Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas 320 mg + 25 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Valsartan + Hidroclorotiazida
Disponível em:
Generis Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
C09DA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valsartan + Hydrochlorothiazide
Dosagem:
320 mg + 25 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Hidroclorotiazida 25 mg - Valsartan 320 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.2 Antagonistas dos receptores da angiotensina; 3.4.1.1 Tiazidas e análogos
Área terapêutica:
valsartan and diuretics
Resumo do produto:
5396759 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10091330 - 50048724
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
PT/H/1880/002
Data de autorização:
2011-06-30

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Folheto Informativo: Informação para o utilizador

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas 320 mg + 12,5 mg comprimidos revestidos

por película

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas 320 mg + 25 mg comprimidos revestidos por

película

Valsartan + hidroclorotiazida

Leia com atenção todoeste folheto antes de tomar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

3. Como tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas e para que é utilizado

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas comprimidos revestidos por película contém

duas

substâncias

ativas

denominadas

valsartan

hidroclorotiazida.

Ambas

substâncias ajudam a controlar a tensão arterial elevada (hipertensão).

Valsartan pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como “antagonistas

dos recetores da angiotensina II” que ajudam a controlar a tensão arterial elevada. A

angiotensina II é uma substância produzida pelo organismo que provoca constrição

dos vasos sanguíneos, induzindo assim um aumento da tensão arterial. Valsartan

atua

bloqueando

efeito

angiotensina

Consequentemente,

vasos

sanguíneos dilatam e a tensão arterial diminui.

Hidroclorotiazida pertence a um grupo de medicamentos denominados diuréticos

tiazídicos (também conhecidos como “comprimidos de água”). Hidroclorotiazida

aumenta o fluxo de urina, o que também reduz a tensão arterial.

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas é utilizado no tratamento da tensão arterial

elevada quando esta não está adequadamente controlada com uma substância em

monoterapia.

A tensão arterial elevada aumenta a sobrecarga do coração e artérias. Se não for

tratada, pode provocar lesões nos vasos sanguíneos do cérebro, coração e rins

podendo dar origem a um acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca ou

insuficiência renal. A tensão arterial elevada aumenta o risco de ataques de coração.

A redução da tensão arterial para valores normais reduz o risco de desenvolvimento

destas patologias.

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2. O que precisa de saber antes de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

Não tome Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

se tem alergia a valsartan, hidroclorotiazida, derivados de sulfonamida, (substâncias

quimicamente relacionadas com hidroclorotiazida), a óleo de soja, óleo de amendoim

ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6)

se estiver grávida de mais de 3 meses. (Também é melhor evitar tomar Valsartan +

Hidroclorotiazida Aurovitas no início da gravidez – Ver secção Gravidez).

se sofrer de doença hepática grave, deterioração das pequenas vias biliares intra-

hepáticas (cirrose biliar) levando ao bloqueio da bílis no fígado (colestase)

se sofrer de doença renal grave.

se for incapaz de urinar.

se estiver a ser tratado com rim artificial

se os níveis de potássio ou sódio forem mais baixos do que o normal, ou se o nível

de cálcio no sangue for superior ao normal apesar de tratamento.

se tiver gota.

se tiver diabetes ou défice de função renal e está a ser tratado com medicamentos

para baixar a pressão arterial que contenham aliscireno.

Se algum destes casos se aplicar a si, não tome este medicamento e consulte o seu

médico.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Valsartan + Hidroclorotiazina

Aurovitas se:

se estiver a tomar medicamentos poupadores de potássio, suplementos de potássio

substitutos

salinos

contenham

potássio

outros

medicamentos

aumentem a quantidade de potássio no sangue, tais como heparina. O seu médico

pode

necessidade

verificar

nível

potássio

sangue

regularidade.

se tiver níveis baixos de potássio no sangue.

se tiver diarreia ou vómitos graves.

se estiver a tomar doses elevadas de comprimidos de água (diuréticos).

se sofrer de doença cardíaca grave.

sofrer

falência

cardíaca

tiver

tido

ataque

cardíaco.

Siga

cuidadosamente as instruções do seu médico acerca da dose inicial. O seu médico

poderá querer verificar a função renal.

se sofrer de estreitamento da artéria renal.

se tiver sido submetido recentemente a transplante renal.

se sofrer de hiperaldosteronismo. Trata-se de uma doença em que as glândulas

suprarrenais produzem a hormona aldosterona em excesso. Se isto se aplicar a si, o

uso de Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas não é recomendado.

se sofrer de doença renal ou hepática.

se a sua face ou língua incharam devido a uma reação alérgica denominada

angioedema, após ter tomado outro medicamento (incluindo inibidores da ECA), fale

médico.

estes

sintomas

ocorrem

tomar

Valsartan

Hidroclorotiazida, pare de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida imediatamente e

nunca mais o tome (ver também secção 4, “Efeitos secundários possíveis”).

se tiver febre, erupção cutânea e dor nas articulações, que possam ser sinais de

lúpus eritematoso sistémico (LES, uma doença autoimune).

se tiver diabetes, gota, níveis elevados de colesterol ou gordura no sangue.

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se tiver tido reações alérgicas com outros fármacos para redução da tensão arterial

desta classe (antagonistas do recetor da angiotensina II) ou se tiver alergia ou

asma.

se sentir diminuição da visão ou dor no olhos. Estes podem ser sintomas do aumento

da pressão no seu olho e podem ocorrer horas ou semanas após tomar Valsartan +

Hidroclorotiazida. Tal pode levar à perda permanente da visão, se não for tratada.

Se, desde cedo, tem alergia à penicilina ou sulfonamida, pode estar em maior risco

de desenvolver perda de visão permanente.

Pode provocar aumento da sensibilidade da pele ao sol.

se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos usados para tratar a pressão

arterial elevada:

- um inibidor ECA (por exemplo, enalapril lisinopril, ramipril), em particular se tiver

problemas de rins relacionados com diabetes.

- aliscireno

O seu médico deve verificar a sua função renal, pressão arterial e a quantidade de

eletrólitos (por exemplo, potássio) no sangue, a intervalos de tempo regulares.

Veja também a informação disponível em “Não tome Valsartan + Hidroclorotiazida

Aurovitas”.

Não se recomenda a utilização de Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas em

crianças e adolescentes (com idade inferior a 18 anos).

Deverá informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida.

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas não é recomendado no início da gravidez e

não pode ser tomado se tiver mais de 3 meses de gravidez, porque pode causar

lesões graves no seu bebé se for utilizado nessa fase (ver secção de gravidez).

Outros medicamentos e Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos.

O efeito do tratamento pode ser influenciado se Valsartan + Hidroclorotiazida

Aurovitas

tomado

juntamente

determinados

medicamentos.

Pode

necessário alterar a dose, tomar outras precauções, ou, nalguns casos, interromper

o tratamento com um dos medicamentos. Esta situação aplica-se especialmente aos

seguintes medicamentos:

lítio, um medicamento utilizado no tratamento de certos tipos de doença psiquiátrica

medicamentos

possam

induzir

“torsades

pointes”

(batimento

cardíaco

irregular) tais como antiarritmícos (medicamentos utilizados no tratamento de

problemas cardíacos) e alguns antipsicóticos

medicamentos ou substâncias que possam aumentar os níveis de potássio no

sangue. Estes incluem os suplementos de potássio ou os substitutos salinos contendo

potássio, medicamentos poupadores de potássio e heparina.

Medicamentos que possam reduzir a quantidade de potássio no sangue, tais como

diuréticos, corticosteroides, alguns laxantes, carbenoxolona, anfotericina e penicilina

alguns antibióticos (grupo da rifamicina), um medicamento utilizado na proteção

contra a rejeição no transplante (ciclosporina) ou um medicamento antiretroviral

utilizado no tratamento da infeção HIV/SIDA (ritonavir). Estes medicamentos podem

aumentar o efeito de Valsartan + Hidroclorotiazida

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medicamentos que possam reduzir a quantidade de sódio no sangue, tais como

antidepressivos, antipsicóticos, antiepiléticos (tal como a carbamazepina)

medicamentos

para

tratamento

gota,

tais

como

alopurinol,

probenicida,

sulfinpirazona,

tratamentos

suplementos

vitamina

cálcio

medicamentos

para

tratamento

diabetes

(medicamentos

orais

como

metformina ou insulinas) outros medicamentos utilizados para baixar a tensão

arterial, tais como bloqueadores beta ou metildopa

medicamentos que estreitem os vasos sanguíneos ou estimulem o coração tais como

noradenalina ou adrenalina

digoxina ou outros glicosídeos digitálicos (medicamentos utilizados no tratamento de

problemas cardíacos)

medicamentos que aumentem os níveis de açúcar no sangue, tais como diazóxido e

bloqueadores beta

medicamentos citotóxicos para tratamento de cancro tais como, metotrexato ou

ciclofosfamida

analgésicos

(medicamentos

para

dores)

tais

como

anti-

inflamatórios

não

esteroides

(AINEs),

incluindo

inibidores

seletivos

ciclooxigenase-2 (inibidor Cox-2), e ácido acetilsalicílico > 3g.

Medicamentos relaxantes musculares tais como tubocurarina

medicamentos anticolinérgicos (medicamentos utilizados no tratamento de uma

variedade de doenças tais como cólicas gastrointestinais, espasmo da bexiga, asma,

enjoos de movimento, espasmo muscular, doença de Parkinson e como auxiliar

anestésico) tais como atropina ou biperideno

amantadina (um medicamento utilizado para tratar a doença de Parkinson e prevenir

a gripe)

colestiramina

colestipol

(medicamentos

utilizados

para tratamento

de níveis

elevados de gorduras no sangue)Álcool, sedativos e anestésicos(medicamentos com

efeito sedativo ou analgésico utilizados, por exemplo, durante cirurgias)

Meios de contraste iodados (agentes utilizados para exames de imagem).

