Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 320 mg + 25 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Valsartan + Hidroclorotiazida
Disponível em:
Tetrafarma - Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
C09DA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valsartan + Hydrochlorothiazide
Dosagem:
320 mg + 25 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Valsartan 320 mg - Hidroclorotiazida 25 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 28 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.2 Antagonistas dos receptores da angiotensina; 3.4.1.1 Tiazidas e análogos
Área terapêutica:
valsartan and diuretics
Resumo do produto:
5446661 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 4 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10091330 - 50057707 ; 5446679 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 4 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10091330 - 50048732
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
11/H/0234/005
Data de autorização:
2012-03-16

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 80 mg/12,5 mg comprimidos revestidos por

película

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 160 mg/12,5 mg comprimidos revestidos

por película

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 160 mg/25 mg comprimidos revestidos por

película

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 320 mg/12,5 mg comprimidos revestidos

por película

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 320 mg/25 mg comprimidos revestidos por

película

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento,

pois contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver

secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

3. Como tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma e para que é utilizado

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma comprimidos revestidos por película contém

duas

substâncias

ativas

denominadas

valsartan

hidroclorotiazida.

Ambas

substâncias ajudam a controlar a pressão arterial elevada (hipertensão).

Valsartan pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como “antagonistas

dos recetores da angiotensina II” que ajudam a controlar a pressão arterial elevada.

A angiotensina II é uma substância produzida pelo organismo que provoca constrição

dos vasos sanguíneos, induzindo assim um aumento da pressão arterial. Valsartan

atua

bloqueando

efeito

angiotensina

Consequentemente,

vasos

sanguíneos dilatam e a pressão arterial diminui.

Hidroclorotiazida pertence a um grupo de medicamentos denominados diuréticos

tiazídicos. A Hidroclorotiazida aumenta o fluxo de urina, o que também reduz a

pressão arterial.

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma é utilizado no tratamento da pressão

arterial

elevada

quando

esta

não

está

adequadamente

controlada

substância em monoterapia.

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14-03-2019

INFARMED

A pressão arterial elevada aumenta a sobrecarga do coração e artérias. Se não for

tratada, pode provocar lesões nos vasos sanguíneos do cérebro, coração e rins,

podendo dar origem a um acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca ou

insuficiência renal. A pressão arterial elevada aumenta o risco de ataques de

coração. A redução da pressão arterial para valores normais reduz o risco de

desenvolvimento destas situações.

2. O que precisa de saber antes de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

Não tome Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

Se tem alergia (hipersensibilidade) a valsartan, hidroclorotiazida, derivados de

sulfonamida (substâncias quimicamente relacionadas com hidroclorotiazida) ou a

qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6).

Se estiver grávida de mais de 3 meses (também é melhor evitar Valsartan +

Hidroclorotiazida Tetrafarma no início da gravidez – ver secção de gravidez).

Se sofrer de doença hepática grave, destruição dos canais biliares dentro do fígado

(cirrose biliar), levando a acumulação de bílis no fígado (colestase)

Se sofrer de doença renal grave.

Se for incapaz de produzir urina (anúria).

Se estiver a fazer diálise.

Se os níveis de potássio ou sódio no sangue forem mais baixos do que o normal, ou

se o nível de cálcio no sangue for superior ao normal apesar de tratamento.

Se tiver gota.

Se tem diabetes ou função renal diminuída e se está a ser tratado com um

medicamento que contém aliscireno para diminuir a pressão arterial.

Se algum dos casos acima se aplicar a si, informe o seu médico e não tome

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Valsartan +

Hidroclorotiazida Tetrafarma

Se estiver a tomar medicamentos poupadores de potássio, suplementos de potássio

substitutos salinos

contenham

potássio,

outros medicamentos

aumentem a quantidade de potássio no sangue, tais como heparina. O seu médico

pode

necessidade

verificar

nível

potássio

sangue

regularidade.

Se tiver níveis baixos de potássio no sangue.

Se tiver diarreia ou vómitos graves.

Se estiver a tomar doses elevadas de diuréticos.

Se sofrer de doença cardíaca grave.

Se sofre de insuficiência cardíaca ou sofreu um ataque cardíaco. Siga as instruções

do seu médico acerca da dose inicial cuidadosamente. O seu médico poderá também

verificar a sua função renal.

Se sofrer de estreitamento da artéria renal.

Se tiver sido submetido recentemente a transplante renal.

Se sofrer de hiperaldosteronismo. Trata-se de uma doença em que as glândulas

suprarrenais produzem a hormona aldosterona em excesso. Se isto se aplicar a si, o

uso de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma não é recomendado.

Se sofrer de doença renal ou hepática.

Se sofreu alguma vez inchaço da língua e do rosto causado por uma reação alérgica

chamada angioedema enquanto tomava outro medicamento (incluindo inibidores da

ECA), informe o seu médico. Se sentir estes sintomas enquanto estiver a tomar

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INFARMED

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma, pare imediatamente de tomar Valsartan +

Hidroclorotiazida Tetrafarma e não volte a tomá-lo. Veja também a secção 4 “Efeitos

indesejáveis”.

Se tiver febre, erupção na pele e dor nas articulações, que possam ser sintomas de

lúpus eritematoso sistémico (LES, uma doença autoimune).

Se tiver diabetes, gota, níveis elevados de colesterol ou triglicéridos no sangue.

Se tiver tido reações alérgicas com outros fármacos para redução da pressão arterial

desta classe (antagonistas do recetor da angiotensina II) ou se tiver alergia ou

asma.

Se sentir uma diminuição da visão ou dor nos olhos. Estes podem ser sintomas de

um aumento de pressão no seu olho e podem acontecer entre poucas horas a uma

semana após o início do tratamento com Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma.

Isto pode levar à perda de visão permanente, se não for tratado. Se sofreu alergia à

penicilina ou sulfonamidas pode estar em maior risco de desenvolver esta situação.

Se está a tomar algum dos seguintes medicamentos para tratar a pressão arterial

elevada:

- um inibidor da ECA (por exemplo enalapril, lisinopril, ramipril), em particular se

tiver problemas nos rins relacionados com diabetes.

- Aliscireno.

Caso tenha tido cancro da pele ou se desenvolver uma lesão cutânea inesperada

durante o tratamento. O tratamento com hidroclorotiazida, no caso particular da

utilização de doses elevadas a longo prazo, pode aumentar o risco de alguns tipos de

cancro da pele e do lábio (cancro da pele não-melanoma). Proteja a sua pele contra

a exposição solar e a radiação ultravioleta, enquanto estiver a tomar Valsartan +

Hidroclorotiazida Tetrafarma.

O seu médico pode verificar a sua função renal, pressão arterial e a quantidade de

eletrólitos (por exemplo, o potássio) no seu sangue em intervalos regulares.

Ver também a informação sob o título “Não tome Valsartan + Hidroclorotiazida

Tetrafarma”

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma pode provocar aumento da sensibilidade da

pele ao sol

Não se recomenda a utilização de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma em

crianças e adolescentes (com idade inferior a 18 anos).

Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma não é recomendado no início da gravidez e

não pode ser tomado se tiver mais de 3 meses de gravidez, porque pode causar

lesões graves no seu bebé se for utilizado nessa fase (ver secção de gravidez).

Outros medicamentos e Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente, ou se vier a tomar, outros medicamentos.

O efeito do tratamento pode ser influenciado se Valsartan + Hidroclorotiazida

Tetrafarma for tomado com determinados medicamentos. Pode ser necessário alterar

a dose, tomar outras precauções, ou, nalguns casos, interromper o tratamento com

um dos medicamentos. Esta situação aplica aos seguintes medicamentos:

Lítio, um medicamento utilizado no tratamento de certos tipos de doença psiquiátrica

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Medicamentos ou substâncias que podem aumentar a quantidade de potássio no

sangue, incluindo suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio,

medicamentos poupadores de potássio e heparina.

Medicamentos que podem reduzir a quantidade de potássio no sangue, tais como

diuréticos, corticosteroides, laxantes, carbenoxolona, anfotericina ou penicilina G.

Alguns antibióticos (grupo rifamicina), um medicamento usado para evitar a rejeição

ao transplante (ciclosporina) ou medicamentos antirretrovirais para tratar a infeção

VIH/SIDA (ritonavir). Estes medicamentos podem aumentar o efeito de Valsartan +

Hidroclorotiazida Tetrafarma.

Medicamentos

podem

induzir

"torsades

pointes"

(batimento

cardíaco

irregular), tais como antiarrítmicos (medicamentos utilizados para tratar problemas

cardíacos) e alguns antipsicóticos.

Medicamentos que podem reduzir a quantidade de sódio no sangue, tais como

antidepressivos, antipsicóticos, antiepiléticos

Medicamentos

para

tratamento

gota,

tais

como

alopurinol,

probenecida,

sulfinpirazona

Suplementos de vitamina D e suplementos de cálcio

Medicamentos

para

tratamento

diabetes

(medicamentos

orais

como

metformina ou insulinas)

Outros medicamentos utilizados para baixar a pressão arterial incluindo metildopa,

inibidores da ECA (tais como enalapril, lisinopril, etc) ou aliscireno (ver também

informações sob os títulos “Não tome Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma” e

“Advertências e precauções”).

Medicamentos

para

aumentar

pressão

arterial,

tais

como

noradenalina

adrenalina digoxina ou outros digitálicos (medicamentos utilizados para tratar

problemas cardíacos).

Medicamentos que aumentem os níveis de açúcar no sangue, tais como diazóxido ou

bloqueadores beta

Medicamentos

citotóxicos

(usados

para

tratamento

cancro)

tais

como,

metotrexato ou ciclofosfamida

Analgésicos, tais como agentes anti-inflamatórios não-esteróides (AINE), incluindo

inibidores seletivos da ciclooxigenase 2 (inibidores da Cox-2) e ácido acetilsalicílico >

Medicamentos relaxantes musculares tais como tubocurarina

Medicamentos anticolinérgicos (medicamentos utilizados para tratar uma variedade

de doenças, tais como cólicas gastrointestinais, espasmos da bexiga, asma, enjoo de

movimento, espasmos musculares, doença de Parkinson e como um auxílio à

anestesia)

Amantadina (um medicamento utilizado para tratamento da doença de Parkinson

também utilizado para tratar ou evitar certas doenças causadas por vírus)

Colestiramina e colestipol (medicamentos utilizados principalmente para tratamento

de níveis elevados de lípidos no sangue)

Ciclosporina, um medicamento utilizado no transplante de órgãos para evitar a

rejeição do órgão

Álcool, comprimidos para dormir e anestésicos (medicamentos com efeito analgésico

ou sedativo usados, por exemplo, durante a cirurgia)

Meios de contraste iodados (agentes usados para exames de imagem)

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma com alimentos, bebidas e álcool

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Evite beber bebidas alcoólicas enquanto não tiver falado com o seu médico. O álcool

pode fazer com que a pressão arterial baixe mais, ou pode aumentar o risco de ficar

tonto ou desmaiar.

