Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram 80 mg + 12.5 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Valsartan + Hidroclorotiazida
Disponível em:
Tecnimede - Sociedade Técnico-Medicinal, S.A.
Código ATC:
C09DA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valsartan + Hydrochlorothiazide
Dosagem:
80 mg + 12.5 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Hidroclorotiazida 12.5 mg - Valsartan 80 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.2 Antagonistas dos receptores da angiotensina; 3.4.1.1 Tiazidas e análogos
Área terapêutica:
valsartan and diuretics
Resumo do produto:
5256235 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10044582 - ; 5256243 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10044582 - ; 5256250 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10044582 -
Status de autorização:
Revogado (09 de Dezembro de 2011)
Número de autorização:
09/H/0018/001
Data de autorização:
2009-12-28

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

VALSARTAN + HIDROCLOROTIAZIDA OCRAM 80 mg + 12,5 mg

Comprimidos revestidos por película

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram e para que é utilizado

2. Antes de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram

3. Como tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram

6. Outras informações

1. O QUE É VALSARTAN + HIDROCLOROTIAZIDA OCRAM E PARA QUE É

UTILIZADO

Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram comprimidos revestidos por película contém duas

substâncias activas denominadas valsartan e hidroclorotiazida. Ambas as substâncias

ajudam a controlar a pressão arterial elevada (hipertensão).

- Valsartan pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como “antagonistas dos

receptores da angiotensina II” que ajudam a controlar a pressão arterial elevada. A

angiotensina II é uma substância produzida pelo organismo que provoca constrição dos

vasos sanguíneos, induzindo assim um aumento da pressão arterial. Valsartan actua

bloqueando o efeito da angiotensina II. Consequentemente, os vasos sanguíneos dilatam e

a pressão arterial diminui.

Hidroclorotiazida

pertence

grupo

medicamentos

denominados

diuréticos

tiazídicos. A Hidroclorotiazida aumenta o fluxo de urina, o que também reduz a pressão

arterial.

Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram é utilizado no tratamento da pressão arterial elevada

quando esta não está adequadamente controlada com uma substância em monoterapia.

A pressão arterial elevada aumenta a sobrecarga do coração e artérias. Se não for tratada,

pode provocar lesões nos vasos sanguíneos do cérebro, coração e rins, podendo dar

origem a um acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca ou insuficiência renal. A

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INFARMED

pressão arterial elevada aumenta o risco de ataques de coração. A redução da pressão

arterial para valores normais reduz o risco de desenvolvimento destas patologias.

2. ANTES DE TOMAR VALSARTAN + HIDROCLOROTIAZIDA OCRAM

Não tome Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram

alergia

(hipersensibilidade)

valsartan,

hidroclorotiazida,

derivados

sulfonamida

(substâncias

quimicamente

relacionadas

hidroclorotiazida)

qualquer outro componente do Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram;

- se estiver grávida de mais de 3 meses (também é melhor evitar tomar Valsartan +

Hidroclorotiazida Ocram no início da gravidez – ver secção de gravidez);

- se sofrer de doença hepática grave;

- se sofrer de doença renal grave;

- se for incapaz de urinar;

- se estiver a fazer diálise;

- se os níveis de potássio ou sódio no sangue forem mais baixos do que o normal, ou se o

nível de cálcio no sangue for superior ao normal apesar de tratamento;

- se tiver gota.

Se algum destes casos se aplicar a si, não tome este medicamento e consulte o seu

médico.

Tome especial cuidado com Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram

- se estiver a tomar medicamentos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou

substitutos salinos que contenham potássio, ou outros medicamentos que aumentem a

quantidade de potássio no sangue, tais como heparina. O seu médico pode ter necessidade

de verificar o nível de potássio no seu sangue com regularidade;

- se tiver níveis baixos de potássio no sangue;

- se tiver diarreia ou vómitos graves;

- se estiver a tomar doses elevadas de diuréticos;

- se sofrer de doença cardíaca grave;

- se sofrer de estreitamento da artéria renal;

- se tiver sido submetido recentemente a transplante renal;

- se sofrer de hiperaldosteronismo. Trata-se de uma doença em que as glândulas supra-

renais produzem a hormona aldosterona em excesso. Se isto se aplicar a si, o uso de

Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram não é recomendado;

- se sofrer de doença renal ou hepática;

- se tiver febre, erupção cutânea e dor nas articulações, que possam ser sintomas de lúpus

eritematoso sistémico (LES, uma doença auto-imune);

- se tiver diabetes, gota, níveis elevados de colesterol ou gordura no sangue;

- se tiver tido reacções alérgicas com outros fármacos para redução da pressão arterial

desta classe (antagonistas do receptor da angiotensina II), ou se tiver alergia ou asma;

- pode provocar aumento da sensibilidade da pele ao sol.

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Não se recomenda a utilização de Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram em crianças e

adolescentes (com idade inferior a 18 anos).

Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida. Valsartan

+ Hidroclorotiazida Ocram não é recomendado no início da gravidez, e não pode ser

tomado se tiver mais de 3 meses de gravidez, porque pode causar lesões graves no seu

bebé se for utilizado naquela fase (ver secção de gravidez).

Ao tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

O efeito do tratamento pode ser influenciado se Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram for

tomado com determinados medicamentos. Pode ser necessário alterar a dose, tomar

outras

precauções,

nalguns

casos,

interromper

tratamento

medicamentos. Esta situação aplica-se aos seguintes medicamentos:

- lítio, um medicamento utilizado no tratamento de certos tipos de doença psiquiátrica;

- medicamentos que afectam ou possam ser afectados por níveis de potássio no sangue,

tais

como

digoxina

medicamento

para

controlar

ritmo

cardíaco),

alguns

medicamentos antipsicóticos;

- medicamentos que possam aumentar a quantidade de potássio no sangue, tais como

suplementos

potássio,

substitutos

salinos

contendo

potássio,

medicamentos

poupadores de potássio, heparina;

- medicamentos que possam reduzir a quantidade de potássio no sangue, tais como

corticosteróides, alguns laxantes;

- diuréticos, medicamentos para tratamento da gota, tais como alopurinol, suplementos de

vitamina D e cálcio, medicamentos para tratamento da diabetes (medicamentos orais ou

insulinas);

- outros medicamentos utilizados para baixar a pressão arterial tais como, bloqueadores

beta ou metildopa, ou medicamentos que estreitem os vasos sanguíneos ou estimulem o

coração, tais como noradrenalina ou adrenalina;

- medicamentos que aumentem os níveis de açúcar no sangue, tais como diazóxido;

- medicamentos para tratamento de cancro tais como metotrexato ou ciclofosfamida;

- analgésicos (medicamentos para as dores);

- medicamentos para a artrite;

- medicamentos relaxantes musculares tais como tubocurarina;

- medicamentos anticolinérgicos tais como atropina ou biperideno;

- amantadina (um medicamento utilizado para prevenir a gripe);

- colestiramina e colestipol (medicamentos utilizados para tratamento de níveis elevados

de gorduras no sangue);

- ciclosporina, um medicamento utilizado no transplante de órgãos para evitar a rejeição

do órgão;

- alguns antibióticos (tetraciclinas), anestésicos e sedativos;

- carbamazepina, um medicamento para tratamento de convulsões.

Ao tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram com alimentos e bebidas

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Pode tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram com ou sem alimentos.

Evite beber bebidas alcoólicas enquanto não tiver falado com o seu médico. O álcool

pode fazer com que a pressão arterial baixe mais ou pode aumentar o risco de ficar tonto

ou desmaiar.