O seu médico poderá necessitar de ajustar a sua dose e/ou tomar outras medidas:

Se estiver a tomar um inibidor ECA ou aliscireno (veja também a informação

disponível em “Não tome Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas “ e “Advertências e

Precauções”

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas com alimentos e bebidas

Pode tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas com ou sem alimentos.

Evite beber bebidas alcoólicas enquanto não tiver falado com o seu médico. O álcool

pode fazer com que a tensão arterial baixe mais ou pode aumentar o risco de ficar

tonto ou desmaiar.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida

Normalmente o seu médico irá aconselhá-la a interromper o tratamento com

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas antes de engravidar, ou assim que souber

que está grávida, e irá aconselhá-la a tomar outro medicamento para substituição de

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas. Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas não

é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se tiver mais de 3

meses de gravidez, porque pode causar lesões graves no seu bebé se for utilizado

depois do terceiro mês de gravidez.

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INFARMED

Informe o seu médico caso se encontre a amamentar ou se vai começar a

amamentar Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas não é recomendado para mães

que estão a amamentar e o seu médico poderá escolher outro tratamento para si se

desejar

amamentar,

especialmente

bebé

recém-nascido

prematuro.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Antes de conduzir um veículo, utilizar ferramentas ou máquinas, ou desempenhar

outras tarefas que requeiram concentração, certifique-se de que sabe como reage

efeitos

Valsartan

Hidroclorotiazida

Aurovitas.

como

outros

medicamentos utilizados no tratamento da tensão arterial elevada, Valsartan +

Hidroclorotiazida Aurovitas pode, em casos raros, provocar tonturas e afetar a

capacidade de concentração.

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas contém lactose. Se foi informado pelo seu

médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este

medicamento.

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas contém óleo de soja. Se for alérgico a

amendoins ou a soja, não tome este medicamento.

3. Como tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico.Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Frequentemente, os doentes com hipertensão arterial não notam quaisquer sinais

deste problema.

Muitos sentem-se perfeitamente normais. Torna-se assim fundamental que cumpra o

calendário de consultas com o seu médico, mesmo quando se sente bem.

médico

dir-lhe-á

exatamente

quantos

comprimidos

Valsartan

Hidroclorotiazida Aurovitas deve tomar. Dependendo da sua resposta ao tratamento,

o seu médico poderá receitar uma dose mais elevada ou mais baixa.

A dose recomendada de Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas é de um comprimido

por dia.

Não altere a dose nem deixe de tomar os comprimidos sem consultar o seu médico.

O medicamento deve ser sempre tomado à mesma hora todos os dias, geralmente

de manhã.

Pode tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas com ou sem alimentos.

Engula os comprimidos com um copo de água.

Se tomar mais Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas do que deveria

Se sentir tonturas graves e/ou desmaio, deite-se e contacte imediatamente o seu

médico. Se acidentalmente tomou demasiados comprimidos, contacte o seu médico,

farmacêutico ou hospital.

Caso se tenha esquecido de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose tome-a assim que se lembrar. No

entanto, se estiver quase na hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se

esqueceu.

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Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

Interromper o tratamento com Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas pode agravar

a sua tensão arterial. Não deixe de tomar o medicamento a menos que seja o seu

médico a dizer-lhe que o faça.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Alguns efeitos secundários podem ser graves e podem requerer cuidados médicos

imediatos:

Deve consultar imediatamente o seu médico se tiver sintomas de angioedema

(reação alérgica) como, por exemplo:

inchaço da face, língua ou faringe

dificuldade em engolir

urticáriae dificuldades em respirar

Outros efeitos secundários incluem:

Pouco frequentes (podes afetar até 1 em cada 100 pessoas)

tosse

tensão arterial baixa

sensação de cabeça oca

desidratação (com sintomas de sede, boca e língua secas, micção pouco frequente,

urina de coloração escura, pele seca)

dor muscular

cansaço

formigueiro ou dormência

visão turva

ruídos (ex. sibilos, zumbidos) nos ouvidos

Muito raros (pode afetar até 1 em cada 10 000 pessoas)

tonturas

diarreia

dor nas articulações

Desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

dificuldade em respirar

redução acentuada do fluxo urinário

nível baixo de sódio no sangue (por vezes com náuseas, cansaço, confusão, mal-

estar, espasmo muscular e/ou convulsões em casos graves)

nível baixo de potássio no sangue (por vezes com fraqueza muscular, espasmos

musculares, ,alteração do ritmo cardíaco)

nível baixo de glóbulos brancos no sangue (com sintomas como febre, infeções da

pele, inflamação da garganta ou úlceras na boca devidas a infeções, fraqueza)

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aumento do nível de bilirrubina no sangue (que pode, em casos graves, provocar

pele e olhos amarelos)

aumento do nível de azoto ureico e de creatinina no sangue (que pode ser sugestivo

de função renal alterada)

aumento do nível de ácido úrico no sangue (que pode, em casos graves, provocar

gota)

síncope (desmaio)

Os seguintes efeitos secundários foram reportados com medicamentos contendo

valsartan ou hidroclorotiazida:

Valsartan

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)

sensação de andar à roda

dor abdominal

Desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

erupção cutânea com ou sem comichão associados a alguns dos seguintes sinais ou

sintomas: febre, dor articular, dor muscular, nódulos linfáticos inchados e/ou

sintomas semelhantes aos da gripe

erupção cutânea, manchas vermelho-arroxeadas, febre, comichão (sintomas de

inflamação dos vasos sanguíneos)

diminuição

nível

plaquetas

sangue

(acompanhada

vezes

hemorragias ou hematomas anormais)

aumento do nível de potássio no sangue (por vezes com espasmos musculares,

ritmo cardíaco anormal)

reações

alérgicas

(com

sintomas

como

erupção

cutânea,

comichão,

urticária,

dificuldade em respirar ou engolir, tonturas)

inchaço sobretudo da face e garganta, erupção cutânea, comichão

elevação dos valores da função hepática

diminuição do nível de hemoglobina e diminuição da percentagem de glóbulos

vermelhos no sangue (que podem ambos, em casos raros, provocar anemia).

falência renal

baixo nível de sódio no sangue (que pode originar cansaço, confusão, espasmos

musculares e/ou convulsões em casos graves)

Hidroclorotiazida

Muito frequentes (pode afetar mais de 1 em cada 10 pessoas)

baixo nível de potássio no sangue

aumento dos lípidos no sangue

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

baixo nível de sódio no sangue

baixo nível de magnésio no sangue

elevado nível de ácido úrico no sangue

erupção cutânea com comichão e outras formas de erupção cutânea

perda de apetite

náuseas ligeiras e vómitos

desmaio, sensação de desmaio ao levantar-se

incapacidade de atingir ou manter uma ereção

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Raros

inchaço e vesículas na pele (devidas a aumento da sensibilidade ao sol)

elevado nível de cálcio no sangue

elevado nível de açúcar no sangue

sangue na urina

agravamento do estado metabólico da diabetes

obstipação, diarreia, desconforto gastrointestinal, distúrbios hepáticos que podem

ocorrer juntamente com amarelecimento da pele e olhos

batimentos cardíacos irregulares

dor de cabeça

perturbações do sono

tristeza (depressão)

níveis baixos de plaquetas do sangue (por vezes com hemorragia ou hematomas na

pele)

tonturas

formigueiro ou dormência

distúrbios na visão

Muito raros (podem afetar até 1 em cada 10000 pessoas)

inflamação dos vasos sanguíneos com sintomas como erupção cutânea, manchas

vermelhas arroxeadas, febre (vasculite)

erupção cutânea, comichão, urticária, dificuldade em respirar ou engolir, tonturas

(reações de hipersensibilidade)

doenças graves da pele que causam erupções, vermelhidão, formação de bolhas nos

lábios, olhos ou boca, descamação da pele, febre (necrólise epidérmica tóxica)

erupção

cutânea

facial,

articular,

distúrbios

musculares,

febre

(lúpus

eritematoso)

dor intensa na região superior do abdómen (pancreatite) dificuldade em respirar com

febre, tosse, pieira, falta de ar (aflição respiratória incluindo edema pulmonar e

pneumonite

febre e dor de garganta, infeções mais frequentes (agranulocitose)

pele pálida, cansaço, falta de ar, urina escura (anemia hemolítica)

febre, dor de garganta ou úlceras na boca devidas a infeções (leucopenia)

confusão, cansaço, cãibras e espasmos musculares, respiração rápida (alcalose

hipoclorémica)

Desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

fraqueza, nódoas negras e infeções frequentes (anemia aplástica)

diminuição grave do fluxo de urina (sinais possíveis de disfunção ou falência renal)

diminuição da visão ou dor nos olhos devidas à elevada pressão (sinais possíveis de

glaucoma agudo de ângulo-fechado)

erupções cutâneas, vermelhidão, formação de bolhas nos lábios, olhos ou boca,

descamação da pele, febre (possíveis sinais de eritema multiforme)

espasmo muscular

febre (pirexia)

fraqueza (astenia)

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente através de:

INFARMED, I.P.

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INFARMED

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre

a segurança deste medicamento.

5. Como conservar Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas após o prazo de validade impresso

na embalagem exterior, no blister e no recipiente de comprimidos, após “VAL”. O

prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Blisters de PVC/PE/PVDC-Alu: Não conservar acima de 25°C.

Recipientes

comprimidos

polietileno:

medicamento

não

necessita

quaisquer precauções especiais de conservação.

O prazo de validade após a primeira abertura do recipiente de comprimidos é de 100

dias.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

- As substâncias ativas são valsartan e hidroclorotiazida.

Cada comprimido revestido por película contém 320 mg de valsartan e 12,5 mg de

hidroclorotiazida.

