Valaciclovir Labesfal 500 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Valaciclovir
Disponível em:
Generis Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
J05AB11
DCI (Denominação Comum Internacional):
Valaciclovir
Dosagem:
500 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Valaciclovir, cloridrato 556.24 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 10 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
1.3.2 Outros antivíricos
Área terapêutica:
valaciclovir
Resumo do produto:
5059175 - Blister 10 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10010135 - 50023942 ; 5059209 - Blister 42 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10010135 - 50023969
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
06/H/0349/001
Data de autorização:
2007-10-16

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Valaciclovir Labesfal 500 mg comprimido revestido por película

Valaciclovir Labesfal 1000 mg comprimido revestido por película

Valaciclovir

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Valaciclovir Labesfal e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Valaciclovir Labesfal

3. Como tomar Valaciclovir Labesfal

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Valaciclovir Labesfal

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Valaciclovir Labesfal e para que é utilizado

Valaciclovir Labesfal pertence a um grupo de medicamentos designados de antivirais.

Funciona ao matar ou impedir o crescimento de vírus como o herpes simplex (VHS),

varicela zoster (VVZ) e citomegalovirus (CMV).

Valaciclovir Labesfal pode ser utilizado para:

tratamento de herpes zoster - zona (em adultos).

tratamento de infeções por VHS da pele e herpes genital (em adultos e adolescentes

com mais de 12 anos de idade). Também pode ser utilizado para ajudar a prevenir o

reaparecimento destas infeções.

tratamento de herpes labial (em adultos e adolescentes com mais de 12 anos de

idade).

prevenção de infeções e doenças por citomegalovírus (CMV) após o transplante de

órgãos (em adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade).

tratamento e prevenção de infeções por VHS do olho.

2. O que precisa de saber antes de tomar Valaciclovir Labesfal

Não tome Valaciclovir Labesfal

Se tem alergia (hipersensibilidade) ao valaciclovir, aciclovir ou a qualquer outro

componente deste medicamento (indicados na secção 6).

Não tome Valaciclovir Labesfal se esta situação se aplica a si. Se não tiver a certeza,

fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Valaciclovir Labesfal

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Valaciclovir Labesfal:

Se tem problemas renais

Se tem problemas hepáticos

Se tem mais de 65 anos de idade

Se o seu sistema imunitário estiver enfraquecido.

Se não tiver a certeza se as situações acima se aplicam a si, fale com o seu médico

ou farmacêutico antes de tomar Valaciclovir Labesfal

Previna a transmissão de herpes genital a outros

Se estiver a tomar Valaciclovir Labesfal para tratar ou prevenir o herpes genital, ou

se tiver tido herpes genital no passado, deve praticar sexo seguro, incluindo o uso de

preservativos. Isto é importante para prevenir que transmita a infeção a outros. Não

deve ter relações sexuais se tiver pústulas ou bolhas genitais.

Outros medicamentos e Valaciclovir Labesfal

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar outros medicamentos que

afetam os rins. Estes incluem: aminoglicosídeos, organoplatinas, meios de contraste

iodados, metotrexato, pentamidina, foscarnet, ciclosporina, tacrolimus, cimetidina e

probenecida.

Informe sempre o seu médico ou farmacêutico sobre outros medicamentos se estiver

a tomar Valaciclovir Labesfal para o tratamento de herpes zoster (zona) ou após um

transplante de órgãos.

Gravidez e amamentação

Valaciclovir Labesfal não é normalmente recomendado durante a gravidez.

Se estiver grávida ou a amamentar, ou pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico antes de tomar este medicamento. O seu médico irá decidir

sobre o benefício para si contra o risco para o seu bebé de tomar Valaciclovir

Labesfal durante a gravidez ou a amamentação.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Valaciclovir Labesfal pode causar efeitos secundários que afetam a sua capacidade

para conduzir.

Não conduza ou opere máquinas a não ser que tenha a certeza que não é afetado.

Valaciclovir Labesfal contém lactose

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Valaciclovir Labesfal

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

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03-07-2014

INFARMED

A dose que deve tomar vai depender do motivo que levou o seu médico a

prescrever-lhe Valaciclovir Labesfal. O seu médico irá discutir este assunto consigo.

Para o tratamento de zona

A dose habitual é de 1000 mg (um comprimido de 1000 mg ou dois comprimidos de

500 mg), três vezes ao dia.

Deve tomar Valaciclovir Labesfal durante sete dias.

Para o tratamento de herpes labial

A dose habitual é de 2000 mg (dois comprimidos de 1000 mg ou quatro comprimidos

de 500 mg), duas vezes por dia.

A segunda dose deve ser tomada 12 horas (não antes de 6 horas) depois da primeira

dose.

Deve tomar Valaciclovir Labesfal durante apenas um dia (duas doses).

Para o tratamento de infeções por VHS da pele e herpes genital

A dose habitual é de 500 mg (1 comprimido de 500 mg) duas vezes ao dia.

Para o primeiro episódio de infeção deve tomar Valaciclovir Labesfal durante 5 dias

ou até 10 dias se o seu médico assim o indicar. Para infeções recorrentes a duração

do tratamento é normalmente 3-5 dias.

Para prevenir o reaparecimento de infeções por VHS depois de as ter tido pela

primeira vez

A dose habitual é de 1 comprimido de 500 mg uma vez por dia.

Algumas pessoas com recorrências frequentes podem beneficiar da toma de 1

comprimido de 250 mg duas vezes por dia.

Deve tomar Valaciclovir Labesfal até que o seu médico lhe diga para parar.

Para prevenir que seja infetado por CMV (Citomegalovírus)

A dose habitual é de 2000 mg (2 comprimidos de 1000 mg ou 4 comprimidos de 500

mg), quatro vezes ao dia.

Deve tomar cada dose com cerca de 6 horas de intervalo.

Irá começar a tomar Valaciclovir Labesfal assim que for possível após a cirurgia.

Deverá

tomar

Valaciclovir

Labesfal

durante aproximadamente 90

dias

após

cirurgia, até que o seu médico lhe diga para parar.

O seu médico poderá ajustar a dose de Valaciclovir Labesfal se:

Tiver mais do que 65 anos de idade

Se tiver um sistema imunitário fraco

Se tiver problemas renais

Fale com o seu médico antes de tomar Valaciclovir Labesfal se alguma das condições

acima descritas se aplica a si.

Ao tomar este medicamento

Tome este medicamento por via oral.