Gravidez e aleitamento

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida:

Normalmente o seu médico irá aconselhá-la a interromper o tratamento com Valsartan +

Hidroclorotiazida Ocram antes de engravidar ou assim que você saiba que está grávida, e

irá

aconselhá-la

tomar

outro

medicamento

para

substituição

Valsartan

Hidroclorotiazida Ocram. Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram não é recomendado no

início da gravidez e não pode ser tomado se tiver mais de 3 meses de gravidez porque

pode causar lesões graves no seu bebé se for utilizado depois do terceiro mês de gravidez.

Informe o seu médico caso se encontre a amamentar ou se vai começar a amamentar:

Valsartan

Hidroclorotiazida

Ocram

não

recomendado

para

mães

estão

amamentar

médico

poderá

escolher

outro

tratamento

para

desejar

amamentar, especialmente se o seu bebé for recém-nascido ou for prematuro.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Antes de conduzir um veículo, utilizar ferramentas ou máquinas, ou desempenhar outras

tarefas que requeiram concentração, certifique-se de que sabe como reage aos efeitos de

Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram. Tal como com outros medicamentos utilizados no

tratamento da pressão arterial elevada, Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram pode, em

casos raros, provocar tonturas e afectar a capacidade de concentração.

3. COMO TOMAR VALSARTAN + HIDROCLOROTIAZIDA OCRAM

Tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram sempre de acordo com as indicações do

médico. Isto contribuirá para obter os melhores resultados e diminuir o risco de efeitos

secundários. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Frequentemente, os doentes com hipertensão arterial não notam quaisquer sinais deste

problema. Muitos sentem-se perfeitamente normais. Torna-se assim fundamental que

cumpra o calendário de consultas com o seu médico, mesmo quando se sente bem.

médico

dir-lhe-á

exactamente

quantos

comprimidos

Valsartan

Hidroclorotiazida Ocram deve tomar. Dependendo da sua resposta ao tratamento, o seu

médico poderá receitar uma dose mais elevada ou mais baixa.

- A dose normal de Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram é de um comprimido por dia.

Não altere a dose nem deixe de tomar os

- comprimidos sem consultar o seu médico.

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INFARMED

O medicamento deve ser sempre tomado à mesma

- hora todos os dias, geralmente de

manhã.

Pode tomar Valsartan + Hidroclorotiazida

- Ocram com ou sem alimentos.

Engula os comprimidos com um copo de água.

Se tomar mais Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram do que deveria

Se sentir tonturas graves e/ou desmaio, deite-se e contacte imediatamente o seu médico.

Se acidentalmente tomou demasiados comprimidos, contacte o seu médico, farmacêutico

ou hospital.

Caso se tenha esquecido de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose tome-a assim que se lembrar. No entanto, se

estiver quase na hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se esqueceu.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram

Interromper o tratamento com Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram pode agravar a sua

pressão arterial. Não deixe de tomar o medicamento a menos que seja o seu médico a

dizer-lhe que o faça.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram pode causar efeitos

secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Estes efeitos secundários podem ocorrer com determinadas frequências que são definidas

a seguir:

- muito frequentes: afecta mais de 1 utilizador em cada 10,

- frequentes: afecta 1 a 10 utilizadores em cada 100,

- pouco frequentes: afecta 1 a 10 utilizadores em cada 1.000,

- raros: afecta 1 a 10 utilizadores em cada 10.000,

- muito raros: afecta menos de 1 utilizador em cada 10.000,

- desconhecido: não é possível estimar uma frequência a partir dos dados disponíveis.

Alguns sintomas podem ser graves e requerem assistência médica imediata:

Deve consultar imediatamente o seu médico se tiver sintomas de angioedema como, por

exemplo:

- inchaço da face, língua ou faringe,

- dificuldade em engolir,

- erupção cutânea e dificuldades em respirar.

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Outros efeitos secundários incluem:

Pouco frequentes

- tosse,

- pressão arterial baixa,

- sensação de cabeça oca,

- desidratação (com sintomas de sede, boca e língua seca, micção pouco frequente, urina

de coloração escura, pele seca),

- dor muscular,

- cansaço,

- formigueiro ou dormência,

- perturbação da visão,

- ruídos (ex. sibilos, zumbidos) nos ouvidos.

Muito raros

- tonturas,

- diarreia,

- dor nas articulações.

Desconhecidos

- dificuldade em respirar,

- redução acentuada do fluxo urinário,

- nível baixo de sódio no sangue (por vezes com náuseas, cansaço, confusão, mal-estar,

convulsões),

- nível baixo de potássio no sangue (por vezes com fraqueza muscular, cãibras, arritmias

cardíacas),

- nível baixo de glóbulos brancos no sangue (com sintomas como febre, infecções da

pele, inflamação da garganta ou úlceras na boca devidas a infecções, fraqueza),

- aumento do nível de bilirrubina no sangue (que pode, em casos graves, provocar pele e

olhos amarelos),

- aumento do nível de ureia e de creatinina no sangue (que pode ser sugestivo de função

renal alterada),

- aumento do nível de ácido úrico no sangue (que pode, em casos graves, provocar gota),

- síncope (desmaio).

Efeitos secundários reportados com valsartan ou hidroclorotiazida isoladamente, mas não

observados com:

Valsartan

Pouco frequentes

- sensação de andar à roda,

- dor abdominal.

Desconhecidos

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- erupção cutânea com ou sem comichão associados a alguns dos seguintes sinais ou

sintomas: febre, dor articular, dor muscular, nódulos linfáticos inchados e/ou sintomas

semelhantes aos da gripe,

- erupção cutânea, manchas vermelho-arroxeadas, febre, comichão (sinais de inflamação

dos vasos sanguíneos),

- diminuição do nível de plaquetas no sangue (acompanhada por vezes de hemorragias ou

hematomas anormais),

- aumento do nível de potássio no sangue (por vezes com espasmos musculares, ritmo

cardíaco anormal),

reacções

alérgicas

(com

sintomas

como

erupção

cutânea,

comichão,

urticária,

dificuldade em respirar ou engolir, tonturas),

- inchaço sobretudo da face e garganta, erupção cutânea, comichão,

- elevação dos valores da função hepática,

diminuição

nível

hemoglobina

diminuição

percentagem

glóbulos

vermelhos no sangue (que podem ambos, em casos raros, provocar anemia),

- insuficiência renal.

Hidroclorotiazida

Frequentes

- erupção cutânea com comichão e outras formas de erupção cutânea,

- perda de apetite,

- náuseas ligeiras e vómitos,

- desmaio, sensação de desmaio ao levantar-se,

- impotência.

Raros

- Inchaço e vesículas na pele (devidas a aumento da sensibilidade ao sol),

- obstipação, desconforto gastrointestinal, distúrbios hepáticos (olhos e pele amarela),

- batimentos cardíacos irregulares,

- dor de cabeça,

- perturbações do sono,

- tristeza (depressão),

- níveis baixos de plaquetas do sangue (por vezes com hemorragia ou hematomas na

pele).

Muito raros

- Inflamação dos vasos sanguíneos com sintomas como erupção cutânea,

manchas

vermelho-arroxeadas, febre;

- prurido ou vermelhidão da pele;

- vesículas nos lábios, olhos ou boca;

- descamação da pele;

- febre;

- erupção cutânea facial associada a dor nas articulações;

- distúrbios musculares;

- febre (lúpus eritematoso cutâneo);

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- dor intensa na região superior do abdómen;

- ausência ou níveis baixos das várias células do sangue;

- reacções alérgicas graves;

- dificuldade em respirar;

- infecção pulmonar; falta de ar.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR VALSARTAN + HIDROCLOROTIAZIDA OCRAM

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram após o prazo de validade impresso na

embalagem exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não conservar acima de 30ºC.