Cada comprimido revestido por película contém 320 mg de valsartan e 25 mg de

hidroclorotiazida.

- Os outros componentes são: Núcleo do comprimido: celulose microcristalina,

lactose monohidratada, croscarmelose sódica, povidona K29-32, talco, estearato de

magnésio, sílica coloidal anidra;

Revestimento por película:

[Comprimidos de 320/12,5 mg]: álcool polivinílico, talco, dióxido de titânio (E171),

macrogol 3350, óxido de ferro amarelo (E172), lecitina (contém óleo de soja)

(E322) óxido de ferro vermelho (E172).

[Comprimidos de 320/25 mg]: álcool polivinílico, talco, dióxido de titânio (E171),

macrogol 3350, óxido de ferro amarelo (E172), lecitina (contém óleo de soja) (E322)

óxido de ferro vermelho (E172).

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Qual o aspeto de Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas:

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas 320 + 12,5 mg: comprimidos revestidos por

película, cor-de-rosa, ovais, biconvexos, com 18,9 x 7,5 mm, com “V” gravado numa

das faces e "H" na outra.

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas 320 + 25 mg: comprimidos revestidos por

película, amarelos, ovais, biconvexos, com 18,9 x 7,5 mm, com ranhura numa das

faces e ranhuras laterais, com “V” gravado numa das faces e "H" na outra. Os

comprimidos podem ser partidos em 2 metades iguais.

Tamanho da embalagem:

Blister: 7, 10, 14, 20, 28, 30, 56, 90, 98 ou 100 comprimidos

Recipiente de comprimidos: 100 comprimidos revestidos por película

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Aurovitas Unipessoal, Lda.

Avenida do Forte, 3 - Parque Suécia - Edificio IV- 2º

2794-038 Carnaxide

Fabricante:

Actavis Ltd.

BLB016 Bulebel Industrial Estate, Zejtun ZTN3000

Malta

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados-Membros

Espaço

Económico Europeu comas seguintes denominações:

Bulgária

Valtensin plus

Chipre

Valsotens HCT Sigillata

Finlândia

Valsartan/Hydroklortiazid Actavis 320 mg / 12,5 mg ja 320 mg / 25

mg kalvopäällysteiset tabletit

Alemanha

Valsartan – Actavis comp 320 mg/12,5 mg & 320 mg/25 mg

Filmtabletten

Hungria

Valsocard HCT 320 mg/12,5 mg & 320 mg/25 mg filmtabletta

Itália

VALSARTAN E IDROCLOROTIAZIDE ACTAVIS

Lituânia

Valsartan HCT Actavis

Holanda

Valsartan/Hydrochloorthiazide Actavis

Noruega

Valsartan/Hydrochlorthiazid Actavis

Portugal

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

Espanha

Valsartán /Hidroclorotiazida Actavis 320 mg/12,5 mg & 320 mg/ 25

mg comprimidos recubiertos con película EFG

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

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INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas 320 mg + 12,5 mg comprimidos revestidos

por película

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas 320 mg + 25 mg comprimidos revestidos por

película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 320 mg de valsartan e 12,5 mg de hidroclorotiazida.

Cada comprimido contém 320 mg de valsartan e 25 mg de hidroclorotiazida.

Excipientes

efeito

conhecido:Cada

comprimido

revestido

película

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas 320 mg + 12,5 mg contém 156,38 mg de

lactose mono-hidratada e 1,01 mg de lecitina (contém óleo de soja).

Cada comprimido revestido por película de Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

320 mg + 25 mg contém 143,88 mg de lactose mono-hidratada, 1,01 mg de lecitina

(contém óleo de soja).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas 320 + 12,5 mg: comprimidos revestidos por

película, cor-de-rosa, ovais, biconvexos, com 18,9 x 7,5 mm, com “V” gravado numa

das faces e "H" na outra.

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas 320 + 25 mg: comprimidos revestidos por

película, amarelos, ovais, biconvexos, com 18,9 x 7,5 mm, com ranhura numa das

faces e ranhura laterais, com “V” gravado numa das faces e "H" na outra.

O comprimido pode ser partido em 2 doses iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento da hipertensão essencial em adultos.

A associação de dose fixa de Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas está indicada

doentes

cuja

pressão

arterial

não

esteja

adequadamente

controlada

valsartan ou hidroclorotiazida em monoterapia.

Posologia e modo de administração

Posologia

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

A dose recomendada de Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas 320 mg + 12.5 mg

ou Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas 320 mg + 25 mg é de um comprimido

revestido

película

dia.

recomendada

titulação

dose

componentes individuais. Em cada caso, a titulação da dose dos componentes

individuais para a dosagem seguinte deve ser acompanhada de modo a reduzir o

risco de hipotensão e outras reações adversas.

Quando for clinicamente apropriado, pode ser considerada a mudança direta da

monoterapia para a associação de dose fixa em doentes cuja pressão arterial não

esteja

adequadamente

controlada

valsartan

hidroclorotiazida

monoterapia,

desde

sequência

titulação

dose

componentes

individuais seja seguida.

A resposta clínica a Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas deve ser avaliada após o

início da terapêutica e, se a pressão arterial se mantiver descontrolada, a dose pode

ser aumentada através do aumento de qualquer um dos componentes até à dose

máxima de 320 mg de valsartan + 25 mg de hidroclorotiazida.

O efeito antihipertensivo está substancialmente presente no espaço de 2 semanas.

Na maior parte dos doentes, os efeitos máximos são observados no período de 4

semanas. No entanto, alguns doentes podem necessitar de um tratamento de 4-8

semanas. Isto deve ser tido em consideração durante a titulação de dose.

Se, após 8 semanas não for visível um efeito adicional relevante com Valsartan +

Hidroclorotiazida Aurovitas 320 mg/25 mg, deve considerar-se um tratamento com

um medicamento anti-hipertensor adicional ou alternativo (ver secções 4.3, 4.4, 4.5

e 5.1).

Populações especiais

Disfunção renal

Não é necessário proceder a um ajuste posológico em doentes com disfunção renal

ligeira a moderada (depuração de creatinina ≥ 30 ml/min.). Devido ao componente

hidroclorotiazida,

Valsartan

Hidroclorotiazida

Aurovitas

contraindicado

doentes com disfunção renal grave (depuração de creatinina < 30 ml/min) e anúria

(ver secções 4.3, 4.4 e 5.2).

Disfunção hepática

Em doentes com disfunção hepática ligeira a moderada sem colestase, a dose de

valsartan não deverá exceder 80 mg (ver secção 4.4). Não é necessário um ajuste

dose

hidroclorotiazida

para

doentes

disfunção

hepática

ligeira

moderada. Devido ao componente valsartan, Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

é contraindicado em doentes com disfunção hepática grave ou com cirrose biliar e

colestase (ver secções 4.3, 4.4 e 5.2).

Idosos

Não é necessário ajustamento da dose em doentes idosos.

População pediátrica

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas não é recomendado em crianças com idades

inferiores a 18 anos, devido à falta de informação de segurança e eficácia.

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Modo de administração

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas pode ser tomado com ou sem alimentos e

deve ser administrado com água.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade

substâncias

ativas

qualquer um

excipientes

mencionados na secção 6.1.

- Segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secções 4.4. e 4.6.).

- Disfunção hepática grave, cirrose biliar e colestase.

- Disfunção renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min.), anúria.

- Hipocalemia refractária, hiponatremia, hipercalcemia e hiperuricemia sintomática.

- O uso concomitante de Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas com produtos que

contenham

aliscireno

contraindicado

doentes

diabetes

mellitus

compromisso renal (TFG < 60 ml/min/1,73 m2) (ver secções 4.5 e 5.1).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Existe evidência de que o uso concomitante de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores

angiotensina

aliscireno

aumenta

risco

hipotensão,

hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda). O duplo

bloqueio do SRAA através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores da angiotensina II ou aliscireno, é portanto, não recomendado (ver secções

4.5 e 5.1).

Se a terapêutica de duplo bloqueio for considerada absolutamente necessária, esta

só deverá ser utilizada sob a supervisão de um especialista e sujeita a uma

monitorização frequente e apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

Alterações dos eletrólitos séricos

Valsartan

Não

recomendada

a utilização

concomitante com

suplementos

potássio,

diuréticos poupadores de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros

fármacos

possam

aumentar

níveis

potássio

(heparina,

etc.).

monitorização de potássio deve ser realizada apropriadamente.

Hidroclorotiazida

reportada

hipocaliemia

tratamento com

diuréticos

tiazídicos,

incluindo

hidroclorotiazida. Recomenda-se a monitorização frequente do potássio sérico.

O tratamento com diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, tem sido

associado

hiponatremia

alcalose

hipoclorémica.

tiazidas,

incluindo

hidroclorotiazida, aumentam a excreção urinária de magnésio, podendo provocar

hipomagnesemia. A excreção do cálcio sofre uma redução por ação dos diuréticos

tiazídicos. Este efeito pode provocar hipercalcemia.

Tal como para qualquer doente a receber terapêutica com diuréticos, deve ser

efetuada a determinação periódica dos eletrólitos séricos em intervalos apropriados.

Doentes com depleção de sódio e/ou de volume

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Os doentes tratados com diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, devem

ser monitorizados para despiste de sinais clínicos de desequilíbrio hídrico ou de

eletrólitos.

Nos doentes com depleção grave de sódio e/ou de volume, nomeadamente nos

doentes

tratados

doses

elevadas

diuréticos,

pode

ocorrer

hipotensão

sintomática

casos

raros

após

início

terapêutica

Valsartan

Hidroclorotiazida Aurovitas. A depleção de sódio e/ou de volume deve ser corrigida

antes de iniciar o tratamento com Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas.