Gravidez e aleitamento

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Normalmente o seu médico irá aconselhá-la a interromper o tratamento com

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma antes de engravidar, ou assim que você

saiba que está grávida, e irá aconselhá-la a tomar outro medicamento para

substituição

Valsartan

Hidroclorotiazida

Tetrafarma.

Valsartan

Hidroclorotiazida Tetrafarma não é recomendado no início da gravidez e não pode ser

tomado se tiver mais de 3 meses de gravidez porque pode causar lesões graves no

seu bebé se for utilizado depois do terceiro mês de gravidez.

Informe o seu médico caso se encontre a amamentar ou se vai começar a

amamentar

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma não é recomendado para mães que estão a

amamentar e o seu médico poderá escolher outro tratamento para si se desejar

amamentar, especialmente se o seu bebé for recém-nascido ou for prematuro.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Antes de conduzir um veículo, utilizar ferramentas ou máquinas, ou desempenhar

outras tarefas que requeiram concentração, certifique-se de que sabe como reage

aos efeitos de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma. Tal como com outros

medicamentos utilizados no tratamento da pressão arterial elevada, Valsartan +

Hidroclorotiazida Tetrafarma pode, ocasionalmente, provocar tonturas e afetar a

capacidade de concentração.

3. Como tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

Tome

este

medicamento

exatamente

como

indicado

pelo

médico

farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Tome este medicamento sempre de acordo com as indicações do médico. Isto

contribuirá

para

obter

melhores

resultados

diminuir

risco

efeitos

indesejáveis.

Frequentemente, os doentes com hipertensão arterial não notam quaisquer sinais

deste problema.

Muitos sentem-se perfeitamente normais. Torna-se assim fundamental que cumpra o

calendário de consultas com o seu médico, mesmo quando se sente bem.

médico

dir-lhe-á

exatamente

quantos

comprimidos

Valsartan

Hidroclorotiazida

Tetrafarma

deve

tomar.

Dependendo

resposta

tratamento, o seu médico poderá receitar uma dose mais elevada ou mais baixa.

dose

recomendada

Valsartan

Hidroclorotiazida

Tetrafarma

comprimido por dia.

Não altere a dose, nem deixe de tomar os comprimidos, sem consultar o seu médico.

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14-03-2019

INFARMED

O medicamento deve ser sempre tomado à mesma hora todos os dias, geralmente

de manhã.

Pode tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma com ou sem alimentos.

Engula os comprimidos com um copo de água.

Se tomar mais Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma do que deveria

Se sentir tonturas graves e/ou desmaio, deite-se e contacte imediatamente o seu

médico. Se acidentalmente tomou demasiados comprimidos, contacte o seu médico,

farmacêutico ou hospital.

Caso se tenha esquecido de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar. No

entanto, se estiver quase na hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se

esqueceu.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

Interromper

tratamento

Valsartan

Hidroclorotiazida Tetrafarma

pode

agravar a sua pressão arterial. Não deixe de tomar o medicamento, a menos que

seja o seu médico a dizer-lhe que o faça.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico, farmacêutico ou enfermeiro.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Alguns sintomas podem ser graves e requerem assistência médica imediata:

Deve consultar imediatamente o seu médico se tiver sintomas de angioedema como,

por exemplo:

Inchaço da face, língua ou faringe

Dificuldade em engolir

Erupção na pele e dificuldades em respirar

Doença grave de pele que causa erupções na pele, vermelhidão, vesículas nos lábios,

olhos ou boca, descamação da pele, febre (necrólise epidérmica tóxica)

Diminuição da visão ou dor nos olhos devido à pressão elevada (possíveis sinais de

glaucoma agudo de ângulo fechado)

Febre, dor de garganta, infeções mais frequentes (agranulocitose)

Estes efeitos indesejáveis são muito raros ou de frequência desconhecida

Se sentir algum destes sintomas, pare de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida

Tetrafarma e contacte imediatamente o seu médico (ver secção 2 ”Advertências e

precauções”)

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INFARMED

Os efeitos indesejáveis incluem:

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

Tosse

Pressão arterial baixa

Sensação de cabeça oca

Desidratação (com sintomas de sede, boca e língua seca, micção pouco frequente,

urina de coloração escura, pele seca)

Dor muscular

Cansaço

Formigueiro ou dormência

Perturbação da visão

Ruídos (ex. sibilos, zumbidos) nos ouvidos

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas):

Tonturas

Diarreia

Dor nas articulações

Desconhecidos (frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis):

Dificuldade em respirar

Redução acentuada do fluxo urinário

Nível baixo de sódio no sangue (pode desencadear cansaço, confusão, contrações

musculares e/ou convulsões em casos graves)

Nível baixo de potássio no sangue (por vezes com fraqueza muscular, cãibras

arritmias cardíacas)

Nível baixo de glóbulos brancos no sangue (com sintomas como febre, infeções da

pele, inflamação da garganta ou úlceras na boca devidas a infeções, fraqueza)

Aumento do nível de bilirrubina no sangue (que pode, em casos graves, provocar

pele e olhos amarelos)

Aumento do nível de ureia e de creatinina no sangue (que pode ser sugestivo de

função renal alterada)

Aumento do nível de ácido úrico no sangue (que pode, em casos graves, provocar

gota)

Síncope (desmaio)

Foram

comunicados

seguintes

efeitos indesejáveis

medicamentos

contêm valsartan ou hidroclorotiazida isoladamente:

Valsartan

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

Sensação de andar à roda

Dor abdominal

Desconhecidos (frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis):

Formação de bolhas (sinal de dermatite bolhosa)

Erupção na pele com ou sem comichão associados a alguns dos seguintes sinais ou

sintomas: febre, dor articular, dor muscular, nódulos linfáticos inchados e/ou

sintomas semelhantes aos da gripe

Erupção

pele,

manchas

vermelho-arroxeadas,

febre,

comichão

(sinais

inflamação dos vasos sanguíneos)

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INFARMED

Diminuição

nível

plaquetas

sangue

(acompanhada

vezes

hemorragias ou hematomas anormais)

Aumento do nível de potássio no sangue (por vezes com espasmos musculares,

ritmo cardíaco anormal)

Reações

alérgicas

(com

sintomas

como

erupção

pele,

comichão,

urticária

(erupção na pele com comichão), dificuldade em respirar ou engolir, tonturas

Inchaço sobretudo da face e garganta, erupção na pele, comichão

Elevação dos valores da função hepática

Diminuição do nível de hemoglobina e diminuição da percentagem de glóbulos

vermelhos no sangue (que podem ambos, em casos raros, provocar anemia).

Insuficiência renal

Baixo nível de sódio no sangue (o que pode provocar cansaço, confusão, espasmos

musculares e/ou convulsões em casos graves)

Hidroclorotiazida

Muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em 10 pessoas):

Nível baixo de potássio no sangue

Aumento de lípidos no sangue

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

Nível baixo de sódio no sangue

Nível baixo de magnésio no sangue

Nível elevado de ácido úrico no sangue

Erupção na pele com comichão e outras formas de erupção na pele

Perda de apetite

Náuseas e vómitos ligeiros

Tonturas, desmaio ao levantar-se

Incapacidade de obter ou manter a ereção

Raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas):

Inchaço e vesículas na pele (devidas a aumento da sensibilidade ao sol)

Nível elevado de cálcio no sangue

Nível elevado de açúcar no sangue

Açúcar na urina

Agravamento do estado metabólico da diabetes

Prisão de ventre, diarreia, desconforto gastrointestinal, distúrbios hepáticos, que

podem ocorrer conjuntamente com a pele e olhos amarelos

Batimentos cardíacos irregulares

Dor de cabeça

Perturbações do sono

Tristeza edepressão)

Níveis baixos de plaquetas do sangue (por vezes com hemorragia ou hematomas na

pele)

Tonturas

Formigueiro ou dormência

Distúrbios de visão

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas):

Inflamação dos vasos sanguíneos com sintomas como erupção na pele, manchas

vermelho- arroxeadas, febre (vasculite)

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INFARMED

Erupção na pele, prurido, urticária (erupção na pele com comichão), dificuldade em

respirar ou engolir, tonturas (reações de hipersensibilidade)

Doença grave de pele que causa erupções na pele, vesículas nos lábios, olhos ou

boca, descamação da pele, febre (necrólise epidérmica tóxica)

Erupção facial, dor nas articulações, afeção muscular, febre (lúpus eritematoso

cutâneo)

Dor intensa na região superior do abdómen (pancreatite)

Dificuldade

respirar

febre,

tosse,

respiração

ofegante,

falta

(dificuldade respiratória incluindo pneumonite e edema pulmonar)

Palidez, cansaço, falta de ar, urina escura (anemia hemolítica)

Febre, dor de garganta ou aftas devido a infeções (agranulocitose)

Confusão, cansaço, contrações e espasmos musculares, respiração rápida (alcalose

hipoclorémica)

Desconhecidos (frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis):

Fraqueza, infeções frequentes e hematomas (anemia aplástica)

Produção de urina gravemente diminuída (possíveis sinais de doença renal ou

insuficiência renal)

Erupções na pele, vermelhidão, bolhas nos lábios, olhos ou boca, descamação da

pele, febre (possíveis sinais de eritema multiforme)

Espasmo muscular

Febre (pirexia)

Fraqueza (astenia)

Cancro da pele e do lábio (cancro da pele não-melanoma)

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P.

através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a

fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio

internet:

http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

Não conservar acima de 30ºC.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister, após

EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

As substâncias ativas são o valsartan e a hidroclorotiazida.

Cada comprimido revestido por película contém 80 mg, 160 mg ou 320 mg de

valsartan, respetivamente e 12,5 mg ou 25 mg de hidroclorotiazida, respetivamente.

Outros componentes são:

80 mg + 12,5 mg

- celulose microcristalina, crospovidona e estearato de magnésio. O revestimento do

comprimido contém: hipromelose 6 cps, dióxido de titânio (E171), talco, macrogol

8000, óxido de ferro vermelho (E172) e óxido de ferro amarelo (E172).

160 mg + 12,5 mg - celulose microcristalina, crospovidona e estearato de magnésio.

O revestimento do comprimido contém: hipromelose 6 cps, dióxido de titânio (E171),

talco, macrogol 8000 e óxido de ferro vermelho (E172).

160 mg + 25 mg

- celulose microcristalina, crospovidona e estearato de magnésio. O revestimento do

comprimido contém: hipromelose 6 cps, dióxido de titânio (E171), talco, macrogol

8000 e óxido de ferro vermelho (E172) e óxido de ferro negro (E172).

320 mg + 12,5 mg

- celulose microcristalina, crospovidona e estearato de magnésio. O revestimento do

comprimido contém: hipromelose 6 cps, dióxido de titânio (E171), talco, macrogol

8000 e óxido de ferro vermelho (E172).

