Uriprim 300 300 mg Comprimido

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Alopurinol
Disponível em:
Interbial - Produtos Farmacêuticos, S.A.
Código ATC:
M04AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Allopurinol
Dosagem:
300 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido
Composição:
Alopurinol 300 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 60 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
9.3 Medicamentos usados para o tratamento da gota
Área terapêutica:
allopurinol allopurinol
Resumo do produto:
9197061 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 5 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Comercializado - 10008846 - 50000870 ; 9197053 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 5 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10008846 - 50000861
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
6/23/75
Data de autorização:
1975-07-10

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Uriprim 300 300 mg comprimidos

Alopurinol

Leia com atenção este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém

informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é URIPRIM 300 e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar URIPRIM 300

3. Como tomar URIPRIM 300

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar URIPRIM 300

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é URIPRIM e para que é utilizado

Este medicamento é usado no tratamento da hiperuricemia primária da gota (no

intervalo das crises). Tratamento da hiperuricemia secundária à policitemia vera,

metaplasia mieloide e outras discrasias sanguíneas. Tratamento da hiperuricemia

secundária da doença de Lesch-Nyhan. Profilaxia da hiperuricemia e da calculose renal

em doentes com leucemias, linfomas ou outras doenças malignas, particularmente no

início da quimioterapia ou da radioterapia antineoplásica. A hiperuricemia não é, por si

só, uma indicação para a utilização de alopurinol.

2. O que precisa de saber antes de tomar URIPRIM 300

Não tome URIPRIM 300:

- se tem alergia ao alopurinol ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6).

- se está gravida (sobretudo no 1º trimestre) ou a amamentar.

- nas crianças, exceto no caso de hiperuricemia da doença de Lesh-Nyhan e de doenças

malignas, e na profilaxia da hiperuricemia de doenças malignas.

- nas crises agudas de gota.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar URIPRIM 300.

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27-07-2018

INFARMED

Deve reduzir-se a dose em doentes com insuficiência renal ou hepática. Recomenda-se

precaução na administração de alopurinol a doentes em tratamento com anti-

hipertensores (ex. diuréticos ou IECAs) ou que sofram de insuficiência cardíaca, pois

pode ocorrer falência renal concomitante.

A hiperuricemia assintomática, por si só, não é uma indicação para a utilização de

alopurinol. O tratamento da causa subjacente, medidas dietéticas e alterações na

ingestão de líquidos poderão corrigir a situação.

O alopurinol pode aumentar a frequência de crises agudas de gota durante os primeiros

6-12 meses de terapêutica, por isso devem ser administradas doses profiláticas de

colquicina concomitantemente durante os primeiros 3 a 6 meses de tratamento com

alopurinol.

Nas crianças, o alopurinol só deve ser utilizado no tratamento da hiperuricemia da

doença de Lesh-Nyhan e de doenças malignas, e na profilaxia da hiperuricemia de

doenças malignas (no início da quimioterapia e da radioterapia).

Embora tal possibilidade seja rara, a fim de evitar a formação de cálculos renais de

xantina, deve aconselhar-se a ingestão abundante de líquidos durante os tratamentos

crónicos com alopurinol. As doses mais elevadas de alopurinol diminuem a xantinúria e

aumentam proporcionalmente a hipoxantinúria, o que também é uma medida profilática

da calculose renal, uma vez que a hipoxantina é muito mais solúvel que a xantina.

A dose de alopurinol deve ser reduzida para metade nos doentes com insuficiência renal

muito grave (depuração de creatinina inferior a 10 ml/min).

Caso o doente esteja medicado com anticoagulantes orais, os controlos da taxa de

protrombina deverão ser mais frequentes.

Foram notificadas reações com erupções cutâneas graves (síndrome de

hipersensibilidade, síndrome de Stevens-Johnson e de necrólise epidérmica tóxica) com

a utilização de alopurinol. À erupção cutânea associam-se frequentemente úlceras na

boca, garganta, nariz, genitais e conjuntivite (olhos vermelhos e inchados). Estas

erupções cutâneas graves são frequentemente antecedidas por sintomas semelhantes à

gripe (febre, dor de cabeça, dores no corpo generalizadas). A erupção cutânea pode

progredir para bolhas e descamação da pele generalizadas. Estas reações cutâneas

graves podem ser mais frequentes em pessoas de origem chinesa de etnia Han,

tailandesa ou coreana. A insuficiência renal crónica pode ainda aumentar o risco nestes

doentes.

