico.

Assim, recomenda-se a monitorização da função renal no início do tratamento, bem

como a hidratação adequada do doente.

Transportadores

Os dados in vitro indicam que o valsartan é um substrato do transportador da

captação hepática OATP1B1/OATP1B3 e do transportador de efluxo hepático MRP2. A

relevância clínica deste resultado é desconhecida. A administração concomitante de

inibidores do transportador da captação (por exemplo, rifampicina, ciclosporina) ou

transportador

efluxo

(por

exemplo,

ritonavir)

pode

aumentar

exposição

sistémica ao valsartan. Tome especial cuidado quando se inicia ou termina o

tratamento concomitante com estes fármacos.

Outros

Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas

quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um

fármacos

seguintes:

cimetidina,

varfarina,

furosemida,

digoxina,

atenolol,

indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.

População pediátrica

Na hipertensão em crianças e adolescentes, onde as anomalias renais subjacentes

são frequentes, recomenda-se precaução com a utilização concomitante de valsartan

e outras substâncias inibidoras do sistema renina-angiotensina-aldosterona que

podem aumentar o potássio sérico. A função renal e o potássio sérico devem ser

cuidadosamente monitorizados.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A utilização de Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARAIIs) não é

recomendada durante o primeiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4). A utilização

de ARAIIs é contraindicada durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver

secção 4.3 e 4.4.)

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

Os dados epidemiológicos relativos ao risco de teratogenicidade após exposição a

inibidores da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez não têm sido conclusivos;

no entanto, não pode ser excluído um ligeiro aumento do risco. Embora não existam

dados epidemiológicos controlados sobre o risco com ARAIIs, podem existir riscos

semelhantes

nesta

classe

medicamentos.

menos

continuação

terapêutica com ARAII seja considerada essencial, doentes que planeiam engravidar

devem mudar para terapêuticas anti-hipertensoras alternativas que tenham um perfil

de segurança estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é

diagnosticada a terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida, e, se

apropriado, deve ser iniciada terapêutica alternativa.

Sabe-se que a exposição à terapêutica com ARAIIs durante o segundo e terceiro

trimestres induz fetotoxicidade (função renal reduzida, oligoâmnios, atraso na

ossificação

crânio)

toxicidade

neonatal

(disfunção

renal,

hipotensão,

hipercaliemia) no ser humano; ver também secção 5.3.

Se tiver existido exposição a ARAIIs após o segundo trimestre de gravidez, é

recomendável uma avaliação da função renal e do crânio através de ultrassons.

Os bebés cujas mães tomaram ARAIIs devem ser cuidadosamente monitorizados

quanto à hipotensão (ver também secção 4.3. e 4.4).

Amamentação

Devido à inexistência de informação relativa à utilização de valsartan durante a

amamentação, não se recomenda a utilização de Valsartan Aurobindo dando-se

preferência a tratamentos alternativos com perfis de segurança melhor estabelecidos

durante o aleitamento, especialmente durante a amamentação de um recém-nascido

ou de um bebé prematuro.

Fertilidade

Valsartan não teve efeitos adversos sobre o desempenho reprodutivo de ratos

machos e fêmeas com doses orais até 200 mg/kg/dia. Esta dose é 6 vezes a dose

máxima recomendada para o ser humano numa base de mg/m2 (os cálculos

assumem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente com 60 kg).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir. Durante a condução

de veículos ou utilização de máquinas, deverá ter-se em consideração a possibilidade

de ocorrência de tonturas ou cansaço.

4.8 Efeitos indesejáveis

Em estudos clínicos controlados realizados em doentes adultos com hipertensão, a

incidência geral de reações adversas (RAs) foi comparável ao placebo e é coerente

com a farmacologia do valsartan. A incidência de RAs não pareceu estar relacionada

com a dose ou duração do tratamento e também não demonstrou qualquer

associação com sexo, idade ou raça.

comunicadas

estudos

clínicos,

experiência

pós-comercialização

descobertas laboratoriais estão listadas a seguir de acordo com a classe de órgãos

do sistema.

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

As reações adversas estão ordenadas por frequência, as mais frequentes primeiro,

utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100, <

1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000, <1/100); raros (≥ 1/10.000, < 1/1.000);

muito raros (< 1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados

disponíveis).

reações

adversas

são

ordenadas

ordem

decrescente

gravidade dentro de cada classe de frequência.

Relativamente a todas as RAs relatadas da experiência pós-comercialização e

descobertas laboratoriais, não é possível aplicar qualquer frequência de RA, pelo que

a sua frequência vem indicada como "desconhecida".

Hipertensão

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecido

Diminuição

hemoglobina,

Diminuição

hematócrito,

Neutropenia, Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecido

Hipersensibilidade incluindo doença do soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Desconhecido

Aumento do potássio sérico, Hiponatremia

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Vasculopatias

Desconhecido

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Dor abdominal

Afeções hepatobiliares

Desconhecido

Elevação dos valores da função hepática incluindo aumento da

bilirrubina sérica

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Desconhecido

Angioedema, Dermatite bolhosa, Erupção cutânea, Prurido

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecido

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Desconhecido

Falência e disfunção renal, Elevação da creatinina sérica

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Fadiga

População pediátrica

Hipertensão

efeito

anti-hipertensor

valsartan

avaliado

dois

ensaios

clínicos

aleatorizados, em dupla ocultação (cada um seguido por um período de extensão) e

um ensaio clínico aberto. Estes estudos incluíram 711 doentes pediátricos de 6 a

menos de 18 anos de idade, com ou sem doença crónica dos rins (DCR), dos quais

560 doentes receberam valsartan. Com exceção de casos isolados de distúrbios

gastrointestinais (tais como dor abdominal, náuseas, vómitos) e tonturas não foram

identificadas diferenças relevantes em relação ao tipo, frequência e gravidade das

reações adversas entre o perfil de segurança para os doentes pediátricos de 6 a

menos de 18 anos de idade e o anteriormente reportado para os doentes adultos.