320 mg + 25 mg

- celulose microcristalina, crospovidona e estearato de magnésio. O revestimento do

comprimido contém: hipromelose 6 cps, dióxido de titânio (E171), talco, macrogol

8000 e óxido de ferro amarelo (E172).

Qual o aspeto de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma e conteúdo da embalagem

Os comprimidos de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 80 mg + 12,5 mg são

oblongos e convexos, de cor rosa.

Os comprimidos de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 160 mg + 12,5 mg são

vermelhos, oblongos e convexos, ranhurados de um dos lados.

Os comprimidos de Valsartan + Hidroclorotiazida Ticofarma 160 mg + 25 mg são de

cor laranja, oblongos e convexos, ranhurados de um dos lados.

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Os comprimidos de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 320 mg + 12,5 mg são

oblongos e convexos, de cor rosa claro.

Os comprimidos de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 320 mg + 25 mg são

oblongos e convexos, de cor amarela clara.

Os comprimidos apresentam-se em embalagens “blisters” de 10, 14, 28, 56 ou 280

comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Tetrafarma - Produtos Farmacêuticos, Lda.

Rua Mário Moreira, nº 1 - Loja 3, Zona 5, Colinas do Cruzeiro

2675-660 Odivelas

Portugal

Fabricante

West Pharma – Produções de Especialidades Farmacêuticas, S.A.

Rua João de Deus, n.º 11, Venda Nova, 2700-486 Amadora, Portugal

Atlantic Pharma – Produções Farmacêuticas, S.A.

Rua da Tapada Grande, n.º 2, Abrunheira, 2710-089 Sintra, Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em: janeiro 2014

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 80 mg + 12,5 mg comprimidos revestidos

por película

Valsartan

Hidroclorotiazida

Tetrafarma

12,5

comprimidos

revestidos por película

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 160 mg + 25 mg comprimidos revestidos

por película

Valsartan

Hidroclorotiazida

Tetrafarma

12,5

comprimidos

revestidos por película

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 320 + 25 mg comprimidos revestidos por

película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

Cada comprimido revestido por película contém 80 mg de valsartan e 12,5 mg de

hidroclorotiazida.

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

Cada comprimido revestido por película contém 160 mg de valsartan e 12,5 mg de

hidroclorotiazida.

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

Cada comprimido revestido por película contém 160 mg de valsartan e 25 mg de

hidroclorotiazida.

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

Cada comprimido revestido por película contém 320 mg de valsartan e 12,5 mg de

hidroclorotiazida

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma

Cada comprimido revestido por película contém 320 mg de valsartan e 25 mg de

hidroclorotiazida

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos revestidos por película.

Os comprimidos de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 80 mg + 12,5 mg são

oblongos e convexos, de cor rosa.

Os comprimidos de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 160 mg +12,5 mg são

vermelhos, oblongos e convexos, ranhurados de um dos lados.

A ranhura destina-se apenas a facilitar a divisão, para ajudar a deglutição e não para

dividir em doses iguais.

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Os comprimidos de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 160 mg + 25 mg são

de cor laranja, oblongos e convexos, ranhurados de um dos lados.

A ranhura destina-se apenas a facilitar a divisão, para ajudar a deglutição, e não

para dividir em doses iguais.

Os comprimidos de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 320 mg + 12,5 mg são

oblongos e convexos, de cor rosa claro.

Os comprimidos de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma 320 mg + 25 mg são

oblongos e convexos, de cor amarela clara.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento da hipertensão arterial essencial em adultos.

A associação de dose fixa de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma está indicada

doentes

cuja

pressão

arterial

não

esteja

adequadamente

controlada

valsartan ou hidroclorotiazida em monoterapia.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

dose

recomendada

Valsartan

Hidroclorotiazida

Tetrafarma

comprimido revestido por película por dia. É recomendada a titulação da dose com

os componentes individuais. Em cada caso, a titulação da dose dos componentes

individuais para a dose seguinte deve ser acompanhada, de modo a reduzir o risco

de hipotensão e outros acontecimentos adversos.

Quando for clinicamente apropriado, pode ser considerada a mudança direta da

monoterapia para a associação de dose fixa em doentes cuja pressão arterial não

esteja

adequadamente

controlada

valsartan

hidroclorotiazida

monoterapia,

desde

sequência

titulação

dose

componentes

individuais seja seguida.

A resposta clínica a Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma deve ser avaliada após

o início da terapêutica e, se a pressão arterial se mantiver não controlada, a dose

pode ser aumentada através do aumento de qualquer um dos componentes até à

dose máxima de Valsartan+Hidroclorotiazida 320 mg + 25 mg.

O efeito anti-hipertensor está substancialmente presente no espaço de 2 semanas.

Na maior parte dos doentes, os efeitos máximos são observados no período de 4

semanas. No entanto, alguns doentes podem necessitar de um tratamento de 4-8

semanas. Isto deve ser tido em consideração durante a titulação de dose.

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma (apenas 320 mg+25 mg)

Se, após 8 semanas, não for visível um efeito adicional relevante com Valsartan +

Hidroclorotiazida Tetrafarma 320 mg+25 mg, deve considerar-se terapêutica anti-

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hipertensiva adicional ou alternativa com outro medicamento (ver secções 4.3, 4.4,

4.5 e 5.1).

Modo de administração

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma pode ser tomado com ou sem alimentos e

deve ser administrado com água.

Populações especiais

Doentes com compromisso renal

Não é necessário proceder a um ajuste posológico em doentes com compromisso

renal ligeiro a moderado (taxa de filtração glomerular (TFG) ≥30 ml/min). Devido ao

componente

hidroclorotiazida,

Valsartan

Hidroclorotiazida

Tetrafarma

contraindicado em doentes com compromisso renal grave (TFG < 30 ml/min) e

anúria (ver secções 4.3, 4.4 e 5.2).

Doentes com compromisso hepático

Em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado sem colestase a dose de

valsartan não deverá exceder os 80 mg (ver secção 4.4). Não é necessário ajustar a

dose de hidroclorotiazida em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado.

Devido

componente

valsartan,

Valsartan

Hidroclorotiazida

Tetrafarma

contraindicado em doentes com compromisso hepático grave ou com cirrose biliar e

colestase (ver secções 4.3, 4.4 e 5.2).

Idosos

Não é necessário ajuste da dose em doentes idosos.

Doentes pediátricos

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma não é recomendado em crianças com

idades inferiores a 18 anos, devido à falta de informação de segurança e eficácia.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade às substâncias ativas, a outros medicamentos derivados das

sulfonamidas ou a qualquer dos excipientes mencionadas na secção 6.1.

Segundo e terceiro trimestre de gravidez (secções 4.4 e 4.6).

Compromisso hepático grave, cirrose biliar e colestase.

Compromisso renal grave (depuração da creatinina <30 ml/min), anúria.

Hipocaliemia refratária, hiponatremia, hipercalcemia e hiperuricemia sintomática.

Uso concomitante de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma com medicamentos

contendo

aliscireno

contraindicado

doentes

diabetes

mellitus

compromisso renal (TFG <60 ml/min/1,73m^2) (ver secção 4.5 e 5.1).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Alterações dos eletrólitos séricos

Valsartan

Não

recomendada

a utilização

concomitante com

suplementos

potássio,

diuréticos poupadores de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros

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fármacos

possam

aumentar

níveis

potássio

(heparina,

etc.).

monitorização de potássio deve ser realizada apropriadamente.

Hidroclorotiazida

referida

hipocaliemia

tratamento

diuréticos

tiazídicos,

incluindo

hidroclorotiazida. Recomenda-se a monitorização frequente do potássio sérico.

O tratamento com diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, tem sido

associado

hiponatremia

alcalose

hipoclorémica.

tiazidas,

incluindo

hidroclorotiazida, aumentam a excreção urinária de magnésio, podendo provocar

hipomagnesemia. A excreção do cálcio sofre uma redução por ação dos diuréticos

tiazídicos. Este efeito pode provocar hipercalcemia.

Tal como para qualquer doente a receber terapêutica com diuréticos, deve ser

efetuada a determinação periódica dos eletrólitos séricos em intervalos apropriados.

Doentes com depleção de sódio e/ou do volume

Os doentes tratados com diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, devem

ser monitorizados para despiste de sinais clínicos de desequilíbrio hídrico ou de

eletrólitos.

Nos doentes com depleção grave de sódio e/ou do volume, nomeadamente nos

doentes

tratados

doses

elevadas

diuréticos,

pode

ocorrer

hipotensão

sintomática

casos

raros

após

início

terapêutica

Valsartan

Hidroclorotiazida Tetrafarma. A depleção de sódio e/ou do volume deve ser corrigida

antes de iniciar o tratamento com Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma.

Doentes com insuficiência cardíaca crónica grave ou outros quadros de estimulação

do sistema renina-angiotensina-aldosterona

Em doentes cuja função renal possa depender da atividade do sistema renina-

angiotensina-aldosterona (por ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva

grave), o tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina tem

sido associado a oligúria e/ou azotemia progressiva e, em casos raros, a insuficiência

renal aguda e/ou morte. A avaliação dos doentes com insuficiência cardíaca ou pós-

enfarte do miocárdio deve incluir sempre a avaliação da função renal. A utilização de

Valsartan + Hidroclorotiazida em doentes com insuficiência cardíaca crónica grave

não foi estabelecida.

Não é, consequentemente, possível excluir que a inibição do sistema renina-

angiotensina-aldosterona,

utilização

Valsartan

Hidroclorotiazida

Tetrafarma, possa encontrar-se associada a compromisso da função renal. Valsartan

+ Hidroclorotiazida Tetrafarma não deve ser usado nestes doentes.

Estenose da artéria renal

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma não deve ser usado no tratamento da

hipertensão em doentes com estenose arterial renal unilateral ou bilateral, ou

estenose arterial de rim solitário, uma vez que a ureia no sangue e a creatinina

sérica podem aumentar nestes doentes.

Hiperaldosteronismo primário

Doentes com hiperaldosteronismo primário não devem ser tratados com Valsartan +

Hidroclorotiazida Tetrafarma, dado que o seu sistema renina-angiotensina não está

ativado.

Estenose aórtica e da válvula mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

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Tal como com todos os outros vasodilatadores, está indicado um cuidado especial

nos doentes que sofram de estenose aórtica ou mitral, ou de cardiomiopatia

hipertrófica obstrutiva (HOCM).

Compromisso renal

Não é necessário proceder a ajuste posológico nos doentes com compromisso renal

depuração

creatinina

≥30 ml/min

(ver

secção

4.2).

Recomenda-se

monitorização periódica do potássio sérico, dos níveis de creatinina e de ácido úrico

quando

Valsartan

Hidroclorotiazida

Tetrafarma

usado

doentes

compromisso renal.