Se desenvolver uma erupção ou algum destes sintomas na pele, pare de tomar

alopurinol e contacte imediatamente o seu médico.

O risco de ocorrerem reações cutâneas graves é maior nas primeiras semanas de

tratamento.

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27-07-2018

INFARMED

Se tiver desenvolvido síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica com

o uso de alopurinol, não deve reiniciar a terapêutica com esta substância ativa em

qualquer circunstância.

Crianças

Para mais informação ver Advertências e precauções.

Outros medicamentos e URIPRIM

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo medicamentos sem receita médica.

Podem ocorrer discrasias sanguíneas com a administração de alopurinol e citostáticos

(p. ex., ciclofosfamida, doxorrubicina, bleomicina, procarbazina, halogenetos de

alquilo) em frequências superiores às observadas quando estas substâncias ativas são

administradas em monoterapia. A monitorização do hemograma deve assim ser

efetuada a intervalos regulares.

Os citostáticos azatioprina e 6-mercaptopurina são metabolizados pela xantinoxídase,

pelo que o alopurinol, inibindo esta enzima, diminui drasticamente a metabolização dos

referidos fármacos (necessidade de reduzir a dose destes compostos). Os Uricosúricos

aumentam a excreção de alopurinol e, sobretudo, do seu metabolito ativo, pelo que há

necessidade de aumentar a dose de alopurinol se a este se associa um uricosúrico. Deve-

se evitar o uso concomitante de alopurinol e amoxicilina ou ampicilina, porque pode

haver aumento da frequência de rash cutâneo. Deve-se evitar o uso concomitante de

alopurinol e clorpropamida, porque pode haver risco aumentado de prolongamento da

atividade hipoglicémica da clorpropamida. O alopurinol pode interferir com a

metabolização hepática dos cumarínicos (anticoagulantes orais).

Caso seja tomado hidróxido de alumínio concomitantemente, o alopurinol poderá ter

um efeito atenuado. Deverá existir um intervalo de pelo menos 3 horas entre a toma de

ambos os medicamentos.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte

o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez

URIPRIM 300 deve ser usado durante a gravidez só quando for claramente necessário.

Amamentação

O alopurinol é excretado no leite materno. O alopurinol não é recomendado durante a

amamentação.

Condução de veículos e utilização de máquinas:

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Este medicamento pode provocar sonolência ou vertigens, podendo alterar a capacidade

de reação, mesmo nas doses recomendadas, pelo que a capacidade de condução de

veículos ou utilização de máquinas pode ser prejudicada.

URIPRIM 300 contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a

alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar URIPRIM 300

Tomar este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose recomendada é:

Adultos – Iniciar o tratamento com 100 mg por dia e ir aumentando, semanalmente, 100

mg até normalização das concentrações plasmáticas de ácido úrico. A dose média diária

é, para o adulto, de 100 a 200 mg, pois raramente são necessárias doses diárias mais

altas (até 600 mg). Só excecionalmente se utilizam doses mais altas, de 700 a 800 mg

por dia, nos casos de hiperuricemias secundárias ao uso de citostáticos e de algumas

situações de gota tofácea grave. As doses até 300 mg devem ser tomadas de uma só vez,

após as refeições. Quando são necessárias mais de 300 mg por dia, a dose diária deve

ser repartida por 2 ou 3 administrações. A dose de manutenção no tratamento da gota é,

em média, de 200 a 300 mg por dia, a qual deve manter-se enquanto não for possível

reduzir a hiperuricemia por meios dietéticos, ou até o Médico entender que deve

recorrer a outro tipo de antigotoso.