Engula os comprimidos inteiros com um copo de água.

Tome Valaciclovir Labesfal à mesma hora a cada dia.

Tome

Valaciclovir

Labesfal

acordo

instruções

médico

farmacêutico.

Se tem mais de 65 anos ou problemas renais

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03-07-2014

INFARMED

muito

importante

enquanto

tomar

Valaciclovir

Labesfal

beba

água

regularmente durante o dia. Isto irá ajudar a reduzir os efeitos secundários que

podem afetar o rim ou o sistema nervoso. O seu médico irá acompanhá-lo de perto

para detetar sinais destes efeitos secundários. Os efeitos secundários do sistema

nervoso podem incluir sensação de confusão ou agitação, ou sensação pouco

habitual de sono ou letargia.

Se tomar mais Valaciclovir Labesfal do que deveria

Valaciclovir Labesfal não é normalmente perigoso, exceto se tomar demasiado

durante vários dias. Se tomar demasiados comprimidos, poderá sentir-se indisposto

com náuseas, vómitos, confusão, agitação ou sonolência pouco habitual. Fale com o

seu médico ou farmacêutico se tomar demasiado Valaciclovir Labesfal Leve a

embalagem do medicamento consigo.

Caso se tenha esquecido de tomar Valaciclovir Labesfal

Se se esqueceu de tomar Valaciclovir Labesfal tome-o assim que se lembrar.

Contudo, se já for quase altura de tomar a próxima dose, não tome a dose

esquecida.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Os efeitos secundários

abaixo podem ocorrer com a toma deste medicamento:

Problemas a que necessita estar atento:

reações

alérgicas

graves

(anafilaxia).

Estas

são

raras

pessoas

tomar

valaciclovir. Os sintomas desenvolvem-se rapidamente e incluem:

vermelhidão da cara, erupção cutânea com comichão

inchaço dos lábios, face, pescoço e garganta, provocando dificuldade em respirar

(angioedema)

queda da pressão sanguínea, provocando colapso

Se tiver uma reação alérgica, pare de tomar Valaciclovir Labesfal e consulte um

médico imediatamente.

Muito frequentes (afetam mais de 1 em cada 10 pessoas):

dor de cabeça

Frequentes (afetam até 1 em cada 10 pessoas)

sentir-se enjoado

tonturas/vertigens

vómitos

diarreia

reação cutânea após exposição à luz solar (fotossensibilidade)

erupção cutânea

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Pouco frequentes (afetam até 1 em cada cada 100 pessoas)

sensação de confusão

ver ou ouvir coisas que não são reais (alucinações)

sentir-se muito sonolento

tremores

sentir-se agitado

Estes efeitos secundários do sistema nervoso ocorrem normalmente em pessoas com

problemas renais, em idosos ou em doentes sujeitos a transplante de órgãos a tomar

doses elevadas de 8 g ou mais de valaciclovir por dia. Estes doentes normalmente

recuperam quando a toma de valaciclovir é interrompida ou a dose é reduzida.

Outros efeitos secundários pouco frequentes:

dificuldade em respirar (dispneia)

mal-estar do estômago

erupção cutânea, por vezes com comichão (urticária)

dores na parte inferior das costas (dor nos rins)

Efeitos secundários pouco frequentes que podem surgir em análises ao sangue:

redução do número de glóbulos brancos (leucopenia)

redução do número de plaquetas no sangue, que são células que ajudam o sangue a

coagular (trombocitopenia)

aumento de substâncias produzidas pelo fígado.

Raros (afetam até 1 em cada 1000 pessoas)

Pouca estabilidade ao andar (desequilíbrio) e falta de coordenação (ataxia)

discurso lento e fraca articulação das palavras (disartria)

crises epiléticas (convulsões)

estado mental alterado (encefalopatia)

inconsciência (coma)

pensamentos confusos ou perturbadores

Estes efeitos secundários do sistema nervoso ocorrem normalmente em pessoas com

problemas renais, em idosos ou em doentes sujeitos a transplante de órgãos a tomar

doses elevadas de 8 g ou mais de valaciclovir por dia. Estes doentes normalmente

recuperam quando a toma de valaciclovir é interrompida ou a dose é reduzida.

Outros efeitos secundários raros:

problemas renais em que se passa a produzir pouca ou nenhuma urina.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo.

comunicar

efeitos

secundários,

estará

ajudar

fornecer

mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

APROVADO EM

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INFARMED

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Valaciclovir Labesfal

Não conservar acima de 30º C.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Valaciclovir Labesfal

A substância ativa é valaciclovir. Cada comprimido contém 500 mg ou 1000 mg de

valaciclovir (sob a forma de cloridrato de valaciclovir).

Os outros componentes são:

Núcleo do comprimido

Amido pré-gelificado; Lactose mono-hidratada; Povidona; Croscarmelose sódica;

Dióxido de titânio (E171); Estearato de magnésio.

Revestimento

Hidroxipropilmetilcelulose; Dióxido de titânio (E171); Macrogol 400; Polissorbato 80

Qual o aspeto de Valaciclovir Labesfal e conteúdo da embalagem

Valaciclovir Labesfal 500 mg Comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película, de cor bege, oblongo. O comprimido pode ser

dividido em doses iguais.

Embalagens com 10 e 42 comprimidos.

Valaciclovir Labesfal 1000 mg Comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película, de cor bege, oblongo. O comprimido pode ser

dividido em doses iguais.

Embalagem com 21 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

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03-07-2014

INFARMED

Labesfal Genéricos, S.A

Avenida Dr. Afonso Costa, 1370

3465-051 Campo de Besteiros

Fabricantes

Helm A.G.

Nordkanalstrasse 28

20097 Hamburg

Alemanha

Labesfal - Laboratórios Almiro, S.A.

Zona Industrial de Lagedo

3465-157 Santiago de Besteiros

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÌSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Valaciclovir Labesfal 500 mg comprimidos revestidos por película

Valaciclovir Labesfal 1000 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 500 mg de valaciclovir, sob a forma de cloridrato.

Cada comprimido contém 1000 mg de valaciclovir, sob a forma de cloridrato.

Excipientes com efeito conhecido:

Valaciclovir Labesfal, 500 mg, Comprimido revestido por película:

Cada comprimido contém 58,760 mg de lactose mono-hidratada.

Valaciclovir Labesfal, 1000 mg, Comprimido revestido por película:

Cada comprimido contém 117,52 mg de lactose mono-hidratada.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Comprimidos revestidos por película, de cor bege, oblongos e com ranhura de

quebra.