Transplante renal

Atualmente, não há experiência sobre o uso seguro de Valsartan + Hidroclorotiazida

Tetrafarma em doentes com transplante renal recente.

Compromisso hepático

Em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado sem colestase, Valsartan

+ Hidroclorotiazida Tetrafarma deve ser usado com precaução (ver secção 4.2 e

5.2). As tiazidas devem ser usadas com precaução em doentes com compromisso

hepático ou doença hepática progressiva, dado que pequenas alterações do equilíbrio

de fluidos e eletrólitos podem precipitar o coma hepático.

Antecedentes de angioedema

Angioedema, incluindo edema da laringe e glote, causando obstrução das vias aéreas

e/ou edema da face, lábios, faringe e/ou língua, tem sido relatado em doentes

tratados

valsartan:

alguns

desses

doentes

sofreram

anteriormente

angioedema

outros

fármacos,

incluindo

inibidores

ECA.

Valsartan

Hidroclorotiazida Tetrafarma deve ser imediatamente interrompido em doentes que

desenvolvam angioedema. Neste caso, Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma não

deve voltar a ser administrado (ver secção 4.8).

Lúpus eritematoso sistémico

sido

descrito

diuréticos

tiazídicos,

incluindo

hidroclorotiazida,

exacerbam ou ativam o lúpus eritematoso sistémico.

Outras alterações metabólicas

Os diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, podem alterar a tolerância à

glucose e aumentar os níveis séricos de colesterol, triglicéridos e ácido úrico. Em

doentes diabéticos, pode ser necessário ajuste posológico de insulina ou fármacos

antidiabéticos orais.

As tiazidas podem reduzir a excreção urinária de cálcio e provocar um aumento

ligeiro e intermitente do cálcio sérico, na ausência de distúrbios conhecidos no

metabolismo

cálcio.

marcada

hipercalcemia

pode

sintoma

hiperparatiroidismo subjacente. A terapêutica com tiazidas deve ser interrompida

antes de se efetuarem testes à função paratiroideia.

Fotossensibilidade

Foram notificados casos de reação de fotossensibilidade com diuréticos tiazídicos

(ver secção 4.8). Se ocorrerem reações de fotossensibilidade durante a terapêutica

recomenda-se a interrupção do tratamento. Se for considerado essencial retomar a

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administração de um diurético, recomenda-se proteger as áreas expostas ao sol ou a

UVA artificiais.

Gravidez

A terapêutica com Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARAII) não deve

ser iniciada durante a gravidez. A menos que a continuação da terapêutica com

ARAII seja considerada essencial, doentes que planeiam engravidar devem mudar

para terapêuticas anti-hipertensoras alternativas que tenham um perfil de segurança

estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é diagnosticada,

a terapêutica com ARA deve ser imediatamente interrompida, e, se apropriado, deve

ser iniciada terapêutica alternativa (ver secção 4.3 e 4.6).

Gerais

Deve

ter-se

cuidado

doentes

tenham

demonstrado

anteriormente

hipersensibilidade a outros antagonistas dos recetores da angiotensina II. As reações

de hipersensibilidade à hidroclorotiazida são mais prováveis em doentes com alergia

e asma.

Glaucoma agudo de ângulo fechado

hidroclorotiazida,

sulfonamida,

sido

associada

reação

idiossincrática, resultando em miopia aguda transitória e glaucoma agudo de ângulo

fechado. Os sintomas incluem início agudo de diminuição da acuidade visual ou dor

ocular e, geralmente, ocorrem no intervalo entre as primeiras horas a uma semana

após o início do tratamento. A ausência de tratamento do glaucoma agudo de ângulo

fechado pode levar à perda permanente da visão.

principal

tratamento

consiste

interromper

hidroclorotiazida,

mais

rapidamente possível. Um tratamento médico ou cirúrgico urgente pode precisar de

ser considerado se a pressão intraocular permanecer descontrolada. Os fatores de

risco para o desenvolvimento de glaucoma agudo de ângulo fechado podem incluir

antecedentes de alergia à sulfonamida ou penicilina.

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Existe evidência de que o uso concomitante de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores

angiotensina

aliscireno,

aumenta

risco

hipotensão,

hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda). O duplo

bloqueio do SRAA através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores da angiotensina II, ou aliscireno, é portanto, não recomendado (ver

secções 4.5 e 5.1).

Se a terapêutica de duplo bloqueio for considerada absolutamente necessária, esta

só deverá ser utilizada sob a supervisão de um especialista e sujeita a uma

monitorização frequente e apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

Cancro da pele não-melanoma

dois

estudos epidemiológicos

baseados no

registo nacional

de cancro

Dinamarca foi observado um aumento do risco de cancro da pele não-melanoma

(NMSC) [carcinoma basocelular (BCC) e carcinoma espinocelular (SCC)] com uma

dose cumulativa crescente de exposição a hidroclorotiazida (HCTZ). A atividade

fotossensibilizadora da HCTZ pode atuar como mecanismo para o NMSC.

Os doentes em tratamento com HCTZ devem ser informados do risco de NMSC e

aconselhados a observar regularmente a sua pele. Quaisquer novas lesões da pele

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14-03-2019

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suspeitas devem ser imediatamente comunicadas ao médico. Os doentes devem ser

aconselhados a tomar medidas preventivas tais como limitação da exposição à luz

solar e à radiação ultravioleta e, em caso de exposição, a utilização de proteção

adequada com vista a minimizar o risco de cancro da pele. As lesões cutâneas

suspeitas devem ser rapidamente examinadas, nomeadamente através de exames

histológicos de biópsias. A utilização de HCTZ também poderá ter que ser reavaliada

em doentes com antecedentes de NMSC (ver também secção 4.8).

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interações relacionadas tanto com valsartan como com hidroclorotiazida

Utilização concomitante não recomendada

Lítio

Foram notificados aumentos reversíveis das concentrações séricas de lítio e da

toxicidade durante a administração concomitante de lítio com inibidores da ECA,

antagonistas

recetores

angiotensina

tiazidas,

incluindo

hidroclorotiazida. Dado que a depuração renal do lítio é reduzida pelas tiazidas, o

risco de toxicidade por lítio pode, presumivelmente, aumentar ainda mais com

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma. Caso esta associação seja necessária,

recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de lítio.

Utilização concomitante que requer precaução

Outros fármacos anti-hipertensores

Valsartan

Hidroclorotiazida

Tetrafarma

pode

aumentar

efeitos de

outros

fármacos

propriedades

anti-hipertensoras

(por

exemplo,

guanetidina,

metildopa,

vasodilatadores,

ARA,

inibidores

ECA,

bloqueadores

beta,

bloqueadores dos canais do cálcio e inibidores diretos da renina [IDR]).

Aminas pressoras (ex. noradrenalina, adrenalina)

Possível redução de resposta às aminas pressoras. O significado clínico deste efeito é

incerto e não suficiente para impedir a sua utilização.

Medicamentos

anti-inflamatórios

não

esteróides

(AINEs),

incluindo

inibidores

seletivos da COX-2, ácido acetilsalicílico (>3 g/dia), e AINEs não seletivos

Os AINEs podem atenuar o efeito anti-hipertensor tanto dos antagonistas da

angiotensina II, como da hidroclorotiazida, quando administrados simultaneamente.

Adicionalmente,

utilização

concomitante

Valsartan

Hidroclorotiazida

Tetrafarma e AINEs pode levar a um aumento da degradação da função renal e a um

aumento no potássio sérico. Assim, recomenda-se a monitorização da função renal

no início do tratamento, bem como a hidratação adequada do doente.

Interações relacionadas com valsartan

Duplo

bloqueio

sistema

renina-angiotensina-aldosterona

(SRAA)

ARA,

inibidores da ECA, ou aliscireno

Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema

renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da

ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II, ou aliscireno, está associado a

maior

frequência

acontecimentos

adversos,

tais

como

hipotensão,

hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em

comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA (ver secções 4.3,

4.4 e 5.1).

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INFARMED

Utilização concomitante não recomendada

Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal

contendo potássio e outras substâncias que podem aumentar os níveis de potássio

Se se considerar necessário utilizar um medicamento que afeta os níveis de potássio

em associação com valsartan, aconselha-se a monitorização dos níveis de potássio.

Transportadores

Os dados in vitro indicam que o valsartan é um substrato do transportador da

captação hepática OATP1B1/OATP1B3 e transportador de fluxo hepático MRP2. A

relevância clínica deste resultado é desconhecida. A administração concomitante de

inibidores do transportador da captação (por exemplo, rifampicina, ciclosporina) ou

do transportador de efluxo (por exemplo, ritonavir) pode aumentar a exposição

sistémica ao valsartan. Tome especial cuidado quando se inicia ou termina o

tratamento concomitante com estes fármacos.

Sem interações

Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas

quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um

fármacos

seguintes:

cimetidina,

varfarina,

furosemida,

digoxina,

atenolol,

indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida. Digoxina e indometacina

podem interagir com o componente hidroclorotiazida de Valsartan + Hidroclorotiazida

Tetrafarma (ver interações relacionadas com hidroclorotiazida).

Interações relacionadas com hidroclorotiazida

Utilização concomitante que requer precaução

Medicamentos que afetam o nível sérico de potássio

O efeito hipocaliémico da hidroclorotiazida pode ser aumentado pela administração

concomitante

diuréticos

caliuréticos,

corticosteroides,

laxantes,

ACTH,

anfotericina, carbenoxolona, penicilina G, ácido salicílico e derivados.

estes

medicamentos

forem

prescritos

juntamente

associação

hidroclorotiazida-valsartan é aconselhável a monitorização dos níveis plasmáticos de

potássio (ver secção 4.4).

Medicamentos que podem induzir “Torsade de pointes”

Devido ao risco de hipocaliemia, a hidroclorotiazida deve ser administrada com

precaução

quando

associada

a medicamentos

podem induzir

”torsade

pointes”,

particular,

antiarrítmicos

Classe

Classe

alguns

antipsicóticos.

Medicamentos que afetam o nível sérico de sódio

O efeito hiponatrémico de diuréticos pode ser intensificado pela administração

concomitante de medicamentos como antidepressivos, antipsicóticos, antiepiléticos,

etc. Recomenda-se precaução na administração a longo prazo destes medicamentos.

Glicósidos digitálicos

Podem ocorrer, como efeitos adversos, hipocaliemia ou hipomagnesemia induzidas

pelas tiazidas, favorecendo o aparecimento de arritmias cardíacas induzidas pelos

digitálicos (ver secção 4.4).

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INFARMED

Sais de cálcio e vitamina D

A administração de diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, com vitamina

D ou com sais de cálcio, pode potenciar o aumento do cálcio sérico. O uso

concomitante de diuréticos tiazídicos e sais de cálcio pode causar hipercalcemia em

doentes com predisposição para a hipercalcemia (por exemplo, hiperparatiroidismo,

neoplasia maligna ou situações mediadas pela vitamina D), através do aumento da

reabsorção tubular de cálcio.