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

Foi realizada uma análise agrupada de 560 doentes pediátricos hipertensos (com

idades entre 6-17 anos) a receber quer valsartan em monoterapia [n=483] ou uma

combinação de terapêutica antihipertensora, incluindo valsartan [n=77]. Dos 560

doentes, 85 (15,2%) tinha DCR (TFG basal < 90 ml/min71,73 m2). No geral, 111

doentes (19,8%) sofreram uma reação adversa ao medicamento (RAM), sendo as

mais frequentes cefaleia (5,4%), tonturas (2,3%) e hipercaliemia (2,3%). Em

doentes com DCR, as RAMs mais frequentes foram hipercaliemia (12,9%), cefaleia

(7,1%), aumento da creatinina no sangue (5,9%) e hipotensão (4,7%). Em doentes

sem DCR, as RAMs mais frequentes foram cefaleia (5,1%) e tonturas (2,7%). Foram

observadas

RAMs

mais

frequência

doentes

receber

valsartan

combinação com outros medicamentos antihipertensores do que valsartan sozinho.

A avaliação neurocognitiva e do desenvolvimento dos doentes pediátricos de 6 a 16

anos de idade revelou não existir em geral impacto adverso clinicamente relevante

após tratamento com valsartan com duração até um ano.

Num estudo aleatorizado, duplamente oculto, em 90 crianças de 1 a 6 anos, seguido

de uma extensão de ensaio aberto de um ano, observaram-se duas mortes e casos

isolados de fortes elevações das transaminases hepáticas. Estes casos ocorreram

numa população com comorbilidades significativas. Não foi estabelecida uma relação

causal com valsartan. Num segundo estudo em que foram aleatorizadas 75 crianças

de 1 a 6 anos de idade, não ocorreram mortes nem elevações significativas das

transaminases com o tratamento com valsartan.

A hipercaliemia foi mais frequentemente observada em crianças e adolescentes de 6

a 18 anos com doença renal crónica subjacente.

O perfil de segurança observado em estudos clínicos controlados em doentes adultos

no pós-enfarte do miocárdio e/ou com insuficiência cardíaca varia em relação ao

perfil

de segurança

geral

observado

doentes hipertensos. Tal pode

estar

relacionado com a doença subjacente dos doentes. As RAs que ocorreram em

doentes adultos no pós-enfarte do miocárdio e/ou doentes com insuficiência cardíaca

estão listadas abaixo:

Pós-enfarte do miocárdio e/ou insuficiência cardíaca (estudado apenas em doentes

adultos)

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecido

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecido

Hipersensibilidade incluindo doença do soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes

Hipercaliemia

Desconhecido

Aumento do potássio sérico, Hiponatremia

Doenças do sistema nervoso

Frequentes

Tonturas, Tontura postural

Pouco frequentes

Síncope, Cefaleia

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Cardiopatias

Pouco frequentes

Insuficiência cardíaca

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

Vasculopatias

Frequentes

Hipotensão, Hipotensão ortostática

Desconhecido

Vasculite

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Náuseas, Diarreia

Afeções hepatobiliares

Desconhecido

Elevação dos valores da função hepática

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Pouco frequentes

Angioedema

Desconhecido

Dermatite bolhosa, Erupção cutânea, Prurido

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecido

Mialgia

Doenças renais e urinárias

Frequentes

Disfunção e insuficiência renal

Pouco frequentes

Insuficiência renal aguda, Elevação da creatinina sérica

Desconhecido

Aumento do azoto da ureia sanguínea

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Astenia, Fadiga

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Sintomas

sobredosagem

Valsartan

Aurobindo

pode

resultar

hipotensão

acentuada,

poderá

levar

nível

deprimido

consciência,

colapso

circulatório e/ou choque.

Tratamento

As medidas terapêuticas dependem do tempo de ingestão, assim como do tipo e

gravidade

sintomas,

sendo

primordial

importância

estabilização

condições circulatórias.

Se ocorrer hipotensão o doente deve ser colocado em decúbito e deverá ser iniciada

a correção de volume sanguíneo.

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

É pouco provável que o valsartan seja eliminado por hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.4.2.2 – Aparelho cardiovascular. Anti-hipertensores.

Modificadores

eixo

renina

angiotensina.

Antagonistas

recetores

angiotensina, código ATC: C09CA03

Valsartan é um antagonista dos recetores da angiotensina II (Ang II) oralmente

ativo, potente e específico. Atua de forma seletiva no subtipo de recetores AT1,

responsável pelas ações conhecidas da angiotensina II. O aumento dos níveis

plasmáticos de Ang II após o bloqueio do recetor AT1 com valsartan pode estimular

o recetor AT2 não bloqueado, que parece contrabalançar o efeito do recetor AT1. O

valsartan não apresenta qualquer atividade agonista parcial no recetor AT1 e

apresenta uma afinidade muito maior para o recetor AT1 (cerca de 20.000 vezes

superior) que para o recetor AT2. O valsartan não se liga a, nem bloqueia, outros

recetores hormonais ou canais iónicos reconhecidamente importantes na regulação

cardiovascular.

Valsartan não inibe a ECA (também conhecida como cininase II) que converte a Ang

I em Ang II e degrada a bradiquinina. Dado não haver qualquer efeito sobre a ECA e

não haver potenciação de bradiquinina ou da substância P, é pouco provável que os

antagonistas da angiotensina II sejam associados a tosse. Em ensaios clínicos onde o

valsartan foi comparado com um inibidor da ECA, a incidência da tosse seca foi

significativamente menos (P<0,05) nos doentes tratados com valsartan do que nos

doentes tratados com um inibidor da ECA (2,6% versus 7,9% respetivamente). Num

estudo clínico realizado em doentes com história de tosse seca durante o tratamento

com inibidor da ECA, ocorreu tosse em 19,5% dos indivíduos tratados com valsartan

e em 19,0% dos tratados com um diurético tiazídico, comparativamente a 68,5%

nos indivíduos tratados com um inibidor da ECA (P <0,05).