Utilização em crianças

A dose mais vezes aconselhável é de cerca de 8 mg/kg, após as refeições, em 1 ou 2

administrações diárias. O tratamento só deve ser instituído se houver indicação clara

para o uso do alopurinol e apenas durante algumas semanas (fase inicial da

quimioterapia ou radioterapia antineoplásica); só no tratamento da hiperuricemia da

doença de Lesch-Nyhan o tratamento deve manter-se enquanto for possível. Tanto nas

crianças como nos adultos submetidos a doses elevadas de alopurinol é conveniente

alcalinizar a urina e ingerir bastantes líquidos, de forma a assegurar uma diurese

abundante.

Quando há insuficiência renal, a dose de alopurinol deve ser reduzida (para metade se a

insuficiência renal for acentuada).

Se tomar mais URIPRIM 300 do que deveria:

Não estão descritos casos de sobredose ou de intoxicação aguda com o alopurinol. Será

de esperar, em tal ocorrência, a possibilidade de calculose renal e, eventualmente,

agressão hepática e da medula óssea. O tratamento será de suporte geral, após

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monitorização das funções renal, hepática e da medula óssea. Deve alcalinizar-se a

urina e proceder-se à administração de grandes quantidades de líquidos.

Caso se tenha esquecido de tomar URIPRIM 300:

Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, URIPRIM 300 pode causar efeitos secundários, embora

estes não se manifestem em todas as pessoas.

Os efeitos secundários são de pouca importância e de baixa incidência, desde que as

doses iniciais sejam pequenas e se vão aumentando progressivamente. Podem ocorrer

raras reações de hipersensibilidade (erupção pruriginosa, macular ou maculopapular;

eosinofilia, febre e mialgias). Ocasionalmente aparecem fenómenos dispépticos

benignos, tonturas e cefaleias. No início do tratamento com o alopurinol podem ocorrer

crises agudas de gota, pelo que se aconselha, nessa fase, o uso concomitante de

colquicina. Há um caso descrito na literatura de suspeita de meningite asséptica

induzida por alopurinol.

Se desenvolver algum destes sintomas, pare de tomar os seus comprimidos e fale

imediatamente com o seu médico:

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas)

- Aumento dos níveis sanguíneos da hormona estimulante da tiroide.

Raros (afetam menos de 1 em cada 1000 pessoas)

- febre e arrepios, dor de cabeça, dores musculares (sintomas semelhantes à gripe) e

mal-estar geral

- quaisquer alterações na sua pele e incluindo, por exemplo, úlceras na boca, garganta,

nariz, genitais e conjuntivite (olhos vermelhos e inchados), bolhas ou descamação da

pele generalizadas

- reações de hipersensibilidade graves incluindo febre, erupção cutânea, dores nas

articulações e alterações nas análises de sangue e fígado (estas podem ser sinais de

distúrbio de hipersensibilidade envolvendo múltiplos órgãos). Foram notificadas

erupções cutâneas potencialmente perigosas para a vida (síndrome de Stevens-Johnson,

necrólise epidérmica tóxica) (ver secção 2).

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas)

- Ocasionalmente, alopurinol comprimidos pode afetar o seu sangue, o que se pode

manifestar através da formação de nódoas negras mais facilmente que o habitual, ou

poderá desenvolver uma dor de garganta ou outros sinais de uma infeção. Estes efeitos

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ocorrem habitualmente em pessoas com problemas no fígado ou rins. Informe o seu

médico tão rapidamente quanto possível.

Desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

- Foram, também, descritas reações de angioedema (uma reação alérgica com inchaço

da face, lábios, língua e/ou garganta que pode causar dificuldade em respirar ou engolir

e que pode ser suficientemente grave para exigir atenção médica imediata) e reações

anafiláticas/anafilactóides incluindo choque (uma reação alérgica grave que exige

atenção médica imediata).

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

mencionados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo.. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações

sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar URIPRIM 300

Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar na embalagem de origem. Não conservar acima de 30ºC.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de URIPRIM 300

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A substância ativa é o alopurinol. Os outros excipientes são a lactose, o amido de milho,

a povidona e o estearato de magnésio.