Os comprimidos de 500mg e 1000 mg podem ser divididos em doses iguais.

4. INFORMAÇões CLÍNICAs

4.1 Indicações terapêuticas

Infeções pelo Vírus Varicela-Zoster (VVZ) – herpes zoster

Valaciclovir Labesfal está indicado para o tratamento do herpes zoster (zona) e

zoster oftálmico em adultos imunocompetentes (ver secção 4.4).

Valaciclovir Labesfal está indicado para o tratamento do herpes zoster em adultos

com imunossupressão ligeira ou moderada (ver secção 4.4).

Infeções pelo Vírus Herpes simplex (VHS)

Valaciclovir Labesfal está indicado

para o tratamento e supressão de infeções por VHS da pele e mucosas, incluindo:

tratamento do primeiro episódio de herpes genital em adultos e adolescentes

imunocompetentes e em adultos imunocomprometidos tratamento de recorrências

de herpes genital em adultos e adolescentes imunocompetentes e em adultos

imunocomprometidos

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03-07-2014

INFARMED

supressão

herpes

genital

recorrente

adultos

adolescentes

imunocompetentes

adultos

imunocomprometidos

para

tratamento

supressão de infeções oculares recorrentes por VHS (ver secção 4.4).

Não

foram

conduzidos

estudos

clínicos

doentes

infetados

imunocomprometidos por outras causas que não a infeção por VIH (ver secção 5.1).

Infeções por Citomegalovírus (CMV)

Valaciclovir Labesfal está indicado na profilaxia da infeção e doença por CMV após o

transplante de órgãos sólidos em adultos e adolescentes (ver secção 4.4).

4.2 Posologia e modo de administração

Infeções por Vírus Varicela-Zoster (VVZ) – herpes zoster e zoster oftálmico

Os doentes devem ser aconselhados a iniciar o tratamento tão breve quanto possível

após

diagnóstico

infeção

herpes

zoster.

Não

existem

dados

sobre

tratamento iniciado em período superior a 72 horas do início do aparecimento de

erupções cutâneas provocadas pelo zoster.

Adultos imunocompetentes

A dose recomendada de Valaciclovir Labesfal em doentes imunocompetentes é de

1000 mg três vezes por dia, durante sete dias (3000 mg de dose diária total). Esta

dose deverá ser reduzida de acordo com a depuração da creatinina (ver abaixo em

Compromisso Renal).

Adultos imunocomprometidos

A dose recomendada de Valaciclovir Labesfal em doentes imunocomprometidos é de

1000 mg três vezes por dia, durante pelo menos sete dias (3000 mg de dose diária

total) e durante 2 dias após incrustação das lesões. Esta dose deverá ser reduzida de

acordo com a depuração da creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal).

O tratamento antiviral é sugerido a doentes imunocomprometidos que apresentem

vesículas, uma semana depois do início da formação destas, ou em qualquer altura

antes da completa formação de crosta nas lesões.

Tratamento de infeções por Vírus Herpes simplex (VHS) em adultos e adolescentes

(≥12 anos)

Adultos e adolescentes (≥12 anos) imunocompetentes

A dose recomendada de Valaciclovir Labesfal é de 500 mg duas vezes por dia (1000

mg de dose diária total). Esta dose deverá ser reduzida de acordo com a depuração

da creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal).

Para episódios recorrentes, o tratamento deverá durar 3 a 5 dias. Para os primeiros

episódios, que podem ser mais graves, o tratamento poderá ter de ser prolongado

até 10 dias. A toma deve iniciar-se o mais cedo possível. Para episódios recorrentes

de herpes simplex, o início do tratamento deve ser, idealmente, durante o período

prodrómico ou imediatamente após o aparecimento dos primeiros sinais ou sintomas.

Valaciclovir Labesfal pode prevenir o desenvolvimento de lesões quando tomado aos

primeiros sinais e sintomas de uma recorrência de infeção por VHS.

Herpes labial

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

Para o herpes labial, 2000 mg de valaciclovir duas vezes por dia durante 1 dia é um

tratamento eficaz para adultos e adolescentes. A segunda dose deve ser tomada

cerca de 12h (nunca antes de 6h) após a primeira dose. Esta dose deve ser reduzida

de acordo com a depuração da creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal).

Quando este regime posológico é utilizado, o tratamento não deve exceder 1 dia,

pois foi demonstrado que, para além desse período, não há qualquer benefício clínico

adicional. A terapêutica deve ser iniciada logo aos primeiros sintomas do herpes

labial (ex.º formigueiro, comichão ou ardor).

Adultos imunocomprometidos

Para o tratamento de VHS em adultos imunocomprometidos, a dose é de 1000 mg

duas vezes por dia durante pelo menos 5 dias, após avaliação da gravidade do

quadro clínico e do estado imunológico do doente. Nos primeiros episódios, que

podem ser mais graves, o tratamento poderá ter de ser prolongado até 10 dias. A

toma deve ser iniciada tão cedo quanto possível. Esta dose deve ser reduzida de

acordo com a depuração de creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal). Para

obtenção do máximo benefício clínico, o tratamento deve ser iniciado dentro de 48

horas. É aconselhável uma monitorização apertada da evolução das lesões.

Supressão de recorrências de infeções por Vírus Herpes simplex (VHS) em adultos e

adolescentes (≥12 anos)

Adultos e adolescentes (≥12 anos) imunocompetentes

A dose recomendada de Valaciclovir Labesfal é de 500 mg uma vez por dia. Alguns

doentes com recorrências muito frequentes (≥10/ano na ausência de terapêutica)

podem obter um benefício adicional com a divisão da toma da dose diária (250 mg

duas vezes por dia). Esta dose deve ser reduzida de acordo com a depuração de

creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal).

O tratamento deve ser reavaliado após 6 a 12 meses de terapêutica.

Adultos imunocomprometidos

A dose recomendada de Valaciclovir Labesfal é de 500 mg duas vezes por dia. Esta

dose deve ser reduzida de acordo com a depuração de creatinina (ver abaixo em

Compromisso Renal). O tratamento deve ser reavaliado após 6 a 12 meses de

terapêutica.

Profilaxia de infeções e doença por Citomegalovírus (CMV) em adultos e adolescentes

(≥12 anos)

A dose de Valaciclovir Labesfal é de 2000 mg 4 vezes por dia, a ser iniciada tão cedo

quanto possível após o transplante. Esta dose deve ser reduzida de acordo com a

depuração de creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal).