Não utilize Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram se

verificar que a embalagem

encontra danificada ou apresenta sinais visíveis de adulteração.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram

As substâncias activas são o valsartan e a hidroclorotiazida.

Cada comprimido revestido por película contém 80 mg de valsartan e 12,5 mg de

hidroclorotiazida.

outros

componentes

são:

celulose

microcristalina,

crospovidona

estearato

magnésio. O revestimento do comprimido contém: hipromelose 6 cP, dióxido de titânio

(E171), talco, macrogol 8000, óxido de ferro vermelho (E172) e óxido de ferro amarelo

(E172).

Qual o aspecto de Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram e conteúdo da embalagem

Os comprimidos de Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram 80 mg + 12,5 mg comprimidos

revestidos por película são ovais e convexos, de cor rosa.

Os comprimidos apresentam-se em embalagens “blisters” de 10, 14, 28, 56 ou 280

comprimidos.

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INFARMED

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

TECNIMEDE – Sociedade Técnico-Medicinal, S.A.

Rua da Tapada Grande, n.º 2

Abrunheira

2710-089 Sintra

Portugal

Fabricante

West Pharma – Produções de Especialidades Farmacêuticas, S.A.

Rua João de Deus, n.º 11, Venda Nova, 2700-486 Amadora, Portugal

Atlantic Pharma – Produções Farmacêuticas, S.A.

Rua da Tapada Grande, n.º 2, Abrunheira, 2710-089 Sintra, Portugal

Para

quaisquer

informações

sobre

este

medicamento,

queira

contactar o Titular

Autorização de Introdução no Mercado.

Medicamento sujeito a receita médica

Este folheto foi aprovado pela última vez em

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram 80 mg + 12,5 mg comprimidos revestidos por

película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 80 mg de valsartan e 12,5 mg de hidroclorotiazida.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento da hipertensão essencial em adultos.

A associação de dose fixa de Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram está indicada em

doentes cuja pressão arterial não esteja adequadamente controlada com valsartan ou

hidroclorotiazida em monoterapia.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

A dose recomendada de Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram 80 mg + 12,5 mg é de um

comprimido revestido por película por dia. É recomendada a titulação da dose com os

componentes individuais. Em cada caso, a titulação da dose dos componentes individuais

para a dosagem seguinte deve ser acompanhada de modo a reduzir o risco de hipotensão

e outras reacções adversas.

Quando

clinicamente

apropriado

pode

considerada

mudança

directa

monoterapia para a associação de dose fixa em doentes cuja pressão arterial não esteja

adequadamente controlada com valsartan ou hidroclorotiazida em monoterapia, desde

que a sequência de titulação de dose dos componentes individuais seja seguida.

A resposta clínica a Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram deve ser avaliada após o início

da terapêutica e se a pressão arterial se mantiver descontrolada , a dose pode ser

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28-12-2009

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aumentada através do aumento de qualquer um dos componentes até à dose máxima de

Valsartan + Hidroclorotiazida 320 mg/25 mg.

O efeito anti-hipertensivo está substancialmente presente no espaço de 2 semanas.

Na maior parte dos doentes, os efeitos máximos são observados no período de 4 semanas.

No entanto, alguns doentes podem necessitar de um tratamento de 4-8 semanas. Isto deve

ser tido em consideração durante a titulação de dose.

Se, após 8 semanas não for visível um efeito adicional relevante com Valsartan +

Hidroclorotiazida 320 mg/25 mg, deve considerar-se terapêutica adicional ou alternativa

com outro medicamento (ver secção 5.1).

Modo de administração

Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram pode ser tomado com ou sem alimentos e deve ser

administrado com água.

Populações especiais

Disfunção renal

Não é necessário proceder a um ajuste posológico em doentes com disfunção renal ligeira

moderada

(depuração

creatinina

ml/min).

Devido

componente

hidroclorotiazida, Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram é contra-indicado em doentes

com insuficiência renal grave (ver secções 4.3, 4.4 e 5.2).

Disfunção hepática

Em doentes com disfunção hepática ligeira a moderada sem colestase a dose de valsartan

não deverá exceder os 80 mg (ver secção 4.4). Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram é

contra-indicado em doentes com disfunção hepática grave (ver secções 4.3, 4.4 e 5.2).

Idosos

Não é necessário ajustamento da dose em doentes idosos.

Doentes pediátricos

Valsartan

Hidroclorotiazida

Ocram

não

recomendado

crianças

idades

inferiores a 18 anos, devido à falta de informação de segurança e eficácia.

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade ao

− valsartan, à hidroclorotiazida, a outros medicamentos derivados

das sulfonamidas ou a qualquer dos excipientes.

Segundo e terceiro trimestre de

− gravidez (secção 4.4 e 4.6).

Disfunção hepática grave,

− cirrose biliar e colestase.

Disfunção renal grave

− (depuração da creatinina <30 ml/min), anúria.

Hipocaliemia refractária,

− hiponatremia, hipercalcemia e hiperuricemia sintomática.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

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INFARMED

Alterações dos electrólitos séricos

Valsartan

Não é recomendada a utilização concomitante com suplementos de potássio, diuréticos

poupadores de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros fármacos que

possam aumentar os níveis de potássio (heparina, etc.). A monitorização de potássio deve

ser realizada apropriadamente.

Hidroclorotiazida

referida

hipocaliemia

tratamento

diuréticos

tiazídicos,

incluindo

hidroclorotiazida. Recomenda-se a monitorização frequente do potássio sérico.

O tratamento com diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, tem sido associado

a hiponatremia e alcalose hipoclorémica. As tiazidas, incluindo a hidroclorotiazida,

aumentam a excreção urinária de

magnésio, podendo provocar hipomagnesemia.

excreção do cálcio sofre uma redução por acção dos diuréticos tiazídicos. Este efeito

pode provocar hipercalcemia.

Tal como para qualquer doente a receber terapêutica com diuréticos, deve ser efectuada a

determinação periódica dos electrólitos séricos em intervalos apropriados.

Doentes com depleção de sódio e/ou do volume

Os doentes tratados com diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, devem ser

monitorizados para despiste de sinais clínicos de desequilíbrio hídrico ou de electrólitos.

Nos doentes com depleção grave de sódio e/ou do volume, nomeadamente nos doentes

tratados com doses elevadas de diuréticos, pode ocorrer hipotensão sintomática em casos

raros após o início da terapêutica com Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram. A depleção

de sódio e/ou do volume deve ser corrigida antes de iniciar o tratamento com Valsartan +

Hidroclorotiazida Ocram.

Doentes com insuficiência cardíaca crónica grave ou outras situações com estimulação do

sistema renina-angiotensina-aldosterona

doentes

cuja

função

renal

possa

depender

actividade

sistema

renina-

angiotensina-aldosterona (por ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave), o

tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina tem sido associado a

oligúria e/ou azotemia progressiva e, em casos raros, a insuficiência renal. A utilização de

Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram em doentes com disfunção cardíaca crónica grave

não foi estabelecida.

Não é, consequentemente, possível excluir que a inibição do sistema renina-angiotensina-

aldosterona ou a utilização de Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram possa encontrar-se

associada a défice da função renal. Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram não deve ser

usado nestes doentes.

Estenose da artéria renal

Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram não deve ser usado no tratamento da hipertensão

em doentes com estenose arterial renal unilateral ou bilateral, ou estenose arterial de rim

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28-12-2009

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solitário, uma vez que a ureia no sangue e a creatinina sérica pode aumentar nestes

doentes.