Enfarte do miocárdio recente (apenas 40 mg, 80 mg e 160 mg)

O ensaio VALsartan In Acute myocardial iNfarcTion (VALIANT) foi um estudo

aleatorizado, controlado, multinacional, em dupla ocultação, em 14.703 doentes com

enfarte

agudo

miocárdio

sinais,

sintomas

evidência

radiológica

insuficiência cardíaca congestiva e/ou evidência de disfunção sistólica ventricular

esquerda (manifestada como uma fração de ejeção ≤ 40% por ventriculografia de

radionuclídeos

ecocardiografia

angiografia

ventricular

contraste). Os doentes foram aleatorizados no intervalo de 12 horas a 10 dias após o

início dos sintomas de enfarte do miocárdio para valsartan, captopril ou a associação

de ambos. A duração média do tratamento foi de dois anos. O endpoint primário foi

a altura para mortalidade por todas as causas.

O valsartan foi tão eficaz como o captopril na redução da mortalidade por todas as

causas após enfarte do miocárdio. A mortalidade por todas as causas foi semelhante

nos grupos valsartan (19,9%), captopril (19,5%) e valsartan + captopril (19,3%).

Associar

valsartan

captopril

não

resultou

benefício

relativamente

captopril isoladamente. Não se verificaram diferenças entre valsartan e captopril na

mortalidade por todas as causas com base na idade, sexo, raça, terapêuticas basais

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

ou doença subjacente. O valsartan foi também eficaz a prolongar o tempo e reduzir a

mortalidade cardiovascular, hospitalização por insuficiência cardíaca, enfarte do

miocárdio recorrente, paragem cardíaca com ressuscitação e AVC não fatal (segundo

endpoint composto).

O perfil de segurança de valsartan foi coerente com o percurso clínico de doentes

tratados no cenário pós-enfarte do miocárdio. Relativamente à função renal, foi

observado o aumento para o dobro da creatinina sérica em 4,2% dos doentes

tratados com valsartan, 4,8% dos doentes tratados com valsartan + captopril e

3,4% dos doentes tratados com captopril. As interrupções provocadas por vários

tipos de disfunção renal ocorreram em 1,1% de doentes tratados com valsartan,

1,3% de doentes tratados com valsartan + captopril e 0,8% de doentes tratados

com captopril. Deverá incluir-se uma avaliação da função renal na avaliação de

doentes no pós-enfarte do miocárdio.

Não se verificaram diferenças na mortalidade por todas as causas, mortalidade ou

morbilidade cardiovascular quando se administraram bloqueadores-beta juntamente

com a associação de valsartan + captopril, valsartan isoladamente ou captopril

isoladamente. Independente do tratamento, a mortalidade foi inferior no grupo de

doentes tratados com um bloqueador-beta, sugerindo que o conhecido benefício dos

bloqueadores-beta nesta população foi mantido neste ensaio.

Insuficiência cardíaca (apenas 40 mg, 80 mg e 160 mg)

Val-HeFT foi um ensaio clínico aleatorizado, controlado, multinacional de valsartan

em comparação com placebo na morbilidade e mortalidade em 5010 doentes com

insuficiência cardíaca das classes II (62%), III (36%) e IV (2%) da NYHA a receber a

terapêutica convencional com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (LVEF) <40%

diâmetro

diastólico

interno

ventricular

esquerdo

(LVIDD)

>2,9 cm/m2.

terapêutica de base incluiu inibidores da ECA (93%), diuréticos (86%), digoxina

(67%)

bloqueadores-beta

(36%).

duração

média

seguimento

aproximadamente dois anos. A dose diária média de valsartan no Val-HeFT foi de

254 mg. O estudo teve dois endpoints principais: a mortalidade por todas as causas

(tempo de sobrevida) e a mortalidade composta e a morbilidade por insuficiência

cardíaca (tempo até ao primeiro evento mórbido) definida como morte, morte súbita

com reanimação, hospitalização por insuficiência cardíaca ou administração de

agentes vasodilatadores ou inotrópicos intravenosos durante quatro horas ou mais

sem hospitalização.

A mortalidade por todas as causas foi semelhante (p=NS) nos grupos de valsartan

(19,7%) e de placebo (19,4%). O principal benefício foi uma redução de 27,5%

(95% CI: 17 a 37%) no risco para o tempo até à primeira hospitalização por

insuficiência cardíaca (13,9% vs. 18,5%). Resultados que pareciam favorecer o

placebo (mortalidade e morbilidade composta foi 21,9% no placebo vs. 25,4% no

grupo de valsartan) foram observados nos doentes a receber a associação tripla de

um inibidor da ECA, um bloqueador-beta e valsartan.

Num subgrupo de doentes que não estavam a tomar um inibidor da ECA (n=366), os

benefícios de morbilidade foram superiores. Neste subgrupo, a mortalidade por todas

as causas baixou significativamente com valsartan comparativamente com placebo

em 33% (95% CI: –6% a 58%) (17,3% valsartan vs. 27,1% placebo) e o risco de

mortalidade e morbilidade composta baixou significativamente em 44% (24,9%

valsartan vs. 42,5% placebo).

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

Em doentes a receber um inibidor da ECA sem um bloqueador-beta, a mortalidade

por todas as causas foi semelhante (p=NS) nos grupos de valsartan (21,8%) e

placebo

(22,5%).

risco

mortalidade

morbilidade

composta

baixou

significativamente em 18,3% (95% CI: 8% a 28%) com valsartan comparativamente

com placebo (31,0% vs. 36,3%).

população

geral

estudo

Val-HeFT,

doentes

tratados

valsartan

apresentaram uma melhoria significativa na classe da NYHA e nos sinais e sintomas

de insuficiência cardíaca, incluindo dispneia, fadiga, edema e fervores quando

comparados com o placebo. Os doentes tratados com valsartan tiveram uma melhor

qualidade de vida, tal como demonstrado pela mudança na pontuação na escala

Minnesota Living with Heart Failure Quality of Life a partir do valor basal até ao

endpoint, do que o placebo. A fração de ejeção nos doentes tratados com valsartan

foi significativamente aumentada e o diâmetro diastólico interno ventricular esquerdo

significativamente reduzido desde o valor basal até ao endpoint, em comparação

com o placebo.

Hipertensão (apenas 80 mg, 160 mg e 320 mg)

A administração de valsartan a doentes com resultados de hipertensão provoca uma

redução da pressão arterial sem afetar a frequência cardíaca.