A duração do tratamento é normalmente de 90 dias, mas poderá necessitar de ser

prolongada em doentes de risco elevado.

Populações especiais

Crianças

A eficácia de Valaciclovir Labesfal em crianças com menos de 12 anos de idade não

foi avaliada.

Idosos

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

Deve ser considerada a possibilidade dos idosos sofrerem de compromisso (ou

disfunção) renal, pelo que a dose deve ser adequadamente ajustada (ver abaixo em

Compromisso Renal). Deve ser mantida uma hidratação adequada.

Compromisso renal

Aconselha-se precaução na administração de Valaciclovir Labesfal a doentes com a

função renal comprometida. Deve ser mantida uma hidratação adequada. A dose de

Valaciclovir

Labesfal

deve

reduzida

doentes

função

renal

comprometida, como descrito na tabela 1 abaixo.

Em doentes sujeitos a hemodiálise intermitente, a dose de Valaciclovir Labesfal deve

ser administrada após o final da sessão de hemodiálise. A depuração de creatinina

deve ser monitorizada frequentemente, especialmente durante períodos de rápida

alteração da função renal, como por exemplo imediatamente após transplante ou

enxerto renal. A dose de Valaciclovir Labesfal deve ser adequadamente ajustada.

Compromisso hepático

Estudos

dose

1000

valaciclovir

doentes

adultos

demonstraram que não é necessária alteração da dose em doentes com cirrose

ligeira

moderada

(manutenção

função

síntese

hepática).

Dados

farmacocinéticos em doentes com cirrose avançada, (insuficiência da função de

síntese hepática e evidência de derivação porto-sistémica) não indicam necessidade

de ajuste da dose; no entanto, a experiência clínica é limitada. Para doses mais

elevadas (≥4000 mg/dia), ver secção 4.4.

Tabela 1: Ajustes de dose para compromisso renal

Indicação Terapêutica

Depuração da

Creatinina

(mL/min)

Dose de Valaciclovira

Infeções por Vírus Varicela-Zoster (VVZ)

Tratamento

herpes

zoster

(zona)

adultos

imunocompetentes

imunocomprometidos

≥ 50

30 a 49

10 a 29

1000 mg

três

vezes

1000 mg

duas

vezes

1000 mg

500 mg uma vez por dia

Infeções

Vírus

Herpes

Simplex

(VHS)

Tratamento de infeções por VHS

- adultos e adolescentes

imunocompetentes

≥ 30

< 30

500 mg

duas

vezes

500 mg uma vez por dia

- adultos imunocomprometidos

≥ 30

< 30

1000 mg

duas

vezes

1000 mg uma vez por dia

Tratamento de herpes labial em adultos

adolescents

imunocompetentes

(regime alternativo de 1 dia)

≥ 50

30 a 49

10 a 29

< 10

2000 mg duas vezes durante um

1000 mg duas vezes durante um

500 mg duas vezes durante um dia

500 mg dose única

Supressão de infeções por VHS

- adultos e adolescentes

imunocompetentes

≥ 30

< 30

500 mg

250 mg uma vez por dia

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

- adultos imunocomprometidos

≥ 30

< 30

500 mg

duas

vezes

500 mg uma vez por dia

Infeções por Citomegalovirus (CMV)

Profilaxia

adultos

adolescentes recetores de transplantes

de órgãos sólidos

≥ 75

50 a < 75

25 a < 50

10 a < 25

< 10 ou em

diálise

2000 mg

quatro

vezes

1500 mg

quatro

vezes

1500 mg

três

vezes

1500 mg

duas

vezes

1500 mg uma vez por dia

aPara doentes em hemodiálise intermitente, a dose deve ser dada após as sessões

de diálise, no próprio dia.

bPara a supressão de VHS em doentes imunocompetentes com historial de ³10

recorrências/ano, podem ser obtidos melhores resultados com 250 mg duas vezes

por dia.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade ao valaciclovir ou ao aciclovir, ou a qualquer um dos excipientes

mencionados na secção 6.1.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Estado de hidratação

Deve assegurar-se uma ingestão adequada de fluidos nos doentes em risco de

desidratação, particularmente nos idosos.

Utilização em doentes com compromisso renal e em idosos

O aciclovir é eliminado por depuração renal, pelo que a dose de valaciclovir deve ser

reduzida nos doentes com compromisso renal (ver secção 4.2). É provável que os

idosos tenham a sua função renal diminuída pelo que se deve considerar uma

redução da dose nesta população de doentes. Tanto os doentes idosos como os

doentes com compromisso renal apresentam um risco acrescido de desenvolver

efeitos indesejáveis neurológicos e devem ser cuidadosamente monitorizados quanto

sinais

sintomas

destes

efeitos.

Nos casos

relatados,

estes

efeitos

foram

geralmente reversíveis após suspensão do tratamento (ver secção 4.8).

Utilização de doses elevadas de valaciclovir no compromisso hepático e transplante

de fígado

Não existem dados disponíveis sobre a utilização de doses mais elevadas de

valaciclovir (≥ 4000 mg/dia) em doentes com doença hepática. Não foram realizados

estudos específicos com valaciclovir no transplante hepático, pelo que se aconselha

precaução na administração de doses diárias mais elevadas que 4000 mg a esses

doentes.

Utilização no tratamento do zoster

A resposta clínica deve ser monitorizada de perto, especialmente em doentes

imunocomprometidos. A terapêutica antiviral intravenosa deve ser considerada,

quando a resposta à terapêutica oral for considerada insuficiente.

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

Doentes com herpes zoster com complicações, isto é, com envolvimento visceral,

zoster

disseminado,

neuropatias

motoras,

encefalite

complicações

cerebrovasculares, devem ser tratados com terapêutica antiviral intravenosa.

Adicionalmente, doentes imunocomprometidos com zoster oftálmico ou doentes com

elevado risco de disseminação da doença e envolvimento orgânico visceral devem

ser tratados com terapêutica antiviral intravenosa.

Transmissão do herpes genital

Os doentes devem ser aconselhados a evitar a prática de relações sexuais quando

apresentam sintomas, mesmo que já tenha sido iniciado o tratamento antiviral.

Durante

tratamento

supressão

agentes

antivirais,

frequência

propagação do vírus é significativamente reduzida. Contudo, existe ainda risco de

transmissão. Assim, adicionalmente à terapêutica com valaciclovir, é recomendado

que os doentes adiram a práticas sexuais mais seguras.