Hiperaldosteronismo primário

Doentes com hiperaldosteronismo primário não devem ser tratados com Valsartan +

Hidroclorotiazida Ocram dado que o seu sistema renina-angiotensina não está activado.

Estenose aórtica e da válvula mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Tal como com todos os outros vasodilatadores, está indicado um cuidado especial nos

doentes que sofram de estenose aórtica ou mitral ou de cardiomiopatia hipertrófica

obstrutiva (HOCM).

Disfunção renal

Não é necessário proceder a ajuste posológico nos doentes com disfunção renal com

depuração de creatinina

30 ml/min (ver secção 4.2). Recomenda-se a monitorização

periódica do potássio sérico, dos níveis de creatinina e de ácido úrico quando Valsartan +

Hidroclorotiazida Ocram é usado em doentes com disfunção renal.

Transplante renal

Não há experiência sobre o uso seguro de Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram em

doentes com transplante renal recente.

Disfunção hepática

Em doentes com disfunção hepática ligeira a moderada sem colestase, Valsartan +

Hidroclorotiazida Ocram deve ser usado com precaução (ver secção 4.2 e 5.2).

Lúpus eritematoso sistémico

Tem sido descrito que os diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, exacerbam

ou activam o lúpus eritematoso sistémico.

Outras alterações metabólicas

Os diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, podem alterar a tolerância à

glucose e aumentar os níveis séricos de colesterol, triglicéridos e ácido úrico. Em doentes

diabéticos pode ser necessário ajuste posológico de insulina ou agentes antidiabéticos

orais.

As tiazidas podem reduzir a excreção urinária de cálcio e provocar um aumento ligeiro e

intermitente do cálcio sérico na ausência de distúrbios conhecidos no metabolismo do

cálcio. Uma marcada hipercalcemia pode ser sintoma de hiperparatiroidismo subjacente.

A terapêutica com tiazidas deve ser interrompida antes de se efectuarem testes à função

paratiroideia.

Fotossensibilidade

Foram notificados casos de reacção de fotossensibilidade com diuréticos tiazídicos (ver

secção

4.8).

ocorrerem

reacções

fotossensibilidade

durante

terapêutica

recomenda-se

interrupção

do tratamento.

considerado

essencial

retomar

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

administração de um diurético recomenda-se proteger as áreas expostas ao sol ou a

utilização de UVA artificiais.

Gravidez

A terapêutica com Antagonistas dos Receptores da Angiotensina II (ARAIIs) não deve

ser iniciada durante a gravidez. A menos que a continuação da terapêutica com ARAII

seja

considerada

essencial,

doentes

planeiam

engravidar

devem

mudar

para

terapêuticas

anti-hipertensoras

alternativas

tenham

perfil

segurança

estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é diagnosticada a

terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida, e, se apropriado, deve ser

iniciada terapêutica alternativa (ver secção 4.3 e 4.6).

Gerais

Deve

ter-se

cuidado

doentes

tenham

demonstrado

anteriormente

hipersensibilidade a outros agentes antagonistas dos receptores da angiotensina II. As

reacções de hipersensibilidade à hidroclorotiazida são mais prováveis em doentes com

alergia e asma.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Interacções relacionadas tanto com valsartan como com hidroclorotiazida

Utilização concomitante não recomendada

Lítio

Foram relatados aumentos reversíveis das concentrações séricas do lítio e da toxicidade

durante o uso concomitante de inibidores da ECA e tiazidas, incluindo hidroclorotiazida.

Devido à falta de experiência com a utilização concomitante de valsartan e lítio, esta

associação não é recomendada.

Caso esta associação seja necessária, recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis

séricos de lítio.

Utilização concomitante com precaução

Outros fármacos anti-hipertensores

Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram pode aumentar os efeitos de outros fármacos com

propriedades anti-hipertensivas (por exemplo, IECA, bloqueadores beta, bloqueadores

dos canais do cálcio).

Aminas pressoras (ex. noradrenalina, adrenalina)

Possível redução de resposta às aminas pressoras mas não o suficiente para impedir a sua

utilização.

Medicamentos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), incluindo inibidores selectivos

da COX-2, ácido acetilsalicílico >3 g/dia), e AINEs não selectivos

AINEs

podem

atenuar

efeito

anti-hipertensivo

tanto

antagonistas

angiotensina

como

hidroclorotiazida

quando

administrados

simultaneamente.

Adicionalmente, a utilização concomitante de Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram e

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

AINEs pode levar a um aumento da degradação da função renal e a um aumento no

potássio sérico. Assim, recomenda-se a monitorização da função renal no início do

tratamento, bem como a hidratação adequada do doente.

Interacções relacionadas com valsartan

Utilização concomitante não recomendada

Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal contendo

potássio e outras substâncias podem aumentar os níveis de potássio

Se se considerar necessário utilizar um medicamento que afecta os níveis de potássio em

associação com valsartan, aconselha-se a monitorização dos níveis de potássio.

Sem interacções

estudos

interacções

medicamentosas

valsartan,

não

foram

observadas

quaisquer interacções clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um dos

fármacos seguintes: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina,

hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida. Digoxina e indometacina podem interagir

componente

hidroclorotiazida

Valsartan

Hidroclorotiazida

Ocram

(ver

interacções relacionadas com hidroclorotiazida).

Interacções relacionadas com hidroclorotiazida

Utilização concomitante com precaução

Medicamentos associados a perda de potássio e hipocaliemia (ex. diuréticos caliuréticos,

corticosteróides,

laxantes,

ACTH,

anfotericina,

carbenoxolona,

penicilina

ácido

salicílico

derivados)

estes

medicamentos

forem

prescritos

juntamente

associação

hidroclorotiazida-valsartan

aconselhável

monitorização

níveis

plasmáticos

potássio.

Estes

medicamentos

podem

potenciar

efeito

hidroclorotiazida sobre o potássio sérico (ver secção 4.4).

Medicamentos que podem induzir “Torsades de pointes”

- Antiarrítmicos classe Ia (ex. quinidina, hidroquinidina, disopiramida).

- Antiarrítmicos classe III (e.g. amiodarona, sotalol, dofetilida, ibutilida).

Alguns

antipsicóticos:

(ex.

tioridazina,

cloropromazina,

levomepromazina,

trifluoperazina,

ciamemazina,

sulpirida,

sultoprida,

amissulprida,

tiaprida,

pimozida,

haloperidol, droperidol).

- Outros: (ex. bepridil, cisaprida, difemanila, eritromicina i.v., halofantrina, ketanserina,

mizolastina, pentamidina, esparfloxacina, terfenadina, vincamina i.v.).

Devido

risco

hipocaliemia,

hidroclorotiazida

deve

administrada

precaução quando associada a medicamentos indutores de “torsades de pointes”.

Glicosidos digitálicos

Podem ocorrer, como efeitos adversos, hipocaliemia ou hipomagnesemia induzidas pelas

tiazidas, favorecendo o aparecimento de arritmias cardíacas induzidas pelos digitálicos.

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

Sais de cálcio e vitamina D

A administração de diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, com vitamina D

ou com sais de cálcio pode potenciar o aumento do cálcio sérico.

Fármacos antidiabéticos (fármacos orais e insulina)

A terapêutica com uma tiazida pode influenciar a tolerância à glicose. Pode ser necessário

ajuste posológico do medicamento antidiabético.

A metformina deve ser utilizada com precaução devido ao risco de acidose láctica

induzida por possível insuficiência renal funcional relacionada com a hidroclorotiazida.