Na maioria dos doentes, após a administração de uma dose oral única, o início da

atividade anti-hipertensora ocorre no intervalo de 2 horas, atingindo-se a redução

máxima da pressão arterial no intervalo de 4-6 horas. O efeito anti-hipertensor

persiste ao longo de 24 horas após a dosagem. Durante a administração de doses

repetidas, o efeito anti-hipertensivo está substancialmente presente no espaço de 2

semanas e os efeitos máximos são obtidos no espaço de 4 semanas, mantendo-se

durante o tratamento prolongado. Quando em associação com hidroclorotiazida

obtém-se uma redução adicional significativa na pressão arterial.

A interrupção súbita do valsartan não foi associada a exacerbação da hipertensão ou

a outros efeitos adversos clínicos.

Em doentes hipertensos com diabetes tipo 2 e microalbuminúria, o valsartan

mostrou

diminuir

excreção urinária

albumina. O

estudo

MARVAL

(Micro

Albuminuria Reduction with Valsartan) avaliou a redução na excreção urinária de

albumina (UAE) com valsartan (80-160 mg/uma vez por dia) versus amlodipina (5-

10 mg/uma vez por dia), em 332 doentes com diabetes tipo 2 (idade média: 58

anos;

homens)

microalbuminúria

(valsartan:

58 µg/min;

amlodipina:

55,4 µg/min), pressão arterial normal ou alta e com função renal conservada

(creatinina plasmática < 120 µmol/l). Às 24 semanas, a UAE baixou (p < 0,001) em

42% (– 24,2 µg/mín; 95% CI: –40,4 a –19,1) com valsartan e cerca de 3% (–

1,7 µg/mín; 95% CI: –5,6 a 14,9) com amlodipina apesar de taxas semelhantes de

redução da pressão arterial em ambos os grupos.

O estudo Diovan Reduction of Proteinuria (DROP) analisou mais aprofundadamente a

eficácia

valsartan

redução

doentes

hipertensos

(PA=150/88 mmHg) com diabetes tipo 2, albuminúria (média=102 µg/mín; 20-

700 µg/mín) e função renal conservada (creatinina sérica média = 80 µmol/l).

Os doentes foram aleatorizados para uma de 3 doses de valsartan (160, 320 e

640 mg/uma vez por dia) e tratados durante 30 semanas. A finalidade do estudo foi

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

determinar a dose ótima de valsartan para reduzir a UAE em doentes hipertensos

diabetes

tipo

semanas,

alteração

percentual

significativamente reduzida em 36% a partir da linha basal com valsartan 160 mg

(95% CI: 22 a 47%), e 44% com valsartan 320 mg (95% CI: 31 a 54%). Concluiu-

se que 160-320 mg de valsartan produziu reduções clinicamente significativas na

UAE em doentes hipertensos com diabetes tipo 2.

População pediátrica

Hipertensão

O efeito anti-hipertensivo de valsartan foi avaliado em quatro estudos aleatorizados,

em dupla ocultação em 561 doentes pediátricos de 6 a 18 anos de idade e 165

doentes pediátricos de 1 a 6 anos de idade. Afeções renais e urinárias e obesidade

foram

condições

médicas

subjacentes

mais

frequentes

potencialmente

contribuíam para a hipertensão nas crianças envolvidas nestes estudos.

Experiência clínica em crianças com 6 anos de idade ou mais

Num estudo clínico envolvendo 261 doentes pediátricos hipertensos de 6 a 16 anos

de idade, os doentes com peso <35 kg receberam 10, 40 ou 80 mg de valsartan em

comprimidos diariamente (dose baixa, média e alta), e os doentes com ≥35 kg

receberam 20, 80 e 160 mg de valsartan em comprimidos diariamente (dose baixa,

média e alta). Ao fim de 2 semanas o valsartan reduziu a pressão arterial sistólica e

diastólica de forma dependente da dose.

No total, os três níveis de dose de valsartan (baixo, médio e alto) reduziram

significativamente a pressão arterial sistólica respetivamente em 8, 10, 12 mmHg

relativamente aos valores iniciais. Os doentes voltaram a ser aleatorizados para

continuarem a receber a mesma dose de valsartan ou para mudarem para placebo.

Nos doentes que continuaram a receber as doses média e alta de valsartan, a

pressão arterial sistólica no vale era -4 e -7 mmHg mais baixa do que nos doentes

que receberam o tratamento com placebo. Nos doentes a receber a dose mais baixa

de valsartan, a pressão arterial sistólica no vale foi semelhante à dos doentes que

receberam

o tratamento

com placebo.

Globalmente,

efeito

anti-hipertensivo

dependente

dose

valsartan

consistente

todos

sub-grupos

demográficos.

Num outro estudo clínico envolvendo 300 doentes pediátricos hipertensos de 6 a 18

anos de idade, os doentes elegíveis foram aleatorizados para receber comprimidos

de enalapril ou valsartan durante 12 semanas. As crianças com peso entre ≥18 kg e

<35 kg receberam 80 mg de valsartan ou 10 mg de enalapril, as crianças com peso

entre ≥35 kg e <80 kg receberam 160 mg de valsartan ou 20 mg de enalapril, as

crianças com ≥80 kg receberam 320 mg de valsartan ou 40 mg de enalapril. As

reduções na pressão arterial sistólica foram comparáveis em doentes que receberam

valsartan (15 mmHg) e enalapril (14 mmHg) (valor p-não inferioridade <0,0001).

Observaram-se resultados consistentes nas reduções de pressão arterial diastólica

com reduções de 9,1 mmHg e 8,5 mmHg com valsartan e enalapril, respetivamente.