Utilização nas infeções oculares por HSV

A resposta clínica deve ser monitorizada de perto nestes doentes. Deve ser

considerada a terapêutica antiviral intravenosa quando a resposta à terapêutica oral

não for considerada suficiente.

Utilização em infeções por CMV

Dados

eficácia

valaciclovir

doentes

sujeitos

transplante

(aproximadamente 200), com risco elevado de doença por CMV (por exemplo, dador

CMV-positivo/recetor CMV-negativo ou utilização de terapêutica de indução de

globulina antitimocítica), indicam que o valaciclovir só deve ser usado nestes doentes

quando

preocupações

segurança

excluírem

valganciclovir

ganciclovir.

Doses elevadas de valaciclovir, como as necessárias para a profilaxia de CMV, podem

resultar em efeitos adversos mais frequentes, incluindo perturbações do SNC, do que

aqueles observados para doses mais baixas administradas para outras indicações

(ver secção 4.8). Os doentes devem ser atentamente monitorizados para alterações

da função renal com os consequentes ajustes de dose (ver secção 4.2).

Este medicamento contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, deficiência de lactase ou má absorção de glucose-galactose

não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

A combinação de valaciclovir com medicamentos nefrotóxicos deve ser feita com

cuidado, especialmente em doentes com função renal comprometida, assegurando a

monitorização regular da função renal. Isto aplica-se à administração concomitante

com aminoglicosídeos, organoplatinas, meios de contraste iodados, metotrexato,

pentamidina, foscarnet, ciclosporina e tacrolimus.

O aciclovir é eliminado na urina, principalmente sob a forma inalterada, por secreção

tubular ativa renal. Após a administração de 1000 mg de valaciclovir, a cimetidina e

a probenicida reduziram a depuração renal do aciclovir e aumentaram a AUC do

aciclovir em 25% e 45%, respetivamente, por inibição da secreção renal ativa do

aciclovir. A cimetidina e a probenecida tomadas em conjunto com valaciclovir

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

aumentam a AUC do aciclovir em cerca de 65%. Outros medicamentos (por exemplo

o tenofovir) administrados concomitantemente, que compitam pela secreção tubular

ativa

inibam,

podem

aumentar

concentrações

aciclovir

este

mecanismo. De forma similar, a administração de valaciclovir pode aumentar as

concentrações plasmáticas de outras substâncias administradas concomitantemente.

Em doentes a receber exposições mais elevadas de aciclovir a partir do valaciclovir

(por exemplo, doses para tratamento de zoster ou profilaxia de CMV), aconselha-se

precaução durante a administração concomitante de medicamentos que inibam a

secreção tubular renal ativa.

Foram demonstrados aumentos na AUC plasmática de aciclovir e do metabolito

inativo do micofenolato de mofetil, um agente imunossupressor usado em doentes

sujeitos a transplante, quando estes fármacos são coadministrados. Não foram

observadas alterações nas concentrações máximas ou nas AUCs, aquando da

coadministração de valaciclovir e micofenolato de mofetil a voluntários saudáveis. A

experiência clínica com o uso desta combinação terapêutica é limitada.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Dados limitados sobre o uso de valaciclovir na gravidez e dados, em quantidade

moderada, sobre o uso de aciclovir na gravidez estão disponíveis a partir de registos

realizados em mulheres grávidas (que documentaram a conclusão da gravidez, em

mulheres expostas a valaciclovir ou a aciclovir - o metabolito ativo do valaciclovir -

oral ou intravenoso; 111 e 1246 resultados (29 e 756 exposições durante o primeiro

trimestre

gravidez,

respetivamente))

experiência

pós-comercialização,

indicaram não existir malformações ou toxicidade fetal ou do recém-nascido. Estudos

em animais não mostram toxicidade reprodutiva associada ao valaciclovir (ver

secção 5.3). O valaciclovir só deve ser usado durante a gravidez se os potenciais

benefícios da terapêutica ultrapassarem os potenciais riscos.

Amamentação

O aciclovir, o principal metabolito do valaciclovir, é excretado no leite materno.

Contudo, em doses terapêuticas, não se prevê a ocorrência de efeitos no recém-

nascido ou no lactente em amamentação, dado que a dose ingerida pela criança é

inferior a 2% da dose terapêutica de aciclovir intravenoso, para o tratamento de

herpes neonatal (ver secção 5.2). O valaciclovir deve ser usado com precaução

durante a amamentação e apenas quando clinicamente indicado.

Fertilidade

O valaciclovir administado por via oral não afetou a fertilidade em ratos. Com doses

elevadas de aciclovir administradas por via parentérica, observou-se atrofia testicular

e aspermatogénese em ratos e cães. Não foram efetuados estudos de fertilidade

humana com valaciclovir, mas não foram notificadas alterações à contagem de

espermatozoides, motilidade ou morfologia em 20 doentes, após 6 meses de

tratamento diário com 400 a 1000 mg de aciclovir.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram efetuados estudos sobre a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. O

estado clínico do doente e o perfil de reações adversas de Valaciclovir Labesfal

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

devem estar presentes quando se considera a capacidade do doente em conduzir e

utilizar máquinas. Adicionalmente, não pode ser previsível um efeito prejudicial sob

estas atividades a partir da farmacologia da substância ativa.

4.8 Efeitos indesejáveis

As reações adversas (RAs) mais frequentemente notificadas em pelo menos uma

indicação, em doentes tratados com valaciclovir em ensaios clínicos, foram dor de

cabeça

náusea.

mais

graves

como

púrpura

trombocitopénica

trombótica/síndrome urémico hemolítico, insuficiência renal aguda e perturbações

neurológicas serão discutidas em maior detalhe noutras secções deste documento.

Os efeitos indesejáveis estão listados por classe de sistemas de órgão e frequência.

As categorias de frequências utilizadas são:

Muito frequentes ≥1 em 10,

Frequentes ≥1 em 100, <1 em 10,

Pouco frequentes ≥1 em 1000, <1 em 100,

Raros ≥1 em 10000, <1 em 1000,

Muito raros <1 em 10000.

Os resultados obtidos dos ensaios clínicos foram utilizados para determinar as

categorias de frequências das RAs se existiu, nos ensaios, evidência de uma

associação com valaciclovir.