Doentes

insuficiência

cardíaca

crónica

grave

outras

situações

estimulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona

Em doentes cuja função renal possa depender da atividade do sistema renina-

angiotensina-aldosterona (por ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva

grave), o tratamento com inibidores da ECA tem sido associado a oligúria e/ou

azotemia progressiva e, em casos raros, a falência renal aguda e/ou morte.

A avaliação dos doentes com falência cardíaca ou pós-enfarte do miocárdio deve

incluir

sempre

avaliação

função

renal.

utilização

Valsartan

Hidroclorotiazida Aurovitas em doentes com falência cardíaca crónica grave não foi

estabelecida.

Uma vez que não se pode excluir que devido à inibição do sistema renina-

angiotensina-aldosterona, o uso de valsartan/hidroclorotiazida pode estar associado

a um compromisso da função renal. Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas não deve

ser utilizado nestes doentes.

Estenose da artéria renal

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas não deve ser usado no tratamento da

hipertensão em doentes com estenose arterial renal unilateral ou bilateral, ou

estenose arterial de rim único, uma vez que a ureia no sangue e a creatinina sérica

podem aumentar nestes doentes.

Hiperaldosteronismo primário

Doentes com hiperaldosteronismo primário não devem ser tratados com Valsartan +

Hidroclorotiazida Aurovitas dado que o seu sistema renina-angiotensina não está

ativado.

Estenose aórtica e da válvula mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Tal como todos os outros vasodilatadores, recomenda-se cuidado especial nos

doentes que sofram de estenose aórtica ou mitral, ou de cardiomiopatia hipertrófica

obstrutiva (CMHO).

Disfunção renal

Não é necessário proceder a ajuste posológico nos doentes com disfunção renal com

depuração

creatinina

≥ 30 ml/min

(ver

secção

4.2).

Recomenda-se

monitorização periódica do potássio sérico, dos níveis de creatinina e de ácido úrico

quando Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas é usado em doentes com disfunção

renal.

Transplante renal

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Não há atualmente experiência sobre a segurança da utilização de Valsartan +

Hidroclorotiazida Aurovitas em doentes com transplante renal recente.

Disfunção hepática

Em doentes com disfunção hepática ligeira a moderada sem colestase, Valsartan +

Hidroclorotiazida Aurovitas deve ser usado com precaução (ver secção 4.2 e 5.2). As

tiazidas podem ser utilizadas com precaução em doentes com disfunção hepática ou

doença hepática progressiva, uma vez que alterações menores do fluido e do

equilíbrio eletrolítico podem precipitar coma hepático.

História de angioedema

O angioedema, incluindo inchaço da faringe e glote, causando obstrução das vias

aéreas e/ou inchaço da face, lábios, faringe, e/ou língua, tem sido reportado em

doentes em tratamento com valsartan; alguns destes doentes tiveram anteriormente

angiodema

outros

medicamentos

incluindo

inibidores

ECA.

Valsartan

Hidroclorotiazida Aurovitas deve ser imediatamente interrompido em doentes que

desenvolvam angioedema, e Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas não deve ser

readministrado (ver secção 4.8).

Lúpus eritematoso sistémico

sido

descrito

diuréticos

tiazídicos,

incluindo

hidroclorotiazida,

exacerbam ou ativam o lúpus eritematoso sistémico.

Outras alterações metabólicas

Os diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, podem alterar a tolerância à

glucose e aumentar os níveis séricos de colesterol, triglicéridos e ácido úrico. Em

doentes diabéticos pode ser necessário ajuste posológico de insulina ou agentes

antidiabéticos orais.

As tiazidas podem reduzir a excreção urinária de cálcio e provocar um aumento

ligeiro e intermitente do cálcio sérico, na ausência de distúrbios conhecidos no

metabolismo

cálcio.

marcada

hipercalcemia

pode

sintoma

hiperparatiroidismo subjacente. A terapêutica com tiazidas deve ser interrompida

antes de se efetuarem testes à função paratiroideia.

Fotosensibilidade

Foram notificados casos de reação de fotosensibilidade com diuréticos tiazídicos (ver

secção 4.8). Se ocorrerem reações de fotosensibilidade durante a terapêutica

recomenda-se a interrupção do tratamento. Se for considerado essencial retomar a

administração de um diurético recomenda-se a proteção das áreas expostas ao sol

ou a utilização de UVA artificiais.

Gravidez

A terapêutica com Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARAIIs) não deve

ser iniciada durante a gravidez. A menos que a continuação da terapêutica com

ARAII seja considerada essencial, doentes que planeiam engravidar devem mudar

para terapêuticas anti-hipertensoras alternativas que tenham um perfil de segurança

estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando a gravidez é diagnosticada a

terapêutica com ARAIIs deve ser imediatamente interrompida, e, se apropriado,

deve

ser iniciada terapêutica alternativa (ver secção 4.3 e 4.6).

Gerais

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Deve

ter-se

cuidado

doentes

tenham

demonstrado

anteriormente

hipersensibilidade a outros agentes antagonistas dos recetores da angiotensina II. As

reações de hipersensibilidade à hidroclorotiazida são mais prováveis em doentes com

alergia e asma.

Glaucoma agudo de ângulo-fechado

hidroclorotiazida,

sulfonamida,

sido

associada

reação

idiossincrática que resulta em miopia aguda transitória e glaucoma agudo de ângulo-

fechado. Os sintomas incluem o início agudo da diminuição da acuidade visual ou dor

ocular, e ocorrem tipicamente em horas ou semanas após o início do tratamento. O

glaucoma agudo de ângulo-fechado pode levar à perda permanente da visão. O

tratamento primário é descontinuar a hidroclorotiazida o mais rápido possível. A

intervenção

médica

imediata

tratamento

cirúrgico

podem

considerados se a pressão intraocular permanecer descontrolada. Os fatores de risco

no desenvolvimento de glaucoma agudo de ângulo-fechado incluem a história de

alergia à sulfonamida ou penicilina.

Intolerância à galactose, deficiência em lactase de Lapp, má absorção de glucose-

galactose

Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência em

lactase de Lapp ou má absorção de glucose-galactose não deverão tomar este

medicamento.

Lecitina

Este medicamento não deverá ser utilizado em doentes com hipersensibilidade a

amendoins ou soja (ver secção 4.3).

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interações relacionadas tanto com valsartan como com hidroclorotiazida

Utilização concomitante não recomendada

Lítio

Foram

notificados

aumentos

reversíveis

concentrações

séricas

lítio

toxicidade durante o uso concomitante de inibidores da ECA e tiazidas, incluindo a

hidroclorotiazida. Devido à falta de experiência com a utilização concomitante de

valsartan e lítio, esta associação não é recomendada. Caso esta associação seja

necessária, recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de lítio.

Utilização concomitante com precaução

Outros fármacos antihipertensores

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas pode aumentar os efeitos de outros fármacos

propriedades

anti-hipertensoras

(por

exemplo,

guanetidina,

metildopa,

vasodilatadores, IECA, bloqueadores dos recetores da angiotensina, bloqueadores

beta, bloqueadores dos canais do cálcio e inibidores diretos da renina).

Aminas pressoras (ex. noradrenalina, adrenalina)

Possível redução de resposta às aminas pressoras. O significado clínico deste efeito é

incerto e não é suficiente para impedir a sua utilização.

Medicamentos

anti-inflamatórios

não

esteroides

(AINEs),

incluindo

inibidores

seletivos da COX-2, ácido acetilsalicílico >3 g/dia), e AINEs não seletivos

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Os AINEs podem atenuar o efeito anti-hipertensor, tanto dos antagonistas da

angiotensina II como da hidroclorotiazida, quando administrados simultaneamente.

Adicionalmente, a utilização concomitante de Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas

e AINEs pode levar a um aumento da degradação da função renal e a um aumento

do potássio sérico. Assim, recomenda-se a monitorização da função renal no início do

tratamento, bem como a hidratação adequada do doente.

Interações relacionadas com valsartan

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema

renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da

ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a

maior

frequência

acontecimentos

adversos,

tais

como

hipotensão,

hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em

comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA (ver secções 4.3,

4.4 e 5.1).

Utilização concomitante não recomendada

Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal

contendo potássio e outras substâncias que podem aumentar os níveis de potássio

Se se considerar necessário utilizar um medicamento que afeta os níveis de potássio,

em associação com valsartan, aconselha-se a monitorização dos níveis de potássio.

Transportadores

Dados in vitro indicam que o valsartan é um substrato do transportador de captação

hepática

OATP1B1/OATP1B3

transportador

efluxo

hepático

MRP2.

relevância clínica destes resultados é desconhecida. A administração concomitante

de inibidores do transportador de captação (por exemplo, rifampina, ciclosporina) ou

do transportador de efluxo (por exemplo, ritonavir) pode aumentar a exposição

sistémica do valsartan. São necessários cuidados adicionais ao iniciar ou terminar o

tratamento concomitante com estes medicamentos.

Sem interações

Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas

quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um

fármacos

seguintes:

cimetidina,

varfarina,

furosemida,

digoxina,

atenolol,

indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida. Digoxina e indometacina

podem interagir com o componente hidroclorotiazida de Valsartan + Hidroclorotiazida

Aurovitas (ver interações relacionadas com hidroclorotiazida).

Interações relacionadas com hidroclorotiazida

Utilização concomitante com precaução

Medicamentos associados à perda de potássio e hipocaliemia

O efeito hipocaliémico da hidroclorotiazida pode ser aumentado por administração

concomitante

diuréticos

caliuréticos,

corticosteroides,

laxantes,

ACTH,

anfotericina, carbenoxolona, penicilina G, ácido salicílico e derivados.

estes

medicamentos

forem

prescritos

juntamente

associação

hidroclorotiazida-valsartan é aconselhável a monitorização dos níveis plasmáticos de

potássio ver secção 4.4).