Num terceiro estudo clínico aberto envolvendo 150 doentes pediátricos hipertensos

de 6 a 17 anos de idade, os doentes elegíveis (pressão arterial sistólica ≥ 95º

percentil para idade, género e altura) receberam valsartan durante 18 meses para

avaliar a segurança e tolerabilidade. Dos 150 doentes que participaram neste estudo,

41 também receberam medicação antihipertensora concomitante. As doses iniciais e

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

de manutenção eram ajustadas com base na categoria de peso. Doentes que

pesassem >18 a < 35 kg, ≥35 a <80 kg e ≥80 kg a <160 kg, receberam 40 mg, 80

mg e 160 mg e as doses eram tituladas para 80 mg, 160 mg e 320 mg após uma

semana, respetivamente. Metade dos doentes inscritos (50,0%, n=75) tinha DCR,

em que 29,3% (44) dos doentes tinha DCR Estadio 2 (TFG 60-89 ml/min/1,73 m2)

ou Estadio 3 (TFG 30-59 ml/min/1,73 m2). A redução da pressão arterial sistólica

média foi de 14,9 mmHg em todos os doentes (linha de base 133,5 mmHg), 18,4

mmHg em doentes com DCR (linha de base 131,9 mmHg) e 11,5 mmHg em doentes

sem DCR (linha de base 135,1 mmHg). A percentagem de doentes que conseguiram

controlo geral da pressão arterial (quer sistólica quer diastólica <95º percentil) foi

ligeiramente superior no grupo DCR (79,5%) do que no grupo não DCR (72,2%).

Experiência clínica em crianças com menos de 6 anos de idade

Foram realizados dois estudos clínicos com doentes de 1 a 6 anos de idade com 90 e

75 doentes, respetivamente. Nestes estudos não foram incluídas crianças com

menos de 1 ano de idade. No primeiro estudo, a eficácia de valsartan foi confirmada

comparativamente com placebo, mas não foi demonstrada uma resposta à dose. No

segundo estudo, doses mais elevadas de valsartan estiveram associadas a maiores

reduções da PA, mas a tendência da resposta à dose não atingiu significado

estatístico e a diferença do tratamento comparativamente com placebo não foi

significativa. Devido a estas inconsistências, o valsartan não é recomendado neste

grupo etário (ver secção 4.8).

Outros: bloqueio duplo do sistema renina-angiotensina-aldosterona (RAS)

Dois grandes estudos aleatorizados e controlados (ONTARGET (“ONgoing Telmisartan

Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial”) e VA NEPHRON-D

(“The

Veterans

Affairs

Nephropathy

Diabetes”))

têm

examinado

associação de um inibidor da ECA com um antagonista dos recetores da angiotensina

O estudo ONTARGET foi realizado em doentes com história de doença cardiovascular

ou cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de evidência de lesão

de órgão-alvo. O estudo VA NEPHRON-D foi conduzido em doentes com diabetes

mellitus tipo 2 e nefropatia diabética.

Estes estudos não mostraram nenhum efeito benéfico significativo nos resultados

renais e/ou cardiovasculares e mortalidade,

enquanto foi

observado um

risco

aumentado

hipercaliemia,

insuficiência

renal

aguda

e/ou

hipotensão,

comparação

monoterapia.

Dadas

suas

propriedades

farmacodinâmicas

semelhantes, estes resultados são também relevantes para outros inibidores da ECA

e antagonistas dos recetores da angiotensina II.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

assim, ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

O estudo ALTITUDE (“Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and

Renal Disease Endpoints”) foi concebido para testar o benefício da adição de

aliscireno a uma terapêutica padrão com um inibidor da ECA ou um antagonista dos

recetores da angiotensina II em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal

crónica, doença cardiovascular ou ambas. O estudo terminou precocemente devido a

um risco aumentado de resultados adversos. A morte cardiovascular e o acidente

vascular cerebral foram ambos numericamente mais frequentes no grupo tratado

com aliscireno, do que no grupo tratado com placebo e os acontecimentos adversos

acontecimentos

adversos

graves

interesse

(hipercaliemia,

hipotensão

disfunção renal) foram mais frequentemente notificados no grupo tratado com

aliscireno que no grupo tratado com placebo.

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de apresentação dos

resultados dos estudos com valsartan em todos os sub-grupos da população

pediátrica na insuficiência cardíaca e insuficiência cardíaca após enfarte do miocárdio

recente. (ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após a administração oral de valsartan isoladamente, o pico das concentrações

plasmáticas

valsartan

atingido

horas

comprimidos.

biodisponibilidade média absoluta é de 23%. A alimentação diminui a exposição

(conforme medida pela AUC) ao valsartan em cerca de 40% e a concentração

plasmática máxima (Cmax) em cerca de 50%, embora a partir das 8 h, as

concentrações plasmáticas de valsartan pós administração sejam semelhantes para

grupos

alimentados

jejum.

Esta

redução

não

contudo,

acompanhada por uma redução clinicamente significativa no efeito terapêutico e o

valsartan

pode,

conseguinte,

administrado

ingestão

alimentos.

Distribuição

O volume de distribuição de valsartan no estado estacionário após administração

intravenosa é de cerca de 17 litros indicando que o valsartan não se distribui nos

tecidos de forma extensa. O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às

proteínas séricas (94-97%), principalmente à albumina sérica.

Biotransformação

O valsartan não é extensamente biotransformado na medida em que apenas cerca

dose

recuperada

como

metabolitos.

identificado

hidroximetabolito no plasma em baixas concentrações (menos do que 10% da AUC

de valsartan). Este metabolito é farmacologicamente inativo.

Eliminação

O valsartan apresenta uma cinética de degradação multiexponencial (t½α <1 h e

t½ß cerca de 9 h). O valsartan é eliminado principalmente por excreção biliar nas

fezes (cerca de 83% da dose) e renalmente na urina (cerca de 13% da dose),

principalmente sob a forma de composto inalterado. Após administração intravenosa,

a depuração de valsartan no plasma é de cerca de 2 l/h e a sua depuração renal é de

0,62 l/h (cerca de 30% da depuração total). A semivida do valsartan é de 6 horas.

Em doentes com insuficiência cardíaca (apenas 40 mg, 80 mg e 160 mg):

O tempo médio até à concentração máxima e o tempo de semivida de eliminação do

valsartan nos doentes com insuficiência cardíaca são semelhantes aos observados

nos voluntários saudáveis. Os valores de AUC e Cmax de valsartan são quase

proporcionais ao aumento da dose ao longo do intervalo de doses clínicas (40 mg a

160 mg duas vezes por dia). O fator de acumulação médio é de cerca de 1,7. A

depuração aparente do valsartan após a administração oral é de cerca de 4,5 l/h. A

idade não afeta a depuração aparente nos doentes com insuficiência cardíaca.