Para as RAs identificadas na experiência pós-comercialização, mas não observadas

em ensaios clínicos, o valor mais conservador da estimativa de ponto (“regra de

três”) tem sido usado para atribuir a categoria de frequência de RA. Para as RAs

identificadas como associadas à experiência pós-comercialização com valaciclovir, e

observadas em ensaios clínicos, a incidência de estudo tem sido usada para atribuir

a categoria de frequência de RA. A base de dados de ensaios clínicos de segurança é

baseada em 5855 indivíduos expostos ao valaciclovir em ensaios clínicos que

abrangem múltiplas indicações (tratamento de herpes zoster, tratamento/supressão

de herpes genital e tratamento de herpes labial).

Dados de ensaios clínicos

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes: cefaleia

Doenças gastrointestinais

Frequentes: náusea

Dados de pós-comercialização

Doenças do sangue e do sistema linfático

Pouco frequentes: leucopenia, trombocitopenia

A ocorrência de leucopenia é principalmente relatada em doentes

imunocomprometidos.

Doenças do sistema imunitário

Raros: anafilaxia

Doenças do sistema nervoso e Perturbações do foro psiquiátrico

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

Frequentes: tonturas

Pouco frequentes: confusão, alucinações, alteração da consciência, agitação, tremor

Raros: ataxia, disartria, convulsões, encefalopatia, coma, sintomas psicóticos.

As perturbações neurológicas, por vezes graves, podem estar relacionadas com

encefalopatia e incluem confusão, agitação, convulsões, alucinações e coma. Estes

acontecimentos são geralmente reversíveis e normalmente vistos em doentes com

compromisso renal ou outros fatores predisponentes (ver secção 4.4). Nos doentes

sujeitos a transplantes de órgãos a receberem doses elevadas (8000 mg por dia) de

valaciclovir para a profilaxia de CMV, as reações neurológicas ocorreram mais

frequentemente, quando comparadas com dosagens inferiores usadas para outras

indicações.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Pouco frequentes: dispneia

Doenças gastrointestinais

Frequentes: vómito, diarreia

Pouco frequentes: desconforto abdominal

Afeções hepatobiliares

Pouco frequentes: aumentos reversíveis dos valores dos testes da função hepática

(por exemplo, bilirrubina e enzimas hepáticas séricas)

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Frequentes: erupção cutânea incluindo fotossensibilidade, prurido

Pouco frequentes: urticária

Raros: angioedema

Doenças renais e urinárias

Pouco frequentes: cólica renal

Raros: compromisso renal, insuficiência renal aguda (em particular nos idosos ou em

doentes com compromisso renal, em que as doses utilizadas excedem as doses

recomendadas).

Cólica renal pode estar associada a insuficiência renal.

Foi também notificada a precipitação intratubular de cristais de aciclovir no rim. Deve

ser assegurada uma hidratação adequada durante o tratamento (ver secção 4.4).

Informação adicional para populações especiais:

Foram relatados casos de insuficiência renal, anemia hemolítica microangiopática e

trombocitopenia

(por

vezes

associação)

doentes

adultos

gravemente

imunocomprometidos, particularmente no caso de infeção por VIH avançada, a

receberem doses elevadas (8000 mg por dia) de valaciclovir durante períodos

prolongados em ensaios clínicos. Estes efeitos foram também observados em

doentes não tratados com valaciclovir, com as mesmas condições subjacentes ou

concomitantes.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Sintomas e sinais:

Insuficiência renal aguda e sintomas neurológicos, incluindo confusão, alucinações,

agitação,

alteração

consciência

coma,

foram

notificados

doentes

receberem doses excessivas de valaciclovir. Podem também ocorrer náuseas e

vómitos. É necessário agir com precaução para impedir sobredosagens inadvertidas.

Muitos dos casos notificados envolvem doentes com a função renal comprometida e

doentes idosos a receberem doses excessivas repetidas, devido à falta de ajustes de

dose apropriados.

Tratamento:

Os doentes devem ser cuidadosamente observados quanto a sinais de toxicidade. A

hemodiálise potencia significativamente a remoção sanguínea do aciclovir, pelo que

poderá ser considerada como tratamento opcional em caso de sobredosagem

sintomática.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 1.3.2 Medicamentos anti-infeciosos. Antivíricos. Outros

antivíricos.

Código ATC: J05AB11

Mecanismo de ação

O valaciclovir, fármaco antivírico, é o éster L-valina de aciclovir. O aciclovir é um

análogo do nucleósido purina (guanina).

O valaciclovir é rápida e quase completamente convertido em aciclovir e valina no

homem, provavelmente pela enzima valaciclovir hidrolase.

O aciclovir é um inibidor específico do vírus herpes com uma atividade in vitro contra

os vírus Herpes simplex (VHS) tipo 1 e 2, varicela zoster (VVZ), citomegalovírus

(CMV), Epstein-Barr (VEB) e vírus Herpes humano 6 (VHH-6). O aciclovir inibe a

síntese de ADN do vírus herpes após ter sido fosforilado para a forma ativa de

trifosfato.

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

A primeira fase da fosforilação requer a atividade de uma enzima específica do vírus.

No caso do VHS, VVZ e VEB esta enzima é a timidina quinase vírica (TK), presente

apenas nas células infetadas pelo vírus. A seletividade é mantida no CMV com a

fosforilação, pelo menos em parte, sendo mediada pelo gene da fosfotransferase,

codificado por UL97. Esta necessidade de ativação do aciclovir por uma enzima

específica do vírus explica em grande parte a sua seletividade.

O processo de fosforilação é completado (conversão de mono a trifosfato) por

quinases celulares. O aciclovir trifosfato inibe competitivamente a ADN polimerase do

vírus e a incorporação deste análogo de nucleosido obriga à terminação da cadeia,

impedindo a síntese do ADN vírico e bloqueando assim a replicação vírica.

Efeitos farmacodinâmicos

A resistência ao aciclovir deve-se normalmente a uma deficiência fenotípica da

timidina quinase, o que resulta num vírus com desvantagem no hospedeiro natural.

A sensibilidade reduzida ao aciclovir tem sido descrita como resultado de alterações

subtis tanto na timidina quinase como na ADN polimerase do vírus. A virulência

destas variantes assemelha-se à do vírus selvagem.