Bloqueadores beta e diazóxido

concomitante

diuréticos

tiazídicos,

incluindo

hidroclorotiazida,

bloqueadores beta, pode aumentar o risco de hiperglicemia. Os diuréticos tiazídicos,

incluindo a hidroclorotiazida, podem aumentar o efeito hiperglicémico do diazóxido.

Medicamentos usados no tratamento da gota (probenecide, sulfinpirazona e alopurinol)

Pode ser necessário o ajuste posológico das medicações uricosúricas uma vez que a

hidroclorotiazida pode elevar o nível de ácido úrico sérico. Pode ser necessário o

aumento

posologia

probenecide

sulfinpirazona.

administração

concomitante de diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, pode aumentar a

incidência de reacções de hipersensibilidade ao alopurinol.

Fármacos anticolinérgicos (ex. atropina, biperideno)

A biodisponibilidade dos diuréticos de tipo tiazídico pode ser aumentada por fármacos

anticolinérgicos, aparentemente devido a uma redução da motilidade gastrointestinal e da

taxa de esvaziamento gástrico.

Amantadina

As tiazidas, incluindo a hidroclorotiazida, podem aumentar o risco de efeitos adversos

causados pela amantadina.

Resinas de colestiramina e colestipol

A absorção dos diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, é alterada na presença

de resinas permutadoras de aniões.

Fármacos citotóxicos (ex. ciclofosfamida, metotrexato)

As tiazidas, incluindo a hidroclorotiazida, podem reduzir a excreção renal de fármacos

citotóxicos e potenciar os seus efeitos mielossupressores.

Relaxantes musculares esqueléticos não-despolarizantes (ex. tubocurarina)

As tiazidas, incluindo a hidroclorotiazida, potenciam a acção dos derivados do curare.

Ciclosporina

O tratamento concomitante com ciclosporina pode aumentar o risco de hiperuricemia e de

complicações tipo gota.

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

Álcool, anestésicos e sedativos

Pode ocorrer potenciação da hipotensão ortostática.

Metildopa

Foram notificados casos pontuais de anemia hemolítica em doentes que receberam

tratamento concomitante de metildopa e hidroclorotiazida.

Carbamazepina

Pode ocorrer hiponatremia em doentes a receber hidroclorotiazida concomitantemente

carbamazepina.

Consequentemente,

estes

doentes

devem

avisados

possibilidade de reacções hiponatrémicas, e devem ser adequadamente monitorizados.

Meios iodados de contraste

Em caso de desidratação induzida por diuréticos, existe risco acrescido de insuficiência

renal aguda especialmente com doses altas do produto iodado. Os doentes devem ser

rehidratados antes da administração.

4.6 Gravidez e aleitamento

Gravidez

Valsartan

utilização

Antagonistas

Receptores

Angiotensina

(ARAIIs)

não

recomendada durante o primeiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4). A utilização de

ARAIIs é contra-indicada durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secção

4.3 e 4.4.)

dados

epidemiológicos

relativos

risco

teratogenicidade

após

exposição

inibidores da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez não têm sido conclusivos; no

entanto, não pode ser excluído um ligeiro aumento do risco. Embora não existam dados

epidemiológicos

controlados

sobre

risco

Antagonistas

Receptores

Angiotensina (ARAIIs), podem existir riscos semelhantes nesta classe de medicamentos.

A menos que a continuação da terapêutica com ARAII seja considerada essencial,

doentes

planeiam

engravidar

devem

mudar

para

terapêuticas

anti-hipertensoras

alternativas que tenham um perfil de segurança estabelecido para utilização durante a

gravidez.

Quando

gravidez

diagnosticada

terapêutica

ARAIIs

deve

imediatamente interrompida, e, se apropriado, deve ser iniciada terapêutica alternativa.

Sabe-se

exposição

terapêutica

ARAIIs

durante

segundo

terceiro

trimestres induz fetotoxicidade (função renal reduzida, oligoâmnios, atraso na ossificação

do crânio) e toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia) no ser

humano (ver também secção 5.3).

tiver

existido

exposição

ARAIIs

após

segundo

trimestre

gravidez,

recomendável uma avaliação da função renal e do crânio através de ultra-sons.

Os bebés cujas mães tomaram ARAIIs devem ser cuidadosamente monitorizados quanto

à hipotensão (ver também secção 4.3. e 4.4).

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

Hidroclorotiazida

A experiência decorrente da administração da hidroclorotiazida durante a gravidez,

particularmente durante o primeiro trimestre, é limitada. Os estudos em animais são

insuficientes.

hidroclorotiazida

atravessa

barreira

placentária.

base

mecanismo de acção farmacológico da hidroclorotiazida, a sua administração durante o

segundo e o terceiro trimestres pode comprometer a perfusão fetoplacentária e pode

causar efeitos fetais e neonatais tais como icterícia, distúrbios no equilíbrio electrolítico e

trombocitopenia.

Aleitamento

Não

existe

informação

relativa

utilização

valsartan

durante

amamentação.

Hidroclorotiazida é excretada no leite humano. Assim, não se recomenda o uso de

Valsartan

Hidroclorotiazida

Ocram

durante

aleitamento.

Dá-se

preferência

tratamentos

alternativos

perfis

segurança

melhor

estabelecidos

durante

aleitamento, especialmente durante a amamentação de um recém-nascido ou de um bebé

prematuro.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não

foram

estudados

efeitos

Valsartan

Hidroclorotiazida

Ocram

sobre

capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Durante

condução

veículos

utilização

máquinas,

deverá

ter-se

consideração a possibilidade de ocorrência de tonturas ou cansaço.

4.8 Efeitos indesejáveis

As reacções adversas notificadas nos estudos clínicos e nos resultados laboratoriais que

ocorrem mais frequentemente com valsartan mais hidroclorotiazida do que com placebo e

provenientes de notificações individuais pós-comercialização são apresentadas abaixo de

acordo com as classes de sistemas de órgãos. Reacções adversas que se sabe ocorrerem

com cada componente administrado individualmente, mas que não foram observadas nos

estudos clínicos, podem ocorrer durante o tratamento com valsartan/ hidroclorotiazida.

As reacções adversas são apresentadas por frequência,, primeiro a mais frequentes,

utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (

1/10); frequentes (

1/100 a <

1/10); pouco frequentes (

1/1.000 a < 1/100); raros (

1/10.000 a < 1/1.000); muito raros

(< 1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis). Os

efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada

classe de frequência.

Frequência de reacções adversas com valsartan/hidroclorotiazida

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes: Desidratação.

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

Doenças do sistema nervoso

Muito raros: Tonturas.

Pouco frequentes: Parestesia.

Desconhecido: Síncope.

Afecções oculares

Pouco frequentes: Alterações da visão.

Afecções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes: Acufenos.

Vasculopatias

Pouco frequentes: Hipotensão.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes: Tosse.

Desconhecido: Edema pulmonar não cardiogénico.

Doenças gastrointestinais

Muito raros: Diarreia.

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Pouco frequentes: Mialgia.

Muito raros: Artralgia.

Doenças renais e urinárias

Desconhecido: Deterioração da função renal.

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes: Fadiga.

Exames complementares de diagnóstico

Desconhecido: Aumento do ácido úrico sérico, aumento da bilirrubina e creatinina,

hipocaliemia, hiponatremia, aumento da ureia plasmática, neutropenia.

Informação adicional sobre os componentes individuais

Os efeitos indesejáveis anteriormente descritos com um dos componentes individuais

podem ser potenciais efeitos indesejáveis com Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram

mesmo se não observados nos estudos clínicos com este medicamento ou no período após

comercialização.