Populações especiais

Idosos

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

Nalguns indivíduos idosos foi

observada

exposição

sistémica

valsartan

ligeiramente mais elevada do que nos indivíduos jovens; esta diferença não foi,

contudo, considerada clinicamente significativa.

Disfunção renal

Conforme seria de esperar num composto em que a depuração renal perfaz apenas

30% da depuração plasmática total, não foi observada qualquer correlação entre a

função renal e a exposição sistémica a valsartan. O ajuste da dose não se torna,

deste modo, necessário em doentes com disfunção renal (depuração de creatinina

>10 ml/min). Não existe atualmente qualquer experiência sobre a utilização segura

em doentes com depuração de creatinina <10 ml/min nem em doentes a fazer

diálise, por conseguinte valsartan deve ser utilizado com precaução nestes doentes

(ver secção 4.2 e 4.4).

O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às proteínas plasmáticas e é

pouco provável que seja eliminado através de diálise.

Disfunção hepática

Cerca de 70% da dose absorvida é eliminada na bílis, essencialmente na forma

inalterada. Valsartan não passa por qualquer biotransformação digna de registo.

Observou-se um duplicar da exposição (AUC) em doentes com disfunção hepática

ligeira a moderada em comparação com indivíduos saudáveis. Contudo não foi

observada correlação entre a concentração plasmática de valsartan e o grau de

disfunção hepática. Valsartan não foi estudado em doentes com disfunção hepática

grave (ver secção 4.2, 4.3 e 4.4).

População pediátrica

Num estudo em 26 doentes hipertensos pediátricos (de 1 a 16 anos de idade) a

quem foi administrada uma dose única de uma suspensão de valsartan (média: 0,9 a

2 mg/kg, com uma dose máxima de 80 mg), a depuração (litros/h/kg) de valsartan

foi comparável em todas as idades de 1 aos 16 anos e semelhante à dos adultos a

receber a mesma formulação.

Disfunção renal

A utilização em doentes pediátricos com depuração de creatinina <30 ml/min e em

doentes pediátricos a fazer diálise não foi estudada, por conseguinte o valsartan não

é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajustamento da dose em doentes

pediátricos com uma depuração de creatinina >30 ml/min. A função renal e o

potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secções 4.2 e 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam qualquer risco especial para o ser humano,

segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose

repetida, genotoxicidade, potencial carcinogénico.

Nos ratos, doses tóxicas a nível materno (600 mg/kg/dia) durante os últimos dias de

gestação e aleitamento levaram a menor sobrevivência, menos aumento de peso e

atraso no desenvolvimento (descolamento do pavilhão da orelha e abertura do canal

auricular) das crias (ver secção 4.6). Estas doses em ratos (600 mg/kg/dia) foram

aproximadamente 18 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa

base de mg/m2 (os cálculos assumem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente de

60 kg).

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

estudos

não

clínicos

segurança,

doses

elevadas

valsartan

(200

600 mg/kg de peso corporal) provocaram em ratos a redução dos parâmetros dos

glóbulos

vermelhos

(eritrócitos,

hemoglobina,

hematócritos)

evidência

alterações

hemodinâmicas

renais

(ureia

plasmática

levemente

aumentada

hiperplasia tubular renal e basofilia nos machos). Estas doses em ratos (200 a

600 mg/kg/dia) foram aproximadamente 6 e 18 vezes a dose máxima recomendada

para o ser humano numa base de mg/m2 (os cálculos pressupõem uma dose oral de

320 mg/dia e um doente de 60 kg).

Em macacos saguís com doses similares as alterações foram similares apesar de com

maior

gravidade,

particularmente

rins

onde

alterações evoluíram

para

nefropatia que incluiu aumento de ureia e creatinina.

Foram também verificadas em ambas as espécies hipertrofia das células renais

justaglomerulares. Considerou-se que todas as alterações foram causadas pela ação

farmacológica

valsartan,

qual

produz

hipotensão

prolongada,

particularmente nos macacos saguís. Para doses terapêuticas de valsartan no ser

humano, a hipertrofia das células renais justaglomerulares parece não ter qualquer

relevância.

População pediátrica

A administração oral diária a ratos recém-nascidos/juvenis (desde o dia 7 pós-natal

ao dia 70 pós-natal) de valsartan com doses tão baixas quanto 1 mg/kg/dia (cerca

de 10-35% da dose pediátrica máxima recomendada de 4 mg/kg/dia numa base de

exposição sistémica) provocou lesões renais irreversíveis e persistentes. Estes efeitos

acima mencionados representam um efeito farmacológico exagerado esperado com

inibidores

enzima

conversão

angiotensina

bloqueadores

recetores tipo 1 da angiotensina II; estes efeitos são observáveis se os ratos forem

tratados durante os primeiros 13 dias de vida. Este período coincide com 36

semanas de gestação em seres humanos, o que poderia ocasionalmente prolongar-

se até 44 semanas após a conceção em seres humanos. Os ratos, no estudo com

valsartan em juvenis, foram tratados até ao dia 70, e os efeitos na maturação renal

(4-6 semanas pós-natal) não podem ser excluídos. A maturação renal funcional é um

processo

contínuo

durante

primeiro

vida

seres

humanos.

Consequentemente, não pode ser excluída uma relevância clínica em crianças <1

ano de idade, enquanto os dados pré-clínicos não indicam uma questão de segurança

em crianças com mais de 1 ano de idade.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido

Celulose microcristalina

Lactose mono-hidratada

Sílica coloidal anidra

Crospovidona (tipo B)

Hipromelose

Laurilsulfato de sódio

Talco

Estearato de magnésio

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

Revestimento do comprimido

Hipromelose

Dióxido de titânio (E 171)

Macrogol 8000

Óxido de ferro amarelo (E 172)

Óxido de ferro vermelho (E 172)

Óxido de ferro preto (E 172) (apenas para 320 mg)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister transparente PVC/PE/PVDC – Alumínio

40 mg, 80 mg & 160 mg: 7, 14, 20, 28, 30, 50, 56, 60, 84, 90, 98, 100 ou 280

comprimidos revestidos por película.