Qual o aspeto de URIPRIM 300 e conteúdo da embalagem

Os comprimidos de URIPRIM 300 são circulares de cor branca e biconvexos, gravados

Bial numa das faces e com ranhura na outra

URIPRIM 300 está disponível em embalagens de 20 e 60 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as embalagens.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

InterBIAL - Produtos Farmacêuticos, S.A.

À Av. da Siderurgia Nacional

4745-457 S. Mamede do Coronado

Portugal

Fabricante

BIAL - Portela & Cª, S.A.

À Av. da Siderurgia Nacional

4745-457 S. Mamede do Coronado

Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Uriprim 300 300 mg comprimido

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 300 mg de alopurinol.

Excipiente com efeito conhecido:

Cada comprimido de Uriprim 300 contém 226 mg de lactose monohidratada.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido.

Os comprimidos de Uriprim 300 são circulares de cor branca e biconvexos, gravados

Bial numa das faces e com ranhura na outra.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento da hiperuricemia primária da gota (no intervalo das crises).

Tratamento da hiperuricemia secundária à policitemia vera, metaplasia mieloide e

outras discrasias sanguíneas.

Tratamento da hiperuricemia secundária da doença de Lesch-Nyhan.

Profilaxia da hiperuricemia e da calculose renal em doentes com leucemias, linfomas ou

outras doenças malignas, particularmente no início da quimioterapia ou da radioterapia

antineoplásica.

A hiperuricemia não é, por si só, uma indicação para a utilização de alopurinol.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

O tratamento deve iniciar-se com 100 mg por dia e ir aumentando, semanalmente, 100

mg até a taxa sérica de urato baixar até 6 mg/dl ou menos, ou até à dose máxima

recomendada de 800 mg/dia.

As doses médias diárias eficazes oscilam, para o adulto e em caso de gota moderada,

entre os 100 e os 200 mg; raramente serão necessárias doses maiores, da ordem dos 300

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a 600 mg por dia, especialmente em doentes com gota tofácea; excecionalmente, pode

ser necessária uma dose de 700 a 800 mg diários (por exemplo, na prevenção das

hiperuricemias devidas ao uso de citostáticos e na gota tofácea grave).

A dose total diária pode, eventualmente, ser repartida por 2 a 3 administrações

parcelares, de preferência após as refeições, nunca se devendo ultrapassar, em cada, os

300 mg.

A dose de manutenção é, habitualmente, de 300 mg por dia, a administrar

fraccionadamente (3 comprimidos de URIPRIM) ou de uma só vez (1 comprimido de

URIPRIM 300).

População pediátrica

No caso das crianças, a dose aconselhável é de cerca de 8 mg/kg/dia. Quando se

indicam posologias muito altas, deve aconselhar-se a alcalinização da urina e a ingestão

abundante de líquidos, de modo a que o volume diário de urina seja mantido num

mínimo de dois litros.

Durante os primeiros tempos de utilização do alopurinol é aconselhável a administração

simultânea de colquicina, particularmente nos doentes que apresentam crises gotosas

agudas com certa frequência, a fim de diminuir a sua incidência, enquanto que os níveis

de ácido úrico não estão, ainda, convenientemente reduzidos de forma estável.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos um excipientes mencionados na

secção 6.1.

Gravidez (sobretudo no 1º trimestre) e amamentação.

A única indicação em Pediatria é a hiperuricemia secundária à doença de Lesh-Nyhan

ou a algumas doenças malignas, não devendo o alopurinol ser utilizado noutras

situações.

O alopurinol não está indicado nas crises agudas de gota.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Deve reduzir-se a dose em doentes com insuficiência renal ou hepática. Recomenda-se

precaução na administração de alopurinol a doentes em tratamento com anti-

hipertensores (ex. Diuréticos ou IECAs) ou que sofram de insuficiência cardíaca, pois

pode ocorrer falência renal concomitante.

A hiperuricemia assintomática, por si só, não é uma indicação para a utilização de

alopurinol. O tratamento da causa subjacente, medidas dietéticas e alterações na

ingestão de líquidos poderão corrigir a situação.

O alpurinol pode aumentar a frequência de crises agudas de gota durante os primeiros

6-12 meses de terapêutica, por isso devem ser administradas doses profiláticas de

colquicina concomitantemente durante os primeiros 3 a 6 meses de tratamento com

alopurinol.