Fármacos antidiabéticos (fármacos orais e insulina)

As tiazidas

podem

alterar

a tolerância

glicose.

Pode

necessário

ajuste

posológico do medicamento antidiabético.

A metformina deve ser utilizada com precaução, devido ao risco de acidose láctica

induzida

possível

insuficiência

renal

funcional

relacionada

hidroclorotiazida.

Bloqueadores beta e diazóxido

O uso concomitante de diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, com

bloqueadores beta, pode aumentar o risco de hiperglicemia. Os diuréticos tiazídicos,

incluindo a hidroclorotiazida, podem aumentar o efeito hiperglicémico do diazóxido.

Medicamentos

usados

tratamento

gota

(probenecida,

sulfinpirazona

alopurinol)

Pode ser necessário o ajuste posológico das medicações uricosúricas, uma vez que a

hidroclorotiazida pode elevar o nível de ácido úrico sérico. Pode ser necessário o

aumento

posologia

probenecida

sulfinpirazona.

administração

concomitante de diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, pode aumentar a

incidência de reações de hipersensibilidade ao alopurinol.

Fármacos anticolinérgicos e outros medicamentos que afetam a motilidade gástrica

biodisponibilidade

diuréticos

tipo

tiazídico

pode

aumentada

fármacos anticolinérgicos, (ex. atropina, biperideno), aparentemente, devido a uma

redução da motilidade gastrointestinal e da taxa de esvaziamento gástrico.

Por outro lado, prevê-se que os medicamentos pró-cinéticos, tais como a cisaprida,

possam diminuir a biodisponibilidade dos diuréticos tipo tiazida.

Amantadina

As tiazidas,

incluindo

a hidroclorotiazida,

podem

aumentar

o risco

efeitos

adversos causados pela amantadina.

Resinas permutadoras de iões

A absorção dos diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, é reduzida por

colestiramina ou colestipol. Isso poderia resultar em efeitos sub-terapêuticos dos

diuréticos tiazídicos. No entanto, o escalonamento da posologia de hidroclorotiazida e

da resina, de modo a que a hidroclorotiazida seja administrada pelo menos 4 h

antes, ou 4-6 h após a administração das resinas, poderia minimizar a interação.

Fármacos citotóxicos

As tiazidas, incluindo

a hidroclorotiazida,

podem

reduzir

excreção

renal de

fármacos citotóxicos (ex. ciclofosfamida, metotrexato) e potenciar os seus efeitos

mielossupressores.

Relaxantes musculares esqueléticos não-despolarizantes (ex. tubocurarina)

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tiazidas,

incluindo

hidroclorotiazida,

potenciam

ação

relaxantes

musculares, tais como derivados do curare.

Ciclosporina

O tratamento concomitante com ciclosporina pode aumentar o risco de hiperuricemia

e de complicações tipo gota.

Álcool, barbitúricos ou narcóticos

A administração concomitante de diuréticos tiazídicos com substâncias que também

têm um efeito anti - hipertensor (por exemplo, através da redução da atividade do

sistema nervoso central simpático ou por atividade de vasodilatação direta) pode

potenciar a hipotensão ortostática.

Metildopa

Foram notificados casos pontuais de anemia hemolítica em doentes que receberam

tratamento concomitante de metildopa e hidroclorotiazida.

Meios iodados de contraste

caso

desidratação

induzida

diuréticos,

existe

risco

acrescido

insuficiência renal aguda especialmente com doses altas do produto iodado. Os

doentes devem ser reidratados antes da administração.

4.6 Fertilidade gravidez e aleitamento

Gravidez

Valsartan

A administração de ARA não é recomendada durante o primeiro trimestre de

gravidez (ver secção 4.4). A utilização de ARA está contraindicada durante o

segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secção 4.3 e 4.4.).

A evidência epidemiológica relativa ao risco de teratogenicidade após a exposição

aos inibidores da ECA, durante o 1º trimestre de gravidez, não é conclusiva;

contudo, não é possível excluir um ligeiro aumento do risco. Enquanto não existem

dados de estudos epidemiológicos controlados relativos ao risco associado aos

antagonistas dos recetores da angiotensina (ARA), os riscos para esta classe de

fármacos poderão ser semelhantes. A não ser que a manutenção do tratamento com

ARA seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar a medicação

deve ser substituída por terapêuticas anti-hipertensoras alternativas, cujo perfil de

segurança

durante

gravidez

esteja

estabelecido.

Quando

diagnosticada

gravidez, o tratamento com ARA deve ser interrompido imediatamente e, se

apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa.

A exposição a ARA durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez está

reconhecidamente associada à indução de toxicidade fetal em humanos (diminuição

da função renal, oligohidrâmnio, atraso na ossificação do crânio) e toxicidade

neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia) (ver secção 5.3.).

No caso de a exposição a ARA ter ocorrido a partir do segundo trimestre de gravidez,

recomenda-se a monitorização ultrassonográfica da função renal e dos ossos do

crânio.

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Recém-nascidos cujas mães estiveram expostas a ARA devem ser cuidadosamente

observados no sentido de diagnosticar hipotensão (ver secções 4.3. e 4.4.).

Hidroclorotiazida

A experiência decorrente da administração da hidroclorotiazida durante a gravidez,

particularmente durante o primeiro trimestre, é limitada. Os estudos em animais são

insuficientes. A hidroclorotiazida atravessa a barreira placentária. Com base no

mecanismo de ação farmacológico da hidroclorotiazida, a sua administração durante

o segundo e o terceiro trimestres pode comprometer a perfusão fetoplacentária e

pode causar efeitos fetais e neonatais tais como icterícia, distúrbios no equilíbrio

eletrolítico e trombocitopenia.

Amamentação

Não existe informação relativa à utilização de valsartan durante a amamentação. A

hidroclorotiazida é excretada no leite humano. Assim, não se recomenda o uso de

Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma durante a amamentação. Dá-se preferência

a tratamentos alternativos com perfis de segurança mais bem estabelecidos durante

a amamentação, especialmente quando se está a amamentar um recém-nascido ou

um lactente prematuro.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos de Valsartan + Hidroclorotiazida sobre a capacidade

de conduzir e utilizar máquinas. Durante a condução de veículos ou utilização de

máquinas, deverá ter-se em consideração a possibilidade de ocorrência ocasional de

tonturas ou cansaço.

4.8 Efeitos indesejáveis

reações

adversas

medicamentosas

notificadas

ensaios

clínicos

resultados laboratoriais, que ocorrem mais frequentemente com valsartan associado

a hidroclorotiazida do que com placebo, e provenientes de notificações individuais

pós-comercialização, são apresentadas abaixo de acordo com as classes de sistemas

de órgãos. Reações adversas medicamentosas que se sabe ocorrerem com cada

componente administrado individualmente, mas que não foram observadas nos

ensaios

clínicos,

podem

ocorrer

durante

tratamento

valsartan/

hidroclorotiazida.

Reações adversas medicamentosas

As reações adversas medicamentosas são apresentadas por frequência, primeiro as

mais frequentes, utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥ 1/10);

frequentes (≥ 1/100 a < 1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100); raros (≥

1/10.000 a < 1/1.000); muito raros (< 1/10.000), desconhecido (frequência não

pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

As reações adversas medicamentosas são apresentadas por ordem decrescente de

gravidade dentro de cada classe de frequência.

Frequência de reações adversas com valsartan/hidroclorotiazida

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes: Desidratação

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Doenças do sistema nervoso

Muito raros: Tonturas

Pouco frequentes: Parestesia

Desconhecido: Síncope

Afeções oculares

Pouco frequentes: Visão Turva

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes: Acufenos

Vasculopatias

Pouco frequentes: Hipotensão

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes: Tosse

Desconhecido: Edema pulmonar não cardiogénico

Doenças gastrointestinais

Muito raros: Diarreia

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Pouco frequentes: Mialgia

Muito raros: Artralgia

Doenças renais e urinárias

Desconhecido: Compromisso da função renal

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes: Fadiga

Exames complementares de diagnóstico

Desconhecido: Aumento do ácido úrico sérico, aumento da bilirrubina e creatinina

séricas,

hipocaliemia,

hiponatremia,

aumento

azoto

ureico

sangue,

neutropenia

Informação adicional sobre os componentes individuais

As reações adversas anteriormente descritas com um dos componentes individuais

podem

potenciais

efeitos

indesejáveis

Valsartan

Hidroclorotiazida

Tetrafarma, mesmo se não observados nos ensaios clínicos com este medicamento,

ou no período após comercialização.

Frequência de reações adversas com valsartan

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecido: Redução da hemoglobina, redução no hematócrito, trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecido: Outras reações de hipersensibilidade/alérgicas incluindo doença do

soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Desconhecido: Aumento do potássio sérico, hiponatremia

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes: Vertigens

Vasculopatias

Desconhecido: Vasculite

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes: Dor abdominal

Afeções hepatobiliares

Desconhecido: Aumento dos valores da função hepática

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Desconhecido: Angioedema, dermatite bolhosa, erupção cutânea, prurido

Doenças renais e urinárias

Desconhecido: Insuficiência renal

Frequência de reações adversas com hidroclorotiazida

A hidroclorotiazida é prescrita há muitos anos, frequentemente em doses mais

elevadas do que as administradas em Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma. As

reações adversas seguintes foram notificadas em doentes tratados em monoterapia

com diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida:

Neoplasias benignas, malignas e não especificadas (incluindo quistos e pólipos)

Desconhecida: Cancro da pele não-melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma

espinocelular)

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raros: Trombocitopenia por vezes com púrpura

Muito raros: Agranulocitose, leucopenia, anemia hemolítica, insuficiência da medula

óssea

Desconhecida: Anemia aplástica

Doenças do sistema imunitário

Muito raros: Reações de hipersensibilidade

Doenças do metabolismo e da nutrição

Muito frequentes: Hipocaliemia, aumento de lípidos no sangue (principalmente em

doses mais elevadas)

Frequentes: Hiponatremia, hipomagnesemia, hiperuricemia

Raros: Hipercalcemia, hiperglicemia, glicosúria e agravamento do estado metabólico

da diabetes

Muito raros: Alcalose hipoclorémica

Doenças do foro psiquiátrico

Raros: Depressão, perturbações do sono

Doenças do sistema nervoso

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Raros: Cefaleias, tonturas, parestesias

Afeções oculares

Raro: Compromisso da visão

Desconhecido: Glaucoma agudo de ângulo fechado

Cardiopatias

Raros: Arritmias cardíacas

Vasculopatias

Frequentes: Hipotensão ortostática

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Muito raros: Dificuldades respiratórias incluindo pneumonite e edema pulmonar

Doenças gastrointestinais

Frequentes: Perda de apetite, náuseas e vómitos ligeiros

Raros: Obstipação, desconforto gastrointestinal, diarreia

Muito raros: Pancreatite

Afeções hepatobiliares

Raros: Colestase intrahepática ou icterícia

Doenças renais e urinárias

Desconhecido: Disfunção renal, insuficiência renal aguda

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Frequentes: Urticária e outras formas de erupção cutânea

Raros: Fotossensibilização

Muito raros: Vasculite necrosante, necrólise epidérmica tóxica, reações do tipo lúpus

eritematoso cutâneo, reativação do lúpus eritematoso cutâneo.