A monitorização de isolados clínicos de VHS e VVZ de doentes sob terapêutica ou

profilaxia com aciclovir revelou que os vírus com sensibilidade reduzida ao aciclovir

em doentes imunocompetentes são de ocorrência rara, e que se encontram, com

pouca frequência, em alguns indivíduos gravemente imunocomprometidos, como por

exemplo, doentes submetidos a transplantes de medula óssea ou órgãos, doentes

sujeitos a quimioterapia para doenças malignas e indivíduos infetados com o Vírus da

Imunodeficiência Humana (VIH).

Estudos Clínicos

Infeção por Vírus Varicela Zoster

O valaciclovir acelera a resolução da dor: reduz a duração e a proporção de doentes

com dor associada ao zoster, o que inclui nevralgia aguda e, em doentes com mais

de 50 anos, também a nevralgia pós-herpética. O valaciclovir reduz o risco de

complicações oculares do zoster oftálmico.

A terapêutica intravenosa é geralmente considerada como terapêutica padrão para o

tratamento do zoster em doentes imunocomprometidos; contudo, dados limitados

indicam haver benefício clínico do valaciclovir no tratamento de infeções por VVZ

(herpes zoster) em determinados doentes imunocomprometidos, incluindo aqueles

com neoplasias de órgãos sólidos, HIV, doenças autoimunes, linfoma, leucemia e

transplantes de células estaminais.

Infeção por Vírus Herpes Simplex

Para infeções oculares por VHS, valaciclovir deve ser administrado de acordo com as

diretrizes de tratamento aplicáveis.

Foram

realizados

estudos

tratamento

supressão

herpes

genital

valaciclovir em doentes coinfetados com HIV/VHS com uma contagem média de CD4

>100

células/mm3.

Para

supressão

recorrências

sintomáticas,

regime

posológico de 500 mg de valaciclovir, duas vezes por dia, foi superior a 1000 mg,

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

uma vez por dia. Relativamente à duração dos episódios de herpes, valaciclovir 1000

mg, duas vezes por dia, para o tratamento de recorrências foi comparável a 200 mg

de aciclovir, cinco vezes por dia. O valaciclovir não foi estudado em doentes com

deficiência imunitária grave.

A eficácia do valaciclovir no tratamento de outras infeções da pele por VHS tem sido

documentada. O valaciclovir mostrou eficácia no tratamento do herpes labial,

mucosite

devido

quimio

radioterapia,

reativação

partir

reaparecimento facial, e herpes gladiatorum. Com base na experiência histórica com

aciclovir, o valaciclovir parece ser tão eficaz como o aciclovir no tratamento do

eritrema multiforme, eczema herpético e panarício herpético.

O valaciclovir demonstrou reduzir o risco de transmissão de herpes genital em

adultos imunocompententes quando tomado como terapêutica de supressão e

combinado com práticas sexuais mais seguras. Foi realizado um ensaio duplamente

cego

controlado

contra

placebo

1484

casais

heterossexuais

adultos

imunocompetentes

discordantes

quanto

infeção

VHS-2.

resultados

demonstraram redução significativa no risco de transmissão: 75% (aquisição de

VHS-2 sintomático), 50% (seroconversão VHS-2), e 48% (aquisição VHS-2 total)

com valaciclovir quando comparado com placebo. Entre os participantes incluídos

num subestudo de propagação (dispersão) do vírus (aparecimento da lesão à

superfície da pele e dispersão do vírus), o valaciclovir reduziu significativamente a

propagação (dispersão) em 73% quando comparado com placebo (ver secção 4.4

para informação adicional sobre a redução da transmissão).

Infeção por Citomegalovírus (ver secção 4.4)

A profilaxia do CMV com valaciclovir em doentes sujeitos a transplantes de órgãos

sólidos (rim, coração) reduz a ocorrência de rejeição de excertos aguda, infeções

oportunistas e outras infeções por vírus herpes (VHS, VVZ). Não existem estudos

comparativos diretos versus valganciclovir para definir uma gestão terapêutica ótima

de doentes sujeitos a transplantes de órgãos sólidos.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O valaciclovir é um pró-farmaco do aciclovir. A biodisponibilidade do aciclovir a partir

do valaciclovir é cerca de 3,3 a 5,5 vezes maior do que o historicamente observado

para o aciclovir oral. Após administração oral, o valaciclovir é bem absorvido e rápida

quase

completamente

convertido

aciclovir

valina.

Esta

conversão

provavelmente mediada pela valaciclovir hidrolase, uma enzima isolada do fígado

humano. A biodisponibilidade do aciclovir, partindo de 1000 mg de valaciclovir é de

54% e não é reduzida pelos alimentos. A farmacocinética do valaciclovir não é

proporcional à dose. A taxa e extensão da absorção diminui com o aumento da dose,

resultando num aumento abaixo do que o proporcionalmente esperado da Cmax ao

longo do espectro da dose terapêutica e numa biodisponibilidade reduzida em doses

acima dos 500 mg. As estimativas dos parâmetros farmacocinéticos de aciclovir após

doses únicas de 250 mg até 2000 mg de valaciclovir em voluntários saudáveis com

função renal normal, estão descritas na tabela abaixo.

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

Parâmetros

farmacocinéticos

aciclovir

250 mg

(N=15)

(N=15)

1000

(N=15)

2000

(N=8)

microgramas/mL

2.20 ± 0.38

3.37 ± 0.95

5.20 ± 1.92

8.30 ± 1.43

horas (h)

0.75

(0.75–

1.5)

(0.75–

2.5)

(0.75–

3.0)

(1.5–

3.0)

h.microgramas/

5.50 ± 0.82

11.1 ± 1.75

18.9 ± 4.51

29.5 ± 6.36

Cmax = concentração máxima; Tmax = tempo até concentração máxima; AUC =

área sob a curva concentração-tempo. Os valores de Cmax e AUC refletem a

média±desvio padrão. Os valores de Tmax refletem a mediana e o intervalo de

valores.

As concentrações plasmáticas máximas de valaciclovir na forma inalterada são de

apenas 4% dos níveis máximos de aciclovir, ocorrendo em média 30 a 100 minutos

após a administração da dose, e são iguais ou inferiores ao limite de quantificação,

3h depois da administração. Os perfis farmacocinéticos do valaciclovir e do aciclovir

são semelhantes após dose única e doses repetidas. O herpes zoster, herpes simplex

e a infeção por VIH não alteram significativamente a farmacocinética do valaciclovir

e do acliclovir após a administração oral de valaciclovir, quando comparada à de

adultos

saudáveis.

concentrações

máximas

aciclovir

indíviduos

transplantados, a receber 2000 mg de valaciclovir 4 vezes por dia, são semelhantes

ou superiores às de voluntários saudáveis a receber a mesma dose. As áreas sob a

curva (AUCs) diárias estimadas são apreciavelmente maiores.