Frequência de reacções adversas com valsartan

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecido: Redução da hemoglobina, redução no hematócrito, trombocitopenia.

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

Doenças do sistema imunitário

Desconhecido: Outras reacções de hipersensibilidade/alérgicas, incluindo doença do soro.

Doenças do metabolismo e da nutrição

Desconhecido: Aumento do potássio sérico.

Afecções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes: Vertigens.

Vasculopatias

Desconhecido: Vasculite.

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes: Dor abdominal.

Afecções hepatobiliares

Desconhecido: Aumento dos valores da função hepática.

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas

Desconhecido: Angioedema, erupção cutânea, prurido.

Doenças renais e urinárias

Desconhecido: Insuficiência renal.

Frequência de reacções adversas com hidroclorotiazida

A hidroclorotiazida é prescrita há muitos anos, frequentemente em doses mais elevadas

do que as administradas em Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram. As reacções adversas

seguintes

foram

notificadas

doentes

tratados

monoterapia

diuréticos

tiazídicos incluindo a hidroclorotiazida:

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raros: Trombocitopenia por vezes com púrpura.

Muito raros: Agranulocitose, leucopenia, anemia hemolítica, depressão da medula óssea

Doenças do sistema imunitário

Muito raros: Reacções de hipersensibilidade.

Doenças do foro psiquiátrico

Raros: Depressão, perturbações do sono.

Doenças do sistema nervoso

Raros: Cefaleias.

Cardiopatias

Raros: Arritmias cardíacas.

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

Vasculopatias

Frequentes: Hipotensão ortostática.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Muito raros: Dificuldades respiratórias incluindo pneumonite e edema pulmonar.

Doenças gastrointestinais

Frequentes: Perda de apetite, náuseas ligeiras e vómitos.

Raros: Obstipação, desconforto gastrointestinal.

Muito raros: Pancreatite.

Afecções hepatobiliares

Raros: Colestase intra-hepática ou icterícia.

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas

Frequentes: Urticária e outras formas de erupção cutânea.

Raros: Fotossensibilização.

Muito raros: Vasculite necrotizante, necrólise epidérmica tóxica, reacções do tipo lúpus

eritematoso cutâneo, reactivação do lúpus eritematoso cutâneo.

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Frequentes: Impotência.

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Uma sobredosagem com valsartan pode resultar em hipotensão acentuada, que poderá

levar

nível

deprimido

consciência,

colapso

circulatório

e/ou

choque.

Adicionalmente, poderão ocorrer os seguintes sinais e sintomas devido a sobredosagem

com o componente hidroclorotiazida:

náuseas, sonolência, hipovolemia e alterações

electrolíticas associadas a arritmias cardíacas e espasmos musculares.

Tratamento

medidas

terapêuticas

dependem

tempo

ingestão,

assim

como

tipo

gravidade dos sintomas, sendo de primordial importância a estabilização das condições

circulatórias. Se ocorrer hipotensão o doente deve ser colocado em decúbito devendo

proceder-se rapidamente à suplementação de sal e do volume.

Valsartan não pode ser eliminado por hemodiálise, devido à sua forte ligação às proteínas

plasmáticas; em contrapartida, é possível depurar a hidroclorotiazida através de diálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: associações de antagonistas da angiotensina II com diuréticos,

valsartan e hidroclorotiazida; código ATC: C09D A03.

Valsartan/hidroclorotiazida

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com activo em doentes não

controlados adequadamente com

hidroclorotiazida 12,5 mg, observaram-se reduções

significativamente

maiores

sistólica/diastólica

média

associação

valsartan/hidroclorotiazida

80/12,5

(14,9/11,3

mmHg)

comparativamente

hidroclorotiazida 12,5 mg (5,2/2,9 mmHg) e hidroclorotiazida 25 mg (6,8/5,7 mmHg).

Além

disso,

percentagem

significativamente

maior

doentes

respondeu

diastólica <90 mmHg ou redução

10 mmHg) a valsartan/ hidroclorotiazida 80/12,5 mg

(60%) comparativamente com hidroclorotiazida 12,5 mg (25%) e hidroclorotiazida 25

mg (27%).

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com activo em doentes não

controlados

adequadamente

valsartan

observaram-se

reduções

significativamente

maiores

sistólica/diastólica

média

associação

valsartan/ hidroclorotiazida 80/12,5 mg (9,8/8,2 mmHg) comparativamente com valsartan

(3,9/5,1

mmHg)

valsartan

(6,5/6,2

mmHg).

Além

disso,

percentagem significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica <90 mmHg

redução

mmHg)

valsartan/

hidroclorotiazida

80/12,5

(51%)

comparativamente com valsartan 80 mg (36%) e valsartan 160 mg (37%).

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com placebo, com desenho

factorial comparando associações de várias doses de valsartan/ hidroclorotiazida com os

componentes respectivos , observaram-se reduções significativamente maiores da PA

sistólica/diastólica média com a associação de valsartan/hidroclorotiazida 80/12,5 mg

(16,5/11,8

mmHg)

comparativamente

placebo

(1,9/4,1

mmHg)

hidroclorotiazida 12,5 mg (7,3/7,2 mmHg) e valsartan 80 mg (8,8/8,6 mmHg). Além

disso, uma percentagem significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica

<90 mmHg ou redução

10 mmHg) a valsartan/ hidroclorotiazida 80/12,5 mg (64%)

comparativamente com placebo (29%) e hidroclorotiazida (41%).

Registaram-se reduções no potássio sérico dependentes da dose em ensaios clínicos

controlados com valsartan + hidroclorotiazida. A redução no potássio sérico observou-se

mais frequentemente em doentes que receberam 25 mg de hidroclorotiazida do que nos

que receberam 12,5

mg de

hidroclorotiazida. Em ensaios clínicos controlados com

valsartan/ hidroclorotiazida o efeito da hidroclorotiazida na descida do potássio sérico foi

atenuado pelo efeito poupador de potássio do valsartan.

Os efeitos benéficos do valsartan em associação com a hidroclorotiazida na mortalidade e

morbilidade cardiovasculares são desconhecidos actualmente.

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

Estudos epidemiológicos mostraram que o tratamento prolongado com hidroclorotiazida

reduz o risco de mortalidade e morbilidade cardiovascular.

Valsartan

Valsartan é um antagonista dos receptores da angiotensina II (Ang II) oralmente activo,

potente e específico. Actua de forma selectiva no subtipo de receptores AT1, responsável

pelas acções conhecidas da angiotensina II. O aumento dos níveis plasmáticos de Ang II

após o bloqueio do receptor AT1 com valsartan pode estimular o receptor AT2 não

bloqueado,

parece

contrabalançar

efeito

receptor

AT1.

valsartan

não

apresenta qualquer actividade agonista parcial no receptor AT1 e apresenta uma afinidade

muito maior para o receptor AT1 (cerca de 20 000 vezes superior) que para o receptor

AT2. O valsartan não se liga a, nem bloqueia, outros receptores hormonais ou canais

iónicos reconhecidamente importantes na regulação cardiovascular.

Valsartan não inibe a ECA (também conhecida como cininase II) que converte a Ang I

em Ang II e degrada a bradiquinina. Dado não haver qualquer efeito sobre a ECA e não

haver

potenciação

bradiquinina

substância

pouco

provável

antagonistas da angiotensina II sejam associados a tosse. Em ensaios clínicos onde o

valsartan foi comparado com um inibidor da ECA, a incidência da tosse seca foi

significativamente

menos (P<0,05) nos doentes tratados com

valsartan do que

doentes tratados com um inibidor de ECA (2,6% versus 7,9% respectivamente). Num

estudo clínico realizado em doentes com história de tosse seca durante o tratamento com

inibidor da ECA, ocorreu tosse em 19,5% dos indivíduos tratados com valsartan e em

19,0%

tratados

diurético

tiazídico,

comparativamente

68,5%

indivíduos tratados com um inibidor da ECA (P <0,05).