Nas crianças, o alopurinol só deve ser utilizado no tratamento da hiperuricemia da

doença de Lesh-Nyhan e de doenças malignas, e na profilaxia da hiperuricemia de

doenças malignas (no início da quimioterapia e da radioterapia).

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Embora tal possibilidade seja rara, a fim de evitar a formação de cálculos renais de

xantina, deve aconselhar-se a ingestão abundante de líquidos durante os tratamentos

crónicos com alopurinol. As doses mais elevadas de alopurinol diminuem a xantinúria e

aumentam proporcionalmente a hipoxantinúria, o que também é uma medida profilática

da calculose renal, uma vez que a hipoxantina é muito mais solúvel que a xantina.

A dose de alopurinol deve ser reduzida para metade nos grandes insuficientes renais

(depuração de creatinina inferior a 10 ml).

Caso o doente esteja medicado com anticoagulantes orais, os controlos da taxa de

protrombina deverão ser mais próximos.

Síndrome de hipersensibilidade, Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e Necrólise

Epidérmica Tóxica (NET)

As reações de hipersensibilidade ao alopurinol podem manifestar-se de diferentes

formas, incluindo exantema maculopapular, síndrome de hipersensibilidade (DRESS) e

SSJ/NET. Estas reações são diagnósticos clínicos e as suas apresentações clínicas são a

base do processo de decisão. Se estas reações ocorrerem a qualquer altura durante o

tratamento, o alopurinol deve ser imediatamente retirado. O medicamento não deve ser

reintroduzido no tratamento de doentes com síndrome de hipersensibilidade (DRESS) e

SSJ/NET. Foram notificadas reações cutâneas graves e potencialmente fatais de

síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) ou de necrólise epidérmica tóxica (NET) com o uso

de alopurinol. Os corticosteroides podem apresentar benefícios no tratamento das

reações de hipersensibilidade cutâneas.

O diagnóstico precoce e a descontinuação imediata do medicamento suspeito permitem

a obtenção de melhores resultados na abordagem de SSJ e de NET. A descontinuação

precoce está associada a um melhor prognóstico.

Os doentes devem ser alertados para os sinais e sintomas das reações cutâneas e devem

ser atentamente monitorizados. O risco de ocorrência de síndrome de Stevens-Johnson

(SSJ) ou de necrólise epidérmica tóxica (NET) é maior durante as primeiras semanas de

tratamento.

Alelo HLA-B*5801

O alelo HLA-B*5801 está demonstradamente associado ao risco de desenvolvimento da

síndrome de hipersensibilidade (DRESS) e de SSJ/NET com o alopurinol. A frequência

do alelo HLA-B*5801 varia amplamente com a etnia das populações: até 20% na

população chinesa de etnia Han, 8-15% na população tailandesa, cerca de 12% na

população coreana e 1-2% nos indivíduos de origem japonesa ou europeia. O rastreio

para o HLA-B*5801 deve ser ponderado antes de iniciar o tratamento com alopurinol

em subgrupos de doentes em que a prevalência deste alelo é reconhecidamente elevada.

A insuficiência renal crónica pode ainda aumentar o risco nestes doentes. Na

eventualidade de não estar disponível a genotipagem para o HLA-B*5801 para doentes

descendentes de chineses de etnia Han, tailandeses ou coreanos, os benefícios devem

ser avaliados exaustivamente e ponderado se estes se sobrepõem aos possíveis riscos

acrescidos antes de iniciar a terapêutica. A utilização da genotipagem não foi

estabelecida noutras populações de doentes. Se o doente for portador conhecido do

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27-07-2018

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alelo HLA-B*5801 (em especial, nos descendentes de chineses de etnia Han,

tailandeses ou coreanos), o alopurinol não deve ser iniciado a menos que não existam

outras opções terapêuticas razoáveis e se os benefícios forem superiores aos riscos. É

necessária vigilância acrescida para sinais de síndrome de hipersensibilidade (DRESS)

ou de SSJ/NET e o doente deve ser informado acerca da necessidade de parar

imediatamente o tratamento ao aparecimento dos primeiros sintomas.