Desconhecido: Eritema multiforme

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Desconhecida: Pirexia, astenia

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecido: Espasmo muscular

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Frequentes: Impotência

Descrição de reações adversas selecionadas

Cancro

pele não-melanoma:

base nos

dados

disponíveis

de estudos

epidemiológicos observou-se uma associação entre a HCTZ e o NMSC, dependente

da dose cumulativa (ver também secções 4.4 e 5.1).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas, após a autorização do medicamento,

importante,

permite

monitorização

contínua

relação

benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem

quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Sítio

internet:

http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Uma sobredosagem com valsartan pode resultar em hipotensão acentuada, que

poderá levar a um nível deprimido de consciência, colapso circulatório e/ou choque.

Adicionalmente,

poderão

ocorrer

seguintes

sinais

sintomas

devido

sobredosagem

componente

hidroclorotiazida:

náuseas,

sonolência,

hipovolemia e alterações eletrolíticas associadas a arritmias cardíacas e espasmos

musculares.

Tratamento

As medidas terapêuticas dependem do tempo de ingestão, assim como do tipo e

gravidade

sintomas,

sendo

primordial

importância

estabilização

condições circulatórias.

Se ocorrer hipotensão, o doente deve ser colocado em decúbito devendo proceder-se

rapidamente à suplementação de sal e do volume.

Valsartan não pode ser eliminado por hemodiálise, devido à sua forte ligação às

proteínas plasmáticas; em contrapartida, é possível depurar a hidroclorotiazida

através de diálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

3.4.1.1

Aparelho

Cardiovascular.

Anti-hipertensores.

Diuréticos. Tiazidas e análogos; 3.4.2.2 Aparelho Cardiovascular. Anti-hipertensores.

Modificadores

eixo

renina

angiotensina.

Antagonistas

recetores

angiotensina; código ATC: C09D A03.

Valsartan/hidroclorotiazida

(Apenas 80 mg+12,5 mg)

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, com controlo ativo em doentes não

controlados adequadamente com hidroclorotiazida 12,5 mg, observaram-se reduções

significativamente maiores da PA sistólica/diastólica média com a associação de

valsartan/hidroclorotiazida 80/12,5 mg (14,9/11,3 mmHg) comparativamente com

hidroclorotiazida 12,5 mg (5,2/2,9 mmHg) e hidroclorotiazida 25 mg (6,8/5,7

mmHg).

Além

disso,

percentagem

significativamente

maior

doentes

respondeu

diastólica

<90

mmHg

redução

≥10

mmHg)

valsartan/

hidroclorotiazida 80/12,5 mg (60%) comparativamente com hidroclorotiazida 12,5

mg (25%) e hidroclorotiazida 25 mg (27%).

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, com controlo ativo em doentes não

controlados

adequadamente

valsartan

observaram-se

reduções

significativamente maiores da PA sistólica/diastólica média com a associação de

valsartan/ hidroclorotiazida 80/12,5 mg (9,8/8,2 mmHg) comparativamente com

valsartan 80 mg (3,9/5,1 mmHg) e valsartan 160 mg (6,5/6,2 mmHg). Além disso,

uma percentagem significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica <90

mmHg ou redução ≥10 mmHg) a valsartan/ hidroclorotiazida 80/12,5 mg (51%)

comparativamente com valsartan 80 mg (36%) e valsartan 160 mg (37%).

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com placebo, com desenho

fatorial comparando associações de várias doses de valsartan/ hidroclorotiazida com

os componentes respetivos, observaram-se reduções significativamente maiores da

PA sistólica/diastólica média com a associação de valsartan/hidroclorotiazida 80/12,5

mg (16,5/11,8 mmHg) comparativamente com placebo (1,9/4,1 mmHg) e com

hidroclorotiazida 12,5 mg (7,3/7,2 mmHg) e valsartan 80 mg (8,8/8,6 mmHg). Além

disso,

percentagem

significativamente

maior

doentes

respondeu

diastólica <90 mmHg ou redução ≥10 mmHg) a valsartan/ hidroclorotiazida 80/12,5

mg (64%) comparativamente com placebo (29%) e hidroclorotiazida (41%).

(Apenas 160 mg+12,5 mg e 160 mg+25 mg)

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, com controlo ativo em doentes não

controlados adequadamente com hidroclorotiazida 12,5 mg, observaram-se reduções

significativamente maiores da PA sistólica/diastólica média com a associação de

valsartan/ hidroclorotiazida 160/12,5 mg (12,4/7,5 mmHg) comparativamente com

hidroclorotiazida

(5,6/2,1

mmHg).

Além

disso,

percentagem

significativamente maior de doentes respondeu (PA <140/90 mmHg ou redução da

PAS≥20 mmHg ou redução da PAD ≥10 mmHg) a valsartan/ hidroclorotiazida

160/12,5 mg (50%) comparativamente com hidroclorotiazida 25 mg (25%).

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, com controlo ativo em doentes não

controlados

adequadamente

valsartan

observaram-se

reduções

significativamente

maiores

sistólica/diastólica

média

ambas

associações

valsartan/

hidroclorotiazida

160/25

(14,6/11,9

mmHg)

valsartan/ hidroclorotiazida 160/12,5 mg (12,4/10,4 mmHg) comparativamente com

valsartan 160 mg (8,7/8,8 mmHg). A diferença na redução da PA entre as doses de

160/25 mg e 160/12,5 mg também atingiu significado estatístico. Além disso, uma

percentagem significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica <90

mmHg ou redução ≥10 mmHg) a valsartan/ hidroclorotiazida 160/25 mg (68%) e

160/12,5 mg (62%) comparativamente com valsartan 160 mg (49%).

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com placebo, com desenho

fatorial comparando associações de várias doses de valsartan/ hidroclorotiazida com

seus

respetivos

componentes,

observaram-se

reduções

significativamente

maiores

sistólica/diastólica

média

associação

valsartan/

hidroclorotiazida 160/12,5 mg (17,8/13,5 mmHg) e 160/25 mg (22,5/15,3 mmHg)

comparativamente com placebo (1,9/4,1 mmHg) e as respetivas monoterapias, i.e.,

hidroclorotiazida

12,5

(7,3/7,2

mmHg),

hidroclorotiazida 25 mg

(12,7/9,3

mmHg) e valsartan 160 mg (12,1/9,4 mmHg). Além disso, uma percentagem

significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica <90 mmHg ou redução

≥10

mmHg)

valsartan/

hidroclorotiazida

160/25

(81%)

valsartan/

hidroclorotiazida 160/12,5 mg (76%) comparativamente com placebo (29%) e as

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

respetivas monoterapias, i.e., hidroclorotiazida 12,5 mg (41%), hidroclorotiazida 25

mg (54%), e valsartan 160 mg (59%).

(Apenas 320 mg+12,5 mg e 320 mg+25 mg)

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, com controlo ativo em doentes não

controlados

adequadamente

valsartan

observaram-se

reduções

significativamente

maiores

sistólica/diastólica

média

ambas

associações

valsartan/

hidroclorotiazida

320/25

(15,4/10,4

mmHg)

valsartan/ hidroclorotiazida 320/12,5 mg (13,6/9,7 mmHg) comparativamente com

valsartan 320 mg (6,1/5,8 mmHg).

A diferença na redução da PA sistólica entre a dose de 320/25 mg e 320/12,5 mg

também

atingiu

significado

estatístico.

Além

disso,

percentagem

significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica <90 mmHg ou redução

≥10 mmHg) a valsartan/ hidroclorotiazida 320/25 mg (75%) e 320/12,5 mg (69%)

comparativamente com valsartan 320 mg (53%).

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, com controlo com placebo, de

desenho

fatorial

comparando

associações

várias

doses

valsartan/

hidroclorotiazida

respetivos

componentes,

observaram-se

reduções

significativamente maiores de PA sistólica/diastólica média com a associação de

valsartan/hidroclorotiazida 320/12,5 mg (21,7/15,0 mmHg) e 320/25 mg (24,7/16,6

mmHg)

comparativamente

placebo

(7,0/5,9

mmHg)

respetivas

monoterapias, i.e., hidroclorotiazida 12,5 mg (11,1/9,0 mmHg), hidroclorotiazida 25

mg (14,5/10,8 mmHg) e valsartan 320 mg (13,7/11,3 mmHg). Além disso, uma

percentagem significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica <90

mmHg ou redução ≥10 mmHg) a valsartan/ hidroclorotiazida 320/25 mg (85%) e

320/12,5

(83%)

comparativamente

placebo

(45%)

respetivas

monoterapias, i.e., hidroclorotiazida 12,5 mg (60%), hidroclorotiazida 25 mg (66%),

e valsartan 320 mg (69%).

(80 mg+12,5 mg, 160 mg+12,5 mg, 160 mg+25 mg, 320 mg+12,5 mg e 320

mg/25 mg)

Registaram-se reduções no potássio sérico dependentes da dose em estudos clínicos

controlados

valsartan

hidroclorotiazida.

redução

potássio

sérico

observou-se

mais

frequentemente

doentes

receberam

hidroclorotiazida do que nos que receberam 12,5 mg de hidroclorotiazida. Em

ensaios

clínicos

controlados

valsartan/

hidroclorotiazida,

efeito

hidroclorotiazida na descida do potássio sérico foi atenuado pelo efeito poupador de

potássio do valsartan.

Os efeitos benéficos do valsartan, em associação com a hidroclorotiazida, na

mortalidade e morbilidade cardiovasculares, são desconhecidos atualmente.

Estudos

epidemiológicos

mostraram

tratamento

prolongado

hidroclorotiazida reduz o risco de mortalidade e morbilidade cardiovascular.

Valsartan

Valsartan é um antagonista dos recetores da angiotensina II (Ang II) oralmente ativo

e específico. Atua de forma seletiva no subtipo de recetores AT1, que é responsável

pelas ações conhecidas da angiotensina II. O aumento dos níveis plasmáticos de Ang

II, após o bloqueio do recetor AT1 com valsartan, pode estimular o recetor AT2 não

bloqueado, que parece contrabalançar o efeito do recetor AT1. O valsartan não

apresenta qualquer atividade agonista parcial no recetor AT1 e apresenta uma

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

afinidade muito maior para o recetor AT1 (cerca de 20 000 vezes superior) que para

o recetor AT2. O valsartan não se liga a, nem bloqueia, outros recetores hormonais

ou canais iónicos reconhecidamente importantes na regulação cardiovascular.