Distribuição

A ligação do valaciclovir às proteínas plasmáticas é muito baixa (15%). A penetração

no LCR, determinada pela razão LCR/plasma AUC, é independente da função renal e

foi cerca de 25% para o aciclovir e para o metabolito 8-OH-ACV, e cerca de 2,5%

para o metabolito CMMG.

Biotransformação

Após administração oral, o valaciclovir é convertido em aciclovir e L-valina por

metabolismo de 1ª passagem intestinal e/ou hepático. O aciclovir é convertido, em

pequena extensão, nos metabolitos 9(carboximetoxi)metilguanina (CMMG) pelas

álcool

aldeído

desidrogenases

8-hidroxi-aciclovir

(8-OH-ACV)

pela

aldeído

oxidase. Aproximadamente 88% das exposições plasmáticas totais combinadas são

atribuíveis ao aciclovir, 11% ao CMMG e 1% ao 8-OH-ACV. Nem o valaciclovir nem o

aciclovir são metabolizados pelas enzimas do citocromo P450.

Eliminação

O valaciclovir é eliminado na urina principalmente sob a forma de aciclovir (mais de

80% da dose recuperada) e de 9-carboximetoximetilguanina (CMMG) (cerca de 14 %

da dose recuperada), um metabolito do aciclovir. O metabolito 8-OH-ACV é detetado

apenas em pequenas quantidades na urina (<2% da dose recuperada). Da dose de

valaciclovir

administrada,

menos

de 1%

é recuperada na urina

forma

inalterada.

doentes

função

renal

normal,

semivida

eliminação

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

plasmática

aciclovir

após

dose

única

múltipla

valaciclovir

aproximadamente 3 horas.

Populações especiais

Compromisso renal

A eliminação do aciclovir está correlacionada com a função renal, e a exposição ao

aciclovir aumentará com o aumento do grau do compromisso renal. Em doentes com

doença renal de fase terminal, o tempo de semivida de eliminação médio do

aciclovir, após administração de valaciclovir, é de aproximadamente 14 horas, por

comparação com as 3h necessárias para função renal normal (ver secção 4.2).

A exposição ao aciclovir e aos seus metabolitos CMMG e 8-OH-ACV no plasma e no

líquido

cefalorraquidiano

(LCR)

avaliada

estado

estacionário

após

administração de doses múltiplas, de valaciclovir a 6 voluntários com função renal

normal (depuração média de creatinina 111 ml/min, num intervalo de 91-144

ml/min) a receberem 2000 mg a cada 6 horas e a 3 voluntários com compromisso

renal grave (depuração média de creatinina 26 ml/min, num intervalo de 17-31

ml/min) a receberem 1500 mg a cada 12 horas. No plasma, bem como no LCR, as

concentrações de aciclovir, CMMG e 8-OH-ACV foram em média de 2,4 e 5-6 vezes

mais elevadas, respetivamente, no compromisso renal grave quando comparadas à

função renal normal.

Compromisso hepático

Os dados farmacocinéticos indicam que o compromisso da função hepática diminui a

taxa de conversão do valaciclovir em aciclovir mas não a extensão dessa conversão.

A semivida do aciclovir não é afetada.

Grávidas

Um estudo sobre a farmacocinética do valaciclovir e aciclovir durante o final da

gravidez indica que a gravidez não afeta as características farmacocinéticas de

valaciclovir.

Passagem para o leite materno

Após a administração oral de uma dose de 500 mg de valaciclovir, a concentração

máxima

aciclovir

(Cmax) no

leite materno

varia

de 0,5

vezes

concentrações

séricas

correspondentes

aciclovir

maternas.

mediana

concentração de aciclovir no leite materno foi de 2,24 microgramas/ml (9,95

micromoles/L). Uma dosagem materna de valaciclovir de 500 mg, duas vezes por

dia, provoca ao lactente em amamentação a exposição a uma dose diária oral de

cerca de 0,61 mg/kg/dia. A semivida de eliminação do aciclovir do leite materno foi

similar

plasmática.

Não

detetado

valaciclovir

não

metabolizado no

soro

materno, no leite materno ou na urina do lactente.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo

estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida,

genotoxicidada e potencial carcinogénico.

O valaciclovir, administrado por via oral, não teve efeito na fertilidade do rato macho

ou fêmea.

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

O valaciclovir não revelou efeitos teratogénicos no rato e no coelho. O valaciclovir é

metabolizado quase na totalidade em aciclovir. A administração subcutânea de

aciclovir em testes internacionalmente aceites, não originou efeitos teratogénicos no

rato e no coelho. Em estudos adicionais efetuados no rato, observaram-se anomalias

fetais

toxicidade

materna,

doses

subcutâneas

originaram

níveis

plasmáticos de 100 mg/ml (>10 vezes mais elevado do que uma dose única de 2000

mg administrada a humanos com função renal normal).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido

- Amido pré-gelificado;

- Lactose mono-hidratada;

- Povidona;

- Croscarmelose sódica;

- Dióxido de titânio (E171);

- Estearato de magnésio.

Revestimento:

- Hidroxipropilmetilcelulose;

- Dióxido de titânio (E171);

- Macrogol 400;

- Polissorbato 80.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30º C.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Valaciclovir Labesfal 500 mg Comprimido revestido por película

Blisters de PVC/PVDC/ALU

Embalagens com 10 e 42 comprimidos.

Valaciclovir Labesfal 1000 mg Comprimido revestido por película

Blisters de PVC/PVDC/ALU

Embalagem com 21 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

APROVADO EM

03-07-2014

INFARMED

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Labesfal Genéricos, S.A

Avenida Dr. Afonso Costa, 1370

3465-051 Campo de Besteiros

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Valaciclovir Labesfal 500 mg Comprimido revestido por película

N.º de registo: 5059175 – 10 comprimidos revestidos por película, 500 mg, blister

de PVC/PVDC/Alu

N.º de registo: 5059209 – 42 comprimidos revestidos por película, 500 mg, blister

de PVC/PVDC/Alu

Valaciclovir Labesfal 1000 mg Comprimido revestido por película

N.º de registo: 5059217 – 21 comprimidos revestidos por película, 1000 mg, blister

de PVC/PVDC/Alu.

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/

RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 16/10/2007

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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