A SSJ/NET pode ainda ocorrer em doentes negativos para o HLA-B*5801,

independentemente da sua origem étnica.

Anomalias da tiroide

Foram observados valores aumentados da TSH (>5,5

UI/ml) em doentes sob

tratamento a longo prazo com alopurinol (5,8%) num estudo de extensão, aberto, a

longo prazo. São necessárias precauções quando o alopurinol é utilizado em doentes

com alterações da função da tiroide.

Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de

lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Citostáticos: Podem ocorrer discrasias sanguíneas com a administração de alopurinol e

citostáticos (p. ex., ciclofosfamida, doxorrubicina, bleomicina, procarbazina,

halogenetos de alquilo) em frequências superiores às observadas quando estas

substâncias ativas são administradas em monoterapia.

A monitorização do hemograma deve assim ser efetuada a intervalos regulares.

Azatioprina e 6-mercaptopurina: estes citostáticos são metabolizados pela

xantinoxídase, pelo que o alopurinol, inibindo esta enzima, diminui drasticamente a

metabolização dos referidos fármacos (necessidade de reduzir a dose destes

compostos).

Uricosúricos: aumentam a excreção de alopurinol e, sobretudo, do seu metabolito ativo

oxipurinol (aloxantina), pelo que a capacidade inibidora da xantinoxídase condicionada

pelo alopurinol está diminuída (necessidade de aumentar a dose de alopurinol).

Ampicilina e Amoxicilina: Foi relatado aumento da frequência de rash cutâneo em

doentes tratados simultaneamente com ampicilina ou amoxicilina e alopurinol,

comparativamente a doentes tratados só com alopurinol. A importância clínica deste

efeito não foi determinada, no entanto sugere-se evitar, se possível, o uso concomitante

destes fármacos.

Clorpropamida: O alopurinol e a clorpropamida são ambos excretados ao nível dos

túbulos renais, pelo que poderá haver risco aumentado de prolongamento da atividade

hipoglicémica da clorpropamida na administração concomitante em doentes

insuficientes renais.

Hidróxido de alumínio: Caso seja tomado hidróxido de alumínio concomitantemente, o

alopurinol poderá ter um efeito atenuado. Deverá existir um intervalo de pelo menos 3

horas entre a toma de ambos os medicamentos.

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27-07-2018

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Outras interações possíveis: o alopurinol pode interferir com a metabolização hepática

dos cumarínicos (anticoagulantes orais).

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Embora não haja nenhum ensaio até à data usando alopurinol em mulheres grávidas, o

fármaco deve ser usado durante a gravidez só quando for claramente necessário.

Amamentação

O alopurinol e o seu metabolito oxipurinol são excretados no leite materno. O

alopurinol não é recomendado durante a amamentação.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Este medicamento pode provocar sonolência ou vertigens, podendo alterar a capacidade

de reação, mesmo nas doses recomendadas, pelo que a capacidade de condução de

veículos ou utilização de máquinas pode ser prejudicada.

4.8 Efeitos indesejáveis

O alopurinol é um fármaco bastante bem tolerado, sendo a maior parte das reações

adversas de baixa incidência e de importância reduzida. Com efeito, desde que a

terapêutica se inicie com doses pequenas, que se aumentam progressivamente, a

incidência de reações adversas não chega a 1%.

As menos raras são as reações de hipersensibilidade cutânea (erupção pruriginosa,

macular e maculopapular) e hematológica (eosinofilia), por vezes acompanhada de

febre e mialgias. Ocasionalmente podem ocorrer fenómenos dispépticos benignos,

tonturas e cefaleias.

É verdadeiramente excecional a ocorrência de outras reações adversas, embora haja

referidos, na literatura, alguns casos de leucopenia, leucocitose e de hepatomegalia com

elevação da atividade das transamínases.

Há um caso descrito na literatura de suspeita de meningite asséptica induzida por

alopurinol.

Doenças do sangue e do sistema linfático

Muito raro: agranulocitose, trombocitopenia e anemia anaplásica.