Valsartan não inibe a ECA (também conhecida como cininase II) que converte a Ang

I em Ang II e degrada a bradiquinina. Dado não haver qualquer efeito sobre a ECA, e

não haver potenciação de bradiquinina ou da substância P, é pouco provável que os

antagonistas da angiotensina II sejam associados a tosse. Em ensaios clínicos onde o

valsartan foi comparado com um inibidor da ECA, a incidência da tosse seca foi

significativamente menor (p<0,05) nos doentes tratados com valsartan do que nos

doentes tratados com um inibidor de ECA (2,6% versus 7,9% respetivamente). Num

estudo clínico realizado em doentes com antecedentes de tosse seca, durante o

tratamento com inibidor da ECA, ocorreu tosse em 19,5% dos indivíduos tratados

valsartan

19,0%

tratados

diurético

tiazídico,

comparativamente a 68,5% nos indivíduos tratados com um inibidor da ECA

(p<0,05).

A administração de valsartan a doentes com resultados de hipertensão provoca uma

redução da pressão arterial sem afetar a frequência cardíaca. Na maioria dos

doentes, após a administração de uma dose oral única, o início da atividade anti-

hipertensora ocorre no intervalo de 2 horas, atingindo-se a redução máxima da

pressão arterial no intervalo de 4-6 horas. O efeito anti-hipertensor persiste ao longo

de 24 horas após a administração. Durante a administração reiterada, a redução

máxima da pressão arterial com qualquer das doses é, geralmente, obtida em 2–4

semanas, sendo mantida durante o tratamento prolongado. Quando em associação

com hidroclorotiazida, obtém-se uma redução adicional significativa na pressão

arterial.

A retirada abrupta de valsartan não foi associada a hipertensão arterial de ressalto

ou a outros acontecimentos clínicos adversos.

Em doentes hipertensos com diabetes tipo 2 e microalbuminúria, o valsartan

mostrou

diminuir

excreção urinária

albumina. O

estudo

MARVAL

(Micro

Albuminuria Reduction with Valsartan) avaliou a redução na excreção urinária de

albumina (UAE) com valsartan (80-160 mg/uma vez por dia) versus amlodipina (5-

10 mg/uma vez por dia), em 332 doentes com diabetes tipo 2 (idade média: 58

anos; 265 homens) com microalbuminúria (valsartan: 58 µg/min; amlodipina: 55,4

µg/min), pressão arterial normal ou alta e com função renal conservada (creatinina

plasmática <120 µmol/l). Na semana 24, a UAE baixou (p<0,001) em 42% (-24,2

µg/min; 95% IC: –40,4 a –19,1) com valsartan e cerca de 3% (–1,7 µg/min; 95%

IC: –5,6 a 14,9) com amlodipina, apesar de taxas semelhantes de redução da

pressão arterial em ambos os grupos.

O estudo Diovan Reduction of Proteinuria (DROP) analisou mais aprofundadamente a

eficácia de valsartan na redução de UAE em 391 doentes hipertensos (PA=150/88

mmHg) com diabetes tipo 2, albuminúria (média=102 µg/min; 20-700 µg/min) e

função renal conservada (creatinina sérica média = 80 µmol/l). Os doentes foram

aleatorizados para uma de 3 doses de valsartan (160, 320 e 640 mg/por dia) e

tratados durante 30 semanas. A finalidade do estudo foi determinar a dose ótima de

valsartan para reduzir a UAE em doentes hipertensos com diabetes tipo 2. Às 30

semanas, a variação percentual na UAE foi significativamente reduzida em 36% a

partir da linha basal com valsartan 160 mg (95%IC: 22 a 47%), e 44% com

valsartan 320 mg (95%IC: 31 a 54%). Concluiu-se que 160-320 mg de valsartan

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

produziu reduções clinicamente significativas na UAE em doentes hipertensos com

diabetes tipo 2.

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Dois grandes estudos aleatorizados e controlados (ONTARGET (“ONgoing Telmisartan

Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial”) e VA NEPHRON-D

(“The

Veterans

Affairs

Nephropathy

Diabetes”))

têm

examinado

associação de um inibidor da ECA com um antagonista dos recetores da angiotensina

estudo

ONTARGET

realizado

doentes

antecedentes

doença

cardiovascular ou cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de

evidência de lesão de órgão-alvo. O estudo VA NEPHRON-D foi conduzido em

doentes com diabetes mellitus tipo 2 e nefropatia diabética.

Estes estudos não mostraram nenhum efeito benéfico significativo nos resultados

renais e/ou cardiovasculares e mortalidade,

enquanto foi

observado um

risco

aumentado

hipercaliemia,

insuficiência

renal

aguda

e/ou

hipotensão,

comparação

monoterapia.

Dadas

suas

propriedades

farmacodinâmicas

semelhantes, estes resultados são também relevantes para outros inibidores da ECA

e antagonistas dos recetores da angiotensina II.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

assim, ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

O estudo ALTITUDE (“Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and

Renal Disease Endpoints”) foi concebido para testar o benefício da adição de

aliscireno a uma terapêutica padrão com um inibidor da ECA ou um antagonista dos

recetores da angiotensina II em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal

crónica, doença cardiovascular ou ambas. O estudo terminou precocemente devido a

um risco aumentado de resultados adversos. A morte cardiovascular e o acidente

vascular cerebral foram ambos numericamente mais frequentes no grupo tratado

com aliscireno, do que no grupo tratado com placebo e os acontecimentos adversos

acontecimentos

adversos

graves

interesse

(hipercaliemia,

hipotensão

disfunção renal) foram mais frequentemente notificados no grupo tratado com

aliscireno que no grupo tratado com placebo.

Hidroclorotiazida

O local de ação dos diuréticos tiazídicos reside, principalmente, no túbulo contornado

distal renal. Foi demonstrado que existe um recetor de elevada afinidade no córtex

renal, como local de ligação principal para a ação diurética da tiazida e inibição do

transporte de NaCl no túbulo contornado distal. O mecanismo de ação das tiazidas

processa-se por inibição do cotransporte de Na+Cl-, talvez competindo para o local

de ligação do Cl-, afetando assim os mecanismos de reabsorção dos eletrólitos:

diretamente

aumento

excreção

sódio

cloretos numa

quantidade

aproximadamente idêntica e, indiretamente, pela redução do volume plasmático por

esta ação diurética, com aumentos consequentes da atividade da renina plasmática,

secreção de aldosterona e perda urinária de potássio, e uma diminuição do potássio

sérico. A ligação renina-aldosterona é mediada pela angiotensina II, pelo que com

administração concomitante de valsartan, a redução do potássio sérico é menos

acentuada, conforme constatado com hidroclorotiazida em monoterapia.

Cancro da pele não-melanoma:

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Com base nos dados disponíveis de estudos epidemiológicos, observou-se uma

associação entre a HCTZ e o NMSC, dependente da dose cumulativa. Um estudo

incluiu uma população constituída por 71 533 casos de BCC e por 8 629 casos de

SCC, em 1 430 833 e 172 462 controlos, respetivamente, da população em estudo.

Uma utilização elevada de HCTZ (≥50 000 mg cumulativos) foi associada a uma taxa

de probabilidade (OR) ajustada de 1,29 (95 % IC: 1,23-1,35) para BCC e 3,98 (95

% IC: 3,68-4,31) para SCC. Observou-se uma clara relação da resposta à dose

cumulativa para BCC e SCC. Outro estudo revelou uma possível associação entre o

carcinoma espinocelular (SCC) do lábio e a exposição à HCTZ: 633 casos de SCC do

lábio foram identificados em 63 067 controlos da população, com base numa

estratégia de amostragem em função do risco (risk-set sampling strategy)5. Foi

demonstrada uma associação dose-resposta com uma taxa de probabilidade (OR)

ajustada de 2,1 (95 % IC: 1,7-2,6), aumentando OR para 3,9 (95 % IC: 3,0-4,9)

para uma utilização elevada (25 000 mg HCTZ) e para OR de 7,7 (95 % IC: 5,7-

10,5) para a dose cumulativa mais elevada (aprox.100 000 mg HCTZ) (ver também

secção 4.4).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Valsartan/hidroclorotiazida

A disponibilidade sistémica de hidroclorotiazida sofre uma redução de cerca de

30%,quando administrada concomitantemente com valsartan. A cinética de valsartan

não

afetada,

modo

acentuado,

pela

administração

concomitante

hidroclorotiazida. Esta interação observada não tem impacto no uso combinado de

valsartan

hidroclorotiazida,

estudos

clínicos

controlados

demonstraram um efeito anti-hipertensor evidente, superior ao obtido com qualquer

dos fármacos administrados em monoterapia, ou com o placebo.

Valsartan

Absorção

Após a administração oral de valsartan isoladamente, o pico das concentrações

plasmáticas de valsartan é atingido em 2–4 horas. A biodisponibilidade média

absoluta é de 23%. A alimentação diminui a exposição (conforme medida pela AUC)

ao valsartan em cerca de 40% e a concentração plasmática máxima (Cmáx) em

cerca de 50%, embora a partir das 8 h, as concentrações plasmáticas de valsartan

pós-administração sejam semelhantes para os grupos alimentados e em jejum. Esta

redução na AUC não é, contudo, acompanhada por uma redução clinicamente

significativa

efeito

terapêutico

valsartan

pode,

conseguinte,

administrado com ou sem ingestão de alimentos.

Distribuição

O volume de distribuição de valsartan no estado estacionário após administração

intravenosa é de cerca de 17 litros, indicando que o valsartan não se distribui nos

tecidos de forma extensa. O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às

proteínas séricas (94-97%), principalmente à albumina sérica.

Biotransformação

O valsartan não é extensamente biotransformado na medida em que apenas cerca

dose

recuperada

como

metabolitos.

identificado

hidroximetabolito no plasma em baixas concentrações (menos do que 10% da AUC

de valsartan). Este metabolito é farmacologicamente inativo.

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Eliminação

O valsartan apresenta uma cinética de degradação multiexponencial (t½α <1 h e

t½ß cerca de 9 h). O valsartan é eliminado principalmente nas fezes (cerca de 83%

da dose) e na urina (cerca de 13% da dose), principalmente sob a forma de

composto inalterado. Após administração intravenosa, a depuração de valsartan no

plasma é de cerca de 2 l/h e a sua depuração renal é de 0,62 l/h (cerca de 30% da

depuração total). A semivida de valsartan é de 6 horas.

Hidroclorotiazida

Absorção

A absorção de hidroclorotiazida, após a administração de uma dose oral, é rápida

(tmax

aproximadamente 2 horas).

aumento

AUC média

é linear

proporcional à dose nos intervalos terapêuticos.

O efeito dos alimentos na absorção de hidroclorotiazida tem pouco significado clínico.

A biodisponibilidade absoluta da hidroclorotiazida é de 70% após a administração

oral.