A administração de valsartan a doentes com resultados de hipertensão provoca uma

redução da pressão arterial sem afectar a frequência cardíaca. Na maioria dos doentes,

após a administração de uma dose oral única, o início da actividade anti-hipertensiva

ocorre no intervalo de 2 horas, atingindo-se a redução máxima da pressão arterial no

intervalo de 4-6 horas. O efeito anti-hipertensivo persiste ao longo de 24 horas após a

dosagem. Durante a administração reiterada, a redução máxima da pressão arterial com

qualquer das doses é, geralmente, obtida em 2–4 semanas, sendo mantida durante o

tratamento prolongado. Quando em associação com hidroclorotiazida obtém-se uma

redução adicional significativa na pressão arterial

A retirada abrupta de valsartan não foi associada a hipertensão rebound ou a outros

efeitos adversos clínicos.

Em doentes hipertensos com diabetes tipo 2 e microalbuminúria, o valsartan mostrou

diminuir a excreção urinária de albumina. O estudo MARVAL (Micro Albuminuria

Reduction with Valsartan) avaliou a redução na excreção urinária de albumina (UAE)

com valsartan (80-160 mg/uma vez por dia) versus amlodipina (5-10 mg/uma vez por

dia), em 332 doentes com diabetes tipo 2 (idade média: 58 anos; 265 homens) com

microalbuminúria

(valsartan:

g/min;

amlodipina:

55,4

g/min),

pressão

arterial

normal ou alta e com função renal conservada (creatinina plasmática <120

mol/l). Às 24

semanas, a UAE baixou (p<0,001) em 42% (-24,2

g/mín; 95% CI: –40,4 a –19,1) com

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

valsartan e cerca de 3% (–1,7

g/mín; 95% CI: –5,6 a 14,9) com amlodipina apesar de

taxas semelhantes de redução da pressão arterial em ambos os grupos.

O estudo Diovan Reduction of Proteinuria (DROP) analisou mais aprofundadamente a

eficácia de valsartan na redução de UAE em 391 doentes hipertensos (PA=150/88

mmHg) com diabetes tipo 2, albuminúria (média=102

g/mín; 20-700

g/mín) e função

renal conservada (creatinina sérica média = 80

mol/l). Os doentes foram aleatorizados

para uma de 3 doses de valsartan (160, 320 e 640 mg/por dia) e tratados durante 30

semanas. A finalidade do estudo foi determinar a dose óptima de valsartan para reduzir a

UAE em doentes hipertensos com diabetes tipo 2. Às 30 semanas, a alteração percentual

na UAE foi significativamente reduzida em 36% a partir da linha basal com valsartan 160

mg (95%CI: 22 a 47%), e 44% com valsartan 320 mg (95%CI: 31 a 54%). Concluiu-se

que 160-320 mg de valsartan produziu reduções clinicamente significativas na UAE em

doentes hipertensos com diabetes tipo 2.

Hidroclorotiazida

O local de acção dos diuréticos tiazídicos reside, principalmente, no túbulo contornado

distal renal.

Foi demonstrado que existe um receptor de elevada afinidade no córtex renal, como local

de ligação principal para a acção diurética da tiazida e inibição do transporte de NaCl no

túbulo contornado distal. O mecanismo de acção das tiazidas processa-se por inibição do

co-transporte de Na+Cl-, talvez competindo para o local de ligação do Cl-, afectando

assim os

mecanismos de reabsorção dos electrólitos: directamente por aumento da

excreção

sódio

cloretos

numa

quantidade

aproximadamente

idêntica

indirectamente,

pela

redução

volume

plasmático

esta

acção

diurética,

aumentos consequentes da actividade da renina plasmática, secreção de aldosterona e

perda urinária de potássio, e uma diminuição do potássio sérico. A ligação renina-

aldosterona é mediada pela angiotensina II, pelo que com administração concomitante de

valsartan, a redução do potássio sérico é menos acentuada, conforme constatado com

hidroclorotiazida em monoterapia.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Valsartan/hidroclorotiazida

disponibilidade

sistémica

hidroclorotiazida

sofre

redução

cerca

30%,quando co-administrada com valsartan. A cinética de valsartan não é afectada, de

modo acentuado, pela co-administração de hidroclorotiazida. Esta interacção observada

não tem impacto no uso combinado de valsartan e hidroclorotiazida, uma vez que os

estudos clínicos demonstraram um efeito anti-hipertensivo evidente, superior ao obtido

com qualquer dos fármacos administrados em monoterapia, ou com o placebo.

Valsartan

Absorção

Após

administração

oral

valsartan

isoladamente,

pico

concentrações

plasmáticas de valsartan é atingido em 2–4 horas. A biodisponibilidade média absoluta é

de 23%. A alimentação diminui a exposição (conforme medida pela AUC) ao valsartan

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em cerca de 40% e a concentração plasmática máxima (Cmáx) em cerca de 50%, embora

a partir das 8 h, as concentrações plasmáticas de valsartan pós administração sejam

semelhantes para os grupos alimentados e em jejum. Esta redução na AUC não é,

contudo, acompanhada por uma redução clinicamente significativa no efeito terapêutico e

o valsartan pode, por conseguinte, ser administrado com ou sem ingestão de alimentos.

Distribuição

volume

distribuição

valsartan

estado

estacionário

após

administração

intravenosa é de cerca de 17 litros indicando que o valsartan não se distribui nos tecidos

de forma extensa. O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às proteínas séricas

(94-97%), principalmente à albumina sérica.

Biotransformação

O valsartan não é extensamente biotransformado na medida em que apenas cerca de 20%

da dose é recuperada como metabolitos. Foi identificado um hidroximetabolito no plasma

em baixas concentrações (menos do que 10% da AUC de valsartan). Este metabolito é

farmacologicamente inactivo.

Excreção

O valsartan apresenta uma cinética de degradação multiexponencial (t½

<1 h e t½ß

cerca de 9 h). O valsartan é eliminado principalmente nas fezes (cerca de 83% da dose) e

na urina (cerca de 13% da dose), principalmente sob a forma de composto inalterado.

Após administração intravenosa, a depuração de valsartan no plasma é de cerca de 2 l/h e

a sua depuração renal é de 0,62 l/h (cerca de 30% da depuração total). A semi-vida de

valsartan é de 6 horas.

Hidroclorotiazida

Absorção

A absorção de hidroclorotiazida, após a administração de uma dose oral, é rápida (tmax

de aproximadamente 2 horas), com características de absorção semelhantes tanto para as

formulações de suspensão como para as de comprimidos. A biodisponibilidade absoluta

de hidroclorotiazida é de 60-80% após a administração oral.

A administração concomitante com alimentos tem revelado aumentar e, simultaneamente,

diminuir a disponibilidade sistémica de hidroclorotiazida, quando comparada com a

administração em jejum. A magnitude destes efeitos é reduzida e de pequena relevância

clínica.

aumento

média

linear

proporcional

dose

intervalos

terapêuticos. Não se observam quaisquer alterações na cinética de hidroclorotiazida com

a administração reiterada, registando-se uma acumulação mínima com a administração

única diária.