320 mg: 7, 14, 20, 28, 30, 50, 56, 60, 84, 98, 100 ou 280 comprimidos revestidos

por película.

Frasco de HDPE com tampa de PP. Frasco de HDPE contém sílica gel como exsicante.

40 mg: 30 ou 1000 comprimidos revestidos por película.

80 mg e 160 mg: 90, 98, 250 ou 1000 comprimidos revestidos por película.

320 mg: 90 ou 500 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Aurobindo Pharma (Portugal), Unipessoal Limitada

Avenida do Forte, nº. 3, Parque Suécia, edifício IV, 2º,

2794 – 038 Carnaxide

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Valsartan Aurobindo 40 mg comprimido revestido por película

APROVADO EM

16-04-2018

INFARMED

Nº de registo: 5441803 - 14 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister de

PVC/PE/PVDC – Alumínio

Nº de registo: 5441811 - 28 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister de

PVC/PE/PVDC – Alumínio

Nº de registo: 5441829 - 56 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister de

PVC/PE/PVDC – Alumínio

Valsartan Aurobindo 80 mg comprimido revestido por película

Nº de registo: 5441837 - 14 comprimidos revestidos por película, 80 mg, blister de

PVC/PE/PVDC – Alumínio

Nº de registo: 5441845 - 28 comprimidos revestidos por película, 80 mg, blister de

PVC/PE/PVDC – Alumínio

Nº de registo: 5441852 - 56 comprimidos revestidos por película, 80 mg, blister de

PVC/PE/PVDC – Alumínio

Valsartan Aurobindo 160 mg comprimido revestido por película

Nº de registo: 5441860 - 14 comprimidos revestidos por película, 160 mg, blister de

PVC/PE/PVDC – Alumínio

Nº de registo: 5441878 - 28 comprimidos revestidos por película, 160 mg, blister de

PVC/PE/PVDC – Alumínio

Nº de registo: 5441902 - 56 comprimidos revestidos por película, 160 mg, blister de

PVC/PE/PVDC – Alumínio

Valsartan Aurobindo 320 mg comprimido revestido por película

Nº de registo: 5441910 - 14 comprimidos revestidos por película, 320 mg, blister de

PVC/PE/PVDC – Alumínio

Nº de registo: 5441928 - 28 comprimidos revestidos por película, 320 mg, blister de

PVC/PE/PVDC – Alumínio

Nº de registo: 5441936 - 56 comprimidos revestidos por película, 320 mg, blister de

PVC/PE/PVDC – Alumínio

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 10 de fevereiro de 2012.

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

Relatório Público de Avaliação

Discussão Científica

Valsartan Fantex

Valsartan

11/H/0113/001-004

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

INTRODUÇÃO

A Pentafarma Especialidades – Sociedade Técnico Medicinal, Lda. submeteu um pedido

de Autorização de Introdução no Mercado para o medicamento Valsartan Fantex 40 mg, 80

mg, 160 mg e 320 mg comprimidos revestidos por película, contendo valsartan. Valsartan

Fantex 40 mg está indicado no tratamento da hipertensão em crianças e adolescentes de 6 a

18 anos de idade, no tratamento de doentes clinicamente estáveis com insuficiência

cardíaca sintomática ou disfunção ventricular sistólica esquerda assintomática após um

enfarte do miocárdio recente (12 horas-10 dias) e no tratamento da insuficiência cardíaca

sintomática quando não for possível utilizar inibidores da enzima conversora da

angiotensina (ECA) ou como terapêutica adicional aos inibidores da ECA quando não for

possível utilizar bloqueadores-beta. Valsartan Fantex 80 mg e 160 mg está indicado no

tratamento da hipertensão essencial em adultos e hipertensão em crianças e adolescentes de

6 a 18 anos de idade, no tratamento de doentes clinicamente estáveis com insuficiência

cardíaca sintomática ou disfunção ventricular sistólica esquerda assintomática após um

enfarte do miocárdio recente (12 horas-10 dias) e no tratamento da insuficiência cardíaca

sintomática em doentes adultos quando não for possível utilizar inibidores da enzima

conversora da angiotensina (ECA) ou como terapêutica adicional aos inibidores da ECA

quando não for possível utilizar bloqueadores-beta.

Valsartan Fantex 320 mg está indicado

no tratamento da hipertensão essencial em adultos e hipertensão em crianças e adolescentes

de 6 a 18 anos de idade.

Este pedido de Autorização de Introdução no Mercado refere-se a um medicamento que

reclama ser essencialmente similar ao medicamento de referência Diovan 40 mg, 80 mg,

160 mg e 320 mg comprimidos revestidos por película, comercializado por Novartis Farma

– Produtos Farmacêuticos S.A. que está autorizado em Portugal desde 07-06-2005 (40

mg), 15-11-2001 (80 mg e 160 mg) e 23-02-2007 (320 mg).

A Autorização de Introdução no Mercado foi concedida 29-02-2012 com base no artigo

19º do Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto.

Este tipo de pedido de Autorização de Introdução no Mercado refere-se a informação que

se encontra nas partes farmacológica, toxicológica e clínica do dossier de pedido de

Autorização de Introdução no Mercado do medicamento de referência. Um medicamento

de referência é um medicamento autorizado e comercializado com base num dossier

completo, isto é, num dossier que inclui informação química, biológica, farmacêutica,

farmacológica, toxicológica e clínica completas. Esta informação não está na sua totalidade

disponível para o domínio público. Sendo assim, a autorização de medicamentos genéricos

só é possível quando findo o período de protecção de dados do medicamento de referência.

Para este tipo de pedido, tem que ser demonstrado que o perfil farmacocinético do

medicamento é similar ao perfil farmacocinético do medicamento de referência. Este

medicamento genérico pode ser usado em alternativa ao seu medicamento de referência.

Aspectos de qualidade

Introdução

Valsartan Fantex 40 mg, 80 mg, 160 mg e 320 mg comprimidos revestidos por película

contém como substância activa 40 mg, 80 mg, 160 mg e 320 mg de valsartan,

respectivamente.