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Medicamentos que podem induzir ”Torsades de pointes”

Antiarrítmicos da classe Ia (ex. quinidina, hidroquinidina, disopiramida)

Antiarrítmicos da classe III (ex. amiodarona, sotalol, dofetilida, ibutilida)

Alguns

antipsicóticos:

(ex.

tioridazina,

cloropromazina,

levomepromazina,

trifluoperazina, ciamemazina, sulpirida, sultoprida, amissulprida, tiaprida, pimozida,

haloperidol, droperidol)

Outros: (ex. bepridilo, cisaprida, difemanil, eritromicina IV, halofantrina, cetanserina,

mizolastina, pentamidina, esparfloxacina, terfenadina, vincamina IV.)

Devido ao risco de hipocaliemia, a hidroclorotiazida deve ser administrada com

precaução quando associada a outros medicamentos que possam induzir torsade de

pointes.

Medicamentos que afetam os níveis séricos de sódio

O efeito hiponatrémico dos diuréticos pode ser intensificado por administração

concomitante de medicamentos como antidepressivos, antipsicóticos, antiepiléticos,

etc. Recomenda-se precaução na administração a longo prazo destes medicamentos.

Glicósidos digitálicos

Podem ocorrer como efeitos adversos hipocaliemia ou hipomagnesemia, induzidos

pelas tiazidas, favorecendo o aparecimento de arritmias cardíacas induzidas pelos

digitálicos (ver secção 4.4).

Sais de cálcio e vitamina D

A administração de diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, com vitamina

D ou com sais de cálcio pode potenciar o aumento do cálcio sérico. A utilização

concomitante

diuréticos

tipo

tiazida

sais

cálcio,

pode

causar

hipercalcemia em doentes com predisposição para hipercalcemia (por exemplo,

hiperparatiroidismo,

malignidade

ou condições

mediadas

pela

vitamina

D) por

aumento da reabsorção tubular de cálcio.

Fármacos antidiabéticos (fármacos orais e insulina)

A terapêutica com uma tiazída pode influenciar a tolerância à glicose. Pode ser

necessário ajuste posológico do medicamento antidiabético.

A metformina deve ser utilizada com precaução devido ao risco de acidose láctica

induzida

possível

insuficiência

renal

funcional

relacionada

hidroclorotiazida.

Bloqueadores beta e diazóxido:

O uso concomitante de diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, com

bloqueadores beta pode aumentar o risco de hiperglicemia. Os diuréticos tiazídicos,

incluindo a hidroclorotiazida, podem potenciar o efeito hiperglicémico do diazóxido.

Medicamentos

usados

tratamento

gota

(probenecida,

sulfimpirazona

alopurinol)

Pode ser necessário o ajuste posológico das medicações uricosúricas, uma vez que a

hidroclorotiazida pode elevar o nível de ácido úrico sérico. Pode ser necessário o

aumento

posologia

probenecida

ou de

sulfimpirazona.

administração

concomitante de diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, pode aumentar a

incidência de reações de hipersensibilidade ao alopurinol.

Fármacos anticolinérgicos e outros medicamentos que afetam a motilidade gástrica

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

biodisponibilidade

diuréticos

tipo

tiazídico

pode

aumentada

fármacos anticolinérgicos (por exemplo, atropina, biperideno), aparentemente devido

a uma redução da motilidade gastrointestinal e da taxa de esvaziamento gástrico.

Por outro lado, prevê-se que os medicamentos procinéticos, como o cisaprida,

possam aumentar a biodisponibilidade dos diuréticos tipo tiazidíco.

Amantadina

As tiazidas,

incluindo

a hidroclorotiazida,

podem

aumentar

o risco

efeitos

adversos causados pela amantadina.

Resinas colestiramina e colestipol

A absorção de diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, é alterada na

presença de resinas permutadoras de aniões. Isto poderá resultar em efeitos sub-

terapêuticos

diuréticos

tiazídicos.

Contudo,

intervalo

dosagem

hidroclorotiazida e de resina, sendo a hidroclorotiazida administrada pelo menos 4

horas antes ou 4-6h depois da administração de resinas, pode ser potencialmente

minimizar a interação.

Fármacos citotóxicos (ex. ciclofosfamida, metotrexato)

As tiazidas, incluindo

a hidroclorotiazida,

podem

reduzir

excreção

renal de

fármacos citotóxicos e potenciar os seus efeitos mielossupressores.

Relaxantes musculares esqueléticos não-despolarizantes (ex. tubocurarina):

tiazidas,

incluindo

hidroclorotiazida,

potenciam

ação

relaxantes

musculares esqueléticos tal como os derivados do curare.

Ciclosporina

O tratamento concomitante com ciclosporina pode aumentar o risco de hiperuricemia

e de complicações do tipo gota.

Álcool, anestésicos e sedativos

A administração concomitante de diuréticos tiazídicos com substâncias que também

têm um efeito de diminuição da pressão sanguínea (por exemplo, por redução da

atividade do sistema nervoso central simpático ou por ação de vasodilatação direta),

pode potenciar hipotensão ortostática.

Metildopa

Foram notificados casos pontuais de anemia hemolítica em doentes que receberam

tratamento concomitante de hidroclorotiazida e metildopa.

Meios iodados de contraste

Em caso de desidratação induzida por diuréticos, existe risco acrescido de falência

renal aguda especialmente com doses elevadas do produto iodado. Os doentes

devem ser re-hidratados antes da administração.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Valsartan

A utilização de Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARAIIs) não é

recomendada durante o primeiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4.). A utilização

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

de ARAIIs é contraindicada durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver

secções 4.3 e 4.4.).

Os dados epidemiológicos relativos ao risco de teratogenicidade após a exposição

aos IECA durante o primeiro trimestre de gravidez não é conclusiva; contudo, não é

possível excluir um ligeiro aumento do risco. Enquanto não existem dados de

estudos epidemiológicos controlados relativos ao risco associado aos antagonistas

dos recetores da angiotensina (ARAIIs), os riscos para esta classe de fármacos

poderão ser semelhantes. A não ser que a manutenção do tratamento com ARAIIs

seja considerada essencial, doentes que planeiam engravidar devem mudar para

terapêuticas anti-hipertensoras alternativas que tenham um perfil de segurança

estabelecido para utilização durante a gravidez. Quando é diagnosticada a gravidez,

o tratamento com ARAIIs deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado,

deverá ser iniciada terapêutica alternativa.

A exposição a ARAIIs durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez está

reconhecidamente associada à indução de toxicidade fetal em humanos (diminuição

da função renal, oligohidrâmnio, atraso na ossificação do crânio) e toxicidade

neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia) (ver secção 5.3.).

No caso de a exposição a ARAIIs ter ocorrido a partir do segundo trimestre de

gravidez, recomenda-se a monitorização ultrassonográfica da função renal e dos

ossos do crânio.

Os bebés cujas mães estiveram expostas a ARAIIs devem ser cuidadosamente

observados no sentido de diagnosticar hipotensão (ver secções 4.3. e 4.4.).

Hidroclorotiazida

A experiência decorrente da administração da hidroclorotiazida durante a gravidez,

particularmente durante o primeiro trimestre, é limitada. Os estudos em animais são

insuficientes.

A hidroclorotiazida atravessa a barreira placentária. Com base no mecanismo de

ação farmacológico da hidroclorotiazida, a sua administração durante o segundo e o

terceiro trimestres pode comprometer a perfusão fetoplacentária e pode causar

efeitos fetais e neonatais tais como icterícia, distúrbios no equilíbrio eletrolítico e

trombocitopenia.

Amamentação

Não existe informação relativa à utilização de valsartan durante a amamentação. A

hidroclorotiazida é excretada no leite humano. Assim, não se recomenda o uso de

Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas durante a amamentação. Dá-se preferência a

tratamentos alternativos com perfis de segurança melhor estabelecidos durante a

amamentação, especialmente durante a amamentação de um recém-nascido ou de

um bebé prematuro.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos de Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas sobre a

capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Durante a condução de veículos ou

utilização de máquinas, deverá ter-se em consideração a possibilidade de ocorrência

de tonturas ou cansaço.

Efeitos indesejáveis

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

As reações adversas notificadas nos estudos clínicos e nos resultados laboratoriais

que ocorrem mais frequentemente com valsartan + hidroclorotiazida do que com

placebo,

provenientes

notificações

individuais

pós-comercialização,

são

apresentadas abaixo de acordo com as classes de sistemas de órgãos. Reações

adversas

sabe

ocorrerem

cada

componente

administrado

individualmente, mas que não foram observados nos estudos clínicos, podem ocorrer

durante o tratamento com valsartan + hidroclorotiazida.

As reações adversas são apresentadas por frequência, primeiro a mais frequentes,

utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100 a

<1/10); Pouco frequentes (≥ 1/1.000 a <1/100); raros (≥ 1/10.000 a < 1/1.000);

muito raros (< 1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados

disponíveis).

Tabela 1. Frequência de reações adversas com valsartan + hidroclorotiazida

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes

Desidratação

Doenças do sistema nervoso

Muito raros

Tonturas.

Pouco frequentes

Parestesia

Desconhecidos

Síncope

Afeções oculares

Pouco frequentes

Visão turva

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Acufenos

Vasculopatias

Pouco frequentes

Hipotensão

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Tosse

Desconhecidos

Edema pulmonar não cardiogénico

Doenças gastrointestinais

Muito raros

Diarreia

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Pouco frequentes

Mialgia

Muito raros

Artralgia

Doenças renais e urinárias

Desconhecidos

Deterioração da função renal

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes

Fadiga

Exames complementares de diagnóstico

Desconhecidos

Aumento do ácido úrico sérico, aumento da bilirrubina e

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

creatinina séricas, hipocaliemia, hiponatremia, aumento da

ureia plasmática, neutropenia

Informação adicional sobre os componentes individuais

Os efeitos indesejáveis anteriormente descritos com um dos componentes individuais

podem

potenciais

efeitos

indesejáveis

Valsartan

Hidroclorotiazida

Aurovitas, mesmo se não observados nos estudos clínicos ou no período após

comercialização.