Distribuição

O volume de distribuição aparente é 4-8 l/kg.

hidroclorotiazida

circulação

está

ligada

proteínas

séricas

(40-70%),

principalmente à albumina sérica. A hidroclorotiazida também se acumula nos

eritrócitos, aproximadamente em 3 vezes o nível plasmático.

Eliminação

hidroclorotiazida

eliminada

predominantemente

forma

inalterada.

hidroclorotiazida é eliminada do plasma com uma semivida média de 6 a 15 horas na

fase de eliminação terminal. Não há alterações na cinética de hidroclorotiazida em

doses repetidas, e a acumulação é mínima com a administração única diária. Mais de

95% da dose absorvida é excretada na urina sob a forma de composto inalterado. A

depuração renal é composta por filtração passiva e secreção ativa para o túbulo

renal.

Populações especiais

Idosos

Nalguns indivíduos idosos foi

observada

exposição

sistémica

valsartan

ligeiramente mais elevada do que nos indivíduos jovens; esta diferença não foi,

contudo, considerada clinicamente significativa.

Dados limitados sugerem que a depuração sistémica da hidroclorotiazida sofre uma

redução

tanto

idosos

saudáveis

como

idosos

hipertensos,

quando

comparados com voluntários saudáveis jovens.

Compromisso renal

Na dose recomendada de Valsartan + Hidroclorotiazida Tetrafarma não é necessário

proceder a ajuste posológico em doentes com uma taxa de filtração glomerular

(TFG) de 30–70 ml/min.

Nos doentes com compromisso renal grave (TFG <30 ml/min) e nos doentes

submetidos

diálise,

não

existem

disponíveis

dados

relativos

Valsartan

Hidroclorotiazida Tetrafarma. O valsartan apresenta uma forte ligação às proteínas

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

plasmáticas, não sendo possível proceder à sua remoção por diálise, enquanto que a

depuração da hidroclorotiazida será atingida por diálise.

Na presença de compromisso renal, os níveis médios plasmáticos de pico e valores

da AUC de hidroclorotiazida aumentam e a taxa de excreção urinária é reduzida. Em

doentes com compromisso renal ligeiro a moderado, um aumento de 3 vezes na AUC

da hidroclorotiazida tem sido observado. Em doentes com compromisso renal grave

foi observado um aumento de 8 vezes na AUC. A hidroclorotiazida é contraindicada

em doentes com compromisso renal grave (ver secção 4.3).

Compromisso hepático

Num estudo farmacocinético realizado em doentes com disfunção hepática ligeira

(n=6)

moderada

(n=5),

exposição

valsartan

sofreu

aumento

aproximadamente 2-vezes quando comparada com voluntários saudáveis (ver secção

4.2 e 4.4).

Não existem dados disponíveis sobre o uso de valsartan em doentes com disfunção

hepática grave (ver secção 4.3). A doença hepática não afeta significativamente a

farmacocinética da hidroclorotiazida.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

toxicidade

potencial

associação

valsartan

hidroclorotiazida,

após

administração oral, foi investigada no rato e saguim, em estudos com uma duração

máxima de seis meses. Não se obtiveram quaisquer dados passíveis de excluir o uso

de doses terapêuticas no homem.

As alterações produzidas pela associação nos estudos de toxicidade crónica deverão

ter sido causadas pelo componente valsartan. O rim constitui o órgão alvo da

toxicologia, sendo a reação mais acentuada no saguim do que no rato. A associação

produziu

lesões

renais

(nefropatia

basofilia

tubular,

aumentos

ureia

plasmática, da creatinina plasmática e do potássio sérico, aumentos do volume

urinário e dos eletrólitos urinários a partir de 30 mg/kg/dia de valsartan + 9

mg/kg/dia

hidroclorotiazida

rato

mg/kg/dia

saguim),

provavelmente devido a alteração da hemodinâmica renal. No rato, estas doses

correspondem, respetivamente, a 0,9 e 3,5 vezes a dose máxima recomendada em

humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida, numa base de mg/m^2. No

saguim, estas doses representam respetivamente 0,3 e 1,2 vezes a dose máxima

recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida, numa base de

mg/m^2. (Os cálculos assumem uma dose oral de 320 mg/dia de valsartan em

associação com 25 mg/dia de hidroclorotiazida e um doente de 60 kg).

Doses altas da associação valsartan + hidroclorotiazida provocaram descida nos

índices

glóbulos

vermelhos

(número

glóbulos

vermelhos,

hemoglobina,

hematócrito, de 100 + 31 mg/kg/dia em ratos e 30 + 9 mg/kg/dia em saguins). No

rato, estas doses representam respetivamente, 3,0 e 12 vezes a dose máxima

recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida, numa base de

mg/m^2. Em saguins, estas doses representam, respetivamente, 0,9 e 3,5 vezes a

dose máxima recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida,

numa base de mg/m^2. (Os cálculos pressupõem uma dose oral de 320 mg/dia de

valsartan em associação com 25 mg/dia de hidroclorotiazida e um doente de 60 kg).

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Em saguins, observou-se lesão da mucosa gástrica (desde 30 + 9 mg/kg/dia). No

rim a associação também provocou hiperplasia das arteríolas aferentes (a 600 + 188

mg/kg/dia em ratos e desde 30 + 9 mg/kg/dia em saguins). No saguim, as doses

representam respetivamente, 0,9 e 3,5 vezes a dose máxima recomendada em

humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de mg/m^2. No rato,

estas

doses

representam

respetivamente,

vezes

dose

máxima

recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de

mg/m^2. (Os cálculos pressupõem uma dose oral de 320 mg/dia de valsartan em

associação com 25 mg/dia de hidroclorotiazida e um doente de 60 kg).

Os efeitos acima mencionados parecem dever-se aos efeitos farmacológicos de doses

elevadas de valsartan (bloqueio da inibição, induzida pela angiotensina II, da

libertação de renina, com estimulação das células produtoras de renina) ocorrendo

igualmente

inibidores

ECA.

Estes

resultados

não

revestem,

aparentemente, de relevância para o uso de doses terapêuticas de valsartan em

humanos.

A associação valsartan + hidroclorotiazida não foi testada quanto a mutagenicidade,

quebra de cromossomas ou carcinogenicidade, dado não existirem indícios de

interação

entre

duas

substâncias.

Estes

testes

foram,

contudo,

realizados

separadamente com valsartan e hidroclorotiazida, não se observando quaisquer

sinais de mutagenicidade, quebra de cromossomas ou carcinogenicidade.

Nos ratos, doses tóxicas a nível materno (600 mg/kg/dia) durante os últimos dias de

gestação e aleitamento levaram a menor sobrevivência, menos aumento de peso e

atraso no desenvolvimento (descolamento do pavilhão da orelha e abertura do canal

auricular) das crias (ver secção 4.6). Estas doses em ratos (600 mg/kg/dia) foram

aproximadamente 18 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa

base de mg/m2 (os cálculos pressupõem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente

de 60 kg). Efeitos semelhantes foram observados com valsartan/hidroclorotiazida em

ratos e coelhos.

estudos

desenvolvimento

embriofetal

(Segmento

valsartan/hidroclorotiazida

ratos

e coelhos,

não

observou

evidência

teratogenicidade, no entanto, observou-se fetotoxicidade associada a toxicidade

materna.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

80 mg + 12,5 mg

Núcleo do comprimido:

Celulose microcristalina

Crospovidona

Estearato de magnésio

Revestimento:

Hipromelose 6 cps

Talco

Macrogol 8000

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Dióxido de titânio (E171)

Óxido de ferro vermelho (E172)

Óxido de ferro amarelo (E172)

160 mg + 12,5 mg

Núcleo do comprimido:

Celulose microcristalina

Crospovidona

Estearato de magnésio

Revestimento:

Hipromelose 6 cps

Talco

Macrogol 8000

Dióxido de titânio (E171)

Óxido de ferro vermelho (E172)

160 mg + 25 mg

Núcleo do comprimido:

Celulose microcristalina

Crospovidona

Estearato de magnésio

Revestimento:

Hipromelose 6 cps

Talco

Macrogol 8000

Dióxido de titânio (E171)

Óxido de ferro vermelho (E172)

Óxido de ferro negro (E172)

320 mg + 12,5 mg

Núcleo do comprimido:

Celulose microcristalina

Crospovidona

Estearato de magnésio

Revestimento:

Hipromelose 6 cps

Talco

Macrogol 8000

Dióxido de titânio (E171)

Óxido de ferro vermelho (E172)

320 mg + 25 mg

Núcleo do comprimido:

Celulose microcristalina

Crospovidona

Estearato de magnésio

Revestimento:

Hipromelose 6 cps

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Talco

Macrogol 8000

Dióxido de titânio (E171)

Óxido de ferro amarelo (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

80 mg + 12,5 mg, 160 mg + 12,5 mg e 160 mg + 25 mg

3 anos.

320 mg + 12,5 mg e 320 mg + 25 mg

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de PCTFE/PVC-Alu de 10, 14, 28, 56 e 280 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo

com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Tetrafarma - Produtos Farmacêuticos, Lda.

Rua Mário Moreira, nº 1 - Loja 3, Zona 5, Colinas do Cruzeiro

2675-660 Odivelas

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

14-03-2019

INFARMED

Nº de registo: 5446554 - 14 comprimidos, 80 mg + 12,5 mg, blister de PCTFE/PVC-

Nº de registo: 5446562 - 28 comprimidos, 80 mg + 12,5 mg, blister de PCTFE/PVC-

Nº de registo: 5446570 - 56 comprimidos, 80 mg + 12,5 mg, blister de PCTFE/PVC-

Nº de registo: 5573332 - 14 comprimidos, 160 mg + 12,5 mg, blister de PCTFE/PVC-

Nº de registo: 5446604 - 28 comprimidos, 160 mg + 12,5 mg, blister de PCTFE/PVC-

Nº de registo: 5446612 - 56 comprimidos, 160 mg + 12,5 mg, blister de PCTFE/PVC-

Nº de registo: 5446620 - 28 comprimidos, 160 mg + 25 mg, blister de PCTFE/PVC-

Nº de registo: 5446638 - 56 comprimidos, 160 mg + 25 mg, blister de PCTFE/PVC-

Nº de registo: 5446646 - 28 comprimidos, 320 mg + 12,5 mg, blister de PCTFE/PVC-

Nº de registo: 5446653 - 56 comprimidos, 320 mg + 12,5 mg, blister de PCTFE/PVC-

Nº de registo: 5446661 - 28 comprimidos, 320 mg + 25 mg, blister de PCTFE/PVC-

Nº de registo: 5446679 - 56 comprimidos, 320 mg + 25 mg, blister de PCTFE/PVC-

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

80 mg+12,5 mg, 160 mg+12,5 mg, 160 mg+25 mg e 320 mg/25 mg

Data da primeira autorização: 16 de março de 2012

320 mg + 12,5 mg

Data da primeira autorização: 20 de março de 2012

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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