Foram recebidos relatórios muito raros de trombocitopenia, agranulocitose e anemia

anaplásica, especialmente em indivíduos com compromisso da função renal e/ou

hepática, reforçando a necessidade de ter cuidados especiais com este grupo de doentes.

Distúrbios do sistema imunitário

Um distúrbio de hipersensibilidade multiórgãos retardada (conhecida como síndrome de

hipersensibilidade ou DRESS) com febre, erupção cutânea, vasculite, linfoadenopatias,

pseudolinfoma, artralgias, leucopenia, eosinofilia, hepatoesplenomegalia, alterações das

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provas de função hepática e síndrome do desaparecimento dos ductos biliares intra-

hepáticos) pode ocorrer em variadas combinações. Outros órgãos podem também ser

afetados (ex.: fígado, pulmões, rins, pâncreas, miocárdio e cólon). Se ocorrerem, tais

reações podem surgir a qualquer altura durante o tratamento, devendo o Uriprim ser

retirado imediata e permanentemente.

Quando ocorreram reações de hipersensibilidade, estas incluíram distúrbios renais e/ou

hepáticos, particularmente nos casos em que o desfecho foi fatal.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Raro: Reações adversas cutâneas graves – foram notificados casos de síndrome de

Stevens-Johnson (SSJ) e de necrólise epidérmica tóxica (NET) (ver secção 4.4).

Desconhecido: angioedema e reação anafilática.

Exames complementares de diagnóstico

Frequente: aumento do nível sanguíneo da hormona estimulante da tiroide*

*A ocorrência de níveis aumentados da hormona estimulante da tiroide (TSH) nos

estudos relevantes não reportou qualquer impacto nos níveis de T4 livre, ou tiveram

níveis de TSH indicativos de hipotiroidismo subclínico.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

O que há a esperar em caso de sobredosagem é um incremento das reações adversas

descritas anteriormente.

Em caso de intoxicação aguda, a monitorização das funções renal, hepática e da medula

óssea é de aconselhar, tal como as medidas de suporte geral, incluindo a administração

de fluidos que garantam uma abundante diurese.

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5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 9.3-Medicamentos usados para o tratamento da gota

Código ATC: MO4A A01

Mecanismo de ação

O alopurinol é, essencialmente, um inibidor da xantinoxídase e, portanto, inibe a fase

final da síntese de ácido úrico, isto é, a passagem da hipoxantina a xantina e da xantina

a ácido úrico. A inibição da xantinoxídase pelo alopurinol é de tipo competitivo para as

baixas concentrações do fármaco; quando as concentrações são elevadas, a inibição

pode revestir um aspeto não competitivo.

No entanto, o alopurinol, além de ser um inibidor da xantinoxídase, é também substrato

desta enzima, a qual oxida o alopurinol, com formação de aloxantina (também

designada oxipurinol). Este metabolito do alopurinol é também um inibidor competitivo

da xantinoxídase, pelo que o efeito global do alopurinol sobre a síntese "in vivo" do

ácido úrico se estabelece por inibição da xantinoxídase pela própria molécula intacta do

alopurinol e pela molécula do seu metabolito aloxantina (ou oxipurinol). A atividade

inibidora da aloxantina é, porém, muito menor do que a do alopurinol.

Efeitos farmacodinâmicos

Como consequência da inibição da síntese do ácido úrico, observa-se descida dos níveis

plasmáticos e da depuração urinária dos percursores imediatos do ácido úrico, a

hipoxantina e a xantina. As quantidades relativas de ácido úrico, xantina e hipoxantina

excretadas pela urina durante a administração de alopurinol variam com a dose deste

que é empregada. Com doses relativamente baixas, cerca de 50% são representados pela

xantina, sendo os restantes 50% repartidos pela hipoxantina e o ácido úrico. No entanto,

com doses mais altas de alopurinol, que condicionam uma inibição mais intensa da

passagem da hipoxantina a xantina, a quantidade de ácido úrico na urina é muito baixa,

a percentagem de xantina desce também, aumentando a percentagem de hipoxantina.