Tabela 2. Frequência de reações adversas com valsartan

Doenças do sangue e do sistema linfático

Desconhecidos

Redução da hemoglobina, redução no hematócrito,

trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Desconhecidos

Outras reações alérgicas / de hipersensibilidade, incluindo

doença do soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Desconhecidos

Aumento do potássio sérico, hiponatremia

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Vertigens

Vasculopatias

Desconhecidos

Vasculite

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Dor abdominal

Afeções hepatobiliares

Desconhecidos

Aumento dos valores da função hepática

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Desconhecidos

Angioedema, erupção cutânea, prurido

Doenças renais e urinárias

Desconhecidos

Falência renal

Tabela 3. Frequência de reações adversas com hidroclorotiazida

A hidroclorotiazida é prescrita há muitos anos, frequentemente em doses mais

elevadas do que as presentes em Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas. As reações

adversas seguintes foram notificadas em doentes tratados em monoterapia com

diuréticos tiazídicos incluindo a hidroclorotiazida:

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raros

Trombocitopenia por vezes com púrpura

Muito raros

Agranulocitose, leucopenia, anemia hemolítica, depressão da

medula óssea

Desconhecidos Anemia aplástica

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Doenças do sistema imunitário

Muito raros

Reações de hipersensibilidade

Doenças do metabolismo e da nutrição

Muito frequentes Hipocalemia, aumentos do nível de lípidos no sangue

(principalmente em doses elevadas)

Frequentes Hiponatremia, hipomagnesemia, hiperuricemia

Raros Hipercalcemia, hiperglicemia, glicosúria e agravamento do

estado metabólico da diabetes

Muito raros Alcalose hipoclorémica

Doenças do foro psiquiátrico

Raros

Depressão, perturbações do sono

Doenças do sistema nervoso

Raros

Cefaleias, tonturas, parestesia

Afeções oculares

Raros Insuficiência visual

Desconhecidos Glaucoma de agudo ângulo-fechado

Cardiopatias

Raros

Arritmias cardíacas

Vasculopatias

Frequentes

Hipotensão ortostática

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Muito raros

Dificuldades respiratórias incluindo pneumonite e edema

pulmonar

Doenças gastrointestinais

Frequentes

Perda de apetite, náuseas ligeiras e vómitos

Raros

Obstipação, desconforto gastrointestinal, diarreia

Muito raros

Pancreatite

Afeções hepatobiliares

Raros

Colestase intrahepática ou icterícia

Doenças renais e urinárias

Desconhecidos Disfunção renal, falência renal aguda

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Frequentes

Urticária e outras formas de erupção cutânea

Raros

Fotossensibilização

Muito raros

Vasculite necrotizante, necrólise epidérmica tóxica, reações do

tipo lúpus eritematoso cutâneo, reativação do lúpus

eritematoso cutâneo

Desconhecidos Eritema multiforme

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Desconhecidos Pirexia, astenia

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Desconhecidos

Espasmo muscular

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Frequentes

Impotência

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas através do

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Uma sobredosagem com valsartan pode resultar em hipotensão acentuada, que

poderá levar a um nível deprimido de consciência, colapso circulatório e/ou choque.

Adicionalmente,

poderão

ocorrer

seguintes

sinais

sintomas

devido

sobredosagem

componente

hidroclorotiazida:

náuseas,

sonolência,

hipovolemia e alterações eletrolíticas associadas a arritmias cardíacas e espasmos

musculares.

Tratamento

As medidas terapêuticas dependem do tempo de ingestão, assim como do tipo e

gravidade

sintomas,

sendo

primordial

importância

estabilização

condições circulatórias.

Se ocorrer hipotensão, o doente deve ser colocado em decúbito devendo proceder-se

rapidamente à suplementação de sal e de volume.

O valsartan não pode ser eliminado por hemodiálise, devido à sua forte ligação às

proteínas plasmáticas; em contrapartida, é possível depurar a hidroclorotiazida

através de diálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.4.1.1. – Aparelho Cardiovascular. Anti-hipertensores.

Diuréticos.

Tiazidas

análogos;

3.4.2.2.

Aparelho

Cardiovascular.

Anti-

hipertensores. Modificadores do eixo renina angiotensina. Antagonista dos recetores

da angiotensina, código ATC: C09D A03

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Valsartan/ hidroclorotiazida

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com ativo em doentes não

controlados

adequadamente

valsartan

observaram-se

reduções

significativamente

maiores

sistólica/diastólica

média

ambas

associações de valsartan/ hidroclorotiazida 320 + 25 mg (15,4/10,4 mmHg) e

valsartan + hidroclorotiazida 320 + 12,5 mg (13,6/9,7 mmHg) comparativamente

com valsartan 320 mg (6,1/5,8 mmHg).

A diferença na redução da PA entre as doses de 320 + 25 mg e 320 + 12,5 mg

também

atingiu

significado

estatístico.

Além

disso,

percentagem

significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica <90 mmHg ou redução

≥10 mmHg) a valsartan + hidroclorotiazida 320 + 25 mg (75%) e 320 + 12,5 mg

(69%) comparativamente com valsartan 320 mg (53%).

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com placebo, com desenho

fatorial comparando associações de várias doses de valsartan + hidroclorotiazida

com os seus respetivos componentes, observaram-se reduções significativamente

maiores

sistólica/diastólica

média

associação

valsartan

hidroclorotiazida 320 + 12,5 mg (21,7/15,0 mmHg) e 320 + 25 mg (24,7/16,6

mmHg)

comparativamente

placebo

(7,0/5,9

mmHg)

respetivas

monoterapias, i.e., hidroclorotiazida 12,5 mg (11,1/9,0 mmHg), hidroclorotiazida 25

mg (14,5/10,8 mmHg) e valsartan 320 mg (13,7/11,3 mmHg). Além disso, uma

percentagem significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica<90

mmHg ou redução ≥10 mmHg) a valsartan + hidroclorotiazida 320 + 25 mg (85%) e

320 + 12,5 mg (83%) comparativamente com placebo (45%) e as respetivas

monoterapias, i.e., hidroclorotiazida 12,5 mg (60%), hidroclorotiazida 25 mg (66%),

e valsartan 320 mg (69%).

Num ensaio de dupla ocultação, aleatorizado, controlado com ativo em doentes não

controlados

adequadamente

valsartan

observaram-se

reduções

significativamente

maiores

sistólica/diastólica

média

ambas

associações de valsartan/ hidroclorotiazida 320 + 25 mg (15,4/10,4 mmHg) e

valsartan + hidroclorotiazida 320 + 12,5 mg (13,6/9,7 mmHg) comparativamente

com valsartan 320 mg (6,1/5,8 mmHg).

A diferença na redução da PA entre as doses de 320 + 25 mg e 320 + 12,5 mg

também

atingiu

significado

estatístico.

Além

disso,

percentagem

significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica <90 mmHg ou redução

≥10 mmHg) a valsartan + hidroclorotiazida 320 + 25 mg (75%) e 320 + 12,5 mg

(69%) comparativamente com valsartan 320 mg (53%).

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com placebo, com desenho

fatorial comparando associações de várias doses de valsartan + hidroclorotiazida

com os seus respetivos componentes, observaram-se reduções significativamente

maiores

sistólica/diastólica

média

associação

valsartan

hidroclorotiazida 320 + 12,5 mg (21,7/15,0 mmHg) e 320 + 25 mg (24,7/16,6

mmHg)

comparativamente

placebo

(7,0/5,9

mmHg)

respetivas

monoterapias, i.e., hidroclorotiazida 12,5 mg (11,1/9,0 mmHg), hidroclorotiazida 25

mg (14,5/10,8 mmHg) e valsartan 320 mg (13,7/11,3 mmHg). Além disso, uma

percentagem significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica<90

mmHg ou redução ≥10 mmHg) a valsartan + hidroclorotiazida 320 + 25 mg (85%) e

320 + 12,5 mg (83%) comparativamente com placebo (45%) e as respetivas

monoterapias, i.e., hidroclorotiazida 12,5 mg (60%), hidroclorotiazida 25 mg (66%),

e valsartan 320 mg (69%).

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Registaram-se reduções no potássio sérico dependentes da dose em ensaios clínicos

controlados

valsartan

hidroclorotiazida.

redução

potássio

sérico

observou-se

mais

frequentemente

doentes

receberam

hidroclorotiazida do que nos que receberam 12,5 mg de hidroclorotiazida. Em

ensaios

clínicos

controlados

valsartan

hidroclorotiazida

efeito

hidroclorotiazida na descida do potássio sérico foi atenuado pelo efeito poupador de

potássio do valsartan.

efeitos

benéficos

valsartan

associação

hidroclorotiazida

mortalidade e morbilidade cardiovasculares são desconhecidos atualmente.

Estudos

epidemiológicos

mostraram

tratamento

prolongado

hidroclorotiazida reduz o risco de mortalidade e morbilidade cardiovascular.

Valsartan

O valsartan é um antagonista dos recetores da angiotensina II (Ang II) oralmente

ativo e específico. Atua de forma seletiva no subtipo de recetores AT1, responsável

pelas ações conhecidas da angiotensina II. O aumento dos níveis plasmáticos de Ang

II após o bloqueio do recetor AT1 com valsartan pode estimular o recetor AT2 não

bloqueado, que parece contrabalançar o efeito do recetor AT1. O valsartan não

apresenta qualquer atividade agonista parcial no recetor AT1 e apresenta uma

afinidade muito maior para o recetor AT1 (cerca de 20.000 vezes) que para o recetor

AT2. O valsartan não se liga, nem bloqueia, outros recetores hormonais ou canais

iónicos reconhecidamente importantes na regulação cardiovascular.