Distribuição

As cinéticas de distribuição e de eliminação têm sido geralmente descritas por uma

função de degradação bi-exponencial. O volume de distribuição aparente é 4-8 l/kg. A

hidroclorotiazida em circulação está ligada a proteínas séricas (40-70%), principalmente

APROVADO EM

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albumina

sérica.

hidroclorotiazida

também

acumula

eritrócitos,

aproximadamente em 1,8 vezes o nível plasmático.

Excreção

Relativamente à hidroclorotiazida, >95% da dose absorvida é excretada na urina sob a

forma de composto inalterado. A depuração renal é composta por filtração passiva e

secreção activa para o túbulo renal. A semi-vida terminal é de 6-15 h.

Populações especiais

Idosos

Nalguns

indivíduos

idosos

observada

exposição

sistémica

valsartan

ligeiramente mais elevada do que nos indivíduos jovens; esta diferença não foi, contudo,

considerada clinicamente significativa.

Dados limitados sugerem que a depuração sistémica da hidroclorotiazida sofre uma

redução tanto nos idosos saudáveis como nos idosos hipertensos, quando comparados

com voluntários saudáveis jovens.

Disfunção renal

Na dose recomendada de Valsartan + Hidroclorotiazida Ocram não é necessário proceder

a ajuste posológico em doentes com uma depuração de creatinina de 30–70 ml/min.

Nos doentes com disfunção renal grave (depuração de creatinina <30 ml/min) e nos

doentes submetidos a diálise , não existem disponíveis dados relativos a Valsartan +

Hidroclorotiazida

Ocram.

valsartan

apresenta

forte

ligação

proteínas

plasmáticas, não sendo possível proceder à sua remoção por diálise, enquanto que a

depuração da hidroclorotiazida será atingida por diálise.

A depuração renal de hidroclorotiazida é composta por filtração passiva e secreção activa

túbulo

renal.

Conforme

seria

esperar

composto

depurado

quase

exclusivamente por via renal, a função renal exerce um efeito marcado sobre a cinética da

hidroclorotiazida (ver secção 4.3).

Disfunção hepática

Num estudo farmacocinético realizado em doentes com disfunção hepática ligeira (n=6) a

moderada (n=5), a exposição a valsartan sofreu um aumento de aproximadamente 2-

vezes quando comparada com voluntários saudáveis.

Não existem dados disponíveis sobre o uso de valsartan em doentes com disfunção

hepática grave (ver secção 4.3). A doença hepática não afecta significativamente a

farmacocinética da hidroclorotiazida.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

A toxicidade potencial da associação valsartan - hidroclorotiazida após a administração

oral foi investigada no rato e saguim, em estudos com uma duração máxima de seis

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28-12-2009

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meses. Não se obtiveram quaisquer dados passíveis de excluir o uso de doses terapêuticas

no homem.

As alterações produzidas pela associação nos estudos de toxicidade crónica deverão ter

sido causadas pelo componente valsartan. O rim constitui o órgão alvo da toxicologia,

sendo a reacção mais acentuada no saguim do que no rato. A associação produziu lesões

renais (nefropatia com basofilia tubular, aumentos da ureia plasmática, da creatinina

plasmática e do potássio sérico, aumentos do volume urinário e dos electrólitos urinários

a partir de 30 mg/kg/dia de valsartan + 9 mg/kg/dia de hidroclorotiazida no rato e 10 + 3

mg/kg/dia no saguim), provavelmente devido a alteração da hemodinâmica renal. No

rato, estas doses correspondem respectivamente a 0,9 e 3,5 vezes

a dose

máxima

recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de

mg/m2. No saguim estas doses representam respectivamente 0,3 e 1,2 vezes a dose

máxima recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base

mg/m2.

cálculos

assumem

dose

oral

mg/dia

valsartan

associação com 25 mg/dia de hidroclorotiazida e um doente de 60 kg.)

Doses altas da associação valsartan - hidroclorotiazida provocaram descida nos índices de

glóbulos vermelhos (número de glóbulos vermelhos, hemoglobina, hematócrito, de 100 +

31 mg/kg/dia em ratos e 30 + 9 mg/kg/dia em saguins). No rato estas doses representam

respectivamente, 3,0 e 12 vezes a dose máxima recomendada em humanos (MRHD) de

valsartan e hidroclorotiazida numa base de mg/m2. Em saguins, estas doses representam,

respectivamente, 0,9 e 3,5 vezes a dose máxima recomendada em humanos (MRHD) de

valsartan e hidroclorotiazida numa base de mg/m2. (Os cálculos pressupõem uma dose

oral de 320 mg/dia de valsartan em associação com 25 mg/dia de hidroclorotiazida e um

doente de 60 kg).

Em saguins, observou-se lesão da mucosa gástrica (desde 30 + 9 mg/kg/dia). No rim a

associação também provocou hiperplasia das arteríolas aferentes (a 600 + 188 mg/kg/dia

em ratos e desde 30 + 9 mg/kg/dia em saguins). No saguim, as doses representam

respectivamente, 0,9 e 3,5 vezes a dose máxima recomendada em humanos (MRHD) de

valsartan e hidroclorotiazida numa base de mg/m2. No rato, estas doses representam

respectivamente, 18 e 73 vezes a dose máxima recomendada em humanos (MRHD) de

valsartan e hidroclorotiazida numa base de mg/m2. (Os cálculos pressupõem uma dose

oral de 320 mg/dia de valsartan em associação com 25 mg/dia de hidroclorotiazida e um

doente de 60 kg).

Os efeitos acima mencionados parecem dever-se aos efeitos farmacológicos de doses

elevadas de valsartan (bloqueio da inibição, induzida pela angiotensina II, da libertação

de renina, com estimulação das células produtoras de renina) ocorrendo igualmente com

inibidores da ECA. Estes resultados não se revestem, aparentemente, de relevância para o

uso de doses terapêuticas de valsartan em humanos.

A associação valsartan + hidroclorotiazida não foi testada quanto a mutagenicidade,

quebra de cromossomas ou carcinogenicidade, dado não existirem indícios de interacção

entre as duas substâncias. Estes testes foram, contudo, realizados separadamente com

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

valsartan e hidroclorotiazida, não se observando quaisquer sinais de mutagenicidade,

quebra de cromossomas ou carcinogenicidade.

Nos ratos, doses tóxicas a nível materno (600 mg/kg/dia) durante os últimos dias de

gestação e aleitamento levaram a menor sobrevivência, menos aumento de peso e atraso

no desenvolvimento (descolamento do pavilhão da orelha e abertura do canal auricular)

das crias (ver secção 4.6). Estas doses em ratos (600 mg/kg/dia) foram aproximadamente

18 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa base de mg/m2 (os

cálculos pressupõem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente de 60 kg). Efeitos

semelhantes foram observados com valsartan/hidroclorotiazida em ratos e coelhos.

estudos

desenvolvimento

embrio-fetal

(Segmento

valsartan/hidroclorotiazida

ratos

coelhos,

não

observou

evidência

teratogenicidade, no entanto, observou-se fetotoxicidade associada a toxicidade materna.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido:

Celulose microcristalina

Crospovidona

Estearato de magnésio

Revestimento:

Hipromelose

Talco

Macrogol 8000

Dióxido de titânio (E171)

Óxido de ferro vermelho (E172)

Óxido de ferro amarelo (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

APROVADO EM

28-12-2009

INFARMED

Blisters de 10, 14, 28, 56 e 280 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

TECNIMEDE – Sociedade Técnico-Medicinal, S.A.

Rua da Tapada Grande, n.º 2

Abrunheira

2710-089 Sintra

Portugal

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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