Este aspeto da farmacodinamia do alopurinol é importante, dado que a solubilidade de

cada um destes três compostos é independente da solubilidade dos outros, o que minora

o risco de cálculos nos grandes gotosos. Também a elevação da dose de alopurinol

pode, também neste aspeto, ser favorável pois a hipoxantina, mais abundante nestas

condições, em deterimento da xantina, é muito mais solúvel do que esta.

Embora a xantinoxídase atue sobre vários substratos, não há evidência de alterações

funcionais derivadas do uso do alopurinol no tratamento da gota.

Salvo nos raros casos que respondem de forma anormal ao alopurinol, este composto

não evidencia acções farmacológicas sobre os diversos órgãos e sistemas do organismo,

para além do que ficou referido.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

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O alopurinol administrado por via oral é rapidamente absorvido.

Distribuição

As concentrações máximas observam-se 30 a 60 minutos após a ingestão do fármaco. A

julgar pela excreção fecal do alopurinol, a biodisponibilidade oral deste composto é de

cerca de 80%. A semivida da molécula intacta de alopurinol é relativamente curta, pois

se situa entre as 2 e as 3 horas. Este facto explica-se pela passagem relativamente rápida

do alopurinol a aloxantina. Após uma dose única de alopurinol, apenas 10% são

eliminados intactos; o restante aparece na urina como aloxantina. Com as

administrações repetidas, a percentagem de alopurinol intacto que aparece na urina

aumenta para cerca de 30%, o que é devido à inibição, pela aloxantina formada, da

xantinoxídase e, portanto, da própria passagem de alopurinol a aloxantina. A aloxantina

tem uma semivida muito longa (18 a 30 horas), dada a intensa reabsorção tubular que se

verifica após a sua filtração pelos glomérulos renais.

A distribuição do alopurinol e do seu metabolito aloxantina é muito ampla, e faz-se de

acordo com o conteúdo de água de cada tecido, salvo no SNC onde as concentrações

mal chegam a 1/3 das concentrações plasmáticas. A passagem para o feto e para o leite

é relativamente fácil. Nenhum destes dois compostos se liga às proteínas do plasma.

Eliminação

A excreção do alopurinol e da aloxantina faz-se por filtração glomerular que, no caso da

aloxantina, é seguida de uma intensa reabsorção tubular.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Usando-se doses elevadas por via intraperitoneal no ratinho (50 a 100 mg/kg) nos 10 ou

13 dias de gestação, o fármaco mostrou teratogenicidade. No entanto, num estudo

similar efetuado no rato, com administração de 120/mg/kg/dia, após o 12º dia de

gestação, não se observaram quaisquer anomalias. Doses elevadas de alopurinol por via

oral no ratinho (até 100 mg/kg/dia), no rato (até 200 mg/kg/dia e no coelho (até 15

mg/kg/dia), nos dias 8 a 16 de gravidez não mostraram quaisquer efeitos teratogénicos.

Estudos de reprodutividade em ratos e coelhos usando doses até 20 vezes as doses

humanas usuais não evidenciaram alteração da fertilidade.

Estudos citogénicos mostraram que o alopurinol não induz alterações cromossómicas

nas células sanguíneas in vitro, em concentrações até 100 g/ml e in vivo em doses até

60 mg/dia, para um período de 40 meses.

Os resultados de estudos bioquímicos e citológicos mostram que o alopurinol não tem

efeitos nocivos no ADN, qualquer que seja o estadio do ciclo celular e não é

mutagénico.

Após administração reiterada de alopurinol no rato e murganho durante 2 anos, não se

observou qualquer evidência de carcinogenicidade.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

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6.1 Lista dos excipientes

Lactose monohidratada, amido de milho, povidona e estearato de magnésio.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

5 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar na embalagem de origem. Não conservar acima de 30ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Os comprimidos são acondicionados em blister de PVC e alumínio.

Embalagens de 20 e 60 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais para a eliminação.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com

as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

InterBIAL - Produtos Farmacêuticos, S.A.

À Av. da Siderurgia Nacional

4745-457 S. Mamede do Coronado

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Embalagem de 20 comprimidos: 9197053;

Embalagem de 60 comprimidos: 9197061

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 10 de julho de 1975

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Data da última renovação: 07 de dezembro de 2004

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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