O valsartan não inibe a ECA (também conhecida como cininase II) que converte a

Ang I em Ang II e degrada a bradicinina. Dado não haver qualquer efeito sobre a

ECA e não haver potenciação de bradiquinina ou da substância P, é pouco provável

que os antagonistas da angiotensina II estejam associados a tosse. Em ensaios

clínicos onde o valsartan foi comparado com um inibidor da ECA a incidência da tosse

seca foi significativamente menos (P<0,05) nos doentes tratados com valsartan do

doentes

tratados

inibidor

(2,6%

versus

7,9%,

respetivamente). Num estudo clínico realizado em doentes com história de tosse

seca durante o tratamento com um inibidor da ECA, ocorreu tosse em 19,5% dos

indivíduos tratados com valsartan e em 19,0% dos tratados com um diurético

tiazídico, comparativamente a 68,5% nos indivíduos tratados com um inibidor da

ECA (P<0,05).

A administração de valsartan a doentes com hipertensão resulta na redução da

pressão arterial sem afetar a frequência cardíaca. Na maioria dos doentes, após a

administração de uma dose oral única, o início da atividade anti-hipertensora ocorre

no intervalo de 2 horas, atingindo-se a redução máxima da pressão arterial no

intervalo de 4-6 horas. O efeito anti-hipertensor persiste ao longo de 24 horas após

a dosagem. Durante a administração reiterada, a redução máxima da pressão

arterial com qualquer das doses é, geralmente, obtida em 2-4 semanas, sendo

mantida

durante

tratamento

prolongado.

Quando

associação

hidroclorotiazida, obtém-se uma redução adicional significativa da pressão arterial.

A retirada abrupta de valsartan não foi associadaa hipertensão de rebound ou a

outros efeitos adversos clínicos.Em doentes hipertensos com diabetes tipo 2 e

microalbuminúria, o valsartan mostrou diminuir a excreção urinária de albumina. O

estudo MARVAL (Micro Albuminuria Reduction with Valsartan) avaliou a redução na

excreção urinária de albumina (EUA) com valsartan (80-160 mg / uma vez por dia)

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

versus amlodipina (5-10 mg / uma vez por dia), em 332 doentes com diabetes tipo 2

(idade média: 58 anos; 265 homens) com microalbuminúria (valsartan: 58 µg/min;

amlodipina: 55,4 µg/min), pressão arterial normal ou alta e com função renal

conservada (creatinina plasmática <120 µmol/l). Às 24 semanas, a EUA baixou

(p<0,001) em 42% (-24,2 µg/mín; 95% CI: –40,4 a –19,1) com valsartan e cerca

de 3% (–1,7 µg/mín; 95% CI: –5,6 a 14,9) com amlodipina apesar de taxas

semelhantes de redução da pressão arterial em ambos os grupos.

O estudo Diovan Reduction of Proteinuria (DROP) analisou mais aprofundadamente a

eficácia de valsartan na redução da EUA em 391 doentes hipertensos (PA=150/88

mmHg) com diabetes tipo 2, albuminúria (média=102 µg/mín; 20-700 µg/mín) e

função renal conservada (creatinina sérica média = 80 µmol/l). Os doentes foram

aleatorizados para uma de 3 doses de valsartan (160, 320 e 640 mg / por dia) e

tratados durante 30 semanas. A finalidade do estudo foi determinar a dose ótima de

valsartan para reduzir a EUA em doentes hipertensos com diabetes tipo 2. Às 30

semanas, a alteração percentual na EUA foi significativamente reduzida em 36% a

partir da linha basal com valsartan 160 mg (95%CI: 22 a 47%), e 44% com

valsartan 320 mg (95%CI: 31 a 54%). Concluiu-se que 160-320 mg de valsartan

produziu reduções clinicamente significativas na EUA em doentes hipertensos com

diabetes tipo 2.

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Dois grandes estudos aleatorizados e controlados (ONTARGET (“ONgoing Telmisartan

Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial”) e VA NEPHRON-D

(“The

Veterans

Affairs

Nephropathy

Diabetes”))

têm

examinado

associação de um inibidor da ECA com um antagonista dos recetores da angiotensina

O estudo ONTARGET foi realizado em doentes com história de doença cardiovascular

ou cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de evidência de lesão

de órgão-alvo. O estudo VA NEPHRON-D foi conduzido em doentes com diabetes

mellitus tipo 2 e nefropatia diabética.

Estes estudos não mostraram nenhum efeito benéfico significativo nos resultados

renais e/ou cardiovasculares e mortalidade,

enquanto foi

observado um

risco

aumentado

hipercaliemia,

insuficiência

renal

aguda

e/ou

hipotensão,

comparação

monoterapia.

Dadas

suas

propriedades

farmacodinâmicas

semelhantes, estes resultados são também relevantes para outros inibidores da ECA

e antagonistas dos recetores da angiotensina II.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

assim, ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

O estudo ALTITUDE (“Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and

Renal Disease Endpoints”) foi concebido para testar o benefício da adição de

aliscireno a uma terapêutica padrão com um inibidor da ECA ou um antagonista dos

recetores da angiotensina II em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal

crónica, doença cardiovascular ou ambas. O estudo terminou precocemente devido a

um risco aumentado de resultados adversos. A morte cardiovascular e o acidente

vascular cerebral foram ambos numericamente mais frequentes no grupo tratado

com aliscireno, do que no grupo tratado com placebo e os acontecimentos adversos

acontecimentos

adversos

graves

interesse

(hipercaliemia),

hipotensão

disfunção renal) foram mais frequentemente notificados no grupo tratado com

aliscireno que no grupo tratado com placebo.

Hidroclorotiazida

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

O local de ação dos diuréticos tiazídicos reside, principalmente, no túbulo contornado

distal renal. Foi demonstrado que existe um recetor de elevada afinidade no córtex

renal, como local de ligação principal para a ação diurética da tiazida e inibição do

transporte de NaCl no túbulo contornado distal. O mecanismo de ação das tiazidas

processa-se por inibição do cotransporte de Na+ Cl-, talvez competindo para o local

de ligação do Cl-, afetando assim os mecanismos de reabsorção dos eletrólitos:

diretamente

aumento

excreção

sódio

cloretos numa

quantidade

aproximadamente idêntica e, indiretamente, pela redução do volume plasmático por

esta ação diurética, com aumentos consequentes da atividade da renina plasmática,

secreção de aldosterona e perda urinária de potássio, e uma diminuição do potássio

sérico. A ligação renina-aldosterona é mediada pela angiotensina II, pelo que com

administração concomitante de valsartan, a redução do potássio sérico é menos

acentuada do que com hidroclorotiazida em monoterapia, conforme foi constatado.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Valsartan + Hidroclorotiazida

A disponibilidade sistémica de hidroclorotiazida sofre uma redução de cerca de 30%,

quando coadministrada com valsartan. A cinética de valsartan não é afetada, de

modo

acentuado,

pela

coadministração

hidroclorotiazida.

Esta

interação

observada não tem impacto no uso combinado de valsartan e hidroclorotiazida, uma

vez que os estudos clínicos demonstraram um efeito anti-hipertensor evidente,

superior ao obtido com qualquer dos fármacos administrados em monoterapia, ou

com o placebo.

Valsartan

Absorção

Após a administração oral de valsartan isoladamente, o pico das concentrações

plasmáticas de valsartan é atingido em 2–4 horas. A biodisponibilidade média

absoluta é de 23%. A alimentação diminui a exposição (conforme medida pela AUC)

ao valsartan em cerca de 40% e a concentração plasmática máxima (Cmáx) em

cerca de 50%, embora a partir das 8 h, as concentrações plasmáticas de valsartan

pós administração sejam semelhantes para os grupos alimentados e em jejum. Esta

redução na AUC não é, contudo, acompanhada por uma redução clinicamente

significativa

efeito

terapêutico

valsartan

pode,

conseguinte,

administrado com ou sem ingestão de alimentos.

Distribuição

O volume de distribuição de valsartan no estado estacionário após administração

intravenosa é de cerca de 17 litros, indicando que o valsartan não se distribui nos

tecidos de forma extensa. O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às

proteínas séricas (94-97%), principalmente à albumina sérica.

Biotransformação

O valsartan não é extensamente biotransformado na medida em que apenas cerca

dose

recuperada

como

metabolitos.

identificado

hidroximetabolito no plasma em baixas concentrações (menos do que 10% da AUC

de valsartan). Este metabolito é farmacologicamente inativo.

Eliminação

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

O valsartan apresenta uma cinética de degradação multiexponencial (t½α <1 h e

t½ß cerca de 9 h). O valsartan é eliminado principalmente nas fezes (cerca de 83%

da dose) e na urina (cerca de 13% da dose), principalmente sob a forma de

composto inalterado. Após administração intravenosa, a depuração de valsartan no

plasma é de cerca de 2 l/h e a sua depuração renal é de 0,62 l/h (cerca de 30% da

depuração total). A semivida de valsartan é de 6 horas.

Hidroclorotiazida

Absorção

A absorção de hidroclorotiazida, após a administração de uma dose oral, é rápida

(tmáx de aproximadamente 2 horas), com características de absorção semelhantes

tanto

para

formulações

suspensão

como

para

comprimidos.

biodisponibilidade absoluta de hidroclorotiazida é de 70% após a administração oral.

administração

concomitante

alimentos

revelado

aumentar

simultaneamente, diminuir a disponibilidade sistémica de hidroclorotiazida, quando

comparada com a administração em jejum. A magnitude destes efeitos é reduzida e

de pequena relevância clínica. O aumento da AUC média é linear e proporcional à

dose nos intervalos terapêuticos. Não se observam quaisquer alterações na cinética

de hidroclorotiazida com a administração reiterada, registando-se uma acumulação

mínima com a administração única diária.