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

Valsartan Fantex 40 mg apresenta-se na forma de comprimido amarelo, redondo e

convexo, ranhurado numa das faces.

Valsartan Fantex 80 mg apresenta-se na forma de comprimido rosa, redondo e convexo,

ranhurado numa das faces.

Valsartan Fantex 160 mg apresenta-se na forma de comprimido amarelo a alaranjado,

oblongo e convexo, ranhurado numa das faces.

Valsartan Fantex 320 mg apresenta-se na forma de comprimido acastanhado, oblongo e

convexo, ranhurado numa das faces.

O medicamento, cuja forma farmacêutica é comprimido revestido por película é

acondicionado em blister de PVC/PE/PVDC-Alu/PVDC.

Os excipientes são:

Núcleo do comprimido: celulose microcristalina, crospovidona e estearato de magnésio;

Revestimento dos comprimidos doseados a 40 mg: dióxido de titânio (E171), hipromelose

2910 (6 cps), macrogol 8000, óxido de ferro amarelo (E172), óxido de ferro vermelho

(E172);

Revestimento dos comprimidos doseados a 80 mg: dióxido de titânio (E171), hipromelose

2910 (6 cps), macrogol 8000, óxido de ferro amarelo (E172), óxido de ferro vermelho

(E172);

Revestimento dos comprimidos doseados a 160 mg: dióxido de titânio (E171), hipromelose

2910 (6 cps), macrogol 8000, óxido de ferro amarelo (E172), óxido de ferro vermelho

(E172), óxido de ferro negro (E172);

Revestimento dos comprimidos doseados a 320 mg: dióxido de titânio (E171), hipromelose

2910 (6 cps), macrogol 8000, óxido de ferro amarelo (E172), óxido de ferro vermelho

(E172), óxido de ferro negro (E172).

Substância Activa

A substância activa valsartan, encontra-se em conformidade com os requisitos

regulamentares europeus em vigor e é uma substância activa conhecida que está descrita na

Farmacopeia Europeia (Ph. Eur.). A Ph. Eur é um livro oficial (farmacopeia) no qual os

métodos de análise das substâncias e respectivas especificações se encontram descritos

pelas autoridades da União Europeia.

A substância activa é um pó branco ou esbranquiçado.

As especificações estabelecidas para a substância activa são consideradas adequadas para

controlar a qualidade e cumprir os requisitos da monografia da Ph. Eur e especificações

internas do fabricante. Foi fornecida documentação relativa à análise de lotes que

demonstra a conformidade com as especificações para 6 lotes de escala de produção.

Medicamento

O desenvolvimento do medicamento foi descrito, a escolha dos excipientes foi justificada e

as suas funções devidamente explicadas. Os excipientes usados são bem conhecidos e

seguros nas concentrações propostas. Os excipientes utilizados são conhecidos e usuais e

possuem monografias compendiais, com excepção dos revestimentos, os quais são

controlados com base nas monografias internas pelo fabricante do excipiente e pelo

fabricante do produto acabado. O fornecedor de estearato de Magnésio apresentou

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

declaração relativa à minimização do risco de transmissão de encefalopatias espongiformes

(BSE/TSE) que foi considerada aceitável.

As especificações do medicamento apresentadas cobrem apropriadamente os parâmetros

para a dosagem deste medicamento. Foram apresentados os resultados de validação dos

métodos analíticos. As análises de lote foram realizadas em 15 lotes. Os resultados da

análise dos lotes mostram que o produto acabado cumpre as especificações propostas.

As condições utilizadas nos ensaios de estabilidade estão de acordo com a norma

orientadora internacional (ICH) relativa a estes estudos. Os testes de controlo e

especificações para o medicamento estão adequadamente preparados.

O prazo de validade de 3 anos (conservar a temperatura inferior a 30ºC) para o

medicamento é considerado aceitável.

aspectos PRÉ-CLÍNICOS

Este medicamento é uma formulação genérica do medicamento Diovan que está disponível

no mercado Europeu. Não foi apresentada nova documentação pré-clínica pelo que não foi

elaborada a respectiva avaliação. Tal é considerado aceitável para este tipo de pedido.

aspectos clinicos

O requerente preparou dados de farmacocinética em estudos de bioequivalência.

Os estudos de bioequivalência n.º 70192 e n.º 80238 foram apresentados como suporte ao

pedido de Autorização de Introdução no Mercado.

Para o pedido de Autorização de Introdução no Mercado para o medicamento Valsartan

Fantex 160 mg comprimidos revestidos por película foram apresentados os seguintes

estudos de bioequivalência:

Protocolo n.º 70192: “Randomized, open-label, 2-way crossover, bioequivalence study of

valsartan 160 mg tablet and Diovan (reference) following a 160 mg dose in healthy

subjects under fasting conditions”.

Os resultados do estudo de bioequivalência efectuados com a dosagem de 160 mg são

extrapoláveis para a dosagem de 40 mg e 80 mg por se verificarem todas as condições

necessárias referidas pela norma europeia em vigor para a bioequivalência.

Para o pedido de Autorização de Introdução no Mercado para o medicamento Valsartan

Fantex 320 mg comprimidos revestidos por película foram apresentados os seguintes

estudos de bioequivalência:

Protocolo n.º 80238: “Randomized, open-label, 2-way crossover, bioequivalence study of

valsartan 320 mg tablet and Diovan (reference) following a 320 mg dose in healthy

subjects under fasting conditions”.

Plano de Farmacovigilância

O INFARMED, IP considera que o sistema de farmacovigilância conforme descrito no

pedido de Autorização de Introdução no Mercado, está de acordo com os requisitos legais

e proporciona evidência apropriada de que o requerente dispõe de uma pessoa qualificada

APROVADO EM

29-02-2012

INFARMED

como responsável pela farmacovigilância e que detêm os meios apropriados para a

identificação de quaisquer reacções adversas que possam ocorrer na Comunidade Europeia

ou noutro país.

Conclusões, Avaliação da relação benefício/risco e recomendações

O processo avaliado apresenta dados de qualidade, segurança e eficácia adequados.

Assim, foi possível concluir que a relação benefício/risco para este medicamento é

comparável à relação benefício/risco atribuída ao medicamento de referência.

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