Distribuição

As cinéticas de distribuição e de eliminação têm sido geralmente descritas por uma

função de degradação bi-exponencial. O volume de distribuição aparente é de 4-8

l/kg.

hidroclorotiazida

circulação

está

ligada

proteínas

séricas

(40-70%),

principalmente à albumina sérica. A hidroclorotiazida também se acumula nos

eritrócitos, aproximadamente em 1,8 vezes o nível plasmático.

Eliminação

Relativamente à hidroclorotiazida, esta é predominantemente eliminada sob a forma

de composto inalterado. A hidroclorotiazida é eliminada do plasma com uma

semivida que ronda a média de 6 a 15 horas na fase terminal de eliminação. Não

existem alterações na cinética de hidroclorotiazida, na administração repetida, e a

acumulação é mínima na administração única diária. Mais de 95% da dose absorvida

é excretada como composto inalterado na urina. A depuração renal é composta por

filtração passiva e secreção ativa para o túbulo renal.

Populações especiais

Idosos

Nalguns indivíduos idosos foi

observada

exposição

sistémica

valsartan

ligeiramente mais elevada do que nos indivíduos jovens; esta diferença não foi,

contudo, considerada clinicamente significativa.Dados limitados sugerem que a

depuração sistémica

da hidroclorotiazida

sofre

redução tanto

idosos

saudáveis

como

idosos

hipertensos,

quando

comparados

voluntários

saudáveis jovens.

Disfunção renal

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Na dose recomendada de Valsartan + Hidroclorotiazida Aurovitas não é necessário

proceder a ajuste posológico em doentes com uma depuração de creatinina de 30-70

ml/min.

Nos doentes com disfunção renal grave (depuração de creatinina <30 ml/min) e nos

doentes submetidos a diálise, não existem disponíveis dados relativos a Valsartan +

Hidroclorotiazida Aurovitas. O valsartan apresenta uma forte ligação às proteínas

plasmáticas, não sendo possível proceder à sua remoção por diálise, enquanto que a

depuração da hidroclorotiazida poderá ser atingida por diálise.

A depuração renal de hidroclorotiazida é composta por filtração passiva e secreção

ativa no túbulo renal. Conforme seria de esperar com um composto depurado quase

exclusivamente por via renal, a função renal exerce um efeito marcado sobre a

cinética da hidroclorotiazida. Na presença de disfunção renal, os níveis médios

plasmáticos e os valores AUC de hidroclorotiazida são aumentados, e na excreção

urinária, reduzidos. Em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada, foi

observado um aumento de 3 vezes no valor AUC da hidroclorotiazida. Em doentes

com insuficiência renal grave, foi observado um aumento de 8 vezes no valor AUC. A

hidroclorotiazida é contraindicada em doentes com disfunção renal grave (ver secção

4.3).

Disfunção hepática

Num estudo farmacocinético realizado em doentes com disfunção hepática ligeira

(n=6)

moderada

(n=5),

exposição

valsartan

sofreu

aumento

aproximadamente

vezes

quando

comparada

com voluntários

saudáveis

(ver

secções 4.2 e 4.4).

Não existem dados disponíveis sobre o uso de valsartan em doentes com disfunção

hepática grave (ver secção 4.3). A doença hepática não afeta significativamente a

farmacocinética da hidroclorotiazida.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

toxicidade

potencial

associação

valsartan

hidroclorotiazida

após

administração oral foi investigada no rato e saguim, em estudos com uma duração

máxima de seis meses. Não se obtiveram quaisquer dados passíveis de excluir o uso

de doses terapêuticas no Homem.

As alterações produzidas pela associação nos estudos de toxicidade crónica deverão

ter sido causadas pelo componente valsartan. O rim constitui o órgão alvo da

toxicologia, sendo a reação mais acentuada no saguim do que no rato. A associação

produziu

lesões

renais

(nefropatia

basofilia

tubular,

aumentos

ureia

plasmática, da creatinina plasmática e do potássio sérico, aumentos do volume

urinário e dos eletrólitos urinários a partir de 30 mg/kg/dia de valsartan + 9

mg/kg/dia

hidroclorotiazida

rato

mg/kg/dia

saguim),

provavelmente devido a alteração da hemodinâmica renal. No rato, estas doses

correspondem respetivamente a 0,9 e 3,5 vezes a dose máxima recomendada em

humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de mg/m2. No saguim

estas

doses

representam

respetivamente

vezes

dose

máxima

recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de

mg/m2. (Os cálculos assumem uma dose oral de 320 mg/dia de valsartan em

associação com 25 mg/dia de hidroclorotiazida e um doente de 60 kg.)

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Doses elevadas da associação valsartan + hidroclorotiazida provocaram descida nos

índices

glóbulos

vermelhos

(número

glóbulos

vermelhos,

hemoglobina,

hematócrito, de 100 + 31 mg/kg/dia em ratos e 30 + 9 mg/kg/dia em saguins). No

rato estas doses representam respetivamente, 3,0 e 12 vezes a dose máxima

recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de

mg/m2. Em saguins, estas doses representam, respetivamente, 0,9 e 3,5 vezes a

dose máxima recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida

numa base de mg/m2. (Os cálculos pressupõem uma dose oral de 320 mg/dia de

valsartan em associação com 25 mg/dia de hidroclorotiazida e um doente de 60 kg).

Nos saguins, observou-se a lesão da mucosa gástrica (desde 30 + 9 mg/kg/dia). No

rim a associação também provocou hiperplasia das arteríolas aferentes (a 600 + 188

mg/kg/dia em ratos e desde 30 + 9 mg/kg/dia em saguins). No saguim, as doses

representam respetivamente, 0,9 e 3,5 vezes a dose máxima recomendada em

humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de mg/m2. No rato,

estas

doses

representam

respetivamente,

vezes

dose

máxima

recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de

mg/m2. (Os cálculos pressupõem uma dose oral de 320 mg/dia de valsartan em

associação com 25 mg/dia de hidroclorotiazida e um doente de 60 kg).

Os efeitos acima mencionados parecem dever-se aos efeitos farmacológicos de doses

elevadas de valsartan (bloqueio da inibição, induzida pela angiotensina II, da

libertação de renina, com estimulação das células produtoras de renina) ocorrendo

igualmente com inibidores da ECA. Estes resultados não têm, aparentemente,

relevância para o uso de doses terapêuticas de valsartan em humanos.

A associação valsartan + hidroclorotiazida não foi testada quanto à mutagenicidade,

quebra de cromossomas ou carcinogenicidade, dado não existirem indícios de

interação

entre

duas

substâncias.

Estes

testes

foram,

contudo,

realizados

separadamente com valsartan e hidroclorotiazida, não se observando quaisquer

sinais de mutagenicidade, quebra de cromossomas ou carcinogenicidade.

Nos ratos, doses tóxicas a nível materno (600 mg/kg/dia) durante os últimos dias de

gestação e aleitamento, levaram à menor sobrevivência, menor aumento de peso e

atraso no desenvolvimento (descolamento do pavilhão da orelha e abertura do canal

auricular) das crias (ver secção 4.6). Estas doses em ratos (600 mg/kg/dia) foram

aproximadamente 18 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa

base de mg/m2 (os cálculos pressupõem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente

de 60 kg). Efeitos semelhantes foram observados com valsartan + hidroclorotiazida

em ratos e coelhos. Em estudos de desenvolvimento embrio-fetal (Segmento II) com

valsartan + hidroclorotiazida em ratos e coelhos, não se observou evidência de

teratogenecidade; no entanto, observou-se fetotoxicidade associada a toxicidade

materna.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Celulose microcristalina

Lactose mono-hidratada

Croscarmelose sódica

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

Povidona K29-32

Talco

Estearato de Magnésio

Sílica coloidal anidra

Revestimento por película

[Comprimidos 320/12,5 mg]

Álcool polivinílico

Talco

Dióxido de titânio (E171)

Macrogol 3350

Óxido de ferro amarelo (E172)

Lecitina (contém óleo de soja) (E322)

Óxido de ferro vermelho (E172)

[Comprimidos 320/25 mg]

Álcool polivinílico

Talco

Dióxido de titânio (E171)

Macrogol 3350

Óxido de ferro amarelo (E172)

Lecitina (contém óleo de soja) (E322)

Óxido de ferro vermelho (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

Blister de PVC/PE/PVDC-Alu: 3 anos

Recipientes de comprimidos de polietileno: 4 anos

O prazo de validade após primeira abertura do recipiente de comprimidos é de 100

dias.

6.4 Precauções especiais de conservação

Blister de PVC/PE/PVDC-Alu: Não conservar acima de 25°C.

Recipientes

comprimidos

polietileno:

medicamento

não

necessita

quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister em PVC/PE/PVDC-Alu.

Recipiente de comprimidos (PE) fechado com tampa de encaixe (PE) e anel selante

da tampa.

Tamanho das embalagens:

Blister: 7, 10, 14, 20, 28, 30, 56, 90, 98 e 100 comprimidos revestidos por película.

Recipiente: 100 comprimidos revestidos por película.

APROVADO EM

22-09-2015

INFARMED

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Aurovitas Unipessoal, Lda.

Avenida do Forte, 3 - Parque Suécia - Edificio IV- 2º

2794-038 Carnaxide

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Registado no Infarmed com o nº 5396742

Registado no Infarmed com o nº 5396759

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

30 de junho de 2011

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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